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<journal-title><![CDATA[GOT, Revista de Geografia e Ordenamento do Território]]></journal-title>
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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Episódio de onda de frio em cidade de clima tropical: estudo de caso de Presidente Prudente, São Paulo (Brasil)]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Presidente Prudente is located in the west of São Paulo State (southeastern Brazil), region of confrontation between the tropical and extratropical weather systems. The city is known as one of the hottest of the São Paulo State, due to record high temperatures in much of the year. The aim of this paper was to analyze an episode of cold wave who took place between 12-18 July in the year 2000 and brought many consequences for prudentina population, in other words, those days with low temperatures propitiated impacts on agriculture, commerce and people&#8217;s health.]]></p></abstract>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[Onda de frio]]></kwd>
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<kwd lng="en"><![CDATA[Presidente Prudente]]></kwd>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><b>ARTIGO ORIGINAL</b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Epis&oacute;dio de onda de frio em cidade de clima tropical: estudo de caso de Presidente Prudente, S&atilde;o Paulo (Brasil)</b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Barbosa, Hiago<sup>1</sup>; Santos, Flaviane<sup>1</sup></b></p>     <p><sup>1</sup>Faculdade de Ci&ecirc;ncias e Tecnologia, UNESP campus de Presidente Prudente; <a style="color: #000080;" href="mailto:hiagopb30@gmail.com">hiagopb30@gmail.com</a>; <a style="color: #000080;" href="mailto:flavianeramos2@gmail.com">flavianeramos2@gmail.com</a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>RESUMO</b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Presidente Prudente localiza-se no oeste do Estado de S&atilde;o Paulo (Sudeste do Brasil), regi&atilde;o de confronto entre os sistemas atmosf&eacute;ricos tropicais e extratropicais. A cidade &eacute; conhecida como uma das mais quentes do Estado de S&atilde;o Paulo, devido ao registro de altas temperaturas em boa parte do ano. O objetivo do presente artigo foi o de analisar um epis&oacute;dio de onda de frio, que ocorreu entre os dias 12 a 18 de julho do ano de 2000 e trouxe diversas consequ&ecirc;ncias para a popula&ccedil;&atilde;o prudentina, ou seja, esses dias com temperaturas baixas propiciaram impactos na agricultura, no com&eacute;rcio e na sa&uacute;de das pessoas.</p>     <p><b>Palavras-Chave</b>: Onda de frio, clima tropical, ordenamento do territ&oacute;rio, Presidente Prudente.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>ABSTRACT</b></p>     <p>Presidente Prudente is located in the west of S&atilde;o Paulo State (southeastern Brazil), region of confrontation between the tropical and extratropical weather systems. The city is known as one of the hottest of the S&atilde;o Paulo State, due to record high temperatures in much of the year. The aim of this paper was to analyze an episode of cold wave who took place between 12-18 July in the year 2000 and brought many consequences for prudentina population, in other words, those days with low temperatures propitiated impacts on agriculture, commerce and people&rsquo;s health.</p>     <p><b>Keywords:</b> cold wave, tropical climate, territorial planning, Presidente Prudente;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>1. Introdu&ccedil;&atilde;o</b></p>     <p>A an&aacute;lise dos processos clim&aacute;ticos em escala regional representa uma ferramenta de fundamental import&acirc;ncia para a compreens&atilde;o da din&acirc;mica clim&aacute;tica e da natureza dos eventos clim&aacute;ticos extremos ao redor do globo, e tamb&eacute;m na escala local atrav&eacute;s de estudos dos espa&ccedil;os urbano e rural, por meio de uma perspectiva de an&aacute;lise pautada na climatologia.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Dessa forma, o presente trabalho, por meio de uma abordagem sist&ecirc;mica de tais processos, apresentar&aacute; ao leitor um quadro detalhado e coerente justamente sobre mais um dentre tantos eventos extremos oriundos da din&acirc;mica clim&aacute;tica: a onda de frio ocorrida na cidade de Presidente Prudente entre os dias 12 e 18 de julho, do ano 2000. Para atingirmos tal objetivo, torna-se necess&aacute;rio dividir este trabalho em partes que se completam.</p>     <p>Num primeiro momento, foi realizada uma breve caracteriza&ccedil;&atilde;o da &aacute;rea de estudo: a cidade de Presidente Prudente, localizada no oeste paulista. Obviamente que localizar e caracterizar a &aacute;rea de estudo &eacute; de suma import&acirc;ncia para atingirmos um resultando final satisfat&oacute;rio, afinal, para compreender a din&acirc;mica clim&aacute;tica que estabelece os tipos de tempo (e ocasiona os eventos extremos) na cidade de Presidente Prudente, &eacute; de extrema import&acirc;ncia identificar a quais processos clim&aacute;ticos a cidade est&aacute; submetida.</p>     <p>Em seguida foi realizado, o que denominandos da ess&ecirc;ncia deste estudo. A partir dos dados meteorol&oacute;gicos fornecidos, realizamos - embasados na fundamental contribui&ccedil;&atilde;o de Carlos Augusto de Figueiredo Monteiro (1971 e 1976) - a an&aacute;lise r&iacute;tmica e a identifica&ccedil;&atilde;o dos tipos de tempo atuantes durante o per&iacute;odo considerado (12 a 18 de julho de 2000) na cidade de Presidente Prudente.</p>     <p>Num terceiro momento, foi realizada a caracteriza&ccedil;&atilde;o do fen&ocirc;meno em si, ou seja, demonstraremos ao leitor, a partir da verifica&ccedil;&atilde;o e estudo dos dados fornecidos, o que seria uma onda de frio, o qu&ecirc; caracteriza a sua exist&ecirc;ncia na &aacute;rea de estudo considerada e a rela&ccedil;&atilde;o dessa com a sa&uacute;de dos citadinos. Posteriormente, apresentaremos algumas considera&ccedil;&otilde;es sobre o conforto t&eacute;rmico enquanto elemento fundamental para a qualidade de vida no espa&ccedil;o intraurbano de Presidente Prudente e, ao mesmo tempo, algumas mitiga&ccedil;&otilde;es - que t&ecirc;m por objetivo minimizar os efeitos adversos das ondas de frios - ser&atilde;o apresentadas ao leitor.</p>     <p>Por fim, fizemos algumas considera&ccedil;&otilde;es finais sobre tudo que apresentamos ao longo das diversas p&aacute;ginas que comp&otilde;em este trabalho, procurando, por meio de algumas constata&ccedil;&otilde;es, salientar a import&acirc;ncia de trabalharmos os eventos extremos em Presidente Prudente a partir de uma analise clim&aacute;tica voltada para o espa&ccedil;o urbano em quest&atilde;o, utilizando as contribui&ccedil;&otilde;es de Monteiro encontrados na Teoria e Clima Urbano (1976).</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>1.1. Caracteriza&ccedil;&atilde;o de Presidente Prudente (S&atilde;o Paulo)</b></p>     <p>O munic&iacute;pio de Presidente Prudente (<a href="#f1">figura 1</a>) est&aacute; situado no oeste do Estado de S&atilde;o Paulo no Brasil, compreendido em coordenadas geogr&aacute;ficas entre a latitude 22&deg;07&rsquo;S e a longitude 51&deg;23&rsquo;W. De acordo com o Censo Demogr&aacute;fico do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatist&iacute;ca) de 2010, a popula&ccedil;&atilde;o &eacute; de aproximadamente 208 mil habitantes. O mun&iacute;cipio foi criado em 1917 e apresentou ao longo do tempo diferentes tipos de forma&ccedil;&atilde;o a partir da cultura predominante da &eacute;poca (caf&eacute;, algod&atilde;o, pecu&aacute;ria etc.). Situa-se cerca de 600 quil&ocirc;metros do oceano, com uma altitude variando de 390 a 490 metros sobre o n&iacute;vel do mar.</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="f1">     <p><img src="/img/revistas/got/n6/n6a04f1.gif"></p>     
]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p>A cidade situa-se numa &aacute;rea de transi&ccedil;&atilde;o entre os climas zonais controlados pelos sistemas tropicais, que lhe confere elevadas temperaturas de primavera e ver&atilde;o, e pelos sistemas extratropicais (massas polares) que ocasionam epis&oacute;dios de invas&atilde;o das frentes frias e do ar polar no outono e inverno, provocando baixas temperaturas. (Sant&rsquo;anna Neto e Tomamaselli, 2009).</p>     <p>Al&eacute;m disso, est&aacute; sob o regime de um clima tropical, alternadamente seco e chuvoso. Em escala zonal, t&ecirc;m seu clima controlado pelos sistemas tropicais, ou seja, a&ccedil;&atilde;o predominante das massas Tropical Atl&acirc;ntica (Ta), Tropical Continental (Tc) e Equatorial Continental (Ec), conforme <a href="#f2">figura 2</a>, principalmente no per&iacute;odo de primavera e ver&atilde;o, que s&atilde;o respons&aacute;veis pelas elevadas temperaturas desta &eacute;poca do ano. E pelos sistemas extratropicais (massas polares), isto &eacute;, a penetra&ccedil;&atilde;o dos sistemas frontais (Frente Polar Atl&acirc;ntica) e a atua&ccedil;&atilde;o da massa Polar Atl&acirc;ntica (Pa), que s&atilde;o respons&aacute;veis pelo aumento da velocidade do vento, pela queda brusca da temperatura e longos per&iacute;odos de estiagens (Sant&rsquo;anna neto e Tomamaselli, 2009).</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="f2">     <p><img src="/img/revistas/got/n6/n6a04f2.gif"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>Na maior parte do ano a cidade de Presidente Prudente est&aacute; sob a a&ccedil;&atilde;o do sistema tropical atl&acirc;ntico (massa de ar quente, est&aacute;vel e pouco &uacute;mida), proporcionando elevadas temperaturas.</p>     <p>Por meio de uma an&aacute;lise temporal dos dados de temperatura do ar registrados na Esta&ccedil;&atilde;o Meteorol&oacute;gica da Faculdade de Ci&ecirc;ncias e Tecnologia da UNESP (Universidade Estadual Paulista), se tornou poss&iacute;vel a realiza&ccedil;&atilde;o de uma discuss&atilde;o mais ampla do assunto. Analisando a s&eacute;rie hist&oacute;rica de 1961 a 2010, verificou-se que a temperatura m&eacute;dia da m&aacute;xima foi de 29,1&deg;C, enquanto a temperatura m&eacute;dia da m&iacute;nima foi de 18&deg;C.</p>     <p>O ano de 2002 destacou-se como o de temperatura m&eacute;dia das m&aacute;ximas (<a href="#f3">figura 3</a>) de maior valor, ou seja, est&aacute; dentro dos anos mais quentes registrados, apresentando a temperatura de 30,6&deg;C. Seguido pelo ano de 2007, que apresentou uma temperatura m&eacute;dia das m&aacute;ximas de 30,4&deg;C.</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="f3">     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><img src="/img/revistas/got/n6/n6a04f3.gif"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>O recorde entre os anos com temperaturas mais baixas (<a href="#f4">figura 4</a>), foi alcan&ccedil;ado no ano de 1962 com temperatura m&eacute;dia das m&iacute;nimas registrando 14,9&deg;C. Outros anos com temperaturas mais baixas, que se destacaram foram o de 1963 e 1968 (respectivamente com a mesma temperatura de 15,1&deg;C) e o ano de 1966 que apresentou uma temperatura de 15,7&deg;C. Sabe-se que a utiliza&ccedil;&atilde;o dos valores m&eacute;dios n&atilde;o s&atilde;o os mais adequados para tratar a quest&atilde;o de um epis&oacute;dio de onda de frio, por isso, foram realizadas an&aacute;lises di&aacute;rias (com valores absolutos de m&iacute;nima, m&eacute;dia e m&aacute;xima t&eacute;rmica) durante o per&iacute;odo estudado nesse trabalho.</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="f4">     <p><img src="/img/revistas/got/n6/n6a04f4.gif"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>Observa-se nas figuras <a href="#f3">3</a>&nbsp;e <a href="#f4">4</a>&nbsp;as temperaturas m&eacute;dias das m&aacute;ximas e m&iacute;nimas, uma tend&ecirc;ncia crescente nos valores de temperatura m&eacute;dia das m&aacute;ximas e tamb&eacute;m uma tend&ecirc;ncia crescente mais acentuada na temperatura m&eacute;dia das m&iacute;nimas. Esse fen&ocirc;meno de aumento nas temperaturas pode ser explicado pelo processo de expans&atilde;o da malha urbana, que cresceu sem levar em considera&ccedil;&atilde;o o contexto clim&aacute;tico e ambiental da cidade, bem como a falta de efetiva&ccedil;&atilde;o de a&ccedil;&otilde;es de planejamento.</p>     <p>N&atilde;o &eacute; dif&iacute;cil perceber que os anos que obtiveram as m&eacute;dias de temperatura m&iacute;nima mais baixa pertencem justamente &agrave; d&eacute;cada de 1960, per&iacute;odo em que o processo de urbaniza&ccedil;&atilde;o prudentina pouco havia se iniciado. Em consequ&ecirc;ncia, os anos que apresentaram essas m&eacute;dias m&iacute;nimas de temperatura mais elevadas, dizem respeito &agrave; d&eacute;cada de 2000, onde a cidade se encontrava em um est&aacute;gio de urbaniza&ccedil;&atilde;o muito mais consolidado.</p>     <p>Em regi&otilde;es tropicais como a que se encontra Presidente Prudente, pode-se considerar a exist&ecirc;ncia de apenas duas esta&ccedil;&otilde;es bem definidas: uma chuvosa (de outubro a mar&ccedil;o), que concentra cerca de 70% do volume pluviom&eacute;trico anual e, outra, mais seca (de abril a setembro), quando chove apenas 30% do total (Ibidem, 2009).</p>     <p>De acordo com Souza (2004), em Presidente Prudente, o epis&oacute;dio extremo de maior repercuss&atilde;o local &eacute; a chuva, tanto pelo seu excesso quanto pela aus&ecirc;ncia. As rajadas de ventos, diminui&ccedil;&atilde;o da umidade relativa do ar e as ondas de calor e frio podem tamb&eacute;m ocasionar forte repercuss&atilde;o no espa&ccedil;o geogr&aacute;fico, como pode ser observado no decorrer do presente trabalho, que discorre sobre os impactos de uma onda de frio que atingiu a popula&ccedil;&atilde;o prudentina no m&ecirc;s de Julho de 2000.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>2. Metodologia</b></p>     <p>Para a investiga&ccedil;&atilde;o das ondas de frio &eacute; necess&aacute;rio uma ado&ccedil;&atilde;o da metodologia utilizada pela Organiza&ccedil;&atilde;o Meteorol&oacute;gica Mundial (OMM), segundo a qual para a exist&ecirc;ncia de uma onda de frio &eacute; necess&aacute;rio que se registrem valores di&aacute;rios de temperatura m&iacute;nima inferiores &agrave; m&eacute;dia di&aacute;ria do per&iacute;odo de refer&ecirc;ncia durante, pelo menos, seis dias consecutivos (Monteiro, 2013). O per&iacute;odo de refer&ecirc;ncia nesse trabalho se trata do m&ecirc;s de julho de 2000 em Presidente Prudente.</p>     <p>Em contrapartida, por se tratar de uma cidade localizada no hemisf&eacute;rio sul e, portanto de clima tropical, uma onda de frio &eacute; caracterizada por um per&iacute;odo com mais de tr&ecirc;s dias consecutivos com valores de temperatura m&iacute;nima abaixo dos 10&deg;C (este crit&eacute;rio foi adotado pelos autores, sobretudo para uma caracteriza&ccedil;&atilde;o de onda de frio na cidade de Presidente Prudente que apresenta um clima do tipo tropical), distinguindo-se dos par&acirc;metros de cidades do hemisf&eacute;rio norte, sobretudo as que possuem clima temperado.</p>     <p>Para a realiza&ccedil;&atilde;o deste trabalho foram utilizados os dados meterol&oacute;gicos da Esta&ccedil;&atilde;o Meteorol&oacute;gica da Faculdade de Ci&ecirc;ncias e Tecnologia da UNESP localizada na cidade de Presidente Prudente.</p>     <p>&Eacute; importante ressaltar, que os dados meteorol&oacute;gicos utilizados para a elabora&ccedil;&atilde;o da an&aacute;lise r&iacute;tmica foram os registrados &agrave;s 9h (12h GMT), bem como a identifica&ccedil;&atilde;o dos sistemas atmosf&eacute;ricos atuantes no per&iacute;odo.</p>     <p>Os sistemas atmosf&eacute;ricos atuantes na regi&atilde;o durante o per&iacute;odo analisado foram identificados por meio das imagens de sat&eacute;lite GOES e das cartas sin&oacute;ticas de superf&iacute;cie da Marinha do Brasil, conjuntamente com os dados meteorol&oacute;gicos de superf&iacute;cie.</p>     <p>O aporte te&oacute;rico-metodol&oacute;gico utilizado para a realiza&ccedil;&atilde;o desse trabalho est&aacute; pautado no S.C.U. (Sistema Clima Urbano) elaborado por Monteiro (1976), como tamb&eacute;m na an&aacute;lise r&iacute;tmica dos tipos de tempo elaborada pelo mesmo autor e publicada no ano de 1971.</p>     <p>A an&aacute;lise dos dados para a elabora&ccedil;&atilde;o da an&aacute;lise r&iacute;tmica foi pautada na proposta de Monteiro (1971) com o conceito de ritmo clim&aacute;tico, que considera a sucess&atilde;o dos tempos atmosf&eacute;ricos em escala di&aacute;ria.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>De acordo com Monteiro (1971) a ideia de ritmo &eacute; concebida atrav&eacute;s da representa&ccedil;&atilde;o concomitantemente dos elementos fundamentais do clima em unidade de tempo cronol&oacute;gica pelo menos di&aacute;rias, compat&iacute;veis com a representa&ccedil;&atilde;o da circula&ccedil;&atilde;o atmosf&eacute;rica regional, geradora dos estados atmosf&eacute;ricos que se sucedem e constituem o fundamento de ritmo.</p>     <blockquote>     <p>Sendo a an&aacute;lise r&iacute;tmica uma abordagem essencialmente din&acirc;mica, torna-se necess&aacute;rio um perfeito entrosamento entre as observa&ccedil;&otilde;es locais detalhadas em unidades de tempo cronol&oacute;gico adequadas como tamb&eacute;m os elementos de an&aacute;lise espacial da circula&ccedil;&atilde;o atmosf&eacute;rica. (Monteiro, 1971, p. 13).</p> </blockquote>     <p>&nbsp;</p>     <p>Neste mesmo trabalho, o autor ressalta a import&acirc;ncia da utiliza&ccedil;&atilde;o do ritmo clim&aacute;tico em estudos em diferentes &aacute;reas da climatologia. O ritmo clim&aacute;tico relacionado aos problemas urbanos &eacute; entendido por Monteiro (1971) como a terceira ordem de preocupa&ccedil;&atilde;o do programa, afirmando que a abordagem setorial da cidade, ligar&aacute; o ritmo de sucess&atilde;o do tempo com problemas de maior significa&ccedil;&atilde;o na organiza&ccedil;&atilde;o do espa&ccedil;o urbano.</p>     <p>As not&iacute;cias de jornais s&atilde;o uma importante ferramenta para a an&aacute;lise dos epis&oacute;dios extremos que ocorrem nos espa&ccedil;os rural e urbano, sobretudo aqueles que trazem maiores impactos para a sociedade.</p>     <p>Dessa forma, utilizamos como fonte de consulta dois importantes jornais na cidade de Presidente Prudente, &ldquo;O imparcial&rdquo; e o &ldquo;Oeste Not&iacute;cias&rdquo;. Por meio dessas fontes foi poss&iacute;vel o recolhimento de algumas reportagens que trataram sobre o evento clim&aacute;tico que antigiu os habitantes de Presidente Prudente, sobretudo as consequ&ecirc;ncias geradas no campo, na cidade e a influ&ecirc;ncia no com&eacute;rcio.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>3. Resultados</b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>3.1. An&aacute;lise r&iacute;tmica: as variav&eacute;is meteorol&oacute;gicas e os tipos de tempo</b></p>     <p>Monteiro (1971) divulgou sua proposta de &ldquo;an&aacute;lise r&iacute;tmica&rdquo; como uma forma de procedimento, no escopo da Climatologia Geogr&aacute;fica, de explicar a g&ecirc;nese, a din&acirc;mica e o impacto dos elementos meteorol&oacute;gicos e suas repercuss&otilde;es no espa&ccedil;o geogr&aacute;fico.</p>     <p>A an&aacute;lise r&iacute;tmica (<a href="#f5">figura 5</a>) consiste na constru&ccedil;&atilde;o de um gr&aacute;fico, em escala di&aacute;ria, dos principais elementos meteorol&oacute;gicos respons&aacute;veis pela constitui&ccedil;&atilde;o dos &ldquo;tipos de tempo&rdquo; (massas de ar e sistemas frontais, considerados na an&aacute;lise feita pela climatologia). Com base na an&aacute;lise das combina&ccedil;&otilde;es destes elementos (press&atilde;o atmosf&eacute;rica, temperatura, precipita&ccedil;&atilde;o, umidade relativa, dire&ccedil;&atilde;o e velocidade do vento, nebulosidade e fases da lua &ndash; para &aacute;reas costeiras) e da interpreta&ccedil;&atilde;o das cartas sin&oacute;ticas de superf&iacute;cie e das imagens de sat&eacute;lite, s&atilde;o reconhecidos e identificados os sistemas atmosf&eacute;ricos da baixa troposfera (circula&ccedil;&atilde;o secund&aacute;ria).</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="f5">     <p><img src="/img/revistas/got/n6/n6a04f5.gif"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>&Eacute; a partir dessa an&aacute;lise que se torna poss&iacute;vel estabelecer uma compara&ccedil;&atilde;o entre diferentes per&iacute;odos, sendo assim poss&iacute;vel identificar os epis&oacute;dios de eventos extremos em geral (estiagem, ondas de frio, ondas de calor, vendavais, enchentes etc), ou seja, identificando os acontecimentos excepcionais que repercutem no espa&ccedil;o geogr&aacute;fico. De acordo com Souza (2005) pode-se recompor o encadeamento dos tipos de tempo que ocorreram num determinado per&iacute;odo (epis&oacute;dio) e associar um acontecimento adverso (ou extremo) com a g&ecirc;nese do clima e a din&acirc;mica atmosf&eacute;rica. Sendo esse tipo de representa&ccedil;&atilde;o gr&aacute;fica fundamental na an&aacute;lise geogr&aacute;fica do clima. Em outros termos, sem a compreens&atilde;o dos ritmos clim&aacute;ticos n&atilde;o h&aacute; possibilidades reais de se planejar adequadamente os diversos tipos de uso do solo e ocupa&ccedil;&otilde;es humanas em &aacute;reas das mais heterog&ecirc;neas poss&iacute;veis, sendo essa de enorme valia para os estudos de meio ambiente, para a agricultura, o planejamento urbano, entre outros.</p>     <p>&Eacute; necess&aacute;rio explicar que no ano de 2000 a Am&eacute;rica do Sul esteve sob a atua&ccedil;&atilde;o da La Ni&ntilde;a, e em diversas cidades de diferentes pa&iacute;ses da por&ccedil;&atilde;o sul da Am&eacute;rica do Sul ocorreram epis&oacute;dios de onda de frio.</p>     <blockquote>     <p>As memor&aacute;veis ondas de frio de 1955, 1957, 1965, 1975, 1984, 1988, 1991, 1994, 1996, 1999, 2000 e 2004 tiveram lugar sob La Ni&ntilde;a ou com a costa da Am&eacute;rica do Sul no Pac&iacute;fico apresentando anomalias negativas de temperatura. Significa, segundo Eugenio Hackbart, que historicamente os mais importantes epis&oacute;dios de frio da &uacute;ltima metade de s&eacute;culo tiveram lugar sob condi&ccedil;&otilde;es de Pac&iacute;fico resfriado. (Guiar, 2007, p.1).</p> </blockquote>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p>De acordo com Firpo, Sansigolo e Assis (2012) a ocorr&ecirc;ncia da La Ni&ntilde;a come&ccedil;ou no ano de julho de 2000 e teve seu t&eacute;rmino em fevereiro de 2001, com dura&ccedil;&atilde;o de oito meses. &Eacute; nesse sentido, que podemos explicar a entrada do ar polar vindo do Pac&iacute;fico, ocasionando assim, o fortalecimento das massas de ar polar vindas dessa regi&atilde;o. De fato, com situa&ccedil;&otilde;es atmosf&eacute;ricas como essa, estados localizados ao norte do Brasil (Amazonas, Rond&ocirc;nia, Acre) e ao Centro-Oeste (Mato Grosso e Mato Grosso do Sul) sofrem forte influ&ecirc;ncia nas condi&ccedil;&otilde;es meteorol&oacute;gicas, apresentando temperaturas mais amenas e baixas para essas regi&otilde;es.</p>     <p>No per&iacute;odo de 01 a 31 de julho, os tipos de tempo que atuaram na regi&atilde;o foram controlados pelos sistemas extratropicais (Polar Atl&acirc;ntica e Polar Atl&acirc;ntica Tropicalizada), sistemas tropicais (Tropical Atl&acirc;ntica e Tropical Atl&acirc;ntica Continentalizada) e sistemas frontais (frente fria e frente quente) com menor intensidade.</p>     <p>Na an&aacute;lise feita neste trabalho do m&ecirc;s de julho de 2000, se fez presente na maior parte dos dias os sistemas extratropicais (Polar Atl&acirc;ntica e Polar Atl&acirc;ntica Tropicalizada).</p>     <p>Quando a massa Polar Atl&acirc;ntica chega &agrave; regi&atilde;o do oeste paulista, esta causa &agrave; diminui&ccedil;&atilde;o das temperaturas e grande amplitude t&eacute;rmica di&aacute;ria, sendo esse sistema est&aacute;vel, que apresenta pouca umidade e elevada press&atilde;o atmosf&eacute;rica, dando origem aos dias de tipos de tempo com temperaturas mais amenas e valores de umidade do ar mais baixos. Quando a press&atilde;o atmosf&eacute;rica come&ccedil;a a diminuir gradativamente e a temperatura se eleva, se inicia a atua&ccedil;&atilde;o da Polar Atl&acirc;ntica Tropicalizada.</p>     <p>Como afirma Amorim (2000) as penetra&ccedil;&otilde;es do sistema polar Atl&acirc;ntico s&atilde;o mais intensas sobre a regi&atilde;o de Presidente Prudente, antecedida de passagens de frente polar e a posi&ccedil;&atilde;o latitudinal da &aacute;rea estudada faz com que o sistema polar sofra tropicaliza&ccedil;&atilde;o acentuada, mesmo nessa &eacute;poca do ano (inverno).</p>     <p>Com menor intensidade, cerca de cinco dias estiveram presentes os sistemas tropicais (Tropical Atl&acirc;ntica e Tropical Atl&acirc;ntica Continentalizada), onde com atua&ccedil;&atilde;o desses houve aumento de temperatura, diminui&ccedil;&atilde;o da press&atilde;o atmosf&eacute;rica, aus&ecirc;ncia de precipita&ccedil;&otilde;es e diminui&ccedil;&atilde;o da umidade, se intensificando com a atua&ccedil;&atilde;o da massa Tropical Atl&acirc;ntica Continentalizada. Como afirma Sant&rsquo;Anna Neto e Tommaselli (2009) esses sistemas se originam no anticiclone mar&iacute;timo e atuam o tempo todo de modo constante, sobre o oeste paulista, trazendo estabilidade no tempo nos meses de outono e inverno, em decorr&ecirc;ncia da subsid&ecirc;ncia do ar superior.</p>     <p>J&aacute; os sistemas frontais estiveram presentes em tr&ecirc;s dias do m&ecirc;s de julho, sendo estes resultados do encontro de dois sistemas antag&ocirc;nicos (tropicais e polares) que geram instabilidade atmosf&eacute;rica em &aacute;rea de descontinuidades das massas de ar, com caracter&iacute;sticas de aumento de nebulosidade, queda de precipita&ccedil;&atilde;o e diminui&ccedil;&atilde;o da temperatura. Vale ressaltar que s&atilde;o na atua&ccedil;&atilde;o desses sistemas que foram observados os maiores &iacute;ndices de precipita&ccedil;&atilde;o e velocidade do vento acima de 26 km/h.</p>     <p>Como se pode observar na an&aacute;lise r&iacute;tmica do m&ecirc;s em quest&atilde;o, ap&oacute;s a passagem dos sistemas frontais, as massas polares tiveram dura&ccedil;&atilde;o de aproximadamente de quatro dias, exceto o sistema que chegou depois do dia 15 e do dia 23 que tiveram perman&ecirc;ncia maior na regi&atilde;o. A maioria dos anticiclones migrat&oacute;rios, ao ingressarem no pa&iacute;s, desloca-se para o oceano, n&atilde;o trazendo precipita&ccedil;&otilde;es para a cidade de Presidente Prudente, explicando assim o fato de baixos valores de precipita&ccedil;&atilde;o registrados no per&iacute;odo.</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>3.2. Onda de frio e sua repercuss&atilde;o no espa&ccedil;o geogr&aacute;fico prudentino</b></p>     <p>Conforme j&aacute; exposto anteriormente, as ondas de frio s&atilde;o fen&ocirc;menos clim&aacute;ticos que consistem na perman&ecirc;ncia de baixas temperaturas em uma determinada &aacute;rea durante um determinado per&iacute;odo de tempo. Contudo, para representarem um evento extremo propriamente dito, as ondas de frio devem ocorrer em uma regi&atilde;o onde o clima seja caracterizado, predominantemente, por temperaturas elevadas durante a maior parte do ano, como &eacute; o caso da cidade de Presidente Prudente.</p>     <p>Em Presidente Prudente, as quedas bruscas na temperatura s&atilde;o ocasionadas pela entrada de sistemas polares, principalmente a massa Polar Atl&acirc;ntica que se origina no anticiclone migrat&oacute;rio polar, mais especificamente, na latitude do mar de Weddel, pr&oacute;ximo a Ant&aacute;rtida. Dessa forma, os ventos do quadrante sul (S, SW e SE) atingem o oeste paulista ocasionando baixas temperaturas e elevada press&atilde;o atmosf&eacute;rica, formando tipos de tempo est&aacute;veis e ocasionado, em alguns casos, ondas de frio.</p>     <p>O m&ecirc;s de julho do ano 2000, em Presidente Prudente, foi marcado pela ocorr&ecirc;ncia de uma onda de frio que come&ccedil;ou no dia 12 daquele m&ecirc;s e estendeu-se at&eacute; o dia 18. No per&iacute;odo em quest&atilde;o, os sistemas polares atuaram de maneira enf&aacute;tica, com o avan&ccedil;o da massa Polar Atl&acirc;ntica. N&atilde;o por acaso, nos sete dias compreendidos entre 12 e 18 de julho, registraram-se as duas menores temperaturas m&iacute;nimas e m&eacute;dias do m&ecirc;s: no dia 13, os term&ocirc;metros marcaram apenas 2,2&deg;C e, quatro dias depois, 2,3&deg;C.</p>     <p>No <a href="#t1">quadro 1</a>&nbsp;podemos verificar os valores absolutos m&aacute;ximos e m&iacute;nimos dos dias analisados, bem como a m&eacute;dia di&aacute;ria da temperatura.</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="t1">     <p><img src="/img/revistas/got/n6/n6a04t1.gif"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>As temperaturas m&aacute;ximas nos dias 13 e 17 de julho tamb&eacute;m foram baixas para os padr&otilde;es da cidade: no dia 13 a m&aacute;xima chegou aos 18,2&deg;C e no dia 17 os term&ocirc;metros marcaram 17,1&deg;C, consequentemente, a m&eacute;dia nesses dias foram as mais baixas do m&ecirc;s: respectivamente 9,8&deg;C (dia 13) e 9,5&deg;C (dia 17).</p>     <p>Obviamente que, al&eacute;m da atua&ccedil;&atilde;o dos sistemas polares e das baixas temperaturas m&iacute;nimas e m&eacute;dias, outro fator que contribuiu para caracterizar os oito dias em quest&atilde;o como um evento extremo de onda de frio foram as baixas temperaturas m&aacute;ximas: do dia 12 ao dia 17 de julho, a maior temperatura m&eacute;dia di&aacute;ria registrada foi 15,9&deg;C no dia 14.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Considerando a m&eacute;dia das temperaturas m&iacute;nimas registradas no per&iacute;odo, temos o valor 5,7&deg;C, onde a maior temperatura registrada foi justamente no dia 15 (9,2&deg;C) e a menor, conforme demonstramos, foi registrada no dia 13 (2,2&deg;C). A m&eacute;dia das temperaturas m&aacute;ximas foi de 18,3&deg;C; e o valor m&aacute;ximo registrado foi de 23,8&deg;C, no dia 14, enquanto que o valor m&iacute;nimo foi de 14,6&deg;C no dia 12, in&iacute;cio do epis&oacute;dio de onda de frio.</p>     <p>Portanto, por meio de um olhar sist&ecirc;mico (processos clim&aacute;ticos em escala regional juntamente com os fatores de escala local) e atrav&eacute;s da verifica&ccedil;&atilde;o emp&iacute;rica dos dados resultantes da din&acirc;mica clim&aacute;tica, os dias compreendidos entre 12 e 18 de julho representam, sem qualquer sombra de d&uacute;vida, um per&iacute;odo de onda de frio na cidade.</p>     <p>Durante os oito dias considerados, a imprensa local divulgou diversas not&iacute;cias referentes &agrave;s consequ&ecirc;ncias da onda de frio. No dia 14, por exemplo, o jornal &ldquo;O Imparcial&rdquo; apresentou a mat&eacute;ria &ldquo;Meteorologia registra a temperatura mais baixa&rdquo; (<a href="#f6">figura 6</a>), constatando que o dia anterior (13 de julho) tinha sido o dia mais frio do ano at&eacute; aquele momento. Como sabemos os dias 13 e 17 daquele m&ecirc;s foram, de fato, os dias mais frios de 2000.</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="f6">     <p><img src="/img/revistas/got/n6/n6a04f6.gif"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>Outras not&iacute;cias como a perda da produ&ccedil;&atilde;o agr&iacute;cola em algumas regi&otilde;es do munic&iacute;pio (<a href="#f6">figura 6</a>), e a consequente eleva&ccedil;&atilde;o dos pre&ccedil;os desses produtos (figuras <a href="#f7">7</a>&nbsp;e <a href="#f8">8</a>) e o aumento na venda de agasalhos devido &agrave;s baixas temperaturas (<a href="#f9">figura 9</a>) permearam as p&aacute;ginas dos jornais locais entre os dias 10 e 19 de julho.</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="f7">     <p><img src="/img/revistas/got/n6/n6a04f7.gif"></p>     
<p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p> <a name="f8">     <p><img src="/img/revistas/got/n6/n6a04f8.gif"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="f9">     <p><img src="/img/revistas/got/n6/n6a04f9.gif"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>Ao longo do m&ecirc;s de julho, pode-se observar uma grande quantidade de not&iacute;cias referente aos fen&ocirc;menos clim&aacute;ticos que afligiram os prudentinos e, dessa forma, revelam a grande repercuss&atilde;o desses fen&ocirc;menos no espa&ccedil;o geogr&aacute;fico.</p>     <p>Com a realiza&ccedil;&atilde;o de algumas perguntas feitas &agrave;s pessoas que trabalham na &aacute;rea da sa&uacute;de na cidade de Presidente Prudente, pode-se confirmar o aumento de consultas nos hospitais e postos de sa&uacute;de da cidade, onde na maioria dos casos as enfermidades que se fazem mais presentes nesta &eacute;poca do ano em quest&atilde;o (inverno), s&atilde;o as do aparelho respirat&oacute;rio, tais como gripes, resfriados, dores de ouvido (otites), dores de gargantas (amigdalite), agravamentos de sinusite, rinite, asma, bronquites, entre outras. Os tipos de rem&eacute;dios mais receitados s&atilde;o aqueles que amenizam os diversos sintomas causados pelas doen&ccedil;as do aparelho respirat&oacute;rio, tais como antit&eacute;rmicos, antial&eacute;rgicos, antigripais, antibi&oacute;ticos, suplementos vitam&iacute;nicos, entre outros.</p>     <p>Assim, com a diminui&ccedil;&atilde;o das temperaturas durante certo per&iacute;odo de tempo, h&aacute; o agravamento de doen&ccedil;as do aparelho respirat&oacute;rio, em especial em pessoas com mais predisposi&ccedil;&atilde;o as mesmas, aos grupos de risco (crian&ccedil;as e idosos, por permanecerem mais tempo em casa) e as pessoas de menor poder aquisitivo, por residirem em locais inadequados, ou at&eacute; mesmo, que n&atilde;o oferecem nenhum tipo de conforto.</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><b>4. Discuss&atilde;o e Conclus&otilde;es</b></p>     <p><b>4.1. Considera&ccedil;&otilde;es sobre o (des) conforto t&eacute;rmico</b></p>     <p>O conforto t&eacute;rmico se baseia em alguns par&acirc;metros fundamentais: temperatura, umidade, radia&ccedil;&atilde;o solar e dire&ccedil;&atilde;o e velocidade do vento. Esses par&acirc;metros guardam estreitas rela&ccedil;&otilde;es com o regime das chuvas, vegeta&ccedil;&atilde;o, permeabilidade, estruturas t&eacute;rmicas dos im&oacute;veis entre outras caracter&iacute;sticas locais que s&atilde;o alteradas pela presen&ccedil;a humana no espa&ccedil;o geogr&aacute;fico.</p>     <p>O movimento do ar atua nas trocas t&eacute;rmicas por convec&ccedil;&atilde;o e evapora&ccedil;&atilde;o, potencializando sua a&ccedil;&atilde;o. O vento aumenta a dissipa&ccedil;&atilde;o de energia, acelerando a evapora&ccedil;&atilde;o por convec&ccedil;&atilde;o e atua ainda como dispersor de energia. Em baixas temperaturas a sensa&ccedil;&atilde;o de desconforto pode aumentar e em temperaturas superiores a 40&deg;C aumentar a sensa&ccedil;&atilde;o de calor.</p>     <p>J&aacute; a temperatura, sendo um dos principais elementos para a representa&ccedil;&atilde;o do conforto ou desconforto t&eacute;rmico, pode variar em diversas situa&ccedil;&otilde;es sendo associadas a outros elementos clim&aacute;ticos. Com situa&ccedil;&otilde;es de mesma temperatura as sensa&ccedil;&otilde;es t&eacute;rmicas podem variar em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; quantidade de umidade do ar, velocidade do vento e da quantidade de radia&ccedil;&atilde;o solar recebida.</p>     <p>Como afirma Ikefuti (2009) a umidade em locais de altas temperaturas assume um papel importante, pois regula a evapora&ccedil;&atilde;o, controlando assim, a quantidade de transpira&ccedil;&atilde;o sofrida. A zona de umidade relativa considerada agrad&aacute;vel para o ser humano est&aacute; compreendida entre 40% e 60% entre as temperaturas de 23,9&deg;C e 25,6&deg;C (Olgyay, 1998). Acima disto as perdas por evapora&ccedil;&atilde;o s&atilde;o dificultadas pela grande quantidade de vapor d&rsquo;&aacute;gua j&aacute; contida no ambiente, e abaixo disto &eacute; grande o risco de contamina&ccedil;&otilde;es em decorr&ecirc;ncia do ar seco.</p>     <p>O ser humano sendo um animal homeot&eacute;rmico, onde seu organismo &eacute; mantido sempre a uma temperatura interna sensivelmente constante, sendo essa em torno de 37&deg;C, com limites estreitos &ndash; entre 36,1 e 37,2&deg;C. O organismo humano experimenta sensa&ccedil;&atilde;o de conforto t&eacute;rmico quando perde para o ambiente, sem recorrer a nenhum mecanismo de termorregula&ccedil;&atilde;o, o calor produzido pelo metabolismo compat&iacute;vel com sua atividade exercida.</p>     <p>Assim o ser humano demostra atrav&eacute;s de rea&ccedil;&otilde;es ao frio e ao calor, algumas caracter&iacute;sticas que valem ser explicitadas. Quando as condi&ccedil;&otilde;es ambientais proporcionam perdas de calor do corpo al&eacute;m das necess&aacute;rias para a manuten&ccedil;&atilde;o de sua temperatura interna constante, o organismo reage por meio de seus mecanismos autom&aacute;ticos (sistema nervoso simp&aacute;tico), buscando reduzir as perdas e aumentar as combust&otilde;es internas. Sendo percebidas atrav&eacute;s da pele por meio da vasoconstri&ccedil;&atilde;o, do arrepio, do tiritar. (Frota e Schiffer, 2003, p. 20).</p>     <p>O canal da percep&ccedil;&atilde;o do conforto t&eacute;rmico (Subsistema Termodin&acirc;mico do sistema Clima Urbano proposto por Monteiro, 1976) est&aacute; ligado &agrave;s vari&aacute;veis de temperatura e umidade, que n&atilde;o podem ser desvinculadas dos demais elementos climatol&oacute;gicos, pois a temperatura que &eacute; alterada pela cidade gera uma ventila&ccedil;&atilde;o urbana, que interfere na condensa&ccedil;&atilde;o e precipita&ccedil;&atilde;o, ou seja, todos os elementos se inter-relacionam e interferem no comportamento dos demais dentro do sistema.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Sendo assim se faz necess&aacute;rio conhecer os elementos clim&aacute;ticos que interferem no conforto ou desconforto t&eacute;rmico gerado nas pessoas, levando em considera&ccedil;&atilde;o a infraestrutura dos im&oacute;veis (mat&eacute;rias de constru&ccedil;&atilde;o, cor, luminosidade, radia&ccedil;&atilde;o solar recebida, dire&ccedil;&atilde;o dos ventos, entre outros), a aclimatiza&ccedil;&atilde;o das pessoas ao lugar onde vivem, a organiza&ccedil;&atilde;o do espa&ccedil;o urbano, em que, na maioria das vezes, temos moradias muitos pr&oacute;ximas uma das outras, al&eacute;m da especula&ccedil;&atilde;o imobili&aacute;ria em detrimento da qualidade de vida urbana e conforto t&eacute;rmico para as pessoas que ali habitam.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>4.2. Algumas mitiga&ccedil;&otilde;es para os epis&oacute;dios de onda de frio</b></p>     <p>&Eacute; indiscut&iacute;vel a import&acirc;ncia do planejamento urbano para propiciar condi&ccedil;&otilde;es de conforto t&eacute;rmico para a sociedade como um todo. Obviamente que o processo de uso e ocupa&ccedil;&atilde;o do solo pelos mais diversos agentes sociais influencia diretamente nessa rela&ccedil;&atilde;o. Dessa forma, a espacializa&ccedil;&atilde;o de um evento extremo em uma determinada regi&atilde;o ocasiona efeitos distintos nas mais diversas localidades.</p>     <p>A l&oacute;gica da ocupa&ccedil;&atilde;o urbana no atual sistema socioecon&ocirc;mico determina as consequ&ecirc;ncias diretas dos eventos extremos para a popula&ccedil;&atilde;o das cidades. Nas localidades onde os materiais construtivos s&atilde;o inadequados o conforto t&eacute;rmico &eacute; dificultado (ou mesmo inexistente), ou seja, as diferen&ccedil;as de materiais (e do pr&oacute;prio entorno: vegeta&ccedil;&atilde;o, edifica&ccedil;&otilde;es etc.) s&atilde;o respons&aacute;veis pela ocorr&ecirc;ncia das diversas temperaturas em uma mesma regi&atilde;o (Ikefuti, 2009).</p>     <p>Os materiais construtivos, t&iacute;picos de moradias dos bairros de baixo poder aquisitivo no interior paulista, em especial na cidade de Presidente Prudente, caracterizam-se por apresentarem desconforto t&eacute;rmico, tanto pelo armazenamento excessivo de calor, no ver&atilde;o, quanto por n&atilde;o protegerem a entrada de ar frio, no inverno. Isso se deve pela pequena espessura das paredes, que causam a falta de isolamento t&eacute;rmico em seu interior, e, tamb&eacute;m, pela aus&ecirc;ncia de forro ou laje, associada &agrave; utiliza&ccedil;&atilde;o de cobertura com telhas de cimento amianto (Souza, 2007).</p>     <p>Para pensarmos numa constru&ccedil;&atilde;o eficiente do ponto de vista t&eacute;rmico devemos, em primeiro lugar, prestar aten&ccedil;&atilde;o na possibilidade de utilizar o aquecimento passivo. Isso nada mais &eacute; do que aproveitar a radia&ccedil;&atilde;o solar para esquentar a nossa casa e, uma vez que o calor esteja l&aacute; dentro, tentar segur&aacute;-lo o m&aacute;ximo de tempo poss&iacute;vel. Nesse sentido &eacute; important&iacute;ssimo prestarmos aten&ccedil;&atilde;o para alguns fatores como, implanta&ccedil;&atilde;o (tamanho do terreno, espa&ccedil;o entre o muro, etc), orienta&ccedil;&atilde;o e tamanho das aberturas (verificando a orienta&ccedil;&atilde;o do sol, a dire&ccedil;&atilde;o dos ventos e predomin&acirc;ncia da dire&ccedil;&atilde;o dos mesmos na cidade), os caixilhos (ao comprar caixilhos e esquadrias, n&atilde;o leve apenas o pre&ccedil;o em considera&ccedil;&atilde;o; observe o acabamento, o encaixe entre as pe&ccedil;as, certifique-se de que o isolamento &eacute; adequado), prote&ccedil;&atilde;o dos ventos (verifique a orienta&ccedil;&atilde;o dos ventos e posicione corretamente as aberturas do im&oacute;vel) e a massa t&eacute;rmica (o corpo) da constru&ccedil;&atilde;o (quanto maior a massa t&eacute;rmica de uma constru&ccedil;&atilde;o, mais isolante ela ser&aacute;), sendo essas algumas medidas que podem ser tomadas para amenizar os efeitos das ondas de frio, mas n&atilde;o podendo esquecer que a grande parte dos dias do ano na cidade &eacute; de temperaturas mais elevadas, assim prop&otilde;e-se algumas medidas para aqueles meses com temperaturas mais baixas, visando a ameniza&ccedil;&atilde;o das mesmas.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>4.3. Conclus&otilde;es sobre o epis&oacute;dio de frio</b></p>     <p>O epis&oacute;dio datado de julho de 2000 na cidade de Presidente Prudente trouxe perdas para a agricultura e impactos na sa&uacute;de das pessoas. Constatamos temperaturas m&iacute;nimas absolutas de 2,2&deg;C em uma cidade que apresenta temperaturas elevadas em boa parte do ano. A perman&ecirc;ncia de temperaturas baixas para o padr&atilde;o da cidade, resulturam num epis&oacute;dio de onda de frio, ocasionando certo desconforto na popula&ccedil;&atilde;o da cidade.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Ressalta-se tamb&eacute;m uma an&aacute;lise temporal e dos efeitos em escala regional (como La Ni&ntilde;a e outros fatores que interferem na itensidade da entrada de frentes frias e consequetemente ar polar no Brasil) mais detalhada. Por&eacute;m, a an&aacute;lise di&aacute;ria do evento de onda de frio (dados meteorol&oacute;gicos de superf&iacute;cie, an&aacute;lise dos sistemas atmof&eacute;ricos e das not&iacute;cias difundidas pela m&iacute;dia local) e das temperaturas m&eacute;dias m&iacute;nimas e m&aacute;ximas (entre 1961 a 2010) em Presidente Prudente demostraram resultados interessantes para o presente trabalho.</p>     <p>Deste modo, &eacute; necess&aacute;rio incorporar a dimens&atilde;o social na interpreta&ccedil;&atilde;o do clima urbano, isto &eacute;, compreender que a repercuss&atilde;o dos fen&ocirc;menos atmosf&eacute;ricos na superf&iacute;cie se d&aacute; de maneira desigual. Em outras palavras, a entrada de um sistema atmosf&eacute;rico, como uma frente fria, se espacializa de maneira mais ou menos uniforme num determinado espa&ccedil;o, em escala local. Entretanto, em termos socioecon&ocirc;micos, este sistema produzir&aacute; diferentes efeitos em fun&ccedil;&atilde;o da capacidade (ou possibilidade) que os diversos grupos sociais t&ecirc;m para se defender.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>5. Refer&ecirc;ncias</b></p>     <!-- ref --><p>Amorim, M. C. C. T. O clima urbano de Presidente Prudente/SP. S&atilde;o Paulo, 2000. Doutoramento, Faculdade de Filosofia, Letras e Ci&ecirc;ncias Humanas, Universidade de S&atilde;o Paulo.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000148&pid=S2182-1267201400020000400001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Brasil, Instituto Brasileiro de Geografia e Estatist&iacute;ca (2010). Censo Demogr&aacute;fico 2010. Rio de Janeiro.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000150&pid=S2182-1267201400020000400002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Brasil, Marinha do Brasil (2000). Cartas sin&oacute;ticas de superf&iacute;cie. Brasil.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000152&pid=S2182-1267201400020000400003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>Boin, M. N<b>. </b>Chuvas e eros&otilde;es no Oeste Paulista: uma an&aacute;lise climatol&oacute;gica aplicada<i>. </i>Rio Claro, 2000. 264.p. Doutoramento, IGCE/UNESP &ndash; Rio Claro.</p>     <!-- ref --><p>Esta&ccedil;&atilde;o meteorol&oacute;gica da Faculdade DE Ci&ecirc;ncias E Tecnologia de Presidente Prudente, UNESP. Base de medi&ccedil;&otilde;es dos elementos meteorol&oacute;gicos: 1969/2010. Faculdade de Ci&ecirc;ncias e Tecnologia, Universidade Estadual Paulista, Presidente Prudente, 2011.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000155&pid=S2182-1267201400020000400005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Frota, A. B. E Schiffer, S. R. Manual do Conforto T&eacute;rmico. 8a ed. S&atilde;o Paulo: Studio Nobel, 2003.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000157&pid=S2182-1267201400020000400006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Firpo, M. A. F.; Sansigolo, C. A.; Assis, S. V. de.&nbsp; Climatologia e variabilidade sazonal do n&uacute;mero de ondas de calor e de frio no Rio Grande do Sul associadas ao enos. Revista Brasileira de Meteorologia, v.27, n.1, 95-106, 2012.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000159&pid=S2182-1267201400020000400007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Guiar, A. A. de. O que esperar do clima no inverno? Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.metsul.com/secoes/visualiza.php?cod_subsecao=47&amp;cod_texto=796"target="_blank">http://www.metsul.com/secoes/visualiza.php?cod_subsecao=47&amp;cod_texto=796</a>&nbsp;METSUL Meteorologia, 2007.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000161&pid=S2182-1267201400020000400008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Ikefuti, P. V. Estudos do conforto t&eacute;rmico em Bairros com diferentes padr&otilde;es de Constru&ccedil;&otilde;es em presidente prudente. Presidente Prudente, 2009. Monografia de Bacharelado em Geografia, Faculdade de Ci&ecirc;ncias e Tecnologia, Universidade Estadual Paulista.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000163&pid=S2182-1267201400020000400009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>Jornal &ldquo;O Imparcial&rdquo;, Julho de 2000, Presidente Prudente, 2011.</p>     <p>Jornal &ldquo;Oeste Not&iacute;cias&rdquo;, Julho de 2000, Presidente Prudente, 2011.</p>     <p>Monteiro, A. Riscos clim&aacute;ticos: hazards, &aacute;leas, epis&oacute;dios extremos. Climatologia urbana e regional. Quest&otilde;es te&oacute;ricas e estudos de casos. Amorim, M. C. C. T.; Sant&rsquo;Anna Neto, J. L.; Monteiro, A. S&atilde;o Paulo, Outras express&otilde;es, p. 143-172, 2013.</p>     <!-- ref --><p>Monteiro, C. A. F. Clima Urbano. Teoria e clima urbano. Clima urbano, Mendon&ccedil;a, F. E Monteiro, C. A. F. S&atilde;o Paulo, Contexto, p. 09-18, 2003.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000168&pid=S2182-1267201400020000400013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>Monteiro, C. A. de F. An&aacute;lise r&iacute;tmica em climatologia. Climatologia, n. 1, S&atilde;o Paulo, Igeog/USP, 1971.</p>     <!-- ref --><p>Olgyay, V. Arquitetura y clima: manual de dise&ntilde;o bioclimatico para arquitectos y urbanistas. Barcelona, Gustavo Gilli, 1998.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000171&pid=S2182-1267201400020000400015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Sant&rsquo;anna Neto, J. L. E Tommaselli, J. T. G. O Tempo e o Clima de Presidente Prudente<b>. </b>FCT-UNESP, Presidente Prudente, 2009.</p>     <!-- ref --><p>Souza, C. G. de. A influ&ecirc;ncia do ritmo clim&aacute;tico na morbidade respirat&oacute;ria em ambientes urbanos. Presidente Prudente, 2009. Disserta&ccedil;&atilde;o de Mestrado, Faculdade de Ci&ecirc;ncias e Tecnologia, Universidade Estadual Paulista.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000174&pid=S2182-1267201400020000400017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Souza, C. G. de. An&aacute;lise dos epis&oacute;dios clim&aacute;ticos extremos no Oeste Paulista a partir das not&iacute;cias veiculadas pela imprensa local. Presidente Prudente, 2005. Monografia de Bacharelado em Geografia, Faculdade de Ci&ecirc;ncias e Tecnologia, Universidade Estadual Paulista.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000176&pid=S2182-1267201400020000400018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      ]]></body><back>
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