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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Recurso ao inquérito por questionário na avaliação do papel das Tecnologias de Informação Geográfica no ensino de Geografia]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[This article aims to discuss the methodology used in the implementation of a research based on a survey, which main goal is to unveil the vision of teachers of Geography, in service and pre-service condition, concerning the role of geotechnologies on teaching Geography. After the systematization of the methodological procedures, the work is focused on showing the way used to structure and apply the survey, from setting the objectives until the implementation of data collection.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><b>ARTIGO ORIGINAL</b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Recurso ao inqu&eacute;rito por question&aacute;rio na avalia&ccedil;&atilde;o do papel das Tecnologias de Informa&ccedil;&atilde;o Geogr&aacute;fica no ensino de Geografia</b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Maciel, Olga<sup>1</sup>; Nunes, Ad&eacute;lia<sup>2</sup>;Claudino, S&eacute;rgio<sup>3</sup></b></p>     <p><sup>1</sup>Docente de Geografia do Ensino B&aacute;sico e Secund&aacute;rio; <a style="color: #000080;" href="mailto:olgamaciel@hotmail.com">olgamaciel@hotmail.com</a>&nbsp;</p>     <p><sup>2</sup>Departamento de Geografia &ndash; Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra | CEGOT; <a style="color: #000080;" href="mailto:adelia.nunes@ci.uc.pt">adelia.nunes@ci.uc.pt</a>&nbsp;</p>     <p><sup>3</sup>IGOT, Universidade de Lisboa; <a style="color: #000080;" href="mailto:sergio@campus.ul.pt">sergio@campus.ul.pt</a>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><b>RESUMO</b></p>     <p>Com o presente artigo, pretende-se apresentar a metodologia usada na implementa&ccedil;&atilde;o de uma investiga&ccedil;&atilde;o baseada em inqu&eacute;rito por question&aacute;rio. Este tem por principal objetivo identificar as representa&ccedil;&otilde;es dos docentes de Geografia do ensino b&aacute;sico e secund&aacute;rio (EBS) e dos professores formandos de Hist&oacute;ria e Geografia sobre o papel das Tecnologias de Informa&ccedil;&atilde;o Geogr&aacute;fica (TIG) no ensino da disciplina de Geografia. Sistematizam-se os procedimentos metodol&oacute;gicos da t&eacute;cnica inqu&eacute;rito por question&aacute;rio e coloca-se em evid&ecirc;ncia o modo como foi constru&iacute;do e aplicado o question&aacute;rio &ldquo;O papel das TIG no ensino de Geografia&rdquo;, desde a fase de defini&ccedil;&atilde;o de objetivos &agrave; implementa&ccedil;&atilde;o do processo de recolha de dados.</p>     <p><b>Palavras-Chave</b>: inqu&eacute;rito, question&aacute;rio, formul&aacute;rio eletr&oacute;nico, docentes de Geografia, TIG</p>     <p><b>&nbsp;</b></p>     <p><b>ABSTRACT</b></p>     <p>This article aims to discuss the methodology used in the implementation of a research based on a survey, which main goal is to unveil the vision of teachers of Geography, in service and pre-service condition, concerning the role of geotechnologies on teaching Geography. After the systematization of the methodological procedures, the work is focused on showing the way used to structure and apply the survey, from setting the objectives until the implementation of data collection.</p>     <p><b>Keywords:</b> survey, web survey, Geography teachers, geotechnologies</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>1. O inqu&eacute;rito enquanto metodologia de investiga&ccedil;&atilde;o</b></p>     <p>De entre as diversas op&ccedil;&otilde;es metodol&oacute;gicas no dom&iacute;nio da investiga&ccedil;&atilde;o em ci&ecirc;ncias sociais e humanas, o inqu&eacute;rito ou<i> survey</i> assume-se como sendo uma das de uso mais recorrente (Ferreira &amp; Campos, 2009).</p>     <p>A conce&ccedil;&atilde;o e a implementa&ccedil;&atilde;o de um <i>survey</i> &eacute; um processo cujo objetivo &eacute; a recolha de informa&ccedil;&atilde;o tem&aacute;tica v&aacute;lida e fi&aacute;vel, obtida a partir das respostas individuais dadas a um conjunto de quest&otilde;es por um grupo representativo de respondentes, em torno das quais se produzem conclus&otilde;es pass&iacute;veis de serem generalizadas ao universo da popula&ccedil;&atilde;o em estudo (Thayer-Hart<i> et al.</i>, 2010). Ghiglione &amp; Matalon (1995, p. 8) definem inqu&eacute;rito como sendo &rdquo;uma interroga&ccedil;&atilde;o particular acerca de uma situa&ccedil;&atilde;o, englobando indiv&iacute;duos com o objetivo de generalizar&rdquo;. Segundo Coutinho (2011), e consoante os objetivos b&aacute;sicos que presidem ao inqu&eacute;rito (descrever/explicar/explorar comportamentos, atitudes, valores e situa&ccedil;&otilde;es), s&atilde;o diferenci&aacute;veis cinco tipos de <i>surveys</i> (descritivo, explicativo, explorat&oacute;rio, transversal e longitudinal), cujos limites na pr&aacute;tica s&atilde;o, por vezes, t&eacute;nues. Esta autora coloca a investiga&ccedil;&atilde;o por <i>survey</i> ao n&iacute;vel dos planos n&atilde;o experimentais ou descritivos.</p>     <p>O planeamento de um inqu&eacute;rito inicia-se muito antes do processo de inquiri&ccedil;&atilde;o propriamente dito (<a href="#f1">Fig. 1</a>). A sua estrutura&ccedil;&atilde;o principia com a defini&ccedil;&atilde;o de uma problem&aacute;tica a que a investiga&ccedil;&atilde;o visa responder, a qual poder&aacute; ser enunciada atrav&eacute;s de uma pergunta de partida (Quivy &amp; Campenhoudt, 1998) ou norteada pela fixa&ccedil;&atilde;o de objetivos (Ghiglione &amp; Matalon, 1995). Em fun&ccedil;&atilde;o das raz&otilde;es que previsivelmente explicitar&atilde;o o fen&oacute;meno em estudo, s&atilde;o formuladas as hip&oacute;teses de investiga&ccedil;&atilde;o sujeitas a verifica&ccedil;&atilde;o (Coutinho, 2011). Ainda na fase de planeamento, &eacute; fundamental definir os conceitos ou constructos que se pretendem avaliar e proceder &agrave; sua operacionaliza&ccedil;&atilde;o em vari&aacute;veis. Sublinha-se que uma revis&atilde;o bibliogr&aacute;fica consistente afigura-se como indispens&aacute;vel a um correto enquadramento da problem&aacute;tica que se pretende estudar.</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="f1">     <p><img src="/img/revistas/got/n6/n6a10f1.gif"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>Numa investiga&ccedil;&atilde;o por inqu&eacute;rito, o levantamento de dados pode ser conduzido atrav&eacute;s da realiza&ccedil;&atilde;o de entrevistas (presenciais ou telef&oacute;nicas) ou pela aplica&ccedil;&atilde;o de um question&aacute;rio (Coutinho, 2011). O processo de recolha de dados &eacute; complementado por m&eacute;todos de an&aacute;lise de dados, os quais permitem organizar, apresentar e descrever os dados e abrem caminho &agrave; identifica&ccedil;&atilde;o de rela&ccedil;&otilde;es e padr&otilde;es entre os elementos/vari&aacute;veis. A an&aacute;lise estat&iacute;stica e a an&aacute;lise de conte&uacute;do s&atilde;o dois referenciais para o tratamento de dados de um question&aacute;rio e de entrevistas, respetivamente.</p>     <p>A an&aacute;lise de dados permite avan&ccedil;ar para a interpreta&ccedil;&atilde;o dos factos, o estabelecimento de rela&ccedil;&otilde;es, esperadas ou n&atilde;o esperadas, e para a confirma&ccedil;&atilde;o/revis&atilde;o das hip&oacute;teses. Deste modo, na apresenta&ccedil;&atilde;o de conclus&otilde;es o investigador pode &ldquo;sugerir aperfei&ccedil;oamentos do seu modelo de an&aacute;lise ou propor pistas de reflex&atilde;o e de investiga&ccedil;&atilde;o para o futuro&rdquo; (Quivy e Campenhoudt, 1998: 211).</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>1.1. O question&aacute;rio enquanto t&eacute;cnica de inquiri&ccedil;&atilde;o</b></p>     <p>Tendo em conta a modalidade de preenchimento do question&aacute;rio, este pode ser de administra&ccedil;&atilde;o direta &ndash; o preenchimento fica a cargo do pr&oacute;prio respondente; ou de administra&ccedil;&atilde;o indireta - o inquiridor regista a informa&ccedil;&atilde;o fornecida pelo respondente (Quivy &amp; Campenhoudt, 1998: 188). Na primeira modalidade, tamb&eacute;m designada por question&aacute;rio autoadministrado (Ghiglione &amp; Matalon, 1995), o instrumento tanto pode ser entregue em m&atilde;o, como pode ser remetido por correio.</p>     <p>As novas tecnologias de informa&ccedil;&atilde;o ampliaram as modalidades de obten&ccedil;&atilde;o de dados. O uso do correio eletr&oacute;nico para a distribui&ccedil;&atilde;o de question&aacute;rios remonta a 1985 (Sheehan, 2001) e est&aacute; documentado desde 1996 o recurso a formul&aacute;rios <i>web</i> preenchidos on-line (Couper &amp; Miller, 2008). Desde ent&atilde;o, a condu&ccedil;&atilde;o de <i>surveys </i>com recurso a formul&aacute;rios HTML, os <i>web surveys</i>, t&ecirc;m-se tornado pr&aacute;tica comum, em particular em investiga&ccedil;&atilde;o educacional (Solomon, 2001). Em Portugal, o uso do inqu&eacute;rito por question&aacute;rio na investiga&ccedil;&atilde;o em ensino de Geografia j&aacute; se encontra documentado, quer em suporte papel, quer em suporte eletr&oacute;nico (Esteves, 2010; Costa, 2011).</p>     <p>O recurso &agrave; administra&ccedil;&atilde;o de inqu&eacute;ritos por question&aacute;rio, tal como qualquer outra modalidade de investiga&ccedil;&atilde;o, apresenta virtudes e constrangimentos. A possibilidade de auscultar um n&uacute;mero significativo de indiv&iacute;duos, acompanhada pela possibilidade de quantificar os dados obtidos e, consequentemente, proceder &agrave; sua an&aacute;lise estat&iacute;stica, contribuem para a popularidade dos question&aacute;rios.</p>     <p>A condu&ccedil;&atilde;o de uma investiga&ccedil;&atilde;o atrav&eacute;s de&nbsp; inqu&eacute;rito por question&aacute;rio revela algumas fragilidades. De acordo com Ghiglione &amp; Matalon (1995), Quivy &amp; Campenhoudt (1998) e Coutinho (2011), as limita&ccedil;&otilde;es mais comuns prendem-se com os m&eacute;todos de amostragem n&atilde;o aleat&oacute;rios, dado que nestes casos n&atilde;o &eacute; poss&iacute;vel garantir a representatividade dos indiv&iacute;duos inquiridos, o que implica que as conclus&otilde;es do estudo s&oacute; se aplicam, em rigor, &agrave; amostra. Os elevados n&iacute;veis de n&atilde;o resposta ao question&aacute;rio (recusas, n&atilde;o retorno) podem fazer com que n&atilde;o se alcance o tamanho m&iacute;nimo da amostra, enviesando-a. Por fim, a impossibilidade de estabelecer rela&ccedil;&otilde;es causais entre as vari&aacute;veis restringe os resultados da investiga&ccedil;&atilde;o a uma descri&ccedil;&atilde;o de dados.</p>     <p>Aos <i>web surveys</i> acrescem constrangimentos a que o investigador deve estar atento<i>.</i> A virtualiza&ccedil;&atilde;o do contacto com o inquirido pressup&otilde;e equacionar aspetos t&eacute;cnicos relacionados com o acesso &agrave; tecnologia e com a compatibilidade do equipamento usado pelos respondentes (Reja<i> et al.</i>, 2003).</p>     <p>O facto de o servi&ccedil;o de acesso &agrave; internet n&atilde;o ser universal constitui uma limita&ccedil;&atilde;o base &agrave; realiza&ccedil;&atilde;o de question&aacute;rios on-line, suscet&iacute;vel de comprometer uma boa cobertura da popula&ccedil;&atilde;o, facto que amea&ccedil;a a representatividade da amostra quando se opta por m&eacute;todos de inquiri&ccedil;&atilde;o probabil&iacute;sticos, conduzidos atrav&eacute;s da internet (Couper, 2000; Lynn, 2013). Paralelamente, um menor grau de familiariza&ccedil;&atilde;o com as ferramentas da <i>web</i> por parte de alguns segmentos da popula&ccedil;&atilde;o &eacute; perspetivado como um fator dissuasor do preenchimento do question&aacute;rio on-line (Jeavons, 1998 apud Solomon, 2001). O receio de que seja seguido o rasto eletr&oacute;nico do respondente &eacute; tamb&eacute;m referenciado como um fator de recusa do preenchimento de question&aacute;rios on-line (Couper, 2000). H&aacute; ainda a referir que, em situa&ccedil;&otilde;es em que os contactos com os potenciais respondentes &eacute; feito por email, corre-se o risco de a mensagem ser bloqueada por processo de filtragem (Graeml &amp; Csillag, 2008).</p>     <p>Outro risco subjacente ao mundo virtual, e que se poder&aacute; repercutir negativamente nos resultados da investiga&ccedil;&atilde;o, prende-se com a falta de controlo do investigador sobre os reais respondentes (Lynn, 2013), correndo-se, por exemplo, o risco de haver submiss&atilde;o de m&uacute;ltiplas respostas por parte do mesmo indiv&iacute;duo, o que pode originar amostras enviesadas (Solomon, 2001; Jansen<i> et al.</i>, 2007). Ainda nas quest&otilde;es relacionadas com a seguran&ccedil;a, h&aacute; que ter em conta que o acesso ao inqu&eacute;rito on-line pode ser feito de forma acidental ou, at&eacute;, maliciosa.</p>     <p>Como estrat&eacute;gias para minimizar as limita&ccedil;&otilde;es, no campo da seguran&ccedil;a, h&aacute; algumas solu&ccedil;&otilde;es t&eacute;cnicas que passam, por exemplo, pela distribui&ccedil;&atilde;o de uma chave de acesso aos potenciais respondentes. J&aacute; em rela&ccedil;&atilde;o aos problemas de cobertura da popula&ccedil;&atilde;o, estes podem ser ultrapassados com a limita&ccedil;&atilde;o desta metodologia a popula&ccedil;&otilde;es onde est&aacute; garantido o acesso &agrave; internet (Couper, 2000), visto que, tal como alerta Solomon (2001), existem popula&ccedil;&otilde;es espec&iacute;ficas onde o acesso &agrave; internet &eacute; extremamente elevado, facto que releva para segundo plano a quest&atilde;o do enviesamento da cobertura da amostra. Todavia, nesta mat&eacute;ria, n&atilde;o existe consenso quanto &agrave; melhor estrat&eacute;gia para alcan&ccedil;ar a representatividade da popula&ccedil;&atilde;o e garantir a qualidade dos dados (Roberts, 2013; Nicolaas<i> et al.</i>, 2014).</p>     <p>Ainda no &acirc;mbito das preocupa&ccedil;&otilde;es levantadas pelos question&aacute;rios on-line, h&aacute; que referir que diversos estudos apontam para uma menor taxa de resposta comparativamente &agrave;s modalidades tradicionais de inqu&eacute;rito (Couper, 2000; Solomon; 2001; Nicolaas <i>et al</i>, 2014). Acresce ainda o facto de Sheehan (2001), ao analisar a evolu&ccedil;&atilde;o das taxas de resposta de inqu&eacute;ritos realizados por correio eletr&oacute;nico, concluir que se tem verificado um decr&eacute;scimo das taxas de resposta a este tipo de abordagem.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A abonar os <i>web survey</i>s, encontra-se o estudo realizado por D&iacute;az De Rada &amp; Dom&iacute;nguez-&Aacute;lvarez (2014) sobre a qualidade da informa&ccedil;&atilde;o extra&iacute;da de inqu&eacute;ritos autoadministrados via <i>web</i>, no qual se demonstra que esta modalidade apresentou um menor n&uacute;mero de quest&otilde;es n&atilde;o respondidas e respostas mais desenvolvidas nas quest&otilde;es abertas, comparativamente &agrave; modalidade em suporte de papel.</p>     <p>No campo das potencialidades dos <i>web survey</i> s&atilde;o apontados, essencialmente, fatores de ordem econ&oacute;mica e de rapidez no processo de recolha de dados. Esta abordagem, por norma, traduz-se numa redu&ccedil;&atilde;o dos encargos financeiros da investiga&ccedil;&atilde;o, ao conceder a possibilidade de alcan&ccedil;ar um grande n&uacute;mero de potenciais respondentes sem grandes custos (Jansen <i>et al</i>, 2007; Lynn, 2013; Roberts, 2013). S&atilde;o tamb&eacute;m reconhecidas as mais-valias do inqu&eacute;rito on-line ao n&iacute;vel da simplifica&ccedil;&atilde;o do processo de registo dos dados (Jansen <i>et al</i>, 2007; Thayer-Hart <i>et al</i>, 2010; Roberts, 2013), considerando que estes s&atilde;o armazenados automaticamente numa base de dados, facto que concorre para uma diminui&ccedil;&atilde;o do erro de digita&ccedil;&atilde;o de informa&ccedil;&atilde;o (Solomon, 2001).</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>2. O question&aacute;rio &ldquo;As TIG no ensino de Geografia&rdquo;</b></p>     <p><b>2.1. Objetivos do question&aacute;rio</b></p>     <p>Conhecer a vis&atilde;o que os docentes de Geografia do Ensino B&aacute;sico e Secund&aacute;rio (EBS), formandos e de carreira, t&ecirc;m em rela&ccedil;&atilde;o &agrave;s Tecnologias de Informa&ccedil;&atilde;o Geogr&aacute;fica (TIG) constituiu o ponto de partida para a formula&ccedil;&atilde;o do inqu&eacute;rito por question&aacute;rio &ldquo;As TIG no ensino de Geografia&rdquo;. Este objetivo geral assenta no princ&iacute;pio de que a disciplina de Geografia encontra nas TIG um importante recurso educativo. De referir que este pressuposto &eacute; corroborado pela &ldquo;Rome Declaration on Geographical Education in Europe&rdquo; (2013), documento que sublinha a relev&acirc;ncia da utiliza&ccedil;&atilde;o de informa&ccedil;&atilde;o geogr&aacute;fica e das tecnologias geoespaciais na educa&ccedil;&atilde;o geogr&aacute;fica. Outras premissas em torno das quais se estruturou o question&aacute;rio foram que:</p>     <p>- as TIG s&atilde;o reconhecidas pelos docentes de Geografia como ferramentas com potencialidades educativas, ajustadas aos objetivos do ensino, em geral, e da educa&ccedil;&atilde;o geogr&aacute;fica, em particular;</p>     <p>- fatores end&oacute;genos (grau de capacita&ccedil;&atilde;o) e ex&oacute;genos (organizacionais, infraestrutura&ccedil;&atilde;o tecnol&oacute;gica, curriculares) condicionam a integra&ccedil;&atilde;o das TIG nas pr&aacute;ticas escolares dos professores de Geografia.</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>2.2. Popula&ccedil;&atilde;o</b></p>     <p>Por se ter considerado pertinente auscultar a comunidade de docentes e futuros docentes de Geografia relativamente ao papel das TIG enquanto ferramentas did&aacute;ticas no processo de ensino-aprendizagem, definiu-se que estes dois conjuntos populacionais constitu&iacute;am os p&uacute;blicos-alvo do inqu&eacute;rito por question&aacute;rio &ldquo;AS TIG no ensino de Geografia&rdquo;, aplicado no ano letivo de 2013/2014. Ressalva-se que, em rela&ccedil;&atilde;o aos futuros docentes de Geografia, o question&aacute;rio restringiu-se aos alunos que frequentam o segundo ano do Mestrado em Ensino de Hist&oacute;ria e de Geografia, dado que o seu percurso acad&eacute;mico e a experi&ecirc;ncia formativa que est&atilde;o a desenvolver os tornam melhores conhecedores da causa subjacente ao question&aacute;rio.</p>     <p>Segundo os dados mais recentes publicados pela Dire&ccedil;&atilde;o-Geral de Estat&iacute;sticas da Educa&ccedil;&atilde;o e Ci&ecirc;ncia do Minist&eacute;rio da Educa&ccedil;&atilde;o e Ci&ecirc;ncia (DGEEC &amp; DSEE, 2014), no ano letivo de 2012/2013 encontravam-se em exerc&iacute;cio 4 084 docentes de Geografia (3 682 no Ensino P&uacute;blico e 402 no Ensino Privado), maioritariamente do sexo feminino e distribu&iacute;dos geograficamente de acordo com os dados do <a href="#t1">Quadro I</a>. Apesar do desfasamento temporal em rela&ccedil;&atilde;o ao per&iacute;odo de aplica&ccedil;&atilde;o do inqu&eacute;rito, face &agrave; inexist&ecirc;ncia de dados mais atualizados, assume-se este valor como uma refer&ecirc;ncia indicativa do universo populacional dos professores de Geografia em exerc&iacute;cio.</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="t1">     <p><img src="/img/revistas/got/n6/n6a10t1.gif"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>Dos contactos estabelecidos com os coordenadores e alguns dos docentes dos cursos das institui&ccedil;&otilde;es de ensino superior p&uacute;blico do Mestrado em Ensino de Hist&oacute;ria e de Geografia (MEHG)<a href="#_ftn1" name="_ftnref1">[1]</a>, apurou-se que o segundo ano deste curso foi frequentado, no ano letivo de 2013/2014, por 63 alunos, valor que representa o total de efetivos do universo populacional dos professores de Hist&oacute;ria e de Geografia em forma&ccedil;&atilde;o inicial (<a href="#t2">Quadro II</a>).</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="t2">     <p><img src="/img/revistas/got/n6/n6a10t2.gif"></p>     
<p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>2.3. Amostragem</b></p>     <p>Para selecionar o subconjunto de professores de Geografia do EBS a inquirir, dever-se-ia recorrer a um processo de amostragem<a href="#_ftn2" name="_ftnref2">[2]</a> que permitisse delimitar o n&uacute;mero de inquiridos. Contudo, neste caso, considerou-se n&atilde;o ser vi&aacute;vel a operacionaliza&ccedil;&atilde;o de um m&eacute;todo de amostragem. As raz&otilde;es que concorrem para este facto prendem-se com a indisponibilidade de estat&iacute;sticas atualizadas relativas ao efetivo populacional e suas caracter&iacute;sticas, bem como com a inexist&ecirc;ncia de um registo da popula&ccedil;&atilde;o que constitua uma base de amostragem<a href="#_ftn3" name="_ftnref3">[3]</a>, a partir da qual se selecionem elementos para a amostra e se tenha acesso a refer&ecirc;ncias sobre os mesmos.</p>     <p>A estrat&eacute;gia encontrada para contornar esta situa&ccedil;&atilde;o passou pela op&ccedil;&atilde;o de tentar contactar o maior n&uacute;mero poss&iacute;vel de elementos do p&uacute;blico-alvo, recorrendo para tal &agrave;s escolas b&aacute;sicas e secund&aacute;rias p&uacute;blicas do pa&iacute;s, nomeadamente &agrave;s dire&ccedil;&otilde;es/conselhos executivos, a quem se solicitou o reencaminhamento do question&aacute;rio aos docentes de Geografia afetos &agrave;s suas institui&ccedil;&otilde;es.</p>     <p>Esta op&ccedil;&atilde;o metodol&oacute;gica faz com que o estudo incorra nas t&eacute;cnicas amostrais n&atilde;o probabil&iacute;sticas ou n&atilde;o aleat&oacute;rias, em que n&atilde;o &eacute; poss&iacute;vel especificar a probabilidade de um sujeito pertencer &agrave; popula&ccedil;&atilde;o em estudo. Num contexto em que os participantes s&atilde;o selecionados de forma n&atilde;o aleat&oacute;ria, a quest&atilde;o da representatividade da amostra n&atilde;o est&aacute; assegurada na sequ&ecirc;ncia de um erro amostral de base (Coutinho, 2011). Tal como referem Ferreira &amp; Campos (2009: 61), nos m&eacute;todos n&atilde;o probabil&iacute;sticos n&atilde;o h&aacute; &ldquo;uma teoria estat&iacute;stica de suporte &agrave; obten&ccedil;&atilde;o de amostras representativas, mas pode existir uma probabilidade significativamente elevada de que a amostra obtida seja representativa&rdquo;. Sendo a amostragem uma quest&atilde;o sens&iacute;vel, Ghiglione &amp; Matalon (1995) alertam para o facto de n&atilde;o existir forma de assegurar a representatividade absoluta, aconselhando os investigadores a evitarem purismos excessivos em torno dos inevit&aacute;veis enviesamentos subjacentes &agrave; constitui&ccedil;&atilde;o de uma amostra e tendo presente que o mais importante &eacute; a adequa&ccedil;&atilde;o da amostra aos objetivos estabelecidos.</p>     <p>Por seu turno, no caso dos professores formandos de Hist&oacute;ria e de Geografia, por se tratar de um p&uacute;blico-alvo reduzido e de contacto f&aacute;cil, considerou-se vi&aacute;vel tentar inquirir toda a popula&ccedil;&atilde;o. Tamb&eacute;m se sentiu receio de, ao implementar um procedimento de amostragem, incorrer no risco de o retorno<a href="#_ftn4" name="_ftnref4">[4]</a> dos question&aacute;rios ser reduzido, dado ser comum haver discrep&acirc;ncia entre a amostra planeada e a amostra obtida, decorrente das n&atilde;o respostas de indiv&iacute;duos selecionados no processo de amostragem. Como Coutinho (2011) alerta, uma amostra demasiado pequena, ainda que obtida de modo probabil&iacute;stico, tamb&eacute;m compromete a qualidade informativa dos dados recolhidos.</p>     <p>Face a todos os constrangimentos expostos, os respondentes ao inqu&eacute;rito &ldquo;AS TIG no ensino de Geografia&rdquo;, s&atilde;o compostos por um painel de volunt&aacute;rios conseguidos de forma n&atilde;o probabil&iacute;stica, pr&oacute;xima de uma amostra de conveni&ecirc;ncia (Hill &amp; Hill, 2009), pelo que &eacute; necess&aacute;rio cuidado extra na valida&ccedil;&atilde;o dos resultados.</p>     <p>As op&ccedil;&otilde;es dispon&iacute;veis para a avalia&ccedil;&atilde;o da dimens&atilde;o da amostra obtida de modo n&atilde;o aleat&oacute;rio passam por assumir como refer&ecirc;ncia uma dimens&atilde;o usada anteriormente em estudos afins ou partir do princ&iacute;pio que a amostra &eacute; aleat&oacute;ria e avan&ccedil;ar para a determina&ccedil;&atilde;o da sua dimens&atilde;o, calculando-se um valor apenas de refer&ecirc;ncia (Weiers, 1998, apud Ferreira &amp; Campos, 2009). No presente estudo, recorrer-se-&aacute; &agrave; segunda op&ccedil;&atilde;o.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>2.4. O question&aacute;rio: sec&ccedil;&otilde;es, quest&otilde;es, respostas e suas escalas de medida</b></p>     <p>Ultrapassada a quest&atilde;o de quem inquirir, iniciou-se a prepara&ccedil;&atilde;o do levantamento de dados, processo que neste <i>survey</i> decorre da aplica&ccedil;&atilde;o de um inqu&eacute;rito por question&aacute;rio autoadministrado. A inexist&ecirc;ncia de um instrumento de inquiri&ccedil;&atilde;o estandardizado levou &agrave; necessidade de construir um question&aacute;rio, processo que, segundo Coutinho (2011), pode inclusivamente ser visto como integrante da pr&oacute;pria investiga&ccedil;&atilde;o. Note-se que a formula&ccedil;&atilde;o cuidada de um instrumento de inquiri&ccedil;&atilde;o &eacute; de suma import&acirc;ncia para que a investiga&ccedil;&atilde;o seja bem-sucedida, pois condiciona a qualidade da informa&ccedil;&atilde;o recolhida, a metodologia de an&aacute;lise de dados e, por extens&atilde;o, as conclus&otilde;es do estudo.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A estrutura&ccedil;&atilde;o geral do inqu&eacute;rito por question&aacute;rio &ldquo;As TIG no ensino da Geografia&rdquo; aplicado aos docentes de Geografia e aos professores formandos de Hist&oacute;ria e de Geografia &eacute; similar, havendo, no entanto, algumas quest&otilde;es adaptadas &agrave; realidade e &agrave; experi&ecirc;ncia dos diferentes p&uacute;blicos em estudo. Estruturado em seis sec&ccedil;&otilde;es, o question&aacute;rio foi formulado de modo a permitir aferir o n&iacute;vel de conhecimentos sobre as ferramentas TIG, as atitudes, os pareceres e as avalia&ccedil;&otilde;es que os docentes fazem das TIG enquanto recurso educativo, bem como os fatores que promovem um clima (des)favor&aacute;vel &agrave; inclus&atilde;o destas ferramentas nas pr&aacute;ticas escolares (<a href="#t3">Quadro III</a>).</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="t3">     <p>&nbsp;<img src="/img/revistas/got/n6/n6a10t3.gif"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>O question&aacute;rio &eacute; antecedido por uma breve nota introdut&oacute;ria, onde consta, de forma sucinta, tal como indicado por Hill e Hill (2009: 162): o pedido de colabora&ccedil;&atilde;o no preenchimento, a justifica&ccedil;&atilde;o da aplica&ccedil;&atilde;o do instrumento, a descri&ccedil;&atilde;o do question&aacute;rio, a institui&ccedil;&atilde;o onde decorre a investiga&ccedil;&atilde;o e a declara&ccedil;&atilde;o de confidencialidade e de anonimato.</p>     <p>A primeira sec&ccedil;&atilde;o do question&aacute;rio visa a carateriza&ccedil;&atilde;o dos inquiridos, cujo perfil &eacute; tra&ccedil;ado com base em dados biogr&aacute;ficos, habilita&ccedil;&otilde;es acad&eacute;micas e situa&ccedil;&atilde;o profissional. Note-se que, enquanto Hill &amp; Hill (2009) defendem que a carateriza&ccedil;&atilde;o do respondente deve constar no in&iacute;cio, Thayer-Hart <i>et al</i> (2010) consideram que os dados pessoais do respondente devem ser solicitados na &uacute;ltima sec&ccedil;&atilde;o do question&aacute;rio.</p>     <p>Com o intuito de enquadrar os respondentes no conjunto de ferramentas TIG, no&ccedil;&atilde;o fundamental na problem&aacute;tica em estudo, a segunda sec&ccedil;&atilde;o do question&aacute;rio foi orientada no sentido de os respondentes procederem a uma autoavalia&ccedil;&atilde;o dos seus n&iacute;veis de conhecimentos em TIG, avaliarem a necessidade sentida de efetuarem forma&ccedil;&atilde;o em TIG e indicarem a forma&ccedil;&atilde;o realizada neste dom&iacute;nio. Para evitar uma incorreta interpreta&ccedil;&atilde;o de conceitos mais t&eacute;cnicos, o uso de terminologia espec&iacute;fica das ferramentas TIG foi sucedido por uma breve defini&ccedil;&atilde;o e enquadramento do tipo de tecnologia em quest&atilde;o, acompanhada pela exemplifica&ccedil;&atilde;o de programas ou servi&ccedil;os tidos como TIG. Foram, assim, seguidas as sugest&otilde;es dadas por Thayer-Hart <i>et al</i> (2010) relativamente &agrave; import&acirc;ncia de contextualizar e explicitar os conceitos chave e as quest&otilde;es numa esp&eacute;cie de pre&acirc;mbulo.</p>     <p>Dado que a inquiri&ccedil;&atilde;o de aspetos mais espec&iacute;ficos s&oacute; deve ser realizada numa fase mais avan&ccedil;ada do question&aacute;rio (Thayer-Hart <i>et al</i>, 2010), apenas na terceira e na quarta sec&ccedil;&atilde;o os respondentes s&atilde;o confrontados com quest&otilde;es relacionadas com a adequa&ccedil;&atilde;o das TIG ao ensino e, em particular, ao ensino de Geografia. Deliberadamente, recorreu-se nestas sec&ccedil;&otilde;es ao uso de uma linguagem decalcada dos documentos orientadores do ensino da Geografia no terceiro ciclo e no ensino secund&aacute;rio.</p>     <p>A regularidade do uso das ferramentas TIG e os contextos educativos em que &eacute; feito esse uso s&atilde;o analisados na quinta sec&ccedil;&atilde;o do question&aacute;rio, orientada para o conhecimento dos usos escolares das TIG.</p>     <p>A &uacute;ltima sec&ccedil;&atilde;o do question&aacute;rio &eacute; reservada &agrave; avalia&ccedil;&atilde;o das condicionantes &agrave; inclus&atilde;o das TIG enquanto tecnologias educativas, solicitando-se aos respondentes a avalia&ccedil;&atilde;o do n&iacute;vel de des(adequa&ccedil;&atilde;o) de um amplo leque de fatores. O question&aacute;rio finda com a possibilidade de os respondentes efetuarem uma avalia&ccedil;&atilde;o global da tem&aacute;tica em estudo.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Para facilitar a compreens&atilde;o do inqu&eacute;rito, os assuntos com alguma proximidade tem&aacute;tica est&atilde;o agrupados na mesma sec&ccedil;&atilde;o. Teve-se o cuidado de agrupar os t&oacute;picos que apresentam modalidades de resposta similares, de forma a garantir a coer&ecirc;ncia e a consist&ecirc;ncia do instrumento (Ghiglione &amp; Matalon,1995; Thayer-Hart <i>et al</i>, 2010). De referir que, na opini&atilde;o de Hill &amp; Hill (2009: 164), o agrupamento de quest&otilde;es em blocos tem&aacute;ticos adequa-se &agrave; recolha de factos, mas na recolha de opini&otilde;es, atitudes e satisfa&ccedil;&otilde;es poder&aacute; ser vantajoso n&atilde;o colocar as perguntas de uma sec&ccedil;&atilde;o num s&oacute; bloco, de modo a minimizar os efeitos de memoriza&ccedil;&atilde;o e a tend&ecirc;ncia de uso de um estilo de resposta repetitivo.</p>     <p>&Eacute; recorrente o alerta para que as quest&otilde;es sejam formuladas numa linguagem simples e isenta de ambiguidades e que abordem apenas um assunto.</p>     <p>A op&ccedil;&atilde;o por quest&otilde;es de tipo abertas ou fechadas constituiu um s&eacute;rio dilema. Se, por um lado, as quest&otilde;es abertas viabilizam que o respondente se expresse livremente, manifestando a sua vis&atilde;o precisa sobre o assunto (Thayer-Hart <i>et al</i>, 2010), tamb&eacute;m &eacute; verdade que esta &eacute; uma tipologia de resposta mais complicada de codificar, e que apresenta um maior n&uacute;mero tanto de n&atilde;o-respostas como de respostas desadequadas (Reja <i>et al</i> 2003), pelo que s&atilde;o quest&otilde;es que requerem um cuidado redobrado na sua formula&ccedil;&atilde;o, sobretudo em question&aacute;rios autoadministrados. Tanto Reja <i>et al</i> (2003) como Thayer-Hart <i>et al</i> (2010) corroboram a ideia segundo a qual, na perspetiva dos respondentes, as quest&otilde;es em que se disponibilizam alternativas de resposta s&atilde;o mais atrativas, por exigirem menos tempo de interpreta&ccedil;&atilde;o e de resposta.</p>     <p>Deste modo, por se pretender formular o question&aacute;rio numa perspetiva facilitadora do preenchimento na &oacute;tica do inquirido, o n&uacute;mero de respostas fechadas supera largamente as respostas abertas. A par de alguns itens de resposta bin&aacute;ria, a generalidade das escalas de resposta<a href="#_ftn5" name="_ftnref5">[5]</a> est&aacute; formulada de modo a que o respondente selecione o descritor que melhor traduz o seu grau de concord&acirc;ncia/satisfa&ccedil;&atilde;o/import&acirc;ncia/ adequa&ccedil;&atilde;o/frequ&ecirc;ncia com o teor do item, inspiradas nas escalas de medi&ccedil;&atilde;o intervalar do tipo Likert. Compostas por cinco n&iacute;veis gradativos, estas oscilam entre um polo negativo e um polo positivo, balanceados por um ponto neutro, exemplificada pela seguinte escala: discordo completamente, discordo, nem concordo nem discordo, concordo, concordo completamente. A op&ccedil;&atilde;o pelo predom&iacute;nio deste tipo de escala de medida deriva do r&aacute;pido entendimento dos respondentes da modalidade de resposta pretendida, da facilidade de codifica&ccedil;&atilde;o das respostas e, ainda, das possibilidades de tratamento estat&iacute;stico subjacentes. Deve-se referir, contudo, que o facto de na pr&aacute;tica se tratarem de escalas ordinais<a href="#_ftn6" name="_ftnref6">[6]</a> disfar&ccedil;adas de escalas m&eacute;tricas, o seu tratamento estat&iacute;stico pressup&otilde;e alguma flexibiliza&ccedil;&atilde;o do rigor metodol&oacute;gico, dado que n&atilde;o h&aacute; uma forma de garantir que a dist&acirc;ncia, entre um uso escolar das TIG &ldquo;raramente&rdquo; e &ldquo;&agrave;s vezes&rdquo;, &eacute; percecionada da mesma forma pelos respondentes.</p>     <p>Teve-se o cuidado em deixar espa&ccedil;o para que os respondentes se pudessem expressar livremente em rela&ccedil;&atilde;o ao papel das TIG no ensino de Geografia. Na tipologia de resposta aberta, imp&otilde;e-se a an&aacute;lise de conte&uacute;do como m&eacute;todo de an&aacute;lise de dados antecedida de um processo de codifica&ccedil;&atilde;o das respostas.</p>     <p>Sabendo que a predisposi&ccedil;&atilde;o de colabora&ccedil;&atilde;o dos respondentes no preenchimento do question&aacute;rio &eacute; essencialmente condicionada pelo tamanho e <i>layout</i> do mesmo (Hill &amp; Hill, 2009), procurou-se cingir a um n&uacute;mero de quest&otilde;es que permita recolher informa&ccedil;&atilde;o necess&aacute;ria, de acordo com os objetivos da investiga&ccedil;&atilde;o, e evitou-se a tenta&ccedil;&atilde;o de ser demasiado exaustivo, correndo o risco de dissuadir o respondente. Em termos gr&aacute;ficos, seguiram-se as indica&ccedil;&otilde;es de Thayer-Hart <i>et al</i> (2010) e aplicou-se um <i>layout</i> simples e consistente.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>2.4.1. O question&aacute;rio on line para docentes de Geografia</b></p>     <p>A inexist&ecirc;ncia de uma listagem de docentes de Geografia do EBS e a impossibilidade de contactar diretamente com os potenciais respondentes, para al&eacute;m de representarem s&eacute;rios constrangimentos &agrave; formula&ccedil;&atilde;o de uma amostragem probabil&iacute;stica, determinaram que o question&aacute;rio fosse formulado on-line e remetido por correio eletr&oacute;nico a todas as escolas p&uacute;blicas do pa&iacute;s onde funciona o terceiro ciclo do ensino b&aacute;sico e o ensino secund&aacute;rio, n&iacute;veis para quais os professores de Geografia est&atilde;o habilitados a lecionar. Considerou-se que os docentes de Geografia do EBS s&atilde;o uma das popula&ccedil;&otilde;es onde &eacute; exequ&iacute;vel a implementa&ccedil;&atilde;o de uma modalidade de recolha de dados assente na <i>web</i>, pois acredita-se que neste conjunto populacional o acesso &agrave; internet &eacute; elevado e que &eacute; comum a exist&ecirc;ncia de um endere&ccedil;o de correio eletr&oacute;nico, at&eacute; porque &eacute; pr&aacute;tica recorrente a institui&ccedil;&atilde;o escolar fornecer um email para fins profissionais.</p>     <p>A modalidade de inqu&eacute;rito por question&aacute;rio adotada para a inquiri&ccedil;&atilde;o dos professores de Geografia em exerc&iacute;cio enquadra-se nos <i>electronic surveys</i>, definidos por Jansen <i>et al</i> (2007: 2) como sendo aqueles em que o computador desempenha um papel de relevo, tanto na distribui&ccedil;&atilde;o do inqu&eacute;rito aos potenciais respondentes, como na compila&ccedil;&atilde;o/recolha de dados dos respondentes, em particular nos <i>web-based survey</i>, atendendo ao facto do instrumento se encontrar alojado num servidor <i>web</i> e ser acess&iacute;vel atrav&eacute;s de um navegador de internet (Green, 1995; Stanton, 1998, apud Jansen <i>et al</i> 2007). Considerou-se ser esta a modalidade de inqu&eacute;rito que melhor se ajustava aos moldes do estudo, na medida em que permitiria de um forma r&aacute;pida e econ&oacute;mica tentar chegar a um elevado n&uacute;mero de potenciais respondentes, contando-se para tal com o reencaminhamento do pedido de colabora&ccedil;&atilde;o no preenchimento do inqu&eacute;rito por partes das dire&ccedil;&otilde;es/conselhos executivos das escolas p&uacute;blicas portuguesas.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>De entre as muitas op&ccedil;&otilde;es dispon&iacute;veis, selecionou-se a aplica&ccedil;&atilde;o Formul&aacute;rio da plataforma de armazenamento de dados on-line<i> Google Drive</i><a href="#_ftn7" name="_ftnref7">[7]</a> (<a href="https://drive.google.com"target="_blank">https://drive.google.com</a>) para a elabora&ccedil;&atilde;o do inqu&eacute;rito. O <i>Google Drive</i> na <i>web</i> &eacute; compat&iacute;vel com as vers&otilde;es mais recentes dos navegadores de uso mais generalizado (Google Chrome, Internet Explorer, Firefox, Safari) e com os sistemas operativos Windows (Microsoft), OS X (Apple) e baseados em Linux (<a href="https://support.google.com/drive/answer/2375082?hl=pt-PT"target="_blank">https://support.google.com/drive/answer/2375082?hl=pt-PT</a>, acedido a 12/10/2013). Em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; edi&ccedil;&atilde;o do question&aacute;rio, o formul&aacute;rio do <i>Google Drive</i> disponibiliza ao utilizador um leque diverso de op&ccedil;&otilde;es, desde aspetos organizacionais, tipologia de quest&otilde;es at&eacute; ao pr&oacute;prio <i>layout</i> final (<a href="https://support.google.com/docs/answer/2839737"target="_blank">https://support.google.com/docs/answer/2839737</a>, acedido a 12/10/2013), permitindo a estrutura&ccedil;&atilde;o do question&aacute;rio de acordo com as orienta&ccedil;&otilde;es bibliogr&aacute;ficas.</p>     <p>Utilizaram-se alguns artif&iacute;cios dispon&iacute;veis na edi&ccedil;&atilde;o do formul&aacute;rio on-line, nomeadamente a disponibiliza&ccedil;&atilde;o ao respondente da monitoriza&ccedil;&atilde;o do preenchimento do inqu&eacute;rito atrav&eacute;s da visualiza&ccedil;&atilde;o de uma barra de progresso. A defini&ccedil;&atilde;o de obrigatoriedade de responder &agrave; maioria das quest&otilde;es foi uma estrat&eacute;gia adotada no sentido de evitar o n&atilde;o preenchimento de campos de resposta por distra&ccedil;&atilde;o. Entre as perguntas cujas respostas n&atilde;o s&atilde;o obrigat&oacute;rias, est&atilde;o as que solicitam a indica&ccedil;&atilde;o de informa&ccedil;&atilde;o muito espec&iacute;fica (ex: ano de conclus&atilde;o da licenciatura, forma&ccedil;&otilde;es realizadas em TIG e respetivas entidades formadoras), atendendo a que os respondentes manifestam dificuldade em se recordar de datas ou acontecimentos detalhados (Thayer-Hart <i>et al</i>, 2010). Dado que os inquiridos s&atilde;o pouco propensos a responder a quest&otilde;es de resposta aberta (Reja <i>et al</i>, 2003), a resposta a esta tipologia de quest&atilde;o tamb&eacute;m ficou como optativa.</p>     <p>N&atilde;o foram incorporadas ferramentas audiovisuais para n&atilde;o sobrecarregar as liga&ccedil;&otilde;es de baixa velocidade, dado que a demora em carregar o formul&aacute;rio pode ser um fator de desist&ecirc;ncia do seu cabal preenchimento.</p>     <p>Uma &uacute;ltima refer&ecirc;ncia ao facto de se ter optado por, no corpo do email de divulga&ccedil;&atilde;o do pedido de colabora&ccedil;&atilde;o no preenchimento do question&aacute;rio, se apresentar apenas o <i>link</i> de acesso ao instrumento, dado que a sua incorpora&ccedil;&atilde;o &eacute; aconselh&aacute;vel apenas para formul&aacute;rios com um reduzido n&uacute;mero de quest&otilde;es (Couper, 2008 apud Thayer-Hart <i>et al</i>, 2010).</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>2.5. Pr&eacute;-teste</b></p>     <p>Antes da implementa&ccedil;&atilde;o do question&aacute;rio, deve-se testar a sua adequa&ccedil;&atilde;o aos objetivos do estudo atrav&eacute;s da aplica&ccedil;&atilde;o em pequena escala da vers&atilde;o preliminar. Este procedimento, designado por pr&eacute;-teste (Ghiglione &amp; Matalon, 1995), estudo preliminar (Hill &amp; Hill, 2009) ou estudo piloto (Coutinho, 2011), consiste na apresenta&ccedil;&atilde;o do instrumento a &ldquo;um pequeno n&uacute;mero de pessoas pertencentes &agrave;s diferentes categorias de indiv&iacute;duos que comp&otilde;em a amostra&rdquo; (Quivy &amp; Campenhoudt, 1998: 182), tendo em vista os ajustes finais do question&aacute;rio para garantir o sucesso da investiga&ccedil;&atilde;o.</p>     <p>Para a realiza&ccedil;&atilde;o do pr&eacute;-teste do question&aacute;rio dirigido aos docentes de Geografia, solicitou-se a colabora&ccedil;&atilde;o de um grupo restrito de docentes com atributos (g&eacute;nero, idade, institui&ccedil;&otilde;es onde adquiriram a qualifica&ccedil;&atilde;o profissional, v&iacute;nculo profissional, &aacute;rea geogr&aacute;fica de doc&ecirc;ncia) tendencialmente pr&oacute;ximos ao perfil m&eacute;dio dos docentes de Geografia (DGEEC &amp; DSEE, 2013). No pr&eacute;-teste do question&aacute;rio formulado para os futuros professores de Geografia, contou-se com a colabora&ccedil;&atilde;o de alguns professores formandos de Hist&oacute;ria e de Geografia a frequentar o curso do Mestrado em Ensino da Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra, no ano letivo de 2012/2013. Ap&oacute;s o preenchimento individual do question&aacute;rio, durante o qual se estimou o tempo de resposta, os docentes e futuros docentes envolvidos no pr&eacute;-teste foram convidados a fazer uma aprecia&ccedil;&atilde;o global do mesmo, seguindo-se um momento de an&aacute;lise cr&iacute;tica das diferentes quest&otilde;es. Deste di&aacute;logo, foi poss&iacute;vel verificar o dom&iacute;nio da terminologia relacionada com as TIG e aferir a necessidade de explicita&ccedil;&atilde;o de alguns conceitos.</p>     <p>Os pareceres emitidos pelos respondentes na fase de pr&eacute;-teste revelaram-se pertinentes e possibilitaram a dete&ccedil;&atilde;o de insufici&ecirc;ncias que permitiram produzir uma vers&atilde;o final do question&aacute;rio mais consistente. Altera&ccedil;&otilde;es na sequ&ecirc;ncia das sec&ccedil;&otilde;es do question&aacute;rio, reformula&ccedil;&atilde;o/elimina&ccedil;&atilde;o de algumas quest&otilde;es, adequa&ccedil;&atilde;o das modalidades de resposta e respetivas escalas de resposta s&atilde;o exemplos de reajustes feitos &agrave; vers&atilde;o inicial do question&aacute;rio decorrentes das achegas apresentadas pelos respondentes no pr&eacute;-teste. Particularmente no caso do question&aacute;rio dirigido aos docentes de Geografia, por estar formulado on-line, a fase de pr&eacute;-teste tamb&eacute;m serviu para verificar a exequibilidade desta modalidade de recolha de dados. Para tal, solicitou-se que os respondentes acedessem ao question&aacute;rio a partir de diferentes tipos de navegadores <i>web</i> e de diferentes sistemas operativos, antecipando eventuais dificuldades em receber, abrir, preencher e submeter o question&aacute;rio (Graeml &amp; Csillag, 2008; Thayer-Hart <i>et al</i> 2010).</p>     <p>Os resultados obtidos na fase de pr&eacute;-teste foram codificados e submetidos a um tratamento estat&iacute;stico simples. Para a avalia&ccedil;&atilde;o da consist&ecirc;ncia interna do question&aacute;rio, calculou-se o coeficiente alpha de Cronbach<a href="#_ftn8" name="_ftnref8">[8]</a>, adequado para avaliar a fidelidade<a href="#_ftn9" name="_ftnref9">[9]</a> de question&aacute;rios formulados com escalas de tipo Likert. Os pareceres dos orientadores da investiga&ccedil;&atilde;o sobre o instrumento tamb&eacute;m coadjuvaram na valida&ccedil;&atilde;o do inqu&eacute;rito por question&aacute;rio.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Testados o inqu&eacute;rito e os procedimentos de recolha de dados, e feitos os reajustes necess&aacute;rios, passou-se &agrave; recolha de dados, solicitando aos potenciais respondentes a sua colabora&ccedil;&atilde;o no preenchimento do inqu&eacute;rito.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>2.6. Processo de recolha de dados</b></p>     <p>A log&iacute;stica da recolha de dados envolveu procedimentos muito distintos para os dois p&uacute;blicos em estudo.</p>     <p>No caso do inqu&eacute;rito dirigido aos docentes de Geografia do EBS, por envolver a inquiri&ccedil;&atilde;o de docentes em meio escolar, dada a sua divulga&ccedil;&atilde;o a partir das escolas p&uacute;blicas, obteve-se a anu&ecirc;ncia do preenchimento do inqu&eacute;rito por question&aacute;rio por parte da Direc&ccedil;&atilde;o-Geral de Inova&ccedil;&atilde;o e de Desenvolvimento Curricular/Dire&ccedil;&atilde;o Geral da Educa&ccedil;&atilde;o, dando assim cumprimento ao disposto no Despacho n.&ordm; 15 847/2007, bem como das Dire&ccedil;&otilde;es Regionais da Educa&ccedil;&atilde;o dos A&ccedil;ores e da Madeira.</p>     <p>Recorreu-se ao levantamento dos endere&ccedil;os de correio eletr&oacute;nico das escolas p&uacute;blicas com terceiro ciclo e ensino secund&aacute;rio na p&aacute;gina da Dire&ccedil;&atilde;o-Geral dos Estabelecimentos Escolares (<a href="http://www.dgeste.mec.pt/index.php/escolas/pesquisa-de-agrupamentos"target="_blank">http://www.dgeste.mec.pt/index.php/escolas/pesquisa-de-agrupamentos</a>, acedido a 11/01/2014), no portal da educa&ccedil;&atilde;o dos A&ccedil;ores (<a href="https://www.edu.azores.gov.pt/Paginas/EscolasContactos.aspx"target="_blank">https://www.edu.azores.gov.pt/Paginas/EscolasContactos.aspx</a>, acedido a 11/01/2014) e no portal das escolas da Madeira (<a href="http://escolas.madeira-edu.pt/EscolasdaRAM/tabid/11869/Default.aspx"target="_blank">http://escolas.madeira-edu.pt/EscolasdaRAM/tabid/11869/Default.aspx</a>, acedido a 11/01/2014). Da pesquisa efetuada, obteve-se o contacto eletr&oacute;nico de um total de 1264 escolas (1200 em territ&oacute;rio continental, 34 na RAA e 30 na RAM). Aquando do envio da mensagem de correio eletr&oacute;nico, verificou-se que uma parte muito significativa dos contactos eletr&oacute;nicos disponibilizados pela Dire&ccedil;&atilde;o-Geral dos Estabelecimentos Escolares estava desatualizada, pelo que houve necessidade de proceder a uma nova pesquisa dos mesmos diretamente nas p&aacute;ginas dos agrupamentos de escola/escolas n&atilde;o agrupadas. Houve ainda necessidade de contactar telefonicamente um n&uacute;mero restrito de escolas, cujo contacto eletr&oacute;nico n&atilde;o constava <i>on-line</i>.</p>     <p>Considerou-se o in&iacute;cio do terceiro per&iacute;odo como sendo um momento oportuno para se dar in&iacute;cio &agrave; recolha de dados, pelo que, de 7 a 15 de maio, se procedeu ao envio de um email aos Diretores dos Agrupamentos de Escolas/Escolas n&atilde;o agrupadas de Portugal continental, aos presidentes dos Conselhos Executivos das escolas da RAA e aos Diretores das Escolas da RAM, aos quais se solicitava o reencaminhamento da mensagem aos docentes de Geografia afetos &agrave;s escolas. Esta op&ccedil;&atilde;o fez com que, a todas as limita&ccedil;&otilde;es inerentes &agrave; investiga&ccedil;&atilde;o por question&aacute;rio eletr&oacute;nico, acres&ccedil;a o facto de n&atilde;o haver garantias do efetivo reencaminhamento email aos potenciais respondentes, por se estar a recorrer a intermedi&aacute;rios.</p>     <p>O email enviado &agrave;s escolas &eacute; composto por uma breve carta de apresenta&ccedil;&atilde;o, tendo-se o cuidado de proceder &agrave; identifica&ccedil;&atilde;o da investigadora, dos objetivos gen&eacute;ricos da investiga&ccedil;&atilde;o e da institui&ccedil;&atilde;o onde a mesma est&aacute; a ser desenvolvida. O acesso dos potenciais respondentes ao question&aacute;rio eletr&oacute;nico &eacute; garantido atrav&eacute;s da disponibiliza&ccedil;&atilde;o do seu URL (<i>Universal Resource Locators</i>), para que, atrav&eacute;s de um clique com o rato sobre a hiperliga&ccedil;&atilde;o, seja feito o reencaminhamento para &agrave; p&aacute;gina do question&aacute;rio. Na parte final do email, para al&eacute;m do agradecimento, &eacute; dada indica&ccedil;&atilde;o do tempo aproximado de resposta e alerta-se para a necessidade de se submeter o inqu&eacute;rito apenas uma &uacute;nica vez.</p>     <p>Com algumas escolas, estabeleceram-se individualmente contactos posteriores, no sentido de prestar esclarecimentos solicitados pelas dire&ccedil;&otilde;es, nomeadamente em quest&otilde;es relacionadas com a certifica&ccedil;&atilde;o de autoriza&ccedil;&atilde;o para a aplica&ccedil;&atilde;o do inqu&eacute;rito em meio escolar e da condi&ccedil;&atilde;o de aluna do curso de doutoramento em Geografia. Apesar de em n&uacute;mero diminuto, algumas escolas tiveram o cuidado de confirmar o reencaminhamento do email aos docentes de Geografia.</p>     <p>Como estrat&eacute;gias para incrementar o n&uacute;mero de respostas ao question&aacute;rio, optou-se pelo envio de um lembrete<a href="#_ftn10" name="_ftnref10">[10]</a> ap&oacute;s tr&ecirc;s semanas da divulga&ccedil;&atilde;o do pedido de colabora&ccedil;&atilde;o a todas as escolas dos concelhos dos quais ainda n&atilde;o se tinha obtido nenhuma resposta. Paralelamente, contou-se com a divulga&ccedil;&atilde;o do question&aacute;rio entre a lista de contactos de professores de Geografia de um docente do ensino superior e investigador na &aacute;rea do ensino em Geografia. O apelo ao preenchimento do inqu&eacute;rito foi feito ap&oacute;s a primeira fase de divulga&ccedil;&atilde;o do inqu&eacute;rito, a 22 de maio, e posteriormente a 18 de julho, no t&eacute;rminus da fase de recolha de dados.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Por se tratar de um universo populacional muito mais restrito, a operacionaliza&ccedil;&atilde;o do processo de recolha de dados junto dos professores estagi&aacute;rios de Hist&oacute;ria e de Geografia n&atilde;o foi t&atilde;o exigente. Contou-se com a coopera&ccedil;&atilde;o de docentes do segundo ano do curso de MEHG das diferentes institui&ccedil;&otilde;es de ensino superior p&uacute;blico, a quem se solicitou autoriza&ccedil;&atilde;o para aplica&ccedil;&atilde;o do question&aacute;rio numa das unidades curriculares lecionadas. No Instituto de Educa&ccedil;&atilde;o da Universidade do Minho (IEUM), na Faculdade de Letras da Universidade do Porto (FLUP) e na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa/Instituto de Geografia e Ordenamento do Territ&oacute;rio (FLUL/IGOT), a recolha de dados decorreu nas duas &uacute;ltimas semanas de aulas do primeiro semestre. Na Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra (FLUC), optou-se por proceder &agrave; aplica&ccedil;&atilde;o no in&iacute;cio do segundo semestre, enquanto na Faculdade de Ci&ecirc;ncias Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa (FCSH-UNL) o preenchimento do question&aacute;rio decorreu no final do ano letivo.</p>     <p>Cientes de que muito dificilmente se alcan&ccedil;aria o objetivo de auscultar todo o universo populacional, decidiu-se por, presencialmente, ou na impossibilidade de desloca&ccedil;&atilde;o &agrave; institui&ccedil;&atilde;o atrav&eacute;s do docente da unidade curricular, solicitar a coopera&ccedil;&atilde;o no preenchimento do inqu&eacute;rito por question&aacute;rio aos alunos numa aula de uma das unidades curriculares do curso de mestrado, tendo-se o cuidado de deixar exemplares para os alunos que se encontravam ausentes aquando da desloca&ccedil;&atilde;o &agrave;s institui&ccedil;&otilde;es.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>3. A ades&atilde;o ao question&aacute;rio &ldquo;As TIG no ensino de Geografia&rdquo;</b></p>     <p>O per&iacute;odo de recolha de dados no sistema <i>web-survey</i> iniciou-se no dia 7/05/2014 e prolongou-se at&eacute; ao dia 31/07/2014, data em que se desativou a rece&ccedil;&atilde;o de respostas na plataforma <i>Google Drive</i>. Durante este per&iacute;odo contabilizou-se um total de 410 respostas submetidas pelos docentes de Geografia do EBS (<a href="#f2">Fig. 2</a>).</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="f2">     <p><img src="/img/revistas/got/n6/n6a10f2.gif"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>Verifica-se que a primeira semana ap&oacute;s o envio do pedido de divulga&ccedil;&atilde;o do question&aacute;rio regista o pico m&aacute;ximo de submiss&atilde;o de respostas, dado que entre os dias 7 e 14 de maio foram submetidas 52% das respostas ao question&aacute;rio. Estima-se que as estrat&eacute;gias usadas para aumentar a taxa de resposta tenham contribu&iacute;do para a submiss&atilde;o de 25% das respostas, sendo particularmente evidente a import&acirc;ncia do envio do lembrete &agrave;s escolas dos concelhos em rela&ccedil;&atilde;o aos quais n&atilde;o se tinha obtido nenhuma resposta at&eacute; ao dia 26 de maio.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Em termos de distribui&ccedil;&atilde;o geogr&aacute;fica, foram recolhidos dados de docentes de Geografia que lecionam em 57% dos concelhos portugueses (<a href="#f3">Fig. 3</a>).</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="f3">     <p><img src="/img/revistas/got/n6/n6a10f3.gif"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>A recolha de dados junto dos professores formandos de Hist&oacute;ria e de Geografia, ao longo do ano letivo de 2013/2014, teve um retorno de 52 inqu&eacute;ritos. Face ao n&uacute;mero de inqu&eacute;ritos preenchidos, a fra&ccedil;&atilde;o do universo dos futuros docentes de Geografia observada cifra-se nos 83% (<a href="#t4">Quadro IV</a>).</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="t4">     <p><img src="/img/revistas/got/n6/n6a10t4.gif"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>O envio de question&aacute;rios preenchidos por alunos ausentes no momento em que foi aplicado o inqu&eacute;rito em situa&ccedil;&atilde;o de aula permitiu aumentar a taxa de respostas em cerca de 12%.</p>     <p>Ainda que sendo resultados meramente indicativos da qualidade informativa dos dados, tomou-se por refer&ecirc;ncia o procedimento utilizado no caso de amostragem probabil&iacute;stica para o c&aacute;lculo da margem de erro e intervalo de confian&ccedil;a, tendo por base o n&uacute;mero de respostas obtidas.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Para uma popula&ccedil;&atilde;o de 4084 docentes de Geografia do EBS, a dimens&atilde;o recomendada da amostra para obter uma margem de erro de 5% e um intervalo de confian&ccedil;a de 95% seria de 352 indiv&iacute;duos (<a href="http://www.vsai.pt/amostragem.php"target="_blank">http://www.vsai.pt/amostragem.php</a>, acedido a 31/07/2014). Tendo em conta que o n&uacute;mero de professores de Geografia respondentes ao question&aacute;rio foi de 410, a margem de erro desce para 4,6% (<a href="https://www.checkmarket.com/market-research-resources/sample-size-calculator/"target="_blank">https://www.checkmarket.com/market-research-resources/sample-size-calculator/</a>, acedido a 31/07/2014).</p>     <p>J&aacute; para uma popula&ccedil;&atilde;o de 63 professores formandos de Hist&oacute;ria e de Geografia, a dimens&atilde;o recomendada da amostra &eacute; de 55 indiv&iacute;duos, para os dados terem um intervalo de confian&ccedil;a de 95% e uma margem de erro de 5%. O n&uacute;mero de respostas obtidas permite apenas um intervalo de confian&ccedil;a para 90%, para o qual a dimens&atilde;o recomendada da amostra &eacute; de 52 indiv&iacute;duos, exatamente o n&uacute;mero de elementos inquiridos (<a href="http://www.vsai.pt/amostragem.php"target="_blank">http://www.vsai.pt/amostragem.php</a>, acedido a 31/07/2014).</p>     <p>No <a href="#t5">Quadro V </a>apresenta-se uma s&uacute;mula da forma como se procedeu &agrave; operacionaliza&ccedil;&atilde;o da aplica&ccedil;&atilde;o do question&aacute;rio &ldquo;As TIG no ensino de Geografia&rdquo;.</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="t5">     <p><img src="/img/revistas/got/n6/n6a10t5.gif"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>4. Conclus&otilde;es</b></p>     <p>As op&ccedil;&otilde;es metodol&oacute;gicas tomadas para implementar o inqu&eacute;rito por question&aacute;rio &ldquo;As TIG no ensino de Geografia&rdquo; foram o resultado da tentativa de respeitar os procedimentos impl&iacute;citos &agrave; investiga&ccedil;&atilde;o por <i>survey</i>, superar os constrangimentos associados a esta metodologia e adequar os procedimentos de aplica&ccedil;&atilde;o de um question&aacute;rios atendendo &agrave;s particularidades do p&uacute;blico-alvo.</p>     <p>As principais fragilidades da metodologia adotada decorrem da dificuldade de implementar um processo de amostragem aleat&oacute;rio, na medida em que este permitiria, com uma margem de erro calcul&aacute;vel e um grau de confian&ccedil;a estimado, a extrapola&ccedil;&atilde;o de conclus&otilde;es ap&oacute;s a an&aacute;lise dos dados recolhidos. Infelizmente, na operacionaliza&ccedil;&atilde;o do question&aacute;rio n&atilde;o foi poss&iacute;vel respeitar estas premissas, em virtude do desconhecimento do total de efetivos e da inexist&ecirc;ncia de uma forma de contacto direto com o p&uacute;blico-alvo no caso dos docentes de Geografia em exerc&iacute;cio. No caso dos futuros professores de Geografia, pelo facto de se estar na presen&ccedil;a de um grupo t&atilde;o restrito de efetivos populacionais, considerou-se mais seguro tentar obter o m&aacute;ximo de respostas ao question&aacute;rio, em vez de se constituir uma amostra, dado que muito provavelmente os resultados obtidos ficariam enviesados pelas n&atilde;o respostas.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Considera-se que as fra&ccedil;&otilde;es dos docentes de Geografia observadas s&atilde;o significativas, tanto no caso dos professores do EBS, como no caso dos professores formandos, pelo que se considera que os resultados do estudo sobre o papel das TIG no ensino de Geografia ter&atilde;o pertin&ecirc;ncia, ainda que n&atilde;o haja garantias da representatividade dos respondentes. Em rela&ccedil;&atilde;o aos professores de Geografia em exerc&iacute;cio, a an&aacute;lise de dados estat&iacute;sticos relativos ao perfil do docente de Geografia do ano letivo 2013/2014 permitir&aacute; avaliar de forma mais consistente a representatividade dos respondentes ao question&aacute;rio.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>5. Refer&ecirc;ncias</b></p>     <!-- ref --><p>Costa, C. M. M. O. d. F. (2011). A forma&ccedil;&atilde;o do cidad&atilde;o geograficamente competente - aspectos da mudan&ccedil;a de paradigma pedag&oacute;gico em Did&aacute;ctica da Geografia. Tese de Doutoramento, Faculdade de Letras Universidade do Porto.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000147&pid=S2182-1267201400020001000001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>Couper, M. P. (2000). "Web Surveys: a review of issues and approaches." Public Opinion Quarterly <b>64</b>: 464-494.</p>     <p>Couper, M. P. e P. V. Miller (2008). "Web Survey Methods." Public Opinion Quarterly <b>72</b>(5): 831 - 835.</p>     <!-- ref --><p>Coutinho, C. P. (2011). Metodologia de Investiga&ccedil;&atilde;o em Ci&ecirc;ncias Sociais e Humanas, Edi&ccedil;&otilde;es Almedina, 344 p.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000151&pid=S2182-1267201400020001000004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Decreto-Lei n.&ordm; 43/2007 de 22 de fevereiro, Habilita&ccedil;&atilde;o profissional para a doc&ecirc;ncia, Di&aacute;rio da Rep&uacute;blica, 1.&ordf;&nbsp; s&eacute;rie&mdash;N.&ordm; 38&mdash;22 de Fevereiro de 2007.</p>     <p>Decreto-Lei n.&ordm; 79/2014 de 14 de maio, Habilita&ccedil;&atilde;o profissional para a doc&ecirc;ncia na educa&ccedil;&atilde;o pr&eacute; -escolar e nos ensinos b&aacute;sico e secund&aacute;rio, Di&aacute;rio da Rep&uacute;blica, 1.&ordf; s&eacute;rie &mdash; N.&ordm; 92 &mdash; 14 de maio de 2014.</p>     <p>Despacho n.&ordm; 15 847/2007, Aplica&ccedil;&atilde;o de inqu&eacute;ritos em meio escolar, Di&aacute;rio da Rep&uacute;blica, 2.&ordf; s&eacute;rie&mdash;N.&ordm; 140&mdash;23 de Julho de 2007.</p>     <!-- ref --><p>DGEEC e DSEE (2013). Estat&iacute;sticas da Educa&ccedil;&atilde;o 2011/2012. Lisboa, 262 p.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000156&pid=S2182-1267201400020001000008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>DGEEC e DSEE (2014). Estat&iacute;sticas da Educa&ccedil;&atilde;o 2012/2013. Lisboa, 288 p.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000158&pid=S2182-1267201400020001000009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>D&iacute;az de Rada, V. e J. A. Dom&iacute;nguez-&Aacute;lvarez (2014). "Response quality of self-administered questionnaires: A comparison between paper and web questionnaires." Social Science Computer Review <b>32</b>(2): 256-269.</p>     <!-- ref --><p>Esteves, M. H. M. d. B. F. (2010). Os percursos da cidadania na geografia escolar portuguesa. Tese de Doutoramento, Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000161&pid=S2182-1267201400020001000011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Ferreira, M. J. e P. Campos (2009). O Inqu&eacute;rito Estat&iacute;stico: uma introdu&ccedil;&atilde;o &agrave; elabora&ccedil;&atilde;o de question&aacute;rios, amostragem, organiza&ccedil;&atilde;o e apresenta&ccedil;&atilde;o dos resultados. Um mundo para conhecer os n&uacute;meros. INE, ESTP and DREN. Lisboa, Instituto Nacional de Estat&iacute;stica<b>: </b>214 p.</p>     <!-- ref --><p>Ghiglione, R. e B. Matalon (1995). O Inqu&eacute;rito- Teoria e Pr&aacute;tica &nbsp;Oeiras, Celta Editora, 370 p.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000164&pid=S2182-1267201400020001000013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>Graeml, A. R. e J. M. Csillag (2008). "E-Mail Survey com Formul&aacute;rio Anexado: Uma Alternativa para Coleta de Dados Off-Line pela Internet." Organiza&ccedil;&otilde;es em contexto <b>4</b>(7): 35-58.</p>     <!-- ref --><p>Hill, M. M. e A. Hill (2009). Investiga&ccedil;&atilde;o por question&aacute;rio. Lisboa, Edic&otilde;es S&Iacute;LABO, 377 p.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000167&pid=S2182-1267201400020001000015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>Jansen, K. J., K. G. Corley e B. J. Jansen (2007). E-Survey Methodology &nbsp;Handbook of Research on Electronic Surveys and Measurements. R. A. Reynolds, R. Woods and J. D. Baker, IGI Global<b>: </b>1-8.</p>     <p>Lynn, P. (2013). Issues of Coverage and Sampling in Web&nbsp; Surveys for the General Population:&nbsp; An Overview. Web Survey Network opening conference, Londres.</p>     <!-- ref --><p>Nicolaas, G., L. Calderwood, P. Lynn e C. Roberts (2014). "Web Surveys for the&nbsp; General Population:&nbsp; How, why and when?" National Centre for Research Methods: 22 p.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000171&pid=S2182-1267201400020001000018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Quivy, R. e L. V. Campenhoudt (1998). Manual de Investiga&ccedil;&atilde;o em Ci&ecirc;ncias Sociais, Gradiva Publica&ccedil;&otilde;es, 276 p.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000173&pid=S2182-1267201400020001000019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>Reja, U., K. L. Manfreda, V. Hlebec e V. Vehovar (2003). Open-ended vs Closed-ended Questions in Web Questionnaires. Developments in Applied Statistics. A. M. Anu&scaron;ka Ferligoj (Eds.). Ljubljana<b>: </b>159-177.</p>     <p>Roberts, C. (2013). Participation and engagement in web surveys of the general population: An overview of challenges and opportunities. Web Survey Network opening conference.Dispon&iacute;vel&nbsp; em: <a href="http://www.natcenweb.co.uk/genpopweb/documents/Theme-2-Participation-and-engagement.pdf"target="_blank">http://www.natcenweb.co.uk/genpopweb/documents/Theme-2-Participation-and-engagement.pdf</a>, acedido a 04/12/2013.</p>     <!-- ref --><p>Rome Declaration on Geographical Education in Europe, (2013) Roma, 1 pp.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000177&pid=S2182-1267201400020001000022&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>Sheehan, K. B. (2001). "E-mail Survey Response Rates: A Review." Journal of Computer-Mediated Communication <b>6</b>(2), Dispon&iacute;vel em: <a href="http://dx.doi.org/10.1111/j.1083-6101.2001.tb00117.x"target="_blank">http://dx.doi.org/10.1111/j.1083-6101.2001.tb00117.x</a>, acedido a 04/12/2013.</p>     <p>Solomon, D. J. (2001). "Conducting web-based surveys." Practical Assessment, Research &amp; Evaluation <b>7</b>(19), Dispon&iacute;vel em: <a href="http://pareonline.net/getvn.asp?v=7&amp;n=19"target="_blank">http://pareonline.net/getvn.asp?v=7&amp;n=19</a>, acedido a 05/05/2013.</p>     <!-- ref --><p>Thayer-Hart, N., J. Dykema, K. Elver, N. C. Schaeffer e J. Stevenson (2010). Survey Fundamentals - A guide to designing and implementing surveys, Office of Quality Improvement 20 p.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000181&pid=S2182-1267201400020001000025&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a href="#_ftnref1" name="_ftn1">[1]</a> Mestrado institu&iacute;do pelo Decreto-Lei n&ordm; 43/2007, de 22 de fevereiro, o qual regulamenta o regime jur&iacute;dico da habilita&ccedil;&atilde;o profissional para a doc&ecirc;ncia na educa&ccedil;&atilde;o pr&eacute;-escolar e nos ensinos b&aacute;sico e secund&aacute;rio, e que ser&aacute; desmembrado em Mestrado em Ensino da Geografia e Mestrado em Ensino da Hist&oacute;ria no 3.&ordm; Ciclo do Ensino B&aacute;sico e no Ensino Secund&aacute;rio, de acordo com o Decreto-Lei n&ordm; 79/2014, de 14 de maio.</p>     <p><a href="#_ftnref2" name="_ftn2">[2]</a> Ghiglione &amp; Matalon (1995), Ferreira &amp; Campos (2009), Hill &amp; Hill (2009), Coutinho (2011) apresentam os diversos m&eacute;todos de amostragem probabil&iacute;sticos ou aleat&oacute;rios e os m&eacute;todos n&atilde;o probabil&iacute;sticos ou n&atilde;o aleat&oacute;rios, identificando as suas (des)vantagens. No campo dos <i>web surveys,</i> Couper (2000) identifica oito tipologias<i>,</i> cinco das quais referem-se a web surveys baseados em probabilidades. Note-se que s&oacute; &eacute; poss&iacute;vel proceder &agrave; infer&ecirc;ncia estat&iacute;stica de resultados quando a amostra &eacute; probabil&iacute;stica, pelo que metodologias de inqu&eacute;rito n&atilde;o-probabil&iacute;sticas condicionam os esfor&ccedil;os de generaliza&ccedil;&atilde;o de conclus&otilde;es &agrave; popula&ccedil;&atilde;o.</p>     <p><a href="#_ftnref3" name="_ftn3">[3]</a> Registo da popula&ccedil;&atilde;o (listas, mapas, etc) de onde &eacute; retirada a amostra (Ferreira &amp; Campos, 2009).</p>     <p><a href="#_ftnref4" name="_ftn4">[4]</a> &Iacute;ndices de retorno da ordem dos 60% a 70% s&atilde;o indicados em Coutinho (2011) como aceit&aacute;veis.</p>     <p><a href="#_ftnref5" name="_ftn5">[5]</a> Em Hill &amp; Hill (2009) e em Coutinho (2011) s&atilde;o explanadas as escalas de medida subjacentes aos diferentes tipos de resposta fechada. Estes autores tamb&eacute;m sistematizam as t&eacute;cnicas estat&iacute;sticas pass&iacute;veis de aplica&ccedil;&atilde;o &agrave;s diferentes escalas de resposta em fun&ccedil;&atilde;o das vari&aacute;veis avaliadas.</p>     <p><a href="#_ftnref6" name="_ftn6">[6]</a> As escalas ordinais admitem uma ordena&ccedil;&atilde;o num&eacute;rica das suas categorias, estabelecendo uma rela&ccedil;&atilde;o de ordem entre elas, sem contudo ser poss&iacute;vel medir a magnitude das diferen&ccedil;as entre categorias (Hill &amp; Hill, 2009: 108).</p>     <p><a href="#_ftnref7" name="_ftn7">[7]</a> Para al&eacute;m da cria&ccedil;&atilde;o de inqu&eacute;ritos on-line, o editor de formul&aacute;rios do Google permite o registo e a visualiza&ccedil;&atilde;o das respostas recebidas numa folha de c&aacute;lculo, a qual incorpora ferramentas complementares de an&aacute;lise estat&iacute;stica de dados (<a href="https://support.google.com/docs/answer/87809?hl=PT">https://support.google.com/docs/answer/87809?hl=PT</a>, acedido a 12/10/2013). Oferece tamb&eacute;m a possibilidade de transfer&ecirc;ncia dos dados, sendo poss&iacute;vel a transfer&ecirc;ncia dos dados em diversos formatos, como por exemplo xls, usado pelo Excel, programa de c&aacute;lculo da Microsoft.</p>     <p><a href="#_ftnref8" name="_ftn8">[8]</a> O coeficiente Alpha de Cronbach permite verificar qu&atilde;o consistentemente um item mede o mesmo que o instrumento total. Tendo por base as m&eacute;dias das correla&ccedil;&otilde;es inter itens e o n&uacute;mero de quest&otilde;es, &eacute; determinada em que medida o grau de vari&acirc;ncia geral dos resultados se associa ao somat&oacute;rio da vari&acirc;ncia de cada item. Quanto mais alto &eacute; o resultado maior &eacute; a fidelidade do instrumento (Coutinho, 2011).</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><a href="#_ftnref9" name="_ftn9">[9]</a> Um instrumento diz-se fi&aacute;vel quando se obt&eacute;m sistematicamente o mesmo resultado na medi&ccedil;&atilde;o determinada propriedade, independentemente das circunst&acirc;ncias de aplica&ccedil;&atilde;o (Thayer-Hart <i>et al</i>, 2010:6).</p>     <p><a href="#_ftnref10" name="_ftn10">[10]</a> O envio de uma mensagem a relembrar o preenchimento do question&aacute;rio &eacute; uma estrat&eacute;gia referenciada como frut&iacute;fera, podendo ser efetuada algum tempo ap&oacute;s o envio do convite ao preenchimento do inqu&eacute;rito (Graeml e Csillag, 2008) ou dias antes do fim do prazo de preenchimento (Thayer-Hart et al, 2010).</p>      ]]></body><back>
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