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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Desenvolvimento rural e sociedade da informação em Portugal: Análise do fosso digital de segunda geração na região Norte]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[The spread of the Information and Communication Technologies have been very present in the regional policies of the European Union in the last two decades. In the beginning, the aim was centered in &#8220;connect&#8221; the citizen to the Net and establish telecommunication networks for access to Internet through broadband. Nowadays, in broad terms, this aim was reached for the most European Union, but the spread of the Information Society goes beyond to be &#8220;Internet users&#8221;. In this article the dimension of a new digital divide in Northern Portugal was studied. This new digital divide separates the basics Net users of those that consume advanced services. The use of these advanced services are what could boost development process in rural areas.]]></p></abstract>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[Sociedade da Informação]]></kwd>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><b>ARTIGO ORIGINAL</b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Desenvolvimento rural e sociedade da informa&ccedil;&atilde;o em Portugal. An&aacute;lise do fosso digital de segunda gera&ccedil;&atilde;o na regi&atilde;o Norte</b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Armas, Francisco<sup>1</sup>, Mac&iacute;a, Carlos<sup>2</sup></b></p>     <p><sup>1</sup>Universidade de Santiago de Compostela, Faculdade de Geografia e Hist&oacute;ria, Departamento de Geografia; Praza da Universidade, n&ordm; 1, CP 15782, Santiago de Compostela; <a href="mailto:francisco.armas@usc.es">francisco.armas@usc.es</a></p>     <p><sup>2</sup>Universidade de Santiago de Compostela, Faculdade de Ci&ecirc;ncias da Educa&ccedil;&atilde;o, Departamento de Did&aacute;tica da L&iacute;ngua e Literatura e das Ci&ecirc;ncias Sociais; CP 15782, Santiago de Compostela; <a href="mailto:carlos.macia@usc.es">carlos.macia@usc.es</a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>RESUMO</b></p>     <p>A difus&atilde;o das tecnologias da informa&ccedil;&atilde;o e da comunica&ccedil;&atilde;o estiveram muito presentes nas pol&iacute;ticas regionais da Uni&atilde;o Europeia nas duas &uacute;ltimas d&eacute;cadas. Inicialmente, o objetivo centrava-se em &ldquo;conectar&rdquo; a popula&ccedil;&atilde;o &agrave; Internet e estabelecer redes de telecomunica&ccedil;&otilde;es que permitissem a acesso &agrave; Internet atrav&eacute;s de banda larga. Hoje em dia, e a grande escala, este objetivo foi alcan&ccedil;ado em grande parte da Uni&atilde;o Europeia, contudo a difus&atilde;o da Sociedade da Informa&ccedil;&atilde;o vai al&eacute;m dos simples &ldquo;utilizadores de Internet&rdquo;. No presente artigo estuda-se a dimens&atilde;o de um novo fosso digital no Norte de Portugal, que separa os utilizadores b&aacute;sicos da Internet dos que consomem servi&ccedil;os avan&ccedil;ados. A utiliza&ccedil;&atilde;o destes servi&ccedil;os avan&ccedil;ados seria fulcral para estimular as &aacute;reas rurais.</p>     <p><b>Palavras-chave</b>: Sociedade da Informa&ccedil;&atilde;o, Novas Tecnologias, Fosso Digital, Desenvolvimento Rural, Norte de Portugal.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>ABSTRACT</b></p>     <p>The spread of the Information and Communication Technologies have been very present in the regional policies of the European Union in the last two decades. In the beginning, the aim was centered in &ldquo;connect&rdquo; the citizen to the Net and establish telecommunication networks for access to Internet through broadband. Nowadays, in broad terms, this aim was reached for the most European Union, but the spread of the Information Society goes beyond to be &ldquo;Internet users&rdquo;. In this article the dimension of a new digital divide in Northern Portugal was studied. This new digital divide separates the basics Net users of those that consume advanced services. The use of these advanced services are what could boost development process in rural areas.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;</p>     <p><b>Keywords:</b> Information Society, New Technologies, Digital Divide, Rural Development, Northern Portugal.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>1. Introdu&ccedil;&atilde;o</b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A revolu&ccedil;&atilde;o tecnol&oacute;gica que deu origem &agrave; Sociedade da Informa&ccedil;&atilde;o e ao processo de globaliza&ccedil;&atilde;o no qual estamos inseridos, configurou um novo modelo de sociedade. Nesta nova sociedade emergente, o trabalho f&iacute;sico tem vindo a ser substitu&iacute;do pelo trabalho cognitivo e do ponto de vista econ&oacute;mico, o trabalho nas f&aacute;bricas foi em grande parte substitu&iacute;do pelo trabalho nos servi&ccedil;os (Fukuyama, 2000). Por outro lado, as tecnologias da informa&ccedil;&atilde;o e da comunica&ccedil;&atilde;o, e em particular a Internet, permitem a transmiss&atilde;o de informa&ccedil;&atilde;o e a comunica&ccedil;&atilde;o entre qualquer parte do planeta a um custo muito baixo, o que levou a alguns autores a introduzir conceitos como &ldquo;a morte da dist&acirc;ncia&rdquo; ou o &ldquo;fim da Geografia&rdquo; (Cairncross, 2001).</p>     <p>Perante esta revolu&ccedil;&atilde;o tecnol&oacute;gica e o auge da nova Sociedade emergente, a Uni&atilde;o Europeia mostrou, j&aacute; desde finais do s&eacute;culo XX, um enorme interesse em expandir a implanta&ccedil;&atilde;o da Sociedade da Informa&ccedil;&atilde;o e em difundir as novas tecnologias (Comiss&atilde;o Europeia, 2000). Era o momento de desenhar pol&iacute;ticas para criar uma rede de telecomunica&ccedil;&otilde;es que tornassem poss&iacute;vel o acesso &agrave; Internet atrav&eacute;s da banda larga, dotar de equipamento tecnol&oacute;gico os lares, e incentivar os cidad&atilde;os a fazerem parte do ciberespa&ccedil;o. N&atilde;o se tratava de uma tarefa simples, e prova disso &eacute; que hoje em dia, apesar dos avan&ccedil;os obtidos, ainda existem territ&oacute;rios e setores sociais que est&atilde;o &agrave; margem da Sociedade da Informa&ccedil;&atilde;o. Tratava-se de conectar a Europa e os seus estados membros, retirar o m&aacute;ximo proveito das mudan&ccedil;as que estavam a ocorrer fruto da revolu&ccedil;&atilde;o tecnol&oacute;gica, criar prosperidade, e diminuir a dist&acirc;ncia entre o mundo rural e urbano, que esteve a crescer desde o in&iacute;cio da Revolu&ccedil;&atilde;o Industrial (S&aacute;ez et al., 2001).</p>     <p>Ao analisar a evolu&ccedil;&atilde;o da difus&atilde;o das tecnologias da informa&ccedil;&atilde;o e da comunica&ccedil;&atilde;o desde come&ccedil;os do s&eacute;culo XXI, o progresso foi not&aacute;vel. Como facilmente se pode verificar, esse avan&ccedil;o n&atilde;o registou a mesma intensidade em todos os pa&iacute;ses europeus, nem todos alcan&ccedil;aram o mesmo n&iacute;vel de equipamento, utilizadores e servi&ccedil;os de Internet. Mas esta evolu&ccedil;&atilde;o leva-nos a refletir se o fosso digital tradicional, tal como se entendia at&eacute; agora, foi superado no mundo ocidental. Cada vez s&atilde;o menos os cidad&atilde;os que est&atilde;o &agrave; margem desta nova sociedade emergente, grande parte dos lares est&atilde;o conectados &agrave; internet atrav&eacute;s de alta velocidade, e os utilizadores da Internet multiplicam-se dia ap&oacute;s dia, assim como os servi&ccedil;os dispon&iacute;veis on-line. Tamb&eacute;m se generalizaram muitos dos dispositivos que uma d&eacute;cada antes nem sequer existiam ou pouco se utilizavam devido ao seu elevado custo; &eacute; o caso dos Smartphones, dos PDAs, dos Tablets, Netbooks, das Smart TV, dos e-books, etc. Estes dispositivos comportam-se, na pr&aacute;tica, como micro computadores tanto pelas suas caracter&iacute;sticas como pelas fun&ccedil;&otilde;es que desempenham, e j&aacute; est&atilde;o amplamente difundidos na sociedade. Prova disso &eacute; que, segundo dados do Eurostat (2013), para o conjunto da Uni&atilde;o Europeia (UE 28), quase metade dos cidad&atilde;os entre 16 e 74 anos utilizam a Internet fora do lar ou do trabalho, atrav&eacute;s destes dispositivos.</p>     <p>Os avan&ccedil;os alcan&ccedil;ados na &uacute;ltima d&eacute;cada, tanto a n&iacute;vel do equipamento tecnol&oacute;gico nos lares, como do n&uacute;mero de utilizadores de Internet e dispositivos conectados, leva-nos a consentir que o fosso digital ter&aacute; sido superado. O fosso digital &ldquo;tradicional&rdquo; separava aqueles grupos sociais e territ&oacute;rios que estavam &agrave; margem da Sociedade da Informa&ccedil;&atilde;o. Este facto poderia ocorrer devido a, basicamente, dois fatores: os cidad&atilde;os que queriam aceder &agrave; Internet mas n&atilde;o tinham as infraestruturas necess&aacute;rias (banda larga, equipamento), ou porque, apesar de &nbsp;terem acesso &agrave; Internet n&atilde;o a utilizavam por n&atilde;o terem a forma&ccedil;&atilde;o necess&aacute;ria, ou por n&atilde;o lhe reconhecerem utilidade. Este facto levou a alguns autores a diferenciar os cidad&atilde;os utilizadores da Internet (utilizadores reais) dos que n&atilde;o a utilizavam apesar de terem a possibilidade de o fazer (utilizadores potenciais) (Lois et al. 2010; Armas, 2009; Mac&iacute;a, 2007). &Eacute; not&oacute;rio que este fosso digital ainda tem presen&ccedil;a em determinados setores sociais, como por exemplo os cidad&atilde;os idosos ou a popula&ccedil;&atilde;o com um baixo n&iacute;vel de estudos e que n&atilde;o consideram &uacute;teis estas tecnologias, bem como as regi&otilde;es mais perif&eacute;ricas com um elevado &iacute;ndice de envelhecimento.</p>     <p>Na atualidade, este fosso digital tradicional foi substitu&iacute;do por um novo fosso ao qual se deu o nome de &ldquo;fosso digital de segunda gera&ccedil;&atilde;o&rdquo; (Lois et al., 2014; Armas, 2012). Este novo fosso digital est&aacute; relacionado com os servi&ccedil;os avan&ccedil;ados de Internet e separa os utilizadores que fazem um uso b&aacute;sico da Internet - que utilizam os motores de busca para encontrar informa&ccedil;&atilde;o, e se comunicam tanto via e-mail ou atrav&eacute;s das redes sociais, etc. - ou os que consomem servi&ccedil;os avan&ccedil;ados - como o com&eacute;rcio eletr&oacute;nico, o teletrabalho, a forma&ccedil;&atilde;o <i>on-line</i>, etc. &Eacute; este novo fosso o que deve ser enfrentado, uma vez que a isto est&aacute; associada a plena imers&atilde;o na Sociedade da Informa&ccedil;&atilde;o.</p>     <p>O simples acesso &agrave; Internet para consultar e transmitir informa&ccedil;&atilde;o ou comunicar-se, n&atilde;o &eacute; suficiente para estimular os processos de desenvolvimento, e concretamente o desenvolvimento das &aacute;reas rurais perif&eacute;ricas numa situa&ccedil;&atilde;o de decl&iacute;nio econ&oacute;mico e demogr&aacute;fico. Contudo, pode ser uma oportunidade de desenvolvimento para estas &aacute;reas o consumo intensivo de servi&ccedil;os avan&ccedil;ados da Internet. Como afirma Drucker (2001), o verdadeiro impacto das tecnologias da informa&ccedil;&atilde;o e da comunica&ccedil;&atilde;o n&atilde;o ser&aacute; o acesso a uma grande quantidade de informa&ccedil;&atilde;o, mas sim o com&eacute;rcio eletr&oacute;nico. A Internet ser&aacute; o maior canal de difus&atilde;o e distribui&ccedil;&atilde;o mundial de bens e servi&ccedil;os, e neste meio as dist&acirc;ncias parecem desaparecer.</p>     <p>No presente artigo, estuda-se o fen&oacute;meno do fosso digital de segunda gera&ccedil;&atilde;o e a difus&atilde;o dos servi&ccedil;os avan&ccedil;ados da Internet na regi&atilde;o Norte de Portugal. Da mesma forma, tamb&eacute;m se faz uma reflex&atilde;o sobre o papel que podem ter as tecnologias da informa&ccedil;&atilde;o e da comunica&ccedil;&atilde;o para estimular processos de desenvolvimento em &aacute;reas rurais. A Internet &eacute; cada vez mais popular, aproximando-se hoje em dia dos tr&ecirc;s mil milh&otilde;es de utilizadores. Mas um simples uso da Internet n&atilde;o &eacute; suficiente para alcan&ccedil;ar uma verdadeira imers&atilde;o na Sociedade da Informa&ccedil;&atilde;o, pois &eacute; necess&aacute;rio que a informa&ccedil;&atilde;o gere conhecimento e que estas tecnologias possam impulsionar processos de desenvolvimento.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>2. O meio rural na Sociedade da Informa&ccedil;&atilde;o</b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A origem de boa parte dos problemas presentes no meio rural atual poderia referenciar-se a come&ccedil;os do s&eacute;culo XIX, no per&iacute;odo em que a Revolu&ccedil;&atilde;o Industrial e o desenvolvimento do capitalismo come&ccedil;avam a materializar profundas transforma&ccedil;&otilde;es tecnol&oacute;gicas, econ&oacute;micas, sociais e culturais. Neste contexto, os espa&ccedil;os rurais partiam j&aacute; de uma situa&ccedil;&atilde;o de desvantagem em rela&ccedil;&atilde;o &agrave;s &aacute;reas urbanas, uma vez que tinham menos possibilidades de neg&oacute;cio. Isso levou a que a popula&ccedil;&atilde;o das &aacute;reas rurais emigrasse para os principais n&uacute;cleos urbanos onde iniciavam atividade em setores econ&oacute;micos mais rent&aacute;veis. Este facto desencadeou, progressivamente, um forte processo de despovoamento, envelhecimento demogr&aacute;fico e decl&iacute;nio da sua economia. Por outro lado, o facto destes serem espa&ccedil;os perif&eacute;ricos, a dist&acirc;ncia, e as m&aacute;s redes de comunica&ccedil;&otilde;es com as principais urbes, foram retraindo e condicionando a sua evolu&ccedil;&atilde;o econ&oacute;mica e social.</p>     <p>Mas, na Sociedade da Informa&ccedil;&atilde;o esta situa&ccedil;&atilde;o pode mudar, uma vez que se abrem novas possibilidades de desenvolvimento para estes espa&ccedil;os. O que entendemos por meio rural? Qual &eacute; o limite entre o meio rural e o urbano? Foram muitos os autores que tentaram definir e delimitar, com um &ecirc;xito limitado, o meio rural (Cloke, 1977; Hoggart, 1990; Clout 1993; Cloke and Goodwin, 1993; Halfacree, 1993; L&aacute;zaro Araujo, 1995; Ce&ntilde;a Delgado, 1995; Garc&iacute;a Sanz, 1998; Guibertau Cabanillas, 2002; Waldorf, 2006; Sabalain, 2011; Rodr&iacute;guez, 2011). A maior parte dos investigadores admite que n&atilde;o existe uma defini&ccedil;&atilde;o de aceita&ccedil;&atilde;o un&acirc;nime do que &eacute; o meio rural, existindo uma grande diversidade de crit&eacute;rios para delimit&aacute;-lo.</p>     <p>As posturas existentes no momento de delimitar o meio rural revelam grandes diferen&ccedil;as (Rodr&iacute;guez, 2005), com reflex&otilde;es que relativizam a vig&ecirc;ncia da distin&ccedil;&atilde;o entre o rural e o urbano (Camarero, 1993), aqueles que defendem a rutura entre o rural e o agr&aacute;rio (Garc&iacute;a Sanz, 1998), e os que consideram in&uacute;til ou imposs&iacute;vel qualquer tentativa de delimitar concetualmente o termo rural (Sancho Hazak, 1997; Bericat, 1993). As poss&iacute;veis defini&ccedil;&otilde;es de ruralidade dependem, em grande medida, das unidades de an&aacute;lise e das vari&aacute;veis escolhidas para estud&aacute;-lo, assim como da diversidade de elementos que o formam (L&aacute;zaro Araujo, 1995; M&aacute;rquez Fern&aacute;ndez, 2002; Rodr&iacute;guez, 2005; Waldorf, 2006; Scott y Gelan, 2007; Coburn et al., 2007).</p>     <p>Tradicionalmente o meio rural identificava-se com o agr&aacute;rio, e em outras ocasi&otilde;es definia-se como oposi&ccedil;&atilde;o ao urbano com um car&aacute;cter pejorativo. Na atualidade, as defini&ccedil;&otilde;es do meio rural s&atilde;o muito variadas, ainda que se tenda a conceb&ecirc;-lo como um sistema plural que abarca componentes sociol&oacute;gicos, geogr&aacute;ficos, funcionais e econ&oacute;micos (Florencio Calder&oacute;n, 2000). Investiga&ccedil;&otilde;es do &acirc;mbito acad&eacute;mico de diversos pa&iacute;ses assinalam a necessidade de procurar alternativas no momento de selecionar os crit&eacute;rios que se utilizam para delimitar e definir o meio rural, combinando duas ou mais vari&aacute;veis, tais como a densidade populacional, o tamanho dos lugares, a dist&acirc;ncia &agrave;s grandes cidades, entre outros (Sabalain, 2011). A este respeito, Hewitt (1992) assinala que a maior parte das defini&ccedil;&otilde;es do que &eacute; o rural baseiam-se, em linhas gerais, em quatro vari&aacute;veis: tamanho demogr&aacute;fico, densidade populacional, proximidade &agrave;s &aacute;reas urbanas, e principal atividade econ&oacute;mica.</p>     <p>Quando surgiram as primeiras delimita&ccedil;&otilde;es do meio rural, foram tratadas pela maior parte dos autores, como um conceito unidimensional. Nestas delimita&ccedil;&otilde;es, quase todos os crit&eacute;rios que se usavam baseavam-se na vari&aacute;vel populacional, omitindo aspetos t&atilde;o importantes como os fatores socioculturais (Bosak e Perlman, 1982). Contudo, outros autores assinalaram a necessidade de especificar melhor os crit&eacute;rios a partir dos quais se definiam as realidades rurais e urbanas. Segundo Rodr&iacute;guez (2011), existe um amplo consenso em rela&ccedil;&atilde;o a que alguns crit&eacute;rios, como o acesso aos servi&ccedil;os e a dota&ccedil;&atilde;o tecnol&oacute;gica, n&atilde;o podem ser fatores que discriminem o rural em rela&ccedil;&atilde;o ao urbano, j&aacute; que as din&acirc;micas dos espa&ccedil;os rurais se est&atilde;o alterando, e a diversidade &eacute; cada vez maior. Este autor aposta na necessidade de alterar a forma de medir as &aacute;reas rurais e a combina&ccedil;&atilde;o de crit&eacute;rios de modo a poder apreender a heterogeneidade do mundo rural.</p>     <p>Existe uma tend&ecirc;ncia a generalizar os problemas mais comuns das &aacute;reas rurais, assumindo que estes s&atilde;o homog&eacute;neos e omitindo que existem situa&ccedil;&otilde;es complexas e variadas, que est&atilde;o muito longe dessa homogeneidade (McDonagh, 1998). Echeverri (2011) refere que o rural, no imagin&aacute;rio pol&iacute;tico, se considera como algo marginal e portador de numerosos problemas, contudo isso n&atilde;o corresponde &agrave; realidade, dado que o meio rural tem in&uacute;meras potencialidades. Na atual Sociedade da Informa&ccedil;&atilde;o, as &aacute;reas rurais t&ecirc;m perante si muitas possibilidades de atenuar o decl&iacute;nio econ&oacute;mico e social em que est&atilde;o imersas uma grande parte delas. A dist&acirc;ncia &agrave;s principais urbes, que foi um dos fatores que propiciou o seu decl&iacute;nio, desaparece com a chegada das tecnologias da informa&ccedil;&atilde;o e da comunica&ccedil;&atilde;o e, especialmente, com a maior express&atilde;o da difus&atilde;o da Internet.</p>     <p>&Eacute; cada vez est&aacute; mais generalizado o sentimento de que as &aacute;reas rurais constituem um patrim&oacute;nio coletivo, o que torna necess&aacute;ria a sua preserva&ccedil;&atilde;o e integra&ccedil;&atilde;o nas estrat&eacute;gias de crescimento e bem-estar da sociedade em geral. A sociedade atual preocupa-se com o risco de deteriora&ccedil;&atilde;o das condi&ccedil;&otilde;es ambientais, em especial dos recursos naturais, da &aacute;gua, dos bosques e das esp&eacute;cies animais e vegetais. A este respeito, a popula&ccedil;&atilde;o rural, e em especial a agr&aacute;ria, deve manter a estabilidade ecol&oacute;gica e preservar o ambiente natural (Comiss&atilde;o Europeia, 1996; Comiss&atilde;o Europeia, 2003).</p>     <p>Alguns autores como Hervieu (1995) defendem que a agricultura continua a ser o eixo central do desenvolvimento rural, apesar de existirem outras contribui&ccedil;&otilde;es para a vida econ&oacute;mica e social do campo. Apesar disso, tamb&eacute;m refere que &eacute; necess&aacute;rio mudar a no&ccedil;&atilde;o do campo como espa&ccedil;o de produ&ccedil;&atilde;o agr&aacute;ria, no contexto da vida que interessa ao conjunto da cidadania. Com outro ponto de vista, Izquierdo (2002) defende que a revitaliza&ccedil;&atilde;o das economias rurais passa pela sua diversifica&ccedil;&atilde;o, tanto pela valoriza&ccedil;&atilde;o dos recursos end&oacute;genos, como pela implementa&ccedil;&atilde;o de atividades econ&oacute;micas exteriores que seja mais vantajoso iniciar no meio rural por raz&otilde;es estrat&eacute;gicas (qualidade ambiental, boas comunica&ccedil;&otilde;es, banda larga, melhor qualidade de vida, etc.).</p>     <p>Existe uma ampla variedade de opini&otilde;es no seio da comunidade cient&iacute;fica que estuda os espa&ccedil;os rurais, quanto &agrave;s estrat&eacute;gias e atividades econ&oacute;micas que se podem estimular para revitalizar o meio rural do futuro. As novas tecnologias e a Sociedade da Informa&ccedil;&atilde;o oferecem uma s&eacute;rie de oportunidades, contudo &eacute; necess&aacute;rio saber aproveit&aacute;-las. A Internet torna poss&iacute;vel a anula&ccedil;&atilde;o virtual das dist&acirc;ncias, mas deve-se ter em conta que a tecnologia, por si s&oacute;, n&atilde;o gera desenvolvimento, e &eacute; necess&aacute;rio capital humano qualificado que saiba retirar dela o melhor rendimento. No presente artigo, estuda-se o fosso digital de segunda gera&ccedil;&atilde;o no Norte de Portugal, isto &eacute;, o fosso que separa os cidad&atilde;os que fazem um uso b&aacute;sico da Internet, como &eacute; o caso da procura de informa&ccedil;&atilde;o ou da comunica&ccedil;&atilde;o, dos que consomem servi&ccedil;os avan&ccedil;ados, como &eacute; o caso do com&eacute;rcio eletr&oacute;nico, a banca <i>on-line</i>, o trabalho &agrave; dist&acirc;ncia, a forma&ccedil;&atilde;o em <i>on-line,</i> etc.</p>     <p>O com&eacute;rcio eletr&oacute;nico e as distintas formas de trabalho &agrave; dist&acirc;ncia podem viabilizar a revitaliza&ccedil;&atilde;o do mundo rural, invertendo a tend&ecirc;ncia regressiva da din&acirc;mica econ&oacute;mica, estimulando os fluxos de emigra&ccedil;&atilde;o de retorno (Blanco Romero e C&aacute;noves Valiente, 1998; Ray e Talbot, 1999; Richardson e Gillespie, 2003; Grimes, 2003; Simpson et al., 2003). O teletrabalho apresenta-se como uma alternativa para integrar a popula&ccedil;&atilde;o mais jovem qualificada que regista, na atualidade, as maiores taxas de desemprego. No caso do com&eacute;rcio eletr&oacute;nico, cada consumidor pode comprar ou vender em qualquer parte do mundo atrav&eacute;s da Internet. Numa sociedade predominantemente terci&aacute;ria, n&atilde;o se pode continuar a manter as mesmas regras que estruturaram a constru&ccedil;&atilde;o da sociedade industrial. &Eacute; necess&aacute;rio que as empresas levem a cabo uma profunda reestrutura&ccedil;&atilde;o dos seus modelos de gest&atilde;o comercial, configurando redes que as ligam ao mercado mundial.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>O com&eacute;rcio eletr&oacute;nico converter-se-&aacute; numa das possibilidades de neg&oacute;cio e emprego no meio rural da Sociedade da Informa&ccedil;&atilde;o. Atualmente, e em maior medida no futuro, a Internet regista uma grande expans&atilde;o e a prova disso &eacute; que cada dia s&atilde;o mais os internautas que compram e vendem atrav&eacute;s da Internet. Drucker (2001) afirmou que o com&eacute;rcio eletr&oacute;nico ser&aacute;, na Sociedade da Informa&ccedil;&atilde;o, o que foi o comboio para a Revolu&ccedil;&atilde;o Industrial. Trata-se duma revolu&ccedil;&atilde;o nova e sem precedentes que provocar&aacute; mudan&ccedil;as r&aacute;pidas na economia, e por isso &eacute; necess&aacute;rio que as &aacute;reas rurais saibam aproveitar esta oportunidade. No com&eacute;rcio da Sociedade da Informa&ccedil;&atilde;o as dist&acirc;ncias s&atilde;o eliminadas, h&aacute; um s&oacute; mercado e a concorr&ecirc;ncia j&aacute; n&atilde;o tem fronteiras. Cada empresa torna-se transnacional (Drucker, 2001), e simultaneamente vai abrindo caminho no mercado.</p>     <p>O trabalho &agrave; dist&acirc;ncia nasce como uma nova forma de organiza&ccedil;&atilde;o da atividade laboral no contexto da Sociedade da Informa&ccedil;&atilde;o. A partir deste momento &eacute; poss&iacute;vel o trabalho desde o domic&iacute;lio familiar, nas desloca&ccedil;&otilde;es profissionais a partir de aeroportos, hot&eacute;is ou outros espa&ccedil;os de transi&ccedil;&atilde;o (teletrabalho m&oacute;vel), centros ou escrit&oacute;rios sat&eacute;lite desenhados para reduzir as desloca&ccedil;&otilde;es de trabalhadores (Mart&iacute;nez, et al., 2006). Atrav&eacute;s do teletrabalho, as &aacute;reas rurais podem receber popula&ccedil;&atilde;o que no passado cumpria o seu desempenho laboral no escrit&oacute;rio de uma cidade, o que contribuir&aacute; para fixar popula&ccedil;&atilde;o e reduzir os movimentos migrat&oacute;rios. Autores como Cairncross (2001) assinalam que as novas tecnologias v&atilde;o diluir a delimita&ccedil;&atilde;o entre o trabalho e a resid&ecirc;ncia. O lar voltar&aacute; a ser um lugar de conviv&ecirc;ncia de muitos aspetos da vida humana, deixando de ser um simples espa&ccedil;o de dormit&oacute;rio. Com a difus&atilde;o do teletrabalho, o lar adquire novas fun&ccedil;&otilde;es, como lugar de trabalho, de forma&ccedil;&atilde;o, etc.</p>     <p>Nestas condi&ccedil;&otilde;es, faz todo o sentido que no meio rural se promova uma verdadeira imers&atilde;o na Sociedade da Informa&ccedil;&atilde;o difundindo o consumo de servi&ccedil;os avan&ccedil;ados da Internet, reduzindo assim o fosso digital de segunda gera&ccedil;&atilde;o. Com o desaparecimento das dist&acirc;ncias na Sociedade da Informa&ccedil;&atilde;o, as regi&otilde;es perif&eacute;ricas devem saber oferecer os seus produtos e servi&ccedil;os a qualquer cidad&atilde;o do mundo. O fosso digital tradicional est&aacute; a ser superado, contudo &eacute; o momento de dar um passo mais, principalmente nas &aacute;reas rurais, que t&ecirc;m perante si uma boa oportunidade para alterar a din&acirc;mica regressiva que sofrem boa parte delas.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>3. A difus&atilde;o da Sociedade da Informa&ccedil;&atilde;o em Portugal</b></p>     <p>H&aacute; mais de uma d&eacute;cada que a Uni&atilde;o Europeia (UE) iniciou pol&iacute;ticas para difundir a Sociedade da Informa&ccedil;&atilde;o e as Tecnologias da Informa&ccedil;&atilde;o e da Comunica&ccedil;&atilde;o. Nessa altura, a prioridade era dotar as casas de equipamento tecnol&oacute;gico e levar a Internet a todas as regi&otilde;es da Uni&atilde;o, independentemente do qu&atilde;o perif&eacute;ricas eram. Paralelamente, a UE apoiou o financiamento de projetos de alfabetiza&ccedil;&atilde;o digital para que cidad&atilde;os, empresas e administra&ccedil;&otilde;es passassem a utilizar a Internet. &Agrave; medida que se criavam &ldquo;servi&ccedil;os web&rdquo;, as exig&ecirc;ncias de banda larga foram maiores, pelo que foi necess&aacute;rio desenhar um novo objetivo: difundir a banda larga por toda a Uni&atilde;o Europeia para dar cobertura a estes novos servi&ccedil;os que inclu&iacute;am servi&ccedil;os interativos, disponibilidade de arquivos de &aacute;udio e v&iacute;deo, voz IP, entre outros.</p>     <p>Do desafio que a Europa tinha nos finais do s&eacute;culo XX e come&ccedil;os do s&eacute;culo XXI, de difundir o equipamento e uso das tecnologias da informa&ccedil;&atilde;o e da comunica&ccedil;&atilde;o entre cidad&atilde;os, empresas e administra&ccedil;&otilde;es, surgiu o conceito conhecido como o &ldquo;fosso digital&rdquo;. Este fosso separava aqueles que utilizavam Internet (b&aacute;sica) dos que n&atilde;o a utilizavam, independentemente do motivo estar relacionado com o facto de n&atilde;o ter os meios necess&aacute;rios ou por n&atilde;o lhe reconhecer nenhum interesse. Mas passadas quase tr&ecirc;s d&eacute;cadas, a situa&ccedil;&atilde;o que se refere &agrave; conetividade alterou-se significativamente. Cada dia s&atilde;o menos aqueles que est&atilde;o &agrave; margem da Sociedade da Informa&ccedil;&atilde;o por n&atilde;o dispor de mecanismos de acesso, seja pelos dispositivos ou pela aus&ecirc;ncia de conetividade (banda larga). A evolu&ccedil;&atilde;o dos indicadores mais b&aacute;sicos para o conjunto da Uni&atilde;o Europeia, e concretamente para Portugal, foi not&aacute;vel nos &uacute;ltimos anos, apesar de neste progresso n&atilde;o ter existido um processo de converg&ecirc;ncia, levando a que existam ainda not&oacute;rias diferen&ccedil;as entre pa&iacute;ses.</p>     <p>Para analisar o fosso digital anteriormente descrito, que denominamos por &ldquo;fosso digital tradicional&rdquo;, utilizam-se tr&ecirc;s dos indicadores mais b&aacute;sicos para medir a difus&atilde;o das novas tecnologias: os indiv&iacute;duos que nunca utilizaram um computador, os lares com Internet, e os lares com banda larga. Na Uni&atilde;o Europeia e segundo os dados da Eurostat (2013), apenas seis pa&iacute;ses tinham percentagens superiores a 30% de cidad&atilde;os que nunca usaram um computador, mas em dezasseis deles mais de 80% dos cidad&atilde;os j&aacute; o tinham feito alguma vez ou o faziam-no habitualmente. Se analisarmos a situa&ccedil;&atilde;o de Portugal nos &uacute;ltimos anos, a evolu&ccedil;&atilde;o deste indicador foi muito importante; se no ano 2006 metade da popula&ccedil;&atilde;o portuguesa nunca tinha usado um computador, no ano 2013 mais do 70% j&aacute; o tinha usado. Nessa altura, os problemas de conetividade eram um importante obst&aacute;culo a superar, sobretudo nas regi&otilde;es mais perif&eacute;ricas, dado que o investimento requerido por parte das empresas privadas para oferecer este servi&ccedil;o, n&atilde;o seria rentabilizado dada a escassa densidade de popula&ccedil;&atilde;o, al&eacute;m de que se tratavam de coletivos na sua grande maioria idosos, e com um &iacute;ndice de utilizadores de Internet muito baixo.</p>     <p>Se a difus&atilde;o do uso do computador foi importante nos &uacute;ltimos anos, ser&aacute; muito mais o uso da Internet e a extens&atilde;o da banda larga em casa. No ano 2006, em treze pa&iacute;ses da Uni&atilde;o Europeia (UE-25) mais de metade da sua popula&ccedil;&atilde;o nunca tinha usado Internet, enquanto no ano 2013, em vinte pa&iacute;ses (UE-28) mais do 70% da popula&ccedil;&atilde;o era j&aacute; utilizadora da Internet. No caso de Portugal, a evolu&ccedil;&atilde;o do n&uacute;mero de utilizadores da Internet teve um crescimento not&aacute;vel neste per&iacute;odo ao passar de 35% para 62% da popula&ccedil;&atilde;o (ver <a href="#f1">figura 1</a>). Contudo, o maior progresso dos tr&ecirc;s indicadores estudados registou-se na difus&atilde;o da banda larga nos lares. No ano 2006 a grande maioria de pa&iacute;ses que formavam a Uni&atilde;o Europeia (UE-25) tinham menos de 50% das casas conectadas &agrave; Internet atrav&eacute;s de banda larga; apenas superavam esse limiar a Finl&acirc;ndia, Dinamarca e os Pa&iacute;ses Baixos. Sete anos mais tarde, em 2013, a situa&ccedil;&atilde;o era consideravelmente distinta, dado que mais da metade dos pa&iacute;ses tinham 70% ou mais dos suas casas conectadas &agrave; Internet atrav&eacute;s de banda larga. Se estudarmos o caso concreto de Portugal, o progresso foi surpreendente, uma vez que em sete anos se triplicou o n&uacute;mero de casas com banda larga, passando de 22% no ano de 2006 a 62% em 2013 (ver <a href="#f1">figura 1</a>).</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p> <a name="f1">     <p><img src="/img/revistas/got/n7/n7a04f1.gif"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>Os dados analisados nas linhas precedentes levam-nos a afirmar o importante avan&ccedil;o que ocorreu na Europa em geral e em Portugal em particular, no que ao equipamento e &agrave; conetividade se refere. Hoje em dia s&atilde;o muitos os dispositivos que est&atilde;o ao alcance de boa parte dos cidad&atilde;os, assim como o acesso &agrave; Internet. Atualmente j&aacute; n&atilde;o &eacute; necess&aacute;rio dispor de um computador para realizar boa parte das tarefas mais habituais; os<i> smartphones</i>, os <i>tablets</i>, etc. s&atilde;o como micro computadores conectados &agrave; Internet que permitem a navega&ccedil;&atilde;o <i>on-line</i>, a consulta do correio eletr&oacute;nico, o uso das redes sociais, transa&ccedil;&otilde;es financeiras, consumo de servi&ccedil;os, ou o desempenho da sua fun&ccedil;&atilde;o de navegadores ao dispor de sistemas de posicionamento global (GPS). A tecnologia evolui a um ritmo muito r&aacute;pido bem como o n&uacute;mero de servi&ccedil;os dispon&iacute;veis via web e da&iacute; a import&acirc;ncia de ir al&eacute;m do uso b&aacute;sico desta tecnologia.</p>     <p>Este progresso leva a refletir sobre a relev&acirc;ncia do fosso digital na atualidade. Do nosso ponto de vista, o fosso digital tradicional foi superado, pelo menos no mundo ocidental. O fosso que separa os territ&oacute;rios e os setores sociais que est&atilde;o &agrave; margem da Sociedade da Informa&ccedil;&atilde;o &eacute;, hoje em dia, cada vez mais estreito, mas est&aacute; a ser substitu&iacute;do por um novo fosso digital conhecido como o &ldquo;fosso digital de segunda gera&ccedil;&atilde;o&rdquo; (Lois et al., 2014). Este fosso est&aacute; relacionado com os servi&ccedil;os avan&ccedil;ados de Internet e &eacute; o que separa os utilizadores que acedem &agrave; Internet quase exclusivamente para consultar informa&ccedil;&atilde;o e para comunica&ccedil;&atilde;o, seja qual for o meio, dos que a utilizam de um modo mais amplo, consumindo servi&ccedil;os avan&ccedil;ados como o com&eacute;rcio eletr&oacute;nico, a banca <i>on-line</i>, a forma&ccedil;&atilde;o <i>on-line</i>, o trabalho &agrave; dist&acirc;ncia, a administra&ccedil;&atilde;o eletr&oacute;nica, etc. Este novo fosso &eacute; o que se deve enfrentar para alcan&ccedil;ar uma plena inser&ccedil;&atilde;o na Sociedade da Informa&ccedil;&atilde;o. Nos pa&iacute;ses onde a difus&atilde;o das tecnologias da informa&ccedil;&atilde;o e da comunica&ccedil;&atilde;o &eacute; maior, o fosso digital tradicional ou o fosso no acesso, reduz-se &agrave; m&iacute;nima express&atilde;o, estando limitado &agrave;s pessoas idosas ou &agrave;s que t&ecirc;m uma forma&ccedil;&atilde;o mais b&aacute;sica e que n&atilde;o compreendem a verdadeira potencialidade destas tecnologias.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>4. An&aacute;lise do fosso digital de segunda gera&ccedil;&atilde;o na Regi&atilde;o Norte</b></p>     <p>Os dados analisados at&eacute; ao momento indicam-nos que no contexto europeu e concretamente em Portugal, o fosso digital tradicional, isto &eacute;, o fosso no acesso, est&aacute; a ser superado. Contudo, os avan&ccedil;os relacionados com a conetividade e equipamentos n&atilde;o demonstram uma plena difus&atilde;o da Sociedade da Informa&ccedil;&atilde;o, sendo simplesmente uma fase conquistada. Na atualidade, boa parte dos cidad&atilde;os que s&atilde;o utilizadores da Internet, s&atilde;o maioritariamente utilizadores b&aacute;sicos. Estes usos limitam-se &agrave; consulta de informa&ccedil;&atilde;o, &agrave; comunica&ccedil;&atilde;o atrav&eacute;s do correio eletr&oacute;nico, ao uso das redes sociais, e a um n&uacute;mero de servi&ccedil;os muito limitados.</p>     <p>Se analisamos os dados do Eurostat a n&iacute;vel europeu, observa-se que para o conjunto da Uni&atilde;o Europeia (UE-28) no ano 2013, o 75% dos utilizadores de Internet eram capazes de utilizar motores de busca para encontrar informa&ccedil;&atilde;o, uma das tarefas mais simples da Internet. Contudo, tendo em conta um servi&ccedil;o avan&ccedil;ado como &eacute; a administra&ccedil;&atilde;o eletr&oacute;nica, apenas dois em cada dez europeus realizava esta tarefa <i>on-line.</i> No caso de Portugal 65% dos &nbsp;internautas, utilizavam a Internet para procurar informa&ccedil;&atilde;o, mas unicamente 23% o faziam para usar a banca <i>on-line.</i></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Estes dados evidenciam que, na atualidade, &eacute; preciso estimular pol&iacute;ticas para enfrentar um novo fosso digital, o &ldquo;fosso digital de segunda gera&ccedil;&atilde;o&rdquo; (Lois et al., 2014) e que est&aacute; relacionada com o consumo de servi&ccedil;os avan&ccedil;ados de Internet. Este novo fosso digital separa os utilizadores que acedem &agrave; Internet quase exclusivamente para consultar informa&ccedil;&atilde;o e comunica&ccedil;&atilde;o, daquelas que o fazem de uma forma mais ampla, utilizando o com&eacute;rcio eletr&oacute;nico, a administra&ccedil;&atilde;o eletr&oacute;nica, a banca <i>on-line</i>, a forma&ccedil;&atilde;o <i>on-line</i>, o trabalho &agrave; dist&acirc;ncia, etc. Nas regi&otilde;es onde o avan&ccedil;o da Sociedade da Informa&ccedil;&atilde;o &eacute; mais intenso, o fosso digital tradicional &eacute; menor, estando confinado unicamente &agrave;s pessoas idosas ou aquelas com uma forma&ccedil;&atilde;o muito b&aacute;sica, enquanto o fosso digital nos servi&ccedil;os avan&ccedil;ados tem ainda uma not&aacute;vel express&atilde;o.</p>     <p>Para estudar o consumo dos servi&ccedil;os avan&ccedil;ados de Internet na regi&atilde;o Norte de Portugal, teve-se em conta a difus&atilde;o de cinco deles: o com&eacute;rcio eletr&oacute;nico, a banca <i>on-line</i>, a administra&ccedil;&atilde;o eletr&oacute;nica, as chamadas por Internet (voz IP), e a forma&ccedil;&atilde;o <i>on-line</i>. Os indicadores destes servi&ccedil;os foram cruzados com outros tr&ecirc;s indicadores sociodemogr&aacute;ficos com o objetivo de explicar a desigual difus&atilde;o espacial. Selecionaram-se a forma&ccedil;&atilde;o dos cidad&atilde;os, o envelhecimento demogr&aacute;fico, e o tamanho dos lugares.</p>     <p>Do ponto de vista metodol&oacute;gico &eacute; preciso ressaltar que n&atilde;o existem dados sobre os diferentes usos de Internet por parte dos cidad&atilde;os dispon&iacute;veis a um n&iacute;vel de desagrega&ccedil;&atilde;o superior ao regional, concretamente &agrave; divis&atilde;o NUTS II (Nomenclatura das Unidades Territoriais Estat&iacute;sticas da Uni&atilde;o Europeia). No caso de Portugal, as NUTS II correspondem-se &agrave;s cinco grandes regi&otilde;es continentais, Norte, Centro, Lisboa, Alentejo e Algarve, al&eacute;m das Regi&otilde;es Aut&oacute;nomas dos A&ccedil;ores e da Madeira. Os dados usados na presente investiga&ccedil;&atilde;o s&atilde;o do Instituto Nacional de Estat&iacute;stica de Portugal, do &ldquo;Inqu&eacute;rito &agrave; Utiliza&ccedil;&atilde;o de Tecnologias da Informa&ccedil;&atilde;o e da Comunica&ccedil;&atilde;o pelas Fam&iacute;lias&rdquo; (2012), e foram tratados com SPSS. Este inqu&eacute;rito, com periodicidade anual, tem como finalidade a observa&ccedil;&atilde;o do avan&ccedil;o da Sociedade da Informa&ccedil;&atilde;o na cidadania, empresas, na administra&ccedil;&atilde;o p&uacute;blica, etc. a n&iacute;vel regional (NUTS II).</p>     <p>A an&aacute;lise do consumo de servi&ccedil;os avan&ccedil;ados de Internet em Portugal revelou que existem importantes diferen&ccedil;as a n&iacute;vel regional. Nos cinco indicadores estudados, em quatro deles a regi&atilde;o de Lisboa &eacute; a que melhores resultados regista, enquanto que a regi&atilde;o Norte tem todos os seus valores abaixo da m&eacute;dia nacional. A maior desigualdade foi encontrada na administra&ccedil;&atilde;o eletr&oacute;nica, concretamente no envio de formul&aacute;rios preenchidos <i>on-line</i> &agrave;s administra&ccedil;&otilde;es p&uacute;blicas. Neste indicador as diferen&ccedil;as entre a regi&atilde;o com os valores mais altos, que &eacute; Lisboa, e a que regista os mais baixos, a Regi&atilde;o Aut&oacute;noma dos A&ccedil;ores, h&aacute; quase dezoito pontos percentuais. Esta situa&ccedil;&atilde;o assemelha-se &agrave; da regi&atilde;o Norte, muito distante e tamb&eacute;m a quase dezassete pontos percentuais (ver <a href="#f2">figura 2</a>).</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="f2">     <p>&nbsp;<img src="/img/revistas/got/n7/n7a04f2.gif"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>Um dos motivos pelo qual a regi&atilde;o de Lisboa se destaca em todos os indicadores estudados &eacute; talvez, o facto de ter uma propor&ccedil;&atilde;o de popula&ccedil;&atilde;o com estudos superiores muito superior &agrave;s outras seis regi&otilde;es. Nesta regi&atilde;o mais de 20% dos seus cidad&atilde;os tem estudos superiores, quase 7% acima da m&eacute;dia nacional e mais de 10% acima da regi&atilde;o do Alentejo, a que tem menos popula&ccedil;&atilde;o com estudos superiores, com pouco mais de 11%. Outro aspeto a destacar quanto a Lisboa, &eacute; que o &iacute;ndice de envelhecimento n&atilde;o &eacute; muito acentuado, j&aacute; que nesta regi&atilde;o se registam 125 pessoas com 65 anos ou mais por cada 100 menores de 15 anos, situa&ccedil;&atilde;o muito distinta da das regi&otilde;es do Alentejo e Centro onde h&aacute; mais de 170 pessoas de 65 anos ou mais, por cada 100 menores de 15. Este elevado grau de envelhecimento sup&otilde;e um importante obst&aacute;culo &agrave; supera&ccedil;&atilde;o do d&eacute;fice de inser&ccedil;&atilde;o na Sociedade da Informa&ccedil;&atilde;o e, sobretudo, ao consumo de servi&ccedil;os avan&ccedil;ados de Internet.</p>     <p>Um dos aspetos que deve ser salientado, apesar de ser necess&aacute;rio analisar estes dados com certa cautela por n&atilde;o estar presente nas mesmas fontes, &eacute; que a regi&atilde;o de Lisboa tem valores superiores, em quatro dos cinco indicadores analisados, &agrave; m&eacute;dia da Uni&atilde;o Europeia (UE-28). Se temos em conta os valores da m&eacute;dia nacional, tamb&eacute;m &eacute; importante sublinhar que tanto no com&eacute;rcio eletr&oacute;nico, como na banca <i>on-line </i>e na administra&ccedil;&atilde;o eletr&oacute;nica, se registam valores superiores &agrave; m&eacute;dia europeia.</p>     <p>Ao analisar a situa&ccedil;&atilde;o da regi&atilde;o Norte comprovou-se a exist&ecirc;ncia do fosso digital de segunda gera&ccedil;&atilde;o dado que, dos cinco indicadores que se estudaram todos est&atilde;o abaixo da m&eacute;dia. Inclusive em tr&ecirc;s deles, com&eacute;rcio eletr&oacute;nico, administra&ccedil;&atilde;o eletr&oacute;nica e na realiza&ccedil;&atilde;o de chamadas via voz IP, est&aacute; na pen&uacute;ltima posi&ccedil;&atilde;o das sete regi&otilde;es do pa&iacute;s. N&atilde;o ocorre o mesmo se tivermos em conta os indicadores que fazem refer&ecirc;ncia aos usos mais b&aacute;sicos da Internet, onde a regi&atilde;o Norte est&aacute; acima da m&eacute;dia em quase todos eles. &Eacute; o caso do uso de motores de busca para encontrar informa&ccedil;&atilde;o, ler not&iacute;cias <i>on-line</i> ou consultar <i>wikis</i>. Este facto revela que estamos perante um novo fosso digital de segunda gera&ccedil;&atilde;o, um fosso digital que separa os cidad&atilde;os que fazem um uso b&aacute;sico de Internet dos que consomem servi&ccedil;os avan&ccedil;ados. E este &eacute; um aspeto fundamental para alcan&ccedil;ar uma verdadeira inser&ccedil;&atilde;o na Sociedade da Informa&ccedil;&atilde;o.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Outro aspeto estudado foi o consumo dos servi&ccedil;os avan&ccedil;ados de Internet em fun&ccedil;&atilde;o do tamanho dos lugares. O Instituto Nacional de Estat&iacute;stica de Portugal diferencia tr&ecirc;s tipologias de lugares: as &aacute;reas densamente povoadas, as &aacute;reas medianamente povoadas, e as &aacute;reas pouco povoadas. Ao cruzar os dados dos servi&ccedil;os avan&ccedil;ados com o tamanho dos lugares obtiveram-se dados significativos. Nas regi&otilde;es do Norte, Agarve, Centro e as Regi&otilde;es Aut&oacute;nomas dos A&ccedil;ores e da Madeira, detetaram-se valores de utiliza&ccedil;&atilde;o de servi&ccedil;os avan&ccedil;ados superiores &agrave; m&eacute;dia nacional no caso das &aacute;reas pouco povoadas. &Eacute; o caso da regi&atilde;o Norte e Algarve relativamente &agrave; realiza&ccedil;&atilde;o de cursos <i>on-line</i>; Algarve, Centro, Alentejo e A&ccedil;ores em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; utiliza&ccedil;&atilde;o da banca <i>on-line</i>; Centro e Alentejo na administra&ccedil;&atilde;o eletr&oacute;nica, e tamb&eacute;m Centro e Alentejo para o caso do com&eacute;rcio eletr&oacute;nico.</p>     <p>Este facto comprova as possibilidades que t&ecirc;m as tecnologias da informa&ccedil;&atilde;o e da comunica&ccedil;&atilde;o para as &aacute;reas perif&eacute;ricas, sobretudo no momento de estimular processos de desenvolvimento atrav&eacute;s de certos servi&ccedil;os, tais como com&eacute;rcio eletr&oacute;nico ou o trabalho &agrave; dist&acirc;ncia. Em Portugal come&ccedil;a-se a observar a penetra&ccedil;&atilde;o destes servi&ccedil;os nas &aacute;reas rurais e esta &eacute; a dire&ccedil;&atilde;o a seguir; o objetivo &eacute; difundir o consumo de servi&ccedil;os avan&ccedil;ados de Internet e superar o novo fosso digital, o fosso digital de segunda gera&ccedil;&atilde;o.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>5. Conclus&otilde;es</b></p>     <p>A difus&atilde;o das tecnologias da informa&ccedil;&atilde;o e da comunica&ccedil;&atilde;o desde come&ccedil;os do s&eacute;culo XXI foi muito importante na Europa e tamb&eacute;m em Portugal. Nessa altura, o objetivo era dotar os lares de equipamento tecnol&oacute;gico necess&aacute;rio, conect&aacute;-los &agrave; Internet e promover a sua utiliza&ccedil;&atilde;o por parte dos cidad&atilde;o. Esta tarefa era muito mais complicada de levar a cabo nas &aacute;reas rurais perif&eacute;ricas, tanto do ponto de vista t&eacute;cnico como econ&oacute;mico. Difundir equipamentos que permitissem o acesso &agrave; Internet atrav&eacute;s de banda larga era custoso e pouco rent&aacute;vel. Nestes espa&ccedil;os a densidade populacional &eacute; muito baixa e com elevados &iacute;ndices de envelhecimento, da&iacute; que rentabilidade econ&oacute;mica era pequena.</p>     <p>Neste contexto, surgiu o conceito do fosso digital, que separava territ&oacute;rios e cidad&atilde;os que estavam &ldquo;conectados&rdquo; &agrave; Internet dos que estavam &agrave; margem desta revolu&ccedil;&atilde;o tecnol&oacute;gica. Hoje em dia, a conetividade ao ciberespa&ccedil;o n&atilde;o est&aacute; associada aos lares, j&aacute; que se converteu numa conetividade permanente. Os dispositivos m&oacute;veis que se generalizaram e se estenderam por toda a sociedade nos &uacute;ltimos anos, pelo facto de terem um custo relativamente baixo, tornaram poss&iacute;vel a conetividade permanente. O n&uacute;mero de utilizadores de Internet cresceu de forma muito not&oacute;ria nos &uacute;ltimos anos, bem como a difus&atilde;o da banda larga, o que fez com que o conceito de fosso digital, tal como se entendia at&eacute; agora, fosse superado, pelo menos nos pa&iacute;ses desenvolvidos.</p>     <p>Esta progress&atilde;o no n&uacute;mero de utilizadores de Internet n&atilde;o implica que se realize em pleno o potencial da Sociedade da Informa&ccedil;&atilde;o. Um simples uso da Internet, como pode ser a consulta de informa&ccedil;&atilde;o, a comunica&ccedil;&atilde;o, o uso do correio eletr&oacute;nico ou a utiliza&ccedil;&atilde;o das redes sociais, n&atilde;o gera conhecimento nem impulsiona processos de desenvolvimento. Para isto ser&aacute; necess&aacute;rio um consumo de servi&ccedil;os avan&ccedil;ados de Internet, tanto por parte da popula&ccedil;&atilde;o como por parte das empresas e das administra&ccedil;&otilde;es p&uacute;blicas. Entre estes servi&ccedil;os destacam-se o com&eacute;rcio eletr&oacute;nico, o trabalho &agrave; dist&acirc;ncia, a forma&ccedil;&atilde;o <i>on-line</i>, a administra&ccedil;&atilde;o eletr&oacute;nica, a banca <i>on-line,</i> etc. Estamos, portanto, perante um novo fosso digital, entre os utilizadores de Internet que consomem este tipo de servi&ccedil;os e os que n&atilde;o o fazem; trata-se de um fosso digital de segunda gera&ccedil;&atilde;o.</p>     <p>As tecnologias da informa&ccedil;&atilde;o e da comunica&ccedil;&atilde;o podem estimular processos de desenvolvimento em &aacute;reas rurais perif&eacute;ricas, mas deve-se saber aproveitar as oportunidades que estas tecnologias oferecem. O com&eacute;rcio eletr&oacute;nico e o trabalho &agrave; dist&acirc;ncia podem ser duas das oportunidades mais importantes na Sociedade da Informa&ccedil;&atilde;o para alterar a din&acirc;mica econ&oacute;mica e demogr&aacute;fica de boa parte do meio rural. No caso do Norte de Portugal, constatou-se que se superou, em maior ou menor grau, do fosso digital tradicional, contudo ainda falta percorrer um longo caminho para superar o fosso que existe nos servi&ccedil;os avan&ccedil;ados da Internet. Por outro lado, tamb&eacute;m se revelou que certas &aacute;reas rurais de Portugal, depois de analisar os dados do Inqu&eacute;rito &agrave; Utiliza&ccedil;&atilde;o de Tecnologias da Informa&ccedil;&atilde;o e da Comunica&ccedil;&atilde;o pelas Fam&iacute;lias segundo o grau de urbaniza&ccedil;&atilde;o, publicada pelo Instituto Nacional de Estat&iacute;stica de Portugal, est&atilde;o a caminhar numa boa dire&ccedil;&atilde;o, j&aacute; que t&ecirc;m, em alguns indicadores, valores acima da m&eacute;dia nacional. Este facto tem que ser considerado, ao mesmo tempo, com alguma cautela devido a que o n&iacute;vel m&aacute;ximo de desagrega&ccedil;&atilde;o dos dados utilizados foi o regional (NUTS II). &Eacute; prov&aacute;vel, portanto, que o estudo do fen&oacute;meno a um maior n&iacute;vel de detalhe, revele muitas heterogeneidades.</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><b>6. Refer&ecirc;ncias bibliogr&aacute;ficas</b></p>     <!-- ref --><p>ARMAS QUINT&Aacute;, Francisco Jos&eacute; (2009). <i>Sociedade da informaci&oacute;n e desenvolvemento rural: An&aacute;lise de novos procesos sociais e territoriais en rexi&oacute;ns perif&eacute;ricas, o caso de Galicia</i>. Tesis Doctoral. Santiago de Compostela: Universidade de Santiago de Compostela, Servizo de Publicaci&oacute;ns e Intercambio Cient&iacute;fico.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000085&pid=S2182-1267201500010000400001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>ARMAS QUINT&Aacute;, Francisco Jos&eacute; (2012) &ldquo;Website Production in Galicia and its visibility on the Net. Moving Towards the Knowledge Society&rdquo; In: AGALI Journal: Journal of Social Sciences and Humanities, N&ordm; 2, pp. 77-92.</p>     <p>BERICAT ALASTUEY, E. (1993). &ldquo;La teor&iacute;a del vac&iacute;o rural&rdquo;. En: <i>El desarrollo rural a las puertas del siglo XXI</i>. Sevilla: Junta de Andaluc&iacute;a, pp. 41-54.</p>     <p>BLANCO ROMERO, Asunci&oacute;n; C&Aacute;NOVES VALIENTE, Gemma (1998). &ldquo;El teletrabajo, &iquest;Alternativa para el mundo rural?&rdquo;. En: Actas IX Coloquio de Geograf&iacute;a Rural. Vitoria, Universidad del Pa&iacute;s Vasco, AGE, p. 52-62.</p>     <p>BOSAK, Jeanine; PERLMAN, Baron (1982). &ldquo;A review of the Definition of Rural&rdquo; In: <i>Journal of Rural Community Psychology</i>. Vol. 3 and N&ordm; 1, pp. 3-34.</p>     <!-- ref --><p>CAIRNCROSS, Frances (2001). <i>The death of distance 2.0. How the communications revolution will change our lives. </i>London: Texere, 317 p.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000091&pid=S2182-1267201500010000400006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>CAMARERO, L. (1993). <i>Del &eacute;xodo rural y del &eacute;xodo urbano</i>. Madrid: Ministerio de Agricultura, Pesca y Alimentaci&oacute;n&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000093&pid=S2182-1267201500010000400007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p>CE&Ntilde;A DELGADO, Felisa (1995). &ldquo;Planteamientos econ&oacute;micos del desarrollo rural: una perspectiva hist&oacute;rica&rdquo;. En: RAMOS, Eduardo; CRUZ, Josefina (coords.). <i>Hacia un nuevo sistema rural</i>. Madrid: Ministerio de Agricultura, Pesca y Alimentaci&oacute;n, pp. 91-129.</p>     <p>CLOKE, Paul (1977). &ldquo;An index of rurality for England and Wales&rdquo;. <i>Regional Studies.</i> Ashford: 1977, vol. 11. p. 31-46.</p>     <p>CLOKE, P. and GOODWIN, M. (1993). &ldquo;Rural change: structured coherence or unstructured incoherence?&rdquo;. In: <i>Terra</i>. 105(3), 166-174.</p>     <p>CLOUT, H. (1993) &ldquo;What is the rural?&rdquo;. En: CLOUT, H. <i>European experience of rural development</i>. London: Rural Development Commission.</p>     <p>COBURN, Andrew F. et al. (2007). &ldquo;Choosing Rural Definitions: Implications for Health Policy&rdquo;. Rural Policy Research Institute. Columbia (US): University of Missouri-Columbia.</p>     <p>COMISI&Oacute;N EUROPEA (1996). &ldquo;La declaraci&oacute;n de Cork: Por un paisaje rural vivo&rdquo;. <i>Conferencia Europea de Desarrollo Rural</i> [en l&iacute;nea]<i>.</i> Comisi&oacute;n Europea. Cork, 7 al 9 de noviembre de 1996, [ref. de 22-03-2006]. Disponible en Internet: <a href="http://redrural.mapya.es/web/temas/conclusiones_jornadas/Documentos/Cork_es.pdf"target="_blank">http://redrural.mapya.es/web/temas/conclusiones_jornadas/Documentos/Cork_es.pdf</a></p>     <!-- ref --><p>COMISI&Oacute;N EUROPEA (2000). <i>eEurope: Una sociedad de la informaci&oacute;n para todos</i> [en l&iacute;nea]. Lisboa: Comisi&oacute;n Europea, [ref. de 23-10-2006]. Disponible en Internet:<a href="http://europa.eu.int/ISPO/docs/policy/docs/e_europe/COM(99)_es.pdf"target="_blank">http://europa.eu.int/ISPO/docs/policy/docs/e_europe/COM(99)_es.pdf</a>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000100&pid=S2182-1267201500010000400014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>COMISI&Oacute;N EUROPEA. (2003). &ldquo;Declaraci&oacute;n de Salzburgo. Plantar la simiente para el futuro rural: Por una pol&iacute;tica de altura a nuestras ambiciones&rdquo;. <i>Segunda Conferencia Europea sobre el Desarrollo Rural </i>[en l&iacute;nea]<i>.</i> Salzburgo (Austria), 12 al 14 de noviembre de 2003, [ref. de 04-04-2006]. Disponible el Internet:<a href="http://ec.europa.eu/agriculture/ecrd2003/index_en.htm"target="_blank">http://ec.europa.eu/agriculture/ecrd2003/index_en.htm</a></p>     ]]></body>
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<body><![CDATA[<p>MART&Iacute;NEZ S&Aacute;NCHEZ, A.; P&Eacute;REZ P&Eacute;REZ, M; DE LUIS CARNICER, P.; VELA JIM&Eacute;NEZ, M. (2006): &ldquo;Trabajo y flexibilidad: efecto moderador sobre los resultados de la empresa&rdquo; en <i>Cuadernos de Econom&iacute;a y Direcci&oacute;n de la Empresa</i>, vol. 29, pp. 229-262.</p>     <p>MCDONAGH, John (1998). &ldquo;Rurality and Development in Ireland, the need for debate? In: <i>Irish Geography</i>, Vol 31, N&ordm; 1, p. 47-54.</p>     <!-- ref --><p>M&Aacute;RQUEZ FERN&Aacute;NDEZ, Dominga (dir.); CHAMPETIER, Yves (2002). <i>Nuevos horizontes en el desarrollo rural</i>. Madrid: Akal, 177 p.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000125&pid=S2182-1267201500010000400034&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>RAY, Christopher; TALBOT, Hilary (1999). &ldquo;The information Society and rural development&rdquo;. En: CRANG, Mike; CRANG, Phil; MAY, Jon. <i>Virtual Geographies. Bodies, space and relations</i>. London: Routledge, 322 p.</p>     <p>RICHARDSON, Ranald; GILLESPIE, Andrew (2003). &ldquo;The call of the wild: Call centers and economic development in rural areas&rdquo;. <i>Growth and Change </i>34 (1), p. 87-108.</p>     <p>RODR&Iacute;GUEZ, Adri&aacute;n (2011). &ldquo;Pertinencia y consecuencias de modificar los criterios para diferenciar lo urbano de lo rural&rdquo;. En DIRVEN, Martine et al. (2011). <i>Hacia una nueva definici&oacute;n de &ldquo;rural&rdquo; con fines estad&iacute;sticos en Am&eacute;rica Latina</i>. Santiago de Chile: Comisi&oacute;n Econ&oacute;mica para Am&eacute;rica Latina y el Caribe (CEPAL), Naciones Unidas.</p>     <!-- ref --><p>RODR&Iacute;GUEZ RODR&Iacute;GUEZ, Manuel (2005). <i>Revisi&oacute;n de las pol&iacute;ticas de desarrollo rural y su incidencia en los municipios rurales de la provincias de Almer&iacute;a. Los servicios de proximidad como base para su reformulaci&oacute;n</i>. M&aacute;laga: Analistas Econ&oacute;micos de Andaluc&iacute;a-Fundaci&oacute;n Unicaja.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000130&pid=S2182-1267201500010000400038&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>S&Aacute;EZ P&Eacute;REZ, Lu&iacute;s Antonio; PINILLA NAVARRO, Vicente; AYUDA BOSQUE, Mar&iacute;a Isabel (2001). &ldquo;Pol&iacute;ticas ante la despoblaci&oacute;n en el medio rural&rdquo;. <i>AGER. Revista de estudios sobre despoblaci&oacute;n y desarrollo rural</i>, n&ordm; 1. p. 211-233.</p>     ]]></body>
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