<?xml version="1.0" encoding="ISO-8859-1"?><article xmlns:mml="http://www.w3.org/1998/Math/MathML" xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xmlns:xsi="http://www.w3.org/2001/XMLSchema-instance">
<front>
<journal-meta>
<journal-id>2182-1267</journal-id>
<journal-title><![CDATA[GOT, Revista de Geografia e Ordenamento do Território]]></journal-title>
<abbrev-journal-title><![CDATA[GOT]]></abbrev-journal-title>
<issn>2182-1267</issn>
<publisher>
<publisher-name><![CDATA[Universidade do Porto - Faculdade de Letras]]></publisher-name>
</publisher>
</journal-meta>
<article-meta>
<article-id>S2182-12672015000100005</article-id>
<article-id pub-id-type="doi">10.17127/got/2015.7.004</article-id>
<title-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Cidades principais e secundárias na Europa: uma caracterização dos contrastes à escala da região urbana]]></article-title>
</title-group>
<contrib-group>
<contrib contrib-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Cardoso]]></surname>
<given-names><![CDATA[Rodrigo]]></given-names>
</name>
<xref ref-type="aff" rid="A01"/>
</contrib>
</contrib-group>
<aff id="A01">
<institution><![CDATA[,UCL Faculty of the Built Environment The Bartlett School of Planning ]]></institution>
<addr-line><![CDATA[London ]]></addr-line>
</aff>
<pub-date pub-type="pub">
<day>00</day>
<month>06</month>
<year>2015</year>
</pub-date>
<pub-date pub-type="epub">
<day>00</day>
<month>06</month>
<year>2015</year>
</pub-date>
<numero>7</numero>
<fpage>85</fpage>
<lpage>109</lpage>
<copyright-statement/>
<copyright-year/>
<self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S2182-12672015000100005&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_abstract&amp;pid=S2182-12672015000100005&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_pdf&amp;pid=S2182-12672015000100005&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><abstract abstract-type="short" xml:lang="pt"><p><![CDATA[O presente artigo compara três conjuntos de cidades principais e cidades secundárias europeias com o objectivo de verificar se existem padrões semelhantes nos respectivos contrastes estruturais e socioeconómicos à escala da região urbana. Esta questão é importante porque alguma literatura sugere diferenças fundamentais entre os dois tipos de região urbana que importa tornar visíveis. Uma análise geodemográfica revela de facto contrastes similares entre capitais e cidades secundárias, principalmente ao nível da distribuição e incidência dos diferentes grupos socioeconómicos. Explorar estas diferenças contribui tanto para uma tipificação dos dois tipos de cidade como para o estudo das diferentes formas de integração funcional e institucional da região urbana.]]></p></abstract>
<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[This paper compares three sets of primate and second-tier cities in Europe to verify whether they follow similar patterns of socio-economic and structural contrasts at the urban region scale. This is important because some literature suggests fundamental differences between both types of urban region which should be made visible. A geodemographic analysis, based on existing syntheses or bespoke indicators, does show similar contrasts between primate and second-tier cities across Europe, notably regarding the incidence and distribution of socio-economic groups. Exploring these differences contributes both to a typology of these cities and to the study of forms of functional and institutional integration at the urban region scale.]]></p></abstract>
<kwd-group>
<kwd lng="pt"><![CDATA[cidade secundária]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[cidade-região]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[metropolização]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[geodemografia]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[second-tier city]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[city-region]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[metropolisation]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[geodemography]]></kwd>
</kwd-group>
</article-meta>
</front><body><![CDATA[ <p align="right"><b>ARTIGO ORIGINAL</b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Cidades principais e secund&aacute;rias na Europa: uma caracteriza&ccedil;&atilde;o dos contrastes &agrave; escala da regi&atilde;o urbana</b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Cardoso, Rodrigo<sup>1</sup></b></p>     <p><sup>1</sup>The Bartlett School of Planning, UCL Faculty of the Built Environment; Central House, 14 Upper Woburn Place, London WC1H 0NN; <a style="color: #000080;" href="mailto:rodrigo.cardoso.11@ucl.ac.uk">rodrigo.cardoso.11@ucl.ac.uk</a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>RESUMO</b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>O presente artigo compara tr&ecirc;s conjuntos de cidades principais e cidades secund&aacute;rias europeias com o objectivo de verificar se existem padr&otilde;es semelhantes nos respectivos contrastes estruturais e socioecon&oacute;micos &agrave; escala da regi&atilde;o urbana. Esta quest&atilde;o &eacute; importante porque alguma literatura sugere diferen&ccedil;as fundamentais entre os dois tipos de regi&atilde;o urbana que importa tornar vis&iacute;veis. Uma an&aacute;lise geodemogr&aacute;fica revela de facto contrastes similares entre capitais e cidades secund&aacute;rias, principalmente ao n&iacute;vel da distribui&ccedil;&atilde;o e incid&ecirc;ncia dos diferentes grupos socioecon&oacute;micos. Explorar estas diferen&ccedil;as contribui tanto para uma tipifica&ccedil;&atilde;o dos dois tipos de cidade como para o estudo das diferentes formas de integra&ccedil;&atilde;o funcional e institucional da regi&atilde;o urbana.</p>     <p><b>Palavras-Chave</b>: cidade secund&aacute;ria, cidade-regi&atilde;o, metropoliza&ccedil;&atilde;o, geodemografia</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>ABSTRACT</b></p>     <p>This paper compares three sets of primate and second-tier cities in Europe to verify whether they follow similar patterns of socio-economic and structural contrasts at the urban region scale. This is important because some literature suggests fundamental differences between both types of urban region which should be made visible. A geodemographic analysis, based on existing syntheses or bespoke indicators, does show similar contrasts between primate and second-tier cities across Europe, notably regarding the incidence and distribution of socio-economic groups. Exploring these differences contributes both to a typology of these cities and to the study of forms of functional and institutional integration at the urban region scale.&nbsp;</p>     <p><b>Keywords:</b> second-tier city, city-region, metropolisation, geodemography</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>1. Introdu&ccedil;&atilde;o</b></p>     <p>As cidades secund&aacute;rias Europeias &ndash; cidades n&atilde;o capitais com significativa import&acirc;ncia &agrave; escala nacional ou internacional &ndash; t&ecirc;m recebido nos &uacute;ltimos anos maior aten&ccedil;&atilde;o, tanto em contextos de investiga&ccedil;&atilde;o como de pol&iacute;ticas p&uacute;blicas, tal como ilustrado por estudos recentes (OCDE, 2012; ESPON, 2012). Uma rede densa de centros urbanos de m&eacute;dia dimens&atilde;o &eacute; uma caracter&iacute;stica definidora do sistema urbano Europeu (Christiaanse et al., 2009), mas estas cidades t&ecirc;m ainda de ultrapassar uma tradi&ccedil;&atilde;o de relativa neglig&ecirc;ncia quando comparadas com as grandes capitais, &lsquo;megacidades&rsquo; e cidades globais que absorvem a aten&ccedil;&atilde;o de investigadores, planeadores e pol&iacute;ticos.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Num continente caracterizado por in&uacute;meras variantes culturais, pol&iacute;ticas e clim&aacute;ticas, &eacute; de esperar que as condi&ccedil;&otilde;es de vida e da economia nas cidades secund&aacute;rias variem significativamente nos v&aacute;rios pa&iacute;ses Europeus; e, de facto, um relat&oacute;rio recente do ESPON (2012) relaciona directamente esta varia&ccedil;&atilde;o com os diferentes sistemas urbanos nacionais: as cidades secund&aacute;rias em pa&iacute;ses com capitais dominantes (Portugal, Fran&ccedil;a, Reino Unido) tendem a sofrer maior neglig&ecirc;ncia e ter menor sucesso econ&oacute;mico relativo do que aquelas em pa&iacute;ses com sistemas mais descentralizados (Alemanha, Holanda, Su&iacute;&ccedil;a). Este artigo preocupa-se essencialmente com o primeiro grupo.</p>     <p>A investiga&ccedil;&atilde;o existente sobre as caracter&iacute;sticas e estrat&eacute;gias particulares das cidades secund&aacute;rias deixou uma &aacute;rea importante pouco explorada, nomeadamente a crescente integra&ccedil;&atilde;o destas cidades com a &lsquo;regi&atilde;o urbana&rsquo; envolvente, e as potenciais vantagens deste processo. De facto, desenvolveram-se vastas regi&otilde;es urbanizadas, polic&ecirc;ntricas e interligadas tanto &agrave; volta das cidades secund&aacute;rias como das grandes capitais, mas o fen&oacute;meno<a href="#_ftn1" name="_ftnref1">[1]</a> tem sido tipicamente associado ao crescimento das metr&oacute;poles globais (Scott, 2001). No entanto, e no que respeita &agrave;s eventuais vantagens da integra&ccedil;&atilde;o de grande escala, as cidades secund&aacute;rias, enquanto centros urbanos individuais, est&atilde;o habitualmente menos dotadas de fun&ccedil;&otilde;es urbanas importantes do que as cidades principais (BBSR, 2011), o que sugere a necessidade de recorrer &agrave; escala da regi&atilde;o urbana para usufruir do conjunto de fun&ccedil;&otilde;es, actores e actividades econ&oacute;micas necess&aacute;rias &agrave; obten&ccedil;&atilde;o dos benef&iacute;cios da aglomera&ccedil;&atilde;o (Ahrend et al., 2015; Meijers, 2008). Algo semelhante foi sugerido pelo primeiro relat&oacute;rio ESPON 1.1.1 (2005), onde se referia que o potencial de crescimento adicional de &lsquo;pol&iacute;ticas de integra&ccedil;&atilde;o polic&ecirc;ntrica&rsquo; era menos significativo nas grandes capitais dominantes do que em muitas cidades m&eacute;dias menos hegem&oacute;nicas. Por outro lado, no seu estudo sobre &lsquo;regi&otilde;es urbanas polic&ecirc;ntricas&rsquo; (RUP), definidas como conjuntos de cidades de dimens&atilde;o semelhante, relativamente pr&oacute;ximas e significativamente interligadas<a href="#_ftn2" name="_ftnref2">[2]</a>, Dieleman e Faludi (1998) e Lambregts (2006) acrescentam que a aus&ecirc;ncia de uma cidade principal tende a prejudicar a defini&ccedil;&atilde;o de uma vis&atilde;o integradora coerente. A meio caminho entre a organiza&ccedil;&atilde;o em rede das RUP e a forte hegemonia das cidades principais, as cidades secund&aacute;rias podem ter melhores raz&otilde;es e maior capacidade para uma integra&ccedil;&atilde;o mais profunda com a regi&atilde;o urbana. Isto justifica a relev&acirc;ncia de considerar a &lsquo;regi&atilde;o urbana da cidade secund&aacute;ria&rsquo; como um tema espec&iacute;fico, tanto ao n&iacute;vel da investiga&ccedil;&atilde;o acad&eacute;mica como das pol&iacute;ticas p&uacute;blicas.&nbsp;</p>     <p>Com diferentes reivindica&ccedil;&otilde;es de universalidade, a procura de diferen&ccedil;as entre cidades principais (ou grandes capitais) e cidades secund&aacute;rias centrou-se na actividade econ&oacute;mica (Markusen et al., 1999; Hodos, 2011), traject&oacute;ria hist&oacute;rica e social (Hall, 1998; King, 2010), e rela&ccedil;&atilde;o com os sistemas pol&iacute;ticos (ESPON, 2012). N&atilde;o existe muito trabalho comparativo sobre os padr&otilde;es de estrutura espacial e socioecon&oacute;mica que possam ilustrar estas diferen&ccedil;as &agrave; escala da regi&atilde;o urbana. No entanto, alguns precedentes sugerem que se coloque esta quest&atilde;o como base para um estudo dos processos de integra&ccedil;&atilde;o de grande escala. A hip&oacute;tese de Hohenberg de que as capitais crescem num contexto de &lsquo;lugar central&rsquo; Christialleriano e as cidades secund&aacute;rias tendem para um sistema em rede (2004), ou a distin&ccedil;&atilde;o entre metr&oacute;poles &lsquo;teia de aranha&rsquo; &agrave; volta de cidades dominantes de &lsquo;primeira ordem&rsquo; e metr&oacute;poles &lsquo;em rede&rsquo; noutros locais, sugerida por Heynen, Loeckx e Smets (1989) t&ecirc;m provavelmente uma manifesta&ccedil;&atilde;o espacial vis&iacute;vel. Estas interpreta&ccedil;&otilde;es s&atilde;o particularmente bem descritas pelo modelo tripartido de desenvolvimento de regi&otilde;es urbanas proposto por Champion (2001): o &lsquo;modo centr&iacute;fugo&rsquo;, baseado na expans&atilde;o e descentraliza&ccedil;&atilde;o de um n&uacute;cleo original monoc&ecirc;ntrico; o &lsquo;modo de fus&atilde;o&rsquo;, assente na integra&ccedil;&atilde;o e agrega&ccedil;&atilde;o de um conjunto de centros de dimens&atilde;o semelhante (habitualmente atribu&iacute;do &agrave;s RUP); e o &lsquo;modo de incopora&ccedil;&atilde;o&rsquo;, um modelo misto de expans&atilde;o da cidade central que se mistura e interage com uma s&eacute;rie de outros centros e fragmentos preexistentes com processos de desenvolvimento relativamente aut&oacute;nomos.</p>     <p>Pretende-se explorar estas diferen&ccedil;as no sentido proposto pela literatura citada acima: as cidades de &lsquo;primeira ordem&rsquo;<a href="#_ftn3" name="_ftnref3">[3]</a> tendem a ter um papel historicamente dominante na respectiva regi&atilde;o, que se assume nascer de &ldquo;<i>um longo processo de descentraliza&ccedil;&atilde;o extensiva de grandes cidades centrais para n&uacute;cleos adjacentes mais pequenos</i>&rdquo; (Hall e Pain, 2006: 3). Ao contr&aacute;rio, as cidades secund&aacute;rias, menos dotadas de fun&ccedil;&otilde;es e actividades pass&iacute;veis de descentraliza&ccedil;&atilde;o, n&atilde;o gozaram, ao longo da sua hist&oacute;ria, da mesma hegemonia e capacidade atractiva (de pessoas, empregos e actividades) em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; envolvente. Surge assim uma hip&oacute;tese de car&aacute;cter abrangente: as cidades secund&aacute;rias evolu&iacute;ram para regi&otilde;es urbanas com menor impacto dos processos expansivos de grande escala da cidade central sobre a envolvente e os outros centros; assim, est&atilde;o menos sujeitas a hierarquias funcionais entre centro e periferia e podem compor uma regi&atilde;o urbana mais descentralizada e interdependente, ainda que mais fragmentada (Cardoso e Meijers, 2013). Este processo relaciona-se com o &lsquo;modo de incorpora&ccedil;&atilde;o&rsquo; proposto por Champion (2001), por vezes ignorado pelo debate polarizado entre os outros dois modelos.</p>     <p>Importa, assim, conhecer os territ&oacute;rios morfol&oacute;gicos, funcionais e socio-econ&oacute;micos onde o processo de integra&ccedil;&atilde;o de regi&otilde;es urbanas se desenvolve - aqui denominado <i>metropoliza&ccedil;&atilde;o</i>, no sentido proposto por Indovina, 2004; ETH Basel, 2010; ou Meijers <i>et al</i>., 2012. Os factores subjacentes &ndash; complementaridade funcional, conectividade infra-estrutural, especializa&ccedil;&atilde;o local, dispers&atilde;o urbana, direccionalidade dos fluxos e morfologia &ndash; e a forma como estes se agregam e relacionam, alteram as condi&ccedil;&otilde;es, velocidade e eventual sucesso dos processos de integra&ccedil;&atilde;o funcional, institucional e morfol&oacute;gica. No entanto, a integra&ccedil;&atilde;o tem sido vista como uma tend&ecirc;ncia <i>geral</i> de todos os territ&oacute;rios (Indovina, 2004), variando apenas em intensidade. De facto, algumas perspectivas (Roger, 2007; Ferr&atilde;o, 2014) parecem interpretar estruturas diferentes como express&atilde;o de processos mais &lsquo;avan&ccedil;ados&rsquo; ou &lsquo;atrasados&rsquo; de metropoliza&ccedil;&atilde;o: as cidades principais tendem a dominar econ&oacute;mica e funcionalmente a sua regi&atilde;o, e, atrav&eacute;s da crescente descentraliza&ccedil;&atilde;o, geram uma interdepend&ecirc;ncia de grande escala fortemente hier&aacute;rquica &ndash; por isso, estariam &lsquo;avan&ccedil;adas&rsquo; no processo de integra&ccedil;&atilde;o. Pelo contr&aacute;rio, cidades menos dominantes n&atilde;o teriam projectado a sua &lsquo;sombra&rsquo;<a href="#_ftn4" name="_ftnref4">[4]</a> sobre a regi&atilde;o envolvente, produzindo menor impacto nos restantes centros urbanos e por isso n&atilde;o gerariam (ainda) um processo de integra&ccedil;&atilde;o significativo.&nbsp;&nbsp;&nbsp;</p>     <p>Note-se que a metropoliza&ccedil;&atilde;o n&atilde;o espera necessariamente pela forma&ccedil;&atilde;o de uma hierarquia centr&iacute;fuga e o caso das regi&otilde;es urbanas polic&ecirc;ntricas (RUP) demonstra outra forma de integra&ccedil;&atilde;o, neste caso de redes de cidades com especializa&ccedil;&otilde;es diferentes. Mas a posi&ccedil;&atilde;o das cidades secund&aacute;rias algures entre as grandes cidades principais hegem&oacute;nicas e as RUP em rede sugere uma situa&ccedil;&atilde;o mais amb&iacute;gua e particular. O que falta, em suma, &eacute; uma interpreta&ccedil;&atilde;o da natureza diferente das regi&otilde;es urbanas principais e secund&aacute;rias enquanto territ&oacute;rios metropolizados, que n&atilde;o se limite a procurar qu&atilde;o pr&oacute;ximas ou distantes as secund&aacute;rias est&atilde;o de um estado de progresso &lsquo;desej&aacute;vel&rsquo;, desenhado &agrave; medida para as principais. Falta ainda discutir como diferentes estruturas territoriais &ndash; em particular nas cidades secund&aacute;rias - providenciam (ou n&atilde;o) condi&ccedil;&otilde;es f&eacute;rteis para diferentes processos de integra&ccedil;&atilde;o.</p>     <p>Em concreto, e a partir destas considera&ccedil;&otilde;es te&oacute;ricas e metodol&oacute;gicas, o presente artigo pretende discutir duas hip&oacute;teses de trabalho importantes para o estudo diferenciado dos potenciais de integra&ccedil;&atilde;o de regi&otilde;es urbanas em cidades secund&aacute;rias:</p> <ul>     <li>As diferen&ccedil;as entre cidades prim&aacute;rias e secund&aacute;rias acima propostas s&atilde;o vis&iacute;veis tanto no processo hist&oacute;rico de forma&ccedil;&atilde;o da regi&atilde;o urbana como na sua configura&ccedil;&atilde;o espacial, funcional e s&oacute;cio-econ&oacute;mica actual, reflectindo a predomin&acirc;ncia do &lsquo;<i>path dependence</i>&rsquo; habitualmente atribu&iacute;do aos sistemas urbanos Europeus (Hohenberg, 2004) sobre os processos gen&eacute;ricos e uniformizantes de car&aacute;cter global.</li>     <li>Essas diferen&ccedil;as s&atilde;o detect&aacute;veis em v&aacute;rios contextos nacionais, nomeadamente onde exista um sistema de cidade principal e uma ou mais cidades secund&aacute;rias, e, n&atilde;o obstante influ&ecirc;ncias locais (como as pol&iacute;ticas p&uacute;blicas de ordenamento territorial), definem um padr&atilde;o comum de constrastes entre ambos os tipos de regi&atilde;o urbana.</li>     </ul>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Na sequ&ecirc;ncia de outras contribui&ccedil;&otilde;es que pretendem iniciar esta discuss&atilde;o (por exemplo a compara&ccedil;&atilde;o da distribui&ccedil;&atilde;o funcional de Lisboa e Porto efectuada por Cardoso e Meijers, 2013), este artigo prop&otilde;e comparar as diversas tipologias de regi&atilde;o urbana atrav&eacute;s de uma an&aacute;lise geodemogr&aacute;fica (Singleton e Spielman, 2014) de tr&ecirc;s capitais e tr&ecirc;s cidades secund&aacute;rias Europeias. Esta compara&ccedil;&atilde;o n&atilde;o tem pretens&otilde;es de universalidade: n&atilde;o se afirma que todas as rela&ccedil;&otilde;es seguem este padr&atilde;o, nem se oferece uma tipologia &lsquo;geral&rsquo; da estrutura metropolitana das capitais e cidades secund&aacute;rias de aplica&ccedil;&atilde;o indiscriminada. No entanto, e para al&eacute;m de clarificar as hip&oacute;teses propostas, a compara&ccedil;&atilde;o sugere um conjunto de indicadores e caracter&iacute;sticas que podem servir para procurar as diferen&ccedil;as entre outros conjuntos de cidades, e para discutir que padr&otilde;es podem ilustrar ou contestar os diferentes tipos de regi&atilde;o urbana que a literatura acima citada sugere. Contribui-se assim para os m&eacute;todos de investiga&ccedil;&atilde;o comparativa das cidades secund&aacute;rias, assim como para as bases de uma an&aacute;lise mais diferenciada dos processos de metropoliza&ccedil;&atilde;o.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>2. Metodologia</b></p>     <p>As eventuais diferen&ccedil;as estruturais entre cidades principais e secund&aacute;rias &agrave; escala da regi&atilde;o urbana, baseiam-se na an&aacute;lise geodemogr&aacute;fica de tr&ecirc;s conjuntos de cidades Europeias: Porto e Lisboa, Antu&eacute;rpia e Bruxelas, e Londres e Bristol. Para tal, utilizam-se s&iacute;nteses ou ferramentas desenvolvidas pelos institutos estat&iacute;sticos de cada pa&iacute;s ou agregam-se diversos indicadores avulsos quando essa s&iacute;ntese n&atilde;o existir.</p>     <p>A escolha das cidades secund&aacute;rias relevantes seguiu dois crit&eacute;rios: teriam que se localizar em pa&iacute;ses com uma capital dominante, onde sejam vis&iacute;veis despropor&ccedil;&otilde;es econ&oacute;micas (ESPON, 2012), pol&iacute;ticas (Crouch e Le Gal&eacute;s, 2012) e funcionais (BBSR, 2011; Ferr&atilde;o, 2000); e teriam que fazer parte de regi&otilde;es urbanas de estrutura polic&ecirc;ntrica e dispersa, sendo o n&uacute;cleo institucional ou cultural sem serem funcional ou demograficamente hegem&oacute;nicas &ndash; ou seja, nem cidades dominantes nem RUPs. As tr&ecirc;s cidades escolhidas cumprem estes crit&eacute;rios. De facto, tanto Porto como Antu&eacute;rpia t&ecirc;m sido amplamente descritas como parte de uma &lsquo;cidade extensiva&rsquo; ou &lsquo;difusa&rsquo; (Portas et al., 2007; Domingues, 2008; Meulder, 2008; Grosjean, 2010). O crescimento urbano em Bristol &eacute; mais compacto, mas a cidade &eacute; o n&uacute;cleo da regi&atilde;o Brit&acirc;nica em que a transi&ccedil;&atilde;o para o policentrismo funcional tem ocorrido mais rapidamente (Burger et al., 2011).</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>2.1 Dados e Ferramentas&nbsp;</b></p>     <p>No caso do Porto e Lisboa, a fonte dos dados &eacute; o estudo &lsquo;Tipologia socioecon&oacute;mica das &Aacute;reas Metropolitanas de Lisboa e Porto&rsquo;, realizado pelo Instituto Nacional de Estat&iacute;stica (INE, 2014) com base na informa&ccedil;&atilde;o dos censos de 2011. A &aacute;rea de an&aacute;lise corresponde &agrave;s &aacute;reas metropolitanas de ambas as cidades, tal como definidas na Lei n&ordm; 75/2013, de 12 de Setembro. O estudo baseia-se na defini&ccedil;&atilde;o de seis categorias socio-econ&oacute;micas constru&iacute;das a partir da varia&ccedil;&atilde;o de alguns indicadores principais e dos seus sub-indicadores: envelhecimento da popula&ccedil;&atilde;o, urbaniza&ccedil;&atilde;o, movimentos pendulares, imigra&ccedil;&atilde;o e qualifica&ccedil;&otilde;es. Depois de aplicar uma metodologia de an&aacute;lise de <i>clusters</i> para definir estas categorias, os autores atribu&iacute;ram-nas, conforme a sua predomin&acirc;ncia demogr&aacute;fica, &agrave;s subsec&ccedil;&otilde;es estat&iacute;sticas do censo nacional e mapearam a sua distribui&ccedil;&atilde;o geogr&aacute;fica em ambas as &aacute;reas metropolitanas, fazendo aparecer grupos dominantes em localiza&ccedil;&otilde;es espec&iacute;ficas que podem ser associados a centros urbanos, sub&uacute;rbios, zonas rurais, etc. As principais caracter&iacute;sticas das tipologias do INE est&atilde;o resumidas na <a href="#t1">tabela</a> seguinte. Os indicadores sem qualquer resultado apresentam resultados amb&iacute;guos e n&atilde;o s&atilde;o relevantes para construir a tipologia espec&iacute;fica.</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="t1">     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><img src="/img/revistas/got/n7/n7a05t1.gif"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="t2">     <p><b>&nbsp;<img src="/img/revistas/got/n7/n7a05t2.gif"></b></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>Enquanto as metodologias do INE e ONS s&atilde;o at&eacute; certo ponto compat&iacute;veis, n&atilde;o foi poss&iacute;vel encontrar um exerc&iacute;cio de geodemografia semelhante para a B&eacute;lgica. Por isso, para comparar Antu&eacute;rpia e Bruxelas foi necess&aacute;rio recorrer aos indicadores estat&iacute;sticos individuais representativos das categorias acima, produzidos pelas entidades oficiais a partir dos censos nacionais de 2011, como se ver&aacute; a seguir. Estes indicadores s&oacute; existem &agrave; escala do munic&iacute;pio, o que os torna menos precisos do que os anteriores.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>3. Resultados</b></p>     <p><b>3.1 Conclus&otilde;es do INE sobre Lisboa e Porto</b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>As principais diferen&ccedil;as entre Lisboa e Porto est&atilde;o relacionadas com as origens e din&acirc;micas do processo de expans&atilde;o e suburbaniza&ccedil;&atilde;o. Lisboa corresponde ao conceito t&iacute;pico de uma &aacute;rea metropolitana que evoluiu para uma regi&atilde;o urbana polic&ecirc;ntrica de modo &lsquo;centr&iacute;fugo&rsquo;: uma cidade central dominante que suportou historicamente uma expans&atilde;o em &lsquo;mancha de &oacute;leo&rsquo;, gradualmente distribu&iacute;da por &aacute;reas com pouco historial anterior de urbaniza&ccedil;&atilde;o; uma cronologia linear de emerg&ecirc;ncia de sub&uacute;rbios socialmente diferenciados ao longo dos eixos de transporte mais importantes; forte presen&ccedil;a da imigra&ccedil;&atilde;o, ilustrando tanto essa diferencia&ccedil;&atilde;o social como a maior integra&ccedil;&atilde;o da cidade nos processos de globaliza&ccedil;&atilde;o; e transforma&ccedil;&atilde;o sistem&aacute;tica de territ&oacute;rios claramente rurais em &aacute;reas claramente urbanas (Ferr&atilde;o, 2014).</p>     <p>Em contraste, a regi&atilde;o do Porto experimentou uma vers&atilde;o mais fraca destes processos, parcialmente dilu&iacute;dos por uma din&acirc;mica lenta e cont&iacute;nua de urbaniza&ccedil;&atilde;o difusa e localizada, baseada na densifica&ccedil;&atilde;o e diversifica&ccedil;&atilde;o funcional de fragmentos urbanos existentes em espa&ccedil;os genericamente rurais, mais do que na expans&atilde;o da urbaniza&ccedil;&atilde;o dominante sobre territ&oacute;rios por ocupar. Este processo foi suportado por uma rede vi&aacute;ria densa e &lsquo;rizom&aacute;tica&rsquo; (Domingues, 2008) que servia necessidades de mobilidade muito localizadas e actividades econ&oacute;micas dispersas&nbsp; nas proximidades da habita&ccedil;&atilde;o, resultando numa estrutura polinucleada reticular (S&aacute; Marques e Delgado, 2014), mais do que num policentrismo hier&aacute;rquico. A aus&ecirc;ncia de n&uacute;cleos concentrados de emprego n&atilde;o gerava movimentos casa-trabalho significativos.</p>     <p>Se a explica&ccedil;&atilde;o completa destas diferen&ccedil;as remete para uma an&aacute;lise mais profunda da estrutura territorial difusa e polic&ecirc;ntrica do Noroeste de Portugal, uma das raz&otilde;es para a sua perman&ecirc;ncia parcial at&eacute; &agrave; actualidade relaciona-se com o impacto &ndash; a &lsquo;for&ccedil;a gravitacional&rsquo; - da cidade central sobre a regi&atilde;o. O desenvolvimento do sector dos servi&ccedil;os no Porto &eacute; pouco significativo e tardio, em parte porque o sector industrial disperso e de pequena escala, que gerava muito emprego tanto em &aacute;reas urbanas como rurais, n&atilde;o se agregou para atingir massa cr&iacute;tica e agir como um consumidor maci&ccedil;o de servi&ccedil;os tradicionalmente concentrados na cidade central (Domingues, 1994). O efeito de capitalidade (Dascher, 2002), baseado na hierarquia de servi&ccedil;os p&uacute;blicos de alto n&iacute;vel em Lisboa, fez o resto: ao contr&aacute;rio da capital, o Porto-cidade nunca agregou servi&ccedil;os de alto n&iacute;vel e poder econ&oacute;mico suficientes para consolidar uma centralidade funcional, justificar os movimentos pendulares da popula&ccedil;&atilde;o entre centro e periferia e reunir massa cr&iacute;tica para despoletar um processo de descentraliza&ccedil;&atilde;o no s&eacute;c. XX da grande cidade central para centros menores (Hall e Pain, 2006). Deste modo, teve menos influ&ecirc;ncia do que Lisboa na defini&ccedil;&atilde;o da estrutura espacial da regi&atilde;o urbana.</p>     <p>As consequ&ecirc;ncias desta compara&ccedil;&atilde;o j&aacute; foram amplamente discutidas, sob perspectivas morfol&oacute;gicas, hist&oacute;ricas, institucionais e de planeamento (Rio Fernandes, 2004; Portas et al., 2007). No entanto, o estudo do INE torna estas diferen&ccedil;as vis&iacute;veis, actualizadas, espacializadas e d&aacute;-lhes significado socioecon&oacute;mico. Assim, e com base na presen&ccedil;a relativa das tipologias socioecon&oacute;micas (em fun&ccedil;&atilde;o da popula&ccedil;&atilde;o metropolitana que agregam), s&atilde;o estas as diferen&ccedil;as essenciais entre Lisboa e Porto:</p> <ul>     <li>Os &lsquo;espa&ccedil;os autocentrados de menor densidade&rsquo; s&atilde;o um tecido conectivo ub&iacute;quo na regi&atilde;o do Porto (52%) e quase residual na capital (6%). S&atilde;o &aacute;reas de baixa densidade populacional e de urbaniza&ccedil;&atilde;o, com um parque habitacional envelhecido e dominado por habita&ccedil;&atilde;o unifamiliar. Novos usos e modelos urbanos coexistem de forma fragmentada com processos de urbaniza&ccedil;&atilde;o antigos, muitas vezes intocados pela suburbaniza&ccedil;&atilde;o de grande escala que emana da cidade central. As necessidades de mobilidade, dominadas pelo autom&oacute;vel, baseiam-se numa rede difusa de trajectos curtos casa-trabalho, devido &agrave; preval&ecirc;ncia de emprego local e de baixas qualifica&ccedil;&otilde;es, com pouca integra&ccedil;&atilde;o funcional com os n&uacute;cleos principais da regi&atilde;o.</li>     <li>Apesar de estar em franco decr&eacute;scimo (entre 2001 e 2011), o &lsquo;(sub)urbano n&atilde;o qualificado&rsquo; &eacute; muito significativo em Lisboa (21%) e menos importante no Porto (7%). Estas &aacute;reas aparecem normalmente na periferia imediata da cidade central e correspondem &agrave;s expans&otilde;es monofuncionais do s&eacute;c. XX, baseadas em habita&ccedil;&atilde;o colectiva, com pouca qualidade tanto da edifica&ccedil;&atilde;o como do espa&ccedil;o p&uacute;blico, e uma popula&ccedil;&atilde;o com qualifica&ccedil;&otilde;es mais baixas e longos movimentos pendulares para n&uacute;cleos de emprego distantes, que influenciam pouco a escolha residencial, mais baseada em redes familiares e sociais de proximidade (Marques da Costa e Costa, 2009). O transporte p&uacute;blico &eacute; o modo dominante e a imigra&ccedil;&atilde;o &eacute; ligeiramente superior &agrave; m&eacute;dia.</li>     <li>A presen&ccedil;a dos &lsquo;espa&ccedil;os de imigra&ccedil;&atilde;o&rsquo; &eacute; significativa em toda a regi&atilde;o de Lisboa (12%) mas residual no Porto (2%). Estas &aacute;reas s&atilde;o dominadas por popula&ccedil;&atilde;o nascida no estrangeiro, normalmente com elevada densidade populacional. Os restantes indicadores apresentam tend&ecirc;ncias mistas mas h&aacute; alguma preval&ecirc;ncia de utiliza&ccedil;&atilde;o de transporte p&uacute;blico e de arrendamento no acesso &agrave; habita&ccedil;&atilde;o.</li>     </ul>     <p>&nbsp;</p> <a name="f1">     <p><img src="/img/revistas/got/n7/n7a05f1.gif"></p>     
]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="f2">     <p><img src="/img/revistas/got/n7/n7a05f2.gif"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p><b>3.2 Compara&ccedil;&atilde;o com outras regi&otilde;es urbanas Europeias</b></p>     <p>As diferen&ccedil;as estruturais entre as duas grandes &aacute;reas metropolitanas s&atilde;o claras, e as raz&otilde;es fundamentais incluem os padr&otilde;es de ocupa&ccedil;&atilde;o ao longo da hist&oacute;ria, o papel da expans&atilde;o da cidade central na sua perman&ecirc;ncia ou desaparecimento, e a diferente integra&ccedil;&atilde;o de ambas as regi&otilde;es nos processos de internacionaliza&ccedil;&atilde;o (Hodos, 2011). Importa agora expandir a l&oacute;gica de an&aacute;lise do estudo Portugu&ecirc;s a mais casos de estudo e verificar se existem padr&otilde;es semelhantes na compara&ccedil;&atilde;o entre outros conjuntos de cidade principal e secund&aacute;ria, a partir de indicadores semelhantes, que possam contribuir, em parte, para uma tipologia do respectivo papel e influ&ecirc;ncia na estrutura geodemogr&aacute;fica da regi&atilde;o urbana como um todo.</p>     <p>No caso Brit&acirc;nico, como vimos, a maioria das categorias socioecon&oacute;micas utilizadas s&atilde;o relativamente parecidas, com cinco a sete tend&ecirc;ncias semelhantes em sete poss&iacute;veis (a oitava, referente aos movimentos pendulares, n&atilde;o &eacute; utilizada pelo modelo do ONS). Algumas correspond&ecirc;ncias precisam de uma mistura de classifica&ccedil;&otilde;es: os &lsquo;espa&ccedil;os autocentrados de menor densidade&rsquo; relacionam-se com a categoria &lsquo;<i>hard-pressed living</i>&rsquo; do ONS, em termos de tipo de emprego e qualifica&ccedil;&otilde;es, mas cont&ecirc;m elementos de &lsquo;<i>rural residents</i>&rsquo; no que respeita &agrave; localiza&ccedil;&atilde;o na regi&atilde;o e densidade; Portugal tem provavelmente menos residentes rurais mais idosos com maior poder econ&oacute;mico e a vida fora dos centros urbanos &eacute; mais frequentemente sin&oacute;nimo de uma popula&ccedil;&atilde;o com menos qualifica&ccedil;&otilde;es e poder de compra. O (sub)urbano novo qualificado &eacute; semelhante &agrave; categoria &lsquo;<i>cosmopolitan</i>&rsquo;, mas aproxima-se dos &lsquo;<i>suburbanites</i>&rsquo; em termos de modelo de habita&ccedil;&atilde;o e uso do autom&oacute;vel; os movimentos pendulares suburbanos em transporte p&uacute;blico de popula&ccedil;&otilde;es mais qualificadas n&atilde;o est&atilde;o talvez t&atilde;o generalizados em Portugal como no Reino Unido, nomeadamente em redor de Londres.</p>     <p>Assim, em fun&ccedil;&atilde;o da disparidade detectada entre Porto e Lisboa, as quest&otilde;es a colocar para verificar poss&iacute;veis rela&ccedil;&otilde;es similares em Londres e Bristol s&atilde;o as seguintes:</p> <ul>     <li>H&aacute; uma diferen&ccedil;a vis&iacute;vel no predom&iacute;nio e localiza&ccedil;&atilde;o das categorias &lsquo;<i>hard-pressed living</i>&rsquo; e &lsquo;<i>rural residents</i>&rsquo; nas regi&otilde;es de Londres e Bristol?</li>     <li>A categoria &lsquo;<i>multicultural metropolitans</i>&rsquo; &eacute; claramente mais significativa &agrave; volta de Londres do que de Bristol (nomeadamente na forma de expans&otilde;es do s&eacute;c. XX?)</li>     ]]></body>
<body><![CDATA[<li>A categoria &lsquo;<i>ethnicity central</i>&rsquo; &eacute; tamb&eacute;m mais dominante em Londres?</li>     </ul>     <p>&nbsp;</p>     <p>As figuras <a href="#f3">3</a>&nbsp;e <a href="#f4">4</a>&nbsp;respondem a estas quest&otilde;es e podem estabelecer uma analogia com a rela&ccedil;&atilde;o contrastante entre Lisboa e Porto. Os &lsquo;<i>rural residents</i>&rsquo; (cor verde) e &lsquo;<i>hard-pressed living</i>&rsquo; (amarelo) dominam em 22% das subsec&ccedil;&otilde;es estat&iacute;sticas da regi&atilde;o urbana de Bristol, com pequenos fragmentos dispersos dos primeiros ilustrando a ocupa&ccedil;&atilde;o mais antiga e menos afectada pelos processos de suburbaniza&ccedil;&atilde;o centrados na cidade principal. Estes fragmentos concentram-se ao longo da rede vi&aacute;ria reticular pr&eacute;-autoestradas, da mesma forma que o tecido urbano disperso coloniza a rede vi&aacute;ria na regi&atilde;o do Porto (Portas et al., 2007). Os &lsquo;<i>hard-pressed</i>&rsquo; tamb&eacute;m surgem dispersos por toda a &aacute;rea urbana mas dominam nas periferias externas dos n&uacute;cleos urbanos principais &ndash; popula&ccedil;&atilde;o menos qualificada, em &aacute;reas de baixa densidade e emprego principalmente local (incluindo os sectores prim&aacute;rio e secund&aacute;rio)<a href="#_ftn5" name="_ftnref5">[5]</a>. A conjuga&ccedil;&atilde;o de ambas as categorias n&atilde;o equivale ao tecido de baixa densidade &lsquo;omnipresente&rsquo; vis&iacute;vel no Porto<a href="#_ftn6" name="_ftnref6">[6]</a> mas a sua distribui&ccedil;&atilde;o e localiza&ccedil;&atilde;o &eacute; semelhante: intercaladas com alguns &lsquo;<i>suburbanites</i>&rsquo;, elas dominam nas periferias externas e fora dos n&uacute;cleos urbanos.</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="f3">     <p><img src="/img/revistas/got/n7/n7a05f3.gif"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="f4">     <p style="text-align: left;"><i><img src="/img/revistas/got/n7/n7a05f4.gif"></i></p>     
<p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Como em Lisboa, estas categorias s&atilde;o menos significativas em Londres, quando comparadas com o dom&iacute;nio de outras tipologias, e, juntas, prevalecem em apenas 10% das subsec&ccedil;&otilde;es estat&iacute;sticas da regi&atilde;o (quase exclusivamente fora da Grande Londres). &lsquo;<i>Hard-pressed living</i>&rsquo; aparece muito mais longe da cidade principal e os &lsquo;<i>rural residents</i>&rsquo; est&atilde;o presentes ao longo da rede vi&aacute;ria anterior &agrave;s auto-estradas. No entanto, tal como na compara&ccedil;&atilde;o Porto-Lisboa, ambas s&atilde;o ocultadas pelas categorias mais dominantes. A estrutura de Londres est&aacute; visivelmente organizada em redor de um n&uacute;cleo central, com an&eacute;is sucessivos de &lsquo;<i>cosmopolitans</i>&rsquo; (11%), &lsquo;<i>multicultural metropolitans</i>&rsquo; (23%) e &lsquo;<i>suburbanites</i>&rsquo; (12%) sugerindo um processo de expans&atilde;o centr&iacute;fugo e socialmente diferenciado, tal como descrito para Lisboa (Ferr&atilde;o, 2014). Apesar de visualmente mais fragmentadas devido ao m&eacute;todo de mapeamento utilizado (e tamb&eacute;m a uma regula&ccedil;&atilde;o urban&iacute;stica historicamente mais permissiva fora dos n&uacute;cleos principais), as categorias correspondentes &lsquo;(sub)urbano n&atilde;o qualificado&rsquo; e &lsquo;espa&ccedil;os integrados de menor densidade&rsquo; s&atilde;o igualmente vis&iacute;veis a crescentes dist&acirc;ncias do centro de Lisboa.</p>     <p>Novamente em analogia com o contraste Porto-Lisboa, a categoria &lsquo;<i>multicultural metropolitans</i>&rsquo; (semelhante, lembre-se, ao (sub)urbano n&atilde;o qualificado do INE: expans&otilde;es predominantemente residenciais do s&eacute;c. XX entre o centro e os sub&uacute;rbios, com densidades relativamente elevadas e qualifica&ccedil;&otilde;es e emprego abaixo da m&eacute;dia) &eacute; mais forte em Londres (23%) do que em Bristol (9%), onde domina apenas nas &aacute;reas de expans&atilde;o intensa das d&eacute;cadas de 80 e 90 no limite Norte da cidade. Finalmente, e como seria de esperar, as &aacute;reas de imigra&ccedil;&atilde;o s&atilde;o muito mais relevantes em Londres (20%) do que em Bristol (3%). Uma diferen&ccedil;a clara em rela&ccedil;&atilde;o a Lisboa &eacute; que em Londres estas &aacute;reas est&atilde;o muito concentradas no centro, ao passo que na capital Portuguesa est&atilde;o mais dispersas pela regi&atilde;o urbana.</p>     <p>Uma ilustra&ccedil;&atilde;o clara do impacto diferenciado de um centro dominante numa regi&atilde;o urbana &eacute; a forma como em Bristol os n&uacute;cleos mais pequenos, mas historicamente importantes de Bath, Yate, Clevedon e Weston-super-Mare replicam em parte o padr&atilde;o socioecon&oacute;mico da cidade principal, com a maior parte das categorias presentes em propor&ccedil;&otilde;es e localiza&ccedil;&otilde;es semelhantes. A hip&oacute;tese sugerida &eacute; que uma centralidade urbana que agrega toda a diversidade de tipos socioecon&oacute;micos com rela&ccedil;&otilde;es m&uacute;tuas semelhantes &agrave;s de centros maiores p&ocirc;de manter o seu papel de comunidade multifuncional e socialmente diversa, em vez de se tornar principalmente um sat&eacute;lite do centro dominante. Pelo contr&aacute;rio, muitos centros secund&aacute;rios em redor de Londres, como Slough ou Luton, s&atilde;o dominados por uma &uacute;nica tipologia (h&aacute; 68% de &lsquo;<i>multicultural metropolitans</i>&rsquo; em Luton e 93% em Slough), apesar da sua maior dimens&atilde;o em compara&ccedil;&atilde;o com as cidades perto de Bristol<a href="#_ftn7" name="_ftnref7">[7]</a>. S&oacute; as cidades mais afastadas da capital, como Oxford ou Southend, ou pequenas cidades hist&oacute;ricas, como Windsor, atingem uma diversidade tipol&oacute;gica equivalente<a href="#_ftn8" name="_ftnref8">[8]</a>.</p>     <p>Este aspecto do contraste entre cidades principais hegem&oacute;nicas e cidades secund&aacute;rias &eacute; mais claro no Reino Unido do que em Portugal. Em Lisboa, como em Londres, &eacute; vis&iacute;vel o dom&iacute;nio da descentraliza&ccedil;&atilde;o de grande escala a partir do centro, diluindo gradualmente outras centralidades hist&oacute;ricas e produzindo uma hierarquia principal &agrave; escala da cidade-regi&atilde;o. No caso do Porto, a aparente falta de outros centros que repliquem a maioria das tipologias socioecon&oacute;micas, como em Bristol, est&aacute; menos ligada &agrave; quest&atilde;o da perman&ecirc;ncia do que &agrave; aus&ecirc;ncia original de n&uacute;cleos urbanos com massa cr&iacute;tica suficiente fora da aglomera&ccedil;&atilde;o principal. Tal como Antu&eacute;rpia, a regi&atilde;o &eacute;, como um todo, mais densa do que Bristol, mas tem menos picos de densidade e &eacute; n&atilde;o &eacute; t&atilde;o &lsquo;polic&ecirc;ntrica&rsquo; (morfologicamente) como a regi&atilde;o Brit&acirc;nica. Com a poss&iacute;vel excep&ccedil;&atilde;o da zona de Vila do Conde-P&oacute;voa de Varzim, a restante regi&atilde;o urbana caracteriza-se por uma urbaniza&ccedil;&atilde;o mais cont&iacute;nua e homog&eacute;nea, sem &aacute;reas de concentra&ccedil;&atilde;o excepcional.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><i>Bruxelas e Antu&eacute;rpia</i></p>     <p>Referimos j&aacute; que a aus&ecirc;ncia de um estudo semelhante para o caso de Bruxelas e Antu&eacute;rpia obriga a agregar indicadores individuais dispon&iacute;veis &agrave; escala do munic&iacute;pio, o que torna a an&aacute;lise menos precisa. Por exemplo, n&atilde;o podemos confirmar se o tecido urbano de baixa densidade &lsquo;coloniza&rsquo; a rede vi&aacute;ria anterior &agrave;s auto-estradas, como no Porto, ou se os centros urbanos menores replicam a diversidade socioecon&oacute;mica da cidade maior (ou seja, mant&ecirc;m o seu papel como centralidades de pleno direito), como em Bristol. Mesmo assim, a an&aacute;lise avalia alguns aspectos das diferen&ccedil;as estruturais entre cidades principais e secund&aacute;rias assim formuladas nos dois casos anteriores:</p> <ul>     <li>As cidades secund&aacute;rias t&ecirc;m uma propor&ccedil;&atilde;o maior de &lsquo;espa&ccedil;os autocentrados de menor densidade&rsquo; / &lsquo;<i>rural&rsquo;</i>+&lsquo;<i>hard-pressed living</i>&rsquo; - territ&oacute;rios fragmentados longe dos centros principais, menos afectados pelas hierarquias funcionais de escala metropolitana, com densidades mais baixas, pouca imigra&ccedil;&atilde;o, baixas qualifica&ccedil;&otilde;es e mais emprego local, com movimentos pendulares mais curtos. S&atilde;o como um tecido conectivo de densidade vari&aacute;vel em toda a regi&atilde;o urbana.</li>     <li>As cidades principais t&ecirc;m uma presen&ccedil;a maior do &lsquo;(sub)urbano n&atilde;o qualificado&rsquo; / &lsquo;<i>multicultural metropolitans</i>&rsquo; &ndash; &aacute;reas mais densas, principalmente residenciais, com mais imigra&ccedil;&atilde;o e movimentos pendulares longos. Com o &lsquo;(sub)urbano novo qualificado&rsquo; / &lsquo;<i>cosmopolitans</i>&rsquo; e os &lsquo;espa&ccedil;os integrados de menor densidade&rsquo; / &lsquo;<i>suburbanites</i>&rsquo; tendem a agregar-se em &lsquo;an&eacute;is&rsquo; a dist&acirc;ncias crescentes do n&uacute;cleo, sugerindo uma expans&atilde;o de tipo centr&iacute;fugo e socialmente diferenciada.</li>     <li>As &aacute;reas dominadas pela imigra&ccedil;&atilde;o s&atilde;o mais significativas nas cidades principais e tanto podem estar concentradas no centro como dispersas pela regi&atilde;o urbana.</li>     ]]></body>
<body><![CDATA[</ul>     <p>&nbsp;</p>     <p>As figuras <a href="#f5">5 a 10</a>, produzidas pela ferramenta de mapeamento dos censos nacionais de 2011 (Direction g&eacute;n&eacute;rale Statistique, 2014) ou desenvolvidos para este artigo com GIS, ilustram os seguintes indicadores.</p> <ul>     <li><i>Demografia</i>: densidade populacional por munic&iacute;pio</li>     <li><i>Qualifica&ccedil;&otilde;es</i>: percentagem da popula&ccedil;&atilde;o que concluiu o ensino secund&aacute;rio</li>     <li><i>Habita&ccedil;&atilde;o</i>: moradias unifamiliares como percentagem do parque habitacional</li>     <li><i>Imigra&ccedil;&atilde;o</i>: residentes de nacionalidade estrangeira</li>     <li><i>Localiza&ccedil;&atilde;o do Emprego</i>: pessoas a trabalhar no seu munic&iacute;pio de resid&ecirc;ncia</li>     <li><i>Uso do solo</i>: uso residencial como percentagem da mancha constru&iacute;da</li>     </ul>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p> <a name="f5">     <p><img src="/img/revistas/got/n7/n7a05f5.gif"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="f6">     <p style="text-align: left;"><i><img src="/img/revistas/got/n7/n7a05f6.gif"></i></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="f7">     <p style="text-align: left;"><i><img src="/img/revistas/got/n7/n7a05f7.gif"></i></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="f8">     ]]></body>
<body><![CDATA[<p style="text-align: left;"><i><img src="/img/revistas/got/n7/n7a05f8.gif"></i></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="f9">     <p style="text-align: left;"><i><img src="/img/revistas/got/n7/n7a05f9.gif"></i></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="f10">     <p style="text-align: left;"><i><img src="/img/revistas/got/n7/n7a05f10.gif"></i></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>Tratando-se de cidades muito pr&oacute;ximas, h&aacute; mais aspectos comuns a ambas as regi&otilde;es urbanas. A densidade populacional (<a href="#f5">fig. 5</a>) &eacute; muito mais elevada no centro de Bruxelas, mas similar na restante &aacute;rea urbana de ambas as cidades. Uma urbaniza&ccedil;&atilde;o cont&iacute;nua de baixa densidade &eacute; uma caracter&iacute;stica t&iacute;pica do territ&oacute;rio Belga desde o per&iacute;odo pr&eacute;-industrial, tal como no caso do Noroeste de Portugal, e com uma explica&ccedil;&atilde;o semelhante (Meulder, 2008; Grosjean, 2010). Mas outros indicadores menos dependentes da perman&ecirc;ncia hist&oacute;ria da morfologia urbana demonstram a maior proximidade de Antu&eacute;rpia a alguns aspectos &lsquo;t&iacute;picos&rsquo; das cidades secund&aacute;rias:</p> <ul>     <li>As zonas de baixa densidade em redor de Antu&eacute;rpia t&ecirc;m uma popula&ccedil;&atilde;o visivelmente menos qualificada do que os arredores de Bruxelas (<a href="#f6">fig. 6</a>). Note-se que isto n&atilde;o nos diz que Antu&eacute;rpia tem <i>menos</i> trabalhadores qualificados do que a capital, mas tipifica a respectiva distribui&ccedil;&atilde;o geogr&aacute;fica em cada regi&atilde;o urbana.</li>     ]]></body>
<body><![CDATA[<li>Nestas &aacute;reas existe uma elevada percentagem de moradias unifamiliares (<a href="#f7">fig. 7</a>), com pouca imigra&ccedil;&atilde;o, excepto nos munic&iacute;pios junto &agrave; fronteira Holandesa (<a href="#f8">fig. 8</a>). Em contrapartida, a imigra&ccedil;&atilde;o, organizada em anel &agrave; volta da cidade central, &eacute; muito elevada na regi&atilde;o de Bruxelas (30% contra 9% na prov&iacute;ncia de Antu&eacute;rpia).</li>     <li>A percentagem de moradias unifamiliares tamb&eacute;m &eacute; elevada na regi&atilde;o de Bruxelas, mas h&aacute; um &lsquo;anel&rsquo; mais vis&iacute;vel em redor da cidade central com menor incid&ecirc;ncia desta tipologia (<a href="#f7">fig. 7</a>), sugerindo uma urbaniza&ccedil;&atilde;o mais densa.</li>     <li>A regi&atilde;o urbana de Antu&eacute;rpia parece seguir uma tend&ecirc;ncia mais clara de emprego local e movimentos pendulares mais curtos, com maior percentagem de pessoas a trabalhar no seu munic&iacute;pio de resid&ecirc;ncia (<a href="#f9">fig. 9</a>).</li>     <li>A regi&atilde;o de Bruxelas tem uma propor&ccedil;&atilde;o maior de uso residencial do territ&oacute;rio constru&iacute;do (<a href="#f10">fig. 10</a>), sugerindo maior predom&iacute;nio de expans&atilde;o monofuncional de tipo suburbano &agrave; volta da capital, por oposi&ccedil;&atilde;o ao territ&oacute;rio multifuncional de Antu&eacute;rpia, menos alterado pela expans&atilde;o intensiva a partir da cidade dominante; um palimpsesto da ocupa&ccedil;&atilde;o hist&oacute;rica, onde &ldquo;<i>ind&uacute;stria, com&eacute;rcio, habita&ccedil;&atilde;o e agricultura coabitam negligentemente</i>.&rdquo; (Meulder, 2008, p.29).</li>     </ul>     <p>&nbsp;</p>     <p>Pese embora o menor detalhe da an&aacute;lise, &eacute; assim poss&iacute;vel sintetizar a resposta &agrave; configura&ccedil;&atilde;o avan&ccedil;ada para os outros dois casos da seguinte forma:</p> <ul>     <li>Algumas tend&ecirc;ncias sugerem que categorias socioecon&oacute;micas semelhantes aos &lsquo;autocentrados de menor densidade&rsquo; / &lsquo;<i>rural</i>&rsquo;+&rsquo;<i>hard-pressed living</i>&rsquo; est&atilde;o de facto mais presentes em Antu&eacute;rpia do que em Bruxelas. Isto &eacute; vis&iacute;vel nos indicadores que ilustram a distribui&ccedil;&atilde;o geogr&aacute;fica da popula&ccedil;&atilde;o com menos qualifica&ccedil;&otilde;es, menos imigra&ccedil;&atilde;o, uso do solo mais multifuncional e emprego mais localizado.</li>     <li>Algumas tend&ecirc;ncias tamb&eacute;m sugerem que as tipologias socioecon&oacute;micas do tipo (sub)urbano n&atilde;o qualificado / &lsquo;<i>multicultural metropolitans</i>&rsquo; dominam mais na regi&atilde;o urbana da capital. Isto &eacute; vis&iacute;vel nos indicadores que ilustram a distribui&ccedil;&atilde;o geogr&aacute;fica de popula&ccedil;&atilde;o mais qualificada, da imigra&ccedil;&atilde;o, densidade ligeiramente superior, predom&iacute;nio do uso do solo residencial e maior dist&acirc;ncia casa-trabalho.</li>     <li>Estes contrastes s&atilde;o parcialmente ocultados pelas semelhan&ccedil;as resultantes da proximidade entre as duas regi&otilde;es urbanas e pela morfologia geral do territ&oacute;rio. N&atilde;o se pode afirmar que Bruxelas condicione o processo de urbaniza&ccedil;&atilde;o regional da mesma forma que Lisboa e Londres, nem que exista (ou n&atilde;o) uma hierarquia funcional diferenciada a esta escala. A perman&ecirc;ncia das estruturas morfol&oacute;gicas hist&oacute;ricas parece ser mais forte na B&eacute;lgica, o que pode ter contrabalan&ccedil;ado o processo t&iacute;pico de expans&atilde;o e descentraliza&ccedil;&atilde;o da cidade central.</li>     ]]></body>
<body><![CDATA[<li>A propor&ccedil;&atilde;o de &aacute;reas correspondentes aos espa&ccedil;os de imigra&ccedil;&atilde;o &eacute; o aspecto em que o contraste entre ambas as regi&otilde;es &eacute; mais claro, aqui refor&ccedil;ado pelo papel internacional de Bruxelas. No entanto, a correspond&ecirc;ncia geogr&aacute;fica entre as &aacute;reas de imigra&ccedil;&atilde;o, de habita&ccedil;&atilde;o unifamiliar e de qualifica&ccedil;&otilde;es mais altas sugere que este &eacute; um tipo socioecon&oacute;mico de imigra&ccedil;&atilde;o diferente de Lisboa e Londres. Estas duas capitais est&atilde;o mais perto da vis&atilde;o de Hodos (2011), que refere os fluxos de imigra&ccedil;&atilde;o maiores e menos selectivos, express&atilde;o de maior integra&ccedil;&atilde;o na globaliza&ccedil;&atilde;o, como a diferen&ccedil;a t&iacute;pica entre cidades principais e secund&aacute;rias.</li>     </ul>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>4. Discuss&atilde;o e Conclus&otilde;es</b></p>     <p>Este artigo pretende contribuir para a investiga&ccedil;&atilde;o dos processos de metropoliza&ccedil;&atilde;o das regi&otilde;es urbanas secund&aacute;rias como um problema espec&iacute;fico, apesar da grande quantidade de investiga&ccedil;&atilde;o sobre o tema gen&eacute;rico da regi&atilde;o urbana, e para uma tipifica&ccedil;&atilde;o das rela&ccedil;&otilde;es de contraste entre cidades principais e secund&aacute;rias, cuja manifesta&ccedil;&atilde;o espacial e socioecon&oacute;mica n&atilde;o foi alvo de tanta aten&ccedil;&atilde;o como os aspectos pol&iacute;ticos, hist&oacute;ricos e sociais. As hip&oacute;teses em estudo s&atilde;o que as diferen&ccedil;as hist&oacute;ricas dos processos de forma&ccedil;&atilde;o das regi&otilde;es urbanas em cidades principais e secund&aacute;rias s&atilde;o vis&iacute;veis na sua configura&ccedil;&atilde;o espacial e socioecon&oacute;mica actual; e que essas diferen&ccedil;as, analisadas em contextos diferentes, constituem um padr&atilde;o de contrastes &lsquo;t&iacute;picos&rsquo; entre os dois tipos de sistema urbano.</p>     <p>Da an&aacute;lise geodemogr&aacute;fica de tr&ecirc;s casos de estudo Europeus resulta que, de facto, apesar de Londres, Lisboa e Bruxelas serem muito diferentes entre si, tal como Bristol, Porto e Antu&eacute;rpia, os contrastes entre cada cidade principal e cidade secund&aacute;ria seguem padr&otilde;es aproximados. Alguns, como a presen&ccedil;a maci&ccedil;a da imigra&ccedil;&atilde;o, s&atilde;o muito claros. Outros s&atilde;o mais amb&iacute;guos, mas suficientemente vis&iacute;veis para justificar mais investiga&ccedil;&atilde;o de outros casos Europeus. As tr&ecirc;s regi&otilde;es urbanas secund&aacute;rias revelam uma presen&ccedil;a maior de &aacute;reas de baixa densidade, maior ruralidade, menos qualifica&ccedil;&otilde;es e emprego mais local. Estas s&atilde;o &aacute;reas sobre as quais se pode sugerir que o impacto da expans&atilde;o centr&iacute;fuga da cidade dominante foi menor. Por outro lado, as tr&ecirc;s capitais revelam maior presen&ccedil;a de zonas densas e monofuncionais, com dist&acirc;ncias casa-trabalho maiores, que podem ser associadas a uma descentraliza&ccedil;&atilde;o intensiva e socialmente diferenciada. Enquanto nas cidades secund&aacute;rias h&aacute; uma maior tend&ecirc;ncia para que os centros menores mantenham a sua diversidade socioecon&oacute;mica, as capitais tendem a transformar esses n&uacute;cleos urbanos em &lsquo;sat&eacute;lites&rsquo; de tipologia dominante. De uma forma geral, &eacute; poss&iacute;vel afirmar que a configura&ccedil;&atilde;o das regi&otilde;es urbanas secund&aacute;rias em estudo se aproxima do modo de incorpora&ccedil;&atilde;o teorizado por Champion (2001)</p>     <p>A ambiguidade prende-se com a forma como as regi&otilde;es urbanas eventualmente se desviam do padr&atilde;o. Cada caso tem as suas particularidades &ndash; a aus&ecirc;ncia de centros alternativos fortes na regi&atilde;o do Porto, as densidades equivalentes causadas pela proximidade entre Antu&eacute;rpia e Bruxelas, ou a pouca varia&ccedil;&atilde;o das dist&acirc;ncias casa-trabalho em Bristol. Cada contexto urbano est&aacute; dependente de uma mistura complexa de acidentes hist&oacute;ricos e processos de longa dura&ccedil;&atilde;o aos quais a relativa estabilidade do sistema urbano Europeu confere maior visibilidade &ndash; o &lsquo;<i>path dependence</i>&rsquo; (Hohenberg, 2004). Da mesma forma, os processos de urbaniza&ccedil;&atilde;o foras influenciados por um historial de pol&iacute;ticas de ordenamento cujos tra&ccedil;os s&atilde;o vis&iacute;veis no territ&oacute;rio: a expans&atilde;o de Londres no s&eacute;c. 19 a partir de eixos ferrovi&aacute;rios centr&iacute;fugos pode ser confrontada com a pouca infrastrutura intra-regional em Bristol, por exemplo. Os condicionamentos locais s&atilde;o t&atilde;o ou mais importantes que os modelos gen&eacute;ricos na evolu&ccedil;&atilde;o dos sistemas urbanos, o que pede uma metodologia de an&aacute;lise baseada no local e espec&iacute;fico a par do universal e gen&eacute;rico.</p>     <p>Os resultados revelam diferen&ccedil;as fundamentais entre algumas cidades principais e secund&aacute;rias, mas ser&aacute; necess&aacute;ria mais investiga&ccedil;&atilde;o para as explicar e generalizar. Por exemplo, ser&atilde;o estes padr&otilde;es extens&iacute;veis &agrave; maioria dos sistemas urbanos nacionais baseados em capitais dominantes e cidades de &lsquo;segunda ordem&rsquo;, somando mais um aos contrastes detectados pelo ESPON (2012) e outros estudos? Ter&atilde;o os pa&iacute;ses com sistemas urbanos mais horizontais igualmente cidades &lsquo;dominantes&rsquo; na regi&atilde;o urbana, no sentido que aqui foi discutido?</p>     <p>Finalmente, estas diferen&ccedil;as sugerem processos de metropoliza&ccedil;&atilde;o <i>diferentes</i>, e n&atilde;o mais ou menos &lsquo;avan&ccedil;ados&rsquo;, como por vezes se sugere. A metropoliza&ccedil;&atilde;o &eacute; tratada aqui no sentido da emerg&ecirc;ncia de uma &lsquo;cidade extensiva&rsquo; de escala regional, a partir da crescente integra&ccedil;&atilde;o funcional, espacial e institucional de regi&otilde;es urbanizadas. Trata-se, em particular, de uma valoriza&ccedil;&atilde;o da ideia de &lsquo;cidade de cidades&rsquo; (Nello, 2001), mais do que do &lsquo;urbano sem cidade&rsquo; que muitas vezes se associa (negativamente) &agrave; urbaniza&ccedil;&atilde;o generalizada dos territ&oacute;rios. Mas se, como vimos, a literatura sugere que as cidades menores e menos dominantes t&ecirc;m maior necessidade de integra&ccedil;&atilde;o com a regi&atilde;o urbana para congregar fun&ccedil;&otilde;es e massa cr&iacute;tica, e se a presen&ccedil;a de uma cidade central &ndash; mas n&atilde;o hegem&oacute;nica &ndash; at&eacute; contribui para esse processo, ent&atilde;o a vis&atilde;o de um processo de metropoliza&ccedil;&atilde;o &lsquo;atrasado&rsquo; n&atilde;o se justifica. A aus&ecirc;ncia de uma hierarquia funcional, socioecon&oacute;mica e at&eacute; cultural de grande escala entre &lsquo;centro&rsquo; e &lsquo;periferia&rsquo;, n&atilde;o significa que um processo de integra&ccedil;&atilde;o n&atilde;o esteja em curso, inclusivamente de formas mais horizontais e menos condicionadas. Pelo contr&aacute;rio, uma hist&oacute;ria de rela&ccedil;&otilde;es horizontais, pouca percep&ccedil;&atilde;o do dom&iacute;nio da cidade central, uma no&ccedil;&atilde;o de interdepend&ecirc;ncia geral e a semi-autonomia dos v&aacute;rios centros pode criar uma paisagem pol&iacute;tica diametralmente oposta &agrave;s descri&ccedil;&otilde;es de rela&ccedil;&otilde;es rigidamente hier&aacute;rquicas nas regi&otilde;es urbanas das grandes capitais (veja-se o estudo de Phelps et al. (2006) sobre a tens&atilde;o entre a enorme depend&ecirc;ncia e a vontade de afirma&ccedil;&atilde;o dos centros menores em redor das capitais). &Eacute; importante saber se as caracter&iacute;sticas espec&iacute;ficas de (algumas) regi&otilde;es urbanas secund&aacute;rias podem ser tornadas operativas como factores de uma estrat&eacute;gia de metropoliza&ccedil;&atilde;o polic&ecirc;ntrica, integradora e justa.&nbsp;&nbsp;&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>&nbsp;</b></p>     <p><b>NOTA: </b>"Bolsa de Doutoramento da Funda&ccedil;&atilde;o para a Ci&ecirc;ncia e a Tecnologia - POPH/FSE: SFRH/BD/80157/2011"</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>5. Refer&ecirc;ncias</b></p>     <p>AHREND, R., FARCHY, E., KAPLANIS, I., LEMBCKE A. (2015). &ldquo;What makes cities more productive? Evidence on the role of urban governance from five OECD countries&rdquo; <i>OECD Working Papers</i>, 2015</p>     <!-- ref --><p>BBSR (2011). <i>Metropolitan areas in Europe</i>. BBSR-Online-Publikation 01/2011. Bonn&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000149&pid=S2182-1267201500010000500002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p>BURGER, M., de GOEI, B., VAN LAAN, L. e HUISMAN, F. (2011). &ldquo;Heterogeneous development of metropolitan spatial structure&rdquo; <i>Cities</i> <b>28</b>: 160-170.</p>     <p>CARDOSO, R. e MEIJERS, E. (2013). &ldquo;European second-tier cities and the prospects of metropolisation: the case of Porto&rdquo; <i>9&ordm; Confer&ecirc;ncia EURS</i>, University of Sussex, Jul 2013</p>     <p>CHAMPION, A. G. (2001). &ldquo;A Changing Demographic Regime and Evolving Polycentric Urban Regions: Consequences for the Size, Composition and Distribution of City Populations&rdquo; <i>Urban Studies</i> <b>38</b>(4): 657-677</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>CHRISTIAANSE, K. (2009). The European Urban Condition. <i>Urban Reports</i>. K. Christiaanse, N. Schueller e P. Wollenberg (Eds.). Zurique, gta publishers: 13-24</p>     <p>CROUCH, C. and LE GAL&Eacute;S, P. (2012). &ldquo;Cities as national champions?&rdquo; <i>Journal of European Public Policy </i><b>19</b>(3): 405-419</p>     <p>DASCHER, K. (2002) &ldquo;Capital cities: When do they stop growing?&rdquo; <i>Papers in Regional Science </i><b>81</b>: 49-62</p>     <p>DELONG, J. B. e SHLEIFER, A. (1993). &ldquo;Princes and Merchants: European City Growth before the Industrial Revolution&rdquo; <i>Journal of Law and Economics </i><b>36</b>: 671-702</p>     <p>DIELEMAN, F. e FALUDI, A. (1998). &ldquo;Polynucleated metropolitan regions in Northwest Europe: Theme of the special issue&rdquo; European Planning Studies <b>6</b>(4): 365-377</p>     <!-- ref --><p>DIRECTION GENERALE STATISTIQUE (2014). <i>Census 2011. &lt;<a href="http://census2011.fgov.be"target="_blank">http://census2011.fgov.be</a></i>&gt;    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000158&pid=S2182-1267201500010000500011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>DOMINGUES, A. (1994). <i>Servi&ccedil;os &agrave;s Empresas. Concentra&ccedil;&atilde;o Metropolitana e Desconcentra&ccedil;&atilde;o Perif&eacute;rica</i>. Doutoramento, Universidade do Porto&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000160&pid=S2182-1267201500010000500012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p>DOMINGUES, A. (2008). &ldquo;Urbaniza&ccedil;&atilde;o Extensiva &ndash; uma nova escala para o planeamento&rdquo; <i>CITTA 1st Annual Conference on Planning Research</i>, FEUP, Maio 2008. Porto</p>     <!-- ref --><p>ESPON (2005). <i>Potentials for polycentric development in Europe</i>. Estocolmo, Nordregio&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000162&pid=S2182-1267201500010000500014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>ESPON (2012). <i>Second Tier Cities in Territorial Development in Europe: Performance, Policies and Prospects</i>. Liverpool, ESPON &amp; European Institute of Urban Affairs&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000163&pid=S2182-1267201500010000500015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>ETH Basel (2010). <i>Metropolitanregion Z&uuml;rich</i>. Zurique, NZZ Libro&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000164&pid=S2182-1267201500010000500016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p>FERR&Atilde;O, J. (2000). &ldquo;Rede Urbana Portuguesa: uma vis&atilde;o internacional&rdquo;, <i>Janus</i> <b>2001</b>: 54-57</p>     <p>FERR&Atilde;O, J. (2014). Pref&aacute;cio. <i>Tipologia Socioecon&oacute;mica das &Aacute;reas Metropolitanas de Lisboa e Porto 2011</i>. Lisboa, INE</p>     <p>GROSJEAN, B. (2010). <i>Urbanisation sans urbanisme. Une histoire de la &lsquo;ville diffuse&rsquo;</i>. Bruxelas, Madraga</p>     <!-- ref --><p>HALL, P. (1998). <i>Cities in Civilisation</i>. Londres, Weidenfeld &amp; Nicholson&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000168&pid=S2182-1267201500010000500020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>HALL, P. and PAIN, K. (2006) <i>The Polycentric Metropolis: learning from mega-city regions in Europe</i>. London, Earthscan&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000169&pid=S2182-1267201500010000500021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p>HEYNEN, H., LOECKX, A., SMETS, M. (1989). La p&eacute;ripherie: reconnaissance d&rsquo;une probl&eacute;matique.<i> Environnement Urbain- contribuitions d&rsquo;experts</i>. Luxemburgo, Office des publications officielles des Communaut&eacute;s europ&eacute;ennes</p>     <!-- ref --><p>HODOS. J. (2011). <i>Second Cities: Globalisation and Local Politics in Manchester and Philadelphia</i>. Philadelphia, Temple University Press&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000171&pid=S2182-1267201500010000500023&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p>HOHENBERG, P. (2004). The Historical Geography of European Cities. <i>Handbook of Regional and Urban Economics 4</i>. J. Henderson e J. Thisse (Eds.). Amsterd&atilde;o, Elsevier</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>INDOVINA, F. (2004). La metropolizzazione del territorio: nuove gerarchie territoriali. <i>L&rsquo;esplosione della citt&agrave;</i>. A. Font, F. Indovina, N. Portas (Ed.). Bolonha, Compositori: 14-33</p>     <!-- ref --><p>INE (2014). <i>Tipologia Socioecon&oacute;mica das &Aacute;reas Metropolitanas de Lisboa e Porto 2011</i>. Lisboa&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000174&pid=S2182-1267201500010000500026&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p>KING, L. (2010) &ldquo;Liberal Citizenship: Medieval Cities as Model and Metaphor&rdquo;. <i>Space and Polity </i><b>14</b>(2): 123-142</p>     <p>LAMBREGTS, B. (2006). &ldquo;Polycentrism: Boon or Barrier to Metropolitan Competitiveness? The Case of the Randstad Holland&rdquo; <i>Built Environment </i><b>32</b>(2): 114-123</p>     <!-- ref --><p>MARKUSEN, A., LEE, Y. e DIGIOVANNA S. (1999) <i>Second Tier Cities. Rapid Growth beyond the Metropolis</i>. Minneapolis, University of Minnesota Press&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000177&pid=S2182-1267201500010000500029&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p>MARQUES DA COSTA E. e COSTA N. (2009). &ldquo;Mobilidade e forma urbana- o caso da &Aacute;rea Metropolitana de Lisboa&rdquo;. <i>Sociedade e Territ&oacute;rio </i><b>42</b>:&nbsp;</p>     <p>MARQUES, T. e DELGADO, C. (2014). Ocupa&ccedil;&atilde;o do solo: Povoamento. Noroeste Global. J. Ferr&atilde;o e J. M. Ribeiro (Eds.). Lisboa, Funda&ccedil;&atilde;o Calouste Gulbenkian: 43-46</p>     <p>MEIJERS, E. (2008). &ldquo;Summing Small Cities Does Not Make a Large City&rdquo; <i>Urban Studies </i><b>45</b>(11): 2323-2342</p>     <!-- ref --><p>MEIJERS, E. et al. (2012). <i>A Strategic Knowledge and Research Agenda on Polycentric Metropolitan Areas</i>. The Hague, European Metropolitan network Institute&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000181&pid=S2182-1267201500010000500033&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p>MEULDER, B. (2008), &ldquo;Old Dispersions and Scenes for the Production of Public Space&rdquo;. <i>Architectural Design: Cities of Dispersal</i>. R. Segal e E. Verbakel (Eds.). New York, Wiley</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>NELLO, O. (2001). <i>Catalu&ntilde;a, ciudad de ciudades</i>. Lleida, Editorial Milenio&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000183&pid=S2182-1267201500010000500035&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>OCDE (2012). <i>Promoting Growth in All Regions: Lessons from across the OECD</i>. Paris&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000184&pid=S2182-1267201500010000500036&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>ONS (2014). <i>Pen Portraits for the 2011 Area Classification for Output Areas</i>. Londres&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000185&pid=S2182-1267201500010000500037&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p>PARTRIDGE M., RICKMAN D., ALI K. e OLFERT M. (2009) &ldquo;Do New Economic Geography agglomeration shadows underlies current population dynamics across the urban hierarchy?&rdquo; <i>Papers in Regional Science</i> <b>88</b>(2): 445-466</p>     <!-- ref --><p>PORTAS N., DOMINGUES A. e CABRAL J. (2007) <i>Pol&iacute;ticas Urbanas: Tend&ecirc;ncias, estrat&eacute;gias e oportunidades</i>. Funda&ccedil;&atilde;o Calouste Gulbenkian, Lisboa&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000187&pid=S2182-1267201500010000500039&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p>RIO FERNANDES, J. (2004). &ldquo;A cidade, os munic&iacute;pios e as pol&iacute;ticas: o caso do Grande Porto&rdquo;. <i>Revista de Sociologia</i> <b>13</b>: 227-251</p>     <!-- ref --><p>ROGER, I. (2007) <i>Les processus de metropolisation dans les capitales r&eacute;gionales europ&eacute;ennes</i>. Doutoramento, Universit&eacute; Toulouse le Mirail&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000189&pid=S2182-1267201500010000500041&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>RUFI, J. (2003). &ldquo;Nuevas palabras, nuevas ciudades?&rdquo;. <i>Revista de Geografia</i> <b>2</b>: 79-103Scott, A. (2001). <i>Global City-Regions. Trends, Theory, Policy</i>. Oxford University Press&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000190&pid=S2182-1267201500010000500043&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p>SINGLETON, A. e SPIELMAN, S. (2014). &ldquo;The Past, Present and Future of Geodemographic Research in the USA and UK&rdquo;. <i>The Professional Geographer</i> <b>66</b>(4): 558-567</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><a href="#_ftnref1" name="_ftn1">[1]</a> Existe toda uma literatura dedicada a nomear e descrever este fen&oacute;meno, nas suas v&aacute;rias express&otilde;es. Os neologismos s&atilde;o in&uacute;meros, desde a &lsquo;cidade-regi&atilde;o&rsquo; &agrave; &lsquo;cidade metropolitana&rsquo;, passando pela &lsquo;cidade-territ&oacute;rio&rsquo;, &lsquo;metapolis&rsquo;, &lsquo;cidade extensiva&rsquo;, entre muitos outros em v&aacute;rias l&iacute;nguas. N&atilde;o cabe a este artigo estabelecer as diferen&ccedil;as entre as v&aacute;rias descri&ccedil;&otilde;es (para um l&eacute;xico mais completo, ver Rufi, 2003), e, para simplifica&ccedil;&atilde;o, ser&aacute; utilizado o termo<b> &lsquo;re</b>gi&atilde;o urbana&rsquo;. No entanto, &eacute; de notar que tanta variedade conceptual e linguistica sugere que a complexidade do fen&oacute;meno se presta mais a s&iacute;nteses locais do que a grandes generaliza&ccedil;&otilde;es globais, sendo esta uma das fragilidades do corpo te&oacute;rico que sustenta o tema.</p>     <p><a href="#_ftnref2" name="_ftn2">[2]</a> Os exemplos tradicionais na Europa s&atilde;o a <i>Randstad</i> holandesa ou a regi&atilde;o do Ruhr, na Alemanha.</p>     <p><a href="#_ftnref3" name="_ftn3">[3]</a> Estas cidades podem ser tratadas de v&aacute;rias formas, em fun&ccedil;&atilde;o da perspectiva da an&aacute;lise: cidades centrais, cidades principais, capitais, algumas at&eacute; cidades globais. A partir deste momento, ser&aacute; utilizado o termo &lsquo;cidades principais&rsquo; (equivalente &agrave;s &lsquo;primate cities&rsquo; em Ingl&ecirc;s), de forma a estabelecer a distin&ccedil;&atilde;o com as &lsquo;cidades secund&aacute;rias&rsquo;.</p>     <p><a href="#_ftnref4" name="_ftn4">[4]</a> &lsquo;<i>Agglomeration shadow</i>&rsquo; (Patridge et al., 2009) &eacute; um termo da Nova Geografia Econ&oacute;mica que denota o impacto negativo dos grandes centros urbanos em n&uacute;cleos mais pequenos na respectiva regi&atilde;o, em termos de movimentos da popula&ccedil;&atilde;o, localiza&ccedil;&atilde;o das actividades econ&oacute;micas e disponiblidade dos servi&ccedil;os. Uma cidade sob a &lsquo;sombra&rsquo; de um centro dominante teria menor crescimento e menos actividades do que uma cidade do mesmo tamanho relativamente isolada, devido &agrave; competi&ccedil;&atilde;o com o n&uacute;cleo maior. A literatura discute igualmente o conceito oposto de &lsquo;<i>borrowed size</i>&rsquo; (Burger et al., 2014), em que uma cidade junto a um centro urbano maior pode beneficiar da massa cr&iacute;tica atingida pelo sistema urbano como um todo.</p>     <p><a href="#_ftnref5" name="_ftn5">[5]</a> Embora estas actividades econ&oacute;micas tendam a estar mais dispersas pelas regi&otilde;es do que os servi&ccedil;os de topo, tipicamente agregados em n&uacute;cleos urbanos ou de tipo &lsquo;<i>edge-city</i>&rsquo;, n&atilde;o &eacute; claro que o caso de Bristol corresponda a movimentos pendulares mais curtos, tal como nos espa&ccedil;os &lsquo;autocentrados&rsquo; da regi&atilde;o do Porto. As dist&acirc;ncias casa-trabalho mapeadas pelo NOMIS (estat&iacute;sticas econ&oacute;micas oficiais) mostram percursos relativamente longos (15-19 km) tanto fora como dentro dos n&uacute;cleos urbanos principais da &aacute;rea de Bristol, excepto dentro da pr&oacute;pria cidade de Bristol. Dado que as descri&ccedil;&otilde;es dos &lsquo;supergrupos&rsquo; socioecon&oacute;micos deste estudo n&atilde;o incluem movimentos pendulares, a associa&ccedil;&atilde;o entre &aacute;reas semi-rurais, com baixas qualifica&ccedil;&otilde;es e menor densidade e o predom&iacute;nio de emprego mais localizado n&atilde;o pode ser feita da mesma forma que no caso do Porto. Os movimentos pendulares longos parecem prevalecer, pouco afectados pela tipologia socioecon&oacute;mica da popula&ccedil;&atilde;o ou a condi&ccedil;&atilde;o urbana de cada local. Em contraste, Londres revela uma hierarquia vis&iacute;vel, centrada em Inner London, de crescentes dist&acirc;ncias casa-trabalho (NOMIS, 2014)</p>     <p><a href="#_ftnref6" name="_ftn6">[6]</a> O m&eacute;todo de visualiza&ccedil;&atilde;o de ambos os estudos tamb&eacute;m influencia esta percep&ccedil;&atilde;o. O estudo do INE projecta a categoria dominante sobre toda a &lsquo;mancha&rsquo; da delimita&ccedil;&atilde;o geogr&aacute;fica de cada subsec&ccedil;&atilde;o estat&iacute;stica, ao passo que o projecto Brit&acirc;nico restringe o mapeamento &agrave; morfologia efectivamente constru&iacute;da.</p>     <p><a href="#_ftnref7" name="_ftn7">[7]</a> Slough tem 140,000 habitantes e Luton 203,000. Bath tem apenas 89,000 habitantes, Weston-super-Mare 76,000 e Yate 35,000.</p>     <p><a href="#_ftnref8" name="_ftn8">[8]</a> Uma caracter&iacute;stica t&iacute;pica de Londres, vis&iacute;vel ao ampliar os mapas Datashine OAC, &eacute; a replica&ccedil;&atilde;o da estrutura socioecon&oacute;mica completa em diversos centros <i>dentro</i> da cidade principal. Ao contr&aacute;rio das cidades pr&oacute;ximas, dominadas por categorias &uacute;nicas, alguns bairros de Outer London, como Ealing, Bromley e Kingston-upon-Thames parecem ser pequenas cidades de pleno direito, com &lsquo;<i>urbanites</i>&rsquo;, &lsquo;<i>cosmopolitans</i>&rsquo; e &lsquo;<i>metropolitans</i>&rsquo; misturados novamente a uma escala menor.</p>      ]]></body><back>
<ref-list>
<ref id="B1">
<nlm-citation citation-type="">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[AHREND]]></surname>
<given-names><![CDATA[R]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[FARCHY]]></surname>
<given-names><![CDATA[E]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[KAPLANIS]]></surname>
<given-names><![CDATA[I]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[LEMBCKE]]></surname>
<given-names><![CDATA[A]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[What makes cities more productive?: Evidence on the role of urban governance from five OECD countries]]></article-title>
<source><![CDATA[]]></source>
<year>2015</year>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B2">
<nlm-citation citation-type="book">
<collab>BBSR</collab>
<source><![CDATA[Metropolitan areas in Europe]]></source>
<year>2011</year>
<month>01</month>
<day>/2</day>
<publisher-loc><![CDATA[Bonn ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[BBSR-Online-Publikation]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B3">
<nlm-citation citation-type="">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[BURGER]]></surname>
<given-names><![CDATA[M]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[de GOEI]]></surname>
<given-names><![CDATA[B]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[VAN LAAN]]></surname>
<given-names><![CDATA[L]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[HUISMAN]]></surname>
<given-names><![CDATA[F]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Heterogeneous development of metropolitan spatial structure]]></article-title>
<source><![CDATA[]]></source>
<year></year>
<volume>28</volume>
<page-range>160-170</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B4">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[CARDOSO]]></surname>
<given-names><![CDATA[R]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[MEIJERS]]></surname>
<given-names><![CDATA[E]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[European second-tier cities and the prospects of metropolisation: the case of Porto]]></article-title>
<source><![CDATA[9º Conferência EURS]]></source>
<year>Jul </year>
<month>20</month>
<day>13</day>
<publisher-name><![CDATA[University of Sussex]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B5">
<nlm-citation citation-type="">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[CHAMPION]]></surname>
<given-names><![CDATA[A. G.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[A Changing Demographic Regime and Evolving Polycentric Urban Regions: Consequences for the Size, Composition and Distribution of City Populations]]></article-title>
<source><![CDATA[]]></source>
<year></year>
<volume>38</volume>
<numero>4</numero>
<issue>4</issue>
<page-range>657-677</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B6">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[CHRISTIAANSE]]></surname>
<given-names><![CDATA[K]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[The European Urban Condition]]></article-title>
<person-group person-group-type="editor">
<name>
<surname><![CDATA[Christiaanse]]></surname>
<given-names><![CDATA[K]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Schueller]]></surname>
<given-names><![CDATA[N]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Wollenberg]]></surname>
<given-names><![CDATA[P]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Urban Reports]]></source>
<year></year>
<page-range>13-24</page-range><publisher-loc><![CDATA[Zurique ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[gta publishers]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B7">
<nlm-citation citation-type="">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[CROUCH]]></surname>
<given-names><![CDATA[C]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[LE GALÉS]]></surname>
<given-names><![CDATA[P]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[]]></source>
<year></year>
<volume>19</volume>
<numero>3</numero>
<issue>3</issue>
<page-range>405-419</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B8">
<nlm-citation citation-type="">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[DASCHER]]></surname>
<given-names><![CDATA[K]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Capital cities: When do they stop growing?]]></article-title>
<source><![CDATA[]]></source>
<year></year>
<volume>81</volume>
<page-range>49-62</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B9">
<nlm-citation citation-type="">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[DELONG]]></surname>
<given-names><![CDATA[J. B.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[SHLEIFER]]></surname>
<given-names><![CDATA[A]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Princes and Merchants: European City Growth before the Industrial Revolution]]></article-title>
<source><![CDATA[]]></source>
<year></year>
<volume>36</volume>
<page-range>671-702</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B10">
<nlm-citation citation-type="">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[DIELEMAN]]></surname>
<given-names><![CDATA[F]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[FALUDI]]></surname>
<given-names><![CDATA[A]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Polynucleated metropolitan regions in Northwest Europe: Theme of the special issue]]></article-title>
<source><![CDATA[]]></source>
<year></year>
<volume>6</volume>
<numero>4</numero>
<issue>4</issue>
<page-range>365-377</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B11">
<nlm-citation citation-type="">
<collab>DIRECTION GENERALE STATISTIQUE</collab>
<source><![CDATA[Census 2011]]></source>
<year>2014</year>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B12">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[DOMINGUES]]></surname>
<given-names><![CDATA[A]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Serviços às Empresas: Concentração Metropolitana e Desconcentração Periférica]]></source>
<year>1994</year>
<publisher-name><![CDATA[Universidade do Porto]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B13">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[DOMINGUES]]></surname>
<given-names><![CDATA[A]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Urbanização Extensiva: uma nova escala para o planeamento]]></article-title>
<source><![CDATA[CITTA 1st Annual Conference on Planning Research]]></source>
<year>Maio</year>
<month> 2</month>
<day>00</day>
<publisher-loc><![CDATA[Porto ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[FEUP]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B14">
<nlm-citation citation-type="book">
<collab>ESPON</collab>
<source><![CDATA[Potentials for polycentric development in Europe]]></source>
<year>2005</year>
<publisher-loc><![CDATA[Estocolmo ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Nordregio]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B15">
<nlm-citation citation-type="book">
<collab>ESPON</collab>
<source><![CDATA[Second Tier Cities in Territorial Development in Europe: Performance, Policies and Prospects]]></source>
<year>2012</year>
<publisher-loc><![CDATA[Liverpool ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[ESPONEuropean Institute of Urban Affairs]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B16">
<nlm-citation citation-type="book">
<collab>ETH Basel</collab>
<source><![CDATA[Metropolitanregion Zürich]]></source>
<year>2010</year>
<publisher-loc><![CDATA[Zurique ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[NZZ Libro]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B17">
<nlm-citation citation-type="">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[FERRÃO]]></surname>
<given-names><![CDATA[J]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Rede Urbana Portuguesa: uma visão internacional]]></article-title>
<source><![CDATA[]]></source>
<year></year>
<volume>2001</volume>
<page-range>54-57</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B18">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[FERRÃO]]></surname>
<given-names><![CDATA[J]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Prefácio]]></article-title>
<source><![CDATA[Tipologia Socioeconómica das Áreas Metropolitanas de Lisboa e Porto 2011]]></source>
<year></year>
<publisher-loc><![CDATA[Lisboa ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[INE]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B19">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[GROSJEAN]]></surname>
<given-names><![CDATA[B]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Urbanisation sans urbanisme: Une histoire de la &#8216;ville diffuse&#8217;]]></source>
<year>2010</year>
<publisher-loc><![CDATA[Bruxelas ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Madraga]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B20">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[HALL]]></surname>
<given-names><![CDATA[P]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Cities in Civilisation]]></source>
<year>1998</year>
<publisher-loc><![CDATA[Londres ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Weidenfeld & Nicholson]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B21">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[HALL]]></surname>
<given-names><![CDATA[P]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[PAIN]]></surname>
<given-names><![CDATA[K]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[The Polycentric Metropolis: learning from mega-city regions in Europe]]></source>
<year></year>
<publisher-loc><![CDATA[London ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Earthscan]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B22">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[HEYNEN]]></surname>
<given-names><![CDATA[H]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[LOECKX]]></surname>
<given-names><![CDATA[A]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[SMETS]]></surname>
<given-names><![CDATA[M]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="fr"><![CDATA[La péripherie: reconnaissance d&#8217;une problématique]]></article-title>
<source><![CDATA[Environnement Urbain: contribuitions d&#8217;experts]]></source>
<year></year>
<publisher-name><![CDATA[Office des publications officielles des Communautés européennes]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B23">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[HODOS]]></surname>
<given-names><![CDATA[J]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Second Cities: Globalisation and Local Politics in Manchester and Philadelphia]]></source>
<year>2011</year>
<publisher-loc><![CDATA[Philadelphia ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Temple University Press]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B24">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[HOHENBERG]]></surname>
<given-names><![CDATA[P]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[The Historical Geography of European Cities]]></article-title>
<person-group person-group-type="editor">
<name>
<surname><![CDATA[Henderson]]></surname>
<given-names><![CDATA[J]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Thisse]]></surname>
<given-names><![CDATA[J]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Handbook of Regional and Urban Economics 4]]></source>
<year></year>
<publisher-loc><![CDATA[Amsterdão ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Elsevier]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B25">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[INDOVINA]]></surname>
<given-names><![CDATA[F]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="it"><![CDATA[La metropolizzazione del territorio: nuove gerarchie territoriali]]></article-title>
<person-group person-group-type="editor">
<name>
<surname><![CDATA[Font]]></surname>
<given-names><![CDATA[A]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Indovina]]></surname>
<given-names><![CDATA[F]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Portas]]></surname>
<given-names><![CDATA[N]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[L&#8217;esplosione della città]]></source>
<year></year>
<publisher-loc><![CDATA[Bolonha ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Compositori14-33]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B26">
<nlm-citation citation-type="">
<collab>INE</collab>
<source><![CDATA[Tipologia Socioeconómica das Áreas Metropolitanas de Lisboa e Porto 2011]]></source>
<year>2014</year>
<publisher-loc><![CDATA[Lisboa ]]></publisher-loc>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B27">
<nlm-citation citation-type="">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[KING]]></surname>
<given-names><![CDATA[L]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Liberal Citizenship: Medieval Cities as Model and Metaphor]]></article-title>
<source><![CDATA[]]></source>
<year></year>
<volume>14</volume>
<numero>2</numero>
<issue>2</issue>
<page-range>123-142</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B28">
<nlm-citation citation-type="">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[LAMBREGTS]]></surname>
<given-names><![CDATA[B]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Polycentrism: Boon or Barrier to Metropolitan Competitiveness? The Case of the Randstad Holland]]></article-title>
<source><![CDATA[]]></source>
<year></year>
<volume>32</volume>
<numero>2</numero>
<issue>2</issue>
<page-range>114-123</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B29">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[MARKUSEN]]></surname>
<given-names><![CDATA[A]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[LEE]]></surname>
<given-names><![CDATA[Y]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[DIGIOVANNA]]></surname>
<given-names><![CDATA[S.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Second Tier Cities: Rapid Growth beyond the Metropolis]]></source>
<year>1999</year>
<publisher-loc><![CDATA[Minneapolis ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[University of Minnesota Press]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B30">
<nlm-citation citation-type="">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[MARQUES DA COSTA]]></surname>
<given-names><![CDATA[E]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[COSTA]]></surname>
<given-names><![CDATA[N]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Mobilidade e forma urbana: o caso da Área Metropolitana de Lisboa]]></article-title>
<source><![CDATA[]]></source>
<year></year>
<volume>42</volume>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B31">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[MARQUES]]></surname>
<given-names><![CDATA[T]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[DELGADO]]></surname>
<given-names><![CDATA[C]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Ocupação do solo: Povoamento]]></article-title>
<person-group person-group-type="editor">
<name>
<surname><![CDATA[Ferrão]]></surname>
<given-names><![CDATA[J]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Ribeiro]]></surname>
<given-names><![CDATA[J. M.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Noroeste Global]]></source>
<year></year>
<page-range>43-46</page-range><publisher-loc><![CDATA[Lisboa ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Fundação Calouste Gulbenkian]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B32">
<nlm-citation citation-type="">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[MEIJERS]]></surname>
<given-names><![CDATA[E]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Summing Small Cities Does Not Make a Large City]]></article-title>
<source><![CDATA[]]></source>
<year></year>
<volume>45</volume>
<numero>11</numero>
<issue>11</issue>
<page-range>2323-2342</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B33">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[MEIJERS]]></surname>
<given-names><![CDATA[E]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[A Strategic Knowledge and Research Agenda on Polycentric Metropolitan Areas]]></source>
<year>2012</year>
<publisher-loc><![CDATA[^eThe Hague The Hague]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[European Metropolitan network Institute]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B34">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[MEULDER]]></surname>
<given-names><![CDATA[B]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Old Dispersions and Scenes for the Production of Public Space]]></article-title>
<person-group person-group-type="editor">
<name>
<surname><![CDATA[Segal]]></surname>
<given-names><![CDATA[R]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Verbakel]]></surname>
<given-names><![CDATA[E]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Architectural Design: Cities of Dispersal]]></source>
<year></year>
<publisher-loc><![CDATA[New York ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Wiley]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B35">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[NELLO]]></surname>
<given-names><![CDATA[O]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Cataluña, ciudad de ciudades]]></source>
<year>2001</year>
<publisher-loc><![CDATA[Lleida ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Editorial Milenio]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B36">
<nlm-citation citation-type="">
<collab>OCDE</collab>
<source><![CDATA[Promoting Growth in All Regions: Lessons from across the OECD]]></source>
<year>2012</year>
<publisher-loc><![CDATA[Paris ]]></publisher-loc>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B37">
<nlm-citation citation-type="">
<collab>ONS</collab>
<source><![CDATA[Pen Portraits for the 2011 Area Classification for Output Areas]]></source>
<year>2014</year>
<publisher-loc><![CDATA[Londres ]]></publisher-loc>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B38">
<nlm-citation citation-type="">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[PARTRIDGE]]></surname>
<given-names><![CDATA[M]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[RICKMAN]]></surname>
<given-names><![CDATA[D]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[ALI]]></surname>
<given-names><![CDATA[K]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[OLFERT]]></surname>
<given-names><![CDATA[M]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Do New Economic Geography agglomeration shadows underlies current population dynamics across the urban hierarchy?]]></article-title>
<source><![CDATA[]]></source>
<year></year>
<volume>88</volume>
<numero>2</numero>
<issue>2</issue>
<page-range>445-466</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B39">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[PORTAS]]></surname>
<given-names><![CDATA[N]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[DOMINGUES]]></surname>
<given-names><![CDATA[A]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[CABRAL]]></surname>
<given-names><![CDATA[J]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Políticas Urbanas: Tendências, estratégias e oportunidades]]></source>
<year>2007</year>
<publisher-loc><![CDATA[Lisboa ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Fundação Calouste Gulbenkian]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B40">
<nlm-citation citation-type="">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[RIO FERNANDES]]></surname>
<given-names><![CDATA[J]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[A cidade, os municípios e as políticas: o caso do Grande Porto]]></article-title>
<source><![CDATA[]]></source>
<year></year>
<volume>13</volume>
<page-range>227-251</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B41">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[ROGER]]></surname>
<given-names><![CDATA[I]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Les processus de metropolisation dans les capitales régionales européennes]]></source>
<year>2007</year>
<publisher-name><![CDATA[Université Toulouse le Mirail]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B42">
<nlm-citation citation-type="">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[RUFI]]></surname>
<given-names><![CDATA[J]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="es"><![CDATA[Nuevas palabras, nuevas ciudades]]></article-title>
<source><![CDATA[]]></source>
<year></year>
<volume>2</volume>
<page-range>79-103</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B43">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[SCOTT]]></surname>
<given-names><![CDATA[A]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Global City-Regions: Trends, Theory, Policy]]></source>
<year>2001</year>
<publisher-name><![CDATA[Oxford University Press]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B44">
<nlm-citation citation-type="">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[SINGLETON]]></surname>
<given-names><![CDATA[A]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[SPIELMAN]]></surname>
<given-names><![CDATA[S]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[The Past, Present and Future of Geodemographic Research in the USA and UK]]></article-title>
<source><![CDATA[]]></source>
<year></year>
<volume>66</volume>
<numero>4</numero>
<issue>4</issue>
<page-range>558-567</page-range></nlm-citation>
</ref>
</ref-list>
</back>
</article>
