<?xml version="1.0" encoding="ISO-8859-1"?><article xmlns:mml="http://www.w3.org/1998/Math/MathML" xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xmlns:xsi="http://www.w3.org/2001/XMLSchema-instance">
<front>
<journal-meta>
<journal-id>2182-1267</journal-id>
<journal-title><![CDATA[GOT, Revista de Geografia e Ordenamento do Território]]></journal-title>
<abbrev-journal-title><![CDATA[GOT]]></abbrev-journal-title>
<issn>2182-1267</issn>
<publisher>
<publisher-name><![CDATA[Universidade do Porto - Faculdade de Letras]]></publisher-name>
</publisher>
</journal-meta>
<article-meta>
<article-id>S2182-12672015000100013</article-id>
<article-id pub-id-type="doi">10.17127/got/2015.7.012</article-id>
<title-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Alfred Smith (1822-1898), pioneiro do turismo ornitológico em Portugal]]></article-title>
</title-group>
<contrib-group>
<contrib contrib-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Oliveira]]></surname>
<given-names><![CDATA[Nuno]]></given-names>
</name>
<xref ref-type="aff" rid="A01"/>
</contrib>
</contrib-group>
<aff id="A01">
<institution><![CDATA[,Parque Biológico de Gaia  ]]></institution>
<addr-line><![CDATA[Avintes ]]></addr-line>
<country>Portugal</country>
</aff>
<pub-date pub-type="pub">
<day>00</day>
<month>06</month>
<year>2015</year>
</pub-date>
<pub-date pub-type="epub">
<day>00</day>
<month>06</month>
<year>2015</year>
</pub-date>
<numero>7</numero>
<fpage>271</fpage>
<lpage>282</lpage>
<copyright-statement/>
<copyright-year/>
<self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S2182-12672015000100013&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_abstract&amp;pid=S2182-12672015000100013&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_pdf&amp;pid=S2182-12672015000100013&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><abstract abstract-type="short" xml:lang="pt"><p><![CDATA[Desde cedo Portugal foi um destino de turismo ornitológico (ecoturístico) e Alfred Smith foi um dos primeiros, senão o primeiro, turista a vir a Portugal, em 1868, motivado pelo interesse pelas aves. O livro que publicou contém uma lista inédita de aves de Portugal, que só encontrámos porque o bibliotecário da Academia de Ciências de Nova York acrescentou ao título, na ficha bibliográfica “com uma capítulo sobre as aves de Portugal, e uma lista de 235 espécies cuidadosamente determinadas”. Hoje o turismo ornitológico e o ecoturismo já se estão a desenvolver a bom ritmo e as espécies de aves ibéricas (a par da paisagem, da flora e da restante fauna) constituem um produto turístico em que se deve apostar e que valoriza, essencialmente, as regiões do interior.]]></p></abstract>
<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Early Portugal was an ornithological tourism destination (ecotourism) and Alfred Smith was one of the first, if not the first, tourist to come to Portugal in 1868, motivated by interest in the birds. The book he published contains an unprecedented list of birds of Portugal, who only found because the librarian of the New York Academy of Sciences add to the title, the bibliographic record "with a chapter on the birds of Portugal, and a list of 235 species carefully determined". Today the ornithological tourism and ecotourism already are developing at a good rate and the species of Iberian birds (together with the landscape, flora and fauna) are a tourism product in which to invest and that values essentially the interior regions.]]></p></abstract>
<kwd-group>
<kwd lng="pt"><![CDATA[Turismo ornitológico]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[birdwatching]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[ornitologia]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[aves ibéricas]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[regiões do interior]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[ecoturismo]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[Ornithological tourism]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[birdwatching]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[Iberian birds]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[interior regions]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[ecotourism]]></kwd>
</kwd-group>
</article-meta>
</front><body><![CDATA[ <p align="right"><b>ARTIGO ORIGINAL</b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Alfred Smith (1822-1898), pioneiro do turismo ornitol&oacute;gico em Portugal</b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Oliveira, Nuno<sup>1</sup></b></p>     <p><sup>1</sup>Parque Biol&oacute;gico de Gaia; Parque Biol&oacute;gico de Gaia, Rua da Cunha s/n, 4430-812 Avintes, Portugal; <a style="color: #000080;" href="mailto:nuno@parquebiologico.pt">nuno@parquebiologico.pt</a>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>RESUMO</b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Desde cedo Portugal foi um destino de turismo ornitol&oacute;gico (ecotur&iacute;stico) e Alfred Smith foi um dos primeiros, sen&atilde;o o primeiro, turista a vir a Portugal, em 1868, motivado pelo interesse pelas aves. O livro que publicou cont&eacute;m uma lista in&eacute;dita de aves de Portugal, que s&oacute; encontr&aacute;mos porque o bibliotec&aacute;rio da Academia de Ci&ecirc;ncias de Nova York acrescentou ao t&iacute;tulo, na ficha bibliogr&aacute;fica &ldquo;com uma cap&iacute;tulo sobre as aves de Portugal, e uma lista de 235 esp&eacute;cies cuidadosamente determinadas&rdquo;. Hoje o turismo ornitol&oacute;gico e o ecoturismo j&aacute; se est&atilde;o a desenvolver a bom ritmo e as esp&eacute;cies de aves ib&eacute;ricas (a par da paisagem, da flora e da restante fauna) constituem um produto tur&iacute;stico em que se deve apostar e que valoriza, essencialmente, as regi&otilde;es do interior.</p>     <p><b>Palavras-Chave</b>: Turismo ornitol&oacute;gico, birdwatching, ornitologia, aves ib&eacute;ricas, regi&otilde;es do interior, ecoturismo.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>ABSTRACT</b></p>     <p>Early Portugal was an ornithological tourism destination (ecotourism) and Alfred Smith was one of the first, if not the first, tourist to come to Portugal in 1868, motivated by interest in the birds. The book he published contains an unprecedented list of birds of Portugal, who only found because the librarian of the New York Academy of Sciences add to the title, the bibliographic record "with a chapter on the birds of Portugal, and a list of 235 species carefully determined". Today the ornithological tourism and ecotourism already are developing at a good rate and the species of Iberian birds (together with the landscape, flora and fauna) are a tourism product in which to invest and that values essentially the interior regions.</p>     <p><b>Keywords:</b> Ornithological tourism, birdwatching, Iberian birds, interior regions, ecotourism.</p>     <p><b>&nbsp;</b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>1. Introdu&ccedil;&atilde;o</b></p>     <p>A variedade de aves em Portugal resulta da presen&ccedil;a de duas regi&otilde;es biogeogr&aacute;ficas, a Atl&acirc;ntica e a Mediterr&acirc;nica sendo, particularmente a segunda, a causa de presen&ccedil;a de muitas esp&eacute;cies ausentes do Centro e Norte da Europa, o que sempre conferiu a Portugal um potencial de atra&ccedil;&atilde;o de estudiosos e observadores de aves; o mesmo se aplica &agrave; flora e &agrave; restante fauna.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Alfred Smith foi, provavelmente, a primeira pessoa a fazer turismo ornitol&oacute;gico em Portugal, quando nos visitou em abril e maio de 1868. Esta visita deu lugar a um artigo na conceituada revista inglesa de ornitologia <i>Ibis</i>, em 1868 (<i>A Sketch of the Birds of Portugal</i>) e a um livro descritivo da viagem, em 1870 (<i>Narrative of a spring tour in Portugal</i>).</p>     <p>O livro que publicou cont&eacute;m uma lista comentada de aves de Portugal, at&eacute; agora desconhecida da comunidade ornitol&oacute;gica portuguesa, que s&oacute; encontr&aacute;mos porque o bibliotec&aacute;rio da Academia de Ci&ecirc;ncias de Nova York acrescentou ao t&iacute;tulo, na ficha bibliogr&aacute;fica &ldquo;<i>com uma cap&iacute;tulo sobre as aves de Portugal, e uma lista de 235 esp&eacute;cies cuidadosamente determinadas</i>&rdquo;.</p>     <p>O pastor protestante Alfred Charles Smith (1822-1898) era um dos, ent&atilde;o, quarenta membros honor&aacute;rios da prestigiada &ldquo;<i>British Otnitologists&acute;Union</i>&rdquo;. Foi reitor da igreja de Todos os Santos, em Yatesbury, Wiltshire, em Inglaterra, de 1852 a <i>c.</i> 1878 (vendeu este t&iacute;tulo em 1882<a href="#_ftn1" name="_ftnref1">[1]</a>); foi, ainda, um amador da hist&oacute;ria natural, arqueologia e viagens, que se correspondeu com Charles Darwin<a href="#_ftn2" name="_ftnref2">[2]</a>.</p>     <p>Veio a Portugal com o pai, &ldquo;<i>... tal como nas melhores viagens dos &uacute;ltimos anos</i>&rdquo; e &ldquo;.<i>..carregava uma espingarda, um par de bin&oacute;culos, e todos os utens&iacute;lios necess&aacute;rios a um ornitologista, parar obter e preservar esp&eacute;cimes de aves, ele </i>[o pai]<i> levou a sua c&acirc;mara, e tudo o que um fot&oacute;grafo precisa</i>.&rdquo; Para esta viagem Smith calculou gastar cerca de 50 libras.</p>     <p>Embarcou nas docas de Southampton no navio brasileiro Shannon por volta do dia de P&aacute;scoa de 1868. Visitou Lisboa, Sintra, &Eacute;vora e Set&uacute;bal, e depois veio para o Norte, por Alcoba&ccedil;a, Batalha e Coimbra at&eacute; ao Porto, de onde partiu para Braga e Viana.</p>     <p>Smith usou o comboio expresso de Coimbra para o Porto, e nisso gastou tr&ecirc;s horas; na parte final desta viagem, ap&oacute;s passar Ovar, anota que &ldquo;<i>... agora surgiu a costa, com o extenso Atl&acirc;ntico a oeste, e areia nos dois lados, e nada mais que areia, pura e simples, para ser visto. Isto foi no final da nossa jornada, e depressa chegamos ao t&eacute;rminos em Vila Nova de Gaia</i>.&rdquo; Esta descri&ccedil;&atilde;o faz sentido pois o revestimento florestal das dunas de Ovar, Cortega&ccedil;a e Esmoriz iniciou-se, apenas, em 1930 (Lamy &amp; Rodrigues, 2000), pelo que &agrave; data da viagem de Smith (1868, recorde-se) a linha da caminho de ferro de Ovar a Vila Nova de Gaia atravessava os areais costeiros, com uma paisagem id&ecirc;ntica &agrave; que hoje ainda podemos ver um pouco no tro&ccedil;o de S. F&eacute;lix da Marinha.</p>     <p>Smith atravessou para o Porto pela Ponte P&ecirc;nsil e instalou-se no Hotel Mary Castro que, nesta data, ainda seria na esquina da Rua de Sampaio Bruno com a do Bonjardim e, mais tarde, se mudou para a Rua das Motas, na Foz.</p>     <p>Entre o muito que visitaram e os impressionou no Porto cabe destacar os jardins do capel&atilde;o da Feitoria inglesa, rev. Edward Whiteley, que, entre outras esp&eacute;cies, tinha um Tulipeiro (<i>Liriodendron tulipifera</i>), com cerca de 5,2 m de per&iacute;metro a 90 cm do solo, segundo as medi&ccedil;&otilde;es de Smith e do pai; atribu&iacute;ram este excecional crescimento ao facto de ter um sistema de rega. Dizem que, no entanto, uma magn&oacute;lia ali existente ainda era mais espetacular, com 18 m de altura. Tamb&eacute;m as cam&eacute;lias de diversas variedades chamaram a aten&ccedil;&atilde;o de Smith.</p>     <p>O rev. Whiteley tinha um col&eacute;gio na Rua de Entre-Quintas (Gon&ccedil;alves, 2001), perto do Pal&aacute;cio de Cristal, onde fica a conhecida Casa Tait; esta propriedade, anteriormente designada Quinta de Meio, foi adquirida em 22/04/1900 pelo negociante ingl&ecirc;s William Tait. O jardim do rev. Whiteley deveria ser o mesmo da futura Casa Tait, como comprova o majestoso Tulipeiro (<i>Liriodendron tulipifera</i>), ainda hoje existente.</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><b>2. Aves de Portugal</b></p>     <p>Na sua listagem de aves de Portugal, Alfred Smith come&ccedil;a por dizer que, &agrave; &eacute;poca, sobre as aves de Portugal apenas existia uma listagem em portugu&ecirc;s feita pelo Professor Barbosa du Bocage<a href="#_ftn3" name="_ftnref3">[3]</a>, em 1862 e umas notas do George Frazer Mathews, que foram publicadas na revista &ldquo;T<i>he Naturalist</i>&rdquo;, do ano de 1864.</p>     <p>Quanto ao trabalho do Professor Barbosa du Bocage, Smith refere-se &agrave; brochura publicada em 1862 &ldquo;Instru&ccedil;&otilde;es praticas sobre o modo de coligir e remeter productos zool&oacute;gicos para o Museu de Lisboa&rdquo; que inclui uma lista comentada de 326 esp&eacute;cies de aves que ocorriam ou podiam ocorrer em Portugal, das quais Bocage apenas p&ocirc;de confirmar a ocorr&ecirc;ncia de 280, das 440 que se conhecem hoje<a href="#_ftn4" name="_ftnref4">[4]</a>. Curiosamente, entre as esp&eacute;cies cuja presen&ccedil;a n&atilde;o conseguiu confirmar, est&atilde;o algumas que hoje s&atilde;o comuns, como a Gar&ccedil;a-branca-pequena (<i>Egretta garzetta</i>) ou a Gaivota-parda (<i>Larus canus</i>).</p>     <p>Por outro lado, a lista de Bocage de 1862 incluiu esp&eacute;cies cuja ocorr&ecirc;ncia em Portugal &eacute; duvidosa, como a Perdiz-mourisca (<i>Alectoris barbara</i>) (<a href="#f1">Fig. 1</a>) de que s&oacute; h&aacute; tr&ecirc;s refer&ecirc;ncias para o nosso pa&iacute;s; um exemplar que Tait (1924) diz ter um tio seu ca&ccedil;ado anos antes em Vendas Novas e duas que Ant&oacute;nio Themido (1944) diz integrarem a cole&ccedil;&atilde;o do rei D. Carlos e terem sido capturadas em Vila Vi&ccedil;osa em 20 e 24/12/1906. &Eacute; uma esp&eacute;cie do Norte de &Aacute;frica e na Pen&iacute;nsula Ib&eacute;rica a &uacute;nica popula&ccedil;&atilde;o conhecida &eacute; em Gibraltar, embora haja alguns exemplares capturados em Telleria (C&aacute;diz), na primeira metade do s&eacute;culo XX (Lorenzo <i>et al.,</i> 2003). Alguns s&iacute;tios na internet referem a introdu&ccedil;&atilde;o recente em Portugal, para fins cineg&eacute;ticos, o que n&atilde;o se conseguiu comprovar e, a ser verdade, &eacute; proibido.</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="f1">     <p><img src="/img/revistas/got/n7/n7a13f1.gif"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>Quando, acima, Alfred Smith fala de G. F. Matews est&aacute; a referir-se ao naturalista e arque&oacute;logo que era vig&aacute;rio da Igreja de S. Pedro, em Mancetter (Warwickshire, UK), secret&aacute;rio do Club de Cricket de Hayles (Kent, UK) e do Clifton Rugby Football Club (Bristol, UK) que publicou em 1865 na revista inglesa &ldquo;<i>The Naturalist&rdquo; o artigo &ldquo;Notes on the Azure-winged magpie (Pica cyanea), &amp;c</i>.&rdquo; (TA: Notas sobre a Pega-azul (<i>Cyanopica cyanea</i>), etc.); o autor acrescentou ao t&iacute;tulo &ldquo;etc.&rdquo; porque fala de diversas outras esp&eacute;cies de aves que viu nos arredores de Lisboa, ao todo tr&ecirc;s dezenas de esp&eacute;cies, quando c&aacute; esteve em fevereiro de 1863 e em janeiro de 1865, e no Funchal, em dezembro de 1863.</p>     <p>Era, pois, esta a bibliografia que Alfred Smith dispunha sobre as aves de Portugal; mas, em Portugal, socorreu-se se outros m&eacute;todos de pesquisa, desde a observa&ccedil;&atilde;o de campo &ldquo;<i>...armado com uma espingarda de dois canos e um bin&oacute;culo - o &uacute;ltimo, n&atilde;o posso deixar de acrescentar, t&atilde;o &uacute;til para o estudante de ornitologia como a primeira.</i>&rdquo; Al&eacute;m disso, Alfred Smith tamb&eacute;m frequentou feiras e mercados, de manh&atilde; cedo, para inspecionar os &ldquo;bouquets&rdquo; de pequenas aves &agrave; venda; visitou, ainda, o Museu de Zoologia de Lisboa e o de Coimbra.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Mas Alfred Smith tamb&eacute;m teve a colabora&ccedil;&atilde;o de algumas pessoas da comunidade cient&iacute;fica, como o j&aacute; referido Professor Barbosa du Bocage e o Dr. George Suche (ou Such) m&eacute;dico em Londres e coletor no Brasil, onde estava em 1825 e enviou, entre outras coisas, um tucano-de-bico-verde (<i>Ramphastos dicoloris</i>) e um tucano-de-cinta ou ara&ccedil;ari-de-bico-branco (<i>Pteroglossus aracari</i>) para Nicholas Aylward Vigors (1785-1840) um zo&oacute;logo e pol&iacute;tico irland&ecirc;s (Macgregor e Headon, 2000). Tal como Alfred Smith, Vigors era &ldquo;<i>Fellow of the Linnean Society</i>.&rdquo;</p>     <p>Smith recolheu em Portugal uma &ldquo;pequena&rdquo; cole&ccedil;&atilde;o de aves que embalsamou e, j&aacute; em Inglaterra, recorreu ao conhecido ornitologista ingl&ecirc;s Canon Henry Baker Tristram (1822&ndash;1906) (Baker, 1996) para a sua clara identifica&ccedil;&atilde;o.</p>     <p>No artigo que publicou na revista <i>Ibis</i>, em 1868, Alfred Smith enumera 193 esp&eacute;cies e acrescenta: &ldquo;Tamb&eacute;m fiz men&ccedil;&atilde;o acess&oacute;ria de cinquenta e sete outras, que me afirmaram com confian&ccedil;a serem bem conhecidas em Portugal, pessoas em cujo rigor podia confiar.&rdquo; Assim, Smith apresenta uma lista de 250 esp&eacute;cies de aves, elaborada a partir de listas anteriores, mas tamb&eacute;m com dados novos que recolheu e com coment&aacute;rios pr&oacute;prios.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>2.1. O aditamento do Prof. Bocage &agrave; lista de Smith</b></p>     <p>Posteriormente o Professor Barbosa du Bocage (1870) fez um revis&atilde;o &agrave; lista de Smith e publicou-a no &ldquo;<i>Jornal das Sciencias matem&aacute;ticas, physicas e naturais da Academia Real de Sciencias de Lisboa</i>&rdquo;; basicamente Barbosa du Bocage fala da reserva que Smith teve sobre a classifica&ccedil;&atilde;o de uma &aacute;guia-imperial (<i>Aquila heliaca</i>) existente no Museu de Lisboa, e demonstra que &eacute; mesmo uma &aacute;guia-imperial juvenil, esp&eacute;cie que segundo Barbosa du Bocage &ldquo;<i>...p&oacute;de dizer-se comum; abunda nas serras da Beira e do Alemtejo. D&acute;esta ultima prov&iacute;ncia tenho recebido mais d&acute;uma vez exemplares vivos d&acute;ella</i>.&rdquo;</p>     <p>Acrescenta, depois, uma listagem de 44 esp&eacute;cies de aves de Portugal n&atilde;o referidas por Smith, e come&ccedil;a com a <i>Aquila naevia</i>, cujo nome atual &eacute; <i>Aquila clanga</i>, referindo &ldquo;<i>Um exemplar proveniente de Traz-os-montes, morto nos arredores de Bragan&ccedil;a.</i>&rdquo; A <i>Aquila clanga</i> &eacute; atualmente muito rara em Portugal, havendo apenas 9 observa&ccedil;&otilde;es registadas desde 1998, todas no estu&aacute;rio do Tejo, salvo uma, no estu&aacute;rio do Sado<a href="#_ftn5" name="_ftnref5">[5]</a>.</p>     <p>Refere, em seguida, a <i>Alauda lusitana</i> Gm. (<a href="#f2">Fig. 2</a>) dizendo que &ldquo;<i>N&atilde;o existem ainda exemplares d&acute;esta esp&eacute;cie no museu de Lisboa, por&eacute;m sei que se encontra frequentemente no Alentejo e Algarve; d&acute;esta prov&iacute;ncia trouxe v&aacute;rios exemplares d&acute;ela um ornitologista de Halle, o sr. E. Rey, que ali foi recentemente.</i>&rdquo; Barbosa du Bocage referia-se a Eug&egrave;ne Rey (1838-1909), ornitologista alem&atilde;o que visitara Portugal no ano anterior (1869) e deu conta das suas observa&ccedil;&otilde;es no artigo &ldquo;<i>Zur Ornis von Portugal</i>&rdquo; (TA: Para a Ornitologia de Portugal) publicado no &ldquo;<i>Journal f&uuml;r Ornithologie</i>&rdquo; (Rey, 1872).</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="f2">     <p><img src="/img/revistas/got/n7/n7a13f2.gif"></p>     
]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p>Na reedi&ccedil;&atilde;o da &ldquo;<i>Histoire Naturelle</i>&rdquo;, do Conde de Buffon<a href="#_ftn6" name="_ftnref6">[6]</a>, da autoria de Charles Sonnini<a href="#_ftn7" name="_ftnref7">[7]</a>, feita em 1800-1801, este autor acrescentou uma nota intitulada &ldquo;<i>L&acute;Alouette de Portugal</i>&rdquo; na qual, depois de descrever a esp&eacute;cie, diz que &ldquo;<i>&Eacute; ainda ao Senhor Latham que devemos o conhecimento desta esp&eacute;cie de cotovia, natural de Portuga</i>l&rdquo; John Latham<a href="#_ftn8" name="_ftnref8">[8]</a> escreveu a &ldquo;General History of Birds&rdquo; (1822) e fala da &ldquo;<i>Portugal Lark</i>&rdquo; de que faz uma pequena descri&ccedil;&atilde;o que come&ccedil;a com a indica&ccedil;&atilde;o de ter um &ldquo;<i>bico robusto</i>&rdquo; e termina dizendo que &ldquo;<i>habita Portugal</i>&rdquo;, informa&ccedil;&atilde;o que atribui ao &ldquo;<i>senhor Pennant</i>&rdquo;<a href="#_ftn9" name="_ftnref9">[9]</a>.</p>     <p>Em 1810 Antero Seabra<a href="#_ftn10" name="_ftnref10">[10]</a>, no seu &ldquo;<i>Catalogue des Vert&eacute;br&eacute;s du Portugal</i>&rdquo; considera a <i>Alauda deserti</i> (Licht) (Oliv. 18), sin&oacute;nimo de<i> Alauda lusitanica</i> Blyth (Oliv. 18), e da <i>Ammomanes deserti</i> (Oliv. 18) e escreve que &ldquo;<i>Hab. Env. de Coimbra (Oliv. 18)</i>&rdquo;.</p>     <p>Em 1816 o &ldquo;<i>Nouveau dictionnaire d&acute; histoire naturelle</i>&rdquo; registava:</p>     <blockquote>     <p><i>A Cotovia de Portugal, Alauda lusitana, Lath. A c&ocirc;r geral da plumagem desta cotovia &eacute; um ruivo muito p&aacute;lido, que fica ainda mais claro nas partes inferiores; as coberturas e as penas das asas tem uma bordadura cinzenta, e as penas da cauda s&atilde;o ruivas amareladas, mais claras nas penas exteriores; a ponta do bico e as unhas s&atilde;o pretas; o resto do bico &eacute; branco, e os p&eacute;s s&atilde;o cor de carne. Esta ave tem tantas semelhan&ccedil;as com a alouette calandrelle (Alauda arenaria, Vieill,) depois da muda, que eu julgo que pertencem &agrave; mesma esp&eacute;cie.</i> (p&aacute;g. 371, TA).</p> </blockquote>     <p>A &ldquo;<i>Alouette calandrelle</i>&rdquo; tem o nome atual de <i>Calandrella brachydactyla</i> Leisler, 1814 e &eacute; a Calhandrina-comum, que se encontra em todo o territ&oacute;rio nacional, na primavera e ver&atilde;o, mas que nada tem a ver com a erroneamente chamada &ldquo;Cotovia de Portugal&rdquo;.</p>     <p>O &ldquo;<i>Cat&aacute;logo de las aves de Espa&ntilde;a, Portugal y Islas Baleares</i>&rdquo; d&aacute; como sin&oacute;nimo da <i>Alauda lusitana</i> Gm a <i>Alauda deserti</i> Licht e anota &ldquo;<i>Accidentalmente en Granada (Seoane)</i><a href="#_ftn11" name="_ftnref11"><i><b>[11]</b></i></a><i>. Obetenida dos veces en San Ildefonso (Castellarnau)</i> [Barcelona]&rdquo; (Prosper, 1886:66).</p>     <p>Entre 1871 e 1882, o ornitologista ingl&ecirc;s Henry Eeles Dresser (1838-1915) publica uma extensa hist&oacute;ria das aves da Europa e refere a <i>Alauda lusitanica</i>, a &ldquo;<i>Portugal Lark de Latham</i>&rdquo;, considerando que houve um erro de identifica&ccedil;&atilde;o, e que se trata da <i>Ammomanes deserti</i> Licht.<a href="#_ftn12" name="_ftnref12">[12]</a>, e acrescenta &ldquo;<i>Nem mesmo parece que qualquer esp&eacute;cime aut&ecirc;ntico de A. deserti tenha sido obtido em Portugal ou Espanha</i>.&rdquo; (Dresser, 1871: 329).</p>     <p>Apesar disso, Paulino d&acute;Oliveira<a href="#_ftn13" name="_ftnref13">[13]</a> (1869) publica &ldquo;<i>Aves da Pen&iacute;nsula Ib&eacute;rica e especialmente de Portugal</i>&rdquo; e sobre a <i>Alauda lusitanica</i> faz a seguinte nota:</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<blockquote>     <p><i>119 A. lusitanica, Blyth. (A. deserti, Calb.).</i></p>     <p><i>Hab. &mdash; Ha annos que ferimos uma cotovia perto de Coimbra, e presumimos n&atilde;o poder ser sen&atilde;o um ind. d'esta esp. Para a estudar&nbsp; vagarosamente mettemol-a n'uma passareira e no dia immediato tinha&nbsp; desapparecido. &mdash; Cita-se do s. e e. de Hesp. &mdash; Afr.</i> (Oliveira, 1896:139)</p> </blockquote>     <p>Quer William C. Tait, no seu livro &ldquo;<i>The Birds of Portugal</i>&rdquo; (Tait, 1924), quer Reis J&uacute;nior, no seu &ldquo;<i>Cat&aacute;logo Sistem&aacute;tico e Anal&iacute;tico das Aves de Portugal</i>&rdquo; (J&uacute;nior, 1930-1935), quer ainda Ant&oacute;nio Armando Themido, no livro &ldquo;Aves de Portugal&rdquo; (Themido, 1952) ignoram a esp&eacute;cie.</p>     <p>Atualmente esta esp&eacute;cie distribui-se desde o Sara &agrave; Pen&iacute;nsula Ar&aacute;bica, M&eacute;dio Oriente, Ir&atilde;o, Afeganist&atilde;o e Paquist&atilde;o, pelo que tudo indica que Henry Dresser, em 1871, tinha raz&atilde;o e a esp&eacute;cie nunca existiu em Portugal.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>3. Conclus&otilde;es</b></p>     <p>O rev. Alfred Charles Smith (1868) foi, porventura, o primeiro turista (ecoturista) que visitou Portugal motivado pela ornitologia.</p>     <p>Embora outros estrangeiros tivessem estado antes em Portugal, com interesses naturalistas, mas por raz&otilde;es de neg&oacute;cios, Smith &eacute; o primeiro a assumir-se como turista, e a terminar o seu livro &ldquo;<i>Narrrative of a spring tour in</i>&rdquo; Portugal do seguinte modo:</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<blockquote>     <p><i>E, como &uacute;ltima palavra, deixem-me cordialmente recomendar, n&atilde;o s&oacute; a turistas em geral, mas especialmente aos meus irm&atilde;os Ornitologistas, uma viagem a este canto do extremo sudoeste da Europa, agora t&atilde;o acess&iacute;vel, quer por mar como terra, e que oferece tantos e t&atilde;o variadas atra&ccedil;&otilde;es - um clima quente e seco para quem busca sa&uacute;de; permanece incomparavelmente eclesi&aacute;stico e conventual, de um car&aacute;cter &uacute;nico, para o eclesi&aacute;stico ou o arquiteto; belo cen&aacute;rio para o artista; com costumes nobres, no meio de gente agradecida e hospitaleira, para os turistas em geral; enquanto que para o naturalista de cada ramo, o ge&oacute;logo, o bot&acirc;nico, o entomologista, o zo&oacute;logo generalista, h&aacute; uma rica recolha de factos que devem ser aproveitados neste territ&oacute;rio que, embora t&atilde;o perto das nossas costas e, agora, de f&aacute;cil acesso &eacute;, talvez, menos conhecido do p&uacute;blico que viaja que qualquer outra regi&atilde;o da Europa. </i>(Smith, 1870: 216).</p> </blockquote>     <p>Em 1970, John Gooders publicou em Londres o livro &ldquo;<i>Where to watch birds in Britain and Europe</i>&rdquo; e nele sugere uma s&eacute;rie de locais a visitar em Portugal para ver aves, desde a lagoa de Albufeira ao Alentejo, da Ria de Aveiro ao Estu&aacute;rio do Tejo. Gooders escreveu, a prop&oacute;sito da Ria de Aveiro:</p>     <blockquote>     <p><i>A Pousada da Ria est&aacute; situada nesta ponta de areia, e todos os quartos tem um terra&ccedil;o sobre a laguna e, assim, voc&ecirc; pode combinar ornitologia com o seu ch&aacute; (caf&eacute;?) matinal. </i>(Gooders, 1970)</p> </blockquote>     <p>Esta localiza&ccedil;&atilde;o priviligiada, a quantidade enorme de (eco)turistas que, ao longo de d&eacute;cadas optaram pela Pousada da Ria por causa do livro do John Gooders e, obviamente, por causa da sua localiza&ccedil;&atilde;o, demoraram anos a perceber; s&oacute; muito recentemente a tem&aacute;tica da ornitologia foi introduzida na pousada, atrav&eacute;s de um painel decorativo do bar, mas sem outro incentivo, como listas de esp&eacute;cies observ&aacute;veis, melhores locais de observa&ccedil;&atilde;o, percursos guiados, etc.</p>     <p>Em 1973, Oleg Polunin e B.E. Smythies publicam em Oxford o livro &ldquo;<i>Flowers of South-West Europe &ndash; A Field Guid</i>&rdquo; que, pela primeira vez, indica itiner&aacute;rios e locais de observa&ccedil;&atilde;o de plantas em Portugal e d&aacute; interessantes e importantes informa&ccedil;&otilde;es sobre as esp&eacute;cies que podem ser observadas. Curiosa a refer&ecirc;ncia feita, no cap&iacute;tulo sobre o Algarve, a um pa&iacute;s buc&oacute;lico que, entretanto, se perdeu:</p>     <blockquote>     <p><i>Quem circule pelas estradas do Algarve n&atilde;o pode ficar indiferente ao trabalho de quem as mant&eacute;m, os cantoneiros do Minist&eacute;rio das Obras P&uacute;blicas, nem ao aspecto limpo e bem arranjado das suas margens, plantadas de todas as cores com ac&aacute;cias ornamentais, marmeleiros de grandes flores brancas e ligeiramente rosadas em Mar&ccedil;o e Abril, l&iacute;rios (principalmente Iris albicans com alguns I. Germ&acirc;nica), Salvia officinalis, ger&aacute;nios e outras flores. </i>(Polunin &amp; Smythies, 1973).</p> </blockquote>     <p>Tamb&eacute;m esta obra motivou a vinda a Portugal de muitos turistas (ecoturistas) em busca da flora mediterr&acirc;nica.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Nos tempos mais recentes a designa&ccedil;&atilde;o &ldquo;ecoturismo&rdquo; implantou-se em Portugal e surgiram algumas empresas de ecoturismo, embora a confus&atilde;o com outras formas de turismo na natureza (muito predador) seja, ainda, grande.</p>     <p>O potencial de Portugal para o ecoturismo &eacute; muito relativo, quando comparado com os grandes destinos ecotur&iacute;sticos africanos e americanos, e reside no facto do pa&iacute;s conter elementos da paisagem atl&acirc;ntica e da paisagem mediterr&acirc;nica, ter um interior relativamente preservado e de possuir uma s&eacute;rie de endemismos de fauna e de flora; acresce a isto o clima ameno, a seguran&ccedil;a e os custos moderados de estadia.</p>     <p>Temos, no entanto, alguns pontos fracos: a enorme falta de informa&ccedil;&atilde;o sobre os s&iacute;tios a visitar, a m&aacute; sinaliza&ccedil;&atilde;o rodovi&aacute;ria, a aus&ecirc;ncia de equipamentos de acolhimento, e a falta de percursos pedestres sinalizados e guias especializados.</p>     <p>A paisagem &eacute;, sem sombra de d&uacute;vida, a tela de fundo de toda a atividade tur&iacute;stica e, muito em especial, da ecotur&iacute;stica. Paisagens naturais e n&atilde;o degradadas s&atilde;o escassas em Portugal, pois todo o territ&oacute;rio foi profundamente transformado pelo Homem, ao longo dos &uacute;ltimos mil&eacute;nios. A fauna &eacute;, assim, um dos maiores atrativos do ecoturista, e muito especialmente as aves.</p>     <p>Neste particular, Portugal &eacute; muito interessante para amadores de ornitologia do Centro e Norte da Europa, que aqui podem ver com facilidade uma s&eacute;rie de esp&eacute;cies mediterr&acirc;nicas, que n&atilde;o chegam aos seus pa&iacute;ses: o Grifo (<i>Gyps fulvus</i>), o Abutre-do-Egito (<i>Neophron percnopterus</i>), a &Aacute;guia-imperial-ib&eacute;rica (<i>Aquila adalberti</i>) a Galinha-sultana (<i>Porphyrio porphyrio)</i>, s&atilde;o exemplos entre dezenas de outras esp&eacute;cies.</p>     <p>Sendo grande o potencial de atra&ccedil;&atilde;o de turistas de natureza provenientes do Centro e Norte da Europa, muito falta, contudo, fazer ao n&iacute;vel de promo&ccedil;&atilde;o deste segmento tur&iacute;stico em crescimento, que poder&aacute; ter um impacto significativo na economia das comunidades do interior.</p>     <p>Um adequado ordenamento de territ&oacute;rio &eacute; fundamental para preservar e valorizar o potencial ecotur&iacute;stico de Portugal e alguns passos foram dados com a cria&ccedil;&atilde;o da &aacute;reas protegidas, com os respetivos planos de ordenamento, e com a Rede Natura 2000, uma rede comunit&aacute;ria de prote&ccedil;&atilde;o da biodiversidade e dos habitats naturais resultante da aplica&ccedil;&atilde;o das Diretivas n&ordm; 79/409/CEE (Diretiva Aves) e n&ordm; 92/43/CEE (Diretiva Habitats).</p>     <p>Apesar destes instrumentos de prote&ccedil;&atilde;o, a par com a REN (Reserva Ecol&oacute;gica Nacional) e a RAN (Reserva Agr&iacute;cola Nacional), serem de inclus&atilde;o obrigat&oacute;ria nos Planos Diretores Municipais e noutros planos de ordenamento do territ&oacute;rio, a sua import&acirc;ncia tem sido mal avaliada e, frequentemente, em lugar de serem vistos como oportunidade, s&atilde;o vistos como entrave a um modelo de crescimento predador da paisagem.</p>     <p>As carater&iacute;sticas geogr&aacute;ficas de Portugal, prop&iacute;cias a uma variada biodiversidade, devem ser respeitadas se queremos aproveitar o potencial econ&oacute;mico dos servi&ccedil;os prestados pela natureza j&aacute; avaliado, &agrave; escala global, em 33 x 10<sup>12</sup> d&oacute;lares USA (Costanza <i>et al</i>, 1997).</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><b>5. Refer&ecirc;ncias bibliogr&aacute;ficas</b></p>     <!-- ref --><p>AN&Oacute;NIMO (1816). <i>Nouveau dictionnaire d&acute;histoire naturelle</i>. Tomo 1, Chez Deterville, Librairie, Paris.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000095&pid=S2182-1267201500010001300001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>BAKER, R. A., (1996). The Great Gun of Durham - Canon Henry Baker Tristram, F.R.S. (1822&ndash;1906). An outline of his life, collections and contribution to natural history. <i>Archives of Natural History</i>, vol. 23 (3):327-341.</p>     <!-- ref --><p>BARBOSA DU BOCAGE (1862). <i>Instru&ccedil;&otilde;es praticas sobre o modo de coligir e remeter productos zool&oacute;gicos para o Museu de Lisboa</i>. Imprensa Nacional, Lisboa.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000098&pid=S2182-1267201500010001300003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>BARBOSA DU BOCAGE (1870). Algumas observa&ccedil;&otilde;es e aditamento ao artigo do sr. A. C. Smith intitulado &ldquo;A Sketch of the Birds of Portugal&rdquo; (Ibis, 1968, pag. 428). <i>Jornal das Sciencias Matem&aacute;ticas, Physicas e Naturais</i>, Academia Real de Sciencias de Lisboa, Tomo II, Agosto 1868 &ndash; Dezembro de 1869, 214-219.</p>     <!-- ref --><p>BUFFON, Leclerc de (1785). <i>Histoite Naturelle, Generalle et particuliere</i>. Redig&eacute; par C. S. Sonnini. Tom. 51, Paris.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000101&pid=S2182-1267201500010001300005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>COSTANZA <i>et al.</i> (1997) The value of the world's ecosystem services and natural capital. <i>Nature,</i> 387:253-260</p>     <!-- ref --><p>DRESSER, H. E. (1871-1881). <i>A History of the Birds of Europe, including all the species inhabiting the Western Paleartic Region</i>. Vol IV, Publica&ccedil;&atilde;o do autor, Londres.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000104&pid=S2182-1267201500010001300007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>GOODERS, John (1970). <i>Where to watch birds in Britain and Europe.</i> Andr&eacute; Deutsch, Londres.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000106&pid=S2182-1267201500010001300008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>GON&Ccedil;ALVES, Maria Guilhermina Bessa (2001). Considera&ccedil;&otilde;es a partir de uma disserta&ccedil;&atilde;o centrada na comunidade brit&acirc;nica do Porto. <i>Sociologia: revista da Faculdade de Letras do Porto</i>, pp. 163-182.</p>     <!-- ref --><p>J&Uacute;NIOR, J. A. dos Reis (1931-1935). <i>Cat&aacute;logo Sistem&aacute;tico e Anal&iacute;tico das Aves de Portugal</i>. Ara&uacute;jo &amp; Sobrinho, Porto.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000109&pid=S2182-1267201500010001300010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>LAMY, Alberto Sousa, e RODRIGUES, Augusto (2000). <i>Furadouro uma terra com passado e com futuro</i>. Comiss&atilde;o de melhoramentos do Furadouro, Ovar.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000111&pid=S2182-1267201500010001300011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>LATHAM, John (1822). Portugal Lark. <i>General History of Birds</i>. Vol. IV, p. 283, Winchester.</p>     <!-- ref --><p>LINN&Eacute;, Caroli (1788). <i>Systema Natura</i>. Tom. I,    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000114&pid=S2182-1267201500010001300013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> Pars. II</p>     <p>LORENZO, Juan Antonio y MART&Iacute;, RamoÌn (2003). Ficha da perdiz-moruna. <i>Atlas de las aves reproductoras de Espa&ntilde;a</i>. Ministerio de Agricultura, Alimentaci&oacute;n y Medio Ambiente, Madrid.</p>     <p>MACGREGOR, Arthur e HEADON, Abigail (2000). Re-inventing the Ashmolean. Natural history and natural theology at Oxford in the 1820s to 1850s. <i>Archives of natural history</i> 27 (3): 369-406, The Society for the History of Natural History</p>     <p>MATEWS, G. F. (1865). Notes on the Azure-winged magpie (<i>Pica cyanea</i>) <i>&amp; c.</i>, <i>The Naturalist</i>, vol I 49:90, Londres.</p>     <!-- ref --><p>OLIVEIRA, M. Paulino d' (1896). <i>Aves da Pen&iacute;nsula Ib&eacute;rica e especialmente de Portugal</i>. Imprensa da Universidade, Coimbra.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000119&pid=S2182-1267201500010001300017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>POLUNIN, Oleg e SMYTHIES, B. E. (1973). <i>Flowers of south-west Europe, A field guide</i>. Oxford University Press, Oxford, Inglaterra.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000121&pid=S2182-1267201500010001300018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>PROSPER, Ventura de los Reyes Y (1886). Cat&aacute;logo de las aves de Espa&ntilde;a, Portugal &eacute; islas Baleares. <i>Anales de la Sociedad Espa&ntilde;ola de Historia Natural</i>, Tomo XV, Madrid.</p>     <p>SEABRA, A. F. (1910). Catalogue des Vert&eacute;bres du Portugal. <i>Bulletin de la Soci&eacute;t&eacute; Portugaise des Sciences Naturelles</i>, Tome IV, Lisboa.</p>     <p>REY, Eug&egrave;ne (1872). Zur Ornis von Portugal. <i>Journal f&uuml;r Ornithologie</i>, March 1872, Volume 20, Issue 2: 140-155.</p>     <p>SMITH, A. C. (1868). A Sketch of the Birds of Portugal. <i>&Iacute;bis, revista da British Ornithologists' Union</i>, Volume: 10, Issue: 4: 428-460, Peterborough, UK.</p>     <!-- ref --><p>SMITH, Alfred Charles (1870). <i>Narrative of a spring tour in Portugal</i>. Longmans, Green, and C&ordf;, Londres.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000127&pid=S2182-1267201500010001300023&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>TAIT, William C. (1924). <i>The Birds of Portugal</i>. F. F. &amp; G. Witherby, Londres.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000129&pid=S2182-1267201500010001300024&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>THEMIDO, Ant&oacute;nio Armando (1944). Sobre a suposta exist&ecirc;ncia em Portugal da perdiz da Barbaria, "Alectoris barbara barbara" (Bonnaterre). <i>Mem&oacute;rias e Estudos do Museu Zool&oacute;gico da Universidade de Coimbra,</i> 156: 1-4, Coimbra</p>     <!-- ref --><p>THEMIDO, Ant&oacute;nio Armando (1952). <i>Aves de Portugal (Chaves para a sua determina&ccedil;&atilde;o).</i> Coimbra Editora, Limitada, Coimbra.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000132&pid=S2182-1267201500010001300026&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a href="#_ftnref1" name="_ftn1">[1]</a> Este t&iacute;tulo, em ingl&ecirc;s &ldquo;advowson&rdquo; ou &ldquo;patronage&rdquo; era um direito da lei inglesa.</p>     <p><a href="#_ftnref2" name="_ftn2">[2]</a> Darwin Correspondence Project, <a href="http://www.darwinproject.ac.uk/all-darwins-correspondents"target="_blank">http://www.darwinproject.ac.uk/all-darwins-correspondents</a></p>     <p><a href="#_ftnref3" name="_ftn3">[3]</a> Jos&eacute; Vicente Barbosa du Bocage (1823 -1907) foi um zo&oacute;logo e pol&iacute;tico portugu&ecirc;s, Diretor do Museu de Hist&oacute;ria Natural de Lisboa. Era primo em segundo grau do poeta Manuel Maria Barbosa du Bocage (1765-1805)</p>     <p><a href="#_ftnref4" name="_ftn4">[4]</a> Fonte: <a href="http://www.avesdeportugal.info/avesdeportugal.html"target="_blank">http://www.avesdeportugal.info/avesdeportugal.html</a>, acedido em 7/7/2013.</p>     <p><a href="#_ftnref5" name="_ftn5">[5]</a> Fonte: <a href="http://avesdeportugal.info/"target="_blank">http://avesdeportugal.info/</a>, acedido em 04/08/2013.</p>     <p><a href="#_ftnref6" name="_ftn6">[6]</a> Georges-Louis Leclerc, Conde de Buffon (1707-1788) foi um naturalista, matem&aacute;tico, cosm&oacute;logo e enciclopedista franc&ecirc;s.</p>     <p><a href="#_ftnref7" name="_ftn7">[7]</a> Charles-Nicolas-Sigisbert Sonnini de Manoncourt (1751-1812) foi um naturalista franc&ecirc;s.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><a href="#_ftnref8" name="_ftn8">[8]</a> John Latham (1740-1837) foi um m&eacute;dico e ornit&oacute;logo brit&acirc;nico</p>     <p><a href="#_ftnref9" name="_ftn9">[9]</a> Thomas Pennant (1726-1798), um amador de antiguidades e naturalista brit&acirc;nico.</p>     <p><a href="#_ftnref10" name="_ftn10">[10]</a> Antero Frederico Seabra (1874-1952, Professor Catedr&aacute;tico e Naturalista do Museu e Laborat&oacute;rio Zool&oacute;gico da Universidade de Coimbra</p>     <p><a href="#_ftnref11" name="_ftn11">[11]</a> V&iacute;ctor L&oacute;pez Seoane y Pardo-Montenegro (1832-1900) foi um naturalista galego.</p>     <p><a href="#_ftnref12" name="_ftn12">[12]</a> Martin Hinrich Carl Lichtenstein (1780-1857), zo&oacute;logo alem&atilde;o.</p>     <p><a href="#_ftnref13" name="_ftn13">[13]</a> Manuel Paulino de Oliveira (1837-1899). Professor da Faculdade de Filosofia da Universidade de Coimbra, Diretor do Museu de Hist&oacute;ria Natural (1888-1889).</p>      ]]></body><back>
<ref-list>
<ref id="B1">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[ANÓNIMO]]></surname>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Nouveau dictionnaire d´histoire naturelle]]></source>
<year>1816</year>
<volume>Tomo 1</volume>
<publisher-loc><![CDATA[Paris ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Chez Deterville, Librairie]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B2">
<nlm-citation citation-type="">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[BAKER]]></surname>
<given-names><![CDATA[R. A.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[The Great Gun of Durham - Canon Henry Baker Tristram, F.R.S. (1822-1906): An outline of his life, collections and contribution to natural history]]></article-title>
<source><![CDATA[]]></source>
<year></year>
<volume>23</volume>
<numero>3</numero>
<issue>3</issue>
<page-range>327-341</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B3">
<nlm-citation citation-type="">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[BARBOSA DU BOCAGE]]></surname>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[]]></source>
<year>1862</year>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B4">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[BARBOSA DU BOCAGE]]></surname>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Algumas observações e aditamento ao artigo do sr. A. C. Smith intitulado “A Sketch of the Birds of Portugal” (Ibis, 1968, pag. 428)]]></article-title>
<source><![CDATA[]]></source>
<year>Agos</year>
<month>to</month>
<day> 1</day>
<volume>Tomo II</volume>
<page-range>214-219</page-range><publisher-name><![CDATA[Academia Real de Sciencias de Lisboa]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B5">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[BUFFON]]></surname>
<given-names><![CDATA[Leclerc de]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Histoite Naturelle, Generalle et particuliere]]></source>
<year>1785</year>
<volume>Tom. 51</volume>
<publisher-loc><![CDATA[Paris ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[C. S. Sonnini]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B6">
<nlm-citation citation-type="">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[COSTANZA]]></surname>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[The value of the world's ecosystem services and natural capital]]></article-title>
<source><![CDATA[]]></source>
<year></year>
<volume>387</volume>
<page-range>253-260</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B7">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[DRESSER]]></surname>
<given-names><![CDATA[H. E.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[A History of the Birds of Europe, including all the species inhabiting the Western Paleartic Region]]></source>
<year>1871</year>
<month>-1</month>
<day>88</day>
<volume>IV</volume>
<publisher-loc><![CDATA[Londres ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Publicação do autor]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B8">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[GOODERS]]></surname>
<given-names><![CDATA[John]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Where to watch birds in Britain and Europe]]></source>
<year>1970</year>
<publisher-loc><![CDATA[Londres ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[André Deutsch]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B9">
<nlm-citation citation-type="">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[GONÇALVES]]></surname>
<given-names><![CDATA[Maria Guilhermina Bessa]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Considerações a partir de uma dissertação centrada na comunidade britânica do Porto]]></article-title>
<source><![CDATA[]]></source>
<year></year>
<page-range>163-182</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B10">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[JÚNIOR]]></surname>
<given-names><![CDATA[J. A. dos Reis]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Catálogo Sistemático e Analítico das Aves de Portugal]]></source>
<year>1931</year>
<month>-1</month>
<day>93</day>
<publisher-loc><![CDATA[Porto ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Araújo & Sobrinho]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B11">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[LAMY]]></surname>
<given-names><![CDATA[Alberto Sousa]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[RODRIGUES]]></surname>
<given-names><![CDATA[Augusto]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Furadouro uma terra com passado e com futuro]]></source>
<year>2000</year>
<publisher-loc><![CDATA[Ovar ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Comissão de melhoramentos do Furadouro]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B12">
<nlm-citation citation-type="">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[LATHAM]]></surname>
<given-names><![CDATA[John]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Portugal Lark]]></article-title>
<source><![CDATA[General History of Birds]]></source>
<year></year>
<volume>IV</volume>
<page-range>283</page-range><publisher-loc><![CDATA[Winchester ]]></publisher-loc>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B13">
<nlm-citation citation-type="">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[LINNÉ]]></surname>
<given-names><![CDATA[Caroli]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Systema Natura]]></source>
<year>1788</year>
<volume>Tom. I</volume>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B14">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[LORENZO]]></surname>
<given-names><![CDATA[Juan Antonio]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[MARTÍ]]></surname>
<given-names><![CDATA[RamoÌn]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="es"><![CDATA[Ficha da perdiz-moruna]]></article-title>
<source><![CDATA[Atlas de las aves reproductoras de España]]></source>
<year></year>
<publisher-loc><![CDATA[Madrid ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Ministerio de Agricultura, Alimentación y Medio Ambiente]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B15">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[MACGREGOR]]></surname>
<given-names><![CDATA[Arthur]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[HEADON]]></surname>
<given-names><![CDATA[Abigail]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Re-inventing the Ashmolean: Natural history and natural theology at Oxford in the 1820s to 1850s]]></article-title>
<source><![CDATA[]]></source>
<year></year>
<volume>27</volume>
<numero>3</numero>
<issue>3</issue>
<page-range>369-406</page-range><publisher-name><![CDATA[The Society for the History of Natural History]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B16">
<nlm-citation citation-type="">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[MATEWS]]></surname>
<given-names><![CDATA[G. F.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Notes on the Azure-winged magpie (Pica cyanea) & c.]]></article-title>
<source><![CDATA[The Naturalist]]></source>
<year></year>
<volume>I</volume>
<page-range>49:90</page-range><publisher-loc><![CDATA[Londres ]]></publisher-loc>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B17">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[OLIVEIRA]]></surname>
<given-names><![CDATA[M. Paulino d']]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Aves da Península Ibérica e especialmente de Portugal]]></source>
<year>1896</year>
<publisher-loc><![CDATA[Coimbra ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Imprensa da Universidade]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B18">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[POLUNIN]]></surname>
<given-names><![CDATA[Oleg]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[SMYTHIES]]></surname>
<given-names><![CDATA[B. E.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Flowers of south-west Europe: A field guide]]></source>
<year>1973</year>
<publisher-loc><![CDATA[Oxford ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Oxford University Press]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B19">
<nlm-citation citation-type="">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[PROSPER]]></surname>
<given-names><![CDATA[Ventura de los Reyes Y]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="es"><![CDATA[Catálogo de las aves de España, Portugal é islas Baleares]]></article-title>
<source><![CDATA[]]></source>
<year></year>
<volume>Tomo XV</volume>
<publisher-loc><![CDATA[Madrid ]]></publisher-loc>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B20">
<nlm-citation citation-type="">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[SEABRA]]></surname>
<given-names><![CDATA[A. F.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="fr"><![CDATA[Catalogue des Vertébres du Portugal]]></article-title>
<source><![CDATA[]]></source>
<year></year>
<volume>Tome IV</volume>
<publisher-loc><![CDATA[Lisboa ]]></publisher-loc>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B21">
<nlm-citation citation-type="">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[REY]]></surname>
<given-names><![CDATA[Eugène]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="de"><![CDATA[Zur Ornis von Portugal]]></article-title>
<source><![CDATA[]]></source>
<year>Marc</year>
<month>h </month>
<day>18</day>
<volume>20</volume>
<numero>2</numero>
<issue>2</issue>
<page-range>140-155</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B22">
<nlm-citation citation-type="">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[SMITH]]></surname>
<given-names><![CDATA[A. C.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[A Sketch of the Birds of Portugal]]></article-title>
<source><![CDATA[]]></source>
<year></year>
<volume>10</volume>
<numero>4</numero>
<issue>4</issue>
<page-range>428-460</page-range><publisher-loc><![CDATA[Peterborough ]]></publisher-loc>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B23">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[SMITH]]></surname>
<given-names><![CDATA[Alfred Charles]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Narrative of a spring tour in Portugal]]></source>
<year>1870</year>
<publisher-loc><![CDATA[Londres ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Longmans, Green, and Cª]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B24">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[TAIT]]></surname>
<given-names><![CDATA[William C.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[The Birds of Portugal]]></source>
<year>1924</year>
<publisher-loc><![CDATA[Londres ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[F. F. & G. Witherby]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B25">
<nlm-citation citation-type="">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[THEMIDO]]></surname>
<given-names><![CDATA[António Armando]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Sobre a suposta existência em Portugal da perdiz da Barbaria, "Alectoris barbara barbara" (Bonnaterre)]]></article-title>
<source><![CDATA[Memórias e Estudos do Museu Zoológico da Universidade de Coimbra]]></source>
<year></year>
<volume>156</volume>
<page-range>1-4</page-range><publisher-loc><![CDATA[Coimbra ]]></publisher-loc>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B26">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[THEMIDO]]></surname>
<given-names><![CDATA[António Armando]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Aves de Portugal (Chaves para a sua determinação)]]></source>
<year>1952</year>
<publisher-loc><![CDATA[Coimbra ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Coimbra Editora, Limitada]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
</ref-list>
</back>
</article>
