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<article-id pub-id-type="doi">10.17127/got/2016.9.004</article-id>
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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Modelagem conceitual para identificação de áreas com potencial para geração de energia por fonte renovável]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[The world faces a challenge in finding alternatives to meet the electricity demand in a sustainable way and reduce the greenhouse gases effects. A way to minimize these effects and expand the generating capacity is to increase production using renewable sources. But to make an assertive decision when installing a new power plant it is necessary to compile a set of variables that are relevant to the business and geographic space. The objective of this paper is to present an object conceptual model (according to the OMT-G standard) to identify potential areas for generating electricity from renewable sources.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><b>ARTIGO ORIGINAL</b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Modelagem conceitual para identifica&ccedil;&atilde;o de &aacute;reas com potencial para gera&ccedil;&atilde;o de energia por fonte renov&aacute;vel</b></p>     <p><b>Conceptual modeling to identify areas with potential for energy generation by renewable source</b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Celestino, Vivian<sup>1/2</sup>; Juli&atilde;o, Rui<sup>2</sup></b></p>     <p><sup>1</sup>Departamento de Engenharia Ambiental e Fundi&aacute;ria Eletrosul Eletrobras;&nbsp;Rua Deputado Ant&ocirc;nio Edu Vieira, 999, Bairro Pantanal, Florian&oacute;polis/SC CEP 88040-901, Florian&oacute;polis, Brasil;&nbsp;<a href="mailto:viviancart@yahoo.com.br">viviancart@yahoo.com.br</a></p>     <p><sup>2</sup>Centro Interdisciplinar de Ci&ecirc;ncias Sociais (CICS.Nova) / Universidade Nova de Lisboa;&nbsp;Av. de Berna, 26C 1069-061, Lisboa, Portugal;&nbsp;<a href="mailto:rpj@fcsh.unl.pt">rpj@fcsh.unl.pt</a></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><b>RESUMO</b></p>     <p>O mundo enfrenta um desafio na busca de alternativas para atender a demanda de energia el&eacute;trica de forma sustent&aacute;vel e diminuir os efeitos dos Gases de Efeito Estufa. Uma maneira de minimizar estes efeitos e expandir o parque gerador &eacute; incrementar a produ&ccedil;&atilde;o com recurso a fontes renov&aacute;veis. Mas para que, no momento de instalar um novo empreendimento, seja tomada uma decis&atilde;o assertiva &eacute; necess&aacute;rio realizar a compila&ccedil;&atilde;o de vari&aacute;veis que sejam pertinentes ao tema e ao espa&ccedil;o geogr&aacute;fico. O objetivo deste artigo &eacute; apresentar uma modelagem conceitual por objetos (de acordo com o padr&atilde;o OMT-G) de forma a identificar &aacute;reas potenciais para gerar energia el&eacute;trica por fontes renov&aacute;veis.</p>     <p><b>&nbsp;</b></p>     <p><b>Palavras-chave</b>: energias renov&aacute;veis, Sistema de Informa&ccedil;&atilde;o Geogr&aacute;fica (SIG), modelagem conceitual, OMT-G.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>ABSTRACT</b></p>     <p>The world faces a challenge in finding alternatives to meet the electricity demand in a sustainable way and reduce the greenhouse gases effects. A way to minimize these effects and expand the generating capacity is to increase production using renewable sources. But to make an assertive decision when installing a new power plant it is necessary to compile a set of variables that are relevant to the business and geographic space. The objective of this paper is to present an object conceptual model (according to the OMT-G standard) to identify potential areas for generating electricity from renewable sources.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Keywords</b>: renewable energy, Geographic Information System (GIS), conceptual modeling, OMT-G.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>1. Introdu&ccedil;&atilde;o</b></p>     <p>O mundo em que vivemos enfrenta um desafio ambiental, pois at&eacute; o final do s&eacute;culo XXI as temperaturas aumentar&atilde;o em m&eacute;dia 2<sup>0</sup> Celsius se n&atilde;o forem tomadas medidas emergenciais para reduzir os gases de efeito estufa (GEE). Em contrapartida a atual crise energ&eacute;tica tem demonstrado que n&atilde;o somente a fonte de gera&ccedil;&atilde;o h&iacute;drica &eacute; suficiente para atender a demanda de energia el&eacute;trica existente no mundo.</p>     <p>A &aacute;gua &eacute; o recurso natural mais abundante na Terra e &eacute; uma das poucas fontes para produ&ccedil;&atilde;o de energia que n&atilde;o contribui para o aquecimento global. Mas mesmo sendo considerada renov&aacute;vel a participa&ccedil;&atilde;o da &aacute;gua na matriz energ&eacute;tica mundial &eacute; pouco expressiva (ANEEL, 2008).</p>     <p>Segundo o relat&oacute;rio <i>Key World Energy Statistics</i> (IEA, 2009), entre 1973 e 2006, a participa&ccedil;&atilde;o da for&ccedil;a das &aacute;guas na produ&ccedil;&atilde;o total de energia diminuiu de 2,2% para apenas 1,8%. No mesmo per&iacute;odo, a posi&ccedil;&atilde;o na matriz da energia el&eacute;trica sofreu recuo acentuado: de 21% para 16%, inferior &agrave; do carv&atilde;o e &agrave; do g&aacute;s natural. V&aacute;rios elementos explicam esse aparente paradoxo. Um deles relaciona-se &agrave;s caracter&iacute;sticas de distribui&ccedil;&atilde;o da &aacute;gua na superf&iacute;cie terrestre. Do volume total, a quase totalidade est&aacute; nos oceanos e, embora pesquisas estejam sendo realizadas, a for&ccedil;a das mar&eacute;s n&atilde;o &eacute; utilizada em escala comercial para a produ&ccedil;&atilde;o de energia el&eacute;trica. Da &aacute;gua doce restante, apenas aquela que flui por aproveitamentos com acentuados desn&iacute;veis e/ou grande vaz&atilde;o pode ser utilizada nas usinas hidrel&eacute;tricas.</p>     <p>A redu&ccedil;&atilde;o da fonte h&iacute;drica na participa&ccedil;&atilde;o na matriz da energia el&eacute;trica tem tamb&eacute;m a ver com o esgotamento das reservas. Nos &uacute;ltimos 30 anos, tamb&eacute;m de acordo com levantamentos da IEA (2009), a oferta de energia hidrel&eacute;trica aumentou em apenas dois locais do mundo: &Aacute;sia, em particular na China, e Am&eacute;rica Latina, em fun&ccedil;&atilde;o do Brasil, pa&iacute;s em que a hidroeletricidade responde pela maior parte da produ&ccedil;&atilde;o da energia el&eacute;trica. Nesse mesmo per&iacute;odo, os pa&iacute;ses desenvolvidos j&aacute; haviam explorado todos os seus potenciais, o que fez com que o volume produzido registrasse evolu&ccedil;&atilde;o inferior ao de outras fontes, como g&aacute;s natural e as usinas nucleares.</p>     <p>De acordo com o estudo sobre hidroeletricidade do Plano Nacional de Energia 2030, elaborado pela Empresa de Pesquisa Energ&eacute;tica (EPE), do Brasil, s&atilde;o not&aacute;veis as taxas de aproveitamento da Fran&ccedil;a, Alemanha, Jap&atilde;o, Noruega, Estados Unidos e Su&eacute;cia, em contraste com as baixas taxas observadas em pa&iacute;ses da &Aacute;frica, &Aacute;sia e Am&eacute;rica do Sul. Mesmo nessas &uacute;ltimas regi&otilde;es, a expans&atilde;o n&atilde;o ocorreu na velocidade prevista. Entre outros fatores, o andamento de alguns empreendimentos foi afetado pela press&atilde;o de car&aacute;ter ambiental contra as usinas hidrel&eacute;tricas de grande porte. O principal argumento contr&aacute;rio &agrave; constru&ccedil;&atilde;o das hidrel&eacute;tricas &eacute; o impacto provocado sobre o modo de vida da popula&ccedil;&atilde;o, flora e fauna locais, forma&ccedil;&atilde;o de grandes lagos ou reservat&oacute;rios, aumento do n&iacute;vel dos rios ou altera&ccedil;&otilde;es em seu curso ap&oacute;s o represamento (ANEEL, 2008).</p>     <p>Fontes renov&aacute;veis de energia t&ecirc;m sido pesquisadas por diferentes &aacute;reas com objetivo de buscar alternativas para atender a demanda de energia el&eacute;trica de forma sustent&aacute;vel, pois a combust&atilde;o de energias f&oacute;sseis (petr&oacute;leo, g&aacute;s e carv&atilde;o) s&atilde;o respons&aacute;veis por dois ter&ccedil;os das emiss&otilde;es mundiais dos GEE, seguida da defloresta&ccedil;&atilde;o com 17% e a agricultura por 15,5%.</p>     <p>No Protocolo de Kyoto de 1997 foi acordada a redu&ccedil;&atilde;o das emiss&otilde;es das principais subst&acirc;ncias respons&aacute;veis pelo aquecimento da atmosfera aos 36 pa&iacute;ses industrializados que o ratificaram, bem como os pa&iacute;ses com economias em transi&ccedil;&atilde;o. O protocolo imp&ocirc;s &ldquo;objetivos diferenciados&rdquo; de acordo com os pa&iacute;ses como, por exemplo, de 8% para o conjunto da Uni&atilde;o Europ&eacute;ia, ou de 6% para o Canad&aacute; e o Jap&atilde;o. Os pa&iacute;ses emergentes, dentre eles a China (que se converter&aacute; no principal contaminante mundial), &Iacute;ndia ou Brasil, est&atilde;o exonerados das redu&ccedil;&otilde;es, do mesmo modo que os pa&iacute;ses em desenvolvimento, apesar de seu crescimento excepcional (ONUDI, 2013).</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Unindo as vertentes da redu&ccedil;&atilde;o dos GEE e a gera&ccedil;&atilde;o de energia, a Uni&atilde;o Europeia&nbsp;(UE) elaborou a iniciativa 20-20-20, que consiste em um programa onde os pa&iacute;ses da Europa t&ecirc;m os objetivos de elevar o peso das energias renov&aacute;veis em 20% no consumo final, reduzir as emiss&otilde;es de&nbsp;di&oacute;xido de carbono&nbsp;em 20 % (em rela&ccedil;&atilde;o a 1990) e aumentar a efici&ecirc;ncia energ&eacute;tica em 20%, visando atingi-los de diferentes modos e em diversos horizontes de longo prazo.</p>     <p>Neste sentido, a Presid&ecirc;ncia Portuguesa, exercida no segundo semestre de 2007, produziu um documento que desenvolveu a no&ccedil;&atilde;o de &ldquo;uma nova ERA para a energia&rdquo;, baseada na Efici&ecirc;ncia, Renov&aacute;veis (e produ&ccedil;&atilde;o geotermal limpa) e Avan&ccedil;ados desenvolvimentos de rede e infraestruturas de armazenamento (ELOY, 2009). Este documento estrat&eacute;gico apontou para uma completa mudan&ccedil;a de paradigma no setor energ&eacute;tico, os objetivos eram claros &ldquo;m&aacute;xima efici&ecirc;ncia e emiss&otilde;es m&iacute;nimas!&rdquo;, onde os tr&ecirc;s pilares tecnol&oacute;gicos no acr&ocirc;nimo ERA s&atilde;o: utiliza&ccedil;&atilde;o final eficiente, renov&aacute;veis para a produ&ccedil;&atilde;o, e sistemas de rede de armazenamento inovadores, o que requer incentivos para a implementa&ccedil;&atilde;o e esfor&ccedil;os de Investiga&ccedil;&atilde;o e Desenvolvimento.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>2. Justificativa</b></p>     <p>Portugal &eacute; um pa&iacute;s com enormes oportunidades ao n&iacute;vel das energias renov&aacute;veis, pois possui um territ&oacute;rio rico em cadeias montanhosas para produ&ccedil;&atilde;o de energia h&iacute;drica e uma grande rede de barragens, localizadas no norte, que podem interagir com os aerogeradores e&oacute;licos que est&atilde;o igualmente localizados, sobretudo a norte, em l&oacute;gicas de armazenamento de energia em barragens (reversibilidade da &aacute;gua). Em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; energia solar, Portugal &eacute; um dos pa&iacute;ses da Europa com maior disponibilidade de radia&ccedil;&atilde;o solar devido &agrave; sua localiza&ccedil;&atilde;o geogr&aacute;fica, com um n&uacute;mero m&eacute;dio anual de horas de Sol entre 2.200 e 3.000 e, em rela&ccedil;&atilde;o ao solar fotovoltaico possui alto potencial na regi&atilde;o do Alentejo (ELOY, 2009). &Eacute; consider&aacute;vel tamb&eacute;m o potencial da energia de biomassa, em particular a que resulta da convers&atilde;o de res&iacute;duos org&acirc;nicos, bem como a energia dos oceanos, devido a extensa costa litor&acirc;nea.</p>     <p>Para que seja tomada uma decis&atilde;o assertiva no momento de instalar um novo empreendimento de gera&ccedil;&atilde;o de energia por fontes renov&aacute;veis, &eacute; necess&aacute;rio realizar a compila&ccedil;&atilde;o de vari&aacute;veis que sejam pertinentes ao tema relacionado &agrave; expans&atilde;o da gera&ccedil;&atilde;o, ou seja, referentes &agrave; disposi&ccedil;&atilde;o do mercado e &agrave; comercializa&ccedil;&atilde;o de energia, vinculados a dados e informa&ccedil;&otilde;es distribu&iacute;das de forma espacial e sist&ecirc;mica.</p>     <p>Um sistema pode ser definido como um conjunto ou arranjo de elementos relacionados de tal maneira a formar uma unidade ou um todo organizado e, no sentido da compila&ccedil;&atilde;o organizada de vari&aacute;veis de forma a permitir uma posterior an&aacute;lise, o conceito de Sistema de Informa&ccedil;&atilde;o (SI) surge como sendo um conjunto de componentes inter-relacionados que recolhem, processam, armazenam e distribuem informa&ccedil;&atilde;o para suportar a tomada de decis&atilde;o e o controle de uma organiza&ccedil;&atilde;o (MENDES, 2013).</p>     <p>Levando em considera&ccedil;&atilde;o que os dados s&atilde;o a mat&eacute;ria-prima utilizada para produzir informa&ccedil;&atilde;o, um processo de decis&atilde;o termina quando o recurso se torna dispon&iacute;vel como um conhecimento para o utilizador interpretar a informa&ccedil;&atilde;o e tomar a decis&atilde;o. Quando a informa&ccedil;&atilde;o produzida necessita ser espacializada geograficamente como um conhecimento para permitir a tomada de decis&atilde;o, o conceito de Sistemas de Informa&ccedil;&atilde;o Geogr&aacute;fica (SIG) surge como uma solu&ccedil;&atilde;o.</p>     <p>De acordo com o <i>Department of the Environment</i> (DoE), os SIG s&atilde;o um sistema para capturar, armazenar, verificar, manipular, analisar e mostrar a informa&ccedil;&atilde;o que est&aacute; espacialmente referenciada na Terra (MENDES, 2013). Pode ser considerado ainda como um conjunto/sistema de <i>hardware</i>, <i>software</i> e procedimentos concebidos para apoiar o recolhimento, a gest&atilde;o, a an&aacute;lise, a modela&ccedil;&atilde;o e a visualiza&ccedil;&atilde;o de dados georreferenciados para solucionar problemas de planejamento e de gest&atilde;o (MENDES, 2013).</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A modelagem para identifica&ccedil;&atilde;o de &aacute;reas potenciais para gera&ccedil;&atilde;o de energia el&eacute;trica por fontes renov&aacute;veis tem como objetivo principal preparar as informa&ccedil;&otilde;es necess&aacute;rias a serem aplicadas em um determinado cen&aacute;rio a fim de identificar geograficamente a viabilidade de determinado projeto <i>a priori</i>. Neste &iacute;nterim o objetivo desta pesquisa &eacute; desenvolver um modelo conceitual a ser utilizado em SIG vinculando diferentes vari&aacute;veis convencionais e geogr&aacute;ficas, de forma a apoiar os processos decis&oacute;rios que envolvam a expans&atilde;o de parques geradores.</p>     <p>&Eacute; urgente e necess&aacute;ria a utiliza&ccedil;&atilde;o de SIG para facilitar a tomada de decis&atilde;o, decorrente do grande n&uacute;mero de dados e informa&ccedil;&otilde;es dispon&iacute;veis que devem ser consideradas na hora de implantar um novo empreendimento de gera&ccedil;&atilde;o de energia. A utiliza&ccedil;&atilde;o de SIG, por associar vari&aacute;veis qualitativas e quantitativas, garante um resultado de qualidade, com menor custo associado e em menor tempo.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>3. Conceitua&ccedil;&atilde;o Te&oacute;rica</b></p>     <p>Neste cap&iacute;tulo ser&atilde;o apresentados os conceitos referentes ao tema do artigo, bem como a apresenta&ccedil;&atilde;o dos <i>softwares </i>utilizados.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>3.1 Energia Hidrel&eacute;trica</b></p>     <p>A energia hidrel&eacute;trica &eacute; gerada pelo aproveitamento do fluxo das &aacute;guas em uma usina na qual as obras civis &ndash; que envolvem tanto a constru&ccedil;&atilde;o quanto o desvio do rio e a forma&ccedil;&atilde;o do reservat&oacute;rio &ndash; s&atilde;o t&atilde;o ou mais importantes que os equipamentos instalados. As principais vari&aacute;veis utilizadas na classifica&ccedil;&atilde;o de uma usina hidrel&eacute;trica s&atilde;o: altura da queda de &aacute;gua, vaz&atilde;o, capacidade ou pot&ecirc;ncia instalada, tipo de turbina empregada, localiza&ccedil;&atilde;o, tipo de barragem e reservat&oacute;rio. Todos s&atilde;o fatores interdependentes. Assim, a altura da queda de &aacute;gua e a vaz&atilde;o dependem do local de constru&ccedil;&atilde;o e ir&aacute; determinar qual ser&aacute; a capacidade instalada que, por sua vez, determina o tipo de turbina, barragem e reservat&oacute;rio (ANEEL, 2008).</p>     <p>Existem dois tipos de reservat&oacute;rios: acumula&ccedil;&atilde;o e fio de &aacute;gua. Os primeiros, geralmente localizados na cabeceira dos rios, em locais de altas quedas de &aacute;gua, dado o seu grande porte, permitem o ac&uacute;mulo de grande quantidade de &aacute;gua e funcionam como estoques a serem utilizados em per&iacute;odos de estiagem. As unidades a fio de &aacute;gua geram energia com o fluxo de &aacute;gua do rio, ou seja, pela vaz&atilde;o com m&iacute;nimo ou nenhum ac&uacute;mulo do recurso h&iacute;drico (ANEEL, 2008).</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>O Centro Nacional de Refer&ecirc;ncia em Pequenas Centrais Hidrel&eacute;tricas (CERPCH) da Universidade Federal de Itajub&aacute; (UNIFEI) considera baixa queda uma altura de at&eacute; 15 metros e alta queda uma superior a 150 metros. Mas n&atilde;o h&aacute; consenso com rela&ccedil;&atilde;o a essas medidas.</p>     <p>Em grande escala a fonte de energia h&iacute;drica tem um campo de expans&atilde;o limitado devido a aspectos de car&aacute;ter financeiro, ambiental e social. Em pequena escala (na maior parte dos pa&iacute;ses com uma potencia instalada menor ou igual a 10 MW), a gera&ccedil;&atilde;o hidrel&eacute;trica com pequenas usinas oferece possibilidades de crescimento, em raz&atilde;o da diversidade de vaz&otilde;es que ainda s&atilde;o suscet&iacute;veis de aproveitamento (ONUDI, 2013) e existem in&uacute;meras vantagens que s&atilde;o compartilhadas entre as pequenas e grandes usinas hidrel&eacute;tricas, designadamente:</p> <ul>     <li>Constitui uma fonte de energia renov&aacute;vel;</li>     <li>&Eacute; uma tecnologia madura, consolidada e com alto n&iacute;vel de confian&ccedil;a e rendimento;</li>     <li>Os custos da energia gerada s&atilde;o praticamente independentes dos efeitos inflacion&aacute;rios;</li>     <li>Constituem uma fonte de energia aut&oacute;ctone e, portanto, seu aproveitamento reduz a vulnerabilidade energ&eacute;tica do pa&iacute;s com rela&ccedil;&atilde;o aos mercados internacionais de combust&iacute;veis f&oacute;sseis;</li>     <li>Seus custos de opera&ccedil;&atilde;o e manuten&ccedil;&atilde;o s&atilde;o relativamente baixos;</li>     <li>T&ecirc;m uma vida relativamente longa;</li>     <li>Possui um alto grau de disponibilidade operativa.</li>     </ul>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A princ&iacute;pios do s&eacute;culo XX ocorreu uma intensa constru&ccedil;&atilde;o de pequenas usinas hidrel&eacute;tricas na Am&eacute;rica do Norte, Europa e &Aacute;sia (JUANA, 2003)<b>. </b>Nos anos 1920, a energia hidrel&eacute;trica gerada constitu&iacute;a 40% do total produzido mundialmente pelas usinas em seu conjunto. Depois, durante um longo per&iacute;odo (50 anos), houve uma queda na constru&ccedil;&atilde;o de pequenas usinas hidrel&eacute;tricas, dando lugar &agrave;s grandes usinas hidr&aacute;ulicas que possu&iacute;am um maior rendimento econ&ocirc;mico. Durante a d&eacute;cada dos 70, em muitos pa&iacute;ses desenvolvidos e em vias de desenvolvimento, devido &agrave; crise energ&eacute;tica mundial, as usinas hidrel&eacute;tricas de pequena pot&ecirc;ncia atra&iacute;ram novamente a aten&ccedil;&atilde;o dos empreendedores.</p>     <p>As pequenas usinas hidrel&eacute;tricas podem ser classificadas por distintos par&acirc;metros tais como pot&ecirc;ncia, altura de carga e regime de trabalho, dentre outros. Na grande maioria dos pa&iacute;ses toma-se como base a pot&ecirc;ncia instalada em kilo Watt (kW) ou Mega Watt (MW). Em alguns pa&iacute;ses consideram-se pequenas usinas hidrel&eacute;tricas aquelas com um potencial de at&eacute; 2.000 kW (It&aacute;lia, Noruega, Su&eacute;cia e Su&iacute;&ccedil;a) ou at&eacute; 5.000 kW (&Aacute;ustria, &Iacute;ndia, Fran&ccedil;a, Canad&aacute;, Alemanha e outros).</p>     <p>A Organiza&ccedil;&atilde;o das Na&ccedil;&otilde;es Unidas para o Desenvolvimento Industrial (ONUDI) tipifica como pequenas usinas hidrel&eacute;tricas as que possuam uma pot&ecirc;ncia instalada de at&eacute; 5.000 kW. Em outros pa&iacute;ses, esta pot&ecirc;ncia &eacute; de at&eacute; 30.000 kW, como nos Estados Unidos, Brasil e no CEI (antiga R&uacute;ssia). J&aacute; a Organiza&ccedil;&atilde;o Latino-americana de Desenvolvimento de Energia (OLADE) considera como pequena usina as que possuem uma potencia entre 1.000 e 10.000 kW.</p>     <p>No Brasil a pot&ecirc;ncia instalada determina se a usina &eacute; de grande ou m&eacute;dio porte ou uma Pequena Central Hidrel&eacute;trica (PCH). A Ag&ecirc;ncia Nacional de Energia El&eacute;trica (ANEEL) do Brasil adota tr&ecirc;s classifica&ccedil;&otilde;es: Centrais Geradoras Hidrel&eacute;tricas (com at&eacute; 1 MW de pot&ecirc;ncia instalada), Pequenas Centrais Hidrel&eacute;tricas (PCH) (entre 1,1 MW e 30 MW de pot&ecirc;ncia instalada) e Usina Hidrel&eacute;trica de Energia (UHE, com mais de 30 MW). Para ser considerada uma PCH tamb&eacute;m deve ser considerada uma &aacute;rea alagada de at&eacute; 1,3 km<sup>2</sup> e uma altura de queda at&eacute; 10 m de altura.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>3.2 Energia E&oacute;lica</b></p>     <p>A energia e&oacute;lica &eacute;, basicamente, aquela obtida da energia cin&eacute;tica (do movimento) gerada pela migra&ccedil;&atilde;o das massas de ar provocada pelas diferen&ccedil;as de temperatura existentes na superf&iacute;cie do planeta. A gera&ccedil;&atilde;o e&oacute;lica ocorre pelo contato do vento com as p&aacute;s do catavento, elementos integrantes da usina. Ao girar, essas p&aacute;s d&atilde;o origem &agrave; energia mec&acirc;nica que aciona o rotor do aerogerador e produz a eletricidade. A quantidade de energia mec&acirc;nica transferida &ndash; e, portanto, o potencial de energia el&eacute;trica a ser produzido &ndash; est&aacute; diretamente relacionado &agrave; densidade do ar, &agrave; &aacute;rea coberta pela rota&ccedil;&atilde;o das p&aacute;s e &agrave; velocidade do vento. A evolu&ccedil;&atilde;o da tecnologia permitiu o desenvolvimento de equipamentos mais potentes. No entanto, a densidade do ar, a intensidade, dire&ccedil;&atilde;o e velocidade do vento relacionam-se a aspectos geogr&aacute;ficos naturais como relevo, vegeta&ccedil;&atilde;o e intera&ccedil;&otilde;es t&eacute;rmicas entre a superf&iacute;cie da terra e a atmosfera. Assim, a exemplo do que ocorre com outras fontes, como a h&iacute;drica, a obten&ccedil;&atilde;o da energia e&oacute;lica tamb&eacute;m pressup&otilde;e a exist&ecirc;ncia de condi&ccedil;&otilde;es naturais espec&iacute;ficas e favor&aacute;veis. A avalia&ccedil;&atilde;o destas condi&ccedil;&otilde;es &ndash; ou do potencial e&oacute;lico de determinada regi&atilde;o &ndash; requer trabalhos sistem&aacute;ticos de coleta e an&aacute;lise de dados sobre a velocidade e o regime dos ventos (ANEEL, 2008).</p>     <p>Nas &uacute;ltimas d&eacute;cadas ocorreu um desenvolvimento vertiginoso de grandes instala&ccedil;&otilde;es e&oacute;licas conectadas &agrave; rede el&eacute;trica convencional, denominadas normalmente parques e&oacute;licos, e atualmente dedica-se muito esfor&ccedil;o na implanta&ccedil;&atilde;o de instala&ccedil;&otilde;es semelhantes no mar (e&oacute;lica <i>offshore</i>) (ONUDI, 2013).</p>     <p>A energia dos ventos &eacute; considerada uma fonte renov&aacute;vel, amplamente dispon&iacute;vel, limpa e com baixo impacto ambiental, principalmente por n&atilde;o emitir res&iacute;duos como g&aacute;s carb&ocirc;nico. Os pa&iacute;ses que mais fazem uso dessa energia s&atilde;o a Alemanha, Estados Unidos, Espanha, &Iacute;ndia, China, Dinamarca, It&aacute;lia, Fran&ccedil;a, Reino Unido e Portugal (AMARANTE, 2009).</p>     <p>Normalmente as zonas mais ventosas s&atilde;o as terras altas e as grandes &aacute;reas livres sem barreiras. Com a tecnologia atual, a instala&ccedil;&atilde;o de uma turbina tem interesse caso o local esteja sujeito a apenas ventos com velocidade m&eacute;dia anual superior a 3,6 m/s, persistentes e regulares e com baixas intensidades de turbul&ecirc;ncia (ELOY, 2009).</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><b>3.3 Energia Solar</b></p>     <p>O Sol &eacute; um enorme reator de fus&atilde;o nuclear formado por uma esfera de mat&eacute;ria gasosa quente de 1,39 milh&otilde;es de quil&ocirc;metros de di&acirc;metro, que constitui a principal fonte de energia para a Terra, situada a uma dist&acirc;ncia m&eacute;dia de 149.610,80 km. Devido &agrave; radia&ccedil;&atilde;o solar, a temperatura na superf&iacute;cie terrestre &eacute; cerca de 250&ordm;C superior &agrave; temperatura que existiria na superf&iacute;cie se esta dependesse somente do calor interno (ONUDI, 2013).</p>     <p>A energia solar recebida na atmosfera exterior da Terra em um ano se conhece como SERPE (<i>Solar Energy Received Per Year</i>) e corresponde a 1,55*10<sup>15</sup> MWh, quantidade que equivale aproximadamente a 12.000 vezes a energia consumida no mundo, considerando os dados publicados de produ&ccedil;&atilde;o e consumo energ&eacute;tico mundial durante o ano 2005 (BRITISH PETROLEUM, 2006). Da radia&ccedil;&atilde;o recebida na superf&iacute;cie exterior, 30% &eacute; refletida ao espa&ccedil;o, 47% &eacute; absorvido pela atmosfera, mares e Terra para manter a temperatura ambiente, e o restante 23% se usa para manter a convec&ccedil;&atilde;o atmosf&eacute;rica e o ciclo hidrol&oacute;gico.</p>     <p>A energia solar chega &agrave; Terra nas formas t&eacute;rmica e luminosa. Essa radia&ccedil;&atilde;o, por&eacute;m, n&atilde;o atinge de maneira uniforme toda a crosta terrestre. Depende da latitude, da esta&ccedil;&atilde;o do ano e de condi&ccedil;&otilde;es atmosf&eacute;ricas como nebulosidade e umidade relativa do ar. Ao passar pela atmosfera terrestre, a maior parte da energia solar manifesta-se sob a forma de luz vis&iacute;vel de raios infravermelhos e de raios ultravioleta. &Eacute; poss&iacute;vel captar essa luz e transform&aacute;-la em alguma forma de energia utilizada pelo homem. S&atilde;o os equipamentos utilizados nessa capta&ccedil;&atilde;o que determinam qual ser&aacute; o tipo de energia a ser obtida. Se for utilizada uma superf&iacute;cie escura para a capta&ccedil;&atilde;o, a energia solar ser&aacute; transformada em calor. Se utilizadas c&eacute;lulas fotovoltaicas, o resultado ser&aacute; a eletricidade (ANEEL, 2008).</p>     <p>O ritmo de crescimento da pot&ecirc;ncia fotovoltaica instalada nos &uacute;ltimos anos superou todas as previs&otilde;es, demonstrando o potencial desta tecnologia como fonte de energia em todo o mundo. &Eacute; importante mencionar que a maior parte da pot&ecirc;ncia instalada corresponde &agrave;s instala&ccedil;&otilde;es conectadas &agrave; rede, contando com 98% da capacidade global, ainda que exista um recente interesse nas instala&ccedil;&otilde;es isoladas e sistemas de pequena escala principalmente em &aacute;reas remotas de dif&iacute;cil acesso e em pa&iacute;ses em desenvolvimento (ONUDI, 2013).</p>     <p>Um sistema fotovoltaico n&atilde;o precisa do brilho do sol para operar. Ele tamb&eacute;m pode gerar eletricidade em dias nublados. Segundo a <i>Renewable Energy Policy Network for the 21st Century</i> (REN21), os sistemas fotovoltaicos conectados &agrave; rede continuaram a ser, em 2006 e 2007, a tecnologia de gera&ccedil;&atilde;o com maior crescimento no mundo (ANEEL, 2008).</p>     <p>O avan&ccedil;o tecnol&oacute;gico que tornou poss&iacute;vel o desenvolvimento da fonte fotovoltaica decorre da conflu&ecirc;ncia de v&aacute;rios fatores: por um lado, a maturidade tecnol&oacute;gica de todos os componentes do sistema, unida ao crescimento da capacidade global de fabrica&ccedil;&atilde;o, aos programas de fomento de alguns pa&iacute;ses, especialmente europeus, e a outros fatores conjunturais como o alto pre&ccedil;o do petr&oacute;leo e a facilidade para conseguir financiamento para este tipo de tecnologia. Ademais, &eacute; interessante comprovar a evolu&ccedil;&atilde;o da fabrica&ccedil;&atilde;o de c&eacute;lulas solares no mundo, junto com sua distribui&ccedil;&atilde;o geogr&aacute;fica. O r&aacute;pido crescimento fez com que novos mercados se desenvolvessem, at&eacute; o ponto que, segundo dados de 2011, houvesse um dom&iacute;nio do mercado asi&aacute;tico com rela&ccedil;&atilde;o &agrave; fabrica&ccedil;&atilde;o de c&eacute;lulas, especialmente da China. Enquanto em 2006 o principal produtor de c&eacute;lulas era o Jap&atilde;o, com 37% do total, e a Europa, com 28%, em 2008 a China j&aacute; produzia 32,7% (uma de cada tr&ecirc;s c&eacute;lulas), e em 2011 chegava a 57% (ONUDI, 2013). Tradicionalmente a tecnologia de sil&iacute;cio cristalino foi, e continua sendo, a tecnologia dominante com rela&ccedil;&atilde;o &agrave; fabrica&ccedil;&atilde;o de m&oacute;dulos.</p>     <p>A energia solar apresenta-se cada vez mais como uma grande solu&ccedil;&atilde;o energ&eacute;tica para o planeta, &eacute; uma fonte inesgot&aacute;vel, gratu&iacute;ta e n&atilde;o poluente. Portugal disp&otilde;e de muitas horas de sol por ano, e est&aacute; em situa&ccedil;&atilde;o privilegiada para a utiliza&ccedil;&atilde;o desta energia (ELOY, 2009).</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>3.4 Modelagem conceitual e o Modelo OMT-G</b></p>     <p>Modelagem conceitual de dados geogr&aacute;ficos &eacute; uma representa&ccedil;&atilde;o e organiza&ccedil;&atilde;o simplificada de elementos da realidade geogr&aacute;fica com a finalidade de criar aplica&ccedil;&otilde;es de banco de dados geogr&aacute;ficos envolvendo a descri&ccedil;&atilde;o de conte&uacute;do, a estrutura e as opera&ccedil;&otilde;es.&nbsp; Um esquema conceitual pode descrever dois tipos de dados: gr&aacute;ficos (nota&ccedil;&otilde;es) e sem&acirc;nticos (nomes das classes, dos atributos, multiplicidades das associa&ccedil;&otilde;es, etc.) (HUBNER, 2009).</p>     <p>Segundo Lisboa Filho <i>et al.</i> (2000) entre os modelos conceituais para dados geogr&aacute;ficos mais conhecidos est&atilde;o os do formalismo orientado &agrave; objetos (OO), tais como: GeoOOA, MADS, OMT-G e UML-GeoFrame.</p>     <p>Lisboa Filho <i>et al.</i> (2000) destacam diversas vantagens da modelagem conceitual para aplica&ccedil;&otilde;es geogr&aacute;ficas, dentre elas: facilita a execu&ccedil;&atilde;o do projeto l&oacute;gico; a modelagem conceitual independe do <i>software</i> no qual o sistema &eacute; implementado; facilita a troca de informa&ccedil;&otilde;es entre parceiros de diferentes organiza&ccedil;&otilde;es, uma vez que aumenta a capacidade de entendimento da sem&acirc;ntica da informa&ccedil;&atilde;o, facilitando o uso correto da mesma.</p>     <p>As aplica&ccedil;&otilde;es geogr&aacute;ficas, dentre elas os SIG conferem alguns requisitos espec&iacute;ficos de modelagem de dados, em fun&ccedil;&atilde;o dos aspectos espaciais, temporais e descritivos da informa&ccedil;&atilde;o geogr&aacute;fica. Borges (1997) e Lisboa Filho e Iochpe (1999b) apresentam um conjunto de requisitos m&iacute;nimos que um modelo conceitual de dados para aplica&ccedil;&otilde;es geogr&aacute;ficas deve suportar:</p> <ul>     <li>Diferenciar fen&ocirc;menos geogr&aacute;ficos e objetos sem refer&ecirc;ncia espacial (objetos convencionais), assim como os relacionamentos entre eles;</li>     <li>Modelar dados geogr&aacute;ficos nas vis&otilde;es de campo e de objetos;</li>     <li>Modelar as caracter&iacute;sticas espaciais dos dados;</li>     <li>Representar tanto as rela&ccedil;&otilde;es espaciais (topol&oacute;gicas) e suas propriedades, como tamb&eacute;m as associa&ccedil;&otilde;es simples e de rede;</li>     <li>Especificar restri&ccedil;&otilde;es de integridade espacial;</li>     ]]></body>
<body><![CDATA[<li>Organizar os fen&ocirc;menos n&iacute;veis de informa&ccedil;&atilde;o;</li>     <li>Modelar as caracter&iacute;sticas temporais dos dados e seus relacionamentos;</li>     <li>Modelar as m&uacute;ltiplas representa&ccedil;&otilde;es (ponto, linha ou pol&iacute;gono) de uma mesma entidade geogr&aacute;fica, tanto com base em varia&ccedil;&otilde;es de escala como de forma;</li>     <li>Modelar a qualidade dos dados (metadados);</li>     <li>Ser independente de implementa&ccedil;&atilde;o (<i>software</i>).</li>     </ul>     <p>O <i>Object Modeling Technique</i> (OMT) &eacute; uma t&eacute;cnica de modelagem criada nos anos 80 para o formalismo orientado &agrave; objeto (CRAVEIRO, 2004) que acrescenta primitivas ao diagrama de classes da <i>Unified Modeling Language</i> (UML) para modelar a geometria e a topologia dos dados geogr&aacute;ficos, oferecendo estruturas de agrega&ccedil;&atilde;o, especializa&ccedil;&atilde;o/generaliza&ccedil;&atilde;o, rede, e de associa&ccedil;&otilde;es espaciais (BORGES, 2002).</p>     <p>O OMT-G tem como base tr&ecirc;s conceitos principais: classes, relacionamentos e restri&ccedil;&otilde;es de integridade espaciais. A partir do diagrama de classes &eacute; poss&iacute;vel emanar um conjunto de restri&ccedil;&otilde;es de integridade espaciais, que deve ser considerado na fase de implementa&ccedil;&atilde;o do projeto de SIG (BORGES <i>et al,</i> 2005). At&eacute; o momento n&atilde;o existe uma ferramenta CASE espec&iacute;fica para constru&ccedil;&atilde;o de esquemas no modelo OMT-G, somente uma extens&atilde;o (<i>Stencil</i>) para o <i>software</i> propriet&aacute;rio Microsoft Visio 2000 desenvolvida por Borges (QUEIROZ e FERREIRA, 2006).</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>3.4.1 Classes do Modelo OMT-G</b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Segundo Borges (1997) um modelo OMT-G possui como trip&eacute; as classes, os relacionamentos e as restri&ccedil;&otilde;es de integridades espaciais. As classes podem ser convencionais ou georreferenciadas. Cada uma destas possui subclasses e uma semiologia que as identifica. Estes dois tipos de classes representam os grupos de dados, que podem ser cont&iacute;nuos, discretos e n&atilde;o espaciais.</p>     <p>As classes convencionais possuem atributos e algum tipo de rela&ccedil;&atilde;o com um objeto espacial, mas n&atilde;o t&ecirc;m propriedades geom&eacute;tricas (<a href="#f1">Figuras 01a e 01b</a>). Cada classe &eacute; representada por um ret&acirc;ngulo, subdividido em linhas. Na parte superior &eacute; especificado o nome da classe, no meio s&atilde;o delineados os seus atributos e na parte inferior suas opera&ccedil;&otilde;es.</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="f1">     <p><img src="/img/revistas/got/n9/n9a05f1.gif"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>As classes georreferenciadas, al&eacute;m de possu&iacute;rem as caracter&iacute;sticas das classes convencionais, det&ecirc;m propriedades geom&eacute;tricas (<a href="#f1">Figuras 01c e 01d</a>), as quais s&atilde;o representadas atrav&eacute;s de um s&iacute;mbolo apropriado na primeira linha do ret&acirc;ngulo.</p>     <p>As classes georreferenciadas possuem subclasses do tipo Geo Campo e Geo Objeto. A classe Geo Campo &eacute; composta por entidades que possuem justaposi&ccedil;&atilde;o espacial, preenchendo por completo o espa&ccedil;o (<a href="#f1">Figuras 01e, 01g e 01j</a>). Estas subclasses s&atilde;o: Rede Irregular Triangular, Isolinhas, Pol&iacute;gonos Adjacentes, Tessela&ccedil;&atilde;o e Amostragem.</p>     <p>As classes de Geo Objetos preveem pol&iacute;gonos, pontos ou linhas para representar os dados (<a href="#f1">Figuras 01h, 01i e 01n</a>).</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>3.4.2 Relacionamentos (Associa&ccedil;&otilde;es) do Modelo OMT-G</b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Um relacionamento &eacute; uma associa&ccedil;&atilde;o entre duas ou mais entidades. De acordo com Borges (1997) e (2001), o modelo OMT-G define tr&ecirc;s tipos diferentes de associa&ccedil;&otilde;es: associa&ccedil;&otilde;es simples, associa&ccedil;&otilde;es espaciais e associa&ccedil;&otilde;es topol&oacute;gicas em rede.</p>     <p>A <b>associa&ccedil;&atilde;o simples</b> representa o relacionamento entre objetos de duas classes distintas e s&atilde;o representadas por: uma linha que interliga as duas classes, o nome da liga&ccedil;&atilde;o e uma seta em cima da linha, indicando a dire&ccedil;&atilde;o do relacionamento (<a href="#f2">Figura 02a</a>).</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="f2">     <p><img src="/img/revistas/got/n9/n9a05f2.gif"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>A <b>associa&ccedil;&atilde;o espacial</b> &eacute; utilizada para definir a rela&ccedil;&atilde;o entre duas classes georreferenciadas, para representar uma rela&ccedil;&atilde;o topol&oacute;gica, m&eacute;trica, de ordem ou <i>fuzzy</i>. Ela &eacute; representada por uma linha pontilhada interligando as duas classes e, da mesma maneira que a associa&ccedil;&atilde;o simples possui o nome e uma seta em cima da linha, indicando a dire&ccedil;&atilde;o do relacionamento entre as classes (<a href="#f2">Figura 02b</a>).</p>     <p>A <b>associa&ccedil;&atilde;o topol&oacute;gica em rede</b> define o relacionamento entre dois objetos que est&atilde;o interligados. Interligam os geo-objetos do tipo: linha unidirecional, linha bidirecional e n&oacute; de rede. S&atilde;o representadas por duas linhas pontilhadas ligando as classes ou ligando-se &agrave; mesma classe. Entre as linhas &eacute; descrito o nome da liga&ccedil;&atilde;o (<a href="#f2">Figuras 02c e 02d</a>).</p>     <p>Os relacionamentos s&atilde;o caracterizados por sua cardinalidade. A cardinalidade representa o n&uacute;mero de inst&acirc;ncias de uma classe que podem estar associadas a inst&acirc;ncias da outra classe. &Eacute; um tipo de restri&ccedil;&atilde;o de integridade e aparece nos finais de cada linha, na forma &ldquo;m&iacute;nimo...m&aacute;ximo&rdquo;, onde m&iacute;nimo e m&aacute;ximo s&atilde;o n&uacute;meros inteiros, zero, um ou * (indicando mais de uma ocorr&ecirc;ncia). Ex: 0...* (zero ou mais), 1...* (um ou mais), 1 (exatamente um), 0...1 (zero ou um). Quando n&atilde;o consta indica&ccedil;&atilde;o de cardinalidade na associa&ccedil;&atilde;o, significa que os valores de m&iacute;nimo e m&aacute;ximo equivalem a 1 (HUBNER, 2009).</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>3.5 Software Windographer</b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>O <i>software</i> Windographer&reg; &eacute; uma ferramenta utilizada para tratamento de dados coletados de esta&ccedil;&otilde;es meteorol&oacute;gicas de superf&iacute;cie donde &eacute; poss&iacute;vel calcular a intensidade e a dire&ccedil;&atilde;o predominante dos ventos num determinado per&iacute;odo e obter o perfil di&aacute;rio, mensal ou anual da sequ&ecirc;ncia de dados. O <i>software</i> pode exibir diversos gr&aacute;ficos e tabelas como do perfil logar&iacute;tmico do vento, dire&ccedil;&atilde;o, m&eacute;dias mensais e di&aacute;rias. O <i>software</i> foi desenvolvido por Mistaya Engenharia INC e &eacute; disponibilizado gratuitamente uma vers&atilde;o de teste v&aacute;lida por um per&iacute;odo entre 7 e 14 dias dependendo da vers&atilde;o (LINARD, 2010).</p>     <p>Com o Windographer&reg; tamb&eacute;m &eacute; poss&iacute;vel realizar a simula&ccedil;&atilde;o de velocidades dos ventos em diversas alturas a partir de um pacote de dados medidos em uma &uacute;nica altura. O perfil logar&iacute;tmico do vento pode ser calculado utilizando a f&oacute;rmula do Perfil Logar&iacute;tmico informando o par&acirc;metro de rugosidade e tamb&eacute;m pode ser calculado utilizando a f&oacute;rmula da Lei de Pot&ecirc;ncia informando o expoente da lei de Pot&ecirc;ncia. O mais comum &eacute; a simula&ccedil;&atilde;o da velocidade sintetizada do vento na altura das torres anemom&eacute;tricas (80 m, 100 m ou 150 m), para tanto necessita como<i> input</i> da inser&ccedil;&atilde;o de dados coletados em variadas alturas de velocidade e dire&ccedil;&atilde;o do vento para este c&aacute;lculo, combinadas das outras s&eacute;ries de dados como temperatura, umidade relativa do ar, press&atilde;o atmosf&eacute;rica e velocidade vertical.</p>     <p>O <i>software</i> solicita como dados de entrada as vari&aacute;veis de: latitude, longitude, eleva&ccedil;&atilde;o, data de in&iacute;cio, data de t&eacute;rmino, dura&ccedil;&atilde;o, intervalo de tempo, <i>Calm threshold</i>&nbsp;(limiar de calma), temperatura, press&atilde;o, umidade relativa do ar, velocidade de vento e dire&ccedil;&atilde;o do vento em diferentes alturas, velocidade vertical, rugosidade, entre outros. O <i>software</i> retorna como resultados relat&oacute;rios em forma de gr&aacute;ficos ou tabelas, de acordo com a listagem do <a href="#t1">quadro 01</a>.&nbsp;&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="t1">     <p><img src="/img/revistas/got/n9/n9a05t1.gif"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>3.6 Model Builder</b></p>     <p>O <i>Model Builder</i> &eacute; uma ferramenta de apoio essencial na operacionaliza&ccedil;&atilde;o dos modelos conceituais. Trata-se de um instrumento que, muito mais do que permitir o desenho do modelo, testa o procedimento, validando-o e permitindo a sua operacionaliza&ccedil;&atilde;o (COSME, 2012), podendo ser considerado uma ferramenta de programa&ccedil;&atilde;o gr&aacute;fica que re&uacute;ne fun&ccedil;&otilde;es de geoprocessamento e permite a elabora&ccedil;&atilde;o de modelos (processos) que podem ser utilizados em m&uacute;ltiplas ocasi&otilde;es.</p>     <p>O seu uso &eacute; vantajoso, pois permite visualizar graficamente a separa&ccedil;&atilde;o dos processos, os fluxos de informa&ccedil;&atilde;o e seu processamento. Possui ainda como vantagem a utiliza&ccedil;&atilde;o de m&uacute;ltiplos contextos, desde a an&aacute;lise multicrit&eacute;rio &agrave; simula&ccedil;&atilde;o e parametriza&ccedil;&atilde;o de cen&aacute;rios (COSME, 2012), bem como a n&atilde;o utiliza&ccedil;&atilde;o de c&oacute;digos para gerar os processos e a execu&ccedil;&atilde;o de novos modelos a qualquer momento a partir de uma predefini&ccedil;&atilde;o (modifica&ccedil;&atilde;o de par&acirc;metros) para produ&ccedil;&atilde;o de novos resultados.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>O <i>Model Builder</i> &eacute; um componente do <i>software</i> ArcGIS que permite a cria&ccedil;&atilde;o de modelos (representa&ccedil;&atilde;o simplificada e gerenci&aacute;vel da realidade) a partir de fluxos que unem uma sequ&ecirc;ncia de ferramentas necessariamente presentes no <i>ArcToolbox</i> e base de dados e, permite tanto criar fluxos de rotina de trabalho quanto novas ferramentas (SILVA, 2015).</p>     <p><i>&nbsp;</i></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>4. M&eacute;todo</b></p>     <p>Para desenvolver o m&eacute;todo proposto primeiramente foi necess&aacute;rio realizar pesquisas em diferentes fontes bibliogr&aacute;ficas e definir quais as matrizes de energia el&eacute;trica (por fontes renov&aacute;veis) seriam utilizadas, levando em considera&ccedil;&atilde;o as necessidades mundiais, bem como os recursos naturais ainda dispon&iacute;veis.</p>     <p>A partir da defini&ccedil;&atilde;o das matrizes o segundo passo foi identificar que materiais&nbsp; e/ou produtos convencionais e cartogr&aacute;ficos prim&aacute;rios s&atilde;o considerados fundamentais para gerar informa&ccedil;&otilde;es secund&aacute;rias, bem como se s&atilde;o disponibilizados de forma gratu&iacute;ta e virtual.</p>     <p>A partir deste ponto foram definidos o padr&atilde;o de linguagem necess&aacute;rio para realizar a modelagem conceitual e seu respectivo <i>software</i>/aplicativo.</p>     <p>Ap&oacute;s a etapa de defini&ccedil;&atilde;o foi desenvolvido um diagrama de classes que descreveu e fixou as regras de forma conceitual para a estrutura constru&iacute;da, atrav&eacute;s da realiza&ccedil;&atilde;o da an&aacute;lise do comportamento dos atributos das vari&aacute;veis geogr&aacute;ficas e convencionais do mundo real e a sua representa&ccedil;&atilde;o na forma de classes de objetos e seus respectivos relacionamentos.</p>     <p>Para a produ&ccedil;&atilde;o da etapa de descri&ccedil;&atilde;o de opera&ccedil;&otilde;es foi necess&aacute;rio tamb&eacute;m definir quais <i>softwares</i> seriam necess&aacute;rios caso a implementa&ccedil;&atilde;o fosse realizada. Para modelagens e&oacute;licas &eacute; sempre necess&aacute;rio modelar as informa&ccedil;&otilde;es antes de inser&iacute;-las em um SIG. Tamb&eacute;m foi necess&aacute;rio definir um <i>software</i> para modelar as opera&ccedil;&otilde;es relativas ao SIG, propriamente dita.</p>     <p>Ap&oacute;s as etapas de defini&ccedil;&otilde;es foi gerado um diagrama de classes que consistiu em uma estrutura de classes. Tal estrutura visou &agrave; determina&ccedil;&atilde;o de &aacute;reas com potencial para gera&ccedil;&atilde;o de energia el&eacute;trica, primeiro de forma isolada, ou seja, foram definidos fluxos para as diferentes fontes estudadas, com classes e relacionamentos comuns a dois ou tr&ecirc;s tipos delas, donde resultaram, atrav&eacute;s de opera&ccedil;&otilde;es, classes indicativas do potencial isolado por fonte geradora.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A classe resultante deste diagrama, gerada atrav&eacute;s de relacionamentos no final do diagrama indica espacialmente &aacute;reas em comum com potencial para gera&ccedil;&atilde;o de energia por at&eacute; tr&ecirc;s fontes renov&aacute;veis. O fluxograma do m&eacute;todo proposto est&aacute; sendo apresentado na <a href="#f3">figura 03</a>.</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="f3">     <p><img src="/img/revistas/got/n9/n9a05f3.gif"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>5. Resultados</b></p>     <p>Neste cap&iacute;tulo ser&atilde;o apresentados os resultados obtidos na pesquisa, conforme m&eacute;todo apresentado no cap&iacute;tulo 4.</p>     <p>Como o ramo de produ&ccedil;&atilde;o de energia el&eacute;trica por fontes renov&aacute;veis est&aacute; sendo explorado em todo o mundo e com base em toda a revis&atilde;o de literatura apresentada no cap&iacute;tulo 03, as matrizes de energia renov&aacute;veis definidas para produ&ccedil;&atilde;o desta modelagem foram: h&iacute;drica de pequeno formato (com altura de queda de 10 m de alura e barramento de 150 metros), e&oacute;lica e solar (t&eacute;rmico e fotovoltaico).</p>     <p>N&atilde;o somente as fontes, mas principalmente a defini&ccedil;&atilde;o de informa&ccedil;&otilde;es e produtos cartogr&aacute;ficos/meteorol&oacute;gicos prim&aacute;rios advindos do mundo real foram imprescind&iacute;veis para modelar o fluxo de mapeamento e a respectiva gera&ccedil;&atilde;o de informa&ccedil;&atilde;o secund&aacute;ria necess&aacute;ria para identificar no final as &aacute;reas com potencial para gerar energia el&eacute;trica pelas fontes renov&aacute;veis definidas.</p>     <p>Em toda literatura estudada s&atilde;o fundamentais para qualquer das tr&ecirc;s fontes definidas, seja h&iacute;drica, solar ou e&oacute;lica, que sejam utilizados modelos digitais de eleva&ccedil;&atilde;o (MDE), donde possam ser derivadas as informa&ccedil;&otilde;es de altura, inclina&ccedil;&atilde;o/declividade e aspecto da superf&iacute;cie mapeada. Tamb&eacute;m s&atilde;o necess&aacute;rias informa&ccedil;&otilde;es a respeito do uso e ocupa&ccedil;&atilde;o do solo, que podem ser advindas de classifica&ccedil;&otilde;es de imagens de sat&eacute;lite ou de mapeamentos tem&aacute;ticos, para definir as restri&ccedil;&otilde;es que devem ser levadas em considera&ccedil;&atilde;o no mapeamento de potencial energ&eacute;tico. Essenciais somente para o mapeamento de potencial e&oacute;lico s&atilde;o os dados meteorol&oacute;gicos advindos de esta&ccedil;&otilde;es meterorol&oacute;gicas para gerar as informa&ccedil;&otilde;es de intensidade/velocidade de vento sintetizada em <i>softwares</i> espec&iacute;ficos.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Para produ&ccedil;&atilde;o do diagrama de classes foi necess&aacute;rio, primeiramente, abstrair do mundo real os dados, informa&ccedil;&otilde;es e produtos cartogr&aacute;ficos (necess&aacute;rios ao mapeamento das matrizes definidas) para o conceitual em classes (convencionais e georreferenciadas) imprescind&iacute;veis para atingir ao objetivo proposto. Os n&iacute;veis e as classes definidas est&atilde;o sendo apresentadas no <a href="#t2">quadro 02</a>.</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="t2">     <p><img src="/img/revistas/got/n9/n9a05t2.gif"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>O diagrama de classes produzido neste trabalho seguiu os padr&otilde;es, conceitos e semiologia necess&aacute;rios a uma modelagem conceitual dentro dos par&acirc;metros e estere&oacute;tipos do modelo OMT-G apresentados no item 3.4. Para desenh&aacute;-lo foi utilizado o <i>Stencil</i> OMT-G no Microsoft Visio 2010.</p>     <p>Primeiramente foram identificados os objetos geogr&aacute;ficos e convencionais que compuseram o tema e os mesmos foram agrupados em classes. O diagrama foi utilizado para agregar objetos de mesmas caracter&iacute;sticas, atributos e comportamentos e tamb&eacute;m para auxiliar a visualiza&ccedil;&atilde;o dos n&iacute;veis de informa&ccedil;&atilde;o. Como resultado para o Modelo Conceitual obteve-se o total de 36 classes, sendo 34 geogr&aacute;ficas e 2 convencionais. As classes convencionais utilizadas est&atilde;o sendo apresentadas na <a href="#f4">Figura 04</a>.</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="f4">     <p><img src="/img/revistas/got/n9/n9a05f4.gif"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>As classes de fen&ocirc;menos geogr&aacute;ficos receberam representa&ccedil;&atilde;o conceitual conforme a vis&atilde;o de campos e objetos com as primitivas geom&eacute;tricas de ponto e tessela&ccedil;&atilde;o (as demais primitivas descritas no OMT-G n&atilde;o foram utilizadas), sendo que somente duas classes apresentaram a fei&ccedil;&atilde;o &ldquo;Ponto&rdquo;. Ver o s&iacute;mbolo do canto superior esquerdo das classes apresentadas na <a href="#f5">figura 05</a>, com representa&ccedil;&atilde;o an&aacute;loga &agrave;s informa&ccedil;&otilde;es advinda dos n&iacute;veis de informa&ccedil;&atilde;o &ldquo;Esta&ccedil;&atilde;o Meteorol&oacute;gica&rdquo; e &ldquo;Velocidade de Vento Sintetizada&rdquo;.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p> <a name="f5">     <p><img src="/img/revistas/got/n9/n9a05f5.gif"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>Est&atilde;o sendo apresentadas, na <a href="#f6">figura 06</a>, como exemplo, duas classes com representa&ccedil;&atilde;o da primitiva &ldquo;Tessela&ccedil;&atilde;o&rdquo;, muito utilizada no modelo, relativas aos n&iacute;veis de informa&ccedil;&otilde;es &ldquo;Imagem Radar&rdquo; e &ldquo;Imagem Sat&eacute;lite&rdquo;.&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="f6">     <p><img src="/img/revistas/got/n9/n9a05f6.gif"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>Ap&oacute;s a etapa de representa&ccedil;&atilde;o conceitual das classes de objetos foi realizada a modelagem dos atributos espaciais e convencionais de cada classe, onde foram atribu&iacute;dos dom&iacute;nios para os tipos de dados de acordo com suas caracter&iacute;sticas de armazenamento em meio computacional: <i>String (</i>Alfanum&eacute;rico), <i>Boolean, Float</i> (Decimal) e <i>Date. </i>Ver detalhes nas figuras <a href="#f5">05</a> e <a href="#f6">06</a>, onde para a Classe &ldquo;Esta&ccedil;&atilde;o Meteorol&oacute;gica&rdquo; foram descritos os atributos &ldquo;Id, Nome, Data In&iacute;cio, Hora, Intervalo, Latitude, Longitude, Altitude&rdquo; e para a Classe &ldquo;Imagem Radar&rdquo; foram descritos os atributos &ldquo;Id, Fonte, Data, Sat&eacute;lite, Resolu&ccedil;&atilde;o, Altitude&rdquo;.</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="f7a">     <p><img src="/img/revistas/got/n9/n9a05f7a.gif"></p>     
]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="f7b">     <p><img src="/img/revistas/got/n9/n9a05f7b.gif"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>Foram estabelecidos, tamb&eacute;m, os relacionamentos (associa&ccedil;&otilde;es) espaciais e n&atilde;o espaciais entre as classes de objetos, conforme apresenta&ccedil;&atilde;o das figuras <a href="#f7a">07a</a> e <a href="#f7b">07b</a>. Na maioria dos relacionamentos foi utilizada a cardinalidade &ldquo;um para um&rdquo;, de forma subtendida de acordo com o relacionamento das figuras <a href="#f7a">07a</a> e <a href="#f7b">07b</a>. Em alguns casos a cardinalidade de &ldquo;muitos para um&rdquo; foi utilizada. Veja um exemplo na <a name="f8"><a href="/img/revistas/got/n9/n9a05f8.gif">figura 08<a/>, no relacionamento entre as classes &ldquo;Velocidade de Vento Sintetizada&rdquo; e &ldquo;Velocidade de Vento&rdquo;.</p>     
<p>Ap&oacute;s a defini&ccedil;&atilde;o das classes prim&aacute;rias fundamentais, foram sendo produzidas as classes secund&aacute;rias, derivadas seja da associa&ccedil;&atilde;o simples ou espacial, bem como de opera&ccedil;&otilde;es. Veja exemplos das classes derivadas &ldquo;Velocidade de Vento Sintetizada&rdquo; e &ldquo;Uso e Ocupa&ccedil;&atilde;o do Solo&rdquo;, bem como a descri&ccedil;&atilde;o de atributos e opera&ccedil;&otilde;es nas figuras <a href="#f7a">07a</a> e <a href="#f7b">07b</a>.</p>     <p>Para a modelagem dos dados meteorol&oacute;gicos e simula&ccedil;&atilde;o da velocidade de vento sintetizada foi utilizado o <i>software</i> Windographer, descrito no item 3.5. Somente uma opera&ccedil;&atilde;o &eacute; demandada pelo <i>software</i> &ldquo;Extrapola&ccedil;&atilde;o de janela vertical&rdquo;, onde &eacute; poss&iacute;vel inserir a altura que se deseja simular. O <i>software</i> retorna valores unit&aacute;rios (por ponto) de velocidade sintetizada na altura inserida de forma convencional. No modelo conceitual tal opera&ccedil;&atilde;o foi descrita como &ldquo;Simular Velocidade de Vento Sintetizada&rdquo;, conforme exemplo apresentado na figura <a href="#f7a">07a</a> da classe &ldquo;Velocidade de Vento Sintetizada&rdquo;.</p>     <p>Para utiliza&ccedil;&atilde;o dos dados meteorol&oacute;gicos no <i>software</i> Windografer, primeiramente devem ser estruturados no ambiente Excel as colunas com os dados meteorol&oacute;gicos fundamentais para gerar a curva logar&iacute;tmica que simula a velocidade de vento em grandes alturas, com data e hor&aacute;rio de in&iacute;cio das medi&ccedil;&otilde;es, a altitude da esta&ccedil;&atilde;o (m), bem como o per&iacute;odo em minutos. Geralmente s&atilde;o simuladas velocidades de vento em 80 m, 100 m e 150 m (altura padr&atilde;o dos aerogeradores), conforme descri&ccedil;&otilde;es do cap&iacute;tulo 03. No modelo conceitual tal opera&ccedil;&atilde;o foi descrita como &ldquo;Tabular Dados Meteorol&oacute;gicos&rdquo;, conforme exemplo apresentado na figura <a href="#f7a">07a</a> da classe &ldquo;Dados Meteorol&oacute;gicos&rdquo;.</p>     <p>Para transformar a informa&ccedil;&atilde;o convencional para geogr&aacute;fica, da classe &ldquo;Dados Meteorol&oacute;gicos&rdquo; os valores unit&aacute;rios advindos do Windographer foram transformados em um &uacute;nico arquivo de pontos para a Classe Geogr&aacute;fica &ldquo;Velocidade de Vento Sintetizada&rdquo; para ser trabalhada em SIG, atrav&eacute;s de uma opera&ccedil;&atilde;o de interpola&ccedil;&atilde;o denominada &ldquo;<i>Topo to Raster</i>&rdquo;ou &ldquo;topogr&aacute;fico para raster&rdquo; no modelo conceitual, para gerar uma subclasse &ldquo;Velocidade de Vento&rdquo; na vis&atilde;o de campo Tessela&ccedil;&atilde;o. Para esta etapa e todas as demais que necessitavam de SIG foi utilizado o ArcGIS 10.2. Veja o exemplo desta transforma&ccedil;&atilde;o na <a name="f8"><a href="/img/revistas/got/n9/n9a05f8.gif">figura 08<a/>.</p>     
<p>Com exce&ccedil;&atilde;o da modelagem e&oacute;lica e de algumas ferramentas que funcionam fora do <i>Toolbox</i> do ArcGIS (como a Classifica&ccedil;&atilde;o Supervisionada, por exemplo), todas as demais opera&ccedil;&otilde;es definidas na modelagem conceitual foram implementadas no <i>Model Builder</i> do ArcGIS 10.2 para validar o m&eacute;todo proposto de forma l&oacute;gica e f&iacute;sica.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A modelagem conceitual, por ser muito complexa, est&aacute; sendo apresentada, seccionada em grupos tem&aacute;ticos de energia, a saber, por gera&ccedil;&atilde;o solar, e&oacute;lica e h&iacute;drica, conforme apresenta&ccedil;&atilde;o das figuras <a name="f9"><a href="/img/revistas/got/n9/n9a05f9.gif">09<a/>, <a name="f10"><a href="/img/revistas/got/n9/n9a05f10.gif">10<a/> e <a name="f11"><a href="/img/revistas/got/n9/n9a05f11.gif">11<a/>, respectivamente, onde podem ser visualizadas as classes modeladas, bem como seus atributos, opera&ccedil;&otilde;es e relacionamentos.</p>     
<p>J&aacute; o Modelo conceitual para identifica&ccedil;&atilde;o de &aacute;reas com potencial para gerar energia por fonte renov&aacute;vel (esquema na &iacute;ntegra) pode ser observado na <a name="f12"><a href="/img/revistas/got/n9/n9a05f12.gif">figura 12<a/>, onde pode ser observada a classe resultante &ldquo;Potencial Solar, E&oacute;lico e H&iacute;drico&rdquo;, gerada atrav&eacute;s de opera&ccedil;&otilde;es das classes &ldquo;Indica&ccedil;&atilde;o Solar&rdquo;, &ldquo;Indica&ccedil;&atilde;o E&oacute;lica&rdquo; e &ldquo;L&acirc;mina D&aacute;gua&rdquo; advindas dos tr&ecirc;s modelos apresentados nas figuras <a name="f9"><a href="/img/revistas/got/n9/n9a05f9.gif">09<a/>, <a name="f10"><a href="/img/revistas/got/n9/n9a05f10.gif">10<a/> e <a name="f11"><a href="/img/revistas/got/n9/n9a05f11.gif">11<a/>.</p>     
<p>&Eacute; importante ressaltar que algumas classes s&atilde;o fundamentais para a produ&ccedil;&atilde;o de todos os modelos, por isso elas aparecem como classes prim&aacute;rias e derivadas em todos os modelos apresentados. Exemplo disto &eacute; a classe &ldquo;Declividade&rdquo;, gerada por opera&ccedil;&atilde;o da classe &ldquo;DEM&rdquo;, que por sua vez &eacute; derivada da classe prim&aacute;ria &ldquo;Imagem Radar&rdquo;. Outro exemplo &eacute; a classe &ldquo;Uso do Solo Classificado&rdquo;, derivada por reclassifica&ccedil;&atilde;o da classe &ldquo;Uso e Ocupa&ccedil;&atilde;o do Solo&rdquo;, que foi, atrav&eacute;s de classifica&ccedil;&atilde;o supervisionada, gerada a partir da classe prim&aacute;ria &ldquo;Imagem Sat&eacute;lite&rdquo;.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>N&atilde;o &eacute; objetivo deste trabalho realizar a apresenta&ccedil;&atilde;o do modelo f&iacute;sico em Model Builder (ArcGIS 10.2), bem como dos mapas gerados a partir desta implementa&ccedil;&atilde;o, pois o modelo conceitual apresentado pode ser aplicado em qualquer <i>software</i> de SIG.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>6. Conclus&otilde;es</b></p>     <p>Conclui-se com este trabalho que o objetivo principal foi cumprido, tendo em vista que foi proposto um modelo conceitual para identifica&ccedil;&atilde;o espacial de &aacute;reas que possuem potencial de gera&ccedil;&atilde;o de energia el&eacute;trica por at&eacute; tr&ecirc;s fontes de energias renov&aacute;veis, seja h&iacute;drica de pequeno formato, e&oacute;lica ou solar (fotovoltaico e t&eacute;rmico). O m&eacute;todo proposto foi aplicado fisicamente em <i>Model Builder</i> para valida&ccedil;&atilde;o e apresentou resultados satisfat&oacute;rios.</p>     <p>Conclui-se tamb&eacute;m que foram indicados produtos fundamentais, que s&atilde;o disponibilizados gratuitamente na Internet, para realizar o mapeamento de &aacute;reas com potencial para gerar energia el&eacute;trica pelas fontes renov&aacute;veis definidas, bem como quais os n&iacute;veis de informa&ccedil;&atilde;o s&atilde;o extra&iacute;dos deles.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>O principal resultado, apresentado na <a href="/img/revistas/got/n9/n9a05f12.gif">figura 12</a> (Modelo Conceitual para identifica&ccedil;&atilde;o de &aacute;reas com potencial para gerar energia por fonte renov&aacute;vel) &eacute; considerado de aplica&ccedil;&atilde;o universal e pode ser reaplicado em qualquer <i>software</i> de SIG e em qualquer &aacute;rea geogr&aacute;fica.</p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>7. Considera&ccedil;&otilde;es Finais</b></p>     <p>Este artigo apresenta o resultado da primeira etapa de uma pesquisa de p&oacute;s-doutoramento ocorrida entre os meses de mar&ccedil;o de 2015 e novembro de 2015, realizada em Portugal na Universidade Nova de Lisboa. Para maiores detalhes sobre toda a investiga&ccedil;&atilde;o favor contatar os autores. A bolsa de p&oacute;s-doutoramento foi financiada pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Cient&iacute;fico e Tecnol&oacute;gico (CNPQ) do Brasil.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>8. Refer&ecirc;ncias Bibliogr&aacute;ficas</b></p>     <!-- ref --><p>AGENCIA NACIONAL DE ENERGIA EL&Eacute;TRICA - ANEEL. <i>Atlas de energia el&eacute;trica do Brasil.</i> 3&ordf; edi&ccedil;&atilde;o. Bras&iacute;lia: ANEEL, 2008. 236p.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1733518&pid=S2182-1267201600010000500001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>AMARANTE, O. A. C.; SILVA, F. J. L.; ANDRADE, P. E. P. <i>Atlas E&oacute;lico: Esp&iacute;rito Santo.</i> Ag&ecirc;ncia de Servi&ccedil;os P&uacute;blicos de Energia do Estado do Esp&iacute;rito Santo (ASPE). Vit&oacute;ria/ES. 2009. 100p.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1733520&pid=S2182-1267201600010000500002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>AWS TRUEPOWER LLC, 2015. Dispon&iacute;vel em <a href="https://www.windographer.com" target="_blank">https://www.windographer.com</a>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1733522&pid=S2182-1267201600010000500003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>BORGES, K. A. V.; DAVIS J&Uacute;NIOR, C. A.; LAENDER, A. H. F. 2005. Modelagem conceitual de dados geogr&aacute;ficos. In: CASANOVA, et. al.  <i>Banco de Dados Geogr&aacute;fico</i>. MundoGEO: Curitiba, 2005. Cap. 1, p. 83-136.</p>     <!-- ref --><p>BORGES, K. A.V. <i>Modelagem de banco de dados geogr&aacute;ficos.</i> Apostila do Curso de Especializa&ccedil;&atilde;o em Geoprocessamento.  Universidade Federal de Minas Gerais, Belo Horizonte. 2002.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1733525&pid=S2182-1267201600010000500005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>BORGES, K. A.V. <i>Modelagem de dados geogr&aacute;ficos: uma extens&atilde;o do modelo OMT para aplica&ccedil;&otilde;es  geogr&aacute;ficas. </i>1997. 139 f. Disserta&ccedil;&atilde;o (Mestrado em Administra&ccedil;&atilde;o P&uacute;blica) - Escola de Governo,  Funda&ccedil;&atilde;o Jo&atilde;o Pinheiro, Belo Horizonte. 1997.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1733527&pid=S2182-1267201600010000500006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>BORGES, K.A.V; DAVIS, C. Modelagem de Dados Geogr&aacute;ficos. IN: C&acirc;mara, G.; Davis, C.; Monteiro, A. M. V.; (Org).  <i>Introdu&ccedil;&atilde;o &agrave; Ci&ecirc;ncia da Geoinforma&ccedil;&atilde;o</i>. INPE, S&atilde;o Jos&eacute; dos Campos: S&atilde;o Paulo,  2001. Dispon&iacute;vel em <a href="http://www.dpi.inpe.br/gilberto/livro/introd/cap4-modelos.pdf" target="_blank">http://www.dpi.inpe.br/gilberto/livro/introd/cap4-modelos.pdf</a>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1733529&pid=S2182-1267201600010000500007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>BRITISH PETROLEUM. QUANTIFYING ENERGY. <i>BP Statistical Review of World Energy</i>. 2006. Dispon&iacute;vel em <a href="http://www.bp.com" target="_blank">http://www.bp.com</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1733531&pid=S2182-1267201600010000500008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p>COSME, A. <i>Projeto em Sistemas de Informa&ccedil;&atilde;o Geogr&aacute;fica</i>. Lidel &ndash; edi&ccedil;&otilde;es t&eacute;cnicas, lda. Lisboa. 2012. 366p.</p>     <!-- ref --><p>CRAVEIRO, G. K. C. <i>Metodologia para implementa&ccedil;&atilde;o de um Sistema de Informa&ccedil;&otilde;es Geogr&aacute;ficas para ambiente urbano.</i> 2004. 194f. Disserta&ccedil;&atilde;o (Mestrado em Ci&ecirc;ncias em Engenharia de Transporte) - Curso de P&oacute;s Gradua&ccedil;&atilde;o de Engenharia, COPPE, Universidade Federal do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro. 2004.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1733533&pid=S2182-1267201600010000500010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>ELOY, A. <i>Energias Sem-fim &ndash; Contrariando as Altera&ccedil;&otilde;es Clim&aacute;ticas</i>. Edi&ccedil;&otilde;es Colibri. &nbsp;Lisboa. 2009. 124p.</p>     <!-- ref --><p>HUBNER, C. E. <i>Proposta de gest&atilde;o de dados cadastrais para</i><i> gest&atilde;o so</i><i>ciopatrimonial de empreendimentos</i> <i>de gera&ccedil;&atilde;o de energia hidrel&eacute;trica em fase de</i> <i>implanta&ccedil;&atilde;o</i><i>.</i> 2009. 339 f. Disserta&ccedil;&atilde;o (Mestrado em Engenharia Civil) - Programa de P&oacute;s Gradua&ccedil;&atilde;o em Engenharia Civil, Universidade Federal de Santa Catarina, Florian&oacute;polis. 2009.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1733536&pid=S2182-1267201600010000500012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>INTERNATIONAL ENERGY AGENCY - IEA, 2009. <i>Wind Technology Roadmap</i>. International Energy Agency. Dispon&iacute;vel em <a href="http://www.eia.org/Papers/2009/wind_roadmap.pdf" target="_blank">http://www.eia.org/Papers/2009/wind_roadmap.pdf</a>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1733538&pid=S2182-1267201600010000500013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>JUANA, J. M<b>. </b><i>Energias Renov&aacute;veis para o </i><i>Desenvolvimento</i><b>.</b> Editorial Thomson Paraninfo. 2003.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1733540&pid=S2182-1267201600010000500014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>LINARD, F. J. A. <i>Estimativas da velocidade do vento em altitude usando o Software Windographer. </i>Monografia. (Monografia de Gradua&ccedil;&atilde;o em Bacharelado em F&iacute;sica) Centro de Ci&ecirc;ncias e Tecnologia, Universidade Estadual do Cear&aacute;, Fortaleza, 2010.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1733542&pid=S2182-1267201600010000500015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>LISBOA FILHO, J. et al. Modelagem conceitual de banco de dados geogr&aacute;ficos: o estudo de caso do projeto PADCT/CIAMB. In: <i>Carv&atilde;o e</i> <i>Meio Ambiente</i><b>.</b> Porto Alegre: UFRGS, 2000. p. 440-458.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1733544&pid=S2182-1267201600010000500016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>LISBOA FILHO, J; IOCHPE, C. Um estudo sobre modelos conceituais de dados para projeto de bancos de dados geogr&aacute;ficos. <i>Revista Inform&aacute;tica P&uacute;blica</i>, Belo Horizonte, v.1, n.2. 1999b.&nbsp; p. 67-90.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1733546&pid=S2182-1267201600010000500017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>MENDES, P. G. <i>Desenvolvimento de uma aplica&ccedil;&atilde;o SIG no apoio &agrave; gest&atilde;o da rega: o caso de estudo do Alentejo (Portugal).</i> Disserta&ccedil;&atilde;o (Mestrado em Sistemas de Informa&ccedil;&atilde;o Geogr&aacute;fica) - Departamento de Engenharia Geogr&aacute;fica, Geof&iacute;sica e Energia, Universidade de Lisboa, Lisboa. 2013.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1733548&pid=S2182-1267201600010000500018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
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