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<journal-title><![CDATA[GOT, Revista de Geografia e Ordenamento do Território]]></journal-title>
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<article-id pub-id-type="doi">10.17127/got/2016.10.004</article-id>
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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[O passado de alguns futuros já desejados na forma urbana]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Encouraged by the conference theme "Geography in the Construction of Desire Future", we aim to expose a research methodology on Urban Morphology and Urbanism. A contribution to the reflection on the relevance of diachronic studies of the desired futures it&#8217;s also a goal. The Porto City Council urban criteria&#8217;s birth and maturation was the researched theme. To that purpose, we focus our attention on its expression from the approved document to tangible urban form. As the confrontation between form and form to be occurred, the journey from dream to reality becomes a modelling process. Distributing the organized examples - desired future&#8217;s fragments - through time (1936-1974) and space (Porto) we established 4 reflection starting points on the past of some futures once desired in urban form.]]></p></abstract>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[Morfologia urbana]]></kwd>
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<kwd lng="en"><![CDATA[Urban Planning]]></kwd>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><b>ARTIGO</b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>O passado de alguns <i>futuros</i> j&aacute; desejados na forma urbana</b></p>     <p><b>The past of some futures once desired in urban form</b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Cardoso, Vasco</b><sup>1</sup></p>     <p><sup>1</sup>CEGOT/ I2ADS; Avenida Rodrigues de Freitas, 265, 4049-021, Porto, Portugal; <a href="mailto:vcardoso@fba.up.pt">vcardoso@fba.up.pt</a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>RESUMO</b></p>     <p>Desafiado pelo tema do col&oacute;quio &ldquo;A Geografia na Constru&ccedil;&atilde;o do Futuro Desejado&rdquo;<a href="#_ftn1" name="_ftnref1">[1]</a>, pretendeu-se expor uma metodologia de investiga&ccedil;&atilde;o em Morfologia Urbana e Urbanismo e tentar contribuir para a reflex&atilde;o sobre a pertin&ecirc;ncia do estudo diacr&oacute;nico de <i>futuros desejados</i>.</p>     <p>Seguiu-se o nascimento e a matura&ccedil;&atilde;o das op&ccedil;&otilde;es urban&iacute;sticas da C&acirc;mara Municipal do Porto, expressas em projeto aprovado e em forma urbana, valorizando-se, assim, a forma logo desde a sua primeira express&atilde;o gr&aacute;fica oficial, antes de ser tang&iacute;vel. Esse percurso do sonho &agrave; realidade &eacute;, tamb&eacute;m ele, j&aacute;, de modela&ccedil;&atilde;o da forma, pelo que de confrontos o sonho foi tendo com a circunst&acirc;ncia. Distribuindo pelo tempo (1936-1974) e pelo espa&ccedil;o (concelho do Porto) os exemplos organizados - parcelas de <i>futuros desejados</i> - registaram-se assim 4 pontos de reflex&atilde;o sobre <i>o passado de alguns futuros j&aacute; desejados na forma urbana</i>.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Palavras-chave</b>: Morfologia urbana; Urbanismo; Cartografia hist&oacute;rica; Plano; Planeamento</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>ABSTRACT</b></p>     <p>Encouraged by the conference theme "Geography in the Construction of Desire Future", we aim to expose a research methodology on Urban Morphology and Urbanism. A contribution to the reflection on the relevance of diachronic studies of the desired futures it&rsquo;s also a goal.</p>     <p>The Porto City Council urban criteria&rsquo;s birth and maturation was the researched theme. To that purpose, we focus our attention on its expression from the approved document to tangible urban form. As the confrontation between form and form to be occurred, the journey from dream to reality becomes a modelling process. Distributing the organized examples &ndash; desired future&rsquo;s fragments &ndash; through time (1936-1974) and space (Porto) we established 4 reflection starting points on <i>the past of some futures once desired in urban form</i>.</p>     <p><b>&nbsp;</b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Keywords</b>: Urban Morphology, Urbanism, Historical Cartography; Plan; Urban Planning</p>     <p><b>&nbsp;</b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>1. Introdu&ccedil;&atilde;o</b></p>     <p>Com o presente texto procura-se fazer um novo exerc&iacute;cio de reflex&atilde;o sobre os, e a partir dos, resultados de investiga&ccedil;&atilde;o numa tese de doutoramento defendida em 2015. O trabalho de investiga&ccedil;&atilde;o referido analisou a produ&ccedil;&atilde;o da forma urbana no Porto, buscando a morfog&eacute;nese dos espa&ccedil;os que, de facto, mais aten&ccedil;&atilde;o receberam das pol&iacute;ticas p&uacute;blicas. Essas ganham relevo pela coincid&ecirc;ncia do per&iacute;odo escolhido com os alvores das leis sobre planos de urbaniza&ccedil;&atilde;o em Portugal, e com o per&iacute;odo de in&iacute;cio do governo de Salazar, o que conferiu a esse tempo a caracter&iacute;stica de alguma linearidade ao processo de decis&atilde;o pol&iacute;tica. Inclusive, nos primeiros anos da ditadura, esta arvorou-se pela senda da defini&ccedil;&atilde;o de uma norma morfol&oacute;gica identit&aacute;ria, &agrave; semelhan&ccedil;a daquilo de que os fascistas e os nazis mais pr&oacute;ximo ficaram.</p>     <p>Na linha do que tinha acontecido no s&eacute;culo XIX com os chamados &ldquo;projetos de empr&eacute;stimo&rdquo;, os planos de urbaniza&ccedil;&atilde;o lan&ccedil;ados com Duarte Pacheco, em 1938, acabaram por, no resultado, descender dessa pr&aacute;tica. A investiga&ccedil;&atilde;o de doutoramento (V. CARDOSO, 2015, a) em que este texto se filia, atrav&eacute;s do estudo das atas das reuni&otilde;es da C&acirc;mara, de alguma troca de correspond&ecirc;ncia oficial com os servi&ccedil;os do Estado, da inventaria&ccedil;&atilde;o, cataloga&ccedil;&atilde;o, localiza&ccedil;&atilde;o, classifica&ccedil;&atilde;o e sistematiza&ccedil;&atilde;o de perto de 1000 projetos municipais, e dos quais se estudou cerca de metade, consolidaram aquele quadro. Em estudo anterior (V. CARDOSO, 2011), examinara-se o perfil dos dois &uacute;ltimos &ldquo;projetos de empr&eacute;stimo&rdquo; pr&eacute;vios &agrave; lei de 1864<a href="#_ftn2" name="_ftnref2">[2]</a>, de 1852 e 1865 (com a primeira vers&atilde;o de 1863, culminando na sua reformula&ccedil;&atilde;o ao regulado pela dita lei), arrolavam uma s&eacute;rie de obras de melhoramentos, aberturas de ruas e obras de embelezamento.</p>     <p>Os planos gerais de urbaniza&ccedil;&atilde;o no Porto resultaram muito mais como que pontos de situa&ccedil;&atilde;o, registo compilado daquilo que j&aacute; corria em projetos locais. A imposi&ccedil;&atilde;o de qualquer desenho predeterminado ou preconcebido sobre o territ&oacute;rio e a sociedade ficou assim mais pl&aacute;stica. Esses planos gerais de urbaniza&ccedil;&atilde;o encadearam um conjunto de projetos de obras a executar, anteriormente projetadas nos servi&ccedil;os municipais ou ministeriais, e n&atilde;o advieram da elabora&ccedil;&atilde;o de um &uacute;nico enunciado global e original de um <i>futuro desejado</i>, fruto de um debate te&oacute;rico entre modelos. No entanto, houve a ancoragem a alguns desses modelos, dos quais se encontram exemplos de clara express&atilde;o formal. Foram v&aacute;rios os exemplos de paradigmas de urbaniza&ccedil;&atilde;o estrangeiros, contudo foram apenas estimados quando servindo ao modelo do Estado que nunca existiu, efetivamente (P. V. ALMEIDA, 2002) &ndash; mas cujo ideal contaminou &ndash;, resultando desse modo em metamorfoses ou, at&eacute; anamorfoses, pr&oacute;prias para o contexto de acolhimento.</p>     <p>Por&eacute;m, de facto, o <i>futuro</i> foi <i>desejado</i> dia a dia, local a local, no confronto entre poder pol&iacute;tico municipal e nacional, sob o complexo problema da expropria&ccedil;&atilde;o e posse de terrenos para a expans&atilde;o urbana almejada. Soma-se ao problema, n&atilde;o terem sido lineares os efeitos esperados da capacidade atribu&iacute;da aos planos de urbaniza&ccedil;&atilde;o, em se constitu&iacute;rem como documentos legais bastantes para operacionalizar as expropria&ccedil;&otilde;es, fundamentais &agrave; expans&atilde;o urbana pretendida.</p>     <p>Este quadro da concretiza&ccedil;&atilde;o daquilo que se <i>desejou</i> para os planos de urbaniza&ccedil;&atilde;o e o seu caminho at&eacute; se chegar &agrave;quilo que, de facto, reverteu em forma urbana, &eacute; estudado pela Morfog&eacute;nese. O estudo da Morfog&eacute;nese e da sua circunst&acirc;ncia, sob uma perspetiva <i>multiescalar</i> e <i>multitemporal</i>, mostrou import&acirc;ncia na defini&ccedil;&atilde;o de padr&otilde;es contribuintes para o entendimento do urbanismo e da forma urbana do Porto, do per&iacute;odo analisado: 1936 a 1974. O tempo e a media&ccedil;&atilde;o de todas as vari&aacute;reis reais determinam a evolu&ccedil;&atilde;o da forma, desde o modelo, passando pelos diferentes projetos e terminando na sua concretiza&ccedil;&atilde;o, na maioria dos casos faseada ou territorialmente afastada.</p>     <p>O estudo das propostas de interven&ccedil;&atilde;o urbana de origem municipal e de abrang&ecirc;ncia territorial mais reduzida p&ocirc;de ser outra presta&ccedil;&atilde;o para o entendimento da forma urbana do Porto, a partir da sua morfog&eacute;nese. Por essas propostas de interven&ccedil;&atilde;o terem sido lan&ccedil;adas pelos planos gerais, mas, sobretudo, na sua maioria, por terem sido tribut&aacute;rias desses, ganham uma import&acirc;ncia central.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>2. Metodologia</b></p>     <p>No estabelecimento da metodologia para os estudos levados a cabo foi importante logo na partida a considera&ccedil;&atilde;o tida pela experi&ecirc;ncia de M. BASTO (1936): &ldquo;&hellip; Livros de Actas&hellip; A&iacute; encontra o investigador elementos de primeira ordem, tam sugestivos como exactos e numerosos, para o conhecimento da evolu&ccedil;&atilde;o hist&oacute;rica do P&ocirc;rto&rdquo;. Ainda, mais fino, sublinhou o autor, M. BASTO (1946), que &ldquo;A leitura dos velhos Relat&oacute;rios da Ger&ecirc;ncia&hellip;fornece informa&ccedil;&otilde;es muito curiosas, para quem tiver prazer ou interesse em conhecer a evolu&ccedil;&atilde;o e os progressos do Porto&hellip;&rdquo;. Mas se a fonte escrita tem a import&acirc;ncia do dado por extenso e, neste caso, para o bem e para o mal, do dado oficial, foram tamb&eacute;m procurados meios de contraprova. Para tal, seguiu-se a proposta de M. G. FERNANDES (2005) de ganhar conhecimento do &ldquo;&hellip;caminhar pelas cidades&hellip;[e na]&hellip;busca de meios de observa&ccedil;&atilde;o, quer escritos, quer cartogr&aacute;ficos, dos cen&aacute;rios passados &hellip;[como]&hellip; imprescind&iacute;vel para a interpreta&ccedil;&atilde;o da cidade&hellip;&rdquo;. Nesse sentido da aferi&ccedil;&atilde;o, foram ainda relevantes alguns documentos escritos, troca de correspond&ecirc;ncia entre o poder pol&iacute;tico local e o nacional. Mas, tamb&eacute;m mereceram estudo cuidadoso, quer o corpo legal em vigor, quer ainda documenta&ccedil;&atilde;o noticiosa atinente.</p>     <p>Para a consecu&ccedil;&atilde;o dos objetivos abordados e apoiado na estrutura metodol&oacute;gica apresentada delineou-se o caminho por duas fontes prim&aacute;rias essenciais. Em primeiro lugar, dissecaram-se as atas das reuni&otilde;es decis&oacute;rias do poder municipal, entendendo esse como o autor, a estudar, da forma urbana que &eacute; e a que poderia ter sido. Mas, al&eacute;m dessas reuni&otilde;es dois outros documentos se perfilaram: um com os desafios &ndash; Planos de Atividade, para o ano seguinte &ndash; e outro com a avalia&ccedil;&atilde;o &ndash; Relat&oacute;rios de Contas da Ger&ecirc;ncia, do ano anterior. Apesar de um autor coletivo aceite, considerou-se, contudo, a forma ditada pelo C&oacute;digo Administrativo, de 1936-40, para a sele&ccedil;&atilde;o do Presidente da C&acirc;mara, cujo perfil de governa&ccedil;&atilde;o foi tamb&eacute;m uma marca relevante do pensamento urban&iacute;stico havido na edilidade. Nesse sentido, na investiga&ccedil;&atilde;o analisaram-se 7 presid&ecirc;ncias (integrando nessas as respetivas presid&ecirc;ncias interinas), 7 per&iacute;odos, procurando entender contextos e implica&ccedil;&otilde;es do seu perfil na morfog&eacute;nese urbana: a que veio a ser e a que poderia ter sido.</p>     <p>Daquela investiga&ccedil;&atilde;o conseguiu-se a chave para o acesso &agrave; outra fonte prim&aacute;ria: os projetos aprovados nas reuni&otilde;es de C&acirc;mara - orientadores da a&ccedil;&atilde;o sobre a forma urbana, na cidade e para a sua expans&atilde;o. No seguimento, procedeu-se a um levantamento, estudo e uma classifica&ccedil;&atilde;o desses projetos. A din&acirc;mica temporal e os constrangimentos ocorridos para tornar t&aacute;cteis os desejos resultaram na aprova&ccedil;&atilde;o de v&aacute;rios projetos ao longo do tempo, para um mesmo local, pensado, ora <i>per si</i>, ora integrado em &acirc;mbitos mais vastos. A necessidade de referencia&ccedil;&atilde;o espacial de cada projeto foi o primeiro par&acirc;metro fundador de uma organiza&ccedil;&atilde;o e classifica&ccedil;&atilde;o dos dados, obrigatoriamente em constante muta&ccedil;&atilde;o. O trabalho foi v&aacute;rias vezes afinado, pois as designa&ccedil;&otilde;es dos locais alteraram ao longo do tempo, e nem sempre coincidiam as designa&ccedil;&otilde;es dadas com o local de facto tratado.</p>     <p>Por outro lado, a falta de um quadro legal est&aacute;vel durante o per&iacute;odo, no que respeita &agrave;s tipologias de projetos &ndash; designa&ccedil;&otilde;es e conte&uacute;dos &ndash;, redundou no levantamento de projetos com t&iacute;tulos muito variados e conte&uacute;dos que demasiadas vezes n&atilde;o correspondem ao que atualmente poderemos entender dessas designa&ccedil;&otilde;es oficiais. Assim, foi necess&aacute;rio criar uma nova gama tipol&oacute;gica, afeta ao &acirc;mbito de cada projeto. Deste modo, dos cerca de mil projetos classificados, foram estudados em pormenor perto de metade, entre escolhidos e dispon&iacute;veis, dos depositados em divis&otilde;es do munic&iacute;pio. Alguns projetos de interven&ccedil;&atilde;o tinham, no entanto, carater&iacute;sticas comuns que, coadjuvadas pelas inscri&ccedil;&otilde;es em ata de reuni&atilde;o de C&acirc;mara, no que a esses respeitava, permitiam estimar com seguran&ccedil;a cred&iacute;vel o tipo a que cada um pertenceria (caso das retifica&ccedil;&otilde;es simples de alinhamentos; os projetos em maior n&uacute;mero). Ap&oacute;s um olhar que se quis minucioso, para a proposta de aprova&ccedil;&atilde;o, a mem&oacute;ria descritiva e justificativa e, os desenhos, especialmente para a planta de urbaniza&ccedil;&atilde;o, foi poss&iacute;vel estabelecer os crit&eacute;rios estruturantes da nova gama tipol&oacute;gica. Esta acabou por ter 4 categorias, ap&oacute;s tentativas anteriores com graus de varia&ccedil;&atilde;o muito espec&iacute;ficos, mas pouco operativos. Fixaram-se ent&atilde;o os seguintes tipos:</p>     <p>- &ldquo;Arranjos&rdquo; - alinhamentos e retifica&ccedil;&otilde;es e regulariza&ccedil;&otilde;es de c&eacute;rceas, implanta&ccedil;&otilde;es e pavimentos, alargamentos de espa&ccedil;o p&uacute;blico, melhoramentos, embelezamentos e beneficia&ccedil;&otilde;es;</p>     <p>- &ldquo;Aberturas&rdquo; - aberturas e prolongamentos de ruas e pra&ccedil;as;</p>     <p>- &ldquo;Projetos&rdquo; - projetos de pormenor de planos de urbaniza&ccedil;&atilde;o, nomeadamente projetos de urbaniza&ccedil;&atilde;o consequentes da implanta&ccedil;&atilde;o de edif&iacute;cios ou espa&ccedil;os p&uacute;blicos, projetos de urbaniza&ccedil;&atilde;o de pequenas &aacute;reas na sequ&ecirc;ncia da iniciativa privada, talhamentos e renova&ccedil;&otilde;es de &aacute;reas;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>- &ldquo;Planos&rdquo; - planos de urbaniza&ccedil;&atilde;o, planos parciais de urbaniza&ccedil;&atilde;o, altera&ccedil;&otilde;es a planos, altera&ccedil;&otilde;es a <i>zonamentos</i>.</p>     <p>Esta leitura temporal, necessariamente, <i>multiescalar</i> e pluridimensional, conduziu a uma taxinomia e foi tomada como a raiz da an&aacute;lise morfogen&eacute;tica havida. O pr&oacute;prio processo de inventaria&ccedil;&atilde;o foi um processo de aumento de conhecimento, por si.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>3. Metodologia e alguns resultados</b></p>     <p>No corol&aacute;rio do trabalho emp&iacute;rico, elaboraram-se gr&aacute;ficos para a interpreta&ccedil;&atilde;o da distribui&ccedil;&atilde;o temporal das aprova&ccedil;&otilde;es e 7 plantas, uma por presid&ecirc;ncia, tendo-se feito uma an&aacute;lise caso a caso da distribui&ccedil;&atilde;o territorial das aprova&ccedil;&otilde;es.</p>     <p>Assim, posteriormente, a prop&oacute;sito de uma primeira reflex&atilde;o (V. CARDOSO, 2015,b), sobre e a partir dos estudos de doutoramento, constru&iacute;ram-se 4 plantas de s&iacute;ntese a partir dos gr&aacute;ficos e das plantas acima mencionadas: uma an&aacute;lise guiada pela quantidade e efeitos da produ&ccedil;&atilde;o do autor C&acirc;mara e n&atilde;o por produ&ccedil;&atilde;o projetual de cada edil. Estas plantas permitiram esbo&ccedil;ar 4 <i>cidades que o Porto poderia ter sido</i>, captando 4 momentos, diferentes do fixado nos planos gerais de urbaniza&ccedil;&atilde;o, como referido no in&iacute;cio deste texto. S&atilde;o, no fundo, 4 <i>futuros desejados</i>.</p>     <p>Em primeiro lugar, pelo <a name="g1"><a href="/img/revistas/got/n10/n10a05g1.gif">gr&aacute;fico 1<a/> conseguem-se destacar os per&iacute;odos de maior e menor produtividade, o que, concatenado com a informa&ccedil;&atilde;o retirada das atas das reuni&otilde;es da C&acirc;mara e atentos ao quadro nacional, permite aclarar a discrep&acirc;ncia entre a formula&ccedil;&atilde;o do <i>desejado</i> no projeto de urbaniza&ccedil;&atilde;o mais circunscrito e aquilo que era registado nos planos gerais de urbaniza&ccedil;&atilde;o.</p>     
<p>Nesta distribui&ccedil;&atilde;o das aprova&ccedil;&otilde;es por ano, sobre o intervalo de cada presid&ecirc;ncia, aponta-se decr&eacute;scimo no n&uacute;mero de aprova&ccedil;&otilde;es nos anos de 1938, 1946, 1953, de 1961 a 1963 e em 1974.</p>     <p>As altera&ccedil;&otilde;es nos servi&ccedil;os municipais motivadas pelas exig&ecirc;ncias do novo C&oacute;digo Administrativo, entrado em vigor em 1938, explicaram em parte o decr&eacute;scimo assinalado. Por outro lado, a cria&ccedil;&atilde;o do Gabinete de Estudos do Plano Geral de Urbaniza&ccedil;&atilde;o, para resposta aos Decreto-Lei n.&ordm; 24802, de 21 de dezembro1934, e Decreto-Lei n.&ordm; 28995, de 14 de fevereiro1938, dever&aacute; explicar a outra parte.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Para o decr&eacute;scimo de 1946 relevou a reorganiza&ccedil;&atilde;o que Lu&iacute;s de Pina operou nos servi&ccedil;os do Plano, ap&oacute;s a imputa&ccedil;&atilde;o de cr&iacute;ticas pela demora na conclus&atilde;o do plano geral de urbaniza&ccedil;&atilde;o e que levaram &agrave; entrada de Almeida Garrett para os servi&ccedil;os t&eacute;cnicos afetos. Na verdade, os servi&ccedil;os colaboravam em v&aacute;rias frentes, sob uma base legal<a href="#_ftn3" name="_ftnref3">[3]</a> que procurava enquadrar as conting&ecirc;ncias da nova atividade projetual, dentro e fora da C&acirc;mara, como com os servi&ccedil;os do Estado no Plano Regional do Porto.</p>     <p>O intervalo entre 1952 e 1954, entre a aprova&ccedil;&atilde;o municipal do Plano Regulador e a sua homologa&ccedil;&atilde;o, ser&aacute; marcado pela mudan&ccedil;a de presid&ecirc;ncia, numa altura em que come&ccedil;ava a haver conclus&otilde;es para a habita&ccedil;&atilde;o econ&oacute;mica de iniciativa municipal, sendo que o novo presidente, Machado Vaz, iria consolidando aqueles na conforma&ccedil;&atilde;o do Plano de Melhoramentos de 1956. O novo edil apostara nos estudos pr&eacute;vios &agrave; a&ccedil;&atilde;o. A fixa&ccedil;&atilde;o de um plano geral de urbaniza&ccedil;&atilde;o, o Plano Regulador, deu a base para novos estudos de urbaniza&ccedil;&atilde;o que, de facto, vinham acontecendo. Os estudos n&atilde;o s&oacute; contemplaram o problema da habita&ccedil;&atilde;o, mas uma s&eacute;rie de planos de urbaniza&ccedil;&atilde;o setoriais pela margem da cidade. Estes seriam logo desde 1957 continuados e abra&ccedil;ados pelo contratado Robert Auzelle, construiriam em grande parte a revis&atilde;o do Plano Regulador. Ter&aacute; sido esta estrat&eacute;gia a respons&aacute;vel primeira pelo decr&eacute;scimo no n&uacute;mero de aprova&ccedil;&otilde;es.</p>     <p>De modo similar, o per&iacute;odo de 1961, ano de in&iacute;cio da guerra colonial, a 1963, ano de aprova&ccedil;&atilde;o do Plano Director, o novo plano geral, coincidiria com uma diminui&ccedil;&atilde;o do n&uacute;mero de aprova&ccedil;&otilde;es de a&ccedil;&otilde;es urban&iacute;sticas. Tamb&eacute;m durante este intervalo houve mudan&ccedil;a para a presid&ecirc;ncia de um governante que redirecionaria a aten&ccedil;&atilde;o para a cultura e a melhoria das condi&ccedil;&otilde;es sociais da popula&ccedil;&atilde;o, sem, contudo, abandonar os estudos de novos, ou revistos, planos parcelares e tendo como tarefa herc&uacute;lea a conclus&atilde;o bem-sucedida do Plano de Melhoramentos, 1956-1966.</p>     <p>Para o final do per&iacute;odo, h&aacute; que assinar o impacto da crise mundial do petr&oacute;leo e os efeitos da guerra colonial, como respons&aacute;veis pelo menor n&uacute;mero de aprova&ccedil;&otilde;es. Mas, pelo lado municipal, &eacute; tamb&eacute;m relevante o descr&eacute;dito que os bairros de habita&ccedil;&atilde;o econ&oacute;mica iam merecendo nas reuni&otilde;es da C&acirc;mara, muito por causa da desadequa&ccedil;&atilde;o do modo de vida dos seus moradores face ao estimado pelos promotores. N&atilde;o &eacute; tamb&eacute;m de descontar para o c&uacute;mulo desse descr&eacute;dito o fator atrativo que os bairros exerceram sobre pobres de outros concelhos, muitos dos quais constru&iacute;am barracas pela periferia da cidade. Assim, e apesar de novas edi&ccedil;&otilde;es, o Plano de Melhoramentos desvaneceu. Pelo contr&aacute;rio, o interesse pela Ribeira-Barredo como uma nova preocupa&ccedil;&atilde;o com a dimens&atilde;o social do problema ganhara posi&ccedil;&atilde;o central na a&ccedil;&atilde;o urban&iacute;stica do munic&iacute;pio.</p>     <p>Vistos os pontos baixos no n&uacute;mero de aprova&ccedil;&otilde;es de projetos urban&iacute;sticos, no fundo alguns dos reveses que moldaram v&aacute;rios <i>futuros desejados</i>, importa referir os principais momentos onde o quadro foi o inverso. Estes per&iacute;odos de maior produtividade est&atilde;o associados a uma maior estabilidade e a tempos concentrados de finaliza&ccedil;&atilde;o de projetos. S&atilde;o esses momentos dados para a defini&ccedil;&atilde;o dos crit&eacute;rios sustentadores das 4 plantas de distribui&ccedil;&atilde;o das quantidades e tipos de interven&ccedil;&otilde;es urban&iacute;sticas aprovadas e que &agrave; frente ser&atilde;o expostas como ilustrativas das linhas gerais de 4 <i>futuros desejados</i>.</p>     <p>Mas, introduzindo a vari&aacute;vel tipo de interven&ccedil;&atilde;o aprovada, das quatro estabelecidas, olha-se agora para os n&uacute;meros globais da an&aacute;lise sob esse prisma. Assim, salienta-se que praticamente metade (48,6%) dos projetos de obras ou urbaniza&ccedil;&atilde;o ca&iacute;ram dentro do primeiro tipo. Reveladora ser&aacute; depois a evolu&ccedil;&atilde;o da distribui&ccedil;&atilde;o espacial desses ao longo do tempo do estudo. Verifica-se ainda que cerca de um ter&ccedil;o (35,5%) dos documentos urban&iacute;sticos aprovados referem-se ao que poder&atilde;o ser entendidos como planos urban&iacute;sticos de pormenor. Por fim, deve referir-se que grandes planos de urbaniza&ccedil;&atilde;o, sublinhe-se, n&atilde;o os gerais de urbaniza&ccedil;&atilde;o, como Planos Diretores Municipais, perfizeram apenas um total de 2,5% da documenta&ccedil;&atilde;o identificada e estudada. Estes dados permitem antolhar para uma conclus&atilde;o de que a interven&ccedil;&atilde;o e expans&atilde;o da cidade, numa &eacute;poca de lan&ccedil;amento e matura&ccedil;&atilde;o dos primeiros planos de urbaniza&ccedil;&atilde;o devidamente legislados, ocorreu mais por avan&ccedil;os e transforma&ccedil;&otilde;es de abrang&ecirc;ncia territorial mais reduzida, do que por pe&ccedil;as de grande rasgo e comprometimento. Esta previs&atilde;o de conclus&atilde;o ratificar-se-ia no trabalho tamb&eacute;m pelo teste da distribui&ccedil;&atilde;o espacial de cada uma das pe&ccedil;as e do gr&aacute;fico.</p>     <p>&Eacute; agora importante rever outro <a name="g2"><a href="/img/revistas/got/n10/n10a05g2.gif">gr&aacute;fico<a/> que exp&otilde;e a distribui&ccedil;&atilde;o daqueles tipos pelo tempo. Desse retira-se, logo &agrave; partida, a clara instala&ccedil;&atilde;o da pr&aacute;tica do plano que foi acontecendo nos servi&ccedil;os.</p>     
<p>A presid&ecirc;ncia de Albino Machado Vaz marca a troca de uma maioria de projetos de tipo &ldquo;arranjos&rdquo; para o crescimento de a&ccedil;&atilde;o urban&iacute;stica dominada por aprova&ccedil;&otilde;es de a&ccedil;&otilde;es dentro do tipo &ldquo;projetos&rdquo;. Ou seja, uma s&eacute;rie de condi&ccedil;&otilde;es concentraram-se desde o in&iacute;cio daquela presid&ecirc;ncia e puderam ser o fator decisivo para uma mudan&ccedil;a: de uma pr&aacute;tica baseada em a&ccedil;&otilde;es urban&iacute;sticas pontuais e de pouca envergadura, a par de um enorme esfor&ccedil;o na elabora&ccedil;&atilde;o de vastos planos de urbaniza&ccedil;&atilde;o de abrang&ecirc;ncia territorial grande, para uma &eacute;poca em que o planeamento urban&iacute;stico parcelar foi dominante, numa primeira fase ligado a equipamentos de iniciativa p&uacute;blica e depois a <i>empreendimentos</i>, como lhes chamou J. M. P. OLIVEIRA (1973), de iniciativa privada. Em primeiro lugar, o crescimento ap&oacute;s o final da II Guerra Mundial trouxe investimento, marcado em Portugal pelos Planos de Fomento, promotores de iniciativa estatal, tendo suportado muitos dos planos de pormenor referidos. Por outro lado, alguns documentos legais apareceram finalmente, como o Regulamento Geral de Edifica&ccedil;&otilde;es Urbanas (REGEU), de 1951, que enquadraram muita da atividade urban&iacute;stica. Em &uacute;ltimo lugar, a aprova&ccedil;&atilde;o do primeiro plano geral de urbaniza&ccedil;&atilde;o para o Porto ter&aacute; tido a sua influ&ecirc;ncia, mas mais como registo coletor de tudo aquilo que vinham desejando para a forma urbana e urbanismo no Porto e como instrumento legal facilitador, n&atilde;o tanto como uma imposi&ccedil;&atilde;o que viesse a ser seguida estritamente.</p>     <p>Do <a name="g2"><a href="/img/revistas/got/n10/n10a05g2.gif">gr&aacute;fico 2<a/> interessa ainda sublinhar outro aspeto que caracteriza este per&iacute;odo de 1936-1974. Trata-se da distribui&ccedil;&atilde;o do tipo &ldquo;planos&rdquo; pelo tempo. Logo pelos in&iacute;cios da d&eacute;cada de 1940 surgem os vastos e ambiciosos planos para o Campo Alegre e para a <i>Zona Industrial de Ramalde</i>, s&atilde;o <i>futuros desejados</i> em grande escala e investimento. S&atilde;o os primeiros grandes planos e nasceram para dar resposta ao problema da travessia do Douro, e do Porto, pela Arr&aacute;bida e do acesso ao Porto a Leix&otilde;es, promovendo ao mesmo tempo espa&ccedil;o para a expans&atilde;o da cidade para poente. De facto, foram a parte avan&ccedil;ada do plano geral de G. Muzio e que n&atilde;o chegou a ser aprovado. Em complemento a estes, fornecendo oferta para popula&ccedil;&otilde;es de menores rendimentos, aprovaram durante a presid&ecirc;ncia de Albano Sarmento outros dois planos mais modestos para a Areosa e o Amial, nas fraldas dos terrenos condicionados pelos estudos, iniciados em 1936, de urbaniza&ccedil;&atilde;o provocada pela implanta&ccedil;&atilde;o do Hospital Escolar, a norte. Tamb&eacute;m nesta &eacute;poca aprovavam duas a&ccedil;&otilde;es no seguimento dos &ldquo;planos&rdquo; de renova&ccedil;&atilde;o e articula&ccedil;&atilde;o dos espa&ccedil;os influenciados pela abertura da Avenida dos Aliados.</p>     
<p>O outro per&iacute;odo de aumento na produ&ccedil;&atilde;o de &ldquo;planos&rdquo; integra o tempo da presid&ecirc;ncia de Machado Vaz. Na esteira do <i>Plano Regulador</i>, o presidente promoveu um tempo de estudos que levaram ao <i>Plano de Melhoramentos</i>, com uma s&eacute;rie de conjuntos de blocos de habita&ccedil;&atilde;o econ&oacute;mica dispersos pelas freguesias pericentrais<a href="#_ftn4" name="_ftnref4">[4]</a> e alguns planos parcelares de urbaniza&ccedil;&atilde;o. Desde logo, s&atilde;o exemplo desses &uacute;ltimos o novo plano do Campo Alegre e o da <i>Zona Norte do Centro Comercial da Cidade do Porto</i>, previstos no <i>Plano de Melhoramentos</i>, sendo o segundo um meio de resolver o problema dos espa&ccedil;os vazios deixados pela demoli&ccedil;&atilde;o das <i>ilhas</i>, problema maior na mira do Plano. Mas, desenvolveu ainda estudos para a Pasteleira e Nevogilde, na expans&atilde;o da cidade pela margem do rio at&eacute; &agrave; Foz, continuando o Campo Alegre. Outros planos parcelares sairiam ainda dos servi&ccedil;os municipais coordenados por Auzelle at&eacute; 1970, tentando preencher o territ&oacute;rio do concelho, na revis&atilde;o do <i>Plano Regulador</i> e suporte do <i>Plano Diretor</i>, que se seguiu.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>4. Metodologia e esbo&ccedil;o de 4 <i>futuros j&aacute; desejados na forma urbana</i></b></p>     <p>Analisados os gr&aacute;ficos, prop&otilde;e-se a apresenta&ccedil;&atilde;o das mencionadas 4 plantas, olhando para a din&acirc;mica da distribui&ccedil;&atilde;o espacial dos tipos dos projetos aprovados, tentando sublinhar algumas das aspira&ccedil;&otilde;es principais, de car&aacute;ter geral, que tamb&eacute;m a&iacute; est&atilde;o presentes.</p>     <p>Contudo, e de facto, n&atilde;o s&oacute; a quantidade de produ&ccedil;&atilde;o ou as distribui&ccedil;&otilde;es dos tipos foram os &uacute;nicos contribuintes para a defini&ccedil;&atilde;o das 4 plantas. O pensamento urban&iacute;stico da verea&ccedil;&atilde;o, a coer&ecirc;ncia da linha formal, nomeadamente, pelas influ&ecirc;ncias dos modelos morfol&oacute;gicos seguidos e dos t&eacute;cnicos contratados para a dire&ccedil;&atilde;o dos trabalhos, as rela&ccedil;&otilde;es entre o poder local e o poder central, ou mesmo as rela&ccedil;&otilde;es internas ao pr&oacute;prio Estado Novo, a influ&ecirc;ncia dos aspetos centrais da pol&iacute;tica nacional e internacional, como as guerras, foram outros dos contribuintes considerados.</p>     <p>Conseguiram-se assim as pr&oacute;ximas plantas, tomadas como correspondentes a 4 futuros desejados: 1 planta relativa no essencial &agrave; presid&ecirc;ncia E. Correia, com os meses finais da presid&ecirc;ncia anterior de A. Magalh&atilde;es; 1 planta relativa ao prosseguido pelas seguintes tr&ecirc;s governa&ccedil;&otilde;es; 1 planta coincidente com a presid&ecirc;ncia de M. Vaz; e 1 planta relativa &agrave;s presid&ecirc;ncias de P. Torres e V. Porto.</p>     <p>No final da apresenta&ccedil;&atilde;o de cada planta estar&aacute; a ilustra&ccedil;&atilde;o de exemplo hom&oacute;logo, numa &aacute;rea de expans&atilde;o urbana, o Amial (rodeado na planta). A metodologia do trabalho de investiga&ccedil;&atilde;o de doutoramento impos a georreferencia&ccedil;&atilde;o dos projetos consultados e que foram digitalizados pela C&acirc;mara Municipal do Porto, no apoio ao estudo. A sobreposi&ccedil;&atilde;o dos projetos a uma base visualmente mais neutra, com origem no Google Earth, permite uma leitura da forma urbana atrav&eacute;s do tempo. Isto &eacute;, um m&eacute;todo que serve a Morfog&eacute;nese. Para tal, tomaram-se refer&ecirc;ncias como as do &ldquo;New York City Historical Geographic Information Systems project&rdquo;<a href="#_ftn5" name="_ftnref5">[5]</a> e de P. VETCH, <i>et al</i>. (2011).</p>     <p>Um trabalho posterior, de mestrado (M. L. COSTA, 2015), no seio do CEGOT, montou uma base de dados em suporte inform&aacute;tico, avan&ccedil;ando mais um pouco no caminho das refer&ecirc;ncias tomadas.</p>     <p>No per&iacute;odo de arranque dos estudos para o plano geral de urbaniza&ccedil;&atilde;o, em 1938, at&eacute; &agrave; aprova&ccedil;&atilde;o do primeiro plano para a urbaniza&ccedil;&atilde;o do Campo Alegre e expans&atilde;o da cidade na dire&ccedil;&atilde;o &agrave; Foz do Douro, os &ldquo;arranjos&rdquo; eram o tipo de interven&ccedil;&atilde;o urban&iacute;stica com maior n&uacute;mero de aprova&ccedil;&otilde;es. Estas distribu&iacute;am-se por todo o concelho: eram a atividade urban&iacute;stica predominante. A pr&aacute;tica dos &ldquo;projetos de empr&eacute;stimo&rdquo; para financiar retifica&ccedil;&otilde;es, melhoramentos ou embelezamentos, estendera-se, mesmo ap&oacute;s a inova&ccedil;&atilde;o trazida pelo Decreto-lei do Ministro das Obras P&uacute;blicas Jo&atilde;o Chrysostomo de Abreu e Sousa, de 1864, j&aacute; citado. Mas, foi tamb&eacute;m uma &eacute;poca para aprender a fazer planos, para estudar o territ&oacute;rio, e para se debaterem com as dificuldades do levantamento gr&aacute;fico e geom&eacute;trico do mesmo. Por outro lado, os investimentos estatais eram os &uacute;nicos a ter o vigor para provocar interven&ccedil;&atilde;o urban&iacute;stica efetiva. Citam-se desde a Ponte de D. Lu&iacute;s I, 1876, ao Hospital Escolar, lan&ccedil;ado a 1936. A primeira estaria nos impulsos para o rasgamento da Avenida dos Aliados e, consequentemente, na raiz das interven&ccedil;&otilde;es conexas e posteriores. O segundo, pendente at&eacute; depois da II Guerra Mundial, instalado j&aacute; na bacia do Le&ccedil;a e voltado a norte, estaria na dinamiza&ccedil;&atilde;o da expans&atilde;o da cidade a norte.</p>     <p>Mas, duas iniciativas estatais fulcrais deste per&iacute;odo s&atilde;o aqui consideradas e ilustrativas do <i>futuro desejado</i> para o centro e para a expans&atilde;o.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>No centro da cidade, pontuaram projetos para a reformula&ccedil;&atilde;o em torno da S&eacute;, para as celebra&ccedil;&otilde;es do Centen&aacute;rios, e que, pelas demoli&ccedil;&otilde;es, dariam &aacute;trio &agrave; S&eacute; e ao Pa&ccedil;o do Bispo, onde se instalara a C&acirc;mara Municipal do Porto. Articulando com a resolu&ccedil;&atilde;o do problema dos acessos na continua&ccedil;&atilde;o da Ponte de D. Lu&iacute;s I e da Ribeira, a C&acirc;mara debateu com o Estado o desejo deste em construir uma distribui&ccedil;&atilde;o do tr&acirc;nsito em an&eacute;is a abra&ccedil;ar a cidade a diferentes di&acirc;metros da testa da ponte, apontando o exemplo coevo ingl&ecirc;s. Aqueles intersetariam com as antigas estradas, ou novas ruas, radiantes do centro da cidade. E, eram ainda atinentes projetos no centro, quer na Avenida dos Aliados, quer nas pra&ccedil;as laterais e ruas criadas no decurso da execu&ccedil;&atilde;o da avenida. Por a&iacute;, cerziam os quarteir&otilde;es com grandes volumetrias &agrave; face das novas ruas e pra&ccedil;as <i>rasgadas</i>: vejam-se os casos das Pra&ccedil;as de D. Jo&atilde;o I e D. Filipa de Lencastre e as Ruas de S&aacute; da Bandeira e de Ceuta.</p>     <p>Na expans&atilde;o para o Campo Alegre, atravessado pela via transversal ao Douro e ao Porto, e liga&ccedil;&atilde;o ao Porto de Leix&otilde;es, a partir do entroncamento com aquela transversal, G. Muzio deixaria dois planos.</p>     <p>A prop&oacute;sito daquelas duas iniciativas, A. GARRETT (1974) trouxe um documento para sustentar a sua informa&ccedil;&atilde;o sobre a estrat&eacute;gia desejada de urbaniza&ccedil;&atilde;o: avan&ccedil;ar em primeiro lugar para a expans&atilde;o, onde os terrenos seriam mais amplos e baratos e, posteriormente, urbanizar e rentabilizar. Com os r&eacute;ditos previs&iacute;veis &ndash; tinham o exemplo bem-sucedido de Lisboa &ndash; investiriam na rutura para transforma&ccedil;&atilde;o e adequa&ccedil;&atilde;o do centro da cidade, visto como monumental.</p>     <p>Na disposi&ccedil;&atilde;o das formas sobre o territ&oacute;rio, a reuni&atilde;o de C&acirc;mara, de 14 de mar&ccedil;o de 1940, estabelecera o soalheiro e arejado planalto do Campo Alegre, sobranceiro ao Douro, para contemplar pessoas de rendimentos superiores: avenidas mais largas, com margens talhadas em lotes mais amplos, para assentarem volumetrias maiores. Por outro lado, a fim de prover oferta para popula&ccedil;&atilde;o de menores rendimentos apontaram a Areosa e o Amial, a norte, na &aacute;rea determinada em 1937 como de influ&ecirc;ncia urban&iacute;stica do Hospital Escolar, respetivamente a nascente e poente deste. Eram &aacute;reas agr&iacute;colas viradas a norte e de terrenos mais h&uacute;midos. No primeiro local integraram a vontade da ind&uacute;stria l&aacute; presente em construir habita&ccedil;&atilde;o para os seus oper&aacute;rios. No segundo local previram a urbaniza&ccedil;&atilde;o cont&iacute;gua a um dos bairros de Casas Econ&oacute;micas do Porto &ndash; uma iniciativa estatal de disponibilizar habita&ccedil;&atilde;o de baixo custo para algumas pessoas, nomeadamente as que por alguma raz&atilde;o ficavam anuentes com a orienta&ccedil;&atilde;o e pr&aacute;tica pol&iacute;tica do Estado Novo. Em qualquer um dos dois exemplos para a expans&atilde;o prosseguiriam no <i>esp&iacute;rito</i> da cidade-jardim.</p>     <p>E, em fevereiro de 1941, em visita decisiva do Ministro das Obras P&uacute;blicas e Comunica&ccedil;&otilde;es ao Porto<a href="#_ftn6" name="_ftnref6">[6]</a>, ele, Duarte Pacheco, ratificara o quadro referido da orienta&ccedil;&atilde;o da urbaniza&ccedil;&atilde;o no Porto. A <a href="#p1">planta 1</a> e as seguintes figuras <a href="#f1">1</a> e <a href="#f2">2</a> ilustram este <i>futuro desejado</i>.</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="p1">     <p><img src="/img/revistas/got/n10/n10a05p1.gif"></p>     
<p>&nbsp;</p> <a name="f1">     <p><img src="/img/revistas/got/n10/n10a05f1.gif"></p>     
<p>&nbsp;</p> <a name="f2">     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><img src="/img/revistas/got/n10/n10a05f2.gif"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>A morte do ministro Duarte Pacheco ter&aacute; comprometido, ou, pelo menos, abrandado o processo de execu&ccedil;&atilde;o dos planos gerais de urbaniza&ccedil;&atilde;o: o plano de G. Muzio para o Porto ficou no prelo. Tendo como pano de fundo a II Guerra Mundial e seus efeitos, houve atrasos na aprova&ccedil;&atilde;o em Lisboa dos planos parcelares. Por outro lado, houve atrasos no estabelecimento das diretrizes de equipamentos de iniciativa estatal e estruturantes dos planos obrigados ao munic&iacute;pio. Ora, a vasta dimens&atilde;o dos primeiros planos parcelares e as enormes dificuldades, relatadas em ata de reuni&atilde;o de C&acirc;mara, para a expropria&ccedil;&atilde;o e posse de terrenos atrasaram tamb&eacute;m a expans&atilde;o, prevista como fonte de verbas. Assim, acusara ainda A. GARRETT (1974), as aten&ccedil;&otilde;es mantiveram-se na recomposi&ccedil;&atilde;o do centro urbano, ao que somaram uma aposta na densifica&ccedil;&atilde;o da malha urbana existente, por exemplo, em altura, e na habita&ccedil;&atilde;o dos desfavorecidos na cidade. No fundo, houve uma invers&atilde;o na estrat&eacute;gia atr&aacute;s relatada.</p>     <p>A din&acirc;mica do p&oacute;s-guerra coincidiu com a volta na situa&ccedil;&atilde;o, come&ccedil;ando com a aprova&ccedil;&atilde;o do <i>Ante-Plano Geral de Urbaniza&ccedil;&atilde;o</i>, em 1948, e o desbloqueio dos atrasos nos &oacute;rg&atilde;os centrais. Lan&ccedil;ado o rumo para o futuro plano geral, o <i>Plano Regulador</i>, retomaram os estudos de planos parcelares, contratando t&eacute;cnicos exteriores, em 1951: Arm&eacute;nio Losa para o Hospital Escolar e Janu&aacute;rio Godinho para o Campo Alegre. Por outro flanco, viam-se em fase de conclus&otilde;es os estudos sobre as formas a servir a habita&ccedil;&atilde;o econ&oacute;mica de dilig&ecirc;ncia municipal, refor&ccedil;adas com a abertura ao bloco de habita&ccedil;&otilde;es: para a qual foram determinantes o plano de Alvalade, o I Congresso dos Arquitectos, a experi&ecirc;ncia estrangeira e, &agrave; sua escala, experi&ecirc;ncias pioneiras no Porto, como os blocos da Corujeira, S. Jo&atilde;o de Deus e Sobreiras.</p>     <p>De acordo com o atr&aacute;s exposto, regista-se que este foi dos quatro per&iacute;odos em apresenta&ccedil;&atilde;o aquele em que as aprova&ccedil;&otilde;es do tipo &ldquo;arranjos&rdquo; foram em maior n&uacute;mero. No mesmo sentido, sublinha-se que o aumento do n&uacute;mero desse tipo por estes anos est&aacute; a par dum decr&eacute;scimo no n&uacute;mero de aprova&ccedil;&otilde;es do tipo &ldquo;projetos&rdquo;. O que, de facto, corrobora o relatado nas atas de reuni&atilde;o de C&acirc;mara.</p>     <p>Tamb&eacute;m diminuindo, as aprova&ccedil;&otilde;es de &ldquo;planos&rdquo; circunscreveram-se &agrave;s quest&otilde;es dos equipamentos desportivos e de lazer, alinhando ainda numa perspetiva de cativar visitantes turistas. A quest&atilde;o do est&aacute;dio municipal e/ou do Futebol Clube do Porto uniu no problema a procura de resolu&ccedil;&atilde;o dos terrenos cativados, pelo menos desde 1926, no ocidente da cidade, entre a Avenida da Boavista e a Estrada da Circunvala&ccedil;&atilde;o. A nortada afastou essa hip&oacute;tese e trouxe o projeto para a Areosa, a norte, em reformula&ccedil;&otilde;es do primeiro plano, at&eacute; ao abandono, em favor das Antas, por menos ambicioso.</p>     <p>Foi precisamente &agrave;s Antas, pelo campo do Lima, onde Arm&eacute;nio Losa foi respons&aacute;vel pela proposta de blocos de habita&ccedil;&atilde;o de rendimento<a href="#_ftn7" name="_ftnref7">[7]</a>, num momento em que o modelo de <i>cidade-jardim</i> era ainda defendido, em 1945. Por essa data, o mesmo urbanista, tamb&eacute;m da resolu&ccedil;&atilde;o das pra&ccedil;as e ruas na baixa, prop&ocirc;s uma solu&ccedil;&atilde;o moderna no centro monumental da cidade, nos <i>Le&otilde;es</i>, sobre pilotis e com p&aacute;tio interior semip&uacute;blico<a href="#_ftn8" name="_ftnref8">[8]</a>. A <a href="#p2">planta 2</a> e a <a href="#f3">Figura 3</a> referem-se ao per&iacute;odo descrito.</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="p2">     <p><img src="/img/revistas/got/n10/n10a05p2.gif"></p>     
<p>&nbsp;</p> <a name="f3">     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><img src="/img/revistas/got/n10/n10a05f3.gif"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>A urbaniza&ccedil;&atilde;o da expans&atilde;o come&ccedil;aria, para o final do per&iacute;odo, a seguir nos planos parcelares reabilitados no <i>esp&iacute;rito</i> da Carta de Atenas. No sempre atendido centro da cidade, a entrada para a verea&ccedil;&atilde;o do reputado Manuel de Figueiredo trouxe a defesa da valoriza&ccedil;&atilde;o do patrim&oacute;nio, pelos conjuntos monumentais no centro. Estes foram tr&ecirc;s motes do pr&oacute;ximo <i>futuro desejado</i>.</p>     <p>Como atr&aacute;s referido, este per&iacute;odo arrancou com a efetividade dos planos gerais e parcelares. Se o <i>Plano Regulador</i> marca o primeiro registo regulado legalmente e se os planos parcelares que decorriam e foram sendo revistos e redesenhados &ndash; reformulando &ndash; funcionaram como cadinho do pensamento sobre urbanismo e forma urbana, enquanto o gabinete t&eacute;cnico municipal maturava, sob a coordena&ccedil;&atilde;o de Robert Auzelle, ent&atilde;o, o <i>Plano de Melhoramentos</i> foi o meio operacional da transforma&ccedil;&atilde;o urbana do Porto, como desenvolveu A. CARDOSO (1990).</p>     <p>Apoiada no novo regime de expropria&ccedil;&otilde;es, no novo REGEU e no novo Plano de Fomento, e dotada do conhecimento municipal acumulado de v&aacute;rios anos sobre habita&ccedil;&atilde;o econ&oacute;mica, a C&acirc;mara conseguiu resolver o impasse em que a estrat&eacute;gia lembrada por A. GARRETT, atr&aacute;s trazida, entrou. Em primeiro lugar, atente-se em que uma das metas do urbanismo do per&iacute;odo do Estado Novo foi a chamada <i>granulometria social</i>: pretendiam uma presen&ccedil;a equilibrada de pessoas de diferentes origens sociais e econ&oacute;micas para habitar os espa&ccedil;os a urbanizar &ndash; al&eacute;m de, assim, poderem providenciar diferentes ofertas, claramente acreditavam evitar confrontos. A. GARRETT trouxe este des&iacute;gnio para o <i>Plano Regulador</i> integrado no conceito de <i>Unidades Residenciais</i>, com lastro nas <i>Unidades de Vizinhan&ccedil;a</i> americanas. Em segundo lugar, verificou-se que a distribui&ccedil;&atilde;o dos <i>grupos de moradias populares</i><a href="#_ftn9" name="_ftnref9"><i><b>[9]</b></i></a> seria feita por terrenos sobrantes, menos favor&aacute;veis para a constru&ccedil;&atilde;o, ou, ainda, por custos muito vantajosos, essencialmente, pelas freguesias da aqui designada <i>meia coroa perif&eacute;rica</i>. Essa coroa estruturar-se-ia na Avenida de Circula&ccedil;&atilde;o Interna, a qual foi integrando o rumo da antiga via de atravessamento pela Arr&aacute;bida, tendo-se transformado numa via r&aacute;pida de circula&ccedil;&atilde;o e distribui&ccedil;&atilde;o do tr&acirc;nsito pelo interior do concelho e de onde radiariam as vias r&aacute;pidas de rela&ccedil;&atilde;o com o exterior. Ora, complementando a estrat&eacute;gia, procuravam que aqueles assentamentos contiguassem com outros preexistentes, ou com terrenos destinados &agrave; implanta&ccedil;&atilde;o de equipamentos p&uacute;blicos, ou deixassem a orla do terreno reservada &agrave; explora&ccedil;&atilde;o de rendimentos urban&iacute;sticos. Para todos estes casos de assentamentos vizinhos houve uma aprova&ccedil;&atilde;o de tipo &ldquo;projeto&rdquo; e, a partir deste per&iacute;odo, fez crescer para o m&aacute;ximo o n&uacute;mero deste tipo, reduzindo-se, consequentemente, as aprova&ccedil;&otilde;es de a&ccedil;&otilde;es pontuais.</p>     <p>Daquele modo, a <i>granulometria social</i>, que anteriormente deveria por for&ccedil;a ser garantida no territ&oacute;rio vasto dos primeiros planos parcelares de urbaniza&ccedil;&atilde;o, de onerosa e complexa expropria&ccedil;&atilde;o e posse, passaria a ser conseguida &agrave; medida das possibilidades de terrenos, procurando dispor em fun&ccedil;&atilde;o da infraestrutura&ccedil;&atilde;o existente e na vizinhan&ccedil;a de outras formas. Esta foi a pr&aacute;tica que ditou a revis&atilde;o dos antigos planos parcelares em novos, a caminho do <i>Plano Director</i>.</p>     <p>A urbaniza&ccedil;&atilde;o da expans&atilde;o utilizava formas e estrat&eacute;gias no <i>esp&iacute;rito da Carta de Atenas</i>. No centro da cidade o foco deslocara-se para norte, depois da Avenida dos Aliados, levando o principal cruzamento de vias cardiais. Por l&aacute;, <i>desejaram</i> grandes volumetrias, muitas ocupando o lugar de v&aacute;rias <i>ilhas</i>, no rumo da constru&ccedil;&atilde;o de uma cidade centro do terci&aacute;rio de uma regi&atilde;o A <a href="#p3">planta 3</a> e <a href="#f4">figuras 4 a 8</a> revelam sobre o per&iacute;odo mencionado.</p> <a name="p3">     <p><img src="/img/revistas/got/n10/n10a05p3.gif"></p>     
<p>&nbsp;</p> <a name="f4">     <p><img src="/img/revistas/got/n10/n10a05f4.gif"></p>     
]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p> <a name="f5">     <p><img src="/img/revistas/got/n10/n10a05f5.gif"></p>     
<p>&nbsp;</p> <a name="f6">     <p><img src="/img/revistas/got/n10/n10a05f6.gif"></p>     
<p>&nbsp;</p> <a name="f7">     <p><img src="/img/revistas/got/n10/n10a05f7.gif"></p>     
<p>&nbsp;</p> <a name="f8">     <p><img src="/img/revistas/got/n10/n10a05f8.gif"></p>     
<p>&nbsp;</p> <a name="p4">     <p><img src="/img/revistas/got/n10/n10a05p4.gif"></p>     
]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p>O futuro desejado durante o per&iacute;odo passado foi em parte consolidado por esta &eacute;poca.</p>     <p>Este per&iacute;odo &eacute; caracterizado pelas aprova&ccedil;&otilde;es do tipo &ldquo;projetos&rdquo;. Estes distribu&iacute;ram-se em maior n&uacute;mero do centro para a periferia do concelho, precisamente pelos locais que receberam os planos parcelares. Estabilizados os planos parcelares, os &ldquo;projetos&rdquo; orientaram-se por eles, e remodelaram-nos. De facto, n&atilde;o se poder&aacute; concluir que esses &ldquo;projetos&rdquo; adviessem dos &ldquo;planos&rdquo;. Na verdade, muitos planos parcelares de urbaniza&ccedil;&atilde;o coligiram v&aacute;rios espa&ccedil;os onde houvera estudos e integraram-nos, reformulando-os. Outros espa&ccedil;os dentro do campo de a&ccedil;&atilde;o dos planos parcelares estavam destinados &agrave; implanta&ccedil;&atilde;o de equipamentos p&uacute;blicos de iniciativa municipal ou estatal e distribu&iacute;dos pelo concelho, obrigando a aprova&ccedil;&otilde;es do tipo &ldquo;projeto&rdquo; para urbanizar esses terrenos.</p>     <p>No quadro acima descrito cabem tamb&eacute;m os novos <i>grupos de moradias populares</i>, da prorroga&ccedil;&atilde;o do <i>Plano de Melhoramentos</i>, at&eacute; ao seu desvanecimento para o final deste per&iacute;odo.</p>     <p>Um outro aspeto marcante para o relevo dos &ldquo;projetos&rdquo; e com mais peso na segunda presid&ecirc;ncia deste per&iacute;odo &eacute; aquilo que poder&aacute; ser lido como os <i>futuros desejados</i> de v&aacute;rios investidores privados, protagonistas de muita da constru&ccedil;&atilde;o de forma urbana por estes tempos. Com base legal dada pelo novo plano geral de urbaniza&ccedil;&atilde;o, o <i>Plano Director</i>, e pelo regime da propriedade horizontal, apresentaram diferentes propostas de urbaniza&ccedil;&atilde;o de terrenos de antigas propriedades rurais pela margem do concelho, ou de antigas propriedades urbanas por mais pr&oacute;ximas da mancha constru&iacute;da. O porqu&ecirc; da hip&oacute;tese de leitura acima lan&ccedil;ada encontra-se no facto de estas propostas de urbaniza&ccedil;&atilde;o, apesar de privadas, passaram pela aprova&ccedil;&atilde;o pr&eacute;via do arquiteto e urbanista consultor, Robert Auzelle. Antes de visar os projetos, o urbanista produzia aprecia&ccedil;&otilde;es escritas e desenhadas que os condicionavam. Participando, a C&acirc;mara aprovava-os na sua reuni&atilde;o.</p>     <p>Essas iniciativas visadas seguiram uma linha morfol&oacute;gica na esteira do que J. M. R. G. LAMAS (2007) chamou de <i>urbanismo operacional</i>, muito comummente no Porto das <i>freguesias da meia coroa perif&eacute;rica</i> e nas <i>freguesias ocidentais</i> expressa por bandas constru&iacute;das pela periferia dos terrenos e com blocos e torres no interior. Da mesma fam&iacute;lia, a solu&ccedil;&atilde;o morfol&oacute;gica utilizada pela cidade mais compacta expressava-se de dois modos. No caso de urbaniza&ccedil;&atilde;o de antigas quintas, ocupavam o interior com blocos e/ou torres e preservavam o poss&iacute;vel dos jardins, como na Avenida Brasil, na Foz do Douro, ou na Rua de Oliveira Monteiro, em Cedofeita. No caso de urbaniza&ccedil;&atilde;o de espa&ccedil;os no remate ou ocupa&ccedil;&atilde;o de antigos e largos quarteir&otilde;es, destinavam ao interior as volumetrias mais aut&oacute;nomas e pela periferia procuravam manter as volumetrias de menor c&eacute;rcea, construindo bandas &agrave; face do quarteir&atilde;o. Contudo, com diferentes afastamentos ao eixo da via, criavam baias de estacionamento: efeito de <i>degrada&ccedil;&atilde;o de volumes</i>, argumentado pelos t&eacute;cnicos camar&aacute;rios nos projetos dos <i>grupos de moradias populares</i> da d&eacute;cada de 1960. Este efeito foi relevante nas vetustas estradas reais radiais da cidade &agrave; P&oacute;voa &ndash; Rua de Monte dos Burgos &ndash; e a Braga &ndash; Rua de Costa Cabral.</p>     <p>A uma dimens&atilde;o mais global para o novo <i>futuro desejado</i>, o poder municipal, dinamizado pelas interven&ccedil;&otilde;es, em grande n&uacute;mero, dos vereadores do final deste per&iacute;odo, pugnava pelo planeamento regional, com o Porto como centro de uma regi&atilde;o. Para tal, os projetos lan&ccedil;ados no per&iacute;odo passado para a &aacute;rea a norte do centro da cidade concretizavam esse objetivo em forma urbana. Mas, a express&atilde;o do objetivo passava, na defesa que lhe faziam, tamb&eacute;m por quest&otilde;es como parques verdes regionais, o metro de superf&iacute;cie, o aproveitamento das margens do Douro, entre outras. As figuras de <a href="#f9">figuras de 9 a 17</a> ilustram a &eacute;poca atr&aacute;s descrita com o exemplo escolhido do Amial.</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="f9">     <p><img src="/img/revistas/got/n10/n10a05f9.gif"></p>     
<p>&nbsp;</p> <a name="f10">     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><img src="/img/revistas/got/n10/n10a05f10.gif"></p>     
<p>&nbsp;</p> <a name="f11">     <p><img src="/img/revistas/got/n10/n10a05f11.gif"></p>     
<p>&nbsp;</p> <a name="f12">     <p><img src="/img/revistas/got/n10/n10a05f12.gif"></p>     
<p>&nbsp;</p> <a name="f13">     <p><img src="/img/revistas/got/n10/n10a05f13.gif"></p>     
<p>&nbsp;</p> <a name="f14">     <p><img src="/img/revistas/got/n10/n10a05f14.gif"></p>     
<p>&nbsp;</p> <a name="f15">     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><img src="/img/revistas/got/n10/n10a05f15.gif"></p>     
<p>&nbsp;</p> <a name="f16">     <p><img src="/img/revistas/got/n10/n10a05f16.gif"></p>     
<p>&nbsp;</p> <a name="f17">     <p><img src="/img/revistas/got/n10/n10a05f17.gif"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>5. Conclus&otilde;es</b></p>     <blockquote>     <p>&ldquo;A rela&ccedil;&atilde;o entre os espa&ccedil;os especiais e as raz&otilde;es urbanas que lhes deram origem ou que promoveram o seu desenvolvimento &eacute; de tal modo solid&aacute;ria que a maioria das vezes permanece compreens&iacute;vel, mesmo depois de essas fun&ccedil;&otilde;es cessarem. A mudan&ccedil;a radical do papel urbano de um espa&ccedil;o origina, no entanto, altera&ccedil;&otilde;es formais resultantes de novos significados.&rdquo; C. D. COELHO (2007)</p> </blockquote>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p>A cita&ccedil;&atilde;o acima importa pelo que para aqui aporta da pertin&ecirc;ncia da Morfog&eacute;nese Urbana e da relev&acirc;ncia da rela&ccedil;&atilde;o da parte com o todo na forma urbana. No Porto da &eacute;poca debatida, em que a forma surgiu ou se transformou de iniciativas mais condicionadas e por v&aacute;rios escolhos, o plano de pequena dimens&atilde;o foi preponderante. Nomeadamente, foi-o para se entender o v&iacute;nculo entre o processo de tomada de decis&atilde;o pol&iacute;tica e a forma urbana, no sentido da senda por <i>futuros desejados</i>.</p>     <p>A metodologia de estudo da forma urbana e sua g&eacute;nese que procurou uma an&aacute;lise &agrave;quela escala ter&aacute; desvendado vertentes da origem e matura&ccedil;&atilde;o das formas que, cr&ecirc;-se, a uma escala de plano geral de urbaniza&ccedil;&atilde;o poderiam ser menos n&iacute;tidas. Por outro lado, os momentos em que mais se conheceu dos <i>futuros desejados </i>n&atilde;o coincidiram com os das aprova&ccedil;&otilde;es dos planos gerais. Contudo, por complemento, o recurso &agrave; an&aacute;lise em v&aacute;rias escalas foi tido. No desenvolvimento deste trabalho investigativo, a promitente dinamiza&ccedil;&atilde;o inform&aacute;tica dos seus resultados poder&aacute; ampliar o n&uacute;mero de faces de leitura da forma urbana e sua g&eacute;nese aqui em debate.</p>     <p>Tal como o trabalho de doutoramento, este texto tamb&eacute;m deseja seguir &ldquo;&hellip;[autores] que, ponderando aspectos culturais, sociais, econ&oacute;micos e pol&iacute;ticos, apostam na abordagem morfogen&eacute;tica como metodologia de conhecimento da morfologia urbana&hellip;&rdquo; (M. G. FERNANDES, 2010). Nesse rumo, verificou-se ser poss&iacute;vel conseguir bem aclarar sobre o estudo do <i>desejado</i> no passado. Entre outros aspetos, sobre: quem deseja, o conhecimento das refer&ecirc;ncias presentes no pensamento de quem deseja, a influ&ecirc;ncia dos contextos de cada tempo na formula&ccedil;&atilde;o dos ent&atilde;o <i>futuros desejados</i> e o percurso dos desejos formulados face &agrave; din&acirc;mica da circunst&acirc;ncia e do modo como se formularam esses desejos. Al&eacute;m desses aspetos, o estudo do desejado est&aacute; diretamente implicado na avalia&ccedil;&atilde;o, nomeadamente pela aprendizagem retirada do confronto entre o que foi sendo <i>desejado</i> e o que foi realmente <i>conseguido</i>.</p>     <p>Pretendeu-se apresentar a metodologia utilizada na investiga&ccedil;&atilde;o de doutoramento, atrav&eacute;s de exemplos de aplica&ccedil;&atilde;o localizados, e, assim, contribuir para a reflex&atilde;o da sua poss&iacute;vel aplicabilidade no estudo do passado dos <i>futuros desejados</i> na forma urbana. Contudo, face a um presente de uma realidade urbana facetada, em constante mudan&ccedil;a, um espa&ccedil;o de pluralidade de m&uacute;ltiplos sujeitos com direito e dever de participar nas pol&iacute;ticas p&uacute;blicas, ter&aacute; tamb&eacute;m pertin&ecirc;ncia para esse tempo, na idealiza&ccedil;&atilde;o, a metodologia seguida.</p>     <p>A constru&ccedil;&atilde;o de novos <i>futuros desejados</i>, neste caso para as pol&iacute;ticas p&uacute;blicas sobre urbanismo e forma urbana, dever&aacute; ser perme&aacute;vel &agrave; contribui&ccedil;&atilde;o trazida por uma vis&atilde;o retrospetiva, e bem contextualizada, daquilo que j&aacute; foi <i>desejado</i>.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>6. Refer&ecirc;ncias bibliogr&aacute;ficas</b></p>     <p>ALMEIDA, P. V. d. <i>A Arquitectura no Estado Novo, uma leitura cr&iacute;tica &ndash; Os Concursos de Sagres</i>. Lisboa: Livros Horizonte, 2002.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>BASTO, M. Nota introdut&oacute;ria da Sec&ccedil;&atilde;o Cultural da C&acirc;mara Municipal do Porto, <i>in Boletim Municipal</i>, C&acirc;mara Municipal do Porto, Porto, Ano 1, 1936, n.&ordm; 37, p. 517.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1736573&pid=S2182-1267201600020000500002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>BASTO, M. &ldquo;Falam Velhos Manuscritos&hellip; MELHORAMENTOS URBANOS&hellip;DO S&Eacute;CULO PASSADO&rdquo;, <i>in</i> <i>O Primeiro de Janeiro</i>, Ano 78, 1946, n.&ordm; 10, de 11 de setembro de 1946, p. 1.</p>     <!-- ref --><p>CARDOSO, A. <i>De ponte a ponte: o processo de urbaniza&ccedil;&atilde;o da &aacute;rea metropolitana do Porto desde os anos cinquenta</i>. Porto: Minist&eacute;rio do Planeamento e da Administra&ccedil;&atilde;o do Territ&oacute;rio, Comiss&atilde;o de Coordena&ccedil;&atilde;o da Regi&atilde;o do Norte, 1990.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1736576&pid=S2182-1267201600020000500004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>CARDOSO, V. Morfologia urbana nas &laquo;freguesias mais exteriores&raquo;. In <i>Atas do Simp&oacute;sio Luso-Brasileiro de Cartografia Hist&oacute;rica &ndash; Territ&oacute;rios: Documentos, Imagens e Representa&ccedil;&otilde;es</i>, Porto: FLUP, 2011</p>     <!-- ref --><p>CARDOSO, V. <i>Morfologia Urbana no Porto de 1936 a 1974. </i>Tese de Doutoramento, Faculdade de Letras da Universidade do Porto, Porto, 2015 (a).    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1736579&pid=S2182-1267201600020000500006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>CARDOSO, V. As <i>cidades </i>que o Porto poderia ter sido. In <i>Atas do VI Simp&oacute;sio Luso Brasileiro de Cartografia Hist&oacute;rica</i>. Braga, 2015 (b).    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1736581&pid=S2182-1267201600020000500007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>COSTA, M. L. <i>Os SIG e a Cartografia Hist&oacute;rica Urbana</i>. Disserta&ccedil;&atilde;o de Mestrado, Faculdade de Letras da Universidade do Porto, Porto, 2015.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1736583&pid=S2182-1267201600020000500008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>FERNANDES, J. A. V. R. e SPOSITO, M. E. B. (org). <i>A nova vida do velho centro nas cidades portuguesas e brasileiras</i>. Porto: CEGOT, 2013.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1736585&pid=S2182-1267201600020000500009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>FERNANDES, M. G. (2005). <i>Urbanismo e morfologia urbana no Norte de Portugal. Viana do Castelo, P&oacute;voa de Varzim, Guimar&atilde;es, Vila Real, Chaves e Bragan&ccedil;a. 1852/1926</i>. Porto: FAUP Publica&ccedil;&otilde;es.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1736587&pid=S2182-1267201600020000500010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>FERNANDES, M. G.. O estudo da morfologia urbana em Portugal. In <i>XII Col&oacute;quio Ib&eacute;rico de Geografia</i>, Porto, 2010.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1736589&pid=S2182-1267201600020000500011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>GARRETT, A. A. <i>Hist&oacute;ria da Evolu&ccedil;&atilde;o dos Planos Gerais de Urbaniza&ccedil;&atilde;o da Cidade do Porto</i>. Porto: FEUP, 1974&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1736591&pid=S2182-1267201600020000500012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>LAMAS, J. M. R. G.. <i>Morfologia Urbana e Desenho da Cidade</i> (4.&ordf; ed.). Lisboa: Funda&ccedil;&atilde;o Calouste Gulbenkian, Funda&ccedil;&atilde;o para a Ci&ecirc;ncia e Tecnologia, 2007.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1736592&pid=S2182-1267201600020000500013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>LAMAS, J. M. R. G., COELHO, C. D. (Eds.). <i>A Pra&ccedil;a em Portugal. Invent&aacute;rio do Espa&ccedil;o P&uacute;blico: Continente</i>. Lisboa: D.G.O.T.D.U., 2007.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1736594&pid=S2182-1267201600020000500014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>L&Ocirc;BO, M. S.. <i>Planos de Urbaniza&ccedil;&atilde;o, A &eacute;poca de Duarte Pacheco</i>. Porto: FAUP Publica&ccedil;&otilde;es, 1995.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1736596&pid=S2182-1267201600020000500015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>OLIVEIRA, J. M. P. <i>O espa&ccedil;o urbano do Porto &ndash; condi&ccedil;&otilde;es naturais e desenvolvimento</i>. Porto: Edi&ccedil;&otilde;es Afrontamento, 2007, 1.&ordf; Ed de 1973.</p>     <!-- ref --><p>VETCH, P., <i>et al.</i>. Between text and image: digital renderings of a late medieval city. <i>In</i> B. NELSON, M. TERRAS (Eds.), In <i>Digitizing Medieval and Early Modern Material Culture.</i> (New Technologies in Medieval and Renaissance Studies; Vol. 3). Tempe, Arizona: Arizona Center for Medieval and Renaissance Studies, Arizona State University, 2011, pp. 365-396.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1736599&pid=S2182-1267201600020000500017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p><b><br /> </b></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><a href="#_ftnref1" name="_ftn1">[1]</a> Col&oacute;quio Internacional em L&iacute;ngua Portuguesa organizado pela Linha de Pol&iacute;ticas P&uacute;blicas, Planeamento e Ordenamento do Territ&oacute;rio do Centro de Estudos de Geografia e Ordenamento do Territ&oacute;rio (CEGOT), que decorreu no Porto, nos dias 13 e 14 de outubro de 2016.</p>     <p><a href="#_ftnref2" name="_ftn2">[2]</a> Decreto-lei de 31 de dezembro de 1864, publicado a 19 de janeiro de 1865.</p>     <p><a href="#_ftnref3" name="_ftn3">[3]</a> O Decreto-Lei n. &ordm; 35931, de 4 de novembro de 1946, conferiu for&ccedil;a legal ao anteplano: permitiria o <i>Ante-Plano Regulador</i>, para o qual foi contratado Almeida Garrett.</p>     <p><a href="#_ftnref4" name="_ftn4">[4]</a> &ldquo;freguesias da meia coroa perif&eacute;rica&rdquo; foi a designa&ccedil;&atilde;o dada no trabalho de doutoramento, na sequ&ecirc;ncia de uma organiza&ccedil;&atilde;o feita sobre o territ&oacute;rio do concelho, e que se utilizar&aacute; nas plantas das p&aacute;ginas seguintes.</p>     <p><a href="#_ftnref5" name="_ftn5">[5]</a> &ldquo;New York City Historical Geographic Information Systems project&rdquo;, from The New York Public Library's&nbsp;Lionel Pincus and Princess Firyal Map Division.</p>     <p><a href="#_ftnref6" name="_ftn6">[6]</a> &ldquo;O Primeiro de Janeiro&rdquo;, ano 73.&ordm;, n.<sup>os</sup> 40, pp. 1-3, e 41, pp. 1-3, de 11 e 12 de fevereiro de 1941, M. Pinto de Azevedo, Director e Ant&oacute;nio Dias, Editor.</p>     <p><a href="#_ftnref7" name="_ftn7">[7]</a> Projeto 711 - &ldquo;Plano Parcial de Urbaniza&ccedil;&atilde;o a Sul da Antas limitado pela Avenida dos Combatentes da Grande Guerra, pelas Ruas da Alegria e de Carlos Malheiro Dias e pelo prolongamento da Avenida de Fern&atilde;o de Magalh&atilde;es&rdquo;</p>     <p><a href="#_ftnref8" name="_ftn8">[8]</a> Projeto 163-A, &ldquo;Projeto de Alinhamentos para o lado Norte da Pra&ccedil;a de Gomes Teixeira&rdquo;, 14/6/1945.</p>     <p><a href="#_ftnref9" name="_ftn9">[9]</a> Blocos multifamiliares de habita&ccedil;&atilde;o em altura de, habitualmente, 3, 4 ou 5 pisos, constru&iacute;dos formando conjuntos, mais ou menos extensos, em fun&ccedil;&atilde;o dos terrenos dispon&iacute;veis, no &acirc;mbito do <i>Plano de Melhoramentos</i>.</p>      ]]></body><back>
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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Nota introdutória da Secção Cultural da Câmara Municipal do Porto]]></article-title>
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