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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Empreendedores cívicos e Smart Cities: práticas, motivações e geografias da inovação]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[The discourse about smart city innovation has been shifting its focus from large corporate-driven initiatives towards considering the role of civically committed and tech savvy citizens as locus of innovation. These communities of citizens - also dubbed as civic hackers - are gaining ground in several smart city strategies; yet, still little is known about their motivations and the geographies they mobilize in their initiatives. Therefore, this article has three main objectives, namely i) to explore concepts and practices of civic hackers; ii) to shed light on their motivations to contribute to the resolution of civic challenges and iii) to hypothesise on the role of the territory and geography for their processes of knowledge creation and innovation.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><b>ARTIGO</b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Empreendedores c&iacute;vicos e Smart Cities: pr&aacute;ticas, motiva&ccedil;&otilde;es e geografias da inova&ccedil;&atilde;o</b></p>     <p><b>Civic entrepreneurs and smart cities: practices, motivations and innovation geographies</b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Carvalho, Lu&iacute;s</b><sup>1</sup><b>; Maia, Catarina</b><sup>2</sup></p>     <p><sup>1</sup>Centro de Estudos em Geografia e Ordenamento do Territ&oacute;rio (CEGOT) / European Institute for Comparative Urban Research (Euricur); Via Panor&acirc;mica, s/n, 4150-564, Porto, Portugal; <a href="mailto:lcarvalho@letras.up.pt">lcarvalho@letras.up.pt</a></p>     <p><sup>2</sup>Faculdade de Letras da Universidade do Porto; 4150-564, Porto, Portugal; <a href="mailto:catarina.maia2@gmail.com">catarina.maia2@gmail.com</a></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><b>RESUMO</b></p>     <p>Os discursos mais democr&aacute;ticos e inclusivos de <i>smart cities </i>redirecionam o foco da inova&ccedil;&atilde;o desde as grandes empresas tecnol&oacute;gicas em dire&ccedil;&atilde;o a comunidades de cidad&atilde;os comprometidos com a resolu&ccedil;&atilde;o de problemas urbanos, referenciados na literatura como <i>civic hackers</i>. Todavia, apesar da sua crescente centralidade para as estrat&eacute;gias de <i>smart cities</i>, pouco se sabe ainda sobre este tipo de atores, sobre como participam na constru&ccedil;&atilde;o de <i>smart cities</i>, bem como sobre as redes e geografias que mobilizam para as suas atividades. Assim, este artigo tem tr&ecirc;s objetivos principais: i) explorar ideias iniciais sobre este tipo de atores e as suas pr&aacute;ticas; ii) apresentar perspetivas te&oacute;ricas sobre as suas motiva&ccedil;&otilde;es para contribuir para a resolu&ccedil;&atilde;o de desafios c&iacute;vicos e iii) refletir sobre a potencial relev&acirc;ncia do territ&oacute;rio e da geografia nos seus processos de cria&ccedil;&atilde;o de conhecimento e inova&ccedil;&atilde;o.</p>     <p><b>&nbsp;</b></p>     <p><b>Palavras-chave</b>: Smart City; Empreendedores C&iacute;vicos; Dados Abertos; Geografia Econ&oacute;mica</p>     <p><b>&nbsp;</b></p>     <p><b>ABSTRACT</b></p>     <p>The discourse about smart city innovation has been shifting its focus from large corporate-driven initiatives towards considering the role of civically committed and tech savvy citizens as locus of innovation. These communities of citizens &ndash; also dubbed as civic hackers &ndash; are gaining ground in several smart city strategies; yet, still little is known about their motivations and the geographies they mobilize in their initiatives. Therefore, this article has three main objectives, namely i) to explore concepts and practices of civic hackers; ii) to shed light on their motivations to contribute to the resolution of civic challenges and iii) to hypothesise on the role of the territory and geography for their processes of knowledge creation and innovation.</p>     <p><b>&nbsp;</b></p>     <p><b>Keywords</b>: Smart City; Civic Hackers; Open Data; Economic Geography</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>1. Introdu&ccedil;&atilde;o</b></p>     <p>&Eacute; hoje um lugar-comum afirmar que as cidades s&atilde;o espa&ccedil;os de concentra&ccedil;&atilde;o de meios potenciadores de crescimento e desenvolvimento, prop&iacute;cios &agrave; criatividade e inova&ccedil;&atilde;o (e.g. Glaeser, 2013). Todavia, &eacute; tamb&eacute;m nas cidades que se observam grande parte dos desafios s&oacute;cio ambientais contempor&acirc;neos, de acesso a recursos e servi&ccedil;os, de inclus&atilde;o social e distribui&ccedil;&atilde;o de riqueza, entre muitos outros (van den Berg et al., 2014). Assim sendo, &eacute; razo&aacute;vel afirmar que a prosperidade e a qualidade de vida das popula&ccedil;&otilde;es no s&eacute;culo XXI &ndash; quer em economias desenvolvidas quer emergentes &ndash; estar&aacute; cada vez mais dependente da maneira como as cidades se venham a governar e a organizar para debelar os seus desafios atuais e futuros (Nel&middot;lo e Mele, 2016).</p>     <p>Neste contexto, um tema e um imagin&aacute;rio urbano recorrente tem sido o das cidades inteligentes ou <i>smart cities</i>. N&atilde;o obstante o vasto universo de defini&ccedil;&otilde;es poss&iacute;veis<a href="#_ftn1" name="_ftnref1">[1]</a>, o conceito de <i>smart city</i> est&aacute; geralmente associado &agrave; utiliza&ccedil;&atilde;o de novas tecnologias de informa&ccedil;&atilde;o e comunica&ccedil;&atilde;o &ndash; e.g. computa&ccedil;&atilde;o ub&iacute;qua, &ldquo;internet das coisas&rdquo;, difus&atilde;o generalizada de dispositivos m&oacute;veis e sensores, plataformas de partilha de dados e redes sociais, entre outras &ndash; ao servi&ccedil;o de aumentos de efici&ecirc;ncia na provis&atilde;o de servi&ccedil;os urbanos e qualidade de vida (Institute for the future, 2012). Existem hoje incont&aacute;veis iniciativas denominadas de <i>smart city</i> em todo o mundo, nas quais munic&iacute;pios, empresas, centros de investiga&ccedil;&atilde;o, entre outros, t&ecirc;m vindo a desenvolver solu&ccedil;&otilde;es tecnol&oacute;gicas para dom&iacute;nios urbanos t&atilde;o diversos como a mobilidade, a energia, o ambiente, o acesso a servi&ccedil;os sociais, etc. Na Europa, atrav&eacute;s da iniciativa <i>Smart Cities and Communities</i>, a Comiss&atilde;o Europeia tem vindo a apoiar projetos bandeira de inova&ccedil;&atilde;o e experimenta&ccedil;&atilde;o tecnol&oacute;gica em cidades com objetivo de difundir solu&ccedil;&otilde;es desenvolvidas numa cidade para outras (Comiss&atilde;o Europeia, 2016).&nbsp;&nbsp;</p>     <p>Naturalmente, o debate em torno das <i>smart cities</i> n&atilde;o &eacute; uno, e existem hoje diferentes perspetivas e vis&otilde;es do modo como estas dever&atilde;o ser contru&iacute;das. Nos &uacute;ltimos anos, tem-se observado alguma evolu&ccedil;&atilde;o entre vis&otilde;es centradas no desenvolvimento de tecnologia urbana propriet&aacute;ria e sistemas de dados fechados &ndash; frequentemente promovidas por empresas de tecnologia como a IBM, Cisco ou Siemens (Carvalho, 2015; McNeill, 2015) &ndash; em dire&ccedil;&atilde;o a perspetivas mais abertas e distribu&iacute;das, nas quais um n&uacute;mero mais elevado e repartido de atores e cidad&atilde;os contribui para o desenvolvimento de solu&ccedil;&otilde;es para os desafios urbanos, tendencialmente mais adaptativas e baseadas em inova&ccedil;&atilde;o aberta, <i>software</i> aberto e dados abertos (Townsend, 2013; Kitchin, 2014). Esta transi&ccedil;&atilde;o pode tamb&eacute;m ser&nbsp; vista em torno do aparecimento e consolida&ccedil;&atilde;o da chamada economia de partilha, onde redes colaborativas entre cidad&atilde;os t&ecirc;m vindo a formar novas ecologias de inova&ccedil;&atilde;o em contexto urbano (Sacks, 2011; Carvalho et al., 2016).&nbsp;</p>     <p>Esta segunda vertente tem vindo a refletir mudan&ccedil;as na rela&ccedil;&atilde;o entre o poder governamental e os dados existentes. &Eacute;, cada vez mais, pr&aacute;tica comum a abertura de dados e informa&ccedil;&atilde;o sobre a cidade que at&eacute; ent&atilde;o eram considerados confidenciais ou de dif&iacute;cil acesso, bem como a incorpora&ccedil;&atilde;o de iniciativas de dados abertos em vis&otilde;es e estrat&eacute;gias chamadas de <i>smart city</i><a href="#_ftn2" name="_ftnref2">[2]</a>. Neste sentido, diversas cidades t&ecirc;m vindo a disponibilizar dados sobre provis&otilde;es municipais (fluxos de mobilidade, energia e &aacute;gua, ambiente, planeamento, etc.), incentivando o seu tratamento e recombina&ccedil;&atilde;o por novos empreendedores, investigadores e cidad&atilde;os (Davies e Bawa, 2012; Zuiderwijk, et al., 2014). Neste sentido, o foco da inova&ccedil;&atilde;o nas <i>smart cities</i> tem sido redirecionado desde as grandes empresas de tecnologia em dire&ccedil;&atilde;o a comunidades de cidad&atilde;os, tecnologicamente competentes e civicamente comprometidos com desafios urbanos. Estas comunidades de cidad&atilde;os &ndash; referenciados na literatura como <i>civic hackers</i> ou empreendedores c&iacute;vicos (Townsend, 2013; Schrock, 2016) &ndash; t&ecirc;m sido apresentados como essenciais para a constru&ccedil;&atilde;o de <i>smart cities</i> mais resilientes, democr&aacute;ticas e inclusivas. Todavia, apesar da sua crescente centralidade para as estrat&eacute;gias de <i>smart cities</i> e para o desenvolvimento de novas economias urbanas, pouco se sabe hoje em dia sobre este tipo de atores, sobre as suas motiva&ccedil;&otilde;es para participar na constru&ccedil;&atilde;o (e desconstru&ccedil;&atilde;o) de iniciativas de <i>smart cities</i>, bem como sobre as geografias que mobilizam para aceder aos recursos necess&aacute;rios nos seus processos de inova&ccedil;&atilde;o.</p>     <p>Partindo deste desafio, este artigo tem tr&ecirc;s objetivos principais, de natureza essencialmente conceptual. Em primeiro lugar, explorar defini&ccedil;&otilde;es e ideias iniciais sobre este tipo de atores e comunidades: quem s&atilde;o os empreendedores c&iacute;vicos, quais a suas pr&aacute;ticas e <i>ethos</i> sociocultural? (Sec&ccedil;&atilde;o 2). Em segundo lugar, apresentar perspetivas te&oacute;ricas sobre as suas motiva&ccedil;&otilde;es para contribuir para a resolu&ccedil;&atilde;o de desafios c&iacute;vicos: que motiva&ccedil;&otilde;es (intr&iacute;nsecas e extr&iacute;nsecas) apresentam? (Sec&ccedil;&atilde;o 3). Finalmente, refletir sobre a potencial relev&acirc;ncia do territ&oacute;rio e da geografia na facilita&ccedil;&atilde;o (ou bloqueio) das suas iniciativas: que geografias s&atilde;o mobilizadas por estes empreendedores nos seus processos de inova&ccedil;&atilde;o c&iacute;vica? (Sec&ccedil;&atilde;o 4). Deste modo, ao explorar a anatomia dos empreendedores c&iacute;vicos e as geografias associadas aos seus processos de inova&ccedil;&atilde;o, o artigo contribui para diversificar a literatura dos estudos urbanos contempor&acirc;neos sobre <i>smart cities</i> (e.g. Vanolo, 2014; Wiig e Wyly, 2016), bem como para aprofundar os estudos em geografia econ&oacute;mica que exploram o papel de comunidades distribu&iacute;das de &ldquo;entusiastas&rdquo; e utilizadores em processos de inova&ccedil;&atilde;o (e.g. Grabher et al., 2008; Grabher e Ibert, 2013). O artigo termina com a sugest&atilde;o de alguns desafios de investiga&ccedil;&atilde;o, nomeadamente para o estudo de <i>smart cities</i> e comunidades de empreendedores c&iacute;vicos em cidades de pa&iacute;ses de n&iacute;vel de desenvolvimento interm&eacute;dio como Portugal.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>2. Empreendedores C&iacute;vicos</b></p>     <p>A internet, os sistemas eletr&oacute;nicos e o <i>software</i> aberto s&atilde;o cada vez mais omnipresentes no quotidiano das popula&ccedil;&otilde;es. Nos &uacute;ltimos anos, t&ecirc;m-se observado expressivas mudan&ccedil;as na forma como muitos cidad&atilde;os tendem a utilizam estas ferramentas para criar, processar e transmitir a informa&ccedil;&atilde;o, por exemplo, atrav&eacute;s do desenvolvimento e utiliza&ccedil;&atilde;o de aplica&ccedil;&otilde;es/<i>apps</i>, <i>software</i> de mapeamento, cartografia interativa, sistemas de navega&ccedil;&atilde;o, geolocaliza&ccedil;&atilde;o, etc. Desta forma, os utilizadores v&ecirc;m a assumir uma maior participa&ccedil;&atilde;o nos processos de inova&ccedil;&atilde;o, adquirindo e mobilizando compet&ecirc;ncias que at&eacute; h&aacute; bem pouco tempo estavam reservadas a t&eacute;cnicos experientes (McConchie, 2015).</p>     <p>Neste artigo temos especial interesse em compreender estas a&ccedil;&otilde;es participativas por parte de determinadas redes e comunidades de inovadores tendo por base o conceito de <i>civic hacker</i> ou empreendedor c&iacute;vico, aqui entendido n&atilde;o no sentido mais popularizado e pejorativo de <i>hacker </i>ou<i> &ldquo;pirata&rdquo; inform&aacute;tico</i>, mas numa conce&ccedil;&atilde;o mais ampla: algu&eacute;m com elevada literacia digital ao n&iacute;vel da utiliza&ccedil;&atilde;o, produ&ccedil;&atilde;o e modifica&ccedil;&atilde;o de <i>software</i> e aplicativos inform&aacute;ticos. Hunsinger e Schrock (2016) definem empreendedores c&iacute;vicos como indiv&iacute;duos que contribuem para melhorar a sua comunidade criando e modificando a infraestrutura digital que lhes est&aacute; associada. No contexto das <i>smart cities</i>, falamos de agentes de mudan&ccedil;a munidos de conhecimentos tecnol&oacute;gicos, mobilizados na tentativa de encontrar solu&ccedil;&otilde;es para novos (e antigos) desafios urbanos, sobretudo com recurso a dados abertos, promovendo, desta forma, a cidadania, a inova&ccedil;&atilde;o, a melhoria dos servi&ccedil;os urbanos e dos processos de governa&ccedil;&atilde;o e governan&ccedil;a (Townsend, 2013).</p>     <p>No livro Hacker Culture, Douglas Thomas (2002) fala sobre <i>hacking</i> enquanto uma cultura compartilhada, altamente resistente e p&oacute;s-moderna. Leah Lievrouw (2011) acrescenta que a figura de <i>civic hacker</i> representa uma forma de ativismo c&iacute;vico que emprega ou modifica artefactos e pr&aacute;ticas sociais associadas &agrave;s tecnologias de informa&ccedil;&atilde;o para desafiar ou alterar modos dominantes, esperados ou socialmente aceites de intervir e fazer sociedade (Lievrouw, 2011). Sendo que n&atilde;o &eacute; obrigatoriamente necess&aacute;rio que estes <i>hackers</i> desenvolvam software ou aplica&ccedil;&otilde;es inform&aacute;ticas <i>per se</i>, a sua interven&ccedil;&atilde;o est&aacute; essencialmente relacionada com a conce&ccedil;&atilde;o de novas ideias ou metodologias que desafiem ou melhorem os processos e os sistemas digitais existentes, de forma a contribuir para o desenvolvimento da sociedade e para a qualidade de vida dos cidad&atilde;os no geral (Howard, 2012; McConchie, 2015).</p>     <p>Assim, o conceito de <i>hacking</i> sugere mais do que um simples conjunto de pr&aacute;ticas relacionadas com a tecnologia; est&aacute; associado a atitudes e cren&ccedil;as normativas acerca do modo como as pessoas devem viver e agir lado-a-lado com a tecnologia. Steven Levy (1984) teorizou sobre a no&ccedil;&atilde;o de <i>hacker ethic</i>, que descreveu como o princ&iacute;pio geral, partilhado em comunidade, de que a informa&ccedil;&atilde;o e acesso &agrave; computa&ccedil;&atilde;o deve ser livre. Deste modo, os <i>hackers </i>tendem a organizar-se de forma semiestruturada, em comunidade que partilham valores de abertura e partilha, para o desenvolvimento de sistemas abertos, encarando a criatividade e a tecnologia como formas de melhor compreender a sociedade. Estes cidad&atilde;os defendem que a informa&ccedil;&atilde;o deve ser descentralizada e que as suas a&ccedil;&otilde;es podem contribuir para tornar o mundo melhor, atrav&eacute;s da livre troca de informa&ccedil;&atilde;o e da demonstra&ccedil;&atilde;o da relev&acirc;ncia destas a&ccedil;&otilde;es. Defendem tamb&eacute;m que a popula&ccedil;&atilde;o em geral poderia beneficiar se todos abordassem o mundo da mesma forma curiosa, com ceticismo em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; burocracia, com abertura para a criatividade e com altru&iacute;smo na partilha das suas ideias e realiza&ccedil;&otilde;es (Levy, 1984; McConchie, 2015).</p>     <p>O envolvimento de <i>civic hackers</i> ou empreendedores c&iacute;vicos tem vindo a ganhar relev&acirc;ncia num n&uacute;mero crescente de estrat&eacute;gias de <i>smart city</i>, nomeadamente nos Estados Unidos e na Europa. Por um lado, face ao decl&iacute;nio dos or&ccedil;amentos p&uacute;blicos e &agrave; insufici&ecirc;ncia de compet&ecirc;ncias digitais de grande maioria dos munic&iacute;pios, t&ecirc;m-se vindo a reconhecer, em algumas cidades, o papel dos empreendedores c&iacute;vicos na acelera&ccedil;&atilde;o de processos de inova&ccedil;&atilde;o no sector p&uacute;blico (e.g. Carvalho e van Winden, 2015). Por outro lado, o seu crescente relevo tem estado tamb&eacute;m associado a um certo desencanto com estrat&eacute;gias de <i>smart city</i> de &ldquo;primeira gera&ccedil;&atilde;o&rdquo;, que privilegiaram grandes aplica&ccedil;&otilde;es tecnol&oacute;gicas, venda de <i>software</i> propriet&aacute;rio, centros de opera&ccedil;&otilde;es, servi&ccedil;os de consultoria e produ&ccedil;&atilde;o de dados &ldquo;fechados&rdquo;, geralmente controlados por um grupo restrito de atores &ndash; essencialmente munic&iacute;pios associados a grandes empresas tecnol&oacute;gicas, que t&ecirc;m visto na <i>smart city</i> um modo de diversifica&ccedil;&atilde;o de receitas face a outros segmentos de neg&oacute;cio global em decl&iacute;nio (McNeill, 2015). Assim, a mobiliza&ccedil;&atilde;o de empreendedores c&iacute;vicos, ainda que entendido por alguns cr&iacute;ticos como utiliza&ccedil;&atilde;o de trabalho prec&aacute;rio ao servi&ccedil;o de institui&ccedil;&otilde;es p&uacute;blicas em desagrega&ccedil;&atilde;o (e.g. Gregg e DiSalvo, 2014), tem vindo geralmente associada a pr&aacute;ticas progressivas de digitaliza&ccedil;&atilde;o em cidades e enquanto caminho para a democratiza&ccedil;&atilde;o da <i>smart city</i>, para o aumento da transpar&ecirc;ncia e da inova&ccedil;&atilde;o no sector p&uacute;blico (Carvalho e van den Berg, 2015; Schrock, 2016).</p>     <p>Uma das formas de promover a participa&ccedil;&atilde;o ativa destes atores na sociedade, em geral, e em estrat&eacute;gias de <i>smart city</i>, em particular, tem sido atrav&eacute;s da realiza&ccedil;&atilde;o de encontros, competi&ccedil;&otilde;es e lan&ccedil;amento de desafios de inova&ccedil;&atilde;o (sobretudo com incentivo &agrave; utiliza&ccedil;&atilde;o de dados abertos), que colocam &agrave; prova as compet&ecirc;ncias destes atores e comunidades na resolu&ccedil;&atilde;o de problemas urbanos, geralmente conhecidos por <i>meet-ups</i>, <i>city app</i> <i>competitions</i> e <i>hackathons</i> (<i>hacking</i> + <i>marathons</i>). Este &uacute;ltimo tipo de iniciativa consiste num evento, que ocorre por tempo limitado (normalmente horas ou dias) e geralmente num local espec&iacute;fico, reunindo um vasto tipo de atores empenhados em desenvolver ideias em prol da cidade (geralmente de base tecnol&oacute;gica) e a partir de dados disponibilizados em plataformas de dados abertos. Aqui, para al&eacute;m de empreendedores c&iacute;vicos<a href="#_ftn3" name="_ftnref3">[3]</a>, re&uacute;ne-se todo o tipo de cidad&atilde;os interessados nestes processos colaborativos, t&eacute;cnicos do setor p&uacute;blico, bem como empresas e investidores com ambi&ccedil;&otilde;es comerciais (Briscoe e Mulligan, 2014; Johnson e Robinson, 2014). Todavia, estas iniciativas v&atilde;o geralmente al&eacute;m da utiliza&ccedil;&atilde;o da tecnologia, cria&ccedil;&atilde;o de <i>software</i> e outros prot&oacute;tipos de solu&ccedil;&otilde;es (McConchie, 2015) &ndash; estas possibilitam tamb&eacute;m a reuni&atilde;o f&iacute;sica de diferentes atores e a troca de experi&ecirc;ncias, viv&ecirc;ncias e saberes distintos, potenciando a cria&ccedil;&atilde;o de redes de coopera&ccedil;&atilde;o e de inova&ccedil;&atilde;o em torno de um interesse ou problema urbano comum, bem como a negocia&ccedil;&atilde;o do significado e da relev&acirc;ncia de diferentes tipos de solu&ccedil;&otilde;es para a cidade (Schrock, 2016).</p>     <p>Para al&eacute;m de eventos tempor&aacute;rios, um outro tipo de iniciativas para o envolvimento de empreendedores c&iacute;vicos em estrat&eacute;gias de <i>smart city</i> tem passado pela sua inser&ccedil;&atilde;o direta no seio da administra&ccedil;&atilde;o local &ndash; por exemplo, por via das iniciativas Code for America e Code for Europe. Atrav&eacute;s de m&uacute;ltiplas parcerias com financiamento p&uacute;blico e privado, estas iniciativas t&ecirc;m permitido subsidiar a contrata&ccedil;&atilde;o de <i>hackers</i> com motiva&ccedil;&otilde;es c&iacute;vicas pelos munic&iacute;pios com o objetivo de &ldquo;cocriar&rdquo; novas solu&ccedil;&otilde;es digitais em articula&ccedil;&atilde;o com o <i>staff </i>municipal, baseadas n&atilde;o em solu&ccedil;&otilde;es propriet&aacute;rias, mas software aberto (<i>open source</i>) que possa ser replicado livremente em outras cidades. Estas iniciativas t&ecirc;m estado na origem de diversas aplica&ccedil;&otilde;es e sistemas digitais ao servi&ccedil;o da melhoria da mobilidade em cidades (e.g. otimiza&ccedil;&atilde;o de trajetos na cidade, parqueamento, mobilidade de popula&ccedil;&otilde;es com defici&ecirc;ncias f&iacute;sicas), acesso a servi&ccedil;os (e.g. acesso facilitado a dados sobre escolas, planeamento, etc.), ambiente (e.g. sistemas de otimiza&ccedil;&atilde;o de recolha de res&iacute;duos), transpar&ecirc;ncia (e.g. acesso a decis&otilde;es municipais enquanto dados abertos), preven&ccedil;&atilde;o de riscos, entre muitos outros (ver e.g. Goldstein e Dyson, 2013; Tonwsend, 2013; Carvalho e Otgaar, 2016; Code for Europe, 2016).</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>3. Motiva&ccedil;&otilde;es</b></p>     <p>N&atilde;o obstante o papel deste tipo de atores e comunidades na constru&ccedil;&atilde;o de <i>smart cities</i> mais democr&aacute;ticas, inovadoras e inclusivas, existe alguma falta de conhecimento sobre as motiva&ccedil;&otilde;es que levam estes cidad&atilde;os e comunidades a participar e a estarem ativamente ligados a estas iniciativas ao longo tempo. Os primeiros <i>hackathons</i> e competi&ccedil;&otilde;es para o desenvolvimento de <i>apps</i> c&iacute;vicas foram geralmente organizados no pressuposto de que a motiva&ccedil;&atilde;o para participar poderia provir dos pr&eacute;mios ou recompensas monet&aacute;rias para os vencedores, ou das expectativas de comercializa&ccedil;&atilde;o futura das ideias ou prot&oacute;tipos desenvolvidos (Bakici et al., 2013). Todavia, um estudo recente sugere que este tipo de motiva&ccedil;&otilde;es pode n&atilde;o ser o mais apelativo, ao inv&eacute;s das oportunidades de exposi&ccedil;&atilde;o de ideias e produtos e busca de reconhecimento pessoal (Lee et al., 2014). Contrariamente aos empreendedores &ldquo;convencionais&rdquo; e grandes empresas envolvidas no desenvolvimento de tecnologia para a <i>smart city</i>, o lucro e retorno econ&oacute;mico n&atilde;o parece ser uma das motiva&ccedil;&otilde;es mais importantes.&nbsp;</p>     <p>N&atilde;o existem estudos sistem&aacute;ticos sobre as motiva&ccedil;&otilde;es dos empreendedores c&iacute;vicos na participa&ccedil;&atilde;o de iniciativas de <i>smart city</i>. Todavia, os estudos que analisam as motiva&ccedil;&otilde;es de comunidades de inova&ccedil;&atilde;o em projetos de desenvolvimento de <i>software</i> aberto fornecem algumas pistas iniciais (Lee e Cole, 2003; von Hippel e von Krogh, 2003). Deste modo, &eacute; poss&iacute;vel levantar a hip&oacute;tese de que os empreendedores c&iacute;vicos est&atilde;o dispostos a colocar o seu tempo e talento ao servi&ccedil;o da resolu&ccedil;&atilde;o de desafios urbanos devido a dois grandes tipos de motiva&ccedil;&otilde;es: intr&iacute;nseca e extr&iacute;nseca (ainda que na pr&aacute;tica combina&ccedil;&otilde;es das duas tendam a prevalecer, cf. Lerner e Tirole, 2002).</p>     <p>Intrinsecamente, as comunidades de inova&ccedil;&atilde;o orientadas para projetos sem fins lucrativos imediatos &ndash; tais como, em larga medida, os empreendedores c&iacute;vicos &ndash; tendem a apresentar motiva&ccedil;&otilde;es associadas &agrave; sua satisfa&ccedil;&atilde;o pessoal, sobretudo orientada para a divers&atilde;o e para o desafio de realizar uma atividade que os motiva e estimula (por exemplo, o desenvolvimento de novo c&oacute;digo e programa&ccedil;&atilde;o de <i>software</i>). Um mote comum nestas comunidades &eacute; o de que escrever c&oacute;digo &eacute; uma atividade n&atilde;o s&oacute; funcional, mas tamb&eacute;m de natureza &ldquo;po&eacute;tica&rdquo; (<i>code is poetry</i>), na qual se reconhecem e avaliam estilos e formas de arte (Keats, 2013). Para al&eacute;m disso, uma outra motiva&ccedil;&atilde;o intr&iacute;nseca passa pela oportunidade de cria&ccedil;&atilde;o de novos conhecimentos e desenvolvimento de aprendizagens que coloquem &agrave; prova compet&ecirc;ncias e aumentem a sua visibilidade entre os pares &ndash; bem como face a potenciais empregadores e/ou clientes (Lakhani e Wolf, 2005; Grabher e Ibert, 2013). Apesar da programa&ccedil;&atilde;o e do <i>hacking </i>c&iacute;vico poder ser uma atividade de matriz individual, tende a existir nestas comunidades um forte sentido de reciprocidade e solidariedade, fornecendo incentivos &agrave; participa&ccedil;&atilde;o e envolvimento ao longo do tempo (Grabher et al., 2008).&nbsp;</p>     <p>Para al&eacute;m de incentivos individuais, os estudos sobre estes tipos de comunidades fazem sobressair como incentivos extr&iacute;nsecos a possibilidade de, ao participarem, contribu&iacute;rem para um bem comum, tendo por fim a implementa&ccedil;&atilde;o de mudan&ccedil;as concretas e identific&aacute;veis na sociedade (Lakhani e Wolf, 2005). Outros tipos de motiva&ccedil;&atilde;o extr&iacute;nseca geralmente identificados passam pela oportunidade de desenvolver prot&oacute;tipos concretos de solu&ccedil;&otilde;es, bem como fomentar redes e novos grupos de trabalho entre pares, desenvolver sentido de perten&ccedil;a e a cria&ccedil;&atilde;o de liga&ccedil;&otilde;es de valor a m&eacute;dio e a longo prazo. Estes incentivos facilitam uma cont&iacute;nua aprendizagem e a liga&ccedil;&atilde;o entre pares, de forma a acompanhar o desenvolvimento e transforma&ccedil;&atilde;o de aplica&ccedil;&otilde;es, programas e <i>software</i> que v&atilde;o substituindo os existentes (Grabher e Ibert, 2013). Finalmente, e particularmente relevante no caso de empreendedores c&iacute;vicos, o envolvimento nestas iniciativas de base comunit&aacute;ria pode ter tamb&eacute;m como motiva&ccedil;&atilde;o a vontade de desafiar &ldquo;monop&oacute;lios de especialistas&rdquo; (Grabher et al., 2008), tais como vendedores de <i>software</i> e solu&ccedil;&otilde;es tecnol&oacute;gicas para <i>smart cities</i> (Carvalho e van den Berg, 2015).</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>4. Geografias da Inova&ccedil;&atilde;o C&iacute;vica</b></p>     <p>Ao enfatizar sobretudo motiva&ccedil;&otilde;es intr&iacute;nsecas e de relacionamento entre pares, as literaturas acima referenciadas dizem ainda pouco sobre a import&acirc;ncia dos contextos geogr&aacute;ficos nos processos de inova&ccedil;&atilde;o dos empreendedores c&iacute;vicos. Contudo, tal como em outras atividades e processos de cria&ccedil;&atilde;o de conhecimento e inova&ccedil;&atilde;o, &eacute; razo&aacute;vel supor que os empreendedores c&iacute;vicos n&atilde;o atuam num v&aacute;cuo espacial, mobilizando geografias concretas e recursos territorialmente definidos.</p>     <p>Se, por um lado, se tratam de comunidades cujos pares se encontram geograficamente distribu&iacute;dos ainda que virtualmente conectados &ndash; e.g. atrav&eacute;s de redes sociais e f&oacute;runs <i>online</i> (McConchie, 2015) &ndash; h&aacute; evid&ecirc;ncia da relev&acirc;ncia da proximidade f&iacute;sica e das rela&ccedil;&otilde;es que estes empreendedores estabelecem com as suas cidades e territ&oacute;rios enquanto <i>locus </i>de acesso a est&iacute;mulos, informa&ccedil;&atilde;o e recursos (Carvalho et al., 2014; Carvalho e Otgaar, 2016). Deste modo, mais do que pressupor <i>&agrave; priori</i> um territ&oacute;rio concreto enquanto &aacute;rea relevante para a cria&ccedil;&atilde;o de conhecimento e inova&ccedil;&atilde;o c&iacute;vica, parece mais razo&aacute;vel considerar uma ontologia na qual as geografias em causa s&atilde;o reveladas numa l&oacute;gica relacional, assumindo a possibilidade de rela&ccedil;&otilde;es em proximidade e &agrave; distancia (e.g. Bathelt et al., 2004; Santos e Marques, 2012; Vale e Carvalho, 2013). Neste sentido, os par&aacute;grafos seguintes apontam tr&ecirc;s tipos distintos de geografias de cria&ccedil;&atilde;o de conhecimento e inova&ccedil;&atilde;o, cuja literatura em geografia econ&oacute;mica sugere poderem ser relevantes para as a&ccedil;&otilde;es dos empreendedores c&iacute;vicos, nomeadamente proximidade permanente no territ&oacute;rio; proximidade tempor&aacute;ria e co-localiza&ccedil;&atilde;o no tempo e no espa&ccedil;o e; contacto &agrave; dist&acirc;ncia, virtualmente mediado.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><b>4.1. Proximidade permanente no territ&oacute;rio</b></p>     <p>Ao longo das &uacute;ltimas d&eacute;cadas, o debate em torno da produ&ccedil;&atilde;o de conhecimento e inova&ccedil;&atilde;o tem estado muito ligado &agrave; quest&atilde;o da proximidade f&iacute;sica; ali&aacute;s o pr&oacute;prio fundamento da literatura contempor&acirc;nea em geografia econ&oacute;mica &eacute; a ideia de que a proximidade importa (e.g. Gertler, 2003). Os modelos cl&aacute;ssicos de inova&ccedil;&atilde;o territorial (Moulaert e Sekia, 2003) descrevem detalhadamente os modos atrav&eacute;s dos quais a co-localiza&ccedil;&atilde;o oferece vantagens &uacute;nicas para a produ&ccedil;&atilde;o colaborativa de conhecimento e inova&ccedil;&atilde;o, facilitando o contacto cara-a-cara e, atrav&eacute;s deste, a cria&ccedil;&atilde;o de rela&ccedil;&otilde;es de confian&ccedil;a, socializa&ccedil;&atilde;o, rapidez e motiva&ccedil;&atilde;o, mecanismos informais de controlo e a forma&ccedil;&atilde;o semi-espont&acirc;nea de rumores e ecologias de conhecimento, mais facilmente acedidas em proximidade f&iacute;sica do que &agrave; dist&acirc;ncia (Maskell e Malmberg, 1999; Storper e Venables, 2004). Estes modelos explicitam o car&aacute;ter social da inova&ccedil;&atilde;o e a sua depend&ecirc;ncia de conhecimento t&aacute;cito, cujo entendimento, mobiliza&ccedil;&atilde;o e recombina&ccedil;&atilde;o est&atilde;o significativamente (ainda que n&atilde;o exclusivamente) dependentes dos contextos sociais, culturais e institucionais dos lugares onde foi produzido (Asheim e Isaksen, 2002).</p>     <p>A relev&acirc;ncia da proximidade f&iacute;sica permanente parece encontrar resson&acirc;ncia no contexto da inova&ccedil;&atilde;o c&iacute;vica associada a <i>smart cities</i>. Por exemplo, apesar da possibilidade te&oacute;rica de aceder a dados sobre uma cidade e desenvolver <i>software</i> &agrave; dist&acirc;ncia, a capacidade de contextualizar esses dados e de os associar a solu&ccedil;&otilde;es concretas parece depender de um entendimento integral sobre o local e os seus desafios (e.g. um problema concreto de mobilidade, de planeamento ou acesso a servi&ccedil;os sociais). Exemplos desse entendimento integral passam por compreender a &ldquo;linguagem&rdquo; ou perspetiva na qual os desafios s&atilde;o colocados localmente, os comportamentos e cultura dos atores envolvidos e o significado dos dados no contexto territorial em causa (Kitchin, 2014). Por outro lado, a experimenta&ccedil;&atilde;o de solu&ccedil;&otilde;es urbanas digitais requere ciclos curtos de aprendizagem em contexto de incerteza, a par de intera&ccedil;&otilde;es repetidas e socializa&ccedil;&atilde;o com um diverso n&uacute;mero de atores (e.g. entre empreendedores c&iacute;vicos e staff municipal), que surgem facilitadas em contexto de proximidade f&iacute;sica permanente no territ&oacute;rio (Carvalho e van Winden, 2015).&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>4.2. Proximidade tempor&aacute;ria e co-localiza&ccedil;&atilde;o no tempo e no espa&ccedil;o</b></p>     <p>A necessidade de proximidade f&iacute;sica permanente no territ&oacute;rio tem sido confrontada com a emerg&ecirc;ncia de novas formas e geografias de produ&ccedil;&atilde;o de conhecimento e inova&ccedil;&atilde;o, nomeadamente de configura&ccedil;&otilde;es tempor&aacute;rias no tempo e no espa&ccedil;o, e.g. materializadas atrav&eacute;s de reuni&otilde;es de projeto, encontros e participa&ccedil;&atilde;o em eventos por parte de atores geograficamente dispersos (Bathelt et al., 2004; Maskell et al., 2006; Torre, 2008). A literatura sugere que estas configura&ccedil;&otilde;es podem, em muito casos, reproduzir ou complementar as condi&ccedil;&otilde;es prop&iacute;cias &agrave; cria&ccedil;&atilde;o de conhecimento presentes em contextos de proximidade f&iacute;sica permanente, dando origem a ecologias intensas, ainda que tempor&aacute;rias, de troca de conhecimento e inova&ccedil;&atilde;o. Em muitos casos, mais do que constitu&iacute;rem acontecimentos espor&aacute;dicos e marginais, estas configura&ccedil;&otilde;es s&atilde;o estrategicamente procuradas e intencionalmente constru&iacute;das com regularidade pelos atores e reproduzidas em modo c&iacute;clico (Power e Jansson, 2008).</p>     <p>Ao n&iacute;vel do empreendedorismo c&iacute;vico, a relev&acirc;ncia da proximidade tempor&aacute;ria tem sido revelada por via da participa&ccedil;&atilde;o de atores geograficamente dispersos em <i>hackathons</i> e outros momentos organizados de co-localiza&ccedil;&atilde;o no tempo e espa&ccedil;o. Por exemplo, na tentativa de adaptar solu&ccedil;&otilde;es c&iacute;vicas desenvolvidas numa cidade para a outra, &eacute; pr&aacute;tica comum o encontro f&iacute;sico entre programadores de diferentes cidades para trocar ideias sobre a solu&ccedil;&atilde;o em causa e sobre como adapt&aacute;-la ao contexto local &ndash; apesar do c&oacute;digo de programa&ccedil;&atilde;o estar aberto e frequentemente dispon&iacute;vel <i>online</i> (Carvalho e van den Berg, 2015). Por outro lado, alguns <i>hackathons</i> focados em desafios de grandes cidades recebem participantes oriundos de v&aacute;rias partes do mundo, que valorizam a imers&atilde;o, ainda que tempor&aacute;ria, no contexto local, atores e desafios (e.g. Carvalho e Otgaar, 2016), bem como a possibilidade experimenta&ccedil;&atilde;o, socializa&ccedil;&atilde;o e cocria&ccedil;&atilde;o de solu&ccedil;&otilde;es entre atores de diferentes quadros institucionais que n&atilde;o se encontram frequentemente (e.g. ind&uacute;stria, governo, cidad&atilde;os, etc.) (van Waart et al., 2015). Todavia, para os empreendedores c&iacute;vicos, a relev&acirc;ncia da proximidade tempor&aacute;ria nestes eventos n&atilde;o se prende apenas com o acesso a conhecimento t&eacute;cnico e a desafios concretos. De acordo com Schrock (2016), sendo a tecnologia uma combina&ccedil;&atilde;o de pr&aacute;ticas, materialidades e usos e n&atilde;o apenas um &ldquo;produto&rdquo;, os <i>hackathons</i> e outros eventos surgem como essenciais para a negocia&ccedil;&atilde;o de pr&aacute;ticas, apresenta&ccedil;&atilde;o e debate de ideias alternativas e encorajamento &agrave; imagina&ccedil;&atilde;o sobre a sua utiliza&ccedil;&atilde;o.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>4.3. Contacto &agrave; dist&acirc;ncia, virtualmente mediado</b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>N&atilde;o obstante a relev&acirc;ncia da proximidade f&iacute;sica e relacional (permanente ou tempor&aacute;ria), tem vindo a ser demonstrado que, em algumas circunst&acirc;ncias, esta n&atilde;o &eacute; essencial &ndash; ou mesmo desej&aacute;vel &ndash; para a produ&ccedil;&atilde;o de conhecimento e inova&ccedil;&atilde;o econ&oacute;mica e/ou socialmente &uacute;til (e.g. Grabher e Ibert, 2013). Partindo da literatura sobre comunidades de pr&aacute;tica (Lave e Wenger, 1991), Grabher e Ibert (2013) defendem que a internet deu origem a formas de colabora&ccedil;&atilde;o informal entre indiv&iacute;duos que se estende muito para al&eacute;m de aglomera&ccedil;&otilde;es de atores de base territorial. Assim, a exist&ecirc;ncia e dinamismo de algumas comunidades informais &ndash; f&iacute;sica e contextualmente fragmentadas, mas partilhado c&oacute;digos, pr&aacute;ticas e interesses comuns &ndash; t&ecirc;m desafiado os debates conceptuais sobre a relev&acirc;ncia da proximidade e dos modelos territoriais de inova&ccedil;&atilde;o, bem como o argumento impl&iacute;cito de que a dist&acirc;ncia &eacute; uma forma geogr&aacute;fica inferior no que toca &agrave; capacidade de cria&ccedil;&atilde;o e recombina&ccedil;&atilde;o de conhecimento (Amin e Roberts, 2008).</p>     <p>Neste contexto, o estudo de &ldquo;comunidades virtuais h&iacute;bridas&rdquo; e de programadores de <i>software</i> aberto apresenta especial import&acirc;ncia, dadas as suas semelhan&ccedil;as/sobreposi&ccedil;&otilde;es com comunidades de empreendedores c&iacute;vicos (Grabher et al., 2008). Neste tipo de comunidades, essencialmente conectadas por via de f&oacute;runs <i>online</i>, a dist&acirc;ncia f&iacute;sica e relacional assume-se como um ativo importante na produ&ccedil;&atilde;o de conhecimento e inova&ccedil;&atilde;o, nomeadamente por possibilitar quase-anonimato, acumula&ccedil;&atilde;o estruturada de conhecimento e comunica&ccedil;&atilde;o ass&iacute;ncrona (Grabher e Ibert, 2013). Em primeiro lugar, ao contr&aacute;rio do contacto cara-a-cara, a intera&ccedil;&atilde;o em quase-anonimato possibilita uma redistribui&ccedil;&atilde;o da influ&ecirc;ncia do <i>status</i> formal do indiv&iacute;duo em dire&ccedil;&atilde;o &agrave; sua efetiva compet&ecirc;ncia, compromisso e entusiasmo, dando voz a vis&otilde;es alternativas (e.g. novas perspetivas sobre problemas e solu&ccedil;&otilde;es urbanas). Em segundo lugar, dado o registo hipertextual dos f&oacute;runs <i>online</i>, este tipo intera&ccedil;&atilde;o &agrave; dist&acirc;ncia permite a acumula&ccedil;&atilde;o de informa&ccedil;&atilde;o e a cria&ccedil;&atilde;o de mem&oacute;ria coletiva; para al&eacute;m disso, permite maior focagem em assuntos/t&oacute;picos concretos e a sua permanente (re-)elabora&ccedil;&atilde;o &agrave; medida que nova informa&ccedil;&atilde;o ou conhecimento &eacute; produzido (e.g. linhas de c&oacute;digo, algoritmos). Finalmente, a possibilidade de comunica&ccedil;&atilde;o ass&iacute;ncrona associa-se a intera&ccedil;&otilde;es mais refletidas do que no caso de contacto cara-a-cara, possibilitando a recolha de material e a condu&ccedil;&atilde;o de experi&ecirc;ncias para suportar argumentos, facilitando processos mais ricos de reflex&atilde;o coletiva.</p>     <p>De acordo com Grabher e Ibert (2013), as vantagens da intera&ccedil;&atilde;o em contexto de dist&acirc;ncia f&iacute;sica e relacional s&atilde;o particularmente relevantes em projetos que visam modifica&ccedil;&otilde;es e melhoria de solu&ccedil;&otilde;es ao longo de trajet&oacute;rias de desenvolvimento coletivo, como &eacute; em larga medida o caso dos projetos de inova&ccedil;&atilde;o para <i>smart cities</i> dinamizados por empreendedores c&iacute;vicos, tais como <i>apps</i>, plataformas de <i>software</i>, m&eacute;todos de recolha e recombina&ccedil;&atilde;o de dados sobre a cidade e servi&ccedil;os urbanos, etc. (Townsend, 2013). Todavia, a forte rela&ccedil;&atilde;o estabelecida entre este tipo de solu&ccedil;&otilde;es e os contextos urbanos nas quais s&atilde;o desenvolvidos, ao contr&aacute;rio de <i>software</i> aberto convencional, coloca potencial fric&ccedil;&atilde;o &agrave; dist&acirc;ncia para a produ&ccedil;&atilde;o e recombina&ccedil;&atilde;o de conhecimento (Carvalho, 2015). Por esta raz&atilde;o, &eacute; razo&aacute;vel colocar como hip&oacute;tese que os empreendedores c&iacute;vicos e os seus processos de inova&ccedil;&atilde;o tender&atilde;o a manifestar-se em m&uacute;ltiplas configura&ccedil;&otilde;es geogr&aacute;ficas, combinando intera&ccedil;&otilde;es em proximidade permanente, &agrave; dist&acirc;ncia e em co-localiza&ccedil;&atilde;o ef&eacute;mera no tempo e no espa&ccedil;o.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>5. Conclus&otilde;es</b></p>     <p>Os empreendedores c&iacute;vicos apresentam um forte potencial para contribuir para a constru&ccedil;&atilde;o de <i>smart cities</i> mais inclusivas, inovadoras, democr&aacute;ticas e adaptadas aos desafios das cidades do futuro, cujos contornos hoje podemos apenas imaginar. Com a progress&atilde;o da digitaliza&ccedil;&atilde;o na sociedade, &eacute; expect&aacute;vel que o seu papel na economia e na inova&ccedil;&atilde;o de muitas cidades venha a aumentar.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;</p>     <p>Este artigo visou lan&ccedil;ar bases conceptuais e proposi&ccedil;&otilde;es para um estudo mais sistem&aacute;tico sobre estas comunidades de inovadores, tendo por base a compreens&atilde;o do seu <i>ethos</i> e das suas pr&aacute;ticas em comunidade, as suas motiva&ccedil;&otilde;es (extr&iacute;nsecas e intr&iacute;nsecas) e as geografias atrav&eacute;s das quais mobilizam recursos necess&aacute;rios para os seus processos de inova&ccedil;&atilde;o. Naturalmente, as hip&oacute;teses aqui levantadas com base em revis&atilde;o de literatura necessitam de confirma&ccedil;&atilde;o e aprofundamento emp&iacute;rico e sistem&aacute;tico, combinando m&eacute;todos qualitativos e quantitativos e, desejavelmente, compara&ccedil;&otilde;es internacionais entre diferentes contextos territoriais.</p>     <p>Os estudos contempor&acirc;neos sobre <i>smart cities</i> e empreendedores c&iacute;vicos t&ecirc;m-se focado, em larga medida, em grandes cidades de pa&iacute;ses mais desenvolvidos (com s&oacute;lidos recursos financeiros e ecossistemas de inova&ccedil;&atilde;o), a par das megal&oacute;poles e novas cidades de economias em r&aacute;pido processo de urbaniza&ccedil;&atilde;o (e.g. Carvalho e Campos, 2013). N&atilde;o h&aacute; hoje evid&ecirc;ncia sistem&aacute;tica sobre a rela&ccedil;&atilde;o entre dimens&atilde;o urbana e potencial de inova&ccedil;&atilde;o associado a <i>smart cities</i>. Todavia, o estudo de comunidades de empreendedores c&iacute;vicos em estrat&eacute;gias de <i>smart city</i> pode ter particular interesse para casos de cidades de diferentes dimens&otilde;es e em pa&iacute;ses de n&iacute;vel de desenvolvimento interm&eacute;dio, tais como Portugal &ndash; por um lado, face &agrave; exiguidade de recursos financeiros para investir em grandes solu&ccedil;&otilde;es tecnol&oacute;gicas e, por outro, dada a necessidade de flexibilidade e adapta&ccedil;&atilde;o de solu&ccedil;&otilde;es tecnol&oacute;gicas a contextos urbanos est&aacute;veis/em regress&atilde;o demogr&aacute;fica e econ&oacute;mica.</p>     <p>Nestes territ&oacute;rios, em que a difus&atilde;o de tecnologias de informa&ccedil;&atilde;o e comunica&ccedil;&atilde;o foi tardia (e.g. Nunes, 2004), um desafio adicional aos decisores p&uacute;blicos passa por conseguirem mobilizar maiores <i>cohortes</i> da popula&ccedil;&atilde;o nas transforma&ccedil;&otilde;es digitais da cidade, demonstrando que estas n&atilde;o s&atilde;o um monop&oacute;lio das elites tecnol&oacute;gicas. Neste contexto, os empreendedores c&iacute;vicos podem vir a desempenhar um papel central enquanto facilitadores e elos de liga&ccedil;&atilde;o entre diferentes atores e segmentos da popula&ccedil;&atilde;o. Para al&eacute;m disso, e voltando ao argumento central deste artigo, mais do que copiar iniciativas e &ldquo;boas pr&aacute;ticas&rdquo; de outras cidades (e.g. plataformas de dados abertos, <i>hackathons</i>), as pol&iacute;ticas p&uacute;blicas direcionadas para facilitar este tipo de empreendedorismo e inova&ccedil;&atilde;o urbana dever&atilde;o fazer esfor&ccedil;os pr&eacute;vios para perceber quem s&atilde;o os empreendedores c&iacute;vicos, o que os move e que geografias se podem revelar mais importantes para os seus processos de inova&ccedil;&atilde;o.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>6. Refer&ecirc;ncias bibliogr&aacute;ficas</b></p>     <!-- ref --><p>AMIN, A., ROBERTS, J. Knowing in action: Beyond communities of practice. <i>Research policy</i>, 2008, 37(2), p. 353-369.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1736706&pid=S2182-1267201600020000600001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>ASHEIM, B., ISAKSEN, A. Regional innovation systems: the integration of local &lsquo;sticky&rsquo;and global &lsquo;ubiquitous&rsquo; knowledge. <i>The Journal of Technology Transfer</i>, 2002, 27(1), p. 77-86.</p>     <!-- ref --><p>BAKICI, T., ALMIRALL, E., WAREHAM, J. The role of public open innovation intermediaries in local government and the public sector. <i>Technology Analysis &amp; Strategic Management</i>, 2013, 25(3), p. 311-327.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1736709&pid=S2182-1267201600020000600003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>BATHELT, H., MALMBERG, A., MASKELL, P. Clusters and knowledge: local buzz, global pipelines and the process of knowledge creation. <i>Progress in human geography</i>, 2004, 28(1), p. 31-56.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1736711&pid=S2182-1267201600020000600004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>BRISCOE, G., MULLIGAN, C. Digital Innovation: The Hackathon Phenomenon. <i>Creativeworks London</i>, 2014, 6, p. 1-13.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1736713&pid=S2182-1267201600020000600005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>CARVALHO, L. Smart cities for scratch? A socio-technical perspective, <i>Cambridge Journal of Regions, Economy and Society</i>, 2015, 8(1), p. 43-60.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1736715&pid=S2182-1267201600020000600006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>CARVALHO, L., CAMPOS, J. Developing the PlanIT Valley: a view on the governance and societal embedding of u-eco city pilots. <i>International Journal of Knowledge-Based Development</i>, 2013, 4(2), p. 109-125.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1736717&pid=S2182-1267201600020000600007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>CARVALHO, L., OTGAAR, A. <i>Dublinked &ndash; Dublin</i>, In Carvalho, L., Berg, L. van den, Galal, H., Teunisse, P. (Eds.), Delivering Sustainable Competitiveness: Revisiting the Organising Capacity of Cities, Abingdon: Routledge, 2016. ISBN: 978-1-4462-8747-7.</p>     <!-- ref --><p>CARVALHO, L., PL&Aacute;CIDO SANTOS, I., WINDEN, W. VAN. Knowledge spaces and places from the perspective of a born-global start-up in the field of urban technology, <i>Expert Systems with Applications</i>, 2014, 41, p. 5647-5655.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1736720&pid=S2182-1267201600020000600009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>CARVALHO, L., VAN DEN BERG, L., GALAL, H., &amp; TEUNISSE, P. (Eds.). <i>Delivering Sustainable Competitiveness: Revisiting the Organising Capacity of Cities</i>, Abingdon; Routledge, 2016. ISBN: 978-1-4724-8267-9.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1736722&pid=S2182-1267201600020000600010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>CARVALHO, L., VAN DEN BERG, L. <i>Open Data in cities: Conceptual Framework and the case of Helsinki</i>. Report commissioned by the City of Helsinki Urban Facts, Rotterdam: EURICUR, 2015.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1736724&pid=S2182-1267201600020000600011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>CARVALHO, L., VAN WINDEN, W. The Open Data Economy: promoting digital innovation in Dublin. <i>URBACT II Capitalisation 2014-2015</i>, Paris: URBACT, 2015.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1736726&pid=S2182-1267201600020000600012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>CODE FOR EUROPE. <i>What is Code for Europe?</i> [online]. [18, julho, 2016]. <a href="http://www.codeforeurope.net/" target="_blank">http://www.codeforeurope.net/</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1736728&pid=S2182-1267201600020000600013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>COMISS&Atilde;O EUROPEIA. <i>Cities of tomorrow - Challenges, visions, ways forward</i>, Bruxelas: Comiss&atilde;o Europeia, 2011.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1736729&pid=S2182-1267201600020000600014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>COMISS&Atilde;O EUROPEIA. <i>Horizon 2020; working programme 2016-2017, Decision C (2016) 1349 of 9 March 2016.</i> [online], Comiss&atilde;o Europeia, 2016. [15, junho, 2016]. <a href="http://www.ec.europa.eu/research/participants/data/ref/h2020/wp/2016_2017/main/h2020-wp1617-swfs_en.pdf" target="_blank">http://www.ec.europa.eu/research/participants/data/ref/h2020/wp/2016_2017/main/h2020-wp1617-swfs_en.pdf</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1736731&pid=S2182-1267201600020000600015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>DAVIES, T., Bawa, Z. The Promises and Perils of Open Government Data (OGD). <i>Journal of Community Informatics</i>, 2012, 8(2), p. 1-6.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1736732&pid=S2182-1267201600020000600016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>DE JONG, M., JOSS, S., SCHRAVEN, D., ZHAN, C., WEIJNEN, M. Sustainable&ndash;smart&ndash;resilient&ndash;low carbon&ndash;eco&ndash;knowledge cities; making sense of a multitude of concepts promoting sustainable urbanization. <i>Journal of Cleaner production</i>, 2015, <i>109</i>, p. 25-38.</p>     <p>GERTLER, M. Tacit knowledge and the economic geography of context, or the undefinable tacitness of being (there). <i>Journal of Economic Geography</i>, 2003, 3, p. 75&ndash;99.</p>     <!-- ref --><p>GLAESER, E. <i>Triumph of the city, How Our Greatest Invention Makes Us Richer, Smarter, Greener, Healthier and Happier</i>. USA: The Penguin Press, 2013. ISBN: 978-1-101-47567-6.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1736736&pid=S2182-1267201600020000600019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>GOLDSTEIN, B. AND DYSON, L. (Ed.). <i>Beyond transparency: Open data and the future of civic innovation</i>. San Francisco, CA: Code for America Press, 2013. ISBN: 978-0615889085.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1736738&pid=S2182-1267201600020000600020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>GRABHER, G., IBERT, O. Distance as asset? Knowledge collaboration in hybrid virtual communities. <i>Journal of Economic Geography</i>, 2013, 16(2), p. 1&ndash;27.</p>     <!-- ref --><p>GRABHER, G., IBERT, O., FLOHR, S. The neglected king: The customer in the new knowledge ecology of innovation. <i>Economic Geography</i>, 2008, 84(3), p. 253-280.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1736741&pid=S2182-1267201600020000600022&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>GREGG, M., DISALVO, C. <i>The Trouble with White Hats. The New Inquiry.</i> [online]. [13, julho, 2016].&nbsp;&nbsp;&nbsp; <a href="http://www.thenewinquiry.com/essays/the-trouble-with-white-hats/" target="_blank">http://www.thenewinquiry.com/essays/the-trouble-with-white-hats/</a>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1736743&pid=S2182-1267201600020000600023&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>HIPPEL, E., KROGH, G. Open source software and the &ldquo;private-collective&rdquo; innovation model: Issues for organization science. <i>Organization science</i>, 2003, 14(2), p. 209-223.</p>     <!-- ref --><p>HOWARD, A. A definition for civic innovation. [online]. 2012. <a href="http://www.gov20.govfresh.com/defining-civic-innovation-definition-open-government/" target="_blank">http://www.gov20.govfresh.com/defining-civic-innovation-definition-open-government/</a>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1736746&pid=S2182-1267201600020000600025&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>HUNSINGER, J., ANDREW S. The Democratization of Hacking and Making. <i>New Media &amp; Society. </i>2016, 18(4), p. 535&ndash;38.</p>     <!-- ref --><p>INSTITUTE FOR THE FUTURE. <i>A planet of civic laboratories</i>. Palo Alto, CA: Institute for the Future, 2012.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1736749&pid=S2182-1267201600020000600027&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>JOHNSON, P., ROBINSON, P. Civic Hackathons: Innovation, Procurement, or Civic Engagement? <i>Review of Policy Research</i>, 2014, 31(4), p. 349-357.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1736751&pid=S2182-1267201600020000600028&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>KEATS, J. <i>Code isn&rsquo;t just functional, it&rsquo;s poetic</i>. [online]. [13, julho, 2016]. <a href="http://www.wired.com/2013/04/code/" target="_blank">http://www.wired.com/2013/04/code/</a></p>     <!-- ref --><p>KITCHIN, R. <i>The data revolution: Big data, open data, data infrastructures and their consequences</i>. London: Sage, 2014. ISBN: 978-1-4462-8747-7.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1736754&pid=S2182-1267201600020000600030&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>LAKHANI, K., WOLF, R. Why Hackers Do What They Do: Understanding Motivation and Effort in Free/Open Source Software Projects.<i> In </i>J. Feller, B. Fitzgerald, S. Hissam, K. Lakhani. <i>Perspectives on Free and Open Source Software</i>. Cambridge: MIT Press, 2005. ISBN: 0-262-06246-1.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1736756&pid=S2182-1267201600020000600031&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>LAVE, J., WENGER, E. <i>Situated learning: Legitimate peripheral participation</i>. Cambridge: Cambridge University Press, 1991. ISBN: 0-521-42374-0.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1736758&pid=S2182-1267201600020000600032&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>LEE, G., COLE, R. From a firm-based to a community-based model of knowledge creation: The case of the Linux kernel development. <i>Organization science</i>, 2003, 14(6), p. 633-649.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1736760&pid=S2182-1267201600020000600033&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>LEE, M., ALMIRALL, E., WAREHAM, J. Open Data &amp; Civic Apps: 1st Generation Failures &ndash; 2nd Generation Improvements. ESADE Working Papers Series, 2014, 256. ISSN 2014-8135</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>LERNER, J., TIROLE, J. Some simple economics of open source. <i>The journal of industrial economics</i>, 2002, 50(2), p. 197-234.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1736763&pid=S2182-1267201600020000600035&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>LEVY, S. Hackers: heroes of the computer revolution. USA: O'Reilly Media, Inc., 1984. ISBN: 978-1-449-38839-3.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1736765&pid=S2182-1267201600020000600036&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>LIEVROUW, L. Alternative and activist new media. Malden, MA: Polity Press, 2011. ISBN: 978-0-7456-4183-6.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1736767&pid=S2182-1267201600020000600037&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>MASKELL, P., BATHELT, H., MALMBERG, A.&nbsp; Building global knowledge pipelines: the role of temporary clusters. <i>European Planning Studies</i>, 2006, 14(8), p. 997-1013.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1736769&pid=S2182-1267201600020000600038&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>MASKELL, P., MALMBERG, A. Localised learning and industrial competitiveness. <i>Cambridge journal of economics</i>, 1999, 23(2), p. 167-185.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1736771&pid=S2182-1267201600020000600039&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>MCCONCHIE, A. Hacker Cartography: Crowdsourced Geography, OpenStreetMap, and the Hacker Political Imaginary. <i>ACME: An International E-Journal for Critical Geographies</i>, 2015, 14(3), p. 874-898.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1736773&pid=S2182-1267201600020000600040&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>MCNEILL, D. Global firms and smart technologies: IBM and the reduction of cities. <i>Transactions of the Institute of British Geographers</i>, 2015, 40(4), p. 562-574.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1736775&pid=S2182-1267201600020000600041&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>MOULAERT, F., SEKIA, F. Territorial innovation models: a critical survey. <i>Regional studies</i>, 2003, 37(3), p. 289-302.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1736777&pid=S2182-1267201600020000600042&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>NEL&middot;LO, O., MELE, R. (Eds.). <i>Cities in the 21st Century</i>. New York: Routledge, 2016. ISBN: 978-1-138-11964-2.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1736779&pid=S2182-1267201600020000600043&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>NUNES, F. A apropria&ccedil;&atilde;o das tecnologias de informa&ccedil;&atilde;o e comunica&ccedil;&atilde;o na sociedade portuguesa. <i>Scripta Nova: Revista Electr&oacute;nica de Geograf&iacute;a y Ciencias Sociales</i>, (8), 2004, 170(40), <a href="http://www.ub.edu/geocrit/sn/sn-170-40.htm" target="_blank">http://www.ub.edu/geocrit/sn/sn-170-40.htm</a>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1736781&pid=S2182-1267201600020000600044&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>OPEN KNOWLEDGE FOUNDATION.&nbsp; <i>What is Open Data?</i> [online]. [24, fevereiro, 2016]. <a href="http://www.opendatahandbook.org/guide/en/what-is-open-data/" target="_blank">http://www.opendatahandbook.org/guide/en/what-is-open-data/</a>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1736783&pid=S2182-1267201600020000600045&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>OPEN KNOWLEDGE FOUNDATION. <i>Opendatahandbookorg</i>. [online]. [24, fevereiro, 2016]. <a href="http://www.opendatahandbook.org/guide/en/what-is-open-data/" target="_blank">http://www.opendatahandbook.org/guide/en/what-is-open-data/</a>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1736785&pid=S2182-1267201600020000600046&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>POWER, D., JANSSON, J. Cyclical clusters in global circuits: Overlapping spaces in furniture trade fairs. <i>Economic Geography</i>, 2008, 84(4), p. 423-448.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1736787&pid=S2182-1267201600020000600047&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>PRADO, A. L., DA COSTA, E. M., FURLANI, T. Z., YIGITCANLAR, T. Smartness that matters: towards a comprehensive and human-centred characterisation of smart cities. <i>Journal of Open Innovation: Technology, Market, and Complexity</i>, 2016, <i>2</i>(1), p. 1-13.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1736789&pid=S2182-1267201600020000600048&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>SACKS, D., The sharing economy. <i>Fast company</i>, 2016, <i>155</i>, p. 88-93.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1736791&pid=S2182-1267201600020000600049&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>SANTOS, H., MARQUES, T. Podemos ambicionar um Megacentro de Bioci&ecirc;ncias? Uma an&aacute;lise comparativa centrada no Health Cluster Portugal. <i>Revista de Geografia e Ordenamento do Territ&oacute;rio</i>, <i>CEGOT</i>, 2012, 2(Dezembro), p. 245-278.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1736793&pid=S2182-1267201600020000600050&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>SCHROCK, A. <i>Code for America: Scaling Civic Engagement Through Open Data and Software Design.</i> In Mihailidis, E. (Ed.), Civic Media: Technology, Design, Practice. Cambridge, MA.: MIT Press, 2016. ISBN: 978-0-262-03427-2.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1736795&pid=S2182-1267201600020000600051&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>STORPER, M., VENABLES, A. Buzz: face-to-face contact and the urban economy. <i>Journal of economic geography</i>, 2004, 4(4), p. 351-370.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1736797&pid=S2182-1267201600020000600052&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>THOMAS, D. <i>Hacker culture</i>. Minnesota: University of Minnesota Press, 2002. ISBN: 978-0-8166-3345-6.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1736799&pid=S2182-1267201600020000600053&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>TORRE, A. On the role played by temporary geographical proximity in knowledge transmission. <i>Regional Studies</i>, 2008, 42(6), p. 869-889.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1736801&pid=S2182-1267201600020000600054&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>TOWNSEND, A. M. <i>Smart Cities: Big data, civic hackers, and the quest for a new utopia</i>. USA: W.W. Norton &amp; Company, Inc., 2013. ISBN 978-0-393-34978-8.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1736803&pid=S2182-1267201600020000600055&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>VALE, M., CARVALHO, L. Knowledge networks and processes of anchoring in Portuguese biotechnology. <i>Regional Studies</i>, 2013, <i>47</i>(7), p. 1018-1033.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1736805&pid=S2182-1267201600020000600056&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>VAN DEN BERG, L., VAN DER MEER, J., CARVALHO, L. (Eds.). <i>Cities as engines of sustainable competitiveness: European urban policy in practice</i>. Farnham: Ashgate Publishing, Ltd., 2014. ISBN: 978-1-4724-2702-1.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1736807&pid=S2182-1267201600020000600057&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>VAN WAART, P., MULDER, I., DE BONT, C. Participatory prototyping for future cities. In <i>PIN-C 2015: Proceedings of the 4th Participatory Innovation Conference 2015: Reframing design, The Hague, The Netherlands, 18-20 May, 2015. </i>Hague: The Hague University of Applied Sciences. ISBN: 978-90-73077-66-9.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1736809&pid=S2182-1267201600020000600058&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>VANOLO, A. Smartmentality: The Smart City as Disciplinary Strategy. <i>Urban Studies</i>, 2014, 51(5), p. 883-898.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1736811&pid=S2182-1267201600020000600059&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>WIIG, A., WYLY, E. Introduction: Thinking through the politics of the smart city. <i>Urban Geography</i>, 2016, <i>37</i>(4), p. 485-493.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1736813&pid=S2182-1267201600020000600060&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>ZUIDERWIJK, A., HELBIG, N., GIL-GARC&Iacute;A, J., JANSSEN, M. Special Issue on Innovation through Open Data - A Review of the State-of-the-Art and an Emerging Research Agenda: Guest Editors&rsquo; Introduction. <i>Journal of Theoretical and Applied Electronic Commerce Research</i>, 2014, 9(2), p. I-XIII.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Agradecimentos</b></p>     <p>A investiga&ccedil;&atilde;o associada a este artigo foi apoiada pela Cidade de Hels&iacute;nquia (City of Helsinki Urban Facts) no &acirc;mbito  de um estudo comparativo internacional intitulado Open Data in Cities, bem como pela Funda&ccedil;&atilde;o para a Ci&ecirc;ncia e Tecnologia (FCT,  contrato BPD/103707/2014). Uma vers&atilde;o pr&eacute;via deste artigo foi apresentada nas VII Jornadas de Geografia Econ&oacute;mica da  Associa&ccedil;&atilde;o de Ge&oacute;grafos Espanh&oacute;is (Santiago de Compostela, 6-8 de Julho de 2016).</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a href="#_ftnref1" name="_ftn1">[1]</a> Para uma an&aacute;lise detalhada de diferentes conceitos, ver e.g. Prado et al. (2016) ou de Jong et al. (2015).</p>     <p><a href="#_ftnref2" name="_ftn2">[2]</a> A Open Knowledge Foundation define dados abertos como dados que podem ser livremente utilizados, reutilizados e redistribu&iacute;dos por qualquer pessoa, dispon&iacute;veis a todos os cidad&atilde;os, preferencialmente <i>online</i>, pass&iacute;veis de reutiliza&ccedil;&atilde;o e redistribui&ccedil;&atilde;o (Open Knowledge Foundation, 2016).</p>     <p><a href="#_ftnref3" name="_ftn3">[3]</a> De acordo com um estudo realizado em 2012, a maioria dos participantes neste tipo de iniciativa &eacute; do sexo masculino, t&ecirc;m idades compreendidas entre os 25 e os 34 anos e apresentam significativas compet&ecirc;ncias no desenvolvimento de <i>software</i> e de programa&ccedil;&atilde;o (Briscoe e Mulligan, 2014; Johnson e Robinson, 2014).</p>      ]]></body>
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