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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[A definição de frente ribeirinha: subsídios para uma delimitação conceptual e espacial]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Riverfronts have been assumed as prime locations for implementation of urban projects aimed to create conditions that would promote their revitalization and reappropriation. However, the absence of formal vocabulary which could be applied to these specific physical and geographical units results in difficulties of conceptual and spatial delimitation of these spaces. Acknowledging this aspect, the article discusses the need to clarify the concept of riverfront and presents a proposal for an applied delimitation, based on the assumption of a spatial scope backed up by different criteria, depending on the land use of these territories, namely (i) urban spaces, or (ii) natural, agricultural, agroforestry and urban green spaces. Based on this delimitation, the article implements the concept by applying it to the case of the South bank of the Tagus Estuary.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><b>ARTIGO</b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>A defini&ccedil;&atilde;o de frente ribeirinha: subs&iacute;dios para uma delimita&ccedil;&atilde;o conceptual e espacial</b></p>     <p><b>The definition of riverfront: contribution to a conceptual and spatial delimitation</b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Fernandes, Andr&eacute;</b><sup>1</sup><b>; Sousa, Jo&atilde;o</b><sup>1</sup></p>     <p><sup>1</sup>Centro Interdisciplinar de Ci&ecirc;ncias Sociais (CICS.NOVA), Faculdade de Ci&ecirc;ncias Sociais e Humanas &ndash; Universidade Nova de Lisboa; Avenida de Berna, 26-C, 1069-061 Lisboa, Portugal; <a href="mailto:andre.fernandes@fcsh.unl.pt">andre.fernandes@fcsh.unl.pt</a>; <a href="mailto:j.fsousa@fcsh.unl.pt">j.fsousa@fcsh.unl.pt</a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>RESUMO</b></p>     <p>As frentes ribeirinhas t&ecirc;m-se afirmado como territ&oacute;rios privilegiados para a prossecu&ccedil;&atilde;o de projetos urbanos objetivados na cria&ccedil;&atilde;o de condi&ccedil;&otilde;es promotoras da sua revitaliza&ccedil;&atilde;o e reapropria&ccedil;&atilde;o. N&atilde;o obstante, constata-se a aus&ecirc;ncia de um l&eacute;xico estabilizado quanto a estas unidades f&iacute;sico-geogr&aacute;ficas, aspeto que se repercute na dificuldade de delimita&ccedil;&atilde;o conceptual e espacial das mesmas. Partindo deste reconhecimento, o artigo discute a necessidade de estabiliza&ccedil;&atilde;o do conceito de frente ribeirinha e apresenta uma proposta de delimita&ccedil;&atilde;o aplicada, baseada num &acirc;mbito espacial alicer&ccedil;ado em crit&eacute;rios diferenciados, consoante estejam em causa (i) espa&ccedil;os urbanos, ou (ii) espa&ccedil;os naturais, agr&iacute;colas, agroflorestais e verdes urbanos. Com base nesta delimita&ccedil;&atilde;o, procede-se &agrave; operacionaliza&ccedil;&atilde;o do conceito, aplicando-o no Arco Ribeirinho Sul do Estu&aacute;rio do Tejo.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Palavras-chave</b>: frente de &aacute;gua, frente ribeirinha, &aacute;rea ribeirinha, espa&ccedil;o ribeirinho, Estu&aacute;rio do Tejo.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>ABSTRACT</b></p>     <p>Riverfronts have been assumed as prime locations for implementation of urban projects aimed to create conditions that would promote their revitalization and reappropriation. However, the absence of formal vocabulary which could be applied to these specific physical and geographical units results in difficulties of conceptual and spatial delimitation of these spaces. Acknowledging this aspect, the article discusses the need to clarify the concept of riverfront and presents a proposal for an applied delimitation, based on the assumption of a spatial scope backed up by different criteria, depending on the land use of these territories, namely (i) urban spaces, or (ii) natural, agricultural, agroforestry and urban green spaces. Based on this delimitation, the article implements the concept by applying it to the case of the South bank of the Tagus Estuary.</p>     <p><b>&nbsp;</b></p>     <p><b>Keywords</b>: waterfront, riverfront, riverine area, riverine space, Tagus Estuary.</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><b>1. Introdu&ccedil;&atilde;o</b></p>     <p>A atratividade exercida pelos territ&oacute;rios de interface terra-&aacute;gua no per&iacute;odo p&oacute;s-industrial &eacute; indissoci&aacute;vel de um conjunto de transforma&ccedil;&otilde;es estruturais determinantes da sua constitui&ccedil;&atilde;o como espa&ccedil;os privilegiados para a prossecu&ccedil;&atilde;o de opera&ccedil;&otilde;es de interven&ccedil;&atilde;o urbana de diferentes naturezas (e.g. opera&ccedil;&otilde;es de regenera&ccedil;&atilde;o urbana, opera&ccedil;&otilde;es de renova&ccedil;&atilde;o urbana, opera&ccedil;&otilde;es de reabilita&ccedil;&atilde;o urbana). Algo que levou a que o tema da revitaliza&ccedil;&atilde;o das frentes de &aacute;gua ocupasse um lugar de destaque enquanto objeto de investiga&ccedil;&atilde;o multidisciplinar. A sua import&acirc;ncia traduziu-se mesmo no entendimento de que a frente de &aacute;gua deveria ser assumida como uma nova &ldquo;categoria&rdquo; urbana, tal como proposto por Bruttomesso (2001). O recrudescimento do interesse pelo tema conduziu ent&atilde;o &agrave; multiplica&ccedil;&atilde;o de publica&ccedil;&otilde;es sobre as frentes de &aacute;gua, de que resultou uma diversidade assinal&aacute;vel de informa&ccedil;&atilde;o, conduzindo a que alguns autores apresentassem mesmo propostas de organiza&ccedil;&atilde;o tem&aacute;tica da mesma. &Eacute; o caso de Costa (2007) que, para o dom&iacute;nio espec&iacute;fico das transforma&ccedil;&otilde;es na rela&ccedil;&atilde;o porto/cidade, prop&ocirc;s uma organiza&ccedil;&atilde;o estruturada em tr&ecirc;s grandes grupos: (i) bin&oacute;mio porto/cidade; (ii) tipos de fontes; e, (iii) temas de estudo espec&iacute;ficos (Costa, 2007).</p>     <p>Numa perspetiva disciplinar, entre o conjunto de disciplinas que conferiram particular aten&ccedil;&atilde;o &agrave; an&aacute;lise e interpreta&ccedil;&atilde;o destes processos de transforma&ccedil;&atilde;o e reorganiza&ccedil;&atilde;o territorial e funcional em frentes de &aacute;gua conta-se a Geografia, com destaque para os trabalhos de refer&ecirc;ncia desenvolvidos por Bird (1963), Hoyle (1994), Hayuth (1994) ou, mais recentemente, por Desfor et al. (2011). S&atilde;o igualmente v&aacute;rios os trabalhos que incidiram na an&aacute;lise do processo espec&iacute;fico de retirada das fun&ccedil;&otilde;es portu&aacute;rias e industriais das frentes de &aacute;gua e no estudo das opera&ccedil;&otilde;es de revitaliza&ccedil;&atilde;o destes territ&oacute;rios, de que s&atilde;o exemplo os trabalhos do National Research Council &ndash; Committee on Urban Waterfront Lands (1980), Bruttomesso (1993), Hoyle et al. (1994), Breen e Rigby (1994, 1996), Malone (1996), Meyer (1999), Marshall (2001), Urban Land Institute (2004) ou Smith e Garcia Ferrari (2012).</p>     <p>Acresce que, no contexto do amplo conjunto de opera&ccedil;&otilde;es de interven&ccedil;&atilde;o urbana realizadas em frentes de &aacute;gua, parte teve lugar em territ&oacute;rios de interface terra-&aacute;gua localizados em espa&ccedil;os estuarinos/fluviais. As especificidades f&iacute;sico-geogr&aacute;ficas inerentes a estes espa&ccedil;os acabaram por se refletir na recorr&ecirc;ncia da ado&ccedil;&atilde;o da express&atilde;o <i>Frente Ribeirinha</i>. Como exemplo da utiliza&ccedil;&atilde;o contextual da express&atilde;o <i>Frente Ribeirinha</i> veja-se, por exemplo, os trabalhos de Gaspar (2000), Salgado (2012) e Fernandes e Figueira de Sousa (2014), assim como os seguintes documentos de natureza t&eacute;cnica: &ldquo;Proposta para Revitaliza&ccedil;&atilde;o de Frentes Ribeirinhas&rdquo; (Administra&ccedil;&atilde;o do Porto de Lisboa, 1990); &ldquo;Plano Geral de Interven&ccedil;&otilde;es da Frente Ribeirinha de Lisboa&rdquo; (C&acirc;mara Municipal de Lisboa, 2008); &ldquo;Projecto do Arco Ribeirinho Sul&rdquo; (Minist&eacute;rio do Ambiente, do Ordenamento do Territ&oacute;rio e do Desenvolvimento Regional, 2009); &ldquo;Plano Integrado da Rede de Infra-estruturas de Apoio &agrave; N&aacute;utica de Recreio no Estu&aacute;rio do Tejo&rdquo; (Administra&ccedil;&atilde;o do Porto de Lisboa, 2010).</p>     <p>N&atilde;o obstante esta utiliza&ccedil;&atilde;o generalizada da express&atilde;o <i>Frente Ribeirinha</i>, denota-se a aus&ecirc;ncia de uma defini&ccedil;&atilde;o clara e comummente aceite do conceito que lhe subjaz (delimita&ccedil;&atilde;o conceptual) e do seu remissivo espacial (delimita&ccedil;&atilde;o espacial). Face ao exposto, e em virtude da multiplica&ccedil;&atilde;o de interven&ccedil;&otilde;es em frentes ribeirinhas em diferentes contextos territoriais &ndash; de que &eacute; exemplo o Estu&aacute;rio do Tejo &ndash;, torna-se evidente a necessidade de estabiliza&ccedil;&atilde;o de uma dupla delimita&ccedil;&atilde;o conceptual e espacial. Uma delimita&ccedil;&atilde;o aplicada (com enfoque nos dom&iacute;nios do urbanismo, do ordenamento e planeamento do territ&oacute;rio), suficientemente clara e abrangente para permitir a sua adapta&ccedil;&atilde;o a casos espec&iacute;ficos e que favore&ccedil;a: (i) a cria&ccedil;&atilde;o de uma defini&ccedil;&atilde;o de refer&ecirc;ncia para o estudo das interven&ccedil;&otilde;es em &aacute;reas de interface terra-&aacute;gua, localizadas em diferentes territ&oacute;rios estuarinos/fluviais; (ii) um mais efetivo reconhecimento das especificidades destes territ&oacute;rios no &acirc;mbito dos instrumentos de gest&atilde;o territorial; (iii) a prossecu&ccedil;&atilde;o de interven&ccedil;&otilde;es de revitaliza&ccedil;&atilde;o que concretizem as oportunidades que estes territ&oacute;rios encerram, promovendo a sua reapropria&ccedil;&atilde;o econ&oacute;mica e social.</p>     <p>Com efeito, o artigo come&ccedil;a por discutir o conceito de <i>Frente Ribeirinha</i>, ensaiando uma proposta de delimita&ccedil;&atilde;o aplicada, baseada na assun&ccedil;&atilde;o de um &acirc;mbito espacial suportado em crit&eacute;rios diferenciados, de acordo com a natureza da ocupa&ccedil;&atilde;o destes territ&oacute;rios de interface. Partindo desta delimita&ccedil;&atilde;o, procede-se seguidamente &agrave; aplica&ccedil;&atilde;o do conceito ao Arco Ribeirinho Sul do Estu&aacute;rio do Tejo.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>2. Problematiza&ccedil;&atilde;o: discuss&atilde;o do conceito de Frente Ribeirinha</b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>O termo <i>Ribeirinho</i> &eacute; utilizado, de forma generalizada, para se referir ao conjunto, ou a parte, dos terrenos envolventes a uma ribeira ou rio, corroborando aparentemente a sua defini&ccedil;&atilde;o corrente, enquanto adjetivo que classifica &ldquo;que ou o que vive junto de ribeiras ou rios; assentado &agrave; margem de ribeira, de rio&rdquo; (Instituto Ant&oacute;nio Houaiss, 2003). Para al&eacute;m de pouco precisa, esta defini&ccedil;&atilde;o comp&oacute;sita apresenta-se igualmente pouco clara, uma vez que o &acirc;mbito espacial para o qual as explica&ccedil;&otilde;es remetem n&atilde;o &eacute; similar, ainda que em ambas a utiliza&ccedil;&atilde;o do adjetivo <i>Ribeirinho</i> pare&ccedil;a corresponder exclusivamente &agrave; parte emersa (n&atilde;o sendo por isso considerado o plano de &aacute;gua). Note-se que o primeiro significado &eacute; espacialmente mais abrangente, na medida em que entende como <i>Ribeirinho</i> aquilo que est&aacute; junto a um rio/ribeira (n&atilde;o colocando em evid&ecirc;ncia a necessidade de contacto direto com o elemento fluvio-mar&iacute;timo), embora n&atilde;o definindo limites espec&iacute;ficos. Por sua vez, a segunda significa&ccedil;&atilde;o &eacute; mais restrita, reportando para a no&ccedil;&atilde;o de Margem &ndash; i.e., para a &ldquo;faixa de terreno cont&iacute;gua ou sobranceira &agrave; linha que limita o leito das &aacute;guas&rdquo; (Lei n.&ordm; 54/2005, de 15 de novembro).</p>     <p>Na bibliografia portuguesa de cariz cient&iacute;fico e t&eacute;cnico especializada nas &aacute;reas do urbanismo, planeamento e ordenamento do territ&oacute;rio, assim como na bibliografia generalista, &eacute; frequente associar-se o termo <i>Ribeirinho</i> aos termos <i>Frente</i> (<i>Frente Ribeirinha</i>), <i>&Aacute;rea</i> (<i>&Aacute;rea Ribeirinha</i>) e <i>Espa&ccedil;o</i> (<i>Espa&ccedil;o Ribeirinho</i>) para designar a parte da superf&iacute;cie terrestre adjacente ou pr&oacute;xima de um rio/estu&aacute;rio. A an&aacute;lise de vasta documenta&ccedil;&atilde;o permite concluir que estas express&otilde;es s&atilde;o muitas vezes utilizadas de forma indiferenciada e sem rigor conceptual, aspeto aparentemente demonstrativo da reduzida relev&acirc;ncia atribu&iacute;da pela comunidade cient&iacute;fica e t&eacute;cnica a esta distin&ccedil;&atilde;o, o que poder&aacute; dever-se a um entendimento t&aacute;cito de que o significado das express&otilde;es &eacute; claro na perspetiva do seu remissivo espacial &ndash; faixa de terreno marginal ao corpo de &aacute;gua. Tal &eacute;, todavia, indissoci&aacute;vel da inexist&ecirc;ncia de um l&eacute;xico estabilizado no que concerne a estas unidades f&iacute;sico-geogr&aacute;ficas, o que acaba por se repercutir na dificuldade de delimita&ccedil;&atilde;o conceptual (induzindo uma falta de clareza conceptual e terminol&oacute;gica) e espacial das mesmas.</p>     <p>A an&aacute;lise contextual da utiliza&ccedil;&atilde;o das express&otilde;es <i>Frente Ribeirinha</i>, <i>&Aacute;rea Ribeirinha </i>e <i>Espa&ccedil;o Ribeirinho</i> permite, ainda assim, ensaiar uma diferencia&ccedil;&atilde;o baseada exclusivamente em crit&eacute;rios de posi&ccedil;&atilde;o (proximidade em rela&ccedil;&atilde;o ao plano de &aacute;gua), funcionais/uso do solo e &acirc;mbito espacial. Desta an&aacute;lise depreende-se que a express&atilde;o <i>Frente Ribeirinha</i> &eacute; utilizada, essencialmente, para se referir ao interface terra-&aacute;gua que compreende a faixa ou extens&atilde;o de terreno cont&iacute;gua a um curso de &aacute;gua, com uso urbano/industrial e com um &acirc;mbito espacial restrito, que inclui frequentemente o plano de &aacute;gua adjacente. Esta assun&ccedil;&atilde;o do plano de &aacute;gua como parte integrante deste territ&oacute;rio de interface terra-&aacute;gua est&aacute; bem patente, por exemplo, nos planos/projetos que contemplam: (i) o desenvolvimento de infraestruturas de apoio &agrave; n&aacute;utica de recreio (e.g. marinas, portos de recreio ou outras infraestruturas ligeiras), que criam a possibilidade de utiliza&ccedil;&atilde;o e frui&ccedil;&atilde;o do plano de &aacute;gua adjacente; (ii) a instala&ccedil;&atilde;o de equipamentos que visam garantir uma maior permeabilidade do plano de &aacute;gua e, assim, proporcionado um contacto mais intenso com a &aacute;gua (e.g. passadi&ccedil;os sobre o plano de &aacute;gua, pont&otilde;es ou outras estruturas avan&ccedil;adas sobre o plano de &aacute;gua); (iii) a cria&ccedil;&atilde;o de espa&ccedil;os apostados na valoriza&ccedil;&atilde;o do enquadramento c&eacute;nico/paisag&iacute;stico proporcionado pelo plano de &aacute;gua (e.g. estruturas em anfiteatro abertas sobre o plano de &aacute;gua). Com efeito, a <i>Frente Ribeirinha </i>tende assim a confinar-se uma faixa de largura vari&aacute;vel (dependendo, por exemplo, da morfologia urbana) integrada num conjunto urbano que contacta fisicamente com o rio/estu&aacute;rio (<a href="#f1">Figura 1</a>). Esta aproxima&ccedil;&atilde;o interpretativa ao conceito de <i>Frente Ribeirinha</i> acaba por se enquadrar nas defini&ccedil;&otilde;es correntes de <i>Frente de &Aacute;gua/Waterfront</i>, com a particularidade de respeitar a uma frente confinada a um rio ou estu&aacute;rio.</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="f1">     <p><img src="/img/revistas/got/n10/n10a07f1.gif"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>Neste &acirc;mbito, destaca-se a defini&ccedil;&atilde;o de <i>Frente de &Aacute;gua</i> apresentada pelo US Federal Coastal Zone Management Act que, ao apontar para &ldquo;any developed area that is densely populated and is being used for, or has been used for, urban residential, recreational, commercial, shipping, or industrial purposes&rdquo; (OOCR, 1972 <i>cit in</i> Dong, 2004), corrobora o crit&eacute;rio funcional/uso do solo supra enunciado. No mesmo sentido, ainda que apresentando uma defini&ccedil;&atilde;o mais gen&eacute;rica, Vallega aponta para uma defini&ccedil;&atilde;o de <i>Frente de &Aacute;gua</i> que corresponde a &ldquo;part of a town which fronts on a natural body of water&rdquo; (Vallega, 1993). Outra defini&ccedil;&atilde;o de <i>Frente de &Aacute;gua Urbana</i> (<i>Urban Waterfront</i>), tamb&eacute;m ela abrangente, &eacute; proposta por Breen e Rigby, a qual remete para as &ldquo;water&rsquo;s edge in cities and towns of all sizes&rdquo; (Breen e Rigby, 1994). Para uma delimita&ccedil;&atilde;o mais objetiva desta defini&ccedil;&atilde;o, refira-se ainda que os autores acrescentam que &ldquo;a waterfront project may include buildings that are not directly on the water but are tied to it visually or historically, or are linked to it as part of a larger scheme&rdquo; (Breen e Rigby, 1994). Como se pode depreender, estes autores apontam para um entendimento de <i>Frente de &Aacute;gua</i> como orla, n&atilde;o estabelecendo uma delimita&ccedil;&atilde;o espacial associada a um crit&eacute;rio quantific&aacute;vel, mas antes remetendo para uma &aacute;rea urbana que estabelece uma rela&ccedil;&atilde;o direta de contacto (f&iacute;sico ou simb&oacute;lico) com o plano de &aacute;gua. Esta rela&ccedil;&atilde;o n&atilde;o se limita, portanto, a uma dimens&atilde;o f&iacute;sica, incluindo o contacto visual e a rela&ccedil;&atilde;o hist&oacute;rica com a &aacute;gua, ou uma liga&ccedil;&atilde;o suportada na integra&ccedil;&atilde;o num amplo conjunto urbano marginal. Por sua vez, na perspetiva de Costa, as frentes de &aacute;gua em cidades fluviais correspondem a &ldquo;una unidad conceptual dentro de su organizaci&oacute;n general (el corredor de contacto de estas ciudades con sus r&iacute;os), no es todav&iacute;a un territorio unitario, sino la yuxtaposici&oacute;n de m&uacute;ltiples riberas en el espacio y en el tiempo&rdquo; (Costa, 2007). Uma defini&ccedil;&atilde;o particularmente interessante, porquanto introduz uma dimens&atilde;o temporal que se repercute na mutabilidade deste territ&oacute;rio e, por conseguinte, na plasticidade dos seus limites. I.e., as transforma&ccedil;&otilde;es aqui ocorridas ao longo do tempo s&atilde;o pass&iacute;veis de determinar altera&ccedil;&otilde;es na sua delimita&ccedil;&atilde;o espacial, tanto do lado de terra (<i>land side</i>) como do lado da &aacute;gua (<i>waterside</i>). S&atilde;o disso exemplo as altera&ccedil;&otilde;es decorrentes da realiza&ccedil;&atilde;o de aterros, de mudan&ccedil;as dos usos e ocupa&ccedil;&atilde;o do solo ou da introdu&ccedil;&atilde;o de estruturas (e.g. edif&iacute;cios, infraestruturas de transporte) indutoras da transforma&ccedil;&atilde;o da rela&ccedil;&atilde;o (nomeadamente f&iacute;sica, funcional e visual) com o plano de &aacute;gua.</p>     <p>Alguns autores t&ecirc;m ainda procurado delimitar espacialmente as <i>Frentes de &Aacute;gua</i> atrav&eacute;s de crit&eacute;rios quantitativos. &Eacute; o caso de Guo que &ldquo;sees the waterfront as the area in the city where land meets water, spatially, an area including 200m-300m from the interface to the water side and 1km-2km (that is about a 15min-20min walking distance) to the land side&rdquo; (Guo, cit in Dong, 2004). No &acirc;mbito de um trabalho de investiga&ccedil;&atilde;o integrado no Projeto &ldquo;RiProCity &ndash; Rios e Cidades, oportunidades para a sustentabilidade urbana&rdquo; (2005-2009), Pinto estabeleceu uma metodologia para a delimita&ccedil;&atilde;o espacial de frentes ribeirinhas, aplicada ao universo das cidades fluviais portuguesas, com o objetivo de avaliar a extens&atilde;o de contacto entre o rio e a cidade. Esta metodologia baseou-se no pressuposto de que as &aacute;reas integradas em n&uacute;cleos urbanos que distam menos de 150 metros do rio desenvolvem uma rela&ccedil;&atilde;o direta de contacto com este. Daqui resulta que a <i>Frente Ribeirinha</i> &eacute; &ldquo;equiparada &agrave; extens&atilde;o de contacto assim medida: a extens&atilde;o de cidade, medida paralelamente &agrave; margem, que se situa a menos de 150m do rio&rdquo; (Pinto, 2007). Para al&eacute;m destes trabalhos, outros t&ecirc;m definido crit&eacute;rios quantitativos para delimitar as <i>Frentes Ribeirinhas</i> (ou <i>Frentes de &Aacute;gua</i>), nomeadamente trabalhos de natureza t&eacute;cnica, focados em casos espec&iacute;ficos (e.g. <i>masterplans</i> ou planos diretores para frentes de &aacute;gua). S&atilde;o disso exemplo os <i>Township Official Plans</i> de Peterborough, Muskoka Lakes e Dysart, no Canad&aacute; (Landmark Associates Limited e Fotenn, 2012).</p>     <p>Note-se, por&eacute;m, que um crit&eacute;rio que limita a <i>Frente Ribeirinha</i> exclusivamente &agrave; faixa dos n&uacute;cleos urbanos adjacente ao plano de &aacute;gua n&atilde;o &eacute; consensual, porquanto poder&aacute; remeter mais para uma conceptualiza&ccedil;&atilde;o de <i>Frente</i> <i>Ribeirinha </i>enquanto rebordo urbano marginal do que para uma no&ccedil;&atilde;o de orla ribeirinha, perspetiva presente nas v&aacute;rias defini&ccedil;&otilde;es supracitadas. Do ponto de vista t&eacute;cnico, uma interpreta&ccedil;&atilde;o espacialmente restrita, mas conceptualmente flex&iacute;vel de <i>Frente Ribeirinha</i>, &eacute; corroborada, por exemplo, pelo Plano Diretor Municipal (PDM) de Lisboa, quando &eacute; estabelecido neste instrumento que &ldquo;a frente ribeirinha (&hellip;) n&atilde;o se restringe &agrave; faixa marginal sob jurisdi&ccedil;&atilde;o portu&aacute;ria mas sim ao territ&oacute;rio assinalado no PDM que vai da margem &agrave; crista da primeira linha de colinas que forma o anfiteatro aberto ao Tejo&rdquo; (C&acirc;mara Municipal de Lisboa, 2008) &ndash; <a href="#f2">Figura 2</a>. Est&aacute; assim em causa a aplica&ccedil;&atilde;o de um crit&eacute;rio de natureza eminentemente morfol&oacute;gica, em detrimento de uma abordagem focada em crit&eacute;rios de morfologia urbana.</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="f2">     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><img src="/img/revistas/got/n10/n10a07f2.gif"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>Por sua vez, Goodwin argumenta que as frentes de &aacute;gua variam muito em termos de escala e complexidade, concluindo que &ldquo;the extent of waterfront districts may be self-evident because they are contained between reaches of relatively homogeneous land uses&rdquo; (Goodwin, 1999). Este autor acrescenta ainda que &ldquo;in other cases the boundaries may be indistinct, particularly where long reaches of industrial waterfront have been abandoned and only a small part abuts a commercial center or residential neighborhood&rdquo; (Goodwin, 1999).</p>     <p>Esta an&aacute;lise coloca assim em evid&ecirc;ncia a dificuldade de delimita&ccedil;&atilde;o conceptual e espacial de <i>Frente Ribeirinha</i>. Um dado indissoci&aacute;vel do facto de se tratar de uma &aacute;rea de transi&ccedil;&atilde;o, como tamb&eacute;m da multiplicidade de crit&eacute;rios pass&iacute;veis de considera&ccedil;&atilde;o, em que podem influir diversos fatores, tais como: (i) a morfologia dos aglomerados urbanos que servem de suporte &agrave; delimita&ccedil;&atilde;o; (ii) a morfologia da superf&iacute;cie de contacto terra-&aacute;gua; (iii) a dimens&atilde;o do aglomerado urbano e da extens&atilde;o de contacto; (iv) a perspetiva tem&aacute;tica que enquadra o exerc&iacute;cio de delimita&ccedil;&atilde;o (e.g. perspetiva urban&iacute;stica, perspetiva patrimonial, perspetiva funcional). A <a href="#t1">Tabela 1</a> sistematiza v&aacute;rios exemplos de aplica&ccedil;&atilde;o de crit&eacute;rios de delimita&ccedil;&atilde;o espacial de <i>Frentes Ribeirinhas</i>.</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="t1">     <p><img src="/img/revistas/got/n10/n10a07t1.gif"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>Relativamente &agrave; express&atilde;o <i>&Aacute;rea Ribeirinha</i>, esta remete para a superf&iacute;cie emersa em contacto ou pr&oacute;xima do rio/estu&aacute;rio e para o plano de &aacute;gua adjacente, estendendo-se para o interior, para al&eacute;m da frente de &aacute;gua, embora sem limites precisos. Apresenta, assim, um &acirc;mbito espacial mais alargado, envolvendo o territ&oacute;rio que estabelece algum tipo de rela&ccedil;&atilde;o de natureza f&iacute;sica, biol&oacute;gica, funcional/socioecon&oacute;mica ou cultural com o rio/estu&aacute;rio, abarcando por isso v&aacute;rios usos do solo (<a href="#f3">Figura 3</a>).</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="f3">     <p><img src="/img/revistas/got/n10/n10a07f3.gif"></p>     
]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p>Como exemplo de utiliza&ccedil;&atilde;o diferenciada das express&otilde;es <i>Frente Ribeirinha</i> e <i>&Aacute;rea Ribeirinha</i>, cuja interpreta&ccedil;&atilde;o corrobora as aproxima&ccedil;&otilde;es conceptuais propostas, destaca-se o trabalho de Gaspar (2000) sobre &ldquo;A organiza&ccedil;&atilde;o territorial e os transportes aqu&aacute;ticos na &Aacute;rea Metropolitana de Lisboa&rdquo;. Neste trabalho &eacute; referido que &ldquo;tem-se assistido, merc&ecirc; de v&aacute;rios factores &ndash; da promo&ccedil;&atilde;o do imobili&aacute;rio ao mimetismo relativamente &agrave; tend&ecirc;ncia noutros pa&iacute;ses &ndash; a uma atrac&ccedil;&atilde;o pelas &aacute;reas ribeirinhas, enquanto &aacute;reas de lazer e &aacute;reas residenciais&rdquo;, para seguidamente, a prop&oacute;sito da formula&ccedil;&atilde;o da opera&ccedil;&atilde;o integrada do Parque das Na&ccedil;&otilde;es (Lisboa) como modelo de interven&ccedil;&atilde;o, o autor considerar que &ldquo;&eacute; dif&iacute;cil que tal aconte&ccedil;a, porque vai n&atilde;o s&oacute; contra as tend&ecirc;ncias de desenvolvimento da AML e de Lisboa em particular, mas tamb&eacute;m contra as tend&ecirc;ncias seculares de ocupa&ccedil;&atilde;o da frente ribeirinha&rdquo; (Gaspar, 2000). Pelo que acaba de ser exposto, considera-se que o autor interpreta o conceito de <i>&Aacute;rea Ribeirinha</i> como um espa&ccedil;o alargado envolvente ao plano de &aacute;gua que se estende para al&eacute;m da <i>Frente Ribeirinha</i>, express&atilde;o esta que parece associar aos conjuntos urbanos confinados &agrave; faixa de terreno cont&iacute;gua ao plano de &aacute;gua.</p>     <p>Por sua vez, a utiliza&ccedil;&atilde;o da express&atilde;o <i>Espa&ccedil;o Ribeirinho</i> est&aacute; mais relacionada com uma vertente ecol&oacute;gica, remetendo para o espa&ccedil;o de suporte das inter-rela&ccedil;&otilde;es que subjazem aos sistemas ecol&oacute;gicos ribeirinhos, incluindo assim o curso de &aacute;gua (rio/estu&aacute;rio/ribeira), as suas margens e a &aacute;rea emersa onde se estabelecem estas inter-rela&ccedil;&otilde;es (<a href="#f4">Figura 4</a>). A associa&ccedil;&atilde;o desta express&atilde;o a uma vertente ecol&oacute;gica est&aacute; presente, por exemplo, no Plano Regional de Ordenamento do Territ&oacute;rio da &Aacute;rea Metropolitana de Lisboa (PROT-AML), quando este documento refere:</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="f4">     <p><img src="/img/revistas/got/n10/n10a07f4.gif"></p>     
<p>&nbsp;</p> <ul>     <li>&ldquo;Os espa&ccedil;os ribeirinhos dos estu&aacute;rios do Tejo e Sado e a Orla Costeira Norte e Sul podem ter um papel destacado na requalifica&ccedil;&atilde;o da vida metropolitana, oferecendo condi&ccedil;&otilde;es privilegiadas para o recreio, lazer e turismo na liga&ccedil;&atilde;o ao mar, aos rios e &agrave; natureza, integrando a estrutura ecol&oacute;gica metropolitana, no sentido de assegurar o necess&aacute;rio equil&iacute;brio e complementaridade com os valores ambientais, designadamente os das &aacute;reas classificadas&rdquo; (Comiss&atilde;o de Coordena&ccedil;&atilde;o da Regi&atilde;o de Lisboa e Vale do Tejo, 2002).</li>     <li>&ldquo;A sua natureza ribeirinha [Eixo Sacav&eacute;m-Vila Franca de Xira] proporcionava &agrave; partida excelentes condi&ccedil;&otilde;es naturais, mas a ocupa&ccedil;&atilde;o do territ&oacute;rio processou-se de uma forma pesada, n&atilde;o aproveitando essas potencialidades, verificando-se, nomeadamente, a implanta&ccedil;&atilde;o de extensos cord&otilde;es de constru&ccedil;&otilde;es industriais junto ao rio que impossibilitam a frui&ccedil;&atilde;o do espa&ccedil;o ribeirinho e impedem as liga&ccedil;&otilde;es do sistema ecol&oacute;gico entre o interior e o rio&rdquo; (Comiss&atilde;o de Coordena&ccedil;&atilde;o da Regi&atilde;o de Lisboa e Vale do Tejo, 2002).</li>     </ul>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Note-se que a variabilidade das caracter&iacute;sticas destes sistemas ecol&oacute;gicos din&acirc;micos e de interface (em que se incluem as modifica&ccedil;&otilde;es resultantes de a&ccedil;&otilde;es antr&oacute;picas, nomeadamente as formas de ocupa&ccedil;&atilde;o humana), determina que a amplitude do espa&ccedil;o f&iacute;sico ocupado por estes habitats seja igualmente vari&aacute;vel. Este facto dificulta, assim, o estabelecimento de uma delimita&ccedil;&atilde;o espacial de <i>Espa&ccedil;o Ribeirinho</i> atrav&eacute;s de um crit&eacute;rio quantitativo &uacute;nico de aplica&ccedil;&atilde;o universal.</p>     <p>Face ao exposto, e considerando a dificuldade de proposi&ccedil;&atilde;o de uma delimita&ccedil;&atilde;o universal inerente ao conceito, prop&otilde;e-se a seguinte delimita&ccedil;&atilde;o comp&oacute;sita correspondente a <i>Frente Ribeirinha</i>:</p> <ol>     <li>a &aacute;rea que estabelece a rela&ccedil;&atilde;o de contacto do aglomerado urbano com o plano de &aacute;gua, que dista menos de 150 metros da linha que limita a superf&iacute;cie permanentemente emersa. Este crit&eacute;rio quantitativo de delimita&ccedil;&atilde;o do &acirc;mbito espacial de an&aacute;lise deve ser adaptado em fun&ccedil;&atilde;o da orografia, morfologia urbana e import&acirc;ncia da rela&ccedil;&atilde;o urban&iacute;stica e funcional estabelecida com o plano de &aacute;gua (e.g. exist&ecirc;ncia de conjunto urbano marginal morfol&oacute;gica e/ou funcionalmente individualiz&aacute;vel da restante malha urbana);</li>     <li>os espa&ccedil;os naturais, agr&iacute;colas, agroflorestais e verdes urbanos adjacentes ao plano de &aacute;gua, cuja inclus&atilde;o resulta do entendimento de que os mesmos foram influenciados pela ocupa&ccedil;&atilde;o humana e por esta modelados (e.g. as marinhas de sal e os moinhos de mar&eacute; &ndash; em particular as &aacute;reas das suas caldeiras &ndash; s&atilde;o disso um exemplo paradigm&aacute;tico no caso do Estu&aacute;rio do Tejo). Atendendo &agrave; sua heterogeneidade, considera-se que delimita&ccedil;&atilde;o destes espa&ccedil;os deve ter por base o efeito de margem da mancha/corredor de ocupa&ccedil;&atilde;o. Isto &eacute;, dever&atilde;o ser delimitados atrav&eacute;s da identifica&ccedil;&atilde;o visual da altera&ccedil;&atilde;o/descontinuidade do uso e/ou da exist&ecirc;ncia de um elemento indutor da fragmenta&ccedil;&atilde;o da referida mancha/corredor (e.g. um caminho, uma estrada, um muro).</li>     </ol>     <p>Por sua vez, prop&otilde;e-se a ado&ccedil;&atilde;o de uma delimita&ccedil;&atilde;o espacial correspondente ao conceito de <i>&Aacute;rea Ribeirinha</i> que compreenda uma faixa aproximada de 500 metros medidos a partir do plano de &aacute;gua. Uma faixa que corresponde, assim, &agrave; no&ccedil;&atilde;o de <i>Orla Ribeirinha</i> adotada pelo Decreto-lei n.&ordm; 129/2008, de 21 de julho (que aprova o regime dos POE &ndash; Planos de Ordenamento dos Estu&aacute;rios) e que estabelece que esta &ldquo;corresponde a uma zona terrestre de prote&ccedil;&atilde;o cuja largura &eacute; fixada na Resolu&ccedil;&atilde;o do Conselho de Ministros que aprova o POE at&eacute; ao m&aacute;ximo de 500m contados a partir da margem&rdquo;. Esta delimita&ccedil;&atilde;o &eacute; ainda congruente com aquela que &eacute; preconizada pela regulamenta&ccedil;&atilde;o dos Planos de Ordenamento da Orla Costeira (POOC) para operacionalizar a no&ccedil;&atilde;o de <i>Orla Costeira</i>: corresponde a uma faixa (&ldquo;zona terrestre de prote&ccedil;&atilde;o&rdquo;) &ldquo;cuja largura m&aacute;xima n&atilde;o exceda 500m contados da linha que limita a margem das &aacute;guas do mar&rdquo; (Decreto-lei n.&ordm; 309/93, de 02 de setembro).</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>3. Delimita&ccedil;&atilde;o espacial do conceito de Frente Ribeirinha</b></p>     <p>Tendo por base as propostas de delimita&ccedil;&atilde;o conceptual e espacial supra explicitadas, procedeu-se &agrave; operacionaliza&ccedil;&atilde;o (i.e. &agrave; delimita&ccedil;&atilde;o espacial) do conceito de <i>Frente Ribeirinha</i>, aplicando-o ao Arco Ribeirinho Sul do Estu&aacute;rio do Tejo. Um territ&oacute;rio constitu&iacute;do por seis munic&iacute;pios (i.e. Almada, Seixal, Barreiro, Moita, Montijo e Alcochete), e que desde meados da d&eacute;cada de 1980 tem vindo a ser objeto de diversos planos, documentos de orienta&ccedil;&atilde;o estrat&eacute;gica e projetos de interven&ccedil;&atilde;o com incid&ecirc;ncia nas frentes ribeirinhas.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Esta operacionaliza&ccedil;&atilde;o envolveu a ado&ccedil;&atilde;o de um conjunto de procedimentos metodol&oacute;gicos, objetivados na aquisi&ccedil;&atilde;o, estrutura&ccedil;&atilde;o (de informa&ccedil;&atilde;o gr&aacute;fica) e explora&ccedil;&atilde;o de informa&ccedil;&atilde;o geogr&aacute;fica (e sua visualiza&ccedil;&atilde;o). Foram utilizados diferentes &ldquo;instrumentos&rdquo; para lidar com este tipo de informa&ccedil;&atilde;o: Dete&ccedil;&atilde;o Remota (an&aacute;lise visual das imagens em ambiente SIG &ndash; Sistemas de Informa&ccedil;&atilde;o Geogr&aacute;fica); SIG (estrutura&ccedil;&atilde;o, aquisi&ccedil;&atilde;o e valida&ccedil;&atilde;o dos objetos; fun&ccedil;&otilde;es de an&aacute;lise espacial); e, <i>Desktop Mapping</i> (representa&ccedil;&atilde;o da informa&ccedil;&atilde;o e constru&ccedil;&atilde;o do <i>layout</i>). Especificamente no que se refere aos procedimentos metodol&oacute;gicos adotados para a delimita&ccedil;&atilde;o das frentes ribeirinhas do Arco Ribeirinho Sul, foi realizada a delimita&ccedil;&atilde;o do limite exterior (<i>waterside</i>) das frentes ribeirinhas estuarinas, atrav&eacute;s da an&aacute;lise visual da imagem, procedendo-se &agrave; identifica&ccedil;&atilde;o e vectoriza&ccedil;&atilde;o do objeto com base em fotografia a&eacute;rea. Para vetorizar o limite exterior das frentes ribeirinhas foi considerado o limite da superf&iacute;cie terrestre n&atilde;o sujeita &agrave; a&ccedil;&atilde;o da mar&eacute; (i.e. superf&iacute;cie permanentemente emersa) &ndash; <a href="#f5">Figura 5</a>. Desta forma foi obtida uma linha de suporte &agrave; execu&ccedil;&atilde;o do procedimento de cria&ccedil;&atilde;o de um pol&iacute;gono (<i>buffer</i>) de 150 metros (para o lado de terra &ndash; <i>land side</i>), correspondente ao crit&eacute;rio quantitativo de refer&ecirc;ncia adotado para a delimita&ccedil;&atilde;o espacial das frentes ribeirinhas.&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="f5">     <p><img src="/img/revistas/got/n10/n10a07f5.gif"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>De seguida procedeu-se &agrave; valida&ccedil;&atilde;o geom&eacute;trica da informa&ccedil;&atilde;o (e.g. ajustamento dos limites do pol&iacute;gono da frente ribeirinha que ultrapassavam o seu &acirc;mbito espacial, corre&ccedil;&atilde;o de imprecis&otilde;es topol&oacute;gicas de correspond&ecirc;ncia entre o pol&iacute;gono e a linha correspondente ao limite exterior da frente ribeirinha). Ap&oacute;s a corre&ccedil;&atilde;o de cada uma das tipologias de erros, realizou-se o ajustamento do pol&iacute;gono correspondente &agrave; frente ribeirinha de acordo com: (i) orografia (<a href="#f6">Figura 6</a>), morfologia urbana (<a href="#f7">Figura 7</a>) e import&acirc;ncia da rela&ccedil;&atilde;o urban&iacute;stica e funcional estabelecida com o plano de &aacute;gua (no caso dos espa&ccedil;os urbanos e industriais) &ndash; <a href="#f8">Figura 8</a>; (ii) efeito de margem da mancha/corredor de ocupa&ccedil;&atilde;o (no caso dos espa&ccedil;os naturais, agr&iacute;colas, agroflorestais e verdes urbanos) &ndash; <a href="#f9">Figura 9</a>.</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="f6">     <p><img src="/img/revistas/got/n10/n10a07f6.gif"></p>     
<p>&nbsp;</p> <a name="f7">     <p><img src="/img/revistas/got/n10/n10a07f7.gif"></p>     
<p>&nbsp;</p> <a name="f8">     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><img src="/img/revistas/got/n10/n10a07f8.gif"></p>     
<p>&nbsp;</p> <a name="f9">     <p><img src="/img/revistas/got/n10/n10a07f9.gif"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>Um procedimento que visou a assegurar a coer&ecirc;ncia do pol&iacute;gono correspondente &agrave; frente ribeirinha com a orografia, a morfologia urbana e a rela&ccedil;&atilde;o urban&iacute;stica e funcional estabelecida com o plano de &aacute;gua, tendo resultado um pol&iacute;gono (<i>Frente Ribeirinha</i>) ajustado e coerente com os crit&eacute;rios estabelecidos para a sua delimita&ccedil;&atilde;o. Com efeito, a <a href="#f10">Figura 10</a> sistematiza o &acirc;mbito espacial decorrente da operacionaliza&ccedil;&atilde;o do conceito de <i>Frente Ribeirinha</i> e, bem assim, a sua incid&ecirc;ncia territorial no caso do Arco Ribeirinho Sul do Estu&aacute;rio do Tejo.</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="f10">     <p><img src="/img/revistas/got/n10/n10a07f10.gif"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>4. Considera&ccedil;&otilde;es finais</b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Partindo da constata&ccedil;&atilde;o da inexist&ecirc;ncia de uma delimita&ccedil;&atilde;o conceptual e espacial de <i>Frente Ribeirinha </i>suficientemente clara, e atendendo &agrave; import&acirc;ncia crescente destas unidades f&iacute;sico-geogr&aacute;ficas no contexto da prossecu&ccedil;&atilde;o de m&uacute;ltiplas interven&ccedil;&otilde;es de revitaliza&ccedil;&atilde;o despoletadas no per&iacute;odo p&oacute;s-industrial, o artigo objetivou a discuss&atilde;o e apresenta&ccedil;&atilde;o de uma proposta de delimita&ccedil;&atilde;o aplicada que remeteu para um &acirc;mbito espacial baseado em crit&eacute;rios diferenciados, consoante estejam em causa: (i) espa&ccedil;os urbanos; (ii) espa&ccedil;os naturais, agr&iacute;colas, agroflorestais e verdes urbanos.</p>     <p>A aplica&ccedil;&atilde;o pr&aacute;tica desta delimita&ccedil;&atilde;o conceptual e espacial ao caso do Arco Ribeirinho Sul do Estu&aacute;rio do Tejo colocou ainda em evid&ecirc;ncia a relev&acirc;ncia de ado&ccedil;&atilde;o de crit&eacute;rios de delimita&ccedil;&atilde;o claros e objetivos, mas suficientemente abrangentes para permitir a adapta&ccedil;&atilde;o do conceito &agrave;s caracter&iacute;sticas e especificidades destes territ&oacute;rios de interface terra-&aacute;gua. Ou seja, a diversidade que matiza as frentes ribeirinhas e a possibilidade de estas assumirem m&uacute;ltiplas configura&ccedil;&otilde;es no tempo e no espa&ccedil;o, exige esta plasticidade por parte do conceito, assim como condiciona a ado&ccedil;&atilde;o de um crit&eacute;rio quantitativo &uacute;nico de aplica&ccedil;&atilde;o universal.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>5. Refer&ecirc;ncias bibliogr&aacute;ficas</b></p>     <!-- ref --><p>Administra&ccedil;&atilde;o do Porto de Lisboa. <i>Proposta para Revitaliza&ccedil;&atilde;o de Frentes Ribeirinhas</i>. Lisboa: Administra&ccedil;&atilde;o do Porto de Lisboa, 1990.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1736983&pid=S2182-1267201600020000700001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Administra&ccedil;&atilde;o do Porto de Lisboa. <i>Plano Integrado da Rede de Infra-estruturas de Apoio &agrave; N&aacute;utica de Recreio no Estu&aacute;rio do Tejo. Relat&oacute;rio de Caracteriza&ccedil;&atilde;o e Diagn&oacute;stico</i>. Lisboa: Administra&ccedil;&atilde;o do Porto de Lisboa, 2010.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1736985&pid=S2182-1267201600020000700002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>BIRD, J. H. <i>The Major Seaports of the United Kingdom</i>. London: Hutchinson, 1963.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1736987&pid=S2182-1267201600020000700003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>BREEN, A.; RIGBY, D. <i>Waterfronts: cities reclaim their edge</i>. New York [etc.]: McGraw-Hill, 1994. ISBN 0-07-068458-8.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1736989&pid=S2182-1267201600020000700004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>BREEN, A.; RIGBY, D. <i>The New Waterfront: A Worldwide Urban Success Story</i>. London: Thames and Hudson, 1996. ISBN 978-0500341452.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1736991&pid=S2182-1267201600020000700005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>BRUTTOMESSO, R. (Ed.). <i>Waterfronts: A New Frontier for Cities on Water</i>. Venice: International Centre Cities on Water, 1993.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1736993&pid=S2182-1267201600020000700006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>BRUTTOMESSO, R. Complexity on the urban waterfront. In MARSHALL, R. (Ed.) <i>Waterfronts in Post-Industrial Cities</i>. New York: Spon Press, 2001, pp. 39-49.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1736995&pid=S2182-1267201600020000700007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>C&acirc;mara Municipal de Lisboa. <i>Plano Geral de Interven&ccedil;&otilde;es da Frente Ribeirinha de Lisboa. Documento de Enquadramento</i>. Lisboa: C&acirc;mara Municipal de Lisboa &ndash; Direc&ccedil;&atilde;o Municipal de Planeamento Urbano &ndash; Departamento de Planeamento Urbano, 2008.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Comiss&atilde;o de Coordena&ccedil;&atilde;o da Regi&atilde;o de Lisboa e Vale do Tejo. <i>Plano Regional de Ordenamento do Territ&oacute;rio da &Aacute;rea Metropolitana de Lisboa.</i> Lisboa: Comiss&atilde;o de Coordena&ccedil;&atilde;o da Regi&atilde;o de Lisboa e Vale do Tejo, 2002. Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.ccdr-lvt.pt/pt/plano-regional-de-ordenamento-do-territorio-da-area-metropolitana-de-lisboa/54.htm" target="_blank">http://www.ccdr-lvt.pt/pt/plano-regional-de-ordenamento-do-territorio-da-area-metropolitana-de-lisboa/54.htm</a>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1736998&pid=S2182-1267201600020000700009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>COSTA, J. P. <i>La Ribera entre Proyectos. Form&aacute;cion y Transform&aacute;cion del Territorio Portuario, a partir del caso de Lisboa. Volume I</i>. Tesis Doctoral, Departamento de Urbanismo y Ordenaci&oacute;n del Territorio &ndash; Escuela T&eacute;cnica Superior de Arquitectura de Barcelona &ndash; Universidad Polit&eacute;cnica de Catalu&ntilde;a, 2007. Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.tesisenred.net/handle/10803/6960" target="_blank">http://www.tesisenred.net/handle/10803/6960</a>.</p>     <p>Decreto-lei n.&ordm; 309/93. &ldquo;D.R. I S&eacute;rie-A&rdquo;, 206 (93-09-02) 4626-4631.</p>     <p>Decreto-lei n.&ordm; 129/2008. &ldquo;D.R. 1.&ordf; S&eacute;rie&rdquo;, 139 (08-07-21) 4507-4510.</p>     <!-- ref --><p>DESFOR, G.; LAIDLEY, J.; STEVENS, Q.; SCHUBERT, D. (Eds.). <i>Transforming Urban Waterfronts: Fixity and Flow</i>. New York: Routledge, 2011. ISBN 978-0-415-87493-9.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1737003&pid=S2182-1267201600020000700013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>DONG, L. <i>Waterfront Development: A Case Study of Dalian, China</i>. Master&rsquo;s Thesis, University of Waterloo, 2004. Dispon&iacute;vel em: <a href="https://www.uwspace.uwaterloo.ca/bitstream/handle/10012/988/I2dong2004.pdf;jsessionid=E2E38532E36C90E5A94F1BD92E502824?sequence=1" target="_blank">https://www.uwspace.uwaterloo.ca/bitstream/handle/10012/988/I2dong2004.pdf;jsessionid=E2E38532E36C90E5A94F1BD92E502824?sequence=1</a></p>     <!-- ref --><p>FERNANDES, A.; FIGUEIRA DE SOUSA, J. As Frentes Ribeirinhas do Estu&aacute;rio do Tejo no Per&iacute;odo P&oacute;s-Industrial: o caso do concelho da Moita. In <i>A Jangada de Pedra. 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Chichester [etc.]: John Wiley &amp; Sons, 1994, pp. 3-19.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1737013&pid=S2182-1267201600020000700019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>HOYLE, B. S.; PINDER, D. A.; HUSAIN, M. S. (Eds.). <i>Revitalising the Waterfront: International Dimension of Dockland Redevelopment</i>. Chichester [etc.]: John Wiley &amp; Sons, 1994. ISBN 0-471-94808-X.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1737015&pid=S2182-1267201600020000700020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Instituto Ant&oacute;nio Houaiss. <i>Dicion&aacute;rio Houaiss de L&iacute;ngua Portuguesa</i>. Lisboa: Temas e Debates, 2003. ISBN 972-759-663-0.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1737017&pid=S2182-1267201600020000700021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Landmark Associates Limited e Fotenn. <i>Official Plan and Comprehensive Zoning by-law Review</i>. Havelock-Belmont-Methuen: The Corporation of the Township of Havelock-Belmont-Methuen. 2012.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1737019&pid=S2182-1267201600020000700022&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>Lei n.&ordm; 54/2005. &ldquo;D.R. S&eacute;rie I-A&rdquo;, 219 (05-11-15) 6520-6525.</p>     <!-- ref --><p>MALONE, P. (Ed.). <i>City, Capital and Water</i>. London: Routledge, 1996. ISBN 0-415-09942-0.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1737022&pid=S2182-1267201600020000700024&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>MARSHALL, R. (Ed.). <i>Waterfronts in Post-Industrial Cities</i>. New York: Spon Press, 2001. ISBN 978-0-415-25516-5.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1737024&pid=S2182-1267201600020000700025&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>MEYER, H. <i>City and Port. The Transformation of Port Cities: London, Barcelona, New York and Rotterdam</i>. Ultrecht: International Books, 1999. ISBN 978-90-5727-020-8.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1737026&pid=S2182-1267201600020000700026&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Minist&eacute;rio do Ambiente, do Ordenamento do Territ&oacute;rio e do Desenvolvimento Regional. <i>Projecto do Arco Ribeirinho Sul</i>. Lisboa: Minist&eacute;rio do Ambiente, do Ordenamento do Territ&oacute;rio e do Desenvolvimento Regional, 2009. ISBN 978-989-8097-19-4.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1737028&pid=S2182-1267201600020000700027&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>National Research Council &ndash; Committee on Urban Waterfront Lands. <i>Urban Waterfront Lands</i>. Washington D.C.: National Academy of Sciences, 1980. ISBN 0-309-02940-6.</p>     <p>PINTO, P. <i>A Cidade Fluvial em Portugal: Contributos para a Integra&ccedil;&atilde;o de Cidade e Rio</i>. Disserta&ccedil;&atilde;o de Mestrado, Instituto Superior T&eacute;cnico &ndash; Universidade T&eacute;cnica de Lisboa, 2007.</p>     <!-- ref --><p>SALGADO, M. Reconquista da Frente Ribeirinha de Lisboa. <i>PORTUSplus</i>. 2012, 3, 12 p. ISSN 2039-6422. Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.retedigital.com/wp-content/themes/rete/pdfs/portus_plus/3_2012/Contribuciones/Manuel_Salgado.pdf" target="_blank">http://www.retedigital.com/wp-content/themes/rete/pdfs/portus_plus/3_2012/Contribuciones/Manuel_Salgado.pdf</a>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1737032&pid=S2182-1267201600020000700030&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>SMITH, H.; GARCIA FERRARI, M. S. (Eds.). <i>Waterfronts Regeneration: Experiences in City-Building</i>. Oxon: Routledge, 2012. ISBN 978-1-84407-673-4.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1737034&pid=S2182-1267201600020000700031&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Urban Land Institute. <i>Remaking the Urban Waterfront</i>. Washington, D.C.: Urban Land Institute, 2004. ISBN 0-87420-903-X.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1737036&pid=S2182-1267201600020000700032&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>VALLEGA, A. Waterfront Redevelopment: a central objective for coastal management. In BRUTTOMESSO, R. <i>Waterfronts: a new frontier for cities on water</i>. Venice: International Cent&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1737038&pid=S2182-1267201600020000700033&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>6. Agradecimentos</b></p>     <p>O presente artigo foi preparado no &acirc;mbito de uma Bolsa de P&oacute;s-Doutoramento financiada pela Funda&ccedil;&atilde;o para a  Ci&ecirc;ncia e Tecnologia (SFRH/BPD/110975/2015), tendo por base os resultados da Tese de Doutoramento &ldquo;Din&acirc;micas de  Revitaliza&ccedil;&atilde;o de Frentes Ribeirinhas no Per&iacute;odo P&oacute;s-Industrial: o Arco Ribeirinho Sul do Estu&aacute;rio do  Tejo&rdquo;, apoiada por uma Bolsa de Doutoramento igualmente financiada pela Funda&ccedil;&atilde;o para a Ci&ecirc;ncia e Tecnologia  (SFRH/BD/38454/2007).</p>      ]]></body><back>
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