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<article-id pub-id-type="doi">10.17127/got/2016.10.015</article-id>
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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Diagnóstico para a otimização do sistema de gestão dos resíduos sólidos na Regional Centro-Sul do Município de Belo Horizonte: uma análise das forças e fraquezas, oportunidades e ameaças]]></article-title>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Diagnosis for the optimization of the solid waste management system in the Center-South Region of the Belo Horizonte city: an analysis of stengths and weaknesses, opportunities and threats]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[This article is an analysis of the solid waste management in Central-South region of Belo Horizonte, Minas Gerais. The study aimed to evaluate the weaknesses, opportunities and threats to the system to then propose improvements. The justification is on the difficulties faced by the management of the collection system, designed in such a way that does not integrate, as it should, technical elements to the social, economic, political and spatial characteristics of the territory. Some of these features refer to a territory with a considerable social contrast, that is a political and economic hub of the state and that concentrates high flows of people and products in the metropolitan region of Belo Horizonte. For the analysis was performed an extensive collection of data from field diagnostic and through reports and documents of various official bodies, such as municipal Superintendence of Urban Sanitation. In a first step the information were handled descriptively and some of them were spatialized in a GIS (Geographic Information System). In a second step, contributes to perform an analysis SWOT (Strengths, Weaknesses, Opportunities and Threats) which indicated issues to be covered in order to optimize the system. One of the challenges indicated was the need to integrate the management system of the region with the management systems of neighboring regions, which can request a more collaborative urban planning.]]></p></abstract>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[Planejamento Urbano]]></kwd>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><b>ARTIGO</b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Diagn&oacute;stico para a otimiza&ccedil;&atilde;o do sistema de gest&atilde;o dos res&iacute;duos s&oacute;lidos na Regional Centro-Sul do Munic&iacute;pio de Belo Horizonte: uma an&aacute;lise das for&ccedil;as e fraquezas, oportunidades e amea&ccedil;as</b></p>     <p><b>Diagnosis for the optimization of the solid waste management system in the Center-South Region of the Belo Horizonte city: an analysis of stengths and weaknesses, opportunities and threats</b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Soares, Diego</b><sup>1</sup><b>; Marques, Halle</b><sup>1</sup><b>; Chaves, Ot&aacute;vio</b><sup>1</sup><b>; Zago, Val&eacute;ria</b><sup>1</sup></p>     <p><sup>1</sup>Centro Federal de Educa&ccedil;&atilde;o Tecnol&oacute;gica de Minas Gerais, Departamento de Ci&ecirc;ncia e Tecnologia Ambiental; CP 30.421-169, Av. Amazonas, 5253 &ndash; Bairro Nova Su&iacute;&ccedil;a, Belo Horizonte, Minas Gerais, Brasil; <a href="mailto:dgsoares23@gmail.com">dgsoares23@gmail.com</a>; <a href="mailto:marqueshalle@gmail.com">marqueshalle@gmail.com</a>; <a href="mailto:otaviochaves1@gmail.com">otaviochaves1@gmail.com</a>; <a href="mailto:valzagomg@gmail.com">valzagomg@gmail.com</a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>RESUMO</b></p>     <p>O presente artigo trata-se de uma an&aacute;lise do sistema de gest&atilde;o de res&iacute;duos s&oacute;lidos da Regional Centro-Sul de Belo Horizonte, Minas Gerais. O trabalho teve como objetivo fazer uma avalia&ccedil;&atilde;o das fraquezas, oportunidades e amea&ccedil;as a esse sistema para, ent&atilde;o, propor melhorias. J&aacute; a justificativa est&aacute; nas dificuldades enfrentadas pelo gerenciamento do sistema de coleta, concebido de tal maneira que n&atilde;o integra, como deveria, elementos t&eacute;cnicos &agrave;s caracter&iacute;sticas sociais, econ&ocirc;micas, pol&iacute;ticas e espaciais do territ&oacute;rio. Algumas dessas caracter&iacute;sticas se referem a um territ&oacute;rio de consider&aacute;vel contraste social, que &eacute; um polo econ&ocirc;mico e pol&iacute;tico do Estado e que concentra elevados fluxos de pessoas e mercadorias de toda a Regi&atilde;o Metropolitana de Belo Horizonte. Para a elabora&ccedil;&atilde;o da an&aacute;lise foi realizada uma extensa coleta de dados obtidos a partir de diagn&oacute;stico em campo e por meio de relat&oacute;rios e documentos de diversos &oacute;rg&atilde;os oficiais, como a Superintend&ecirc;ncia de Limpeza Urbana do munic&iacute;pio. Em uma primeira etapa as informa&ccedil;&otilde;es foram tratadas descritivamente e, algumas delas, foram espacializadas em um ambiente SIG (Sistema de Informa&ccedil;&otilde;es Geogr&aacute;ficas). Isso contribuiu para, em uma segunda etapa, realizar uma an&aacute;lise SWOT (For&ccedil;as, Fraquezas, Oportunidades e Amea&ccedil;as) que indicou quest&otilde;es a serem tratadas a fim de otimizar o sistema. Um dos desafios apontados foi a necessidade de integrar o sistema de gest&atilde;o da regi&atilde;o com o das regi&otilde;es circunvizinhas, o que pode requisitar um planejamento urbano mais colaborativo.&nbsp;&nbsp;&nbsp;</p>     <p><b>&nbsp;</b></p>     <p><b>Palavras-chave</b>: Planejamento Urbano, An&aacute;lise SWOT, Res&iacute;duos S&oacute;lidos, Gest&atilde;o Integrada.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>ABSTRACT</b></p>     <p>This article is an analysis of the solid waste management in Central-South region of Belo Horizonte, Minas Gerais. The study aimed to evaluate the weaknesses, opportunities and threats to the system to then propose improvements. The justification is on the difficulties faced by the management of the collection system, designed in such a way that does not integrate, as it should, technical elements to the social, economic, political and spatial characteristics of the territory. Some of these features refer to a territory with a considerable social contrast, that is a political and economic hub of the state and that concentrates high flows of people and products in the metropolitan region of Belo Horizonte. For the analysis was performed an extensive collection of data from field diagnostic and through reports and documents of various official bodies, such as municipal Superintendence of Urban Sanitation. In a first step the information were handled descriptively and some of them were spatialized in a GIS (Geographic Information System). In a second step, contributes to perform an analysis SWOT (Strengths, Weaknesses, Opportunities and Threats) which indicated issues to be covered in order to optimize the system. One of the challenges indicated was the need to integrate the management system of the region with the management systems of neighboring regions, which can request a more collaborative urban planning.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Keywords: </b>Urban Planning, SWOT Analysis, Solid Waste, Integrated Management.</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><b>1. Introdu&ccedil;&atilde;o</b></p>     <p>A gest&atilde;o de res&iacute;duos s&oacute;lidos ser&aacute; um dos principais desafios para os munic&iacute;pios brasileiros nos pr&oacute;ximos anos. A quest&atilde;o ganhou maior relev&acirc;ncia em raz&atilde;o da promulga&ccedil;&atilde;o da Pol&iacute;tica Nacional dos Res&iacute;duos S&oacute;lidos &ndash; PNRS &ndash; institu&iacute;da pela lei n&ordm;12.305/2010, com a perspectiva de possibilitar ao Brasil, uma evolu&ccedil;&atilde;o frente aos problemas ambientais, sociais e econ&ocirc;micos decorrentes do gerenciamento inadequado dos res&iacute;duos s&oacute;lidos (Baldim, 2016).</p>     <p>Esse marco legal sinaliza a vis&atilde;o moderna da gest&atilde;o que se pretende alcan&ccedil;ar no pa&iacute;s, encravada em seus princ&iacute;pios e na defini&ccedil;&atilde;o de suas prioridades em rela&ccedil;&atilde;o aos res&iacute;duos s&oacute;lidos: n&atilde;o gera&ccedil;&atilde;o, redu&ccedil;&atilde;o, reutiliza&ccedil;&atilde;o e reciclagem, tratamento dos res&iacute;duos e disposi&ccedil;&atilde;o final adequada dos rejeitos (Brasil, 2010).</p>     <p>&nbsp;Para tanto, estabelece uma s&eacute;rie de obriga&ccedil;&otilde;es aos geradores e ao poder p&uacute;blico, necess&aacute;rias para viabilizar a gest&atilde;o local de res&iacute;duos. Dentre elas, a elabora&ccedil;&atilde;o dos Planos Municipais, condi&ccedil;&atilde;o compuls&oacute;ria para terem acesso aos recursos da Uni&atilde;o destinados &agrave; limpeza urbana e ao manejo de res&iacute;duos s&oacute;lidos, ou para serem beneficiados por incentivos ou financiamentos de entidades federais de cr&eacute;dito ou fomento para tal finalidade (BRASIL, 2010). At&eacute; o final de 2015, apenas 41% dos 5569 munic&iacute;pios tinham elaborado seus planos municipais de res&iacute;duos s&oacute;lidos.</p>     <p>Belo Horizonte &eacute; a capital do estado de Minas Gerais, regi&atilde;o sudeste do Brasil, possui uma &aacute;rea de aproximadamente 331 km<sup>2</sup> e uma popula&ccedil;&atilde;o de 2.502.557 habitantes.&nbsp; O munic&iacute;pio &eacute; considerado pioneiro e modelo na gest&atilde;o dos res&iacute;duos s&oacute;lidos no pa&iacute;s. Durante a d&eacute;cada de 90, implementou a coleta seletiva em alguns bairros, tanto no sistema porta a porta, quanto outros equipamentos p&uacute;blicos de entrega volunt&aacute;ria, distribu&iacute;dos pela cidade, al&eacute;m um Programa de Compostagem (Silva e Barbosa, 2001). No entanto, avan&ccedil;ou muito pouco nas &uacute;ltimas d&eacute;cadas, o que se pode constatar a partir dos pr&oacute;prios relat&oacute;rios anuais de limpeza urbana da cidade.</p>     <p>Segundo o relat&oacute;rio anual de 2015 da Superintend&ecirc;ncia de Limpeza Urbana &not;&ndash; SLU &ndash; naquele ano 96% da popula&ccedil;&atilde;o foi atendida pelos servi&ccedil;os de limpeza urbana e foram coletados e destinados 1.433.511 toneladas de res&iacute;duos s&oacute;lidos (SLU, 2016). Como os registros quantitativos daquele ano n&atilde;o foram precisos, &eacute; poss&iacute;vel apenas estimar, baseado em relat&oacute;rios de anos anteriores, que entre 90-96% dos res&iacute;duos coletados foram encaminhados para o aterro sanit&aacute;rio. E, ainda que a maior parte dos res&iacute;duos urbanos aterrados sejam provenientes de domic&iacute;lios e logradouros comerciais, tamb&eacute;m s&atilde;o aterrados res&iacute;duos da constru&ccedil;&atilde;o civil e demoli&ccedil;&atilde;o, res&iacute;duos da varri&ccedil;&atilde;o de espa&ccedil;os p&uacute;blicos e de sa&uacute;de.</p>     <p>Ao n&atilde;o reciclar os res&iacute;duos s&oacute;lidos, o pa&iacute;s deixa de arrecadar cerca de 8 bilh&otilde;es de reais anualmente (IPEA, 2010). Extrair recursos naturais de um lugar e enterr&aacute;-los em outro pode parecer algo ineficiente do ponto de vista econ&ocirc;mico; no entanto, &eacute; isto que o Brasil vem fazendo com a maior parte dos seus res&iacute;duos s&oacute;lidos. O custo &eacute; alto, n&atilde;o apenas pelo desperd&iacute;cio de mat&eacute;ria-prima, mas pelos danos ambientais e &agrave; sa&uacute;de p&uacute;blica (Moura et al, 2015).</p>     <p>De maneira similar &agrave; realidade nacional, Belo Horizonte segue a mesma tend&ecirc;ncia, &nbsp;o que revela a necessidade de diagnosticar as dificuldades e os desafios do processo, a fim de progressivamente avan&ccedil;ar na hierarquia preconizada na PNRS para a gest&atilde;o e gerenciamento dos res&iacute;duos s&oacute;lidos. O munic&iacute;pio possui uma log&iacute;stica b&aacute;sica, orientada nas etapas do gerenciamento: coleta, transporte, transbordo e disposi&ccedil;&atilde;o final, por&eacute;m bem distante do preconizado pela PNRS.</p>     <p>Para gerenciar os res&iacute;duos s&oacute;lidos de uma &aacute;rea t&atilde;o extensa e de uma popula&ccedil;&atilde;o t&atilde;o numerosa, a gest&atilde;o &eacute; dividida em nove regionais administrativas, criadas em 1983. Dentre essas, a regional Centro-Sul de Belo Horizonte apresenta desafios &iacute;mpares, j&aacute; que dentro de suas fronteiras existem caracter&iacute;sticas territoriais &uacute;nicas como disparidades urban&iacute;sticas e socioecon&ocirc;micas contrastantes, al&eacute;m de ter import&acirc;ncia pol&iacute;tica, econ&ocirc;mica e populacional para o estado de Minas Gerais. Este cen&aacute;rio gera uma disputa pelos recursos municipais entre os atores regionais. A incompatibiliza&ccedil;&atilde;o desses atores se reflete no sistema de gest&atilde;o de res&iacute;duos s&oacute;lidos, &nbsp;tornando-o particular e justificando a necessidade de uma an&aacute;lise mais aprofundada sobre o processo de gest&atilde;o de res&iacute;duos e sobre a conjuntura que o envolve.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>V&aacute;rias t&eacute;cnicas de an&aacute;lise est&atilde;o sendo usadas no planejamento estrat&eacute;gico da gest&atilde;o de res&iacute;duos no mundo. O planejamento estrat&eacute;gico &eacute; o processo de defini&ccedil;&atilde;o da estrat&eacute;gia,&nbsp; dire&ccedil;&atilde;o e tomada de decis&otilde;es sobre a aloca&ccedil;&atilde;o de seus recursos, incluindo o capital e as pessoas. Diversas t&eacute;cnicas de an&aacute;lise de neg&oacute;cios pode ser usado no planejamento estrat&eacute;gico da gest&atilde;o de res&iacute;duos s&oacute;lidos, como por exemplo a an&aacute;lise SWOT (<b>S</b>trengths, <b>W</b>eaknesses, <b>O</b>pportunities e <b>T</b>hreats) (UNEP, 2009). V&aacute;rios pa&iacute;ses e regi&otilde;es tem utilizado o m&eacute;todo na gest&atilde;o de res&iacute;duos s&oacute;lidos (MED, 2009; Lisboa, 2016). A an&aacute;lise SWOT proporciona o entendimento de for&ccedil;as, fraquezas, oportunidades e amea&ccedil;as envolvidas em qualquer atividade. Essa abordagem ajuda na especifica&ccedil;&atilde;o dos objetivos por avaliar fatores&nbsp; internos e externos que s&atilde;o favor&aacute;veis ou n&atilde;o.&nbsp; Apesar disso, no Brasil, essa ferramenta &eacute; muito pouco utilizada pelos gestores p&uacute;blicos, o que justifica uma car&ecirc;ncia de trabalhos que empreguem o m&eacute;todo no pa&iacute;s.</p>     <p>Este trabalho objetivou a realiza&ccedil;&atilde;o de um diagn&oacute;stico atrav&eacute;s da metodologia SWOT&nbsp; em conjunto com aplica&ccedil;&otilde;es de SIG &ndash; Sistema de Informa&ccedil;&otilde;es Geogr&aacute;ficas, a fim de obter informa&ccedil;&otilde;es que auxiliem&nbsp; na tomada de decis&otilde;es e formula&ccedil;&otilde;es de propostas para otimizar a gest&atilde;o de res&iacute;duos s&oacute;lidos na regional Centro-Sul da capital mineira e, posteriormente, ser estendida &agrave;s demais regionais da cidade.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>2. Metodologia</b></p>     <p>O trabalho foi realizado em duas etapas, tal como &eacute; demonstrado na <a href="#f1">figura 1</a>. A primeira etapa consistiu em levantamento e coleta de informa&ccedil;&otilde;es provindas de literatura cient&iacute;fica e de documentos oficiais como censos, planos diretores, planos municipais, leis, mapas tem&aacute;ticos e outros. Esses levantamentos foram obtidos por meio de visitas &agrave;s p&aacute;ginas eletr&ocirc;nicas e sistemas de disponibiliza&ccedil;&atilde;o de dados de diversos &oacute;rg&atilde;os oficiais, a citar: Prefeitura de Belo Horizonte &ndash; PBH; Superintend&ecirc;ncia de Limpeza Urbana de Belo Horizonte &ndash; SLU<a href="#_ftn1" name="_ftnref1">[1]</a>; Secretaria Municipal Adjunta de Planejamento Urbano &ndash; SMAPU; Secretaria Municipal de Meio Ambiente &ndash; SMMA; Servi&ccedil;o Municipal de Drenagem Urbana &ndash; Drenurbs; Conselho Municipal de Saneamento &ndash; COMUSA; Empresa de Transporte e Tr&acirc;nsito de Belo Horizonte &ndash; BHTrans; Empresa de Inform&aacute;tica e Informa&ccedil;&atilde;o &ndash; Prodabel; Ag&ecirc;ncia de Desenvolvimento da Regi&atilde;o Metropolitana de Belo Horizonte &ndash; ADRMBH; Instituto Brasileiro de Geografia e Estat&iacute;stica &ndash; IBGE; Instituto de Pesquisa Econ&ocirc;mica Aplicada &ndash; IPEA; e Minist&eacute;rio do Meio Ambiente &ndash; MMA.</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="f1">     <p><img src="/img/revistas/got/n10/n10a16f1.gif"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>A partir dessas informa&ccedil;&otilde;es, foi realizada a segunda etapa, na qual se elaborou um diagn&oacute;stico da &aacute;rea de estudo (regional Centro-sul) e de seu sistema de recolhimento de res&iacute;duos. Para tanto, foi realizada uma visita aos principais equipamentos urbanos da regional e entrevistas com alguns funcion&aacute;rios da SLU, objetivando obter mais informa&ccedil;&otilde;es sobre o sistema. Esta etapa teve como foco encontrar as defici&ecirc;ncias mais aparentes do sistema, averiguar como os mecanismos de limpeza funcionam na pr&aacute;tica e como a popula&ccedil;&atilde;o interage com os mesmos.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Em posse de todos esses dados foi elaborada uma extensa caracteriza&ccedil;&atilde;o da regional Centro-Sul. Essa etapa foi sintetizada em tr&ecirc;s subprodutos: descri&ccedil;&otilde;es t&eacute;cnicas detalhadas, planilhas de dados e a espacializa&ccedil;&atilde;o dos mesmos em forma gr&aacute;fica pelo ambiente SIG.</p>     <p>Posteriormente, de posse de todos os dados, foi elaborada a an&aacute;lise SWOT.&nbsp; De acordo com Harisson (2010) e Orea (2008), esta ferramenta ao reunir as informa&ccedil;&otilde;es, correlaciona muitos fatores diferentes para permitir um exame das for&ccedil;as e fraquezas internas de uma organiza&ccedil;&atilde;o, bem como suas oportunidades de crescimento e as amea&ccedil;as que o ambiente externo apresenta em rela&ccedil;&atilde;o a sua sobreviv&ecirc;ncia. Esse exame pode ser usado para gerar um plano em que o potencial dos pontos fortes e das oportunidades &eacute; maximizado para minimizar as defici&ecirc;ncias, causadas pelas fraquezas, e os impactos, causados pelas amea&ccedil;as.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>3. Resultados e Discuss&otilde;es</b></p>     <p>Observar significa aplicar os sentidos f&iacute;sicos a um objeto para obter conhecimento sobre ele (Cervo e Bervian, 2002). Uma observa&ccedil;&atilde;o racional e imparcial, quando precedida e embasada por referenciais te&oacute;ricos, pode levar a resultados mais precisos e ao conhecimento de fatos que, muitas vezes, n&atilde;o s&atilde;o claramente percept&iacute;veis. As primeiras observa&ccedil;&otilde;es foram realizadas com o respaldo de dados quantitativos e qualitativos e permitiram realizar as primeiras caracteriza&ccedil;&otilde;es da regi&atilde;o Centro-Sul, em rela&ccedil;&atilde;o aos fatores que mais interferem no sistema de coleta de res&iacute;duos. Para isso, essa etapa de caracteriza&ccedil;&atilde;o teve como eixos de racioc&iacute;nio an&aacute;lises territoriais, socioecon&ocirc;micas, demogr&aacute;ficas e sanit&aacute;rias, em especial o que tange os servi&ccedil;os de limpeza urbana.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>3.1. Caracteriza&ccedil;&atilde;o</b></p> <ul>     <li><b><i>Caracteriza&ccedil;&atilde;o Territorial</i></b></li>     </ul>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Desde 1983, o munic&iacute;pio de Belo Horizonte est&aacute; dividido em nove regi&otilde;es administrativas &ndash; Barreiro, Centro-Sul, Leste, Nordeste, Noroeste, Norte, Oeste, Pampulha e Venda Nova &ndash; que funcionam como subprefeituras.&nbsp; Estas regionais foram repartidas de acordo com a posi&ccedil;&atilde;o geogr&aacute;fica, as caracter&iacute;sticas socioculturais e a ocupa&ccedil;&atilde;o de cada bairro. A inten&ccedil;&atilde;o &eacute; fazer com que os servi&ccedil;os p&uacute;blicos atinjam todo o territ&oacute;rio e toda a popula&ccedil;&atilde;o de forma mais r&aacute;pida e resolver problemas pontuais de cada regional (Belo Horizonte, 2015).</p>     <p>&nbsp;Em um munic&iacute;pio t&atilde;o urbanizado, como Belo Horizonte, o planejamento urbano, mesmo dividido por regionais, ainda &eacute; complexo. Desta forma, as regionais foram tamb&eacute;m subdivididas em Unidades de Planejamento &ndash; UP. Segundo a PBH, essas unidades re&uacute;nem um ou mais bairros e foram demarcadas de acordo com as caracter&iacute;sticas de uso e ocupa&ccedil;&atilde;o do solo. Esse fato &eacute; de suma import&acirc;ncia, por exemplo, na elabora&ccedil;&atilde;o das rotas dos caminh&otilde;es de coleta de res&iacute;duos, que s&atilde;o tra&ccedil;adas por UP&rsquo;s. Ainda de acordo com a PBH, a regional Centro-Sul possui 49 bairros repartidos entre 13 Unidades de Planejamento.</p>     <p>A hist&oacute;ria da regi&atilde;o Centro-Sul, segundo os documentos hist&oacute;ricos da PBH, confunde-se com a cria&ccedil;&atilde;o da capital mineira em 1891. Como mostra Silva (2008), o tra&ccedil;ado inicial da cidade foi planejado e limitava-se a &aacute;rea interna &agrave; avenida do Contorno. Com o passar do tempo e o crescimento populacional, a cidade gradativamente expandiu-se para al&eacute;m dessa avenida. Os bairros do Centro, localizados dentro da Avenida do Contorno foram os primeiros a serem planejados, constru&iacute;dos e ocupados. A partir da&iacute;, o crescimento de Belo Horizonte se deu a leste, a oeste e ao norte, para mais tarde se conurbar &agrave;s cidades vizinhas e permitir, na d&eacute;cada de 1970, a cria&ccedil;&atilde;o de uma Regi&atilde;o Metropolitana.</p>     <p>A regi&atilde;o Centro-Sul sempre concentrou o com&eacute;rcio e os servi&ccedil;os da cidade. A partir da d&eacute;cada de 80, esse fato se acentuou ainda mais quando um dos seus maiores bairros residenciais &ndash; &nbsp;Savassi &ndash; foi se tornando tamb&eacute;m uma &aacute;rea comercial. Com isso, os im&oacute;veis destinados &agrave; habita&ccedil;&atilde;o se converteram em edif&iacute;cios destinados ao comercio e, por consequ&ecirc;ncia, houve um decr&eacute;scimo da popula&ccedil;&atilde;o dentro da &aacute;rea da Avenida do Contorno (Belo Horizonte, 2008). A partir de ent&atilde;o, a regi&atilde;o se consolidou como refer&ecirc;ncia comercial, financeira e pol&iacute;tica de grande parte do Estado, apresentando quase 40% dos im&oacute;veis n&atilde;o residenciais do mun&iacute;cipio (Silva, 2008)</p>     <p>Em todo o Brasil, segundo Silva e Travassos (2008), o processo de crescimento urbano acelerado levou ao desenvolvimento de aglomerados e assentamentos a partir da ocupa&ccedil;&atilde;o de &aacute;reas de risco e &aacute;reas de preserva&ccedil;&atilde;o ambiental. Em Belo Horizonte esse processo teve in&iacute;cio ainda nos anos 30 quando os trabalhadores, trazidos para a constru&ccedil;&atilde;o da capital, n&atilde;o puderam retornar ao interior e criaram as primeiras vilas. Com a expans&atilde;o comercial da regi&atilde;o da Savassi o processo migrat&oacute;rio foi acentuado. Muitos migrantes, como n&atilde;o conseguiam ocupar as &aacute;reas nobres destinadas &agrave; habita&ccedil;&atilde;o, ocuparam as vertentes do bairro Serra e a regi&atilde;o da Barragem Santa L&uacute;cia. A regi&atilde;o &eacute; complexa em termos de gest&atilde;o urbana. Convivem ali um grande conjunto de favelas, &aacute;reas de prote&ccedil;&atilde;o ambiental, bairros de classe m&eacute;dia-alta e atividades de minera&ccedil;&atilde;o (Silva, 2008). Essa complexidade &eacute; vislumbrada no mapa da <a href="#f2">figura 2</a>.</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="f2">     <p><img src="/img/revistas/got/n10/n10a16f2.gif"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>Para a regional Centro-Sul, convergem de forma pendular, os fluxos de pessoas e mercadorias da Regi&atilde;o Metropolitana de Belo Horizonte, assim como aponta o do Plano de Mobilidade Sustent&aacute;vel de Belo Horizonte (Belo Horizonte, 2014). Apesar do predom&iacute;nio do com&eacute;rcio e servi&ccedil;os, &nbsp;tamb&eacute;m h&aacute; bairros residenciais e mistos.</p>     <p>Outro bairro, com caracter&iacute;sticas peculiares&nbsp; na regional, &eacute; o bairro Santa Efig&ecirc;nia, que se destaca como polo dos servi&ccedil;os de sa&uacute;de de toda RMBH. Ao sul da regional tamb&eacute;m s&atilde;o encontradas algumas &aacute;reas depreserva&ccedil;&atilde;o ambiental. A regional Centro-Sul n&atilde;o det&eacute;m &aacute;reas de car&aacute;ter industrial. <br /> </p> <ul>     ]]></body>
<body><![CDATA[<li><b><i>Caracteriza&ccedil;&atilde;o Demogr&aacute;fica e Socioecon&ocirc;mica</i></b></li>     </ul>     <p>Enquanto a PBH divide as regionais em Unidades de Planejamento para facilitar a gest&atilde;o, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estat&iacute;stica (IBGE), as divide em &Aacute;reas de Pondera&ccedil;&atilde;o &ndash; AP &ndash; para facilitar a realiza&ccedil;&atilde;o dos censos demogr&aacute;ficos. Ao total, a regional Centro-Sul est&aacute; dividia em 9 AP&rsquo;s. De acordo com o Censo Demogr&aacute;fico de 2010, elaborado pelo &oacute;rg&atilde;o, a regional det&eacute;m cerca de 283.085 pessoas residentes, em 103.166 domic&iacute;lios (Brasil, 2010) &nbsp;</p>     <p>Dados censit&aacute;rios s&atilde;o extremamente importantes para criar um sistema de coleta de res&iacute;duos s&oacute;lidos (Brasil, 2011). Saber a quantidade de popula&ccedil;&atilde;o &eacute; importante para determinar a quantidade total m&eacute;dia de res&iacute;duos gerados diariamente numa &aacute;rea e, com isso, &eacute; poss&iacute;vel ser mais preciso ao dimensionar aterros, esta&ccedil;&otilde;es de transbordo e sistemas de tratamento. J&aacute; dados referentes a quantidade e densidade de domic&iacute;lios por &aacute;rea podem ser &uacute;teis ao tra&ccedil;ar as rotas de caminh&otilde;es coletores. Por fim, dados sobre a renda de uma regi&atilde;o auxiliam na caracteriza&ccedil;&atilde;o econ&ocirc;mica e qualquer altera&ccedil;&atilde;o no padr&atilde;o de renda, modifica o padr&atilde;o de consumo, que est&aacute; diretamente relacionado ao volume e &agrave; composi&ccedil;&atilde;o gravim&eacute;trica da massa de res&iacute;duos ali gerada.</p>     <p>Os dados de densidade demogr&aacute;fica, densidade domiciliar e densidade de domic&iacute;lios foram reunidos e podem ser vistos na <a href="#t1">tabela 1</a>, que tamb&eacute;m disp&otilde;e de dados socioecon&ocirc;micos referentes &agrave; renda, em reais. Ao cruzar essas informa&ccedil;&otilde;es em um ambiente SIG, como representado nas figuras abaixo, se torna claro que as regi&otilde;es com menor renda m&eacute;dia (<a name="f3"><a href="/img/revistas/got/n10/n10a16f3.gif">Figura 3-A<a/>) s&atilde;o aquelas que possuem tamb&eacute;m a maior densidade demogr&aacute;fica (<a name="f3"><a href="/img/revistas/got/n10/n10a16f3.gif">Figura 3-B<a/>), que s&atilde;o as &aacute;reas do Aglomerado Serra e Vila Barragem Santa L&uacute;cia.</p>     
<p>&nbsp;</p> <a name="t1">     <p><img src="/img/revistas/got/n10/n10a16t1.gif"></p>     
<p>&nbsp;</p> <ul>     <li><b><i>Caracteriza&ccedil;&atilde;o Sanit&aacute;ria e dos Servi&ccedil;os de Limpeza Urbana</i></b></li>     </ul>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Em rela&ccedil;&atilde;o ao saneamento, a Regional Centro-Sul apresenta &iacute;ndices consideravelmente satisfat&oacute;rios quando comparados &agrave; situa&ccedil;&atilde;o nacional. O sistema de abastecimento de &aacute;gua abrange 99.8% das resid&ecirc;ncias e 99% delas possuem no m&iacute;nimo um banheiro interno. Contudo, enquanto a grande maioria dos bairros apresentam percentagens acima de 80% na coleta de esgotos, h&aacute; lugares onde esse &iacute;ndice se apresenta na casa dos 70% de acordo com o Plano Municipal de Saneamento (Belo Horizonte, 2010).</p>     <p>A situa&ccedil;&atilde;o da drenagem urbana, no entanto, &eacute; mais preocupante. Belo Horizonte &eacute; marcada pelas constantes inunda&ccedil;&otilde;es e alagamentos no ver&atilde;o. Somente na regi&atilde;o Centro-Sul a prefeitura registrou 65 ocorr&ecirc;ncias desses casos entre 2010 e 2014, como afirma o Plano Municipal de Saneamento (2014). A explica&ccedil;&atilde;o para isso &eacute; a soma dos fatos hist&oacute;ricos em que a constru&ccedil;&atilde;o da cidade n&atilde;o respeitou a malha hidrogr&aacute;fica natural, aliado ao fato da exist&ecirc;ncia de in&uacute;meras liga&ccedil;&otilde;es clandestinas de esgoto e deposi&ccedil;&atilde;o ilegal de lixo nos sistemas coletores.&nbsp; Na tentativa de resolver o problema a prefeitura desenvolveu a&ccedil;&otilde;es estruturais na regi&atilde;o como as obras de recupera&ccedil;&atilde;o da Barragem Santa L&uacute;cia e a recupera&ccedil;&atilde;o de Nascentes no Aglomerado Serra. A&ccedil;&otilde;es n&atilde;o estruturais tamb&eacute;m s&atilde;o desenvolvidas constantemente como programas de educa&ccedil;&atilde;o sanit&aacute;ria em centros de sa&uacute;de p&uacute;blica e a limpeza de c&oacute;rregos e de bocas-de-lobo (Belo Horizonte, 2010).</p>     <p>Conforme aferido em entrevista com os funcion&aacute;rios da superintend&ecirc;ncia de limpeza, a deposi&ccedil;&atilde;o ilegal de res&iacute;duos tamb&eacute;m ocorre em lotes vagos, principalmente os de dom&iacute;nio p&uacute;blico localizados em bairros de classes m&eacute;dia e baixa. A limpeza de alguns desses lotes, bem como a limpeza de c&oacute;rregos e bueiros &eacute; um servi&ccedil;o oferecido pela SLU, por&eacute;m de forma terceirizada.&nbsp; Infelizmente, a prefeitura n&atilde;o conhece o n&uacute;mero total de lotes baldios no munic&iacute;pio, muito menos conhece todos aqueles terrenos que foram transformados em bota-foras e, por consequ&ecirc;ncia, tamb&eacute;m desconhece a quantidade de lixo armazenada nesses espa&ccedil;os. Desses locais, na regi&atilde;o Centro-Sul, os poucos conhecidos e que s&atilde;o higienizados contribu&iacute;ram, em 2014, com 11.078kg de res&iacute;duos para o sistema de coleta, de acordo com o relat&oacute;rio t&eacute;cnico divulgado pela SLU em 2015.</p>     <p>Esses terrenos se tornam tamb&eacute;m um elemento gerador de altos impactos ambientais uma vez que o lixo ali depositado contribui para a contamina&ccedil;&atilde;o de corpos d&rsquo;&aacute;gua, assoreamento, enchentes, prolifera&ccedil;&atilde;o de vetores transmissores de doen&ccedil;as (Mucellin, 2007). Os impactos s&atilde;o t&atilde;o preocupantes, que em 2007, o Plano Diretor de Desenvolvimento Integrado &ndash; PDDI, realizado pela Regi&atilde;o Metropolitana de Belo Horizonte &ndash; RMBH, levantou a taxa de lotes vagos em toda sua jurisdi&ccedil;&atilde;o. O PDDI tamb&eacute;m apresentou propostas para a gest&atilde;o integrada de diversos temas, entre eles a gest&atilde;o territorial e a gest&atilde;o de res&iacute;duos s&oacute;lidos (Minas Gerais, 2011).</p>     <p>Ainda segundo os funcion&aacute;rios da SLU, os servi&ccedil;os oferecidos pela superintend&ecirc;ncia municipal s&atilde;o em quase sua totalidade terceirizados por meio de editais de licita&ccedil;&atilde;o. O &uacute;ltimo contrato para a regi&atilde;o, referente ao bi&ecirc;nio 2014-2015 foi estimado em cerca de 2.9 milh&otilde;es de reais, segundo a SLU em 2014. Somente dois servi&ccedil;os n&atilde;o s&atilde;o contemplados nessa terceiriza&ccedil;&atilde;o: coleta, transporte e disposi&ccedil;&atilde;o dos res&iacute;duos hospitalares e parte da varri&ccedil;&atilde;o de vias e espa&ccedil;os p&uacute;blicos.</p>     <p>De acordo com a Pol&iacute;tica Nacional de Res&iacute;duos S&oacute;lidos (2010), a responsabilidade da destina&ccedil;&atilde;o final dos res&iacute;duos de sa&uacute;de &eacute; obriga&ccedil;&atilde;o exclusiva de seus geradores, isso faz com que a SLU assuma a responsabilidade sobre os res&iacute;duos gerados em hospitais, postos de sa&uacute;de, farm&aacute;cias e centros comunit&aacute;rios de jurisdi&ccedil;&atilde;o municipal. De acordo com os &uacute;ltimos relat&oacute;rios dos servi&ccedil;os de limpeza foram coletadas, em 2014, 8.538,74 toneladas de res&iacute;duos do servi&ccedil;os de sa&uacute;de na regional Centro-Sul, uma parcela correspondente a 92% do total do munic&iacute;pio e cujo peso se deve &agrave; regi&atilde;o hospitalar do bairro Santa Efig&ecirc;nia. Atualmente esses res&iacute;duos s&atilde;o aterrados na &uacute;ltima c&eacute;lula dispon&iacute;vel do aterro sanit&aacute;rio da Central de Triagem de Res&iacute;duos da BR-040.</p>     <p>A tarefa de varri&ccedil;&atilde;o promove atividades para ajuntar, acondicionar e remover os res&iacute;duos lan&ccedil;ados nos logradouros pela a&ccedil;&atilde;o humana ou por causas naturais. De acordo com o Plano Municipal de Saneamento (2014), o servi&ccedil;o se d&aacute; de forma manual ou mecanizada englobando sarjetas, cal&ccedil;adas e &aacute;reas p&uacute;blicas em aproximadamente 95% da extens&atilde;o das vias urbanas pavimentadas. A frequ&ecirc;ncia da limpeza &eacute; de no m&iacute;nimo duas vezes por semana, chegando a ser di&aacute;ria em algumas &aacute;reas como a zona hipercentral, que &eacute; parte da regi&atilde;o Centro-Sul, conforme relatado por Assis (2012).</p>     <p>Apesar de uma frequ&ecirc;ncia alta, ainda &eacute; poss&iacute;vel ver dejetos e poeira nas ruas e avenidas do Centro. A atividade de varri&ccedil;&atilde;o encontra nessa &aacute;rea um complicado entrave: intensos, &aacute;s vezes ca&oacute;ticos, fluxos de pessoas e ve&iacute;culos provenientes de toda regi&atilde;o metropolitana. Esses fluxos al&eacute;m de trazerem consigo grandes volumes de res&iacute;duos, o que torna necess&aacute;rio uma elevada frequ&ecirc;ncia de limpeza, ainda comprometem a seguran&ccedil;a dos trabalhadores do sistema.</p>     <p>Enquanto a varri&ccedil;&atilde;o manual &eacute; realizada diretamente pela SLU, a varri&ccedil;&atilde;o mec&acirc;nica &eacute; terceirizada, bem como a coleta, transporte e disposi&ccedil;&atilde;o final adequada de res&iacute;duos domiciliares, do com&eacute;rcio e da constru&ccedil;&atilde;o civil al&eacute;m do transporte dos materiais recicl&aacute;veis e da manuten&ccedil;&atilde;o dos equipamentos de limpeza. Isso faz com que uma &uacute;nica empresa seja respons&aacute;vel por uma gama de servi&ccedil;os muito grande e necessite de um s&oacute;lido sistema de gest&atilde;o.</p>     <p>A complexidade da regi&atilde;o reafirma esse preceito, uma vez que dentro da regional existem quatro sistemas de coleta diferentes: o sistema porta a porta convencional; o sistema de coleta seletiva porta a porta, parcialmente em alguns bairros, apenas para recicl&aacute;veis (papel, metal, pl&aacute;stico e vidro); o sistema de entrega volunt&aacute;ria em alguns dos bairros e o sistema especial em &aacute;reas de vilas e aglomerados. Ao total, 93.72% das resid&ecirc;ncias da regi&atilde;o s&atilde;o atendidas por algum deles. Apesar disso h&aacute; uma grande disparidade espacial, enquanto h&aacute; bairros com 100% de resid&ecirc;ncias atendidas, existem outros com somente 40% de atendimento, de acordo com a SLU (2015) . Observa-se que quando esses dados s&atilde;o cruzados com as estimativas socioecon&ocirc;micos apontam para maiores deficits nas regi&otilde;es mais fr&aacute;geis socialmente, como a Vila Barragem Santa L&uacute;cia e o bairro Santana do Cafezal, o que ressalta ainda mais essa disparidade.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Paradoxalmente, os bairros nobres do Santo Agostinho e do Lourdes apresentam uma coleta do tipo porta a porta abaixo da m&eacute;dia. Essa consequ&ecirc;ncia se deve h&aacute; outra causa: a zona possui um tr&aacute;fego condensado em um sistema de tr&acirc;nsito constitu&iacute;do por muitas vias de m&atilde;o &uacute;nica, o que torna o tra&ccedil;ado das rotas dos caminh&otilde;es para atingir todos os edif&iacute;cios algo muito complexo. Apesar disso, a &aacute;rea &eacute; contemplada com o sistema de entrega volunt&aacute;ria, possui equipamentos para a coleta seletiva e aqueles edif&iacute;cios que n&atilde;o recebem o servi&ccedil;o porta a porta n&atilde;o est&atilde;o localizados muito distantes das rotas dos caminh&otilde;es coletores. Sendo assim, mesmo estando abaixo da m&eacute;dia regional, esses bairros possuem um sistema considerado eficiente pela SLU.</p>     <p>A coleta porta a porta convencional de res&iacute;duos &eacute; efetuada prioritariamente por caminh&otilde;es coletores compactadores, acompanhados por guarni&ccedil;&atilde;o composta de um motorista e quatro coletores. Ao total rodam 141 ve&iacute;culos em 246 itiner&aacute;rios de coleta, com frequ&ecirc;ncia di&aacute;ria ou em dias alternados, e sempre no per&iacute;odo noturno. Os caminh&otilde;es da coleta convencional s&atilde;o encaminhados para a esta&ccedil;&atilde;o de transbordo, localizada na CTR da rodovia BR-040. Ali, os residuos s&atilde;o triados, acondicionados em caminh&otilde;es maiores e, posteriormente, levados para o aterro de Maca&uacute;bas, no munic&iacute;pio de Sabar&aacute;, na regi&atilde;o metropolitana (Assis, 2012).</p>     <p>A coleta seletiva &eacute; realizada em caminh&atilde;o ba&uacute;, caminh&atilde;o compactador ou ve&iacute;culo utilit&aacute;rio. Os residuos da coleta seletiva s&atilde;o encaminhados &nbsp;&agrave;s cooperativas cadastradas pela prefeitura. Silva (2008) demonstrou que a regional &eacute; a que detem o maior potencial percentual de produ&ccedil;&atilde;o de recicl&aacute;veis na cidade. Contudo, Assis (2012) afirma que esse potencial n&atilde;o &eacute; aproveitado, uma vez que correspode a no m&aacute;ximo 0,5% do total de res&iacute;duos produzidos. Parreira (2010), por sua vez, reafirma a necessidade de ampliar o servi&ccedil;o, que n&atilde;o gera o mesmo passivo ambiental da deposi&ccedil;&atilde;o dos res&iacute;duos em aterros, permite economizar energia e mat&eacute;rias primas n&atilde;o renov&aacute;veis e ainda contribui com a gera&ccedil;&atilde;o de empregos e a inclus&atilde;o social de muitos trabalhadores.</p>     <p>Uma parte dos materiais recicl&aacute;veis &eacute; recolhida porta a porta, enquanto outra &eacute; coletada nos chamados Locais de Entrega Volunt&aacute;ria - LEV&rsquo;s que s&atilde;o mostradas na <a href="#f4">figura 4</a>. As LEV&rsquo;s tamb&eacute;m t&ecirc;m capacidade para recolher pilhas e baterias, contudo s&atilde;o subutilizadas. A regional Centro-Sul dispunha de 21 pontos at&eacute; 2010, quando a prefeitura decidiu fechar alguns desses pontos devido &agrave; depreda&ccedil;&atilde;o, m&aacute; utiliza&ccedil;&atilde;o dos cont&ecirc;ineres ou reivindica&ccedil;&otilde;es de moradores ou comerciantes que alegavam a incompatibilidade do equipamento com o meio urbano. At&eacute; o in&iacute;cio de 2016, a Regi&atilde;o contava apenas com 11 pontos. Todas elas recolhem vidro, mas somente uma est&aacute; habilitada para receber pl&aacute;stico, metal e papel.</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="f4">     <p><img src="/img/revistas/got/n10/n10a16f4.gif"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>O mau uso dos cont&ecirc;ineres ocorre quando h&aacute; mistura de materiais ou deposi&ccedil;&atilde;o de mat&eacute;rias n&atilde;o recicl&aacute;veis contaminando os recicl&aacute;veis, o que reflete desconhecimento da popula&ccedil;&atilde;o sobre a fun&ccedil;&atilde;o dos equipamentos. As depreda&ccedil;&otilde;es de LEV&rsquo;s e lixeiras s&atilde;o puros atos de vandalismo e constituem um dos maiores problemas da regional Centro-Sul. <br /> De acordo os gestores da SLU, o grande empecilho para que se aumentem os servi&ccedil;os de coleta seletiva &eacute; encontrar locais que recebam e tratem esses materiais. Atualmente, os materiais coletados nas LEV&rsquo;s e pela coleta seletiva porta a porta s&atilde;o encaminhados para duas cooperativas de catadores: a ASMARE &ndash; Associa&ccedil;&atilde;o dos Catadores de Papel, Papel&atilde;o e Material Reaproveit&aacute;vel e a ASSOCIRECICLE &ndash; Associa&ccedil;&atilde;o dos Recicladores de Belo Horizonte. Devido a quest&otilde;es econ&ocirc;micas, pol&iacute;ticas e gerenciais, as duas cooperativas que atuam em parceria com a SLU n&atilde;o conseguem aumentar suas capacidades de tratamento. As mesmas dificuldades tamb&eacute;m impedem a SLU de fechar parcerias com outras entidades.</p>     <p>Outro equipamento de limpeza urbana utilizado no sistema de coleta por entrega volunt&aacute;ria &eacute; a Unidade de Recebimento de Pequenos Volumes &ndash; URPV. &Eacute; um local dotado de baias ou ca&ccedil;ambas em que a prefeitura recebe materiais como pneus inserv&iacute;veis, res&iacute;duos da constru&ccedil;&atilde;o civil, podas de &aacute;rvores, l&acirc;mpadas, eletr&ocirc;nicos e outros materiais que ser&atilde;o encaminhados para a correta destina&ccedil;&atilde;o final ou recupera&ccedil;&atilde;o. A regi&atilde;o Centro-Sul conta com apenas duas URPV&rsquo;s, que recolhem cerca de 6.200 toneladas de res&iacute;duos por ano, de acordo com a SLU(2015).Apenas duas URPV&rsquo;s para atender uma regi&atilde;o t&atilde;o extensa n&atilde;o &eacute; o bastante para atender a demanda pelo servi&ccedil;o &nbsp;e o reflexo disso &eacute; o surgimento de &ldquo;bota-foras&rdquo;, locais clandestinos de disposi&ccedil;&atilde;o de res&iacute;duos, em &aacute;reas onde esses equipamentos n&atilde;o est&atilde;o presentes. A prefeitura alega que para a implanta&ccedil;&atilde;o de mais URPV&rsquo;s necessita de terrenos e estes s&atilde;o escassos em uma regi&atilde;o t&atilde;o urbanizada. Tal fato &eacute; question&aacute;vel uma vez que a pr&oacute;pria SLU &eacute; respons&aacute;vel pela limpeza de 78 &aacute;reas p&uacute;blicas e 33 lotes particulares transformados em bota-foras, de acordo com o pr&oacute;prio Plano Municipal de Saneamento de 2014.</p>     <p>Ligado &agrave;s URPVs, existe o Programa &ldquo;Carroceiros&rdquo;, que autoriza pessoas em carro&ccedil;as, tracionadas por cavalos ou burros, a transportarem res&iacute;duos de resid&ecirc;ncias ou com&eacute;rcio at&eacute; as URPVs. Criado na d&eacute;cada de 90, o Programa foi uma tentativa de diminuir as disposi&ccedil;&otilde;es clandestinas, em grande parte, feitas pelos pr&oacute;prios carroceiros e inser&iacute;-los como agentes participantes da Limpeza da cidades. Esse Programa &eacute; muito pol&ecirc;mico na cidade, especialmente, pelas den&uacute;ncias de maltrato aos animais.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Os agentes da superintend&ecirc;ncia de limpeza urbana relatam que os as URPVs apesar de serem equipamentos que possuem um grande contribui&ccedil;&atilde;o na destina&ccedil;&atilde;o de res&iacute;duos de constru&ccedil;&atilde;o civil, podas e outros, h&aacute; em geral, uma inaceitabilidade pela popula&ccedil;&atilde;o. Os equipamentos, muitas vezes, n&atilde;o s&atilde;o bem vistos &nbsp;e n&atilde;o comp&otilde;e adequadamente o ambiente urbano. Muitos populares tamb&eacute;m se incomodam com a presen&ccedil;a dos cavalos dos carroceiros, reclamam da polui&ccedil;&atilde;o visual, mal cheiro e surgimento de roedores, que s&atilde;o atra&iacute;dos quando os res&iacute;duos n&atilde;o s&atilde;o bem acondicionados e est&atilde;o contaminados com material org&acirc;nico.</p>     <p>J&aacute; a coleta domiciliar em vilas e favelas, devido &agrave;s dif&iacute;ceis condi&ccedil;&otilde;es de acesso e tr&aacute;fego dos ve&iacute;culos, impostas por essa realidade, t&ecirc;m representado desafios ao poder p&uacute;blico para presta&ccedil;&atilde;o regular do servi&ccedil;o de limpeza urbana. A coleta domiciliar porta a porta nessas regi&otilde;es tamb&eacute;m &eacute; efetuada com caminh&otilde;es compactadores, de tamanho convencional ou reduzido, nas vias que apresentam condi&ccedil;&otilde;es para o tr&aacute;fego. Em alguns becos, devido &agrave;s condi&ccedil;&otilde;es de largura e declividade, a coleta &eacute; feita com carrinhos de m&atilde;o conduzidos pelos chamados &ldquo;agentes comunit&aacute;rios de limpeza urbana&rdquo; &ndash; ACLU&rsquo;s (Belo Horizonte, 2014).</p>     <p>Esses trabalhadores s&atilde;o pessoas da pr&oacute;pria comunidade contratadas e instru&iacute;das pela SLU em parceria com os centros de sa&uacute;de da regi&atilde;o. Eles realizam a coleta no per&iacute;odo diurno, diariamente ou tr&ecirc;s vezes por semana em dias alternados (Belo Horizonte, 2014). O programa que os abrange cumpre uma fun&ccedil;&atilde;o de inclus&atilde;o social e leva empregos a zonas extremamente fr&aacute;geis, por&eacute;m apresenta falhas uma vez que conceitos como a coleta seletiva n&atilde;o s&atilde;o efetivamente trabalhados.</p>     <p>Quanto &agrave; composi&ccedil;&atilde;o gravim&eacute;trica dos res&iacute;duos, a &uacute;ltima realizada para o munic&iacute;pio em 2007 e apresentada no Plano Municipal de Saneamento de 2014, registrou que os res&iacute;duos da regional Centro-Sul s&atilde;o compostos em m&eacute;dia por 57% de material org&acirc;nico. A explica&ccedil;&atilde;o para o fato, est&aacute; na presen&ccedil;a dos grandes mercados, feiras e hortifrutigranjeiros, al&eacute;m da incont&aacute;vel quantidade de estabelecimentos como restaurantes, bares e lanchonetes que servem o centro comercial da cidade. Esses res&iacute;duos geralmente s&atilde;o encaminhados ao aterro Maca&uacute;bas como lixo comum, desprezando seu potencial de reciclagem. O programa de compostagem existente na cidade n&atilde;o consegue reciclar nem 1 % dos res&iacute;duos org&acirc;nicos gerados como apresentou Silva (2008), al&eacute;m do que, a unidade de compostagem, localizada na CTR BR-040, trabalha 50% abaixo da sua capacidade segundo os funcion&aacute;rios da SLU. O programa recolhe res&iacute;duos org&acirc;nicos de aproximadamente 40 estabelecimentos comerciais e feiras, cadastrados pela prefeitura.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>3.2. Avalia&ccedil;&atilde;o S.W.O.T.</b></p>     <p>Ap&oacute;s a realiza&ccedil;&atilde;o do diagn&oacute;stico territorial, socioecon&ocirc;mico e dos servi&ccedil;os de limpeza urbana, foi realizada, a partir da <a href="#t2">tabela 2</a>, a an&aacute;lise das for&ccedil;as, fraquezas, oportunidades e amea&ccedil;as (SWOT) existentes em rela&ccedil;&atilde;o ao sistema de gest&atilde;o de res&iacute;duos s&oacute;lidos da regi&atilde;o Centro-Sul. A an&aacute;lise constitui uma s&iacute;ntese da caracteriza&ccedil;&atilde;o feita e pode auxiliar na formula&ccedil;&atilde;o de propostas estrat&eacute;gicas e na otimiza&ccedil;&atilde;o da capacidade do sistema de gerenciamento de res&iacute;duos urbanos.</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="t2">     <p><img src="/img/revistas/got/n10/n10a16t2.gif"></p>     
<p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Tanto a an&aacute;lise SWOT, quanto o georeferenciamento tem sido propostos como ferramentas v&aacute;lidas na tomada de decis&atilde;o na gest&atilde;o de res&iacute;duos. Alguns exemplos de suas diversas utiliza&ccedil;&otilde;es s&atilde;o: an&aacute;lise sobre a inser&ccedil;&atilde;o das cooperativas na gest&atilde;o de res&iacute;duos s&oacute;lidos de Bogot&aacute; (Mart&iacute;nez; Pi&ntilde;a, 2015); a elabora&ccedil;&atilde;o do Plano Municipal de Gest&atilde;o de Res&iacute;duos de Lisboa (Lisboa, 2016); estrat&eacute;gicas para integra&ccedil;&atilde;o da gest&atilde;o ambiental na regi&atilde;o metropolitana de Tehran (Pourkarimi, et al., 2016); uso de SIG no gerenciamento de res&iacute;duos s&oacute;lidos (Marriapan e Selvi, 2015; Gallardo et al., 2014; Ornelas, 2011); SIG no monitoramento da distribui&ccedil;&atilde;o de res&iacute;duos de constru&ccedil;&atilde;o civil e identifica&ccedil;&atilde;o de &aacute;reas para destina&ccedil;&atilde;o e reciclagem (Wu et al., 2015).</p>     <p>Atrav&eacute;s da an&aacute;lise SWOT e do memorial cartogr&aacute;fico pode-se reunir as diversas informa&ccedil;&otilde;es dispon&iacute;veis a respeito da gest&atilde;o de res&iacute;duos s&oacute;lidos na regional Centro-Sul, permitindo um exame das for&ccedil;as e fraquezas internas do sistema, bem como suas oportunidades de crescimento e as amea&ccedil;as externas que podem interferir. Com base nessa an&aacute;lise, foram propostas algumas estrat&eacute;gias para maximizar os pontos fortes e as oportunidades, minimizando as defici&ecirc;ncias, causadas pelas fraquezas, e os impactos, que podem ser causados pelas amea&ccedil;as.</p>     <p><b><i>&nbsp;</i></b></p>     <p><b><i>For&ccedil;as</i></b></p>     <p>Por ser um polo comercial e de servi&ccedil;os, a regional Centro-Sul pode vir a ser um n&uacute;cleo impulsionador de novas propostas para otimizar a gest&atilde;o de res&iacute;duos na cidade. O setor comercial e de servi&ccedil;os sempre tem um poder pol&iacute;tico significativo de maneira formal (legislativo) e informal nas cidades, especialmente por movimentar a economia local. Al&eacute;m disso, outra caracter&iacute;stica importante, &eacute; o fluxo de pessoas muito acima do que ocorre em outras regionais. Obviamente, a gera&ccedil;&atilde;o de res&iacute;duos &eacute; impactada, mas ao mesmo tempo, programas e campanhas educativas ali desenvolvidas podem influenciar os trabalhadores e transeuntes e, consequentemente, repercutir em outras localidades..</p>     <p>Como os sistemas de coleta s&atilde;o abrangentes e j&aacute; bem estabelecidos, &eacute; poss&iacute;veldetectar mais facilmente os gargalos existentes em compara&ccedil;&atilde;o a outras regionais. Os programas de coleta seletiva, onde existentes, tem boa aceita&ccedil;&atilde;o pela popula&ccedil;&atilde;o, inclusive, sua expans&atilde;o &eacute; pleiteada pela popula&ccedil;&atilde;o.</p>     <p><b><i>Fraquezas</i></b></p>     <p>No entanto, as &aacute;reas de maior fragilidade econ&ocirc;mica e social, associados aos problemas de infra-estrutura e de seguran&ccedil;a, &eacute; uma das fraquezas identificadas na regional. Programas espec&iacute;ficos de limpeza urbana n&atilde;o podem estar desvinculado das demais melhorias que precisam ser implantadas nessas &aacute;reas, o que demanda tempo e, especialmente, pol&iacute;ticas p&uacute;blicas espec&iacute;ficas a fim de diminuir as desigualdades internas. &nbsp;Outras fraquezas detectadas est&atilde;o relacionadas &agrave;s problemas do sistema de gest&atilde;o de res&iacute;duos do munic&iacute;pio como o todo, ou seja, afeta todas as demais regionais, como a falta de dados sobre a composi&ccedil;&atilde;o e do quantitativo gerado, em &eacute;pocas do ano e por geradores espec&iacute;ficos (domic&iacute;lios, com&eacute;rcio, equipamento p&uacute;blicos etc); a precariedade dos equipamentos p&uacute;blicos existentes (LEV&rsquo;s e URPV&rsquo;s) e falta de informa&ccedil;&atilde;o e sensibiliza&ccedil;&atilde;o sobre suas fun&ccedil;&otilde;es e, a crescente gera&ccedil;&atilde;o de res&iacute;duos na cidade anualmente.</p>     <p><b><i>Oportunidades</i></b></p>     <p>As oportunidades s&atilde;o in&uacute;meras a longo prazo, desde que as fraquezas e amea&ccedil;as sejam sanadas. Em rela&ccedil;&atilde;o as duas das fraquezas apontadas: LEV&rsquo;s e URPV&rsquo;s subutilizadas ou escassas e, &aacute;s vezes, que n&atilde;o se integram ao meio urbano de forma aceit&aacute;vel pela popula&ccedil;&atilde;o, &eacute; proposto, atrav&eacute;s das ferramentas de cartografia, o planejamento da instala&ccedil;&atilde;o de novas unidades em pontos estrat&eacute;gicos da regi&atilde;o, com massiva campanha de sensibiliza&ccedil;&atilde;o.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>LEV&rsquo;s devem existir em todos os bairros, preferencialmente nos centros comerciais, encurtando a dist&acirc;ncia de deslocamento para todas as pessoas. Sugere-se que as LEV&rsquo;s fechadas devem ser reabertas e todas elas devem estar habilitadas para receber v&aacute;rios tipos de materiais e n&atilde;o somente vidro, como &eacute; atualmente. Novas URPV&rsquo;s devem ser localizadas pr&oacute;ximas a bairros que tenham maiores demandas pelo recolhimento de res&iacute;duos coletados por elas, como &eacute; o caso do Aglomerado da Serra.&nbsp; Outra constata&ccedil;&atilde;o foi que as LEV&rsquo;s n&atilde;o apresentam nenhuma informa&ccedil;&atilde;o de como utiliz&aacute;-los corretamente. Logo, &nbsp;uma medida simples, que pode ser eficiente para informar a popula&ccedil;&atilde;o, que utiliza os equipamentos, &eacute; dispor cartazes com instru&ccedil;&otilde;es de uso em cada cont&ecirc;iner. Segundo o Plano Diretor de Belo Horizonte (1996), um das diretrizes relativas ao meio ambiente &eacute; &ldquo;gerenciar e tratar os res&iacute;duos s&oacute;lidos gerados pelo Munic&iacute;pio, promovendo, inclusive, campanhas educativas e pol&iacute;ticas p&uacute;blicas que visem a contribuir com o reaproveitamento, a redu&ccedil;&atilde;o, a reutiliza&ccedil;&atilde;o e a reciclagem destes res&iacute;duos.&rdquo; Os programas de educa&ccedil;&atilde;o ambiental s&atilde;o imprescind&iacute;veis para melhorar a efici&ecirc;ncia de sistemas de gest&atilde;o de res&iacute;duos. As cidades de Mil&atilde;o e Ljubljana, s&atilde;o exemplos dos resultados positivos de campanhas educativas em diversas m&iacute;dias e diferentes modos de abordagem da popula&ccedil;&atilde;o (Vismara,2016; Gregoric, 2016).</p>     <p>Tamb&eacute;m num cen&aacute;rio mais pr&oacute;ximo, &eacute; poss&iacute;vel associar as pol&iacute;ticas municipais &agrave;s metropolitanas, especialmente pelo movimento de pessoas entre a regional Centro-Sul e os demais munic&iacute;pios da RMBH, como tamb&eacute;m salienta Assis (2012). Desta forma, atendendo o Plano Diretor de 1996, que especifica as diretrizes relativas &agrave; limpeza urbana: promover a articula&ccedil;&atilde;o do Munic&iacute;pio com a regi&atilde;o metropolitana no tocante a coleta, transporte, tratamento e destina&ccedil;&atilde;o final dos res&iacute;duos s&oacute;lidos; implantar programas especiais de coleta e destina&ccedil;&atilde;o final do lixo em &aacute;reas ocupadas por popula&ccedil;&atilde;o de baixa renda.</p>     <p>As cooperativas de reciclagem quando bem estruturadas, com infraestrutura moderna, organiza&ccedil;&atilde;o como microempresa, cumprimento da legisla&ccedil;&atilde;o trabalhista e assessoria t&eacute;cnica, s&atilde;o oportunidades de gera&ccedil;&atilde;o de trabalho e renda, especialmente, possibilitando maior inclus&atilde;o dos trabalhadores da reciclagem (catadores). A amplia&ccedil;&atilde;o da compostagem e/ou biometaniza&ccedil;&atilde;o, por sua vez, podem desviar grande parte dos res&iacute;duos org&acirc;nicos que s&atilde;o encaminhados ao aterro sanit&aacute;rio. Igualmente, s&atilde;o oportunidades de trabalho e renda, al&eacute;m da redu&ccedil;&atilde;o das externalidades ambientais causadas pela m&aacute; destina&ccedil;&atilde;o desses res&iacute;duos. Ademais, uma das diretrizes do Plano Diretor de Belo Horizonte &eacute;: o incentivo &agrave; industria de reciclagem, reaproveitamento e reutiliza&ccedil;&atilde;o de res&iacute;duos s&oacute;lidos (Belo Horizonte, 1996).</p>     <p><b><i>Amea&ccedil;as</i></b></p>     <p>Pode-se resumir as amea&ccedil;as, como sendo a manuten&ccedil;&atilde;o da situa&ccedil;&atilde;o vigente na regional e em todo o restante da cidade. Com a gera&ccedil;&atilde;o de res&iacute;duos per capita ascendendo e o sistema n&atilde;o se atualizando, o que atualmente compromete as melhorias e num futuro pr&oacute;ximo poder&aacute; agravar ainda mais a situa&ccedil;&atilde;o dos res&iacute;duos. N&atilde;o se pode deixar de considerar que, por tr&aacute;s dessas amea&ccedil;as, muitas vezes est&atilde;o as quest&otilde;es pol&iacute;ticas, que interferem na gest&atilde;o dos munic&iacute;pios. As mudan&ccedil;as pol&iacute;ticas e de estrat&eacute;gias que ocorrem a cada novo grupo pol&iacute;tico que assume o poder, &agrave;s vezes leva a desconsider investimentos e programas positivos em que seus antecessores investiram e, assim, &eacute; emperrada a continuidade de boas pr&aacute;ticas de gest&atilde;o. Uma estrat&eacute;gia importante que poder&aacute; auxiliar nesse aspecto, &eacute; a aprova&ccedil;&atilde;o do Plano Municipal de Res&iacute;duos S&oacute;lidos, em elabora&ccedil;&atilde;o no per&iacute;odo de 2014-2016. Desta forma, os gestores conhecer&atilde;o os objetivos e metas tra&ccedil;ados coletivamente e que expressam o pensamento da popula&ccedil;&atilde;o em geral, sobre como a gest&atilde;o de res&iacute;duos deve ser conduzida na cidade; por outro lado, os cidad&atilde;os poder&atilde;o fiscalizar melhor as a&ccedil;&otilde;es do governo local.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>4. Considera&ccedil;&otilde;es Finais</b></p>     <p>Toda a metodologia de diagn&oacute;stico e an&aacute;lise empregada deixa claro que a gest&atilde;o dos res&iacute;duos s&oacute;lidos na regi&atilde;o Centro-Sul &eacute; um grande desafio. O ordenamento territorial da regi&atilde;o deve atender as pessoas que ali residem e, ao mesmo tempo, compatibilizar fluxos e demandas de grande parte do Estado de Minas Gerais. Esta tarefa se torna ainda mais dif&iacute;cil quando a regi&atilde;o assume essas demandas externas, mas pouco compartilha as solu&ccedil;&otilde;es dos problemas com outras &aacute;reas.</p>     <p>Qualquer alternativa t&eacute;cnica proposta para o sistema deve ser permeada por um vi&eacute;s de integra&ccedil;&atilde;o da regi&atilde;o com outras regionais do munic&iacute;pio, outras cidades da regi&atilde;o metropolitana e com a participa&ccedil;&atilde;o mais intensa dos tr&ecirc;s n&iacute;veis de governo.&nbsp; Cabe tamb&eacute;m &agrave; prefeitura e &agrave; SLU aproveitar as oportunidades de integra&ccedil;&atilde;o. A Ag&ecirc;ncia de Desenvolvimento da Regi&atilde;o Metropolitana, atrav&eacute;s do PDDI, estimula metas, sugere alternativas e oferece subs&iacute;dios para que os munic&iacute;pios trabalhem de forma integrada os problemas relacionados aos res&iacute;duos s&oacute;lidos.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Essa oportunidade pode resolver grande parte das amea&ccedil;as. Observa-se que uma parte consider&aacute;vel da sujeira das vias e da subutiliza&ccedil;&atilde;o, e mesmo depreda&ccedil;&atilde;o, das lixeiras &eacute; promovida por pessoas n&atilde;o residentes na Centro-Sul. Pode-se criar a&ccedil;&otilde;es educativas especificamente para elas, obviamente, os programas de educa&ccedil;&atilde;o ambiental, devem ocorrer em toda a cidade e de forma continuada. Para viabilizar as campanhas &eacute; proposto que a SLU trabalhe em parcerias com mais escolas, igrejas, centros de sa&uacute;de, centros comunit&aacute;rios, al&eacute;m da abordagem porta a porta em domic&iacute;lios e estabelecimentos comerciais.</p>     <p>Ainda sobre esses equipamentos, duas fraquezas s&atilde;o apontadas: LEV&rsquo;s e URPV&rsquo;s subutilizadas ou escassas e, &aacute;s vezes, n&atilde;o se integram ao meio urbano de forma aceit&aacute;vel pela popula&ccedil;&atilde;o. A fim, de minimizar a primeira a cartografia possibilitou o planejamento da instala&ccedil;&atilde;o de novas unidades pontos estrat&eacute;gicos da regi&atilde;o. LEV&rsquo;s devem existir em todos os bairros, preferencialmente nos centros deles, encurtando a dist&acirc;ncia de deslocamento para todas as pessoas. Muitas das LEV&rsquo;s fechadas devem ser reabertas pois ainda s&atilde;o consideradas uteis e todas elas devem estar habilitadas para receber v&aacute;rios tipos de materiais e n&atilde;o somente vidro como &eacute; atualmente. Novas URPV&rsquo;s s&atilde;o previstas pr&oacute;ximas a bairros que tenham maiores demandas pelo recolhimento de res&iacute;duos coletados por elas, como &eacute; o caso do Aglomerado da Serra.&nbsp; A <a href="#f1">figura 5</a> traz um mapa que compara entre a situa&ccedil;&atilde;o atual desses equipamentos e os novos sugeridos. &nbsp;Outra constata&ccedil;&atilde;o foi que as LEV&rsquo;s n&atilde;o apresentam nenhuma informa&ccedil;&atilde;o de como utilizar corretamente os reservat&oacute;rios. Logo, uma medida simples que pode ser eficiente para informar a popula&ccedil;&atilde;o que utiliza os equipamentos &eacute; dispor carteis com instru&ccedil;&otilde;es de uso em cada baia.</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="f5">     <p><img src="/img/revistas/got/n10/n10a16f5.gif"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>Quanto a inaceitabilidade da popula&ccedil;&atilde;o &eacute; proposto buscar alternativas para o design dos equipamentos. Eles devem possuir um desenho moderno, que permita a composi&ccedil;&atilde;o paisag&iacute;stica e, ao mesmo tempo, sejam tecnicamente &uacute;teis, economicamente vi&aacute;veis e socialmente atraentes e higi&ecirc;nicos. Esta &uacute;ltima caracter&iacute;stica &eacute; essencial, pois &eacute; a partir do momento em que a popula&ccedil;&atilde;o se apropria adequadamente do equipamento urbano, que ele pode ser utilizado da melhor maneira poss&iacute;vel.</p>     <p>Um dos principais problemas para aumentar a rede de coleta de recicl&aacute;veis em Belo Horizonte &eacute; a falta de locais com infra-estrutura adequada para a destina&ccedil;&atilde;o desses materiais. Logo, antes de se propor aumentar a pr&aacute;tica da reciclagem, a SLU deve firmar parcerias com outras cooperativas, ou mesmo empresas do setor, que aceitem receber esses materiais.A coleta seletiva porta a porta &eacute; implementada em somente em alguns bairros, por&eacute;m ela pode ser implantada em mais locais com algumas adapta&ccedil;&otilde;es, como nas &aacute;reas de aglomerados onde existem os ACLU&rsquo;s. Nesses locais, a SLU pode instruir a popula&ccedil;&atilde;o a separar o lixo em tr&ecirc;s categorias simples: lixo de banheiro para ser aterrado, lixo org&acirc;nico para ser compostado e res&iacute;duos inorg&acirc;nicos secos para serem reciclados. Os agentes, ent&atilde;o, devem receber instru&ccedil;&otilde;es para acondicionar adequadamente esses materiais em seus carrinhos a fim de evitar a contamina&ccedil;&atilde;o. E por fim, dar a cada categoria, o destino adequado.</p>     <p>Quanto aos problemas da varri&ccedil;&atilde;o &eacute; proposto aumentar o percentual do servi&ccedil;o mecanizado e realizar fora do hor&aacute;rio de pico de trafego para garantir a efici&ecirc;ncia e a seguran&ccedil;a dos funcion&aacute;rios. Para o desconhecimento dos locais de bota-foras, cabe a SLU levantar esses dados e formular uma cartografia que permita fiscaliza&ccedil;&atilde;o e a higieniza&ccedil;&atilde;o desses locais que podem ser, inclusive, fontes de vetores de doen&ccedil;as como dengue e leptospirose.</p>     <p>Quanto aos problemas de esgotamento do aterro da rodovia BR040 para receber res&iacute;duos hospitalares e material org&acirc;nico outra vez a solu&ccedil;&atilde;o pode ser a integra&ccedil;&atilde;o com outras jurisdi&ccedil;&otilde;es. Vale lembrar que os servi&ccedil;os de sa&uacute;de e alimenta&ccedil;&atilde;o oferecidos na regi&atilde;o s&atilde;o utilizados por pessoas de todo o Estado. Os res&iacute;duos de sa&uacute;de necessitam de uma solu&ccedil;&atilde;o mais r&aacute;pida e a proposta aqui sugerida &eacute; buscar fundos para implantar um sistema de incinera&ccedil;&atilde;o, solu&ccedil;&atilde;o tecnol&oacute;gica mais adequada atualmente para sua destina&ccedil;&atilde;o final.</p>     <p>J&aacute; a alternativa para os res&iacute;duos org&acirc;nicos &eacute; aumentar o sistema de compostagem que obt&eacute;m resultados satisfat&oacute;rios. Se prev&ecirc; o aumento do sistema de recolhimento que, por hora, abrange apenas os grandes geradores e n&atilde;o atende os pequenos e m&eacute;dios. Contudo, para isso, &eacute; necess&aacute;rio buscar novas &aacute;reas, que n&atilde;o necessariamente existem em Belo Horizonte.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>5. Refer&ecirc;ncias bibliogr&aacute;ficas</b></p>     <!-- ref --><p>AG&Ecirc;NCIA DE DESENVOLVIMENTO DA REGI&Acirc;O METROPOLITANA DE BELO HORIZONTE. <i>Plano Diretor de Desenvolvimento Integrado da Regi&atilde;o Metropolitana de Belo Horizonte:</i> <i>Propostas de Pol&iacute;ticas Setoriais, Projetos e Investimentos Priorit&aacute;rios</i>. 1&ordf; ed. Belo Horizonte, Brasil: Governo do Estado de Minas Gerais, 2011.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1738753&pid=S2182-1267201600020001600001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>ASSIS, Camila Moreira de. <i>Avalia&ccedil;&atilde;o da gest&atilde;o integrada de res&iacute;duos s&oacute;lidos urbanos em munic&iacute;pios da regi&atilde;o metropolitana de Belo Horizonte</i>. Belo Horizonte: Escola de Engenharia; Universidade Federal de Minas Gerais, 2012. 404 p. Tese de Doutorado em Saneamento, Meio Ambiente e Recursos Hidr&iacute;cos.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1738755&pid=S2182-1267201600020001600002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>ASSOCIA&Ccedil;&Atilde;O CULTURAL DO ARQUIVO P&Uacute;BLICO DA CIDADE DE BELO HORIZONTE<i>. Hist&oacute;ria dos Bairros: Regional Centro-Sul</i> [Em linha]. 1&ordf; ed. Belo Horizonte, Brasil: ACAP-BH, 2008. 80 pp. [Consultado em 13 outubro 2015]. Dispon&iacute;vel em: <a href="http:\\www.pbh.gov.br/cultura/arquivo" target="_blank">http:\\www.pbh.gov.br/cultura/arquivo</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1738757&pid=S2182-1267201600020001600003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>BALDIM, R. Diplomacia de Cidades: Agendas Globais, Acordos Locais. In: <i>Geopol&iacute;tica das cidades:</i> velhos desafios, novos problemas. Bras&iacute;lia: IPEA, 2016. 372 p.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1738758&pid=S2182-1267201600020001600004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>BELO HORIZONTE. LEI N&ordm; 7.165, DE 27 DE AGOSTO DE 1996. Institui o Plano Diretor do Munic&iacute;pio de Belo Horizonte. Di&aacute;rio Oficial de Belo Horizonte, agosto de 1996.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1738760&pid=S2182-1267201600020001600005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>BELO HORIZONTE. Governo Municipal de Belo Horizonte. [Em linha]. <i>Lei Municipal n&ordm; 7166, de 27 de agosto de 1996 que disp&otilde;e sobre o Parcelamento, Uso e Ocupa&ccedil;&atilde;o do Solo. Estabelece normas e condi&ccedil;&otilde;es para parcelamento, ocupa&ccedil;&atilde;o e uso do solo urbano no munic&iacute;pio</i>. [Consulta em 20 outubro de 2015]. Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.portalpbh.pbh.gov.br/pbh/ecp/comunidade.do?evento=portlet&amp;app=regulacaourbana&amp;pg=5570&amp;tax=20542" target="_blank">http://www.portalpbh.pbh.gov.br/pbh/ecp/comunidade.do?evento=portlet&amp;app=regulacaourbana&amp;pg=5570&amp;tax=20542</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1738762&pid=S2182-1267201600020001600006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>BHTRANS. <i>Plano Diretor de Mobilidade Urbana de Belo Horizonte</i>. [Em linha].&nbsp; Belo Horizonte, Brasil: Empresa de Transporte P&uacute;blico de Belo Horizonte, 2014. [10 de Setembro de 2015]. Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.bhtrans.pbh.gov.br/portal/pls/portal/!PORTAL.wwpob_page.show?_docname=9610266.PDF" target="_blank">http://www.bhtrans.pbh.gov.br/portal/pls/portal/!PORTAL.wwpob_page.show?_docname=9610266.PDF</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1738763&pid=S2182-1267201600020001600007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>BRASIL, Casa Civil da Presid&ecirc;ncia da Rep&uacute;blica. <i>Lei n&ordm; 12.305- Institui a Pol&iacute;tica Nacional de Res&iacute;duos S&oacute;lidos; altera a Lei no 9.605, de 12 de fevereiro de 1998; e d&aacute; outras provid&ecirc;ncias.</i> [Em linha]. Bras&iacute;lia, Brasil: Di&aacute;rio Oficial da Rep&uacute;blica Federativa do Brasil, 02 de agosto de 2010. [Acesso em 12 de novembro de 2015]. Dispon&iacute;vel em: <a href="https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2007-2010/2010/lei/l12305.htm" target="_blank">https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2007-2010/2010/lei/l12305.htm</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1738764&pid=S2182-1267201600020001600008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>CERVO, A.L. e BERVIAN, P.A.. <i>Metodologia</i> <i>Cient&iacute;fica</i>. 5&ordf;ed.. S&atilde;o Paulo : Prentice Hall. 2002. ISBN-10: 858791815X&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1738765&pid=S2182-1267201600020001600009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>EUROPE IN THE MEDITERRANEAN (MED). Low Cost Zero Waste Municipality. Zero Waste Project, 2009 [viewed 20 November 2015]. Available from: <a href="http://www.med-zerowaste.eu/partnership.html" target="_blank">http://www.med-zerowaste.eu/partnership.html<a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1738766&pid=S2182-1267201600020001600010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>GALLARDO, A., et al. Methodology to design a municipal solid waste generation and composition map: A case study. <i>Waste Management,</i> November 2014, vol. 34 n&ordm; 11 p. 1920-1931. Available from: <a href="http://www.dx.doi.org/10.1016/j.wasman.2014.05.014" target="_blank">http://www.dx.doi.org/10.1016/j.wasman.2014.05.014</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1738767&pid=S2182-1267201600020001600011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>GREGORIC, J. On our way to sustainable society, 2016. [viewed 23 october 2016]. Available from: <a href="http://www.environnement.brussels/sites/default/files/user_files/joze_gregoric_presentation_snaga_reuse_and_repair_may_2016.pdf" target="_blank">http://www.environnement.brussels/sites/default/files/user_files/joze_gregoric_presentation_snaga_reuse_and_repair_may_2016.pdf</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1738768&pid=S2182-1267201600020001600012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p>HARISSON, Jeffrey P. Strategic Planning and SWOT Analysis. In: HARRISON, Jeffrey P.. <i>Essentials of Strategic Planning in Healthcare. </i><i>Chicago, USA</i> : Health Administration Press, 2010. Cap. 5. p. 91-97.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTAT&Iacute;STICA.&nbsp; <i>Censo Demogr&aacute;fico.</i> [Em linha]. Bras&iacute;lia, Brasil, 2010. [Consultado em 26 novembro de 2015]. Dispon&iacute;vel em: <<a href="http://www.ibge.gov.br/home/estatistica/populacao/censo2010/default.shtm" target="_blank">http://www.ibge.gov.br/home/estatistica/populacao/censo2010/default.shtm</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1738770&pid=S2182-1267201600020001600014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>INSTITUTO DE PESQUISAS ECON&Ocirc;MICAS APLICADAS. <i>Relat&oacute;rio de Pesquisa: Pesquisa sobre Pagamento por Servi&ccedil;os Ambientais Urbanos para Gest&atilde;o de Res&iacute;duos S&oacute;lidos.</i> Bras&iacute;lia, Brasil: IPEA, 2010. 66 p.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1738771&pid=S2182-1267201600020001600015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>LISBOA. <i>Plano Municipal de Gest&atilde;o de Res&iacute;duos do Munic&iacute;pio de Lisboa (2015-2020).</i> Lisboa: C&acirc;mara Municipal e Dire&ccedil;&atilde;o Municipal de Higiene Urbana. 2016. 102 p.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1738773&pid=S2182-1267201600020001600016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>MARIAPPAN, Nethaji and SELVI, Pynthamizh. GIS based municipal solid waste management solution for Kanchipuram Municipality.&nbsp;<i>Journal of Advanced Research in Civil and Environmental Engineering</i>, 2015, vol. 2, n&ordm; 3, p. 17-22. Available from: <a href="http://www.technology.adrpublications.com/index.php/JoARCEE/article/view/59/94" target="_blank">http://www.technology.adrpublications.com/index.php/JoARCEE/article/view/59/94</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1738775&pid=S2182-1267201600020001600017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Mart&iacute;nez, Clara I. P., and PI&Ntilde;A, William A. Recycling in Bogot&aacute;: A SWOT Analysis of Three Associations to Evaluate the Integrating the Informal Sector into Solid Waste Management. <i>International Journal of Social, Behavioral, Educational, Economic, Business and Industrial Engineering</i>, 2015, vol. 9, n&ordm; 6, p. 1788-1793. Available from: <a href="http:\\www.scholar.waset.org/1999.10/10001255" target="_blank">http:\\www.scholar.waset.org/1999.10/10001255</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1738776&pid=S2182-1267201600020001600018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>MINIST&Eacute;RIO DO MEIO AMBIENTE. <i>Guia para elabora&ccedil;&atilde;o dos Planos de Gest&atilde;o de Res&iacute;duos S&oacute;lidos</i>. Bras&iacute;lia, Brasil: Secretaria de Recursos H&iacute;dricos e Ambiente Urbano, 2010. 289 pp.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1738777&pid=S2182-1267201600020001600019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>MUCELLIN, C. A. Lixo e Impactos Ambientais Percept&iacute;veis no Ecossistema Urbano. <i>Sociedade &amp; Natureza</i>, Junho 2008, vol. 20, n&deg;1, p. 111-124.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1738779&pid=S2182-1267201600020001600020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>OREA, Domingo G. <i>Ordenaci&oacute;n Territorial. </i>2&ordf; ed.<i>.</i> Madrid: Mundi-Prensa. 2008. ISBN 13:978-84-8476-325-3&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1738781&pid=S2182-1267201600020001600021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>ORNELAS, Od&iacute;lio Rodrigues. <i>Aplica&ccedil;&atilde;o de m&eacute;todos de an&aacute;lise espacial na gest&atilde;o dos res&iacute;duos s&oacute;lidos urbanos. </i>Belo Horizonte: Instituto de Geoci&ecirc;ncias; Universidade Federal de Minas Gerais, 2011. 101 p. Disserta&ccedil;&atilde;o de Mestrado em An&aacute;lise e Modelagem de Sistemas Ambientais.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1738782&pid=S2182-1267201600020001600022&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>PARREIRA, Gabriela Fonseca. <i>Coleta seletiva solid&aacute;ria: agregando valor pela integra&ccedil;&atilde;o da cadeia da reciclagem</i>. Belo Horizonte: Escolo de Engenharia; Universidade Federal de Minas Gerais, 2010. 156 p. Disserta&ccedil;&atilde;o de Mestrado em Engenharia de Produ&ccedil;&atilde;o.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1738784&pid=S2182-1267201600020001600023&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>PREFEITURA DE BELO HORIZONTE. <i>Plano Municipal de Saneamento de 2012/2015: Atualiza&ccedil;&atilde;o de 2014</i>. Belo Horizonte, Brasil: SUDECAP, 2014 . 127 pp.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1738786&pid=S2182-1267201600020001600024&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>PREFEITURA DE BELO HORIZONTE. <i>LEV e URPV</i>. [Em linha]. Belo Horizonte, Brasil: PBH, 2015. 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Disserta&ccedil;&atilde;o de Mestrado em Demografia.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1738791&pid=S2182-1267201600020001600028&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>SILVA, Lucia S e TRAVASSOS, Luciana. Problemas Ambientais Urbanos : Desafios para a Elabora&ccedil;&atilde;o de Pol&iacute;ticas P&uacute;blicas Integradas. <i>Cadernos Metr&oacute;pole</i>, S&atilde;o Paulo, Brasil, n19, p.27-47.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1738793&pid=S2182-1267201600020001600029&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>SILVA, J. W. N.; BARBOSA, A. C. Q. <i>Entre o p&uacute;blico e o privado:</i> o modelo de gest&atilde;o de res&iacute;duos s&oacute;lidos adotado pela SLU de Belo Horizonte. [S.l.]: Escola Nacional de Administra&ccedil;&atilde;o P&uacute;blica, v. 40, 2001. 26 p&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1738795&pid=S2182-1267201600020001600030&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>SUPERINTEND&Ecirc;NCIA DE LIMPEZA URBANA DE BELO HORIZONTE. <i>Relat&oacute;rio Anual de Servi&ccedil;os de Limpeza de 2014</i>. 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[viewed 16 October 2016]. Available From: </i><a href="http://www.municipalwasteeurope.eu/newsitem/presentations-separate-waste-collection-context-circular-economy-europe" target="_blank">http://www.municipalwasteeurope.eu/newsitem/presentations-separate-waste-collection-context-circular-economy-europe</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1738801&pid=S2182-1267201600020001600034&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>WU, Huanyu et al. An innovative approach to managing demolition waste via GIS (geographic information system): a case study in Shenzhen city, China. <i>Journal of Cleaner Production</i>, January 2016, vol. 112, n&ordm; 1 p. 494-503. 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