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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Teleféricos na paisagem da “favela” latino-americana: mobilidades e colonialidades]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Based on a dialogue between the reflections produced in the New Mobilities Paradigm and the Decolonial Studies, we examine the cable cars that since the last decade are spectacular part of landscape of the poor and segregated areas of Latin America. Our premise is that in the context of strategic urban planning this new mobility is an expressive intervention that generates competitiveness due to the new visual landmarks that it inserts in the landscape and the new images that institute. Far more than neutral technical options for urban transportation, these cable cars inaugurate a visual regime that designs an idea of modernity and promises social change, but which in fact converts poverty, as a colonial difference, into aesthetic and symbolic value.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><b>ARTIGO</b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Telef&eacute;ricos na paisagem da &ldquo;favela&rdquo; latino-americana: mobilidades e colonialidades</b></p>     <p><b>Cable cars in the landscape of the Latin-American &ldquo;favela&rdquo;: mobilities and colonialities</b></p>     <p><b>&nbsp;</b></p>     <p><b>Name, Leo</b><sup>1</sup>; <b>Freire-Medeiros, Bianca</b><sup>2</sup></p>     <p><sup>1</sup>Universidade Federal da Integra&ccedil;&atilde;o Latino-Americana / Centro Interdisciplinar de Territ&oacute;rio Arquitetura e Design; Av. Tancredo Neves, 6731 &ndash; PTI B06 E01 S14 &ndash; Jardim Itaipu, Foz do Igua&ccedil;u - PR, CEP 85867-900 , Brasil; <a href="mailto:leonardo.name@unila.edu.br">leonardo.name@unila.edu.br</a></p>     <p><sup>2</sup>Universidade de S&atilde;o Paulo / FFLCH, Departamento de Sociologia; Av.Prof. Luciano Gualberto, 315 - Cidade Universit&aacute;ria, S&atilde;o Paulo - SP, CEP 05508-900, Brasil; <a href="mailto:bfreiremedeiros@gmail.com">bfreiremedeiros@gmail.com</a></p>     <p><b>&nbsp;</b></p>     <p><b>&nbsp;</b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>RESUMO </b></p>     <p>Com base em um di&aacute;logo entre as reflex&otilde;es produzidas no Paradigma das Novas Mobilidades e nos Estudos Decoloniais, examinamos os telef&eacute;ricos que, na &uacute;ltima d&eacute;cada, passaram a compor a paisagem de &aacute;reas pobres e segregadas da Am&eacute;rica Latina. Partimos da premissa de que, no contexto do planejamento urbano estrat&eacute;gico, esse novo dispositivo de mobilidade &eacute; uma interven&ccedil;&atilde;o expressiva que gera competitividade devido aos novos marcos visuais que insere na paisagem e &agrave;s novas imagens da pobreza que instituem. Muito mais que op&ccedil;&otilde;es t&eacute;cnicas neutras para o transporte urbano, os telef&eacute;ricos inauguram um regime visual que projeta uma ideia de modernidade e promete a mudan&ccedil;a social, mas que na verdade convertem a pobreza, como diferen&ccedil;a colonial, em valor est&eacute;tico e simb&oacute;lico.</p>     <p><b>&nbsp;</b></p>     <p><b>Palavras-chave</b>: telef&eacute;ricos; paisagem; imagem; favela; Am&eacute;rica Latina; Paradigma das Novas Mobilidades; Estudos Decolonais.</p>     <p><b>&nbsp;</b></p>     <p><b>ABSTRACT </b></p>     <p>Based on a dialogue between the reflections produced in the New Mobilities Paradigm and the Decolonial Studies, we examine the cable cars that since the last decade are spectacular part of landscape of the poor and segregated areas of Latin America. Our premise is that in the context of strategic urban planning this new mobility is an expressive intervention that generates competitiveness due to the new visual landmarks that it inserts in the landscape and the new images that institute. Far more than neutral technical options for urban transportation, these cable cars inaugurate a visual regime that designs an idea of modernity and promises social change, but which in fact converts poverty, as a colonial difference, into aesthetic and symbolic value.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Key-words: </b>cable cars; landscape; image; favela; Latin America; New Mobilities Paradigm; Decolonial Studies.</p>     <p><b>&nbsp;</b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><b>1. Introdu&ccedil;&atilde;o</b></p>     <p>Na Am&eacute;rica Latina<a href="#_ftn1" name="_ftnref1">[1]</a>, por muito tempo os telef&eacute;ricos estiveram associados &agrave; pr&aacute;tica de esportes de inverno, como no caso de Bariloche (Argentina), ou &agrave; contempla&ccedil;&atilde;o em paisagens montanhosas, como no Rio de Janeiro (Brasil) ou em M&eacute;rida (Venezuela). Esse quadro de refer&ecirc;ncia alterou-se radicalmente quando, em 2004, o Instituto Municipal de Medell&iacute;n, na Col&ocirc;mbia, inaugurou um sistema de transporte por cabos com o objetivo de integrar o tecido formal da cidade aos assentamentos prec&aacute;rios de baixa renda (Fukuyama e Colby, 2011).</p>     <p>&ldquo;O mais belo para os mais humildes&rdquo; &ndash; foi o que disse o ent&atilde;o prefeito da cidade, Sergio Fajardo, com vistas a esclarecer os princ&iacute;pios do chamado &ldquo;Urbanismo Social&rdquo;. Ao que seu sucessor, Alonso Salazar, acrescentou a tarefa de &ldquo;ativar a for&ccedil;a da est&eacute;tica como motor de mudan&ccedil;a social&rdquo; (Brand e D&aacute;vila, 2012). Esses dois lemas traduziram-se empiricamente por meio de obras infraestruturais e constru&ccedil;&otilde;es arquitet&ocirc;nicas de forte impacto est&eacute;tico &ndash; conjuntos habitacionais, parques-biblioteca e telef&eacute;ricos. Desde ent&atilde;o esse dispositivo de mobilidade foi exportado para outras &aacute;reas &iacute;ngremes com ocupa&ccedil;&otilde;es irregulares, marcadas por viol&ecirc;ncia e onde habita uma popula&ccedil;&atilde;o pobre e geralmente n&atilde;o branca, em cidades como Bogot&aacute;, Soacha e Cali, na pr&oacute;pria Col&ocirc;mbia; El Alto e La Paz, na Bol&iacute;via; Caracas, na Venezuela; e, no Brasil, no Rio de Janeiro (Ortiz e Urdaneta, 2012; D&aacute;vila e Daste, 2011; D&aacute;vila, Ed., 2012; D&aacute;vila e Brand, 2012; Brand e D&aacute;vila, 2012; Freire-Medeiros e Name, 2015 e 2017).</p>     <p>Um enfoque mais tradicional tende a priorizar, no exame da emerg&ecirc;ncia desses novos dispositivos e de sua populariza&ccedil;&atilde;o no contexto das pol&iacute;ticas urbanas de transporte e acessibilidade, os aspectos ditos t&eacute;cnicos. Algumas an&aacute;lises d&atilde;o destaque anal&iacute;tico &agrave; (in)capacidade dos sistemas de transporte por cabos em lidar com o aumento da dispers&atilde;o, da descontinuidade e da expans&atilde;o intraurbanas &ndash; acentuadamente presentes nas maiores cidades latino-americanas (Borsdorf, 2003; Frediani, 2009; Limonad, 2007; Reis, 2006). Outras analisam a rela&ccedil;&atilde;o entre investimentos p&uacute;blicos e retornos financeiros, a efici&ecirc;ncia do sistema, sua condi&ccedil;&atilde;o de meio de transporte de massa limpo (sem emiss&otilde;es diretas de di&oacute;xido de carbono) e as vantagens comparativas com meios de transporte de massa mais usuais, como &ocirc;nibus, barcas e trens (Keeling, 2007 e 2009). No entanto, ainda que alguns escritos insiram a discuss&atilde;o sobre mobilidade urbana no contexto mais amplo da qualidade de vida, justi&ccedil;a espacial e direito &agrave; cidade (Leibler e Musset, 2010; Paquette, 2014; Rolnik e Klintowitz, 2011; Ureta, 2008), outros assumem os riscos oriundos dos tra&ccedil;os positivistas da geografia dos transportes (Cresswell, 2010, p. 554).</p>     <p>Nossa inten&ccedil;&atilde;o, por&eacute;m, n&atilde;o &eacute; avaliar a distribui&ccedil;&atilde;o espacial das op&ccedil;&otilde;es de transporte ou sua efici&ecirc;ncia, posto que entendemos a mobilidade urbana como parte de sistemas complexos que correlacionam quest&otilde;es materiais e simb&oacute;licas. Cremos que o sucesso do Urbanismo Social medellinense, e em especial de seus telef&eacute;ricos, entre administra&ccedil;&otilde;es de outras cidades da Am&eacute;rica Latina se explica na inser&ccedil;&atilde;o da favela, como paisagem e imagem, na l&oacute;gica &ldquo;estetizante&rdquo; e &ldquo;mercad&oacute;fila&rdquo; (Cf. de Souza, 2001) do planejamento urbano estrat&eacute;gico &ndash; isto &eacute;, na crescente execu&ccedil;&atilde;o de projetos urbanos, especialmente a partir da d&eacute;cada de 1990, anunciados como capazes de promover crescimento econ&ocirc;mico, competitividade e envolvimento de empresas e empres&aacute;rios na administra&ccedil;&atilde;o p&uacute;blica (Ascher, 2001; Borja e Castells, 1998; de Souza, 2001; Harvey, 1989; Novais, 2010; Vainer, 2000). O amplo leque de interven&ccedil;&otilde;es no subcontinente latino-americano inclui remodela&ccedil;&otilde;es urbanas em torno de megaeventos internacionais, revitaliza&ccedil;&otilde;es de parques e &aacute;reas portu&aacute;rias, inser&ccedil;&atilde;o de novos equipamentos culturais projetados por nomes c&eacute;lebres da arquitetura internacional e instala&ccedil;&otilde;es de infraestruturas, inclusive as de mobilidade e acessibilidade. O objetivo destas interven&ccedil;&otilde;es &eacute; atribuir elementos competitivos n&atilde;o somente tribut&aacute;rios das funcionalidades e servi&ccedil;os que apresentam, mas tamb&eacute;m dos novos marcos visuais na paisagem que instituem. Afinal, se os telef&eacute;ricos de Medell&iacute;n, logo instalados em outras favelas da Am&eacute;rica Latina, s&atilde;o dispositivos de mobilidade, a eles tamb&eacute;m se associa conjunto imag&eacute;tico contundente: perspectivas digitais quando ainda nas fases de projeto, imagens de obras em execu&ccedil;&atilde;o ou fotografias da imprensa, moradores e turistas, por exemplo.</p>     <p>Temos como refer&ecirc;ncia o chamado &ldquo;paradigma das novas mobilidades&rdquo; (PNM), que advoga centralidade anal&iacute;tica a tudo que se move: pessoas em seus deslocamentos di&aacute;rios, viagens de trabalho ou de f&eacute;rias; as v&aacute;rias modalidades de transporte nas cidades e entre as cidades; produtos que acionam sistemas log&iacute;sticos; fluxos de bytes e informa&ccedil;&otilde;es e, o que aqui mais nos interessam, <i>imagens</i> (Elliot e Urry 2010; Sheller e Urry, 2006; Urry, 2007). A abordagem do PNM aponta a exist&ecirc;ncia crescente de &ldquo;viagens virtuais&rdquo; e, mais especificamente, &ldquo;viagens imaginativas&rdquo;<a href="#_ftn2" name="_ftnref2">[2]</a> (Urry, 2000, 2002 e 2007; Szerszynski e Urry, 2002 e 2006; Larsen e Urry, 2011a e 2011b), isto &eacute;, um acesso constante a lugares por meio de imagens em circula&ccedil;&atilde;o global (Gitlin, 2001; Name, 2013). As reflex&otilde;es com base no PNM nos ajudam, ent&atilde;o, a entender os novos telef&eacute;ricos como interven&ccedil;&otilde;es expressivas e sensoriais que atraem o olhar para as paisagens das favelas e as enquadram em novas molduras sem&acirc;nticas. E se estes dispositivos de mobilidade n&atilde;o s&atilde;o o &uacute;nico exemplo de transforma&ccedil;&otilde;es urbanas com vistas &agrave; produ&ccedil;&atilde;o de imagens, s&atilde;o particularmente interessantes porque muito mais que op&ccedil;&otilde;es t&eacute;cnicas, representam a emerg&ecirc;ncia de novos pontos de vista que, por sua vez, geram novas imagens da pobreza &ndash; notadamente de sua paisagem &ndash;, que se agregam ao tr&acirc;nsito global de imagens que as favelas j&aacute; possuem (Freire-Medeiros, 2009).</p>     <p>N&atilde;o ignoramos, contudo, as cr&iacute;ticas ao PNM, que o acusam de reproduzir o eurocentrismo ao naturalizar preconcep&ccedil;&otilde;es de modernidade e cosmopolitismo, sobrevalorizando a hipermobilidade como algo sempre positivo e a ser atingido universalmente (Cohen e Cohen, 2015a e 2015b; Cohen e G&ouml;ssling, 2015; Freire-Medeiros e Name, 2017). O eurocentrismo permite, ainda, que muitos autores e autoras se mostrem insens&iacute;veis tanto &agrave;s iniquidades intr&iacute;nsecas ao contexto global contempor&acirc;neo, que incentiva que uns se movam e outros n&atilde;o, como ao legado do colonialismo, instituidor do conjunto de assimetrias de poder presentes na Am&eacute;rica Latina e atuante sobre essas mobilidades e imobilidades &ndash; de pessoas, objetos, imagens e, claro, de conhecimento (Freire-Medeiros, 2013; Freire-Medeiros e Name, 2013, 2015 e 2017; Name, 2013). Afinal, a produ&ccedil;&atilde;o e circula&ccedil;&atilde;o do saber, particularmente em ci&ecirc;ncias sociais, n&atilde;o escapam &agrave; coloniza&ccedil;&atilde;o epist&ecirc;mica do Sul Global pelo Norte, sendo atravessadas por aquilo que Quijano (1992; 2000a e 2000b), Mignolo (2000, 2011) e Grosfoguel (2006) indicam ser "colonialidades": as dimens&otilde;es de poder constitutivas do colonialismo e de seus legados, ainda presentes.</p>     <p>Buscamos, portanto, posicionar as &ldquo;mobilidades&rdquo; sob o prisma das "colonialidades". Por isso, na pr&oacute;xima se&ccedil;&atilde;o, promoveremos o di&aacute;logo entre a teoriza&ccedil;&atilde;o do PNM e as op&ccedil;&otilde;es epistemol&oacute;gicas propostas pelo chamado &ldquo;giro decolonial&rdquo;: acreditamos que as lacunas epistemol&oacute;gicas do PNM podem ser adequadamente revistas sob o olhar de intelectuais da Am&eacute;rica Latina filiados &agrave; decolonialidade (Lander, Ed., 2000; Gandarilla, Ed., 2016; Mignolo e Escobar, Eds., 2010; Walsh, Ed., 2005). Al&eacute;m disso, recentemente a teoriza&ccedil;&atilde;o decolonial recebeu importantes contribui&ccedil;&otilde;es a respeito da visualidade (Barriendos, 2008 e 2011; Le&oacute;n, 2012), as quais julgamos que em um cotejamento com aportes da geografia cultural &ndash; o que faremos &ndash; lan&ccedil;am interessantes oportunidades de interpreta&ccedil;&atilde;o das paisagens das favelas da Am&eacute;rica Latina nas quais se instalaram telef&eacute;ricos. Desse modo, pretendemos demonstrar que muito mais que op&ccedil;&otilde;es t&eacute;cnicas neutras em atendimento ao transporte urbano, os telef&eacute;ricos inauguram um regime visual que projeta ideias de modernidade e desenvolvimento e anuncia mudan&ccedil;a social, mas que na verdade refor&ccedil;am a convers&atilde;o da pobreza em mero valor est&eacute;tico e simb&oacute;lico.</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><b>2. As &ldquo;novas&rdquo; mobilidades e as op&ccedil;&otilde;es decoloniais</b></p>     <p>Produzidos na maioria das vezes por intelectuais da Europa e anglof&ocirc;nicos, os escritos filiados ao PNM reconhecem a mobilidade como marca distintiva da contemporaneidade. Partem da premissa de que a vida social pressup&otilde;e e envolve com cada vez mais frequ&ecirc;ncia movimentos reais ou virtuais de pessoas de lugar a lugar e de evento a evento. Essa &ldquo;compuls&atilde;o por movimento&rdquo; &ndash; crescentemente compreendida, tamb&eacute;m, como direito cidad&atilde;o e tra&ccedil;o distintivo de cosmopolitismo &ndash; est&aacute; direta ou indiretamente ligada a sistemas simultaneamente econ&ocirc;micos, f&iacute;sicos, tecnol&oacute;gicos, pol&iacute;ticos e culturais, fazendo com que arranjos afetivos e familiares, rela&ccedil;&otilde;es entre os espa&ccedil;os dom&eacute;stico e p&uacute;blico e concep&ccedil;&otilde;es de proximidade e dist&acirc;ncia sejam constantemente reconfigurados. Trata-se, claramente, de um vasto campo de investiga&ccedil;&atilde;o: movimento de corpos e objetos, fluxo de ideias, informa&ccedil;&otilde;es, imagens e capitais, infraestruturas de transportes e comunica&ccedil;&atilde;o, &ecirc;xodos e migra&ccedil;&otilde;es, turismo e viagem (B&uuml;scher e Urry, 2009; Sheller e Urry, 2006; Urry, 1995, 2002 e 2007; ver tamb&eacute;m: Freire-Medeiros, 2016).</p>     <p>Inegavelmente o PNM avan&ccedil;a na compreens&atilde;o do espa&ccedil;o n&atilde;o mais como uma &aacute;rea cont&iacute;nua e est&aacute;tica, de experi&ecirc;ncia localizada. Adiciona-lhe movimento, potencializando aportes te&oacute;ricos, inclusive da geografia, que o percebem como uma justaposi&ccedil;&atilde;o de redes e malhas t&eacute;cnicas, sociais e institucionais. Auxilia igualmente na refuta&ccedil;&atilde;o do argumento equivocado sobre o fim da dist&acirc;ncia e dos territ&oacute;rios &ndash; o que o ge&oacute;grafo brasileiro Rog&eacute;rio Haesbaert (2006) chama de &ldquo;mito da desterritorializa&ccedil;&atilde;o&rdquo;<a href="#_ftn3" name="_ftnref3">[3]</a>. Nesse sentido, nos parece poss&iacute;vel estabelecer uma ponte entre o PNM e intelectuais da Am&eacute;rica Latina que h&aacute; muito argumentam que o espa&ccedil;o, na contemporaneidade, combina fluxos e fixos, sistemas de objetos e sistemas de a&ccedil;&otilde;es; que as sociabilidades, interfaces e viv&ecirc;ncias dos mais diversos grupos sociais <i>com</i> o espa&ccedil;o e <i>no</i> espa&ccedil;o ocorrem tanto com base em lugares espec&iacute;ficos quanto com base em novas tecnologias globais de informa&ccedil;&atilde;o e comunica&ccedil;&atilde;o; e que a dicotomia entre territ&oacute;rios <i>ou</i> redes &eacute; falaciosa &ndash; h&aacute;, na verdade, os territ&oacute;rios-redes (de Landa, 1998; de Souza, 1995; Haesbaert, 2006 e 2014; Escobar, 1999 e [2008] 2010; Name, 2012; Santos, [1996] 2002).</p>     <p>No entanto, se autoras e autores vinculados ao PNM percebem o espa&ccedil;o em movimento e em sua dimens&atilde;o multiescalar, nem sempre se desvencilham de entendimentos t&aacute;citos de equil&iacute;brio e continuidade inerentes &agrave;s mobilidades em an&aacute;lise, que, por sua vez, s&atilde;o apontadas como <i>necessariamente</i> fen&ocirc;menos do presente. Outro problema &eacute; de ordem etnoc&ecirc;ntrica: em grande medida, suas formula&ccedil;&otilde;es te&oacute;ricas, que dependem de experi&ecirc;ncias territoriais pr&oacute;prias dos centros urbanos europeus, v&ecirc;m sendo mal traduzidas para quaisquer experi&ecirc;ncias de quaisquer grupos em quaisquer territ&oacute;rios. &Eacute; preciso, portanto, aten&ccedil;&atilde;o redobrada aos diversos contextos pol&iacute;tico-culturais e socioecon&ocirc;micos e &agrave;s assimetrias de poder que fazem com que mobilidades imperiosamente pressuponham imobilidades que as constituem, definem e possibilitam, notadamente no Sul Global &ndash; e, para n&oacute;s, em particular, nas cidades latino-americanas. A busca excessiva por tudo que se possa adjetivar como &ldquo;novo&rdquo; n&atilde;o vem acompanhada de questionamentos em rela&ccedil;&atilde;o a no&ccedil;&otilde;es euroc&ecirc;ntricas de modernidade e cosmopolitismo (Szerszynki e Urry, 2002 e 2006), animando desconsidera&ccedil;&otilde;es de elementos de <i>longue dur&eacute;e</i> por tr&aacute;s das mobilidades ditas &ldquo;contempor&acirc;neas&rdquo;: afinal, &ldquo;a mobilidade n&atilde;o foi inventada pelo telefone m&oacute;vel&rdquo; (Cresswell<i>, </i>2012, p. 646).</p>     <p>&Eacute; vasta a literatura que aponta que o eurocentrismo, dentro e fora das ci&ecirc;ncias, sempre ajudou a descrever &ndash; ou melhor, legitimar &ndash; a&ccedil;&otilde;es, necessidades e vontades de determinados grupos como se fossem a&ccedil;&otilde;es, necessidades e vontades universais (Blaut, 1997; Dussel, [1977] 2011; Name, 2013, p. 25-55; Said, [1978] 2007; Shohat e Stam, [1994] 2006; Wallerstein, 1997). A pesquisa sobre as mobilidades contempor&acirc;neas, parece-nos, deve dedicar aten&ccedil;&atilde;o ao quanto pode eventualmente aderir &agrave; narra&ccedil;&atilde;o sobre um mundo que j&aacute; est&aacute; indiscutivelmente sem fronteiras e com fluxos transnacionais, por isso exigente de que os lugares escolham entre inexoravelmente adaptar-se &agrave;s redes globais ou perecer (Escobar, 1999, p. 29).</p>     <p>O chamado giro decolonial oferece bases s&oacute;lidas para desativar muitas destas armadilhas. Ao fornecer molduras te&oacute;rico-anal&iacute;ticas que desmontam as subjetividades do ser e do conhecimento constru&iacute;dos durante o dom&iacute;nio colonial &ndash; cujos efeitos ainda s&atilde;o presentes &ndash;, constr&oacute;i uma perspectiva epistemol&oacute;gica pr&oacute;pria do Sul Global, em particular do subcontinente latino-americano. Por isso, uma vasta literatura latino-americana (Anzald&uacute;a, [1987] 2012; Escobar, [1995] 2007 e 2005; Mignolo, 2000 e [1995] 2010; Mora&ntilde;a et al., 2008; Gandarilla, [2014] 2015; Restrepo e Rojas, 2010; Vallega, 2014) vem buscando p&ocirc;r em evid&ecirc;ncia tal coloniza&ccedil;&atilde;o epist&ecirc;mica que contrap&otilde;e a modernidade/racionalidade europeia a outras formas de conhecimentos e experi&ecirc;ncias. A inten&ccedil;&atilde;o &eacute; n&atilde;o apenas questionar essas hierarquias epist&ecirc;micas, mas igualmente propor a concep&ccedil;&atilde;o e cria&ccedil;&atilde;o efetiva de outros mundos poss&iacute;veis.</p>     <p>Intelectuais decoloniais t&ecirc;m se dedicado a demonstrar que o eurocentrismo p&otilde;e em movimento um pensamento &uacute;nico sobre o mundo formulado e refor&ccedil;ado durante o processo de coloniza&ccedil;&atilde;o europeia na Am&eacute;rica, que se reproduziu &ndash; e ainda se reproduz, no globalismo do presente &ndash; por meio da &ldquo;colonialidade do poder&rdquo; (Quijano, 1992, 2000a, 2000b, [2001] 2005; Quijano e Wallerstein, 1992). Essa no&ccedil;&atilde;o central refere-se a pr&aacute;ticas e discursos opressores e violentos &ndash; nos planos material e simb&oacute;lico &ndash;, inerentes &agrave; formula&ccedil;&atilde;o da ideia da Europa como uma identidade que secularmente vem emergindo de processos de distin&ccedil;&atilde;o em rela&ccedil;&atilde;o a outras culturas. Assim, a inven&ccedil;&atilde;o da branquitude como a visibilidade da identidade &eacute;tica capitalista (Echeverr&iacute;a, 2010, p. 57-86) tem enorme centralidade: indissoci&aacute;vel da invas&atilde;o da Am&eacute;rica e da explora&ccedil;&atilde;o colonial, forja uma classifica&ccedil;&atilde;o social que mescla hierarquicamente os territ&oacute;rios &agrave; ideia de &ldquo;ra&ccedil;a&rdquo; &ndash; geo-historicamente reproduzida e codificada como diferen&ccedil;a &eacute;tnica, antropol&oacute;gica, cultural, intelectual, nacional, geogr&aacute;fica, clim&aacute;tica, paisag&iacute;stica ou de g&ecirc;nero, por exemplo (Lugones, 2008 e 2011; Mignolo, [2005] 2007 e 2011; Segato, 2015).<a href="#_ftn4" name="_ftnref4">[4]</a></p>     <p>O giro decolonial tende a valorizar, portanto, o que &agrave;s vezes parece se perder na produ&ccedil;&atilde;o filiada ao PNM: a certeza de que nem tudo que &eacute; apresentado como novo o &eacute; tanto assim, podendo haver genealogias de longa dura&ccedil;&atilde;o e estruturalmente conflitivas. Com clareza revelam que a globaliza&ccedil;&atilde;o, a despeito da perda de hegemonia do Estado-Na&ccedil;&atilde;o, n&atilde;o rompe de fato com o projeto moderno-colonial, etnoc&ecirc;ntrico e hier&aacute;rquico, que segue atuando sobre a rela&ccedil;&atilde;o entre os lugares e grupos sociais; e que ideias e imagens de civiliza&ccedil;&atilde;o, progresso e desenvolvimento continuam sendo parte de um discurso de manuten&ccedil;&atilde;o da diferen&ccedil;a colonial, escamoteando conte&uacute;dos elaborados e naturalizados pela colonialidade.</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><b>3. Paisagens, tecnologias da vis&atilde;o e colonialidade do ver: os telef&eacute;ricos nas favelas latino-americanas</b></p>     <p>Cr&iacute;ticas de intelectuais da Am&eacute;rica Latina aos projetos urbanos com base no planejamento estrat&eacute;gico costumam apontar que eles empregam grandes quantidades de recursos dos cofres p&uacute;blicos, ignoram ou flexibilizam normas legais e causam aumento dos valores do solo. Al&eacute;m disso, quase sempre n&atilde;o t&ecirc;m origem em reais necessidades locais nem contam com participa&ccedil;&atilde;o social ao longo de seu projeto e sua implanta&ccedil;&atilde;o (Carmona e Arrese, 2005; Cuenya, 2009 e 2011; Cuenya et al., Eds., 2013; Vainer et al., 2012; Lungo, Ed., 2004; Mascarenhas, 2016; S&aacute;nchez, 2003). Tamb&eacute;m reclama-se que a despeito de ocorrerem em cidades de perfis e portes distintos, na maioria das vezes s&atilde;o inspirados por experi&ecirc;ncias europeias &ndash; de Barcelona e Berlim, em especial (Arantes, 2012). Se no caso das favelas da Col&ocirc;mbia, Bol&iacute;via, Venezuela e Brasil que receberam telef&eacute;ricos o modelo projetivo tem outra refer&ecirc;ncia geogr&aacute;fica&ndash; a latino-americana Medell&iacute;n &ndash;, n&atilde;o deixam de transformar a paisagem e instituir marcos visuais &ndash; e, consequentemente, novas imagens urbanas.</p>     <p>As investiga&ccedil;&otilde;es filiadas ao PNM percebem no tempo presente as marcas de certo cosmopolitismo global, no qual a curiosidade geogr&aacute;fica e a mobilidade extensiva s&atilde;o fatores fundamentais. Uma cultura cosmopolita teria rela&ccedil;&atilde;o com mulheres e homens cada vez mais abertos a conhecer novas pessoas, lugares e culturas (Bauman, 1993; Beck, 2000; Urry, 1995). Na impossibilidade de &ndash; ou em complemento aos &ndash; deslocamentos f&iacute;sicos, lan&ccedil;ariam m&atilde;o de elementos (&aacute;udio)visuais como forma de intera&ccedil;&atilde;o com outros espa&ccedil;os e pessoas. Assim, as &ldquo;viagens imaginativas&rdquo; (Urry, 2000, 2007 e 2008; Szerszynski e Urry, 2002 e 2006; Larsen e Urry, 2011a e 2011b) possibilitariam seu acesso constante a lugares fisicamente distantes por meio do consumo de imagens produzidas pelas m&iacute;dias, com destaque para a internet, que reconfigura e intensifica novos tipos e formas de mobilidade.</p>     <p>N&atilde;o se trata, por&eacute;m, de um fen&ocirc;meno novo: a discuss&atilde;o faz lembrar antigas observa&ccedil;&otilde;es do ge&oacute;grafo John K. Wright (1947) a respeito de &ldquo;geografias imaginativas&rdquo;, ou &ldquo;informais&rdquo;, segundo ele presentes em trabalhos n&atilde;o cient&iacute;ficos &ndash; livros de viagem, revistas e jornais, livros de fic&ccedil;&atilde;o e poesias, telas de pintura e do cinema &ndash; fazendo com que nenhum lugar seja completamente desconhecido e gerando curiosidade sobre todos os lugares. Bem antes disso, mapas, pinturas e desenhos de viajantes e exploradores coloniais cumpriam esta fun&ccedil;&atilde;o, rivalizando com as representa&ccedil;&otilde;es espaciotemporais nativas e preenchendo o que convenientemente se julgava territ&oacute;rio vazio com a imagina&ccedil;&atilde;o geogr&aacute;fica europeia (Cosgrove, 2001 e 2008; Dym e Offen, Eds., 2011; Mignolo, [1995] 2010, p. 219-313).</p>     <p>Nesse sentido, apontamos mais tr&ecirc;s problemas na an&aacute;lise das imagens e viagens imaginativas defendidas nos escritos do PNM. O primeiro: h&aacute; certo grau de eurocentrismo nas concep&ccedil;&otilde;es de cosmopolitismo que, nesta literatura, est&atilde;o baseadas na falsa ideia de acesso universal e equ&acirc;nime &agrave; internet e outras m&iacute;dias, sendo por isso dificilmente aplic&aacute;veis aos contextos de desigualdade, viol&ecirc;ncia e pobreza urbana a que muitos grupos est&atilde;o submetidos nas cidades latino-americanas. O segundo: s&atilde;o aportes que n&atilde;o t&ecirc;m dado muita import&acirc;ncia ao fato de que a grande maioria destas imagens em circula&ccedil;&atilde;o a respeito de lugares distantes s&atilde;o imagens de paisagens, das quais faz-se usos objetivos e subjetivos. O terceiro: &eacute; recorrente o entendimento dessas imagens restritivamente em contextos e circuitos do turismo, em detrimento de outras situa&ccedil;&otilde;es em que tamb&eacute;m est&atilde;o presentes.</p>     <p>A paisagem, como se sabe, &eacute; um conceito-chave da geografia (Claval, 2004; Holzer, 1999; Name, 2010), vigorosamente visual, que &eacute; tanto tra&ccedil;o da natureza quanto objeto da cultura (Berque, 1994). &Eacute; tamb&eacute;m o resultado de intencionalidades geo-historicamente produzidas e reproduzidas com vistas a se relacionar uma imagem visual a um mundo material, em que se envolvem quest&otilde;es sensoriais e est&eacute;ticas. Para que o espa&ccedil;o observado se converta em paisagem h&aacute; que se investir, a um s&oacute; tempo, em tecnologias de representa&ccedil;&atilde;o e de espetaculariza&ccedil;&atilde;o. &Eacute; nessa dire&ccedil;&atilde;o que Denis Cosgrove aponta que as ideias e as experi&ecirc;ncias moderno-coloniais relacionadas &agrave; paisagem evolu&iacute;ram em &iacute;ntima rela&ccedil;&atilde;o com o que chama de &ldquo;tecnologias de vis&atilde;o&rdquo;: no contexto hist&oacute;rico de inven&ccedil;&otilde;es renascentistas concomitantes &agrave; amplia&ccedil;&atilde;o de deslocamentos e viagens da coloniza&ccedil;&atilde;o, a visualiza&ccedil;&atilde;o e representa&ccedil;&atilde;o de paisagens se beneficiaram das t&eacute;cnicas da cartografia e da perspectiva, da inven&ccedil;&atilde;o de microsc&oacute;pios e telesc&oacute;pios e da forma&ccedil;&atilde;o de um novo olhar sobre a natureza (Cosgrove, 2003; ver tamb&eacute;m: Ronai, 1976 e 1978). Mais tarde, tiveram seu poder de persuas&atilde;o ampliado, quer por conta de um turismo cada vez mais massivo, quer pelo crescente fluxo de imagens de paisagens nas diversas m&iacute;dias inseridas no cotidiano (fotografia, cinema, televis&atilde;o, computa&ccedil;&atilde;o gr&aacute;fica).</p>     <p>Na medida em que t&eacute;cnicas ou tecnologias jamais s&atilde;o neutras, vale a pena trazer &agrave; discuss&atilde;o os argumentos de Joaqu&iacute;n Barriendos (2008 e 2011) a respeito da &ldquo;colonialidade do ver&rdquo;. Referindo-se &agrave; cartografia e aos registros visuais etnogr&aacute;ficos coloniais, o historiador mexicano aponta que havia uma predile&ccedil;&atilde;o por imagens reducionistas, estereotipadas e degradantes das popula&ccedil;&otilde;es nativas, seus h&aacute;bitos, sua cultura e seus espa&ccedil;os. Esses registros, que geo-historicamente influenciaram a produ&ccedil;&atilde;o de imagens, eram e ainda s&atilde;o representa&ccedil;&otilde;es que classificam o Outro de acordo com c&oacute;digos que relacionam e hierarquizam corpos, natureza e cultura pelo que delas se pode apreender visualmente. De l&aacute; para c&aacute;, ampliaram-se os meios de reprodu&ccedil;&atilde;o, arquivamento e transmiss&atilde;o (Benjamin, [1936] 1994; Kittler, [1999] 2016), mas as imagens desde muito circularam. Permanecem, ainda, a hierarquiza&ccedil;&atilde;o de lugares e grupos sociais: oposi&ccedil;&otilde;es bin&aacute;rias entre civiliza&ccedil;&atilde;o e barb&aacute;rie, cidade e campo ou urbe e favela, por exemplo, geo-historicamente muito se apoiaram em paisagens e imagens que as definiam.</p>     <p>A favela latino-americana est&aacute; envolta em diferentes circuitos e interconex&otilde;es entre paisagens e imagens. Uma an&aacute;lise geo-hist&oacute;rica e comparativa revela um repert&oacute;rio imag&eacute;tico, euroc&ecirc;ntrico, consagrador da favela latino-americana como "paisagem-tipo" (Sauer, [1925] 2007; Troll [1950] 2007): muito embora as favelas assumam v&aacute;rias morfologias, a mais constantemente apresentada em imagens &eacute; aquela cuja paisagem &eacute; de constru&ccedil;&otilde;es rudimentares, encostas &iacute;ngremes e pobreza &ndash; como as que v&ecirc;m recebendo telef&eacute;ricos &ndash;, associada ao que geo-historicamente foi institu&iacute;do como paisagem "tropical" ou "andina", por exemplo. Soma-se a presen&ccedil;a de corpos n&atilde;o brancos e, assim, paisagem e "ra&ccedil;a" tornam-se os dois lados de uma mesma moeda: dados visuais capazes de servir a postulados imag&eacute;ticos sobre disson&acirc;ncia, inferioridade ou exotismo (Name, 2013, p. 39). Ao longo do tempo, as imagens desta paisagem-tipo da favela estiveram em meio a pr&aacute;ticas de exibi&ccedil;&atilde;o e ocultamento: ora de seus atributos "singulares", "vern&aacute;culos" ou "aut&ecirc;nticos", ora de tudo que nelas representa o indesej&aacute;vel, vexat&oacute;rio e recrimin&aacute;vel por ser pr&oacute;prio do subdesenvolvimento e do atraso, mas que por isso mesmo necessariamente est&aacute; &agrave; espera de melhorias urbanas e sociais (Cardoso, 2006; Duno Gottberg, 2010; Freire-Medeiros, 2009, 2016; Freire-Medeiros e Menezes, 2009 e 2016; Name, 2013 e 2017; Novaes, 2014; Rodrigues, 2014 e 2017; Vitale, 2013;).</p>     <p>No entanto, a mais importante caracter&iacute;stica desta colonialidade do ver &eacute; o fato de que ao mesmo tempo em que estas imagens inferiorizam o Outro, tamb&eacute;m desterritorializam o <i>self</i> daquele que lan&ccedil;a o olhar. Oculta-se o <i>ponto de vista</i> &ndash; e, portanto, de enuncia&ccedil;&atilde;o &ndash; que as produziu, e, por isso, a autoria das imagens &ndash; de corpos a paisagens &ndash; apresenta-se como se desprovida de qualquer dado de etnicidade, g&ecirc;nero e classe. Assim, cabe lembrar do que na d&eacute;cada de 1970 alguns escritos da geografia francesa sobre paisagens j&aacute; argumentavam: se uma an&aacute;lise de paisagens parte da objetividade do <i>ponto de vista</i> de onde se observa o espa&ccedil;o &ndash; a localiza&ccedil;&atilde;o &ndash;, de modo a se problematizar seus efeitos est&eacute;ticos, psicol&oacute;gicos e emocionais, tamb&eacute;m deve levar em conta o <i>ponto de vista</i> &ndash; nesse caso, os interesses e as ideologias &ndash; dos grupos sociais que as produziram, ou que elegeram o &acirc;ngulo de sua observa&ccedil;&atilde;o. &Eacute; neste jogo entre materialidades e mentalidades que a paisagem, enfim, ganha a capacidade de mascarar ou expor todo tipo de conflitos (Cohen, 1987; Collot, 1986; Giblin, 1978; Lacoste 1977; Sautter, 1979).</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Christian Le&oacute;n (2012) afirma que a colonialidade do ver se renova, na atualidade, a partir do que nomeia como &ldquo;telecolonialidade&rdquo;, ou seja, do papel que cumprem os meios audiovisuais na administra&ccedil;&atilde;o de imagens &agrave; dist&acirc;ncia para o controle geopol&iacute;tico da alteridade em n&iacute;vel global. Mediante o contexto da contempor&acirc;nea fei&ccedil;&atilde;o cognitiva do capitalismo, marcada pelas tecnologias de comunica&ccedil;&atilde;o e de imagens, pela cultura visual, pela ind&uacute;stria cultural e pela espetaculariza&ccedil;&atilde;o social e urbana, o soci&oacute;logo equatoriano insiste que os dispositivos audiovisuais ainda v&ecirc;m realizando uma incorpora&ccedil;&atilde;o moderno-colonial do Outro nos termos dicot&ocirc;micos da alteridade. Ao mesmo tempo, a reprodutibilidade crescente das fotografias, a manipula&ccedil;&atilde;o do tempo e do movimento pelos filmes, as transmiss&otilde;es simult&acirc;neas e ao vivo da televis&atilde;o e a instantaneidade e simultaneidade das imagens digitais compartilhadas na internet sustentam um complexo processo de sincroniza&ccedil;&atilde;o de distintas temporalidades, o que contribui para a maior difus&atilde;o destas representa&ccedil;&otilde;es e sua ader&ecirc;ncia no senso comum. Ainda que se possa ver um sentido de cosmopolitismo na difus&atilde;o e no compartilhamento global destas imagens, n&atilde;o se deve ignorar que elas t&ecirc;m sido geo-historicamente produzidas e consumidas em processos atravessados pelos pontos de vista de grupos dominantes que visam a tornar pessoas, grupos sociais e lugares &ndash; n&atilde;o somente, mas em especial, do Sul Global &ndash; subalternos e invis&iacute;veis.</p>     <p>Barriendos e Le&oacute;n permitem-nos reinterpretar, a partir da decolonialidade, os argumentos sobre o ocularcentrismo moderno-colonial intimamente ligado &agrave; cria&ccedil;&atilde;o e &agrave; reprodu&ccedil;&atilde;o de paisagens, o cosmopolitismo global e as viagens e geografias imaginativas. No contexto de satura&ccedil;&atilde;o de imagens em circula&ccedil;&atilde;o e no qual se ampliam os modos de mercantiliza&ccedil;&atilde;o do espa&ccedil;o urbano, as paisagens s&atilde;o tamb&eacute;m mercadorias. No caso dos telef&eacute;ricos em favelas latino-americanas, o relevo acidentado, a morfologia complexa de suas edifica&ccedil;&otilde;es e a popula&ccedil;&atilde;o &rdquo;racializada&rdquo; destas &aacute;reas pauperizadas s&atilde;o elementos de estranheza e alteridade convertidos a valor agregado. Com a obten&ccedil;&atilde;o de diferentes pontos de vistas de paisagens panor&acirc;micas, a pobreza &eacute; a pr&oacute;pria diferen&ccedil;a colonial (Mignolo, 2011) que contraditoriamente &eacute; o valor que toma a favela como o Outro da cidade.</p>     <p>No entanto, a inclus&atilde;o de telef&eacute;ricos inaugura um regime imag&eacute;tico e paisag&iacute;stico que anuncia promessas de progresso e desenvolvimento, num futuro qualquer.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>4. Apontamentos finais</b></p>     <p>Sugere-nos o antrop&oacute;logo colombiano Arturo Escobar que &ldquo;pol&iacute;ticas p&uacute;blicas, ... assim como grande parte do que se denomina projeto, s&atilde;o tecnologias pol&iacute;ticas fundamentais da modernidade e elementos-chave na constitui&ccedil;&atilde;o moderna de um s&oacute; mundo globalizado&rdquo; (Escobar, 2016, p. 15). Assim, com base em preceitos do PNM, uma an&aacute;lise desatenta das interven&ccedil;&otilde;es sob a &eacute;gide do planejamento urbano estrat&eacute;gico, as quais se incluem os telef&eacute;ricos em favelas latino-americanas, poderia interpret&aacute;-las como um sinal de cosmopolitismo: estar&iacute;amos diante de mobilidades de projetos, paisagens e imagens alimentadoras de um sentido coeso e global em torno de ideias e experi&ecirc;ncias supostamente universais de urbanidade.</p>     <p>N&atilde;o nos parece ser este o caso. Julgamos ter demonstrado que os fios, cabos e cabines dos telef&eacute;ricos instalados em &aacute;reas &iacute;ngremes e pauperizadas de cidades da Am&eacute;rica Latina atraem novos olhares e proporcionam novos pontos de vista produtores de novas paisagens e imagens da favela. No entanto, em sendo n&atilde;o s&oacute; dispositivos de mobilidade mas tamb&eacute;m tecnologias da vis&atilde;o, eles as convertem em espet&aacute;culos que devem ser vistos de cima, de longe e de uma s&oacute; vez: de dentro da cabine, o olhar est&aacute; sob uma nova perspectiva, com profundidade e do alto, a perder de vista; o olhar de quem est&aacute; mais longe, fora da cabine, v&ecirc; estas favelas enquadradas num horizonte de montanhas densamente ocupadas, mas redesenhado pelas cabines suspensas e em movimento (Freire-Medeiros e Name, 2015).</p>     <p>Assim, estes projetos urbanos e suas imagens <i>tamb&eacute;m projetam</i>: a ideia de uma favela que, ainda que muito marcada pela pobreza, est&aacute; &agrave;s portas da modernidade &ndash; por sua vez obtida justamente pela instala&ccedil;&atilde;o do dispositivo de mobilidade; um enquadramento dos espa&ccedil;os de moradia pauperizados como uma paisagem agora n&atilde;o mais t&atilde;o vergonhosa e, por isso, pass&iacute;vel de ser reproduzida tecnicamente na forma de imagem; e, por fim, uma nova biografia de cidades &ndash; e das pr&oacute;prias favelas &ndash;, antes reconhecidas pela pobreza e pela viol&ecirc;ncia, mas que agora s&atilde;o anunciadas como territ&oacute;rios competitivos no mercado global de investimentos, o que &eacute; bastante desej&aacute;vel pelo poder p&uacute;blico e segmentos do setor privado.</p>     <p>Igualmente s&atilde;o parte de um modelo de cidade acr&iacute;tico em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; perman&ecirc;ncia de&nbsp; estruturas de dom&iacute;nio moderno-colonial: an&aacute;lises recentes a respeito do transporte por cabos em Medell&iacute;n e no Rio de Janeiro (&Aacute;lvarez e Bocarejo, 2014; Bocarejo e &Aacute;lvarez, 2012; Brand e D&aacute;vila, 2012; D&aacute;vila, Ed. 2012; D&aacute;vila e Brand, 2012; D&aacute;vila e Daste, 2011; Freire-Medeiros e Name, 2015 e 2017; Leibler e Musset 2010) apontam que as decis&otilde;es a respeito de sua implanta&ccedil;&atilde;o n&atilde;o foram conduzidas por processos verdadeiramente participativos junto &agrave;s comunidades e que tem pouco impacto sobre a (i)mobilidade da maioria dos seus residentes. Especificamente sobre o caso colombiano, &Aacute;lvarez e Bocarejo (2014) argumentam que "para os pol&iacute;ticos e urbanistas, os telef&eacute;ricos oferecem novas formas de governar a pobreza urbana, ao mesmo tempo em que trazem a promessa de valoriza&ccedil;&atilde;o de suas cidades do Terceiro Mundo".</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Acreditamos que o mesmo argumento &eacute; v&aacute;lido no caso dos telef&eacute;ricos de outras cidades latino-americanas. Seu valor &eacute; excessivo se comparado ao impacto na mobilidade dos desfavorecidos, mas mesmo transportando apenas alguns residentes para apenas algumas esta&ccedil;&otilde;es escassamente localizadas em favelas densamente povoadas, s&atilde;o promovidos como uma clara indica&ccedil;&atilde;o de desenvolvimento e progresso futuros. A repagina&ccedil;&atilde;o est&eacute;tica da paisagem e as imagens que possibilitam ganhos pol&iacute;ticos e criam um clima favor&aacute;vel a neg&oacute;cios urbanos s&atilde;o o que ao planejamento urbano estrat&eacute;gico parece mais importar.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>5. Refer&ecirc;ncias bibliogr&aacute;ficas</b></p>     <!-- ref --><p>&Aacute;LVAREZ, M.J.R. e BOCAREJO, D. Beautifying the slum: cable car fetishism in Cazuc&aacute;, Colombia. <i>International Journal of Urban and Regional Research,</i> v. 38, n. 6, p. 2025-2041, 2014.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1741649&pid=S2182-1267201700010001300001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>ANZALD&Uacute;A, G. <i>Bordelands/La frontera. </i>San Francisco: Aunt Lute Books, (1987) 2012.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1741651&pid=S2182-1267201700010001300002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>AMANCIO, T. <i>O Brasil dos gringos. </i>Niter&oacute;i: Intertexto, 2000.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1741653&pid=S2182-1267201700010001300003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>ARANTES, O.B.F. <i>Berlim e Barcelona: duas imagens estrat&eacute;gicas. </i>S&atilde;o Paulo: Annablume, 2012&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1741655&pid=S2182-1267201700010001300004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>ASCHER, F. <i>Les nouveaux principes de l'urbanisme</i>. &Eacute;ditions de l'Aube, 2001.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1741656&pid=S2182-1267201700010001300005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>BENJAMIN, W. A obra de arte na era de sua reprodutibilidade t&eacute;cnica. In: <i>Magia, t&eacute;cnica, arte e pol&iacute;tica (Obras escolhidas</i>). S&atilde;o Paulo: Brasiliense, (1936) 1994, p. 165-196.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1741658&pid=S2182-1267201700010001300006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>BERQUE, A. Paysage, milieu, histoire. In: BERQUE, A. (Ed.). <i>Cinq propositions pour une th&eacute;orie du paysage.</i> Seyssel: Champ Vallon, 1994, p. 11-29.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1741660&pid=S2182-1267201700010001300007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>BARRIENDOS, J. Apetitos extremos. La colonialidad del ver y las im&aacute;genes-archivo sobre el canibalismo de Indias. <i>Transversal</i>, p. 1-20, 2008.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1741662&pid=S2182-1267201700010001300008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>BARRIENDOS, J. La colonialidad del ver. Hacia un nuevo di&aacute;logo visual interepist&eacute;mico. <i>N&oacute;madas</i>, n. 35, p. 13-30, 2011.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1741664&pid=S2182-1267201700010001300009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>BAUMAN, Z. <i>Postmodern ethics. </i>Oxford: Blackwell, 1993.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1741666&pid=S2182-1267201700010001300010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>BECK, U. The cosmopolitan perspective: sociology of the second age of modernity. <i>The British Journal of Sociology, </i>v. 1, n. 1, p. 79&ndash;105, 2000.</p>     <p>BLAUT, J.M. <i>The colonizer&rsquo;s model of the world. </i>New York/London: The Guilford Press, 1993.</p>     <!-- ref --><p>BOCAREJO, D. and ALVAREZ, M.J.R. La esperanza de ser vistos. Percepciones de los habitantes de la Comuna 4 frente a la posible construcci&oacute;n de un cable a&eacute;reo. In: D&Aacute;VILA, J.D. (Ed.). <i>Movilidad urbana y pobreza: aprendizajes de Medell&iacute;n y Soacha, Colombia</i>. Bogot&aacute;: The Development Planning Unit, 2012, p. 143-148.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1741670&pid=S2182-1267201700010001300013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>BORSDORF, A. Hacia la ciudad fragmentada. Tempranas estructuras segregadas en la ciudad latinoamericana&rdquo;. <i>Scripta Nova</i>, v. 146, n. 122. 2003</p>     <!-- ref --><p>BORJA, J. y CASTELLS, M. Local y global: la gesti&oacute;n de las ciudades en la era de la informaci&oacute;n. Madrid: Taurus, 1998.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1741673&pid=S2182-1267201700010001300015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>BRAND, P. e D&Aacute;VILA, J.D. Los metrocables y el &ldquo;urbanismo social&rdquo;: dos estrategias complementarias. In: D&Aacute;VILA, J.D. (Ed.). <i>Movilidad urbana y pobreza: aprendizajes de Medell&iacute;n y Soacha, Colombia</i>. Bogot&aacute;: The Development Planning Unit, 2012, p. 38-46.</p>     <!-- ref --><p>B&Uuml;SCHER, M. e URRY, J. Mobile methods and the empirical. <i>European Journal of Social Theory</i>, v. 12, n. 1, p. 99-116, 2009.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1741676&pid=S2182-1267201700010001300017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>CARDOSO, C. <i>Do espa&ccedil;o concebido ao espa&ccedil;o vivido: um estudo de caso sobre as representa&ccedil;&otilde;es espaciais e identidades da Favela da Mar&eacute;, RJ.</i> Tese &ndash; Doutorado em Geografia. Universidade Federal Fluminense. Niter&oacute;i, 2006.</p>     <!-- ref --><p>CARMONA, M. e ARRESE, A. <i>Globalizaci&oacute;n y grandes proyectos urbanos: la respuesta de 25 ciudades.</i> Buenos Aires: Infinito, 2005.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1741679&pid=S2182-1267201700010001300019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>CLAVAL, P. A paisagem dos ge&oacute;grafos. In: CORR&Ecirc;A, R.L. e ROSENDAHL, Z. (Eds.). <i>Paisagens, textos e identidade.</i> Rio de Janeiro: EdUERJ, p. 13-74, 2004.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1741681&pid=S2182-1267201700010001300020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>COHEN, E. e COHEN, S.A. Beyond Eurocentrism in tourism: a paradigm shift to mobilities. <i>Tourism Recreation Research</i>, v. 40, n. 2, p. 1-12, 2015a.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1741683&pid=S2182-1267201700010001300021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>COHEN, E. e COHEN, S.A. A mobilities approach to tourism from emerging regions. <i>Current Issues in Tourism,</i> v. 18, n.1, p. 11-43, 2015b.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1741685&pid=S2182-1267201700010001300022&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>COHEN, S. e G&Ouml;SSLING, S. A darker side of hypermobility. <i>Environment and Planning A</i>, n. 47, p. 1661-1679, 2015.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1741687&pid=S2182-1267201700010001300023&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>COHEN, S. Points de vue sur les paysages. <i>H&eacute;rodote</i>, n. 44, p. 38-44, 1987.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1741689&pid=S2182-1267201700010001300024&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>COLLOT, M. Points de vue sur la perception des paysages. <i>L&rsquo;espace g&eacute;ographique</i>, v. 15, n. 3, p. 211-217, 1986.</p>     <p>COSGROVE, D. <i>Apollo&rsquo;s eye. </i>Baltimore: The John Hopkins University Press, 2001.</p>     <!-- ref --><p>COSGROVE, D. Landscape and the European sense of sight-eyeing nature. In: ANDERSON, K., DOMOSH, M., PILE, S. e THRIFT, N. (Eds.). <i>Handbook of Cultural Geography. </i>London: Sage, 2003, p. 249-268.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1741693&pid=S2182-1267201700010001300027&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>COSGROVE, D. <i>Geography and vision: seeing, imagining and representing the world</i>. London/New York: I.B. Tauris, 2008.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1741695&pid=S2182-1267201700010001300028&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>CRESSWELL<i>, </i>T. Mobilities II: still. <i>Progress in Human Geography, </i>v. 36, n. 5, p. 645-653, 2012.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1741697&pid=S2182-1267201700010001300029&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>CUENYA, B. Grandes proyectos urbanos latinoamericanos: aportes para su conceptualizaci&oacute;n y gesti&oacute;n desde la perspectiva del gobierno local. <i>Cuaderno urbano</i>, v. 8, n. 8, p. 229-252, 2009.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1741699&pid=S2182-1267201700010001300030&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>CUENYA, B. Grandes proyectos y sus impactos en la centralidad urbana. Cadernos Metr&oacute;pole, v. 13, n. 25, 2011.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1741701&pid=S2182-1267201700010001300031&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>CUENYA, B., NOVAIS, P. e VAINER (Eds.). <i>Grandes projetos urbanos. </i>Porto Alegre: Masquatro Editora, 2013.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1741703&pid=S2182-1267201700010001300032&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>D&Aacute;VILA, J.D. (Ed.). <i>Movilidad urbana y pobreza: aprendizajes de Medell&iacute;n y Soacha, Colombia.</i> Bogot&aacute;: The Development Planning Unit, 2012.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1741705&pid=S2182-1267201700010001300033&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>D&Aacute;VILA, J.D. e BRAND, P. La gobernanza del transporte p&uacute;blico urbano: indagaciones alrededor de los Metrocables de Medell&iacute;n <i>Revista Bit&aacute;cora Urbano Territorial</i>, v. 21, n. 2, p. 85-96, 2012.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1741707&pid=S2182-1267201700010001300034&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>D&Aacute;VILA, J.D. e DASTE, D. Pobreza, participaci&oacute;n y metrocable. Estudio del caso de Medell&iacute;n. <i>Bolet&iacute;n CF+S</i>, n. 54, p. 121-131, 2011.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1741709&pid=S2182-1267201700010001300035&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>DE LANDA, M. Meshworks, hierarchies and interfaces. In: BECKMANN, J. (Ed.). <i>The virtual dimension</i>. New York: Princeton Architectural Press, 1998, p. 274-285.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1741711&pid=S2182-1267201700010001300036&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>DE SOUZA, M.L. O territ&oacute;rio: sobre espa&ccedil;o e poder, autonomia e desenvolvimento. In: DE CASTRO, I.E., GOMES, P.C.C., CORR&Ecirc;A, R.L. (Eds.). <i>Geografia: conceitos e temas</i>. Rio de Janeiro: Bertrand, 1995, p. 77-116.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1741713&pid=S2182-1267201700010001300037&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>DE SOUZA, M.L. <i>Mudar a cidade</i>. Rio de Janeiro: Bertrand, 2001.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1741715&pid=S2182-1267201700010001300038&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>DYM, J. e OFFEN, Karl. (Eds.) <i>Mapping Latin America: a cartographic reader.</i> University of Chicago Press, 2011.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1741717&pid=S2182-1267201700010001300039&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>DUNO GOTTBERG, L. Geograf&iacute;as del miedo en el cine venezolano: Soy un delicuente (1976) y Secuestro express (2005). <i>Ensayos</i>, n&ordm; 19, p. 40-64, 2010.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1741719&pid=S2182-1267201700010001300040&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>DUSSEL, E. <i>Filosof&iacute;a de la liberaci&oacute;n. </i>M&eacute;xico: FCE, (1977) 2011.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1741721&pid=S2182-1267201700010001300041&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>ECHEVERR&Iacute;A, B. <i>Modernidad y blanquitud. </i>M&eacute;xico: Editorial Era, 2010.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1741723&pid=S2182-1267201700010001300042&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>ELLIOT, A e. URRY, J. <i>Mobile lives. </i>London: Routledge, 2010.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1741725&pid=S2182-1267201700010001300043&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>ESCOBAR, A. <i>El final del salvaje.</i> Bogot&aacute;: ICAN/CEREC. 1999.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1741727&pid=S2182-1267201700010001300044&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>ESCOBAR, A. <i>M&aacute;s all&aacute; del Tercer Mundo.</i> Bogot&aacute;: ICAN/CEREC, 2005.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1741729&pid=S2182-1267201700010001300045&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>ESCOBAR, A. <i>La invenci&oacute;n del Tercer Mundo.</i> Caracas: Fundaci&oacute;n Editorial El perro y la rana, (1995) 2007.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1741731&pid=S2182-1267201700010001300046&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>ESCOBAR, A. <i>Territorios de diferencia: lugar, movimientos, vida, redes.</i> Popay&aacute;n: Envi&oacute;n Editores, (2008) 2010.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1741733&pid=S2182-1267201700010001300047&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>ESCOBAR, A. <i>Autonom&iacute;a y dise&ntilde;o. </i>Popay&aacute;n: Universidad del Cauca/Sello Editorial, 2016.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1741735&pid=S2182-1267201700010001300048&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>FREDIANI, J.C. Las nuevas periferias en el proceso de expansi&oacute;n urbana. El caso del partido de La Plata. <i>Geograficando</i>, v. 5, n. 5, p. 103-125, 2009.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1741737&pid=S2182-1267201700010001300049&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>FREIRE-MEDEIROS, B. The favela and its touristic transits. <i>Geoforum</i>, v. 40, p. 580-588, 2009.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1741739&pid=S2182-1267201700010001300050&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>FREIRE-MEDEIROS, B. <i>Touring Poverty. </i>London: Routledge, 2013.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1741741&pid=S2182-1267201700010001300051&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>FREIRE-MEDEIROS, B. In Memoriam: John Urry (1946-2016). <i>Plural</i>, v. 23, p. 138, 2016.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1741743&pid=S2182-1267201700010001300052&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>FREIRE-MEDEIROS, B. e MENEZES, P. Fotografando a pobreza tur&iacute;stica<i>. Revista Anthropol&oacute;gicas</i>, v. 20, p. 11-11, 2009.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1741745&pid=S2182-1267201700010001300053&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>FREIRE-MEDEIROS, B. e MENEZES, P. As viagens da favela e a vida social dos suvenires. <i>Sociedade e Estado</i>, v. 31, p. 651-670, 2016.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1741747&pid=S2182-1267201700010001300054&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>FREIRE-MEDEIROS, B. e NAME, L. Flying for the very first time: mobilities, social class and environmental concerns in a Rio de Janeiro favela. <i>Mobilities</i>, v.8, n. 2, p. 167-184, 2013.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1741749&pid=S2182-1267201700010001300055&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>FREIRE-MEDEIROS, B. e NAME, L. &lsquo;Peace, love &amp; fun&rsquo;: an aerial cable car and the traveling favela. In: CIDELL, J. e PRYTHERCH, D. <i>Transport, mobility, and the production of urban space. </i>New York/London: Routledge, 2015, p. 263-280.</p>     <!-- ref --><p>FREIRE-MEDEIROS, B. e NAME, L. Does the future of the favela fit in an aerial cable car? Examining tourism mobilities and urban inequalities through decolonial lens. <i>Canadian Journal of Latin American and Caribbean Studies</i>, v. 42, n. 1, p. 1-16, 2017.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1741752&pid=S2182-1267201700010001300057&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>FUKUYAMA, F. e COLBY, S. Half a Miracle. <i>Foreign Policy</i>, v. 25, 2011.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1741754&pid=S2182-1267201700010001300058&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>GANDARILLA, J.G.S. <i>Modernidad, crisis y cr&iacute;tica. </i>M&eacute;xico: UNAM, (2014) 2015.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1741756&pid=S2182-1267201700010001300059&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>GANDARILLA, J.G.S. (Ed.). <i>La cr&iacute;tica en el margen. </i>M&eacute;xico D.F.: Akal/Inter Pares, 2016.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1741758&pid=S2182-1267201700010001300060&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>GIBLIN, B. Le paysage, le terrain et les g&eacute;ographes. <i>H&eacute;rodote</i>, n. 9, p. 74-89, 1978.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1741760&pid=S2182-1267201700010001300061&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>GITLIN, T. <i>Media unlimited.</i> New York: Metropolitan Books, 2001.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1741762&pid=S2182-1267201700010001300062&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>GROSFOGUEL, R. La descolonizaci&oacute;n de la econom&iacute;a pol&iacute;tica y los estudios postcoloniales: transmodernidad, pensamiento fronterizo y colonialidad global. <i>Tabula Rasa</i>, n. 4, p. 17-48, 2006.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1741764&pid=S2182-1267201700010001300063&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>HAESBAERT, R. <i>O mito da desterritorializa&ccedil;&atilde;o</i>. Rio de Janeiro: Bertrand, 2006.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1741766&pid=S2182-1267201700010001300064&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>HAESBAERT, R. <i>Viver no limite. </i>Rio de Janeiro: Bertrand, 2014.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1741768&pid=S2182-1267201700010001300065&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>HARVEY, D. From managerialism to entrepreneurialism: the transformation in urban governance in late capitalism. <i>Geografiska Annaler</i>, v. 71B, n. 1, p. 3&ndash;17, 1989.</p>     <!-- ref --><p>HOLZER, W. Paisagem, imagin&aacute;rio, identidade: alternativas para o estudo geogr&aacute;fico. In: CORR&Ecirc;A, R.L. e ROSENDHAL, Z. (Eds.). <i>Manifesta&ccedil;&otilde;es da cultura no espa&ccedil;o</i>. Rio de Janeiro: EdUERJ, 1999, p. 149-168.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1741771&pid=S2182-1267201700010001300067&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>KEELING, D.J. Transportation geography: new directions on well-worn trails. <i>Progress in Human Geography, </i>v. 31, n. 2, p. 217&ndash;225, 2007.</p>     <p>KEELING, D.J. &ldquo;Transportation geography: local challenges, global contexts&rdquo;. <i>Progress in Human Geography, </i>v. 33, n. 4, p. 516-526, 2009.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>KITTLER, F. <i>M&iacute;dias &oacute;pticas. </i>S&atilde;o Paulo: Contraponto, (1999) 2016.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1741775&pid=S2182-1267201700010001300070&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>LACOSTE, Y., A quoi sert le paysage? Qu&rsquo;est-ce un beau paysage? <i>H&eacute;rodote</i>, v. 7, p. 3-41. 1977</p>     <!-- ref --><p>LANDER, E. (Ed.). <i>La colonialidad del saber. </i>Buenos Aires: CLACSO, 2000.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1741778&pid=S2182-1267201700010001300072&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>LARSEN, J. e URRY, J. <i>The tourist gaze 3.0</i>. Thousand Oaks: Sage Publications, 2011a.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1741780&pid=S2182-1267201700010001300073&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>LARSEN, J. e URRY, J. Gazing and performing. <i>Environment and Planning D: Society and Space</i>, v. 29, n. 6, p. 1110-1125, 2011b.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1741782&pid=S2182-1267201700010001300074&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>LEIBLER, L. e MUSSET, A. &iquest;Un transporte hacia la justicia espacial? El caso del Metrocable y de la Comuna Nororiental de Medell&iacute;n, Colombia. <i>Scripta Nova</i>, v. 331, n. 48, 2010.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1741784&pid=S2182-1267201700010001300075&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>LE&Oacute;N, C. Imagen, medios y telecolonialidad: hacia uma cr&iacute;tica decolonial de los estudios visuales. <i>Aisthesis, </i>v. 51, p. 109-123.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1741786&pid=S2182-1267201700010001300076&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>LIMONAD, E. Urbaniza&ccedil;&atilde;o dispersa: mais uma forma de express&atilde;o urbana?. <i>Revista Forma&ccedil;&atilde;o</i>, vol. 14, n. 1, p. 31-48, 2007.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1741788&pid=S2182-1267201700010001300077&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>LUGONES, M. Colonialidad y g&eacute;nero. <i>Tabula rasa</i>, n. 9, p. 73-102, 2008.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1741790&pid=S2182-1267201700010001300078&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>LUGONES, M. Hacia un feminismo descolonial. <i>La manzana de la discordia</i>, v. 6, n. 2, p. 105-117, 2011.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1741792&pid=S2182-1267201700010001300079&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>LUNGO, M. (Ed.). <i>Grandes proyectos urbanos. </i>San Salvador: UCA LILP, 2004.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1741794&pid=S2182-1267201700010001300080&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>MASCARENHAS, G. A produ&ccedil;&atilde;o da cidade ol&iacute;mpica e os sinais da crise de um modelo globalit&aacute;rio. <i>GEOUSP: Espa&ccedil;o e Tempo</i>, v. 20, n. 1, p. 52-68, 2016.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1741796&pid=S2182-1267201700010001300081&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>MIGNOLO, W.D. <i>Local histories/Global designs. </i>Princenton: Princenton of University Press, 2000.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1741798&pid=S2182-1267201700010001300082&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>MIGNOLO, W.D. <i>The darker side of Renaissance. </i>Michigan: The University of Michigan Press, (1995) 2010.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1741800&pid=S2182-1267201700010001300083&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>MIGNOLO, W.D. <i>La idea de Am&eacute;rica Latina. </i>Barcelona: Geodisa Editorial, (2005) 2007.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1741802&pid=S2182-1267201700010001300084&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>MIGNOLO, W.D. <i>The darker side of Western Modernity. </i>Durham/Londres: Duke University Press, 2011.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1741804&pid=S2182-1267201700010001300085&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>MIGNOLO, W.D. e ESCOBAR, A. (Eds.). <i>Globalization and the decolonial option. </i>Londres: Routledge, 2010.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1741806&pid=S2182-1267201700010001300086&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>MORA&Ntilde;A, M., DUSSEL, E. e J&Aacute;UREGUI, C.A. (Eds.). <i>Coloniality at large.</i> Durhan/London, Duke University Press, 2008.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1741808&pid=S2182-1267201700010001300087&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>NAME, L. O conceito de paisagem na geografia e sua rela&ccedil;&atilde;o com o conceito de cultura. <i>GeoTextos, </i>v. 6, n. 1, p. 163-186, 2010.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1741810&pid=S2182-1267201700010001300088&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>NAME, L. Das redes &agrave;s ruas: novas tecnologias de informa&ccedil;&atilde;o e comunica&ccedil;&atilde;o, mobiliza&ccedil;&atilde;o social e manifesta&ccedil;&otilde;es pol&iacute;ticas no espa&ccedil;o p&uacute;blico In: RHEINGANTZ, P.A. e PEDRO, R. (Eds.). <i>Qualidade do lugar e cultura contempor&acirc;nea</i>. Rio de Janeiro: FAU/PROARQ, 2012, p. 199-214.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1741812&pid=S2182-1267201700010001300089&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>NAME, L. <i>Geografia pop: o cinema e o Outro.</i> Rio de Janeiro: Apicuri/Editora PUC-Rio, 2013.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1741814&pid=S2182-1267201700010001300090&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>NAME, L. Caracas e M&eacute;rida, Venezuela: colonialidade territorial e g&ecirc;nero no filme &ldquo;Azul y no tan rosa&rdquo;. <i>Revista Latino-Americana de Geografia e G&ecirc;nero</i>, 2017 (no prelo).</p>     <!-- ref --><p>NOVAES, A.R. Favelas and the divided city: mapping silences and calculations in Rio de Janeiro's journalistic cartography. <i>Social &amp; Cultural Geography</i>, v. 15, n. 2, p. 201-225, 2014.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1741817&pid=S2182-1267201700010001300092&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>NOVAIS, P. <i>Uma estrat&eacute;gia chamada &ldquo;planejamento estrat&eacute;gico</i>&rdquo;. Rio de Janeiro: 7Letras, 2010.</p>     <!-- ref --><p>ORTIZ, R.V.O. e URDANETA, J. Pol&iacute;ticas p&uacute;blicas de transporte urbano en Venezuela. <i>Mundo Nuevo: Revista de Estudios Latinoamericanos</i>, v. 4, n. 9, p. 217-244, 2012.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1741820&pid=S2182-1267201700010001300094&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>PAQUETTE, C. Retos del desarrollo urbano. In: INSTITUT DES AM&Eacute;RIQUES (Ed.). <i>Los Desaf&iacute;os del Desarrollo en Am&eacute;rica Latina: Din&aacute;micas Socioecon&oacute;micas y Pol&iacute;ticas P&uacute;blicas. </i>Paris: AFD, 2014, p. 195-211.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1741822&pid=S2182-1267201700010001300095&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>QUIJANO, A. Colonialidad y modernidad/racionalidad. <i>Per&uacute; Ind&iacute;gena</i>, n. 13, p. 11-29, 1992.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1741824&pid=S2182-1267201700010001300096&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>QUIJANO, A. Colonialidad del poder, eurocentrismo y Am&eacute;rica Latina. In LANDER, E. (Ed.). <i>La colonialidad del saber. </i>Buenos Aires: CLACSO, 2000a, p. 201-246.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1741826&pid=S2182-1267201700010001300097&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>QUIJANO, A. &iexcl;Qu&eacute; tal raza! <i>Revista venezolana de econom&iacute;a y ciencias sociales</i>, v. 6, n. 1, p. 37-45, 2000b.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1741828&pid=S2182-1267201700010001300098&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>QUIJANO, A. Colonialidade do poder, globaliza&ccedil;&atilde;o e democracia. <i>Novos Rumos</i>, v. 17, n. 37, p. 4-28, (2001) 2005.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1741830&pid=S2182-1267201700010001300099&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>QUIJANO, A. e WALLERSTEIN, I. Americanity as a concept. Or the Americas in the modern world. <i>International Social Science Journal</i>, v. 44, n. 4, p. 549-557, 1992.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1741832&pid=S2182-1267201700010001300100&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>REIS, N.G. <i>Notas sobre urbaniza&ccedil;&atilde;o dispersa e novas formas de tecido urbano</i>. S&atilde;o Paulo: Via das Artes, 2006.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1741834&pid=S2182-1267201700010001300101&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>RESTREPO, E. e ROJAS, A. <i>Inflexi&oacute;n decolonial: fuentes, conceptos y cuestionamientos. </i>Instituto de Estudios Sociales y Culturales Pensar, 2010.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1741836&pid=S2182-1267201700010001300102&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>RODRIGUES, L. Urbanismo do Apocalipse: a favela carioca como um filme de fic&ccedil;&atilde;o cient&iacute;fica. Trabalho de Conclus&atilde;o de Curso (Gradua&ccedil;&atilde;o em Arquitetura e Urbanismo) &ndash; Universidade Federal Fluminense, Niter&oacute;i, 2014.</p>     <p>RODRIGUES. L. A Unidade de Pol&iacute;cia Pacificadora atrav&eacute;s dos mapas do jornal "O Globo": uma narrativa da conquista territorial da favela carioca. Disserta&ccedil;&atilde;o (Mestrado em Geografia) &ndash; Universidade do Estado do Rio de Janeiro. Rio de Janeiro, 2017.</p>     <!-- ref --><p>ROLNIK, R. E KLINTOWITZ, D. (I)Mobilidade na cidade de S&atilde;o Paulo. <i>Estudos Avan&ccedil;ados</i>, v. 25, n. 71, p. 89-108, 2011.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1741840&pid=S2182-1267201700010001300105&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>RONAI, M. Paysages. <i>H&eacute;rodote</i>, v. 1, p. 125-159, 1976.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1741842&pid=S2182-1267201700010001300106&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>RONAI, M. Paysages II. <i>H&eacute;rodote</i>, v. 7, p. 71-91, 1977.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1741844&pid=S2182-1267201700010001300107&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>SAID, E.W. <i>Orientalismo.</i> S&atilde;o Paulo: Companhia das Letras, (1978) 2007.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1741846&pid=S2182-1267201700010001300108&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>S&Aacute;NCHEZ, F. <i>A reinven&ccedil;&atilde;o das cidades para um mercado mundial</i>. Argos: Editora Universit&aacute;ria, 2003.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1741848&pid=S2182-1267201700010001300109&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>SANTOS, M. <i>A natureza do espa&ccedil;o. </i>S&atilde;o Paulo: EdUSP, (1996) 2002.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1741850&pid=S2182-1267201700010001300110&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>SAUER, C.O. The morphology of landscape. In: WIENS, J.A., MOSS, M.M., TURNER, M.G. e MLADENOFF, D.J. (Eds.). <i>Foundation papers in landscape ecology.</i> New York: Columbia University Press, (1925) 2007, p. 36-70.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1741852&pid=S2182-1267201700010001300111&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>SAUTTER, G. Le paysage comme connivence. <i>H&eacute;rodote</i>, n. 16, p. 40-67, 1979.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1741854&pid=S2182-1267201700010001300112&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>SEGATO, R.L.<i> La cr&iacute;tica de la colonialidad en ocho ensayos: y una antropolog&iacute;a por demanda</i>. Buenos Aires: Prometeo, 2015.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1741856&pid=S2182-1267201700010001300113&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>SHELLER, M. e URRY, J. The new mobilities paradigm. <i>Environment and planning A</i>, v. 38, n. 2, p. 207-226, 2006.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1741858&pid=S2182-1267201700010001300114&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>SHOHAT, E. e STAM, R. <i>Unthinking eurocentrism: multiculturalism and the Media. </i>London/New Yoir: Routledge, 1994.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1741860&pid=S2182-1267201700010001300115&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>SZERSZYNSKI, B. e URRY, J. Cultures of cosmopolitanism. <i>The Sociological Review</i>, v. 50, n. 4: p. 461-481, 2002.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1741862&pid=S2182-1267201700010001300116&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>SZERSZYNSKI, B. e URRY, J. Visuality, mobility and the cosmopolitan: inhabiting the world from afar. <i>The British Journal of Sociology</i>, v. 57, n. 1, p. 113-131, 2006.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1741864&pid=S2182-1267201700010001300117&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>TROLL, C. The geographic landscape and its investigation. In: WIENS, J.A., MOSS, M.M., TURNER, M.G. e MLADENOFF, D.J. (Eds.). <i>Foundation papers in landscape ecology.</i> New York: Columbia University Press, (1950) 2007, p. 71-101.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1741866&pid=S2182-1267201700010001300118&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>URETA, S. To move or not to move? Social Exclusion, accessibility and daily mobility among the lowâ€income population in Santiago, Chile. <i>Mobilities</i>, v. 3, n. 2, p. 269-289, 2008.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1741868&pid=S2182-1267201700010001300119&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>URRY, J. <i>The tourist gaze. </i>London: Sage, 1995.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1741870&pid=S2182-1267201700010001300120&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>URRY, J. Mobile sociology. <i>The British Journal of Sociology</i>, v. 51, n. 1, p. 185-203, 2000.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1741872&pid=S2182-1267201700010001300121&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>URRY, J. Mobility and proximity. <i>Sociology</i>, v. 36, n. 2, p. 255-274, 2002.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1741874&pid=S2182-1267201700010001300122&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>URRY, J. <i>Mobilities</i>. London: Polity Press, 2007.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1741876&pid=S2182-1267201700010001300123&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>VAINER, C.B. P&aacute;tria, empresa e mercadoria. In: ARANTES, O. VAINER. C e MARICATO. <i>A cidade do pensamento &uacute;nico. </i>Petr&oacute;polis: Editora Vozes, 2000, p. 75-103.</p>     <!-- ref --><p>VAINER, C.; DE OLIVEIRA, F.L. e NOVAIS, P. Notas metodol&oacute;gicas sobre a an&aacute;lise de grandes projetos urbanos. In: DE OLIVEIRA, F.L., CARDOSO, A.L. COSTA, H.S.M. e VAINER, C.B. (Eds.). <i>Grandes projetos metropolitanos: Rio de Janeiro e Belo Horizonte</i>. Rio de Janeiro: Letra Capital, 2012, p. 11-23.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1741879&pid=S2182-1267201700010001300125&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>VALLEGA, A.A. <i>Latin American Philosophy from identity to exteriority. </i>Bloomington/Indianapolis: Indiana University Press, 2014.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1741881&pid=S2182-1267201700010001300126&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>VITALE, P. Miradas sobre la villa. Pol&iacute;tica y fotograf&iacute;a en asentamientos populares de Buenos Aires. <i>Serie urbana, </i>n. 4, p. 37-52, 2013.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1741883&pid=S2182-1267201700010001300127&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>WALLERSTEIN, I. Eurocentrism and its avatars: the dilemmas of social science. <i>Sociological Bulletin</i>, v. 46, n. 1: p.&nbsp; 21-29, 1997.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1741885&pid=S2182-1267201700010001300128&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>WALSH, C. (Ed.). <i>Pensamiento cr&iacute;tico y matriz colonial.</i> Quito, UASB-Abya Yala, 2005.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1741887&pid=S2182-1267201700010001300129&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>WRIGHT, J.K. Terrae incognitae: The place of the imagination in geography. <i>Annals of the Association of American Geographers</i>, v. 37, n. 1, p. 1-15, 1947.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1741889&pid=S2182-1267201700010001300130&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a href="#_ftnref1" name="_ftn1">[1]</a> Na Am&eacute;rica Latina, s&atilde;o muitos os termos que nominam os assentamentos informais de baixa renda: &ldquo;favela&rdquo; (Brasil), &ldquo;<i>barriada&rdquo; </i>(M&eacute;xico e Porto Rico), &ldquo;<i>barrio&rdquo; </i>(Col&ocirc;mbia, Equador, Honduras, Panam&aacute; e Venezuela), &ldquo;<i>campamento&rdquo; </i>(Chile), &ldquo;<i>cantegril&rdquo; </i>(Uruguai), &ldquo;<i>llegayp&oacute;n&rdquo;</i> (Cuba), &ldquo;<i>pueblo joven&rdquo;</i> (Peru), &ldquo;<i>tugurio&rdquo; </i>(Costa Rica e El Salvador) e &ldquo;<i>villa miseria&rdquo; </i>(Argentina), por exemplo. Al&eacute;m disso, no Brasil &ldquo;telef&eacute;rico&rdquo; &eacute; a palavra utilizada para referir-se ao dispositivo de mobilidade por cabos, mas nos demais pa&iacute;ses <i>hispanohablantes</i> s&atilde;o comuns &ldquo;<i>metrocable&rdquo;, &ldquo;andarivel&rdquo;</i> e &ldquo;<i>aerosilla&rdquo;.</i>Optamos por sempre utilizar os termos no portugu&ecirc;s do Brasil.</p>     <p><a href="#_ftnref2" name="_ftn2">[2]</a> A express&atilde;o original em ingl&ecirc;s &eacute; <i>imaginative travels</i>. A despeito da polissemia do adjetivo &ldquo;imaginativas&rdquo;, em portugu&ecirc;s, &ldquo;viagens imaginativas&rdquo; &eacute; uma tradu&ccedil;&atilde;o mais apropriada que &ldquo;viagens imagin&aacute;rias&rdquo;. A &uacute;ltima poderia, por um lado, levar &agrave; leitura sobre algo fantasioso, irreal ou ficcional nestas viagens, quando a literatura do PNM refere-se a certo deslocamento virtual obtido pela profus&atilde;o e circula&ccedil;&atilde;o de imagens; por outro, sobre um alinhamento te&oacute;rico do <i>mobilities turn</i> &agrave; larga e diversificada literatura dos estudos do imagin&aacute;rio (Castoriadis, Jung, Eliade, Bachelard e Gruzinski, por exemplo), o que n&atilde;o &eacute; o caso.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><a href="#_ftnref3" name="_ftn3">[3]</a> Haesbaert submete a um crivo cr&iacute;tico as teorias que a partir de finais do s&eacute;culo XX defenderam um conceito de desterritorializa&ccedil;&atilde;o guiado por ideias mistificadoras sobre o fim do estado-na&ccedil;&atilde;o, das fronteiras, da dist&acirc;ncia e at&eacute; mesmo da espacialidade. Para o autor, trata-se de discursos oriundos dos pontos nodais do capitalismo global e que, por isso mesmo, supervalorizam o ciberespa&ccedil;o e naturalizam um mundo sem fronteiras para um capital sem p&aacute;tria. O autor defende veementemente que n&atilde;o h&aacute; o fim dos territ&oacute;rios &ndash; como, ali&aacute;s, n&atilde;o houve o t&atilde;o anunciado fim da hist&oacute;ria &ndash; mas a emerg&ecirc;ncia da multiterritorialidade, ou seja, de m&uacute;ltiplos territ&oacute;rios, territorialidades e experi&ecirc;ncias territoriais, que n&atilde;o se d&atilde;o de forma uniforme entre lugares e grupos sociais. A marca da contemporaneidade, por isso, ainda &eacute; a iniquidade.</p>     <p><a href="#_ftnref4" name="_ftn4">[4]</a> N&atilde;o se deve confundir, contudo, a colonialidade com o colonialismo: a racionalidade moderno-colonial apresentou-se e ainda se apresenta na constante rela&ccedil;&atilde;o hier&aacute;rquica entre pa&iacute;ses que deliberadamente confundem &ldquo;ra&ccedil;a&rdquo; e origem espacial (como os &ldquo;latinos&rdquo; nos Estados Unidos) e na concentra&ccedil;&atilde;o da pobreza, dos trabalhos subalternos e das vulnerabilidades socioambientais junto &agrave; popula&ccedil;&atilde;o mundial de &ldquo;cor&rdquo;, por exemplo.</p>      ]]></body><back>
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