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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Padrões territoriais da agricultura urbana na cidade do Porto]]></article-title>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Territorial patterns of urban agriculture in Porto]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Urban agriculture has been awakening a growing interest from scholars, policy makers and society in general, and it is expanding through the world. It is a result of spontaneous practices in cities but also of public policies, which need to be informed about its socioterritorial context. In this work, we identify and classify the urban agriculture areas in the central area of the city of Porto and we analyses its territorial patterns. In addition, we explore and discuss some criteria for the selection of urban agriculture expansion areas.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><b>ARTIGO</b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Padr&otilde;es territoriais da agricultura urbana na cidade do Porto</b></p>     <p><b>Territorial patterns of urban agriculture in Porto</b></p>     <p><b>&nbsp;</b></p>     <p><b>Sousa, Diana</b><sup>1</sup>; <b>Madureira, Helena</b><sup>1,2</sup></p>     <p><sup>1</sup> Faculdade de Letras da Universidade do Porto (FLUP)/Departamento de Geografia; Via Panor&acirc;mica, s/n, 4150-564, Porto, Portugal; <a href="mailto:dianasousa_99@hotmail.com">dianasousa_99@hotmail.com</a>; <a href="mailto:hmadureira@letras.up.pt">hmadureira@letras.up.pt</a></p>     <p><sup>2</sup>Centro de Estudos em Geografia e Ordenamento do Territ&oacute;rio (CEGOT)</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>&nbsp;</b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>RESUMO</b></p>     <p>A agricultura urbana tem vindo a despertar um interesse crescente ao n&iacute;vel acad&eacute;mico, institucional e da sociedade em geral e encontra-se em expans&atilde;o um pouco por todo o mundo. Resulta de pr&aacute;ticas espont&acirc;neas, mas tamb&eacute;m cada vez mais de pol&iacute;ticas p&uacute;blicas, que necessitam de ser informadas sobre as condi&ccedil;&otilde;es socioterritorais que lhe est&atilde;o subjacentes. Neste trabalho identificamos e categorizamos as &aacute;reas cultivadas na &aacute;rea central da cidade do Porto e analisamos os seus padr&otilde;es territoriais. Adicionalmente, exploramos e discutimos alguns crit&eacute;rios de sele&ccedil;&atilde;o de &aacute;reas priorit&aacute;rias para a expans&atilde;o da agricultura urbana.</p>     <p><b>&nbsp;</b></p>     <p><b>Palavras-chave</b>: Agricultura urbana; Hortas Urbanas; Porto</p>     <p><b>&nbsp;</b></p>     <p><b>ABSTRACT&nbsp; </b></p>     <p>Urban agriculture has been awakening a growing interest from scholars, policy makers and society in general, and it is expanding through the world. It is a result of spontaneous practices in cities but also of public policies, which need to be informed about its socioterritorial context. In this work, we identify and classify the urban agriculture areas in the central area of the city of Porto and we analyses its territorial patterns. In addition, we explore and discuss some criteria for the selection of urban agriculture expansion areas.</p>     <p><b>&nbsp;</b></p>     <p><b>Keywords</b>: Urban agriculture; Urban garden; Porto</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><b>1. Introdu&ccedil;&atilde;o</b></p>     <p>A agricultura urbana, entendida genericamente como a atividade que engloba o cultivo de vegetais e a cria&ccedil;&atilde;o de animais nas cidades, tem suscitado um crescente interesse nos &uacute;ltimos anos. Estima-se que cerca de 800 milh&otilde;es de pessoas por todo o mundo estejam envolvidas na agricultura urbana, produzindo cerca de 15% dos alimentos do mundo (predominantemente fruta, vegetais, lactic&iacute;nios e pequenos animais) (FAO et al. 2014). Contudo, como discute Hamilton et al. (2013), a situa&ccedil;&atilde;o atual da agricultura urbana no mundo &eacute; ainda pouco conhecida, sendo dif&iacute;cil precisar ou validar estes valores.</p>     <p>O termo agricultura urbana &eacute; uma designa&ccedil;&atilde;o gen&eacute;rica utilizada para referenciar uma grande variedade condi&ccedil;&otilde;es de produ&ccedil;&atilde;o de bens alimentares nas cidades (Drescher et al. 2006; Marques 2015). De facto, as &aacute;reas de agricultura urbana apresentam carater&iacute;sticas bem diferenciadas, de acordo com a sua localiza&ccedil;&atilde;o, tamanho, escala, t&eacute;cnicas de produ&ccedil;&atilde;o e finalidade dos produtos (Hodgson et al. 2011). Por exemplo a agricultura urbana pode ser intraurbana ou periurbana, implantar-se em solos privados ou p&uacute;blicos; pode ter como objetivo o consumo pessoal ou a comercializa&ccedil;&atilde;o, ou ainda ter fins pedag&oacute;gicos ou terap&ecirc;uticos; pode desenvolver-se em grandes parcelas cont&iacute;guas de solo, em pequenas parcelas n&atilde;o cont&iacute;guas ou ainda em telhados, varandas ou alpendres. E pode servir-se de diferentes t&eacute;cnicas de produ&ccedil;&atilde;o, a hidroponia, a aquaponia ou a permacultura (Hodgson, Campbell e Bailkey 2011).</p>     <p>Nos variados estudos e publica&ccedil;&otilde;es que t&ecirc;m vindo a constatar e a sublinhar este renascimento da agricultura urbana, detetam-se um conjunto intricado de fatores justificativos, como a crescente sensibiliza&ccedil;&atilde;o para as problem&aacute;ticas ambientais, a consciencializa&ccedil;&atilde;o da import&acirc;ncia da seguran&ccedil;a alimentar e nutricional, ou ainda o aumento da pobreza e das desigualdades sociais nas cidades, com inerente dificuldade de acesso a bens alimentares.</p>     <p>Na realidade, as raz&otilde;es para a persist&ecirc;ncia ou incremento de pr&aacute;ticas agr&iacute;colas na cidade s&atilde;o muito diferenciadas de acordo com o contexto territorial. Enquanto nos pa&iacute;ses em desenvolvimento a pr&aacute;tica da agricultura urbana tem persistido ao longo dos anos sobretudo por raz&otilde;es de subsist&ecirc;ncia alimentar, nos pa&iacute;ses desenvolvidos um complexo leque de raz&otilde;es de ordem ambiental, social, e econ&oacute;mica tem contribu&iacute;do para um recente renascimento da atividade (Mok et al. 2014).&nbsp;</p>     <p>A consciencializa&ccedil;&atilde;o ambiental de crescentes margens de popula&ccedil;&atilde;o sobre os benef&iacute;cios associados &agrave; agricultura urbana ser&aacute; um dos fatores explicativos do renascimento da atividade agr&iacute;cola em muitas cidades europeias e norte-americanas. De facto, a produ&ccedil;&atilde;o local &eacute; vista como um meio eficaz para reduzir os impactes ambientais da produ&ccedil;&atilde;o alimentar, e simultaneamente contribuir para outros benef&iacute;cios ambientais. Numa recente publica&ccedil;&atilde;o Goldstein et al. (2016) sintetizaram os benef&iacute;cios ambientais da agricultura urbana em tr&ecirc;s principais categorias: i) maior efici&ecirc;ncia nas cadeias de consumo, designadamente pela redu&ccedil;&atilde;o das dist&acirc;ncias entre produ&ccedil;&atilde;o e consumo e impactes ambientais associados; ii) intera&ccedil;&atilde;o com os ciclos urbanos de mat&eacute;ria e energia, contribuindo por exemplo para a regulariza&ccedil;&atilde;o dos escoamentos superficiais ou para a mitiga&ccedil;&atilde;o das ilhas de calor urbano; iii) benef&iacute;cios ambientais &lsquo;ex-situ&rsquo; como por exemplo a presum&iacute;vel diminui&ccedil;&atilde;o da &aacute;rea cultivada, ou a contribui&ccedil;&atilde;o para o sequestro de carbono.</p>     <p>Por outro lado, a expans&atilde;o da agricultura urbana nas cidades do mundo desenvolvido tem vindo a ser associada a fatores t&atilde;o diversos como a crescente valoriza&ccedil;&atilde;o da seguran&ccedil;a alimentar, a sua incorpora&ccedil;&atilde;o enquanto atividade de recreio e lazer, o reconhecimento do seu papel na intera&ccedil;&atilde;o social e na educa&ccedil;&atilde;o ambiental, ou ainda a sua valoriza&ccedil;&atilde;o como elemento de promo&ccedil;&atilde;o da paisagem urbana (Pulighe e Lupia 2016). Adicionalmente, &eacute; cada vez mais consensual o potencial contributo econ&oacute;mico da agricultura urbana para as popula&ccedil;&otilde;es urbanas economicamente mais vulner&aacute;veis (Mok, Williamson, Grove, Burry, Barker e Hamilton 2014; Pulighe e Lupia 2016).</p>     <p>A agricultura urbana tem, portanto, um car&aacute;ter potencialmente multifuncional, j&aacute; que ultrapassa a mera produ&ccedil;&atilde;o de alimentos, e interage com outras esferas promotoras da qualidade ambiental e da sa&uacute;de nas cidades. De acordo com Mougeot (2000), a caracter&iacute;stica mais diferenciadora da agricultura urbana &eacute; o facto de esta ser parte integrante do sistema ecol&oacute;gico e social urbano. De facto, a agricultura urbana estimula a economia local com a venda dos produtos, &eacute; influenciada pelas condi&ccedil;&otilde;es locais (pol&iacute;ticas, mercados, pre&ccedil;os, ...) e gera impactes no pr&oacute;prio sistema local (nas condi&ccedil;&otilde;es ambientais locais, na seguran&ccedil;a alimentar, nos n&iacute;veis de pobreza, na sa&uacute;de, ...).</p>     <p>Ao mesmo que se multiplicam evid&ecirc;ncias sobre a expans&atilde;o da agricultura urbana um pouco por todo o mundo (Marques 2015; Mason e Knowd 2010; Mok, Williamson, Grove, Burry, Barker e Hamilton 2014; Pulighe e Lupia 2016) as pol&iacute;ticas urbanas t&ecirc;m crescentemente vindo a incorporar medidas para a sua potencia&ccedil;&atilde;o, sendo apontadas tr&ecirc;s principais dimens&otilde;es de atua&ccedil;&atilde;o (Van Veenhuizen 2006).â€¨A dimens&atilde;o social est&aacute; patente nas estrat&eacute;gias orientadas para a subsist&ecirc;ncia da popula&ccedil;&atilde;o urbana economicamente mais vulner&aacute;vel, focando especialmente a produ&ccedil;&atilde;o de alimentos para consumo dom&eacute;stico e eventual comercializa&ccedil;&atilde;o de excedentes. Refiram-se ainda as estrat&eacute;gicas vocacionadas para o potencial de inclus&atilde;o social ou o desenvolvimento comunit&aacute;rio associado &agrave; pr&aacute;tica agr&iacute;cola em contexto urbano, designadamente nas hortas sociais e comunit&aacute;rias. A dimens&atilde;o ecol&oacute;gica integra as estrat&eacute;gias que visam aproveitar o car&aacute;ter intrinsecamente multifuncional da agricultura urbana e os v&aacute;rios servi&ccedil;os ecol&oacute;gicos que potencialmente oferece (p.e. compostagem descentralizada e reutiliza&ccedil;&atilde;o de res&iacute;duos org&acirc;nicos e de &aacute;guas residuais, ameniza&ccedil;&atilde;o do clima urbano, gest&atilde;o da paisagem). Finalmente, a dimens&atilde;o econ&oacute;mica est&aacute; patente em estrat&eacute;gias para a promo&ccedil;&atilde;o de uma agricultura urbana orientada para o mercado, envolvendo n&atilde;o s&oacute; a produ&ccedil;&atilde;o de alimentos, mas tamb&eacute;m produtos n&atilde;o-alimentares (ervas medicinais e arom&aacute;ticas, flores, plantas ornamentais).</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&Eacute; crescentemente reconhecido que os processos de tomada de decis&atilde;o relacionados com o planeamento urbano precisam de dados de alta resolu&ccedil;&atilde;o espacial para estabelecer a rela&ccedil;&atilde;o entre, por um lado, o desempenho socioecon&oacute;mico do sistema urbano e das suas diferentes subunidades e, por outro lado, os seus impactos ambientais nestas subunidades (Pauleit e Duhme 2000). De facto, apesar de serem cada vez mais consensuais os benef&iacute;cios associados &agrave; agricultura urbana, &eacute; importante conhecer o contexto socioterritorial espec&iacute;fico em que se desenvolve. Neste sentido, a informa&ccedil;&atilde;o geogr&aacute;fica pode contribuir para o desenvolvimento da agricultura urbana, auxiliando a identifica&ccedil;&atilde;o de potenciais &aacute;reas de expans&atilde;o e permitindo valorizar locais j&aacute; existentes. Poder&aacute; tamb&eacute;m ser &uacute;til para identificar e minimizar &aacute;reas de risco, designadamente &aacute;reas cultivadas em solos contaminados ou irrigadas com &aacute;gua contaminada, ou hortas adjacentes a vias com muito tr&aacute;fego. Adicionalmente, conhecer a distribui&ccedil;&atilde;o dos espa&ccedil;os de agricultura urbana na cidade e das carater&iacute;sticas sociodemogr&aacute;ficas das &aacute;reas circundantes pode ajudar os planeadores e demais agentes a direcionar a sua atua&ccedil;&atilde;o para popula&ccedil;&otilde;es espec&iacute;ficas, bem como para condi&ccedil;&otilde;es ambientais particulares (Taylor e Lovell 2012).</p>     <p>Nos &uacute;ltimos anos t&ecirc;m-se vindo a desenvolver projetos de inventaria&ccedil;&atilde;o e referencia&ccedil;&atilde;o geogr&aacute;fica da agricultura urbana em muitas cidades do mundo. Num recente artigo de revis&atilde;o Sweeney et al. (2015) frisaram a profus&atilde;o desses projetos, sintetizando os objetivos, &acirc;mbitos e metodologias associados &agrave; inventaria&ccedil;&atilde;o e referencia&ccedil;&atilde;o das &aacute;reas de agricultura urbana. Neste trabalho associamo-nos a este crescente movimento, propondo-nos a contribuir para o conhecimento sobre as &aacute;reas cultivadas no Porto.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>2. Objetivos e Metodologias</b></p>     <p>Este trabalho pretende contribuir para o conhecimento das tipologias e padr&otilde;es socioterritoriais da agricultura urbana na &aacute;rea central da cidade do Porto - &aacute;rea interior &agrave; Via de Cintura Interna (VCI) - e identificar &aacute;reas priorit&aacute;rias para a sua futura expans&atilde;o. Este objetivo geral foi detalhado em tr&ecirc;s objetivos espec&iacute;ficos, cujos detalhes e processos metodol&oacute;gicos passamos a apresentar.&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>2.1. Identifica&ccedil;&atilde;o e categoriza&ccedil;&atilde;o das &aacute;reas de agricultura urbana</b></p>     <p>Um primeiro objetivo espec&iacute;fico consistiu na identifica&ccedil;&atilde;o, vectoriza&ccedil;&atilde;o e categoriza&ccedil;&atilde;o de todas as &aacute;reas cultivadas na &aacute;rea central do Porto.</p>     <p>A identifica&ccedil;&atilde;o das &aacute;reas cultivadas foi feita atrav&eacute;s da interpreta&ccedil;&atilde;o de imagens de sat&eacute;lite de alta resolu&ccedil;&atilde;o disponibilizadas gratuitamente, procedendo-se &agrave; sua vectoriza&ccedil;&atilde;o manual e integra&ccedil;&atilde;o num sistema de informa&ccedil;&atilde;o geogr&aacute;fica. Trata-se de um procedimento j&aacute; experimentado noutras cidades, designadamente em Chicago (Taylor e Lovell 2012) e Roma (Pulighe e Lupia 2016).</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>As hortas foram classificadas em tr&ecirc;s principais categorias, adaptando ao contexto territorial do Porto as classifica&ccedil;&otilde;es desenvolvidas noutros trabalhos similares (Lin et al. 2015; Taylor e Lovell 2012). Na <a href="#t1">Tabela 1</a> sintetizam-se as principais carater&iacute;sticas de cada uma das categorias. A vectoriza&ccedil;&atilde;o manual das hortas urbanas e categoriza&ccedil;&atilde;o por tipologia foi continuamente coadjuvada por levantamentos no terreno e entrevistas aos horticultores. Para fins comparativos foram adicionalmente vetorizadas todas as &aacute;reas verdes presentes na &aacute;rea de estudo.</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="t1">     <p><img src="/img/revistas/got/n11/n11a15t1.gif"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p><b>2.2. Identifica&ccedil;&atilde;o dos padr&otilde;es socioterritoriais das &aacute;reas cultivadas</b></p>     <p>Depois de identificadas e categorizadas as hortas urbanas, um segundo objetivo consistiu na identifica&ccedil;&atilde;o dos padr&otilde;es socioterritoriais das &aacute;reas cultivadas na &aacute;rea central do Porto. Pretendeu-se designadamente averiguar as rela&ccedil;&otilde;es entre o padr&atilde;o espacial das diferentes categorias de &aacute;reas cultivadas e alguns indicadores estat&iacute;sticos evidenciadores da densidade de ocupa&ccedil;&atilde;o humana (densidade populacional e densidade de edif&iacute;cios) e de vulnerabilidade social (popula&ccedil;&atilde;o desempregada e popula&ccedil;&atilde;o idosa). Utilizaram-se, para esse efeito, os dados do Instituto Nacional de Estat&iacute;stica, ao n&iacute;vel de subse&ccedil;&atilde;o estat&iacute;stica, do ano censit&aacute;rio 2011.</p>     <p>Toda a informa&ccedil;&atilde;o foi inserida e trabalhada no sistema de informa&ccedil;&atilde;o geogr&aacute;fica. Para averiguar de rela&ccedil;&otilde;es entre o padr&atilde;o espacial das &aacute;reas cultivadas e as vari&aacute;veis socioterritoriais, toda a informa&ccedil;&atilde;o foi convertida para raster. As vari&aacute;veis foram reclassificadas em 5 classes pelo m&eacute;todo dos quantis. Finalmente calculou-se o n&uacute;mero de pix&eacute;is ocupados por &aacute;reas cultivadas em cada classe, valores que foram posteriormente convertidos em Km2.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>2.3. Identifica&ccedil;&atilde;o explorat&oacute;ria de &aacute;reas priorit&aacute;rias &agrave; expans&atilde;o da agricultura urbana</b></p>     <p>Finalmente, definimos como &uacute;ltimo objetivo espec&iacute;fico estabelecer e testar alguns crit&eacute;rios que permitissem identificar &aacute;reas priorit&aacute;rias &agrave; expans&atilde;o da agricultura urbana na &aacute;rea em estudo. Elegemos cinco crit&eacute;rios explorat&oacute;rios para a sele&ccedil;&atilde;o de futuras &aacute;reas de cultivo, considerando condi&ccedil;&otilde;es quer de aptid&atilde;o biof&iacute;sica quer de potencia&ccedil;&atilde;o das suas fun&ccedil;&otilde;es sociais: i) &aacute;reas verdes, para que o processo de convers&atilde;o para terreno de cultivo fosse mais exequ&iacute;vel; ii) &aacute;reas com declives inferiores a 10 graus, para facilitar a sua implementa&ccedil;&atilde;o; iii) exposi&ccedil;&atilde;o orientada a sul, pela estimula&ccedil;&atilde;o dos processos biol&oacute;gicos; iv) &aacute;reas de maior concentra&ccedil;&atilde;o de popula&ccedil;&atilde;o idosa (quinto quintil); e v) &aacute;reas de concentra&ccedil;&atilde;o de popula&ccedil;&atilde;o idosa (quinto quintil), ambos para potenciar as suas fun&ccedil;&otilde;es sociais.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Sublinhamos tratar-se de um processo explorat&oacute;rio, j&aacute; que outros crit&eacute;rios, como a aptid&atilde;o e qualidade dos solos, a disponibilidade de &aacute;gua ou a compatibilidade com ocupa&ccedil;&otilde;es/usos do solo, poder&atilde;o no futuro incorporar um projeto mais consistente de sele&ccedil;&atilde;o de &aacute;reas priorit&aacute;rias &agrave; expans&atilde;o da agricultura urbana</p>     <p>Depois de identificadas as &aacute;reas que cumprem simultaneamente os cinco crit&eacute;rios definidos, opt&aacute;mos por aplicar uma &aacute;rea de influ&ecirc;ncia de 100 e 200 metros &agrave;s subsec&ccedil;&otilde;es com maior concentra&ccedil;&atilde;o de popula&ccedil;&atilde;o idosa e desempregada, j&aacute; que ainda assim a proximidade se manteria elevada. Finalmente, foram eliminadas as &aacute;reas resultantes residuais (&lt;3 m2).</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>3. Resultados e Discuss&atilde;o</b></p>     <p><b>3.1. Padr&atilde;o espacial da agricultura urbana do Porto</b></p>     <p>Os resultados relativos &agrave; identifica&ccedil;&atilde;o e carateriza&ccedil;&atilde;o das diferentes categorias de &aacute;reas cultivadas est&atilde;o apresentados na <a href="#t2">Tabela 2</a> e revelam numa primeira an&aacute;lise, que as hortas identificadas ocupam uma &aacute;rea total de 0,756 Km2, correspondendo a 4,38% da &aacute;rea de estudo. O total das &aacute;reas verdes apresenta um valor naturalmente mais significativo, representando 11,58% da &aacute;rea de estudo.</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="t2">     <p><img src="/img/revistas/got/n11/n11a15t2.gif"></p>     
<p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Relativamente &agrave; representatividade das diferentes categorias de &aacute;reas cultivadas, podemos referir que as hortas agregadas a edif&iacute;cios s&atilde;o as mais dominantes, representando cerca de 3,34 % da &aacute;rea de estudo e cerca de 76% do total das &aacute;reas cultivadas identificadas. Seguem-se as hortas desagregadas de edif&iacute;cios, que ocupam 0,93% da &aacute;rea de estudo, e representam cerca de 21% do total de &aacute;reas cultivadas. Por fim, as principais hortas pedag&oacute;gicas/comunit&aacute;rias, ocupam apenas 0,10% da &aacute;rea de estudo.</p>     <p>Na <a href="#f1">Figura 1</a> podemos observar o padr&atilde;o espacial definido pelas diferentes categorias de hortas urbanas. As hortas agregadas a edif&iacute;cios, sendo a mais representada globalmente, encontram-se disseminadas por toda a &aacute;rea de estudo. S&atilde;o genericamente &aacute;reas de pequena dimens&atilde;o, o que &eacute; justificado pelo fato de se situarem em terrenos adjacentes &agrave;s edifica&ccedil;&otilde;es urbanas, normalmente com lotes de tamb&eacute;m pequena dimens&atilde;o.</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="f1">     <p><img src="/img/revistas/got/n11/n11a15f1.gif"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>J&aacute; as hortas desagregadas de edif&iacute;cios, ocupam especialmente &aacute;reas mais perif&eacute;ricas e adjacentes a infraestruturas rodovi&aacute;rias e ferrovi&aacute;rias. S&atilde;o genericamente &aacute;reas de maior dimens&atilde;o e ocorrem em contextos de menor densidade de ocupa&ccedil;&atilde;o humana.&nbsp;</p>     <p>As hortas sociais, comunit&aacute;rias e pedag&oacute;gicas representam, como referido, apenas 0,10% da &aacute;rea de estudo. No entanto, merecem aten&ccedil;&atilde;o pelas suas carater&iacute;sticas muito espec&iacute;ficas, designadamente, e como j&aacute; vimos, por promoverem a educa&ccedil;&atilde;o ambiental, promoverem os valores de partilha e solidariedade, e por muitas vezes integrarem projetos de valoriza&ccedil;&atilde;o de popula&ccedil;&otilde;es social e economicamente mais vulner&aacute;veis. Na &aacute;rea de estudo podemos observar que este tipo de hortas localiza-se maioritariamente no centro hist&oacute;rico da cidade do Porto. Resultaram todas elas de iniciativas da C&acirc;mara Municipal do Porto, tendo a maioria sido dinamizadas projeto &ldquo;Manobras no Porto&rdquo;, promovido pela Porto Lazer e cofinanciado pelo Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional (FEDER) (QREN 2007-2013).</p>     <p>Os resultados da an&aacute;lise da rela&ccedil;&atilde;o entre os padr&otilde;es espaciais definidos pelas &aacute;reas cultivadas e as carater&iacute;sticas socioterritoriais encontram-se sintetizados na <a href="#f2">Figura 2</a>. Come&ccedil;ando pela rela&ccedil;&atilde;o entre o padr&atilde;o dos diferentes tipos de &aacute;reas cultivadas e a densidade de edif&iacute;cios, e apesar de a rela&ccedil;&atilde;o n&atilde;o ser direta, observa-se que todos os tipos de hortas est&atilde;o mais representados em contextos interm&eacute;dios em termos de ocupa&ccedil;&atilde;o por edif&iacute;cios. A rela&ccedil;&atilde;o espacial entre os diferentes tipos de hortas e a densidade populacional tamb&eacute;m n&atilde;o &eacute; direta, mas distingue-se uma maior preval&ecirc;ncia de hortas em contextos de maior densidade populacional. Esta tend&ecirc;ncia &eacute; evidenciada nos tr&ecirc;s tipos de hortas em an&aacute;lise, mas &eacute; especialmente relevante nas hortas pedag&oacute;gicas e comunit&aacute;rias. Estes resultados parecem, portanto, apontar para uma tend&ecirc;ncia de maior express&atilde;o de hortas urbanas em contextos de maior densidade populacional e, simultaneamente, onde a densidade de edificado n&atilde;o &eacute; excessivamente elevada para permitir a exist&ecirc;ncia de espa&ccedil;o para cultivo.</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="f2">     <p><img src="/img/revistas/got/n11/n11a15f2.gif"></p>     
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<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p>Relativamente aos indicadores de vulnerabilidade social, podemos verificar que existe uma maior preval&ecirc;ncia de hortas em contextos interm&eacute;dios em termos de desemprego, sendo de destacar um ligeiro aumento das principais hortas pedag&oacute;gicas/comunit&aacute;rias nas subse&ccedil;&otilde;es com mais desemprego. A rela&ccedil;&atilde;o entre a distribui&ccedil;&atilde;o da popula&ccedil;&atilde;o idosa e das diferentes tipologias de hortas na &aacute;rea em estudo n&atilde;o revela um padr&atilde;o significativo, refletindo antes uma distribui&ccedil;&atilde;o equilibrada pelas diferentes classes. Refira-se, no entanto, que para o caso das hortas pedag&oacute;gicas e comunit&aacute;rias, existe uma clara tend&ecirc;ncia para a sua incid&ecirc;ncia em &aacute;reas com maior concentra&ccedil;&atilde;o de idosos.&nbsp;</p>     <p>Os resultados evidenciam, portanto, uma rela&ccedil;&atilde;o t&eacute;nue entre os padr&otilde;es espaciais hortas urbanas e os indicadores socioterritoriais, especialmente aqueles indiciadores de vulnerabilidade social.</p>     <p>&Eacute;, portanto, importante que as pol&iacute;ticas de promo&ccedil;&atilde;o da agricultura urbana tenham em conta crit&eacute;rios de diferente &iacute;ndole. De facto, os espa&ccedil;os de agricultura urbana s&atilde;o multifuncionais proporcionando, como as demais &aacute;reas verdes das cidades, benef&iacute;cios de ordem social, econ&oacute;mica e ambiental, e por isso as pol&iacute;ticas urbanas devem promover novos espa&ccedil;os de agricultura urbana, privilegiando as &aacute;reas que re&uacute;nem as condi&ccedil;&otilde;es socioterritoriais mais prop&iacute;cias ao seu desenvolvimento.</p>     <p>Os resultados merecem ser discutidos tendo em vista um futuro desenvolvimento do projeto. De facto, as &aacute;reas priorit&aacute;rias para a expans&atilde;o da agricultura urbana envolvem contextos muito diferenciados, desde &aacute;reas sem uso atual, logradouros, ou jardins p&uacute;blicos. Se em jardins p&uacute;blicos de maior dimens&atilde;o seria poss&iacute;vel considerar a integra&ccedil;&atilde;o de uma &aacute;rea de cultivo, nos mais pequenos, de desenho mais formal, e sobretudo de valor patrimonial, a implementa&ccedil;&atilde;o n&atilde;o seria t&atilde;o facilmente exequ&iacute;vel.</p>     <p>Os resultados do terceiro objetivo espec&iacute;fico deste trabalho espelham, ainda que de modo explorat&oacute;rio, o des&iacute;gnio de estabelecer &aacute;reas priorit&aacute;rias para a expans&atilde;o da &aacute;rea cultivada na &aacute;rea central do concelho do Porto, tendo em conta crit&eacute;rios de aptid&atilde;o biof&iacute;sica e de potencia&ccedil;&atilde;o das suas fun&ccedil;&otilde;es sociais (Figuras <a href="#f4">3</a> e <a href="#f4">4</a>).</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="f3">     <p><img src="/img/revistas/got/n11/n11a15f3.gif"></p>     
<p>&nbsp;</p> <a name="f4">     <p><img src="/img/revistas/got/n11/n11a15f4.gif"></p>     
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<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p>Em s&iacute;ntese, neste estudo explorat&oacute;rio identificaram-se &aacute;reas potenciais para a promo&ccedil;&atilde;o da agricultura urbana de acordo com alguns crit&eacute;rios, que em estudos posteriores deveriam ser melhorados e complementados. Por exemplo, neste caso espec&iacute;fico, al&eacute;m da dimens&atilde;o dos jardins seria importante ponderar os valores patrimoniais, ou seja, considerar que algumas &aacute;reas n&atilde;o s&atilde;o pass&iacute;veis de ser convertidas em &aacute;reas cultivadas por constitu&iacute;rem jardins ou espa&ccedil;os verdes com valor est&eacute;tico e cultural.</p>     <p>Outros crit&eacute;rios que aprimorariam a sele&ccedil;&atilde;o das &aacute;reas priorit&aacute;rias seriam, como j&aacute; referimos, a pondera&ccedil;&atilde;o da proximidade a cursos de &aacute;gua e a aptid&atilde;o e contamina&ccedil;&atilde;o dos solos. Ou ainda crit&eacute;rios como o rendimento da popula&ccedil;&atilde;o e a proximidade a escolas e a lares de idosos; o primeiro porque permitia identificar franjas populacionais de maior vulnerabilidade socioecon&oacute;mica; o segundo porque possibilitaria a essas institui&ccedil;&otilde;es a oportunidade de disporem de uma &aacute;rea apropriada para desenvolver atividades relacionadas com a educa&ccedil;&atilde;o ambiental. Finalmente, a sele&ccedil;&atilde;o das &aacute;reas priorit&aacute;rias deveria ter em conta a sua inser&ccedil;&atilde;o na estrutura ecol&oacute;gica da cidade e designadamente a sua contribui&ccedil;&atilde;o para a formaliza&ccedil;&atilde;o de corredores ecol&oacute;gicos.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>4. Conclus&atilde;o</b></p>     <p>A agricultura urbana tem vindo crescentemente a concentrar a aten&ccedil;&atilde;o de cidad&atilde;os, decisores pol&iacute;ticos e acad&eacute;micos por todo o mundo. A produ&ccedil;&atilde;o de alimentos nas cidades n&atilde;o &eacute; necessariamente uma novidade, j&aacute; que persistem na atualidade muitos exemplos de pr&aacute;ticas agr&iacute;colas urbanas que remontam h&aacute; d&eacute;cadas ou s&eacute;culos. Mas o recente interesse na agricultura urbana envolve uma reinven&ccedil;&atilde;o do conceito, sendo-lhe associados m&uacute;ltiplos benef&iacute;cios e a potencial capacidade de responder aos desafios da sustentabilidade urbana. A atual conce&ccedil;&atilde;o de agricultura urbana envolve, portanto, o seu car&aacute;ter potencialmente multifuncional, j&aacute; que ultrapassa a mera produ&ccedil;&atilde;o de alimentos, e interage com outras esferas promotoras da qualidade ambiental e da sa&uacute;de nas cidades.</p>     <p>Esta crescente popularidade da agricultura urbana tem tido, contudo, o efeito perverso de potenciar um discurso positivo acr&iacute;tico e desterritorializado, ignorando quer eventuais efeitos negativos da pr&aacute;tica da agricultura urbana, quer as suas m&uacute;ltiplas variantes decorrentes do seu contexto socioterritorial (Prov&eacute; et al. 2016; Pulighe e Lupia 2016). O conhecimento das condi&ccedil;&otilde;es socioterritorais locais associadas &agrave; pratica da agricultura urbana revela-se assim essencial quer para conhecer e compreender as suas atuais din&acirc;micas, quer para melhor enformar politicas de promo&ccedil;&atilde;o da agricultura urbana em diferentes cidades.</p>     <p>Este trabalho proporcionou um melhor entendimento do contexto socioterritorial da agricultura urbana na &aacute;rea central do concelho do Porto. Para al&eacute;m de contribuirmos para a identifica&ccedil;&atilde;o das &aacute;reas que atualmente s&atilde;o aqui cultivadas, percebemos que o seu padr&atilde;o espacial n&atilde;o &eacute; diretamente explicado por indicadores como a densidade populacional e de edif&iacute;cios, ou a preval&ecirc;ncia de popula&ccedil;&atilde;o idosa ou desempregada. N&atilde;o obstante, e sublinhando a import&acirc;ncia das pol&iacute;ticas de promo&ccedil;&atilde;o da agricultura urbana terem em conta crit&eacute;rios de aptid&atilde;o biof&iacute;sica e de potencia&ccedil;&atilde;o das suas fun&ccedil;&otilde;es sociais, identific&aacute;mos, num projeto explorat&oacute;rio, &aacute;reas priorit&aacute;rias para a sua expans&atilde;o. Os resultados obtidos abrem perspetivas a trabalhos futuros. Por um lado, evidencia-se a necessidade de aprofundar o estudo sobre os contextos associados &agrave; agricultura urbana na cidade do Porto, alargando o seu &acirc;mbito do ponto de vista conceptual, territorial e metodol&oacute;gico. A aplica&ccedil;&atilde;o de metodologias qualitativas ou qualitativas que permitam caraterizar os agentes envolvidos na pr&aacute;tica da horticultura urbana e evidenciar as condi&ccedil;&otilde;es em que esta &eacute; desenvolvida, torna-se, neste &acirc;mbito, particularmente relevante. Por outro lado, emerge a import&acirc;ncia de desenvolver estudos semelhantes noutras &aacute;reas urbanas, nacionais ou internacionais, de modo a alargar a base comparativa e aferir com maior profundidade os fatores sociais, culturais, territoriais, ou mesmo das pol&iacute;ticas institucionais mais eficazes na promo&ccedil;&atilde;o da agricultura em contextos urbanos.</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><b>5. Refer&ecirc;ncias bibliogr&aacute;ficas</b></p>     <!-- ref --><p>DRESCHER, A. W., R. J. HOLMER AND D. L. IAQUINTA. Urban homegardens and allotment gardens for sustainable livelihoods: Management strategies and institutional environments. In B.M. KUMAR AND P.K.R. NAIR eds. <i>Tropical Homegardens: A Time-Tested Example of Sustainable Agroforestry. </i>Dordrecht: Springer Netherlands, 2006, p. 317-338.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1742373&pid=S2182-1267201700010001500001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>FAO, IFAD AND WFP <i>The state of food insecurity in the world 2014. Strengthening the enabling environment for food security and nutrition</i>. Edtion ed. Rome: FAO, 2014.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1742375&pid=S2182-1267201700010001500002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>GOLDSTEIN, B., M. HAUSCHILD, J. FERN&Aacute;NDEZ AND M. BIRKVED Urban versus conventional agriculture, taxonomy of resource profiles: a review. Agronomy for Sustainable Development,&nbsp; 2016, 36(1), 9.</p>     <!-- ref --><p>HAMILTON, A. J., K. BURRY, H.-F. MOK, S. F. BARKER, et al. Give peas a chance? Urban agriculture in developing countries. A review. Agronomy for Sustainable Development,&nbsp; 2013, 34(1), 45-73.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1742378&pid=S2182-1267201700010001500004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>HODGSON, K., M. C. CAMPBELL AND M. BAILKEY. Investing in Healthy, Sustainable Places through Urban Agriculture. Miami: 2011.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>LIN, B. B., S. M. PHILPOTT AND S. JHA The future of urban agriculture and biodiversity-ecosystem services: Challenges and next steps. Basic and Applied Ecology,&nbsp; 2015, 16(3), 189-201.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1742381&pid=S2182-1267201700010001500006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>MARQUES, H. O verde produtivo na AMP no horizonte 2020. GOT : Revista de Geografia e Ordenamento do Territ&oacute;rio,&nbsp; 2015, (7), 213-229.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1742383&pid=S2182-1267201700010001500007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>MASON, D. AND I. KNOWD The emergence of urban agriculture: Sydney, Australia. International Journal of Agricultural Sustainability, 2010/02/01 2010, 8(1-2), 62-71.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1742385&pid=S2182-1267201700010001500008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>MOK, H.-F., V. G. WILLIAMSON, J. R. GROVE, K. BURRY, et al. Strawberry fields forever? Urban agriculture in developed countries: a review. Agronomy for Sustainable Development,&nbsp; 2014, 34(1), 21-43.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1742387&pid=S2182-1267201700010001500009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>MOUGEOT, L. J. A. Urban agriculture: definition, presence, potentials and risks. Growing cities, growing food: Urban agriculture on the policy agenda,&nbsp; 2000, 1-42.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1742389&pid=S2182-1267201700010001500010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>PAULEIT, S. AND F. DUHME Assessing the environmental performance of land cover types for urban planning. Landscape and Urban Planning,&nbsp; 2000, 52(1), 1-20.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1742391&pid=S2182-1267201700010001500011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>PROV&Eacute;, C., J. DESSEIN AND M. D. KROM Taking context into account in urban agriculture governance: Case studies of Warsaw (Poland) and Ghent (Belgium). Land Use Policy, 11// 2016, 56, 16-26.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1742393&pid=S2182-1267201700010001500012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>PULIGHE, G. AND F. LUPIA Mapping spatial patterns of urban agriculture in Rome (Italy) using Google Earth and web-mapping services. Land Use Policy,&nbsp; 2016, 59, 49-58.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1742395&pid=S2182-1267201700010001500013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>SWEENEY, G., M. HAND, M. KAISER, J. K. CLARK, et al. The State of Food Mapping. CPL bibliography, 2016/05/01 2015, 31(2), 123-219.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1742397&pid=S2182-1267201700010001500014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>TAYLOR, J. R. AND S. T. LOVELL Mapping public and private spaces of urban agriculture in Chicago through the analysis of high-resolution aerial images in Google Earth. Landscape and Urban Planning,&nbsp; 2012, 108(1), 57-70.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1742399&pid=S2182-1267201700010001500015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>VAN VEENHUIZEN, R. <i>Cities farming for the future: Urban agriculture for green and productive cities</i>. Edtion ed.: IDRC, 2006. ISBN 1552502163.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1742401&pid=S2182-1267201700010001500016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      ]]></body><back>
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