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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Estimativa da distribuição espacial da temperatura do ar com base em zonas climáticas locais (LCZ) e modelos de regressão]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[The transformation of natural surfaces due to built urban forms affects several climatological variables, especially air temperature. Temperature differences are traditionally measured in urban and rural areas and are commonly related to the urban heat island (UHI) intensity; this leads to simplistic interpretation of the landscape universe and therefore the UHI. We applied the local climate zone (LCZ) scheme in Presidente Prudente, São Paulo, Brazil, to analyze the city’s thermal climate. Our first step was to map potential LCZs. We then performed mobile traverses during summer and winter evenings to gather temperature data, and used statistical regression models to calculate the correlation between LCZs and air temperature, and to predict intra-urban thermal patterns. The results show a positive correlation (0.76) between urban morphology, land cover, and air temperature, compact built zones with higher temperatures, and maximum average inter-zone thermal difference of 4.4°C (âˆ†T LCZ 34-A).]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><b>ARTIGO</b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Estimativa da distribui&ccedil;&atilde;o espacial da temperatura do ar com base em zonas clim&aacute;ticas locais (LCZ) e modelos de regress&atilde;o</b></p>     <p><b>Estimating spatial patterns of air temperature using the local climate zone (LCZ) scheme and statistical regression models</b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Cardoso, Renata</b><sup>1</sup>; <b>Amorim, Margarete</b><sup>1</sup></p>     <p><sup>1</sup> Universidade Estadual Paulista J&uacute;lio de Mesquita Filho, Faculdade de Ci&ecirc;ncias e Tecnologia, Departamento de Geografia; Rua Roberto Simonsen, 305, 19060-900, Presidente Prudente (SP), Brasil; <a href="mailto:renatacardoso16@gmail.com">renatacardoso16@gmail.com</a>; <a href="mailto:mccta@fct.unesp.br">mccta@fct.unesp.br</a></p>     <p><b>&nbsp;</b></p>     <p><b>&nbsp;</b></p>     <p><b>RESUMO</b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A substitui&ccedil;&atilde;o das superf&iacute;cies naturais pelas constru&ccedil;&otilde;es urbanas provoca altera&ccedil;&otilde;es em diferentes atributos meteorol&oacute;gicos principalmente na temperatura do ar. As diferen&ccedil;as t&eacute;rmicas s&atilde;o tradicionalmente medidas entre o urbano e o rural, por&eacute;m comumente relacionadas &agrave; intensidade da ilha de calor urbana (UHI), levando &agrave; simplifica&ccedil;&atilde;o desse fen&ocirc;meno e da realidade paisag&iacute;stica. Nesse sentido, o objetivo desse estudo foi aplicar o sistema de classifica&ccedil;&atilde;o das paisagens denominado &ldquo;zonas clim&aacute;ticas locais&rdquo; (LCZ) em Presidente Prudente (SP), Brasil, como base para a investiga&ccedil;&atilde;o do campo t&eacute;rmico da cidade. A primeira etapa consistiu na elabora&ccedil;&atilde;o de um mapa com as potenciais LCZs e na realiza&ccedil;&atilde;o de transectos m&oacute;veis em epis&oacute;dios de ver&atilde;o e inverno para medir os dados de temperatura do ar. Em seguida, utilizaram-se modelos de regress&atilde;o para calcular a correla&ccedil;&atilde;o entre as LCZs e as temperaturas do ar, e estimar os padr&otilde;es de temperatura na &aacute;rea de estudo. Os resultados apresentaram correla&ccedil;&atilde;o positiva (0,76), indicando que h&aacute; uma rela&ccedil;&atilde;o entre morfologia urbana, cobertura da terra e atmosfera local, com temperaturas do ar mais elevadas nas LCZs compactas densamente constru&iacute;das e diferen&ccedil;as t&eacute;rmicas que atingiram, em m&eacute;dia, 4,4&deg;C (âˆ†<i>T</i> <sub>LCZ 34&ndash;A</sub>).</p>     <p><b>&nbsp;</b></p>     <p><b>Palavras-chave</b>: Clima urbano, potenciais LCZs, medidas m&oacute;veis, Presidente Prudente (SP).</p>     <p><b>&nbsp;</b></p>     <p><b>ABSTRACT</b></p>     <p>The transformation of natural surfaces due to built urban forms affects several climatological variables, especially air temperature. Temperature differences are traditionally measured in urban and rural areas and are commonly related to the urban heat island (UHI) intensity; this leads to simplistic interpretation of the landscape universe and therefore the UHI. We applied the local climate zone (LCZ) scheme in Presidente Prudente, S&atilde;o Paulo, Brazil, to analyze the city&rsquo;s thermal climate. Our first step was to map potential LCZs. We then performed mobile traverses during summer and winter evenings to gather temperature data, and used statistical regression models to calculate the correlation between LCZs and air temperature, and to predict intra-urban thermal patterns. The results show a positive correlation (0.76) between urban morphology, land cover, and air temperature, compact built zones with higher temperatures, and maximum average inter-zone thermal difference of 4.4&deg;C (âˆ†<i>T</i> <sub>LCZ 34&ndash;A</sub>).</p>     <p><b>&nbsp;</b></p>     <p><b>Keywords</b>: Urban climate, potential LCZs, mobile measurements, Presidente Prudente (SP).</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>1. Introdu&ccedil;&atilde;o</b></p>     <p>A cidade, apesar de ocupar pequenas parcelas do territ&oacute;rio, constitui uma forma de transforma&ccedil;&atilde;o intensa da paisagem natural, pois seu impacto adv&eacute;m tanto da altera&ccedil;&atilde;o da morfologia do terreno quanto das mudan&ccedil;as nas condi&ccedil;&otilde;es do meio ambiente e da atmosfera (GARC&Iacute;A, 1995; MONTEIRO, 2003).</p>     <p>A interfer&ecirc;ncia humana no funcionamento dos sistemas naturais pode ser observada atrav&eacute;s de uma s&eacute;rie de processos, e dentre os mais not&oacute;rios est&aacute; a remo&ccedil;&atilde;o da cobertura vegetal para a constru&ccedil;&atilde;o de infraestruturas urbanas. &ldquo;A retirada da vegeta&ccedil;&atilde;o altera significativamente as propriedades da superf&iacute;cie e modifica os balan&ccedil;os de massa e energia, o que muitas vezes resulta em varia&ccedil;&otilde;es no balan&ccedil;o h&iacute;drico local, pois o papel de intercepta&ccedil;&atilde;o do dossel &eacute; perdido, a evapotranspira&ccedil;&atilde;o &eacute; reduzida e o escoamento superficial &eacute; potencializado&rdquo; (OKE, 1987, p. 262). &nbsp;</p>     <p>Pode-se esperar que a remo&ccedil;&atilde;o da vegeta&ccedil;&atilde;o tamb&eacute;m altere o balan&ccedil;o de radia&ccedil;&atilde;o, devido &agrave; nova geometria e ao albedo da superf&iacute;cie constru&iacute;da, caracterizada por diferentes propriedades de umidade, t&eacute;rmicas e aerodin&acirc;micas. Os efeitos mais percept&iacute;veis dessa mudan&ccedil;a s&atilde;o a diminui&ccedil;&atilde;o da radia&ccedil;&atilde;o solar nas &aacute;reas sombreadas, o aumento local no recebimento da energia solar pela reflex&atilde;o das paredes iluminadas pelo sol, e a redu&ccedil;&atilde;o das perdas de calor por irradia&ccedil;&atilde;o noturna devido ao baixo fator de vis&atilde;o do c&eacute;u. Por isso, as propriedades t&eacute;rmicas dos edif&iacute;cios e pavimentos e a redu&ccedil;&atilde;o da evapora&ccedil;&atilde;o na cidade s&atilde;o considerados fatores dominantes no aumento da temperatura urbana (MYRUP, 1969; OKE, 1987; GARC&Iacute;A, 1995).</p>     <p>Ao considerar essas principais mudan&ccedil;as, n&atilde;o &eacute; de se surpreender que as &aacute;reas urbanas apresentem os sinais mais claros de modifica&ccedil;&atilde;o do clima. Com a cont&iacute;nua expans&atilde;o das cidades para acomodar o fluxo de migrantes e o aumento natural da popula&ccedil;&atilde;o, mais da metade da popula&ccedil;&atilde;o mundial vive hoje em &aacute;reas urbanas e, grande parte dos pa&iacute;ses tem se tornado mais urbanizados. No Brasil, por exemplo, foi estimado que 85,4% da popula&ccedil;&atilde;o morava em cidades em 2014, e a estimativa &eacute; de que em 2030 aumente para 88,6% e em 2050 chegue a 91% (UNITED UNIONS, 2014). Isso faz com que o estudo de clima urbano seja importante para garantir um ambiente agrad&aacute;vel e saud&aacute;vel para os moradores, e para se conhecer a capacidade das caracter&iacute;sticas da superf&iacute;cie urbana em modificar os elementos do clima local.&nbsp;&nbsp;&nbsp;</p>     <p>A forma adotada pelo homem para habitar a cidade demonstra que cada vez mais as condi&ccedil;&otilde;es do ambiente t&ecirc;m sido alteradas no sentido de se adaptarem &agrave;s suas inten&ccedil;&otilde;es. Portanto, o crescimento populacional e o adensamento urbano sem um planejamento adequado &agrave;s caracter&iacute;sticas do ambiente em que a cidade est&aacute; inserida, e at&eacute; mesmo &agrave;s necessidades dos habitantes, t&ecirc;m refletido negativamente na qualidade ambiental urbana.</p>     <p>A cidade de Presidente Prudente, localizada no oeste do Estado de S&atilde;o Paulo, Brasil (<a href="#f1">Figura 1</a>), com &aacute;rea urbana de aproximadamente 60 km&sup2; e popula&ccedil;&atilde;o estimada de 223,749 habitantes (IBGE, 2016), tamb&eacute;m se insere nesse cen&aacute;rio de transforma&ccedil;&otilde;es, com problemas relacionados &agrave; canaliza&ccedil;&atilde;o de seus rios e c&oacute;rregos ou altera&ccedil;&atilde;o dos seus cursos; altera&ccedil;&otilde;es das superf&iacute;cies naturais cobertas por vegeta&ccedil;&atilde;o; impermeabiliza&ccedil;&atilde;o do solo; produ&ccedil;&atilde;o artificial de calor, entre outros.</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="f1">     <p><img src="/img/revistas/got/n12/n12a05f1.gif"></p>     
<p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Para a compreens&atilde;o do efeito do urbano na &ldquo;camada do dossel&rdquo;, que se estende do solo at&eacute; o n&iacute;vel m&eacute;dio das coberturas dos edif&iacute;cios, Oke (2006) destaca que se deve avaliar: a estrutura urbana (a dimens&atilde;o das edifica&ccedil;&otilde;es e o espa&ccedil;os entre elas, a largura das vias e o espa&ccedil;amento entre elas), a cobertura da superf&iacute;cie (constru&iacute;da, pavimentada, com cobertura vegetal, solo descoberto, &aacute;gua), o tecido urbano (resultante do processo de expans&atilde;o do fen&ocirc;meno urbano, suas continuidades e descontinuidades) e o metabolismo urbano (&aacute;gua, calor e poluentes devido &agrave; atividade humana). &nbsp;</p>     <p>De acordo com Mendon&ccedil;a (2003, p. 99), a base para o estudo da diferencia&ccedil;&atilde;o clim&aacute;tica intraurbana consiste &ldquo;no embasamento cartogr&aacute;fico e no conhecimento geogr&aacute;fico da cidade, e sua setoriza&ccedil;&atilde;o, ou divis&atilde;o em partes com caracter&iacute;sticas relativamente homog&ecirc;neas&rdquo;. Nesse sentido, esse estudo teve como objetivo aplicar o sistema de classifica&ccedil;&atilde;o da paisagem denominado &ldquo;<i>Local Climate Zones</i>&rdquo; (LCZ) (STEWART, 2011a; STEWART e OKE, 2012), ou zonas clim&aacute;ticas locais, em Presidente Prudente, como base para a an&aacute;lise do campo t&eacute;rmico da cidade.</p>     <p>Concomitante &agrave; proposta de conhecimento mais detalhado dos diferentes ambientes clim&aacute;ticos intraurbanos, pretendeu-se tamb&eacute;m correlacionar as LCZs com dados de temperatura do ar em epis&oacute;dios de ver&atilde;o e inverno, e estimar os padr&otilde;es t&eacute;rmicos para a &aacute;rea de estudo. Dessa forma, foi poss&iacute;vel identificar as superf&iacute;cies, as formas construtivas e os principais fatores respons&aacute;veis pela forma&ccedil;&atilde;o das anomalias t&eacute;rmicas, agrupando um conjunto de informa&ccedil;&otilde;es que podem auxiliar na sugest&atilde;o de propostas de planejamento urbano que visem &agrave; melhoria da qualidade de vida. &nbsp; </p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>2. Clima urbano e classifica&ccedil;&atilde;o da paisagem</b></p>     <p>No decorrer do processo de urbaniza&ccedil;&atilde;o em Presidente Prudente, a transforma&ccedil;&atilde;o das superf&iacute;cies naturais pelas formas de constru&ccedil;&otilde;es urbanas resultou numa crescente heterogeneidade socioambiental das paisagens, cujas caracter&iacute;sticas apresentam potenciais em alterar o balan&ccedil;o de radia&ccedil;&atilde;o e os elementos do clima na camada do dossel urbano.</p>     <p>Devido a tais transforma&ccedil;&otilde;es, a altera&ccedil;&atilde;o mais evidente entre as vari&aacute;veis meteorol&oacute;gicas pode ser observada pelo aumento da temperatura do ar pr&oacute;ximo &agrave; superf&iacute;cie. Muitas dessas diferen&ccedil;as t&eacute;rmicas s&atilde;o aferidas com medi&ccedil;&otilde;es entre o urbano e o rural, por&eacute;m s&atilde;o comumente relacionadas &agrave; intensidade da ilha de calor urbana (ICU). H&aacute;, portanto, uma simplifica&ccedil;&atilde;o desse fen&ocirc;meno e da realidade paisag&iacute;stica, pois o uso da tradicional classifica&ccedil;&atilde;o &ldquo;urbano-rural&rdquo; n&atilde;o descreve suficientemente um local ou seus arredores, al&eacute;m de limitar o avan&ccedil;o nos m&eacute;todos e na comunica&ccedil;&atilde;o da literatura sobre ilhas de calor (STEWART, 2011a, b; STEWART e OKE, 2012).&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;</p>     <p>Tendo em vista a complexidade de atividades, fluxos e materiais constituintes da paisagem urbana, o mapeamento das caracter&iacute;sticas dos diferentes arranjos espaciais poder&aacute; orientar a classifica&ccedil;&atilde;o da paisagem do ponto de vista da sua capacidade em modificar seu clima local. Dessa forma, o conhecimento detalhado das diferen&ccedil;as do s&iacute;tio e a organiza&ccedil;&atilde;o destas em um novo sistema de classes, com caracter&iacute;sticas t&eacute;rmicas homog&ecirc;neas, poder&atilde;o oferecer melhorias em rela&ccedil;&atilde;o aos termos urbano e rural para explicar as anomalias t&eacute;rmicas.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;</p>     <p>Nesse sentido, o estudo realizado por Stewart (2011a) fornece uma base consistente para a classifica&ccedil;&atilde;o das paisagens urbanas e rurais por meio do que o autor denomina <i>Local Climate Zones</i> (LCZ), ou zonas clim&aacute;ticas locais. Essas zonas clim&aacute;ticas s&atilde;o devidamente detalhadas em rela&ccedil;&atilde;o &agrave;s propriedades do local que influenciam o clima na camada do dossel urbano (altura da rugosidade superficial, fra&ccedil;&atilde;o de superf&iacute;cie imperme&aacute;vel, o desempenho t&eacute;rmico, etc.) e essas propriedades s&atilde;o organizadas em fichas t&eacute;cnicas (STEWART e OKE, 2009a, 2009b). &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Para Stewart (2011a), o objetivo da classifica&ccedil;&atilde;o &eacute; o de estabelecer a ordem entre os fen&ocirc;menos, que pode ser obtida pelo agrupamento de fen&ocirc;menos com propriedades comuns em classes que revelam rela&ccedil;&otilde;es e padr&otilde;es maiores. Desse modo, o sistema de classifica&ccedil;&atilde;o local para as observa&ccedil;&otilde;es de ilha de calor pode definir unidades em escalas muito menores, e encontrar uniformidade nos processos de superf&iacute;cie e caracter&iacute;sticas que influenciam a temperatura pr&oacute;xima &agrave; superf&iacute;cie.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>2.1. Zonas clim&aacute;ticas locais (LCZ)</b></p>     <p>De acordo com esse sistema, a classe universal de observa&ccedil;&atilde;o de ilha de calor &eacute; a paisagem, a qual &eacute; dividida de acordo com as propriedades que influenciam o campo t&eacute;rmico na camada do dossel, ou seja, a morfologia da superf&iacute;cie (altura do objeto e densidade) e cobertura da terra (perme&aacute;veis ou imperme&aacute;veis). A morfologia da superf&iacute;cie afeta o clima local atrav&eacute;s da modifica&ccedil;&atilde;o do fluxo de ar e o transporte de calor no ar, enquanto a cobertura da terra modifica o albedo, a disponibilidade de umidade e potencial de aquecimento/ arrefecimento do solo (STEWART, 2011a, p. 162). &nbsp;&nbsp;</p>     <p>A estrutura do sistema tem como base dados observacionais e de modelagem num&eacute;rica (STEWART e OKE, 2010; STEWART, 2011a), e todas as classes que derivam da divis&atilde;o l&oacute;gica da paisagem s&atilde;o chamadas de <i>Local Climate Zones</i> (LCZ), pois s&atilde;o locais na escala, clim&aacute;ticas na distin&ccedil;&atilde;o das propriedades e zonais na representa&ccedil;&atilde;o espacial.</p>     <p>A representa&ccedil;&atilde;o conta com 17 LCZs, das quais 10 s&atilde;o relacionadas aos tipos de constru&ccedil;&otilde;es e 7 referentes aos tipos de cobertura da terra. Al&eacute;m dessas categorias, existe uma classe para o uso industrial e 4 subdivis&otilde;es que podem ser usadas para caracterizar propriedades sazonais de cobertura da terra (<a href="#f2">Figura 2</a>).&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="f2">     <p><img src="/img/revistas/got/n12/n12a05f2.gif"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>&Eacute; v&aacute;lido destacar que, em decorr&ecirc;ncia das diferen&ccedil;as f&iacute;sicas e culturais encontradas nas paisagens, pode n&atilde;o haver correspond&ecirc;ncia direta com as LCZs. Como alternativa, o autor indica a possibilidade de se criar subclasses a partir da jun&ccedil;&atilde;o das LCZs ilustradas. As subclasses representam combina&ccedil;&otilde;es dos tipos constru&iacute;dos, tipos de cobertura de terra e propriedades vari&aacute;veis de cobertura da terra. O c&oacute;digo para as novas subclasses &eacute; LCZ <i>X <sub>ai</sub></i>, onde <i>X</i> &eacute; a classe mais predominante no conjunto padr&atilde;o de LCZs, <i>a</i> &eacute; a classe inferior (se aplic&aacute;vel) do conjunto padr&atilde;o, e <i>i</i> &eacute; uma propriedade de cobertura de terra vari&aacute;vel (se aplic&aacute;vel) (STEWART e OKE, 2012). &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p> Ap&oacute;s essas especifica&ccedil;&otilde;es, a melhor forma de promover a comunica&ccedil;&atilde;o entre os estudos de ICU, a divulga&ccedil;&atilde;o e a compara&ccedil;&atilde;o das LCZs &eacute; atrav&eacute;s de fichas t&eacute;cnicas que contenham os perfis de cada classe, com as seguintes informa&ccedil;&otilde;es: identifica&ccedil;&atilde;o (nome da classe e o c&oacute;digo), defini&ccedil;&atilde;o (caracter&iacute;sticas morfol&oacute;gicas da superf&iacute;cie, cobertura da terra e fluxo antropog&ecirc;nico), fun&ccedil;&atilde;o (comercial, residencial e agr&iacute;cola); localiza&ccedil;&atilde;o (cidade, campo, centro e periurbano), ilustra&ccedil;&atilde;o (desenhos e fotografias) e propriedades da superf&iacute;cie.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>3. Metodologia</b></p>     <p>A partir do conhecimento pr&eacute;vio da cidade e com o aux&iacute;lio da imagem do sat&eacute;lite GeoEye-1 (5 de mar&ccedil;o de 2013), foram definidas as LCZs que apresentaram semelhan&ccedil;as com os diferentes arranjos da paisagem de Presidente Prudente. Durante esse processo, optou-se pela t&eacute;cnica de interpreta&ccedil;&atilde;o visual no aplicativo ArcGIS<a href="#_ftn1" name="_ftnref1">[1]</a>, utilizando informa&ccedil;&otilde;es como padr&atilde;o, tonalidade, forma e tamanho das fei&ccedil;&otilde;es encontradas na imagem para delimitar as classes.</p>     <p>Ao mapear as LCZs em Presidente Prudente, optou-se por adicionar o adjetivo &ldquo;potencial&rdquo; &agrave; nomenclatura &ldquo;zonas clim&aacute;ticas locais&rdquo;, pois apesar de adotar a metodologia dos transectos m&oacute;veis para medir os dados de temperatura ao longo de percursos que expressassem a diversidade das LCZs, muitas &aacute;reas n&atilde;o seriam abrangidas. Al&eacute;m disso, outros elementos importantes do clima n&atilde;o foram trabalhados com a mesma &ecirc;nfase que se deu &agrave; temperatura, tais como a umidade do ar, dire&ccedil;&atilde;o e velocidade do vento, etc.</p>     <p>Para a aquisi&ccedil;&atilde;o direta dos dados de temperatura do ar e dos alvos foram utilizados dois termo-higr&ocirc;metros digitais (modelo 7664.01.0.00) (<a href="#f3">Figura 3a</a>), acoplados em hastes de bambu (~1,5 m) posicionadas nas laterais dos ve&iacute;culos, e dois term&ocirc;metros digitais infravermelho, modelo 7671.01.0.00 (<a href="#f3">Figura 3b</a>).</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="f3">     <p><img src="/img/revistas/got/n12/n12a05f3.gif"></p>     
<p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>As medi&ccedil;&otilde;es ocorreram por meio de transectos m&oacute;veis noturnos (21 h) nos dias 11 de dezembro de 2013 e 2 de julho de 2014, sob condi&ccedil;&otilde;es sin&oacute;ticas est&aacute;veis. Dois ve&iacute;culos com velocidade m&aacute;xima de 30 km h<sup>&minus;1</sup> percorreram simultaneamente os percursos em aproximadamente 1 h, com o total de 275 registros (155 no transecto W&minus;E e 120 no S&minus;N) (<a href="#f4">Figura 4</a>).</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="f4">     <p><img src="/img/revistas/got/n12/n12a05f4.gif"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p> Com o objetivo de padronizar as medi&ccedil;&otilde;es e compensar o tempo de resposta dos sensores &agrave;s varia&ccedil;&otilde;es de temperatura do ar, os dados foram registrados manualmente ao final de cada quarteir&atilde;o (dist&acirc;ncia m&eacute;dia de ~100 m entre os pontos medidos), enquanto a temperatura dos alvos foi obtida ao apontar o term&ocirc;metro digital infravermelho pela janela do carro em dire&ccedil;&atilde;o ao objeto/superf&iacute;cie representativos das quadras percorridas.</p>     <p>Ap&oacute;s a tabula&ccedil;&atilde;o dos dados, a etapa seguinte consistiu na elabora&ccedil;&atilde;o de modelagens espaciais da ilha de calor atrav&eacute;s do c&aacute;lculo de regress&otilde;es lineares (AMORIM; DUBREUIL; CARDOSO, 2015). Esse m&eacute;todo estat&iacute;stico &eacute; amplamente utilizado na geografia, particularmente em estudos de climatologia, nos quais o uso de regress&atilde;o linear m&uacute;ltipla imp&otilde;e uma correla&ccedil;&atilde;o entre a vari&aacute;vel a ser explicada (temperatura) e as vari&aacute;veis explicativas (FOISSARD, 2015). Logo, modelos de regress&atilde;o foram adotados com a finalidade de relacionar a temperatura do ar em epis&oacute;dios de ver&atilde;o e inverno com as potenciais LCZs, bem como estimar esses dados para as demais &aacute;reas n&atilde;o abrangidas nos transectos m&oacute;veis.</p>     <p>O procedimento foi realizado no software IDRISI<a href="#_ftn2" name="_ftnref2">[2]</a> e o primeiro passo consistiu no c&aacute;lculo da frequ&ecirc;ncia (%) de cada LCZ em &ldquo;janelas" com tamanhos variados (<a href="#f5">Figura 5</a>), desde 3x3 pixels (90x90m) at&eacute; 33x33 pixels (990x990m). A partir das frequ&ecirc;ncias calculadas, extraiu-se a porcentagem m&eacute;dia das LCZs para cada ponto de medi&ccedil;&atilde;o dos transectos, ou seja, para as diferentes janelas (3x3, 5x5, 7x7, ..., 33x33), obteve-se a frequ&ecirc;ncia m&eacute;dia de cada classe no entorno dos pontos.</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="f5">     <p><img src="/img/revistas/got/n12/n12a05f5.gif"></p>     
<p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Atrav&eacute;s do c&aacute;lculo de regress&atilde;o simples, verificou-se a correla&ccedil;&atilde;o da temperatura do ar com a porcentagem de cada LCZ presente no entorno dos pontos medidos. Nessa etapa, identificou-se em quais janelas o coeficiente de correla&ccedil;&atilde;o entre os dados e as LCZs foram expressivos.</p>     <p>Em seguida, calculou-se tamb&eacute;m a correla&ccedil;&atilde;o de outras vari&aacute;veis (hipsometria, NDVI &minus; <i>Normalized Difference Vegetation Index</i> e temperatura dos alvos) com a temperatura do ar. Assim, com os resultados das regress&otilde;es simples, foi poss&iacute;vel calcular um modelo de regress&atilde;o multivariado, no qual as vari&aacute;veis escolhidas foram usadas simultaneamente para simular o campo t&eacute;rmico da cidade. &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;</p>     <p>Nesse caso, por exemplo, em que quatro vari&aacute;veis independentes (LCZs, hipsometria, NDVI e temperatura dos alvos) foram utilizadas para explicar uma vari&aacute;vel dependente (temperatura do ar), a equa&ccedil;&atilde;o da regress&atilde;o m&uacute;ltipla pode ser descrita da seguinte forma: &nbsp;&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="e1">     <p><img src="/img/revistas/got/n12/n12a05e1.gif"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>Onde y &eacute; a vari&aacute;vel dependente, b_o &eacute; o intercepto (valor da vari&aacute;vel dependente quando todas as vari&aacute;veis independentes s&atilde;o iguais a zero), b_1, b_2, b_3 e b_4&nbsp; s&atilde;o os coeficientes de inclina&ccedil;&otilde;es (par&acirc;metro que reflete a varia&ccedil;&atilde;o na vari&aacute;vel dependente para uma unidade de varia&ccedil;&atilde;o na vari&aacute;vel independente, mantendo todas as outras vari&aacute;veis independentes constantes) e x_1, x_2, x_3&nbsp; e x_4&nbsp; s&atilde;o as vari&aacute;veis independentes.</p>     <p>Quando se trabalha com modelos de regress&atilde;o, &eacute; necess&aacute;rio realizar a an&aacute;lise de vari&acirc;ncia com o objetivo de avaliar a signific&acirc;ncia da regress&atilde;o. De acordo com Oliveira (2013), uma das t&eacute;cnicas mais utilizadas para verificar a adequa&ccedil;&atilde;o do ajuste do modelo &eacute; a An&aacute;lise de Vari&acirc;ncia (ANOVA), baseada na soma dos quadrados das diferen&ccedil;as das observa&ccedil;&otilde;es em rela&ccedil;&atilde;o ao seu valor m&eacute;dio. Dessa forma, representa uma medida da variabilidade total dos dados, dada por:</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="e2">     <p><img src="/img/revistas/got/n12/n12a05e2.gif"></p>     
]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p>Onde SQT &eacute; variabilidade total do modelo de regress&atilde;o, SQRes &eacute; a soma dos quadrados explicada pelo modelo e SQReg &eacute; a soma de quadrados residual, que n&atilde;o &eacute; explicada pelo modelo. &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;</p>     <p>Tamb&eacute;m &eacute; poss&iacute;vel avaliar a adequa&ccedil;&atilde;o global do ajuste de um modelo atrav&eacute;s da compara&ccedil;&atilde;o de SQRes com SQT por meio da raz&atilde;o desses dois termos:</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="e3">     <p><img src="/img/revistas/got/n12/n12a05e3.gif"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>A raz&atilde;o expressa por R&#094;2, o quadrado do coeficiente de correla&ccedil;&atilde;o de Pearson ou coeficiente de determina&ccedil;&atilde;o, representa a propor&ccedil;&atilde;o da varia&ccedil;&atilde;o da vari&aacute;vel dependente que &eacute; explicada pela varia&ccedil;&atilde;o das vari&aacute;veis independentes. Seus valores variam entre 0 e 1 e indicam, em porcentagem, o quanto o modelo foi capaz de explicar os dados observados&mdash;quanto mais pr&oacute;ximo de 1 estiver o modelo, melhor ele se ajusta &agrave; amostra.</p>    <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>4. Resultados e Discuss&atilde;o</b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>4.1. Modelagem do campo t&eacute;rmico da cidade</b></p>     <p>A estimativa da distribui&ccedil;&atilde;o espacial da temperatura do ar em Presidente Prudente teve como base os dados registrados durante os transectos m&oacute;veis, assim como o mapa das potenciais LCZs, que sintetiza os diferentes tipos de constru&ccedil;&otilde;es e coberturas da terra, e os par&acirc;metros geogr&aacute;ficos da superf&iacute;cie, tais como o relevo (hipsometria), a porcentagem de vegeta&ccedil;&atilde;o (NDVI) e a temperatura dos alvos.</p>     <p>No dia 11 de dezembro de 2013, sob a influ&ecirc;ncia da massa de ar Equatorial Continental (mEc) e ventos de 1,6 m s<sup>&minus;1</sup>, a temperatura m&iacute;nima registrada nos transectos foi 23,3&deg;C e a m&aacute;xima 29,3&deg;C. No dia 2 de julho de 2014, com a atua&ccedil;&atilde;o da massa Polar Atl&acirc;ntica (mPa) e sem fluxo de vento mensur&aacute;vel, a temperatura m&iacute;nima do ar foi de 15,4&deg;C e a m&aacute;xima de 25,8&deg;C. Com base nesses dados, registraram-se ilhas de calor de forte a muito forte magnitude (GARC&Iacute;A, 1995), com at&eacute; 6&deg;C de intensidade no ver&atilde;o e 10,4&deg;C no inverno.</p>     <p>A <a href="#f6">Figura 6</a> apresenta as potenciais LCZs mapeadas e utilizadas para o c&aacute;lculo da correla&ccedil;&atilde;o com a temperatura do ar: LCZ 2 &ndash; compacta de m&eacute;dia eleva&ccedil;&atilde;o, LCZ 2<sub>3</sub> &ndash; compacta de m&eacute;dia com compacta baixa eleva&ccedil;&atilde;o, LCZ 2<sub>4</sub> &ndash; compacta de m&eacute;dia eleva&ccedil;&atilde;o com aberta de alta eleva&ccedil;&atilde;o, LCZ 3 &ndash; compacta de baixa eleva&ccedil;&atilde;o, LCZ 3<sub>4</sub> &ndash; compacta de baixa eleva&ccedil;&atilde;o com aberta de alta eleva&ccedil;&atilde;o, LCZ 3<sub>5</sub> &ndash; compacta de baixa eleva&ccedil;&atilde;o com aberta de m&eacute;dia eleva&ccedil;&atilde;o, LCZ 3<sub>B</sub> &ndash; compacta de com vegeta&ccedil;&atilde;o arb&oacute;rea esparsa, LCZ 3<sub>D</sub> - compacta de baixa eleva&ccedil;&atilde;o com vegeta&ccedil;&atilde;o rasteira, LCZ 5 &ndash; aberta de m&eacute;dia eleva&ccedil;&atilde;o, LCZ 6 &ndash; aberta de baixa eleva&ccedil;&atilde;o, LCZ 7 &ndash; compacta pouco consolidada de baixa eleva&ccedil;&atilde;o, LCZ 8 &minus; grandes constru&ccedil;&otilde;es de baixa eleva&ccedil;&atilde;o, LCZ 8<sub>D</sub> &ndash; grandes constru&ccedil;&otilde;es de baixa eleva&ccedil;&atilde;o com vegeta&ccedil;&atilde;o rasteira, LCZ 9 &minus; constru&ccedil;&otilde;es esparsas, LCZ 10 &ndash; ind&uacute;stria, LCZ A &minus; vegeta&ccedil;&atilde;o arb&oacute;rea densa, LCZ B &ndash; vegeta&ccedil;&atilde;o arb&oacute;rea esparsa, LCZ D &minus; vegeta&ccedil;&atilde;o rasteira, LCZ F &minus; solo exposto, e LCZ G &minus; &aacute;gua. </p>     <p>&nbsp;</p> <a name="f6">     <p><img src="/img/revistas/got/n12/n12a05f6.gif"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p> Para a modelagem do campo t&eacute;rmico da cidade no epis&oacute;dio de ver&atilde;o, as melhores correla&ccedil;&otilde;es com as temperaturas do ar foram verificadas nas vari&aacute;reis: LCZ 2<sub>3</sub> (janela 13x13), LCZ 3 (janela 29x29), LCZ 3<sub>4</sub> (janela 33x33), LCZ 3<sub>D</sub> (janela 33x33), LCZ 7 (janela 25x25), LCZ A (janela 33x33), NDVI (janela 29x29), hipsometria e temperatura infravermelha, as quais foram selecionadas para o c&aacute;lculo da regress&atilde;o m&uacute;ltipla, que resultou na seguinte equa&ccedil;&atilde;o gerada pelo IDRISI:</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="e4">     <p><img src="/img/revistas/got/n12/n12a05e4.gif"></p>     
]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p>Como pode ser observado na equa&ccedil;&atilde;o (4), algumas vari&aacute;veis apresentaram coeficientes de inclina&ccedil;&otilde;es positivos (LCZ 2<sub>3</sub>, LCZ 3, LCZ 3<sub>4</sub>, LCZ 3<sub>D</sub> e <i>TIR<sub>ver&atilde;o</sub></i>), que refletem uma rela&ccedil;&atilde;o linear positiva com a temperatura do ar, contribuindo para o seu aumento. Por outro lado, os coeficientes negativos associados &agrave;s vari&aacute;veis LCZ 7, LCZ A, NDVI e hipsometria indicam uma rela&ccedil;&atilde;o linear inversa, ou seja, &agrave; medida em que h&aacute; uma varia&ccedil;&atilde;o positiva nesses par&acirc;metros, ocorre a redu&ccedil;&atilde;o da temperatura do ar modelada.</p>     <p>O coeficiente de correla&ccedil;&atilde;o (R) resultante dessa equa&ccedil;&atilde;o foi de 0,76, o que mostra uma rela&ccedil;&atilde;o linear positiva significativa entre as varia&ccedil;&otilde;es na temperatura do ar e as caracter&iacute;sticas das LCZs. J&aacute; o coeficiente de determina&ccedil;&atilde;o (R<sup>2</sup>) foi de 0,58, o que significa que o modelo foi capaz de explicar 58% das varia&ccedil;&otilde;es da temperatura do ar.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;</p>     <p>A <a href="#f7">Figura 7</a> mostra o campo t&eacute;rmico representativo do ver&atilde;o simulado a partir das caracter&iacute;sticas da superf&iacute;cie. A intensidade estimada da ilha de calor foi de 6,4&deg;C, com varia&ccedil;&otilde;es das temperaturas no intraurbano e no entorno rural entre 23,1&deg;C e 29,5&deg;C. Na &aacute;rea central da cidade (LCZ 2<sub>3</sub> &ndash; compacta de m&eacute;dia com compacta baixa eleva&ccedil;&atilde;o, LCZ 2<sub>4</sub> &ndash; compacta de m&eacute;dia eleva&ccedil;&atilde;o com aberta de alta eleva&ccedil;&atilde;o) as temperaturas estimadas variaram entre 27,2&deg;C e 28&deg;C (<a href="#f7">Figura 7&minus;A</a>), mas as temperaturas elevadas tamb&eacute;m se prolongaram at&eacute; sudoeste (Conjunto Habitacional Ana Jacinta) e oeste (COHAB) (<a href="#f7">Figura 7&minus;C, D</a>), com at&eacute; 29,5&deg;C nesses bairros residenciais densamente constru&iacute;dos (LCZ 3 &ndash; compacta de baixa eleva&ccedil;&atilde;o). &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; &nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="f7">     <p><img src="/img/revistas/got/n12/n12a05f7.gif"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>Por outro lado, bairros residenciais localizados na por&ccedil;&atilde;o nordeste, com alta densidade de constru&ccedil;&otilde;es e entorno vegetado (LCZ 7 &ndash; compacta pouco consolidada de baixa eleva&ccedil;&atilde;o), apresentaram temperaturas mais baixas, entre 26,4&deg;C e 27,2&deg;C (<a href="#f7">Figura 7&minus;E, F</a>). Nas &aacute;reas rurais pr&oacute;ximas, com predom&iacute;nio de pastagens e &aacute;rvores dispersas, as temperaturas variaram entre 25&deg;C e 26&deg;C, enquanto nos fundos de vales e nas &aacute;reas com cobertura vegetal arb&oacute;rea densa as temperaturas ficaram entre 23,2&deg;C e 24,5&deg;C.</p>     <p>Para a elabora&ccedil;&atilde;o da modelagem das temperaturas no epis&oacute;dio de inverno, as melhores correla&ccedil;&otilde;es n&atilde;o foram todas iguais &agrave;s selecionadas para o c&aacute;lculo da regress&atilde;o m&uacute;ltipla no epis&oacute;dio de ver&atilde;o. O resultado pode ser observado na equa&ccedil;&atilde;o seguinte: &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; </p>     <p>&nbsp;</p> <a name="e5">     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><img src="/img/revistas/got/n12/n12a05e5.gif"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p> De acordo com a equa&ccedil;&atilde;o (5), apenas as vari&aacute;veis LCZ A e NDVI apresentaram coeficientes de inclina&ccedil;&otilde;es negativos, ressaltando o papel da vegeta&ccedil;&atilde;o na diminui&ccedil;&atilde;o da temperatura do ar. Al&eacute;m disso, &eacute; v&aacute;lido destacar a rela&ccedil;&atilde;o linear entre o relevo e a temperatura do ar, evidenciada no epis&oacute;dio de inverno. Quando a vari&aacute;vel hipsometria aumentou, verificou-se o aumento da temperatura, e o inverso tamb&eacute;m foi verdadeiro, tendo em vista a distribui&ccedil;&atilde;o de valores reduzidos de temperatura ao longo dos fundos de vale (<a href="#f8">Figura 8</a>).</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="f8">     <p><img src="/img/revistas/got/n12/n12a05f8.gif"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>O coeficiente de correla&ccedil;&atilde;o (R) e o coeficiente de determina&ccedil;&atilde;o (R<sup>2</sup>) resultantes da equa&ccedil;&atilde;o (5) foram iguais aos da modelagem anterior (0,76 e 0,58, respectivamente), o que demonstra a exist&ecirc;ncia de uma rela&ccedil;&atilde;o expressiva entre as varia&ccedil;&otilde;es na temperatura do ar e as caracter&iacute;sticas das LCZs em duas esta&ccedil;&otilde;es do ano diferentes.</p>     <p>A intensidade estimada da ilha de calor foi de 8,7&deg;C, com temperaturas entre 18&deg;C e 26,7&deg;C, e valores mais elevados localizados no centro e centro&minus;sul da cidade (predom&iacute;nio de LCZ 2<sub>3</sub>) (<a href="#f8">Figura 8&minus;A</a>). Os bairros residenciais densamente constru&iacute;dos a sudoeste e oeste (LCZ 3) apresentaram temperaturas de at&eacute; 22,5&deg;C (<a href="#f8">Figura 8&minus;C, D</a>), enquanto nos condom&iacute;nios fechados localizados ao sul da malha urbana (LCZ 6 &ndash; aberta de baixa eleva&ccedil;&atilde;o) foram verificados valores entre 20,5&deg;C e 21&deg;C (<a href="#f8">Figura 8&minus;B</a>).</p>     <p>Essas diferen&ccedil;as podem ser explicadas pelas caracter&iacute;sticas construtivas e pelo tamanho dos lotes, que nos conjuntos habitacionais s&atilde;o menores e resultam em um padr&atilde;o de adensamento muito maior do que o encontrado nos condom&iacute;nios de alto padr&atilde;o, onde h&aacute; mais espa&ccedil;o para cobertura vegetal. Apesar de a forma urbana ter sido relacionada com a exist&ecirc;ncia de diferentes temperaturas ao ar, no inverno, principalmente, os fundos de vale vegetados foram respons&aacute;veis pelas baixas temperaturas estimadas, entre 18&deg;C e 20&deg;C.</p>     <p>De maneira geral, o procedimento de modelagem da temperatura do ar relacionada com as caracter&iacute;sticas da superf&iacute;cie se mostrou eficiente, visto que comprovou estatisticamente que h&aacute; influ&ecirc;ncia da morfologia urbana e cobertura da terra na atmosfera local. Al&eacute;m disso, os modelos de regress&atilde;o auxiliaram na avalia&ccedil;&atilde;o das LCZs e na identifica&ccedil;&atilde;o das classes que apresentaram maior correla&ccedil;&atilde;o com as temperaturas do ar registradas durante os transectos m&oacute;veis, o que, por conseguinte, possibilitou a sele&ccedil;&atilde;o das classes que melhor representam o campo t&eacute;rmico da cidade. </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><b>4.2. Defini&ccedil;&atilde;o das potenciais zonas clim&aacute;ticas locais</b></p>     <p>As classes selecionadas a partir das modelagens foram: 2<sub>3</sub> &minus; compacta de m&eacute;dia e baixa eleva&ccedil;&atilde;o, 2<sub>4</sub> &minus; constru&ccedil;&otilde;es compactas de m&eacute;dia e alta eleva&ccedil;&atilde;o, 3 &minus; compacta de baixa eleva&ccedil;&atilde;o, 3<sub>4</sub> &minus; compacta de baixa e alta eleva&ccedil;&atilde;o, 3<sub>D</sub> &minus; compacta de baixa eleva&ccedil;&atilde;o e vegeta&ccedil;&atilde;o rasteira, 7 &minus; compacta pouco consolidada de baixa eleva&ccedil;&atilde;o, A &minus; vegeta&ccedil;&atilde;o arb&oacute;rea densa e B &minus; vegeta&ccedil;&atilde;o arb&oacute;rea esparsa.</p>     <p>As potenciais LCZs de Presidente Prudente foram organizadas e descritas de acordo com as fichas t&eacute;cnicas elaboradas por Stewart (2011a), as quais foram preenchidas com os dados obtidos nos transectos pela cidade e nos modelos de regress&atilde;o, com ilustra&ccedil;&otilde;es correspondentes &agrave;s LCZs e fotografias<a href="#_ftn3" name="_ftnref3">[3]</a>.</p>     <p>A LCZ 2<sub>3 </sub>(<a href="#f9">Figura 9</a>) &eacute; caracterizada por &aacute;reas densamente constru&iacute;das, com edif&iacute;cios pequenos e m&eacute;dios, de baixa a m&eacute;dia eleva&ccedil;&atilde;o. Os materiais de constru&ccedil;&atilde;o predominantes incluem pedra, cimento, tijolo, com coberturas de cimento, cer&acirc;mica e telhados met&aacute;licos. A cobertura da terra &eacute; em grande parte pavimentada e pouco perme&aacute;vel, com a presen&ccedil;a de poucas ou nenhuma &aacute;rvore. </p>     <p>&nbsp;</p> <a name="f9">     <p><img src="/img/revistas/got/n12/n12a05f9.gif"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>Consiste em bairros residenciais e comerciais, localizados principalmente na &aacute;rea central da cidade e distribu&iacute;da ao longo de duas avenidas principais a oeste e a sul, onde o fluxo de tr&aacute;fego de ve&iacute;culos &eacute; elevado. No epis&oacute;dio de ver&atilde;o modelizado, essa LCZ apresentou temperatura m&eacute;dia do ar de 27,5&deg;C, enquanto no inverno a m&eacute;dia foi de 23,1&deg;C.&nbsp; </p>     <p>A <a href="#f10">Figura 10</a> apresenta a ilustra&ccedil;&atilde;o da LCZ 2<sub>4</sub>, cuja morfologia das constru&ccedil;&otilde;es &eacute; descrita como densamente constru&iacute;da, com edif&iacute;cios m&eacute;dios e grandes, de m&eacute;dia a alta eleva&ccedil;&atilde;o. Os materiais de constru&ccedil;&atilde;o encontrados s&atilde;o o concreto, a&ccedil;o, tijolo e vidro, enquanto os telhados podem ser de cimento, cer&acirc;mica ou met&aacute;licos. </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p> <a name="f10">     <p><img src="/img/revistas/got/n12/n12a05f10.gif"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>Com rela&ccedil;&atilde;o &agrave; cobertura da terra, essa LCZ apresenta baixa permeabilidade e &aacute;rvores dispersas, e compreende &aacute;reas predominantemente comerciais, com fluxo de tr&aacute;fego alto no centro da cidade. A temperatura m&eacute;dia do ar estimada para o ver&atilde;o nessas &aacute;reas foi de 27,2&deg;C, e no inverno foi de 23,9&deg;C.</p>     <p>A LCZ 3 (<a href="#f11">Figura 11</a>), assim como as descritas anteriormente, caracteriza-se por &aacute;reas densamente constru&iacute;das, mas com edif&iacute;cios baixos e pequenos. Os materiais construtivos utilizados incluem cimento, tijolo e telhados de fibrocimento e cer&acirc;mica. A cobertura da terra encontra-se em grande parte pavimentada, com poucas ou nenhuma &aacute;rvore dispersa.</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="f11">     <p><img src="/img/revistas/got/n12/n12a05f11.gif"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>As &aacute;reas compreendidas nessa LCZ s&atilde;o bairros predominantemente residenciais, com algum com&eacute;rcio local. Est&atilde;o localizados por toda a cidade, com concentra&ccedil;&atilde;o nos bairros populares nas por&ccedil;&otilde;es oeste, sudoeste e leste. Com rela&ccedil;&atilde;o ao seu campo t&eacute;rmico no ver&atilde;o, a temperatura m&eacute;dia do ar estimada foi 27,7&deg;C, enquanto a m&eacute;dia estimada para o inverno foi 22,2&deg;C.</p>     <p>Com caracter&iacute;sticas similares &agrave; LCZ 3, a LCZ 3<sub>4 </sub>(<a href="#f12">Figura 12</a>) &eacute; descrita com forma densamente constru&iacute;da, por&eacute;m com alguns edif&iacute;cios maiores e elevados distribu&iacute;dos entre a aglomera&ccedil;&atilde;o de constru&ccedil;&otilde;es pequenas e baixas. Apresenta materiais de constru&ccedil;&atilde;o que incluem concreto, a&ccedil;o, tijolo, vidro e telhados de cer&acirc;mica e cimento.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p> <a name="f12">     <p><img src="/img/revistas/got/n12/n12a05f12.gif"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>Possui cobertura da terra em grande parte imperme&aacute;vel, com poucas ou nenhuma &aacute;rvore nas cal&ccedil;adas e quintais das resid&ecirc;ncias e com&eacute;rcios, e a localiza&ccedil;&atilde;o na &aacute;rea central da cidade implica no alto fluxo de tr&aacute;fego identificado na LCZ 3<sub>4</sub>. A temperatura m&eacute;dia do ar estimada nessas &aacute;reas para o inverno foi mais elevada do que as anteriores (24,2&deg;C), sendo que a do ver&atilde;o foi 27,6&deg;C.&nbsp; &nbsp; &nbsp;&nbsp;</p>     <p>A LCZ 3<sub>D</sub> (<a href="#f13">Figura 13</a>), assim como as demais descritas anteriormente, possui morfologia densamente constru&iacute;da. Entretanto, al&eacute;m dos edif&iacute;cios baixos e pequenos, com materiais construtivos pesados (pedra, cimento, tijolo) e telhados de fibrocimento e cer&acirc;mica, apresenta algumas &aacute;reas perme&aacute;veis de vegeta&ccedil;&atilde;o rasteira no entorno das pavimenta&ccedil;&otilde;es.&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="f13">     <p><img src="/img/revistas/got/n12/n12a05f13.gif"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>Corresponde &agrave;s &aacute;reas residenciais com algum tipo de com&eacute;rcio, localizadas por toda a malha da cidade, por&eacute;m com maior concentra&ccedil;&atilde;o nas por&ccedil;&otilde;es oeste, sudoeste e noroeste. Por sua vez, o fluxo de tr&aacute;fego identificado durante os transectos em algumas &aacute;reas dessa LCZ foi de baixo a moderado. A temperatura m&eacute;dia do ar estimada no epis&oacute;dio de inverno foi mais baixa do que as encontradas nas LCZs anteriores (21,9&deg;C), enquanto a do ver&atilde;o foi 27,4&deg;C.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;</p>     <p>A LCZ 7 (<a href="#f14">Figura 14</a>) apresenta forma densamente constru&iacute;da, com edif&iacute;cios baixos e pequenos semelhantes aos da LCZ 3, por&eacute;m com materiais de constru&ccedil;&atilde;o leves e pesados (madeira, pedra, cimento e tijolo), telhados de fibrocimento e de cer&acirc;mica, e infraestrutura pouco consolidada quando comparadas &agrave;s demais LCZs caracterizadas.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p> <a name="f14">     <p><img src="/img/revistas/got/n12/n12a05f14.gif"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>A cobertura da terra &eacute; pouco perme&aacute;vel, com a coexist&ecirc;ncia de superf&iacute;cies pavimentadas e vias ainda com solo exposto, poucas ou nenhuma &aacute;rvore entre as edifica&ccedil;&otilde;es e entorno pr&oacute;ximo vegetado (cobertura arb&oacute;rea e rasteira). Consiste em bairros residenciais com com&eacute;rcio local, localizados nas por&ccedil;&otilde;es perif&eacute;ricas a norte e nordeste, onde o fluxo de tr&aacute;fego &eacute; baixo. Apresentou temperatura m&eacute;dia do ar estimada no ver&atilde;o de 26,3&deg;C e 21,6&deg;C no inverno.</p>     <p>Na <a href="#f15">Figura 15</a> est&aacute; a s&iacute;ntese da LCZ A, cuja forma consiste em paisagens densamente arborizadas e &aacute;rvores dispersas em terrenos perme&aacute;veis com vegeta&ccedil;&atilde;o rasteira. Em seu entorno podem ser verificadas poucas ou nenhuma estrada ou edif&iacute;cio, onde o fluxo de tr&aacute;fego &eacute; nulo ou baixo. &nbsp;&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="f15">     <p><img src="/img/revistas/got/n12/n12a05f15.gif"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>Compreende &aacute;reas com floresta remanescente natural de fun&ccedil;&atilde;o recreativa urbana, como alguns parques arborizados. Sua localiza&ccedil;&atilde;o se estende desde pequenos fragmentos no intraurbano at&eacute; o entorno rural pr&oacute;ximo &agrave; cidade e fundos de vale vegetados. A LCZ A foi a que apresentou a menor temperatura m&eacute;dia m&iacute;nima do ar no epis&oacute;dio de inverno (18,2&deg;C), sendo que at&eacute; mesmo a temperatura m&eacute;dia do ver&atilde;o (25,5&deg;C) foi a menor estimada entre as demais LCZs.</p>     <p>A LCZ B (<a href="#f16">Figura 16</a>) apresenta paisagens levemente arborizadas, com a presen&ccedil;a de &aacute;rvores dispersas em &aacute;reas perme&aacute;veis cobertas por vegeta&ccedil;&atilde;o rasteira. &Eacute; poss&iacute;vel verificar a presen&ccedil;a de vias e edif&iacute;cios pr&oacute;ximos a essa LCZ, que lhe conferem fluxo de tr&aacute;fego moderado a alto. Consiste em &aacute;reas com vegeta&ccedil;&atilde;o arb&oacute;rea remanescente natural ou replantio, utilizadas para a recrea&ccedil;&atilde;o urbana (parques e &aacute;reas verdes).</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p> <a name="f16">     <p><img src="/img/revistas/got/n12/n12a05f16.gif"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>Pode ser encontrada no intraurbano, mas a maior concentra&ccedil;&atilde;o est&aacute; no entorno rural pr&oacute;ximo. As temperaturas m&eacute;dias do ar estimadas foram mais elevadas em compara&ccedil;&atilde;o &agrave; LCZ A, visto que no epis&oacute;dio de ver&atilde;o foi de 27,1&deg;C, enquanto a m&eacute;dia verificada no inverno foi 21,6&deg;C.</p>     <p>A organiza&ccedil;&atilde;o das potenciais LCZs e suas respectivas informa&ccedil;&otilde;es em fichas t&eacute;cnicas propiciou a visualiza&ccedil;&atilde;o dos elementos que as distinguem entre si e o conhecimento dos fatores que mais interferem na temperatura do ar pr&oacute;ximo &agrave; superf&iacute;cie representada por cada LCZ (forma constru&iacute;da, materiais construtivos, tipo de cobertura da terra e fluxo de tr&aacute;fego).</p>     <p>Por outro lado, a elabora&ccedil;&atilde;o da <a href="#t1">Tabela 1</a> permitiu sintetizar e analisar as temperaturas do ar estimadas para as LCZs selecionadas, bem como a intensidade das ilhas de calor durante os epis&oacute;dios de ver&atilde;o e inverno, definida como âˆ†<i>T</i> <sub>LCZ X&ndash;A</sub>.&nbsp;&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="t1">     <p><img src="/img/revistas/got/n12/n12a05t1.gif"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>No epis&oacute;dio de ver&atilde;o, as temperaturas m&eacute;dias estimadas variaram entre 25,5&deg;C (LCZ A) e 27,7&deg;C (LCZ 3), com valores mais elevados nas zonas compactas constru&iacute;das. A menor temperatura ocorreu na LCZ A, por&eacute;m as LCZs 7 e B tamb&eacute;m apresentaram temperaturas reduzidas (24,4&deg;C), o que pode ser relacionado &agrave;s caracter&iacute;sticas de cobertura da terra (LCZ 7 &minus; entorno pr&oacute;ximo vegetado, e LCZ B &ndash; &aacute;rvores dispersas e vegeta&ccedil;&atilde;o rasteira).</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Para o inverno, as zonas com maior cobertura vegetal apresentaram temperaturas reduzidas. A temperatura do ar estimada para a LCZ A foi de 19,8&deg;C, enquanto nas LCZs 7 e B foi de 21,6&deg;C. Verificaram-se valores mais elevados nas LCZs compactas constru&iacute;das, por&eacute;m, ao contr&aacute;rio do observado durante o ver&atilde;o, a maior temperatura (24,2&deg;C) ocorreu na LCZ 3<sub>4</sub>, com forma densamente constru&iacute;da, alta impermeabilidade da superf&iacute;cie e fluxo de tr&aacute;fego alto.</p>     <p>Um padr&atilde;o evidenciado tanto no ver&atilde;o quanto no inverno foi a ocorr&ecirc;ncia de temperaturas m&eacute;dias estimadas mais elevadas na LCZ B em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; LCZ A. Embora apresentem cobertura da terra semelhante, as medi&ccedil;&otilde;es de temperatura na LCZ B ocorreram predominantemente ao longo de parques e &aacute;reas verdes no intraurbano, cujas caracter&iacute;sticas podem ter influenciado tamb&eacute;m nas estimativas de temperaturas pouco mais elevadas do que as &aacute;reas com vegeta&ccedil;&atilde;o densa.</p>     <p>Apesar das diferen&ccedil;as t&eacute;rmicas entre as LCZs em Presidente Prudente n&atilde;o ocorrerem de forma estritamente linear, as temperaturas diminu&iacute;ram gradualmente a partir das zonas compactas densamente constru&iacute;das em dire&ccedil;&atilde;o &agrave;s zonas vegetadas; similar &agrave; hierarquia verificada por Stewart e Oke (2010) em Vancouver, Canad&aacute;.&nbsp;</p>     <p>De acordo com essa ordena&ccedil;&atilde;o das classes, espera-se um contraste maior de temperatura entre LCZs com diferen&ccedil;as significativas de morfologia e cobertura da terra do que entre zonas com caracter&iacute;sticas f&iacute;sicas similares (STEWART e OKE, 2012). As diferen&ccedil;as de temperatura m&eacute;dia do ar estimada entre as LCZs 2<sub>3</sub> e 2<sub>4 </sub>(âˆ†<i>T</i> <sub>LCZ 23&ndash;24</sub>), por exemplo, foram de 0,3&deg;C no ver&atilde;o e 0,8&deg;C no inverno, enquanto âˆ†<i>T</i> <sub>LCZ 23&ndash;7</sub> foi de 1,2&deg;C e 1,5&deg;C, e âˆ†<i>T</i> <sub>LCZ 23&ndash;A</sub> de 2&deg;C e 3,3&deg;C, respectivamente.</p>     <p>Conforme a <a href="#t1">Tabela 1</a>, a LCZ A foi escolhida como refer&ecirc;ncia para o c&aacute;lculo da intensidade das ilhas de calor em rela&ccedil;&atilde;o &agrave;s demais potenciais zonas clim&aacute;ticas locais (âˆ†<i>T</i> <sub>LCZ X&ndash;A</sub>). As intensidades m&eacute;dias foram mais evidentes no inverno, com varia&ccedil;&otilde;es de 1,8&deg;C (âˆ†<i>T</i> <sub>LCZ 7-A </sub>e âˆ†<i>T</i> <sub>LCZ B-A</sub>) a 4,4&deg;C (âˆ†<i>T</i> <sub>LCZ 34-A</sub>), enquanto no ver&atilde;o, a maior intensidade (2,2&deg;C) foi verificada em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; LCZ 3, seguida das LCZs 3<sub>4</sub> e 2<sub>3</sub>, que apresentaram 2,1&deg;C e 2&deg;C, respectivamente.</p>     <p>Ao redefinir a intensidade das ilhas de calor atrav&eacute;s das diferen&ccedil;as entre LCZs dentro de uma mesma cidade, esse sistema de classifica&ccedil;&atilde;o tamb&eacute;m auxilia na compara&ccedil;&atilde;o entre estudos realizados em cidades de diferentes regi&otilde;es clim&aacute;ticas. No entanto, &eacute; importante destacar que as compara&ccedil;&otilde;es diretas precisam ser interpretadas com cautela devido &agrave;s diferen&ccedil;as nos equipamentos utilizados, o per&iacute;odo de pesquisa, a localiza&ccedil;&atilde;o e as caracter&iacute;sticas do clima das cidades, e a natureza exata das LCZs em cada estudo, em termos de uso da terra e materiais de constru&ccedil;&atilde;o (ALEXANDER e MILLS, 2014; SKARBIT et al., 2017).</p>     <p>Apesar dessas restri&ccedil;&otilde;es, foi poss&iacute;vel identificar padr&otilde;es gerais entre os resultados obtidos com as LCZs em Presidente Prudente e os estudos pesquisados.&nbsp; Leconte et al. (2015) investigaram a distribui&ccedil;&atilde;o da temperatura do ar em LCZs em Nancy, Fran&ccedil;a, atrav&eacute;s de medi&ccedil;&otilde;es m&oacute;veis. Os autores identificaram intensidades de at&eacute; 4,4&deg;C entre zonas com grande diferen&ccedil;a de materiais construtivos e cobertura da terra. Em Presidente Prudente, ainda que n&atilde;o haja correspond&ecirc;ncia direta com as zonas de Nancy, tamb&eacute;m foi verificada uma diferen&ccedil;a de 4,4&deg;C entre uma zona compacta e a zona de vegeta&ccedil;&atilde;o arb&oacute;rea (âˆ†<i>T</i> <sub>LCZ 34&ndash;A</sub>).</p>     <p>Resultados semelhantes foram observados no estudo de Alexander e Mills (2014). Os autores utilizaram o esquema de LCZs para investigar ilhas de calor em Dublin, Irlanda, e com rela&ccedil;&atilde;o aos dados de transectos, uma diferen&ccedil;a de &gt;4&deg;C foi registrada entre LCZs compactas e LCZs n&atilde;o urbanas. Skarbit et al. (2017) tamb&eacute;m monitoraram diferen&ccedil;as t&eacute;rmicas entre as classes de LCZ em Szeged, Hungria, onde LCZs densamente constru&iacute;das apresentaram temperaturas mais elevadas do que classes estruturalmente abertas e mais vegetadas, com diferen&ccedil;as noturnas acima de 4&deg;C.</p>     <p>De forma geral, verificou-se uma tend&ecirc;ncia ao analisar e comparar as diferen&ccedil;as m&eacute;dias de temperatura entre as potenciais LCZs em Presidente Prudente: os valores diminuem conforme as classes se tornam menos compactas e constru&iacute;das, com maiores diferen&ccedil;as durante o inverno (âˆ†<i>T</i> <sub>LCZ 34&ndash;A</sub> = 4,4&deg;C) e diferen&ccedil;as menores no ver&atilde;o (âˆ†<i>T</i> <sub>LCZ 3&ndash;A</sub> = 2,2&deg;C). Al&eacute;m disso, as diferen&ccedil;as de temperatura entre classes de LCZs s&atilde;o indicativas da exist&ecirc;ncia de diferentes intensidades de ilhas de calor observadas em cidade de porte m&eacute;dio tropical, caracterizada pelo arranjo de paisagens heterog&ecirc;neas. &nbsp;&nbsp; </p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><b>5. Considera&ccedil;&otilde;es finais</b></p>     <p>Como uma t&iacute;pica cidade tropical brasileira, Presidente Prudente apresenta temperaturas elevadas durante a maior parte do ano. Juntamente com a complexa configura&ccedil;&atilde;o de paisagens heterog&ecirc;neas, tais caracter&iacute;sticas levam &agrave; forma&ccedil;&atilde;o de ilhas de calor que podem intensificar o desconforto t&eacute;rmico sentido pelos habitantes. Portanto, a investiga&ccedil;&atilde;o da ICU &eacute; essencial para melhorar os procedimentos de observa&ccedil;&atilde;o, avan&ccedil;ar nos estudos clim&aacute;ticos urbanos e apoiar medidas de planejamento.</p>     <p>O mapeamento de potencias zonas clim&aacute;ticas locais, seguido da estimativa da temperatura do ar em epis&oacute;dios de ver&atilde;o e inverno, possibilitou identificar os padr&otilde;es construtivos, tipos de cobertura da terra e fontes de calor antropog&ecirc;nico (fluxo de tr&aacute;fego) associados &agrave; forma&ccedil;&atilde;o e/ou intensifica&ccedil;&atilde;o das anomalias t&eacute;rmicas. Al&eacute;m disso, foi poss&iacute;vel selecionar as LCZs que melhor descreveram, segundo os modelos utilizados, o campo t&eacute;rmico da cidade.</p>     <p>Os resultados da modelagem indicaram a efic&aacute;cia do m&eacute;todo de regress&atilde;o linear para simular os dados de temperatura do ar para &aacute;reas da cidade sem dados medidos, tendo como refer&ecirc;ncia os atributos da superf&iacute;cie. Os modelos apresentaram um bom coeficiente de correla&ccedil;&atilde;o (0,76) entre a vari&aacute;vel estimada e as vari&aacute;veis explicativas, mas foram capazes de explicar 58% das varia&ccedil;&otilde;es da temperatura do ar com base nas vari&aacute;veis utilizadas, o que sugere a necessidade de realizar novos testes de regress&atilde;o e refinar o procedimento para aprimorar o ajuste dos modelos &agrave;s temperaturas do ar observadas.</p>     <p>As temperaturas simuladas para toda a cidade e seu entorno rural pr&oacute;ximo mostram zonas compactas densamente constru&iacute;das com temperaturas mais elevadas, seguidas de zonas de porte m&eacute;dio e de baixa eleva&ccedil;&atilde;o, e zonas vegetadas.&nbsp; Os valores de âˆ†<i>T</i> <sub>LCZ X&ndash;Y</sub> variaram entre 4,4&deg;C para classes com grandes diferen&ccedil;as em suas caracter&iacute;sticas f&iacute;sicas e &lt;1&deg;C para classes com morfologia e cobertura da terra similares.</p>     <p>No sentido de avan&ccedil;ar a aplicabilidade do estudo, os produtos cartogr&aacute;ficos produzidos podem ser utilizados de formas variadas, tais como a delimita&ccedil;&atilde;o espacial de &aacute;reas onde a intensidade da ilha de calor pode ser antecipada, e a sugest&atilde;o de interven&ccedil;&otilde;es locais que minimizem as altas temperaturas (plantio de &aacute;rvores, manuten&ccedil;&atilde;o de &aacute;reas verdes urbanas, substitui&ccedil;&atilde;o de materiais construtivos inadequados para o contexto clim&aacute;tico do local), etc.</p>     <p>Assim, as LCZs podem ser utilizadas tanto como subs&iacute;dio &agrave;s interven&ccedil;&otilde;es quanto material de apoio ao planejamento urbano. A s&iacute;ntese de informa&ccedil;&otilde;es tem potencial para ser utilizada como um banco de dados, que pode ser abastecido com propriedades adicionais da superf&iacute;cie e demais vari&aacute;veis meteorol&oacute;gicas, ao mesmo tempo em que ilustra os tipos de padr&otilde;es paisag&iacute;sticos cujas caracter&iacute;sticas implicam em perda da qualidade ambiental e de vida da popula&ccedil;&atilde;o.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>6. Refer&ecirc;ncias bibliogr&aacute;ficas</b></p>     <p>ALEXANDER, P. J.; MILLS, G. (2014). Local Climate Classification and Dublin&rsquo;s Urban Heat Island. <i>Atmosphere</i>, 5, p. 755&minus;774, 2014. doi:10.3390/atmos5040755</p>     <p>AMORIM, M. C. C. T.; DUBREUIL, V.; CARDOSO, R. S. Modelagem espacial da ilha de calor urbana em Presidente Prudente (SP) - Brasil. <i>Revista Brasileira de Climatologia</i>, v. 16, p. 29&minus;45, 2015.</p>     <!-- ref --><p>CARDOSO, R. S. <i>Classifica&ccedil;&atilde;o de potenciais unidades clim&aacute;ticas em Presidente Prudente-SP</i>. 2015. 135f. Disserta&ccedil;&atilde;o (Mestrado em Geografia) - Faculdade de Ci&ecirc;ncias e Tecnologia, Universidade Estadual Paulista, Presidente Prudente.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1743487&pid=S2182-1267201700020000500003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>FOISSARD, X. <i>L&rsquo;&icirc;lot de chaleur urbain et le changement climatique: application &agrave; l&rsquo;agglom&eacute;ration rennaise</i>. G&eacute;ographie. 2015. 248p. Universit&eacute; Rennes 2, France.</p>     <!-- ref --><p>GARC&Iacute;A, F. F. <i>Manual de climatologia aplicada: clima, medio ambiente y planificaci&oacute;n</i>. Madrid: Editorial s&iacute;ntesis, S.A., 1995. 285p.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1743490&pid=S2182-1267201700020000500005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTAT&Iacute;STICA. IBGE. <i>Popula&ccedil;&atilde;o estimada 2016</i>. Dispon&iacute;vel em: &lt;<a href="http://www.cidades.ibge.gov.br/v3/cidades/municipio/3541406" target="_blank">http://www.cidades.ibge.gov.br/v3/cidades/municipio/3541406</a>&gt;. Acesso em: 4 mar. 2017.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1743492&pid=S2182-1267201700020000500006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>LECONTE, F.; BOUYER, J.; CLAVERIE, R.; PETRISSANS, M. Using Local Cliamte Zone scheme for UHI assessment:&nbsp; evaluation of the method using mobile measurements. <i>Building and Environment</i>, 83, p. 39&minus;49, 2015. doi: <a href="http://www.dx.doi.org/10.1016/j.buildenv.2014.05.005" target="_blank">http://www.dx.doi.org/10.1016/j.buildenv.2014.05.005</a></p>     <p>MENDON&Ccedil;A, F. Clima e Planejamento urbano em Londrina &ndash; proposi&ccedil;&atilde;o metodol&oacute;gica e de interven&ccedil;&atilde;o urbana a partir do estudo do campo t&eacute;rmico. In: MONTEIRO, C. A. F.; MENDON&Ccedil;A, F. (Org) <i>Clima urbano</i>. S&atilde;o Paulo: Contexto, 2003.</p>     <!-- ref --><p>MONTEIRO, C. A. de F.; MENDON&Ccedil;A, F. A. (org.). <i>Clima urbano</i>. S&atilde;o Paulo: Contexto, 2003.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1743496&pid=S2182-1267201700020000500009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>MYRUP, L. O. A Numerical Model of the Urban Heat Island. <i>J. Appl. Meteor.</i>, 8, p. 908&ndash;918. 1969. doi: <a href="http://www.dx.doi.org/10.1175/1520-0450(1969)008&lt;0908:ANMOTU&gt;2.0.CO;2" target="_blank">http://www.dx.doi.org/10.1175/1520-0450(1969)008&lt;0908:ANMOTU&gt;2.0.CO;2</a></p>     <!-- ref --><p>OKE, T. R. Boundary Layer Climates. London: Methuen &amp; Co. 2nd edn. 1987, 435p.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1743499&pid=S2182-1267201700020000500011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>OKE, T. R. Initial Guidance to Obtain Representative Meteorological Observations at Urban Sites. <i>IOM Report 81</i>, WMO/TD. No. 1250.World Meteorological Organization, Geneva, 2006.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1743501&pid=S2182-1267201700020000500012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref -->&nbsp;</p>     <!-- ref --><p>OLIVEIRA, S. <i>Infer&ecirc;ncia e an&aacute;lise de res&iacute;duos e de diagn&oacute;stico em modelos lineares generalizados</i>. 2013. 70f. Monografia (Bacharel em Estat&iacute;stica) - Universidade Federal de Juiz de Fora, Instituto de Ci&ecirc;ncias Exatas, Juiz de Fora.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1743503&pid=S2182-1267201700020000500013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>SKARBIT, N.; STEWART, I. D.; UNGER, J.; G&Aacute;L, T. Employing an urban meteorological network to monitor air temperature conditions in the &lsquo;local climate zones&rsquo; of Szeged, Hungary. <i>Int. J. Climatol.</i>, 37, p. 582&ndash;596, 2017. doi: 10.1002/joc.5023</p>     <!-- ref --><p>STEWART, I. D. <i>Redefining the urban heat island</i>. 2011a. 368p. Thesis (Doctor of Philosophy). The Faculty of Graduate Studies, The University of British Columbia, Vancouver.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1743506&pid=S2182-1267201700020000500015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>STEWART, I. D. A systematic review and scientific critique of methodology in modern urban heat island literature. <i>Int. J. Climatol.</i>, 31, p. 200&ndash;217, 2011b.</p>     <p>STEWART, I. D.; OKE, T. R. Newly developed &ldquo;thermal climate zones&rdquo; for defining and measuring urban heat island magnitude in the canopy layer. <i>Preprints</i>, T. R. Oke Symposium &amp; Eighth Symposium on Urban Environment, January 11&ndash;15, Phoenix, AZ, 2009a. Dispon&iacute;vel em: &lt;<a href="https://www.ams.confex.com/ams/89annual/techprogram/paper_150476.htm" target="_blank">https://www.ams.confex.com/ams/89annual/techprogram/paper_150476.htm</a>&gt;. Acesso em: 19 jun. 2013.</p>     <p>STEWART, I. D.; OKE, T. R. Classifying climate field sites by &ldquo;local climate zones&rdquo;: the case of Nagano, Japan. <i>Preprints</i>, Seventh Int. Conf. on Urban Climate, 29 June&ndash;3 July, Yokohama, Japan, 2009b<i>. </i>Dispon&iacute;vel em: &lt;<a href="http://www.ide.titech.ac.jp/~icuc7/extended_abstracts/pdf/385055-1090515165722002.pdf" target="_blank">http://www.ide.titech.ac.jp/~icuc7/extended_abstracts/pdf/385055-1090515165722002.pdf</a>&gt;. Acesso em: 24 mai. 2013.</p>     <!-- ref --><p>STEWART, I. D.; OKE, T. R. Thermal differentiation of local climate zones using temperature observations from urban and rural field sites. <i>Extended Abstracts</i>, Ninth Symp. on Urban Environment, Keystone, CO, 2010. Dispon&iacute;vel em: &lt;<a href="http://www.ams.confex.com/ams/19Ag19BLT9Urban/webprogram/Paper173127.html" target="_blank">http://www.ams.confex.com/ams/19Ag19BLT9Urban/webprogram/Paper173127.html</a>&gt;. Acesso em: 19 jun. 2013.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1743511&pid=S2182-1267201700020000500019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>STEWART, I. D.; OKE, T. R. Local Climate Zones for Urban Temperature Studies. <i>Bull. Amer. Meteor. Soc.</i>, 93, p. 1879&ndash;1900, 2012. doi: 10.1175/BAMS-D-11-00019.1</p>     ]]></body>
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