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<journal-title><![CDATA[GOT, Revista de Geografia e Ordenamento do Território]]></journal-title>
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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[O Sistema Carbonífero do Douro: da paisagem ao ordenamento]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[In 1994, the last national fuel exploitation was closed, leading to the suspension of the landscape evolution process, formerly determined by the transformation of coal into energy, from the social support structures close to the coal extraction points along the Douro Coalfield, up to the (infra)structural systems of, and in, the city of Porto. The whole system lost its significance after the dematerialization of energy resource: the element that once articulated territorial development became immaterial, and the system lost its physical support structure. Today, the patrimonial condition should be supported on the capacity to represent values and needs that establish links between the present and the past. So that, it is important to understand how the inertia that the energy system produces in the territory can be (re)understood as a prospective and renovating resource.]]></p></abstract>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[Produção de energia]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[Sistema carbonífero]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[património]]></kwd>
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<kwd lng="en"><![CDATA[territorial planning]]></kwd>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><b>ARTIGO</b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>O Sistema Carbon&iacute;fero do Douro: da paisagem ao ordenamento</b></p>     <p><b>The Carboniferous System of Douro: from landscape to territorial planning</b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Ribeiro, Daniela</b><sup>1</sup></p>     <p><sup>1</sup> Faculdade de Arquitetura da Universidade do Porto; Via Panor&acirc;mica S/N, 4150-755 Porto, Portugal; <a href="mailto:daniela.p.alvesribeiro@gmail.com">daniela.p.alvesribeiro@gmail.com</a></p>     <p><b>&nbsp;</b></p>     <p><b>&nbsp;</b></p>     <p><b>RESUMO</b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Em 1994 encerra a &uacute;ltima explora&ccedil;&atilde;o de combust&iacute;vel nacional, ficando em suspenso a evolu&ccedil;&atilde;o da paisagem outrora determinada pela transforma&ccedil;&atilde;o do carv&atilde;o em energia, desde as estruturas de apoio social na proximidade dos pontos de extra&ccedil;&atilde;o ao longo da Bacia Carbon&iacute;fera do Douro, at&eacute; aos sistemas (infra)estruturais da, e na, cidade do Porto. Desmaterializada a fonte de energia, todo o Sistema perde signific&acirc;ncia. Mais do que as formas, ganha relev&acirc;ncia a sua representa&ccedil;&atilde;o enquanto s&iacute;mbolo cultural. Hoje, a condi&ccedil;&atilde;o patrimonial dever&aacute; incidir na capacidade de representa&ccedil;&atilde;o dos valores que estabelecem v&iacute;nculos entre o presente e o passado. Importa compreender como poder&aacute; a in&eacute;rcia que o sistema energ&eacute;tico produz no territ&oacute;rio ser (re)entendida como recurso prospetivo e transformador.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Palavras-chave</b>: Produ&ccedil;&atilde;o de energia, Sistema carbon&iacute;fero, patrim&oacute;nio, paisagem cultural, ordenamento do territ&oacute;rio</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>ABSTRACT</b></p>     <p>In 1994, the last national fuel exploitation was closed, leading to the suspension of the landscape evolution process, formerly determined by the transformation of coal into energy, from the social support structures close to the coal extraction points along the Douro Coalfield, up to the (infra)structural systems of, and in, the city of Porto. The whole system lost its significance after the dematerialization of energy resource: the element that once articulated territorial development became immaterial, and the system lost its physical support structure. Today, the patrimonial condition should be supported on the capacity to represent values and needs that establish links between the present and the past. So that, it is important to understand how the inertia that the energy system produces in the territory can be (re)understood as a prospective and renovating resource.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Keywords:</b> Energy production, carboniferous system, heritage, cultural landscape, territorial planning</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>1. O Sistema Carbon&iacute;fero do Douro: Da Paisagem ao Ordenamento</b></p>     <p><b>1.1. Paisagem tecnol&oacute;gica</b></p>     <p><b>1.1.1. Carv&atilde;o como for&ccedil;a motriz</b></p>     <p>Duas d&eacute;cadas ap&oacute;s a introdu&ccedil;&atilde;o do fuel&oacute;leo na central termoel&eacute;trica da Tapada do Outeiro, encerra a &uacute;ltima explora&ccedil;&atilde;o de combust&iacute;vel nacional. Em 1994 d&aacute;-se a <i>morte assistida</i> da Mina do Pej&atilde;o. A afirma&ccedil;&atilde;o da era industrial da eletricidade e da transforma&ccedil;&atilde;o qu&iacute;mica vem alterar o sistema energ&eacute;tico assente no que Mumford (1934) designa por <i>Capitalismo Carbon&iacute;fero</i>.</p>     <p>At&eacute; &agrave; introdu&ccedil;&atilde;o de carv&atilde;o, a concentra&ccedil;&atilde;o das estruturas produtivas &ndash; e consequentemente, urbanas- &eacute; determinada em fun&ccedil;&atilde;o da proximidade &agrave; fonte de energia. Com esta inova&ccedil;&atilde;o, a ind&uacute;stria passa a viver da acumula&ccedil;&atilde;o de energia: deixa de ser o combust&iacute;vel o fator determinante para a sua localiza&ccedil;&atilde;o.</p>     <p>Enquanto capital acumul&aacute;vel, o carv&atilde;o, um mineral n&atilde;o oxidado, rapidamente se torna mais rent&aacute;vel do que a madeira: muito mais compacto, a sua extra&ccedil;&atilde;o, transporte, armazenamento e transforma&ccedil;&atilde;o passam a constituir-se como sistema de organiza&ccedil;&atilde;o territorial, introduzindo a energia potencial novos paradigmas de ordenamento territorial.</p>     <p>A <i>paisagem tecnol&oacute;gica </i>(Macedo, 2012) decorrente da produ&ccedil;&atilde;o de energia a partir do &uacute;nico combust&iacute;vel nacional estende-se desde os pontos de extra&ccedil;&atilde;o &ndash; aqui sobre a Faixa Carbon&iacute;fera do Douro - at&eacute; aos sistemas dom&eacute;sticos de aquecimento, centrais de produ&ccedil;&atilde;o termoel&eacute;trica e estruturas industriais, maioritariamente no Porto. &Eacute; o que consideramos como Sistema Carbon&iacute;fero do Douro.</p>     <p>A Faixa Carbon&iacute;fera do Douro estende-se desde as proximidades de F&atilde;o (S. Pedro de Fins), atravessa o Rio Douro na dire&ccedil;&atilde;o sudeste e prolonga-se at&eacute; Arouca (Janarde), ao longo de 53Km e apresentando uma largura sempre inferior a 500m. Desta faixa, a &aacute;rea que se estende ao longo de aproximadamente 26 km, entre Ermesinde (concelho de Valongo) e Para&iacute;so (concelho de Castelo de Paiva) -abrangendo o concelho de Gondomar e o de Castelo de Paiva- &eacute; denominada, no que diz respeito &agrave; geologia, Bacia Carbon&iacute;fera do Douro.</p>     <p>No contexto nacional, as suas antracites afirmam-se a partir da segunda metade do s&eacute;culo XIX, pela sua superioridade e poder calor&iacute;fico; tamb&eacute;m pela proximidade dos pontos de extra&ccedil;&atilde;o &agrave; cidade do Porto, ent&atilde;o integrada no pr&oacute;prio processo de transforma&ccedil;&atilde;o do carv&atilde;o.</p>     <p>A linha de produ&ccedil;&atilde;o de energia passa a constituir-se como uma linha de produ&ccedil;&atilde;o de territ&oacute;rio, ent&atilde;o determinada pela utiliza&ccedil;&atilde;o do carv&atilde;o enquanto fonte de energia potencial.</p> <a name="f1"><a href="/img/revistas/got/n12/n12a14f1.gif">Figura 1<a/>     
]]></body>
<body><![CDATA[<p>Ainda que a descoberta de antracite na Bacia Carbon&iacute;fera do Douro se d&ecirc; no s&eacute;culo XVIII, &eacute; no final do s&eacute;culo XIX que a paisagem carbon&iacute;fera come&ccedil;a a vincular-se, construindo-se a partir da desconstru&ccedil;&atilde;o do fil&atilde;o de carv&atilde;o. A produ&ccedil;&atilde;o de energia vem determinar a transforma&ccedil;&atilde;o de uma paisagem agr&iacute;cola numa linha de produ&ccedil;&atilde;o territorial, de car&aacute;cter industrial.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>1.1.2. Do subsolo ao sobre-o-solo</b></p>     <p>Dependente das caracter&iacute;sticas do subsolo, a explora&ccedil;&atilde;o fixa-se, normalmente, em locais in&oacute;spitos, onde &eacute; necess&aacute;rio criar o lugar, organizando-o em fun&ccedil;&atilde;o da estrutura produtiva, otimizando-se os processos extrativos e construindo uma resposta arquitet&oacute;nica e urban&iacute;stica aos problemas subsequentes a um acelerado processo de industrializa&ccedil;&atilde;o.</p>     <p>Organizam-se comunidades aut&oacute;nomas, dependentes de uma tutela especial e de base territorial, com uma cultura administrativa pr&oacute;pria, onde todos os pormenores da vida do mineiro s&atilde;o equacionados, desde a organiza&ccedil;&atilde;o social &agrave; pr&aacute;tica de desporto. No fundo, um sistema paternalista justaposto ao Estado Novo, que extrapola a gest&atilde;o empresarial e assume um papel de autoridade p&uacute;blica, firmando-se como &uacute;nica &acirc;ncora cultural numa unidade territorial determinada pela l&oacute;gica produtiva.</p>     <p>Suportados na figura jur&iacute;dica do Couto Mineiro<a href="#_ftn1" name="_ftnref1"><sup><sup>[1]</sup></sup></a>, urbanizam-se atrav&eacute;s da iniciativa privada, ainda que reflexo das medidas estatais de incentivo e protecionismo aos combust&iacute;veis nacionais. Ancorados numa identidade mineira inculcada por valores nacionalistas, constituem-se de arquiteturas que respondem aos avan&ccedil;os t&eacute;cnicos impostos pela atividade produtiva, &agrave;s quais se associa uma imagem de progresso, coletiva, de perten&ccedil;a &agrave; Empresa.</p>     <p>S&atilde;o estes os locais prop&iacute;cios &agrave; experimenta&ccedil;&atilde;o de materiais e modelos tecnol&oacute;gicos, organizando-se enquanto estruturas representativas de um surto de industrializa&ccedil;&atilde;o e inclus&atilde;o iniciado em Portugal na segunda metade do s&eacute;culo XIX e que ter&aacute; nas d&eacute;cadas de 1940 e 1950 o seu apogeu, decorrente, em parte, das necessidades energ&eacute;ticas impostas pela 2.&ordf; Grande Guerra.</p>     <p>Desmaterializada a fonte de energia, o Sistema perde signific&acirc;ncia: o elemento de articula&ccedil;&atilde;o territorial passa &agrave; imaterialidade; perde-se a necessidade de uma estrutura f&iacute;sica de suporte.</p>     <p>Constituindo-se de arquiteturas desenhadas para dar resposta a fun&ccedil;&otilde;es espec&iacute;ficas, estas estruturas refletem a problem&aacute;tica denunciada por A. Rossi (1966) face &agrave; arquitetura funcionalista aquando do fim do seu prop&oacute;sito. A esta obsolesc&ecirc;ncia funcional, os &uacute;ltimos trinta anos t&ecirc;m respondido com altera&ccedil;&otilde;es program&aacute;ticas nestas arquiteturas que, pelo seu funcionalismo, apresentam dificuldades de adapta&ccedil;&atilde;o a novos usos.</p>     <p>No vale do Douro, a quest&atilde;o coloca-se sob uma perspetiva mais abrangente, decorrente do entendimento das explora&ccedil;&otilde;es enquanto parte integrante dum sistema, formalizado na transforma&ccedil;&atilde;o da paisagem subjacente &agrave; l&oacute;gica de extra&ccedil;&atilde;o, transporte, armazenagem, transforma&ccedil;&atilde;o e consumo do carv&atilde;o.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>&nbsp;</b></p>     <p><b>1.2. Territ&oacute;rio do patrim&oacute;nio</b></p>     <p>Os paradigmas associados ao patrim&oacute;nio t&ecirc;m vindo a sofrer muta&ccedil;&otilde;es, sendo o pr&oacute;prio conceito recorrentemente recodificado pelos v&aacute;rios campos disciplinares. Se o monumento<a href="#_ftn2" name="_ftnref2"><sup><sup>[2]</sup></sup></a> era entendido como objeto da mem&oacute;ria e da identidade, a atual condi&ccedil;&atilde;o patrimonial dever&aacute; incidir na capacidade de representa&ccedil;&atilde;o dos <i>valores e necessidades que estabelecem v&iacute;nculos entre o presente e o passado, dando assim coer&ecirc;ncia a um mundo em constante transforma&ccedil;&atilde;o </i>(Choay, 2005, p. 9). &Eacute; da procura desta <i>coer&ecirc;ncia</i> que surge o confronto entre o car&aacute;cter material do que &eacute; <i>patrimonializado</i> e a imaterialidade inerente &agrave; representa&ccedil;&atilde;o do patrim&oacute;nio intang&iacute;vel<a href="#_ftn3" name="_ftnref3"><sup><sup>[3]</sup></sup></a>.</p>     <p>No Sistema Carbon&iacute;fero do Douro este confronto &eacute; concretizado no conceito de paisagem cultural, tal como apresentado por Sauer (1925) e, posteriormente adaptado pela UNESCO enquanto express&atilde;o da mem&oacute;ria e identidade de um lugar e caracterizado por uma cultura coerente.</p>     <p>Contudo, a paisagem cultural, pass&iacute;vel de prote&ccedil;&atilde;o, &eacute; aquela em que a adequa&ccedil;&atilde;o entre componentes ecol&oacute;gicas e culturais &eacute; mais efetiva. Rapidamente nos deparamos com problem&aacute;ticas decorrentes da natureza poluente e altamente explorat&oacute;ria dos <i>imperativos s&oacute;cio econ&oacute;micos (&hellip;) que</i> [aqui] <i>desenvolveram a sua forma em resposta ao pr&oacute;prio ambiente </i>natural (Aguiar, 2007).</p>     <p>Estamos perante um entendimento de patrim&oacute;nio cultural cuja imaterialidade vai para al&eacute;m das <i>pr&aacute;ticas, representa&ccedil;&otilde;es, express&otilde;es </i>[e]<i> espa&ccedil;os culturais </i>(Governo de Portugal, 2008, p. 1698) que sustentam a identidade dos coutos mineiros; estende-se ao que Pereira designa <i>patrim&oacute;nio atmosf&eacute;rico</i>, um patrim&oacute;nio metaf&iacute;sico, sensitivo, decorrente da atribui&ccedil;&atilde;o de um valor sentimental, mais profundo e de dif&iacute;cil defini&ccedil;&atilde;o (Pereira, 2014, p. 84), associado ao que entendemos como a passagem da perce&ccedil;&atilde;o do territ&oacute;rio &agrave; apreens&atilde;o da paisagem (Roger, 1997, p.9).</p>     <p>Trata-se de um processo iterativo, uma <i>pseudo-guerra</i>, como o define Bourdin (1984, p.228), entre intimidade -na qual incide a veracidade do lugar- e o entendimento universal do seu valor, subjacente &agrave; conce&ccedil;&atilde;o de paisagem enquanto constru&ccedil;&atilde;o hist&oacute;rica e que permite perspetivar os elementos que a constituem n&atilde;o como objetos individualizados, mas inerentes &agrave; l&oacute;gica da sua transforma&ccedil;&atilde;o.</p>     <p>N&atilde;o obstante, o processo de <i>patrimonializa&ccedil;&atilde;o</i> &eacute; frequentemente ativado perante a amea&ccedil;a de desaparecimento, reaproximando-se da ideia de heran&ccedil;a: quando hoje falamos de patrim&oacute;nio, referimo-nos sobretudo a bens comuns que deixaram de estar integrados nas pr&aacute;ticas quotidianas, o que reflete a tend&ecirc;ncia para a elasticidade do seu conceito. Bourdin (1984, p.18) remete esta volubilidade para o seu significado etimol&oacute;gico ao qual &eacute; atribu&iacute;do uma valora&ccedil;&atilde;o, ainda que subjetiva, que, por si s&oacute;, constituir-se-ia garantia para o futuro, surtindo como subterf&uacute;gio perante a ang&uacute;stia do vazio transversal &agrave; sociedade que lhe atribui uma confian&ccedil;a sagrada, contra a qual nos vemos obrigados a legitimar as transforma&ccedil;&otilde;es a que submetamos o ambiente herdado<a href="#_ftn4" name="_ftnref4"><sup><sup>[4]</sup></sup></a>.</p>     <p>Este <i>histerismo</i> inerente &agrave; atual ret&oacute;rica do patrim&oacute;nio tem conduzido &agrave; sua prolifera&ccedil;&atilde;o -diretamente proporcional &agrave; sua obsolesc&ecirc;ncia funcional e aos mecanismos de dissemina&ccedil;&atilde;o- correspondendo, simultaneamente, a um discurso progressivamente individualizado, de escala reduzida e populista perante a interpreta&ccedil;&atilde;o da mem&oacute;ria e do passado (Domingues, 2014). Rapidamente, o patrim&oacute;nio passa a constituir-se como argumento de venda -aos promotores e &agrave; pr&oacute;pria cidadania- focado numa vis&atilde;o <i>monumentalista</i> e <i>objetificada</i>, que se constitui mote para a destrui&ccedil;&atilde;o do pr&oacute;prio conjunto subjacente &agrave; raz&atilde;o patrimonial.</p>     <p>Neste processo profundamente identit&aacute;rio deixa de ser a identidade o fator mais relevante, passando o enfoque para a assimila&ccedil;&atilde;o coletiva que &eacute; feita da mudan&ccedil;a. O luto, em sentido metaf&oacute;rico, transporta-se para o dom&iacute;nio grupal, fundando as rela&ccedil;&otilde;es sociais sobre uma determinada mem&oacute;ria coletiva.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Sauer (1925) defende que &eacute; poss&iacute;vel formar uma ideia de paisagem se baseada nas suas rela&ccedil;&otilde;es no tempo e no espa&ccedil;o, da&iacute; emergindo a relev&acirc;ncia das l&oacute;gicas de apropria&ccedil;&atilde;o decorrentes dos diversos usos no entendimento da sua morfologia, bem como a consci&ecirc;ncia da sua condi&ccedil;&atilde;o permanentemente evolutiva, e n&atilde;o apenas algo a proteger e conservar.</p>     <p>Entre um Centro Hist&oacute;rico do Porto e um Alto Douro Vinhateiro, Patrim&oacute;nios Mundiais (UNESCO), o Sistema Carbon&iacute;fero do Douro constitui-se como importante eixo de aproxima&ccedil;&atilde;o a um enquadramento prospetivo do bem patrimonial, no qual a escala territorial e carater relacional assumem particular relev&acirc;ncia.</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="f2">     <p><img src="/img/revistas/got/n12/n12a14f2.gif"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>No processo de morte funcional do Sistema Carbon&iacute;fero, problematiza-se a sua assimila&ccedil;&atilde;o aquando da substitui&ccedil;&atilde;o das l&oacute;gicas (infra)estruturantes; importa compreender como poder&aacute; a in&eacute;rcia que o sistema energ&eacute;tico produz no territ&oacute;rio ser (re)entendida enquanto recurso operativo (Bel, Gonz&aacute;lez, 2009), um patrim&oacute;nio intimamente ligado ao territ&oacute;rio, ultrapassando a prospetiva do mero rastreamento.</p>     <p><b>&nbsp;</b><b>&nbsp;</b></p>     <p><b>1.3. Desafio</b></p>     <p>Pretende-se que a abordagem ao Sistema Carbon&iacute;fero do Douro conduza ao reconhecimento do bem patrimonial como elemento referencial e potenciador do ordenamento territorial.</p>     <p>Estamos perante estruturas cuja natureza ordin&aacute;ria, quotidiana, e mesmo funcional, nos leva a identific&aacute;-las como valores menores. Contudo, o seu car&aacute;cter <i>&iacute;ntimo</i>, resultado de um reconhecimento genu&iacute;no, permite-nos pensar nestes lugares como potenciadores de uma requalifica&ccedil;&atilde;o da paisagem integrada e dotada de significado (Pereira, 2014, p. 82).</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Este entendimento do bem patrimonial poder-se-&aacute; basear numa abordagem subjacente a uma ideia-for&ccedil;a de &iacute;ndole territorial capaz de promover a sua revaloriza&ccedil;&atilde;o &ndash;cultural e natural- e simult&acirc;nea revers&atilde;o do processo de decad&ecirc;ncia a que foi votado, e que, no caso do Sistema Carbon&iacute;fero do Douro, resultar&aacute; de:</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>1.3.1. Tornar intelig&iacute;veis as l&oacute;gicas que sustentaram o sistema de transforma&ccedil;&atilde;o de energia e a forma como o espa&ccedil;o produtivo produz espa&ccedil;o social</b></p>     <p>A produ&ccedil;&atilde;o de energia sempre foi, &eacute; e ser&aacute; motor de altera&ccedil;&atilde;o social, econ&oacute;mica e cultural, constituindo-se como a representa&ccedil;&atilde;o mais evidente entre tecnologia, economia e cultura, formalizando-se nas transforma&ccedil;&otilde;es territoriais decorrentes das l&oacute;gicas do seu transporte, transforma&ccedil;&atilde;o e at&eacute; modos de consumo.</p>     <p>Na base deste Sistema, os coutos mineiros, estruturas administrativas que regem os povoados que se desenvolvem em torno da f&aacute;brica, fortemente influenciados pelas arquiteturas ut&oacute;picas que marcaram o in&iacute;cio da industrializa&ccedil;&atilde;o europeia, que viriam a suportar a ideia de cidade (Rossi, 2012 [1966], p.15) e que formalizam, j&aacute; na sua g&eacute;nese, as altera&ccedil;&otilde;es ideol&oacute;gicas decorrentes dos paradigmas socioecon&oacute;micos introduzidos por uma nova l&oacute;gica produtiva.</p>     <p>Organizadas como cidades ideais, estas estruturas suportam-se na pr&oacute;pria autonomia econ&oacute;mica e funcional. A sua abordagem morfol&oacute;gica conduz ao entendimento dos princ&iacute;pios que fundamentam <i>as origens da urban&iacute;stica moderna </i>(Ben&eacute;volo, 1963): habita&ccedil;&atilde;o oper&aacute;ria (modelos, tipologias, implanta&ccedil;&atilde;o) e sua rela&ccedil;&atilde;o com o sistema produtivo, distribui&ccedil;&atilde;o de equipamentos e servi&ccedil;os de apoio e implanta&ccedil;&atilde;o das unidades produtivas em articula&ccedil;&atilde;o com as redes de distribui&ccedil;&atilde;o, tornam-se particularmente relevantes para o entendimento destes sistemas de urbaniza&ccedil;&atilde;o, onde a estrutura social surge como espinha dorsal.</p>     <p>A transforma&ccedil;&atilde;o paisag&iacute;stica decorrente da substitui&ccedil;&atilde;o do carv&atilde;o por eletricidade conduziu a que se entenda hoje a energia como algo adquirido, chegando aos consumidores sem que estes se apercebam da dimens&atilde;o &ndash; at&eacute; mesmo territorial- do processo de produ&ccedil;&atilde;o do que consomem.</p>     <p>A transforma&ccedil;&atilde;o paisag&iacute;stica decorrente da substitui&ccedil;&atilde;o do carv&atilde;o por eletricidade conduziu a que se entenda hoje a energia como algo adquirido, chegando aos consumidores sem que</p>     <p>estes se apercebam da dimens&atilde;o &ndash; at&eacute; mesmo territorial- do processo de produ&ccedil;&atilde;o do que consomem.</p>     <p>No entanto, o transporte de energia iniciado com a introdu&ccedil;&atilde;o do carv&atilde;o como fonte de energia potencial constitui-se como uma extraordin&aacute;ria revolu&ccedil;&atilde;o socioecon&oacute;mica (Mumford, 1934, p. 109): o territ&oacute;rio reorganiza-se, dispersa-se, contando agora com infraestruturas de abastecimento, suporte de novos modos de vida.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Esta <i>paisagem tecnol&oacute;gica</i> ganha assim relev&acirc;ncia n&atilde;o s&oacute; enquanto valor da modernidade, s&iacute;mbolo do progresso, mas tamb&eacute;m pela relev&acirc;ncia que (man)teve na organiza&ccedil;&atilde;o territorial, desde a mina at&eacute; aos sistemas infraestruturantes da Cidade.</p> <a name="f3"><a href="/img/revistas/got/n12/n12a14f3.gif">Figura 3<a/>     
<p>&nbsp;</p>     <p><b>1.3.2. Entender a Unidade de Paisagem Patrim&oacute;nio, UPP, como recurso operativo</b></p>     <p>Todo o sistema de organiza&ccedil;&atilde;o territorial subjacente &agrave; linha de produ&ccedil;&atilde;o de energia no vale do Douro ser&aacute; entendido como <i>Unidade de Paisagem Patrim&oacute;nio</i>, enquadrada como &aacute;rea relativamente homog&eacute;nea que denota a estreita rela&ccedil;&atilde;o entre as caracter&iacute;sticas ecol&oacute;gicas do territ&oacute;rio e as atividades que nele se desenrolam, num intervalo de tempo, <i>ante e post</i>, bem definido e que possu&iacute; uma inteligibilidade de funcionamento intr&iacute;nseca, permitindo n&atilde;o s&oacute; o seu relacionamento mas tamb&eacute;m a ado&ccedil;&atilde;o de medidas e estrat&eacute;gias de interven&ccedil;&atilde;o (Tavares Dias, 2011, p.23).</p>     <p>Cada <i>momento</i> desta Unidade &eacute; determinado pela sua fun&ccedil;&atilde;o na estrutura produtiva. A figura operativa UPP permitir&aacute; identificar os recursos identit&aacute;rios desta paisagem, sistematizando-os numa interpreta&ccedil;&atilde;o estruturada, determinada pela l&oacute;gica da sua constru&ccedil;&atilde;o.</p> <a name="f4"><a href="/img/revistas/got/n12/n12a14f4.gif">Figura 4<a/>     
<p>Tal como para os <i>Itiner&aacute;rios culturais</i>, estrutura-se o fio condutor das <i>manifesta&ccedil;&otilde;es patrimoniais, tang&iacute;veis e intang&iacute;veis, relacionadas com a sua funcionalidade </i>(Al&ccedil;ada, 2014, p.300), refor&ccedil;ando a identidade e, simultaneamente, o entendimento da narrativa subjacente ao Sistema, que se pretende ativa para a dinamiza&ccedil;&atilde;o do territ&oacute;rio e determinante para o ordenamento do territ&oacute;rio.</p>     <p>Deixa de ser a divis&atilde;o administrativa o fator determinante para a ordenamento do territ&oacute;rio para dar lugar a uma unidade de paisagem patrim&oacute;nio subjacente &agrave; logica de produ&ccedil;&atilde;o de energia, conducente a uma revaloriza&ccedil;&atilde;o dos recursos patrimoniais, segundo um modelo economicamente mais vi&aacute;vel, ambientalmente mais sustent&aacute;vel e enraizado na sua identidade, socialmente mais justo.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>1.3.3. Operacionalizar a Unidade de Paisagem Patrim&oacute;nio</b></p>     <p>Ritter (1962) identifica <i>le promeneur </i>como o sujeito da paisagem, definindo o percurso como forma de apropria&ccedil;&atilde;o da paisagem. A figura do itiner&aacute;rio enquanto meio de vincula&ccedil;&atilde;o dos recursos identificados na UPP, reequacionando as conex&otilde;es entre os lugares que constituem o Sistema Carbon&iacute;fero do Douro, ganha relev&acirc;ncia na caracteriza&ccedil;&atilde;o desta paisagem; o desenho arquitet&oacute;nico como ferramenta no processo de interpreta&ccedil;&atilde;o iterativa entre escalas; enquanto (re)constru&ccedil;&atilde;o dos tra&ccedil;ados e fragmentos que garantem a sua releitura; como resolu&ccedil;&atilde;o.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>O entendimento relacional entre os diferentes momentos que comp&otilde;em esta Unidade, transversal &agrave;s diferentes escalas da paisagem carbon&iacute;fera &ndash; n&atilde;o s&oacute; do territ&oacute;rio, mas da pr&oacute;pria interven&ccedil;&atilde;o-, emerge como estrat&eacute;gia potenciadora de desenvolvimento territorial, sustentado numa identidade subjacente aos recursos patrimoniais.</p>     <p>Desenha-se para tornar a linha de produ&ccedil;&atilde;o territorial intelig&iacute;vel perante os lugares do presente. Tamb&eacute;m para a defini&ccedil;&atilde;o de estrat&eacute;gias de interven&ccedil;&atilde;o. Numa paisagem profundamente transformada, o desenho aparece como ferramenta para a sua regenera&ccedil;&atilde;o, suportando-se num conjunto de interven&ccedil;&otilde;es m&iacute;nimas, evidenciando e conduzindo &agrave; leitura do sistema energ&eacute;tico, constituindo o que Iba&ntilde;ez (2010, p.33) identifica como acupuntura do territ&oacute;rio, promovendo a sua sist&eacute;mica e significante reconvers&atilde;o.</p>     <p>Procura-se, a partir desta abordagem ao Sistema Carbon&iacute;fero do Douro, intervir sobre o territ&oacute;rio da mem&oacute;ria de forma a no pr&oacute;prio encontrar respostas atuais, percet&iacute;veis atrav&eacute;s de leituras interdisciplinares e que permitam chegar a uma estrat&eacute;gia preventiva e de continuidade -temporal e espacial- para a sua transforma&ccedil;&atilde;o futura.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>1.4. Conclus&otilde;es</b></p>     <p>Como agentes de transforma&ccedil;&atilde;o do territ&oacute;rio, o interesse extrapola a reivindica&ccedil;&atilde;o do legado patrimonial e sua preserva&ccedil;&atilde;o, procurando-se, a partir da proposta de abordagem ao bem patrimonial, promover o desenvolvimento local focado, sobretudo, na qualidade de vida dos habitantes, para quem este patrim&oacute;nio tem particular relev&acirc;ncia enquanto v&iacute;nculo civilizacional.</p>     <p>A apropria&ccedil;&atilde;o do patrim&oacute;nio de forma prospetiva &eacute; pass&iacute;vel se decorrente de um compromisso intermunicipal, conduzindo &agrave; reavalia&ccedil;&atilde;o dos objetivos e vantagens imediatas do uso tur&iacute;stico, estendendo-se ao sistema estrutural e de espa&ccedil;o publico, determinantes para novas din&acirc;micas regionais.</p>     <p>Prop&otilde;e-se assim uma forma de pensar o Patrim&oacute;nio Cultural em articula&ccedil;&atilde;o com as metodologias para a sua interven&ccedil;&atilde;o onde mat&eacute;ria, mem&oacute;ria e m&eacute;todo se definem como elementos estruturantes da sintaxe da interven&ccedil;&atilde;o subjacente aos novos paradigmas de interven&ccedil;&atilde;o na paisagem.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>2. Refer&ecirc;ncias bibliogr&aacute;ficas</b></p>     <!-- ref --><p>AGUIAR, J. (2007). Patrim&oacute;nio Paisag&iacute;stico: Os Caminhos da Transversalidade. ICOMOS-Portugal, 2007. [03/03/2015]. &lt;<a href="http://www-icomos.fa.utl.pt/eventos/apap2007.pdf" target="_blank">http://www-icomos.fa.utl.pt/eventos/apap2007.pdf</a>&gt;    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1745473&pid=S2182-1267201700020001400001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref -->.</p>     <!-- ref --><p>AL&Ccedil;ADA, Margarida. Reinventar o Patrim&oacute;nio. Do Latim Inventare, Invenire, &laquo;Descobrir, Achar&raquo;. <i>Anu&aacute;rio do Patrim&oacute;nio</i>. [s.l]: Canto Redondo, GeCoRPA. 2014, n.&ordm;2. p. 300-301. ISSN: 2182-522X.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1745475&pid=S2182-1267201700020001400002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>ALVES RIBEIRO, Daniela. Territories of energy production and landscape heritage. The Coal Basin of Douro. <i>Joelho</i>, <i>Revista de Cultura Arquitect&oacute;nica</i>. Coimbra: e|d|arq - editorial do Departamento de Arquitetura da FCTUC, 2015, n.&ordm; 6, A quest&atilde;o do Patrim&oacute;nio P. 162-170. ISSN: 1647-9548.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1745477&pid=S2182-1267201700020001400003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>BENEVOLO, Leonardo. <i>Aux sources de l&rsquo;urbanisme moderne</i>. Paris: Horizons de France. 1972 [Ed. original: 1963].</p>     <!-- ref --><p>BOURDIN, Alain. <i>Le patrimoine r&eacute;invent&eacute;</i>. Espace et Libert&eacute;. Paris: Presses Universitaires de France. 1984. ISBN: 978-213-038-50-11&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1745480&pid=S2182-1267201700020001400005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>CHOAY, Fran&ccedil;oise.<i> Patrim&oacute;nio e mundializa&ccedil;&atilde;o</i>. 2&ordf; ed.. &Eacute;vora: Editora Licorne / CHAIA. 2005. ISBN: 978-972-8661-61-8.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1745481&pid=S2182-1267201700020001400006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>DOMINGUES, &Aacute;lvaro. Patrim&oacute;nios Desamparados. <i>Revista Patrim&oacute;nio. </i>Dire&ccedil;&atilde;o Geral do Patrim&oacute;nio Cultural. Lisboa: Imprensa Nacional-Casa da Moeda, S.A. 2014, n&ordm; 2. P. 6-15. ISSN: 2182-9330.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1745483&pid=S2182-1267201700020001400007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>Governo de Portugal. Conven&ccedil;&atilde;o para a salvaguardada do Patrim&oacute;nio Cultural Imaterial (Resolu&ccedil;&atilde;o da Assembleia da Rep&uacute;blica n.&ordm; 12/2008 de 26 de Mar&ccedil;o). In <i>Di&aacute;rio da Rep&uacute;blica</i>, 1.&ordf; s&eacute;rie &mdash; N.&ordm; 60, 26 de Mar&ccedil;o, 2006.</p>     <!-- ref --><p>IBA&Ntilde;EZ MONTOYA, Joaqu&iacute;n. Cultural heritage and landscape. A contemporary dialogue surrounding the project methodology. <i>Locus: Revista de Hist&oacute;ria. </i>Juiz de Fora: ARGVMENTVM Editora, 2010, <i>v. </i>16(2). P. 13-52. ISSN: 1413-3024.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1745486&pid=S2182-1267201700020001400009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>IVANCIC, Aleksandar. <i>Energyscapes</i>. Land&amp;Scape Series. Barcelona: Editorial Gustavo Gilli. 2010. ISBN: 978-84-252-2272-6.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1745488&pid=S2182-1267201700020001400010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>MACEDO, Marta. <i>Projectar e Construir a Na&ccedil;&atilde;o. Engenheiros, Ci&ecirc;ncia e territ&oacute;rio em Portugal no s&eacute;culo XIX</i>. Lisboa: ICS. 2012. ISBN: 978-972-671-295-4.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1745490&pid=S2182-1267201700020001400011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>MUMFORD, Lewis. <i>Tecnica y civilizaci&oacute;n.</i> 5&ordf; ed.. Madrid: Alianza Ed. 1992. [Ed. original: 1934].    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1745492&pid=S2182-1267201700020001400012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>PEREIRA, Paulo. Patrim&oacute;nio e intimidade. Revista Patrim&oacute;nio. Dire&ccedil;&atilde;o Geral do Patrim&oacute;nio Cultural. Lisboa: Imprensa Nacional-Casa da Moeda, S.A. 2014,<i> n&ordm; 2</i>. P. 82-85. ISSN: 2182-9330.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1745494&pid=S2182-1267201700020001400013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>PINTO DA SILVA, Madalena. <i>Forma e Circunst&acirc;ncia: a pra&ccedil;a na cidade portuguesa contempor&acirc;nea</i>. Tese de Doutoramento. Faculdade de Arquitetura, Universidade do Porto, Porto, 2009.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1745496&pid=S2182-1267201700020001400014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>RITTER, Joachim. <i>Paysage: function de esth&eacute;tique dans la soci&eacute;t&eacute; modern: accompagn&eacute; de l&rsquo;ascension du mont Ventoux de P&eacute;traque et La promenade de Schiller</i>. Besan&ccedil;on: Les &Eacute;d. de L&rsquo;Imprimeur cop. 1997. ISBN: 2-910735-14-1.</p>     <!-- ref --><p>ROGER, Alain. <i>Court trait&eacute; du paysage</i>. Biblioth&egrave;que des sciences humaines. Paris: Gallimard. 1997. ISBN: 978-207-074-938-6.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1745499&pid=S2182-1267201700020001400016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>ROSSI, Aldo. <i>L&rsquo;architettura della citt&agrave;</i>. 2&ordf; ed. Quodlibet Abitare 4. Macerata: Quodlibet. 2012 [Ed. original: 1966]. ISBN: 978-88-7462-409-6.</p>     ]]></body>
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