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<journal-title><![CDATA[GOT, Revista de Geografia e Ordenamento do Território]]></journal-title>
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<article-id pub-id-type="doi">10.17127/got/2018.13.006</article-id>
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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[A paisagem nos Planos Diretores Municipais: uma proposta metodológica para a identificação e caracterização de unidades de paisagem no município de Oeiras]]></article-title>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[The landscape in the Municipal Directors Plans: a methodological approach to the identification and characterization of landscape units in the municipality of Oeiras]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Landscape studies has become a task required by the central administration, namely the incorporation of the European Landscape Convention principles into the Municipal Master Plans, which are currently under review in many Portuguese municipalities. Taking the municipality of Oeiras as a case study, a methodology is proposed for identification and characterization of landscape units, through an exploratory approach that combines multivariate statistics and geographic information systems. The results highlight the importance of probabilistic models to generate alternatives, and to stimulate the participation of local actors, especially regarding the importance of constructing and discussing alternatives in planning.]]></p></abstract>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[Unidades de paisagem]]></kwd>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><b>ARTIGO</b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>A paisagem nos Planos Diretores Municipais &ndash; uma proposta metodol&oacute;gica para a identifica&ccedil;&atilde;o e caracteriza&ccedil;&atilde;o de unidades de paisagem no munic&iacute;pio de Oeiras</b></p>     <p><b>The landscape in the Municipal Directors Plans &ndash; a methodological approach to the identification and characterization of landscape units in the municipality of Oeiras</b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Nuno, David</b><sup>1</sup></p>     <p><sup>1</sup> Universidade de Lisboa, Instituto Superior T&eacute;cnico | Departamento de Engenharia Civil e Arquitetura, CERIS; Av. Rovisco Pais 1049-001, Lisboa, Portugal; <a href="mailto:nunomigueldavid@gmail.com">nunomigueldavid@gmail.com</a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>RESUMO</b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>O estudo da paisagem tornou-se uma tarefa exigida pela administra&ccedil;&atilde;o central, nomeadamente a incorpora&ccedil;&atilde;o dos princ&iacute;pios da Conven&ccedil;&atilde;o Europeia da Paisagem nos Planos Diretores Municipais, que est&atilde;o atualmente em revis&atilde;o em muitos munic&iacute;pios portugueses. Tendo o munic&iacute;pio de Oeiras como um estudo de caso, prop&otilde;e-se uma metodologia para a identifica&ccedil;&atilde;o e caracteriza&ccedil;&atilde;o de unidades de paisagem, atrav&eacute;s de uma abordagem explorat&oacute;ria que combina m&eacute;todos da estat&iacute;stica multivariada e sistemas de informa&ccedil;&atilde;o geogr&aacute;fica. Os resultados relevam a import&acirc;ncia dos modelos probabil&iacute;sticos, enquanto forma de fazer gerar alternativas, estimulando a participa&ccedil;&atilde;o dos atores locais, especialmente no que toca &agrave; import&acirc;ncia de construir e discutir alternativas em planeamento.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Palavras-chave:</b> Unidades de paisagem, modelos probabil&iacute;sticos, participa&ccedil;&atilde;o.</p>     <p><b>&nbsp;</b></p>     <p><b>ABSTRACT</b></p>     <p>Landscape studies has become a task required by the central administration, namely the incorporation of the European Landscape Convention principles into the Municipal Master Plans, which are currently under review in many Portuguese municipalities. Taking the municipality of Oeiras as a case study, a methodology is proposed for identification and characterization of landscape units, through an exploratory approach that combines multivariate statistics and geographic information systems. The results highlight the importance of probabilistic models to generate alternatives, and to stimulate the participation of local actors, especially regarding the importance of constructing and discussing alternatives in planning.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Keywords:</b> Landscape units, probabilistic models, participation.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>1. Introdu&ccedil;&atilde;o</b></p>     <p>Portugal enquanto Estado Membro do Conselho da Europa, subscreveu no ano 2000 o texto estabelecido na Conven&ccedil;&atilde;o Europeia da Paisagem (CEP), tendo posteriormente procedido &agrave; sua transposi&ccedil;&atilde;o para Lei nacional atrav&eacute;s do Decreto 4/2005 de 14 de Fevereiro. Entre os v&aacute;rios aspetos que constam na CEP, destaca-se o facto de se ter estabelecido formalmente as bases para uma rela&ccedil;&atilde;o jur&iacute;dica entre a &lsquo;paisagem&rsquo; e a pr&aacute;tica do ordenamento do territ&oacute;rio e urbanismo. Assim, como consta nas medidas gerais definidas pelo Artigo 5&ordm;, cada Estado Membro compromete-se a reconhecer juridicamente a paisagem como uma componente essencial do ambiente humano, bem como a definir e aplicar pol&iacute;ticas de paisagem<a href="#_ftn1" name="_ftnref1">[1]</a>, atrav&eacute;s de procedimentos para a participa&ccedil;&atilde;o do p&uacute;blico e autoridades com compet&ecirc;ncia. Cada Estado Membro compromete-se ainda a <i>&ldquo;integrar a paisagem nas suas pol&iacute;ticas de ordenamento do territ&oacute;rio e de urbanismo, e nas suas pol&iacute;ticas cultural, ambiental, agr&iacute;cola, social e econ&oacute;mica, bem como em quaisquer outras pol&iacute;ticas com eventual impacte directo ou indireto na paisagem.&rdquo; </i>(CEP, 2000).</p>     <p>Como medidas espec&iacute;ficas, constantes no Artigo 6&ordm; do texto, &eacute; referido como necess&aacute;rio que cada Estado Membro proceda &agrave; identifica&ccedil;&atilde;o das paisagens nos seus territ&oacute;rios, sendo estas entendidas como todas as paisagens e n&atilde;o apenas as mais valorizadas ou classificadas. Outro aspeto importante refere-se &agrave; an&aacute;lise e caracteriza&ccedil;&atilde;o das din&acirc;micas e press&otilde;es a que est&atilde;o sujeitas, devendo igualmente, cada Estado Membro acompanhar de forma din&acirc;mica as suas transforma&ccedil;&otilde;es.</p>     <p>Tendo por base os princ&iacute;pios da Conven&ccedil;&atilde;o, a administra&ccedil;&atilde;o central editou nos &uacute;ltimos anos alguns documentos de refer&ecirc;ncia com orienta&ccedil;&otilde;es estrat&eacute;gicas e espec&iacute;ficas para a integra&ccedil;&atilde;o da paisagem nos v&aacute;rios n&iacute;veis de planeamento (e.g. local, regional, setorial e especial). As Comiss&otilde;es de Coordena&ccedil;&atilde;o e Desenvolvimento Regional (CCDR) come&ccedil;aram a exigir aos munic&iacute;pios a integra&ccedil;&atilde;o de estudos sobre a paisagem nos seus planos municipais de ordenamento do territ&oacute;rio, e de forma generalizada, nos processos de revis&atilde;o dos Planos Diretores Municipais (PDM), atualmente em curso em muitas autarquias. De acordo com esses documentos, a integra&ccedil;&atilde;o come&ccedil;a com a identifica&ccedil;&atilde;o e caracteriza&ccedil;&atilde;o de unidades de paisagem locais (UPL), ap&oacute;s o qual ser&aacute; poss&iacute;vel definir um quadro de objetivos que, em teoria dever&atilde;o ser articulados com as op&ccedil;&otilde;es estrat&eacute;gicas dos PDM e restantes planos municipais, atrav&eacute;s de processos participativos que envolvem tanto as entidades competentes, como a comunidade em geral.</p>     <p>Este artigo prop&otilde;e uma metodologia para a defini&ccedil;&atilde;o de unidades de paisagem locais. A abordagem recorre a m&eacute;todos probabil&iacute;sticos de an&aacute;lise de dados, favorecendo uma abordagem explorat&oacute;ria que privilegie a exist&ecirc;ncia de mais do que uma alternativa. Com isso pretende-se facilitar as condi&ccedil;&otilde;es para uma reflex&atilde;o alargada, envolvendo os atores necess&aacute;rios por meio de m&eacute;todos participativos, e gerando conhecimento proveniente da intera&ccedil;&atilde;o multidisciplinar e interdisciplinar, mas tamb&eacute;m potencialmente transdisciplinar.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>2. Metodologia</b></p>     <p>A abordagem metodol&oacute;gica divide-se em duas fases distintas (<a href="#f1">figura 1</a>). A primeira recorre aos m&eacute;todos da estat&iacute;stica multivariada e de an&aacute;lise de dados, de forma a gerar um conjunto de solu&ccedil;&otilde;es alternativas, a partir de um quadro inicial de vari&aacute;veis quantitativas. A segunda fase parte de uma an&aacute;lise pericial ao conjunto de alternativas, de forma a obter um subconjunto mais limitado que servir&aacute; de base a um processo participativo do qual foi poss&iacute;vel validar uma solu&ccedil;&atilde;o mais preferida. Partindo de um conjunto alargado de 32 vari&aacute;veis quantitativas, recolhidas e organizadas por tr&ecirc;s tipos de suporte estrutural da paisagem, aplicaram-se m&eacute;todos de s&iacute;ntese de informa&ccedil;&atilde;o, nomeadamente de m&eacute;todos fatoriais como a an&aacute;lise de componentes principais (ACP) e an&aacute;lise fatorial de correspond&ecirc;ncias (AFC). A aplica&ccedil;&atilde;o da ACP pretendeu condensar a informa&ccedil;&atilde;o presente nos dados originais, construindo conjuntos menores de vari&aacute;veis n&atilde;o correlacionadas e sem perda de informa&ccedil;&atilde;o estatisticamente relevante. A aplica&ccedil;&atilde;o da AFC possibilitou a interpreta&ccedil;&atilde;o de dimens&otilde;es latentes, resultantes do agrupamento entre vari&aacute;veis iniciais, e que de outra forma, n&atilde;o seriam evidentes no conjunto original de dados, permitindo a constitui&ccedil;&atilde;o de um primeiro agrupamento pass&iacute;vel de ser interpretado.</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="f1">     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><img src="/img/revistas/got/n13/n13a07f1.gif"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>Privilegiou-se sempre o car&aacute;cter explorat&oacute;rio. Nesse sentido foram gerados dois subconjuntos a partir das 32 vari&aacute;veis iniciais. Em ambos pretendeu-se condensar a informa&ccedil;&atilde;o e eliminar a redund&acirc;ncia. No primeiro subconjunto aplicou-se a ACP a cada tipo de suporte de paisagem, fazendo reter o mesmo n&uacute;mero de fatores na AFC de forma a dar o mesmo peso &agrave;s vari&aacute;veis provenientes de diferentes suportes de paisagem (e.g. suporte f&iacute;sico, suporte biol&oacute;gico e a&ccedil;&atilde;o humana). O segundo subconjunto resultou da aplica&ccedil;&atilde;o sequencial da ACP e AFC diretamente ao quadro inicial de vari&aacute;veis, desta vez n&atilde;o introduzindo uma discrimina&ccedil;&atilde;o ao n&uacute;mero m&aacute;ximo de vari&aacute;veis a reter. Assumiu-se que os tipos de suporte com mais vari&aacute;veis selecionadas teriam, &agrave; partida, mais peso na forma&ccedil;&atilde;o das unidades de paisagem. Em ambos foram feitas interpreta&ccedil;&otilde;es aos fatores ap&oacute;s rota&ccedil;&atilde;o dos eixos, e apurado o poder explicativo de cada um dos subconjuntos. Por fim utilizam-se t&eacute;cnicas classificat&oacute;rias, nomeadamente a an&aacute;lise de <i>clusters</i>, tendo-se gerado um conjunto alargado de hip&oacute;teses para unidades de paisagem, que derivaram desses dois subconjuntos anteriores. Sobre esse conjunto alargado de hip&oacute;teses selecionaram-se quatro cen&aacute;rios alternativos, para posterior valida&ccedil;&atilde;o por parte de um grupo de peritos municipais em ordenamento do territ&oacute;rio, atrav&eacute;s de um inqu&eacute;rito. Para a solu&ccedil;&atilde;o mais preferida, s&atilde;o analisados os conte&uacute;dos e descri&ccedil;&otilde;es de cada unidade de paisagem, retirando-se da&iacute; ideias-chave para definir o seu car&aacute;cter. Todos os c&aacute;lculos e gr&aacute;ficos gerados ao longo desta fase do trabalho foram obtidos com recurso ao software STATISTICA V12, tendo sido os cen&aacute;rios gerados com recurso ao software QUANTUMGIS 2.4.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>2.1. Estrutura de dados de base alfanum&eacute;rica e geogr&aacute;fica</b></p>     <p>Em Planeamento um dos principais fatores condicionantes &eacute; a exist&ecirc;ncia de informa&ccedil;&atilde;o estat&iacute;stica cred&iacute;vel (e.g. demografia, patrim&oacute;nio, edificado, atividades econ&oacute;micas e meio-ambiente), com desagrega&ccedil;&atilde;o espacial em unidades inferiores &agrave; freguesia (e.g. lugar, quarteir&atilde;o, ou quando poss&iacute;vel ao edif&iacute;cio). A informa&ccedil;&atilde;o estat&iacute;stica dispon&iacute;vel nos censos da popula&ccedil;&atilde;o e habita&ccedil;&atilde;o desde 1991 cont&eacute;m um elenco consider&aacute;vel de dados com interesse urban&iacute;stico e socioecon&oacute;mico inquestion&aacute;vel. No munic&iacute;pio de Oeiras, tem-se realizado a compatibiliza&ccedil;&atilde;o entre as unidades estat&iacute;sticas e as unidades de planeamento, no sentido da atualiza&ccedil;&atilde;o espacial dessas unidades estat&iacute;sticas (Cruz, 2008). A desagrega&ccedil;&atilde;o geogr&aacute;fica dos dados d&aacute; um sentido pr&aacute;tico &agrave; delimita&ccedil;&atilde;o de unidades de paisagem tendo-se optado por fazer uma desagrega&ccedil;&atilde;o espacial harmonizada com a desagrega&ccedil;&atilde;o censit&aacute;ria, de forma a ser poss&iacute;vel atualizar facilmente as vari&aacute;veis de partida e articul&aacute;-las com outros n&iacute;veis de informa&ccedil;&atilde;o tais como o emprego, a habita&ccedil;&atilde;o, a popula&ccedil;&atilde;o residente, o grau de escolariza&ccedil;&atilde;o ou outros, que se encontram organizados por limites estabelecidos ao n&iacute;vel estat&iacute;stico. Foi utilizada como base, a informa&ccedil;&atilde;o j&aacute; compatibilizada entre o munic&iacute;pio e o INE, relativamente &agrave;s &lsquo;Subsec&ccedil;&otilde;es Estat&iacute;sticas&rsquo;, &lsquo;Sec&ccedil;&otilde;es Estat&iacute;sticas&rsquo; e aos &lsquo;Lugares&rsquo; dos Censos de 2011. Os &lsquo;casos&rsquo; correspondem na pr&aacute;tica a agrega&ccedil;&otilde;es feitas entre o que se poderia designar por &lsquo;quarteir&otilde;es&rsquo; e o &lsquo;conjunto de quarteir&otilde;es&rsquo;, onde a informa&ccedil;&atilde;o estat&iacute;stica a esse n&iacute;vel foi gerada tendo por base a menor unidade estat&iacute;stica, ou seja, conjuntos de &lsquo;Subsec&ccedil;&otilde;es Estat&iacute;sticas&rsquo;. Obtiveram-se assim 103 casos, de acordo com a figura abaixo (<a href="#f2">figura 2</a>).</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="f2">     <p><img src="/img/revistas/got/n13/n13a07f2.gif"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>A escolha das vari&aacute;veis foi obtida por consulta &agrave; mesma equipa multidisciplinar de peritos do munic&iacute;pio tendo-se obtido no final, 32 vari&aacute;veis finais (<a href="#t1">tabela 1</a>).</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p> <a name="t1">     <p><img src="/img/revistas/got/n13/n13a07t1.gif"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>3. An&aacute;lise de dados</b></p>     <p>As t&eacute;cnicas de &lsquo;an&aacute;lise de dados&rsquo; baseiam-se em m&eacute;todos &lsquo;descritivos&rsquo; e &lsquo;explicativos&rsquo; da &aacute;lgebra linear aplicada a conceitos geom&eacute;tricos, designadamente espa&ccedil;o euclidiano, centro de gravidade, dist&acirc;ncias, proje&ccedil;&otilde;es, etc. (Cruz, 2008). Pereira e Sousa (1998) divide estes m&eacute;todos em: (i) &lsquo;descritivos&rsquo;, quando o objetivo &eacute; a descri&ccedil;&atilde;o estrutural do quadro de partida, atrav&eacute;s da ACP e AFC; (ii) &lsquo;explicativos&rsquo; quando o objetivo &eacute; a modela&ccedil;&atilde;o do fen&oacute;meno descrito pelos m&eacute;todos anteriores. Posteriormente os resultados obtidos foram utilizados para agrupar unidades de paisagem atrav&eacute;s da an&aacute;lise classificat&oacute;ria (e.g. an&aacute;lise de <i>clusters).</i></p>     <p>&nbsp;</p> <a name="f3">     <p><img src="/img/revistas/got/n13/n13a07f3.gif"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p><b>3.1. An&aacute;lise de Componentes Principais e An&aacute;lise Fatorial</b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A ACP &eacute; m&eacute;todo de redu&ccedil;&atilde;o da dimens&atilde;o dos dados iniciais, com a vantagem de que permite resumir a informa&ccedil;&atilde;o de v&aacute;rias vari&aacute;veis correlacionadas em uma ou mais combina&ccedil;&otilde;es lineares independentes, representando a maioria da informa&ccedil;&atilde;o presente nas vari&aacute;veis iniciais (Hair et al., 2010). Ap&oacute;s aplica&ccedil;&atilde;o da ACP, verificou-se que a partir do fator 7 &eacute; atingida a vari&acirc;ncia cumulativa superior a 60% na explica&ccedil;&atilde;o das vari&aacute;veis originais, sendo este um dos crit&eacute;rios apontados por Hair et al., (2010). No sentido de dar significado aos fatores procedeu-se &agrave; rota&ccedil;&atilde;o dos eixos. Tal permitiu identificar e interpretar cada componente principal a partir dos pesos das vari&aacute;veis que a comp&otilde;em. Quanto mais pr&oacute;ximo da unidade, em valor absoluto, esse peso estiver, mais forte ser&aacute; a rela&ccedil;&atilde;o entre essa vari&aacute;vel e a componente respetiva (Hair et al., 2010). Por oposi&ccedil;&atilde;o, quanto mais pr&oacute;ximo estiver do zero menos rela&ccedil;&atilde;o ter&aacute; com o respetivo fator (Reis, 2001). Dentro das v&aacute;rias t&eacute;cnicas normalmente utilizadas para a rota&ccedil;&atilde;o dos eixos, optou-se pela rota&ccedil;&atilde;o ortogonal, nomeadamente a rota&ccedil;&atilde;o &lsquo;varimax normalizada&rsquo;. Na interpreta&ccedil;&atilde;o dos fatores consideraram-se ainda as quest&otilde;es ligadas com a estrutura da paisagem, ou seja, com os padr&otilde;es existentes (<a href="#t2">tabela 2</a>).</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="t2">     <p><img src="/img/revistas/got/n13/n13a07t2.gif"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>A an&aacute;lise fatorial pode servir dois objetivos. Dependendo do tipo de an&aacute;lise que se quer efetuar, poder&aacute; ajudar &agrave; identifica&ccedil;&atilde;o das combina&ccedil;&otilde;es l&oacute;gicas e rela&ccedil;&otilde;es entre grupos de vari&aacute;veis, ou identificar as vari&aacute;veis mais apropriadas para aplica&ccedil;&otilde;es de t&eacute;cnicas estat&iacute;sticas subsequentes (Hair et al., 2010). Assumindo o car&aacute;cter explorat&oacute;rio da pesquisa, pretendeu-se ainda testar, para a an&aacute;lise de <i>clusters</i> a utiliza&ccedil;&atilde;o de todas as vari&aacute;veis relacionadas com os 7 fatores extra&iacute;dos e que explicam, cerca de 65 % da vari&acirc;ncia total, face &agrave; hip&oacute;tese de utilizar um mesmo n&uacute;mero de vari&aacute;veis por tipo de suporte. Obt&eacute;m-se assim um primeiro grupo de vari&aacute;veis, designado por &lsquo;grupo 1&rsquo; e que correspondem a todas as que foram extra&iacute;das da solu&ccedil;&atilde;o com 7 fatores (<a href="#t3">tabela 3</a>), e um segundo grupo de vari&aacute;veis ou &lsquo;grupo 2&rsquo;, obtido por uma an&aacute;lise de componentes principais feita a cada tipo de suporte separadamente e com igual poder explicativo (<a href="#t4">tabela 4</a>).</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="t3">     <p><img src="/img/revistas/got/n13/n13a07t3.gif"></p>     
<p>&nbsp;</p> <a name="t4">     <p><img src="/img/revistas/got/n13/n13a07t4.gif"></p>     
<p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>De seguida foram aplicadas t&eacute;cnicas classificat&oacute;rias sobre os dois grupos de vari&aacute;veis, testando, no grupo 1, o efeito gerado pelo maior peso dado ao suporte &lsquo;a&ccedil;&atilde;o humana&rsquo;, por via deste ter um maior n&uacute;mero de vari&aacute;veis dispon&iacute;veis, face ao grupo 2 em que o peso atribu&iacute;do &agrave;s vari&aacute;veis na an&aacute;lise clusters ser&aacute; o mesmo devido &agrave; utiliza&ccedil;&atilde;o do mesmo n&uacute;mero de vari&aacute;veis. Depois de ponderado o n&uacute;mero ideal de clusters a reter, foram geradas alternativas decorrentes de diferentes m&eacute;todos classificat&oacute;rios (e.g. m&eacute;todos hier&aacute;rquicos ou n&atilde;o hier&aacute;rquicos).</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>3.2. An&aacute;lise de <i>clusters</i></b></p>     <p>Numa an&aacute;lise de <i>clusters</i> os grupos n&atilde;o est&atilde;o pr&eacute;-definidos. &Eacute; a pr&oacute;pria t&eacute;cnica que  permite fazer esse agrupamento. Trata-se de um conjunto de procedimentos estat&iacute;sticos usados para classificar objetos sem preconceitos, ou  seja, sem definir previamente crit&eacute;rios de inclus&atilde;o em qualquer agrupamento, apenas observando as semelhan&ccedil;as ou  dissemelhan&ccedil;as entre eles. O objetivo &eacute; obter grupos mais heterog&eacute;neos entre si, embora o mais homog&eacute;neos  poss&iacute;vel internamente. A an&aacute;lise seguiu as seguintes etapas (tabela 5).</p>      <p>Os &iacute;ndices de semelhan&ccedil;a representam o crit&eacute;rio utilizado na defini&ccedil;&atilde;o de <i>clusters</i>, ou seja, do grau de semelhan&ccedil;a entre os casos. Nesse sentido foram utilizadas medidas de dist&acirc;ncia, por serem as mais intuitivas e bastante utilizadas em estudos semelhantes. Utilizou-se a dist&acirc;ncia quadr&aacute;tica por ser normalmente utilizada em problemas de otimiza&ccedil;&atilde;o em que as dist&acirc;ncias tenham de ser comparadas. &Eacute; tamb&eacute;m aquela que confere resultados mais coerentes quando se utiliza o m&eacute;todo de &lsquo;Ward&rsquo; como m&eacute;todo de aglomera&ccedil;&atilde;o como se optou neste caso (Hair et al., 2010).&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="f4">     <p><img src="/img/revistas/got/n13/n13a07f4.gif"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>Os m&eacute;todos de aglomera&ccedil;&atilde;o podem ser divididos em &lsquo;hier&aacute;rquicos&rsquo; e &lsquo;n&atilde;o hier&aacute;rquicos&rsquo;. Utilizaram-se os dois, como forma de comparar resultados. Os m&eacute;todos hier&aacute;rquicos foram utilizados primeiro, dado que ao ser poss&iacute;vel fazer variar o n&uacute;mero de <i>clusters</i>, tendo por base a interpreta&ccedil;&atilde;o visual de dendrogramas e gr&aacute;ficos de dist&acirc;ncia, foi poss&iacute;vel ter maior amplitude na explora&ccedil;&atilde;o de resultados. Posteriormente utilizaram-se os m&eacute;todos n&atilde;o hier&aacute;rquicos tendo por base resultados dos m&eacute;todos hier&aacute;rquicos. Com esta metodologia foi poss&iacute;vel comparar, numa primeira fase dezasseis solu&ccedil;&otilde;es diferentes. Dentro dos m&eacute;todos hier&aacute;rquicos escolheu-se o m&eacute;todo de &lsquo;Ward&rsquo; cujo crit&eacute;rio de aglomera&ccedil;&atilde;o &eacute; baseado na minimiza&ccedil;&atilde;o das vari&acirc;ncias internas de cada <i>cluster</i>. Dentro dos m&eacute;todos n&atilde;o hier&aacute;rquicos utilizou-se o m&eacute;todo &lsquo;K-Means&rsquo;. O objetivo deste m&eacute;todo prende-se com a minimiza&ccedil;&atilde;o de uma soma de erros quadr&aacute;ticos, sendo estes a dist&acirc;ncia entre uma observa&ccedil;&atilde;o e um ponto de refer&ecirc;ncia em cada agrupamento. A determina&ccedil;&atilde;o do n&uacute;mero de <i>clusters</i> foi apoiada em gr&aacute;ficos de dist&acirc;ncias e dendrogramas (<a href="#f5">figura 5</a>). Para os dois grupos de vari&aacute;veis foram observados cinco a seis <i>clusters</i>.</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="f5">     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><img src="/img/revistas/got/n13/n13a07f5.gif"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>Dado o n&uacute;mero elevado de casos (<a href="#f6">figura 6</a>), recorreu-se ao SIG para facilitar a aprecia&ccedil;&atilde;o das solu&ccedil;&otilde;es geradas. Os dados foram carregados para a tabela de atributos de um ficheiro do tipo &lsquo;shapefile&rsquo;, tendo-se feito a correspond&ecirc;ncia gr&aacute;fica necess&aacute;ria (<a href="#f7">figura 7</a>).</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="f6">     <p><img src="/img/revistas/got/n13/n13a07f6.gif"></p>     
<p>&nbsp;</p> <a name="f7">     <p><img src="/img/revistas/got/n13/n13a07f7.gif"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p><b>3.3. Valida&ccedil;&atilde;o e escolha das solu&ccedil;&otilde;es mais preferidas</b></p>     <p>Aplicou-se um modelo de participa&ccedil;&atilde;o simplificado, atrav&eacute;s de um inqu&eacute;rito dirigido a um grupo de atores, neste caso um grupo multidisciplinar de t&eacute;cnicos municipais, especialistas em ordenamento do territ&oacute;rio. O inqu&eacute;rito pretendeu escolher e validar a solu&ccedil;&atilde;o mais preferida, mas tamb&eacute;m estabelecer as bases para a defini&ccedil;&atilde;o do &lsquo;car&aacute;cter&rsquo; de cada unidade de paisagem nessa solu&ccedil;&atilde;o. A escolha da t&eacute;cnica teve por base o modelo de adequa&ccedil;&atilde;o (<a href="#f8">figura 8</a>) sugerido por Mosler (2004). O inqu&eacute;rito teve como objetivos os descritos na <a href="#t6">tabela 6</a>.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p> <a name="f8">     <p><img src="/img/revistas/got/n13/n13a07f8.gif"></p>     
<p>&nbsp;</p> <a name="t6">     <p><img src="/img/revistas/got/n13/n13a07t6.gif"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>Nas duas primeiras perguntas utilizou-se uma escala de Likert com cinco posi&ccedil;&otilde;es, a saber: (1) n&atilde;o concordo em absoluto; (2) n&atilde;o concordo parcialmente; (3) indiferente; (4) concordo parcialmente; (5) concordo em absoluto. Para as op&ccedil;&otilde;es &lsquo;n&atilde;o concordo parcialmente&rsquo; e &lsquo;concordo parcialmente&rsquo; &eacute; solicitada uma breve fundamenta&ccedil;&atilde;o &agrave; resposta dada. A terceira pergunta pretendeu que o inquirido escolhesse apenas um dos quatro cen&aacute;rios gerados na fase anterior tendo sido fornecida informa&ccedil;&atilde;o de suporte &agrave; decis&atilde;o, nomeadamente um quadro s&iacute;ntese com os dois grupos de vari&aacute;veis em que se baseiam os cen&aacute;rios, bem como uma figura com a delimita&ccedil;&atilde;o de unidades de paisagem em cada um dos casos. A &uacute;ltima pergunta pretendeu que o inquirido, ap&oacute;s escolher um dos cen&aacute;rios, sugerisse um nome ou uma ideia que associe a cada um dos <i>clusters</i> do respetivo cen&aacute;rio. Pretendeu-se explorar uma dimens&atilde;o qualitativa de forma a inferir acerca do que cada indiv&iacute;duo considera ser o aspeto essencial no &lsquo;car&aacute;cter&rsquo; dessa paisagem. As ideias expressas, bem como todo o conte&uacute;do em bruto, foram posteriormente tratadas numa an&aacute;lise de conte&uacute;do.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>4. Resultados</b></p>     <p>Este grupo de atores reconhece muita utilidade no processo de delimita&ccedil;&atilde;o de unidades de paisagem a uma escala supramunicipal, tendo em vista a articula&ccedil;&atilde;o e integra&ccedil;&atilde;o de pol&iacute;ticas setoriais.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p> <a name="f9">     <p><img src="/img/revistas/got/n13/n13a07f9.gif"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>Ao n&iacute;vel local os inquiridos consideram que as unidades de paisagem, s&atilde;o um instrumento &uacute;til para an&aacute;lise, diagn&oacute;stico e at&eacute; de gest&atilde;o ao n&iacute;vel do Plano. As respostas a esta quest&atilde;o distribuem-se de forma igual &agrave; quest&atilde;o anterior, inclusive na explica&ccedil;&atilde;o dada pelos 10% que responderam &lsquo;concordo parcialmente&rsquo;.</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="f10">     <p><img src="/img/revistas/got/n13/n13a07f10.gif"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>As respostas dadas &agrave; terceira pergunta (<a href="#f11">figura 11</a>), revelam uma prefer&ecirc;ncia pela &uacute;nica solu&ccedil;&atilde;o com seis unidades de paisagem&nbsp;e correspondente ao cen&aacute;rio B, tendo sido escolhida por 60% dos inquiridos, seguida pelo cen&aacute;rio A, de cinco unidades de paisagem com 30% de prefer&ecirc;ncia. Apenas 10% preferiu o cen&aacute;rio C, igualmente com cinco unidades de paisagem. Nenhum dos inquiridos optou pelo cen&aacute;rio D.</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="f11">     <p><img src="/img/revistas/got/n13/n13a07f11.gif"></p>     
]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p>A resposta &agrave; &uacute;ltima pergunta, dependia do cen&aacute;rio escolhido pelo inquirido anteriormente. Foi assim pedido ao inquirido que atribu&iacute;sse um nome, palavra ou uma ideia a cada <i>cluster</i> ou unidade de paisagem. &Eacute; feita uma s&iacute;ntese ao conjunto de respostas dadas ao cen&aacute;rio com maior prefer&ecirc;ncia, bem como uma an&aacute;lise da frequ&ecirc;ncia relativa das principais ideias-chave ou palavras expressas no inqu&eacute;rito e a sua rela&ccedil;&atilde;o com cada unidade de paisagem (<a href="#t7">tabela 7</a>).&nbsp;&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="t7">     <p><img src="/img/revistas/got/n13/n13a07t7.gif"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>Complementarmente, &eacute; feita ainda uma an&aacute;lise aos gr&aacute;ficos de valores m&eacute;dios das dist&acirc;ncias entre vari&aacute;veis obtidas para cada unidade de paisagem, e gerados automaticamente na fase anterior de constru&ccedil;&atilde;o dos <i>clusters</i>.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>4.1. Unidade de paisagem &ndash; &lsquo;<i>Desporto e lazer&rsquo;</i></b></p>     <p>Cerca de 83% das respostas associa &agrave; primeira unidade de paisagem (cor verde) a ideia de um cluster de desporto, seguido de 50% de respostas que o associam ao recreio e lazer. 33% associam esta unidade &agrave; ideia de espa&ccedil;os verdes e apenas cerca de 16% &agrave; ideia de &lsquo;natural&rsquo; ou onde a natureza assume um papel relevante. Observa-se que para este <i>cluster</i> as vari&aacute;veis com o maior valor m&eacute;dio s&atilde;o a &lsquo;percentagem de &aacute;rea com uso florestal&rsquo; e a &lsquo;percentagem de cobertura com valores naturais&rsquo; o que poder&aacute; acrescentar informa&ccedil;&atilde;o &agrave;s ideias identificadas. Conclui-se assim que esta unidade de paisagem se associa &agrave; ideia de desporto e lazer, sustentada pela exist&ecirc;ncia de grandes infraestruturas desportivas e de recreio sobre extensas &aacute;reas verdes densamente florestadas. Desta unidade de paisagem fazem parte alguns dos espa&ccedil;os com maior procura por parte de residentes e n&atilde;o residentes, procurando condi&ccedil;&otilde;es para a pr&aacute;tica desportiva formal e informal bem como atividades culturais e recreio/lazer ao ar livre. Destaca-se ainda o facto de que as duas &aacute;reas que constituem esta unidade - Complexo Desportivo do Jamor e da F&aacute;brica da P&oacute;lvora de Barcarena, serem fortemente marcadas pelo ambiente fluvial, dada a conviv&ecirc;ncia com duas das principais linhas de &aacute;gua do concelho como o Rio Jamor e a Ribeira de Barcarena respetivamente.</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>4.2. Unidade de paisagem &ndash; &lsquo;<i>Urbano monofuncional&rsquo;</i></b></p>     <p>Na segunda unidade de paisagem (amarelo), cerca de 66% refere como ideia-chave &lsquo;habitacional/monofuncional&lsquo;, seguindo-se de 50% das respostas a remeter para a ideia de &lsquo;baixa densidade&rsquo; e apenas cerca de 16% para &lsquo;consolidado&rsquo; e &lsquo;em consolida&ccedil;&atilde;o&rsquo;. Da an&aacute;lise ao gr&aacute;fico de m&eacute;dias destaca-se a vari&aacute;vel &lsquo;percentagem de povoamento disperso&rsquo;, por oposi&ccedil;&atilde;o ao valor m&iacute;nimo obtido para a vari&aacute;vel &lsquo;percentagem de &aacute;rea sem povoamento&rsquo;. Estes valores confirmam a ideia referida de &lsquo;&aacute;reas habitacionais de baixa densidade, em muitos casos ainda em forma&ccedil;&atilde;o&rsquo;. Conclui-se que esta unidade de paisagem se caracteriza por ter maioritariamente um uso habitacional de baixa densidade, composto por &aacute;reas urbanas e periurbanas onde a tipologia dominante &eacute; a moradia unifamiliar e bifamiliar. Algumas dessas &aacute;reas encontram-se ainda em consolida&ccedil;&atilde;o tanto ao n&iacute;vel do edificado, como ao n&iacute;vel da infraestrutura&ccedil;&atilde;o urbana, como s&atilde;o os casos de algumas &aacute;reas de forma&ccedil;&atilde;o espont&acirc;nea a Norte da autoestrada A5.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>4.3. Unidade de paisagem &ndash; &lsquo;<i>Economia e especializa&ccedil;&atilde;o&rsquo;</i></b></p>     <p>A terceira unidade de paisagem (laranja) corresponde a um cluster onde 100% das respostas remete para palavras como &lsquo;economia&rsquo;, &lsquo;empresas&rsquo; ou &lsquo;servi&ccedil;os&rsquo;. Em cerca de 16% dos casos existem ainda refer&ecirc;ncias &agrave;s palavras &lsquo;inova&ccedil;&atilde;o&rsquo; e &lsquo;consolidado&rsquo;. Trata-se de uma unidade de paisagem marcada pela exist&ecirc;ncia de grandes &aacute;reas empresariais (e.g. Lagoas Parque, Tagus Parque, Parque Empresarial da Quinta da Fonte, &aacute;reas industriais e empresariais de Tercena, Outurela e Carnaxide), bem como outras &aacute;reas economicamente relevantes como a marina de Oeiras e o Arquiparque em Miraflores. Da an&aacute;lise ao gr&aacute;fico de m&eacute;dias para este <i>cluster</i>, observam-se maiores valores para as vari&aacute;veis &lsquo;percentagem de &aacute;rea sem povoamento&rsquo; e &lsquo;densidade de vias&rsquo;, havendo ainda segundo um conjunto de vari&aacute;veis cujos valores complementam a ideia de se tratar de uma paisagem marcada pelos parques e &aacute;reas empresariais ou industriais, tais como &lsquo;percentagem de &aacute;rea artificializada&rsquo; e o &lsquo;n&uacute;mero de atividades econ&oacute;micas&rsquo;. Conclui-se que esta paisagem distingue-se das demais pela especializa&ccedil;&atilde;o funcional, assente na exist&ecirc;ncia de grandes parques empresariais, sendo este tamb&eacute;m um aspeto relevante no que respeita &agrave; perce&ccedil;&atilde;o pelo observador, uma vez que s&atilde;o &aacute;reas que &ndash; ao n&iacute;vel da forma urbana e arquitet&oacute;nica se distinguem das demais, por terem normalmente associada uma linguagem de que procura transmitir uma imagem de qualidade, inova&ccedil;&atilde;o e excel&ecirc;ncia na forma urbana. Esta preocupa&ccedil;&atilde;o tem na sua origem uma estrat&eacute;gia j&aacute; estabelecida nas &uacute;ltimas d&eacute;cadas, assente na competi&ccedil;&atilde;o com territ&oacute;rios vizinhos, pela fixa&ccedil;&atilde;o de empresas. S&atilde;o ainda &aacute;reas densamente ocupadas e utilizadas quase exclusivamente durante o dia.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>4.4. Unidade de paisagem &ndash; &lsquo;<i>Urbano multifuncional&rsquo;</i></b></p>     <p>Na quarta unidade de paisagem (vermelho), cerca de 66% refere a ideia de uma cidade com densidade urbana elevada, sendo que com menos express&atilde;o surge com 33% a refer&ecirc;ncia a &lsquo;consolidado&rsquo; e ainda com cerca de metade a refer&ecirc;ncia a &lsquo;habitacional&rsquo;. Da an&aacute;lise complementar observa-se que as vari&aacute;veis com maiores valores m&eacute;dios confirmam esta ideia, destacando-se &lsquo;percentagem de &aacute;rea artificializada&rsquo;, &lsquo;percentagem de &aacute;rea com tecido urbano cont&iacute;nuo&rsquo;, &lsquo;n&uacute;mero de atividades econ&oacute;micas&rsquo;, &lsquo;percentagem de &aacute;rea com povoamento concentrado&rsquo;, &lsquo;altura m&eacute;dia dos edif&iacute;cios&rsquo; e &lsquo;desvio padr&atilde;o da altura dos edif&iacute;cios&rsquo;. Conclui-se assim que esta unidade de paisagem corresponde &agrave; &lsquo;cidade&rsquo; polinucleada resultante de um modelo de crescimento a partir de antigos aglomerados ou vilas, normalmente antigas sedes de Freguesia como Alg&eacute;s, Linda-a-Velha, Carnaxide, Queijas, Pa&ccedil;o de Arcos, Oeiras e Porto Salvo. Os espa&ccedil;os intersticiais foram sendo infraestruturados e densamente ocupados, de que resultou uma estrutura multifuncional que se articula entre v&aacute;rias centralidades privilegiando, em fun&ccedil;&atilde;o do contexto local, uma mistura de usos como habita&ccedil;&atilde;o, com&eacute;rcio, servi&ccedil;os, equipamentos e espa&ccedil;os verdes. Na depend&ecirc;ncia da escala de an&aacute;lise, poder&atilde;o facilmente ser identificadas subunidades de paisagem dada a diversidade na forma e densidade de ocupa&ccedil;&atilde;o.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>4.5. Unidade de paisagem &ndash; &lsquo;<i>Agr&iacute;cola e produtiva&rsquo;</i></b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A quinta unidade de paisagem (castanho) &eacute; marcada pela dualidade entre as ideias de um espa&ccedil;o produtivo associado &agrave;s palavras &lsquo;agr&iacute;cola/campo&rsquo; e a ideia de edifica&ccedil;&atilde;o dispersa, associada &agrave;s palavras &lsquo;periurbano&rsquo; e &lsquo;baixa densidade&rsquo;. No entanto 50% das respostas dadas apontam para uma maior relev&acirc;ncia &agrave; primeira ideia. Analisando o gr&aacute;fico de m&eacute;dias, observa-se que as vari&aacute;veis mais relevantes confirmam a ideia de uma maior sali&ecirc;ncia dos termos &lsquo;agr&iacute;cola/campo&rsquo;, onde se destacam a &lsquo;percentagem de &aacute;rea agr&iacute;cola&rsquo;, &lsquo;percentagem de solos com elevado valor ecol&oacute;gico&rsquo; e &lsquo;percentagem de &aacute;rea sem povoamento&rsquo;. Em suma, esta unidade corresponde a uma paisagem fortemente marcada pelas mem&oacute;rias do passado agr&iacute;cola e da import&acirc;ncia que teve at&eacute; meados da d&eacute;cada de 1970, no que respeita &agrave; produ&ccedil;&atilde;o e fornecimento de alimentos para a capital. &Eacute; caracterizado pela exist&ecirc;ncia de solos altamente produtivos, preservando ainda fortes refer&ecirc;ncias ao mundo agr&iacute;cola, dadas, hoje em dia, sobretudo pela imagem das culturas arvenses de sequeiro que ainda existem e predominam nos planaltos a Norte da autoestrada A5, bem como pela exist&ecirc;ncia de extensas &aacute;reas de vinha a Poente. Esta paisagem preserva ainda uma dimens&atilde;o consider&aacute;vel, apesar da enorme compress&atilde;o a que foi sendo sujeita nos &uacute;ltimos anos, devido sobretudo &agrave; press&atilde;o urban&iacute;stica.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>4.6. Unidade de paisagem &ndash; &lsquo;<i>Natural e contemplativo&rsquo; </i></b></p>     <p>A sexta unidade de paisagem (azul), corresponde genericamente ao cluster &lsquo;natureza&rsquo;, onde a principal ideia expressa &eacute; a de um espa&ccedil;o natural com 50% das respostas dadas a fazerem essa refer&ecirc;ncia. Importantes tamb&eacute;m s&atilde;o as refer&ecirc;ncias a aspetos morfol&oacute;gicos, tendo sido identificados termos como &lsquo;vales&rsquo;, &lsquo;depress&otilde;es e eleva&ccedil;&otilde;es&rsquo;, e ainda a aspetos visuais e contemplativos com termos como &lsquo;desafogo&rsquo; e &lsquo;vistas&rsquo;, ambos com cerca de 33% de refer&ecirc;ncias nas respostas. Analisando o gr&aacute;fico de m&eacute;dias, observam-se os maiores valores nas vari&aacute;veis &lsquo;percentagem de solos com elevado valor ecol&oacute;gico&rsquo;, &lsquo;percentagem de cobertura com valores naturais&rsquo; e &lsquo;percentagem de &aacute;reas com exposi&ccedil;&otilde;es a sul&rsquo;, confirmando-se assim todas as ideias- chave reveladas nos inqu&eacute;ritos. Incluem as &aacute;reas n&atilde;o ocupadas dos vales da ribeira da Laje, da ribeira de Barcarena, do Rio Jamor e da Serra de Carnaxide. Em todas predominam manchas de vegeta&ccedil;&atilde;o espont&acirc;nea compostas essencialmente por carrasco (<i>Quercus coccifera</i>) nas zonas de maior altitude como &eacute; o caso da Serra de Carnaxide e por zambujeiro (<i>Olea europea </i>var.<i> sylvestris</i>) em associa&ccedil;&atilde;o com outros povoamentos florestais e esp&eacute;cies rip&iacute;colas nas &aacute;reas inund&aacute;veis. A componente visual &eacute; aqui bastante relevante, uma vez que esta paisagem permite a exist&ecirc;ncia de amplas bacias visuais direcionadas quer para as &aacute;reas fora do concelho a Sul, no caso da Serra, quer para o seu interior, nas &aacute;reas dos vales.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>5. Conclus&otilde;es</b></p>     <p>Os problemas relacionados com o planeamento e ordenamento do territ&oacute;rio s&atilde;o geralmente complexos. Muita dessa complexidade decorre do elevado n&uacute;mero de vari&aacute;veis que s&atilde;o necess&aacute;rias ter em conta, de forma a perceber e modelar os fen&oacute;menos em causa. A paisagem tornou-se recentemente uma dimens&atilde;o formal a ter em conta no processo de planeamento, transportando consigo a necessidade de integrar um elevado n&uacute;mero de vari&aacute;veis quer quantitativas quer qualitativas. O uso de m&eacute;todos probabil&iacute;sticos assentes em m&eacute;todos estat&iacute;sticos multivariados, permite analisar elevados volumes de informa&ccedil;&atilde;o, constituindo-se como uma forma v&aacute;lida e eficaz de lidar com problemas de caracteriza&ccedil;&atilde;o multidimensional de entidades ou objetos e neste caso de paisagens.</p>     <p>Por outro lado, porque o conceito de &lsquo;paisagem&rsquo; encerra em si uma dimens&atilde;o assumidamente subjetiva e que se distingue do conceito mais normativo de &lsquo;territ&oacute;rio&rsquo;, torna-se relevante fazer integrar no processo de planeamento, outro conjunto de informa&ccedil;&atilde;o qualitativa decorrente do posicionamento pessoal e/ou coletivo e que traduz a forma como a paisagem &eacute; apreendida. Os resultados obtidos permitem inferir que &eacute; poss&iacute;vel fazer gerar de forma n&atilde;o convencionada, v&aacute;rias alternativas para unidades de paisagem locais, permitindo estimular a participa&ccedil;&atilde;o e o envolvimento dos atores locais. A metodologia permite ainda usar um grande volume de informa&ccedil;&atilde;o relevante sobre a paisagem, combinando m&eacute;todos estat&iacute;sticos com abordagens periciais em prol de uma maior discuss&atilde;o sobre os aspetos qualitativos da paisagem.</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><b>6. Refer&ecirc;ncias bibliogr&aacute;ficas</b></p>     <p>ABREU, A., et al. A paisagem na revis&atilde;o dos PDM &ndash; orienta&ccedil;&otilde;es para a implementa&ccedil;&atilde;o da Conven&ccedil;&atilde;o Europeia da Paisagem no &acirc;mbito municipal. 2011.</p>     <!-- ref --><p>ANTROP, Marc. From holistic landscape synthesis to transdisciplinary landscape management.&nbsp;<i>From landscape research to landscape planning: aspects of integration, education and application</i>, 2005, 27-50.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1747523&pid=S2182-1267201800010000700002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>BRUGHA, Ruairi; VARVASOVSZKY, Zsuzsa. Stakeholder analysis: a review.&nbsp;<i>Health policy and planning</i>, 2000, 15.3: 239-246.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1747525&pid=S2182-1267201800010000700003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>CATTELL, Raymond B. The scree test for the number of factors.&nbsp;<i>Multivariate behavioral research</i>, 1966, 1.2: 245-276.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1747527&pid=S2182-1267201800010000700004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>CONSELHO DA EUROPA. Convention Europ&eacute;enne du paysage et Rapport explicatif. T-Land 2000. Estrasburgo.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1747529&pid=S2182-1267201800010000700005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>CORREIA, Teresa Pinto; ABREU, Ant&oacute;nio Cancela; OLIVEIRA, Ros&aacute;rio. Identifica&ccedil;&atilde;o de Unidades de Paisagem: metodologia aplicada a Portugal Continental.&nbsp;<i>Finisterra</i>, 2001, 36.72.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1747531&pid=S2182-1267201800010000700006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>CRUZ, Fernando. <i>Tecnologias de Informa&ccedil;&atilde;o Geogr&aacute;fica, An&aacute;lise e Monitoriza&ccedil;&atilde;o de Sistemas Territoriais de N&iacute;vel Municipal.</i> Disserta&ccedil;&atilde;o para a obten&ccedil;&atilde;o do grau de Doutor em Geografia e Planeamento Regional - Ramo de Geografia e Planeamento &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Regional, Especialidade de Novas Tecnologias em Geografia &ndash; FCSH-UNL. Lisboa, 2008.</p>     <p>GONZ&Aacute;LEZ&ndash;BERN&Aacute;LDEZ, F. Ecolog&iacute;a del Paisaje. H. Blume, Barcelona.&nbsp;<i>Las Obras P&uacute;blicas y el Paisaje, Gu&iacute;a para el An&aacute;lisis y Evaluaci&oacute;n del Impacto Ambiental en el Paisaje. ESPA&Ntilde;OL ECHANIZ I. Ed.(1998) Centro de Estudios y Experimentaci&oacute;n de Obras P&uacute;blicas, Ministerio de Fomento. Centro de Publicaciones. Madrid&ndash;Espa&ntilde;a</i>, 1981.</p>     <!-- ref --><p>GUERRA, Isabel Carvalho.&nbsp;<i>Participa&ccedil;&atilde;o e Ac&ccedil;&atilde;o Colectiva: interesses, conflitos e consensos</i>. Principia, 2006.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1747535&pid=S2182-1267201800010000700009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>HAIR, J. F., et al. Multivariate Data Analysis&rdquo;, Pearson Prentice Hall, USA. 2010.</p>     <!-- ref --><p>I CAPDEVILA, Maria de Bol&ograve;s. Problem&aacute;tica actual de los estudios de paisaje integrado.&nbsp;<i>Revista de geograf&iacute;a</i>, 1981, 15.1: 45-68.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1747538&pid=S2182-1267201800010000700011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>MOSLER, H. J. A framework for stakeholder analysis and stakeholder involvement.&nbsp;<i>International Water Management Course IWMC</i>, 2004, 18.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1747540&pid=S2182-1267201800010000700012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>OLIVEIRA, Ros&aacute;rio; DE ABREU, Alexandre Cancela; CORREIA, Teresa (ed.).&nbsp;<i>Contributos para a identifica&ccedil;&atilde;o e caracteriza&ccedil;&atilde;o da paisagem em Portugal Continental</i>. Direc&ccedil;&atilde;o-Geral do Ordenamento do Territ&oacute;rio e Desenvolvimento Urbano, 2004.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1747542&pid=S2182-1267201800010000700013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>PEREIRA, H. Garcia; SOUSA, A. Jorge. An&aacute;lise de dados para o tratamento de quadros multidimensionais.&nbsp;<i>Textos de apoio ao Curso Intensivo An&aacute;lise Dados</i>, 1988.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1747544&pid=S2182-1267201800010000700014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>REIS, E. Estat&iacute;stica multivariada aplicada, Edi&ccedil;&otilde;es S&iacute;labo, 2. 2001.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1747546&pid=S2182-1267201800010000700015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><a href="#_ftnref1" name="_ftn1">[1]</a> De acordo com o Artigo 1&ordm; da CEP, pol&iacute;tica da paisagem <i>&ldquo;designa a formula&ccedil;&atilde;o pelas autoridades p&uacute;blicas competentes de princ&iacute;pios gerais, estrat&eacute;gias e linhas orientadoras que permitam a ado&ccedil;&atilde;o de medidas espec&iacute;ficas tendo em vista a prote&ccedil;&atilde;o, a gest&atilde;o e o ordenamento da paisagem.</i>&rdquo; (CEP, 2000).</p>      ]]></body><back>
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