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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Contribuições para o ensino de cidade: observação de fotografias em livros didáticos de geografia]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[The scenario of brazilian education has been growing to access increasingly the didactic book usage at schools. Then, this article has as a purpose aimed to analyze how pictures in books contribute to city teaching. The reach of this purpose is given by the observation of the photographs and the subtitles found in didactic books collection more adopted for National Didactic Book Plan (PNLD) 2012, in Brazil. It can be seen that has cities that show up more times, while others are not represented in those photos, this means that may exist a commitment in the thought construction, especially because many cities that are presents in this didactics books are not part of the everyday experiences of many high school students, in Brazil.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><b>ARTIGO</b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Contribui&ccedil;&otilde;es para o ensino de cidade: observa&ccedil;&atilde;o de fotografias em livros did&aacute;ticos de geografia</b></p>     <p><b>Contributions to city teaching: a reading of photographs in didactic books</b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Portela, Mugiany<sup>1</sup>; Cavalcanti, Lana<sup>2</sup></b></p>     <p><sup>1</sup> Universidade Federal do Piau&iacute; / Departamento de Geografia; Campus Universit&aacute;rio Ministro Petr&ocirc;nio Portella - Bairro Ininga, 64048-495, Teresina, Brasil; <a href="mailto:mugiany@yahoo.com.br">mugiany@yahoo.com.br</a></p>     <p><sup>2</sup> Universidade Federal&nbsp; de Goi&aacute;s / Instituto de Estudos Socioambientais; 74690-900, Goi&acirc;nia, Brasil; <a href="mailto:ls.cavalcanti@uol.com.br">ls.cavalcanti@uol.com.br</a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>RESUMO</b></p>     <p>O cen&aacute;rio da educa&ccedil;&atilde;o brasileira tem caminhado para a ades&atilde;o cada vez maior do uso do livro did&aacute;tico nas escolas. Nesse intuito, o presente artigo tem como objetivo analisar em que medida as fotografias contidas nos livros did&aacute;ticos contribuem para a constru&ccedil;&atilde;o do pensamento sobre ensino de cidade. O alcance desse objetivo se deveu &agrave; observa&ccedil;&atilde;o das fotografias e legendas dos livros que pertencem &agrave;s cole&ccedil;&otilde;es did&aacute;ticas mais adotadas pelo Plano Nacional do Livro Did&aacute;tico (PNLD) de 2012, no Brasil. Pode-se constatar que h&aacute; cidades que aparecem mais vezes, enquanto outras n&atilde;o s&atilde;o representadas nas fotografias, de modo que pode haver um &nbsp;comprometimento da constru&ccedil;&atilde;o do pensamento, especialmente porque muitas cidades presentes nos livros did&aacute;ticos n&atilde;o fazem parte das viv&ecirc;ncias cotidianas de muitos jovens que cursam o ensino m&eacute;dio, no Brasil.</p>     <p><b>&nbsp;</b></p>     <p><b>Palavras-chave</b>: Ensino. Cidade. Livros did&aacute;ticos. Fotografias. Geografia.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>ABSTRACT</b></p>     <p>The scenario of brazilian education has been growing to access increasingly the didactic book usage at schools. Then, this article has as a purpose aimed to analyze how pictures in books contribute to city teaching. The reach of this purpose is given by the observation of the photographs and the subtitles found in didactic books collection more adopted for National Didactic Book Plan (PNLD) 2012, in Brazil. It can be seen that has cities that show up more times, while others are not represented in those photos, this means that may exist a commitment in the thought construction, especially because many cities that are presents in this didactics books are not part of the everyday experiences of many high school students, in Brazil.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Keywords</b>: Teaching. City. Didactic book. Pictures. Geography.</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><b>1. Introdu&ccedil;&atilde;o</b></p>     <p>O livro did&aacute;tico &eacute; um dos principais recursos utilizados nas escolas brasileiras. Para grande parte dos professores e alunos, em especial os da rede p&uacute;blica de ensino, chega a ser um manual inquestion&aacute;vel de conte&uacute;dos a serem trabalhados, ao ponto de os projetos pedag&oacute;gicos da escola e dos planos de trabalho dos professores basearem o cotidiano das aulas exclusivamente pelo que est&aacute; no livro did&aacute;tico.</p>     <p>Impressas nas p&aacute;ginas dos livros did&aacute;ticos est&atilde;o, tamb&eacute;m, quest&otilde;es ideol&oacute;gicas, pol&iacute;ticas, culturais, curriculares, pedag&oacute;gicas, editoriais e comerciais. &Eacute;, por isso, um objeto de cr&iacute;ticas de muitos estudiosos que se dedicam a essa quest&atilde;o, conforme bem apontou Cisternas (2012). Diante dessas fun&ccedil;&otilde;es, o livro did&aacute;tico n&atilde;o deve ser visto apenas como um instrumento que norteia os fazeres e deveres em sala de aula, o que por si s&oacute; j&aacute; teria import&acirc;ncia, mas tamb&eacute;m como um objeto que direciona os saberes escolares e, por essa raz&atilde;o, tem auxiliado na constru&ccedil;&atilde;o do pensamento de muitas crian&ccedil;as e jovens.</p>     <p>De acordo com esse racioc&iacute;nio, como est&atilde;o sendo constru&iacute;dos os conceitos geogr&aacute;ficos nos livros did&aacute;ticos, especialmente, quando se pensa nos que s&atilde;o atinentes ao ensino de cidade? Em que medida as ilustra&ccedil;&otilde;es podem contribuir para a constru&ccedil;&atilde;o desses conceitos para os jovens do ensino m&eacute;dio &ndash; &uacute;ltimo n&iacute;vel da educa&ccedil;&atilde;o b&aacute;sica? E, &eacute; poss&iacute;vel identificar as cidades que mais s&atilde;o vistas e, ao mesmo tempo, as que s&atilde;o exclu&iacute;das quando se investiga as fotografias dos livros did&aacute;ticos? Pensando nessas quest&otilde;es, fomentou-se os seguintes objetivos: identificar como o livro did&aacute;tico pode interferir na constru&ccedil;&atilde;o do pensamento sobre cidade; e analisar nas cole&ccedil;&otilde;es de livros did&aacute;ticos, o que tem sido abordado sobre cidade e o urbano.</p>     <p>Nesse aspecto, como n&atilde;o seria poss&iacute;vel para essa pesquisa realizar uma leitura de todos os livros que foram adotados no Brasil como material did&aacute;tico escolar, optou-se por escolher as duas cole&ccedil;&otilde;es mais adotadas, nas escolas p&uacute;blicas, para o Ensino M&eacute;dio no ano de 2012<a href="#_ftn1" name="_ftnref1">[1]</a>. A an&aacute;lise foi feita mediante a observa&ccedil;&atilde;o das fotografias veiculadas nos livros e de suas respectivas legendas.</p>     <p>A observa&ccedil;&atilde;o atentou prioritariamente para a leitura das legendas das fotografias. Limitou-se a esse crit&eacute;rio devido &agrave; complexidade que envolve a an&aacute;lise das fotografias (remete a muitos campos disciplinares, para citar alguns:&nbsp; a Semi&oacute;tica, a Lingu&iacute;stica, a Pedagogia e a Ci&ecirc;ncia da Informa&ccedil;&atilde;o). Por ser um texto que apresenta as impress&otilde;es dos autores sobre as fotografias, as legendas indicam os conceitos e as associa&ccedil;&otilde;es feitas entre as imagens e os conte&uacute;dos.&nbsp; Acredita-se que os leitores dos livros did&aacute;ticos poder&atilde;o ser influenciados pelo que foi escrito nas legendas. Desse modo, as fotografias e as legendas s&atilde;o importantes para a constru&ccedil;&atilde;o dos conhecimentos geogr&aacute;ficos presentes no livro did&aacute;tico.&nbsp;&nbsp;</p>     <p>Nesse sentido, houve uma discuss&atilde;o geral e introdut&oacute;ria sobre os aspectos urbanos presentes nos livros analisados e, depois, a apresenta&ccedil;&atilde;o da observa&ccedil;&atilde;o das fotografias contidas neles. Foi poss&iacute;vel constatar determinadas peculiaridades que contribuem para se entender como pode ter sido constru&iacute;do o pensamento dos jovens sobre as cidades. Desse modo, as cole&ccedil;&otilde;es analisadas foram: <i>Fronteiras da globaliza&ccedil;&atilde;o </i>de Almeida e Rigolin (2010 a, b e c),&nbsp; e <i>Geografia Geral e do Brasil: espa&ccedil;o geogr&aacute;fico e globaliza&ccedil;&atilde;o</i>&nbsp; de Sene e Moreira (2013 a, b e c), ambas divididas em tr&ecirc;s volumes (BrasiL, 2013).</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>2. O livro did&aacute;tico na escola: contribui&ccedil;&otilde;es para a constru&ccedil;&atilde;o do pensamento</b></p>     <p>De acordo com Vigotsky (2000), a constru&ccedil;&atilde;o do pensamento envolve a internaliza&ccedil;&atilde;o de conceitos que s&atilde;o mediados pelo ensino do professor na escola. A internaliza&ccedil;&atilde;o &eacute; uma capacidade cognitiva desenvolvida pelo sujeito, quando consegue construir um conceito cient&iacute;fico em suas fun&ccedil;&otilde;es mentais superiores do pensamento.&nbsp; Sobre esse aspecto, Cavalcanti (2012) afirma que deveria ser uma fun&ccedil;&atilde;o priorit&aacute;ria do ensino ajudar os alunos a formarem conceitos, nesse caso, os cient&iacute;ficos, que s&atilde;o viabilizados pelo ensino-aprendizagem realizado na escola. Nas palavras da mesma autora (2012, p. 158):</p>     <blockquote>     <p>O trabalho docente orientado para o desenvolvimento te&oacute;rico dos alunos se desenvolve buscando estabelecer, com a interven&ccedil;&atilde;o deliberada do professor, a rela&ccedil;&atilde;o do aluno com o mundo objetivo. Nessa rela&ccedil;&atilde;o, o aluno desenvolve sua capacidade mental, sobretudo a de formar conceitos, para lidar com o mundo. Ajudar a formar conceitos &eacute;, portanto, papel central do professor.</p> </blockquote>     <p>Vale lembrar que as gera&ccedil;&otilde;es de livros did&aacute;ticos de Geografia que passaram pelas escolas brasileiras durante seus quase 90<a href="#_ftn2" name="_ftnref2">[2]</a> anos de exist&ecirc;ncia resultaram de muita luta por parte da sociedade, de forma geral. Essa hist&oacute;ria carrega alguns respaldos, mas tamb&eacute;m muitas frustra&ccedil;&otilde;es resultantes de decis&otilde;es governamentais fincadas nas adequa&ccedil;&otilde;es de pol&iacute;ticas. Paralelamente, as posturas governamentais deixaram suas marcas nos modos como foram produzidos os livros did&aacute;ticos. Desse ponto de vista, conforme Kimura (2014, p. 22, 23), a respeito da abordagem dos conte&uacute;dos dos livros did&aacute;ticos de Geografia, &eacute; poss&iacute;vel fazer a seguinte descri&ccedil;&atilde;o:</p>     <blockquote>     <p>At&eacute; meados dos anos de 1950, os livros did&aacute;ticos das v&aacute;rias mat&eacute;rias lecionadas nas antigas escolas prim&aacute;rias [...], ginasiais e colegiais eram livros escritos discursivamente, informando conceitos e temas. Quando muito havia um question&aacute;rio complementar ao final do cap&iacute;tulo. [...] A partir de fins dos anos de 1950 e mais ainda nos anos de 1960, os livros did&aacute;ticos passaram a trazer os conte&uacute;dos escritos em textos mais coloquiais, entremeados de atividades ao longo dos mesmos. Nos anos de 1970, esse tratamento did&aacute;tico atingiu o apogeu no uso de atividades do tipo palavras cruzadas, verdadeiro/falso, preenchimento de lacunas etc., havendo mesmo livros escritos sob a forma de hist&oacute;ria em quadrinhos. [...] A partir de meados dos anos 1980, correspondentes ao fim do governo militar no Brasil, v&aacute;rios estados e munic&iacute;pios fizeram suas propostas de ensino, dentre elas, as de Geografia. Elas indicavam o fim da vig&ecirc;ncia dos Guias Curriculares. [...] Em fins dos anos de 1990, com a implanta&ccedil;&atilde;o dos Par&acirc;metros Curriculares Nacionais pelo Minist&eacute;rio da Educa&ccedil;&atilde;o-MEC, os livros did&aacute;ticos propuseram-se a implement&aacute;-los.</p> </blockquote>     <p>Com a implementa&ccedil;&atilde;o dos PCN, houve uma mudan&ccedil;a significativa no estilo em que passaram a ser apresentados os livros did&aacute;ticos. Adiciona-se o fato dos &ldquo;in&uacute;meros processos que s&atilde;o desencadeados na educa&ccedil;&atilde;o a partir da escola ou de fora para dentro dela&rdquo; (Albuquerque, 2011, p. 157). Nesses processos, destacam-se os estudos mais especificamente voltados para a fun&ccedil;&atilde;o curricular, a influ&ecirc;ncia na forma&ccedil;&atilde;o inicial, o projeto gr&aacute;fico e editorial, dentre outros.</p>     <p>Notadamente, na formata&ccedil;&atilde;o gr&aacute;fica dos livros did&aacute;ticos, Tonini (2011) destacou que, a partir das duas &uacute;ltimas d&eacute;cadas do s&eacute;c. XX, as inova&ccedil;&otilde;es no campo de editora&ccedil;&atilde;o puderam ser mais bem percebidas, em especial, nos livros de Geografia. O maior impacto se deu pelo uso recorrente de fotografias, gr&aacute;ficos, mapas e outros tipos de ilustra&ccedil;&atilde;o, o que propiciou um novo modo de ler o livro did&aacute;tico. Nas palavras da autora: &ldquo;Embora muitas vezes meramente como acess&oacute;rios, n&atilde;o se pode negar a interpela&ccedil;&atilde;o que exerce junto &agrave; gera&ccedil;&atilde;o de jovens estudantes escolares&rdquo; (Tonini, 2011, p. 148). Mas, de que modo essa nova leitura interfere no aprendizado dos jovens? A autora sugere:</p>     <blockquote>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Entender a imagem como um discurso, um elemento disciplinar que tenta fixar um determinado significado como natural. Dessa maneira, tornam-se t&atilde;o relevantes as indaga&ccedil;&otilde;es iniciais sobre o que se est&aacute; vendo com o que est&aacute; sendo produzido como conhecimento da imagem. Examinar a imagem veiculada nos livros did&aacute;ticos de Geografia como produtora de significados, que utiliza diversas estrat&eacute;gias implicadas em rela&ccedil;&otilde;es de poder para tecer uma malha privilegiada para determinados conhecimentos (Tonini, 2011, p. 153).</p> </blockquote>     <p>A forma&ccedil;&atilde;o de um pensamento geogr&aacute;fico sobre cidades, nessa compreens&atilde;o, n&atilde;o ocorre exclusivamente quando os professores selecionam os conte&uacute;dos em rela&ccedil;&atilde;o ao urbano e &agrave; cidade para ministrar algumas aulas, embora esses momentos sejam fundamentais para consolidar uma proposta conceitual desse assunto. Pondera-se que os conceitos em torno do que &eacute; cidade e urbano est&atilde;o constantemente associados a outros conte&uacute;dos geogr&aacute;ficos que prop&otilde;em o entendimento do cotidiano. Dessa forma, ao observar como as cidades s&atilde;o apresentadas no livro did&aacute;tico, podem-se dimensionar quais abordagens e quais cidades foram possivelmente comentadas em sala de aula pelos alunos e professores e como elas est&atilde;o associadas a diferentes conte&uacute;dos particulares do ensino de Geografia.</p>     <p>Segundo o Censo do IBGE 2010, &eacute; nas escolas p&uacute;blicas brasileiras que se concentra o maior n&uacute;mero de estudantes do pa&iacute;s (Brasil, 2010a). Esses recebem gratuitamente livros did&aacute;ticos para as disciplinas ministradas na escola. Essa escolha e a distribui&ccedil;&atilde;o dos livros did&aacute;ticos ocorrem por interm&eacute;dio do Programa Nacional do Livro Did&aacute;tico &ndash; PNLD. Os crit&eacute;rios estabelecidos para a aprova&ccedil;&atilde;o dos livros levam em considera&ccedil;&atilde;o uma forma&ccedil;&atilde;o m&iacute;nima voltada para a compreens&atilde;o dos principais conceitos geogr&aacute;ficos. Nas concep&ccedil;&otilde;es estabelecidas pelo PNLD para o ano de 2012, solicitou-se dos autores o cuidado: com as quest&otilde;es alusivas aos diferentes contextos sociais; com a coer&ecirc;ncia e a adequa&ccedil;&atilde;o metodol&oacute;gica; com conte&uacute;dos e conceitos geogr&aacute;ficos aceitos pela comunidade cient&iacute;fica e aplicados a todas as regi&otilde;es do pa&iacute;s; com ilustra&ccedil;&otilde;es adequadas e corretas, e outros crit&eacute;rios semelhantemente importantes (Brasil, 2011).</p>     <p>Dessas cole&ccedil;&otilde;es que foram distribu&iacute;das em todo o territ&oacute;rio nacional, no ano de 2013, as mais adquiridas em termos num&eacute;ricos foram: <i>Geografia Geral e do Brasil: espa&ccedil;o geogr&aacute;fico</i> e <i>Globaliza&ccedil;&atilde;o e fronteiras da globaliza&ccedil;&atilde;o</i> (Brasil, 2013). Essas cole&ccedil;&otilde;es que ser&atilde;o estudadas na sequ&ecirc;ncia contemplam as suas racionalidades did&aacute;ticas estabelecidas e esclarecidas no material de apoio para o professor. Contudo, &eacute; importante sublimar que as descri&ccedil;&otilde;es,&nbsp; realizadas a partir da leitura dos&nbsp; cap&iacute;tulos dos livros, apresentadas neste artigo t&ecirc;m a inten&ccedil;&atilde;o de demonstrar ind&iacute;cios de um aprendizado sobre as cidades e os aspectos urbanos.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>3. A cidade e o urbano nos livros did&aacute;ticos das cole&ccedil;&otilde;es analisadas</b></p>     <p>Os autores da cole&ccedil;&atilde;o &ldquo;Geografia Geral e do Brasil&rdquo;, da editora Scipione, Jo&atilde;o Carlos Moreira e Eust&aacute;quio de Sene, t&ecirc;m forma&ccedil;&atilde;o em Geografia, sendo que o primeiro tamb&eacute;m &eacute; graduado em Direito e o segundo autor &eacute; bacharel e licenciado em Geografia. Ambos possuem P&oacute;s-gradua&ccedil;&atilde;o em Geografia na Universidade de S&atilde;o Paulo &ndash; USP. Moreira possui mestrado em Geografia Humana e Sene e doutorado na mesma forma&ccedil;&atilde;o. Os professores t&ecirc;m experi&ecirc;ncia docente na rede p&uacute;blica e privada de ensino. O professor Eust&aacute;quio de Sene assumiu a fun&ccedil;&atilde;o de professor de Metodologia do Ensino de Geografia na Faculdade de Educa&ccedil;&atilde;o da Universidade de S&atilde;o Paulo (Sene e Moreira, 2013a). Sobre a cole&ccedil;&atilde;o escrita por eles, para o PNLD (Brasil, 2011, p. 72):</p>     <blockquote>     <p>A concep&ccedil;&atilde;o te&oacute;rico-metodol&oacute;gica adotada na cole&ccedil;&atilde;o tem car&aacute;ter interdisciplinar e leva em considera&ccedil;&atilde;o as rela&ccedil;&otilde;es espa&ccedil;o-temporais, bem como as rela&ccedil;&otilde;es entre a sociedade e a natureza. &Eacute; estimulada a apreens&atilde;o da realidade contempor&acirc;nea, a partir das transforma&ccedil;&otilde;es em escala global, que s&atilde;o relacionadas com a vida das pessoas em escala local.</p> </blockquote>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>J&aacute;, a segunda cole&ccedil;&atilde;o, &ldquo;Fronteiras da Globaliza&ccedil;&atilde;o&rdquo;, da editora &Aacute;tica, tem como autores L&uacute;cia Marina Alves de Almeida e T&eacute;rcio Barbosa Rigolin. Os dois autores s&atilde;o licenciados e bachar&eacute;is, formados em universidades localizadas no estado de S&atilde;o Paulo. A primeira autora graduou-se em Geografia pela PUC &ndash; SP, e o segundo autor, em Hist&oacute;ria pela USP &ndash; SP e em Ci&ecirc;ncias Sociais pela UNESP - <i>campus</i> de Araraquara. Tamb&eacute;m, os dois t&ecirc;m experi&ecirc;ncia com ensino fundamental e m&eacute;dio, em escolas p&uacute;blicas e privadas, no estado de S&atilde;o Paulo (Almeida; Rigolin, 2010a). Acerca dessa cole&ccedil;&atilde;o, o PNLD (Brasil, 2011, p. 36) coloca que:</p>     <blockquote>     <p>Na cole&ccedil;&atilde;o, o espa&ccedil;o geogr&aacute;fico, entendido como o resultado da interfer&ecirc;ncia humana na natureza, &eacute; a principal categoria de an&aacute;lise adotada, ainda que as fronteiras e os contrastes e contradi&ccedil;&otilde;es do espa&ccedil;o tenham sido privilegiados como recursos importantes no desenvolvimento do trabalho com os alunos. Entretanto, o espa&ccedil;o geogr&aacute;fico &eacute; tratado, em alguns cap&iacute;tulos, de forma segmentada e descritiva, fazendo com que os conte&uacute;dos nem sempre favore&ccedil;am o estabelecimento de rela&ccedil;&otilde;es entre os espa&ccedil;os natural, econ&ocirc;mico e social.</p> </blockquote>     <p>As duas cole&ccedil;&otilde;es seguem um desenvolvimento dos conte&uacute;dos com conduta semelhante: tratam de uma Geografia mais geral, que aborda os pormenores referentes ao modo como o mundo pode ser representado quanto &agrave;s caracter&iacute;sticas naturais, econ&ocirc;micas e sociais, e exploram similares conte&uacute;dos de acordo com o espa&ccedil;o brasileiro. Os conte&uacute;dos, pela pr&oacute;pria proposta curricular nacional, seguem com estrutura pouco diferenciada, se comparadas as duas cole&ccedil;&otilde;es.</p>     <p>Na apresenta&ccedil;&atilde;o dos volumes e nos pref&aacute;cios, as propostas para os livros did&aacute;ticos encaminham um cen&aacute;rio voltado para a forma&ccedil;&atilde;o cidad&atilde; ou uma politiza&ccedil;&atilde;o mais consciente dos fen&ocirc;menos que ocorrem no espa&ccedil;o geogr&aacute;fico. H&aacute; a exig&ecirc;ncia, no PNLD (Brasil, 2011), de que os livros abordem conte&uacute;dos correspondentes &agrave; proposta nacional.</p>     <p>Nessa medida, por mais que haja o engajamento dos autores dos livros, ocorre pouca ou nenhuma oportunidade de problematiza&ccedil;&atilde;o e reflex&atilde;o sobre as quest&otilde;es urbanas, deixando-se para o final de cada cap&iacute;tulo ou da se&ccedil;&atilde;o do livro, um conjunto de enunciados de vestibulares, Exame Nacional do Ensino M&eacute;dio (ENEM) e outros tipos de quest&otilde;es, as possibilidades de os alunos pensarem sobre os assuntos tratados em sala de aula. Na maioria das vezes, os exerc&iacute;cios t&ecirc;m o objetivo de treinar a habilidade de resolu&ccedil;&otilde;es de quest&otilde;es em testes que lhes possibilitar&atilde;o o ingresso em universidades. Por esse prisma, pode acontecer que a autonomia do professor fique comprometida pela cobran&ccedil;a dos sistemas de ensino (p&uacute;blico, privado, filantr&oacute;pico...), no sentido que os docentes desenvolvam suas atividades com vistas a pensar nos testes externos &agrave; escola em que trabalha.</p>     <p>Com base nas considera&ccedil;&otilde;es anteriores, partiu-se para a an&aacute;lise da proposta para o ensino de cidade naqueles livros did&aacute;ticos.</p>     <p>A primeira cole&ccedil;&atilde;o, intitulada <i>Geografia Geral e do Brasil: espa&ccedil;o geogr&aacute;fico e globaliza&ccedil;&atilde;o </i>(Sene e Moreira, 2013a, b e c), concentra a tem&aacute;tica da urbaniza&ccedil;&atilde;o no terceiro volume, em uma unidade com dois cap&iacute;tulos: um dedicado ao processo de urbaniza&ccedil;&atilde;o em escala global, e outro que apresenta as cidades e a urbaniza&ccedil;&atilde;o brasileira. O cap&iacute;tulo que discorre acerca do &ldquo;espa&ccedil;o urbano no mundo contempor&acirc;neo&rdquo; traz logo no princ&iacute;pio duas quest&otilde;es que funcionar&atilde;o como &ldquo;carros-chefe&rdquo; dos conte&uacute;dos a serem desenvolvidos: &ldquo;O que mudou no espa&ccedil;o geogr&aacute;fico nacional e mundial com a acelera&ccedil;&atilde;o do processo de urbaniza&ccedil;&atilde;o? Quais foram as consequ&ecirc;ncias socioecon&ocirc;micas mais importantes desse processo?&rdquo; (Sene e Moreira, 2013c, p. 175). &Eacute; interessante destacar que os autores tiveram a preocupa&ccedil;&atilde;o de introduzir uma breve problematiza&ccedil;&atilde;o, o que ajuda a construir um pensamento.</p>     <p>Sene e Moreira (2013c) come&ccedil;am o cap&iacute;tulo contextualizando os diferentes tipos e fun&ccedil;&otilde;es das cidades no decorrer da hist&oacute;ria desde a antiguidade. Al&eacute;m disso, destacam alguns conceitos para a compreens&atilde;o do processo de urbaniza&ccedil;&atilde;o, tais como: os fatores atrativos e repulsivos que motivam a imigra&ccedil;&atilde;o e a emigra&ccedil;&atilde;o de contingentes populacionais para as cidades. Nessa pauta, os autores foram criteriosos ao apontar a rela&ccedil;&atilde;o da industrializa&ccedil;&atilde;o com a urbaniza&ccedil;&atilde;o, o que pode ser verificado nesse trecho do livro:</p>     <blockquote>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Isso ocorre porque o fen&ocirc;meno industrial, sobretudo em seu in&iacute;cio, n&atilde;o se desvincula do urbano. Com exce&ccedil;&atilde;o da China e da &Iacute;ndia, com as maiores popula&ccedil;&otilde;es do planeta e de industrializa&ccedil;&atilde;o recente, todos os pa&iacute;ses industrializados apresentam taxas de urbaniza&ccedil;&atilde;o relativamente elevadas (Sene e Moreira, 2013c, p.179).</p> </blockquote>     <p>Conjuntamente, os autores explicaram, em pormenores e com exemplos, os aglomerados urbanos (metr&oacute;poles, megal&oacute;poles) e os principais problemas sociais urbanos, comuns &agrave;s cidades no mundo, os quais est&atilde;o associados &agrave;s moradias sem infraestrutura e &agrave; viol&ecirc;ncia urbana como reflexo das desigualdades e segrega&ccedil;&atilde;o socioespaciais. Citam diferentes cidades, em pa&iacute;ses desenvolvidos, em desenvolvimento e subdesenvolvidos para exemplificar as diversas situa&ccedil;&otilde;es de precariedade no modo de vida, o que inclui a habita&ccedil;&atilde;o e os servi&ccedil;os dispon&iacute;veis &agrave;s pessoas. Para fechar o cap&iacute;tulo, tratam da rede e hierarquia urbana e das cidades globais.</p>     <p>Logo, no cap&iacute;tulo seguinte, abordam &ldquo;As cidades e a urbaniza&ccedil;&atilde;o brasileira&rdquo;. Os autores come&ccedil;am por definir o que seria uma cidade e argumentam que classificar uma cidade no Brasil envolve pensar nas particularidades e nos contextos sociais em que vivem as popula&ccedil;&otilde;es em diferentes estados brasileiros. Por&eacute;m, h&aacute; algumas informa&ccedil;&otilde;es que s&atilde;o comuns a todas as cidades, tais como: &ldquo;densidade demogr&aacute;fica, n&uacute;mero de habitantes, localiza&ccedil;&atilde;o e exist&ecirc;ncia de equipamentos urbanos, como com&eacute;rcio variado, escolas, atendimento m&eacute;dico, correio e servi&ccedil;os banc&aacute;rios&rdquo; (Sene e Moreira, 2013c, p. 195).</p>     <p>Al&eacute;m disso, &eacute; bem oportuno o posicionamento dos autores a respeito da divis&atilde;o em per&iacute;metro urbano e rural feita pelo IBGE. Segundo Sene e Moreira (2013c), no Brasil, por causa dessa classifica&ccedil;&atilde;o, atribui-se o uso do espa&ccedil;o a lugares que mais se assemelham, pelas suas caracter&iacute;sticas, &agrave;s &aacute;reas rurais, mas que, por raz&otilde;es relacionadas a impostos prediais urbanos (IPTU)<a href="#_ftn3" name="_ftnref3">[3]</a> e quest&otilde;es pol&iacute;ticas, est&atilde;o inseridos no per&iacute;metro urbano.<a href="#_ftn4" name="_ftnref4">[4]</a>&nbsp;</p>     <p>Os autores apresentam de modo igual, nesse cap&iacute;tulo, uma organiza&ccedil;&atilde;o do processo hist&oacute;rico de urbaniza&ccedil;&atilde;o do territ&oacute;rio brasileiro, por meio de quatro per&iacute;odos: o primeiro vai at&eacute; a d&eacute;cada de 1930; o segundo, a partir de 1930; o terceiro, entre as d&eacute;cadas de 1950 e 1980; e o quarto, de 1980 aos dias atuais. A separa&ccedil;&atilde;o em per&iacute;odos considerou os processos de migra&ccedil;&atilde;o regional, a dispers&atilde;o das atividades econ&ocirc;micas, a infraestrutura de transportes e telecomunica&ccedil;&otilde;es, estrutura&ccedil;&atilde;o da rede urbana brasileira, o crescimento das metr&oacute;poles regionais e cidades m&eacute;dias. Al&eacute;m do mais, os autores ampliam os conte&uacute;dos referentes &agrave;s regi&otilde;es metropolitanas brasileiras, o que inclui as RIDES;<a href="#_ftn5" name="_ftnref5">[5]</a> a hierarquia e influ&ecirc;ncia dos centros urbanos no Brasil; e a import&acirc;ncia dos planos diretores e outras regulamenta&ccedil;&otilde;es legais que interferem no gerenciamento das cidades (Sene e Moreira, 2013c). A unidade &ldquo;O espa&ccedil;o urbano e o processo de urbaniza&ccedil;&atilde;o&rdquo; termina com a sugest&atilde;o de pesquisas em outros tipos de fontes, tais como filmes, <i>sites</i> e livros.</p>     <p>Na outra cole&ccedil;&atilde;o, <i>Fronteiras da globaliza&ccedil;&atilde;o </i>(Almeida e Rigolin, 2010 a, b e c), cada volume desenvolveu uma abordagem geogr&aacute;fica. O volume 1 tem como objeto &ldquo;O mundo natural e o espa&ccedil;o humanizado&rdquo;. O volume 2 abordou &ldquo;O espa&ccedil;o geogr&aacute;fico globalizado&rdquo; e o volume 3, &ldquo;O espa&ccedil;o brasileiro e trabalho&rdquo;. Observou-se que a tem&aacute;tica "cidade e urbano" &eacute; desenvolvida de maneira mais direta nos volumes 1 e 3, apesar de o segundo volume versar sobre v&aacute;rios aspectos concernentes &agrave;s cidades com fei&ccedil;&atilde;o mais ampla.</p>     <p>O volume 1 aborda alguns dos principais conceitos da ci&ecirc;ncia geogr&aacute;fica, tais como: lugar, paisagem, espa&ccedil;o geogr&aacute;fico, territ&oacute;rio, territorialidade, globaliza&ccedil;&atilde;o. Tamb&eacute;m exp&otilde;e os princ&iacute;pios de localiza&ccedil;&atilde;o geogr&aacute;fica por meio das representa&ccedil;&otilde;es cartogr&aacute;ficas e as medidas de tempo no espa&ccedil;o geogr&aacute;fico; aponta as din&acirc;micas da natureza pelas paisagens mundiais, e o que mais simboliza as condi&ccedil;&otilde;es geol&oacute;gicas, clim&aacute;ticas e ambientais que favoreceram a forma&ccedil;&atilde;o de um espa&ccedil;o, claramente denominado no livro de natural. Na unidade que versa sobre um espa&ccedil;o humanizado, a tem&aacute;tica de urbaniza&ccedil;&atilde;o aparece, com realce para uma escala de an&aacute;lise mais global.</p>     <p>O cap&iacute;tulo que aborda o processo de urbaniza&ccedil;&atilde;o trata-o com a perspectiva da escala mundial. Come&ccedil;a por tentar definir o que seria cidade e usa, como exemplo, o crit&eacute;rio da Organiza&ccedil;&atilde;o das Na&ccedil;&otilde;es Unidas &ndash; ONU &ndash;, o qual considera um aglomerado urbano somente o local com 20 mil ou mais habitantes. Explica que esse crit&eacute;rio pode variar de acordo com o pa&iacute;s. Depois, continua a constru&ccedil;&atilde;o do racioc&iacute;nio do conceito de cidade e utiliza como par&acirc;metros o tipo de s&iacute;tio e solo urbano, as rela&ccedil;&otilde;es econ&ocirc;micas e sociais desenvolvidas nas cidades e, por fim, conta como, historicamente, t&ecirc;m sido formadas as cidades. Nesse &acirc;mbito, assume que houve uma &ldquo;evolu&ccedil;&atilde;o do fen&ocirc;meno urbano&rdquo;.</p>     <p>H&aacute; de se ter cautela quanto ao uso da express&atilde;o &ldquo;evolu&ccedil;&atilde;o do fen&ocirc;meno urbano&rdquo;, sobretudo no que diz respeito ao tipo de conceito que se quer colaborar para que os jovens tenham a respeito de cidade. &Eacute; preciso considerar que nenhuma cidade, por mais que tenha caracter&iacute;sticas em comum, se assemelha integralmente a outra. Admite-se, assim, que toda cidade &eacute; &iacute;mpar. Entretanto, ao usar a palavra evolu&ccedil;&atilde;o, pode-se compreender erroneamente que as cidades seguir&atilde;o um caminho habitual, costumeiro a toda e qualquer cidade.</p>     <p>De certa forma, quando os autores apresentam os marcos hist&oacute;ricos e as fun&ccedil;&otilde;es que as cidades exerciam para um dado contexto, ou quando apontam apenas o papel da ind&uacute;stria como fator que marcou a consolida&ccedil;&atilde;o dos espa&ccedil;os urbanos, como observado na frase &ldquo;o processo de industrializa&ccedil;&atilde;o original, tamb&eacute;m chamado de Revolu&ccedil;&atilde;o Industrial, foi o grande respons&aacute;vel pelo in&iacute;cio da urbaniza&ccedil;&atilde;o nos pa&iacute;ses desenvolvidos e em escala mundial&rdquo; (Almeida e Rigolin, 2010a, p, 207), acabam por deixar uma informa&ccedil;&atilde;o pendente de acabamentos. T&ecirc;m-se, por exemplo, para ampliar a informa&ccedil;&atilde;o, quest&otilde;es norteadoras, como: de que forma explicar essa frase em cidades que n&atilde;o tiveram o processo industrial como marco para a consolida&ccedil;&atilde;o urbana? Esperava-se a reflex&atilde;o de que, embora tais fatos tenham sido not&aacute;veis, n&atilde;o h&aacute; uma certeza evolutiva de que esse fen&ocirc;meno aconteceu, linearmente e da mesma forma, em todo o mundo.&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Ainda sobre o referido cap&iacute;tulo do livro, consideram-se os conceitos de desenvolvimento e de subdesenvolvimento, e os seus reflexos nas &aacute;reas urbanas. Nesse sentido, destaca-se o crescimento populacional nas cidades como consequ&ecirc;ncia da busca por melhores oportunidades de trabalho, estudo e condi&ccedil;&otilde;es de vida. Apontam os problemas urbanos (tr&acirc;nsito ca&oacute;tico, diferentes polui&ccedil;&otilde;es, viol&ecirc;ncia, custo de vida alto e outros) como algo corriqueiro em cidades de pa&iacute;ses em desenvolvimento e esclarecem que alguns desses problemas s&atilde;o comumente encontrados tamb&eacute;m nos pa&iacute;ses desenvolvidos.</p>     <p>Os autores seguem o cap&iacute;tulo com a abordagem dos conceitos de urbaniza&ccedil;&atilde;o, crescimento urbano, conurba&ccedil;&atilde;o, metr&oacute;poles, megacidades, e finalizam expondo a hierarquia e rede urbanas. Corrobora-se que foi oportuna a apresenta&ccedil;&atilde;o de uma outra possibilidade de classifica&ccedil;&atilde;o das cidades, ou seja, uma que leva em considera&ccedil;&atilde;o outros crit&eacute;rios, al&eacute;m do n&uacute;mero de habitantes. No caso, falou-se dos servi&ccedil;os e do papel que esses desempenham nas cidades-centros, poss&iacute;veis de serem encontradas no Brasil e em outros pa&iacute;ses do mundo.</p>     <p>Contudo, ao concluir o cap&iacute;tulo, ap&oacute;s seguidas defini&ccedil;&otilde;es, os autores assim se referem: &ldquo;A rede urbana brasileira tem como principal caracter&iacute;stica as disparidades regionais, pois enquanto &eacute; bem articulada no Sudeste, o mesmo n&atilde;o ocorre nas regi&otilde;es Norte e Centro-Oeste&rdquo; (Almeida e Rigolin, 2010a, p. 210). Nessa cita&ccedil;&atilde;o, pode-se identificar algumas quest&otilde;es: por que aludir &agrave; tem&aacute;tica &ldquo;regi&atilde;o&rdquo; sem uma contextualiza&ccedil;&atilde;o adequada de como se aplica nesse caso? Em que sentido &eacute; promissor citar as regi&otilde;es brasileiras como estruturantes de uma rede e depois n&atilde;o continuar no cap&iacute;tulo seguinte a discuss&atilde;o dessa quest&atilde;o?</p>     <p>Na realidade, os conte&uacute;dos que envolvem a geografia do Brasil somente s&atilde;o retomados no volume 3 da cole&ccedil;&atilde;o (Almeida e Rigolin, 2010b), o que significa que os conceitos relativos ao processo urbano brasileiro n&atilde;o predominam no volume 2. Se os alunos estudarem apenas essa cole&ccedil;&atilde;o no Ensino M&eacute;dio, ter&atilde;o acesso aos estudos geogr&aacute;ficos que remetem ao Brasil somente no &uacute;ltimo ano da educa&ccedil;&atilde;o b&aacute;sica, o que pode resultar num aprendizado estanque, sem uma devida contextualiza&ccedil;&atilde;o.</p>     <p>No volume 3 da cole&ccedil;&atilde;o, s&atilde;o expostos os conte&uacute;dos concernentes ao espa&ccedil;o brasileiro. Das seis unidades, a primeira volta-se para as quest&otilde;es mais f&iacute;sicas do espa&ccedil;o geogr&aacute;fico, denominada pelos autores de &ldquo;espa&ccedil;o natural&rdquo;; a terceira, a quarta e a quinta unidades discorrem acerca dos setores econ&ocirc;micos: atividades prim&aacute;rias, secund&aacute;rias e terci&aacute;rias; a sexta unidade det&eacute;m-se &agrave; explica&ccedil;&atilde;o dos impactos ambientais no territ&oacute;rio brasileiro. Somente na segunda unidade, h&aacute; um cap&iacute;tulo que remete ao processo de urbaniza&ccedil;&atilde;o no Brasil. Semelhantemente ao formato do volume 1, esse cap&iacute;tulo est&aacute; na unidade que explora a ocupa&ccedil;&atilde;o territorial pela popula&ccedil;&atilde;o. H&aacute;, no entanto, diferen&ccedil;a na escala de an&aacute;lise, pois o primeiro volume apresenta a popula&ccedil;&atilde;o mundial e o terceiro volume, a popula&ccedil;&atilde;o brasileira.</p>     <p>O cap&iacute;tulo que trabalha a urbaniza&ccedil;&atilde;o das cidades brasileiras &eacute; intitulado &ldquo;Processo de urbaniza&ccedil;&atilde;o no Brasil&rdquo; e come&ccedil;a por repetir a defini&ccedil;&atilde;o da ONU de cidade, conforme o volume 1. Novamente relaciona-se exclusivamente, sem intermedia&ccedil;&atilde;o de outros aspectos, o processo de urbaniza&ccedil;&atilde;o ao processo de industrializa&ccedil;&atilde;o e &eacute; tra&ccedil;ada uma proposta de divis&atilde;o de hierarquia urbana. Para tanto, os autores recorrem &agrave; organiza&ccedil;&atilde;o por regi&otilde;es de influ&ecirc;ncia das cidades, desenvolvida pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estat&iacute;stica &ndash; IBGE. Essa organiza&ccedil;&atilde;o atribui n&iacute;veis, subn&iacute;veis e caracter&iacute;sticas para a rede urbana brasileira.</p>     <p>Nesse cap&iacute;tulo, outra vez, s&atilde;o colocadas as defini&ccedil;&otilde;es: de s&iacute;tio urbano e o tipo de relevo em que este pode ser edificado; dos tipos de cidades, como as que s&atilde;o planejadas; das &aacute;reas metropolitanas brasileiras; e finaliza por expor os problemas das cidades brasileiras, os quais seriam os de origem social, como o aumento de favelas que ocupam &aacute;reas de mananciais e florestas e que, por provocar o desmatamento das encostas, p&otilde;em em risco a vida de muitas pessoas. Tamb&eacute;m por causa das favelas, h&aacute; problemas na rede de esgotos, na coleta de lixo, de &aacute;gua encanada, de falta de energia el&eacute;trica e outros, cuja raz&atilde;o, segundo os autores, estaria no fato de que grande parte dos servi&ccedil;os &eacute; insuficiente ou clandestina. Mas ser&aacute; que esses problemas s&atilde;o exclusivos das favelas? Pela apresenta&ccedil;&atilde;o do texto, h&aacute; uma forte tend&ecirc;ncia a pensar que sim &ndash; o que n&atilde;o &eacute; verdade.<a href="#_ftn6" name="_ftnref6">[6]</a></p>     <p>A&nbsp; cole&ccedil;&atilde;o dos autores Sene e Moreira (2013a, b e c) apresenta de forma mais contextualizada a rela&ccedil;&atilde;o entre as fotografias, as legendas e os conte&uacute;dos, em compara&ccedil;&atilde;o com a cole&ccedil;&atilde;o dos autores Almeida e Rigolin (2010a, b e c). Suas legendas costumam conter mais informa&ccedil;&otilde;es sobre os aspectos poss&iacute;veis de serem verificados pelos alunos. Ressalta-se que, na primeira cole&ccedil;&atilde;o, as quest&otilde;es urbanas s&atilde;o desenvolvidas de forma mais dial&eacute;tica, o que pode estimular os leitores a problematizarem e constru&iacute;rem conhecimentos correlatos &agrave; produ&ccedil;&atilde;o do espa&ccedil;o urbano, aos problemas e contextos diversos das cidades. Contudo, as&nbsp; explica&ccedil;&otilde;es contidas nas legendas, na primeira cole&ccedil;&atilde;o,&nbsp; podem incorrer no risco de uma redu&ccedil;&atilde;o das possibilidades de interpreta&ccedil;&atilde;o das fotografias, haja visto que h&aacute; poucas problematiza&ccedil;&otilde;es no texto dessas legendas, em detrimento do predom&iacute;nio da descri&ccedil;&atilde;o das imagens. J&aacute; a segunda cole&ccedil;&atilde;o apresenta legendas mais simplificadas para as fotografias e faz pouca rela&ccedil;&atilde;o das mesmas com o texto e, quanto aos conceitos, s&atilde;o apresentados de forma muito pragm&aacute;tica, com poucas problematiza&ccedil;&otilde;es.</p>     <p>Em ambas as cole&ccedil;&otilde;es, os leitores dos livros did&aacute;ticos ter&atilde;o ao seu alcance um repert&oacute;rio farto de imagens, mapas, tabelas, quadros e sugest&otilde;es de acessos a <i>sites,</i> livros, filmes, document&aacute;rios que poder&atilde;o auxiliar na compreens&atilde;o de um dado conte&uacute;do. Dessa forma, os processos cognitivos s&atilde;o propostos, o que pode contribuir para a inventividade, an&aacute;lise, criticidade, est&iacute;mulo a novas problem&aacute;ticas e formula&ccedil;&atilde;o de novos conceitos.</p>     <p>Desse modo, indaga-se o seguinte: como as fotografias expostas nos livros analisados podem ter contribu&iacute;do para o pensamento dos jovens do ensino m&eacute;dio?</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>4. A cidade vista pelas fotografias contidas nos livros did&aacute;ticos analisados</b></p>     <p>Para Vygotsky (2000), a linguagem &eacute; fundamental para a constru&ccedil;&atilde;o do pensamento, que se d&aacute;, dentre outros t&oacute;picos, pelo entendimento do signo. O signo pode ser compreendido, tamb&eacute;m, pela leitura de imagens e pelo que, nesse estudo, os significados das legendas t&ecirc;m a dizer. S&atilde;o elas que podem contribuir para informar sobre um dado lugar e contextualizam-no de acordo com o que se pretende explicar aos leitores. Por essa raz&atilde;o, pode-se afirmar que as imagens contidas nos livros did&aacute;ticos das cole&ccedil;&otilde;es analisadas podem fornecer fortes ind&iacute;cios do que foi ensinado aos jovens. Nessa an&aacute;lise, cabe a leitura das transcri&ccedil;&otilde;es referentes &agrave;s ilustra&ccedil;&otilde;es contidas nas cole&ccedil;&otilde;es, de acordo com o PNLD:</p>     <p>Cole&ccedil;&atilde;o <i>Fronteiras da globaliza&ccedil;&atilde;o</i></p>     <blockquote>     <p>A maioria das ilustra&ccedil;&otilde;es &eacute; adequada ao alcance dos objetivos propostos e auxilia na compreens&atilde;o e reflex&atilde;o dos temas tratados. As fotografias possuem grande potencial de problematiza&ccedil;&atilde;o, pelo conte&uacute;do cr&iacute;tico que apresentam, especialmente por mostrarem contrastes existentes na paisagem. As representa&ccedil;&otilde;es cartogr&aacute;ficas e ilustra&ccedil;&otilde;es contribuem para a visualiza&ccedil;&atilde;o e espacializa&ccedil;&atilde;o de fen&ocirc;menos, cumprindo o papel de auxiliar na leitura e compreens&atilde;o da realidade representada (Brasil, 2011, p. 37-38).</p> </blockquote>     <p>Cole&ccedil;&atilde;o <i>Geografia Geral e do Brasil</i></p>     <blockquote>     <p>As ilustra&ccedil;&otilde;es que comp&otilde;em as unidades e os cap&iacute;tulos t&ecirc;m grande import&acirc;ncia para a legibilidade dos conte&uacute;dos. Nesse &acirc;mbito, destaca-se a inser&ccedil;&atilde;o inovadora de infogr&aacute;ficos para a compreens&atilde;o dos fen&ocirc;menos geogr&aacute;ficos e a criatividade das atividades complementares contidas no Manual do Professor. A qualidade do projeto gr&aacute;fico, dos instrumentos t&eacute;cnicos utilizados para indica&ccedil;&atilde;o das representa&ccedil;&otilde;es cartogr&aacute;ficas, assim como da linguagem escrita (e tamb&eacute;m de outros g&ecirc;neros textuais) ao longo de todo o texto, tamb&eacute;m &eacute; um ponto de realce na cole&ccedil;&atilde;o (BRASIL, 2011, p. 73).</p> </blockquote>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&Eacute; relevante compreender o uso de imagens, gr&aacute;ficos e outros recursos visuais utilizados com frequ&ecirc;ncia nos livros did&aacute;ticos e pelos professores no dia a dia de sala de aula. Para Novaes (2017, p. 149), ao parafrasear Barthes (1971, 1990), o verbal e o visual est&atilde;o no livro did&aacute;tico nas &ldquo;legendas das fotografias e dos mapas&hellip; como &lsquo;teleguia&rsquo; em dire&ccedil;&atilde;o a um sentido escolhido <i>a priori</i>, restringindo as op&ccedil;&otilde;es de interpreta&ccedil;&otilde;es do leitor&rdquo;.</p>     <p>Nesse entendimento, na an&aacute;lise dos seis livros, foram encontradas aproximadamente 2.560 figuras distribu&iacute;das em: fotografias (31,5%); mapas (22%); ilustra&ccedil;&otilde;es explicativas, tais como desenhos que comentam as din&acirc;micas do relevo, clima e outros (18%); gr&aacute;ficos (16%); e quadros e tabelas (juntos: 12,5%). Noutros termos, s&atilde;o as fotografias que est&atilde;o mais presentes nesses livros did&aacute;ticos, sendo que, do percentual de 31,5% de fotografias, 11,5% correspondem &agrave;s imagens cuja legenda referia-se a alguma cidade, o que constitui uma boa representatividade.</p>     <p>Dessa maneira, 293 fotografias de diferentes cidades do mundo foram encontradas, conforme descri&ccedil;&atilde;o de suas legendas, as quais serviram para exemplificar distintos contextos geogr&aacute;ficos, desde os mais ligados a problem&aacute;ticas naturais e ambientais, at&eacute; aos que indicavam as situa&ccedil;&otilde;es socioecon&ocirc;micas, culturais e religiosas dos povos, o que pode ser observado na <a href="#f1">Figura 1</a>.</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="f1">     <p><img src="/img/revistas/got/n13/n13a16f1.gif"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>Pode-se constatar que h&aacute; uma distribui&ccedil;&atilde;o desigual de fotografias de cidades, no sentido de representar as cidades brasileiras e as de outras partes do mundo. Para destacar essa disposi&ccedil;&atilde;o, organizou-se a <a href="#f2">figura 2</a>, que aponta uma distribui&ccedil;&atilde;o de cidades por regi&otilde;es no mundo, constru&iacute;da pelas informa&ccedil;&otilde;es coletadas nas legendas das fotografias.</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="f2">     <p><img src="/img/revistas/got/n13/n13a16f2.gif"></p>     
<p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Conforme a <a href="#f2">figura 2</a>, 44,8% das fotografias s&atilde;o representa&ccedil;&otilde;es de cidades da Am&eacute;rica do Sul, contudo, 42,8% s&atilde;o de cidades brasileiras, mais claramente representadas na <a href="#f3">figura 3</a>, que apresenta um mapa do Brasil com a distribui&ccedil;&atilde;o das fotografias por regi&atilde;o.</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="f3">     <p><img src="/img/revistas/got/n13/n13a16f3.gif"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>Destacaram-se a capital S&atilde;o Paulo e outras cidades paulistas, na <a href="#f3">figura 3</a>, por serem as cidades que mais aparecem, quando se trata de cidades brasileiras. Desse modo, 12,9% correspondem &agrave;s cidades do estado de S&atilde;o Paulo. Nesse caso, 7,8% referem-se &agrave; capital do estado, 5,1% a outras cidades paulistas &ndash; S&atilde;o Bernardo do Campo, S&atilde;o Jos&eacute; dos Campos, Piracicaba, Campinas, Mongagu&aacute;, Caeiras, Jaguari&uacute;na, Guarulhos, Guaruj&aacute;, Campos do Jord&atilde;o, Cubat&atilde;o e Sorocaba. Das cidades representadas, 8,2% s&atilde;o fluminenses, sendo que a capital, Rio de Janeiro, obteve maior representatividade, com 4,4%. As demais foram: B&uacute;zios, Angra dos Reis, S&atilde;o Gon&ccedil;alo, Ilha Grande e Niter&oacute;i. Tamb&eacute;m, no Sudeste, as cidades mineiras de Belo Horizonte, S&atilde;o Jo&atilde;o Batista e Fronteira tiveram fotos nos livros. Essas, com a representa&ccedil;&atilde;o de 2,7%.</p>     <p>Nessa estimativa das cidades brasileiras, est&atilde;o tamb&eacute;m as cidades nordestinas, com 8,5%. As que mais aparecem s&atilde;o as cidades baianas Salvador, Cama&ccedil;ari, Juazeiro, Mataripe, Porto Seguro, seguidas das cidades pernambucanas Recife, Petrolina e Triunfo. As cidades do Cear&aacute;: Fortaleza, Jijoca de Jericoacoara e S&atilde;o Gon&ccedil;alo do Amarante, bem como as cidades potiguares Natal e Maca&iacute;ba, a cidade paraibana de Jo&atilde;o Pessoa e a cidade maranhense de S&atilde;o Lu&iacute;s tamb&eacute;m foram representadas.</p>     <p>As cidades do Sul representaram 5,1%. Dentre as do estado Rio Grande do Sul -RS, est&atilde;o Gramado, Santana do Livramento, Canoas e Novo Hamburgo; no estado do Paran&aacute;-PR: Curitiba, Londrina, Campos Mour&atilde;o e S&atilde;o Jos&eacute; dos Pinhais; e em Santa Catarina: Florian&oacute;polis, Capiviri de Baixo, Joinville, Blumenau e S&atilde;o Joaquim. As cidades pertencentes &agrave; regi&atilde;o Norte (com 3,7%) foram, no Amazonas-AM: Manaus, Parintins e Tabatinga; no Par&aacute;-PA: Bel&eacute;m, Altamira, Cachoeira do Arari, e a cidade de Rio Branco, no Acre-AC e Palmas, no Tocantins-TO. Quanto ao Centro-Oeste (1,7%), apenas foram catalogadas as fotografias de Bras&iacute;lia, DF, e Corumb&aacute;, Mato Grosso do Sul-MS.</p>     <p>Ao examinar as legendas das fotografias das diferentes cidades brasileiras, percebeu-se que as paulistas, em geral, est&atilde;o associadas &agrave;s &aacute;reas industrializadas, informatizadas e modernizadas pelo setor imobili&aacute;rio. A cidade de S&atilde;o Paulo aparece representada como possuinte de um setor financeiro fundamental para as decis&otilde;es econ&ocirc;micas no Brasil, com muitos espa&ccedil;os transformados que se assemelham &agrave;s cidades de pa&iacute;ses desenvolvidos, embora tamb&eacute;m haja fotografias que mostrem os problemas urbanos, os relativos &agrave; falta de infraestrutura, aos problemas ambientais, &agrave;s favelas em &aacute;reas de ocupa&ccedil;&atilde;o, e outros atinentes aos impactos negativos sobre o meio ambiente, sobretudo quando se destacam os problemas concernentes &agrave; polui&ccedil;&atilde;o, &agrave; invers&atilde;o t&eacute;rmica e ao descaso com os rios e matas.</p>     <p>As demais cidades da regi&atilde;o Sudeste tamb&eacute;m apontam caracter&iacute;sticas semelhantes &agrave;s cidades paulistas, com a exce&ccedil;&atilde;o das cidades fluminenses, a que pode ser acrescentada a import&acirc;ncia do turismo, as pr&aacute;ticas esportivas da popula&ccedil;&atilde;o e alguns elementos das paisagens naturais, como as praias e relevos. Outro apontamento &eacute; que, em ambas as cole&ccedil;&otilde;es, quando se fala sobre as quest&otilde;es relativas &agrave; energia nuclear, usa-se o exemplo da cidade de Angra dos Reis, no Rio de Janeiro, e quando se quer citar a extrema polui&ccedil;&atilde;o, usa-se o exemplo da cidade de Cubat&atilde;o, S&atilde;o Paulo. Os tra&ccedil;os mais hist&oacute;ricos ligados &agrave; forma&ccedil;&atilde;o da popula&ccedil;&atilde;o brasileira e estrutura&ccedil;&atilde;o do Brasil remetem &agrave;s fotografias do Presidente Juscelino Kubistchek em diferentes inaugura&ccedil;&otilde;es de obras pelo estado de S&atilde;o Paulo, que favoreceram a instala&ccedil;&atilde;o de muitas f&aacute;bricas de autom&oacute;veis.</p>     <p>As cidades da regi&atilde;o Sul s&atilde;o apontadas como lugares que conservam muitos tra&ccedil;os do per&iacute;odo em que o Brasil recebeu v&aacute;rios migrantes de pa&iacute;ses europeus. Como nessas cidades est&atilde;o as mais baixas temperaturas do Brasil, vez por outra, as fotografias colocam o dia a dia das pessoas convivendo com o frio. Tamb&eacute;m h&aacute; fotografias de situa&ccedil;&otilde;es extremas, como deslizamentos de terras e enchentes. Quanto ao Centro-Oeste, nos seis volumes foram notadas quatro fotografias da cidade de Bras&iacute;lia, no Distrito Federal, que fazem refer&ecirc;ncia aos atos pol&iacute;ticos e ao fato de ser uma cidade planejada, al&eacute;m de uma fotografia de Corumb&aacute;, no Mato Grosso do Sul-MS, que mostra um casario hist&oacute;rico.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>As cidades nordestinas s&atilde;o apresentadas, ora para demonstrar algum aspecto mais ligado aos fatores naturais, a exemplo de Salvador, Bahia-BA, edificada em uma falha tect&ocirc;nica que divide a cidade em dois n&iacute;veis, a Cidade Alta e Cidade Baixa, ora para mostrar aspectos mais econ&ocirc;micos, como as ind&uacute;strias de m&eacute;dio e pequeno porte. Para a cidade de Natal, Rio Grande do Norte-RN, as fotografias representam a ind&uacute;stria e o processo de migra&ccedil;&atilde;o. Os desafios das desigualdades sociais, como as casas de palafitas em S&atilde;o Lu&iacute;s, Maranh&atilde;o-MA, e outras situa&ccedil;&otilde;es de pobreza, tamb&eacute;m est&atilde;o presentes. Por outro &acirc;ngulo, nas fotografias das cidades nordestinas predominou o realce &agrave;s praias como a de Boa Viagem, em Recife, Pernambuco-PE, a de Iracema, em Fortaleza, Cear&aacute;-CE, e a do Ponta do Seixas, em Jo&atilde;o Pessoa, Para&iacute;ba-PB. N&atilde;o foram encontradas fotografias das capitais Macei&oacute;, em Alagoas-AL, Teresina, no Piau&iacute;-PI, e Aracaju, em Sergipe-SE.</p>     <p>Com a observa&ccedil;&atilde;o das fotografias e das suas respectivas legendas, pondera-se a predomin&acirc;ncia de conceitos generalizados das cidades brasileiras. Para exemplificar, as cidades localizadas no Norte do pa&iacute;s, de acordo com as imagens, caracterizam-se como locais com poucos servi&ccedil;os e equipamentos urbanos, as cidades do Nordeste despontam pelo potencial tur&iacute;stico, as cidades do Sul s&atilde;o as que exemplificam o cotidiano de brasileiros descendentes de imigrantes e a metr&oacute;pole paulista &eacute; a produtora industrial do Brasil. Claro que h&aacute; muito mais para se estudar sobre as cidades em suas particularidades e esse &eacute; o principal desafio &ndash; conhecer e publicizar os estudos geogr&aacute;ficos sobre as cidades, para que haja uma constru&ccedil;&atilde;o do conhecimento geogr&aacute;fico capaz de relacionar o que acontece nas cidades de viv&ecirc;ncia dos alunos com os distintos contextos urbanos do Brasil e do mundo.</p>     <p>As cidades pelo mundo tamb&eacute;m s&atilde;o divulgadas nos livros did&aacute;ticos. Do que foi coletado de informa&ccedil;&otilde;es, depois das cidades brasileiras, as que mais aparecem nos livros did&aacute;ticos s&atilde;o as cidades europeias, com 21,7%, e, destacadamente, as localizadas na Alemanha, Fran&ccedil;a e Inglaterra. Outras cidades localizadas na B&oacute;snia-Herzegovina, M&ocirc;naco, Rep&uacute;blica Tcheca, It&aacute;lia, B&eacute;lgica, Espanha, R&uacute;ssia, Cro&aacute;cia, Alb&acirc;nia, Litu&acirc;nia, &Aacute;ustria, It&aacute;lia, Su&iacute;&ccedil;a, Bielorr&uacute;ssia, Gr&eacute;cia, Eslov&ecirc;nia, Su&eacute;cia, Ucr&acirc;nia e Rom&ecirc;nia tamb&eacute;m foram representadas nas fotografias.</p>     <p>Nessas cidades, predominaram nas legendas explicativas das fotografias alguns contextos distintos, dentre os quais o de que o continente europeu guarda muitas edifica&ccedil;&otilde;es hist&oacute;ricas e muitos pr&eacute;dios que simbolizam os tempos modernos. Isso faz com que grande parte das fotografias de cidades europeias esteja vinculada &agrave; narrativa hist&oacute;rica do lugar e seus significados para o local e o mundo. As fotos de Moscou, para exemplificar, servem para representar o socialismo, assim como a emblem&aacute;tica foto da queda do muro de Berlim em 1991, que mostra o fim do Segundo Mundo. Algumas outras fotos s&atilde;o de encontros entre os l&iacute;deres mundiais envoltos de propostas que decidiram os rumos da economia mundial. Tamb&eacute;m &eacute; poss&iacute;vel ver fotos de manifesta&ccedil;&otilde;es populares em prol de melhorias sociais. Cabe destacar as imagens que refletem o envelhecimento da popula&ccedil;&atilde;o e os estilos de vida, em sua maioria, com poucos problemas econ&ocirc;micos, quando comparadas &agrave;s fotos dos problemas sociais do Brasil, por exemplo. Nessas cole&ccedil;&otilde;es, o problema da migra&ccedil;&atilde;o, atualmente um dos grandes desafios da Europa, somente foi apresentado na R&uacute;ssia.</p>     <p>Ainda sobre as fotografias, 13,3% s&atilde;o de cidades da &Aacute;sia, sendo as cidades chinesas Pequim e Xangai e a japonesa T&oacute;quio as mais citadas. Al&eacute;m disso, foram colocadas fotografias das cidades pertencentes &agrave;s Coreias do Norte e do Sul, &agrave; Indon&eacute;sia, &agrave; Ar&aacute;bia Saudita, a Cingapura, &agrave; &Iacute;ndia, ao Vietn&atilde;, a Taiwan, a Bangladesh e ao Uzbequist&atilde;o.&nbsp; As cidades asi&aacute;ticas s&atilde;o representadas pelos h&aacute;bitos culturais, estilo de vida muito vinculado &agrave;s tradi&ccedil;&otilde;es dos antepassados, &agrave; longevidade, &agrave;s culturas religiosas, &agrave; intensa urbaniza&ccedil;&atilde;o, ao grande contingente populacional, &agrave; import&acirc;ncia para a economia global, aos problemas ambientais, aos conflitos religiosos e, ao mesmo tempo, aos avan&ccedil;os tecnol&oacute;gicos e industriais, principalmente quando se apresentam T&oacute;quio, no Jap&atilde;o, Pequim, na China, e alguns dos chamados &ldquo;Tigres Asi&aacute;ticos&rdquo;: Cingapura, Coreia do Sul e Taiwan.</p>     <p>As cidades da Am&eacute;rica do Norte correspondem a 12,2% das cidades apresentadas em fotografias nos livros escolhidos. A cidade de Nova York nos Estados Unidos foi a mais mencionada nas fotografias. Essa cidade aparece como sede de uma megal&oacute;pole, como detentora das maiores bolsas de valores do mundo, cidade onde s&atilde;o tomadas as mais memor&aacute;veis decis&otilde;es para a economia global. Outras cidades dos Estados Unidos foram vistas, tais como: Fl&oacute;rida e S&atilde;o Francisco, na Calif&oacute;rnia; Houston e Dallas, no Texas; Washington, DC; Marshalltown, em Iowa; San Jorge e Palo Alto, na Calif&oacute;rnia; Pittsburgh, na Pensilv&acirc;nia; Detroit, em Michigan; Cambridge, em Massachusetts; e Liden, em Nova Jersey. Ainda sobre a Am&eacute;rica do Norte, a cidade de Toronto foi apresentada como a maior cidade canadense; e as cidades de Tijuana e Cidade do M&eacute;xico como lugares de tens&atilde;o. Ressalta-se a primeira como local em que h&aacute; migra&ccedil;&atilde;o clandestina e a segunda como foco de protestos populares.</p>     <p>As cidades africanas, com uma representatividade de cerca de 6% das fotografias, foram quase sempre associadas &agrave; pobreza; falta de cuidados necess&aacute;rios &agrave; sa&uacute;de e &agrave; educa&ccedil;&atilde;o para as crian&ccedil;as; conflitos internos; cultura e religiosidade; favelas; p&eacute;ssimas condi&ccedil;&otilde;es de moradia; contraste entre as cidades africanas e as de pa&iacute;ses desenvolvidos; refugiados; ajuda humanit&aacute;ria; e polui&ccedil;&atilde;o. Mostrou-se, em raras exce&ccedil;&otilde;es, que nas cidades africanas &eacute; poss&iacute;vel encontrar pontos tur&iacute;sticos que atraem pessoas de todo o mundo, sendo que as destacadas foram: Nair&oacute;bi, no Qu&ecirc;nia: Monr&oacute;via, capital da Lib&eacute;ria: Sharm El Sheik, no Egito; Tr&iacute;poli, capital da L&iacute;bia; Casablanca, em Marrocos; Johannesburgo e Pret&oacute;ria, na &Aacute;frica do Sul; Ruthsuru e Goma, na Rep&uacute;blica Democr&aacute;tica do Congo; e Mogad&iacute;scio, capital da Som&aacute;lia.</p>     <p>J&aacute; as cidades das Am&eacute;ricas Central e Sul (com exce&ccedil;&atilde;o do Brasil), bem como as cidades da Oceania, tiveram juntas cerca de 4% de representatividade nas fotografias. Da Am&eacute;rica do Sul, foram postas as fotografias de cidades chilenas Concepci&oacute;n e Santiago e a cidade argentina Buenos Aires. Nas cidades sul-americanas foi ressaltado o contraste socioecon&ocirc;mico existente nessas cidades.&nbsp; As cidades da Am&eacute;rica Central foram: Havana, em Cuba, com destaque para as representa&ccedil;&otilde;es do governo de Fidel Castro, e Porto Pr&iacute;ncipe, no Haiti, com a chamada para os soldados da ONU. As cidades da Oceania foram: Sydney e Camberra, na Austr&aacute;lia, e Welington, na Nova Zel&acirc;ndia. Tais cidades se destacaram pelas paisagens naturais.</p>     <p>Em termos de constru&ccedil;&atilde;o do pensamento sobre o ensino de cidade, os jovens que cursaram o ensino m&eacute;dio e tiveram acesso a esses materiais did&aacute;ticos, possivelmente aprenderam sobre as cidades de v&aacute;rios pa&iacute;ses, por&eacute;m de forma limitada. Ademais, nas legendas e nos conte&uacute;dos dos livros analisados, h&aacute; pouca rela&ccedil;&atilde;o de compara&ccedil;&atilde;o&nbsp; entre as cidades brasileiras e as cidades de outros pa&iacute;ses, no sentido de apresentar os problemas e solu&ccedil;&otilde;es para as demandas relativas &agrave; mobilidade urbana, ao saneamento b&aacute;sico, &agrave; infraestrutura, &agrave; cultura, &agrave; viol&ecirc;ncia, &agrave; cidadania, &agrave; pol&iacute;tica e a outros aspectos igualmente importantes para a atual conjuntura brasileira. Nessa perspectiva, fica inviabiliazada&nbsp; a sistematiza&ccedil;&atilde;o de conceitos&nbsp; que compreendam o local e o global e que possam ser pr&oacute;-ativos.</p>     <p>A apresenta&ccedil;&atilde;o dessas an&aacute;lises sobre os livros did&aacute;ticos teve como objetivo ampliar o entendimento de como eles podem contribuir para a constru&ccedil;&atilde;o do pensamento geogr&aacute;fico sobre a cidade e o urbano, pois fixam um sentido para os jovens que os ter&atilde;o, muitas vezes, como fontes de pesquisa, estudo e ensino. Nesse pensamento, deixar o aprendizado dos jovens restrito aos livros did&aacute;ticos pode levar a pouca ou nenhuma compreens&atilde;o dos conte&uacute;dos de forma mais cr&iacute;tica referentes aos significados do espa&ccedil;o f&iacute;sico, social e indentit&aacute;rio. Sem compreender o seu lugar, sua cidade e outros espa&ccedil;os geogr&aacute;ficos, os jovens ficam mais expostos ao contexto capitalista e ut&oacute;pico que promove o aumento da desigualdade. Carlos (1999) acrescenta que o sujeito, nesse caso, o jovem, n&atilde;o se reconhece na cidade e nem &eacute; reconhecido.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>5. Considera&ccedil;&otilde;es finais</b></p>     <p>Reconhece-se que a sala de aula &eacute; um espa&ccedil;o aut&ocirc;nomo, e que muitos professores e alunos trazem a esse espa&ccedil;o diferentes discuss&otilde;es e contribui&ccedil;&otilde;es que incrementam as aulas de geografia. Nessa compreens&atilde;o, espera-se dos alunos a capacidade de realizarem uma leitura intertextual, haja vista n&atilde;o ser poss&iacute;vel dissociar a imagem do texto e do contexto de viv&ecirc;ncia. Conforme Bakhtin (2006, p. 32), &ldquo;os signos s&oacute; emergem, decididamente, do processo de intera&ccedil;&atilde;o entre uma consci&ecirc;ncia individual e uma outra. E a pr&oacute;pria consci&ecirc;ncia individual est&aacute; repleta de signos&rdquo;. Os signos t&ecirc;m a fun&ccedil;&atilde;o de significar e de representar, exerc&iacute;cios necess&aacute;rios quando se observa fotografias.</p>     <p>Ao observar a apresenta&ccedil;&atilde;o das fotografias que tinham a cidade como lugar, nas duas cole&ccedil;&otilde;es, chega-se &agrave; conclus&atilde;o de que, embora haja contextualiza&ccedil;&otilde;es diferenciadas entre as cole&ccedil;&otilde;es do livro did&aacute;tico, prevalecem escolhas semelhantes, quando se quer exemplificar alguma cita&ccedil;&atilde;o por fotografias de cidades. Esse fato pode indicar que, em grande parte, os jovens que cursaram o ensino m&eacute;dio utilizando essas cole&ccedil;&otilde;es, possivelmente, desenvolveram impress&otilde;es muito pr&oacute;ximas entre si das cidades que conheceram pela leitura do livro did&aacute;tico. No entanto, a forma descontextualizada e com pouca ou nenhuma problematiza&ccedil;&atilde;o nas legendas pode ter contribu&iacute;do para que os jovens n&atilde;o tenham constru&iacute;do conceitos adequados sobre as cidades de forma geral. O que pode estigmatizar algumas cidades como pouco e muito desenvolvidas, boas ou ruins para viver, violentas ou pac&iacute;ficas, belas ou sem atrativos tur&iacute;sticos, enfim, ideias preconceituosas sobre distintos espa&ccedil;os urbanos podem surgir.</p>     <p>Com a observa&ccedil;&atilde;o das fotografias, ficou evidente que muitos espa&ccedil;os do Brasil e do mundo n&atilde;o est&atilde;o presentes visualmente nos livros did&aacute;ticos, o que pode significar para os alunos a constru&ccedil;&atilde;o do pensamento de um Brasil mais proeminente e outro Brasil que quase n&atilde;o aparece ou que n&atilde;o precisa estar presente no contexto das discuss&otilde;es em sala de aula. Seguindo o mesmo entendimento, as cidades europeias aparecem mais do que cidades de outros pa&iacute;ses da Am&eacute;rica do Sul e da Am&eacute;rica Central, notadamente pela fun&ccedil;&atilde;o econ&ocirc;mica e pol&iacute;tica das cidades, o que acaba subtraindo aspectos importantes, tais como a hist&oacute;ria, a cultura, a natureza e outros contextos imprescind&iacute;veis para a compreens&atilde;o dos conceitos geogr&aacute;ficos, em diferentes escalas.</p>     <p>&Eacute; preciso mostrar as diferentes faces das cidades pelo mundo e reconhecer a necessidade de pensar na import&acirc;ncia de compreender as cidades onde est&atilde;o os alunos e, como esses saberes podem encaminhar aulas que conduzam &agrave; aprendizagem significativa. Para Cavalcanti (2008), est&aacute; nos elementos da din&acirc;mica interna da cidade a condi&ccedil;&atilde;o e a produ&ccedil;&atilde;o das pr&aacute;ticas cotidianas e potencialmente importantes para a forma&ccedil;&atilde;o da cidadania. Por meio dessas pr&aacute;ticas cotidianas, pode-se pensar em ensinar sobre qualquer cidade.</p>     <p>Desse modo, defende-se que nos livros did&aacute;ticos haja mais est&iacute;mulo ao estudo dos lugares e, igualmente, a elabora&ccedil;&atilde;o de problem&aacute;ticas sobre os contextos das cidades brasileiras nos distintos espa&ccedil;os urbanos, na compreens&atilde;o de que o espa&ccedil;o geogr&aacute;fico envolve diferentes escalas de an&aacute;lises. N&atilde;o se pode construir um pensamento adequado sobre cidade, se o jovem n&atilde;o conhecer o lugar onde vive. Principalmente, porque a maioria dos jovens brasileiros n&atilde;o pode sair de seus lugares para visitar outros, devido aos fatores econ&ocirc;micos, familiares e pessoais. Essa realidade&nbsp; faz com que as fotografias sejam&nbsp; o recurso visual mais pr&oacute;ximo que os jovens t&ecirc;m para estabelecer a constru&ccedil;&atilde;o de conhecimentos geogr&aacute;ficos, na educa&ccedil;&atilde;o b&aacute;sica. Negar-lhes esse aprendizado resulta na perda do direito &agrave; cidade, nos preceitos de Lefebvre (1991). Ademais, como encaminhar propostas de um ensino significativo sobre cidade, se n&atilde;o se come&ccedil;ar pelo entendimento da sua pr&oacute;pria?</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>6. Refer&ecirc;ncias bibliogr&aacute;ficas</b></p>     <!-- ref --><p>ALMEIDA, L&uacute;cia Martins Alves de e RIGOLIN, T&eacute;rcio Barbosa. <i>Fronteiras da Globaliza&ccedil;&atilde;o: </i>O mundo natural e o espa&ccedil;o humanizado. S&atilde;o Paulo, SP: &Aacute;tica, 2010 a. (v.1). ISBN 978850812920&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1749479&pid=S2182-1267201800010001600001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p>ALMEIDA, L&uacute;cia Martins Alves de; RIGOLIN, T&eacute;rcio Barbosa. <i>Fronteiras da Globaliza&ccedil;&atilde;o:</i> o espa&ccedil;o geogr&aacute;fico globalizado. Volume: 2. S&atilde;o Paulo, SP: &Aacute;tica, 2010 b. ISBN 978850812922</p>     <p>ALMEIDA, L&uacute;cia Martins Alves de;&nbsp; RIGOLIN, T&eacute;rcio Barbosa. <i>Fronteiras da Globaliza&ccedil;&atilde;o:</i> o espa&ccedil;o brasileiro natureza e trabalho. Volume: 3. S&atilde;o Paulo, SP: &Aacute;tica, 2010c. ISBN 978850812924</p>     <!-- ref --><p>ALBUQUERQUE, Maria Adailza Martins de. Livros did&aacute;ticos e curr&iacute;culos de Geografia, Pesquisas e usos: uma hist&oacute;ria a ser contada. In: Tonini, Ivaine Maria, Goulart, L&iacute;gia Beatriz; Martins, Rosa Elisabete Militz Wypyczynki; Castrogiovanni, Antonio Carlos e Kaercher, Nestor Andr&eacute; (Orgs.). <i>O ensino de Geografia e suas composi&ccedil;&otilde;es curriculare</i>s. Porto Alegre, RS: UFRGS, 2011, p. 155-168. ISBN 9788577060986&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1749482&pid=S2182-1267201800010001600004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>BAKHTIN, Mikhail. <i>Marxismo e filosofia da linguagem</i>. 12. ed. S&atilde;o Paulo, SP: Hucitec, 2006. ISBN 9788527100410&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1749483&pid=S2182-1267201800010001600005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>BITTENCOURT, Circe Maria Fernandes. <i>Livro did&aacute;tico e conhecimento hist&oacute;rico: uma Hist&oacute;ria do saber escolar</i>. Tese (Doutorado em Educa&ccedil;&atilde;o). S&atilde;o Paulo, SP: Universidade de S&atilde;o Paulo, 1993.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1749484&pid=S2182-1267201800010001600006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>BRASIL, MINIST&Eacute;RIO DA EDUCA&Ccedil;&Atilde;O. Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educa&ccedil;&atilde;o. <i>PNLD:</i> Valores de negocia&ccedil;&atilde;o por t&iacute;tulo &ndash; Ensino M&eacute;dio (regular e educa&ccedil;&atilde;o de jovens e adultos), 2013. Dispon&iacute;vel em &lt;<a href="http://www.fnde.gov.br/arquivos/file/7771-pnld-2013-valores-de-aquisicao-por-titulo-ensino-medio" target="_blank">http://www.fnde.gov.br/arquivos/file/7771-pnld-2013-valores-de-aquisicao-por-titulo-ensino-medio</a>&gt; . Acesso em: 20 set. 2016.</p>     <!-- ref --><p>BRASIL. INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTAT&Iacute;STICA- IBGE. Minist&eacute;rio do Planejamento. <i>Censo Demogr&aacute;fico de 2010a</i>. Dispon&iacute;vel em: <a href="ffp:/www.ftp. ibge.gov.br/Censos/CensoDemografico_2010/Resultados_Gerais da Amostra/Microdados" target="_blank">ffp:/www.ftp. ibge.gov.br/Censos/CensoDemografico_2010/Resultados_Gerais da Amostra/Microdados</a>. Acesso em: 20 abr. 2012.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1749487&pid=S2182-1267201800010001600008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>BRASIL. INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTAT&Iacute;STICA. Minist&eacute;rio do Planejamento, Or&ccedil;amento e Gest&atilde;o. <i>Aglomerados subnormais Informa&ccedil;&otilde;es territoriais</i>. Censo Demogr&aacute;fico, 2010b. Dispon&iacute;vel em <a href="https://www.ibge.gov.br" target="_blank">https://www.ibge.gov.br</a>. Acesso em 10 set. 2017.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1749489&pid=S2182-1267201800010001600009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>BRASIL. MINIST&Eacute;RIO DA EDUCA&Ccedil;&Atilde;O. Secretaria de Educa&ccedil;&atilde;o B&aacute;sica. <i>Guia de livros did&aacute;ticos: </i>PNLD 2012: Geografia. Bras&iacute;lia, DF: MEC-SEB, 2011. Dispon&iacute;vel em: &lt;<a href="http//www.fnde.gov.br/arquivos/category/125-guias? download=5508:pnld-2012-geografiah" target="_blank">http//www.fnde.gov.br/arquivos/category/125-guias? download=5508:pnld-2012-geografiah</a>&gt;. Acesso em: 5 out. 2016. ISBN 978857783057.</p>     <!-- ref --><p>CARLOS, Ana Fani Alessandri. Apresentando a metr&oacute;pole na sala de aula. In: Carlos, A. F. A. et al (org). <i>A geografia na sala de aula</i>. S&atilde;o Paulo, SP: Contexto, 1999, p. 79-91. ISBN 9788572441087&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1749492&pid=S2182-1267201800010001600011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>CAVALCANTI, Lana de Souza. <i>A Geografia escolar e a cidade. </i>Campinas, SP: Editora Papirus, 2008. ISBN 9878853080874-7.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1749493&pid=S2182-1267201800010001600012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>CAVALCANTI, Lana de Souza. <i>O ensino de geografia na escola</i>. Campinas, SP: Papirus, 2012. (Cole&ccedil;&atilde;o Magist&eacute;rio: Forma&ccedil;&atilde;o e Trabalho Pedag&oacute;gico). ISBN 978853080946-1.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1749495&pid=S2182-1267201800010001600013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>CISTERNAS, Nataly Andrea P&eacute;rez. <i>O conceito de cidade em Geografia nos livros did&aacute;ticos do Chile e do Brasil, </i>2012. Disserta&ccedil;&atilde;o (Mestrado) - Programa de P&oacute;s-Gradua&ccedil;&atilde;o em Geografia, Instituto de Estudos Socioambientais da Universidade Federal de Goi&aacute;s. Goi&acirc;nia, GO: 2012.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1749497&pid=S2182-1267201800010001600014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>KIMURA, Shoko. <i>Geografia no ensino b&aacute;sico</i>: quest&otilde;es e propostas. 2. ed. 3. reimpr. S&atilde;o Paulo, SP: Contexto, 2014. ISBN 978857244404-0.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1749499&pid=S2182-1267201800010001600015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>LEFEBVRE, Henri. <i>O direito &agrave; cidade</i>. Tradu&ccedil;&atilde;o de Rubens Eduardo Frias. S&atilde;o Paulo, SP: Moraes, 1991. ISBN 9788588208971.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1749501&pid=S2182-1267201800010001600016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>NOVAES, Andr&eacute; Reys. O verbal, o visual e a Geografia. In: Ascen&ccedil;&acirc;o, Val&eacute;ria Roque; Valad&atilde;o, Roberto C&eacute;lio; Del Gladio, Rogata Soares; Souza, Carla Jusc&eacute;lia de Oliveira. <i>Conhecimentos da Geografia</i>: percursos de forma&ccedil;&atilde;o docente e pr&aacute;ticas na educa&ccedil;&atilde;o b&aacute;sica. Belo Horizonte, MG: IGC, 2017, p. 144-164. 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Eust&aacute;quio de; MOREIRA, Jo&atilde;o Carlos.<i> Geografia Geral e do Brasil:</i> espa&ccedil;o geogr&aacute;fico e globaliza&ccedil;&atilde;o. 2. ed. reform. S&atilde;o Paulo, SP: Scipione, 2013b. (v. 2.). ISBN 9788526290327&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1749507&pid=S2182-1267201800010001600020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>SENE. Eust&aacute;quio de; MOREIRA, Jo&atilde;o Carlos.<i> Geografia Geral e do Brasil:</i> espa&ccedil;o geogr&aacute;fico e globaliza&ccedil;&atilde;o. 2. ed. reform. S&atilde;o Paulo, SP: Scipione, 2013c. (v. 3.) . 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Igualmente, esse seria o ciclo completo de tr&ecirc;s anos mais recente.</p>     <p><a href="#_ftnref2" name="_ftn2">[2]</a> Embora o livro did&aacute;tico exista h&aacute; mais de 90 anos no Brasil, com ind&iacute;cios do s&eacute;culo XVIII (Bittencourt, 1993), o programa de distribui&ccedil;&atilde;o do livro did&aacute;tico no Brasil data de 1929, segundo o Instituto Nacional do Livro &ndash; INL.&nbsp; Nesses quase noventa anos, foram sucessivas pol&iacute;ticas que tiveram o intuito de ampliar a distribui&ccedil;&atilde;o de livros, embora em alguns momentos houvesse alguns obst&aacute;culos pol&iacute;ticos e econ&ocirc;micos. A respeito disso, em 1985, o Decreto n&ordm; 91.542, de 19 de agosto de 1985, estabelece o Programa Nacional do Livro Did&aacute;tico &ndash; PNLD, e em 2003 &eacute; publicada a Resolu&ccedil;&atilde;o CD FNDE n&ordm; 38, de 15 de outubro de 2003, que institui o Programa Nacional do Livro Did&aacute;tico para o Ensino M&eacute;dio (PNLEM), com execu&ccedil;&atilde;o em 2003. Recuperado de: <a href="http://www.fnde.gov.br/hist&oacute;rico" target="_blank">http://www.fnde.gov.br/hist&oacute;rico</a>.</p>     <p><a href="#_ftnref3" name="_ftn3">[3]</a> Grande parte das resid&ecirc;ncias pertencentes &agrave; &aacute;rea urbana de um munic&iacute;pio est&atilde;o sujeitas ao pagamento do IPTU, tal contexto gera mais receita para o poder municipal.</p>     <p><a href="#_ftnref4" name="_ftn4">[4]</a> Lembra-se que no Brasil mais de 2.500 mun&iacute;cipios do total de 5.565 possuem at&eacute;, no m&aacute;ximo, 10.000 habitantes (BRASIL, 2010b).</p>     <p><a href="#_ftnref5" name="_ftn5">[5]</a> As RIDES constituem-se como uma forma de constru&ccedil;&atilde;o de redes de coopera&ccedil;&atilde;o, por envolver munic&iacute;pios de mais uma Unidade da Federa&ccedil;&atilde;o. A Ride &eacute; uma forma de a&ccedil;&atilde;o mais ampla que a prevista nas regi&otilde;es metropolitas. No Brasil, s&atilde;o tr&ecirc;s: RIDE-DF (munic&iacute;pios de Goi&aacute;s, Minas Gerais); RIDE Grande Teresina (munic&iacute;pios do Piau&iacute; e Maranh&atilde;o); e RIDE Petrolina-Juazeiro (munic&iacute;pios da Bahia e Pernambuco). Recuperado de: <a href="http://www.mi.gov.br" target="_blank">http://www.mi.gov.br</a>.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><a href="#_ftnref6" name="_ftn6">[6]</a> Em muitas cidades brasileiras, algumas &aacute;reas que possuem os solos urbanos mais caros tamb&eacute;m s&atilde;o penalizadas pela precariedade de servi&ccedil;os, assim como h&aacute; tamb&eacute;m favelas localizadas em &aacute;reas pr&oacute;ximas &agrave;s resid&ecirc;ncias luxuosas das cidades que se beneficiam de alguns servi&ccedil;os, por essa raz&atilde;o (IBGE, 2010 b).</p>      ]]></body><back>
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