<?xml version="1.0" encoding="ISO-8859-1"?><article xmlns:mml="http://www.w3.org/1998/Math/MathML" xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xmlns:xsi="http://www.w3.org/2001/XMLSchema-instance">
<front>
<journal-meta>
<journal-id>2182-1267</journal-id>
<journal-title><![CDATA[GOT, Revista de Geografia e Ordenamento do Território]]></journal-title>
<abbrev-journal-title><![CDATA[GOT]]></abbrev-journal-title>
<issn>2182-1267</issn>
<publisher>
<publisher-name><![CDATA[Universidade do Porto - Faculdade de Letras]]></publisher-name>
</publisher>
</journal-meta>
<article-meta>
<article-id>S2182-12672018000100017</article-id>
<article-id pub-id-type="doi">10.17127/got/2018.13.016</article-id>
<title-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Formação e evolução morfológica de barras e ilhas em rios semiáridos: o contexto do baixo curso do Rio Jaguaribe, Ceará, Brasil]]></article-title>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Formation and morphological evolution of bar and islands in semi-arid rivers: the context of the low course of the Jaguaribe River, Ceará, Brazil]]></article-title>
</title-group>
<contrib-group>
<contrib contrib-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Queiroz]]></surname>
<given-names><![CDATA[Pedro]]></given-names>
</name>
<xref ref-type="aff" rid="A01"/>
</contrib>
<contrib contrib-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Pinheiro]]></surname>
<given-names><![CDATA[Lidriana]]></given-names>
</name>
<xref ref-type="aff" rid="A01"/>
</contrib>
<contrib contrib-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Cavalcante]]></surname>
<given-names><![CDATA[Andrea]]></given-names>
</name>
<xref ref-type="aff" rid="A01"/>
</contrib>
<contrib contrib-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Trindade]]></surname>
<given-names><![CDATA[Jorge]]></given-names>
</name>
<xref ref-type="aff" rid="A02"/>
</contrib>
</contrib-group>
<aff id="A01">
<institution><![CDATA[,Universidade Estadual do Ceará  ]]></institution>
<addr-line><![CDATA[Fortaleza Ceará]]></addr-line>
<country>Brasil</country>
</aff>
<aff id="A02">
<institution><![CDATA[,Universidade de Lisboa Instituto de Geografia e Ordenamento do Território ]]></institution>
<addr-line><![CDATA[Lisboa ]]></addr-line>
<country>Portugal</country>
</aff>
<pub-date pub-type="pub">
<day>30</day>
<month>06</month>
<year>2018</year>
</pub-date>
<pub-date pub-type="epub">
<day>30</day>
<month>06</month>
<year>2018</year>
</pub-date>
<numero>13</numero>
<fpage>363</fpage>
<lpage>388</lpage>
<copyright-statement/>
<copyright-year/>
<self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S2182-12672018000100017&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_abstract&amp;pid=S2182-12672018000100017&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_pdf&amp;pid=S2182-12672018000100017&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><abstract abstract-type="short" xml:lang="pt"><p><![CDATA[Este estudo trata da formação e evolução morfológica de barras e ilhas fluviais no baixo curso do rio Jaguaribe, particularmente no segmento a jusante da barragem do açude Castanhão, em anos secos e chuvosos. Metodologicamente, recorreu-se a determinação de anos-padrão secos e chuvosos, a utilização das ferramentas de sensoriamento remoto, através do uso de fotografias aéreas e softwares de geoprocessamento para o mapeamento das diferentes tipologias de barras e ilhas fluviais. Os resultados indicaram que a formação destas feições reflete as variações de vazão e precipitação no baixo curso do rio Jaguaribe, como comprovaram os dados do coeficiente de correlação linear de Pearson e do coeficiente de determinação, ou seja, nos anos considerados secos observou-se uma redução das feições devido à ausência de fluxos significativos para promover o transporte de sedimentos, ao passo que, em anos chuvosos verificou-se um incremento de barras fluviais, sobretudo pela ação cíclica dos processos erosivos e sedimentares que promovem a distribuição e redistribuição dos sedimentos no canal.]]></p></abstract>
<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[This study deals with the morphological evolutionary formation of bars and islands in the lower reaches of the Jaguaribe river, particularly without a segment downstream of the Castanhão dam, in dry and rainy years. Methodologically, we used the determination of dry and rainy standard years, the use of remote sensing tools, through the use of aerial photographs and geoprocessing software to map the different typologies of bars and river islands. The results indicated that the formation of these features reflects the flow and precipitation variations in the lower Jaguaribe river, as evidenced by the data of Pearson's linear correlation coefficient and the coefficient of determination, that is, in the years considered dry there was a due to the absence of significant flows to promote sediment transport, whereas, in rainy years, there was an increase in bars, mainly due to the cyclical action of the erosive and sedimentary processes that promote the distribution and redistribution of the sediments in the channel.]]></p></abstract>
<kwd-group>
<kwd lng="pt"><![CDATA[Rios Semiáridos]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[Barras e ilhas fluviais]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[Morfologia]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[Rivers Semi-Arid]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[Bars and River Islands]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[Morphology]]></kwd>
</kwd-group>
</article-meta>
</front><body><![CDATA[ <p align="right"><b>ARTIGO</b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Forma&ccedil;&atilde;o e evolu&ccedil;&atilde;o morfol&oacute;gica de barras e ilhas em rios semi&aacute;ridos: o contexto do baixo curso do Rio Jaguaribe, Cear&aacute;, Brasil</b></p>     <p><b>Formation and morphological evolution of bar and islands in semi-arid rivers: the context of the low course of the Jaguaribe River, Cear&aacute;, Brazil</b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Queiroz, Pedro</b><sup>1</sup>;<b> Pinheiro, Lidriana</b><sup>1</sup>;<b> Cavalcante, Andrea</b><sup>1</sup>;<b> Trindade, Jorge</b><sup>2</sup></p>     <p><sup>1</sup> Universidade Estadual do Cear&aacute; | Programa de P&oacute;s-Gradua&ccedil;&atilde;o em Geografia; Avenida Dr. Silas Munguba, 1700, Campus do Itaperi, Fortaleza,Cear&aacute;,Brasil; <a href="mailto:pedrobalduino@hotmail.com">pedrobalduino@hotmail.com</a>; <a href="mailto:lidriana.lgco@gmail.com">lidriana.lgco@gmail.com</a>; <a href="mailto:andrea.uece@gmail.com">andrea.uece@gmail.com</a></p>     <p><sup>2</sup> Universidade de Lisboa | Instituto de Geografia e Ordenamento do Territ&oacute;rio-IGOT; Rua Branca Edm&eacute;e Marques, Cidade Universit&aacute;ria, 1600-276 Lisboa, Portugal; <a href="mailto:jorge.trindade@uab.pt">jorge.trindade@uab.pt</a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>RESUMO</b></p>     <p>Este estudo trata da forma&ccedil;&atilde;o e evolu&ccedil;&atilde;o morfol&oacute;gica de barras e ilhas fluviais no baixo curso do rio Jaguaribe, particularmente no segmento a jusante da barragem do a&ccedil;ude Castanh&atilde;o, em anos secos e chuvosos. Metodologicamente, recorreu-se a determina&ccedil;&atilde;o de anos-padr&atilde;o secos e chuvosos, a utiliza&ccedil;&atilde;o das ferramentas de sensoriamento remoto, atrav&eacute;s do uso de fotografias a&eacute;reas e <i>softwares</i> de geoprocessamento para o mapeamento das diferentes tipologias de barras e ilhas fluviais. Os resultados indicaram que a forma&ccedil;&atilde;o destas fei&ccedil;&otilde;es reflete as varia&ccedil;&otilde;es de vaz&atilde;o e precipita&ccedil;&atilde;o no baixo curso do rio Jaguaribe, como comprovaram os dados do coeficiente de correla&ccedil;&atilde;o linear de Pearson e do coeficiente de determina&ccedil;&atilde;o, ou seja, nos anos considerados secos observou-se uma redu&ccedil;&atilde;o das fei&ccedil;&otilde;es devido &agrave; aus&ecirc;ncia de fluxos significativos para promover o transporte de sedimentos, ao passo que, em anos chuvosos verificou-se um incremento de barras fluviais, sobretudo pela a&ccedil;&atilde;o c&iacute;clica dos processos erosivos e sedimentares que promovem a distribui&ccedil;&atilde;o e redistribui&ccedil;&atilde;o dos sedimentos no canal.</p>     <p><b>&nbsp;</b></p>     <p><b>Palavras-chave</b>: Rios Semi&aacute;ridos, Barras e ilhas fluviais, Morfologia</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>ABSTRACT</b></p>     <p>This study deals with the morphological evolutionary formation of bars and islands in the lower reaches of the Jaguaribe river, particularly without a segment downstream of the Castanh&atilde;o dam, in dry and rainy years. Methodologically, we used the determination of dry and rainy standard years, the use of remote sensing tools, through the use of aerial photographs and geoprocessing software to map the different typologies of bars and river islands. The results indicated that the formation of these features reflects the flow and precipitation variations in the lower Jaguaribe river, as evidenced by the data of Pearson's linear correlation coefficient and the coefficient of determination, that is, in the years considered dry there was a due to the absence of significant flows to promote sediment transport, whereas, in rainy years, there was an increase in bars, mainly due to the cyclical action of the erosive and sedimentary processes that promote the distribution and redistribution of the sediments in the channel.</p>     <p><b>&nbsp;</b></p>     <p><b>Keywords: </b>Rivers Semi-Arid, Bars and River Islands, Morphology</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><b>1. Introdu&ccedil;&atilde;o</b></p>     <p>As barras e ilhas fluviais configuram-se como elementos morfol&oacute;gicos marcantes nos variados padr&otilde;es de canais e refletem o ajuste nas condi&ccedil;&otilde;es de fluxo e no transporte de sedimentos. Assim, s&atilde;o resultantes de sucessivos eventos erosivos e sedimentares na plan&iacute;cie e no canal, diferenciando-se quanto aos processos formativos e evolutivos, sobretudo no que se refere &agrave; instabilidade morfol&oacute;gica e ao comportamento frente ao n&iacute;vel de margens plenas.</p>     <p>O termo barra fluvial &eacute; empregado para caracterizar desde uma simples fei&ccedil;&atilde;o deposicional at&eacute; complexas formas decorrentes de m&uacute;ltiplos eventos erosivos e deposicionais (COLLINSON, 1986), cujas taxas de migra&ccedil;&atilde;o podem variar de horas, dias, meses ou at&eacute; anos, dependendo de condicionantes clim&aacute;ticos, topogr&aacute;ficos e hidrol&oacute;gicos (SMITH, 1974; STEVAUX <i>et al</i>. 1992).</p>     <p>As ilhas fluviais, por sua vez, caracterizam-se pela relativa estabilidade diante dos processos erosivos e sedimentares, sobretudo pela presen&ccedil;a de vegeta&ccedil;&atilde;o, que, embora constitua um bom indicador de estabilidade e forne&ccedil;a uma distin&ccedil;&atilde;o entre uma barra e uma ilha, n&atilde;o &eacute; necessariamente um requisito para conceituar uma ilha fluvial (LEOPOLD e WOLMAN, 1957; BRICE, 1964; STEVAUX, 1992; OSTERKAMP, 1998; WYRICK, 2005; S&Aacute;NCHEZ MOYA e SOPE&Ntilde;A, 2010). O desenvolvimento da vegeta&ccedil;&atilde;o nas ilhas fluviais &eacute; controlado, dentre outros fatores, pelo tempo de emers&atilde;o da superf&iacute;cie da barra, pelo tipo de sedimentos e pelo tipo de vegeta&ccedil;&atilde;o dispon&iacute;vel para coloniza&ccedil;&atilde;o (DORING e TOCKNER, 2009; S&Aacute;NCHEZ MOYA e SOPE&Ntilde;A, 2010), de modo que tais fatores influenciam diretamente na natureza das ilhas, no tamanho potencial e na capacidade de resist&ecirc;ncia frente aos processos erosivos.</p>     <p>Este estudo visa contribuir para o avan&ccedil;o das pesquisas em Geomorfologia fluvial, particularmente no semi&aacute;rido, onde o regime de escoamento e o transporte de sedimentos nos canais fluviais s&atilde;o fortemente condicionados pelo regime pluviom&eacute;trico e pela din&acirc;mica de barramentos, em raz&atilde;o da constru&ccedil;&atilde;o de a&ccedil;udes e barragens. Embora bastante estudada, a plan&iacute;cie fluvial do rio Jaguaribe ainda suscita pesquisas relacionadas &agrave; sua din&acirc;mica morfol&oacute;gica, especialmente acerca dos processos evolutivos em barras e ilhas fluviais. O baixo Jaguaribe ocupa uma &aacute;rea de aproximadamente 8.893km&sup2;, drenando a &aacute;rea de 13 munic&iacute;pios. O recorte de estudo desta pesquisa abrange o canal fluvial do rio Jaguaribe em seu baixo curso, contemplando uma extens&atilde;o de aproximadamente 130 km, drenando de modo mais expressivo os munic&iacute;pios de Tabuleiro do Norte, Russas, Limoeiro do Norte, Fortim, Jaguaruana, Itaicaba e Aracati (Ver <a href="#f1">Figura 1</a>).</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="f1">     <p><img src="/img/revistas/got/n13/n13a17f1.gif"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>2. Materiais e m&eacute;todos</b></p>     <p>Em termos gerais, a metodologia empregada compreendeu tr&ecirc;s etapas espec&iacute;ficas e complementares, a saber: 1&ordf;) defini&ccedil;&atilde;o de anos-padr&atilde;o secos e chuvosos, 2&ordf;) mapeamento morfol&oacute;gico da quantidade e &aacute;rea de barras e ilhas fluviais, 3&ordf;) tratamento estat&iacute;stico dos dados e discuss&atilde;o dos resultados.</p>     <p>Considerando que em regi&otilde;es semi&aacute;ridas a precipita&ccedil;&atilde;o &eacute; a vari&aacute;vel mais importante a definir um padr&atilde;o para um sistema fluvial, observou-se que os regimes pluvial e fluvial no rio Jaguaribe apresentam caracter&iacute;sticas semelhantes, ou seja, os anos mais chuvosos correspondem aos momentos de maior energia no canal. Em contrapartida, nos anos menos chuvosos, observam-se os menores fluxos de energia no rio. Desse modo, para o estudo da evolu&ccedil;&atilde;o morfol&oacute;gica em barras e ilhas no rio Jaguaribe, optou-se pela determina&ccedil;&atilde;o de anos-padr&atilde;o secos (baixa energia) e chuvosos (alta energia), com o intuito de compreender as repercuss&otilde;es das varia&ccedil;&otilde;es pluviom&eacute;tricas na morfologia de barras e ilhas fluviais.</p>     <p>Assim, o processo de elei&ccedil;&atilde;o de anos padr&atilde;o se desenvolveu levando em conta um tratamento estat&iacute;stico em torno do m&eacute;todo de Tavares (1976), denominado Desvio Percentual das Precipita&ccedil;&otilde;es Sazonais (DPPS), que prop&otilde;e por meio de dados mensais, sazonais e anuais uma an&aacute;lise temporal a cerca da realidade de distribui&ccedil;&atilde;o pluviom&eacute;trica durante uma s&eacute;rie hist&oacute;rica. O m&eacute;todo prop&otilde;e uma classifica&ccedil;&atilde;o de tr&ecirc;s tipos de anos-padr&atilde;o: o ano seco, o habitual e o chuvoso<i>.</i></p>     <p>Incialmente foram corrigidas as falhas para a cada uma das esta&ccedil;&otilde;es consideradas no estudo, ao passo que, a etapa seguinte consistiu na organiza&ccedil;&atilde;o dos dados em torno dos totais mensais, respeitando seus limites anuais. Em seguida, os dados foram agrupados em per&iacute;odos trimestrais, correspondentes a cada uma das esta&ccedil;&otilde;es do ano (ver&atilde;o, outono, inverno e primavera), permitindo assim, o calculo da precipita&ccedil;&atilde;o m&eacute;dia de cada uma das esta&ccedil;&otilde;es. Na sequ&ecirc;ncia, calculou-se o desvio m&eacute;dio para cada esta&ccedil;&atilde;o do ano, a partir do valor da m&eacute;dia trimestral subtra&iacute;do pelo valor da m&eacute;dia geral. Pelo desvio m&eacute;dio, chegou-se ao desvio percentual, que &eacute; resultado da divis&atilde;o do desvio m&eacute;dio pela m&eacute;dia geral do ano, multiplicado por 100 Conforme Tavares (1976) os desvios pr&oacute;ximos de 0 (zero) s&atilde;o considerados <i>habituais</i>; aqueles que apresentaram grandes desvios positivos s&atilde;o os <i>chuvosos; </i>&nbsp;e os de grandes desvios negativos correspondem aos <i>secos.</i></p>     <p>Estabelecidos os anos-padr&atilde;o e considerando a disponibilidade de imagens de sat&eacute;lite para a &aacute;rea, optou-se por estudar os anos de 1958, 1984, 2001, 2009, 2014. A escolha dos anos citados permitiu avaliar a evolu&ccedil;&atilde;o morfol&oacute;gica de barras e ilhas numa perspectiva temporal de 56 anos, com &ecirc;nfase nas varia&ccedil;&otilde;es do regime pluviom&eacute;trico (anos secos e chuvosos), concomitantemente.</p>     <p>O ano de 1958 marca o in&iacute;cio da disponibilidade de imagens para a &aacute;rea, e mesmo n&atilde;o tendo sido considerado na determina&ccedil;&atilde;o dos anos-padr&atilde;o (em raz&atilde;o da falha de dados na s&eacute;rie hist&oacute;rica), estudos anteriores realizados Cavalcante (2012) o evidenciam como um ano bastante seco. Conforme a aplica&ccedil;&atilde;o da metodologia dos anos-padr&atilde;o, 1984 foi definido como um ano chuvoso (cuja precipita&ccedil;&atilde;o m&eacute;dia anual foi de 1144,9mm ano<sup>-1</sup> e a vaz&atilde;o m&eacute;dia anual registrada foi 153,5m&sup3; s<sup>-1</sup>); o ano de 2001 foi considerado seco (cuja precipita&ccedil;&atilde;o m&eacute;dia anual foi de 437,8mm ano<sup>-1</sup> e a vaz&atilde;o m&eacute;dia anual foi 8,62m&sup3; s<sup>-1</sup>); o ano de 2009 foi considerado chuvoso (cuja precipita&ccedil;&atilde;o m&eacute;dia anual foi elevada, em torno de 1305mm ano<sup>-1</sup>, e a vaz&atilde;o m&eacute;dia anual foi de 195, m&sup3; s<sup>-1</sup>); 2014 foi considerado um ano seco (cuja precipita&ccedil;&atilde;o m&eacute;dia anual foi de 448,2mm ano<sup>-1</sup> e a vaz&atilde;o m&eacute;dia anual foi de 10,3m&sup3; s<sup>-1</sup>) e marca o mapeamento mais recente da &aacute;rea.</p>     <p>&nbsp;Para o ano de 1958, foram utilizadas fotografias a&eacute;reas cedidas pelo Instituto do Desenvolvimento Agr&aacute;rio do Cear&aacute;-IDACE na escala de 1:25.000; para os anos de 1984, 2001, 2009&nbsp; foram&nbsp; utilizadas imagens de sat&eacute;lite do sensor <i>Landsat 5</i>/<i>Thematic Mapper</i> (TM),&nbsp; disponibilizadas pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais-INPE; e para o ano de 2014 foram utilizadas imagens do <i>Landsat 8</i>, sensor <i>Operational Land Imager</i> (OLI),&nbsp; obtidas junto ao Servi&ccedil;o Geol&oacute;gico Americano-USGS.</p>     <p>O passo seguinte consistiu no georreferenciamento das imagens para compatibilizar as fotografias a&eacute;reas com as imagens de sat&eacute;lite do <i>Landsat 5</i> e do <i>Landsat 8.</i> A sobreposi&ccedil;&atilde;o destas imagens possibilitou uma an&aacute;lise da mobilidade das ilhas e barras fluviais, permitindo assim inferir algumas quest&otilde;es sobre a din&acirc;mica morfol&oacute;gica do canal. Cabe salientar que as datas das imagens correspondem ao per&iacute;odo p&oacute;s-esta&ccedil;&atilde;o chuvosa na regi&atilde;o, quando se verificou uma menor din&acirc;mica de fluxos no rio, bem como uma menor cobertura de nuvens nas imagens. Ademais, o processamento das imagens de sat&eacute;lite e das fotografias a&eacute;reas, bem como a quantifica&ccedil;&atilde;o das fei&ccedil;&otilde;es morfol&oacute;gicas, foram realizados utilizando-se as ferramentas do <i>software</i> ArcGIS 10.1.</p>     <p>As diferentes tipologias de barras e ilhas fluviais identificadas no canal do rio Jaguaribe foram classificadas tomando como base as propostas de Charlton (2007), Stevaux <i>et al.</i> (1992), Stevaux (1993), Morais (2002, 2006) e Leli (2015), considerando, para tanto, as condi&ccedil;&otilde;es especificas de semiaridez do rio Jaguaribe.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A etapa final envolveu a sistematiza&ccedil;&atilde;o, a integra&ccedil;&atilde;o e a interpreta&ccedil;&atilde;o das informa&ccedil;&otilde;es obtidas nas etapas anteriores. Inicialmente foram pormenorizados os dados referentes &agrave; quantidade, &agrave; &aacute;rea e &agrave; varia&ccedil;&atilde;o percentual das fei&ccedil;&otilde;es morfol&oacute;gicas. Em seguida, de posse dos dados de vaz&atilde;o m&eacute;dia anual, obtidos juntos &agrave; Ag&ecirc;ncia Nacional de &Aacute;guas-ANA, e da quantidade de barras fluviais para cada uma das tipologias, foram estipulados os Coeficientes de Correla&ccedil;&atilde;o de Pearson (r) e de Determina&ccedil;&atilde;o (R&sup2;) para avaliar o grau de associa&ccedil;&atilde;o entre essas vari&aacute;veis. Para este estudo, considerou-se como uma correla&ccedil;&atilde;o positiva entre as vari&aacute;veis os valores superiores a 0,5 (TRIOLA, 1999; NAGHETTINI e PINTO, 2007).</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>3. </b><b>Resultados e discuss&otilde;es</b></p>     <p>Inicialmente foram analisados os dados morfol&oacute;gicos referentes ao total de barras fluviais. Assim, no ano de 1958, considerado seco, foram contabilizadas 154 barras fluviais recobrindo uma &aacute;rea de aproximadamente 30,5km&sup2;, ao passo que, no ano de 1984, considerado chuvoso, essas fei&ccedil;&otilde;es passaram a ocupar uma &aacute;rea de 37,1km&sup2;, distribu&iacute;da em 203 barras, evidenciando, portanto, um aumento de 31,8% na quantidade e 21,6% na &aacute;rea de barras fluviais.</p>     <p>No ano de 2001, considerado um ano seco e, portanto, de baixos fluxos no canal, as barras apresentaram uma redu&ccedil;&atilde;o em rela&ccedil;&atilde;o ao ano de 1984, de modo que se verificou a exist&ecirc;ncia de 157 barras fluviais, ocupando uma &aacute;rea de cerca de 30 km&sup2;, o que relevou uma redu&ccedil;&atilde;o percentual na quantidade e na &aacute;rea de 22,6% e 19,1%, respectivamente. Como se pode observar, o aumento da precipita&ccedil;&atilde;o e da vaz&atilde;o entre os anos de 1958 e 1984 e, em seguida, a redu&ccedil;&atilde;o entre os anos de 1984 e 2001 mantiveram rela&ccedil;&atilde;o direta com a din&acirc;mica de forma&ccedil;&atilde;o de barras fluviais no canal.</p>     <p>Em 2009, verificou-se um novo ciclo de agrada&ccedil;&atilde;o no canal, evidenciado pelo incremento quantitativo e areal das fei&ccedil;&otilde;es, de forma que foram identificadas 205 barras recobrindo uma &aacute;rea no canal de cerca de 36km&sup2;, o que percentualmente revelou um aumento quantitativo e areal de 30,5% e 20%, respectivamente, em rela&ccedil;&atilde;o ao ano de 2001. Em anos chuvosos, como 2009, por exemplo, acredita-se que, mesmo ap&oacute;s o per&iacute;odo de picos de fluxos, os materiais depositados lateralmente e na parte superior (<i>top bar</i>) das barras fluviais possam ser expostos &agrave; a&ccedil;&atilde;o de pequenas correntes erosivas que remodelam essas fei&ccedil;&otilde;es, levando-as a adquirir diferentes morfologias.&nbsp;&nbsp;</p>     <p>No ano de 2014, ainda que as barras fluviais tenham apresentado uma redu&ccedil;&atilde;o quantitativa, totalizando 153 fei&ccedil;&otilde;es (52 barras fluviais a menos que no ano de 2009), registrou-se um sens&iacute;vel incremento areal de 1,2km&sup2;, ocupando uma &aacute;rea de 37,2km&sup2;. Assim, entre 2009 e 2014, as barras fluviais apresentaram um decr&eacute;scimo percentual em quantidade de 25,3% e um acr&eacute;scimo percentual em &aacute;rea de 3,3%. Nota-se que, apesar do intervalo temporal de an&aacute;lise, entre 2001 e 2014 ser reduzido (13 anos), o retrabalhamento das fei&ccedil;&otilde;es manteve-se praticamente igual &agrave;quele verificado no per&iacute;odo de 1984 e 2001 (portanto, um intervalo temporal maior, de 20 anos), quando se verificou uma m&eacute;dia de forma&ccedil;&atilde;o de aproximadamente 48 a 50 barras entre um per&iacute;odo e outro. Essa din&acirc;mica indica que no rio Jaguaribe o ciclo de vida das barras fluviais &eacute; curto, em fun&ccedil;&atilde;o da r&aacute;pida mobilidade dos sedimentos entre o per&iacute;odo seco e chuvoso, fazendo com que essas fei&ccedil;&otilde;es n&atilde;o se estabilizem por longos per&iacute;odos no canal, sobretudo em eventos de cheias.&nbsp;</p>     <p>Sumarizando, nota-se que a din&acirc;mica de forma&ccedil;&atilde;o de barras fluviais no baixo curso do rio Jaguaribe se d&aacute; em conson&acirc;ncia com a din&acirc;mica das precipita&ccedil;&otilde;es e vaz&otilde;es, de modo que, nos anos considerados secos (2001 e 2014) observou-se uma redu&ccedil;&atilde;o das fei&ccedil;&otilde;es devido &agrave; aus&ecirc;ncia de fluxos significativos para promover o transporte de sedimentos, ao passo que, em 1984 e 2009 houve um incremento de barras fluviais, sobretudo pela entrada de novos fluxos no canal, que, pela a&ccedil;&atilde;o c&iacute;clica dos processos erosivos e sedimentares, promoveram a redistribui&ccedil;&atilde;o dos sedimentos no canal, culminando em fei&ccedil;&otilde;es morfol&oacute;gicas de diferentes tamanhos e formas geom&eacute;tricas, a saber, barras laterais, centrais, longitudinais, em pontal.&nbsp;</p>     <p>Tal afirma&ccedil;&atilde;o pode ser validada com base nos dados de correla&ccedil;&atilde;o linear e do coeficiente de determina&ccedil;&atilde;o, obtidos a partir da intersec&ccedil;&atilde;o das vari&aacute;veis precipita&ccedil;&atilde;o, vaz&atilde;o e quantidade total de barras fluviais. Inicialmente, para a rela&ccedil;&atilde;o entre a vaz&atilde;o m&eacute;dia anual e a quantidade total de barras fluviais, obteve-se um coeficiente de correla&ccedil;&atilde;o de 0,9869 e um coeficiente de determina&ccedil;&atilde;o 0,974 (R&sup2; = 97%), ao passo que para a rela&ccedil;&atilde;o entre a precipita&ccedil;&atilde;o m&eacute;dia anual e a quantidade total de barras fluviais, obteve-se um coeficiente de correla&ccedil;&atilde;o de 0,9911 e um coeficiente de determina&ccedil;&atilde;o de 0,982 (R&sup2; = 98%). Em ambas as an&aacute;lises, os valores da correla&ccedil;&atilde;o linear de Pearson s&atilde;o superiores a 0,5, indicando uma associa&ccedil;&atilde;o linear forte positiva entre as vari&aacute;veis, ou seja, &agrave; medida que houve oscila&ccedil;&otilde;es de precipita&ccedil;&atilde;o e vaz&atilde;o, ocorreram varia&ccedil;&otilde;es na quantidade total de barras laterais no baixo curso do rio Jaguaribe, como retratam as figuras <a href="#f2">2</a> e <a href="#f3">3</a>.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p> <a name="f2">     <p><img src="/img/revistas/got/n13/n13a17f2.gif"></p>     
<p>&nbsp;</p> <a name="f3">     <p><img src="/img/revistas/got/n13/n13a17f3.gif"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>Em seguida, foram analisados dos dados morfol&oacute;gicos relacionados &agrave;s barras laterais e centrais. Os resultados mostraram que, no ano de 1958, considerado seco, as barras laterais somavam 107 fei&ccedil;&otilde;es ocupando uma &aacute;rea de 19,1km&sup2;, enquanto, em 1984, foram contabilizadas 147 fei&ccedil;&otilde;es recobrindo uma &aacute;rea de 29,6km&sup2;, revelando um aumento percentual de 37,3% na quantidade e 55% na &aacute;rea de barras laterais.</p>     <p>&nbsp;Em contrapartida, no ano de 2001, considerado seco, as barras laterais apresentaram um decr&eacute;scimo quantitativo e areal, de modo que foram contabilizadas 113 fei&ccedil;&otilde;es laterais ocupando uma &aacute;rea de 27,2km&sup2;. Em termos percentuais, os dados demonstraram uma diminui&ccedil;&atilde;o de 23,1% na quantidade e 8,1% na &aacute;rea dessas fei&ccedil;&otilde;es em rela&ccedil;&atilde;o ao ano de 1984. Decerto, a redu&ccedil;&atilde;o de barras laterais entre 1984 e 2001 est&aacute; relacionada ao fato de que os baixos fluxos propiciaram o desenvolvimento de vegeta&ccedil;&atilde;o na superf&iacute;cie das barras, favorecendo a anexa&ccedil;&atilde;o destas &agrave; plan&iacute;cie de inunda&ccedil;&atilde;o.</p>     <p>&nbsp;Contudo, no ano de 2009, as barras laterais voltaram a apresentar um aumento em fun&ccedil;&atilde;o dos elevados fluxos registrados, de modo que foram identificadas 133 fei&ccedil;&otilde;es, abrangendo uma &aacute;rea de 27,7km&sup2;. Esses valores equivalem a um aumento percentual de 17,7% na quantidade e 2,5% na &aacute;rea em rela&ccedil;&atilde;o ao ano de 2001.</p>     <p>No ano de 2014, considerado seco, as barras laterais apresentaram uma redu&ccedil;&atilde;o na quantidade, de modo que, foram mapeadas 122 fei&ccedil;&otilde;es, no entanto, com uma &aacute;rea de 30,7 km&sup2;, representando em termos absolutos, uma redu&ccedil;&atilde;o quantitativa de 11 barras, e um aumento areal de 3km&sup2;.</p>     <p>Outra investiga&ccedil;&atilde;o importante realizada nesse momento, diz respeito aos dados do coeficiente de correla&ccedil;&atilde;o linear e de determina&ccedil;&atilde;o estimados para a rela&ccedil;&atilde;o vaz&atilde;o, precipita&ccedil;&atilde;o e quantidade de barras laterais. A rela&ccedil;&atilde;o entre a vaz&atilde;o m&eacute;dia anual e a quantidade total de barras laterais revelou um coeficiente de correla&ccedil;&atilde;o de 0,8052 e um coeficiente de determina&ccedil;&atilde;o de 0,6484 (R&sup2;= 65%), ao passo que para a rela&ccedil;&atilde;o entre a precipita&ccedil;&atilde;o m&eacute;dia anual e a quantidade total de barras laterais, obteve-se um coeficiente de correla&ccedil;&atilde;o de 0,8234 e um coeficiente de determina&ccedil;&atilde;o de 0,678 (R&sup2;=68%).</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>As barras centrais expressaram importantes altera&ccedil;&otilde;es do ponto de vista quantitativo e areal ao longo do per&iacute;odo analisado, indicando diferentes ajustes no comportamento morfol&oacute;gico do canal. Assim, no ano de 1958, foram contabilizadas 47 fei&ccedil;&otilde;es ocupando uma &aacute;rea de 11,4km&sup2;, ao passo que, em 1984, os dados indicaram um aumento quantitativo para 56 barras centrais, no entanto, com uma redu&ccedil;&atilde;o areal de 7,4km&sup2;, indicando, em termos percentuais, um aumento de 19,1% na quantidade, com uma redu&ccedil;&atilde;o areal da ordem de 35%.</p>     <p>Os valores observados para os anos de 1958 e 1984 revelaram que o retrabalhamento das barras centrais pela a&ccedil;&atilde;o dos processos erosivos contribuiu para o incremento quantitativo, no entanto, as fei&ccedil;&otilde;es apresentaram menores dimens&otilde;es em termos de &aacute;rea. A justificativa para isso pode estar associada ao fato de que as barras de tamanho m&eacute;dio e grande, desprovidas de vegeta&ccedil;&atilde;o, possam ter se fragmentado em barras menores, o que contribuiu para um incremento quantitativo de fei&ccedil;&otilde;es em 1984. De todo modo, essa din&acirc;mica observada em 1984 revelou um canal bastante entrela&ccedil;ado, cujo surgimento de novas barras centrais esteve diretamente associado &agrave; divis&atilde;o da linha de fluxo.</p>     <p>Em 2001, cuja precipita&ccedil;&atilde;o e vaz&atilde;o m&eacute;dias anuais foram reduzidas, as barras centrais apresentaram uma diminui&ccedil;&atilde;o na quantidade e na &aacute;rea, de forma que foram contabilizadas 44 fei&ccedil;&otilde;es (12 fei&ccedil;&otilde;es a menos que em 1984) ocupando uma &aacute;rea de 2,9km&sup2;, revelando, portanto, uma redu&ccedil;&atilde;o percentual de 21,4% na quantidade e 60,8% na &aacute;rea. Esse decr&eacute;scimo na quantidade de barras centrais verificado em 2001 indica uma sens&iacute;vel tend&ecirc;ncia de retifica&ccedil;&atilde;o do canal, com a diminui&ccedil;&atilde;o do n&uacute;mero de fluxos secund&aacute;rios, e a incorpora&ccedil;&atilde;o de barras centrais &agrave;s margens do rio.</p>     <p>No ano de 2009, considerado chuvoso, verificou-se uma nova fase de agrada&ccedil;&atilde;o no rio, evidenciada pelo acr&eacute;scimo das fei&ccedil;&otilde;es, que passaram a ocupar uma &aacute;rea de 8,4km&sup2;, correspondendo a 72 barras centrais, que equivalem a um aumento percentual de 63,6% na quantidade e de 189,6% na &aacute;rea, denotando, portanto, que o canal encontrava-se mais entrela&ccedil;ado por barras e ilhas fluviais em rela&ccedil;&atilde;o ao ano de 2001. Por&eacute;m, no ano de 2014, essas fei&ccedil;&otilde;es voltaram a apresentar uma redu&ccedil;&atilde;o, de maneira que foram mapeadas 31 fei&ccedil;&otilde;es centrais ocupando uma &aacute;rea de 6,4km&sup2;, equivalente a uma redu&ccedil;&atilde;o percentual de 56,9% na quantidade e 23,8% na &aacute;rea de barras centrais.</p>     <p>Considerando que o &iacute;ndice de entrela&ccedil;amento do canal por barras fluviais aumenta com a carga de sedimentos e diminui com a presen&ccedil;a de vegeta&ccedil;&atilde;o (COULTHARD, 2005), &eacute; poss&iacute;vel presumir que em anos secos, como 1958, 2001 e 2014, por exemplo, os baixos fluxos associados ao desenvolvimento da vegeta&ccedil;&atilde;o sobre as barras centrais tenderam a estabilizar o padr&atilde;o de canal, diminuindo a eros&atilde;o e a disponibilidade de sedimentos (inibindo a forma&ccedil;&atilde;o de novas barras centrais), e, portanto reduzindo o &iacute;ndice de entrela&ccedil;amento. Por outro lado, em anos chuvosos como 1984 e 2009, o entrela&ccedil;amento do canal &eacute; maior em virtude do maior aporte de &aacute;gua e sedimentos.</p>     <p>A rela&ccedil;&atilde;o entre a vaz&atilde;o m&eacute;dia anual e quantidade total de barras centrais revelou um coeficiente de correla&ccedil;&atilde;o de 0,9262 e um coeficiente de determina&ccedil;&atilde;o de 0,8579 (R&sup2;= 85%), ao passo que para a rela&ccedil;&atilde;o precipita&ccedil;&atilde;o m&eacute;dia anual e a quantidade total de barras laterais obteve-se um coeficiente de correla&ccedil;&atilde;o de 0,9178 e um coeficiente de determina&ccedil;&atilde;o de 0,8425 (R&sup2;=84%). Tanto para as barras laterais, quanto para as barras centrais, os valores da correla&ccedil;&atilde;o linear de Pearson foram superiores a 0,5, indicando uma associa&ccedil;&atilde;o linear forte positiva entre as vari&aacute;veis.</p>     <p>O mapeamento mostrou a predomin&acirc;ncia de barras laterais e centrais ao longo de toda a escala temporal, especialmente nos segmentos que drenam os munic&iacute;pios de S&atilde;o Jo&atilde;o do Jaguaribe, Tabuleiro do Norte (Distrito de Peixe Gordo) e Limoeiro do Norte. Em adi&ccedil;&atilde;o, observou-se que as barras laterais e centrais de menor porte apresentaram uma maior mobilidade ao longo da escala temporal estudada, ao passo que as de m&eacute;dio e grande porte, especialmente as que se encontravam vegetadas, demonstraram um retrabalhamento preferencial nas bordas, exceto em per&iacute;odos de grandes fluxos no canal. Do ponto de vista comparativo, acredita-se que, mesmo nos per&iacute;odos de cheias, as barras de grande porte em rios de &aacute;reas semi&aacute;ridas sofram de modo mais acentuado a eros&atilde;o nas bordas quando comparadas &agrave;s barras de grande porte em rios de &aacute;reas &uacute;midas/sub&uacute;midas, haja vista a intensidade dos fluxos fluviais durante o per&iacute;odo chuvoso. Esse processo contribui, inclusive, para que ocorram altera&ccedil;&otilde;es na morfologia das barras centrais e laterais, mudando completamente a geometria entre os per&iacute;odos seco e chuvoso.</p>     <p>&nbsp;Essa din&acirc;mica observada no rio Jaguaribe corrobora com a ideia de Stevaux (1992) de que, dependendo da dimens&atilde;o areal das barras, o comportamento deposicional parece ser mais significativo para a evolu&ccedil;&atilde;o de barras laterais, enquanto, para as barras centrais, os processos erosivos s&atilde;o mais importantes, contribuindo para um retrabalhamento cont&iacute;nuo.</p>     <p>&nbsp;Em alguns trechos do canal, foi poss&iacute;vel observar a ocorr&ecirc;ncia de barras centrais com prolongamento do tipo <i>flank bar</i> (RICE, <i>et al</i>. 2009), como mostra a <a href="#f4">figura 4</a>,&nbsp; em que uma das extremidades da barra apresenta um alongamento longitudinal formando uma esp&eacute;cie de &ldquo;cauda&rdquo;. Cant e Walker (1978) e Asworth <i>et&nbsp; al.</i> (2000) ressaltam que, em planta, essas barras apresentam configura&ccedil;&otilde;es variadas, onde a barra unit&aacute;ria atua como um n&uacute;cleo em cujos extremos se aderem outras. Com frequ&ecirc;ncia, a acre&ccedil;&atilde;o se produz preferencialmente em um dos lados, de modo que a morfologia final &eacute; assim&eacute;trica.</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="f4">     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><img src="/img/revistas/got/n13/n13a17f4.gif"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>As barras em pontal foram mapeadas em trechos onde o canal apresenta um padr&atilde;o me&acirc;ndrico, permitindo avaliar as condi&ccedil;&otilde;es hidrodin&acirc;micas que se desenvolvem nas margens c&ocirc;ncavas e convexas das curvas do rio. No caso do rio Jaguaribe, a din&acirc;mica de sedimenta&ccedil;&atilde;o observada em ambas as margens (c&ocirc;ncava e convexa) contradiz o esquema te&oacute;rico tradicional acerca do comportamento morfol&oacute;gico dos meandros, demonstrando que a acre&ccedil;&atilde;o lateral n&atilde;o se produz exclusivamente nas margens convexas.</p>     <p>Quanto aos dados, verificou-se que no ano de 1958 foram contabilizadas 19 barras em pontal, ocupando uma &aacute;rea de 4,2km&sup2;, ao passo que, em 1984, ocorreu um incremento de 26 fei&ccedil;&otilde;es ocupando uma &aacute;rea de aproximadamente 5,7km&sup2;, distribu&iacute;das ao longo dos trechos sinuosos do canal. Em termos percentuais, verificou-se um aumento de 35,7% na &aacute;rea e 36,4% no n&uacute;mero de fei&ccedil;&otilde;es.</p>     <p>Quando confrontados os mapas de evolu&ccedil;&atilde;o dos anos de 1958 (seco) e 1984 (chuvoso), observou-se que, al&eacute;m do aumento quantitativo e areal, as barras em pontal no baixo curso do rio Jaguaribe apresentaram muta&ccedil;&otilde;es morfol&oacute;gicas importantes, sobretudo na posi&ccedil;&atilde;o e forma ao longo do canal, tendo em vista que algumas dessas fei&ccedil;&otilde;es evolu&iacute;ram para barras centrais e vice-versa. De outro modo, verificou-se que as varia&ccedil;&otilde;es de fluxo produziram impactos significativos na morfologia dessas fei&ccedil;&otilde;es, haja vista que, ap&oacute;s um per&iacute;odo de cheias, como observado no ano de 1984, os processos deposicionais ocorreram predominantemente nas extremidades da barra, ou seja, na cauda da barra (<i>bar tail</i>), favorecendo o desenvolvimento areal desse setor em detrimento de outros, como, por exemplo, a cabe&ccedil;a da barra (<i>bar head)</i>, como mostram as figuras <a href="#f5">5</a> e <a href="#f6">6</a>.</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="f5">     <p><img src="/img/revistas/got/n13/n13a17f5.gif"></p>     
<p>&nbsp;</p> <a name="f6">     <p><img src="/img/revistas/got/n13/n13a17f6.gif"></p>     
<p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Em 2001, essas fei&ccedil;&otilde;es apresentaram uma significativa redu&ccedil;&atilde;o, de modo que foram identificadas 16 barras em pontal, recobrindo uma &aacute;rea de 4,7km&sup2;. Entre 1984 e 2001, observou-se uma redu&ccedil;&atilde;o percentual de 38,4% na quantidade e 17,7% na &aacute;rea dessas fei&ccedil;&otilde;es.&nbsp; No ano de 2001, no segmento em estudo, verificou-se a desagrega&ccedil;&atilde;o da barra central, resultando em uma barra central de menor dimens&atilde;o areal (III) em rela&ccedil;&atilde;o ao ano de 1984, e a forma&ccedil;&atilde;o de uma nova barra central longitudinal (IV), cen&aacute;rio bastante semelhante &agrave;quele verificado em 1958 (<a href="#f7">Figura 7</a>).</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="f7">     <p><img src="/img/revistas/got/n13/n13a17f7.gif"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>Contudo, no ano de 2009, as barras em pontal voltaram a apresentar significativo acr&eacute;scimo, de maneira que foram mapeadas 36 fei&ccedil;&otilde;es, abrangendo uma &aacute;rea de 9,4km&sup2;, revelando, portanto, um aumento percentual em quantidade e &aacute;rea da ordem de 125% e 100%, respectivamente, em rela&ccedil;&atilde;o ao ano de 2001. No ano de 2014, essas fei&ccedil;&otilde;es apresentaram um novo acr&eacute;scimo, sendo contabilizadas 39 fei&ccedil;&otilde;es, ocupando uma &aacute;rea de 9,6km&sup2;, o que indicou um aumento percentual de 8,3% na quantidade e 2,1% na &aacute;rea dessas fei&ccedil;&otilde;es. Acredita-se que uma parcela dos sedimentos que adentraram o canal para a forma&ccedil;&atilde;o dessas barras em pontal sejam provenientes do pr&oacute;prio aporte do rio (sobretudo em 2009, por se tratar de um ano chuvoso, cuja din&acirc;mica de fluxos e sedimentos foi intensa), bem como em decorr&ecirc;ncia de processos erosivos nas margens do rio em trechos desprovidos de vegeta&ccedil;&atilde;o.</p>     <p>As figuras <a href="#f8">8</a> e <a href="#f9">9</a> mostram, respectivamente, que, no ano de 2009 (no setor em an&aacute;lise), teve inicio o processo de anexa&ccedil;&atilde;o da barra central &agrave; plan&iacute;cie de inunda&ccedil;&atilde;o (V), que, por sua vez, se concretizou no ano de 2014, resultando na forma&ccedil;&atilde;o de uma barra lateral em pontal (VI). Em alguns trechos do rio pr&oacute;ximo ao distrito de Peixe Gordo, essas barras em pontal encontram-se parcialmente recobertas por vegeta&ccedil;&atilde;o e em processo de anexa&ccedil;&atilde;o &agrave; plan&iacute;cie de inunda&ccedil;&atilde;o.&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="f8">     <p><img src="/img/revistas/got/n13/n13a17f8.gif"></p>     
<p>&nbsp;</p> <a name="f9">     <p><img src="/img/revistas/got/n13/n13a17f9.gif"></p>     
]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p>Nota-se que, no ano de 2014, considerado seco, o comportamento das barras em pontal n&atilde;o seguiu o ritmo dos demais anos secos, como, por exemplo, 1958 e 2001, onde foi registrada uma redu&ccedil;&atilde;o das barras em pontal, indicando que a forma&ccedil;&atilde;o dessas tipologias de barras est&aacute; associada ainda a outros fatores, sobretudo de car&aacute;ter geomorfol&oacute;gico. Os dados de correla&ccedil;&atilde;o linear e do coeficiente de determina&ccedil;&atilde;o corroboraram para o entendimento desta quest&atilde;o. Assim, para a rela&ccedil;&atilde;o entre a vaz&atilde;o e a quantidade de barras em pontal verificou-se um coeficiente de correla&ccedil;&atilde;o de 0,2659 e um coeficiente de determina&ccedil;&atilde;o de 0,0708, ao passo que para a rela&ccedil;&atilde;o entre a precipita&ccedil;&atilde;o e a quantidade de barras em pontal, o coeficiente de correla&ccedil;&atilde;o e o coeficiente de determina&ccedil;&atilde;o obtidos foram da ordem de 0,2560 e 0,0656. Para ambos os casos, os dados revelaram uma correla&ccedil;&atilde;o positiva fraca (&lt; 0,5), ou seja, vaz&atilde;o e precipita&ccedil;&atilde;o n&atilde;o s&atilde;o vari&aacute;veis determinantes na forma&ccedil;&atilde;o de barras em pontal.</p>     <p>Considerando que os dados de correla&ccedil;&atilde;o linear s&atilde;o insuficientes para justificar o aumento na quantidade de barras em pontal no baixo curso do rio Jaguaribe, efetuou-se a estimativa do &iacute;ndice de sinuosidade para cada um dos anos-padr&atilde;o em estudo. Assim, o &iacute;ndice de sinuosidade foi de 1,32 para o ano de 1958, 1,33 para 1984, 1,34 para o ano de 2001, 1,38 para 2009 e 1,40 para o ano de 2014. Com base nos dados obtidos, pode-se afirmar que o aumento na quantidade de barras em pontal entre 1958 e 2014 se justifica em fun&ccedil;&atilde;o do aumento da sinuosidade do rio ao longo da escala temporal, revelando um canal mais curvil&iacute;neo, portanto de fluxos mais lentos, favorecendo, assim, a sedimenta&ccedil;&atilde;o de barras do tipo em pontal.&nbsp;</p>     <p>A an&aacute;lise da evolu&ccedil;&atilde;o morfol&oacute;gica das ilhas fluviais no baixo curso do rio Jaguaribe ao longo da escala temporal considerada evidenciou mudan&ccedil;as significativas, como o aparecimento de novas ilhas, a presen&ccedil;a de ilhas residuais que aumentaram e reduziram suas &aacute;reas, e o desaparecimento de ilhas por incorpora&ccedil;&atilde;o &agrave; plan&iacute;cie de inunda&ccedil;&atilde;o.</p>     <p>Em 1984, foram identificadas 13 ilhas fluviais, recobrindo uma &aacute;rea de 2,3km&sup2;, ao passo que, em 2001, apesar da redu&ccedil;&atilde;o do n&uacute;mero de ilhas, observou-se um aumento areal de 0,4 km&sup2; (40 ha), uma vez que foram identificadas 12 fei&ccedil;&otilde;es, abrangendo uma &aacute;rea de 2,7km&sup2;. Assim, entre os anos de 1984 e 2001, notou-se um decr&eacute;scimo percentual na quantidade de 7,6% e um acr&eacute;scimo na &aacute;rea de 17,3%. Possivelmente, o desaparecimento de uma &uacute;nica ilha fluvial entre os anos de 1984 e 2001 est&aacute; relacionado a dois processos pontuais: 1) aos eventos de alta energia verificados nesse intervalo temporal, especificamente nos anos de 1985 e 1989, cujas precipita&ccedil;&otilde;es m&eacute;dias anuais registradas foram de 1907,7mm ano<sup>-1 </sup>e 1046mm ano<sup>-1</sup>, respectivamente, e que podem ter ocasionado a remo&ccedil;&atilde;o da cobertura vegetal da ilha e, consequentemente, a remobiliza&ccedil;&atilde;o do material sedimentar e 2) que a ilha fluvial tenha se anexado &agrave; plan&iacute;cie de inunda&ccedil;&atilde;o nesse intervalo temporal.</p>     <p>As figuras <a href="#f10">10</a> e <a href="#f11">11</a> mostram a din&acirc;mica morfol&oacute;gica de ilhas fluviais em um trecho do rio Jaguaribe pr&oacute;ximo a foz, no munic&iacute;pio de Aracati, nos anos de 1984 e 2001.&nbsp; No ano de 1984, foram mapeadas ilhas fluviais formadas a partir de processos de avuls&atilde;o do canal, como a Ilha Grande e a dos Veados (I), bem como ilhas formadas a partir de barras centrais, como a Ilha do Pinto e do Caldereiro (II), ao passo que, no ano de 2001, notou-se o processo de anexa&ccedil;&atilde;o da Ilha do Mel &agrave; Ilha dos Veados (III).</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="f10">     <p><img src="/img/revistas/got/n13/n13a17f10.gif"></p>     
<p>&nbsp;</p> <a name="f11">     <p><img src="/img/revistas/got/n13/n13a17f11.gif"></p>     
]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p>No ano de 2009, foram mapeadas 18 fei&ccedil;&otilde;es, recobrindo uma &aacute;rea 2,8km&sup2;, representando, portanto, um aumento quantitativo de 6 ilhas fluviais e um acr&eacute;scimo areal de 0,1km&sup2;&nbsp; em rela&ccedil;&atilde;o ao ano de 2001. Entre 2001 e 2009, houve um acr&eacute;scimo percentual na quantidade e na &aacute;rea de 50% e 3,6%, respectivamente. No ano de 2014, observou-se um aumento consider&aacute;vel de ilhas fluviais, uma vez que foram contabilizadas 28 fei&ccedil;&otilde;es recobrindo uma &aacute;rea de 3,2km&sup2;, representando, em rela&ccedil;&atilde;o a 2009, um aumento percentual quantitativo de 55,6% e 14,3% na &aacute;rea. De modo direto, nota-se que a evolu&ccedil;&atilde;o de ilhas fluviais nos anos-padr&atilde;o n&atilde;o corresponde &agrave;s varia&ccedil;&otilde;es de precipita&ccedil;&atilde;o e vaz&atilde;o, o que releva a exist&ecirc;ncia de outros fatores na forma&ccedil;&atilde;o dessas fei&ccedil;&otilde;es.</p>     <p>No caso do rio Jaguaribe, em seu baixo curso, acredita-se que forma&ccedil;&atilde;o das ilhas fluviais, especialmente aquelas mapeadas a partir de 2009, deu-se, sobretudo, a partir da fixa&ccedil;&atilde;o de barras centrais. A <a href="#f12">Figura 12</a>, que trata da correla&ccedil;&atilde;o linear entre a quantidade de ilhas fluviais e a quantidade de barras centrais, indicou uma correla&ccedil;&atilde;o linear negativa que, apesar de baixa (r= -0,4778), revelou a exist&ecirc;ncia de associa&ccedil;&atilde;o entre as duas vari&aacute;veis avaliadas, ou seja, &agrave; medida que houve a diminui&ccedil;&atilde;o na quantidade de barras centrais ocorreu o aumento gradativo de ilhas fluviais. Ainda no ano de 2009, verificou-se que a din&acirc;mica intensa de fluxos favoreceu a forma&ccedil;&atilde;o de novas barras fluviais nas adjac&ecirc;ncias das ilhas fluviais pr&oacute;ximas a foz, resultando em ilhas de barras centrais compostas (ver <a href="#f13">Figura 13</a>), ao passo que, no ano de 2014 constatou-se a forma&ccedil;&atilde;o de novas ilhas de pequena dimens&atilde;o areal (ver <a href="#f14">Figura 14</a>).&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="f12">     <p><img src="/img/revistas/got/n13/n13a17f12.gif"></p>     
<p>&nbsp;</p> <a name="f13">     <p><img src="/img/revistas/got/n13/n13a17f13.gif"></p>     
<p>&nbsp;</p> <a name="f14">     <p><img src="/img/revistas/got/n13/n13a17f14.gif"></p>     
<p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A justificativa para esse incremento significativo na quantidade de ilhas fluviais entre 2009 e 2014 pode estar relacionada &agrave; regulariza&ccedil;&atilde;o das vaz&otilde;es exercida pela Barragem do Castanh&atilde;o e pelas diversas passagens molhadas presentes ao longo do rio, associada, sobretudo, &agrave; aus&ecirc;ncia de grandes cheias entre esse per&iacute;odo. Assim, a aus&ecirc;ncia de grandes fluxos registrados nos anos de 2010 (cuja precipita&ccedil;&atilde;o m&eacute;dia anual foi de 476mm ano<sup>-1</sup> e a vaz&atilde;o m&eacute;dia anual foi de 32m&sup3; s<sup>-1</sup>), 2012 (cuja precipita&ccedil;&atilde;o m&eacute;dia anual foi de 320mm ano<sup>-1</sup> e a vaz&atilde;o m&eacute;dia anual foi de 28,9m&sup3; s<sup>-1</sup>), 2013 (cuja precipita&ccedil;&atilde;o m&eacute;dia anual foi de 529mm ano<sup>-1</sup> e a vaz&atilde;o m&eacute;dia anual foi de 30m&sup3; s<sup>-1</sup>) e 2014 (cuja precipita&ccedil;&atilde;o m&eacute;dia anual foi de 448,2mm ano<sup>-1</sup> e a vaz&atilde;o m&eacute;dia anual foi de 10,3m&sup3; s<sup>-1</sup>) contribuiu para que a tens&atilde;o de cisalhamento fosse m&iacute;nima, sendo insuficiente para superar os efeitos de liga&ccedil;&atilde;o da vegeta&ccedil;&atilde;o (LAGASSE, 1981) e, consequentemente, a redistribui&ccedil;&atilde;o dos sedimentos nas ilhas. Assim, a redu&ccedil;&atilde;o dos picos de cheias e as descargas de baixos fluxos liberadas pela barragem do Castanh&atilde;o forneceram a &aacute;gua necess&aacute;ria para o crescimento da vegeta&ccedil;&atilde;o e a coloniza&ccedil;&atilde;o e estabiliza&ccedil;&atilde;o das barras fluviais, favorecendo, assim, a forma&ccedil;&atilde;o de novas ilhas fluviais.</p>     <p>Esse mesmo processo foi verificado por Ham e a Church (2002) estudando o rio Fraser, no Canad&aacute;, onde se constatou que a redu&ccedil;&atilde;o do regime de cheias e a aus&ecirc;ncia de grandes fluxos entre 1977 e 2002, portanto 25 anos, possibilitaram o crescimento da vegeta&ccedil;&atilde;o na superf&iacute;cie das barras, propiciando a forma&ccedil;&atilde;o de novas ilhas fluviais. Outros estudos desenvolvidos no Rio Grande, no Novo M&eacute;xico (MEYER e HEPLER, 2007) evidenciaram esse mesmo processo, ou seja, os autores constataram que os fluxos elevados entre o per&iacute;odo de 1973 a 1985 foram capazes de perturbar a estabilidade das ilhas fluviais, ocasionando a remo&ccedil;&atilde;o da vegeta&ccedil;&atilde;o e a redistribui&ccedil;&atilde;o dos sedimentos no rio. Contudo, os baixos fluxos registrados a partir de 1986 possibilitaram a fixa&ccedil;&atilde;o da vegeta&ccedil;&atilde;o, ocasionando um aumento de ilhas fluviais de 50 (em 1985) para 203 em 1992. Os baixos fluxos registrados em anos subsequentes, especialmente entre o per&iacute;odo de 1990 a 2000, favoreceram ainda mais a estabiliza&ccedil;&atilde;o das ilhas fluviais.</p>     <p>Em suma, considerando os fatores de forma&ccedil;&atilde;o de ilhas fluviais citados por Osterkamp (1998), pode-se afirmar que, no caso do rio Jaguaribe, em seu baixo curso, tr&ecirc;s destes fatores parecem ser mais relevantes, a saber: 1) a partir da evolu&ccedil;&atilde;o de barras centrais; 2) processos de avuls&atilde;o no canal e 3) a constru&ccedil;&atilde;o de reservat&oacute;rios, a exemplo da barragem do Castanh&atilde;o.</p>     <p>Por &uacute;ltimo, verificou-se que as ilhas fluviais de pequenas dimens&otilde;es ocorrem predominantemente no inicio do baixo curso, enquanto as de maiores dimens&otilde;es ocorrem a partir do munic&iacute;pio de Itai&ccedil;aba em dire&ccedil;&atilde;o &agrave; foz do rio. Assim, quando comparadas &agrave;s grandes ilhas, as pequenas ilhas apresentam menor estabilidade no sistema fluvial, sofrendo um retrabalhamento mais intenso pela a&ccedil;&atilde;o dos processos erosivos. Em contrapartida, as grandes ilhas, como a do Pinto, do Caldereiro, dos Veados e a ilha Grande, s&atilde;o praticamente est&aacute;veis, de modo que o retrabalhamento se d&aacute; frequentemente nas bordas dessas fei&ccedil;&otilde;es. Assim, n&atilde;o apenas a vegeta&ccedil;&atilde;o presente na ilha como tamb&eacute;m a exist&ecirc;ncia de troncos, galhos e folhas auxiliam na estabiliza&ccedil;&atilde;o dos sedimentos mais finos, fazendo com que a &aacute;rea de deposi&ccedil;&atilde;o da ilha aumente significativamente, levando-a a adquirir maior estabilidade no sistema fluvial.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>4. Conclus&otilde;es</b></p>     <p>Os resultados obtidos neste estudo indicaram que a din&acirc;mica quantitativa de barras fluviais no baixo curso do rio Jaguaribe se d&aacute; em conson&acirc;ncia com a din&acirc;mica de vaz&otilde;es, de modo que, nos anos considerados secos, observou-se uma redu&ccedil;&atilde;o das fei&ccedil;&otilde;es devido &agrave; aus&ecirc;ncia de fluxos significativos para promover o transporte de sedimentos, ao passo que, em anos chuvosos, houve um incremento na quantidade de barras fluviais (laterais e centrais) em decorr&ecirc;ncia de novos ciclos de agrada&ccedil;&atilde;o no canal fluvial. Tal afirma&ccedil;&atilde;o p&ocirc;de ser ratificada com base nos dados de correla&ccedil;&atilde;o linear de Pearson, que evidenciaram uma correla&ccedil;&atilde;o linear positiva em boa parte dos cen&aacute;rios analisados.</p>     <p>A exce&ccedil;&atilde;o a essa regra foi observada nas barras em pontal, cujo comportamento quantitativo n&atilde;o correspondeu &agrave;s varia&ccedil;&otilde;es de vaz&atilde;o nos diversos anos estudados, de modo que os dados de correla&ccedil;&atilde;o linear revelaram uma associa&ccedil;&atilde;o positiva fraca, indicando a influ&ecirc;ncia de outros fatores de car&aacute;ter geomorfol&oacute;gico na elabora&ccedil;&atilde;o dessas fei&ccedil;&otilde;es. Logo, tal cen&aacute;rio pode ser justificado, em parte, pelo aumento da sinuosidade do rio ao longo da escala temporal, revelando um canal mais curvil&iacute;neo, portanto, de fluxos mais lentos, o que favoreceu a sedimenta&ccedil;&atilde;o de barras do tipo em pontal.&nbsp;</p>     <p>No caso das ilhas fluviais, constatou-se um incremento dessas fei&ccedil;&otilde;es nos &uacute;ltimos anos no baixo curso do rio Jaguaribe, fato que pode estar relacionado &agrave; regulariza&ccedil;&atilde;o das vaz&otilde;es exercida pela barragem do Castanh&atilde;o e pelas diversas passagens molhadas presentes ao longo do rio, associada, sobretudo, &agrave; aus&ecirc;ncia de grandes cheias entre esse per&iacute;odo. Assim, a aus&ecirc;ncia de grandes fluxos nos &uacute;ltimos anos contribuiu para que a tens&atilde;o de cisalhamento fosse m&iacute;nima, sendo insuficiente para superar os efeitos de liga&ccedil;&atilde;o da vegeta&ccedil;&atilde;o e, consequentemente, a redistribui&ccedil;&atilde;o dos sedimentos na ilha. Assim, a redu&ccedil;&atilde;o dos picos de cheias e as descargas de baixos fluxos liberadas pela barragem forneceram a &aacute;gua necess&aacute;ria para o crescimento da vegeta&ccedil;&atilde;o e a coloniza&ccedil;&atilde;o e estabiliza&ccedil;&atilde;o das barras fluviais, favorecendo, assim, a forma&ccedil;&atilde;o de novas ilhas fluviais.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Por fim, tem-se a expectativa de que os resultados dessa pesquisa possam suscitar novos estudos, enriquecendo o debate sobre a morfologia de canais fluviais em regi&otilde;es semi&aacute;ridas. Assim, espera-se que os estudos futuros possam contemplar diferentes perspectivas, dentre elas a data&ccedil;&atilde;o geol&oacute;gica de ilhas fluviais a partir de t&eacute;cnicas de termoluminesc&ecirc;ncia, visando estabelecer uma ordem cronol&oacute;gica dos processos de deposi&ccedil;&atilde;o que levaram &agrave; forma&ccedil;&atilde;o das fei&ccedil;&otilde;es, estudos que contemplem os processos de uso e ocupa&ccedil;&atilde;o nas ilhas fluviais, especialmente nas de maior dimens&atilde;o areal, pr&oacute;ximas &agrave; foz do rio, e que j&aacute; experimentam certa din&acirc;mica de uso dos recursos naturais, dentre outros.&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>5. </b><b>Refer&ecirc;ncias bibliogr&aacute;ficas</b></p>     <!-- ref --><p>ASHWORTH, P. J. <i>et al.</i> Morphological evolution and dynamics of a large, sand braid-bar, Jamuna River, Bangladesh<i>. Sedimentology</i>, v. 47, p. 533-555, 2000.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1749670&pid=S2182-1267201800010001700001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>BRICE, J.C. Channel patterns and terraces of the Loup Rivers in Nebraska. <i>USGS Professional Paper </i>422-D. Washington: US Government Printing Office,1964.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1749672&pid=S2182-1267201800010001700002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>CANT, D.J., WALKER, R.G. Fluvial processes and facies sequences in the sandy braided South Saskatchewan River, Canada. <i>Sedimentology</i>, v25, n.5, p.625-648,1978.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1749674&pid=S2182-1267201800010001700003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>CAVALCANTE, A. A. <i>Morfodin&acirc;mica Fluvial em &Aacute;reas Semi&aacute;ridas</i><i>: o rio Jaguaribe &agrave; jusante da Barragem do Castanh&atilde;o</i>, CE &ndash; Brasil. Niter&oacute;i: UFF, 2012. 228f. Tese (Doutorado em Geografia) &ndash; Programa de P&oacute;s-gradua&ccedil;&atilde;o em Geografia, Universidade Federal Fluminense, Niter&oacute;i, 2012.</p>     <!-- ref --><p>CHARLTON, R. <i>Fundamentals of Fluvial Geomorphology</i>. Rutledge: London, 2243p, 2007.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1749677&pid=S2182-1267201800010001700005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>COLLINSON, J . D. Alluvial sediments. In: <i>Sedimentary environments and fades</i> (ed. Reading H. G), Blackwell Scientific Publications, v. 2, p. 20-62, 1986.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1749679&pid=S2182-1267201800010001700006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>COULTHARD, T. Effects of vegetation on braided stream pattern and dynamics. <i>Water Resources Research</i>, v.41, p.1-9, 2005.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1749681&pid=S2182-1267201800010001700007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>DORING, M., TOCKNER, K. Morfologia e din&acirc;mica de zonas rip&iacute;colas. In: ARIZPE, <i>et al</i>. (Eds.). <i>Zonas ribeirinhas sustent&aacute;veis: um guia de gest&atilde;o</i>. ISA Press/ Eurodois: Portugal, p.24-50, 2009.</p>     <!-- ref --><p>HAM, D.G., CHURCH, M. Bed-material transport estimated from channel morphodynamics: Chilliwack River, British Columbia. <i>Earth Surface Processes and Landforms</i><b>, </b>v. 25, p.1123-1142, 2002.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1749684&pid=S2182-1267201800010001700009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>LAGASSE, P. F. Geomorphic response of the Rio Grande to dam construction. <i>New Mexico Geological Society,</i> Special Publication, n.10, p.27-46, 1981.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1749686&pid=S2182-1267201800010001700010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>LELI, I. T. <i>G&ecirc;nese, evolu&ccedil;&atilde;o e geomorfologia das ilhas e plan&iacute;cie de inunda&ccedil;&atilde;o do Alto Rio Paran&aacute;, Brasil.</i> 129p. Tese de Doutorado em Geografia, Instituto de Geoci&ecirc;ncias e Ci&ecirc;ncias Exatas, Universidade Estadual Paulista, Rio Claro, S&atilde;o Paulo, 2015.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1749688&pid=S2182-1267201800010001700011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref -->&nbsp;</p>     <!-- ref --><p>LEOPOLD, L.; WOLMAN, M. River channel patern, braided, meandering and straight. U. S. <i>Geological Survey,</i> 282p, 1957.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1749690&pid=S2182-1267201800010001700012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>MORAIS, R. P. <i>Mudan&ccedil;as hist&oacute;ricas na morfologia do canal do rio Araguaia no trecho entre a cidade de Barra do Gar&ccedil;as (Mt) e a foz do rio Cristalino na Ilha do Bananal no per&iacute;odo das d&eacute;cadas de 60 e 90. 2002.</i> 176 p. Disserta&ccedil;&atilde;o (Mestrado em Geografia) &ndash; Instituto de Estudos S&oacute;cio-Ambientais, Universidade Federal de Goi&aacute;s, Goi&acirc;nia. 2002.</p>     <!-- ref --><p>MORAIS, R.P. <i>A Plan&iacute;cie Fluvial do M&eacute;dio Araguaia: processos geomorfol&oacute;gicos e suas implica&ccedil;&otilde;es ambientais</i>. Goi&acirc;nia: UFG, 2006. 178f. Tese (Doutorado em Ci&ecirc;ncias Ambientais). Programa de P&oacute;s-Gradua&ccedil;&atilde;o em Ci&ecirc;ncias Ambientais, Universidade Federal do Goi&aacute;s, Goi&acirc;nia, 2006.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1749693&pid=S2182-1267201800010001700014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref -->&nbsp;&nbsp;</p>     <!-- ref --><p>MEYER, G. A.; HEPLER, C. W. <i>Vegetated Island Formation and Change in the Middle Rio Grande Near Albuquerque, New Mexic</i><b>o</b>, 47p, 2007.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1749695&pid=S2182-1267201800010001700015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref -->&nbsp;</p>     <!-- ref --><p>NAGHETTINI, M.; PINTO, E. J. A. <i>Hidrologia Estat&iacute;stica</i>, CPRM, Belo Horizonte, 2007.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1749697&pid=S2182-1267201800010001700016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>OSTERKAMP, W. R. Processes of fluvial island formation, with examples from Plum Creek, Colorado and Snake River, Idaho: <i>Wetlands</i>, v.18, p. 530-545, 1998.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1749699&pid=S2182-1267201800010001700017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>RICE, S.P. <i>et al</i>. Morphology and evolution of bars in a wandering gravel-bed river; lower Fraser River, British Columbia, Canada. <i>Sedimentology</i><b>, </b>v. 56, n.3, p. 709-736, 2009.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1749701&pid=S2182-1267201800010001700018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>SOPENA, A.; SANCHEZ-MOYA, Y. Sistemas aluviales de baja sinuosidad. In: ARCHE, A. <i>Sedimentologia: del processo f&iacute;sico a la cuenca sedimentaria</i>, Textos Universit&aacute;rios, 2010.1290p.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1749703&pid=S2182-1267201800010001700019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>SMITH, N.D. The braided stream depositional environment: comparison of the Platte river with some Silurian clastic rocks: north-central Appalachians. <i>Geol. Soc. Am. Bull</i>., v. 81,p.2993-3041, 1974.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1749705&pid=S2182-1267201800010001700020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>STEVAUX, J.C., SANTOS, M.L., FERNANDEZ, O. V. Q. Aspectos morfogen&eacute;ticos das barras de canal do rio Paran&aacute;, trecho Porto Rico, PR. <i>Boletim de Geografia da UEM</i>, ano10, n&ordm;1, p.11-24, 1992.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1749707&pid=S2182-1267201800010001700021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>STEVAUX, J. C<b>. </b><i>O rio Paran&aacute;: geomorfog&ecirc;nese, sedimenta&ccedil;&atilde;o, e evoluc&atilde;o quatern&aacute;ria do seu curso superior</i> (regi&atilde;o de Porto Rico, PR) 242f. Tese (P&oacute;s-graduac&atilde;o Instituto de Geoci&ecirc;ncias), Universidade de S&atilde;o Paulo, S&atilde;o Paulo &ndash; SP, 1993.</p>     <!-- ref --><p>TAVARES, Antonio Carlos. Crit&eacute;rios para a escolha de anos padr&otilde;es para an&aacute;lise r&iacute;tmica. <i>Revista Geografia</i>, S&atilde;o Paulo, v. 1, n.1, p.79-87, 1976.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1749710&pid=S2182-1267201800010001700023&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>TRIOLA, M. F. <i>Introdu&ccedil;&atilde;o a Estat&iacute;stica</i>. Rio de Janeiro: Livros T&eacute;cnicos Cient&iacute;ficos, 1999.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1749712&pid=S2182-1267201800010001700024&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>WYRICK, J. R. <i>On the formation of fluvial islands</i>. PhD Thesis, Oregon State University, Corvallis, OR. 302 p, 2005.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1749714&pid=S2182-1267201800010001700025&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>6. Agradecimentos</b></p>     <p>&Agrave; Coordenadoria de Aperfei&ccedil;oamento de Pessoal de N&iacute;vel Superior &ndash; CAPES pela concess&atilde;o da bolsa de Doutorado Sandu&iacute;che no Exterior, junto ao Instituto de Geografia e Ordenamento do Territ&oacute;rio-IGOT, na Universidade de Lisboa, em Portugal (Processo n&ordm; 88881.134997/2016-01). Aos Professores Jorge Manuel do Ros&aacute;rio Trindade (Instituto de Geografia e Ordenamento do Territ&oacute;rio/Universidade de Lisboa) e Jos&eacute; C&acirc;ndido Stevaux (Universidade Estadual de Maring&aacute;) pelas contribui&ccedil;&otilde;es cient&iacute;ficas a este estudo.</p>      ]]></body><back>
<ref-list>
<ref id="B1">
<nlm-citation citation-type="">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[ASHWORTH]]></surname>
<given-names><![CDATA[P. J.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Morphological evolution and dynamics of a large, sand braid-bar, Jamuna River, Bangladesh]]></article-title>
<source><![CDATA[]]></source>
<year>2000</year>
<volume>47</volume>
<page-range>533-555</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B2">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[BRICE]]></surname>
<given-names><![CDATA[J.C.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Channel patterns and terraces of the Loup Rivers in Nebraska]]></source>
<year>1964</year>
<publisher-loc><![CDATA[Washington ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[US Government Printing Office]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B3">
<nlm-citation citation-type="">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[CANT]]></surname>
<given-names><![CDATA[D.J.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[WALKER]]></surname>
<given-names><![CDATA[R.G.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Fluvial processes and facies sequences in the sandy braided South Saskatchewan River, Canada]]></article-title>
<source><![CDATA[]]></source>
<year>1978</year>
<volume>v25</volume>
<numero>5</numero>
<issue>5</issue>
<page-range>625-648</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B4">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[CAVALCANTE]]></surname>
<given-names><![CDATA[A. A.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Morfodinâmica Fluvial em Áreas Semiáridas: o rio Jaguaribe à jusante da Barragem do Castanhão, CE - Brasil]]></source>
<year>2012</year>
<month>20</month>
<day>12</day>
<publisher-loc><![CDATA[Niterói^eNiterói Niterói]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[UFFUniversidade Federal Fluminense]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B5">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[CHARLTON]]></surname>
<given-names><![CDATA[R.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Fundamentals of Fluvial Geomorphology]]></source>
<year>2007</year>
<publisher-loc><![CDATA[London ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Rutledge]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B6">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[COLLINSON]]></surname>
<given-names><![CDATA[J . D.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Alluvial sediments]]></article-title>
<source><![CDATA[]]></source>
<year>1986</year>
<volume>2</volume>
<edition>ed. Reading H. G</edition>
<page-range>20-62</page-range><publisher-name><![CDATA[Blackwell Scientific Publications]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B7">
<nlm-citation citation-type="">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[COULTHARD]]></surname>
<given-names><![CDATA[T.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Effects of vegetation on braided stream pattern and dynamics]]></article-title>
<source><![CDATA[]]></source>
<year>2005</year>
<volume>41</volume>
<page-range>1-9</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B8">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[DORING]]></surname>
<given-names><![CDATA[M.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[TOCKNER]]></surname>
<given-names><![CDATA[K.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Morfologia e dinâmica de zonas ripícolas]]></article-title>
<source><![CDATA[Zonas ribeirinhas sustentáveis: um guia de gestão]]></source>
<year>2009</year>
<page-range>24-50</page-range><publisher-name><![CDATA[ISA PressEurodois]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B9">
<nlm-citation citation-type="">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[HAM]]></surname>
<given-names><![CDATA[D.G.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[CHURCH]]></surname>
<given-names><![CDATA[M.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Bed-material transport estimated from channel morphodynamics: Chilliwack River, British Columbia]]></article-title>
<source><![CDATA[]]></source>
<year>2002</year>
<volume>25</volume>
<page-range>1123-1142</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B10">
<nlm-citation citation-type="">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[LAGASSE]]></surname>
<given-names><![CDATA[P. F.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Geomorphic response of the Rio Grande to dam construction]]></article-title>
<source><![CDATA[]]></source>
<year>1981</year>
<volume>Special Publication</volume>
<numero>10</numero>
<issue>10</issue>
<page-range>27-46</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B11">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[LELI]]></surname>
<given-names><![CDATA[I. T.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Gênese, evolução e geomorfologia das ilhas e planície de inundação do Alto Rio Paraná, Brasil]]></source>
<year>2015</year>
<publisher-loc><![CDATA[Rio Claro^eSão Paulo São Paulo]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Instituto de Geociências e Ciências Exatas, Universidade Estadual Paulista]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B12">
<nlm-citation citation-type="">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[LEOPOLD]]></surname>
<given-names><![CDATA[L.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[WOLMAN]]></surname>
<given-names><![CDATA[M.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[River channel patern, braided, meandering and straight. U. S.]]></article-title>
<source><![CDATA[]]></source>
<year>1957</year>
<page-range>282p</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B13">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[MORAIS]]></surname>
<given-names><![CDATA[R. P.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Mudanças históricas na morfologia do canal do rio Araguaia no trecho entre a cidade de Barra do Garças (Mt) e a foz do rio Cristalino na Ilha do Bananal no período das décadas de 60 e 90]]></source>
<year>2002</year>
<month>20</month>
<day>02</day>
<publisher-loc><![CDATA[Goiânia ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Instituto de Estudos Sócio-Ambientais, Universidade Federal de Goiás]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B14">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[MORAIS]]></surname>
<given-names><![CDATA[R.P.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[A Planície Fluvial do Médio Araguaia: processos geomorfológicos e suas implicações ambientais]]></source>
<year>2006</year>
<month>20</month>
<day>06</day>
<publisher-loc><![CDATA[GoiâniaGoiânia ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[UFGUniversidade Federal do Goiás]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B15">
<nlm-citation citation-type="">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[MEYER]]></surname>
<given-names><![CDATA[G. A.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[HEPLER]]></surname>
<given-names><![CDATA[C. W.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Vegetated Island Formation and Change in the Middle Rio Grande Near Albuquerque, New Mexico]]></source>
<year>2007</year>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B16">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[NAGHETTINI]]></surname>
<given-names><![CDATA[M.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[PINTO]]></surname>
<given-names><![CDATA[E. J. A.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Hidrologia Estatística]]></source>
<year>2007</year>
<publisher-loc><![CDATA[Belo Horizonte ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[CPRM]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B17">
<nlm-citation citation-type="">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[OSTERKAMP]]></surname>
<given-names><![CDATA[W. R.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Processes of fluvial island formation, with examples from Plum Creek, Colorado and Snake River, Idaho]]></article-title>
<source><![CDATA[]]></source>
<year>1998</year>
<volume>18</volume>
<page-range>530-545</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B18">
<nlm-citation citation-type="">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[RICE]]></surname>
<given-names><![CDATA[S.P.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Morphology and evolution of bars in a wandering gravel-bed river; lower Fraser River, British Columbia, Canada]]></article-title>
<source><![CDATA[]]></source>
<year>2009</year>
<volume>56</volume>
<numero>3</numero>
<issue>3</issue>
<page-range>709-736</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B19">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[SOPENA]]></surname>
<given-names><![CDATA[A.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[SANCHEZ-MOYA]]></surname>
<given-names><![CDATA[Y.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="es"><![CDATA[Sistemas aluviales de baja sinuosidad]]></article-title>
<person-group person-group-type="editor">
<name>
<surname><![CDATA[ARCHE]]></surname>
<given-names><![CDATA[A.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Sedimentologia: del processo físico a la cuenca sedimentaria]]></source>
<year>2010</year>
<publisher-name><![CDATA[Textos Universitários]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B20">
<nlm-citation citation-type="">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[SMITH]]></surname>
<given-names><![CDATA[N.D.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[The braided stream depositional environment: comparison of the Platte river with some Silurian clastic rocks: north-central Appalachians]]></article-title>
<source><![CDATA[]]></source>
<year>1974</year>
<volume>81</volume>
<page-range>2993-3041</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B21">
<nlm-citation citation-type="">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[STEVAUX]]></surname>
<given-names><![CDATA[J.C.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[SANTOS]]></surname>
<given-names><![CDATA[M.L.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[FERNANDEZ]]></surname>
<given-names><![CDATA[O. V. Q.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Aspectos morfogenéticos das barras de canal do rio Paraná, trecho Porto Rico, PR]]></article-title>
<source><![CDATA[]]></source>
<year>1992</year>
<volume>ano10</volume>
<numero>nº1</numero>
<issue>nº1</issue>
<page-range>11-24</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B22">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[STEVAUX]]></surname>
<given-names><![CDATA[J. C.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[O rio Paraná: geomorfogênese, sedimentação, e evolucão quaternária do seu curso superior (região de Porto Rico, PR)]]></source>
<year>1993</year>
<publisher-loc><![CDATA[São Paulo^eSP SP]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Universidade de São Paulo]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B23">
<nlm-citation citation-type="">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[TAVARES]]></surname>
<given-names><![CDATA[Antonio Carlos]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Critérios para a escolha de anos padrões para análise rítmica]]></article-title>
<source><![CDATA[]]></source>
<year>1976</year>
<volume>1</volume>
<numero>1</numero>
<issue>1</issue>
<page-range>79-87</page-range><publisher-loc><![CDATA[São Paulo ]]></publisher-loc>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B24">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[TRIOLA]]></surname>
<given-names><![CDATA[M. F.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Introdução a Estatística]]></source>
<year>1999</year>
<publisher-loc><![CDATA[Rio de Janeiro ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Livros Técnicos Científicos]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B25">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[WYRICK]]></surname>
<given-names><![CDATA[J. R.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[On the formation of fluvial islands]]></source>
<year>2005</year>
<publisher-loc><![CDATA[Corvallis^eOR OR]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Oregon State University]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
</ref-list>
</back>
</article>
