<?xml version="1.0" encoding="ISO-8859-1"?><article xmlns:mml="http://www.w3.org/1998/Math/MathML" xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xmlns:xsi="http://www.w3.org/2001/XMLSchema-instance">
<front>
<journal-meta>
<journal-id>2182-1267</journal-id>
<journal-title><![CDATA[GOT, Revista de Geografia e Ordenamento do Território]]></journal-title>
<abbrev-journal-title><![CDATA[GOT]]></abbrev-journal-title>
<issn>2182-1267</issn>
<publisher>
<publisher-name><![CDATA[Universidade do Porto - Faculdade de Letras]]></publisher-name>
</publisher>
</journal-meta>
<article-meta>
<article-id>S2182-12672018000200003</article-id>
<article-id pub-id-type="doi">10.17127/got/2018.14.002</article-id>
<title-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Regularização fundiária e qualidade de vida dos assentados no projeto estadual de assentamento agroextrativista Gleba Majari I - Porto de Moz-PA]]></article-title>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Regularization and quality of life of the seats in the agroextrativist estate settlement project Gleba Majari I - Porto de Moz-PA]]></article-title>
</title-group>
<contrib-group>
<contrib contrib-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Araújo]]></surname>
<given-names><![CDATA[Alan]]></given-names>
</name>
<xref ref-type="aff" rid="A01"/>
</contrib>
<contrib contrib-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Rodrigues]]></surname>
<given-names><![CDATA[Diego]]></given-names>
</name>
<xref ref-type="aff" rid="A01"/>
</contrib>
<contrib contrib-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Santos]]></surname>
<given-names><![CDATA[Luiz]]></given-names>
</name>
<xref ref-type="aff" rid="A01"/>
</contrib>
<contrib contrib-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Paraense]]></surname>
<given-names><![CDATA[Vinicius]]></given-names>
</name>
<xref ref-type="aff" rid="A01"/>
</contrib>
</contrib-group>
<aff id="A01">
<institution><![CDATA[,Universidade Federal do Pará Faculdade de Engenharia Floresta Núcleo de Extensão em Desenvolvimento Territorial]]></institution>
<addr-line><![CDATA[Altamira ]]></addr-line>
<country>Brasil</country>
</aff>
<aff id="A">
<institution><![CDATA[,luizcarlosbs@ufpa.br  ]]></institution>
<addr-line><![CDATA[ ]]></addr-line>
</aff>
<aff id="A">
<institution><![CDATA[,vcparaense@ig.com.br  ]]></institution>
<addr-line><![CDATA[ ]]></addr-line>
</aff>
<pub-date pub-type="pub">
<day>30</day>
<month>09</month>
<year>2018</year>
</pub-date>
<pub-date pub-type="epub">
<day>30</day>
<month>09</month>
<year>2018</year>
</pub-date>
<numero>14</numero>
<fpage>47</fpage>
<lpage>70</lpage>
<copyright-statement/>
<copyright-year/>
<self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S2182-12672018000200003&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_abstract&amp;pid=S2182-12672018000200003&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_pdf&amp;pid=S2182-12672018000200003&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><abstract abstract-type="short" xml:lang="pt"><p><![CDATA[A regularização fundiária e a qualidade de vida são elementos fundamentais no sistema de reforma agrária, para isso as políticas públicas devem estar lado a lado com esse plano de desenvolvimento. Nessa perspectiva, essa pesquisa buscou mostrar como esse desenvolvimento está ocorrendo no Projeto Estadual de Assentamento Agroextrativista &#8220;Gleba Majari I&#8221; (PEAEX), instituído pelo governo do estado do Pará, no ano de 2009, para dar solução aos conflitos fundiários em terras públicas. Verificou-se que, a governança local constituída pelos moradores e liderada pela associação assegura a boa convivência interna, mas não garante a proteção física e os meios necessários para o desenvolvimento social e econômico do território do PEAEX.]]></p></abstract>
<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Land regularization and quality of life are fundamental elements in the agrarian reform system, for which public policies must be side by side with this development plan. In this perspective, this research sought to show how this development is occurring in the State Project of Agroextractivist Settlement "Gleba Majari I" (PEAEX), instituted by the government of the state of Pará in 2009, to solve land conflicts in public lands. It was verified that local governance constituted by the residents and led by the association ensures good internal coexistence, but does not guarantee the physical protection and the necessary means for the social and economic development of PEAEX territory.]]></p></abstract>
<kwd-group>
<kwd lng="pt"><![CDATA[Amazônia]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[Regularização Fundiária]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[PEAEX]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[Políticas Públicas]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[Desenvolvimento Rural]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[Amazon]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[Land regularization]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[PEAEX]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[Public policy]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[Rural Development]]></kwd>
</kwd-group>
</article-meta>
</front><body><![CDATA[ <p align="right"><b>ARTIGO</b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Regulariza&ccedil;&atilde;o fundi&aacute;ria e qualidade de vida dos assentados no projeto estadual de assentamento agroextrativista Gleba Majari I &ndash; Porto de Moz-PA</b></p>     <p><b>Regularization and quality of life of the seats in the agroextrativist estate settlement project Gleba Majari I - Porto de Moz-PA</b></p>     <p><b>&nbsp;</b></p>     <p><b>Ara&uacute;jo, Alan</b><sup>1</sup><b>; Rodrigues, Diego</b><sup>1</sup><b>; Santos, Luiz</b><sup>1</sup><b>; Paraense, Vinicius</b><sup>1</sup></p>     <p><sup>1</sup>Universidade Federal do Par&aacute; (UFPA), Faculdade de Engenharia Floresta, N&uacute;cleo de Extens&atilde;o em Desenvolvimento Territorial; Rua Cel. Jos&eacute; Porf&iacute;rio, n&ordm; 2515, 68.372-040, Altamira, Brasil; <a href="mailto:alanaraujo@ufpa.br">alanaraujo@ufpa.br</a>; <a href="mailto:diego.florestalufpa@hotmail.com">diego.florestalufpa@hotmail.com</a>; <a href="mailto:luizcarlosbs@ufpa.br">luizcarlosbs@ufpa.br</a>; <a href="mailto:vcparaense@ig.com.br">vcparaense@ig.com.br</a></p>     <p><b>&nbsp;</b></p>     <p><b>RESUMO</b></p>     <p>A regulariza&ccedil;&atilde;o fundi&aacute;ria e a qualidade de vida s&atilde;o elementos fundamentais no sistema de reforma agr&aacute;ria, para isso as pol&iacute;ticas p&uacute;blicas devem estar lado a lado com esse plano de desenvolvimento. Nessa perspectiva, essa pesquisa buscou mostrar como esse desenvolvimento est&aacute; ocorrendo no Projeto Estadual de Assentamento Agroextrativista &ldquo;Gleba Majari I&rdquo; (PEAEX), institu&iacute;do pelo governo do estado do Par&aacute;, no ano de 2009, para dar solu&ccedil;&atilde;o aos conflitos fundi&aacute;rios em terras p&uacute;blicas. Verificou-se que, a governan&ccedil;a local constitu&iacute;da pelos moradores e liderada pela associa&ccedil;&atilde;o assegura a boa conviv&ecirc;ncia interna, mas n&atilde;o garante a prote&ccedil;&atilde;o f&iacute;sica e os meios necess&aacute;rios para o desenvolvimento social e econ&ocirc;mico do territ&oacute;rio do PEAEX.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><b>Palavras-chave</b>: Amaz&ocirc;nia; Regulariza&ccedil;&atilde;o Fundi&aacute;ria; PEAEX; Pol&iacute;ticas P&uacute;blicas; Desenvolvimento Rural.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>ABSTRACT</b></p>     <p>Land regularization and quality of life are fundamental elements in the agrarian reform system, for which public policies must be side by side with this development plan. In this perspective, this research sought to show how this development is occurring in the State Project of Agroextractivist Settlement "Gleba Majari I" (PEAEX), instituted by the government of the state of Par&aacute; in 2009, to solve land conflicts in public lands. It was verified that local governance constituted by the residents and led by the association ensures good internal coexistence, but does not guarantee the physical protection and the necessary means for the social and economic development of PEAEX territory.</p>     <p><b>&nbsp;</b></p>     <p><b>Keywords:</b> Amazon; Land regularization; PEAEX; Public policy; Rural Development.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>1. Introdu&ccedil;&atilde;o</b><a href="#_ftn1" name="_ftnref1"><b>[1]</b></a></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A Uni&atilde;o utiliza o termo &ldquo;assentamento&rdquo; para designar todas as terras particulares que s&atilde;o desapropriadas e destinadas &agrave; reforma agr&aacute;ria. Quando o propriet&aacute;rio de um im&oacute;vel n&atilde;o atinge a efici&ecirc;ncia desejada, a Uni&atilde;o, atrav&eacute;s do INCRA, retoma a &aacute;rea e a distribui para outras pessoas. Na esfera estadual, o uso do termo assentamento tem significado associado &agrave; realidade do estado do Par&aacute;, onde grande parte das terras &eacute; p&uacute;blica, portanto, n&atilde;o h&aacute; necessidade de desapropria&ccedil;&atilde;o. Assim, o que &eacute; chamado de &ldquo;assentamento&rdquo; &eacute; uma forma de Regulariza&ccedil;&atilde;o Fundi&aacute;ria que busca a fixa&ccedil;&atilde;o do concession&aacute;rio a terra, ou seja, o termo &eacute; empregado justamente para que a pessoa tenha os mesmos benef&iacute;cios oferecidos aos demais concession&aacute;rios pela Uni&atilde;o, conforme anteriormente abordado. Portanto, nesse primeiro momento, o processo denominado como assentamento pelo ITERPA difere do INCRA, pois, aquele n&atilde;o faz a realoca&ccedil;&atilde;o de pessoas, o que &eacute; feito &eacute; a Regulariza&ccedil;&atilde;o Fundi&aacute;ria, pois a pessoa j&aacute; mora no local, ou seja, a &aacute;rea ocupada pelo posseiro &eacute; apenas transformada em &aacute;rea titulada (ITERPA, 2009, p. 36).</p>     <p>A Instru&ccedil;&atilde;o Normativa n&ordm; 3, de 9 de junho de 2010, do ITERPA, disp&otilde;e sobre Projetos de Assentamento Estadual Agroextrativista (PEAEX), os caracterizando como local que se destina as popula&ccedil;&otilde;es que ocupam &aacute;reas dotadas de riquezas extrativas e que pratiquem a explora&ccedil;&atilde;o sustent&aacute;vel dos recursos naturais e, complementarmente, se dediquem a atividades agr&iacute;colas de baixo impacto ambiental e a cria&ccedil;&atilde;o de animais de pequeno porte de onde geram renda por meio da produ&ccedil;&atilde;o do excedente (ITERPA, 2010).</p>     <p>Para que haja sustentabilidade e qualidade de vida no PEAEX, a participa&ccedil;&atilde;o do Estado &eacute; muito importante no que se refere &agrave;s pol&iacute;ticas p&uacute;blicas dentro do assentamento. No entanto, Teisserenc (2014), ao tratar de Unidades de conserva&ccedil;&atilde;o, diz que governan&ccedil;a &eacute; uma ideia que reflete um territ&oacute;rio que conseguiu mobilizar atores na busca de uma din&acirc;mica de desenvolvimento sustent&aacute;vel, que se manifesta, em particular, pela capacidade dos atores locais coproduzirem a&ccedil;&otilde;es coletivas multissetoriais e conhecerem regras comuns capazes de facilitar a coopera&ccedil;&atilde;o.</p>     <p>No entanto, a ideia expressa por Teisserenc (2014), em &aacute;reas de PEAEX, &eacute; de dif&iacute;cil execu&ccedil;&atilde;o, principalmente pela reduzida participa&ccedil;&atilde;o do estado como ator nos processos de organiza&ccedil;&atilde;o e constru&ccedil;&atilde;o de estrat&eacute;gias. Nessas &aacute;reas, a gest&atilde;o de responsabilidade do poder pol&iacute;tico, geralmente, &eacute; ineficiente para executar algumas atividades, por exemplo, monitoramento, organiza&ccedil;&atilde;o de reuni&otilde;es, cria&ccedil;&atilde;o de planos de manejo e fiscaliza&ccedil;&atilde;o da &aacute;rea entre outros (PEREIRA, 2013).</p>     <p>Fernandes (2008) destaca que a obten&ccedil;&atilde;o de terras e o desenvolvimento de assentamentos s&atilde;o processos insepar&aacute;veis, que formam o principal fator de territorializa&ccedil;&atilde;o atrav&eacute;s da luta pela terra e da reforma agr&aacute;ria, evidenciando-se assim as conflitualidades que s&atilde;o expressas pelas rela&ccedil;&otilde;es de subalternidade e resist&ecirc;ncia.</p>     <p>Segundo Heredia et al. (2002, p. 33):</p>     <blockquote>     <p>O acesso &agrave; terra permite &agrave;s fam&iacute;lias uma maior estabilidade e rearranjos nas estrat&eacute;gias de reprodu&ccedil;&atilde;o familiar que resultam, de modo geral, em uma melhoria dos rendimentos e das condi&ccedil;&otilde;es de vida, especialmente quando se considera a situa&ccedil;&atilde;o de pobreza e exclus&atilde;o social que caracterizava muitas dessas fam&iacute;lias antes do seu ingresso nos projetos de assentamento (HEREDIA et al., 2002, p.33).</p> </blockquote>     <p>De acordo com Bergamasco e Norder (1999), o assentamento rural &eacute; uma das formas objetivas de se fazer uma reforma agr&aacute;ria, pois:</p>     <blockquote>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>[...] de maneira gen&eacute;rica, os assentamentos rurais podem ser definidos como a cria&ccedil;&atilde;o de novas unidades de produ&ccedil;&atilde;o agr&iacute;cola, por meio de pol&iacute;ticas governamentais visando o reordenamento do uso da terra, em benef&iacute;cio de trabalhadores rurais sem terra ou com pouca terra (BERGAMASCO; NORDER, 1999, p. 7).</p> </blockquote>     <p>No contexto da reforma agr&aacute;ria brasileira, o termo assentamento est&aacute; relacionado a um espa&ccedil;o preciso em que uma popula&ccedil;&atilde;o ser&aacute; instalada e, portanto, &eacute; uma transforma&ccedil;&atilde;o do espa&ccedil;o f&iacute;sico, cujo objetivo &eacute; a sua explora&ccedil;&atilde;o agr&iacute;cola (BERGAMASCO; BLANC-PAMARD; CHONCHOL, 1997). Como o seu significado remete &agrave; fixa&ccedil;&atilde;o do trabalhador na agricultura, envolve tamb&eacute;m a disponibilidade de condi&ccedil;&otilde;es adequadas para o uso da terra, como pol&iacute;ticas p&uacute;blicas direcionadas a esse setor, e o incentivo &agrave; organiza&ccedil;&atilde;o social e &agrave; vida comunit&aacute;ria.</p>     <p>Apesar da reforma agr&aacute;ria considerar a cria&ccedil;&atilde;o de projetos de assentamentos uma alternativa muito boa para o desenvolvimento dos espa&ccedil;os rurais, em algumas regi&otilde;es como no Norte do Brasil, por exemplo, muitos projetos de assentamentos foram criados, por&eacute;m, a aplica&ccedil;&atilde;o ineficiente de pol&iacute;ticas p&uacute;blicas afeta de forma significativa a qualidade de vida dos assentados. Por esse motivo, se faz necess&aacute;rio que os gestores desses modelos de projetos dediquem maior aten&ccedil;&atilde;o a esses espa&ccedil;os. Adicionalmente, &eacute; muito importante indicar que, ao versar sobre qualidade de vida de assentados da reforma agr&aacute;ria, torna-se imprescind&iacute;vel abordar o tema desenvolvimento rural.</p>     <p>O presente estudo ter&aacute; como foco o contexto social do PEAEX, e busca contribuir com o debate sobre regulariza&ccedil;&atilde;o fundi&aacute;ria e qualidade de vida de assentados na Amaz&ocirc;nia, atrav&eacute;s da descri&ccedil;&atilde;o da realidade local investigada e averiguada sobre as transforma&ccedil;&otilde;es ocorridas naquela &aacute;rea, ap&oacute;s a cria&ccedil;&atilde;o do assentamento.</p>     <p>Neste sentido, o objetivo do trabalho ser&aacute; averiguar como a regulariza&ccedil;&atilde;o fundi&aacute;ria contribui com a melhoria da qualidade de vida e no acesso as pol&iacute;ticas p&uacute;blicas pelos assentados no Projeto de Assentamento Estadual Agroextrativista Gleba Majari I, no munic&iacute;pio de Porto de Moz &ndash; Para.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>2. Material e M&eacute;todos</b></p>     <p><b>2.1. Caracteriza&ccedil;&atilde;o da &aacute;rea de estudo e perfil dos entrevistados</b></p>     <p>O PEAEX Gleba Majari I foi criado em 2009, pelo Instituto de Terras do Par&aacute; (ITERPA), para dar solu&ccedil;&atilde;o aos conflitos fundi&aacute;rios em terras p&uacute;blicas de dom&iacute;nio estadual. Est&aacute; localizado geograficamente no munic&iacute;pio de Porto de Moz, Estado do Par&aacute;, microrregi&atilde;o do Baixo Amazonas, entre a Floresta Nacional de Caxiuan&atilde; e a Reserva Extrativista Verde Para Sempre, nas Margens do Rio Majari, s&atilde;o duas as formas de acesso ao assentamento, pelo leito do rio ou pela PA-163, o PEAEX fica a uma dist&acirc;ncia de 45 km da sede municipal de Porto de Moz (<a href="#f1">Figura 1</a>). Em termos de superf&iacute;cie, corresponde a mais de 38 mil hectares, a maioria de floresta Ombr&oacute;fila densa. Com a cria&ccedil;&atilde;o do PEAEX o direito de uso dos recursos passou a ser das fam&iacute;lias, administrado pela associa&ccedil;&atilde;o dos moradores.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p> <a name="f1">     <p><img src="/img/revistas/got/n14/n14a03f1.gif"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>No assentamento, ao longo do rio, vivem 85 fam&iacute;lias as quais, basicamente, desenvolvem atividades agr&iacute;colas de subsist&ecirc;ncia (cria&ccedil;&atilde;o de animais de m&eacute;dio e pequeno porte, produ&ccedil;&atilde;o de culturas tempor&aacute;rias) e extrativismo (ca&ccedil;a, pesca, extra&ccedil;&atilde;o de madeira) todas com uso de baixa tecnologia. A renda das fam&iacute;lias adv&eacute;m principalmente dos programas de transfer&ecirc;ncia de renda do governo federal como bolsa fam&iacute;lia e aposentadoria.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>2.2. Defini&ccedil;&atilde;o da amostra</b></p>     <p>Para caracteriza&ccedil;&atilde;o e conhecimento acerca da regulariza&ccedil;&atilde;o fundi&aacute;ria e qualidade de vida dos assentados no Projeto de Assentamento Gleba Majari I, foi trabalhado da seguinte forma, o assentamento est&aacute; dividido em duas comunidades, comunidade Espirito Santo que possui um percentual de 36,4% dos assentados e comunidade S&atilde;o Jo&atilde;o que possui um percentual de 63,6% dos assentados. A distribui&ccedil;&atilde;o espacial das localidades amostradas neste estudo encontra-se na (<a href="#f1">Figura 1</a>).</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>2.3. Descri&ccedil;&atilde;o do m&eacute;todo, t&eacute;cnicas e ferramentas</b></p>     <p>Para a coleta de dados foram realizadas entrevistas semiestruturadas com a aplica&ccedil;&atilde;o de question&aacute;rio e observa&ccedil;&atilde;o direta com registro fotogr&aacute;fico.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>O m&eacute;todo utilizado na pesquisa foi a abordagem qualitativa com o objetivo de compreender a din&acirc;mica social do p&uacute;blico alvo estudado.</p>     <p>De acordo com Godoy (1995):</p>     <blockquote>     <p>De maneira diversa, a pesquisa qualitativa n&atilde;o procura enumerar e/ ou medir os eventos estudados, nem emprega instrumental estat&iacute;stico na an&aacute;lise dos dados. Parte de quest&otilde;es ou focos de interesses amplos, que v&atilde;o se definindo &agrave; medida que o estudo se desenvolve. Envolve a obten&ccedil;&atilde;o de dados descritivos sobre pessoas, lugares e processos interativos pelo contato direto do pesquisador com a situa&ccedil;&atilde;o estudada, procurando compreender os fen&ocirc;menos segundo a perspectiva dos sujeitos, ou seja, dos participantes da situa&ccedil;&atilde;o em estudo (GODOY, 1995, p. 2).</p> </blockquote>     <p>Uma das t&eacute;cnicas utilizadas foi a entrevista semiestruturada que possibilitou uma melhor intera&ccedil;&atilde;o com os assentados na coleta de dados.</p>     <p>Como aborda Gil (2008):</p>     <blockquote>     <p>A entrevista &eacute; seguramente a mais flex&iacute;vel de todas as t&eacute;cnicas de coleta de dados de que disp&otilde;em as ci&ecirc;ncias sociais. Da&iacute; porque podem ser definidos diferentes tipos de entrevista, em fun&ccedil;&atilde;o de seu n&iacute;vel de estrutura&ccedil;&atilde;o. As entrevistas mais estruturadas s&atilde;o aquelas que predeterminam em maior grau as respostas a serem obtidas, ao passo que as menos estruturadas s&atilde;o desenvolvidas de forma mais espont&acirc;nea, sem que estejam sujeitas a um modelo preestabelecido de interroga&ccedil;&atilde;o (GIL, 2008, p. 130).</p> </blockquote>     <p>Outra t&eacute;cnica utilizada foi a de observa&ccedil;&atilde;o direta que auxilia na compreens&atilde;o do meio.</p>     <p>Segundo Gil (2008):</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<blockquote>     <p>[...] a observa&ccedil;&atilde;o constitui elemento fundamental para a pesquisa. Desde a formula&ccedil;&atilde;o do problema, passando pela constru&ccedil;&atilde;o de hip&oacute;teses, coleta, an&aacute;lise e interpreta&ccedil;&atilde;o dos dados, a observa&ccedil;&atilde;o desempenha papel imprescind&iacute;vel no processo de pesquisa. &Eacute;, todavia, na fase de coleta de dados que o seu papel se torna mais evidente. A observa&ccedil;&atilde;o &eacute; sempre utilizada nessa etapa, conjugada a outras t&eacute;cnicas ou utilizada de forma exclusiva (GIL, 2008, p. 119).</p> </blockquote>     <p>Para coleta de dados foram aplicados 68 question&aacute;rios semiestruturados nas duas comunidades, 26 question&aacute;rios na comunidade Espirito Santo e 42 na comunidade S&atilde;o Jo&atilde;o, no m&ecirc;s de julho de 2016. O question&aacute;rio constituiu-se de perguntas fechadas, abertas e semiabertas, divididas nos seguintes itens: 1-Identifica&ccedil;&atilde;o da fam&iacute;lia, 2-Uso do Solo, 3-Extrativismo, 4-Organiza&ccedil;&atilde;o Social, 5-Pol&iacute;ticas P&uacute;blicas e opini&atilde;o sobre cria&ccedil;&atilde;o do assentamento.</p>     <p>Para Gil (2002):</p>     <blockquote>     <p>[...] question&aacute;rio &eacute; a t&eacute;cnica de investiga&ccedil;&atilde;o composta por um n&uacute;mero mais ou menos elevado de quest&otilde;es apresentadas por escrito &agrave;s pessoas, tendo por objetivo o conhecimento de opini&otilde;es, cren&ccedil;as, sentimentos, interesses, expectativas, situa&ccedil;&otilde;es vivenciadas, etc (GIL, 2002, p. 42).</p> </blockquote>     <p>Outra ferramenta utilizada foi o registro fotogr&aacute;fico que auxiliou com mais clareza na compreens&atilde;o dos dados coletados em campo.</p>     <p>Segundo Vergara (2006):</p>     <blockquote>     <p>A descri&ccedil;&atilde;o de determinadas situa&ccedil;&otilde;es por meio de imagens &eacute; considerada mais profunda do que por meio de palavras. Imagens podem provocar lembran&ccedil;as e reflex&otilde;es que acabariam se perdendo. Tal como o texto escrito, a fotoetnografia demanda um encadeamento. Caso contr&aacute;rio, corre-se o risco de apresentar apenas uma s&eacute;rie de fotografias desconectadas, que n&atilde;o refletem o objetivo da pesquisa (VERGARA, 2006, p. 93).</p> </blockquote>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A comunica&ccedil;&atilde;o aconteceu diretamente com o propriet&aacute;rio do im&oacute;vel ou, na aus&ecirc;ncia deste, com outro membro (maior de idade) da fam&iacute;lia que conhecesse o hist&oacute;rico da propriedade e se considerasse capaz de responder &agrave;s perguntas em campo, os dados foram tabulados utilizando a ferramenta online Google Docs, que permite a organiza&ccedil;&atilde;o e an&aacute;lise dos dados, gerando a partir da inser&ccedil;&atilde;o das informa&ccedil;&otilde;es gr&aacute;ficos e planilhas estat&iacute;sticas que auxiliaram na interpreta&ccedil;&atilde;o e discuss&atilde;o dos resultados.</p>     <p>A vida no assentamento foi analisada e avaliada pelos assentados tomando como crit&eacute;rio de refer&ecirc;ncia bens que qualificam as experi&ecirc;ncias por eles vivenciadas. Deste modo, os bens que passaram a dispor ap&oacute;s a conquista do assentamento servem como par&acirc;metros para comparar a situa&ccedil;&atilde;o atual com as experi&ecirc;ncias anteriores naquele local, &eacute;poca marcada pela precariedade no acesso a um lugar de trabalho e de moradia.</p>     <p>A an&aacute;lise das entrevistas realizadas com os assentados possibilitou a identifica&ccedil;&atilde;o de determinados elementos, que foram tratados neste trabalho como indicadores de regulariza&ccedil;&atilde;o fundi&aacute;ria e qualidade de vida das fam&iacute;lias do projeto do Projeto de assentamento Estadual Agroextrativista Gleba Majari I. Para a determina&ccedil;&atilde;o desses indicadores foi utilizada como base a pesquisa denominada &ldquo;A qualidade dos Assentamentos da Reforma Agr&aacute;ria Brasileira&rdquo; realizada pela equipe t&eacute;cnica da (USP), da Food and Agriculture Organization of the United Nations (FAO) e do Instituto Nacional de Coloniza&ccedil;&atilde;o e Reforma Agr&aacute;ria (INCRA), que teve como objetivo primeiro avaliar os aspectos qualitativos dos projetos de assentamento da reforma agr&aacute;ria brasileira, este trabalho representa uma estim&aacute;vel contribui&ccedil;&atilde;o para a formula&ccedil;&atilde;o de futuras pol&iacute;ticas p&uacute;blicas que poder&atilde;o auxiliar na escolha do melhor caminho a ser adotado para a resolu&ccedil;&atilde;o deste grande problema social (SPAROVEK 2003).</p>     <p>Entre esses elementos &eacute; poss&iacute;vel destacar o acesso &agrave; terra, aos servi&ccedil;os p&uacute;blicos e as fontes de rendas. Esses indicadores surgiram a partir das entrevistas que resgatavam a trajet&oacute;ria de vida dos assentados, o que permitiu analisar fatos e processos importantes para a compreens&atilde;o do que esses sujeitos valorizam e priorizam em suas vidas.</p>     <p>No <a href="#t1">quadro 1</a>, est&atilde;o elencados os elementos analisados neste trabalho como indicadores de regulariza&ccedil;&atilde;o fundi&aacute;ria e qualidade de vida. Eles foram definidos, principalmente ap&oacute;s a entrevista em campo com os assentados, e com os aspectos que consideravam essenciais para que alcan&ccedil;assem a seguran&ccedil;a com a posse da terra e acesso aos diretos sociais b&aacute;sicos.</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="t1">     <p><img src="/img/revistas/got/n14/n14a03t1.gif"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>3. Resultados e Discuss&atilde;o</b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>3.1. Regulariza&ccedil;&atilde;o Fundi&aacute;ria</b></p>     <p><b>3.1.1. Aquisi&ccedil;&atilde;o da terra</b></p>     <p>A maioria das propriedades no Projeto de Assentamento Estadual Agroextrativista Gleba Majari I, foram adquiridas a parir da d&eacute;cada de 70, do s&eacute;culo XX, onde as primeiras fam&iacute;lias foram se formando na comunidade denominada S&atilde;o Jo&atilde;o. Na d&eacute;cada de 80, outras fam&iacute;lias foram chegando e se instalando na comunidade denominada Esp&iacute;rito Santo. As principais atividades realizadas naquela &eacute;poca eram a retirada do leite da ma&ccedil;aranduba, a lavoura e a extra&ccedil;&atilde;o de madeira em tora. Sempre que algu&eacute;m chegava na regi&atilde;o, que hoje se encontra o Projeto de Assentamento, os assentados se reuniam e decidiam a perman&ecirc;ncia dela no local, caso a decis&atilde;o fosse favor&aacute;vel, era selecionada uma &aacute;rea e demarcada atrav&eacute;s do &ldquo;limite de respeito&rdquo; ou &ldquo;posse mansa&rdquo;, termos criados pelos assentados, onde ningu&eacute;m poderia ter direito a posse daquela terra a n&atilde;o ser o morador destinado a ela. O &uacute;nico crit&eacute;rio exigido para a perman&ecirc;ncia do novo assentado era trabalhar com a lavoura e cuidar da manuten&ccedil;&atilde;o da terra. Muitas pessoas adquiriram terras atrav&eacute;s da compra de &aacute;reas de assentados que foram para a regi&atilde;o, mas n&atilde;o se adaptaram com a localidade e com o estilo de vida, e acabavam vendendo a posse da terra que havia sido adquirida atrav&eacute;s da &ldquo;posse mansa&rdquo;.</p>     <p>Segundo Heredia et al. (2002):</p>     <blockquote>     <p>O acesso &agrave; terra permite &agrave;s fam&iacute;lias uma maior estabilidade e rearranjos nas estrat&eacute;gias de reprodu&ccedil;&atilde;o familiar que resultam, de modo geral, em uma melhoria dos rendimentos e das condi&ccedil;&otilde;es de vida, especialmente quando se considera a situa&ccedil;&atilde;o de pobreza e exclus&atilde;o social que caracterizava muitas dessas fam&iacute;lias antes do seu ingresso nos projetos de assentamento (HEREDIA et al., 2002, p.33).</p> </blockquote>     <p>Os resultados da pesquisa mostram que apesar do espa&ccedil;o territorial est&aacute; institucionalizado pelo Governo Estadual, ainda prevalecem pr&aacute;ticas antigas de aquisi&ccedil;&atilde;o de terras no assentamento, como por exemplo, a &ldquo;posse mansa&rdquo;. Segundo mostra a pesquisa, a presen&ccedil;a do &oacute;rg&atilde;o gestor, o ITERPA, &eacute; muito restrita no PEAEX, isso leva os assentados a tomarem conta dessa gest&atilde;o territorial atrav&eacute;s da sua associa&ccedil;&atilde;o, com suas pr&oacute;prias regras internas de conviv&ecirc;ncia.</p>     <p>A <a href="#f2">figura 2</a> mostra as formas como algumas fam&iacute;lias adquiriram a posse da terra antes da cria&ccedil;&atilde;o do Assentamento.</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="f2">     <p><img src="/img/revistas/got/n14/n14a03f2.gif"></p>     
]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><b>3.1.2. Documenta&ccedil;&atilde;o da Terra</b></p>     <p>Os resultados da pesquisa mostram que, ap&oacute;s a cria&ccedil;&atilde;o do assentamento, 84% dos assentados conseguiram adquirir o documento de concess&atilde;o de uso da terra. Isso mostra que a cria&ccedil;&atilde;o do PEAEX foi importante para essa conquista dos assentados.</p>     <p>De acordo com o ITERPA (2009):</p>     <blockquote>     <p>O objetivo buscado com a concess&atilde;o em assentamentos &eacute; retirar as &aacute;reas destinadas para a pequena propriedade da especula&ccedil;&atilde;o imobili&aacute;ria e estimular as a&ccedil;&otilde;es coletivas &ndash; tais como o associativismo &ndash; com o intuito de melhorar a qualidade e o pre&ccedil;o da produ&ccedil;&atilde;o familiar. A meta do governo estadual, atrav&eacute;s das a&ccedil;&otilde;es daquele &oacute;rg&atilde;o, &eacute; evitar que um assentamento de cem lotes se torne uma fazenda e a pessoa que recebeu a concess&atilde;o saia daquela localidade, v&aacute; para outro destino e pleiteie uma nova &aacute;rea. Isso n&atilde;o quer dizer que esse lote estar&aacute; &ldquo;fora do mercado&rdquo;, porque ele pode ser vendido, desde que o comprador seja uma pessoa que respeite e atenda as caracter&iacute;sticas da concess&atilde;o inicial (ITERPA, 2009, p. 43).</p> </blockquote>     <p>As fam&iacute;lias que ainda n&atilde;o possuem documenta&ccedil;&atilde;o da terra encontram-se nessa situa&ccedil;&atilde;o por raz&otilde;es como: falta de documentos pessoais (RG, CPF, entre outros), que, regularmente, os impossibilitavam de dar in&iacute;cio ao processo de regulariza&ccedil;&atilde;o documental da propriedade, al&eacute;m da falta de conhecimento dos procedimentos para retirada do documento (alguns assentados se quer sabem que tem direito de retirar a documenta&ccedil;&atilde;o da sua terra), e at&eacute;, a falta de recursos financeiros para pagar os custos do processo.</p>     <p>De acordo com o Plano Nacional de Reforma Agr&aacute;ria (PNRA), a execu&ccedil;&atilde;o da reforma agr&aacute;ria, estaria apoiada em um conjunto de grandes a&ccedil;&otilde;es classificadas em: programa b&aacute;sico, programas complementares e programas de apoio (ver <a href="#t2">quadro 2</a>).</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="t2">     <p><img src="/img/revistas/got/n14/n14a03t2.gif"></p>     
]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p>De acordo com as informa&ccedil;&otilde;es apresentadas no <a href="#t2">quadro 2</a>, pode-se perceber que o programa b&aacute;sico do PNRA consistia no assentamento de trabalhadores rurais, o qual deveria ocorrer preferencialmente em regi&otilde;es j&aacute; ocupadas pelos pr&oacute;prios trabalhadores e se fundamentar na oferta de terras, na promo&ccedil;&atilde;o de uso das mesmas e no apoio &agrave; organiza&ccedil;&atilde;o dos trabalhadores. Apesar das metas estabelecidas, o plano foi de grande import&acirc;ncia para firmar a pol&iacute;tica de reforma agr&aacute;ria no Brasil, e foi inicialmente mais direcionado para assentamentos que tinham interesse em controlar conflitos e tens&otilde;es em determinadas &aacute;reas de seus interesses. Por&eacute;m, para Fernandes (2013, p. 221) o debate sobre reforma agr&aacute;ria deve evidenciar o elemento conflito como uma das dimens&otilde;es essenciais para o desenvolvimento territorial. Evitando-se pensar esse processo a partir de uma vis&atilde;o meramente integradora, pois, as conflitualidades contribuem para que se alcance o desenvolvimento.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>3.1.3. Assist&ecirc;ncia t&eacute;cnica</b></p>     <p>Quando perguntados sobre assist&ecirc;ncia t&eacute;cnica no PEAEX, ap&oacute;s sua cria&ccedil;&atilde;o, 84% dos entrevistados responderam que nunca haviam recebido. Enquanto que, 16% afirmaram terem sido atendidos com esse servi&ccedil;o, mas, apenas durante um curto per&iacute;odo de tempo, quando iniciaram algumas atividades de plantio de lavouras tempor&aacute;rias. Ainda de acordo com os dados coletados, para esse mesmo grupo de assentados, a continuidade com a presta&ccedil;&atilde;o de servi&ccedil;os de assist&ecirc;ncia t&eacute;cnica diretamente no campo n&atilde;o teve continuidade.</p>     <p>A cria&ccedil;&atilde;o do PEAEX abriu caminho para que os assentados cobrem do poder p&uacute;blico &agrave; oferta de servi&ccedil;os de assist&ecirc;ncia t&eacute;cnica rural. Mesmo com o t&iacute;mido resultado constato nesta pesquisa, sobre a presta&ccedil;&atilde;o de servi&ccedil;os de assist&ecirc;ncia t&eacute;cnica naquela &aacute;rea, h&aacute; uma confirma&ccedil;&atilde;o de que houve esse servi&ccedil;o, que &eacute; necess&aacute;rio para o desenvolvimento da produ&ccedil;&atilde;o local. Para os entrevistados, a mudan&ccedil;a desse cen&aacute;rio desfavor&aacute;vel aconteceria se houvesse uma maior e melhor atua&ccedil;&atilde;o por parte da associa&ccedil;&atilde;o, que deve lutar por conquistas para o coletivo, e tamb&eacute;m dos &oacute;rg&atilde;os respons&aacute;veis em garantir a oferta desses servi&ccedil;os.&nbsp;&nbsp;&nbsp;</p>     <p>Segundo ASBRAER (2010):</p>     <blockquote>     <p>Os servi&ccedil;os de Ater t&ecirc;m abrang&ecirc;ncia de 95% do territ&oacute;rio brasileiro, formando uma das mais expressivas redes para a constru&ccedil;&atilde;o coletiva do conhecimento e a promo&ccedil;&atilde;o do desenvolvimento sustent&aacute;vel destes munic&iacute;pios. No entanto, apesar da evolu&ccedil;&atilde;o no or&ccedil;amento e do esfor&ccedil;o em prol da reestrutura&ccedil;&atilde;o desses servi&ccedil;os, somente um ter&ccedil;o dos estados contam com entidades de Ater estruturadas e com um processo moderno de gest&atilde;o. Os recursos federais ainda representam menos do que 10% dos investimentos feitos pelos governos estaduais, e os servi&ccedil;os chegam a apenas pouco mais de 30% dos agricultores brasileiros. (ASBRAER, 2010, p. 5).</p> </blockquote>     <p>Com base nos dados apresentados, &eacute; poss&iacute;vel considerar que, ap&oacute;s a cria&ccedil;&atilde;o do Projeto de Assentamento Estadual Agroextrativista Gleba Majari I houve avan&ccedil;os no contexto da regulariza&ccedil;&atilde;o fundi&aacute;ria, com a concess&atilde;o de posse e titula&ccedil;&atilde;o da terra e o surgimento de assist&ecirc;ncia t&eacute;cnica, apesar de ainda n&atilde;o atender satisfatoriamente a demanda da popula&ccedil;&atilde;o local. Para garantir a efici&ecirc;ncia dessas a&ccedil;&otilde;es &eacute; necess&aacute;rio que haja uma atua&ccedil;&atilde;o intensa do ITERPA, que &eacute; o gestor daquele espa&ccedil;o. No entanto, isso n&atilde;o &eacute; percebido pelos assentados, que consideram ter reca&iacute;do sobre si a responsabilidade de gerir o PEAEX.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><b>3.2. Qualidade de Vida</b></p>     <p><b>3.2.1. Acesso &agrave; Educa&ccedil;&atilde;o</b></p>     <p>Neste trabalho, o entendimento de rural considera as suas particularidades, assim como orienta Ara&uacute;jo (2008), ao salientar que, o reconhecimento do rural deve basear-se na concep&ccedil;&atilde;o, ao qual ele n&atilde;o pode ser definido por oposi&ccedil;&atilde;o, mas em sua rela&ccedil;&atilde;o com as cidades, devendo-se atentar sempre para a manuten&ccedil;&atilde;o de suas especificidades. Um dos meios poss&iacute;veis de mostrar e se utilizar dessas especificidades &eacute; a partir da educa&ccedil;&atilde;o. Uma educa&ccedil;&atilde;o aplicada ao cotidiano dessas pessoas, atendendo suas particularidades.</p>     <p>Quando questionados sobre a situa&ccedil;&atilde;o da educa&ccedil;&atilde;o no PEAEX, 100% dos entrevistados relataram que a consideram p&eacute;ssima no assentamento. Apesar de existir duas escolas, estando uma localizada na comunidade Esp&iacute;rito Santo e a outra na Comunidade S&atilde;o Jo&atilde;o, o grau de escolaridade ofertado &eacute; do 1&ordm; ao 9&ordm; ano do ensino fundamental. Entre os problemas relatados, foi indicado que os materiais escolares dispon&iacute;veis se encontram bastante deteriorados e desatualizados. Outro problema &eacute; a quest&atilde;o dos professores, que por n&atilde;o serem da localidade, possuem resist&ecirc;ncia em se instalarem e permanecerem no local. Mesmo havendo nas escolas um espa&ccedil;o, anexo, que &eacute; destinado para o acolhimento do professor durante a sua perman&ecirc;ncia na localidade, por&eacute;m, alguns n&atilde;o se adaptam ao local, e acabam dando alguns dias de aula e voltam para a cidade, isso afeta o calend&aacute;rio escolar dos alunos do assentamento. Existe um projeto de constru&ccedil;&atilde;o de uma nova escola, que ser&aacute; um polo escolar no assentamento, que deve concentrar todos os alunos das duas comunidades, mas j&aacute; faz 10 anos que o projeto existe, mas a obra se nunca foi se quer iniciada.</p>     <p>O acesso &agrave;s escolas &eacute; feito todo pelo leito do rio Majari, um assentado com barco pr&oacute;prio realiza o trajeto dos alunos com o apoio da prefeitura de Porto de Moz, que cede o combust&iacute;vel para a realiza&ccedil;&atilde;o desse transporte de alunos, mas isso ainda est&aacute; muito longe do ideal para contribuir com a qualidade do ensino no assentamento.</p>     <p>Os dados da pesquisa revelam que 72% dos assentados do PEAEX tem apenas o ensino fundamental incompleto, e 16% informaram nunca ter frequentado a escola. Isso mostra que esse ainda &eacute; um dos desafios que precisa ser pelo menos mitigado no assentamento. Na <a href="#f3">figura 3</a> est&aacute; projetado o resultado da verifica&ccedil;&atilde;o, desse componente, pela pesquisa.</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="f3">     <p><img src="/img/revistas/got/n14/n14a03f3.gif"></p>     
<p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Verificou-se que a maior parte das fam&iacute;lias assentadas (43%) possui at&eacute; a quarta s&eacute;rie e 27% possui entre a quinta e oitava s&eacute;ries. Constatou-se que o reduzido n&iacute;vel de escolaridade da grande maioria das pessoas que se ocupam das atividades agr&iacute;colas &eacute;, sem d&uacute;vida, um enorme obst&aacute;culo para a melhoria da qualidade de vida no campo, uma vez que compromete o aumento da produtividade do trabalho, do crescimento dos sal&aacute;rios e, consequentemente, da renda no campo, contribuindo para a perman&ecirc;ncia dos graves problemas da pobreza rural (HOFFMANN; NEY, 2004). E mesmo com esse cen&aacute;rio desfavor&aacute;vel, pouco foi feito para reverter essa situa&ccedil;&atilde;o.</p>     <p>Dados da Comiss&atilde;o Econ&ocirc;mica para a Am&eacute;rica Latina (CEPAL), segundo Durston (1994), mostram que no Brasil campon&ecirc;s 55% dos rapazes t&ecirc;m menos de quatro anos de estudo. A precariedade da situa&ccedil;&atilde;o educacional das mo&ccedil;as tamb&eacute;m &eacute; grave, mas, menos que a dos rapazes: 42% das jovens camponesas t&ecirc;m menos de quatro anos de estudo. Para que se tenha uma ideia da posi&ccedil;&atilde;o do Brasil na Am&eacute;rica Latina quanto a este aspecto, no Chile apenas 5% dos rapazes (e 4% das mo&ccedil;as) est&atilde;o nesta situa&ccedil;&atilde;o e mesmo no M&eacute;xico as cifras s&atilde;o bem menos graves que no Brasil: 27% dos rapazes e 21% das mo&ccedil;as (ABRAMOVAY, 2001). Tomando os dados de Abramovay (2001) com base, pode-se interpretar que a situa&ccedil;&atilde;o do PEAEX &eacute; preocupante, pois, o percentual est&aacute; muito acima da m&eacute;dia do Brasil.</p>     <p>Devido &agrave;s dificuldades e limita&ccedil;&otilde;es com a oferta de ensino no assentamento, muitos jovens v&atilde;o morar na cidade para poder estudar, essa pr&aacute;tica causa uma grande diminui&ccedil;&atilde;o na for&ccedil;a de trabalho do campo, tendo em vista que algumas fam&iacute;lias dependem da for&ccedil;a de trabalho dos membros da unidade de produ&ccedil;&atilde;o familiar, mas, muitos dos jovens acostumam com a vida na cidade e n&atilde;o voltam para o campo. Como resultado disso, a idade do trabalho no campo vai aumentando e a quantidade e qualidade da produ&ccedil;&atilde;o diminuindo, causando s&eacute;rios problemas para as fam&iacute;lias que sobrevivem da agricultura familiar. A <a href="#f4">figura 4</a> mostra que o principal motivo para a sa&iacute;da de jovens do assentamento &eacute; a busca por estudos na cidade (DALCIN; TROIAN, 2009).</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="f4">     <p><img src="/img/revistas/got/n14/n14a03f4.gif"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p><b>3.2.2. Servi&ccedil;os de Sa&uacute;de</b></p>     <p>&Eacute; muito preocupante a situa&ccedil;&atilde;o da sa&uacute;de no mundo inteiro. No Brasil, as pol&iacute;ticas p&uacute;blicas voltadas a esse setor ainda s&atilde;o insuficientes para suprir toda a demanda do pa&iacute;s, e principalmente para as pessoas de baixo poder aquisitivo que dependem muito dessa melhoria na sa&uacute;de. A desigualdade ainda &eacute; muito grande, nesse sentido, s&atilde;o poucas pessoas que conseguem ter acesso a um sistema de sa&uacute;de de qualidade, enquanto outros esperam atitude do poder p&uacute;blico que lhes possibilitem ter acesso a um servi&ccedil;o de sa&uacute;de com qualidade.</p>     <p>Um importante passo na constru&ccedil;&atilde;o de uma sa&uacute;de p&uacute;blica ocorreu gra&ccedil;as a diversos movimentos que lutaram para que se consolidasse um sistema &uacute;nico de sa&uacute;de, onde todos pudessem ter direitos iguais. No final da d&eacute;cada de 80 foi consolidado o Sistema &Uacute;nico de Sa&uacute;de (SUS) um avan&ccedil;o enorme para a popula&ccedil;&atilde;o brasileira garantida pela constitui&ccedil;&atilde;o federal (RETKA et al., 2003).</p>     <p>Infelizmente no meio rural, quest&otilde;es relacionadas &agrave; sa&uacute;de ainda &eacute; um entrave muito grande mesmo em meio a todas as pol&iacute;ticas p&uacute;blicas, um quadro que tem que ser revisto pelo poder p&uacute;blico para buscar solu&ccedil;&otilde;es cab&iacute;veis para essa popula&ccedil;&atilde;o, esse fato ocorre tanto em pa&iacute;ses desenvolvidos quanto em pa&iacute;ses em desenvolvimento.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Os resultados da pesquisa mostram que, de acordo com os assentados a sa&uacute;de no assentamento &eacute; uma das quest&otilde;es mais dif&iacute;ceis, pois, n&atilde;o existe posto de sa&uacute;de, ou mesmo um agente comunit&aacute;rio de sa&uacute;de, tampouco h&aacute; transporte para locomo&ccedil;&atilde;o at&eacute; o hospital, na cidade. Ou seja, n&atilde;o &eacute; oferecido no assentamento nenhum tipo de atendimento na &aacute;rea da sa&uacute;de, mesmo esse direito estando previsto na legisla&ccedil;&atilde;o. Quando algum assentado fica doente, a &uacute;nica alternativa que ele tem &eacute; pedir dinheiro emprestado para poder comprar combust&iacute;vel para colocar na sua canoa e transportar a pessoa doente at&eacute; um hospital na cidade de Porto de Moz. Existe um acesso para a cidade pela PA-163, que fica a aproximadamente 5 km da entrada do assentamento, alguns assentados quando disp&otilde;em de alguma condi&ccedil;&atilde;o financeira, fazem liga&ccedil;&otilde;es &agrave;s margens da PA-163 para tentar conseguir um meio de transporte rodovi&aacute;rio para levar o doente.</p>     <p>No assentamento n&atilde;o &eacute; poss&iacute;vel realizar liga&ccedil;&otilde;es telef&ocirc;nicas, pois, n&atilde;o existe torre de transmiss&atilde;o, isso dificulta ainda mais a vida dos assentados, quem n&atilde;o tem condi&ccedil;&otilde;es de pagar um transporte rodovi&aacute;rio, tem que levar o doente atrav&eacute;s de transporte fluvial pelo leito do rio at&eacute; a cidade de Porto de Moz, alguns assentados moram mais distantes da sede municipal e podem levar at&eacute; tr&ecirc;s horas somando o tempo de transporte fluvial at&eacute; a entrada da PA-163 e o tempo de transporte rodovi&aacute;rio, os assentados que levam o doente direto por transporte fluvial podem levar at&eacute; sete horas de viagem.</p>     <p>Diversos estudos, entre eles: Arcury et al. (2005) e Travassos e Viacava (2007), mostram a import&acirc;ncia dos fatores geogr&aacute;ficos e espaciais no acesso e utiliza&ccedil;&atilde;o de servi&ccedil;os de sa&uacute;de pela popula&ccedil;&atilde;o rural. Segundo Arcury et al. (2005), o fator geogr&aacute;fico &eacute; parte importante da estrutura conceitual da utiliza&ccedil;&atilde;o de servi&ccedil;os de sa&uacute;de nessa popula&ccedil;&atilde;o, sofrendo grande influ&ecirc;ncia tamb&eacute;m da capacidade de mobilidade das pessoas.</p>     <p>Para se ter acesso a servi&ccedil;os de sa&uacute;de em &aacute;reas rurais, deve haver um balan&ccedil;o entre a necessidade dos assentados e a possibilidades deles de transporte.</p>     <p>Para Travassos e Viacava (2007), a redu&ccedil;&atilde;o das desvantagens no acesso e na utiliza&ccedil;&atilde;o dos servi&ccedil;os de sa&uacute;de para as popula&ccedil;&otilde;es rurais implica em melhorar a oferta de servi&ccedil;os e organiz&aacute;-los de modo a atender &agrave;s especificidades territoriais, culturais e sociais desses grupos populacionais. Por meio desta pesquisa, constatou-se que pol&iacute;ticas p&uacute;blicas de sa&uacute;de b&aacute;sica, n&atilde;o est&atilde;o sendo implantadas, e isso resulta em s&eacute;rios problemas para as comunidades, em todos os aspectos, seja no social, cultural ou econ&ocirc;mico.</p>     <p>Com rela&ccedil;&atilde;o a esse problema, os assentados atrav&eacute;s da associa&ccedil;&atilde;o emitiram expedientes endere&ccedil;ados ao poder p&uacute;blico municipal exigindo a oferta dos servi&ccedil;os b&aacute;sicos de sa&uacute;de naquela localidade. Por&eacute;m, at&eacute; o momento em que essa pesquisa acontecia, o problema ainda n&atilde;o tinha sido solucionado.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>3.2.3. Moradia</b></p>     <p>Outro ponto importante &eacute; a quest&atilde;o da moradia dos assentados no PEAEX,</p>     <p>Segundo Grisa e Schneider (2015):</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<blockquote>     <p>Mesmo previsto em v&aacute;rias Leis Federais, poucos recursos foram investidos pelo setor p&uacute;blico em habita&ccedil;&atilde;o rural no pa&iacute;s at&eacute; o ano de 2003, com exce&ccedil;&atilde;o dos investimentos realizados pelo Instituto Nacional de Coloniza&ccedil;&atilde;o e Reforma Agraria (INCRA) nos assentamentos da reforma agraria e alguns investimentos em habita&ccedil;&atilde;o rural realizados por Estados da federa&ccedil;&atilde;o, como e o caso do Rio Grande do Sul (GRISA; SCHNEIDER, 2015, p. 467).</p> </blockquote>     <p>A partir de 2003 um grupo de trabalho composto por atores sociais e pol&iacute;ticos se reuniu para tratar da cria&ccedil;&atilde;o de um programa de habita&ccedil;&atilde;o que atendesse as exig&ecirc;ncias do meio rural, foi proposta a cria&ccedil;&atilde;o do Programa de Habita&ccedil;&atilde;o Rural (PHR), que se vinculou com o Programa Nacional de Habita&ccedil;&atilde;o (PNH), em parceria com a Caixa Econ&ocirc;mica Federal. Isso foi preciso pelo fato dos programas existentes de habita&ccedil;&atilde;o rural oferecerem condi&ccedil;&otilde;es diferentes do programa de habita&ccedil;&atilde;o urbano, o que causava essa distin&ccedil;&atilde;o eram as condi&ccedil;&otilde;es de renda das fam&iacute;lias, que n&atilde;o acontecem de maneira fixa no meio rural, o que impedia essas fam&iacute;lias de se enquadrar nos financiamentos habitacionais nos moldes urbanos (GRISA; SCHNEIDER, 2015).</p>     <p>Em fevereiro de 2016 houve uma reuni&atilde;o no PEAEX com a participa&ccedil;&atilde;o de um representante da casa de governo federal, um representante do INCRA e representantes da associa&ccedil;&atilde;o do assentamento, a pauta da reuni&atilde;o tratava-se de um cadastro que seria feito para todas as fam&iacute;lias que residem no assentamento, para participar do projeto minha casa minha vida, onde seriam constru&iacute;das casas de alvenaria e que iriam fornecer mais conforto para todas as fam&iacute;lias, mas, at&eacute; a data da pesquisa nada ainda teria sido feito com rela&ccedil;&atilde;o a isso. 100% das moradias dentro do assentamento s&atilde;o constru&iacute;das de madeira, algumas casas possuem piso com lajota, algumas com forro, outras t&ecirc;m parte das paredes de alvenaria e parte de madeira.</p>     <p>Algumas casas est&atilde;o em estado cr&iacute;tico, oferecendo risco de acidentes para seus moradores, mas em entrevista com essas pessoas, elas alegaram que ou moram ali ou, infelizmente, n&atilde;o ter&atilde;o onde morar, e que n&atilde;o possuem condi&ccedil;&otilde;es para fazer melhorias na casa e tem que conviver com os riscos. Esse &eacute; outro ponto que mostra a reduzida aten&ccedil;&atilde;o do poder p&uacute;blico com a qualidade de vida daquelas pessoas. Atrav&eacute;s da <a href="#f5">figura 5</a> &eacute; poss&iacute;vel visualizar imagens de resid&ecirc;ncias no PEAEX.</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="f5">     <p><img src="/img/revistas/got/n14/n14a03f5.gif"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p><b>3.2.4. Abastecimento de &aacute;gua e luz el&eacute;trica</b></p>     <p>Ao serem perguntados sobre o abastecimento de &aacute;gua, 90% dos entrevistados responderam que n&atilde;o possuem &aacute;gua encanada, existe &aacute;gua encanada com po&ccedil;o e bombeamento apenas na vila da comunidade Espirito Santo e na vila da Comunidade S&atilde;o Jo&atilde;o (<a href="#f6">Figura 6</a>). O sistema de abastecimento foi implantado pelos pr&oacute;prios assentados, a &aacute;gua que a maioria deles utiliza &eacute; a pr&oacute;pria &aacute;gua do rio Majari, que por muitas vezes encontra-se em estado p&eacute;ssimo para o consumo. A &aacute;gua encanada &eacute; usada para beber, fazer a comida, lavar lou&ccedil;a, lavar roupa e para dar aos animais. Antes da cria&ccedil;&atilde;o do PEAEX, muitas balsas madeireiras trafegavam no leito do rio, o que causava um grande problema, as &aacute;guas ficavam sujas por dias e a maioria que dependia da &aacute;gua limpa, ficava sem o recurso natural em decorr&ecirc;ncia do tr&aacute;fego de balsas. Com a cria&ccedil;&atilde;o do PEAEX a passagem de balsas naquela &aacute;rea foi interrompida, devolvendo o aspecto natural do rio e em consequ&ecirc;ncia uma melhor qualidade da &aacute;gua. Algumas fam&iacute;lias utilizam filtros de barro na esperan&ccedil;a de melhorar um pouco a qualidade dessas &aacute;guas, outros que n&atilde;o tem condi&ccedil;&otilde;es acabam utilizando a &aacute;gua do jeito que pegam no rio sem nenhum tipo de tratamento, isso por muitas vezes acaba gerando problemas de sa&uacute;de aos usu&aacute;rios.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p> <a name="f6">     <p><img src="/img/revistas/got/n14/n14a03f6.gif"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>&Aacute;gua &eacute; o elemento essencial para a manuten&ccedil;&atilde;o da vida, um recurso limitado e que possui papel significativo no desenvolvimento econ&ocirc;mico e social de uma regi&atilde;o. Entretanto, os usos m&uacute;ltiplos e inadequados interferem na qualidade da &aacute;gua em diferentes escalas e acarretam a diminui&ccedil;&atilde;o da sua quantidade em termos de qualidade. Al&eacute;m de ser um recurso limitado e dotado de valor econ&ocirc;mico, a Pol&iacute;tica Nacional de Recursos H&iacute;dricos a define como um bem de dom&iacute;nio p&uacute;blico e, assim sendo, todos t&ecirc;m o direito ao seu uso.</p>     <p>Com rela&ccedil;&atilde;o &agrave; energia el&eacute;trica, apenas 46% dos assentados possuem energia em casa, enquanto que 54% n&atilde;o possui. Os assentados que possuem energia el&eacute;trica 86% s&atilde;o de forma particular, com a utiliza&ccedil;&atilde;o de geradores que funcionam com o uso de combust&iacute;vel, e 14% possuem energia da rede p&uacute;blica, estes se localizam a aproximadamente 2 km da PA-163 e conseguiram puxar a instala&ccedil;&atilde;o da estrada. Nas vilas das comunidades Esp&iacute;rito Santo e S&atilde;o Jo&atilde;o, &eacute; utilizado um gerador comunit&aacute;rio para as fam&iacute;lias que vivem l&aacute;, para a manuten&ccedil;&atilde;o e para compra de combust&iacute;vel todos os assentados de cada vila se re&uacute;nem e fazem a compra do combust&iacute;vel necess&aacute;rio. (<a href="#f7">Figura 7</a>). J&aacute; existiram propostas por parte da associa&ccedil;&atilde;o com pretens&atilde;o de conseguir implantar o projeto luz para todos no assentamento, mas, em decorr&ecirc;ncia de ainda n&atilde;o ter havido consenso entre as duas comunidades, as propostas ainda n&atilde;o se consolidaram.</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="f7">     <p><img src="/img/revistas/got/n14/n14a03f7.gif"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p><b>3.2.5. Economia e produ&ccedil;&atilde;o</b></p>     <p>A economia do assentamento Gleba Majari I, em grande parte, &eacute; baseada na agricultura familiar, no plantio de culturas perenes e anuais e tamb&eacute;m na cria&ccedil;&atilde;o de animais. Mas, essa economia &eacute; afetada por diversos fatores, e caracter&iacute;sticas similares a que foi verificada no PEAEX s&atilde;o apontadas por Bianchini (2005), ao destacar que, as principais dificuldades para o desenvolvimento da produ&ccedil;&atilde;o agr&iacute;cola familiar no Brasil s&atilde;o: baixa capitaliza&ccedil;&atilde;o, dificuldade de acesso a linhas de cr&eacute;ditos oficiais, e de acesso &agrave; tecnologia, al&eacute;m da disparidade produtiva inter-regional, acesso &agrave; assist&ecirc;ncia t&eacute;cnica para a produ&ccedil;&atilde;o rural, e o acesso aos mercados modernos.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Com a falta de pol&iacute;ticas p&uacute;blicas como, o acesso &agrave; educa&ccedil;&atilde;o de qualidade que ocasiona o &ecirc;xodo rural de jovens para a cidade, a assist&ecirc;ncia t&eacute;cnica para melhorar o conhecimento sobre a produ&ccedil;&atilde;o, o cr&eacute;dito rural para financiar maquin&aacute;rio para melhorar a terra, os meios de transporte para escoar a produ&ccedil;&atilde;o, a energia el&eacute;trica para a conserva&ccedil;&atilde;o dos alimentos, entre outros, a economia e o sistema de produ&ccedil;&atilde;o do PEAEX ficam comprometidos.&nbsp; Para Pitaguari e Lima (2005), pol&iacute;ticas p&uacute;blicas que compreendem gastos p&uacute;blicos capazes de diminuir os custos de produ&ccedil;&atilde;o e viabilizar o setor produtivo melhoram as condi&ccedil;&otilde;es estruturais de crescimento e desenvolvimento da economia local. Sendo assim, as pol&iacute;ticas p&uacute;blicas voltadas &agrave; promo&ccedil;&atilde;o da agricultura familiar seriam capazes de diminuir algumas das dificuldades hist&oacute;ricas para o desenvolvimento do setor como: a baixa capitaliza&ccedil;&atilde;o, a dificuldade de acesso ao cr&eacute;dito, e o acesso aos mercados modernos pela ado&ccedil;&atilde;o de novas tecnologias. Superadas tais dificuldades, o setor poderia ent&atilde;o contribuir para a economia local e para o desenvolvimento das sociedades onde est&atilde;o inseridos.</p>     <p>Quando questionados durante a pesquisa como eles se identificavam profissionalmente, 77,9% se autodeclararam agricultores, por terem nascido e se criado na ro&ccedil;a, isso mostra a raiz do pequeno produtor que em meio as grandes dificuldades n&atilde;o abandonam sua forma de trabalhar e viver.</p>     <p>O Projeto de Coopera&ccedil;&atilde;o entre a FAO e o INCRA, conforme aponta Bianchini (2005), dividiu os agricultores familiares em 4 tipologias de acordo com a renda, assim representados: <i>tipo A &ndash; </i>agricultores familiares capitalizados; <i>tipo B &ndash; </i>agricultores familiares em processo de capitaliza&ccedil;&atilde;o; <i>tipo C &ndash; </i>agricultores familiares em n&iacute;veis de reprodu&ccedil;&atilde;o m&iacute;nima; <i>tipo D &ndash; </i>agricultores familiares abaixo da linha de pobreza. A divis&atilde;o por tipologia de agricultores familiares &eacute; referencial importante para a implementa&ccedil;&atilde;o de pol&iacute;ticas p&uacute;blicas diferenciadas de acesso ao cr&eacute;dito a cada categoria. Nesse contexto, ao considerar os dados dessa pesquisa, torna-se poss&iacute;vel afirmar que, os assentados do PEAEX, est&atilde;o enquadrados como agricultores familiares tipo D, abaixo da linha da pobreza. A &uacute;nica fonte de renda relacionada com a produ&ccedil;&atilde;o que mais se expressa no assentamento &eacute; a planta&ccedil;&atilde;o de mandioca, para produ&ccedil;&atilde;o de farinha, com um percentual de 90% das fam&iacute;lias trabalhando com essa cultura, que n&atilde;o gera uma grande fonte de renda, mas, ajuda na alimenta&ccedil;&atilde;o. Segundo os entrevistados, a maioria dos alimentos b&aacute;sicos dentro do assentamento n&atilde;o vem da sua produ&ccedil;&atilde;o familiar, eles s&atilde;o adquiridos na cidade, isso quando tem dinheiro para comprar, o resto &eacute; complementado com os recursos naturais, como ca&ccedil;a e pesca.</p>     <p>Questionados sobre os principais problemas que dificultam a vida de quem mora no PEAEX, os que aparecem com mais express&atilde;o foram: atendimento &agrave; sa&uacute;de com 40,3%, meio de transporte com 37,1%, acesso &agrave; educa&ccedil;&atilde;o com 27,4%, assist&ecirc;ncia t&eacute;cnica com 19,4, e meio de comunica&ccedil;&atilde;o com 11,3%, mostrando a insatisfa&ccedil;&atilde;o dos assentados com esses fatores.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>3.2.6. Acesso a programas sociais </b></p>     <p>A fonte de renda do agricultor familiar pode se apresentar de duas formas: fonte de renda agr&iacute;cola que se baseia na sua produ&ccedil;&atilde;o, que pode ser utilizada para seu pr&oacute;prio consumo e de sua fam&iacute;lia, como para adquirir renda comercial realizando a venda dessa produ&ccedil;&atilde;o. E fonte de renda n&atilde;o agr&iacute;cola que &eacute; baseada no recebimento de sal&aacute;rio por presta&ccedil;&atilde;o de servi&ccedil;o, recebimento de aposentadoria, auxilio doen&ccedil;a ou pens&atilde;o atrav&eacute;s da previd&ecirc;ncia social (STOFFEL; COLOGNESE, 2005).</p>     <p>Grande parte das fam&iacute;lias no assentamento &eacute; benefici&aacute;ria do programa bolsa fam&iacute;lia. O Programa foi institu&iacute;do pelo Governo Federal, pela Lei n&ordm; 10.836, de 9 de janeiro de 2004, regulamentado pelo Decreto n&ordm; 5.209, de 17 de setembro de 2004, alterado pelo Decreto n&ordm; 6.157 de 16 de julho de 2007. Ele &eacute; gerenciado pelo Minist&eacute;rio de Desenvolvimento Social e Combate &agrave; Fome (MDS) e beneficia fam&iacute;lias pobres (com renda mensal por pessoa de R$ 60,01 a R$ 120,00), e extremamente pobres (com renda mensal por pessoa de at&eacute; R$ 60,00) (BRASIL, 2004). Considerada como renda n&atilde;o agr&iacute;cola, esse auxilio ajuda v&aacute;rias fam&iacute;lias que est&atilde;o realmente abaixo da linha da pobreza que &eacute; o caso de diversas fam&iacute;lias no assentamento.</p>     <p>Existem fam&iacute;lias que possuem o perfil para se tornarem benefici&aacute;rias do programa, por&eacute;m, por falta de documenta&ccedil;&atilde;o pessoal e da terra, elas n&atilde;o conseguem realizar o cadastro. A associa&ccedil;&atilde;o est&aacute; buscando solu&ccedil;&otilde;es para garantir o acesso &agrave; documenta&ccedil;&atilde;o pelos assentados que n&atilde;o possuem, e com isso possibilitar o direito de acesso aos benef&iacute;cios para aqueles que ainda n&atilde;o foram contemplados. Em contrapartida, a cria&ccedil;&atilde;o do PEAEX foi de grande ajuda para que as fam&iacute;lias pudessem ter acesso ao benef&iacute;cio bolsa fam&iacute;lia, no entanto, muito ainda precisa ser feito para melhorar essa situa&ccedil;&atilde;o.</p>     <p>Outro acesso &agrave; pol&iacute;tica p&uacute;blica social &eacute; a aposentadoria que alguns assentados est&atilde;o recebendo. Segundo Debert (1999), a partir das transforma&ccedil;&otilde;es do envelhecimento postula-se uma nova designa&ccedil;&atilde;o desta faixa et&aacute;ria de &ldquo;terceira idade&rdquo;. Esta express&atilde;o infere uma contribui&ccedil;&atilde;o positiva da velhice, pois n&atilde;o busca apenas resolver as dificuldades econ&ocirc;micas dos idosos, mas proporcionar cuidados socioculturais e psicol&oacute;gicos. Esta mesma autora afirma que para atender aos interesses das rela&ccedil;&otilde;es contempor&acirc;neas na modernidade, o conceito de terceira idade refere-se, em geral, &agrave;queles idosos que ainda n&atilde;o atingiram a velhice &ldquo;mais avan&ccedil;ada&rdquo;, na faixa dos 55 aos 70 anos de idade e que ainda possuem uma vida saud&aacute;vel e tempo livre para o lazer, assim como para novas experi&ecirc;ncias nessa nova etapa da vida.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Alguns assentados recebem o benef&iacute;cio da aposentadoria no PEAEX, entretanto, cerca de 30% j&aacute; atingiram a idade para ter direito ao benef&iacute;cio, mas esbarram no problema da falta de documenta&ccedil;&atilde;o pessoal, e ainda n&atilde;o conseguiram dar entrada ao processo de aposentadoria, al&eacute;m disso, outro problema &eacute; a falta de conhecimento sobre o direito ao benef&iacute;cio o que dificulta ainda mais a garantia desse direito aos assentados. Isso afeta bastante a vida de algumas fam&iacute;lias, que pela idade avan&ccedil;ada n&atilde;o conseguem mais trabalhar no campo e dependeriam dessa renda da aposentadoria para continuar vivendo.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>4. Considera&ccedil;&otilde;es Finais</b></p>     <p>Mesmo com os esfor&ccedil;os dos assentados para realizar a cria&ccedil;&atilde;o do PEAEX, para tentar resolver quest&otilde;es como regulariza&ccedil;&atilde;o fundi&aacute;ria, garantir financiamentos para melhorar a produ&ccedil;&atilde;o, garantia de assist&ecirc;ncia t&eacute;cnica, pol&iacute;ticas p&uacute;blicas de sa&uacute;de, educa&ccedil;&atilde;o e moradia, infraestrutura com transporte para escoar produ&ccedil;&atilde;o, acesso a programas sociais, entre v&aacute;rios outros, ainda est&atilde;o um pouco distantes de atenderem de forma satisfat&oacute;ria os assentados. Mesmo com o distanciamento do Estado e de outros atores externos, os assentados continuam na luta em busca dos seus direitos.</p>     <p>Fam&iacute;lias vivendo abaixo da linha da pobreza, por muitas vezes sem ter o que comer, passando por dificuldades que n&atilde;o deveriam, est&atilde;o l&aacute; totalmente esquecidas, com a esperan&ccedil;a que um dia os gestores e outros atores externos compare&ccedil;am e deem a devida aten&ccedil;&atilde;o que eles merecem. A pesquisa mostra que n&atilde;o h&aacute; qualidade de vida adequada para essas fam&iacute;lias, muitas pensam em sair, mas permanecem porque acreditam na for&ccedil;a da terra, querem permanecer at&eacute; o fim mesmo diante de todas as dificuldades. Mas isso n&atilde;o os impede de exercer seu papel na gest&atilde;o do seu territ&oacute;rio, com uma associa&ccedil;&atilde;o bem estruturada e com a for&ccedil;a de vontade de grande parte das fam&iacute;lias, os assentados do PEAEX est&atilde;o buscando se inserir no contexto de desenvolvimento rural e qualidade de vida na regi&atilde;o.</p>     <p>Mesmo com todos os problemas, os assentados atrav&eacute;s da associa&ccedil;&atilde;o tentam assegurar a boa conviv&ecirc;ncia interna, mas isso n&atilde;o garante a prote&ccedil;&atilde;o f&iacute;sica e os meios necess&aacute;rios para o desenvolvimento social e econ&ocirc;mico do territ&oacute;rio constitu&iacute;do no PEAEX. A associa&ccedil;&atilde;o est&aacute; se articulando e buscando evocar a participa&ccedil;&atilde;o das ag&ecirc;ncias oficiais (federal, estadual e/ou municipal) para o fortalecimento da governan&ccedil;a local.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>5. Refer&ecirc;ncias bibliogr&aacute;ficas</b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>ABRAMOVAY, R. <i>O futuro das popula&ccedil;&otilde;es rurais.</i> Porto Alegre, Ed. UFRGS,2001.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1751098&pid=S2182-1267201800020000300001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>ARCURY, T. A; GESLER, W. M. PREISSER, J. S.; SHERMAN, J. SPENCER, J.; PERIN, J. <i>The Effects of Geography and Spatial Behavior on Health Care Utilization among the Residents of a Rural Region</i>. Health Services Research, v. 40, n.1, February, 2005.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1751100&pid=S2182-1267201800020000300002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>ARAUJO, J. D. S. A. <i>A escola rural brasileira; vencendo os desafios nos caminhos e descaminhos do tempo.</i> Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.ufpi.br/mesteduc/eventos/ivencontro/GT1/escola_rural.pdf" target="_blank">http://www.ufpi.br/mesteduc/eventos/ivencontro/GT1/escola_rural.pdf</a>. Acessado em: BIAZZO, P. P. <i>Campo e rural, cidade e urbano: distin&ccedil;&otilde;es necess&aacute;rias para uma perspectiva cr&iacute;tica em geografia agr&aacute;ria.</i> 4&ordm; Encontro Nacional de Grupos de Pesquisa &ndash; ENGRUP, S&atilde;o Paulo, pp. 132-150, 2008.</p>     <!-- ref --><p>ASBRAER. <i>Servi&ccedil;os de ATER para o Brasil CONTEPOR&Acirc;NEO</i>. 1. Ed. DF, 2010, 20 p.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1751103&pid=S2182-1267201800020000300004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>BERGAMASCO, S. M. P. P; NORDER, L. A. C. Os impactos regionais dos assentamentos rurais em S&atilde;o Paulo (1996-1997). In: <i>A forma&ccedil;&atilde;o dos assentamentos rurais no Brasil: processos sociais e pol&iacute;ticas p&uacute;blicas</i> / organizado por Medeiros, L. S.&nbsp; e Leite, S. Porto Alegre/Rio de Janeiro: Ed. Universidade/UFRGS/CPDA, 1999.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1751105&pid=S2182-1267201800020000300005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>BERGAMASCO, S. M. P. P; BLANC-PAMARD, C.; CHONCHOL, M. E. <i>Por um Atlas dos assentamentos brasileiros: espa&ccedil;os de pesquisa.</i> Rio de Janeiro: DL/Brasil, 1997.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1751107&pid=S2182-1267201800020000300006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>BIANCHINI, V. <i>O universo da agricultura familiar e sua contribui&ccedil;&atilde;o ao desenvolvimento rural</i>. Rio de Janeiro, 2005. Curso de Aperfei&ccedil;oamento em Agroecologia. REDCAPA &ndash; Rede de Institui&ccedil;&otilde;es Vinculadas &agrave; Capacita&ccedil;&atilde;o em Economia e Pol&iacute;tica Agr&iacute;cola da Am&eacute;rica Latina e Caribe.</p>     <!-- ref --><p>BRASIL. Lei Federal n&ordm; 10.836, de 9 de janeiro de 2004. <i>Disp&otilde;e sobre o Programa Bolsa Fam&iacute;lia e d&aacute; outras providencias</i>. Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2004-2006/2004/lei/l10.836.htm" target="_blank">http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2004-2006/2004/lei/l10.836.htm</a>. Acesso em 20 de julho de 2017.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1751110&pid=S2182-1267201800020000300008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>DALCIN, D; TROIAN, A. Jovem no meio rural a dicotomia entre sair e permanecer: um estudo de caso. Semin&aacute;rio Nacional: Sociologia &amp; Pol&iacute;tica, 1., 2009, Curitiba. <i>Anais eletr&ocirc;nicos...</i> Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.humanas.ufpr.br/site/evento/SociologiaPolitica/GTs-ONLINE/GT7%20online/jovem-meio-rural-DioneiaDalcin.pdf" target="_blank">http://www.humanas.ufpr.br/site/evento/SociologiaPolitica/GTs-ONLINE/GT7%20online/jovem-meio-rural-DioneiaDalcin.pdf</a>. Acesso em: 03 nov. 2017.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1751112&pid=S2182-1267201800020000300009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>DEBERT, G. G. <i>A reinven&ccedil;&atilde;o da velhice: socializa&ccedil;&atilde;o e processos de reprivatizar&atilde;o do envelhecimento</i>. S&atilde;o Paulo: Ed. Edusp/Fapesp, 1999.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1751114&pid=S2182-1267201800020000300010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>DURSTON, J. <i>Juventude do campo, modernidade e democracia: Desafio para os Noventa.</i> In: Juventude e Desenvolvimento do campo no Cone sul Latino americano. S&eacute;rie Documentos Tem&aacute;ticos. RS. Brasil. Junho 1994.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1751116&pid=S2182-1267201800020000300011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>FERNANDES, B. M. Entrando nos territ&oacute;rios do Territ&oacute;rio. In: PAULINO, Eliane Tomiasi; FABRINI, Jo&atilde;o Edmilson. <i>Campesinato e territ&oacute;rios em disputa</i>. S&atilde;o Paulo: Express&atilde;o Popular, 2008. p. 273-302.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1751118&pid=S2182-1267201800020000300012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>FERNANDES, B. M. Quest&atilde;o Agr&aacute;ria: Conflitualidade e Desenvolvimento Territorial. In: STEDILE, Jo&atilde;o Pedro (Org.); ESTEVAM, Douglas (assistente de pesquisa). <i>A Quest&atilde;o Agr&aacute;ria no Brasil: O debate na d&eacute;cada de 2000.</i> &ndash; 1.ed.-S&atilde;o Paulo: Express&atilde;o Popular, 2013. p. 173-238.</p>     <!-- ref --><p>GIL, A. C. <i>Como elaborar projetos de pesquisa</i>. 2002, p. 45.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1751121&pid=S2182-1267201800020000300014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>GIL, A. C. <i>M&eacute;todos e t&eacute;cnicas de pesquisa social</i>. 6. Ed. &ndash; S&atilde;o Paulo: Atlas, 2008.</p>     <!-- ref --><p>GODOY, A. S. Introdu&ccedil;&atilde;o a Pesquisa Quaitativa e Suas Possibilidades. <i>Revista de Administra&ccedil;&atilde;o de Empresas</i>, S&atilde;o Paulo, v. 35, n. 2, p. 57-63, mar./abr. 1995.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1751124&pid=S2182-1267201800020000300016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>GRISA, C; SCHNEIDER, S. <i>Pol&iacute;ticas P&uacute;blicas de Desenvolvimento Rural no Brasil</i>. Porto Alegre: Editora da UFRGS, 2015. 624 p.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1751126&pid=S2182-1267201800020000300017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>HEREDIA, B; MEDEIROS, L; PALMEIRA, M; CINTR&Atilde;O, R; LEITE, S, P. An&aacute;lise dos impactos regionais da reforma agr&aacute;ria no Brasil. <i>Estudos Sociedade e Agricultura</i>, v. 18, p.73-111, abr. 2002.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1751128&pid=S2182-1267201800020000300018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>HOFFMANN, R; NEY, M. G. <i>Desigualdade, escolaridade e rendimentos na agricultura, ind&uacute;stria e servi&ccedil;os, de 1992 a 2002</i>. In: <i>XLII Congresso Brasileiro de Economia e Sociologia Rural: Cuiab&aacute;, 2004. Anais...</i> Cuiab&aacute;, MT: UFMT; Embrapa Florestas, 2004, Cd-rom. 28 p.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1751130&pid=S2182-1267201800020000300019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>ITERPA. <i>Regulariza&ccedil;&atilde;o Territorial: a regulariza&ccedil;&atilde;o fundi&aacute;ria como instrumento de ordenar o espa&ccedil;o e democratizar o acesso &agrave; terra</i>. Texto, Instituto de Terras do Par&aacute;; Organiza&ccedil;&atilde;o, Jane Aparecida Marques e Maria Ataide Malcher. Bel&eacute;m: ITERPA, 2009. 74 p.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1751132&pid=S2182-1267201800020000300020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>ITERPA. Instru&ccedil;&atilde;o Normativa n&ordm; 3, de 9 de junho de 2010. <i>Disp&otilde;e sobre o processo de cria&ccedil;&atilde;o dos Projetos Estaduais de assentamentos</i>. Instituto de Terras do Par&aacute;. <i>Di&aacute;rio Oficial do Estado</i>, Bel&eacute;m, PA, n. 31.766, p. 16-21, 05 de Out. de 2010. Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.ioepa.com.br/diarios/2010/2010.10.05.DOE.pdf" target="_blank">http://www.ioepa.com.br/diarios/2010/2010.10.05.DOE.pdf</a>. Acesso em: 10 nov. 2016.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1751134&pid=S2182-1267201800020000300021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>PEREIRA, L. B. <i>Evolu&ccedil;&atilde;o da pecu&aacute;ria bubalina e a transforma&ccedil;&atilde;o dos ecossistemas na resex verde para sempre: um olhar a partir da an&aacute;lise retrospectiva</i>. Programa de P&oacute;s-Gradua&ccedil;&atilde;o em Agriculturas Amaz&ocirc;nicas. NEAF/PPGAA/UFPA, B&eacute;lem: 2013. 179p.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1751136&pid=S2182-1267201800020000300022&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>PITAGUARI, S. O; LIMA, J. F. As id&eacute;ias keynesianas e o crescimento do produto nas economias locais. <i>Intera&ccedil;&otilde;es: Revista Internacional de Desenvolvimento Local</i>, Campo Grande, v. 6, n. 10, p. 11-20, 2005.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1751138&pid=S2182-1267201800020000300023&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>RETKA, N; CENTENARO, A; GREG&Oacute;RIO J&Uacute;NIOR, H. I; RIZZOTTO, M. L. F. A sa&uacute;de no Brasil a partir da d&eacute;cada de 80: retrospectiva hist&oacute;rica e conjuntura atual. Semin&aacute;rio Nacional: Estado e Pol&iacute;ticas Sociais no Brasil, 3., 2003, Cascavel. <i>Anais eletr&ocirc;nicos... </i>Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.cac-php.unioeste.br/projetos/gpps/midia/seminario1/trabalhos/Saude/eixo1/42NilvoRetka.pdf" target="_blank">http://www.cac-php.unioeste.br/projetos/gpps/midia/seminario1/trabalhos/Saude/eixo1/42NilvoRetka.pdf</a>. Acesso em: 03 nov. 2017.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1751140&pid=S2182-1267201800020000300024&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>SPAROVEK, G. <i>A qualidade dos assentamentos da reforma agr&aacute;ria brasileira</i>. &ndash; S&atilde;o Paulo: P&aacute;ginas &amp; Letras Editora e Gr&aacute;fica, 2003.</p>     <!-- ref --><p>STOFFEL, J.&nbsp; A; COLOGNESE, S. A<b>. </b><i>Formas de organiza&ccedil;&atilde;o produtiva da pequena produ&ccedil;&atilde;o agr&iacute;cola familiar no Oeste do Paran&aacute;: potencialidades e obst&aacute;culos</i>. <i>Cadernos de Economia</i>, Chapec&oacute;, v. 9, n. 16, p. 25-42, 2005.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1751143&pid=S2182-1267201800020000300026&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>TEISSERENC, P. Governan&ccedil;a territorial em reservas extrativistas. <i>Revista P&oacute;s Ciencias Sociais</i>. V.11, n. 22, jul/dez.2014.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1751145&pid=S2182-1267201800020000300027&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>TRAVASSOS, C; VIACAVA, F. <i>Acesso e Uso de Servi&ccedil;os de Sa&uacute;de em Idosos Residentes em &Aacute;reas Rurais, Brasil, 1998 e 2003</i>. Cad. de Sa&uacute;de P&uacute;blica, Rio de Janeiro, n. 23, v. 10, p. 2490-2502, out 2007.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1751147&pid=S2182-1267201800020000300028&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>VERGARA, S. C. <i>Projetos e relat&oacute;rios de pesquisa em administra&ccedil;&atilde;o</i>. S&atilde;o Paulo: Atlas, 2006.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1751149&pid=S2182-1267201800020000300029&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a href="#_ftnref1" name="_ftn1">[1]</a> O presente trabalho foi realizado com apoio financeiro do N&uacute;cleo de Extens&atilde;o em Desenvolvimento Territorial (NEDET).</p>      ]]></body><back>
<ref-list>
<ref id="B1">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[ABRAMOVAY]]></surname>
<given-names><![CDATA[R.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[O futuro das populações rurais]]></source>
<year>2001</year>
<publisher-loc><![CDATA[Porto Alegre ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Ed. UFRGS]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B2">
<nlm-citation citation-type="">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[ARCURY]]></surname>
<given-names><![CDATA[T. A]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[GESLER]]></surname>
<given-names><![CDATA[W. M.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[PREISSER]]></surname>
<given-names><![CDATA[J. S.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[SHERMAN]]></surname>
<given-names><![CDATA[J.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[SPENCER]]></surname>
<given-names><![CDATA[J.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[PERIN]]></surname>
<given-names><![CDATA[J.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[The Effects of Geography and Spatial Behavior on Health Care Utilization among the Residents of a Rural Region]]></article-title>
<source><![CDATA[]]></source>
<year>Febr</year>
<month>ua</month>
<day>ry</day>
<volume>40</volume>
<numero>1</numero>
<issue>1</issue>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B3">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[ARAUJO]]></surname>
<given-names><![CDATA[J. D. S. A.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[A escola rural brasileira: vencendo os desafios nos caminhos e descaminhos do tempo]]></article-title>
<person-group person-group-type="editor">
<name>
<surname><![CDATA[BIAZZO]]></surname>
<given-names><![CDATA[P. P.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Campo e rural, cidade e urbano: distinções necessárias para uma perspectiva crítica em geografia agrária]]></source>
<year>2008</year>
<page-range>132-150</page-range><publisher-loc><![CDATA[São Paulo ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[4º Encontro Nacional de Grupos de Pesquisa - ENGRUP]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B4">
<nlm-citation citation-type="">
<collab>ASBRAER</collab>
<source><![CDATA[Serviços de ATER para o Brasil CONTEPORÂNEO]]></source>
<year>2010</year>
<edition>1. Ed.</edition>
<publisher-loc><![CDATA[^eDF DF]]></publisher-loc>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B5">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[BERGAMASCO]]></surname>
<given-names><![CDATA[S. M. P. P]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[NORDER]]></surname>
<given-names><![CDATA[L. A. C.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Os impactos regionais dos assentamentos rurais em São Paulo (1996-1997)]]></article-title>
<person-group person-group-type="editor">
<name>
<surname><![CDATA[Medeiros]]></surname>
<given-names><![CDATA[L. S.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Leite]]></surname>
<given-names><![CDATA[S.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[A formação dos assentamentos rurais no Brasil: processos sociais e políticas públicas]]></source>
<year>1999</year>
<publisher-loc><![CDATA[Porto AlegreRio de Janeiro ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Ed. Universidade/UFRGS/CPDA]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B6">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[BERGAMASCO]]></surname>
<given-names><![CDATA[S. M. P. P]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[BLANC-PAMARD]]></surname>
<given-names><![CDATA[C.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[CHONCHOL]]></surname>
<given-names><![CDATA[M. E.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Por um Atlas dos assentamentos brasileiros: espaços de pesquisa]]></source>
<year>1997</year>
<publisher-loc><![CDATA[Rio de Janeiro ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[DL/Brasil]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B7">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[BIANCHINI]]></surname>
<given-names><![CDATA[V.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[O universo da agricultura familiar e sua contribuição ao desenvolvimento rural]]></source>
<year>2005</year>
<publisher-loc><![CDATA[Rio de Janeiro ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[REDCAPA - Rede de Instituições Vinculadas à Capacitação em Economia e Política Agrícola da América Latina e Caribe]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B8">
<nlm-citation citation-type="">
<collab>BRASIL</collab>
<source><![CDATA[Lei Federal nº 10.836, de 9 de janeiro de 2004: Dispõe sobre o Programa Bolsa Família e dá outras providencias]]></source>
<year></year>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B9">
<nlm-citation citation-type="">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[DALCIN]]></surname>
<given-names><![CDATA[D]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[TROIAN]]></surname>
<given-names><![CDATA[A.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Jovem no meio rural a dicotomia entre sair e permanecer: um estudo de caso]]></article-title>
<source><![CDATA[Seminário Nacional: Sociologia & Política]]></source>
<year>2009</year>
<edition>1</edition>
<publisher-loc><![CDATA[Curitiba ]]></publisher-loc>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B10">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[DEBERT]]></surname>
<given-names><![CDATA[G. G.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[A reinvenção da velhice: socialização e processos de reprivatizarão do envelhecimento]]></source>
<year>1999</year>
<publisher-loc><![CDATA[São Paulo ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Ed. Edusp/Fapesp]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B11">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[DURSTON]]></surname>
<given-names><![CDATA[J.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Juventude do campo, modernidade e democracia: Desafio para os Noventa]]></article-title>
<source><![CDATA[Juventude e Desenvolvimento do campo no Cone sul Latino americano]]></source>
<year>Junh</year>
<month>o </month>
<day>19</day>
<publisher-name><![CDATA[RS]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B12">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[FERNANDES]]></surname>
<given-names><![CDATA[B. M.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Entrando nos territórios do Território]]></article-title>
<person-group person-group-type="editor">
<name>
<surname><![CDATA[PAULINO]]></surname>
<given-names><![CDATA[Eliane Tomiasi]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[FABRINI]]></surname>
<given-names><![CDATA[João Edmilson]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Campesinato e territórios em disputa]]></source>
<year>2008</year>
<page-range>273-302</page-range><publisher-loc><![CDATA[São Paulo ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Expressão Popular]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B13">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[FERNANDES]]></surname>
<given-names><![CDATA[B. M.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Questão Agrária: Conflitualidade e Desenvolvimento Territorial]]></article-title>
<person-group person-group-type="editor">
<name>
<surname><![CDATA[STEDILE]]></surname>
<given-names><![CDATA[João Pedro]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[ESTEVAM]]></surname>
<given-names><![CDATA[Douglas]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[A Questão Agrária no Brasil: O debate na década de 2000]]></source>
<year>2013</year>
<edition>1.ed.</edition>
<page-range>173-238</page-range><publisher-loc><![CDATA[São Paulo ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Expressão Popular]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B14">
<nlm-citation citation-type="">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[GIL]]></surname>
<given-names><![CDATA[A. C.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Como elaborar projetos de pesquisa]]></source>
<year>2002</year>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B15">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[GIL]]></surname>
<given-names><![CDATA[A. C.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Métodos e técnicas de pesquisa social]]></source>
<year>2008</year>
<edition>6. Ed.</edition>
<publisher-loc><![CDATA[São Paulo ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Atlas]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B16">
<nlm-citation citation-type="">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[GODOY]]></surname>
<given-names><![CDATA[A. S.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Introdução a Pesquisa Quaitativa e Suas Possibilidades]]></article-title>
<source><![CDATA[]]></source>
<year>mar.</year>
<month>/a</month>
<day>br</day>
<volume>35</volume>
<numero>2</numero>
<issue>2</issue>
<page-range>57-63</page-range><publisher-loc><![CDATA[São Paulo ]]></publisher-loc>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B17">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[GRISA]]></surname>
<given-names><![CDATA[C]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[SCHNEIDER]]></surname>
<given-names><![CDATA[S.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Políticas Públicas de Desenvolvimento Rural no Brasil]]></source>
<year>2015</year>
<publisher-loc><![CDATA[Porto Alegre ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Editora da UFRGS]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B18">
<nlm-citation citation-type="">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[HEREDIA]]></surname>
<given-names><![CDATA[B]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[MEDEIROS]]></surname>
<given-names><![CDATA[L]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[PALMEIRA]]></surname>
<given-names><![CDATA[M]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[CINTRÃO]]></surname>
<given-names><![CDATA[R]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[LEITE]]></surname>
<given-names><![CDATA[P.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Análise dos impactos regionais da reforma agrária no Brasil]]></article-title>
<source><![CDATA[]]></source>
<year>abr.</year>
<month> 2</month>
<day>00</day>
<volume>18</volume>
<page-range>73-111</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B19">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[HOFFMANN]]></surname>
<given-names><![CDATA[R]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[NEY]]></surname>
<given-names><![CDATA[M. G.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Desigualdade, escolaridade e rendimentos na agricultura, indústria e serviços, de 1992 a 2002]]></article-title>
<source><![CDATA[XLII Congresso Brasileiro de Economia e Sociologia Rural: Cuiabá, 2004]]></source>
<year>2004</year>
<publisher-loc><![CDATA[Cuiabá^eMT MT]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[UFMT; Embrapa Florestas]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B20">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Marques]]></surname>
<given-names><![CDATA[Jane Aparecida]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Malcher]]></surname>
<given-names><![CDATA[Maria Ataide]]></given-names>
</name>
</person-group>
<collab>ITERPA</collab>
<source><![CDATA[Regularização Territorial: a regularização fundiária como instrumento de ordenar o espaço e democratizar o acesso à terra]]></source>
<year>2009</year>
<publisher-loc><![CDATA[Belém ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Texto, Instituto de Terras do ParáITERPA]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B21">
<nlm-citation citation-type="book">
<collab>ITERPA</collab>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Instrução Normativa nº 3, de 9 de junho de 2010: Dispõe sobre o processo de criação dos Projetos Estaduais de assentamentos]]></article-title>
<source><![CDATA[]]></source>
<year>16-2</year>
<month>1,</month>
<day> 0</day>
<numero>31.766</numero>
<issue>31.766</issue>
<publisher-loc><![CDATA[Belém^ePA PA]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Instituto de Terras do Pará]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B22">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[PEREIRA]]></surname>
<given-names><![CDATA[L. B.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Evolução da pecuária bubalina e a transformação dos ecossistemas na resex verde para sempre: um olhar a partir da análise retrospectiva]]></source>
<year>2013</year>
<publisher-loc><![CDATA[Bélem ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[NEAF/PPGAA/UFPA]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B23">
<nlm-citation citation-type="">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[PITAGUARI]]></surname>
<given-names><![CDATA[S. O]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[LIMA]]></surname>
<given-names><![CDATA[J. F.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[As idéias keynesianas e o crescimento do produto nas economias locais]]></article-title>
<source><![CDATA[]]></source>
<year>2005</year>
<volume>6</volume>
<numero>10</numero>
<issue>10</issue>
<page-range>11-20</page-range><publisher-loc><![CDATA[Campo Grande ]]></publisher-loc>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B24">
<nlm-citation citation-type="">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[RETKA]]></surname>
<given-names><![CDATA[N]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[CENTENARO]]></surname>
<given-names><![CDATA[A]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[GREGÓRIO JÚNIOR]]></surname>
<given-names><![CDATA[H. I]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[RIZZOTTO]]></surname>
<given-names><![CDATA[M. L. F.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[A saúde no Brasil a partir da década de 80: retrospectiva histórica e conjuntura atual]]></article-title>
<source><![CDATA[Seminário Nacional: Estado e Políticas Sociais no Brasil]]></source>
<year>2003</year>
<edition>3</edition>
<publisher-loc><![CDATA[Cascavel ]]></publisher-loc>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B25">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[SPAROVEK]]></surname>
<given-names><![CDATA[G.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[A qualidade dos assentamentos da reforma agrária brasileira]]></source>
<year>2003</year>
<publisher-loc><![CDATA[São Paulo ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Páginas & Letras Editora e Gráfica]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B26">
<nlm-citation citation-type="">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[STOFFEL]]></surname>
<given-names><![CDATA[J. A]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[COLOGNESE]]></surname>
<given-names><![CDATA[S. A.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Formas de organização produtiva da pequena produção agrícola familiar no Oeste do Paraná: potencialidades e obstáculos]]></article-title>
<source><![CDATA[]]></source>
<year>2005</year>
<volume>9</volume>
<numero>16</numero>
<issue>16</issue>
<page-range>25-42</page-range><publisher-loc><![CDATA[Chapecó ]]></publisher-loc>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B27">
<nlm-citation citation-type="">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[TEISSERENC]]></surname>
<given-names><![CDATA[P.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Governança territorial em reservas extrativistas]]></article-title>
<source><![CDATA[]]></source>
<year>jul/</year>
<month>de</month>
<day>z.</day>
<volume>11</volume>
<numero>22</numero>
<issue>22</issue>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B28">
<nlm-citation citation-type="">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[TRAVASSOS]]></surname>
<given-names><![CDATA[C]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[VIACAVA]]></surname>
<given-names><![CDATA[F.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Acesso e Uso de Serviços de Saúde em Idosos Residentes em Áreas Rurais, Brasil, 1998 e 2003]]></article-title>
<source><![CDATA[]]></source>
<year>out </year>
<month>20</month>
<day>07</day>
<volume>10</volume>
<numero>23</numero>
<issue>23</issue>
<page-range>2490-2502</page-range><publisher-loc><![CDATA[Rio de Janeiro ]]></publisher-loc>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B29">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[VERGARA]]></surname>
<given-names><![CDATA[S. C.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Projetos e relatórios de pesquisa em administração]]></source>
<year>2006</year>
<publisher-loc><![CDATA[São Paulo ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Atlas]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
</ref-list>
</back>
</article>
