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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Paisagem e produção agrícola regional: uma análise a partir de mapas temáticos da Mesorregião Centro Ocidental Paranaense, Sul do Brasil]]></article-title>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Landscape and regional agricultural production: an analysis based on thematic maps of the western central mesoregion of Parana, Southern Brazil]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[The research had the objective of mapping the variables related to municipal agricultural production of the Western Central Mesoregion of Parana (in Southern Brazil), identifying the types of farming that are predominant regionally and its spatial distribution, associated to geographical and landscape conditions. The mapping process occurred with the input of QGIS and the data were obtained from IBGE. The analysis took into account the correlation between the agriculture distribution patterns alongside the characteristics of regional landscape. Based on the mapping it was possible to identify the predominance of soybean and corn farming, except for some municipalities, where topography is dissected and soils are fragile, where there is predominance of livestock farming and fruit farming has increased.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><b>ARTIGO</b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Paisagem e produ&ccedil;&atilde;o agr&iacute;cola regional: uma an&aacute;lise a partir de mapas tem&aacute;ticos da Mesorregi&atilde;o Centro Ocidental Paranaense, Sul do Brasil</b></p>     <p><b>Landscape and regional agricultural production: an analysis based on thematic maps of the western central mesoregion of Parana, Southern Brazil</b></p>     <p><b>&nbsp;</b></p>     <p><b>Colavite, Ana</b><sup>1</sup><b>; Massoquim, Nair</b><sup>1</sup><b>; Gon&ccedil;alves, Mariana</b><sup>2</sup><b>;</b></p>     <p><sup>1</sup>Universidade Estadual do Paran&aacute;, Colegiado de Geografia e Laborat&oacute;rio de Geoprocessamento e Sensoriamento Remoto; 87.302-060, Av. Comendador Norberto Marcondes, 733, Campo Mour&atilde;o, Paran&aacute;, Brasil; <a href="mailto:apcolavite@hotmail.com">apcolavite@hotmail.com</a>; <a href="mailto:nmassoquim@gmail.com">nmassoquim@gmail.com</a></p>     <p><sup>2</sup>Universidade Estadual do Paran&aacute;, Especializa&ccedil;&atilde;o em Geografia, Meio Ambiente e Ensino; 87.302-060, Av. Comendador Norberto Marcondes, 733, Campo Mour&atilde;o, Paran&aacute;, Brasil; <a href="mailto:mary_colavite@hotmail.com">mary_colavite@hotmail.com</a></p>     <p><b>&nbsp;</b></p>     <p><b>RESUMO</b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Na pesquisa teve-se como objetivo realizar o mapeamento de vari&aacute;veis relacionadas &agrave; produ&ccedil;&atilde;o agr&iacute;cola municipal, da Mesorregi&atilde;o Centro Ocidental Paranaense (localizada no Sul do Brasil), identificando os tipos de cultivo que predominam regionalmente e sua distribui&ccedil;&atilde;o espacial, associada &agrave;s condi&ccedil;&otilde;es geogr&aacute;ficas e paisag&iacute;sticas. O processo de mapeamento ocorreu com o aporte do QGis e os dados foram obtidos no IBGE. A analise considerou as correla&ccedil;&otilde;es entre os padr&otilde;es de distribui&ccedil;&atilde;o da agricultura, associados &agrave;s caracteristicas da paisagem regional. Com base no mapeamento, foi poss&iacute;vel identificar o predom&iacute;nio dos cultivos da soja e do milho, a exce&ccedil;&atilde;o de alguns munic&iacute;pios, nos quais o relevo &eacute; mais dissecado e os solos s&atilde;o fr&aacute;geis, em que h&aacute; o predominio da pecu&aacute;ria e tem adquirido status a fruticultura.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Palavras-chave</b>: Cartografia Tem&aacute;tica; Impactos socioambientais; Agricultura; Fragilidade Ambiental; Potencial de uso da terra; Desenvolvimento Regional.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>ABSTRACT</b></p>     <p>The research had the objective of mapping the variables related to municipal agricultural production of the Western Central Mesoregion of Parana (in Southern Brazil), identifying the types of farming that are predominant regionally and its spatial distribution, associated to geographical and landscape conditions. The mapping process occurred with the input of QGIS and the data were obtained from IBGE. The analysis took into account the correlation between the agriculture distribution patterns alongside the characteristics of regional landscape. Based on the mapping it was possible to identify the predominance of soybean and corn farming, except for some municipalities, where topography is dissected and soils are fragile, where there is predominance of livestock farming and fruit farming has increased.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Keywords</b>: Thematic Cartography; Socioenvironmental impacts; Agriculture; Environmental vulnerability; Potential land use; Regional Development.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>1. Introdu&ccedil;&atilde;o</b></p>     <p>As paisagens s&atilde;o resultantes da combina&ccedil;&atilde;o din&acirc;mica de elementos do meio natural, os quais interagem, conferindo ao ambiente distintos graus de potencialidade no uso da terra (BERTRAND, 1972; SOTCHAVA, 1977) e, consequentemente, fragilidades. Entretanto, uma paisagem n&atilde;o se restringe apenas ao meio f&iacute;sico e aos recursos de explora&ccedil;&atilde;o natural, mas nas diversas formas de ocupa&ccedil;&atilde;o socioespacial organizadas pelo homem (TRICART, 1977).</p>     <p>As sociedades s&atilde;o protagonistas nos processos de constru&ccedil;&atilde;o, modifica&ccedil;&atilde;o e transforma&ccedil;&atilde;o das paisagens, imprimindo nestas, suas caracteristicas culturais, seu modo de ser e viver, bem como registrando o dom&iacute;nio de t&eacute;cnicas e tecnologias, que varia no decorrer do tempo (SAUER, 2004; PASSOS, 1998). As paisagens s&atilde;o reflexos das identidades culturais e seus ambientes naturais apresentam potencial para serem transformados em m&uacute;ltiplas paisagens, entretanto as mudan&ccedil;as t&ecirc;m como base as defini&ccedil;&otilde;es culturais dos grupos que ali se encontram (GREIDER, GARKOVICH, 1994).</p>     <p>Essas rela&ccedil;&otilde;es de uso e intera&ccedil;&atilde;o do homem com a paisagem levaram Maximiano (2004, p.89) a afimar que &ldquo;a vis&atilde;o da paisagem sempre teve um aspecto utilitarista para praticamente todos os povos e em todas as &eacute;pocas&rdquo;. E, neste contexto, Fajardo (2008, p.20) coloca que &ldquo;[...] os processos de ordem econ&ocirc;mica afetam diretamente os aspectos vis&iacute;veis da paisagem al&eacute;m dos pr&oacute;prios processos naturais combinados no interior da mesma&rdquo;.&nbsp; E, para Passos et al (2012), o dinamismo das sociedades atuais e a fluidez e intensidade de suas atividades (explora&ccedil;&atilde;o desenfreada dos recursos naturais, novos usos do solo, instala&ccedil;&atilde;o de grandes infraestruturas, dentre outras vari&aacute;veis) s&atilde;o indutoras de transforma&ccedil;&otilde;es das paisagens.</p>     <p>Ao discutir as rela&ccedil;&otilde;es entre agricultura e desenvolvimento Sayer et al (2012) salientam que a abordagem paisag&iacute;stica deve ser considerada, e o meio termo entre o uso e a explora&ccedil;&atilde;o dos recursos deve ser atingido, atendendo as demandas sociais sem, todavia, renunciar &agrave; conserva&ccedil;&atilde;o da natureza, este constituiria o campo de an&aacute;lise das paisagens multifuncionais. Embora o desenvolvimento da agricultura seja fundamental para atender a demanda mundial por alimentos, e tem sido impar na din&acirc;mica socioecon&ocirc;mica do Brasil, faz-se importante analisar sua distribui&ccedil;&atilde;o espacial, para compreender como tem interferido na constitui&ccedil;&atilde;o das paisagens regionais.</p>     <p>Na pesquisa, teve-se como objetivo realizar o mapeamento tem&aacute;tico de vari&aacute;veis relacionadas &agrave; produ&ccedil;&atilde;o agr&iacute;cola dos munic&iacute;pios da Mesorregi&atilde;o Centro Ocidental Paranaense. Com base nos mapas elaborados, identificaram-se os tipos de cultivos que predominam regionalmente e sua distribui&ccedil;&atilde;o espacial associada &agrave;s condi&ccedil;&otilde;es geogr&aacute;ficas e paisag&iacute;sticas. A import&acirc;ncia do mapeamento tem&aacute;tico esta na an&aacute;lise que se pode elaborar sobre o que &eacute; pesquisado em determinada &aacute;rea de conhecimento (NASCIMENTO, 2010), neste caso, as rela&ccedil;&otilde;es entre a agricultura e a paisagem e sua distribui&ccedil;&atilde;o regional.</p>     <p>A Mesorregi&atilde;o Centro Ocidental Paranaense, recorte espacial da pesquisa, &eacute; formada por 25 munic&iacute;pios, localizada no sul do Brasil (<a href="#f1">Figura 1</a>). A paisagem da Mesorregi&atilde;o apresenta elevada complexidade, resultante de in&uacute;meras intera&ccedil;&otilde;es, sendo considerada tamb&eacute;m uma paisagem de transi&ccedil;&otilde;es, tanto nos elementos da natureza, quanto nos relativos ao processo hist&oacute;rico de ocupa&ccedil;&atilde;o e coloniza&ccedil;&atilde;o (MASSOQUIM, 2010). Os munic&iacute;pios constituintes da pesquisa tiveram seu desenvolvimento econ&ocirc;mico fortemente alicer&ccedil;ado no meio rural, o que nos levou a buscar compreender as correla&ccedil;&otilde;es entre paisagem e agricultura, e suas influ&ecirc;ncias no desenvolvimento regional.</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="f1">     <p><img src="/img/revistas/got/n14/n14a06f1.gif"></p>     
<p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A proposta de mapear vari&aacute;veis relacionadas aos produtos agr&iacute;colas cultivados, nos munic&iacute;pios da mesorregi&atilde;o, teve como intuito compreender quais cultivos tiveram maior expressividade regional (&aacute;rea total colhida) e os valores obtidos com a produ&ccedil;&atilde;o, para, desta forma, entender a rentabilidade e a participa&ccedil;&atilde;o na economia dos munic&iacute;pios. Ademais, se buscou identificar a influ&ecirc;ncia dos elementos da paisagem no desenvolvimento agr&iacute;cola regional, identificando as correla&ccedil;&otilde;es espaciais existentes.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>2. Paisagem e agricultura</b></p>     <p>O setor agr&iacute;cola do Brasil figura no cen&aacute;rio internacional como um dos mais significativos na produ&ccedil;&atilde;o de gr&atilde;os, especialmente destinados &agrave; exporta&ccedil;&atilde;o, destacando-se a relev&acirc;ncia que tem adquirido a cultura da soja, do milho e da cana-de-a&ccedil;ucar. De acordo com a Embrapa (2018), o Brasil &eacute; o segundo maior produtor mundial de soja e o terceiro de milho. O investimento na monocultura de gr&atilde;os, destinados &agrave; exporta&ccedil;&atilde;o, faz parte do pacote tecnol&oacute;gico de mudan&ccedil;as promovidas pela moderniza&ccedil;&atilde;o da agricultura brasileira, que teve in&iacute;cio, no cen&aacute;rio nacional, em fins da d&eacute;cada de 1960 ao in&iacute;cio da de 1970 (GRAZIANO DA SILVA, 1980; LACERDA, 1983; MORO, 2001), repercutindo na din&acirc;mica socioespacial regional (HESPANHOL, 1993; ANDRADE, 2013), com mudan&ccedil;as significativas na paisagem agr&iacute;cola (MASSOQUIM, 2010; COLAVITE, 2013; YOKOO, 2013).</p>     <p>De acordo com Moro (2001), a moderniza&ccedil;&atilde;o da agricultura promoveu altera&ccedil;&otilde;es significativas nas pr&aacute;ticas do agricultor, dentre as quais se destacam: mecaniza&ccedil;&atilde;o; eletrifica&ccedil;&atilde;o (implanta&ccedil;&atilde;o de rede de energia el&eacute;trica no espa&ccedil;o rural); irriga&ccedil;&atilde;o; pr&aacute;ticas de manejo e conserva&ccedil;&atilde;o do solo; uso de fertilizantes e agrot&oacute;xicos; redu&ccedil;&atilde;o dr&aacute;stica do quantitativo da m&atilde;o de obra. Decorrentes do processo supracitado, Jacinto et al (2012) destacam que, surgiram, a partir da d&eacute;cada de 1980, mudan&ccedil;as significativas no meio rural brasileiro, emergindo um espa&ccedil;o multifuncional com a introdu&ccedil;&atilde;o de uma maior diversifica&ccedil;&atilde;o econ&ocirc;mica, em meio as novas formas de produ&ccedil;&atilde;o e subsist&ecirc;ncia, em vis&iacute;vel contraste com o que dominava no passado. Esta nova din&acirc;mica, imposta ao mundo rural, produziu in&uacute;meros reflexos na paisagem, acarretando r&aacute;pida transforma&ccedil;&atilde;o, com a incorpor&ccedil;&atilde;o de novos padr&otilde;es de uso, os quais se mantiveram e se intensificaram at&eacute; os dias atuais.</p>     <p>&Eacute; poss&iacute;vel constatar que os problemas derivados do modelo de desenvolvimento (rural, local e regional) adotado pelo pa&iacute;s, com base na moderniza&ccedil;&atilde;o das atividades agropecu&aacute;rias, agravaram os problemas sociais, ambientais, econ&ocirc;micos e pol&iacute;ticos (Ferreira et al, 2016). Essa perspectiva converge para o reconhecimento &ldquo;[...] de que a produ&ccedil;&atilde;o em grande escala, vinculada ao abastecimento de mercados globais, estaria levando a uma redu&ccedil;&atilde;o nos &iacute;ndices de emprego e renda e a uma pequena diversifica&ccedil;&atilde;o das atividades econ&ocirc;micas em seu entorno&rdquo; (NORDER, 2006, p. 58).</p>     <p>Para Sunderland (2011), a amplia&ccedil;&atilde;o das &aacute;reas destinadas &agrave; produ&ccedil;&atilde;o de alimentos, tem ocorrido de forma convencional convertendo &aacute;reas naturais em &aacute;reas agr&iacute;colas, especialmente nas regi&otilde;es tropicais, promovendo a homogeneiza&ccedil;&atilde;o dessas paisagens. Como resultado imediato dessas a&ccedil;&otilde;es, tem ocorrido perda significativa da biodiversidade e dos servi&ccedil;os ecossist&ecirc;micos relacionados (TSCHARNTKE et al, 2005).</p>     <p>Outro aspecto de grande relev&acirc;ncia nesta discuss&atilde;o consiste nas rela&ccedil;&otilde;es e altera&ccedil;&otilde;es, estabelecidas entre os espa&ccedil;os rural e urbano nas ultimas d&eacute;cadas. Ainda que no Brasil tenha havido uma dr&aacute;stica invers&atilde;o da rela&ccedil;&atilde;o entre popula&ccedil;&atilde;o rural e popula&ccedil;&atilde;o urbana, com expressiva amplia&ccedil;&atilde;o desta &uacute;ltima, o pa&iacute;s e, especialmente, as pequenas cidades do interior, tem sua economia alicer&ccedil;ada na produ&ccedil;&atilde;o agropecu&aacute;ria e nos subprodutos agregados a essa atividade. Hespanhol (2008, p. 88) refor&ccedil;a esta ideia ao expressar que &ldquo;o dinamismo econ&ocirc;mico das cidades interioranas depende, essencialmente, do desempenho da agricultura&rdquo;. Realidades essas vivenciadas pelos munic&iacute;pios constituintes da Mesorregi&atilde;o pesquisada.</p>     <p>A agricultura consiste em uma forma de produ&ccedil;&atilde;o da paisagem, portanto, ao analis&aacute;-la &eacute; poss&iacute;vel reconhecer os modos de organiza&ccedil;&atilde;o espacial da atividade agr&iacute;cola em um determinado territ&oacute;rio (Andrade, 2005). A esta ideia, acrescentamos a reflex&atilde;o de Fajardo (2008, p. 21) ao expor que &ldquo;[...] fatores de ordem econ&ocirc;mica atuam como elemento antr&oacute;pico decisivo na combina&ccedil;&atilde;o resultante de uma paisagem rural caracter&iacute;stica&rdquo;.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Conforme se ampliou a inser&ccedil;&atilde;o de capital, as atividades agr&iacute;colas brasileiras foram se expandindo e as transforma&ccedil;&otilde;es da paisagem se tornaram amplamente percept&iacute;veis. Mesmo quando buscamos compreender essas transforma&ccedil;&otilde;es em escala local ou regional, enfatiza-se, elas n&atilde;o ocorrem ao acaso, s&atilde;o resultantes de escolhas e conjunturas nacionais e internacionais, do interesse econ&ocirc;mico e do modelo politico vigente.</p>     <p>As a&ccedil;&otilde;es na paisagem s&atilde;o articuladas e mediadas por agentes territoriais e, no caso da atual discuss&atilde;o, enfatizamos o papel das grandes cooperativas agroindustriais nesse processo e de pequenas e novas cooperativas buscando resistir e territorializar os espa&ccedil;os n&atilde;o atingidos, ou de baixo interesse &agrave;s grandes cooperativas. Neste vi&eacute;s, recorremos a Raffestin (2009, p. 15) ao expor que &ldquo;a paisagem &eacute; um produto da territorialidade que resulta de um conjunto de rela&ccedil;&otilde;es mediatizadas, produto expresso por meio de diversas linguagens, em certa escala&rdquo;.</p>     <p>Os mapas tem&aacute;ticos permitem reconhecer como os elementos est&atilde;o distribuidos no territ&oacute;rio, manifestado em suas m&uacute;ltiplas escalas (do local ao global), portanto, a an&aacute;lise regional, de um ou mais elementos da paisagem, deve pautar-se em produtos cartogr&aacute;ficos que indiquem as correla&ccedil;&otilde;es espaciais existentes e como o espa&ccedil;o est&aacute; organizado.&nbsp; Neste contexto, para Silva et al (2014, p. 95) &ldquo;A partir das representa&ccedil;&otilde;es cartogr&aacute;ficas elaboradas em ambiente SIG, &eacute; poss&iacute;vel analisar de modo mais coerente &agrave;s particularidades de uma &aacute;rea ou regi&atilde;o, possibilitando assim o fornecimento de subs&iacute;dios para o planejamento, assim como para formula&ccedil;&atilde;o de pol&iacute;ticas p&uacute;blicas direcionadas para os diferentes setores da economia e segmentos sociais&rdquo;.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>3. Materiais e M&eacute;todos</b></p>     <p>O desenvolvimento metodol&oacute;gico da pesquisa partiu do pressuposto da interpreta&ccedil;&atilde;o anal&iacute;tica do desenvolvimento agr&iacute;cola regional identificado nas representa&ccedil;&otilde;es cartogr&aacute;ficas e em suas correla&ccedil;&otilde;es com a din&acirc;mica da paisagem. Neste contexto, os dados de produ&ccedil;&atilde;o e produtividade agr&iacute;cola municipal, foram representados em mapas tem&aacute;ticos da Mesorregi&atilde;o Centro Ocidental Paranaense e a an&aacute;lise foi sobreposta ao mapeamento dos elementos da paisagem: Solos; Tipos clim&aacute;ticos; Subunidades morfoesculturais do relevo; Hipsometria e; Declividade (MASSOQUIM, 2010). Com base na sobreposi&ccedil;&atilde;o, analisou-se a distribui&ccedil;&atilde;o dos cultivos agr&iacute;colas em sua correla&ccedil;&atilde;o com a din&acirc;mica da paisagem regional.</p>     <p>A pesquisa utilizou como base dados estat&iacute;sticos disponibilizados pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estat&iacute;stica), na plataforma de Produ&ccedil;&atilde;o Agr&iacute;cola Municipal, para o ano de 2015 (IBGE, 2016). Foram selecionados os produtos da agricultura tempor&aacute;ria e permanente, com as vari&aacute;veis de &aacute;rea colhida e valor obtido com a produ&ccedil;&atilde;o. O processo de mapeamento procedeu no Qgis vers&atilde;o 2.16 (QGIS Development Team, 2016).</p>     <p>&nbsp;Seguindo as regras da cartografia tem&aacute;tica, foram selecionados, por meio de testes, as melhores formas de: representa&ccedil;&atilde;o; agrupamento de dados; subdivis&atilde;o da legenda; sobreposi&ccedil;&atilde;o de dados; grau de detalhamento e abstra&ccedil;&atilde;o, dentre outros. Com base nesses crit&eacute;rios utilizados, os mapas foram finalizados no editor de desenho do Corel Draw e ent&atilde;o apresentados e analisados no t&oacute;pico posterior.</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><b>4. Resultados e discuss&otilde;es</b></p>     <p>A partir da espacializa&ccedil;&atilde;o dos dados da produ&ccedil;&atilde;o agricola municipal, da Mesorregi&atilde;o Centro Ocidental Paranaense, constatou-se que a l&oacute;gica da agricultura regional segue os padr&otilde;es nacionais, no que tange aos produtos de maior destaque. Em todos os munic&iacute;pios da mesorregi&atilde;o observou-se o predom&iacute;nio das &aacute;reas cultivadas com a soja e o milho. Pondera-se ainda que, esses tipos de cultivos levam em considera&ccedil;&atilde;o os aspectos fisicos, atributos de extrema relev&acirc;ncia na paisagem regional, os fatores que contribuem para os altos &iacute;ndices de &aacute;rea colhida nesses munic&iacute;pios s&atilde;o a topografia do terreno, o tipo de solo e as condi&ccedil;&otilde;es clim&aacute;ticas.</p>     <p>Com rela&ccedil;&atilde;o &agrave; topografia do terreno (<a name="f2"><a href="/img/revistas/got/n14/n14a06f2.gif">Figura 2<a/> &ndash; Mapa de Geomorfologia e Mapa de Declividade), parcela consider&aacute;vel do territ&oacute;rio dos munic&iacute;pios situa-se na subunidade morfoescultural do relevo intitulada Planalto de Campo Mour&atilde;o (MINEROPAR, 2006), dentre suas caracter&iacute;sticas principais destacam-se: baixos &iacute;ndices de declividade; topos aplainados com interfl&uacute;vios largos; vertentes retil&iacute;neas e concavas na base e; vales em calha. A configura&ccedil;&atilde;o topogr&aacute;fica dessa subunidade apresenta baixa fragilidade ambiental e maior resist&ecirc;ncia aos processos oriundos de atividades impactantes, o que tem permitido a ampla expans&atilde;o da agricultura mecanizada. Associado a essas condi&ccedil;&otilde;es topogr&aacute;ficas regionais, o tipo de solo predominante &eacute; o latossolo vermelho (<a name="f2"><a href="/img/revistas/got/n14/n14a06f2.gif">Figura 2<a/> &ndash; Mapa de Solos), este se caracteriza por ser profundo, poroso e de bom desenvolvimento radicular, quando eutr&oacute;fico a fertilidade &eacute; mais elevada (EMBRAPA, 2006), ideal para as culturas de gr&atilde;os.</p>     
<p>J&aacute; as &aacute;reas dos munic&iacute;pios que se situam quase na integra na subunidade morfoescultural do relevo Planalto do Alto/M&eacute;dio Piquiri (<a name="f2"><a href="/img/revistas/got/n14/n14a06f2.gif">Figura 2<a/> &ndash; Mapa de Geomorfologia e Mapa de Declividade), apresentam-se com declividades medianas e parcela de seu solo &eacute; classificada como neossolo, o formato das vertentes &eacute; convexo e convexo-concavo (facilitando a ocorr&ecirc;ncia de processos erosivos), os topos de morros s&atilde;o alongados e isolados e os vales em U aberto. A fragilidade ambiental desta subunidade &eacute; mediana, constituindo &aacute;reas menos prop&iacute;cias a mecaniza&ccedil;&atilde;o agr&iacute;cola e com a necessidade de ado&ccedil;&atilde;o de pr&aacute;ticas conservacionistas mais intensas, nessas &aacute;reas o uso da terra se da com culturas diversificadas. Atenta-se para o fato de que, apesar destas &aacute;reas apresentarem fragilidade ambiental mediana, nos locais onde &eacute; poss&iacute;vel a mecaniza&ccedil;&atilde;o e a inser&ccedil;&atilde;o de cultivos de gr&atilde;os, estes s&atilde;o implantados, mesmo que em pequenas e isoladas parcelas do terreno (COLAVITE, MASSOQUIM, 2016).</p>     
<p>Para a regi&atilde;o, segundo o ITCG/IPARDES (2006), s&atilde;o predominantes os tipos clim&aacute;ticos Cfa e Cfb e em uma pequena parcela est&atilde;o presentes o Cw e o Cwa, sentido noroeste (<a name="f2"><a href="/img/revistas/got/n14/n14a06f2.gif">Figura 2<a/> &ndash; Mapa de Tipos Clim&aacute;ticos). A &aacute;rea de ocorr&ecirc;ncia do Cfb situa-se no interfl&uacute;vio que divide topograficamente as bacias do rio Iva&iacute; e Piquiri (importantes subbacias do rio Paran&aacute;), portanto, este tipo clim&aacute;tico associa-se as &aacute;reas mais altas da mesorregi&atilde;o (<a name="f2"><a href="/img/revistas/got/n14/n14a06f2.gif">Figura 2<a/> &ndash; Mapa Hipsom&eacute;tico), coincidindo com os munic&iacute;pios mais prop&iacute;cios ao cultivo do trigo, cultura que exige temperaturas baixas de inverno. O tipo clim&aacute;tico Cfa associa-se as &aacute;reas com menores cotas de altitudes, nos vales e baixas vertentes dos rios principais da &aacute;rea pesquisada. Em termos gerais, &eacute; possivel observar que a mesorregi&atilde;o situa-se em uma &aacute;rea de transi&ccedil;&atilde;o de tipo clim&aacute;tico.</p>     
<p>Neste sentido, a composi&ccedil;&atilde;o do sistema territorial natural, por meio das vari&aacute;veis relevo, clima e pedologia, resulta em uma paisagem de extensas &aacute;reas com baixos e m&eacute;dios &iacute;ndices de declividade, predomin&acirc;ncia de solos profundos e f&eacute;rteis e o clima favor&aacute;vel ao desenvolvimento agr&iacute;cola.</p>     <p>No conjunto de mapas tem&aacute;ticos da <a href="#f3">Figura 3</a>, apresentam-se as &aacute;reas colhidas das culturas da soja, do milho, do trigo e da aveia, e o gr&aacute;fico apresenta o valor obtido com cada um. A soja e o milho s&atilde;o considerados os principais produtos agr&iacute;colas e os mais expressivos na economia regional e nacional, o trigo e a aveia s&atilde;o produtos de consumo interno, e utilizam o mesmo espa&ccedil;o em per&iacute;odos diferenciados, inverno (MASSOQUIM, 2010). Cabe destacar que, os produtos citados fazem parte da agricultura intensiva, com fortes investimentos em mecaniza&ccedil;&atilde;o e tecnologia, consistindo em produ&ccedil;&otilde;es especializadas com elevado incremento de capital.&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="f3">     <p><img src="/img/revistas/got/n14/n14a06f3.gif"></p>     
]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p>Com rela&ccedil;&atilde;o aos dados de &aacute;rea colhida e dos valores obtidos com a produ&ccedil;&atilde;o da soja, &eacute; not&oacute;rio o destaque dos munic&iacute;pios de Ubirat&atilde;, Mambor&ecirc;, Campo Mour&atilde;o, Luiziana e Campina da Lagoa. Ubirat&atilde; (maior produtor regional) colheu em 2015 uma &aacute;rea de mais de 65mil hectares com a soja e obteve 200 milh&otilde;es de reais com a produ&ccedil;&atilde;o. Entretanto, para este munic&iacute;pio, quando observamos o <a href="#t1">Quadro 1</a> &eacute; possivel perceber que existe exagero nos dados do IBGE, pois a &aacute;rea colhida com a cultura da soja corresponde a &aacute;rea total do munic&iacute;pio. Os munic&iacute;pios de Mambor&ecirc; e Campo Mour&atilde;o figuram com aproximadamente 70% de suas terras ocupadas pela agricultura tempor&aacute;ria da soja (cultivo de ver&atilde;o) e Luiziana e Campina da Lagoa com pouco menos de 50%.</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="t1">     <p><img src="/img/revistas/got/n14/n14a06t1.gif"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>Mesmo que em uma significativa propor&ccedil;&atilde;o dos munic&iacute;pios a area ocupada com a soja seja inferior a 60%, p&ocirc;de-se notar por meio da rela&ccedil;&atilde;o (&Aacute;rea colhida em hectares &ndash; &Aacute;rea total do munic&iacute;pio) que essa cultura tem grande impacto na produ&ccedil;&atilde;o desses munic&iacute;pios, resultando em altos percentuais da &aacute;rea municipal dedicada ao cultivo da soja. Exemplo dessa expressividade s&atilde;o os munic&iacute;pios de Juranda, Farol e Quarto Centen&aacute;rio que apresentam mais de 80% de seu territorio ocupado pela soja e Rancho Alegre d&acute;Oeste com percentual acima de 70% (<a href="#t1">Quadro 1</a>).</p>     <p>Ademais, ao final do <a href="#t1">Quadro 1</a>, est&atilde;o representados os munic&iacute;pios que tiveram menor &aacute;rea colhida como: Barbosa Ferraz, Corumbata&iacute; do Sul, Iretama e Altamira do Paran&aacute;. Se obervar os mapas da <a name="f2"><a href="/img/revistas/got/n14/n14a06f2.gif">Figura 2<a/>, nota-se que esses munic&iacute;pios situam-se na Subunidade Morfoescultural do Planalto do Alto/M&eacute;dio Piquiri, com modelado do relevo mais acentuado, medianos &iacute;ndices de declividade e solos rasos, conformando condi&ccedil;&otilde;es mais prop&iacute;cias a outras culturas como as frut&iacute;feras e/ou pastagens.</p>     
<p>Ainda analisando a <a name="f2"><a href="/img/revistas/got/n14/n14a06f2.gif">Figura 2<a/>, no mapa de ditribui&ccedil;&atilde;o da cultura do milho observa-se que, os munic&iacute;pios da Mesorregi&atilde;o Centro Ocidental Paranaense com maior &aacute;rea colhida em hectares (2015), foram: Engenheiro Beltr&atilde;o, Goioer&ecirc;, Quarto Centen&aacute;rio, Juranda e Ubirat&atilde;. Ficando os demais como: Araruna, Corumbata&iacute; do Sul, Iretama, Roncador e Altamira do Paran&aacute; num n&iacute;vel intermediario.&nbsp; A cultura do milho &eacute; muito exigente em &aacute;gua, a ocorr&ecirc;ncia de d&eacute;ficit h&iacute;drico pode ocasionar danos em todas as fases fenol&oacute;gicas da planta, e consequentemente influenciar nos resultados da produ&ccedil;&atilde;o. Solos porosos e profundos como os Latossolos ajudam na drenagem e conserva&ccedil;&atilde;o da &aacute;gua disponibilizando para as culturas quando necess&aacute;rio. Contudo, esses crit&eacute;rios s&atilde;o para o milho de ver&atilde;o, j&aacute; o milho safra de inverno fica mais sujeito aos eventuais percal&ccedil;os clim&aacute;ticos.</p>     
<p>Com rela&ccedil;&atilde;o ao trigo (cultura de inverno), os munic&iacute;pios que tiveram maior &aacute;rea colhida foram: Ubirat&atilde;, Mambor&ecirc;, Luiziana e Roncador. E menor &aacute;rea colhida: Goioer&ecirc;, Quarto Centen&aacute;rio, Terra Boa, Quinta do Sol e F&ecirc;nix. O trigo &eacute; uma cultura que pode ser considerada de &ldquo;risco&rdquo; em raz&atilde;o de diversos fatores, destre eles destacam-se as condi&ccedil;&otilde;es clim&aacute;ticas, o ataque de pragas e a ocorr&ecirc;ncia de doen&ccedil;as, o que demanda controle (assist&ecirc;ncia t&eacute;cnica constante) e como se trata de agricultura tecnificada depende do uso de equipamentos agr&iacute;colas para realiza&ccedil;&atilde;o de tratos culturais.</p>     <p>Para o cultivo da aveia (cultura de inverno), nota-se que os munic&iacute;pios que tiveram mais &aacute;rea colhida foram os localizados de sudeste a sul da mesorregi&atilde;o, &aacute;reas caracterizadas por apresentarem menores temperaturas como: Jani&oacute;polis, Campo Mour&atilde;o, Luiziana, Roncador e Nova Cantu. E com menos &aacute;rea colhida: Terra Boa, Engenheiro Beltr&atilde;o, Quinta do Sol, F&ecirc;nix, Barbosa Ferraz, Corumbata&iacute; do Sul e Moreira Sales. A inser&ccedil;&atilde;o da aveia no sistema de produ&ccedil;&atilde;o justifica-se em decorr&ecirc;ncia das suas m&uacute;ltiplas formas de utiliza&ccedil;&atilde;o, aveia preta como forrageira, corte, pastejo, feno ou silagem para os animais e como cultura de cobertura verde do solo. A aveia branca, ao contr&aacute;rio, &eacute; usada na alimenta&ccedil;&atilde;o humana, na forma de farinha, flocos, barras de cereal, biscoitos, p&atilde;es e farelo. Este cultivo, assim como o trigo exige condi&ccedil;&otilde;es clim&aacute;ticas ideais, tratos culturais adequados, solos com boa fertilidade, assist&ecirc;ncia t&eacute;cnica, al&eacute;m de luminosidade, umidade relativa do ar e suprimento h&iacute;drico, adequados para obten&ccedil;&atilde;o de bons rendimentos.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Na <a href="#f4">Figura 4</a>, est&aacute; um resumo do percentual de &aacute;rea utilizado com cada tipo de cultivo, das culturas tempor&aacute;rias, descritas e relacionadas anteriormente, ficando n&iacute;tida a predomin&acirc;ncia das culturas de ver&atilde;o, soja e milho, em prol das culturas de inverno, trigo e aveia.</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="f4">     <p><img src="/img/revistas/got/n14/n14a06f4.gif"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>Somado aos fatores de ordem natural, que propiciam a pr&aacute;tica da agricultura tempor&aacute;ria&nbsp; com os produtos de maior proje&ccedil;&atilde;o regional, merece destaque a articula&ccedil;&atilde;o territorial promovida pela Cooperativa Agropecu&aacute;ria Mour&atilde;oense (COAMO), considerada a maior cooperativa da America Latina, tem sua sede localizada em Campo Mour&atilde;o, e entrepostos em quase todos os munic&iacute;pios da mesorregi&atilde;o a qual influencia diretamente o desenvolvimento agr&iacute;cola regional.&nbsp; A cooperativa oferece as atividades de suporte e assist&ecirc;ncia t&eacute;cnica aos cooperados, recebimento de gr&atilde;os, venda de insumos, o que facilita a comercializa&ccedil;&atilde;o da produ&ccedil;&atilde;o agr&iacute;cola, especialmente dos pequenos produtores. Desta forma, a agricultura tempor&aacute;ria, com a finalidade de exporta&ccedil;&atilde;o, atendendo as exig&ecirc;ncias do mercado internacional, tem se desenvolvido amplamente na regi&atilde;o, constituindo um marcante e repetitivo uso da terra na paisagem.</p>     <p>Entre as culturas tempor&aacute;rias destaca-se ainda, a Cana de a&ccedil;&uacute;car, a Mandioca e o Feij&atilde;o (<a href="#f5">Figura 5</a>). Ainda que elas n&atilde;o sejam representativas para todos os munic&iacute;pios da mesorregi&atilde;o, se desenvolvem em pequena parcela desses, por&eacute;m com alta produtividade e forte incremento na arrecada&ccedil;&atilde;o de renda. A cana de a&ccedil;&uacute;car, al&eacute;m de atender demanda da ind&uacute;stria aliment&iacute;cia, est&aacute; sendo amplamente utilizada no setor dos biocombust&iacute;veis.</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="f5">     <p><img src="/img/revistas/got/n14/n14a06f5.gif"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>Os munic&iacute;pios que mais colheram cana de a&ccedil;&uacute;car (em hectares) foram: Engenheiro Beltr&atilde;o, Terra Boa, Quinta do Sol, F&ecirc;nix, Barbosa Ferraz, Moreira Sales e Goioer&ecirc;. Para o munic&iacute;pio de Engenheiro Beltr&atilde;o, que apresentou maior &aacute;rea colhida da cana, no ano de 2015, o valor total obtido com a produ&ccedil;&atilde;o foi de trinta e cinco milh&otilde;es de reais, relativamente alto considerando o desenvolvimento econ&ocirc;mico regional.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A cana de a&ccedil;&uacute;car &eacute; basicamente uma cultura de climas tropicais, com rendimentos significativamente afetados pela temperatura, umidade relativa e radia&ccedil;&atilde;o solar, motivo pelo qual s&atilde;o encontrados em maior propor&ccedil;&atilde;o nos munic&iacute;pios do norte da mesorregi&atilde;o, onde predominam as &aacute;reas do arenito Caiu&aacute;. O desenvolvimento da cana de a&ccedil;&uacute;car nesses munic&iacute;pios &eacute; regido por usinas sucroalcooleiras presentes na regi&atilde;o, as quais arrendam as propriedades rurais locais e se ocupam das etapas de plantio, manejo e colheita.</p>     <p>Em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; cultura da mandioca, os munic&iacute;pios de maior produ&ccedil;&atilde;o s&atilde;o: Araruna, Terra Boa, Jani&oacute;polis e Moreira Sales. &Eacute; considerada uma planta r&uacute;stica que apresenta adapta&ccedil;&atilde;o &agrave;s diversas condi&ccedil;&otilde;es de clima e solo, al&eacute;m de ser resistente e tolerante a pragas e doen&ccedil;as, n&atilde;o necessita de tratos culturais intensivos, motivo pelo qual &eacute; cultivado em pequenas propriedades. O munic&iacute;pio de Araruna destaca-se com a presen&ccedil;a de Ind&uacute;strias Aliment&iacute;cias (Farinheiras), as quais incentivam a produ&ccedil;&atilde;o e fornecem assessoramento t&eacute;cnico, al&eacute;m de garantir ao produtor o mercado certo para a comercializa&ccedil;&atilde;o e alto valor agregado ao seu produto.</p>     <p>Outra cultura tempor&aacute;ria que merece destaque nas an&aacute;lises &eacute; o feij&atilde;o. Os agricultores t&ecirc;m investido nesse produto, conquistando mais espa&ccedil;o de produ&ccedil;&atilde;o nos munic&iacute;pios de Mambor&ecirc; e Roncador, seguidos de Iretama e Barbosa Ferraz. O feij&atilde;o apresenta sistema radicular que se desenvolve melhor em solos de textura areno-argilosa, ricos em mat&eacute;ria org&acirc;nica e em elementos fertilizantes. Contudo, &eacute; considerada uma cultura de risco clim&aacute;tico, restringindo a &aacute;rea de ocupa&ccedil;&atilde;o na mesorregi&atilde;o, por&eacute;m, em raz&atilde;o dos valores obtidos com a produ&ccedil;&atilde;o, os agricultores acreditam que vale a pena os riscos.</p>     <p>O mapa apresentado na <a href="#f6">Figura 6</a> indica os cultivos tempor&aacute;rios de consumo local ou regional, a &aacute;rea total colhida por munic&iacute;pio e a proporcionalidade dos produtos: abacaxi; alho; amendoim; arroz; batata doce; batata inglesa; centeio; fumo; melancia; mel&atilde;o; rami e; tomate. Os munic&iacute;pios de maior destaque s&atilde;o Campina da Lagoa, Nova Cantu e Roncador, os quais se situam em &aacute;reas de relevo mais dissecado, o que impede a mecaniza&ccedil;&atilde;o agr&iacute;cola e ao mesmo tempo, encontram ambiente f&iacute;sico natural mais prop&iacute;cio ao desenvolvimento de algumas dessas esp&eacute;cies.</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="f6">     <p><img src="/img/revistas/got/n14/n14a06f6.gif"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>Com rela&ccedil;&atilde;o &agrave; diversidade dos produtos cultivados (<a href="#f6">Figura 6</a>), observa-se que ela ainda &eacute; baixa: Araruna e Barbosa Ferraz figuram com a maior diversifica&ccedil;&atilde;o agr&iacute;cola, apresentam sete tipos de produtos; Campina da Lagoa, Corumbata&iacute; do Sul, Peabiru e Roncador cultivam seis tipos; Campo Mour&atilde;o, Engenheiro Beltr&atilde;o, Farol, Iretama, Mambor&ecirc;, Moreira Sales e Quinta do Sol produzem cinco tipos; F&ecirc;nix, Goioer&ecirc;, Luiziana e Nova Cantu apresentam quatro tipos; Boa Esperan&ccedil;a, Juranda e Ubirat&atilde; tr&ecirc;s tipos; Altamira do Paran&aacute;, Jani&oacute;polis e Terra Boa apenas dois tipos; Quarto Centen&aacute;rio um tipo e; Rancho Alegre do Oeste n&atilde;o apresentou dados.</p>     <p>Cabe salientar que, a &aacute;rea total ocupada com esses cultivos &eacute; pequena em todos os munic&iacute;pios (<a href="#f6">Figura 6</a>), demonstrando a insufici&ecirc;ncia relacionada &agrave; produ&ccedil;&atilde;o de alimentos para o consumo regional e at&eacute; mesmo articulada para a comercializa&ccedil;&atilde;o externa. Enquanto a regi&atilde;o se dedica a produ&ccedil;&atilde;o de gr&atilde;os em larga escala, a demanda por alimentos &eacute; suprida com a compra de produtos de outros centros fornecedores. Conforme analisado anteriormente, esta situa&ccedil;&atilde;o decorre do alto percentual da &aacute;rea agr&iacute;cola total que &eacute; utilizado com culturas comerciais de soja, milho e trigo.</p>     <p>Na <a href="#f7">Figura 7</a>, apresenta-se um mapa da agricultura permanente, contendo as respectivas &aacute;reas colhidas e os valores obtidos com a produ&ccedil;&atilde;o nos munic&iacute;pios da mesorregi&atilde;o. Com rela&ccedil;&atilde;o aos tipos de cultivos da agricultura permanente, foram identificadas principalmente esp&eacute;cies frut&iacute;feras, as quais foram subdivididas em categorias de acordo com a proposta da Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecu&aacute;ria) em Frutas de Clima Tropical, Frutas de Clima Temperado e Frutas C&iacute;tricas, para abranger os cultivos que n&atilde;o se enquadram em nenhuma dessas categorias adotou-se a categoria Culturas Diversas.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p> <a name="f7">     <p><img src="/img/revistas/got/n14/n14a06f7.gif"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>Ao observar o conjunto de mapas, da <a href="#f7">Figura 7</a>, evidencia-se que os cultivos permanentes s&atilde;o pouco difundidos, da mesma forma (dados tamb&eacute;m observados na <a href="#f8">Figura 8</a>), demonstram que a diversifica&ccedil;&atilde;o agr&iacute;cola &eacute; baixa na maioria dos munic&iacute;pios. Em termos gerais, os munic&iacute;pios do setor leste apresentam maior engajamento com a produ&ccedil;&atilde;o permanente, estes apresentam relevo mais dissecado e solos rasos e, por este motivo, parcelas significativas de seus territ&oacute;rios n&atilde;o s&atilde;o pass&iacute;veis de mecaniza&ccedil;&atilde;o agricola para a produ&ccedil;&atilde;o de gr&atilde;os. Portanto, os produtores encontram no cultivo de frut&iacute;feras e outras culturas permanentes a alternativa para o desenvolvimento e diverifica&ccedil;&atilde;o no uso da terra do meio rural.</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="f8">     <p><img src="/img/revistas/got/n14/n14a06f8.gif"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>Al&eacute;m dos aspectos f&iacute;sicos da paisagem, outro fator que merece destaque na an&aacute;lise consiste na cria&ccedil;&atilde;o da COAPROCOR (Cooperativa Agroindustrial de Produtores de Corumbata&iacute; do Sul e Regi&atilde;o) que atende pequenos produtores de frut&iacute;feras no munic&iacute;pio de Corumbata&iacute; do Sul e entorno, influ&iacute;ndo diretamente na re-organiza&ccedil;&atilde;o socioespacial de suas paisagens rurais. A institui&ccedil;&atilde;o foi criada inicialmente com o nome de Amocor (1992), depois transformada em Aprocor (1997, Associa&ccedil;&atilde;o de Produtores de Corumbata&iacute; do Sul &ndash; PR), e tinha o objetivo de fomentar a cafeicultura buscando agregar valor ao caf&eacute; produzido na regi&atilde;o e melhorar as condi&ccedil;&otilde;es para inser&ccedil;&atilde;o no mercado. Com as constantes perdas de safras do caf&eacute;, decorrentes dos azares clim&aacute;ticos (sucessivas geadas), a associa&ccedil;&atilde;o, que depois se transformou em cooperativa, optou por investir na diversifica&ccedil;&atilde;o da agricultura, especialmente na fruticultura (MASSOQUIM, 2010; COLAVITE, PASSOS, 2010; COLAVITE, 2013).</p>     <p>Dentre as frutas de clima tropical o produto de maior destaque &eacute; o Maracuj&aacute; e, de acordo com Massoquim (2010, p.255), &ldquo;foi da APROCOR o incentivo de formar uma cadeia de produ&ccedil;&atilde;o e de implanta&ccedil;&atilde;o do produto&rdquo;, os plantios tiveram in&iacute;cio no ano de 2000 em Corumbata&iacute; do Sul e aos poucos foi se expandindo por v&aacute;rios munic&iacute;pios do entorno, tanto da Mesorregi&atilde;o Centro Ocidental Paranaense (vide <a href="#f7">Figura 7</a>), quanto das regi&otilde;es vizinhas. Na atualidade, j&aacute; como Cooperativa (COAPROCOR), existe todo um sistema de armazenamento e beneficiamento industrial deste e de outros produtos.</p>     <p>As frut&iacute;feras, apesar de serem de clima tropical, adaptam-se perfeitamente ao subtropical, caso da mesorregi&atilde;o que se situa em uma &aacute;rea de transi&ccedil;&atilde;o a 60 km ao Sul do Paralelo de Capric&oacute;rnio (MASSOQUIM, 2010). Com rela&ccedil;&atilde;o &agrave;s frutas, al&eacute;m do maracuj&aacute;, merecem destaque os cultivos de banana e abacate, os quais est&atilde;o presentes em quase todos os munic&iacute;pios da regi&atilde;o, a goiaba, a manga e o mam&atilde;o s&atilde;o cultivados em pequenas &aacute;reas em alguns munic&iacute;pios.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Para as frutas de clima temperado/subtropical a de maior destaque regional &eacute; a uva, presente na maioria dos munic&iacute;pios, embora seu cultivo ocorra em pequenos espa&ccedil;os, sua rentabilidade &eacute; alta se comparada aos demais produtos. Outros frutos como o p&ecirc;ssego, o caqui e o figo, s&atilde;o produzidos em pequenas &aacute;reas de munic&iacute;pios a leste da mesorregi&atilde;o.</p>     <p>J&aacute; com rela&ccedil;&atilde;o ao cultivo de frutas c&iacute;tricas, o produto de maior destaque &eacute; a laranja, com presen&ccedil;a significativa nos munic&iacute;pios da regi&atilde;o. Essa cultura adapta-se praticamente a todos os tipos de solo, e necessita de pouca manuten&ccedil;&atilde;o se comparada &agrave;s demais. O munic&iacute;pio de Terra Boa &eacute; o que apresentou maior &aacute;rea de produ&ccedil;&atilde;o da laranja, tal fato deve-se a sua posi&ccedil;&atilde;o geogr&aacute;fica em rela&ccedil;&atilde;o ao noroeste do Paran&aacute;, regi&atilde;o com tradi&ccedil;&atilde;o na produ&ccedil;&atilde;o desta fruta.&nbsp; Os cultivos de lim&atilde;o e tangerina s&atilde;o mais restritos e produzidos apenas em alguns munic&iacute;pios.</p>     <p>O &uacute;ltimo mapa da <a href="#f7">Figura 7</a> representa os cultivos permanentes diversos, dos quais destacamos o caf&eacute; e a erva mate por apresentarem maior expressividade no cen&aacute;rio regional. O cultivo de caf&eacute; est&aacute; presente em 17 dos 25 munic&iacute;pios da Mesorregi&atilde;o Centro Ocidental Paranaense. A cafeicultura fez parte da hist&oacute;ria da regi&atilde;o pesquisada, a qual foi colonizada com a inten&ccedil;&atilde;o da inser&ccedil;&atilde;o deste plantio, seguindo o processo j&aacute; estabelecido no norte do estado do Paran&aacute;. O ciclo do caf&eacute; no Paran&aacute;, para Cancian (1981, p.13) constituiu-se na &ldquo;continua&ccedil;&atilde;o da &lsquo;marcha para Oeste&rsquo; dos paulistas, que sempre a procura de perspectiva de lucros adentraram o Paran&aacute;&rdquo;. Isso num momento em que as terras do estado de S&atilde;o Paulo j&aacute; estavam escassas e supervalorizadas.</p>     <p>Entretanto a cultura n&atilde;o se desenvolveu em todos os munic&iacute;pios, especialmente em raz&atilde;o das condi&ccedil;&otilde;es clim&aacute;ticas, o limite latitudinal priorit&aacute;rio para sua implanta&ccedil;&atilde;o &eacute; o paralelo 24&ordm; Sul, por&eacute;m extrapolou essa linha, ficando sucept&iacute;vel aos azares clim&aacute;ticos. O ciclo do caf&eacute; na mesorregi&atilde;o foi curto, poucos anos ap&oacute;s seu in&iacute;cio instalou-se o processo de moderniza&ccedil;&atilde;o da agricultura e rapidamente o cultivo rec&eacute;m-implantado foi substitu&iacute;do pela agricultura tempor&aacute;ria de gr&atilde;os. Apesar de lucrativa, apenas alguns munic&iacute;pios se destacam nessa atividade, em primeiro lugar figura Corumbata&iacute; do Sul com a maior &aacute;rea de produ&ccedil;&atilde;o (no qual os cafezais s&atilde;o predominantes na paisagem rural), seguido por Araruna, Peabiru, Barbosa Ferraz e Terra Boa.</p>     <p>A erva mate &eacute; outro produto que fez parte das primeiras culturas de explora&ccedil;&atilde;o econ&ocirc;mica no Estado do Paran&aacute; e de sua hist&oacute;ria. Uma planta nativa, explorada de forma extrativista no inicio do s&eacute;culo XX, e que aos poucos tem retornado ao cen&aacute;rio agr&iacute;cola, figurando na economia paranaense, com tend&ecirc;ncia de expans&atilde;o decorrente dos altos pre&ccedil;os de mercado.</p>     <p>O gr&aacute;fico presente na <a href="#f8">Figura 8</a> ilustra o ranqueamento dos munic&iacute;pios da mesorregi&atilde;o, considerando a &aacute;rea total de cada um empregada na agricultura permanente. Nele fica evidente o destaque do munic&iacute;pio de Corumbata&iacute; do Sul, o qual apresenta a menor &aacute;rea territorial da mesorregi&atilde;o (164Km<sup>2</sup>) por&eacute;m, com a maior &aacute;rea de agricultura permanente, seguido por Barbosa Ferraz, Terra Boa, Araruna, Iretama e Roncador.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>5. Considera&ccedil;&otilde;es finais</b></p>     <p>As correla&ccedil;&otilde;es entre agricultura e paisagem est&atilde;o fortemente presentes nos munic&iacute;pios da Mesorregi&atilde;o Centro Ocidental Paranaense. Nestes, pode-se observar o alto &iacute;ndice de investimento de capital no campo e a ado&ccedil;&atilde;o da agricultura mecanizada e de precis&atilde;o, especialmente nos espa&ccedil;os onde a conforma&ccedil;&atilde;o do meio natural assim o propicia.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&Eacute; fato comprovado, pelos dados apresentados neste artigo, que a agricultura voltada &agrave; exporta&ccedil;&atilde;o, neste caso salientamos a soja e o milho, s&atilde;o os cultivos de maior destaque e predomin&acirc;ncia no cen&aacute;rio regional. Ao observar a paisagem percebe-se que essas culturas est&atilde;o presentes em quase todos os espa&ccedil;os onde &eacute; poss&iacute;vel a mecaniza&ccedil;&atilde;o.</p>     <p>O desenvolvimento regional e o dinamismo socioecon&ocirc;mico local dependem diretamente das atividades desenvolvidas no espa&ccedil;o rural, especialmente &agrave;s oriundas do agroneg&oacute;cio, articuladas pelas grandes cooperativas agroindustriais. No caso da cana de a&ccedil;ucar e da mandioca, as quais mesmo particularizadas em alguns mun&iacute;cipios, tamb&eacute;m t&ecirc;m as atividades geridas por grandes agroindustrias e impactam as cidades onde se inserem.</p>     <p>A produ&ccedil;&atilde;o oler&iacute;cola de alimentos &eacute; insipiente e os municipios ficam &agrave; merce de mercados externos. Da mesma forma, a produ&ccedil;&atilde;o de cultivos permanentes &eacute; pouco difundida regionalmente, se restringindo a alguns munic&iacute;pios e em pequenas por&ccedil;&otilde;es de terra. &Eacute; necess&aacute;rio que a sociedade se organize e o poder p&uacute;blico, local e estadual, criem condi&ccedil;&otilde;es para incentivar e apoiar as pequenas cooperativas j&aacute; existentes e que novas sejam criadas com intuito de atender a parcela dos produtores rurais que n&atilde;o s&atilde;o contemplados pelas pol&iacute;ticas do agroneg&oacute;cio.</p>     <p>Outra quest&atilde;o que n&atilde;o p&ocirc;de deixar de ser contemplada na an&aacute;lise foi a necessidade de processar os produtos que na atualidade s&atilde;o vendidos <i>in natura</i>. O processo industrial agrega valor aos produtos, amplia a oferta de empregos, movimenta e dinamiza as cidades, al&eacute;m de gerar mais impostos se comparado ao setor prim&aacute;rio.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>6. Refer&ecirc;ncias bibliogr&aacute;ficas</b></p>     <p>ANDRADE, &Aacute;urea Andrade Viana de. <i>Poder, Estado e Capital nos processos Des-re-territorializa&ccedil;&atilde;o no campo, na microrregi&atilde;o geogr&aacute;fica de Campo Mour&atilde;o</i>. 2013. 310f. Tese (Doutorado em Geografia) &ndash; Universidade Estadual de Maring&aacute;. Maring&aacute;, 2013.</p>     <!-- ref --><p>ANDRADE, Jos&eacute; Ant&ocirc;nio. <i>As unidades de paisagens e os sistemas de produ&ccedil;&atilde;o agr&iacute;colas no munic&iacute;pio de Flora&iacute;-PR</i>. 116f. Tese (Programa de P&oacute;s Gradua&ccedil;&atilde;o em Geografia Mestrado) Departamento de Geografia do centro de Ci&ecirc;ncias Humanas, Letras e Artes da Universidade Estadual de Maring&aacute;. Maring&aacute;, 2005.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1751746&pid=S2182-1267201800020000600002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>BERTRAND, Georges. Paisagem e Geografia F&iacute;sica Global: esbo&ccedil;o metodol&oacute;gico. <i>Caderno de Ci&ecirc;ncias da Terra</i>, 1972,13,1-27.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1751748&pid=S2182-1267201800020000600003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>CANCIAN, Nadir Aparecida. <i>Cafeicultura Paranaense-1900/1970</i>. Curitiba: GRAFIPAR, 1981.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1751750&pid=S2182-1267201800020000600004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>COLAVITE, Ana Paula. <i>As transforma&ccedil;&otilde;es hist&oacute;ricas e a din&acirc;mica atual da paisagem de Corumbata&iacute; do Sul &ndash; Paran&aacute;</i>. 224f. Tese (Doutorado em Geografia) &ndash; Universidade Estadual de Maring&aacute;, Maring&aacute;, 2013.</p>     <!-- ref --><p>COLAVITE, Ana Paula; MASSOQUIM, Nair Gl&oacute;ria. O relevo e a paisagem em Corumbata&iacute; do Sul, Paran&aacute;. In: Giovanni Seabra. (Org.). <i>Educa&ccedil;&atilde;o Ambiental - O Capital Natural na Economia Global</i>. 1ed.Ituiutaba/MG: Barlavento, 2016. p. 241-255.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1751753&pid=S2182-1267201800020000600006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>COLAVITE, Ana Paula; PASSOS, Messias Modesto dos. Papel da APROCOR na inser&ccedil;&atilde;o de Corumbata&iacute; do Sul na rede urbana de produ&ccedil;&atilde;o da fruticultura e olericultura. In: V EPCT, 2010, Campo Mour&atilde;o &ndash; PR, <i>Anais</i>..., 2010.</p>     <!-- ref --><p>EMBRAPA. <i>Cultivos</i>. Dispon&iacute;vel em: <a href="https://www.embrapa.br/" target="_blank">https://www.embrapa.br/</a>. Acesso: janeiro de 2018.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1751756&pid=S2182-1267201800020000600008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>EMBRAPA<i>. Sistema brasileiro de classifica&ccedil;&atilde;o de solos</i>. 2.ed. Rio de Janeiro: EMBRAPA Solos, 2006.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1751758&pid=S2182-1267201800020000600009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>FAJARDO, Sergio. <i>Territorialidades Cooperativas no Rural Paranaense</i>. Guarapuava: Editora UNICENTRO. 2008.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1751760&pid=S2182-1267201800020000600010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>FERREIRA, D.A.O; HESPANHOL, R.A.M; SALAMONI, G. Agricultura, Desenvolvimento Regional e Transforma&ccedil;&otilde;es Socioespaciais. <i>Revista da Associa&ccedil;&atilde;o Nacional de P&oacute;s gradua&ccedil;&atilde;o e Pesquisa em Geografia (Anpege)</i>, v.12, n.18, especial GT Anpege 2016, p.25-42.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1751762&pid=S2182-1267201800020000600011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>GRAZIANO DA SILVA, Jos&eacute;. <i>O que &eacute; Quest&atilde;o Agr&aacute;ria</i>. 1&ordf; ed. S&atilde;o Paulo: Brasiliense, 1980. (Cole&ccedil;&atilde;o Primeiros Passos)&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1751764&pid=S2182-1267201800020000600012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>GREIDER, T.; GARKOVICH, L. Landscapes: The Social Construction of Nature and the Environment. <i>Rural Sociology,</i> v.59, n.1, 1994.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1751765&pid=S2182-1267201800020000600013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>HESPANHOL, Antonio Nivaldo. A forma&ccedil;&atilde;o s&oacute;cio-espacial da regi&atilde;o de Campo Mour&atilde;o e dos munic&iacute;pios de Ubirat&atilde;, Campina da Lagoa e Nova Cantu - PR. <i>Boletim de Geografia</i>, dez. 1993, 11(1), 67-88.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1751767&pid=S2182-1267201800020000600014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>HESPANHOL, Antonio Nivaldo. Desafios da gera&ccedil;&atilde;o de renda em pequenas propriedades e a quest&atilde;o do desenvolvimento rural sustent&aacute;vel no Brasil. In: ALVES, A.; CARRIJO, B.; CANDIOTTO, L.. (Org.). <i>Desenvolvimento territorial e agroecologia</i>. 1ed.S&atilde;o Paulo: Express&atilde;o Popular, 2008, v. 1, p. 81-94.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1751769&pid=S2182-1267201800020000600015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>IBGE. <i>Produ&ccedil;&atilde;o Agr&iacute;cola Municipal &ndash; 2015</i>. Rio de Janeiro: IBGE, 2016.</p>     <!-- ref --><p>JACINTO, Jan&eacute;rio Manoel; MENDES, C&eacute;sar Miranda; PEREHOUSKEI, Nestor Alexandre. O rural e o urbano: contribui&ccedil;&otilde;es para a compreens&atilde;o da rela&ccedil;&atilde;o do espa&ccedil;o rural e do espa&ccedil;o urbano. <i>Percurso,</i> Maring&aacute;, v. 4, n. 2, p. 173- 191, 2012.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1751772&pid=S2182-1267201800020000600017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>LACERDA, G.N. <i>Capitalismo e produ&ccedil;&atilde;o familiar na agricultura</i>. Universidade de S&atilde;o Paulo, Faculdade de Economia e Administra&ccedil;&atilde;o, Disserta&ccedil;&atilde;o de Mestrado, 1983.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1751774&pid=S2182-1267201800020000600018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>MASSOQUIM, Nair Gl&oacute;ria. <i>Clima e Paisagem da Mesorregi&atilde;o Centro Ocidental Paranaense</i>. 2010. 399f. Tese (Doutorado em Geografia F&iacute;sica) - Faculdade de Filosofia, Letras e Ci&ecirc;ncias Humanas, Universidade de S&atilde;o Paulo. S&atilde;o Paulo, 2010.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1751776&pid=S2182-1267201800020000600019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>MAXIMIANO, Liz Abad. Considera&ccedil;&otilde;es sobre o conceito de paisagem. <i>Raega &ndash; O Espa&ccedil;o Geogr&aacute;fico em An&aacute;lise</i>, 2004, 8, 83-91.</p>     <!-- ref --><p>MINEROPAR. <i>Atlas Geomorfol&oacute;gico do Estado do Paran&aacute;</i>. Curitiba, 2006.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1751779&pid=S2182-1267201800020000600021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>MORO, Dalton Aureo. A Moderniza&ccedil;&atilde;o da Agricultura Paranaense. In: VILLALOBOS, Jorge Guerra (Org.). <i>Geografia Social e Agricultura no Paran&aacute;</i>. Maring&aacute;: Programa de P&oacute;s-gradua&ccedil;&atilde;o em Geografia &ndash; UEM, 2001.</p>     <!-- ref --><p>NORDER, Luiz A.C. Mercantiliza&ccedil;&atilde;o da agricultura e desenvolvimento territorial. In: SCHNEIDER, S. (Org.) <i>A Diversidade da Agricultura Familiar</i>. Porto Alegre: Ed. UFRGS, 2006. p.57-81.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1751782&pid=S2182-1267201800020000600023&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>PASSOS, Messias Modesto dos. <i>Amaz&ocirc;nia:</i> teledetec&ccedil;&atilde;o e coloniza&ccedil;&atilde;o. S&atilde;o Paulo: Funda&ccedil;&atilde;o Editoda da UNESP, 1998.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1751784&pid=S2182-1267201800020000600024&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>QGIS Development Team, 2016. <i>QGIS Geographic Information System, vers&atilde;o 2.16</i>. Open Source Geospatial Foundation Project. Dispon&iacute;vel em: <a href="https://www.qgis.org" target="_blank">https://www.qgis.org</a>. Acesso: setembro de 2016.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1751786&pid=S2182-1267201800020000600025&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>RAFFESTIN, Claude. A Produ&ccedil;&atilde;o das Estruturas Territoriais e sua Representa&ccedil;&atilde;o. In: SAQUET, Marcos Aurelio; SPOSITO, Eliseu Sav&eacute;rio (Orgs.). <i>Territ&oacute;rios e territorialidades</i>: teorias, processos e conflitos. S&atilde;o Paulo: Express&atilde;o Popular, 2009. p.17-36.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1751788&pid=S2182-1267201800020000600026&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>SAUER, Carl O. A Morfologia da Paisagem. In: CORR&Ecirc;A, Roberto Lobato; ROSENDAHL, Zeny (Org.). <i>Paisagem, Tempo e Cultura</i>. 2ed. Rio de Janeiro: EdUerj, 2004.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1751790&pid=S2182-1267201800020000600027&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>SAYER, Jeffrey et al. Ten principles for a landscape approach to reconciling agriculture, conservation, and other competing land uses. <i>PNAS</i>, 21, 2013, p.110-131.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1751792&pid=S2182-1267201800020000600028&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>SILVA, Rafael Pereira da; MARTINS, Ang&eacute;lica Ver&ocirc;nica de Oliveira; ARA&Uacute;JO, Paulo C&eacute;sar de. A utiliza&ccedil;&atilde;o do geoprocessamento e da cartografia nos estudos agropecu&aacute;rios: um estudo de caso para a Regi&atilde;o Metropolitana de Natal. <i>Revista Sociedade e Territ&oacute;rio</i>, Natal, v. 26, n&ordm; 2, p. 92 - 108, jul./dez. 2014.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1751794&pid=S2182-1267201800020000600029&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>SOTCHAVA, V.B. O estudo de Geossistemas. <i>M&eacute;todos em Quest&atilde;o</i>. Instituto de Geografia, USP. n.16, S&atilde;o Paulo, 1977.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1751796&pid=S2182-1267201800020000600030&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>TRICART, J. <i>Ecodin&acirc;mica</i>. Rio de Janeiro: IBGE, Diretoria T&eacute;cnica, SUPREN, 1977.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1751798&pid=S2182-1267201800020000600031&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>TSCHARNTKE, Teja; KLEIN, Alexandra M.; KRUES, Andreas; STEFFAN-DEWENTER, Ingolf; THIES, Carsten. Landscape perspectives on agricultural intensification and biodiversity &ndash; ecosystem service management. <i>Ecology Letters</i>, 8, p. 857&ndash;874, 2005.</p>     <p>YOKOO, Edson Noriyuki. <i>Din&acirc;mica das frentes de ocupa&ccedil;&atilde;o territorial na Mesorregi&atilde;o Centro-Ocidental Paranaense.</i> 2013. 218f. Tese (Doutorado em Geografia) &ndash; Universidade Estadual de Maring&aacute;. Maring&aacute;, 2013.</p>      ]]></body><back>
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