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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Potencial do Cadastro Ambiental Rural (CAR) no controle do desmatamento em assentamentos no município de Novo Repartimento (PA)]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Assessing the dynamics of deforestation in 15% of the federal settlements in Pará State for five years, it was detected proportionally more deforestation within the settlements than in the area that circumscribes them. Thus, there is the Rural Environmental Registry (CAR) as a contribution to understanding the Frontier expansion and the land-use and land-cover change, offering an electronic document that allows the crossing of deforestation information with the land map, showing the situation of rural properties or possessions and their relation to forest felling. This work aims to analyze the effectiveness of CAR as environmental policy on settlement projects in the city of Novo Repartimento, in order to understand the factors associated with the advance of deforestation and the public policies formulated to contain it.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><b>ARTIGO</b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Potencial do Cadastro Ambiental Rural (CAR) no controle do desmatamento em assentamentos no munic&iacute;pio de Novo Repartimento (PA)</b></p>     <p><b>Potential of the Rural Environmental Registry (CAR) in the Control of Deforestation in Settlements in the Municipality of Novo Repartimento (PA)</b></p>     <p><b>&nbsp;</b></p>     <p><b>Farias, Monique</b><sup>1</sup><b>; Beltr&atilde;o, Norma</b><sup>1</sup><b>; Santos, Cleber</b><sup>2</sup><b>; Silva, Christian</b><sup>3</sup></p>     <p><sup>1</sup>N&uacute;cleo de Pesquisas Aplicadas ao Desenvolvimento Regional (NUPAD), Universidade do Estado do Par&aacute; (UEPA); Tv. Dr. En&eacute;as Pinheiro, 2626, 66095-015, Bel&eacute;m/ PA, Brasil; <a href="mailto:adm.moniquefarias@gmail.com">adm.moniquefarias@gmail.com</a>; <a href="mailto:lnormaelybeltrao@gmail.com">lnormaelybeltrao@gmail.com</a></p>     <p><sup>2</sup>Centro de Ci&ecirc;ncia do Sistema Terrestre (CCST), Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE); Av. dos Astronautas, 1.758 - Jardim da Granja, 12227-010, S&atilde;o Jos&eacute; dos Campos / SP, Brasil; <a href="mailto:cleber_ufpa@yahoo.com.br">cleber_ufpa@yahoo.com.br</a></p>     <p><sup>3</sup>Programa de P&oacute;s- Gradua&ccedil;&atilde;o em Geografia, Grupo Acad&ecirc;mico a Produ&ccedil;&atilde;o do Territ&oacute;rio e Meio Ambiente na Amaz&ocirc;nia (GAPTA/CNPq), Universidade Federal do Par&aacute; (UFPA); Rua Augusto Corr&ecirc;a, 1, Campus B&aacute;sico, 66075-110, Bel&eacute;m/ PA, Brasil; <a href="mailto:cnsgeo@yahoo.com.br">cnsgeo@yahoo.com.br</a></p>     <p><b>&nbsp;</b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>RESUMO</b></p>     <p>Ao avaliar a din&acirc;mica do desmatamento em 15% dos assentamentos federais do Estado do Par&aacute;, durante cinco anos, detectou-se haver proporcionalmente mais desmatamentos no interior dos assentamentos do que na &aacute;rea que os circunscreve. Assim, tem-se o Cadastro Ambiental Rural (CAR) como uma contribui&ccedil;&atilde;o para a compreens&atilde;o tanto da expans&atilde;o da fronteira quanto daquilo que na literatura se denomina Uso e Mudan&ccedil;a na Cobertura da Terra, oferecendo um meio eletr&ocirc;nico que permite o cruzamento de informa&ccedil;&otilde;es do desmatamento com o mapa fundi&aacute;rio, apresentando a situa&ccedil;&atilde;o das propriedades ou posses rurais e sua rela&ccedil;&atilde;o com cortes na floresta. Este trabalho tem como objetivo analisar a efetividade do CAR como pol&iacute;tica ambiental em projetos de assentamentos no munic&iacute;pio de Novo Repartimento, visando compreender os fatores associados ao avan&ccedil;o do desmatamento e as pol&iacute;ticas p&uacute;blicas formuladas para cont&ecirc;-lo.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Palavras-chave</b>: Conserva&ccedil;&atilde;o; Pol&iacute;tica; Registro; Regulariza&ccedil;&atilde;o.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>ABSTRACT</b></p>     <p>Assessing the dynamics of deforestation in 15% of the federal settlements in Par&aacute; State for five years, it was detected proportionally more deforestation within the settlements than in the area that circumscribes them. Thus, there is the Rural Environmental Registry (CAR) as a contribution to understanding the Frontier expansion and the land-use and land-cover change, offering an electronic document that allows the crossing of deforestation information with the land map, showing the situation of rural properties or possessions and their relation to forest felling. This work aims to analyze the effectiveness of CAR as environmental policy on settlement projects in the city of Novo Repartimento, in order to understand the factors associated with the advance of deforestation and the public policies formulated to contain it.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Keywords:</b> Conservation; Policy; Registry; Regularization.</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><b>1. Introdu&ccedil;&atilde;o</b></p>     <p>Sendo a Amaz&ocirc;nia Brasileira biogeograficamente heterog&ecirc;nea, os impactos antropog&ecirc;nicos sofridos resultam de uma enorme variedade de padr&otilde;es de desmatamento associados a diferentes atores e formas de uso da terra. Dada a complexidade e din&acirc;mica desta regi&atilde;o, existem muitas iniciativas voltadas ao controle e preven&ccedil;&atilde;o do desmatamento (DINIZ <i>et al</i>., 2015; RODRIGUES-FILHO <i>et al.</i>, 2015).</p>     <p>Assun&ccedil;&atilde;o <i>et al.</i> (2015) exp&otilde;em que as pol&iacute;ticas de conserva&ccedil;&atilde;o destinadas a controlar e prevenir o desmatamento na Amaz&ocirc;nia passaram por revis&otilde;es significativas durante os anos 2000, marcadas por dois pontos de grande relev&acirc;ncia: o lan&ccedil;amento do Plano de A&ccedil;&atilde;o para a Preven&ccedil;&atilde;o e Controle do Desmatamento na Amaz&ocirc;nia Legal (PPCDAm) em 2004, integrando a&ccedil;&otilde;es entre diferentes institui&ccedil;&otilde;es governamentais e introduzindo procedimentos inovadores de controle, monitoramento ambiental e gest&atilde;o territorial; e a implementa&ccedil;&atilde;o de melhorias na tecnologia de monitoramento e disponibilidade de dados anuais via sat&eacute;lite sobre o desmatamento em escala municipal, possibilitando o estudo de sua din&acirc;mica, o que contribui para a compreens&atilde;o de como incentivos e pol&iacute;ticas moldam a a&ccedil;&atilde;o do desmatamento (HARGRAVE e KIS-KATOS, 2013).</p>     <p>No entanto, de acordo com Pacheco <i>et al.</i> (2010), h&aacute; uma tens&atilde;o crescente nas pol&iacute;ticas p&uacute;blicas aplicadas pelos governos da Regi&atilde;o Amaz&ocirc;nica uma vez que, por um lado, algumas pol&iacute;ticas tentam facilitar o crescimento econ&ocirc;mico relacionado com a promo&ccedil;&atilde;o do agroneg&oacute;cio, juntamente com maiores investimentos em desenvolvimento de infraestrutura e expans&atilde;o de uma agricultura mais competitiva ligados aos mercados de exporta&ccedil;&atilde;o; o cumprimento das leis ambientais, cujo objetivo &eacute; proteger as florestas e meios de subsist&ecirc;ncia dos povos locais baseadas no uso dos recursos florestais, e as pol&iacute;ticas para conserva&ccedil;&atilde;o de florestas s&atilde;o os instrumentos implementados junto a tentativas de reconhecimento de direitos de posse de povos ind&iacute;genas locais e outros.</p>     <p>Desde as ondas de migra&ccedil;&atilde;o causadas pelos poderes p&uacute;blicos para sert&otilde;es amaz&ocirc;nicos da d&eacute;cada de 1970, quando colonos foram obrigados a desmatar para demonstrar a posse da terra, a pol&iacute;tica do Brasil passou de uma r&aacute;pida coloniza&ccedil;&atilde;o fronteira aos regimes de reforma agr&aacute;ria, uma estrat&eacute;gia para reverter a tend&ecirc;ncia de concentra&ccedil;&atilde;o de terras em grandes latif&uacute;ndios (SCHNEIDER e PERES, 2015). Caviglia-Harris e Harris (2011) declaram que os formuladores de pol&iacute;ticas na Amaz&ocirc;nia brasileira enfrentam o desafio de atender os objetivos ambientais e de desenvolvimento de cidades e vilas que continuam a enfrentar a press&atilde;o da migra&ccedil;&atilde;o, resultando em assentamentos projetados de acordo com um modelo que n&atilde;o levava em considera&ccedil;&atilde;o a paisagem biof&iacute;sica, as restri&ccedil;&otilde;es de diferentes regi&otilde;es biof&iacute;sicas e os subsequentes impactos ambientais, acarretando impactos negativos na cobertura da terra e transforma&ccedil;&atilde;o do uso da terra. Neste sentido, Song <i>et al.</i> (2015) afirmam que, se resumir em uma lista os processos de uso da terra que muitas vezes s&atilde;o omitidos em muitos ou todos os estudos existentes, os projetos de assentamentos seria um deles.</p>     <p>Para avaliar essa situa&ccedil;&atilde;o, este trabalho destaca o estado do Par&aacute;, o qual det&eacute;m 1 055 projetos de assentamentos e 221 804 fam&iacute;lias instaladas, constituindo a maior &aacute;rea de assentamentos entre os estados Amaz&ocirc;nicos. Em estudo desenvolvido por Calandino <i>et al</i>. (2012), ao avaliar a din&acirc;mica do desmatamento em 15% dos assentamentos federais do Estado do Par&aacute;, durante cinco anos, detectou-se haver proporcionalmente mais desmatamentos no interior dos assentamentos do que na &aacute;rea que os circunscreve.</p>     <p>Explica Acselrad (2010) que a constru&ccedil;&atilde;o da Usina Hidrel&eacute;trica de Tucuru&iacute;, no sul do estado do Par&aacute;, inundou, em 1984-1985, 2 600 km<sup>2</sup> de floresta das margens do rio Tocantins, incluindo parte da reserva dos &iacute;ndios Parakan&atilde; e alguns n&uacute;cleos urbanos, deslocando compulsoriamente de suas &aacute;reas de moradia e de trabalho cerca de 10 mil fam&iacute;lias.</p>     <p>A inunda&ccedil;&atilde;o do Reservat&oacute;rio de Tucuru&iacute; e o processo de reloca&ccedil;&atilde;o geraram indigna&ccedil;&atilde;o na popula&ccedil;&atilde;o, que se viu obrigada a viver em acampamentos improvisados ou em superlotados im&oacute;veis de Novo Repartimento - n&uacute;cleo urbano, na &eacute;poca, em implanta&ccedil;&atilde;o (ACSELRAD, 1991). Dedicada, em sua maioria, &agrave;s atividades extrativas, parte dessa popula&ccedil;&atilde;o foi relocada em loteamentos implantados &agrave;s margens do reservat&oacute;rio. Lan&ccedil;ados bruscamente no trabalho agr&iacute;cola em &aacute;reas cuja paisagem natural desconheciam, os relocados n&atilde;o puderam estabilizar-se economicamente, o que favoreceu a reconcentra&ccedil;&atilde;o fundi&aacute;ria e o desmatamento (ACSELRAD, 2010). Atualmente, Novo Repartimento possui 31 projetos de assentamentos rurais, compreendidos em uma &aacute;rea total de 376 767,90 hectares, representando 24,5 % da &aacute;rea total do munic&iacute;pio.</p>     <p>Sob o aspecto cient&iacute;fico, pode-se considerar a contribui&ccedil;&atilde;o que este estudo traz em virtude da escassez de estudos que abordem a quest&atilde;o ambiental nas a&ccedil;&otilde;es da Pol&iacute;tica Nacional de Reforma Agr&aacute;ria em n&iacute;veis estadual e municipal, carecendo assim de novos trabalhos que forne&ccedil;am subs&iacute;dios para a elabora&ccedil;&atilde;o de pol&iacute;ticas p&uacute;blicas condizentes com esta realidade. Alega-se frequentemente que a participa&ccedil;&atilde;o municipal &eacute; imprescind&iacute;vel para o combate ao desmatamento. O munic&iacute;pio representa a menor esfera de governo no Brasil, e tem autonomia relativa em finan&ccedil;as, pol&iacute;tica e gest&atilde;o. Essa autonomia, apesar de n&atilde;o representarem auto-sufici&ecirc;ncia, afeta formula&ccedil;&atilde;o e implementa&ccedil;&atilde;o de pol&iacute;ticas p&uacute;blicas. Desmatamento na Amaz&ocirc;nia reflete os par&acirc;metros socioecon&ocirc;micos de cada munic&iacute;pio (DIAS <i>et al.,</i> 2015).</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Por fim, este trabalho tem como objetivo analisar a efetividade do Cadastro Ambiental Rural (CAR) como pol&iacute;tica ambiental em projetos de assentamentos no munic&iacute;pio de Novo Repartimento, tendo em vista compreender os fatores associados ao avan&ccedil;o do desmatamento e as pol&iacute;ticas p&uacute;blicas formuladas para cont&ecirc;-lo, proporcionando o desenvolvimento agr&aacute;rio de forma sustent&aacute;vel.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>2. Metodologia</b></p>     <p><b>2.1. Descri&ccedil;&atilde;o da &Aacute;rea de Estudo</b></p>     <p>O munic&iacute;pio de Novo Repartimento integra a Regi&atilde;o de Integra&ccedil;&atilde;o (RI) Lago de Tucuru&iacute;, localizada na Regi&atilde;o Sudeste do Estado do Par&aacute;, entrecortada pelo Rio Tocantins e pelas rodovias BR-230 (Rodovia Transamaz&ocirc;nica) e PA-150. Abrange uma &aacute;rea de 3 993 788 hectares, compreendendo tamb&eacute;m os munic&iacute;pios de Breu Branco, Goian&eacute;sia do Par&aacute;, Itupiranga, Jacund&aacute;, Nova Ipixuna e Tucuru&iacute;, o que corresponde a aproximadamente 3,20% do territ&oacute;rio paraense. Esta regi&atilde;o &eacute; conhecida por abrigar a Usina Hidrel&eacute;trica de Tucuru&iacute; (UHT), a qual deu origem a munic&iacute;pios devido ao deslocamento e reassentamento de povoados inteiros, inclusive de aldeias ind&iacute;genas (para a constru&ccedil;&atilde;o da barragem) e outros cresceram em densidade populacional decorrente da atra&ccedil;&atilde;o econ&ocirc;mica que o processo de edifica&ccedil;&atilde;o da usina exerceu na &eacute;poca (IDESP, 2013).</p>     <p>Segundo Castro <i>et al.</i> (2010), e pautados nos dados obtidos no Censo Demogr&aacute;fico 2010 (IBGE), a cidade de Tucuru&iacute; exerce a fun&ccedil;&atilde;o de polo regional. Possui a maior popula&ccedil;&atilde;o da regi&atilde;o, 107 189 habitantes, 27% da popula&ccedil;&atilde;o da regi&atilde;o e a maior densidade demogr&aacute;fica com 51,16 habitantes por hectare. O munic&iacute;pio de Novo Repartimento se destaca em termos de &aacute;rea territorial, com 1 539 800 hectares, 38,5 % da &aacute;rea territorial total da regi&atilde;o, e apresenta a segunda maior popula&ccedil;&atilde;o da regi&atilde;o. Rocha (2015) exp&otilde;e que, demograficamente, houve mudan&ccedil;a no tamanho, no ritmo de crescimento, na distribui&ccedil;&atilde;o espacial e na estrutura da popula&ccedil;&atilde;o desta regi&atilde;o em decorr&ecirc;ncia da constru&ccedil;&atilde;o da Usina Hidrel&eacute;trica de Tucuru&iacute;.</p>     <p>No contexto econ&ocirc;mico, destaca-se a atua&ccedil;&atilde;o na &aacute;rea de servi&ccedil;os, ind&uacute;strias e agropecu&aacute;ria. Novo Repartimento figura entre os dez munic&iacute;pios de maior destaque na produ&ccedil;&atilde;o pecu&aacute;ria que, juntos, respondem por 81% da produ&ccedil;&atilde;o total do estado. O munic&iacute;pio de S&atilde;o F&eacute;lix do Xingu desponta como o de maior rebanho bovino do Par&aacute;  (2 282 445 cabe&ccedil;as, correspondendo a 11,91% do rebanho estadual). Chama-se aten&ccedil;&atilde;o para o fato de que Novo Repartimento, 2.&ordm; colocado no ranking estadual, possui um rebanho equivalente a 37% ao daquele munic&iacute;pio (855 mil cabe&ccedil;as), representando 4,46% do efetivo estadual (FAPESPA, 2015).</p>     <p>O munic&iacute;pio abriga a Terra Ind&iacute;gena Parakan&atilde;, com &aacute;rea de 337 930 hectares, sendo &nbsp;298 191 hectares de &aacute;rea de florestas em 2014 (88% de sua &aacute;rea total); apresenta ainda 3 Unidades de Conserva&ccedil;&atilde;o (UC&rsquo;s) e 31 Projetos de Assentamentos (PA&rsquo;s) (IMAZON, 2014).</p>     <p>&nbsp;Para esse estudo, foi dada &ecirc;nfase aos 31 projetos de assentamentos rurais, compreendidos em uma &aacute;rea total de 376 767,90 hectares, representando 24,5 % da &aacute;rea total do munic&iacute;pio (<a href="#f1">Figura 1</a>).</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p> <a name="f1">     <p><img src="/img/revistas/got/n14/n14a08f1.gif"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p><b>2.2. Coleta de Dados</b></p>     <p>Os aspectos te&oacute;ricos e conceituais sobre a problem&aacute;tica ambiental em &aacute;reas de projetos de assentamentos foram obtidos por meio da an&aacute;lise de artigos cient&iacute;ficos nacionais e internacionais, legisla&ccedil;&otilde;es e relat&oacute;rios e publica&ccedil;&otilde;es institucionais.</p>     <p>Os dados demogr&aacute;ficos da distribui&ccedil;&atilde;o anual da popula&ccedil;&atilde;o nos munic&iacute;pios foram colhidos dos censos demogr&aacute;ficos e estimativas intercensit&aacute;rias, realizados pela Funda&ccedil;&atilde;o Instituto Brasileiro de Geografia e Estat&iacute;stica (IBGE).</p>     <p>As informa&ccedil;&otilde;es sobre o Cadastro Ambiental Rural (CAR) s&atilde;o oriundas do Sistema Integrado de Monitoramento e Licenciamento Ambiental - Modulo P&uacute;blico (SIMLAM P&uacute;blico), da Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Sustentabilidade (SEMAS/PA), e base cartogr&aacute;fica utilizada tamb&eacute;m foi fornecida pela referida Secretaria.</p>     <p>Os dados sobre o desmatamento na &aacute;rea de estudo foram obtidos atrav&eacute;s do Portal do Programa de C&aacute;lculo do Desmatamento da Amaz&ocirc;nia (PRODES/INPE). Esclarecem Piketty <i>et al.</i> (2015) que o m&eacute;todo PRODES mede a extens&atilde;o do desmatamento anual na Amaz&ocirc;nia Legal a partir de uma resolu&ccedil;&atilde;o espacial m&eacute;dia (tamanho do pixel: 0,36 ha), compreendendo um sistema de classifica&ccedil;&atilde;o baseado na abordagem de modelo de mistura espectral, e usando dados de sensoriamento remoto (imagens de sat&eacute;lite Landsat 5). A base de dados espaciais relativa &agrave;s informa&ccedil;&otilde;es de assentamentos no Estado do Par&aacute; e no munic&iacute;pio de Novo Repartimento foram obtidas do Instituto Nacional da Coloniza&ccedil;&atilde;o e Reforma Agr&aacute;ria (INCRA). A partir das bases cartogr&aacute;ficas mencionadas, foram selecionados os shapes de cada Plano de Informa&ccedil;&atilde;o (desmatamento, assentamentos e CAR) para o munic&iacute;pio de Novo Repartimento para, finalmente, realizar an&aacute;lise espacial por geoprocessamento utilizando o Software QGIS 2.8.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>3. Din&acirc;mica do uso da terra e impactos do desmatamento na Amaz&ocirc;nia</b></p>     <p>O desmatamento na Amaz&ocirc;nia brasileira &eacute; um problema amplamente reconhecido, com m&uacute;ltiplas consequ&ecirc;ncias negativas em &acirc;mbito local, regional e global, tais como perda de biodiversidade, degrada&ccedil;&atilde;o do solo, e mudan&ccedil;a clim&aacute;tica (DINIZ et al., 2015). Servi&ccedil;os ecossist&ecirc;micos mundiais est&atilde;o claramente amea&ccedil;ados pelo desmatamento associado &agrave; ocupa&ccedil;&atilde;o humana e ao desenvolvimento econ&ocirc;mico da Amaz&ocirc;nia brasileira. No entanto, o progn&oacute;stico para o bem-estar socioecon&ocirc;mico dos habitantes permanece obscuro. Em uma regularidade emp&iacute;rica que tem sido chamado o padr&atilde;o de expans&atilde;o e recess&atilde;o ou a maldi&ccedil;&atilde;o dos recursos, a explora&ccedil;&atilde;o dos recursos naturais est&aacute; associada a ganhos de curto prazo no bem-estar que se dissipam ao longo do tempo (Caviglia-Harris <i>et al</i>., 2016) .</p>     <p>Oliveira- J&uacute;nior <i>et al.</i> (2010) que, entre os fatores apontados como explicativos da heterogeneidade do espa&ccedil;o do desmatamento est&atilde;o os aspectos relacionados &agrave;s caracter&iacute;sticas naturais (relevo, clima, solo, condi&ccedil;&otilde;es de acesso); como tamb&eacute;m, as diferen&ccedil;as e semelhan&ccedil;as das din&acirc;micas econ&ocirc;micas das atividades produtivas dominantes, que acabaram por se traduzir em diferen&ccedil;as quanto ao padr&atilde;o de uso do solo, ocupa&ccedil;&atilde;o e, por essa via, das for&ccedil;as impulsionadoras do desmatamento em cada caso. Ressalta-se que a conforma&ccedil;&atilde;o territorial e ocupacional est&aacute; tamb&eacute;m relacionada, direta ou indiretamente, aos meios de acesso &agrave; regi&atilde;o e como estes v&atilde;o servindo de canalizadores do processo migrat&oacute;rio, do crescimento demogr&aacute;fico e dos adensamentos urbanos. Neste particular, aparecem as iniciativas de coloniza&ccedil;&atilde;o p&uacute;blicas e privadas.</p>     <p>Diniz <i>et al</i>. (2009) complementam esse rol destacando que, entre as causas prim&aacute;rias mais significativas, estariam a expans&atilde;o da agropecu&aacute;ria, seja da cultura tempor&aacute;ria, seja da cultura permanente, e a pecu&aacute;ria de car&aacute;ter eminentemente extensivo; a extra&ccedil;&atilde;o da madeira para diversos usos e fins comerciais e a infraestrutura existente, que permite o acesso, o deslocamento e a fixa&ccedil;&atilde;o dos diferentes agentes que integram as atividades econ&ocirc;micas da agropecu&aacute;ria e de explora&ccedil;&atilde;o florestal, especialmente de madeira. Neste &uacute;ltimo caso, a infraestrutura e a log&iacute;stica de transporte, bem como as diferentes modalidades de coloniza&ccedil;&atilde;o, inclusive os assentamentos populacionais, serviriam como fatores de atra&ccedil;&atilde;o de contingentes populacionais e poderiam ser apontados como causas prim&aacute;rias.</p>     <p>Para Rosa <i>et al.</i> (2015), a era moderna do desmatamento na Amaz&ocirc;nia come&ccedil;ou nos anos de 1960 e 1970 com esquemas de coloniza&ccedil;&atilde;o implementados pelo governo brasileiro. Os projetos de coloniza&ccedil;&atilde;o e integra&ccedil;&atilde;o nacional criaram os alicerces para a implanta&ccedil;&atilde;o dos assentamentos na Amaz&ocirc;nia. A maior parte das fam&iacute;lias que migraram para a regi&atilde;o foi motivada pela oferta de terras e cr&eacute;dito subsidiado, e foram distribu&iacute;das, em sua maioria, em assentamentos do Incra, concentrados ao longo da rodovia Transamaz&ocirc;nica, no Estado do Par&aacute;, e no entorno da BR&ndash;364 em Rond&ocirc;nia (BRAND&Atilde;O J&Uacute;NIOR eSILVA J&Uacute;NIOR, 2006) .</p>     <p>Os processos de coloniza&ccedil;&atilde;o na Amaz&ocirc;nia t&ecirc;m atra&iacute;do consider&aacute;vel aten&ccedil;&atilde;o nos &uacute;ltimos trinta anos, principalmente devido ao desmatamento associado &agrave; apropria&ccedil;&atilde;o da terra (BATISTELLA e MORAN, 2005). Mello- Th&eacute;ry (2011) destaca que os projetos de assentamentos j&aacute; implantados, em sua maioria, circundam terras ind&iacute;genas e acompanham o tra&ccedil;ado de rodovias, exercendo uma forte press&atilde;o sobre as mesmas. Al&eacute;m disso, o problema se intensifica quando se agregam as &aacute;reas propostas pela pol&iacute;tica nacional de conserva&ccedil;&atilde;o da biodiversidade com as terras arrecadadas pelo INCRA, que cobrem superf&iacute;cie bem maior.</p>     <p>O uso da terra, para Silva et al. (2017), &nbsp;&eacute; definido em fun&ccedil;&atilde;o das atividades&nbsp; desenvolvidas&nbsp; em&nbsp; determinada&nbsp; &aacute;rea que, no caso de propriedades rurais, s&atilde;o voltadas principalmente&nbsp;&nbsp;&nbsp; para&nbsp;&nbsp;&nbsp; o&nbsp;&nbsp;&nbsp; estabelecimento&nbsp;&nbsp;&nbsp; de culturas e cria&ccedil;&atilde;o de animais, al&eacute;m de moradia e recrea&ccedil;&atilde;o.&nbsp; Estima-se&nbsp; que&nbsp; as&nbsp; mudan&ccedil;as&nbsp; nos&nbsp; usos da&nbsp;&nbsp;&nbsp; terra&nbsp;&nbsp;&nbsp; sejam&nbsp;&nbsp;&nbsp; respons&aacute;veis&nbsp;&nbsp;&nbsp; por&nbsp;&nbsp;&nbsp; 75%&nbsp;&nbsp;&nbsp; das emiss&otilde;es de gases de efeito-estufa no Brasil, com especial&nbsp;&nbsp;&nbsp; destaque&nbsp;&nbsp;&nbsp; para&nbsp;&nbsp;&nbsp; as&nbsp;&nbsp;&nbsp; queimadas&nbsp;&nbsp;&nbsp; e&nbsp;&nbsp;&nbsp; o desmatamento&nbsp;&nbsp;&nbsp; no&nbsp;&nbsp;&nbsp; Cerrado&nbsp;&nbsp;&nbsp; e&nbsp;&nbsp;&nbsp; na&nbsp;&nbsp;&nbsp; Floresta Amaz&ocirc;nica,&nbsp;&nbsp;&nbsp; fatores&nbsp;&nbsp;&nbsp; esses associados &agrave; antropiza&ccedil;&atilde;o.</p>     <p>Define C&ocirc;rtes (2017) que o conceito de transforma&ccedil;&atilde;o da superf&iacute;cie da terra &eacute; organizado em dois componentes conectados: a cobertura da terra e o uso da terra. As classes de cobertura denotam o estado biof&iacute;sico, como tipo de vegeta&ccedil;&atilde;o, &aacute;gua e outros elementos, e uma mudan&ccedil;a de cobertura pode ocorrer por duas vias, a convers&atilde;o ou modifica&ccedil;&atilde;o. A convers&atilde;o &eacute; a mudan&ccedil;a de uma classe de cobertura para outra (exemplo, floresta para terra cultiv&aacute;vel). A modifica&ccedil;&atilde;o &eacute; a mudan&ccedil;a na condi&ccedil;&atilde;o de uma categoria (exemplo, mudan&ccedil;a da floresta por corte seletivo de &aacute;rvores). J&aacute; as classes de uso denotam a maneira que os elementos biof&iacute;sicos s&atilde;o utilizados, como assentamentos, cultivos, pastagem, recrea&ccedil;&atilde;o. A sua mudan&ccedil;a envolve a transforma&ccedil;&atilde;o para outro uso ou a intensifica&ccedil;&atilde;o do uso atual. Um uso da terra pode corresponder a uma determinada classe de cobertura (por exemplo, uso pecu&aacute;ria e cobertura gram&iacute;nea) ou mais (por exemplo, uso agr&iacute;cola e cobertura de culturas e solo exposto). No mesmo sentido, a cobertura pode representar simultaneamente m&uacute;ltiplos usos (cobertura floresta: ca&ccedil;a, explora&ccedil;&atilde;o madeireira, extrativismo). A mudan&ccedil;a no uso, em geral, causa mudan&ccedil;a de cobertura, enquanto a cobertura pode se alterar mesmo quando o uso &eacute; o mesmo, como nos casos de manejo de explora&ccedil;&atilde;o madeireira.</p>     <p>Nos dias atuais, existe uma concord&acirc;ncia de que as altera&ccedil;&otilde;es temporais no uso e cobertura da terra s&atilde;o as maiores condutoras de mudan&ccedil;as ambientais locais, regionais e globais, pelo fato de sua interven&ccedil;&atilde;o agir diretamente nas condi&ccedil;&otilde;es clim&aacute;ticas &ndash; a partir da remo&ccedil;&atilde;o da cobertura vegetal original &ndash; nos ciclos biogeoqu&iacute;micos, na biodiversidade e, o mais importante, sobre as atividades humanas (SANTOS <i>et al.</i>, 2017).</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><b>4. An&aacute;lise e discuss&atilde;o dos resultados</b></p>     <p><b>4.1. O CAR no Estado do Par&aacute;</b></p>     <p>O CAR tornou-se um registro obrigat&oacute;rio para todos os im&oacute;veis agr&aacute;rios situados em &aacute;reas cadastr&aacute;veis, ou seja, fora de Terras Ind&iacute;genas (TI), Unidades de Conserva&ccedil;&atilde;o (UC) de dom&iacute;nio p&uacute;blico e &aacute;reas urbanas, cujas informa&ccedil;&otilde;es ambientais nele contidas acabam compondo uma base de dados para controle, monitoramento, planejamento ambiental e econ&ocirc;mico, e combate ao desmatamento. &Eacute; por meio deste cadastro que os &oacute;rg&atilde;os ambientais integrantes do Sistema Nacional do Meio Ambiente (SISNAMA) teriam acesso a informa&ccedil;&otilde;es confi&aacute;veis sobre a real situa&ccedil;&atilde;o, localiza&ccedil;&atilde;o (georreferenciamento) e regularidade dos im&oacute;veis agr&aacute;rios no que concerne &agrave;s &aacute;reas de interesse ambiental situadas dentro da propriedade ou da posse agr&aacute;ria (BARROSO e ALENCAR, 2014).</p>     <p>O estado do Par&aacute; apresenta &aacute;rea superior a 125 milh&otilde;es de hectares, sendo que em torno de 58 milh&otilde;es de hectares s&atilde;o pass&iacute;veis de regulariza&ccedil;&atilde;o por meio do Cadastro Ambiental Rural, n&atilde;o incluindo &aacute;reas pertencentes a Unidades de Conserva&ccedil;&atilde;o e Terras Ind&iacute;genas.</p>     <p>A implementa&ccedil;&atilde;o do cadastramento &eacute; realizada por meio de georreferenciamento da &aacute;rea total da propriedade, a&iacute; incluindo as &Aacute;reas de Preserva&ccedil;&atilde;o Permanente (APPs), &Aacute;rea de Uso Alternativo do Solo (AUAS) e &Aacute;reas de Reserva Legal (ARL). Essas informa&ccedil;&otilde;es integrar&atilde;o o Sistema de Licenciamento e Monitoramento Ambiental (SIMLAM), gerido pela Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Sustentabilidade (SEMAS).</p>     <p>Em 2014, o Estado j&aacute; dispunha de 65% de &aacute;rea cadastrada, garantindo assim 37 882 541 hectares de registros de CAR constantes na base do SIMLAM. Desde in&iacute;cio de sua vig&ecirc;ncia, percebeu-se grande avan&ccedil;o no procedimento de regulariza&ccedil;&atilde;o ambiental dos im&oacute;veis rurais localizados no Estado do Par&aacute;. Isto se deu devido ao fortalecimento do uso de ferramentas de geotecnologia, o que agiliza o processo de cria&ccedil;&atilde;o do cadastro e proporciona informa&ccedil;&otilde;es mais confi&aacute;veis sobre o uso do solo do im&oacute;vel rural, al&eacute;m da realiza&ccedil;&atilde;o de parcerias institucionais que promovam o processo de regulariza&ccedil;&atilde;o ambiental de posses e propriedades rurais, tais como o Fundo Amaz&ocirc;nia e The Nature Conservancy (TNC), bem como pela cria&ccedil;&atilde;o do Programa Munic&iacute;pios Verdes (PMV) e a realiza&ccedil;&atilde;o de Termos de Ajustamento de Conduta junto ao Minist&eacute;rio P&uacute;blico Federal (MPF), iniciativas que promoveram o engajamento dos munic&iacute;pios paraenses para regulariza&ccedil;&atilde;o dos registros dos im&oacute;veis rurais.</p>     <p>Assim, o CAR tornou-se, por diferentes motivos, imprescind&iacute;vel para os agentes econ&ocirc;micos e governamentais. Para muitas prefeituras, a implementa&ccedil;&atilde;o do CAR foi essencial para que v&aacute;rios munic&iacute;pios deixassem a cr&iacute;tica lista dos desmatadores permitindo, assim, a viabilidade da economia local. Sendo assim, nos &uacute;ltimos anos, o CAR deixou de ser um instrumento focado exclusivamente na sustentabilidade ambiental, tornando-se pe&ccedil;a central para a sustentabilidade econ&ocirc;mica dos munic&iacute;pios e do setor privado na regi&atilde;o (AZEVEDO <i>et al</i>., 2014).</p>     <p>Em 07 de abril de 2016, por meio da Portaria SEMAS N.&ordm; 654, foi institu&iacute;do o Sistema Nacional de Cadastro Ambiental Rural (SICAR), como o Sistema Oficial de Cadastro Ambiental do Estado do Par&aacute;, cuja aplica&ccedil;&atilde;o fora denominada SICAR/PA. Coube &agrave; Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Sustentabilidade (SEMAS) realizar a gest&atilde;o da transi&ccedil;&atilde;o do Sistema Integrado de Monitoramento e Licenciamento Ambiental (SIMLAM) para o Sistema Nacional de Cadastro Ambiental Rural (SICAR).</p>     <p>Assim, o recebimento, gerenciamento e integra&ccedil;&atilde;o dos dados do CAR de todos os entes federativos foram transferidos para o Governo Federal, conforme disposto no Decreto n.&deg;  7 830, de 17 de outubro de 2012, o qual disp&otilde;e sobre o Sistema de Cadastro Ambiental Rural, o Cadastro Ambiental Rural, e estabelece normas de car&aacute;ter geral aos Programas de Regulariza&ccedil;&atilde;o Ambiental</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><b>4.2. O instrumento do CAR na regulariza&ccedil;&atilde;o ambiental dos assentamentos de Novo Repartimento</b></p>     <p>Transforma&ccedil;&otilde;es significativas no campo econ&ocirc;mico, social, pol&iacute;tico e ambiental ocorreram na regi&atilde;o do Baixo Tocantins, &aacute;rea de jusante da maior barragem brasileira - a UHE-Tucuru&iacute; -, localizada no munic&iacute;pio de Tucuru&iacute;, sudeste paraense. N&atilde;o &eacute; a &aacute;gua represada em forma de reservat&oacute;rio da usina que caracteriza essa regi&atilde;o, mas a din&acirc;mica das transforma&ccedil;&otilde;es socioecol&oacute;gicas que ocorreram ap&oacute;s o barramento do rio Tocantins e os conflitos socioambientais que emergiram a partir da segunda metade da d&eacute;cada de 80 (SILVA, 2014).</p>     <p>O munic&iacute;pio de Novo Repartimento, detentor de 1 539 800 hectares de &aacute;rea, disp&otilde;e de  1. 183 160 hectares para regulariza&ccedil;&atilde;o por meio do CAR. O n&uacute;mero de im&oacute;veis rurais cadastrados no Sistema de Monitoramento e Licenciamento Ambiental (SIMLAM) somam 851 176, com uma &aacute;rea cadastrada em torno de 72% da &aacute;rea total, ou seja, 72% da &aacute;rea total cadastr&aacute;vel do munic&iacute;pio.&nbsp; Uma vez que este ainda n&atilde;o possui o m&iacute;nimo de 80% (oitenta por cento) de seu territ&oacute;rio, excetuadas as unidades de conserva&ccedil;&atilde;o de dom&iacute;nio p&uacute;blico e terras ind&iacute;genas homologadas, com im&oacute;veis rurais devidamente monitorados por meio do CAR, n&atilde;o atende as exig&ecirc;ncias do Minist&eacute;rio do Meio Ambiente, ainda figurando na lista dos munic&iacute;pios que mais desmatam o Bioma Amaz&ocirc;nico, mantendo tamb&eacute;m a classifica&ccedil;&atilde;o de &ldquo;Munic&iacute;pio Embargado&rdquo; junto ao Programa Munic&iacute;pios Verdes, a partir de an&aacute;lises realizadas at&eacute; o ano de 2016.</p>     <p>A regulariza&ccedil;&atilde;o ambiental de propriedades rurais em projetos de assentamentos est&aacute; prevista no artigo 29 do C&oacute;digo Florestal vigente, realizada atrav&eacute;s do CAR, definindo ser obrigat&oacute;rio para todos os im&oacute;veis rurais, com a finalidade de integrar as informa&ccedil;&otilde;es ambientais das propriedades e posses rurais, compondo base de dados para controle, monitoramento, planejamento ambiental e econ&ocirc;mico e combate ao desmatamento.</p>     <p>Com uma &aacute;rea total de 376 768 hectares, os assentamentos de Novo Repartimento disp&otilde;em de um territ&oacute;rio cadastr&aacute;vel de 308 535 hectares, ou seja, uma &aacute;rea pass&iacute;vel de regulariza&ccedil;&atilde;o ambiental (territ&oacute;rio sujeito ao cadastramento). As &aacute;reas consideradas cadastr&aacute;veis s&atilde;o aquelas que abrigam assentamentos da Reforma Agr&aacute;ria, Territ&oacute;rios Quilombolas e &Aacute;reas de</p>     <p>Prote&ccedil;&atilde;o Ambiental (APAs). Por outro lado, &aacute;reas n&atilde;o cadastr&aacute;veis s&atilde;o aquelas protegidas como UCs (exceto APAs), Terras Ind&iacute;genas, &Aacute;rea Militar, per&iacute;metro urbano e massas d&acute;&aacute;gua. Desse total de &aacute;rea cadastr&aacute;vel, 260 712 hectares j&aacute; se encontram devidamente registrados no Sistema de Cadastro Ambiental Rural &ndash; SICAR.</p>     <p>Os desmatamentos ocorridos em &aacute;reas de assentamento s&atilde;o componentes significativos do desmatamento ocorrido no munic&iacute;pio de Novo Repartimento como um todo, apesar da verifica&ccedil;&atilde;o da redu&ccedil;&atilde;o das taxas de desmatamento a partir de 2008, de acordo com o comparativo a seguir:</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="t1">     <p><img src="/img/revistas/got/n14/n14a08t1.gif"></p>     
]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p>Apesar desse decr&eacute;scimo, tanto a n&iacute;vel municipal quanto em seus assentamentos, tem-se que os resultados das an&aacute;lises de mudan&ccedil;a do uso da terra em assentamentos no per&iacute;odo de 2009 a 2014 mostram que 63 465 hectares (16,8% da &aacute;rea total de assentamentos) de cobertura florestal foram desmatados. Esse quantitativo corresponde a 60,8% da &aacute;rea total desmatada no munic&iacute;pio no mesmo per&iacute;odo. Essa realidade pode ser referendada pela pesquisa de Barroso e Alencar (2014), a qual afirma que o significativo n&uacute;mero de assentamentos criados com a finalidade de resolver os problemas sociais no campo tem ocasionado consider&aacute;veis danos ao meio ambiente, uma vez que os assentados necessitam de &aacute;rea &uacute;til &agrave; implanta&ccedil;&atilde;o de suas atividades agropecu&aacute;rias. Foi neste cen&aacute;rio que os assentamentos rurais representaram importante foco de desmatamento.</p>     <p>Com as evid&ecirc;ncias de que os projetos de assentamentos contribuem com o desmatamento ocorrido no munic&iacute;pio, al&eacute;m da necessidade em expandir o controle, monitoramento e o combate, procedeu-se a verifica&ccedil;&atilde;o do desenvolvimento do CAR como pol&iacute;tica p&uacute;blica e seus efeitos sobre o desmatamento nesta categoria fundi&aacute;ria.</p>     <p>A inscri&ccedil;&atilde;o dos assentamentos de Reforma Agr&aacute;ria no CAR iniciou-se primeiramente com o registro do seu per&iacute;metro e posteriormente por meio da individualiza&ccedil;&atilde;o dos lotes. Uma vez que se encontra vinculado a fatores sociais e ambientais, o CAR surge como um instrumento de monitoramento, fiscaliza&ccedil;&atilde;o e execu&ccedil;&atilde;o em prol da conserva&ccedil;&atilde;o, tendo em vista diagnosticar o passivo ambiental em assentamentos.</p>     <p>Em 2008, no in&iacute;cio da vig&ecirc;ncia do CAR como instrumento da Pol&iacute;tica de Regulariza&ccedil;&atilde;o Ambiental, Novo Repartimento totalizava apenas 1 751 hectares em &aacute;reas sob registro no Cadastro Ambiental Rural, correspondendo a 0,14% da &aacute;rea total cadastr&aacute;vel.</p>     <p>J&aacute; em 2009, verificou-se o in&iacute;cio da ades&atilde;o dos assentados ao Programa do CAR, quando registrou-se 6 853 hectares de &aacute;rea dos projetos de assentamentos de Novo Repartimento inseridos no Sistema de Cadastro Ambiental Rural. A ades&atilde;o foi crescente nos anos seguintes, chegando ao total de 260 623 hectares, conforme apresentado na <a href="#t2">tabela 2</a>.</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="t2">     <p><img src="/img/revistas/got/n14/n14a08t2.gif"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>Enquanto pol&iacute;tica de regulariza&ccedil;&atilde;o ambiental e de combate ao desmatamento, infere-se que a grande quantidade de propriedades rurais (2.213) inscritos no Sistema do CAR, representando uma &aacute;rea de 69,17% do total de &aacute;reas dos assentamentos rurais de Novo Repartimento em 2014 permite o monitoramento e acompanhamento das atividades de uso da terra desenvolvidas pelos assentados rurais.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Ressalta-se aqui a import&acirc;ncia da informa&ccedil;&atilde;o espacial fornecida pelo CAR. O registro por meio do CAR fornece informa&ccedil;&otilde;es essenciais sobre os im&oacute;veis rurais localizados em assentamentos, subsidiando assim a&ccedil;&otilde;es preventivas, fiscalizat&oacute;rias e punitivas por parte dos &oacute;rg&atilde;os ambientais, tendo em vista a diminui&ccedil;&atilde;o do passivo ambiental e conserva&ccedil;&atilde;o florestal. Informa&ccedil;&otilde;es como &aacute;reas de RL e APPs disponibilizadas pelo CAR s&atilde;o &uacute;teis para monitorar o desmatamento nessas &aacute;reas especiais e protegidas por lei, e tamb&eacute;m s&atilde;o capazes de subsidiar o planejamento de a&ccedil;&otilde;es de pol&iacute;ticas de conserva&ccedil;&atilde;o e de eventuais programas de pagamentos por servi&ccedil;os ambientais. Dados relativos ao uso alternativo do solo (UAS) poderiam tamb&eacute;m ser utilizados em conjunto com dados de produ&ccedil;&atilde;o agropecu&aacute;ria para dimensionar a agricultura familiar nestas &aacute;reas, bem como a proposi&ccedil;&atilde;o de alternativas log&iacute;sticas para melhor armazenamento e distribui&ccedil;&atilde;o dos produtos origin&aacute;rios de assentamentos rurais.</p>     <p>Para o per&iacute;odo em an&aacute;lise, 2009 a 2014, a ades&atilde;o do CAR foi significativa e crescente como demonstrado na <a href="#t2">tabela 2</a> e na <a href="#f2">figura 2</a>, que representa a quantidade anual de CAR inseridos no Sistema SIMLAM, somente nas &aacute;reas dos assentamentos rurais de Novo Repartimento.</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="f2">     <p><img src="/img/revistas/got/n14/n14a08f2.gif"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>Percebe-se que no primeiro ano em an&aacute;lise, a ades&atilde;o foi t&iacute;mida, tendo uma forte ades&atilde;o nos anos seguintes, especialmente 2010, 2013 e 2014, sendo que nestes &uacute;ltimos pode ter sido devido &agrave; grande mobiliza&ccedil;&atilde;o que &oacute;rg&atilde;os federais e estaduais, al&eacute;m de ONGs voltadas ao tema ambiental, fizeram para incentivar a ades&atilde;o ao CAR. Al&eacute;m da vig&ecirc;ncia do Novo C&oacute;digo Florestal, que prev&ecirc; o CAR como instrumento de Pol&iacute;tica P&uacute;blica Ambiental, muitos propriet&aacute;rios rurais dentro e fora dos assentamentos rurais come&ccedil;aram a perceber os benef&iacute;cios de ter o registro do CAR de sua propriedade.</p>     <p>Assim, para verificar a efetividade do Cadastro Ambiental Rural (CAR) como pol&iacute;tica ambiental em projetos de assentamentos, iniciou-se a an&aacute;lise da incid&ecirc;ncia do desmatamento em &aacute;reas com e sem o registro do CAR, conforme demonstrado na <a href="#f3">figura 3</a> e na <a href="#t3">tabela 3</a>, cujos valores foram obtidos a partir de an&aacute;lises de geoprocessamento:</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="f3">     <p><img src="/img/revistas/got/n14/n14a08f3.gif"></p>     
<p>&nbsp;</p> <a name="t3">     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><img src="/img/revistas/got/n14/n14a08t3.gif"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>No per&iacute;odo analisado foi poss&iacute;vel observar redu&ccedil;&otilde;es sucessivas nas taxas de desmatamento ocorridas em &aacute;reas de assentamentos. Os assentamentos, apesar de exercerem grande influ&ecirc;ncia em rela&ccedil;&atilde;o ao desmatamento da regi&atilde;o, n&atilde;o s&atilde;o os &uacute;nicos agentes respons&aacute;veis. Com efeito, an&aacute;lises da sua contribui&ccedil;&atilde;o para a din&acirc;mica anual do desmatamento mostram que, mesmo aumentando em n&uacute;mero e em &aacute;rea, eles t&ecirc;m acompanhado a mesma tend&ecirc;ncia de queda que vem ocorrendo na Amaz&ocirc;nia, no Estado e no munic&iacute;pio como um todo.&nbsp;</p>     <p>Da mesma forma que as taxas de desmatamento foram decrescendo, a ades&atilde;o ao CAR foi aumentando, conforme mostra a <a href="#t3">tabela 3</a>. Com os dados de &aacute;reas inseridas no CAR e as ocorr&ecirc;ncias de desmatamento ano a ano, foi poss&iacute;vel estimar a sua propor&ccedil;&atilde;o ocorrida em &aacute;reas inseridas no CAR, a fim de avaliar sua efetividade como pol&iacute;tica ambiental de regulariza&ccedil;&atilde;o ambiental.&nbsp;&nbsp;</p>     <p>Assim, as &aacute;reas de assentamentos rurais inseridas no CAR totalizaram at&eacute; o ano de 2014, 260 623 ha. Ocorr&ecirc;ncias de desmatamento medidas pelo PRODES/INPE no per&iacute;odo de 2009 a 2014 foram registradas em &aacute;reas com e sem CAR. Vale ressaltar que ocorreu uma ades&atilde;o gradativa do CAR no per&iacute;odo em an&aacute;lise, o que refletiu nos valores percentuais relativos ao total de desmatamento registrado, os quais foram crescendo na medida que mais &aacute;reas estavam cadastradas, aumentando, portanto, a probabilidade de que os desmatamentos ocorressem em &aacute;reas com CAR.</p>     <p>No ano de 2014, do total de &aacute;rea desmatada em &aacute;reas de assentamentos, 58,16% foram em &aacute;reas com CAR, e 41,84% em &aacute;reas n&atilde;o registradas. Embora a princ&iacute;pio, esperava-se que as &aacute;reas com CAR tivessem menores incid&ecirc;ncias de desmatamento, dados apontaram uma ocorr&ecirc;ncia maior em &aacute;reas com CAR. Como poss&iacute;vel justificativa, tem-se que as &aacute;reas que tiveram maior ades&atilde;o ao CAR, foram aquelas que mais precisavam regularizar suas atividades rurais, as quais muitas vezes prescindiam de modifica&ccedil;&otilde;es no uso da terra, para adequa&ccedil;&atilde;o &agrave;s atividades de agricultura ou pecu&aacute;ria.</p>     <p>Neste contexto, as mudan&ccedil;as no uso e cobertura da terra, notadamente o desmatamento ocorrido nas &aacute;reas de assentamento, podem estar associadas &agrave;s atividades pr&oacute;prias de assentamentos rurais economicamente produtivos.&nbsp; Al&eacute;m disso, o CAR oferece a possibilidade de certificar as propriedades rurais que comercializam produtos agr&iacute;colas, pois s&oacute; estar&atilde;o aptas aquelas que estiverem de acordo com a legisla&ccedil;&atilde;o ambiental brasileira, a qual pro&iacute;be desmatamento sem licenciamento.</p>     <p>De fato, pol&iacute;ticas estaduais tais como o Plano de Preven&ccedil;&atilde;o, Controle e Alternativas ao Desmatamento do Estado do Par&aacute; (PPCAD-PAR&Aacute;), o Acordo pelo Desmatamento Zero firmado com o Minist&eacute;rio P&uacute;blico Federal e o Programa Munic&iacute;pios Verdes, tem incentivado a atividade rural ambientalmente sustent&aacute;vel e tem ajudado a consolidar o CAR como ferramenta de diagn&oacute;stico do passivo ambiental em propriedades rurais, atuando assim na fiscaliza&ccedil;&atilde;o e conserva&ccedil;&atilde;o do meio ambiente.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>5. Considera&ccedil;&otilde;es finais</b></p>     <p>A partir do desenvolvimento desta pesquisa, p&ocirc;de-se verificar que os processos de mudan&ccedil;a do uso da terra, particularmente o desmatamento, em &aacute;reas de projetos de assentamentos agr&aacute;rios tem significativa contribui&ccedil;&atilde;o ao total registrado para o munic&iacute;pio de Novo Repartimento.</p>     <p>A partir da detec&ccedil;&atilde;o que, no per&iacute;odo de 2009 a 2014, 63 465 hectares de desmatamentos ocorreram em &aacute;reas de assentamentos, tem-se associado os projetos de Reforma Agr&aacute;ria como um dos principais respons&aacute;veis pelo processo de convers&atilde;o florestal no munic&iacute;pio.</p>     <p>Entretanto, constatou-se um esfor&ccedil;o quanto &agrave; regulariza&ccedil;&atilde;o ambiental dessas &aacute;reas, verificado a partir do crescimento na ades&atilde;o dos assentados ao Cadastro Ambiental Rural. No ano de 2009, os assentamentos de Novo Repartimento detinham apenas 6 853 hectares em &aacute;reas registradas atrav&eacute;s do Cadastro Ambiental Rural (CAR), correspondendo a 0,14% da &aacute;rea total cadastr&aacute;vel; j&aacute; em 2014, o n&uacute;mero de &aacute;reas cadastradas subiu para 260 623 hectares, sendo que 91 174 hectares em &aacute;reas de assentamentos, representando 69,17% de sua &aacute;rea total.</p>     <p>Tamb&eacute;m &eacute; importante ressaltar que o refor&ccedil;o de pol&iacute;ticas estaduais, tais como o Plano de Preven&ccedil;&atilde;o, Controle e Alternativas ao Desmatamento do Estado do Par&aacute; (PPCAD-PAR&Aacute;), o Acordo pelo Desmatamento Zero firmado com o Minist&eacute;rio P&uacute;blico Federal e o Programa Munic&iacute;pios Verdes, fortaleceram o desenvolvimento do CAR como ferramenta de diagn&oacute;stico do passivo ambiental em propriedades rurais, atuando assim na fiscaliza&ccedil;&atilde;o e conserva&ccedil;&atilde;o do meio ambiente.</p>     <p>Assim, pode-se definir o CAR como um instrumento importante de gest&atilde;o ambiental rural, atuando no controle, monitoramento e o combate ao desmatamento em assentamentos no munic&iacute;pio de Novo Repartimento, mas n&atilde;o &eacute; poss&iacute;vel declarar que a ocorr&ecirc;ncia desse desmatamento &eacute; ilegal, sendo necess&aacute;rio assim estudos futuros que analisem onde ocorre as maiores incid&ecirc;ncias.</p>     <p>&Eacute; poss&iacute;vel afirmar que as atividades produtivas em &aacute;reas de assentamentos contribuem para a mudan&ccedil;a do uso da terra, mas essa an&aacute;lise n&atilde;o pode considerar este como um modelo desenvolvido pela agricultura familiar como explorat&oacute;rio e/ou desmatador, uma vez que torna-se imprescind&iacute;vel o conhecimento associado das formas de obten&ccedil;&atilde;o dessas &aacute;reas, hist&oacute;ria de desenvolvimento e desafios enfrentados para manuten&ccedil;&atilde;o da unidade familiar.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>6. Refer&ecirc;ncias bibliogr&aacute;ficas</b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>ACSELRAD, H. Planejamento autorit&aacute;rio e desordem socioambiental na Amaz&ocirc;nia: cr&ocirc;nica do deslocamento de popula&ccedil;&otilde;es em Tucuru&iacute;. Revista de Administra&ccedil;&atilde;o P&uacute;blica, v. 25, n. 4, p. 53-68, 1991.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1752126&pid=S2182-1267201800020000800001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>ACSELRAD, H. Mercado de terras e meio ambiente em &aacute;reas de grandes projetos de investimento: o caso da Usina Hidrel&eacute;trica de Tucuru&iacute;. Estudos Sociedade e Agricultura, v. 2, 2010.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1752128&pid=S2182-1267201800020000800002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>ASSUN&Ccedil;&Atilde;O, J.; GANDOUR, C.; PESSOA, P.; ROCHA, R. Deforestation Scale and Farm Size: The Need for Tailoring Policy in Brazil. Rio de Janeiro: Climate Policy Initiative, 2015, 29 p.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1752130&pid=S2182-1267201800020000800003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>AZEVEDO, A. A.; RAJ&Atilde;O, R.; COSTA, M.; STABILE, M. C. C.; ALENCAR, A.; MOUTINHO, P. Cadastro Ambiental Rural e sua influ&ecirc;ncia na din&acirc;mica do desmatamento na Amaz&ocirc;nia Legal. Bras&iacute;lia: IPAM, 2014, 16 p.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1752132&pid=S2182-1267201800020000800004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>BARROSO, L. A.; ALENCAR, G. V. O Cadastro Ambiental Rural (CAR) como instrumento de regulariza&ccedil;&atilde;o ambiental em assentamentos de reforma agr&aacute;ria. Revista Brasileira de Gest&atilde;o Ambiental e Sustentabilidade, v. 1, n. 1, p. 5-13, 2014.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1752134&pid=S2182-1267201800020000800005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>BATISTELLA, M.; MORAN, E. F. Dimens&otilde;es humanas do uso e cobertura das terras na Amaz&ocirc;nia: uma contribui&ccedil;&atilde;o do LBA. Acta Amaz&ocirc;nica, v. 35, n. 2, 2005.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1752136&pid=S2182-1267201800020000800006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>CALANDINO, D.; WEHRMANN, M.; KOBLITZ, R. Contribui&ccedil;&atilde;o dos assentamentos rurais&nbsp;&nbsp; no &nbsp;&nbsp;desmatamento&nbsp;&nbsp;&nbsp; da&nbsp;&nbsp;&nbsp; Amaz&ocirc;nia:&nbsp;&nbsp;&nbsp; um&nbsp;&nbsp;&nbsp; olhar sobre&nbsp;&nbsp;&nbsp; o&nbsp;&nbsp;&nbsp; Estado&nbsp;&nbsp;&nbsp; do Par&aacute;. Desenvolvimento e Meio Ambiente, v. 26, 2012.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1752138&pid=S2182-1267201800020000800007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>CARNEIRO, M. S.; ASSIS, W. S. O controle do desmatamento na Amaz&ocirc;nia como um processo de moderniza&ccedil;&atilde;o ecol&oacute;gica: a experi&ecirc;ncia do Projeto Munic&iacute;pio Verde. Revista P&oacute;s Ci&ecirc;ncias Sociais, v. 12, n. 24, 2015.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1752140&pid=S2182-1267201800020000800008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>CASTRO, E. R.; MARIN, R. A.; SZLAFSZTEIN, C.; COSTA, E. J. M.; RAVENA, N.; ROCHA, G. M.; ANDRADE, L. G.; SILVA, I. M. C.; FERNANDES, F. A. Estudo Socioecon&ocirc;mico dos Munic&iacute;pios da Regi&atilde;o de Tucuru&iacute;, Par&aacute;. Papers NAEA, n. 258, 2010.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1752142&pid=S2182-1267201800020000800009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>CAVIGLIA-HARRIS, J.; HARRIS, D. The impact of settlement design on tropical deforestation rates and resulting land cover patterns. Agricultural and Resource Economics Review, v. 40, n. 3, p. 451, 2011.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1752144&pid=S2182-1267201800020000800010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>CAVIGLIA-HARRIS, J.; SILLS, E.; BELL, A.; HARRIS, D.; MULLAN, K.; ROBERTS, D. Busting the Boom&ndash;Bust Pattern of Development in the Brazilian Amazon. World Development, v. 79, p. 82-96, 2016.</p>     <p>C&Ocirc;RTES, Julia Correa et al. Ciclo de vida familiar e distribui&ccedil;&atilde;o populacional na din&acirc;mica do desmatamento e uso da terra na Amaz&ocirc;nia paraense. Tese de Doutorado &ndash; Universidade Estadual de Campinas, Instituto de Filosofia e Ci&ecirc;ncias Humanas, 2017.</p>     <!-- ref --><p>DIAS, L. F. O.; DIAS, D. V.; MAGNUSSON, W. E. Influence of Environmental Governance on Deforestation in Municipalities of the Brazilian Amazon. PloS one, v. 10, n. 7, p. e0131425, 2015.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1752148&pid=S2182-1267201800020000800013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>DINIZ, M. B.; OLIVEIRA JUNIOR, J. N. D.; TROMPIERI NETO, N.; DINIZ, M. J. T. Causas do desmatamento da Amaz&ocirc;nia: uma aplica&ccedil;&atilde;o do teste de causalidade de Granger acerca das principais fontes de desmatamento nos munic&iacute;pios da Amaz&ocirc;nia Legal brasileira. Nova Economia, v. 19, n. 1, p. 121-151, 2009.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1752150&pid=S2182-1267201800020000800014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>DINIZ, F. H.; KOK, K.; HOOGSTRA-KLEIN, M. A.; ARTS, B. Mapping future changes in livelihood security and environmental sustainability based on perceptions of small farmers in the Brazilian Amazon. Ecology and Society, v. 20, n. 2, p. 26, 2015.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1752152&pid=S2182-1267201800020000800015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>FUNDA&Ccedil;&Atilde;O AMAZ&Ocirc;NIA DE AMPARO A ESTUDOS E PESQUISAS DO PAR&Aacute;. Boletim Agropecu&aacute;rio do Estado do Par&aacute; 2015. Bel&eacute;m: FAPESPA, 2015, 38 p.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1752154&pid=S2182-1267201800020000800016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>HARGRAVE, J.; KIS-KATOS, K. Economic causes of deforestation in the Brazilian Amazon: a panel data analysis for the 2000s. Environmental and Resource Economics, v. 54, n. 4, p. 471-494, 2013.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1752156&pid=S2182-1267201800020000800017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>INSTITUTO DE DESENVOLVIMENTO ECON&Ocirc;MICO, SOCIAL E AMBIENTALDO PAR&Aacute; (IDESP). Indicadores de Qualidade Ambiental dos Munic&iacute;pios da Regi&atilde;o de Integra&ccedil;&atilde;o Lago de Tucuru&iacute;. Bel&eacute;m: IDESP, 2013, 44 p.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1752158&pid=S2182-1267201800020000800018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>INSTITUTO DO HOMEM E MEIO AMBIENTE DA AMAZ&Ocirc;NIA (IMAZON). Desmatamento e degrada&ccedil;&atilde;o florestal em Novo Repartimento- Par&aacute;. Bel&eacute;m: IMAZON, 2014, 2 p.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1752160&pid=S2182-1267201800020000800019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>MELLO-TH&Eacute;RY, N. A. Territ&oacute;rio e Gest&atilde;o Ambiental na Amaz&ocirc;nia: Terras P&uacute;blicas e os Dilemas do Estado. S&atilde;o Paulo: Ed. Annablume, 2011, 200 p.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1752162&pid=S2182-1267201800020000800020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>OLIVEIRA J&Uacute;NIOR, J. N. D.; DINIZ, M. B.; FERREIRA, R. T.; CASTELAR, I.; DINIZ, M. J. T. An&aacute;lise da &aacute;rea desmatada municipal na Amaz&ocirc;nia brasileira no per&iacute;odo 2000-2004: uma abordagem com modelos n&atilde;o lineares. Economia Aplicada, v. 14, n. 3, p. 395-411, 2010.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1752164&pid=S2182-1267201800020000800021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>PACHECO, P.; AGUILAR-STOEN, M.; B&Ouml;RNER, J.; ETTER, A.; PUTZEL, L.; DIAZ, M. D. C. V. Landscape transformation in tropical Latin America: assessing trends and policy implications for REDD+. Forests, v. 2, n. 1, p. 1-29, 2010.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1752166&pid=S2182-1267201800020000800022&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>PAR&Aacute;. Decreto N&ordm; 1.697, de 5 de Junho de 2009. Institui o Plano de Preven&ccedil;&atilde;o, Controle e Alternativas ao Desmatamento do Estado do Par&aacute;, e d&aacute; outras provid&ecirc;ncias. Di&aacute;rio Oficial do Estado do Par&aacute;, N&ordm;. 31435, de 08 de junho de 2009.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1752168&pid=S2182-1267201800020000800023&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>PAR&Aacute;. Portaria SEMAS N&ordm; 654, de 07 de abril de 2016. Disp&otilde;e sobre a implementa&ccedil;&atilde;o do Sistema Nacional de Cadastro Ambiental Rural &ndash; SICAR como o Sistema Oficial de Cadastro Ambiental do Estado do Par&aacute;, que ser&aacute; denominado &ndash; SICAR/PA. Di&aacute;rio Oficial do Estado do Par&aacute;, N&ordm;. 33104, de 07 de abril de 2016.</p>     <!-- ref --><p>PIKETTY, M. G.; DRIGO, I.; SABLAYROLLES, P.; AQUINO, E. A.; PENA, D.; SIST, P. Annual Cash Income from Community Forest Management in the Brazilian Amazon: Challenges for the Future. Forests, v. 6, n. 11, p. 4228-4244, 2015.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1752171&pid=S2182-1267201800020000800025&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>RODRIGUES-FILHO, S.; VERBURG, R.; BURSZTYN, M.; LINDOSO, D.; DEBORTOLI, N.; VILHENA, A. M. Election-driven weakening of deforestation control in the Brazilian Amazon. Land Use Policy, v. 43, p. 111-118, 2015.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1752173&pid=S2182-1267201800020000800026&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>ROCHA, G. M. 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