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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Dinâmica do uso e cobertura da terra em municípios prioritários: uma análise no município de Moju, Pará no período de 2008 a 2014]]></article-title>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Dynamics of use and land cover in priority municipalities: An Analysis in the municipality of Moju, Pará in the period 2008 to 2014]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[The Municipality of Moju, located in the State of Pará, has undergone changes in its natural landscape through the expansion of productive activities such as agriculture and livestock, a fact that contributed to its inclusion in the list of priority municipalities of the Ministry of Environment in 2011. This study aimed to analyze the dynamics of land use change and land cover in the municipality of Moju-PA, in the period 2008-2014. Mapping the main classes of land use and coverage through satellite images from the Brazilian Amazon Forest Satellite Monitoring Program (PRODES). The data indicated an increase of approximately 22% of the areas destined to the pastures and reduction of 4% of forest areas. However, there was maintenance of about 40% of forest areas and reduction of deforestation rates in the analyzed period.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><b>ARTIGO</b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Din&acirc;mica do uso e cobertura da terra em munic&iacute;pios priorit&aacute;rios: uma an&aacute;lise no munic&iacute;pio de Moju, Par&aacute; no per&iacute;odo de 2008 a 2014</b></p>     <p><b>Dynamics of use and land cover in priority municipalities: An Analysis in the municipality of Moju, Par&aacute; in the period 2008 to 2014</b></p>     <p><b>&nbsp;</b></p>     <p><b>Pimenta, Lianne</b><sup>1</sup><b>; Beltr&atilde;o, Norma</b><sup>1</sup><b>; Gemaque, Amanda</b><sup>1</sup><b>; Pontes, Altem</b><sup>1</sup></p>     <p><sup>1</sup>Programa de P&oacute;s-Gradua&ccedil;&atilde;o em Ci&ecirc;ncias Ambientais da Universidade do Estado do Par&aacute; (UEPA); Travessa Padre Eut&iacute;quio 2279, 66.025-230, Bel&eacute;m, Par&aacute;, Brasil; 66.095-015, Bel&eacute;m, Par&aacute;, Brasil; <a href="mailto:lianneborja@yahoo.com.br">lianneborja@yahoo.com.br</a>; <a href="mailto:normaelybeltrao@gmail.com">normaelybeltrao@gmail.com</a>; <a href="mailto:amanda.gemaque@yahoo.com.br">amanda.gemaque@yahoo.com.br</a>; <a href="mailto:altempontes@hotmail.com">altempontes@hotmail.com</a></p>     <p><b>&nbsp;</b></p>     <p><b>RESUMO</b></p>     <p>O Munic&iacute;pio de Moju, localizado no Estado do Par&aacute;, tem sofrido modifica&ccedil;&otilde;es na sua paisagem natural por meio da expans&atilde;o de atividades produtivas como a agricultura e pecu&aacute;ria, fato que contribuiu para sua entrada na lista de munic&iacute;pios priorit&aacute;rios do Minist&eacute;rio do Meio Ambiente, em 2011. Assim, este estudo teve como objetivo analisar a din&acirc;mica da mudan&ccedil;a do uso e cobertura da terra no munic&iacute;pio de Moju-PA, no per&iacute;odo de 2008-2014. Mapeando as principais classes de uso e cobertura da terra por meio de imagens de sat&eacute;lite oriundas do Programa de Monitoramento da Floresta Amaz&ocirc;nica Brasileira por Sat&eacute;lite (PRODES). Os dados apontaram um aumento de aproximadamente 22% das &aacute;reas destinadas &agrave;s pastagens e redu&ccedil;&atilde;o de 4% de &aacute;reas de floresta. Entretanto, houve a manuten&ccedil;&atilde;o de cerca de 40% de &aacute;reas de floresta e redu&ccedil;&atilde;o das taxas de desmantamento no per&iacute;odo analisado.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>&nbsp;</b></p>     <p><b>Palavras-chave</b>: uso e cobertura da terra, Prodes, TerraClass, desmatamento, Amaz&ocirc;nia.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>ABSTRACT</b></p>     <p>The Municipality of Moju, located in the State of Par&aacute;, has undergone changes in its natural landscape through the expansion of productive activities such as agriculture and livestock, a fact that contributed to its inclusion in the list of priority municipalities of the Ministry of Environment in 2011. This study aimed to analyze the dynamics of land use change and land cover in the municipality of Moju-PA, in the period 2008-2014. Mapping the main classes of land use and coverage through satellite images from the Brazilian Amazon Forest Satellite Monitoring Program (PRODES). The data indicated an increase of approximately 22% of the areas destined to the pastures and reduction of 4% of forest areas. However, there was maintenance of about 40% of forest areas and reduction of deforestation rates in the analyzed period.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>K</b><b>eywords</b> : land use and coverage, Prodes, TerraClass, deforestation, Amazon.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>1.Introdu&ccedil;&atilde;o</b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>O estudo da din&acirc;mica das paisagens, bem como das estruturas que as integram, tem potencial para fornecer informa&ccedil;&otilde;es t&eacute;cnicas capazes de apoiar a elabora&ccedil;&atilde;o e a implementa&ccedil;&atilde;o de pol&iacute;ticas p&uacute;blicas, pois capturam o modo como a sociedade se relaciona com a terra e suas consequ&ecirc;ncias socioecon&ocirc;micas e ambientais (CARDOSO et al., 2016). Para a obten&ccedil;&atilde;o de informa&ccedil;&otilde;es sobre uso e ocupa&ccedil;&atilde;o da terra, &eacute; necess&aacute;rio conhecer e entender os aspectos e impactos que se originam das atividades antr&oacute;picas sobre o meio ambiente (C&Ocirc;RTES e D&rsquo;ANTONA, 2014).</p>     <p>Nessa perspectiva, as t&eacute;cnicas de geoprocessamento representam um conjunto de tecnologias que englobam coleta, processamento e a an&aacute;lise dos dados, que resultam na apresenta&ccedil;&atilde;o de um referencial geogr&aacute;fico que permite, entre outros objetivos, a an&aacute;lise da din&acirc;mica no uso e cobertura da terra (MARTINS e RODRIGUES, 2012).</p>     <p>Como importante fator no acompanhamento do uso da terra, tem-se o mapeamento, que subsidia a avalia&ccedil;&atilde;o, o planejamento e o controle voltados ao uso sustent&aacute;vel dos recursos naturais (ALMEIDA e VIEIRA, 2014). O mapeamento, feito atrav&eacute;s de geoprocessamento, &eacute; um instrumento de an&aacute;lise e monitoramento da mudan&ccedil;a da cobertura e do uso da terra capaz de acompanhar tais processos, e que tem sido muito utilizado tanto pela comunidade cient&iacute;fica quanto por tomadores de decis&atilde;o governamental em v&aacute;rios setores, que interagem com os crit&eacute;rios de sustentabilidade (CASTELO e ALMEIDA, 2015).</p>     <p>No tocante &agrave; convers&atilde;o florestal em pastagens ou em &aacute;reas agr&iacute;colas, entre outros usos, causa preocupa&ccedil;&atilde;o as causas e consequ&ecirc;ncias dessa din&acirc;mica, especialmente na Amaz&ocirc;nia que sofre press&otilde;es antr&oacute;picas que v&atilde;o desde a expans&atilde;o agropecu&aacute;ria at&eacute; a urbaniza&ccedil;&atilde;o sem planejamento, levando &agrave; perda de biodiversidade e de servi&ccedil;os ecossist&ecirc;micos, os quais t&ecirc;m potencial para atuar como fatores intensificadores das altera&ccedil;&otilde;es clim&aacute;ticas (IDESP, 2014).</p>     <p>Para Fearnside (2006) o desenvolvimento dessa regi&atilde;o, somado ao aumento das atividades produtivas contribu&iacute;ram para o agravamento do desmatamento. Com o objetivo atender demandas externas, a partir de um modelo ex&oacute;geno, fatores como avan&ccedil;o da pecu&aacute;ria na fronteira agr&iacute;cola, conflitos de terras entre fazendeiros, posseiros e povos ind&iacute;genas, al&eacute;m do aumento populacional contribu&iacute;ram efetivamente com esse processo.</p>     <p>Desta forma, as pol&iacute;ticas de integra&ccedil;&atilde;o nacional criaram condi&ccedil;&otilde;es legais, financeiras e infraestruturais para os grandes eventos, a partir dos grandes projetos hidroel&eacute;tricos, minerais, madeireiros e agropecu&aacute;rios que reinventam a regi&atilde;o como fronteira de recursos, espa&ccedil;o vazio com potencial de atra&ccedil;&atilde;o para investidores (NAHUM, 2011).</p>     <p>Na Amaz&ocirc;nia Paraense, o Munic&iacute;pio de Moju, localizado na por&ccedil;&atilde;o Nordeste do Estado, tem sofrido ao longo dos anos grandes press&otilde;es decorrentes da expans&atilde;o de suas atividades produtivas, gerando altas taxas de desmatamento, os quais conduziram o munic&iacute;pio para a lista de munic&iacute;pios priorit&aacute;rios do Minist&eacute;rio do Meio Ambiente - MMA. Segundo o MMA (2016) os crit&eacute;rios adotados para a inclus&atilde;o de munic&iacute;pios na lista de priorit&aacute;rios s&atilde;o: &ldquo;<i>&Aacute;</i><i>rea total de floresta desmatada no munic&iacute;pio; &aacute;rea total de floresta desmatada nos &uacute;ltimos tr&ecirc;s anos; e, por fim, o aumento da taxa de desmatamento em pelo menos tr&ecirc;s, dos &uacute;ltimos cinco</i>&rdquo;.</p>     <p>De acordo com esses crit&eacute;rios, e segundo a Portaria n&ordm; 175/2011 o munic&iacute;pio de Moju passou a integrar a lista de priorit&aacute;rios de 2011, tornando-o foco de a&ccedil;&otilde;es fiscalizat&oacute;rias e de maior rigor na aplicabilidade das leis vigentes, em a&ccedil;&otilde;es promovidas pelo IBAMA. Al&eacute;m disso, com o embargo, aumentaram as exig&ecirc;ncias quanto ao licenciamento e georreferenciamento de unidades e domic&iacute;lios rurais, para a obten&ccedil;&atilde;o de concess&atilde;o de cr&eacute;ditos aos propriet&aacute;rios das terras; al&eacute;m de, tamb&eacute;m, serem recusadas, por grandes empreendimentos frigor&iacute;ficos, carnes oriundas de &aacute;reas embargadas (ASSUN&Ccedil;&Atilde;O e ROCHA, 2014; BRASIL, 2011).</p>     <p>Neste contexto, &eacute; fundamental compreender as tend&ecirc;ncias da din&acirc;mica do uso e cobertura da terra diante das principais press&otilde;es atuantes e suas implica&ccedil;&otilde;es, fornecendo subs&iacute;dios para o planejamento de a&ccedil;&otilde;es capazes de mitigar os impactos decorrentes de pr&aacute;ticas econ&ocirc;micas historicamente consolidadas e de novos empreendimentos. Assim, o estudo tem como objetivo caracterizar a mudan&ccedil;a do uso e cobertura da terra no munic&iacute;pio de Moju-PA, no per&iacute;odo&nbsp; de 2008-2014, mapeando as principais classes de uso e cobertura da terra por meio de dados espaciais fornecidos por a&ccedil;&otilde;es governamentais de monitoramento do desmatamento na Amaz&ocirc;nia como o Programa de Monitoramento da Floresta Amaz&ocirc;nica Brasileira por Sat&eacute;lite (PRODES) e o projeto Terra Class.</p>     <p>Al&eacute;m desta introdu&ccedil;&atilde;o, apresentando uma vis&atilde;o geral do tema abordado, referencial te&oacute;rico, relev&acirc;ncia da pesquisa e os objetivos, este artigo foi dividido em mais tr&ecirc;s se&ccedil;&otilde;es. A segunda se&ccedil;&atilde;o aborda a metodologia empregada, com apresenta&ccedil;&atilde;o da &aacute;rea de estudo, procedimentos de coleta e an&aacute;lise dos dados. Em seguida, na terceira se&ccedil;&atilde;o, foram apresentados e discutidos os resultados obtidos a respeito da din&acirc;mica do uso&nbsp; e cobertura da terra no munic&iacute;pio de Moju e, ao final, na quarta se&ccedil;&atilde;o, as considera&ccedil;&otilde;es finais com base nas altera&ccedil;&otilde;es que foram observadas no territ&oacute;rio estudado.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><b>1.1. O Projeto Terra Class</b></p>     <p>Com o intuito de combater o avan&ccedil;o e as consequ&ecirc;ncias que o desmatamento ocasionava na Amaz&ocirc;nia Legal, foi delineado pelo Minist&eacute;rio do Meio Ambiente o Programa de Monitoramento da Floresta Amaz&ocirc;nica Brasileira por Sat&eacute;lite (PRODES), atrav&eacute;s do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE). Assim, para atender a esta demanda, desenvolveu-se o projeto TerraClass, o qual teve por objetivo capturar imagens orbitais de &aacute;reas que j&aacute; haviam sido desflorestadas permitindo a elabora&ccedil;&atilde;o de um mapa que descrevesse em 2008, e nos anos subsequentes (2010, 2012 e 2014) o patamar em que se encontrava o uso e a cobertura da terra no per&iacute;odo analisado pelo projeto (EMBRAPA e INPE, 2012).</p>     <p>Os dados fornecidos pelo projeto tem possibilitado a identifica&ccedil;&atilde;o de tend&ecirc;ncias para mudan&ccedil;a e uso da terra, os quais subsidiam a elabora&ccedil;&atilde;o de pol&iacute;ticas p&uacute;blicas e a tomada de decis&atilde;o das diferentes esferas (federal, estadual e municipal) no combate ao desmatamento. O Projeto TerraClass utiliza dados gerados atrav&eacute;s da an&aacute;lise de imagens em &oacute;rbitas-ponto pelo sat&eacute;lite <i>Landsat Thematic Mapper</i> (TM) 5 - Landsat/TM5, com resolu&ccedil;&atilde;o espacial de 30m, com proje&ccedil;&atilde;o no Sistema Lat/Long (UTM) e com Datum SAD/69, que encontram-se dispon&iacute;veis para consulta e download no Portal do INPE (INPE-CRA, 2016; EMBRAPA e INPE, 2012).</p>     <p>Segundo os sum&aacute;rios dispon&iacute;veis do Projeto TerraClass (2008/2014) as classes utilizadas para an&aacute;lise da mudan&ccedil;a s&atilde;o Agricultura anual, Mosaico de ocupa&ccedil;&otilde;es, &Aacute;rea urbana, Minera&ccedil;&atilde;o, Pasto limpo, Pasto sujo, Regenera&ccedil;&atilde;o com pasto, Pasto com solo exposto, Vegeta&ccedil;&atilde;o secund&aacute;ria, &Aacute;rea n&atilde;o observada e Outros (&aacute;reas com coberturas diferenciadas, exemplo: bancos de areias, etc.). Dessas, apenas seis classes ser&atilde;o utilizadas neste estudo, as quais encontram-se elencadas na <a href="#t1">Tabela 1</a> a seguir.</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="t1">     <p><img src="/img/revistas/got/n14/n14a12t1.gif"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>2. Materiais e m&eacute;todos</b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>2.1. &Aacute;rea de estudo</b></p>     <p>O munic&iacute;pio de Moju est&aacute; localizado no Nordeste do Estado do Par&aacute;, possuindo uma &aacute;rea de 9.094,10 km<sup>2 </sup>e, segundo estimativa do IBGE (2015), conta com uma popula&ccedil;&atilde;o de 77.385 habitantes. De acordo com a classifica&ccedil;&atilde;o de K&ouml;ppen, o clima do munic&iacute;pio &eacute; Ami (quente e &uacute;mido), com temperatura m&eacute;dia anual na faixa de 25,5&ordm;C. A umidade relativa do ar se aproxima de 85% e, tem os meses de janeiro a junho sua &eacute;poca de maior pluviosidade, contando com precipita&ccedil;&atilde;o pluviom&eacute;trica de 2.000 a 3.000 mm/ano (MODESTO J&Uacute;NIOR et al., 2008). A economia do munic&iacute;pio baseia-se no cultivo de culturas como a mandioca, o a&ccedil;a&iacute; e&nbsp; o dend&ecirc;,&nbsp; al&eacute;m da extra&ccedil;&atilde;o de madeira, produ&ccedil;&atilde;o de carv&atilde;o e pecu&aacute;ria (IBGE; 2015).</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="f1">     <p><img src="/img/revistas/got/n14/n14a12f1.gif"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p><b>2.2. Coleta e an&aacute;lise de dados</b></p>     <p>Para o desenvolvimento deste estudo, foram utilizadas as fontes de dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estat&iacute;stica); MMA (Minist&eacute;rio do Meio Ambiente); INPE (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais) e PRODES (Programa de Monitoramento da Floresta Amaz&ocirc;nica Brasileira por Sat&eacute;lite, para obter os dados de desmatamento de 2005 a 2014; INCRA (Instituto Nacional da Coloniza&ccedil;&atilde;o e Reforma Agr&aacute;ria), para o n&uacute;mero de assentamentos de reforma agr&aacute;ria localizado na &aacute;rea de estudo; e no Portal do Programa Munic&iacute;pios Verdes, al&eacute;m de boletins e artigos cient&iacute;ficos pertinentes ao assunto abordado.</p>     <p>Para a an&aacute;lise espacial foi utilizado o software livre &ldquo;QGIS&rdquo; (vers&atilde;o 2.8), que atrav&eacute;s de t&eacute;cnicas de geoprocessamento localizou espacialmente as principais classes de uso e cobertura da terra, a partir da base digital fornecida pelos projetos TerraClass e PRODES do INPE. Para subsidiar a an&aacute;lise da mudan&ccedil;a no per&iacute;odo selecionado, foram escolhidas seis (06) das onze classes mapeadas pelo TerraClass. Na classe &ldquo;Pastagem&rdquo;, para fins de an&aacute;lise produtiva, foram considerados apenas as classes &ldquo;Pasto Limpo&ldquo; e &ldquo;Pasto Sujo&rdquo;. Apesar de terem sido utilizados conceitos e dados do Projeto TerraClass, neste trabalho o termo &ldquo;Desflorestamento&rdquo; ser&aacute; substitu&iacute;do por &ldquo;Desmatamento&rdquo;, por se tratar do termo mais frequentemente encontrado nas publica&ccedil;&otilde;es acad&ecirc;micas.</p>     <p>Para an&aacute;lise da din&acirc;mica da mudan&ccedil;a de classes de uso da terra entre os anos de 2008 e 2014, foi elaborada uma matriz de transi&ccedil;&atilde;o com base na metodologia apresentada por Adami et al. (2015) que tamb&eacute;m utilizou os dados do projeto TerraClass. Assim, a partir dos qualitativos de cada classe e ano selecionados, foi poss&iacute;vel mapear a din&acirc;mica da perman&ecirc;ncia e convers&atilde;o no per&iacute;odo em an&aacute;lise.</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><b>3. Resultados e discuss&atilde;o</b></p>     <p><b>3.1. Mudan&ccedil;a do uso da terra no munic&iacute;pio de Moju</b></p>     <p>O munic&iacute;pio de Moju&nbsp; encontra-se&nbsp; na lista de munic&iacute;pios Priorit&aacute;rios do MMA desde 2011. Segundo o portal do Programa Munic&iacute;pios Verdes (PMV) (2016), Moju &eacute; considerado &ldquo;embargado&rdquo;, pois ainda n&atilde;o atendeu &agrave; todas as metas estabelecidas no Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) firmado entre a Prefeitura do Munic&iacute;pio e o Minist&eacute;rio P&uacute;blico Federal no mesmo ano, como o n&atilde;o atendimento de 80% de unidades rurais cadastradas no CAR. O munic&iacute;pio ainda det&eacute;m significativas taxas de desmatamento na Amaz&ocirc;nia, apesar de que os desmatamentos mapeados entre 2013 e 2014 tenham sido menores que 40 km&sup2; (PRODES, 2016).</p>     <p>A partir dos dados fornecidos pelo Projeto TerraClass para os anos de 2008, 2010, 2012 e 2014, foi poss&iacute;vel mapear as principais classes de uso da terra no munic&iacute;pio de Moju, reduzindo as 11 (onze) classes originais do projeto para apenas 6 (seis) conforme apresentadas na <a href="#t2">Tabela 2</a>.</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="t2">     <p><img src="/img/revistas/got/n14/n14a12t2.gif"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>As classes Agricultura anual, Pastagem, Floresta e Desmatamento, foram selecionadas por serem representativas dos principais usos da terra no Munic&iacute;pio e, portanto, indispens&aacute;vel &agrave; an&aacute;lise de suas din&acirc;micas ao longo do per&iacute;odo analisado (2008 a 2014). As duas &uacute;ltimas classes foram especificadas e quantificadas de acordo com os dados fornecidos pelo TerraClass.</p>     <p>A classe &ldquo;&Aacute;rea n&atilde;o observada&rdquo; diz respeito &agrave;s limita&ccedil;&otilde;es encontradas no projeto TerraClass geralmente devido a disponibilidade de imagem de sat&eacute;lite ou a presen&ccedil;a de nuvens que impedem o correto mapeamento das &aacute;reas no ano analisado. Esses quantitativos de &aacute;reas s&atilde;o importantes, pois poderiam ser alocadas para qualquer classe, mas naquele ano n&atilde;o foi poss&iacute;vel sua identifica&ccedil;&atilde;o. Portanto, um maior ou menor quantitativo por classe pode n&atilde;o representar totalmente a realidade pois n&atilde;o houve 100% de mapeamento devido as &aacute;reas n&atilde;o observadas.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A classe &ldquo;Outros&rdquo; reuniu as demais classes existentes no TerraClass, mas que n&atilde;o foram selecionadas para an&aacute;lise no munic&iacute;pio de Moju. Percebe-se a partir dos quantitativos apresentados na <a href="#t2">Tabela 2</a>, que houve significativas mudan&ccedil;as especialmente na classe &ldquo;Floresta&rdquo;, que foi reduzida em cerca de 4% no per&iacute;odo analisado. Outras classes tamb&eacute;m sofreram diminui&ccedil;&atilde;o de &aacute;rea&nbsp; no munic&iacute;pio, tais como &ldquo;Agricultura Anual&rdquo;&nbsp; e &ldquo;Desmatamento&rdquo;, com 0,5% e 1% de redu&ccedil;&atilde;o, respectivamente.</p>     <p>As &aacute;reas de pastagens tiveram um aumento e se estabilizaram nos dois &uacute;ltimos anos de an&aacute;lise (2012 e 2014), mantendo-se por volta de 14,6% do territ&oacute;rio do munic&iacute;pio. A agricultura anual variou ano a ano mostrando uma tend&ecirc;ncia de redu&ccedil;&atilde;o, o que pode ter realmente ocorrido devido a expans&atilde;o das &aacute;reas de pastagens destinadas a pecu&aacute;ria.</p>     <p>Com rela&ccedil;&atilde;o ao desmatamento ocorrido no munic&iacute;pio de Moju, dados do PRODES/INPE constatam a tend&ecirc;ncia de redu&ccedil;&atilde;o das taxas anuais especialmente ap&oacute;s 2010, corroborando com os quantitativos encontrados com o mapeamento da classe &ldquo;Desmatamento&rdquo; a partir dos dados do TerraClass entre 2008 e 2014. A <a href="#t3">Tabela 3</a> a seguir apresenta os dados anuais de desmatamento no per&iacute;odo de 2000 a 2014.</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="t3">     <p><img src="/img/revistas/got/n14/n14a12t3.gif"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>Como demonstrado na <a href="#t3">Tabela 3</a>, em 2005 a perda florestal j&aacute; chegava a 40,08% do munic&iacute;pio, totalizando uma &aacute;rea de 3.659,2 km&sup2;. Em 2014, essa &aacute;rea j&aacute; representava 47,04% do munic&iacute;pio, ou seja, 4.293,9 km&sup2;. No entanto, como citado anteriormente, a partir de 2010 as taxas anuais de desmatamento ficaram abaixo de 1%, o que pode ser explicado pelo conjunto de pol&iacute;ticas p&uacute;blicas de combate ao desmatamento, al&eacute;m de outros incentivos, como o Programa Munic&iacute;pios Verdes e o Cadastro Ambiental Rural (CAR).</p>     <p>O munic&iacute;pio de Moju &eacute; composto por im&oacute;veis rurais na forma de propriedades rurais e posses que j&aacute; cobrem uma &aacute;rea de 6.237,75 km&sup2; cadastrados no Cadastro Ambiental Rural (CAR), equivalendo, esse valor a 69.71% do total cadastr&aacute;vel (8.947,97 km&sup2;) (PMV, 2016). As informa&ccedil;&otilde;es geradas atrav&eacute;s do CAR s&atilde;o inseridas no Sistema Nacional de Cadastro Ambiental Rural (Sicar) contribuem para o desenvolvimento de pol&iacute;ticas e projetos que visem ao controle, monitoramento, ao planejamento de estrat&eacute;gias para combater o desmatamento (MMA, 2014). Ressalta-se que quando ocorreu a publica&ccedil;&atilde;o do Novo C&oacute;digo Florestal em 2012, o munic&iacute;pio j&aacute; constava da lista de Munic&iacute;pios Priorit&aacute;rios do MMA, levando-o a firmar o Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) com o Minist&eacute;rio P&uacute;blico em rela&ccedil;&atilde;o ao Programa Munic&iacute;pios Verdes, o que pode ter influenciado para a ligeira redu&ccedil;&atilde;o.</p>     <p>As classes de uso da terra selecionadas neste estudo e quantificadas por meio dos dados espaciais fornecidos pelo projeto TerraClass podem ser visualizadas na <a href="#f2">Figura 2</a>, que representa o munic&iacute;pio de Moju nos anos de 2008, 2010, 2012 e 2014.</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="f2">     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><img src="/img/revistas/got/n14/n14a12f2.gif"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>Nestes mapas destacam-se as seguintes informa&ccedil;&otilde;es: (i) as ocorr&ecirc;ncias de desmatamento s&atilde;o muito esparsas e pontuais, quase impercept&iacute;veis quando plotadas junto a outras classes que possuem quantitativo de &aacute;reas bem maiores. Com isso, n&atilde;o est&aacute; claro se as &aacute;reas desflorestadas est&atilde;o associadas com a pequena produ&ccedil;&atilde;o agr&iacute;cola existente ou a expans&atilde;o de pastagem. (ii) pode-se perceber uma pequena redu&ccedil;&atilde;o de &aacute;reas de florestas comparando-se os mapas de 2008 e 2014, especialmente na regi&atilde;o norte do munic&iacute;pio. (iii) &aacute;reas de pastagens, s&atilde;o identificadas mais claramente no ano de 2014, especialmente na regi&atilde;o sudeste do munic&iacute;pio, na fronteira com o munic&iacute;pio de Tail&acirc;ndia. Tamb&eacute;m se percebe uma leve substitui&ccedil;&atilde;o de &aacute;reas que eram florestas em 2008 por pastagens em 2014, na regi&atilde;o central do munic&iacute;pio.</p>     <p>Mediante o exposto e para melhor compreens&atilde;o da din&acirc;mica entre as classes analisadas durante o per&iacute;odo em estudo, foi constru&iacute;da uma matriz de transi&ccedil;&atilde;o, a partir dos quantitativos gerados pelos dados espaciais de cada classe/ano, segundo a metodologia usada por Adami et al (2015). Assim, a matriz de transi&ccedil;&atilde;o apresentada na <a href="#t4">Tabela 4</a>, corresponde &agrave;s altera&ccedil;&otilde;es ocorridas no munic&iacute;pio de Moju, no per&iacute;odo 2008-2014, agregados de acordo com as classes selecionadas neste estudo.</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="t4">     <p><img src="/img/revistas/got/n14/n14a12t4.gif"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>A composi&ccedil;&atilde;o de cada classe no ano de 2014 foi realizada a partir da identifica&ccedil;&atilde;o espacial da classe detectada pelo Projeto TerraClass em 2008. Como exemplo tem-se que, das &aacute;reas caracterizadas como Agricultura Anual em 2014 (113,46 km&sup2;), 60 km&sup2; j&aacute; eram utilizadas para Agricultura Anual em 2008, mas 20,51 km&sup2; eram Pastagens (Limpo+Sujo), 0,37 km&sup2; foram convertidos de &aacute;reas de florestas, 0,08 km&sup2; eram &aacute;reas desflorestadas e 32,50 km&sup2; pertenciam a outras classes n&atilde;o identificadas no estudo.</p>     <p>Outros aspectos podem ser destacados: do total de 1.330,06 km&sup2; de &aacute;reas identificadas como Pastagens em 2014, 683,09 km&sup2; (65,5%) j&aacute; eram pastagens em 2008, indicando a continuidade da atividade. Isto pode ter ocorrido devido a forte presen&ccedil;a da pecu&aacute;ria na economia local. Segundo Cardoso et. al (2016), &nbsp;a pecu&aacute;ria pode ser considerada o principal agente causador do desmatamento municipal, haja vista que a &aacute;rea desmatada ocupada por pastos&nbsp; &eacute; muito superior as &aacute;reas ocupadas por agricultura anual.</p>     <p>Com o aumento das restri&ccedil;&otilde;es para o desmatamento, foram utilizadas &aacute;reas de pastagens para atividade agr&iacute;cola, percebido nos 20,51 km&sup2; de pastagem em 2008 que foram convertidos para classe Agricultura Anual em 2014. 1,3% de &aacute;rea de floresta foram convertidos em pastagem no per&iacute;odo estudado, devendo-se provavelmente a&nbsp; forte voca&ccedil;&atilde;o da regi&atilde;o pela atividade pecu&aacute;ria, com o aumento do n&uacute;mero de cabe&ccedil;as nos efetivos dos rebanhos, atendendo assim &agrave; necessidade de mais &aacute;rea.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Com rela&ccedil;&atilde;o &agrave; classe Floresta, a an&aacute;lise dos dados espaciais permitiu confirmar que os&nbsp; 3.634,35 km&sup2; (40%) de &aacute;reas que eram florestas em 2008, permaneceram em 2014. Por&eacute;m, quando se compara o total de &aacute;reas em 2008 e 2014, percebe-se uma redu&ccedil;&atilde;o de 4% das &aacute;reas florestadas. Apesar da diminui&ccedil;&atilde;o das taxas de desmatamento, ainda foi observada uma consider&aacute;vel perda florestal nesse per&iacute;odo.</p>     <p>Pela pr&oacute;pria defini&ccedil;&atilde;o da classe &ldquo;desflorestamento&rdquo; no TerraClass, este s&oacute; &eacute; registrado quando ocorre sobre vegeta&ccedil;&atilde;o nativa (floresta) n&atilde;o sendo aplic&aacute;vel na convers&atilde;o das classes Agricultura anual e Pastagem, e por essa raz&atilde;o n&atilde;o houve desmatamento detectado nessas &aacute;reas no ano de 2014.</p>     <p>Por fim, &eacute; necess&aacute;rio ressaltar que &ldquo;Outras classes&rdquo; compreendem &aacute;reas n&atilde;o observadas, ou seja, &aacute;reas cuja presen&ccedil;a de nuvens pode dificultar o adequado mapeamento de floresta, desmatamento e sua real &aacute;rea.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>5. Considera&ccedil;&otilde;es finais</b></p>     <p>O munic&iacute;pio de Moju encontra-se desde 2011 na lista dos munic&iacute;pios priorit&aacute;rios do Minist&eacute;rio do Meio Ambiente. Em todas as esferas governamentais - federal, estadual e municipal - esfor&ccedil;os t&ecirc;m sido direcionados para reduzir as taxas de desmatamento do munic&iacute;pio e retir&aacute;-lo da lista. Neste contexto, este estudo pretendeu caracterizar a mudan&ccedil;a do uso e cobertura da terra no munic&iacute;pio no per&iacute;odo 2008 a 2014, buscando dessa forma compreender as tend&ecirc;ncias diante das principais for&ccedil;antes atuando no munic&iacute;pio, a fim de contribuir no planejamento de a&ccedil;&otilde;es mais efetivas para reduzir as taxas de desmatamento e seus impactos.</p>     <p>Como resultados, foi poss&iacute;vel atestar a redu&ccedil;&atilde;o das taxas de desmatamento, especialmente ap&oacute;s o ano de 2010. No entanto, somente a partir de 2013 que houve o registro de &aacute;reas desmatadas anualmente menores que 40 km<sup>2</sup>. Atrav&eacute;s das an&aacute;lises espaciais foi poss&iacute;vel caracterizar as ocorr&ecirc;ncias de desmatamento como esparsas e pontuais, podendo estar associadas tanto &agrave; expans&atilde;o da agricultura familiar ou das pastagens j&aacute; existentes. Com rela&ccedil;&atilde;o &agrave; din&acirc;mica entre as classes, os dados apontaram um aumento de aproximadamente 22% das &aacute;reas destinadas &agrave;s pastagens, evidenciando a manuten&ccedil;&atilde;o da atividade pecu&aacute;ria na regi&atilde;o.</p>     <p>&Eacute; poss&iacute;vel ainda verificar que dadas as restri&ccedil;&otilde;es das atividades de desmatamento, h&aacute; uma tend&ecirc;ncia de utilizar tanto para pastagem como para a agricultura anual, &aacute;reas que j&aacute; foram alteradas, conforme os resultados apontados pela matriz de transi&ccedil;&atilde;o entre os anos de 2008 e 2014. Foi poss&iacute;vel observar uma perda florestal significativa no munic&iacute;pio, entretanto os dados apontaram a diminui&ccedil;&atilde;o no ritmo do desmatamento no per&iacute;odo analisado.</p>     <p>Enquanto ferramenta de an&aacute;lise, as t&eacute;cnicas de geoprocessamento aplicadas aos bancos de dados espaciais disponibilizados pelos projetos PRODES e TerraClass do INPE, foram satisfat&oacute;rias na elucida&ccedil;&atilde;o da din&acirc;mica do uso e cobertura da terra em Moju. Espera-se que futuros trabalhos possam contribuir com dados adicionais de atividades econ&ocirc;micas, crescimento urbano e din&acirc;mica social, localizando-os espacialmente no munic&iacute;pio a fim de associ&aacute;-los com as mudan&ccedil;as do uso da terra caracterizados e quantificados neste estudo.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>5. Refer&ecirc;ncias bibliogr&aacute;ficas</b></p>     <!-- ref --><p>ADAMI M, GOMES AR, COUTINHO AC, ESQUERDO JCDM, VENTURIERI A. Din&acirc;mica do uso e cobertura da terra no estado do Par&aacute; entre os anos de 2008 a 2012. (in) Anais XVII Simp&oacute;sio Brasileiro de Sensoriamento Remoto - SBSR, Jo&atilde;o Pessoa-PB, Brasil, 25 a 29 de abril de 2015, INPE. Dispon&iacute;vel: <a href="http://www.ppgca.ufpa.br/arquivos/repositorio/TEXTODOWN/" target="_blank">http://www.ppgca.ufpa.br/arquivos/repositorio/TEXTODOWN/</a>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1753020&pid=S2182-1267201800020001200001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>ALMEIDA, A. S.; VIEIRA, I. C. G. Conflitos no uso da terra em &aacute;reas de preserva&ccedil;&atilde;o permanente em um polo de produ&ccedil;&atilde;o de biodiesel no estado do Par&aacute;. <i>Revista Ambiente e &Aacute;gua.</i> vol. 9 n. 3 Taubat&eacute; - Jul. / Sep 2014. Doi:<a href="http://www.dx.doi.org/10.4136/ambi-agua.1410" target="_blank">http://www.dx.doi.org/10.4136/ambi-agua.1410</a>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1753022&pid=S2182-1267201800020001200002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>ASSUN&Ccedil;&Atilde;O, J.; ROCHA, R. <i>Munic&iacute;pios Priorit&aacute;rios: Reputa&ccedil;&atilde;o ou Fiscaliza&ccedil;&atilde;o</i>?. Climate Policy Initiative CPI. 2014.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1753024&pid=S2182-1267201800020001200003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>BRASIL. Minist&eacute;rio do Meio Ambiente. Disp&otilde;e sobre a lista de munic&iacute;pios situados no Bioma Amaz&ocirc;nia onde incidem a&ccedil;&otilde;es priorit&aacute;rias de preven&ccedil;&atilde;o, monitoramento e controle do desmatamento ilegal. Portaria n&ordm; 175, de 24 de maio de 2011.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1753026&pid=S2182-1267201800020001200004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>BRASIL. Minist&eacute;rio do Meio Ambiente. Decreto n&ordm; 7.830 de 17 de outubro de 2012. Disp&otilde;e sobre o Sistema de Cadastro Ambiental Rural, o Cadastro Ambiental Rural, estabelece normas de car&aacute;ter geral aos Programas de Regulariza&ccedil;&atilde;o Ambiental, de que trata a Lei no 12.651, de 25 de maio de 2012, e d&aacute; outras provid&ecirc;ncias. DOU de 18/10/2012 (Se&ccedil;&atilde;o 1, p&aacute;g. 5).    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1753028&pid=S2182-1267201800020001200005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>CARDOSO, A. S.; TOLEDO, P. M.; VIEIRA, I. C. G. Bar&ocirc;metro Da Sustentabilidade Aplicado ao Munic&iacute;pio de Moju, Estado do Par&aacute;. <i>Revista Brasileira de Gest&atilde;o e Desenvolvimento Regional</i>. V. 12, n. 1, p. 234-263, jan-abr/2016, Taubat&eacute;, SP, Brasil. 2016.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1753030&pid=S2182-1267201800020001200006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>CASTELO, T. B.; ALMEIDA, O. T. Desmatamento e uso da terra no Par&aacute;. <i>Revista de Pol&iacute;tica Agr&iacute;cola</i>. Ano XXIV &ndash; No 99 1 &ndash; Jan./Fev./Mar. 2015. 2015.</p>     <p>C&Ocirc;RTES, J. C. D&rsquo;ANTONA, A. O. Din&acirc;micas no uso e cobertura da terra: Perspectivas e desafios da Demografia<i>. Revista Brasileira de Estudos de Popula&ccedil;&atilde;o</i>. Rio de Janeiro, v. 31, n.1, p. 191-210, jan./jun. 2014. 2014. Doi: <a href="http://www.dx.doi.org/10.1590/S0102-30982014000100011" target="_blank">http://www.dx.doi.org/10.1590/S0102-30982014000100011</a>.</p>     <!-- ref --><p>EMBRAPA e INPE. Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecu&aacute;ria e Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais. TerraClass. Levantamento de informa&ccedil;&otilde;es de uso e cobertura da terra na Amaz&ocirc;nia. <i>Sum&aacute;rio Executivo</i>. 2012.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1753034&pid=S2182-1267201800020001200009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>EMBRAPA e INPE. Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecu&aacute;ria e Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais. TerraClass. Levantamento de informa&ccedil;&otilde;es de uso e cobertura da terra na Amaz&ocirc;nia. <i>Sum&aacute;rio Executivo.</i> 2014.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1753036&pid=S2182-1267201800020001200010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>FEARNSIDE, P. M. Desmatamento na Amaz&ocirc;nia: din&acirc;mica, impactos e controle. <i>Revista Acta Amazonica</i>. VOL. 36(3) 2006: 395 &ndash; 400. 2006. Doi: <a href="http://www.dx.doi.org/10.1590/S0044-59672006000300018" target="_blank">http://www.dx.doi.org/10.1590/S0044-59672006000300018</a>.</p>     <!-- ref --><p>IBGE. Instituto Brasileiro de Geografia e Estat&iacute;stica. <i>Censo Demogr&aacute;fico.</i> 2015.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1753039&pid=S2182-1267201800020001200012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>IDESP. Instituto de Desenvolvimento Econ&ocirc;mico, Social e Ambiental do Par&aacute;. <i>Estat&iacute;stica Municipal: Moju.</i> 2014.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1753041&pid=S2182-1267201800020001200013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>INPE. Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais. Monitoramento da cobertura florestal da Amaz&ocirc;nia por sat&eacute;lites &ndash; <i>Sistema PRODES-Digital</i>. 2016.</p>     <p>MARTINS, T. I. S.; RODRIGUES, S. C. An&aacute;lise e mapeamento dos graus de fragilidade ambiental da bacia do m&eacute;dio &ndash; baixo curso do rio Araguari, Minas Gerais. <i>Caderno de Geografia</i>, v.22, n.38, 2012.</p>     <!-- ref --><p>MODESTO JUNIOR, M. S.; ANDRADE, A. C. S.; ALVES, R. N. B. Transfer&ecirc;ncia de tecnologia pelo m&eacute;todo treino e visita para agricultura familiar no Munic&iacute;pio de Moju, Estado do Par&aacute;. In: <i>Congresso da Associa&ccedil;&atilde;o Brasileira das Institui&ccedil;&otilde;es de Pesquisa Tecnol&oacute;gica</i>, 2008, Campina Grande. Os desn&iacute;veis regionais e a inova&ccedil;&atilde;o no Brasil: os desafios para as institui&ccedil;&otilde;es de pesquisa tecnol&oacute;gica: resumos. Bras&iacute;lia, DF. 2008.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1753045&pid=S2182-1267201800020001200016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
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