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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Análise da evolução recente da densidade de empregos na Região Integrada de Desenvolvimento do Distrito Federal e Entorno (Ride-DF)]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[The capitalist productive restructuring process has led to a reorganization of the spatial economy, by imposing new process responsible for the production of the regional spaces. Regarding the Integrated Region of Development of Brasília (Ride-DF), this tendency is manifested by the action of the modern agriculture expansion process and the integration of the axis Brasilia-Anapolis-Goiania. This work aims to analyse the recent evolution of the employment density in the Ride-DF, seeking to identify possible effects of the productive restructuring process in this region, as well as possible effects of the current economic crisis on the economic structure of the region under study. The results points to a major density of employment in the area of actuation of the two mentioned process and reduced density in the peripheral municipalities affected by the other structuring process of the Ride-DF: the metropolitan expansion of Brasilia.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><b>ARTIGO</b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>An&aacute;lise da evolu&ccedil;&atilde;o recente da densidade de empregos na Regi&atilde;o Integrada de Desenvolvimento do Distrito Federal e Entorno (Ride-DF)</b></p>     <p><b>Analysis of the recent evolution of employment density in the Integrated Region of Development of Bras&iacute;lia (Ride-DF)</b></p>     <p><b>&nbsp;</b></p>     <p><b>Souza, S&eacute;rgio</b><sup>1</sup></p>     <p><sup>1</sup>Instituto Federal de Bras&iacute;lia &ndash; IFB, Campus Ceil&acirc;ndia; QNN 26, &aacute;rea especial, CEP 72.220-260, Ceil&acirc;ndia, Bras&iacute;lia-DF, Brasil; <a href="mailto:smcsgeo@gmail.com">smcsgeo@gmail.com</a></p>     <p><b>&nbsp;</b></p>     <p><b>RESUMO</b></p>     <p>O processo de reestrutura&ccedil;&atilde;o produtiva capitalista tem levado a uma reorganiza&ccedil;&atilde;o espacial da economia, impondo novos processos respons&aacute;veis pela produ&ccedil;&atilde;o dos espa&ccedil;os regionais. No caso espec&iacute;fico da Regi&atilde;o Integrada de Desenvolvimento do Distrito Federal e Entorno (Ride-DF), tal tend&ecirc;ncia &eacute; manifestada pela atua&ccedil;&atilde;o dos processos de expans&atilde;o da agropecu&aacute;ria moderna e integra&ccedil;&atilde;o do Eixo Bras&iacute;lia-An&aacute;polis-Goi&acirc;nia. O objetivo deste trabalho &eacute; analisar a evolu&ccedil;&atilde;o recente da densidade de empregos na Ride-DF, com o objetivo de identificar poss&iacute;veis efeitos do processo de reestrutura&ccedil;&atilde;o produtiva na regi&atilde;o, al&eacute;m de poss&iacute;veis efeitos da atual crise econ&ocirc;mica na estrutura econ&ocirc;mica da regi&atilde;o em estudo. Os resultados indicam maior densidade de empregos na &aacute;rea de atua&ccedil;&atilde;o dos dois processos citados, e reduzida densidade nos munic&iacute;pios perif&eacute;ricos afetados por outro processo estruturador da Ride-DF: a expans&atilde;o metropolitana de Bras&iacute;lia.&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><b>Palavras-chave</b>: Ride-DF; densidade de empregos; reestrutura&ccedil;&atilde;o produtiva; regi&otilde;es e desenvolvimento regional&nbsp;&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>ABSTRACT</b></p>     <p>The capitalist productive restructuring process has led to a reorganization of the spatial economy, by imposing new process responsible for the production of the regional spaces. Regarding the Integrated Region of Development of Bras&iacute;lia (Ride-DF), this tendency is manifested by the action of the modern agriculture expansion process and the integration of the axis Brasilia-Anapolis-Goiania. This work aims to analyse the recent evolution of the employment density in the Ride-DF, seeking to identify possible effects of the productive restructuring process in this region, as well as possible effects of the current economic crisis on the economic structure of the region under study. The results points to a major density of employment in the area of actuation of the two mentioned process and reduced density in the peripheral municipalities affected by the other structuring process of the Ride-DF: the metropolitan expansion of Brasilia.&nbsp;&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Keywords</b>: Ride-DF; employment density; productive restructuring; regions and regional development.&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>1.&nbsp;Introdu&ccedil;&atilde;o</b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>O processo de reestrutura&ccedil;&atilde;o produtiva do capitalismo tem sido respons&aacute;vel por altera&ccedil;&otilde;es na estrutura econ&ocirc;mica dos espa&ccedil;os metropolitanos e regionais e, no caso de Bras&iacute;lia, tal tend&ecirc;ncia tem se manifestado a partir da incid&ecirc;ncia de tr&ecirc;s macroprocessos respons&aacute;veis pela produ&ccedil;&atilde;o de seu espa&ccedil;o metropolitano e regional: a expans&atilde;o metropolitana de Bras&iacute;lia, a expans&atilde;o da agropecu&aacute;ria moderna<a href="#_ftn1" name="_ftnref1"><sup><sup>[1]</sup></sup></a> e a integra&ccedil;&atilde;o do Eixo Bras&iacute;lia-An&aacute;polis-Goi&acirc;nia. Este trabalho busca compreender modifica&ccedil;&otilde;es recentes na estrutura econ&ocirc;mica da Regi&atilde;o Integrada de Desenvolvimento do Distrito Federal e Entorno (Ride-DF), espa&ccedil;o que delimita o espa&ccedil;o de influ&ecirc;ncia metropolitano e regional de Bras&iacute;lia.</p>     <p>No contexto de reestrutura&ccedil;&atilde;o produtiva, tem aumentado a fragmenta&ccedil;&atilde;o e consequente heterogeneidade nos espa&ccedil;os metropolitanos e regionais. Na escala regional, trabalhos como o de Santos (1996) apontam para a interfer&ecirc;ncia dos agentes externos sobre regi&otilde;es particulares, na ideia das verticalidades e horizontralidades; Veltz (1996), ao abordar o novo formato da economia no espa&ccedil;o a enuncia como sendo de &ldquo;arquip&eacute;lagos&rdquo;, nos quais h&aacute; uma organiza&ccedil;&atilde;o menos cont&iacute;nua dos espa&ccedil;os produtivos; Allen et al (1998) abordam tais heterogeneidades a partir das m&uacute;ltiplas rela&ccedil;&otilde;es sociais estabelecidas nos espa&ccedil;os regionais. Na escala metropolitana tem-se verificado uma clara mudan&ccedil;a em sua estrutura econ&ocirc;mica, na qual h&aacute; manuten&ccedil;&atilde;o das atividades terci&aacute;rias e dispers&atilde;o das atividades produtivas, traduzindo-se em um novo padr&atilde;o de localiza&ccedil;&atilde;o dos empregos. Gordon e Richardson (1996) chegaram a teorizar a possibilidade de que a forma&ccedil;&atilde;o de subcentros seria o passo intermedi&aacute;rio para uma realidade de empregos dispersos e sem padr&atilde;o definido de localiza&ccedil;&atilde;o. Garcia-L&oacute;pez e Mu&ntilde;iz (2010), testando tal hip&oacute;tese para o caso de Barcelona, apontaram que ambos os processos coincidem, dispers&atilde;o e reconcentra&ccedil;&atilde;o de empregos em subcentros, n&atilde;o havendo a tend&ecirc;ncia a uma dispers&atilde;o absoluta e sem estrutura dos empregos urbanos e metropolitanos. Analisando o caso alem&atilde;o e a partir de metodologia baseada na ideia da rede de cidades globais, M&uuml;nter (2011) verifica que nos principais centros, especialmente os de consolida&ccedil;&atilde;o mais antiga (chamado de modelo suburbano) e que perfazem a t&iacute;pica trajet&oacute;ria p&oacute;s-fordista, h&aacute; um padr&atilde;o de policentrismo, por&eacute;m com o centro principal mantendo as principais liga&ccedil;&otilde;es com os centros globais. Mais proximamente, para o caso latino-americano, outros agentes s&atilde;o arrolados como promotores de tal processo de dispers&atilde;o dos empregos, especificamente o setor imobili&aacute;rio, que primeiramente aumenta o tecido urbano e, com o tempo, leva ao surgimento de nuclea&ccedil;&otilde;es de atividades, na an&aacute;lise de Heinrichs <i>et al</i> (2009).</p>     <p>No caso espec&iacute;fico da Ride-DF, tal situa&ccedil;&atilde;o tem sido verificada mais recentemente. Esta regi&atilde;o, delimitada por meio da Lei Complementar n&ordm; 94/1998, compreende a extens&atilde;o do fen&ocirc;meno metropolitano de Bras&iacute;lia e uma parte de sua &aacute;rea de influ&ecirc;ncia regional, sendo utilizada na aplica&ccedil;&atilde;o de pol&iacute;ticas p&uacute;blicas pelas diferentes esferas de governo. Sobre tal espa&ccedil;o, Queiroz (2007) apontou, anteriormente, para a sua caracter&iacute;stica heterog&ecirc;nea em torno do hist&oacute;rico, da paisagem e das fun&ccedil;&otilde;es de seus munic&iacute;pios. Mais recentemente, Souza (2016; 2017a) apontou conclus&otilde;es que refor&ccedil;am tal fragmenta&ccedil;&atilde;o e a emerg&ecirc;ncia de novos processos nesta regi&atilde;o. Em Souza (2016), foi utilizado como um dos indicadores da identifica&ccedil;&atilde;o das centralidades na Ride-DF uma an&aacute;lise da densidade de empregos face &agrave; popula&ccedil;&atilde;o residente nos munic&iacute;pios, tendo como base os dados da Rela&ccedil;&atilde;o Anual de Informa&ccedil;&otilde;es Sociais do Minist&eacute;rio do Trabalho (RAIS), para 2014, e do Censo 2010. Com a divulga&ccedil;&atilde;o recente dos dados da RAIS para 2015 e 2016, bem como com as estimativas de popula&ccedil;&atilde;o do IBGE para os munic&iacute;pios, torna-se relevante rever os c&aacute;lculos realizados anteriormente, al&eacute;m de apresent&aacute;-los para anos mais recentes. Para al&eacute;m da simples atualiza&ccedil;&atilde;o e revis&atilde;o dos dados, o c&aacute;lculo da densidade de empregos &eacute; fundamental por ao menos tr&ecirc;s motivos: atualiza a compreens&atilde;o do processo de modifica&ccedil;&atilde;o da estrutura econ&ocirc;mica da metr&oacute;pole de Bras&iacute;lia e da Ride-DF; subsidia novos rumos para a gest&atilde;o deste territ&oacute;rio, em claro processo de modifica&ccedil;&atilde;o; permite avaliar, na escala regional e metropolitana, poss&iacute;veis efeitos da atual crise econ&ocirc;mica brasileira.</p>     <p>Desta forma, o objetivo deste trabalho &eacute; analisar a evolu&ccedil;&atilde;o recente da densidade de empregos na Ride-DF a partir dos dados da RAIS e da estimativa de popula&ccedil;&atilde;o do IBGE, com o fim de analisar poss&iacute;veis efeitos do processo de reestrutura&ccedil;&atilde;o produtiva na regi&atilde;o, bem como poss&iacute;veis efeitos da atual crise econ&ocirc;mica na estrutura econ&ocirc;mica da regi&atilde;o em estudo.</p>     <p>O trabalho encontra-se estruturado da seguinte forma: na pr&oacute;xima se&ccedil;&atilde;o &eacute; apresentada a evolu&ccedil;&atilde;o hist&oacute;rica da produ&ccedil;&atilde;o do espa&ccedil;o da regi&atilde;o de Bras&iacute;lia at&eacute; sua &ldquo;oficializa&ccedil;&atilde;o&rdquo; por meio da Ride-DF; em seguida &eacute; descrita e brevemente discutida a metodologia utilizada para analisar os dados, especialmente em torno das medidas de an&aacute;lise de densidade de empregos como indicador de centralidade; depois s&atilde;o apresentados os resultados e sua discuss&atilde;o; por fim seguem as considera&ccedil;&otilde;es finais.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>2. Uma breve an&aacute;lise da evolu&ccedil;&atilde;o da produ&ccedil;&atilde;o do espa&ccedil;o da Ride-DF</b></p>     <p>A evolu&ccedil;&atilde;o da produ&ccedil;&atilde;o do espa&ccedil;o da Ride-DF pode ser compreendida a partir de uma periodiza&ccedil;&atilde;o na qual sejam enfatizados, principalmente, os principais processos respons&aacute;veis pela produ&ccedil;&atilde;o deste espa&ccedil;o regional. Neste sentido, considerando que a Ride-DF seria a &ldquo;regi&atilde;o oficial&rdquo; de Bras&iacute;lia (ainda que em certo sentido, especialmente jur&iacute;dico-legal, ela seja tratada como espa&ccedil;o metropolitano de Bras&iacute;lia), a an&aacute;lise de sua evolu&ccedil;&atilde;o tem como ponto de partida justamente o in&iacute;cio do processo de constru&ccedil;&atilde;o de Bras&iacute;lia. Obviamente, como a Ride-DF foi institucionalizada apenas em 1998, a refer&ecirc;ncia neste per&iacute;odo anterior se faz ao espa&ccedil;o que hoje corresponde &agrave; Ride-DF e que esteve contida em outras regionaliza&ccedil;&otilde;es, como a Regi&atilde;o Geoecon&ocirc;mica de Bras&iacute;lia<a href="#_ftn2" name="_ftnref2"><sup><sup>[2]</sup></sup></a>.</p>     <p>A primeira etapa, marcada pela implanta&ccedil;&atilde;o de Bras&iacute;lia ocorreu no contexto de integra&ccedil;&atilde;o e moderniza&ccedil;&atilde;o do territ&oacute;rio nacional, nas d&eacute;cadas de 1950 e 1960, tendo ocorrido em regi&atilde;o onde predominava uma agricultura pouco mecanizada, voltada &agrave; subsist&ecirc;ncia. As a&ccedil;&otilde;es de gest&atilde;o do territ&oacute;rio estiveram mais ligadas ao imperativo de constru&ccedil;&atilde;o da nova capital e ao planejamento urbano da&iacute; decorrente, com pouca aten&ccedil;&atilde;o dispensada &agrave; quest&atilde;o regional<a href="#_ftn3" name="_ftnref3"><sup><sup>[3]</sup></sup></a>. Como desdobramento das a&ccedil;&otilde;es de gest&atilde;o do territ&oacute;rio, houve a implanta&ccedil;&atilde;o da capital, por&eacute;m em moldes diferentes do previsto em seu plano urban&iacute;stico, dada a cria&ccedil;&atilde;o das primeiras cidades-sat&eacute;lites. O conjunto destas e do centro principal, do qual dependiam fundamentalmente, levaram &agrave; cria&ccedil;&atilde;o de um espa&ccedil;o polinucleado, segundo Paviani (1987). Numa escala regional, os desdobramentos principais deram-se no desmembramento de munic&iacute;pios e no surgimento, em alguns deles, de novos espa&ccedil;os de assentamento, por&eacute;m sem o caractere metropolitano da etapa seguinte.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Numa segunda etapa, datada entre as d&eacute;cadas de 1970 e 1980, os processos de maior import&acirc;ncia ser&atilde;o a forma&ccedil;&atilde;o da Bras&iacute;lia metr&oacute;pole e sua expans&atilde;o inicial e a implanta&ccedil;&atilde;o da agropecu&aacute;ria moderna. Isto se deu no contexto de consolida&ccedil;&atilde;o de Bras&iacute;lia como capital federal e de inclus&atilde;o do Centro-Oeste brasileiro como espa&ccedil;o produtivo da agropecu&aacute;ria. Em tal contexto, as a&ccedil;&otilde;es de gest&atilde;o do territ&oacute;rio passam a dar maior &ecirc;nfase &agrave; quest&atilde;o regional, atuando no espa&ccedil;o em quest&atilde;o dois programas (entre outros), decorrentes do II Plano Nacional de Desenvolvimento (1975): o Programa Especial da Regi&atilde;o Geoecon&ocirc;mica de Bras&iacute;lia (Pergeb), que pressupunha uma atua&ccedil;&atilde;o em torno do controle da intensa imigra&ccedil;&atilde;o para a Nova Capital, por meio de a&ccedil;&otilde;es de desenvolvimento nos munic&iacute;pios vizinhos (e em uma escala regional mais ampla); e o Programa de Desenvolvimento de Cerrados (Polocentro), que continha a&ccedil;&otilde;es justamente de inclus&atilde;o do Centro-Oeste no quadro produtivo nacional, especialmente no setor agr&iacute;cola modernizado. Em &acirc;mbito urbano, as a&ccedil;&otilde;es de gest&atilde;o do territ&oacute;rio estiveram mais ligadas &agrave; busca do controle da expans&atilde;o urbana, o que levou &agrave; cria&ccedil;&atilde;o de novas cidades-sat&eacute;lites e ao est&iacute;mulo &agrave;s emigra&ccedil;&otilde;es do Distrito Federal para os munic&iacute;pios do Entorno de Bras&iacute;lia (dada a pol&iacute;tica de forte controle do acesso &agrave; terra praticada pelo Governo do Distrito Federal). Como desdobramentos destas a&ccedil;&otilde;es, a expans&atilde;o urbana de Bras&iacute;lia torna-se expans&atilde;o metropolitana, ao atingir os munic&iacute;pios vizinhos ao Distrito Federal. Em escala regional, como efeito principalmente do Polocentro, ocorreu a implanta&ccedil;&atilde;o da agropecu&aacute;ria moderna, principalmente nos munic&iacute;pios de Formosa e Una&iacute;.</p>     <p>Na terceira e mais recente etapa, a partir da d&eacute;cada de 1990, passa a ocorrer a atua&ccedil;&atilde;o dos atuais tr&ecirc;s macroprocessos estruturantes deste espa&ccedil;o regional: a expans&atilde;o metropolitana de Bras&iacute;lia; a expans&atilde;o da agropecu&aacute;ria moderna; a integra&ccedil;&atilde;o do eixo Bras&iacute;lia-An&aacute;polis-Goi&acirc;nia. A atua&ccedil;&atilde;o destes processos tem ocorrido em um contexto de maior integra&ccedil;&atilde;o da economia brasileira &agrave; globaliza&ccedil;&atilde;o, com a consequente reestrutura&ccedil;&atilde;o dos espa&ccedil;os produtivos e a ado&ccedil;&atilde;o de um modelo de atua&ccedil;&atilde;o do Estado calcado no neoliberalismo<a href="#_ftn4" name="_ftnref4"><sup><sup>[4]</sup></sup></a>. Em tal contexto, as a&ccedil;&otilde;es espec&iacute;ficas na Regi&atilde;o de Bras&iacute;lia em torno das pol&iacute;ticas regionais apontam, num primeiro momento, para a formaliza&ccedil;&atilde;o de uma &ldquo;regi&atilde;o oficial&rdquo; de Bras&iacute;lia, a Ride-DF. Tal formaliza&ccedil;&atilde;o ocorreu ainda no contexto da discuss&atilde;o sobre a formaliza&ccedil;&atilde;o de um espa&ccedil;o metropolitano para Bras&iacute;lia, a partir de estudo da Codeplan (1997). Tal estudo previa uma menor quantidade de munic&iacute;pios para tal espa&ccedil;o, sendo que ao final acabou prevalecendo uma delimita&ccedil;&atilde;o que abarcou munic&iacute;pios sem integra&ccedil;&atilde;o metropolitana com Bras&iacute;lia (Lei Complementar n&ordm; 94/1998). Assim, a Ride-DF acaba por possuir um car&aacute;ter h&iacute;brido, meio caminho entre o espa&ccedil;o metropolitano de Bras&iacute;lia e seu espa&ccedil;o de influ&ecirc;ncia regional. A <a href="#f1">Figura 1</a> apresenta o mapa com a composi&ccedil;&atilde;o destes munic&iacute;pios<a href="#_ftn5" name="_ftnref5"><sup><sup>[5]</sup></sup></a>.</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="f1">     <p><img src="/img/revistas/got/n14/n14a15f1.gif"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>A formaliza&ccedil;&atilde;o da Ride-DF, contudo, n&atilde;o levou a uma efetiva a&ccedil;&atilde;o de gest&atilde;o do territ&oacute;rio nem em &acirc;mbito metropolitano, nem em &acirc;mbito regional. Tendo seu Conselho Administrativo atualmente abrigado na estrutura da Superintend&ecirc;ncia do Desenvolvimento do Centro-Oeste (Sudeco), as a&ccedil;&otilde;es de planejamento s&atilde;o inexistentes (ao menos com abrang&ecirc;ncia para toda a regi&atilde;o) e as interven&ccedil;&otilde;es muito pontuais, visando atender interesses pol&iacute;ticos pulverizados, ou por meio dos fundos de fomento regionais, como o Fundo Constitucional de Financiamento do Centro-Oeste (FCO), cujos recursos destinam-se ao setor produtivo.</p>     <p>A partir destas a&ccedil;&otilde;es, os principais desdobramentos apontam para a ocorr&ecirc;ncia dos tr&ecirc;s macroprocessos anteriormente mencionados como sendo os respons&aacute;veis pela produ&ccedil;&atilde;o do espa&ccedil;o da Ride-DF. A expans&atilde;o metropolitana de Bras&iacute;lia &eacute; continuidade da primeira expans&atilde;o iniciada na d&eacute;cada de 1970, por&eacute;m com novos eixos de expans&atilde;o: ao sul, sobre o territ&oacute;rio de Luzi&acirc;nia (que se desmembrou em outros munic&iacute;pios); &agrave; oeste, em dire&ccedil;&atilde;o &agrave; &Aacute;guas Lindas de Goi&aacute;s; &agrave; norte, rumo &agrave; Planaltina. Estes novos bra&ccedil;os t&ecirc;m como espinha dorsal os principais eixos rodovi&aacute;rios do Distrito Federal, e tem como est&iacute;mulo, no momento atual, pol&iacute;ticas de acesso &agrave; moradia por meio de cr&eacute;dito mais barato, como o Programa Minha Casa Minha Vida (PMCMV). O segundo macroprocesso, a expans&atilde;o da agropecu&aacute;ria moderna, &eacute; consequ&ecirc;ncia da manuten&ccedil;&atilde;o da atua&ccedil;&atilde;o do Estado em favor do setor produtivo agr&iacute;cola que, a partir da d&eacute;cada de 1990, inicia um processo de expans&atilde;o para al&eacute;m dos primeiros munic&iacute;pios afetados pela implanta&ccedil;&atilde;o da moderniza&ccedil;&atilde;o no campo. Os principais alvos de tal processo s&atilde;o os munic&iacute;pios ao leste do Distrito Federal, formando o que foi anteriormente chamado de &ldquo;arco da agropecu&aacute;ria moderna&rdquo; (SOUZA, 2016). Por fim, em fun&ccedil;&atilde;o da consolida&ccedil;&atilde;o das economias voltadas aos servi&ccedil;os de Goi&acirc;nia e Bras&iacute;lia e da consolida&ccedil;&atilde;o de An&aacute;polis como polo produtor do secund&aacute;rio e importante n&oacute; log&iacute;stico do Centro-Oeste brasileiro, tem emergido o terceiro macroprocesso, a integra&ccedil;&atilde;o econ&ocirc;mica e funcional do eixo entre estas tr&ecirc;s cidades, em torno da BR 060 (MIRAGAYA, 2003).</p>     <p>Descritos os tr&ecirc;s macroprocessos, &eacute; poss&iacute;vel resgatar a tipologia proposta por Souza (2016) para os munic&iacute;pios da Ride-DF, que dar&aacute; base &agrave;s an&aacute;lises da densidade de empregos. Tal tipologia (ou regionaliza&ccedil;&atilde;o), bem como a &aacute;rea de atua&ccedil;&atilde;o dos tr&ecirc;s macroprocessos encontra-se representada na <a href="#f2">Figura 2</a>. Assim, os munic&iacute;pios foram divididos da seguinte forma:</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="f2">     <p><img src="/img/revistas/got/n14/n14a15f2.gif"></p>     
]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p> <ul>     <li>Centro metropolitano e espa&ccedil;o metropolizado: correspondem ao Distrito Federal e ao espa&ccedil;o j&aacute; alcan&ccedil;ado pela expans&atilde;o metropolitana de Bras&iacute;lia;</li>     <li>&Aacute;rea de influ&ecirc;ncias combinadas: corresponde ao munic&iacute;pio de Luzi&acirc;nia, no qual h&aacute; presen&ccedil;a da atua&ccedil;&atilde;o tanto da expans&atilde;o metropolitana quanto da expans&atilde;o da agropecu&aacute;ria moderna;</li>     <li>Arco da agropecu&aacute;ria moderna: espa&ccedil;o no qual as atividades da agropecu&aacute;ria moderna t&ecirc;m desenvolvido suas atividades;</li>     <li>Eixo Bras&iacute;lia-An&aacute;polis-Goi&acirc;nia: corresponde aos munic&iacute;pios de Abadi&acirc;nia e Alex&acirc;nia, onde novas atividades est&atilde;o surgindo em fun&ccedil;&atilde;o da integra&ccedil;&atilde;o econ&ocirc;mica das capitais federal e goiana;</li>     <li>Agropecu&aacute;ria tradicional: munic&iacute;pios nos quais o desenvolvimento de atividades mais modernas na agropecu&aacute;ria &eacute; ainda reduzido; e</li>     <li>&Aacute;rea do turismo: corresponde &agrave; Piren&oacute;polis, local onde esta atividade tem not&oacute;rio destaque.</li>     </ul>     <p>Tal mapeamento dos processos e das subregionaliza&ccedil;&otilde;es por eles geradas &eacute;, como dito, resultado do processo de reestrutura&ccedil;&atilde;o produtiva na Ride-DF e da manuten&ccedil;&atilde;o de Bras&iacute;lia como metr&oacute;pole terci&aacute;ria. Para chegar a tal tipologia, um dos passos seguidos foi a identifica&ccedil;&atilde;o dos subcentros nesta regi&atilde;o, realizada no j&aacute; mencionado trabalho de Souza (2016). Para tanto, um dos componentes do indicador de centralidade elaborado dizia respeito justamente &agrave; densidade de empregos. Tendo em vista a exist&ecirc;ncia de dados mais atualizados que os ent&atilde;o utilizados, al&eacute;m da mudan&ccedil;a na base demogr&aacute;fica considerada, &eacute; poss&iacute;vel vislumbrar altera&ccedil;&otilde;es mais recentes no quadro da densidade de empregos, al&eacute;m de poss&iacute;veis efeitos da atual crise econ&ocirc;mica. Antes de adentrar especificamente nesta an&aacute;lise, a pr&oacute;xima se&ccedil;&atilde;o apresenta a metodologia utilizada (e sua discuss&atilde;o).</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><b>3. Metodologia</b></p>     <p>As formas de identifica&ccedil;&atilde;o de subcentros em escala regional tem variado no tempo, constituindo-se preocupa&ccedil;&atilde;o importante de disciplinas como a Geografia e a Economia Regional. Para tanto, diversas m&eacute;tricas e modelos t&ecirc;m sido utilizados a partir de variados crit&eacute;rios.</p>     <p>Alguns dos estudiosos do tema d&atilde;o maior import&acirc;ncia &agrave; identifica&ccedil;&atilde;o dos subcentros regionais em perspetiva qualitativa, relevando o papel dos fluxos existentes e da funcionalidade dos empregos existentes. Destaca-se o trabalho de Bourne (1989), que prop&otilde;e como metodologia de identifica&ccedil;&atilde;o dos subcentros crit&eacute;rios como a medi&ccedil;&atilde;o da dist&acirc;ncia do trabalho para casa e o destino dos fluxos de trabalho. Nigriello <i>et al</i> (2002) prop&otilde;em a identifica&ccedil;&atilde;o de pontos de articula&ccedil;&atilde;o, a partir da an&aacute;lise dos fluxos urbanos e regionais. Mignot e Aguil&eacute;ra&nbsp; (2004) consideram a import&acirc;ncia da polariza&ccedil;&atilde;o, por meio da an&aacute;lise dos fluxos, na delimita&ccedil;&atilde;o dos subcentros, sendo indicadores a quantidade de pessoas que estudam e trabalham em munic&iacute;pios vizinhos. Vale ainda lembrar que o IBGE utiliza crit&eacute;rios pr&oacute;ximos a este na defini&ccedil;&atilde;o da hierarquia urbana e da regi&atilde;o de influ&ecirc;ncia dos centros urbanos, considerando, nas &uacute;ltimas pesquisas, o peso da gest&atilde;o do territ&oacute;rio realizado por um determinado centro urbano (IBGE, 2008).</p>     <p>Outros estudiosos do tema t&ecirc;m proposto a an&aacute;lise dos subcentros a partir da concentra&ccedil;&atilde;o/ densidade dos empregos existentes, a partir de m&eacute;tricas especificas. Neste espectro, &eacute; bastante conhecido o trabalho de Giuliano e Small (1991) que aplicaram seu modelo ao estudo do caso de Los Angeles. Eles trabalham com dois crit&eacute;rios: cada zona deveria ter uma densidade m&iacute;nima (por &aacute;rea) de empregos e um percentual fixo do total de empregos. McDonald (1987) introduziu neste mesmo sentido, a an&aacute;lise da contiguidade, sendo delimitado como subcentro uma zona na qual os indicadores sejam maiores que nos vizinhos.</p>     <p>Destes estudos, o presente trabalho se filia ao segundo grupo, tendo a metodologia empregada inspira&ccedil;&atilde;o no trabalho de Duarte <i>et al </i>(2010). Trabalhando com o caso de cidades espanholas (entre elas Madrid e Barcelona), um dos indicadores dizia respeito &agrave; densidade de empregos, sendo que os autores prop&otilde;em analisar a densidade de empregos a partir de dois crit&eacute;rios: as &aacute;reas que possu&iacute;ssem ao menos 1% do valor total dos empregos considerados; que o valor de empregos por &aacute;rea fosse superior ao valor registrado para toda a regi&atilde;o.</p>     <p>O procedimento aqui aplicado &eacute; quase similar a este &uacute;ltimo exposto, com a diferen&ccedil;a de que, por haver enorme varia&ccedil;&atilde;o no tamanho dos munic&iacute;pios da Ride-DF, optou-se por analisar a densidade de empregos <i>per capita</i> e n&atilde;o por &aacute;rea. Al&eacute;m disto, o Distrito Federal foi desconsiderado no total, j&aacute; que &eacute; enorme concentrador de empregos e levaria a n&atilde;o caracteriza&ccedil;&atilde;o da concentra&ccedil;&atilde;o de empregos em quase nenhum espa&ccedil;o (o que se coaduna com o interesse do trabalho em analisar justamente a densidade nos munic&iacute;pios da Ride-DF &ndash; nas tabelas identificados como &ldquo;Munic&iacute;pios do Entorno&rdquo;). De forma secund&aacute;ria os dados ser&atilde;o analisados em compara&ccedil;&atilde;o com o Distrito Federal<a href="#_ftn6" name="_ftnref6"><sup><sup>[6]</sup></sup></a>. A partir de tais premissas, os munic&iacute;pios foram classificados como de &ldquo;alta densidade&rdquo; de empregos, caso atendessem os dois crit&eacute;rios (deten&ccedil;&atilde;o de mais de 1% dos empregos totais e n&uacute;mero de empregos <i>per capita</i> maior que os empregos <i>per capita</i> da regi&atilde;o considerada); &ldquo;m&eacute;dia densidade&rdquo;, caso atendessem apenas um dos crit&eacute;rios; &ldquo;baixa densidade&rdquo;, caso n&atilde;o atendessem nenhum dos dois. Os resultados para todos os anos foram, por fim, comparados com a tipologia apresentada na se&ccedil;&atilde;o anterior.</p>     <p>Os resultados foram ainda comparados com a evolu&ccedil;&atilde;o dos empregos formais nos munic&iacute;pios da Ride-DF, feito a partir dos mesmos dados da RAIS. Tal complementa&ccedil;&atilde;o &eacute; necess&aacute;ria tendo em vista a atual situa&ccedil;&atilde;o de crise econ&ocirc;mica por que passa o Brasil, podendo revelar, ainda, a influ&ecirc;ncia desta de forma mais clara na concentra&ccedil;&atilde;o ou desconcentra&ccedil;&atilde;o de empregos.</p>     <p>A base de dados utilizadas para tanto foram os dados da RAIS (MINIST&Eacute;RIO DO TRABALHO, 2018) para os anos entre 2013 e 2016 e as respetivas popula&ccedil;&otilde;es das Estimativas de Popula&ccedil;&atilde;o do IBGE (2018).</p>     <p>Como o presente trabalho tem como foco o estudo da densidade de empregos na Ride-DF, optou-se pela n&atilde;o utiliza&ccedil;&atilde;o de outros indicadores e medidas pr&oacute;prios da economia regional ligados a tal tem&aacute;tica. Um exemplo &eacute; o caso do Quociente Locacional (QL), cuja principal contribui&ccedil;&atilde;o est&aacute; em apontar possibilidade de especializa&ccedil;&atilde;o de uma determinada &aacute;rea/ cidade em meio &agrave; economia de uma regi&atilde;o. Tal medida, considerada por Monasterio (2010) como de intui&ccedil;&atilde;o simples e de f&aacute;cil aplica&ccedil;&atilde;o, por&eacute;m de alcance limitado e cuja interpreta&ccedil;&atilde;o merece maiores cuidados (os resultados podem aparecer distorcidos a depender do grau de detalhamento setorial, por exemplo). Outras medidas pr&oacute;prias da economia regional podem ser alvo de an&aacute;lise em outros trabalhos, dado o interesse muito espec&iacute;fico deste na quest&atilde;o da concentra&ccedil;&atilde;o espacial de empregos e em suas metodologias.&nbsp;&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>4. Resultados e an&aacute;lise</b></p>     <p>Inicialmente, &eacute; importante resgatar as informa&ccedil;&otilde;es dispon&iacute;veis em Souza (2016), que d&atilde;o a primeira base de compara&ccedil;&atilde;o dos dados que ser&atilde;o apresentados a seguir. Os c&aacute;lculos utilizados naquele trabalho s&atilde;o apresentados na <a href="#t1">Tabela 1</a>, no qual foram utilizados os dados da RAIS de 2014 e do Censo Demogr&aacute;fico de 2010. A partir da marca&ccedil;&atilde;o do atendimento dos requisitos postos (tarjas em vermelho), o c&aacute;lculo apontava como sendo munic&iacute;pios de alta densidade de empregos os seguintes: Abadi&acirc;nia, Alex&acirc;nia, Cristalina, Formosa, Luzi&acirc;nia, Piren&oacute;polis, Valpara&iacute;so, Buritis e Una&iacute;. Havia, assim, o predom&iacute;nio de alguns munic&iacute;pios alvo do processo de avan&ccedil;o da agropecu&aacute;ria moderna, casos de Cristalina, Formosa, Luzi&acirc;nia, Buritis e Una&iacute;, al&eacute;m dos dois munic&iacute;pios alcan&ccedil;ados pela integra&ccedil;&atilde;o do eixo Bras&iacute;lia-An&aacute;polis-Goi&acirc;nia (Abadi&acirc;nia e Alex&acirc;nia). H&aacute; o caso de Piren&oacute;polis, que se destaca pelo turismo, atividade tendente a criar empregos fixos. Por fim, apenas um munic&iacute;pio do espa&ccedil;o metropolizado, Valpara&iacute;so, apresentava alta densidade de empregos, apontando a tend&ecirc;ncia de que a expans&atilde;o metropolitana ainda &eacute; concentradora de postos de trabalho no Distrito Federal.</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="t1">     <p><img src="/img/revistas/got/n14/n14a15t1.gif"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>Na <a href="#t2">Tabela 2</a> aparecem, inicialmente, os resultados a partir dos dados para 2013. Neles, apareceram como de alta densidade de empregos os resultados dos munic&iacute;pios Abadi&acirc;nia, Alex&acirc;nia, Cristalina, Formosa, Luzi&acirc;nia, Piren&oacute;polis, Buritis e Una&iacute;. Em compara&ccedil;&atilde;o com os dados da Tabela 1, apenas Valpara&iacute;so n&atilde;o consta como sendo de alta densidade de empregos. Quanto aos outros munic&iacute;pios, n&atilde;o se verificam altera&ccedil;&otilde;es.</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="t2">     <p><img src="/img/revistas/got/n14/n14a15t2.gif"></p>     
]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p>J&aacute; a <a href="#t3">Tabela 3</a> apresenta os dados para 2014, a partir do c&aacute;lculo da Estimativa de Popula&ccedil;&atilde;o do IBGE, permitindo uma compara&ccedil;&atilde;o mais equitativa com a realidade apontada na <a href="#t1">Tabela 1</a>. Os resultados apontam como sendo de alta densidade de empregos o mesmo grupo de munic&iacute;pios apontados na <a href="#t1">Tabela 1</a> (Abadi&acirc;nia, Alex&acirc;nia, Cristalina, Formosa, Luzi&acirc;nia, Piren&oacute;polis, Valpara&iacute;so, Buritis e Una&iacute;). Assim, em que pese a atualiza&ccedil;&atilde;o dos dados em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; <a href="#t1">Tabela 1</a>, os resultados se mantem os mesmos. Isto aponta para a reduzida altera&ccedil;&atilde;o no quadro demogr&aacute;fico no per&iacute;odo, al&eacute;m de, de certa forma, confirmar a proximidade &agrave; realidade dos dados anteriormente tratados</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="t3">     <p><img src="/img/revistas/got/n14/n14a15t3.gif"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>A <a href="#t4">Tabela 4</a> apresenta os dados para o ano de 2015. Novamente, os mesmos munic&iacute;pios (Abadi&acirc;nia, Alex&acirc;nia, Cristalina, Formosa, Luzi&acirc;nia, Piren&oacute;polis, Valpara&iacute;so, Buritis e Una&iacute;) aparecem com alta densidade de empregos, apontando para pouca mobilidade no quadro geral da densidade de empregos.</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="t4">     <p><img src="/img/revistas/got/n14/n14a15t4.gif"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>Finalmente, a <a href="#t5">Tabela 5</a> apresenta os dados para no ano de 2016. Nestes dados, duas altera&ccedil;&otilde;es podem ser vistas: inicialmente (e assim como no c&aacute;lculo de 2013), Valpara&iacute;so deixa de ter alta densidade de empregos, por n&atilde;o atender ao requisito m&iacute;nimo de empregos <i>per capita</i>; o munic&iacute;pio de Vila Boa passa a constar como de &ldquo;baixa densidade&rdquo;, assim como Corumb&aacute; de Goi&aacute;s (em seu caso, o que sempre o havia mantido na classifica&ccedil;&atilde;o como &ldquo;m&eacute;dia densidade&rdquo; era o n&uacute;mero de empregos formais <i>per capita</i>). Quanto ao restante da <a href="#t5">tabela</a>, verifica-se a manuten&ccedil;&atilde;o da classifica&ccedil;&atilde;o nos anos anteriores.&nbsp; &nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p> <a name="t5">     <p><img src="/img/revistas/got/n14/n14a15t5.gif"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>Para facilitar e iniciar a discuss&atilde;o dos resultados, s&atilde;o comparados os resultados para os quatro anos analisados e de acordo com a tipologia mencionada anteriormente (SOUZA, 2016), dado apresentado na <a href="#t6">Tabela 6</a>. Os resultados apontam para a perman&ecirc;ncia como &ldquo;alta densidade de empregos formais&rdquo; nos quatro anos analisados dos munic&iacute;pios de Abadi&acirc;nia, Alex&acirc;nia, Cristalina, Formosa, Luzi&acirc;nia, Piren&oacute;polis, Buritis e Una&iacute;. J&aacute; as oscila&ccedil;&otilde;es ficaram por conta do caso de Valpara&iacute;so, que se manteve como de alta densidade apenas nos anos de 2014 e 2015, e Vila Boa que passou a ter baixa densidade no &uacute;ltimo ano analisado (tendo mantido a classifica&ccedil;&atilde;o de m&eacute;dia densidade nos anos anteriores). Os outros munic&iacute;pios mantiveram-se constantes, seja na classifica&ccedil;&atilde;o &ldquo;m&eacute;dia&rdquo;, seja na &ldquo;baixa&rdquo; (para este &uacute;ltimo, apenas Corumb&aacute; de Goi&aacute;s).</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="t6">     <p><img src="/img/revistas/got/n14/n14a15t6.gif"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>J&aacute; a compara&ccedil;&atilde;o dos resultados em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; tipologia dos munic&iacute;pios da Ride-DF considerada neste trabalho, aponta para o predom&iacute;nio de munic&iacute;pios de alta densidade de empregos formais nos munic&iacute;pios das sub-regi&otilde;es &ldquo;Eixo Bras&iacute;lia-An&aacute;polis-Goi&acirc;nia&rdquo; e &ldquo;Arco da agropecu&aacute;ria moderna&rdquo;. Desta forma, estas sub-regi&otilde;es apresentam-se como as de economia mais din&acirc;mica no atual cen&aacute;rio da Ride-DF, correspondendo aos espa&ccedil;os mais ligados ao processo de reestrutura&ccedil;&atilde;o produtiva na regi&atilde;o. O caso de Luzi&acirc;nia-GO corrobora tal quadro, considerando ter tipologia pr&oacute;pria (&ldquo;&Aacute;rea de influ&ecirc;ncias combinadas&rdquo;) e ter parte significativa de seu espa&ccedil;o ocupado pelas atividades da agropecu&aacute;ria moderna. No caso dos munic&iacute;pios abarcados pela expans&atilde;o da agropecu&aacute;ria moderna, apenas Cabeceiras, Vila Boa e Cabeceira Grande n&atilde;o apresentam alta de densidade de empregos, sendo identificados como os munic&iacute;pios de menor popula&ccedil;&atilde;o (e associados mais propriamente &agrave; produ&ccedil;&atilde;o que &agrave; presta&ccedil;&atilde;o de servi&ccedil;os &agrave; agropecu&aacute;ria moderna, papel cumprido, em maior ou menor grau, pelos outros munic&iacute;pios deste grupo).</p>     <p>O caso de Piren&oacute;polis-GO, que possui tipologia pr&oacute;pria (&ldquo;&Aacute;rea do turismo&rdquo;) aponta para a import&acirc;ncia da atividade tur&iacute;stica na economia do munic&iacute;pio, que o manteve com alta densidade de emprego nos quatro anos analisados.</p>     <p>Quanto &agrave;s outras tipologias, chama a aten&ccedil;&atilde;o para o resultado dos munic&iacute;pios da sub-regi&atilde;o &ldquo;Centro metropolitano e espa&ccedil;o metropolizado&rdquo;, que abarca Bras&iacute;lia e os munic&iacute;pios atingidos por seu processo de expans&atilde;o metropolitana. Apenas Valpara&iacute;so aparece como de alta densidade de empregos, e apenas nos anos de 2014 e 2015. Ainda que Luzi&acirc;nia, at&eacute; pela tipologia a ela empregada, tamb&eacute;m apare&ccedil;a como de alta densidade, o resultado geral aponta para a tend&ecirc;ncia de reduzida concentra&ccedil;&atilde;o de postos de trabalho nos munic&iacute;pios afetados pela expans&atilde;o metropolitana, o que revela o lado concentrador da estrutura econ&ocirc;mica do processo de metropoliza&ccedil;&atilde;o brasiliense.&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Em rela&ccedil;&atilde;o aos munic&iacute;pios da sub-regi&atilde;o &ldquo;agropecu&aacute;ria tradicional&rdquo; n&atilde;o foi registrado nenhum munic&iacute;pio de alta densidade de empregos, apontando para o menor dinamismo da vida econ&ocirc;mica destes munic&iacute;pios, em geral de reduzida popula&ccedil;&atilde;o.</p>     <p>Buscando analisar o quadro atual de crise econ&ocirc;mica por que passa o Brasil no momento, a <a href="#t7">Tabela 7</a> apresenta a varia&ccedil;&atilde;o do emprego formal na Ride-DF, no per&iacute;odo entre 2013 e 2016. Os dados est&atilde;o divididos a partir da tipologia proposta.</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="t7">     <p><img src="/img/revistas/got/n14/n14a15t7.gif"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>Uma forma de analisar tais dados, considerando a quest&atilde;o do interesse no aumento/ redu&ccedil;&atilde;o da concentra&ccedil;&atilde;o de empregos nos munic&iacute;pios pode ser feita a partir da tipologia proposta. Assim, no caso dos munic&iacute;pios do Eixo Bras&iacute;lia-An&aacute;polis-Goi&acirc;nia, verifica-se oscila&ccedil;&atilde;o negativa apenas no &uacute;ltimo per&iacute;odo analisado, para o caso de Abadi&acirc;nia, o que aponta para uma tend&ecirc;ncia &agrave; gera&ccedil;&atilde;o de postos formais de emprego, com alguma estabilidade.</p>     <p>No caso dos munic&iacute;pios da agropecu&aacute;ria tradicional, as oscila&ccedil;&otilde;es negativas s&atilde;o muito claras no &uacute;ltimo per&iacute;odo, revelando maior fragilidade de suas economias (&eacute; emblem&aacute;tico o caso de Mimoso de Goi&aacute;s, no qual h&aacute; duas significativas oscila&ccedil;&otilde;es positivas nos primeiros per&iacute;odos e a perda de quase todo este saldo positivo na &uacute;ltima parcial). Tal resultado &eacute; de certa forma esperado, tendo em vista tratar-se de munic&iacute;pios pequenos, de menor diversifica&ccedil;&atilde;o produtiva e consequente maior vulnerabilidade a choques externos.&nbsp;</p>     <p>Para o caso dos munic&iacute;pios do espa&ccedil;o metropolizado, a an&aacute;lise do per&iacute;odo em que a crise se torna mais aguda, entre 2015 e 2016, aponta para oscila&ccedil;&otilde;es negativas em todos os munic&iacute;pios, com exce&ccedil;&atilde;o de Novo Gama, que passou por significativo crescimento (43,62%). Fica caracterizado o impacto claro da crise na por&ccedil;&atilde;o territorial que teria, em tese, melhor poder de resposta a tal conjuntura, j&aacute; que a&iacute; se localiza o principal centro de empregos e com natureza de menor vulnerabilidade &agrave;s crises econ&ocirc;micas (setor p&uacute;blico). Uma an&aacute;lise mais ampla demonstra consider&aacute;vel quantidade de oscila&ccedil;&otilde;es negativas mesmo em per&iacute;odos anteriores, com destaque para os casos de Santo Ant&ocirc;nio do Descoberto (onde houve cont&iacute;nuo d&eacute;ficit de empregos formais) e de Bras&iacute;lia, cujas duas &uacute;ltimas parciais s&atilde;o negativas. Valpara&iacute;so apresentou significativa oscila&ccedil;&atilde;o negativa no &uacute;ltimo per&iacute;odo, o que pode explicar o fato de n&atilde;o conseguir sustentar-se como de &ldquo;alta densidade de empregos&rdquo;, conforme os resultados anteriormente analisados.</p>     <p>No caso dos munic&iacute;pios da agropecu&aacute;ria moderna, as oscila&ccedil;&otilde;es s&atilde;o, em sua maioria positivas, mesmo no per&iacute;odo mais agudo da crise economia (2015-2016). H&aacute; a&iacute; um destaque negativo para o caso de Vila Boa, com varia&ccedil;&atilde;o negativa de mais de 60% no &uacute;ltimo per&iacute;odo (acaba por se assemelhar aos munic&iacute;pios da agropecu&aacute;ria tradicional). &Eacute; percet&iacute;vel que as atividades pr&oacute;prias de uma agropecu&aacute;ria moderna se mant&ecirc;m resistentes ao cen&aacute;rio de crise, algo que se tem verificado mesmo para outros espa&ccedil;os do pa&iacute;s &ndash; ainda mais evidente pela contradi&ccedil;&atilde;o entre safras recorde e forte contra&ccedil;&atilde;o econ&ocirc;mica<a href="#_ftn7" name="_ftnref7"><sup><sup>[7]</sup></sup></a>.</p>     <p>Luzi&acirc;nia, como caso singular, manteve padr&atilde;o mais pr&oacute;ximo da realidade metropolitana que do analisado para os munic&iacute;pios da agropecu&aacute;ria moderna. Outro caso singular, Piren&oacute;polis, manteve trajet&oacute;ria descendente consider&aacute;vel nos &uacute;ltimos dois per&iacute;odos analisados.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Assim, de forma geral, os resultados apontam para a manuten&ccedil;&atilde;o, no tempo, da densidade de empregos na Ride-DF, sem que estes dados apontem um impacto mais claro da crise econ&ocirc;mica por que passa o Brasil no momento. A an&aacute;lise complementar realizada a partir dos dados da varia&ccedil;&atilde;o percentual dos empregos nos munic&iacute;pios aponta para uma queda quase generalizada no n&uacute;mero de empregos formais no per&iacute;odo 2015-2016, com exce&ccedil;&atilde;o do caso dos munic&iacute;pios da agropecu&aacute;ria moderna. Era de se esperar, assim, que estes pudessem apresentar maiores concentra&ccedil;&otilde;es de emprego, por&eacute;m as varia&ccedil;&otilde;es mais positivas ocorreram em Cristalina (11,13%) &ndash; que j&aacute; possui alta densidade &ndash; em&nbsp; Cabeceiras (7,57%), que possui m&eacute;dia densidade e cuja alta n&atilde;o foi suficiente, ainda, para caracterizar tal munic&iacute;pio como de maior concentra&ccedil;&atilde;o.</p>     <p>H&aacute;, assim, a tend&ecirc;ncia de manuten&ccedil;&atilde;o de uma maior densidade de empregos nos munic&iacute;pios alvo dos processos relacionados &agrave; reestrutura&ccedil;&atilde;o produtiva na regi&atilde;o, ao passo que o processo de expans&atilde;o metropolitana, em contraponto, mant&eacute;m suas tend&ecirc;ncias concentradoras de empregos no centro principal e manuten&ccedil;&atilde;o dos munic&iacute;pios como cidades-dormit&oacute;rio. Mesmo a crise econ&ocirc;mica n&atilde;o tem alterado tal situa&ccedil;&atilde;o, ainda que ela pare&ccedil;a afetar menos os munic&iacute;pios mais envolvidos com a reestrutura&ccedil;&atilde;o produtiva (caso das tipologias Eixo Bras&iacute;lia-An&aacute;polis-Goi&acirc;nia e Arco da agropecu&aacute;ria moderna). Uma explica&ccedil;&atilde;o para tal fato reside ainda na alta concentra&ccedil;&atilde;o geral de empregos na &aacute;rea metropolizada, principalmente Bras&iacute;lia, centro principal, a qual mesmo afetada pela redu&ccedil;&atilde;o no n&uacute;mero de postos formais de emprego mant&eacute;m tend&ecirc;ncia a possu&iacute;-los em quantidade muito superior aos de sua &aacute;rea sob influ&ecirc;ncia mais imediata.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>5. Considera&ccedil;&otilde;es finais</b></p>     <p>Tendo em vista a problem&aacute;tica apontada, em torno do processo de reestrutura&ccedil;&atilde;o produtiva capitalista e seu impacto na estrutura econ&ocirc;mica das regi&otilde;es, o trabalho buscou compreender como uma das variantes desta estrutura &ndash; a distribui&ccedil;&atilde;o/ concentra&ccedil;&atilde;o de empregos &ndash; tem ocorrido na Ride-DF, regi&atilde;o &ldquo;oficial&rdquo; de Bras&iacute;lia, que contem parte de seu espa&ccedil;o de influ&ecirc;ncia. O trabalho buscou apresentar uma atualiza&ccedil;&atilde;o dos resultados obtidos por Souza (2016), a partir de dados (secund&aacute;rios) mais recentes, visando analisar a evolu&ccedil;&atilde;o recente de um dos aspetos da economia da regi&atilde;o, al&eacute;m de buscar compreender poss&iacute;veis efeitos da atual crise econ&ocirc;mica nesse cen&aacute;rio.</p>     <p>Ao considerar, inicialmente, o processo de produ&ccedil;&atilde;o do espa&ccedil;o da Ride-DF, percebe-se a atua&ccedil;&atilde;o, no momento de tr&ecirc;s macroprocessos fundamentais: a expans&atilde;o metropolitana de Bras&iacute;lia, a expans&atilde;o da agropecu&aacute;ria moderna e a integra&ccedil;&atilde;o do Eixo Bras&iacute;lia-An&aacute;polis-Goi&acirc;nia. A partir disto, foi aplicada metodologia espec&iacute;fica para o c&aacute;lculo da densidade de empregos, em tipologia gerada a partir da incid&ecirc;ncia dos tr&ecirc;s macroprocessos considerados: o centro metropolitano e o espa&ccedil;o metropolizado; o arco da agropecu&aacute;ria moderna, a leste do Distrito Federal; os munic&iacute;pios do Eixo Bras&iacute;lia-An&aacute;polis-Goi&acirc;nia; o caso singular de Luzi&acirc;nia, considerada &Aacute;rea de Influ&ecirc;ncias Combinadas; os munic&iacute;pios da &aacute;rea de Agropecu&aacute;ria Tradicional; e o caso de Piren&oacute;polis, munic&iacute;pio da &Aacute;rea do Turismo. Verifica-se que os centros com maior const&acirc;ncia em termos de densidade de empregos s&atilde;o aqueles ligados aos macroprocessos considerados resultado da reestrutura&ccedil;&atilde;o produtiva na regi&atilde;o: a expans&atilde;o da agropecu&aacute;ria moderna e a integra&ccedil;&atilde;o do Eixo Bras&iacute;lia-An&aacute;polis-Goi&acirc;nia. Em contraste, os munic&iacute;pios do espa&ccedil;o metropolizado por Bras&iacute;lia raramente apareceram como de alta densidade, com exce&ccedil;&atilde;o do j&aacute; mencionado para Valpara&iacute;so e do caso de Luzi&acirc;nia, cujo territ&oacute;rio &eacute; alvo da expans&atilde;o metropolitana (mas n&atilde;o s&oacute; dela).</p>     <p>De forma a complementar a esta an&aacute;lise, foram ainda expostos os dados da varia&ccedil;&atilde;o do emprego formal nestes munic&iacute;pios, cuja an&aacute;lise mais recente permite analisar eventuais impactos da crise econ&ocirc;mica na estrutura da Ride-DF. Os resultados demonstraram ser menor o impacto nos munic&iacute;pios ligados aos dois macroprocessos pr&oacute;prios da reestrutura&ccedil;&atilde;o produtiva (expans&atilde;o da agropecu&aacute;ria moderna e a integra&ccedil;&atilde;o do eixo Bras&iacute;lia-An&aacute;polis-Goi&acirc;nia). Em contraste, os munic&iacute;pios dos espa&ccedil;os metropolizados foram mais duramente afetados. Comparando com a evolu&ccedil;&atilde;o dos dados da concentra&ccedil;&atilde;o de empregos, &eacute; de se esperar que a continuar tal tend&ecirc;ncia poder&aacute; haver um aumento na concentra&ccedil;&atilde;o nos munic&iacute;pios afetados pelos dois macroprocessos ligados &agrave; reestrutura&ccedil;&atilde;o produtiva, que parecem menos afetados (ao menos na presente an&aacute;lise) pela crise &ndash; &eacute; poss&iacute;vel que isto ainda n&atilde;o se mostre nos dados e na metodologia utilizadas pelo peso da quantidade de empregos concentradas em Bras&iacute;lia principalmente. Pelas caracter&iacute;sticas da estrutura econ&ocirc;mica de Bras&iacute;lia, calcada principalmente no setor p&uacute;blico, &eacute; poss&iacute;vel ainda afirmar que a desconcentra&ccedil;&atilde;o de empregos ocorre mais pelo surgimento de novas atividades em munic&iacute;pios de economias antes pouco desenvolvidas do que propriamente por relocaliza&ccedil;&atilde;o das atividades do centro principal. Neste caso em espec&iacute;fico, a compara&ccedil;&atilde;o de Bras&iacute;lia com outras realidade metropolitanas envolve especificidades e semelhan&ccedil;as: &eacute; espec&iacute;fico para Bras&iacute;lia sua trajet&oacute;ria de metr&oacute;pole terci&aacute;ria &ldquo;origin&aacute;ria&rdquo;, n&atilde;o tendo passado por desconcentra&ccedil;&atilde;o de atividades produtivas, como no caso de metr&oacute;pole mais antigas &ndash; da&iacute; a pouca probabilidade da constitui&ccedil;&atilde;o de uma vasta mancha metropolizada, como no caso de S&atilde;o Paulo analisado por Lencioni (2011); em comum a outras realidade metropolitanas, houve a implanta&ccedil;&atilde;o de atividades &ldquo;estranhas&rdquo; &agrave; metr&oacute;pole principal em seu espa&ccedil;o de influ&ecirc;ncia e fora de seu controle imediato, traduzindo isto em maior fragmenta&ccedil;&atilde;o de sua regi&atilde;o (o que parece tend&ecirc;ncia global). Quanto &agrave; estrutura resultante, ela parece descrever o futuro de um espa&ccedil;o polic&ecirc;ntrico fragmentado, sem a previs&atilde;o de uma ampla dispers&atilde;o sem padr&atilde;o estrutural definido da localiza&ccedil;&atilde;o dos empregos, conforme Gordon e Richardson (1996).</p>     <p>Considerando os resultados sobre os tr&ecirc;s macroprocessos principais de estrutura&ccedil;&atilde;o do espa&ccedil;o da Ride-DF, sobre o espa&ccedil;o metropolizado v&ecirc;-se a manuten&ccedil;&atilde;o de Bras&iacute;lia como centro principal, com reduzida capacidade de induzir maior dispers&atilde;o de empregos pelo territ&oacute;rio. Tal quadro se d&aacute; pela rigidez espacial do setor p&uacute;blico, que n&atilde;o d&aacute; qualquer mostra de alterar seu padr&atilde;o espacial. A situa&ccedil;&atilde;o de crise atual, por&eacute;m, tem revelado os limites da excessiva depend&ecirc;ncia do setor p&uacute;blico, devendo o planejamento apontar novos rumos (e concretiz&aacute;-los, em contradi&ccedil;&atilde;o com o hist&oacute;rico de fracasso das tentativas de altera&ccedil;&atilde;o da estrutura econ&ocirc;mica brasiliense nas escalas metropolitana e regional). Especificamente para o caso dos espa&ccedil;os atingidos pela agropecu&aacute;ria moderna, os resultados podem apontar para uma generalizada desconcentra&ccedil;&atilde;o de empregos, o que n&atilde;o parece ser bem o caso. H&aacute; a clara forma&ccedil;&atilde;o das chamadas &ldquo;cidades do agroneg&oacute;cio&rdquo; (ELIAS; PEQUENO, 2017), que comandam localmente a produ&ccedil;&atilde;o, ao lado de espa&ccedil;os mais dedicados &agrave; produ&ccedil;&atilde;o (munic&iacute;pios de menor porte). Isto refor&ccedil;a alguns dos achados de Souza (2016). No caso do Eixo Bras&iacute;lia-An&aacute;polis-Goi&acirc;nia, os dois munic&iacute;pios a ele associados (Abadi&acirc;nia e Alex&acirc;nia) demonstram ter alta densidade de empregos, o que &eacute; revelador tamb&eacute;m de como a integra&ccedil;&atilde;o das economia das capitais federal e goiana e do polo industrial e log&iacute;stico de An&aacute;polis, ao longo da BR 060, tem revertido no surgimento de novas atividades e novas plantas produtivas, caso das f&aacute;bricas cervejeiras (uma em cada um dos munic&iacute;pios).</p>     <p>Os resultados apontam ainda implica&ccedil;&otilde;es para os processos futuros de planejamento, j&aacute; que o quadro demonstra maior fragmenta&ccedil;&atilde;o em uma escala metropolitana e regional ampliada, sugerindo pouca articula&ccedil;&atilde;o dos macroprocessos de expans&atilde;o metropolitana, de um lado, e expans&atilde;o da agropecu&aacute;ria moderna e integra&ccedil;&atilde;o do Eixo Bras&iacute;lia-An&aacute;polis-Goi&acirc;nia, do outro. Considerando o atual quadro de aus&ecirc;ncia de atua&ccedil;&atilde;o de uma pol&iacute;tica p&uacute;blica articulada no recorte da Ride-DF, a realidade pouco integrada tende a refor&ccedil;ar (quando n&atilde;o mesmo explicar) a atua&ccedil;&atilde;o pouco abrangente e excessivamente localista dos governos federal, distrital e dos Estados de Goi&aacute;s e Minas Gerais (e a consequente baixa efetividade de atua&ccedil;&atilde;o da Sudeco e do Conselho Administrativo da Ride-DF). Outra das prioridades da atua&ccedil;&atilde;o futura do planejamento na regi&atilde;o precisa ser uma melhor distribui&ccedil;&atilde;o do emprego no espa&ccedil;o metropolizado (que n&atilde;o sustenta nenhum novo espa&ccedil;o de alta densidade, como visto), buscando reduzir o papel de mera cidade-dormit&oacute;rio de muitos munic&iacute;pios. Por outro lado, a desconcentra&ccedil;&atilde;o proporcionada pelas atividades da agropecu&aacute;ria moderna n&atilde;o necessariamente tem revertido em redu&ccedil;&atilde;o de desigualdades socioespaciais, como tem sido a experi&ecirc;ncia nacional e o caso espec&iacute;fico da Ride-DF, analisado em Souza (2017b). Quanto &agrave; execu&ccedil;&atilde;o das pol&iacute;ticas p&uacute;blicas, o papel do governo federal &eacute; ainda o de maior preponder&acirc;ncia, devendo este assumir mais claramente a Ride-DF como espa&ccedil;o priorit&aacute;rio de suas a&ccedil;&otilde;es (principalmente de articula&ccedil;&atilde;o e coordena&ccedil;&atilde;o).</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Finalmente, &eacute; necess&aacute;rio advertir que os resultados apontam para uma das facetas da caracteriza&ccedil;&atilde;o dos subcentros, sem, contudo, abarc&aacute;-las por completo. Isto se d&aacute; especialmente porque n&atilde;o houve uma an&aacute;lise qualitativa dos empregos gerados, e mesmo a quest&atilde;o da gest&atilde;o territorial (crit&eacute;rio utilizado pelo IBGE) n&atilde;o foi considerado. Entretanto, o m&eacute;todo utilizado permite evitar que bruscas oscila&ccedil;&otilde;es na quantidade de empregos em pequenos munic&iacute;pios influenciam claramente no resultado final, especialmente considerando-se os munic&iacute;pios de alta densidade de empregos. Conforme brevemente mencionado na se&ccedil;&atilde;o sobre metodologia, o uso de outras medidas pr&oacute;prias da economia e geografia regional n&atilde;o foram empregados por n&atilde;o constitu&iacute;rem o foco do trabalho, o que poder&aacute; ser feito em trabalhos futuros.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>6. Refer&ecirc;ncias bibliogr&aacute;ficas</b></p>     <!-- ref --><p>ALLEN, John; MASSEY, Doreen; COCHRANE, Allan. <i>Rethinking the region</i>. Londres: Routledge, 1998.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1753724&pid=S2182-1267201800020001500001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>ARA&Uacute;JO SOBRINHO, Fernando. <i>Turismo e din&acirc;mica territorial no eixo Bras&iacute;lia - Goi&acirc;nia</i>. 447 f. Tese (Doutorado). Universidade Federal de Uberl&acirc;ndia, Uberl&acirc;ndia, 2008.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1753726&pid=S2182-1267201800020001500002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>BOURNE, Larry. Are new urban forms emerging? Empirical tests for canadian urban areas. <i>The canadian geography</i>, vol. 33, n&ordm; 4, p. 312-328, 1989.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1753728&pid=S2182-1267201800020001500003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>COMPANHIA DE PLANEJAMENTO DO DISTRITO FEDERAL (CODEPLAN). <i>Delimita&ccedil;&atilde;o do espa&ccedil;o metropolitano de Bras&iacute;lia: estudo preliminar para subsidiar a proposta de cria&ccedil;&atilde;o da Regi&atilde;o Metropolitana de Bras&iacute;lia</i>. Bras&iacute;lia: CODEPLAN, 1997.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1753730&pid=S2182-1267201800020001500004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>DARDOT, Pierre; LAVAL, Christian. <i>A nova raz&atilde;o do mundo: ensaio sobre a sociedade neoliberal</i>. S&atilde;o Paulo: Boitempo, 2016.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1753732&pid=S2182-1267201800020001500005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>DUARTE, Carlos Marmolejo; NU&Ntilde;EZ, Carlos Aguirre; LINEROS, Manuel Ruiz. &iquest;Hacia un sistema de metr&oacute;poles espa&ntilde;olas polic&eacute;ntricas?: caracterizaci&oacute;n de su estrutura metropolitana. In: Anals of 6&ordm; International Conference Virtual City and Territory, Cidade do M&eacute;xico, 2010. Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.upcommons.upc.edu/bitstream/handle/2099/12731/01_Marmolejo_Aguirre_Ruiz.pdf" target="_blank">http://www.upcommons.upc.edu/bitstream/handle/2099/12731/01_Marmolejo_Aguirre_Ruiz.pdf</a>. Visto em janeiro de 2018.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1753734&pid=S2182-1267201800020001500006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref -->&nbsp;</p>     <!-- ref --><p>ELIAS, Denise; PEQUENO, Renato. Desigualdades socioespaciais nas cidades do Agroneg&oacute;cio. <i>Revista Brasileira de Estudos Urbanos e Regionais</i>, vol. 9, n&ordm; 1, p. 25-39, 2007.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1753736&pid=S2182-1267201800020001500007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>FREITAG, Patr&iacute;cia Batista. <i>A institucionaliza&ccedil;&atilde;o do planejamento regional de Bras&iacute;lia: o Fundefe e o Pergeb sob a l&oacute;gica da metropoliza&ccedil;&atilde;o</i>. 156f. Disserta&ccedil;&atilde;o (Mestrado). Faculdade de Arquitetura e Urbanismo, Universidade de Bras&iacute;lia, Bras&iacute;lia, 2012.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1753738&pid=S2182-1267201800020001500008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>GARCIA-L&Oacute;PEZ, Miquel-&Agrave;ngel; MU&Ntilde;IZ, Ivan. Employment decentralisation: Polycentricity or scatteration? The case of Barcelona. <i>Urban Studies</i>, v. 47, n. 14, p. 3035-3056, 2010.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1753740&pid=S2182-1267201800020001500009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>GIULIANO, Genevieve; SMALL, Kenneth. Subcenters in the Los Angeles Region. <i>Regional Science and Urban Economics</i>, vol. 119, 1990.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1753742&pid=S2182-1267201800020001500010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>GORDON, Peter; RICHARDSON, Harry. Beyond polycentricity. The dispersed metropolis, Los Angeles, 1970-1990. <i>Journal of the American Planning Association</i>, vol. 62, n&ordm; 3, p. 289-295, 1996.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1753744&pid=S2182-1267201800020001500011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>GRAZIANO DA SILVA, Jos&eacute;. <i>A nova din&acirc;mica da agricultura brasileira</i>. Campinas: Unicamp-IE, 1996.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1753746&pid=S2182-1267201800020001500012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>HEINRICHS, Dirk; NUISSL, Henning; RODR&Iacute;GUEZ SEEGER, CLAUDIA. Dispersi&oacute;n urbana y nuevos desaf&iacute;os para la gobernanza (metropolitana) en Am&eacute;rica Latina: el caso de Santiago de Chile. <i>EURE (Santiago)</i>, v. 35, n. 104, p. 29-46, 2009.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1753748&pid=S2182-1267201800020001500013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTAT&Iacute;STICA (IBGE). <i>Regi&otilde;es de influ&ecirc;ncia das cidades - 2007</i>. Rio de Janeiro: IBGE, 2008. Dispon&iacute;vel em <a href="http://www.ibge.gov.br/home/geociencias/geografia/regic.shtm" target="_blank">http://www.ibge.gov.br/home/geociencias/geografia/regic.shtm</a>. Visto em janeiro de 2018.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1753750&pid=S2182-1267201800020001500014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTAT&Iacute;STICA (IBGE). <i>Estimativas da Popula&ccedil;&atilde;o</i>. Dispon&iacute;vel em: <a href="https://www.sidra.ibge.gov.br/pesquisa/estimapop/tabelas" target="_blank">https://www.sidra.ibge.gov.br/pesquisa/estimapop/tabelas</a>. Visto em janeiro de 2018.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1753752&pid=S2182-1267201800020001500015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>LENCIONI, Sandra. A metamorfose de S&atilde;o Paulo: o an&uacute;ncio de um novo mundo de aglomera&ccedil;&otilde;es difusas. <i>Revista Paranaense de Desenvolvimento</i>, n&ordm; 120, p. 133-148, 2011.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1753754&pid=S2182-1267201800020001500016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>McDONALD, John. The identification of urban employment subcenters. <i>Journal of Urban Economics</i>, n&ordm; 32, p. 242-258, 1987.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1753756&pid=S2182-1267201800020001500017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref -->&nbsp;</p>     <!-- ref --><p>MIGNOT, Dominique; AGUIL&Eacute;RA, Anne. Urban Sprawl, polycentrism and commuting. A comparison of seven French urban areas. <i>Urban Public Economics Review</i>, n&ordm; 001, p. 93-113, 2004.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1753758&pid=S2182-1267201800020001500018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>MINIST&Eacute;RIO DO TRABALHO (MT). <i>Programa de Dissemina&ccedil;&atilde;o das Estat&iacute;sticas do Trabalho &ndash; RAIS</i>. Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.pdet.mte.gov.br/rais?view=default" target="_blank">http://www.pdet.mte.gov.br/rais?view=default</a>. Visto em janeiro de 2018.&nbsp;</p>     <!-- ref --><p>MIRAGAYA, J&uacute;lio. <i>Din&acirc;mica econ&ocirc;mica, migra&ccedil;&otilde;es e integra&ccedil;&atilde;o do territ&oacute;rio no Centro-Oeste: o impacto do eixo Bras&iacute;lia-Goi&acirc;nia</i>. Disserta&ccedil;&atilde;o (Mestrado). Departamento de Geografia, Universidade de Bras&iacute;lia, Bras&iacute;lia, 2003.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1753761&pid=S2182-1267201800020001500020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>MONASTERIO, Leonardo. Indicadores de an&aacute;lise regional e espacial. In: CRUZ, Bruno; FURTADO, Bernardo; MONASTERIO, Leonardo; RODRIGUES J&Uacute;NIOR, Waldery (orgs.). <i>Economia regional e urbana: teorias e m&eacute;todos com &ecirc;nfase no Brasil</i>. Bras&iacute;lia: IPEA, 2010.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1753763&pid=S2182-1267201800020001500021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>M&Uuml;NTER, Angelika. Germany&rsquo;s polycentric metropolitan regions in the world city network. <i>Raumforschung und Raumordnung</i>, v. 69, n. 3, p. 187-200, 2011.</p>     <!-- ref --><p>NIGRIELLO, Andre&iacute;na; PEREIRA, Arnaldo Lu&iacute;s; METRAN, Jeanne. Pontos de articula&ccedil;&atilde;o. <i>Revista dos transportes p&uacute;blicos</i>, ano 25 (4&ordm; trimestre), p. 91-108, 2002.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1753766&pid=S2182-1267201800020001500023&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>QUEIROZ, Eduardo. <i>A forma&ccedil;&atilde;o hist&oacute;rica da regi&atilde;o do Distrito Federal e Entorno: dos munic&iacute;pios-g&ecirc;nese &agrave; presente configura&ccedil;&atilde;o territorial</i>. 135f. Disserta&ccedil;&atilde;o (Mestrado) Departamento de Geografia, Universidade de Bras&iacute;lia, Bras&iacute;lia, 2007.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1753768&pid=S2182-1267201800020001500024&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref -->&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>PAVIANI, Aldo. PeriferizacÌ§aÌƒo Urbana. In: PAVIANI, Aldo (org.). <i>UrbanizacÌ§aÌƒo e MetropolizacÌ§aÌƒo: a gestaÌƒo dos conflitos em BrasiÌlia</i>. BrasiÌlia: EdUnB, Codeplan, 1987.</p>     <!-- ref --><p>SANTOS, Milton. <i>A natureza do espa&ccedil;o: t&eacute;cnica e tempo, raz&atilde;o e emo&ccedil;&atilde;o</i>. S&atilde;o Paulo: EdUSP, 2008 (1996).    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1753771&pid=S2182-1267201800020001500026&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>SOUZA, Sergio Magno Carvalho de. Reestrutura&ccedil;&atilde;o produtiva, produ&ccedil;&atilde;o de subcentros e desigualdades socioespaciais na Ride-DF. 321f. Tese (Doutorado) &ndash; Departamento de Geografia, Universidade de Bras&iacute;lia, Bras&iacute;lia, 2016.&nbsp;</p>     <!-- ref --><p>SOUZA, Sergio Magno Carvalho de. Reestrutura&ccedil;&atilde;o produtiva e metropoliza&ccedil;&atilde;o na Regi&atilde;o Integrada de Desenvolvimento do Distrito Federal e Entorno (Ride-DF). Relativizando a perspectiva da regi&atilde;o deprimida e dependente. Revista Pol&iacute;tica e Planejamento Regional, vol. 3, n. 2, pp. 263-282, 2017a.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1753774&pid=S2182-1267201800020001500028&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>SOUZA, Sergio Magno Carvalho de. Expans&atilde;o metropolitana, agricultura moderna e desigualdades socioespaciais na Ride-DF. Revista Brasileira de Assuntos Regionais e Urbanos, vol. 3, n. 1, p. 71-94, 2017b.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1753776&pid=S2182-1267201800020001500029&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>SUPERINTEND&Ecirc;NCIA DO DESENVOLVIMENTO DO CENTRO-OESTE (SUDECO). <i>Munic&iacute;pios Ride-DF</i>. Dispon&iacute;vel em <a href="http://www.sudeco.gov.br/web/guest/municipios-ride-df" target="_blank">http://www.sudeco.gov.br/web/guest/municipios-ride-df</a>. Visto em janeiro de 2018.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1753778&pid=S2182-1267201800020001500030&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>VELTZ, Pierre. <i>Mondialisation, villes et territoires&nbsp;: l&rsquo;&eacute;conomie d&rsquo;archipel</i>. Paris&nbsp;: PUF, 1996.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a href="#_ftnref1" name="_ftn1">[1]</a> Por &ldquo;agropecu&aacute;ria moderna&rdquo; entende-se aquela que &eacute; resultado da associa&ccedil;&atilde;o do capital, especialmente da alta finan&ccedil;a, com a produ&ccedil;&atilde;o no setor prim&aacute;rio da economia, integrando a este setor outros setores produtivos (como a ind&uacute;stria). No caso brasileiro, tal formato surge a partir da d&eacute;cada de 1960, com a reorganiza&ccedil;&atilde;o do sistema de cr&eacute;dito agr&iacute;cola nacional (GRAZIANO DA SILVA, 1996). Deu-se prefer&ecirc;ncia ao uso dessa terminologia em contraste com a ideia de agroneg&oacute;cio, mais corrente, pois esta, por vezes, padece de uma defini&ccedil;&atilde;o pouco precisa: agroneg&oacute;cio, de forma objetiva, n&atilde;o obrigatoriamente refere-se aos grandes produtores. A ideia de uma agropecu&aacute;ria moderna &eacute; aquela na qual n&atilde;o h&aacute; apenas a mecaniza&ccedil;&atilde;o, mas tamb&eacute;m a integra&ccedil;&atilde;o a um sistema financeiro (a um circuito ampliado) e produtivo maior, em geral de produtores mais capitalizados.</p>     <p><a href="#_ftnref2" name="_ftn2">[2]</a> A linha de evolu&ccedil;&atilde;o da produ&ccedil;&atilde;o do espa&ccedil;o da Ride-DF aqui utilizada &eacute; baseada, com algumas altera&ccedil;&otilde;es, na adotada em Souza (2016). Contrariamente a este trabalho, o presente enfoca mais os processos respons&aacute;veis pela produ&ccedil;&atilde;o do espa&ccedil;o da Ride-DF, e menos a delimita&ccedil;&atilde;o espec&iacute;fica de cada per&iacute;odo.</p>     <p><a href="#_ftnref3" name="_ftn3">[3]</a> Como a&ccedil;&atilde;o de &acirc;mbito regional houve a cria&ccedil;&atilde;o do Fundo de Desenvolvimento do Distrito Federal (Fundefe), cuja atua&ccedil;&atilde;o n&atilde;o se deu articulada &agrave; instrumentos de planejamento regional (FREITAG, 2012).</p>     <p><a href="#_ftnref4" name="_ftn4">[4]</a> &ldquo;Neoliberalismo&rdquo; &eacute; compreendido neste trabalho como sendo o resultado do atual modelo de regula&ccedil;&atilde;o (ou desregula&ccedil;&atilde;o) da economia capitalista, baseado na premissa de um Estado com reduzida capacidade de interven&ccedil;&atilde;o e maior protagonismo de agentes privados. Al&eacute;m desta defini&ccedil;&atilde;o, mais comum, adota-se a perspectiva proposta por Dardot e Laval (2016), no qual o neoliberalismo, mais do que um regime regulat&oacute;rio, torna-se a pr&oacute;pria premissa da sociedade contempor&acirc;nea, na qual a competitividade desce ao n&iacute;vel claro do individual (n&atilde;o mais restrito &agrave;s organiza&ccedil;&otilde;es)&nbsp; e se torna o novo natural.</p>     <p><a href="#_ftnref5" name="_ftn5">[5]</a> Comp&otilde;em a Ride-DF, al&eacute;m do Distrito Federal, os seguintes munic&iacute;pios: Abadi&acirc;nia, &Aacute;gua Fria de Goi&aacute;s, &Aacute;guas Lindas, Alex&acirc;nia, Cabeceiras, Cidade Ocidental, Cocalzinho de Goi&aacute;s, Corumb&aacute; de Goi&aacute;s, Cristalina, Formosa, Luzi&acirc;nia, Mimoso de Goi&aacute;s, Novo Gama, Padre Bernardo, Piren&oacute;polis, Planaltina, Santo Ant&ocirc;nio do Descoberto, Valpara&iacute;so e Vila Boa, no Estado de Goi&aacute;s, e de Una&iacute; e Buritis, no Estado de Minas Gerais. Sobre Cabeceira Grande-MG, a posi&ccedil;&atilde;o atual da Superintend&ecirc;ncia do Desenvolvimento do Centro-Oeste (SUDECO) &eacute; de este, por ter sido criado antes da edi&ccedil;&atilde;o da Lei Complementar n&ordm; 94/1998, n&atilde;o pertence legalmente &agrave; Ride-DF. Neste trabalho, entretanto, tal munic&iacute;pio ser&aacute; considerado como pertencente &agrave; regi&atilde;o, j&aacute; que a pr&oacute;pria composi&ccedil;&atilde;o do mapa dos munic&iacute;pios revela a exist&ecirc;ncia de erro no conte&uacute;do da legisla&ccedil;&atilde;o (o que dever&aacute; ser corrigido futuramente, haja vista a exist&ecirc;ncia de projetos de lei que visam incluir Cabeceira Grande na regi&atilde;o).</p>     <p><a href="#_ftnref6" name="_ftn6">[6]</a> &Eacute; importante mencionar que o trabalho busca analisar a quest&atilde;o da densidade de empregos e n&atilde;o propriamente a forma&ccedil;&atilde;o de subcentros, que corresponde a uma forma e fun&ccedil;&atilde;o do espa&ccedil;o caracterizados por diversas dimens&otilde;es, demandando outros indicadores para sua identifica&ccedil;&atilde;o.</p>     <p><a href="#_ftnref7" name="_ftn7">[7]</a> Uma poss&iacute;vel explica&ccedil;&atilde;o para tal contradi&ccedil;&atilde;o &eacute; a manuten&ccedil;&atilde;o, mesmo em situa&ccedil;&atilde;o de grave d&eacute;ficit fiscal do Governo Federal, das linhas de cr&eacute;dito para o agroneg&oacute;cio, muito por conta de seu muito eficiente lobby pol&iacute;tico junto ao Executivo e Legislativo federais.</p>      ]]></body><back>
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