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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Medidas e escalas de desigualdade de renda em perspectiva]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Studies show that there are different approaches to measuring income inequality. However, there is a lack of empirical analyses realized for different approaches, applied to the same unit of analysis, demonstrating the implications of changing the scale of analysis in its results. From this statement, in this paper, we present different measures of income inequality applied at different scales (city and urban census tracts). The results show that the census tracts with concentrating families of similar income, tend to be less unequal internally and more unequal in the interrelationship with other sectors. It is concluded that the measure of income inequality is sensitive to the scale of analysis. Significant distortions in the income inequality index caused by the change in the scale disfavor the comparisons of the index between different scales, but, at the same time, favor the inference of the degree of intra-urban income inequality.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><b>ARTIGO</b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Medidas e escalas de desigualdade de renda em perspectiva</b></p>     <p><b>Measures and scales of income inequality in perspective</b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Lib&oacute;rio, Mateus</b><sup>1</sup>; <b>Martinuci, Oseias</b><sup>2</sup>; <b>Bernardes, Patr&iacute;cia</b><sup>1</sup>; <b>Ekel, Petr</b><sup>3</sup></p>     <p><sup>1</sup>Pontif&iacute;cia Universidade Cat&oacute;lica de Minas Gerais, Programa de P&oacute;s-gradua&ccedil;&atilde;o em Administra&ccedil;&atilde;o; Av. Ita&uacute;, 525 - Bairro Dom Cabral, 30535-012, Belo Horizonte, Brasil; <a href="mailto:m4th32s@gmail.com">m4th32s@gmail.com</a>; <a href="mailto:patriciabernardes@pucminas.br">patriciabernardes@pucminas.br</a> &nbsp;</p>     <p><sup>2</sup>Universidade Estadual de Maring&aacute;, Centro de Ci&ecirc;ncias Humanas Letras e Artes, Departamento de Geografia; 87020-900, Maring&aacute;, Brasil; <a href="mailto:osmartinuci@uem.br">osmartinuci@uem.br</a></p>     <p><sup>3</sup>Pontif&iacute;cia Universidade Cat&oacute;lica de Minas Gerais, Programa de P&oacute;s-gradua&ccedil;&atilde;o em Engenharia El&eacute;trica; 30535-012, Belo Horizonte, Brasil; <a href="mailto:pekel@superig.com.br">pekel@superig.com.br</a> &nbsp;</p>     <p><b>&nbsp;</b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>RESUMO</b></p>     <p>Estudos mostram que existem diferentes abordagens para se medir a desigualdade de renda. Contudo, faltam an&aacute;lises emp&iacute;ricas que apliquem as diferentes formula&ccedil;&otilde;es a uma mesma unidade de an&aacute;lise, demonstrando as implica&ccedil;&otilde;es da altera&ccedil;&atilde;o da escala de an&aacute;lise nos seus resultados. A partir dessa constata&ccedil;&atilde;o, neste artigo, s&atilde;o apresentadas diferentes medidas de desigualdade de renda aplicadas em diferentes escalas (cidade e setores censit&aacute;rios urbanos). Os resultados sugerem que os setores censit&aacute;rios, ao concentrarem fam&iacute;lias de renda semelhante, tendem a ser menos desiguais internamente e mais desiguais na inter-rela&ccedil;&atilde;o com outros setores. Conclu&iacute;-se que a medida de desigualdade de renda &eacute; sens&iacute;vel &agrave; escala de an&aacute;lise. Distor&ccedil;&otilde;es significativas no &iacute;ndice de desigualdade de renda provocadas pela altera&ccedil;&atilde;o da escala desfavorecem as compara&ccedil;&otilde;es do &iacute;ndice entre diferentesescalas, mas, ao mesmo tempo, favorecem a infer&ecirc;ncia do grau da desigualdade de renda intraurbana</p>     <p><b>&nbsp;</b></p>     <p><b>Palavras-chave</b>: desigualdade de renda, setores censit&aacute;rios, an&aacute;lise multivariada de dados.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>ABSTRACT</b></p>     <p>Studies show that there are different approaches to measuring income inequality. However, there is a lack of empirical analyses realized for different approaches, applied to the same unit of analysis, demonstrating the implications of changing the scale of analysis in its results. From this statement, in this paper, we present different measures of income inequality applied at different scales (city and urban census tracts). The results show that the census tracts with concentrating families of similar income, tend to be less unequal internally and more unequal in the interrelationship with other sectors. It is concluded that the measure of income inequality is sensitive to the scale of analysis. Significant distortions in the income inequality index caused by the change in the scale disfavor the comparisons of the index between different scales, but, at the same time, favor the inference of the degree of intra-urban income inequality.</p>     <p><b>&nbsp;</b></p>     <p><b>Keywords</b>: income inequality, census tracts, multivariate data analysis.</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><b>1. Introdu&ccedil;&atilde;o</b></p>     <p>A desigualdade nas sociedades modernas tem sido um problema recorrentemente debatido. A crise eclodida no mercado americano no ano de 2008 deu um novo impulso &agrave; quest&atilde;o. No per&iacute;odo recente tornaram-se famosas as obras, por exemplo, de Joseph Stieglitz, pr&ecirc;mio Nobel de economia, e de Thomaz Piketty. O primeiro com a obra &ldquo;O pre&ccedil;o da desigualdade&rdquo; e o segundo com &ldquo;Economia da desigualdade&rdquo;. Os argumentos de ambos os autores convergem para o entendimento de que a desigualdade social faz mal tanto para a economia quanto para toda a sociedade e, em &uacute;ltima inst&acirc;ncia para a pr&oacute;pria democracia (Stieglitz, 2016). Esse tema, que costuma opor direita e esquerda, liberais e socialistas, n&atilde;o levanta diverg&ecirc;ncias quanto ao seu car&aacute;ter de injusti&ccedil;a. A diverg&ecirc;ncia est&aacute;, isso sim, na forma de super&aacute;-la (Bobbio, 2011; Piketty, 2015).</p>     <p>Na literatura internacional que trata do tema, o Brasil &eacute; frequentemente elencado como um exemplo de um pa&iacute;s rico que ostenta altos n&iacute;veis de desigualdade econ&ocirc;mica. Apesar dos in&uacute;meros avan&ccedil;os acontecidos desde a promulga&ccedil;&atilde;o da Constitui&ccedil;&atilde;o de 1988, o Brasil continua, ainda, entre os mais desiguais do mundo (Arrecthe, 2015, p. 2). Se por um lado, entre 1988 e 2015, reduziu-se de 35% para menos de 10% a popula&ccedil;&atilde;o brasileira abaixo da linha da pobreza, e 16% nos n&iacute;veis de desigualdade (OXFAM, 2017), por outro lado, de acordo com uma recente publica&ccedil;&atilde;o da PNUD (2017), o Brasil ocupa a 10&ordf; posi&ccedil;&atilde;o no ranking de desigualdade no mundo. V&ecirc;-se que no caso brasileiro, a desigualdade de renda, medida pelas referidas institui&ccedil;&otilde;es, ocupam um lugar de destaque no debate acerca do fen&ocirc;meno da desigualdade social. V&aacute;rios estudos evidenciam a car&aacute;ter complexo e multifacetado da desigualdade social no Brasil, como aqueles reunidos nos livros &ldquo;Trajet&oacute;rias das desigualdades&rdquo;, organizado por Marta Arretche (2015), &ldquo;Exclus&atilde;o social em cidades brasileiras&rdquo;, organizado por Everaldo Santos Melazzo e Raul Borges Guimar&atilde;es (2010), &ldquo;Medidas de cidades&rdquo; de Dirce Koga (2003) e &ldquo;Mapa da exclus&atilde;o social na cidade de S&atilde;o Paulo&rdquo; de Alda&iacute;za Sposati (1996). Em todas essas obras, a renda &eacute; sempre um indicador importante na composi&ccedil;&atilde;o de um quadro mais amplo e complexo do problema da desigualdade social. Diante de in&uacute;meras possibilidades de an&aacute;lise, este trabalho, entretanto, centra a sua preocupa&ccedil;&atilde;o na avalia&ccedil;&atilde;o de medidas de desigualdade de renda aplicadas a diferentes escalas.</p>     <p>A produ&ccedil;&atilde;o acad&ecirc;mica sobre o problema da desigualdade de renda, por sua vez, &eacute; significativa, tanto na escala nacional (Amarante e Colacce, 2018) e estadual (Hoffmann, 2017), quanto na escala intraurbana (Villa&ccedil;a, 2001; Lindo, 2011; Silveira e Muniz, 2014).</p>     <p>Na escala intraurbana, Melazzo e Guimar&atilde;es (2010) e Melazzo, Ferreira e Miyazaki (2003) mostram que a an&aacute;lise das desigualdades a partir renda n&atilde;o &eacute; suficiente para compreender a desigualdade social como um todo. Ao mesmo tempo, estes autores mostram que a desigualdade de renda &eacute; capaz de evidenciar o processo de diferencia&ccedil;&atilde;o das &aacute;reas urbanas, sobretudo o processo de homogeneiza&ccedil;&atilde;o da renda na escala interna (dentro das &aacute;reas) e da diferencia&ccedil;&atilde;o externa (entre &aacute;reas).</p>     <p>Independentemente da escala, estes estudos permitem medir e analisar a desigualdade de renda entre pa&iacute;ses, estados e &aacute;reas intraurbanas ou sua din&acirc;mica temporal, por&eacute;m, se preocupam pouco em medir e analisar a desigualdade de renda entre diferentes escalas, e, logo, em responder: i) em que medida o efeito do processo de homogeneiza&ccedil;&atilde;o da renda na escala intraurbana influencia a medida de desigualdade de renda?; ii) quais as implica&ccedil;&otilde;es desse efeito nas compara&ccedil;&otilde;es de desigualdade de renda em diferentes escalas?</p>     <p>Responder tais quest&otilde;es seria, conforme Castro (2017) um ponto relevante, pois t&atilde;o importante quanto saber que o fenomeno se altera com a escala, &eacute; saber como tais fenomenos mudam e quais s&atilde;o os novos conte&uacute;dos nas novas dimens&otilde;es (que neste caso seria medir o efeito da homegeniza&ccedil;&atilde;o interna nas medidas de desigualdade de renda).</p>     <p>Corroborando com a ideia de que a escala geogr&aacute;fica tem implica&ccedil;&otilde;es nas caracter&iacute;sticas e na din&acirc;mica dos fen&ocirc;menos (Melazzo e Castro, 2015), objetivamos, com este texto, apresentar evid&ecirc;ncias emp&iacute;ricas de que a medi&ccedil;&atilde;o e a an&aacute;lise da desigualdade de renda devem considerar os efeitos que a escala produz neste &iacute;ndice, aprofundando-nos na medida de desigualdade de renda intraurbana (no n&iacute;vel dos setores censit&aacute;rios).</p>     <p>Na medida em que a renda &eacute; um indicador importante do desenho de sistemas de indicadores sociais (Jannuzzi, 2012) e que recebem aten&ccedil;&atilde;o especial em processos de mapeamento e em an&aacute;lises espaciais da desigualdade social intraurbana (Koga, 2003; Melazzo e Guimaraes, 2010), faz-se necess&aacute;rio aprofundar o entendimento de suas caracter&iacute;sticas e de suas altera&ccedil;&otilde;es conforme sua topologia e conforme a escala. Este texto, portanto, procura contribuir para as discuss&otilde;es sobre a dimens&atilde;o da renda, comumente presente em sistemas de indicadores, sobretudo daqueles relacionados &agrave; desigualdade social. Nesse sentido, considerada a complexidade do tema desigualdade social e dado que estamos tratando apenas de uma parte dele, este texto n&atilde;o tem como objetivo esgotar tal discuss&atilde;o, e sim, ao acrescentar a perspectiva da escala, ampliar as discuss&otilde;es &agrave;s quais importem a desigualdade de renda, mais detalhadamente na escala intraurbana.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Para tanto, analisamos e aplicamos modelos para a medi&ccedil;&atilde;o e an&aacute;lise da desigualdade de renda, expostos a seguir, tomando como exemplo, uma cidade de porte m&eacute;dio, a terceira maior do Estado do Paran&aacute;, no Brasil, com popula&ccedil;&atilde;o estimada, em 2018, de mais de 400 mil habitantes, e que exerce importantes fun&ccedil;&otilde;es no &acirc;mbito da rede urbana paranaense, podendo, portanto, tamb&eacute;m ser qualificada como cidade m&eacute;dia.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>2. Medidas de desigualdade de renda</b></p>     <p>Jenkins (1991) observa que a avalia&ccedil;&atilde;o dos resultados de pol&iacute;ticas p&uacute;blicas que procuram maximizar o bem-estar social &eacute;, geralmente, baseada nas informa&ccedil;&otilde;es sobre a distribui&ccedil;&atilde;o de renda (&iacute;ndices de desigualdade). Amartya Sen (1993) acrescenta que a an&aacute;lise da desigualdade de renda deve ser baseada em vari&aacute;veis objetivas, sendo a distribui&ccedil;&atilde;o de renda e a riqueza as mais comuns, e que outras vari&aacute;veis como, por exemplo, padr&atilde;o de vida podem enriquecer as an&aacute;lises.</p>     <p>Melazzo, Ferreira, Miyazaki (2003) alertam que a distribui&ccedil;&atilde;o de renda (s&iacute;mbolo do capital econ&ocirc;mico) pode ser uma medida ampla e adequada para medir a desigualdade de renda, mas n&atilde;o &eacute; mais do que uma entre as muitas vari&aacute;veis que comp&otilde;e a an&aacute;lise multidimensional da desigualdade social. Por exemplo, Jenkins (1991) sugere enriquecer a an&aacute;lise da desigualdade social incluindo a despesa (consumo dom&eacute;stico), ao consider&aacute;-la uma vari&aacute;vel que representa o exerc&iacute;cio efetivo da disponibilidade de renda.</p>     <p>Para se an&aacute;lisar a desigualdade social em suas multiplas dimens&otilde;es &eacute; preciso organizar, sumarizar descrever e relacionar vari&aacute;veis, e por meio da estat&iacute;stica descritiva, medir &iacute;ndices e verificar rela&ccedil;&otilde;es entre vari&aacute;veis (Oliveira, Dalm&ocirc;nica e Silva, 2011). Contudo, a presen&ccedil;a de diferentes tipos de vari&aacute;veis e t&eacute;cnicas de tratamento de dados pode tornar a constru&ccedil;&atilde;o e escolha dos &iacute;ndices de desigualdade social uma tarefa dif&iacute;cil. Al&eacute;m disso, altera&ccedil;&otilde;es na escala geogr&aacute;fica, ao condicionar a maneira de apreender e lidar com o objeto da an&aacute;lise, podem mudar dinamicamente os &iacute;ndices de desigualdade social, pois alteram as pr&oacute;prias condi&ccedil;&otilde;es de produ&ccedil;&atilde;o e circula&ccedil;&atilde;o (Melazzo e Castro, 2015).</p>     <p>Vimos que muitas pesquisa se dedicaram em superar as muitas dificuldades t&eacute;cnicas e metodol&oacute;gicas para tratar os m&uacute;ltiplos dados e vari&aacute;veis que devem compor os &iacute;ndices de desigualdade social. Apesar da import&acirc;ncia destas pesquisas para a compreens&atilde;o da desigualdade social, o efeito das mudan&ccedil;as na altera&ccedil;&atilde;o da escala nos &iacute;ndices de desigualdade social permanece pouco compreendido.</p>     <p>Tomando a desigualdade de renda intraurbana como um exemplo, a homogeneiza&ccedil;&atilde;o a distribui&ccedil;&atilde;o da renda na escala interna (dentro dos sentores censit&aacute;rios) e a heterogeniza&ccedil;&atilde;o da distribui&ccedil;&atilde;o da renda na escala extena (entre dos sentores censit&aacute;rios) (Melazzo e Guimar&atilde;es, 2010) resulta potencialmente em &iacute;ndices de desigualdade de renda contradit&oacute;rios e/ou ineficientes. Primeiro, &eacute; potencialmente contradit&oacute;rio porque evidencia uma igualdade da distribui&ccedil;&atilde;o da renda interna ao mesmo tempo que uma desigualdade da distribui&ccedil;&atilde;o da renda externa. Segundo, &eacute; potencialmente ineficiente porque, ao criar uma distribui&ccedil;&atilde;o de renda em que quase sempre h&aacute; combina&ccedil;&atilde;o de diferentes faixas de renda, pode reduzir artificialmente o &iacute;ndice de desigualdade de renda.</p>     <p>Para analisar os efeitos que a altera&ccedil;&atilde;o da escala produz no &iacute;ndice pretendido, escolhemos a an&aacute;lise do &iacute;ndide de desigualdade de renda porque: i) &eacute;, em compra&ccedil;&atilde;o &agrave; multidimensionalidade dos indides de desigualdade social, mais f&aacute;cil de tratar e analisar; ii) &eacute; tradicionalmente uma das vari&aacute;veis mais utilizadas em pesquisas sobre a desigualdade social; iii) a compreens&atilde;o das mudan&ccedil;as nos ind&iacute;ces de desigualdade de renda permite aprimorar a leitura e a correla&ccedil;&atilde;o com outras dimens&otilde;es e vari&aacute;veis da vida social; iv) fornece elementos para pensar sistemas de indicadores que objetivem estudar as desigualdades sociais, tomadas de maneira ampla, e a segrega&ccedil;&atilde;o socioespacial (Caldeira, 2000; Correa, 1989; Sposito, 2011; Alves, 2018), na qual um dos elementos &eacute; a renda.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Lembra Correa (1989, p. 145) que &ldquo;a segrega&ccedil;&atilde;o &eacute; um processo que origina a tend&ecirc;ncia a uma organiza&ccedil;&atilde;o espacial em &aacute;reas de forte homogeneidade social interna e de forte disparidade social entre elas&rdquo;. A partir disso podemos afirmar que a homogeneidade da composi&ccedil;&atilde;o de rendas numa mesma &aacute;rea e a heterogeneidade entre &aacute;reas, nossa preocupa&ccedil;&atilde;o central, s&atilde;o, por sua vez, elementos indicativos para a compreens&atilde;o da segrega&ccedil;&atilde;o socioespacial, ainda que seja apenas uma parte desta &uacute;ltima.</p>     <p>Os &iacute;ndices de desigualdade de renda podem ser derivados diretamente da curva de Lorenz, pois a renda &eacute; uma escala invariante, e as medidas derivadas da curva de Lorenz herdam essa propriedade (Jenkins, 1991). Em s&iacute;ntese, a curva de Lorenz representa uma distribui&ccedil;&atilde;o relativa de uma vari&aacute;vel em um determinado dom&iacute;nio (Lorenz, 1905).</p>     <p>Neri e Souza (2012) apontam que na an&aacute;lise da desigualdade de renda, a vari&aacute;vel em perspectiva &eacute; o total de rendimento sob o dom&iacute;nio do n&uacute;mero de pessoas, sendo a dimens&atilde;o da desigualdade encontrada na curvatura da curva de Lorenz. Para Jenkins (1991), quando todos t&ecirc;m a mesma renda (igualdade perfeita), a curva de Lorenz seria na verdade uma reta de 45 graus, e quando toda a renda &eacute; de apenas uma pessoa (desigualdade completa), a curva seguiria todo o eixo horizontal. A curva de Lorenz representa a quantidade acumulada da renda em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; quantidade acumulada da popula&ccedil;&atilde;o.</p>     <p>Contudo, Jenkins (1991) destaca que a an&aacute;lise de desigualdade de renda mais comum n&atilde;o &eacute; pela curva de Lorez, e sim pelo coeficiente de Gini. Conforme Neri e Souza (2012), o coeficiente de Gini &eacute; a representa&ccedil;&atilde;o num&eacute;rica de uma fun&ccedil;&atilde;o de bem-estar e retrata uma rela&ccedil;&atilde;o de desigualdade de renda.</p>     <p>Neri e Souza (2012) mostram que o coeficiente de Gini pode variar entre 0 a 1, assumindo valor 0 quando h&aacute; uma igualdade perfeita entre as vari&aacute;veis, e valor 1 quando h&aacute; desigualdade perfeita. O coeficiente de Gini, entre as vari&aacute;veis renda e popula&ccedil;&atilde;o, se aproximar&aacute; de 1 quando houver uma concentra&ccedil;&atilde;o desproporcional da renda em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; popula&ccedil;&atilde;o, podendo ser obtido pela <a href="#fo1">F&oacute;rmula 1</a>.</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="fo1">     <p><img src="/img/revistas/got/n15/n15a13fo1.gif"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>Onde:</p>     <p>G = coeficiente de Gini;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>x&nbsp; = propor&ccedil;&atilde;o acumulada da vari&aacute;vel popula&ccedil;&atilde;o;</p>     <p>y = propor&ccedil;&atilde;o acumulada da vari&aacute;vel renda.</p>     <p>Maio (2007) destaca que o coeficiente de Gini tem sido o m&eacute;todo mais popular de medida de desigualdade de renda. No entanto, existem v&aacute;rios m&eacute;todos alternativos. Massey (2003) complementa que a medida de dissimilaridade, que &eacute; altamente correlacionada com o coeficiente de Gini, tamb&eacute;m &eacute; muito usada para medir a segrega&ccedil;&atilde;o, especialmente em rela&ccedil;&atilde;o ao espa&ccedil;o geogr&aacute;fico.</p>     <p>Alencar, Barroso e Abreu (2013) lembram que quantificar a dissimilaridade e/ou quantificar a similaridade &eacute; medir a dist&acirc;ncia entre elementos, constatar uma correla&ccedil;&atilde;o dentro de um padr&atilde;o, utilizar alguma medida para comparar os elementos, constatar ou n&atilde;o se um elemento (A) &eacute; mais parecido com (B) do que com (C), bem como definir um coeficiente que mensure a dist&acirc;ncia entre os elementos.</p>     <p>Massey (2003) utiliza a medida de dissimilaridade para analisar dados de renda das fam&iacute;lias norte-americanas em diversas escalas (bairros, munic&iacute;pios e estados), durante os per&iacute;odos de 1950 a 2000, relacionando a desigualdade de renda a uma maior concentra&ccedil;&atilde;o da riqueza e/ou pobreza no espa&ccedil;o geogr&aacute;fico. A medida de similaridade ou coeficiente de dissimilaridade &eacute; calculada com base numa matriz de dist&acirc;ncias euclidianas, onde baixos coeficientes de dissimilaridade representam maiores proximidades, semelhan&ccedil;a ou parecen&ccedil;a entre os elementos, podendo os elementos com dist&acirc;ncias euclidianas mais pr&oacute;ximas serem agrupados e visualizados graficamente em esquemas denominados dendrogramas (Alencar, Barroso e Abreu, 2013).</p>     <p>Massey (2003) avalia a dissimilaridade residencial entre ricos e pobres, medindo a dist&acirc;ncia entre as rendas das fam&iacute;lias localizadas nos dois extremos da distribui&ccedil;&atilde;o de renda. Em s&iacute;ntese, esta medi&ccedil;&atilde;o representa o n&uacute;mero relativo de fam&iacute;lias pobres e ricas que teriam de trocar de lugar para se obter uma distribui&ccedil;&atilde;o de renda uniforme.</p>     <p>As medidas de dissimilaridade podem ser obtidas por meio de muitas t&eacute;cnicas e algoritmos. As t&eacute;cnicas hier&aacute;rquicas de agrupamento s&atilde;o vantajosas, especialmente, durante a fase explorat&oacute;ria da an&aacute;lise, pois n&atilde;o exigem a indica&ccedil;&atilde;o do n&uacute;mero de agrupamentos. Al&eacute;m disso, a escolha do m&eacute;todo pode gerar diferentes quantidades de grupos. Por exemplo, se comparados com outros m&eacute;todos, o m&eacute;todo <i>Average Linkage</i> produz grupos mais homog&ecirc;neos, pois utiliza a m&eacute;dia das dist&acirc;ncias entre todos os pares de objetos da matriz de dados para criar a matriz de dist&acirc;ncias, sendo, obviamente, mais apropriado para identificar diferen&ccedil;as entre grupos (Alencar, Barroso e Abreu, 2013).</p>     <p>De modo contr&aacute;rio, altos coeficientes de similaridade (coeficiente de correla&ccedil;&atilde;o) indicam uma maior proximidade ou semelhan&ccedil;a entre os elementos sob an&aacute;lise. Normalmente, os coeficientes de dissimilaridade s&atilde;o mais adequados para as vari&aacute;veis quantitativas, e os de similaridade para as vari&aacute;veis qualitativas, mas alguns coeficientes se adaptam melhor a determinadas situa&ccedil;&otilde;es de estudo e an&aacute;lise (Alencar, Barroso e Abreu, 2013).</p>     <p>A correla&ccedil;&atilde;o &eacute; uma rela&ccedil;&atilde;o estat&iacute;stica que envolve duas ou mais vari&aacute;veis, sendo o coeficiente de correla&ccedil;&atilde;o a medida da rela&ccedil;&atilde;o destas vari&aacute;veis aleat&oacute;rias que pode, ou n&atilde;o, indicar uma rela&ccedil;&atilde;o de depend&ecirc;ncia e/ou causalidade (Gujarati, 2011).</p>     <p>Peters (2013) demonstra que a an&aacute;lise da desigualdade de renda pode ser examinada a partir de correla&ccedil;&otilde;es entre vari&aacute;veis socioecon&ocirc;micas espacializadas, agrupadas ou n&atilde;o, por meio da regress&atilde;o linear. A an&aacute;lise de desigualdade de renda aplicando correla&ccedil;&otilde;es foi a t&eacute;cnica usada por Essletzbichler (2015) e Breau (2014) na identifica&ccedil;&atilde;o da acelera&ccedil;&atilde;o do crescimento da renda acumulada dos 1% mais ricos da popula&ccedil;&atilde;o dos Estados Unidos e das altera&ccedil;&otilde;es nas caracter&iacute;sticas destas popula&ccedil;&otilde;es do Canad&aacute;.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Por exemplo, Peters (2013) correlaciona &iacute;ndices de desigualdade de renda &agrave;s caracter&iacute;sticas das cidades norte-americanas. A desigualdade de renda est&aacute; correlacionada com cidades maiores, mais ricas, com mais altos sal&aacute;rios, servi&ccedil;os especializados em finan&ccedil;as, profissionais de alta qualifica&ccedil;&atilde;o e minera&ccedil;&atilde;o baseada em energia. Por outro, a igualdade est&aacute; correlacionada com cidades com servi&ccedil;os de baixa remunera&ccedil;&atilde;o e/ou qualifica&ccedil;&atilde;o, lazer de baixo custo, educa&ccedil;&atilde;o e servi&ccedil;os de sa&uacute;de de m&eacute;dio custo, atividades de manufatura e economias agr&iacute;colas estagnadas.</p>     <p>A for&ccedil;a da correla&ccedil;&atilde;o das vari&aacute;veis pode ser medida pelo coeficiente de correla&ccedil;&atilde;o &nbsp;que &eacute; obtido pela divis&atilde;o da covari&acirc;ncia de duas vari&aacute;veis pelo produto dos seus desvios padr&atilde;o (Gujarati, 2011). O c&aacute;lculo do coeficiente de correla&ccedil;&atilde;o &eacute; apresentado pela <a href="#fo2">F&oacute;rmula 2</a>:</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="fo2">     <p><img src="/img/revistas/got/n15/n15a13fo2.gif"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>O coeficiente &nbsp;pode variar entre um negativo e um (-1 &nbsp;1). Coeficientes iguais ou pr&oacute;ximos a estes significam uma associa&ccedil;&atilde;o forte entre as vari&aacute;veis, e coeficientes pr&oacute;ximos a zero (0) significam uma associa&ccedil;&atilde;o fraca entre as vari&aacute;veis. De modo geral, coeficientes abaixo de sete d&eacute;cimos negativos e acima de sete d&eacute;cimos (-0,7 &nbsp;0,7) significa que as vari&aacute;veis t&ecirc;m um grau de associa&ccedil;&atilde;o ou depend&ecirc;ncia que pode indicar uma rela&ccedil;&atilde;o de causalidade. Por fim, o sinal positivo ou negativo do coeficiente &nbsp;indica a dire&ccedil;&atilde;o da associa&ccedil;&atilde;o entre as vari&aacute;veis (Hair et al., 2009).</p>     <p>A descri&ccedil;&atilde;o dessa associa&ccedil;&atilde;o ou rela&ccedil;&atilde;o pode ser apresentada atrav&eacute;s de uma fun&ccedil;&atilde;o matem&aacute;tica, sendo a regress&atilde;o a t&eacute;cnica que determina os par&acirc;metros dessa fun&ccedil;&atilde;o (Oliveira, Dalm&ocirc;nica e Silva, 2011).</p>     <p>A regress&atilde;o simples, ou regress&atilde;o bivariada, &eacute; uma t&eacute;cnica que pode ser &uacute;til para prever qual seria o comportamento de uma vari&aacute;vel dependente a partir do conhecimento de uma vari&aacute;vel independente (Hair et al., 2009). Os m&eacute;todos baseados em regress&atilde;o multivariada podem ser &uacute;teis para prever qual seria o comportamento de uma vari&aacute;vel dependente a partir do conhecimento de duas ou mais vari&aacute;veis independentes, permitindo medir e prever a distribui&ccedil;&otilde;es de renda a partir de vari&aacute;veis de popula&ccedil;&atilde;o e de rendimentos (Jenkins, 1991).</p>     <p>Neste sentido, se h&aacute; correla&ccedil;&atilde;o (depend&ecirc;ncia) entre a vari&aacute;vel renda e as vari&aacute;veis relacionadas &agrave;s caracter&iacute;sticas observadas de cada indiv&iacute;duo, esta correla&ccedil;&atilde;o assumir&aacute; a forma de regress&atilde;o linear. Assim, a renda ser&aacute; uma fun&ccedil;&atilde;o das caracter&iacute;sticas de cada indiv&iacute;duo mais um erro que resume os fatores n&atilde;o observ&aacute;veis. Logo, a diferen&ccedil;a da renda entre A e B poder&atilde;o ser obtidas por meio da fun&ccedil;&atilde;o linear que representa as diferen&ccedil;as das caracter&iacute;sticas observadas destes indiv&iacute;duos (Jenkins, 1991).</p>     <p>Al&eacute;m das t&eacute;cnicas citadas, Maio (2007) relaciona outras medidas de desigualdade de renda: coeficiente de varia&ccedil;&atilde;o (desvio padr&atilde;o da distribui&ccedil;&atilde;o de renda pela sua m&eacute;dia); raz&otilde;es de decil (feita tomando-se, por exemplo, a renda obtida pelos 10% das fam&iacute;lias e dividindo-a pela renda obtida pelos 10% mais pobres); &iacute;ndice Robin Hood (dist&acirc;ncia vertical m&aacute;xima da curva de Lorenz &agrave; linha de igualdade); medida de pobreza Sen (incorpora o coeficiente de Gini para pessoas abaixo da linha de pobreza, juntamente com a taxa de incid&ecirc;ncia da pobreza e a renda m&eacute;dia daqueles abaixo da linha de pobreza); e &iacute;ndice de Atkinson (permite uma sensibilidade vari&aacute;vel &agrave;s desigualdades em diferentes partes da distribui&ccedil;&atilde;o de renda).</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>O &iacute;ndice de entropia generalizada, o &iacute;ndice de progressividade kakwani e a propor&ccedil;&atilde;o de renda total auferida tamb&eacute;m s&atilde;o medidas aplic&aacute;veis para an&aacute;lise da desigualdade de renda. Contudo, como mostram Kawachi e Bruce (1997), estas medidas se comportaram de forma muito semelhante e s&atilde;o geralmente fortemente correlacionadas . Por isso, investigamos a curva de Lorenz e coeficiente de Gini em diferentes escalas, nos aprofundando na an&aacute;lise da escala intraurbana aplicando as t&eacute;cnicas de dissimilaridade, correla&ccedil;&atilde;o e regress&atilde;o.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>3. Materiais e m&eacute;todos</b></p>     <p>Nesta pesquisa, s&atilde;o realizados c&aacute;lculos para medir a desigualdade da distribui&ccedil;&atilde;o da renda nas escalas geogr&aacute;ficas do Estado do Paran&aacute;, &Aacute;rea urbana de Maring&aacute; e Setores Censit&aacute;rios Urbanos da cidade de Maring&aacute;, e c&aacute;lculos para compreender em detalhe a desigualdade da distribui&ccedil;&atilde;o da renda intraurbana. A cidade de Maring&aacute; est&aacute; localizada na regi&atilde;o norte do Paran&aacute; (<a href="#f1">Mapa 1</a>) e constitui-se em uma das cidades mais importes do Estado do Paran&aacute; que, conforme os estudos do IBGE (2007, 2017), desempenha importantes pap&eacute;is no ambito da rende urbana.</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="f1">     <p><img src="/img/revistas/got/n15/n15a13f1.gif"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>Ap&oacute;s as etapas de (1) coleta de dados e (2) pr&eacute;-processamento de dados, calculamos a (3) desigualdade de renda pela curva de Lorenz; e (4) desigualdade de renda pelo coeficiente de Gini; em seguida, na escala intraurbana, calculamos: (5) a dissimilaridade da distribui&ccedil;&atilde;o da renda externa (entre setores censit&aacute;rios); (6) a desigualdade de renda interna (dentro dos setores censit&aacute;rios) por correla&ccedil;&atilde;o linear; (7) a fun&ccedil;&atilde;o de desigualdade de renda por regress&atilde;o, por meio dos softwares Ninna Cluster e Microsoft Excel; (8) Ap&oacute;s o tratamento estat&iacute;sitco, passou-se &agrave; espacializa&ccedil;&atilde;os dos dados atrav&eacute;s da representa&ccedil;&atilde;o cartogr&aacute;fica com o uso do <i>software </i>Qgis<i>, </i>com a produ&ccedil;&atilde;o de dois mapas coropl&eacute;ticos, e, por fim; 9) an&aacute;lise dos resultados, quando procuramos fazer alguns apontamos acerca da configura&ccedil;&atilde;o espcial&nbsp; da desigualdade de renda no espa&ccedil;o intraurbano.</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>3.1. Coleta e pr&eacute;-processamento de dados</b></p>     <p>Para a realiza&ccedil;&atilde;o dos c&aacute;lculos foi utilizada a base de microdados agregados, por setor censit&aacute;rio, do Paran&aacute;, do censo 2010 (IBGE, 2010). Em especial, foram utilizadas as Tabelas 6.2 (B&aacute;sico) e 6.21 (arquivo renda da pessoa). No <a href="#t1">Quadro 1</a> s&atilde;o identificadas as vari&aacute;veis da tabela 6.21, consistindo-se no n&uacute;mero e no rendimento total das pessoas de 10 anos ou mais de idade, por faixa de rendimento.</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="t1">     <p><img src="/img/revistas/got/n15/n15a13t1.gif"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>A etapa de pr&eacute;-processamento de dados envolve as a&ccedil;&otilde;es de sele&ccedil;&atilde;o, tratamento e separa&ccedil;&atilde;o dos dados. Na a&ccedil;&atilde;o de sele&ccedil;&atilde;o, apenas os dados que fazem parte da an&aacute;lise s&atilde;o mantidos. No <a href="#t2">Quadro 2</a> s&atilde;o identificados os dados que foram mantidos ou exclu&iacute;dos da tabela 6.1.</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="t2">     <p><img src="/img/revistas/got/n15/n15a13t2.gif"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>Na a&ccedil;&atilde;o de tratamento de dados &eacute; feita a associa&ccedil;&atilde;o das tabelas com os dados selecionados, criando uma tabela que cont&eacute;m apenas as informa&ccedil;&otilde;es e os setores censit&aacute;rios foco da an&aacute;lise. Neste caso, os dados dos setores censit&aacute;rios do estado do Paran&aacute;. Para finalizar a a&ccedil;&atilde;o de estrutura&ccedil;&atilde;o, em alguns casos foi preciso excluir os setores censit&aacute;rios com dados faltantes, representados por &ldquo;X&rdquo;.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Por fim, na a&ccedil;&atilde;o de separa&ccedil;&atilde;o dos dados, a tabela obtida nas a&ccedil;&otilde;es anteriores &eacute; duplicada e filtrada pelo campo &ldquo;nome do munic&iacute;pio&rdquo;, que neste caso foi Maring&aacute;. Como resultado disso, os dados dos setores censit&aacute;rios urbanos da cidade de Maring&aacute;, envolvendo os setores de n&uacute;mero 411520005000001 a 411520015330007, est&atilde;o separados e prontos para os c&aacute;lculos de desigualdade de renda.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>3.2. C&aacute;lculos da desigualdade de renda (Lorenz; Gini; Dissimilaridade; Correla&ccedil;&atilde;o; e Regress&atilde;o)</b></p>     <p>Para encontrarmos a curva de Lorenz e o Coeficiente de Gini foram realizados os seguintes c&aacute;lculos iniciais: renda total por setor censit&aacute;rio; popula&ccedil;&atilde;o por setor censit&aacute;rio; popula&ccedil;&atilde;o total por faixa de rendimento; rendimento total por faixa de rendimento; propor&ccedil;&atilde;o da popula&ccedil;&atilde;o total por faixa de rendimento; propor&ccedil;&atilde;o da renda total por faixa de rendimento; propor&ccedil;&otilde;es acumuladas da renda R e da popula&ccedil;&atilde;o P.</p>     <p>A curva de Lorenz &eacute; elaborada a partir dos pares de valores R x P, ou seja, a propor&ccedil;&atilde;o acumulada da renda total e a propor&ccedil;&atilde;o acumulada da popula&ccedil;&atilde;o, onde o primeiro par de valores representa a faixa de menor renda. Assim, o gr&aacute;fico &eacute; representado no eixo x pelos valores de P e no eixo y os valores de R. Destaca-se que, para fins de compara&ccedil;&atilde;o, utilizamos para os valores de x a distribui&ccedil;&atilde;o da popula&ccedil;&atilde;o do Estado do Paran&aacute;. Por fim, se elabora a curva de igualdade, inserindo no eixo x e y os valores da interpola&ccedil;&atilde;o linear obtida dex_a=a(1/n),a=0,1...,n, onde n &eacute; o n&uacute;mero de valores interpolados (n=9), somando, a cada varia&ccedil;&atilde;o de x o valor de a=0,111.</p>     <p>Com os valores da propor&ccedil;&atilde;o acumulada da vari&aacute;vel popula&ccedil;&atilde;o (P) e da soma propor&ccedil;&atilde;o acumulada da vari&aacute;vel renda (R), obtidos nos c&aacute;lculos iniciais, calculamos o coeficiente de Gini, aplicando a <a href="#fo1">F&oacute;rmula 1</a>. Assim, o coeficiente de Gini se aproximar&aacute; de 1 quando houver uma concentra&ccedil;&atilde;o desproporcional da renda em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; popula&ccedil;&atilde;o, e se aproximar&aacute; de 0 quando houver uma distribui&ccedil;&atilde;o perfeita da renda para a popula&ccedil;&atilde;o.</p>     <p>Com a curva de Lorenz e o coeficiente de Gini pode-se analisar e comparar o comportamento das vari&aacute;veis (faixas de renda) para a mesma unidade de an&aacute;lise (&aacute;rea urbanda de Maring&aacute;) em duas escalas geogr&aacute;ficas distintas (urbana e intraurbana), e observar os efeitos que a altera&ccedil;&atilde;o da escala produz nos &iacute;ndices de desigualdade de renda.</p>     <p>Para compreender o efeito desta altera&ccedil;&atilde;o, analisamos o comportamento da pr&oacute;pria vari&aacute;vel (faixas de renda) dentro do conjunto de dados. Tal comportamento est&aacute; relacionado ao padr&atilde;o da varia&ccedil;&atilde;o da propor&ccedil;&atilde;o popula&ccedil;&atilde;o em cada n&iacute;vel de renda. Para isso, aplicamos as t&eacute;cnicas estat&iacute;sticas de dissemelhan&ccedil;a (agrupamento por dist&acirc;ncia) e semelhan&ccedil;a (correla&ccedil;&atilde;o) para avaliar o comportamento das vari&aacute;veis.</p>     <p>A dissemelhan&ccedil;a entre vari&aacute;veis (faixas de renda) &eacute; calculada a partir da m&eacute;dia das dist&acirc;ncias euclidianas da matriz gerada por meio de algoritmo hier&aacute;rquico. Com isso, cada uma das vari&aacute;veis (faixas de renda) pode ser observada e relacionada com outra vari&aacute;vel a partir da dist&acirc;ncia. Assim, quanto maior a dist&acirc;ncia entre as vari&aacute;veis maior ser&aacute; sua dissemelhan&ccedil;a (diferen&ccedil;a) em rela&ccedil;&atilde;o ao comportamento da vari&aacute;vel. Em s&iacute;ntese, a t&eacute;cnica permite identificar quais as vari&aacute;veis (faixas de renda) t&ecirc;m sua varia&ccedil;&atilde;o de propor&ccedil;&atilde;o de popula&ccedil;&atilde;o diferentes e quais t&ecirc;m um comportamento parecido. Essa identifica&ccedil;&atilde;o &eacute; realizada analisando o gr&aacute;fico de dendrograma (Alencar, Barroso e Abreu, 2013).</p>     <p>Em sentido oposto, a semelhan&ccedil;a do comportamento das vari&aacute;veis &eacute; calculada a partir do coeficiente de correla&ccedil;&atilde;o linear, aplicando a <a href="#fo2">F&oacute;rmula 2</a>. Com isso, um coeficiente R pr&oacute;ximo de +/-1 retratar&aacute; uma forte associa&ccedil;&atilde;o entre duas vari&aacute;veis (faixa de renda), tendo como base o comportamento desse mesmo par de vari&aacute;veis no conjunto dos setores censit&aacute;rios em estudo. De modo contr&aacute;rio, quando R for pr&oacute;ximo de 0 (zero), poderemos afirmar que o comportamento do par de vari&aacute;veis &eacute; fracamente associado, ou que n&atilde;o h&aacute; semelhan&ccedil;a no comportamento das vari&aacute;veis. Para essa an&aacute;lise, consideraremos que valores de R entre 70% a 90% (positivo ou negativo) indicam uma correla&ccedil;&atilde;o forte entre vari&aacute;veis (Hair et al., 2009). Onde valores de R pr&oacute;ximos de +/-1 retratam uma associa&ccedil;&atilde;o forte entre duas faixas de renda, possibilitando identificar se a presen&ccedil;a de uma vari&aacute;vel &alpha; implica na presen&ccedil;a de uma vari&aacute;vel &beta; (+1) ou na aus&ecirc;ncia de uma vari&aacute;vel &omega; (-1). Por outro lado, valores de R pr&oacute;ximos de 0 retratam a inexist&ecirc;ncia de associa&ccedil;&atilde;o entre duas vari&aacute;veis, permitindo afirmar que a presen&ccedil;a da vari&aacute;vel &alpha; n&atilde;o est&aacute; associada &agrave; presen&ccedil;a de &beta; ou &agrave; aus&ecirc;ncia de &omega;.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Assim, analisando cada uma das vari&aacute;veis sob o contexto das hip&oacute;teses de correla&ccedil;&atilde;o acima descritas, conseguimos avaliar as rela&ccedil;&otilde;es entre cada uma das vari&aacute;veis nos setores censit&aacute;rios. Por exemplo, se h&aacute; forte correla&ccedil;&atilde;o entre &alpha; e &beta;, sendo esta positiva, podemos afirmar que a presen&ccedil;a de &alpha; em um setor censit&aacute;rio implica na presen&ccedil;a de &beta;; e caso a correla&ccedil;&atilde;o entre &alpha; e &omega; seja forte e negativa, quanto maior for a presen&ccedil;a de &alpha; no setor censit&aacute;rio, menor ser&aacute; a presen&ccedil;a de &omega;. Em &uacute;ltima an&aacute;lise, se a correla&ccedil;&atilde;o ente &alpha;, &beta; ou &omega; e â„¦ for fraca (R&cong;0), ent&atilde;o poderemos afirmar que a presen&ccedil;a de â„¦ no setor censit&aacute;rio n&atilde;o est&aacute; relacionada com a presen&ccedil;a ou aus&ecirc;ncia das vari&aacute;veis &alpha;, &beta; ou &omega;.</p>     <p>Para verificar a signific&acirc;ncia estat&iacute;stica dos coeficientes de correla&ccedil;&atilde;o, avaliar como as vari&aacute;veis est&atilde;o associadas e mensurar o coeficiente e os pesos dessas associa&ccedil;&otilde;es &eacute; realizada a regress&atilde;o. Neste caso, estas regress&otilde;es e suas vari&aacute;veis s&atilde;o representadas no <a href="#t3">Quadro 3</a>.</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="t3">     <p><img src="/img/revistas/got/n15/n15a13t3.gif"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>Por fim, os resultados obtidos s&atilde;o utilizados para criar as fun&ccedil;&otilde;es de determina&ccedil;&atilde;o da popula&ccedil;&atilde;o por faixa de renda, conforme os dados dos setores censit&aacute;rios.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>4. Resultados e discuss&atilde;o</b></p>     <p>No <a href="#g1">Gr&aacute;fico 1</a> verifica-se a rela&ccedil;&atilde;o das desigualdades de renda em diferentes escalas de observa&ccedil;&atilde;o. O alargamento da curva em dire&ccedil;&atilde;o ao eixo &nbsp;retrata uma concentra&ccedil;&atilde;o de renda. A &aacute;rea entre a curva e a reta de 45 graus mostra a magnitude da desigualdade de renda, tendo como base a distribui&ccedil;&atilde;o da popula&ccedil;&atilde;o do Estado do Paran&aacute;.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p> <a name="g1">     <p><img src="/img/revistas/got/n15/n15a13g1.gif"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>O padr&atilde;o de distribui&ccedil;&atilde;o de renda nos setores sencit&aacute;rios urbanos da cidade de Maring&aacute; &eacute; a curva que mais se aproxima da igualdade. De certo modo, podemos falar que tal distribui&ccedil;&atilde;o de renda esconde desigualdades externas (entre setores censit&aacute;rios).</p>     <p>Portanto, a desigualdade de renda nos setores censit&aacute;rios &eacute; heterog&ecirc;nea (entre setores), ao mesmo tempo que &eacute; homog&ecirc;nea (dentro de si). Esta contradi&ccedil;&atilde;o causa um efeito (distor&ccedil;&atilde;o) de redu&ccedil;&atilde;o no &iacute;ndide de desigualdade de renda e prejudica/impede a compara&ccedil;&atilde;o deste &iacute;ndice de diferentes escalas. Por outro lado, a intensidade desta distor&ccedil;&atilde;o representar&aacute; o grau da desigualdade de renda intraurbana. Em outras palavras, quanto maior for a distor&ccedil;&atilde;o entre as curvas de desigualdade de renda nas escalas urbana e intraurbana, maior ser&aacute; a desigualdade de renda na escala intraurbana. Ou ent&atilde;o, quanto mais pr&oacute;xima forem as curvas de desigualdade, menor ser&aacute; a desigualdade de renda intraurbana.</p>     <p>Isto ocorre porque a curva de Lorenz do munic&iacute;pio e do estado &eacute; baseada em dados de renda agrupados. Agrupando as pessoas conforme sua faixa de renda, concentram-se os iguais e separam-se os desiguais, acentuando e destacando a desigualdade intraurbana. Em outras palavras, seria o mesmo que agrupar as fam&iacute;lias conforme sua renda em locais diferentes. Por isso, o gr&aacute;fico pode n&atilde;o representar adequadamente toda a realidade.</p>     <p>Al&eacute;m disso, &eacute; importante destacar que desigualdade de renda e desigualdade social s&atilde;o conceitos distintos, pois, associamos desigualdade de renda &agrave;s diferen&ccedil;as e pobreza ao n&iacute;vel de renda. Neste sentido, uma menor desigualdade de renda entre setores censit&aacute;rios pode n&atilde;o significar menores n&iacute;veis de desigualdade social, pois a desigualdade social deve envolver vari&aacute;veis para al&eacute;m da vari&aacute;vel de distribui&ccedil;ao da renda. De qualquer modo, a medida de desigualdade de renda calculada pelo coeficiente de Gini retrata a din&acirc;mica das diferen&ccedil;as dos n&iacute;veis de renda dentro dos setores censit&aacute;rios urbanos da cidade de Maring&aacute;. Como &eacute; poss&iacute;vel verificar no <a href="#f2">Mapa 2</a>, os setores classificados como mais desiguais em termos de renda est&atilde;o cont&iacute;guos ao centro da &aacute;rea urbana, indicando uma composi&ccedil;&atilde;o de renda mais heterog&ecirc;nea internamente. Isso quer dizer que a amplitude da renda &eacute; maior, comportando desde os rendimentos mais baixos at&eacute; os mais elevados.</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="f2">     <p><img src="/img/revistas/got/n15/n15a13f2.gif"></p>     
<p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>O <a href="#f3">Mapa 3</a>, por sua vez, como complemento ao primeiro <a href="#f1">mapa</a>, indica que os setores censit&aacute;rios como os mais baixos sal&aacute;rios da cidade n&atilde;o correspondem aos setores com as maiores desigualdades de renda internas. Em complemento, ao que dissemos anteriormente, &eacute; a evid&ecirc;ncia de que desigualdade de renda n&atilde;o se confunde com desigualdade social. Sinteticamente podemos afirmar que no caso de Maring&aacute;, uma cidade m&eacute;dia do interior do estado do Paran&aacute;, os setores mais ricos s&atilde;o os mais heterog&ecirc;neos (com maior desigualdade), enquanto que os setores mais homog&ecirc;neos (com menor desigualdade) correspondem &agrave;queles que concentram a popula&ccedil;&atilde;o com os menores rendimentos. Aqui, portanto, podemos encontrar alguns elementos explicativos para o fato de que a desigualdade de renda em Maring&aacute;, tomada como um todo, &eacute; maior que a desigualdade de renda m&eacute;dia constatada internamente nos setores censit&aacute;rios.</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="f3">     <p><img src="/img/revistas/got/n15/n15a13f3.gif"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>Em contexto, a <a href="#t4">Quadro 4</a> permite comparar os coeficientes de Gini calculados para cada uma das escalas de an&aacute;lise da pesquisa.</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="t4">     <p><img src="/img/revistas/got/n15/n15a13t4.gif"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>O coeficiente de Gini 0,3839 indica que a desigualdade na distribui&ccedil;&atilde;o de renda e pessoas dentro dos setores censit&aacute;rios &eacute; relativamente baixa.</p>     <p>O <a href="#g2">Gr&aacute;fico 2</a> traz os n&iacute;veis de renda mais semelhantes nos setores censit&aacute;rios urbanos de Maring&aacute;. Nesse caso, a semelhan&ccedil;a est&aacute; relacionada &agrave; concentra&ccedil;&atilde;o e o padr&atilde;o de associa&ccedil;&atilde;o de um determinado n&iacute;vel de renda dentro do conjunto de setores censit&aacute;rios.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p> <a name="g2">     <p><img src="/img/revistas/got/n15/n15a13g2.gif"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>Um par de vari&aacute;veis (n&iacute;vel de renda) semelhantes, ou menos distantes entre si, &eacute; que tem uma distribui&ccedil;&atilde;o da popula&ccedil;&atilde;o intra e entre setores tamb&eacute;m parecida. Por exemplo, no conjunto dos setores censit&aacute;rios, a popula&ccedil;&atilde;o da vari&aacute;vel V008 est&aacute; proximamente t&atilde;o concentrada e/ou t&atilde;o distribu&iacute;da quanto a popula&ccedil;&atilde;o da vari&aacute;vel V009. Por outro lado, o Grupo 4 (vari&aacute;veis V004 e V005) tem um comportamento n&atilde;o t&atilde;o semelhante, ou seja, tais vari&aacute;veis possuem um comportamento relativamente diferente. Neste caso, o padr&atilde;o da distribui&ccedil;&atilde;o da popula&ccedil;&atilde;o das vari&aacute;veis do V004 &eacute; diferente do padr&atilde;o de distribui&ccedil;&atilde;o da vari&aacute;vel V005 nesta mesma unidade de an&aacute;lise.</p>     <p>Podemos destacar no gr&aacute;fico que o agrupamento de vari&aacute;veis V008-V009 &eacute; aquele que tem comportamento mais parecido. Isto implica em dizer que as popula&ccedil;&otilde;es nestes n&iacute;veis de renda t&ecirc;m um padr&atilde;o muito parecido &agrave; sua distribui&ccedil;&atilde;o espacial. Al&eacute;m da an&aacute;lise de vari&aacute;veis (faixas de renda), podemos comparar grupos. Assim, o comportamento espacial da vari&aacute;vel G2 (altos n&iacute;veis de renda) pode ser comparado com a vari&aacute;vel V001 (faixa de renda mais baixa), e mostrar que apesar da grande diferen&ccedil;a de renda, estas vari&aacute;veis tem um comportamento espacial semelhante.</p>     <p>Para comprovar a dimens&atilde;o de desigualdade de renda, analisam-se os coeficientes R do <a href="#t5">Quadro 5</a>. Estes coeficientes representam a associa&ccedil;&atilde;o das faixas de renda e sua distribui&ccedil;&atilde;o geogr&aacute;fica (setor censit&aacute;rio). Altos &iacute;ndices de coeficientes R podem ser interpretados como a exist&ecirc;ncia de um padr&atilde;o da distribui&ccedil;&atilde;o de renda dentro dos setores censit&aacute;rios.</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="t5">     <p><img src="/img/revistas/got/n15/n15a13t5.gif"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>Por exemplo, como o valor de R da associa&ccedil;&atilde;o entre V018 e V019 (89%) se aproxima de 1, significa que a presen&ccedil;a de pessoas com renda acima de 20 sal&aacute;rios est&aacute; associada geograficamente (setores censit&aacute;rios) &agrave; presen&ccedil;a de pessoas com rendimento ente 15 e 20 sal&aacute;rios.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Por outro lado, como o valor de R da associa&ccedil;&atilde;o de V011 com V019 (-0,23%) se aproxima de 0 (zero), significa que, considerando o conjunto de setores censit&aacute;rios de Maring&aacute;, a presen&ccedil;a de pessoas com renda acima de 20 sal&aacute;rios n&atilde;o est&aacute; associada geograficamente (setores censit&aacute;rios) a pessoas com renda de at&eacute; 1/8 sal&aacute;rios.</p>     <p>Analisando o padr&atilde;o da distribui&ccedil;&atilde;o de renda entre os estratos de renda mais baixos (V11 com V12 e V13), observamos altos valores de R 72%, 70%, e (V12 com V13) 88% sugerindo que alguns setores censit&aacute;rios s&atilde;o formados majoritariamente por estas tr&ecirc;s faixas de renda. Comparados &agrave; faixa de renda V014, por sua vez, os coeficientes Rcaem significativamente (44%, 57% e 78%).</p>     <p>Neste sentido, tendo os setores censit&aacute;rios de Maring&aacute; como o espa&ccedil;o geogr&aacute;fico de an&aacute;lise da desigualdade de renda, vemos que o padr&atilde;o da distribui&ccedil;&atilde;o de renda &eacute; positivo, mas restrito &agrave;s faixas de renda pr&oacute;ximas. Desta forma, temos um espa&ccedil;o intraurbano formado por setores censit&aacute;rios que s&atilde;o constitu&iacute;dos, majoritariamente, por pessoas de faixas de renda pr&oacute;ximas e pela presen&ccedil;a aleat&oacute;ria de pessoas de faixas de renda distantes. Neste &uacute;ltimo caso, onde existe uma presen&ccedil;a aleat&oacute;ria entre pessoas de rendas distantes, tal associa&ccedil;&atilde;o &eacute; sempre negativa. Assim, mesmo que a rela&ccedil;&atilde;o entre faixas de renda distantes n&atilde;o tenha um padr&atilde;o, quanto maior o n&uacute;mero de pessoas de uma faixa de renda, menor ser&aacute; o n&uacute;mero de pessoas da outra faixa de renda.</p>     <p>As din&acirc;micas pr&oacute;prias da produ&ccedil;&atilde;o do espa&ccedil;o urbano e os agentes que disputam a cidade de modo permanente (Carlos, Souza e Sposito, 2011; Carlos, Santos e Alvarez, 2018) produzem uma morfologia urbana caracterizada pela separa&ccedil;&atilde;o das classes sociais que tem reflexo direto na composi&ccedil;&atilde;o das rendas nos setores censit&aacute;rios. A pr&oacute;pria a&ccedil;&atilde;o do Estado, como um dos agentes importantes no processo de produ&ccedil;ao do espa&ccedil;o urbano, atrav&eacute;s da implementa&ccedil;&atilde;o de pol&iacute;ticas habitacionais (Santo Amore, Shimbo e Rufino, 2015), contribui para produzir maior homogeneidade das rendas no interior dos setores censit&aacute;rios, pelo agrupamento de fam&iacute;lias com rendas semelhantes.</p>     <p>Em s&iacute;ntese, a presen&ccedil;a da homogeneidade interna (concentra&ccedil;&atilde;o de pessoas de faixas de renda pr&oacute;ximas) e da heterogeneidade extena (separa&ccedil;&atilde;o de pessoas de faixas de rendas distantes) &eacute; confirmada tanto pela medida de dissimilaridade quanto pela medida de similaridade.</p>     <p>Por&eacute;m, algumas vezes, a associa&ccedil;&atilde;o entre as vari&aacute;veis acontece por acaso, resultando em coeficientes de correla&ccedil;&atilde;o com baixa signific&acirc;ncia estat&iacute;stica. Al&eacute;m disso, o coeficiente R mostra for&ccedil;a de associa&ccedil;&atilde;o entre as vari&aacute;veis, mas n&atilde;o mostra qual &eacute; esta associa&ccedil;&atilde;o.</p>     <p>Para garantir a consist&ecirc;ncia dos c&aacute;lculos e das an&aacute;lises da desigualdade de renda calculada pelo coeficiente de Gini e pela correla&ccedil;&atilde;o linear, analisamos os resultados da aplica&ccedil;&atilde;o da t&eacute;cnica de regress&atilde;o linear. Estes resultados, contendo as vari&aacute;veis dependentes e independentes, seus respectivos coeficientes de correla&ccedil;&atilde;o R, significa&ccedil;&atilde;o estat&iacute;stica da associa&ccedil;&atilde;o (F de significa&ccedil;&atilde;o) e a signific&acirc;ncia entre as vari&aacute;veis (Valor-p), s&atilde;o apresentados no <a href="#t6">Quadro 6</a>.</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="t6">     <p><img src="/img/revistas/got/n15/n15a13t6.gif"></p>     
<p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Os valores F de significa&ccedil;&atilde;o e P-valores praticamente iguais a 0 (zero), significam que a regress&atilde;o e a signific&acirc;ncia das vari&aacute;veis s&atilde;o expressivas. Em todos os casos, os c&aacute;lculos s&atilde;o estatisticamente v&aacute;lidos. Logo, &eacute; poss&iacute;vel afirmar que os resultados obtidos pela correla&ccedil;&atilde;o linear n&atilde;o ocorrem por acaso. E, a partir das vari&aacute;veis independentes, &eacute; poss&iacute;vel estimar o valor da vari&aacute;vel dependente.</p>     <p>Contudo, para afirmarmos que existe uma associa&ccedil;&atilde;o explicativa entre as vari&aacute;reis, &eacute; preciso que sua correla&ccedil;&atilde;o tamb&eacute;m seja significativa. Neste caso, n&atilde;o observamos correla&ccedil;&otilde;es fortes suficientes nas primeiras 4 tentativas de associa&ccedil;&atilde;o (regress&otilde;es). Em verdade, os coeficientes encontrados, naturalmente, s&atilde;o os mesmos daqueles obtidos no c&aacute;lculo de correla&ccedil;&atilde;o linear. Neste caso, a regress&atilde;o comprova, a partir do F de significa&ccedil;&atilde;o, que a associa&ccedil;&atilde;o entre faixas de renda distantes nos setores censit&aacute;rios, realmente, n&atilde;o acontece. Ou seja, quando as faixas de renda s&atilde;o distantes, quanto pior forem o resultados da associa&ccedil;&atilde;o entre rendas, maior ser&aacute; a desigualdade de renda externa.</p>     <p>Por outro lado, as duas &uacute;ltimas tentativas de associa&ccedil;&atilde;o (regress&otilde;es) t&ecirc;m coeficientes de correla&ccedil;&atilde;o muito significativos, acima de 90%. Logo, &eacute; poss&iacute;vel, por exemplo, estimar V018 (faixa de renda com rendimento de 15 a 20 sal&aacute;rios), com uma probabilidade de 93% de acerto. Neste caso, a quantidade de pessoas V018 do setor censit&aacute;rio escolhido &eacute; uma fun&ccedil;&atilde;o formada pelos valores das vari&aacute;veis (V015, V016, V017 e V019) e seus respectivos coeficientes aprestados no <a href="#t7">Quadro 7</a>.</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="t7">     <p><img src="/img/revistas/got/n15/n15a13t7.gif"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>Seguindo o exemplo, ã€–V_018ã€—_i ou o rendimento total da faixa de renda com rendimento de 15 a 20 sal&aacute;rios, do setor censit&aacute;rio investigado i pode ser estimado pela fun&ccedil;&atilde;o: ã€–V_018ã€—_i=-0,17 ã€–V_015ã€—_i+0,109ã€–V_016ã€—_i+ã€–0,598V_017ã€—_i+ã€–0,319V_019ã€—_i+5545. Onde os coeficientes da equa&ccedil;&atilde;o representam o peso de cada faixa de renda e V_i &eacute; o valor da vari&aacute;vel independente no setor censit&aacute;rio investigado i.</p>     <p>Vale destacar que, as vari&aacute;veis V017 e V011 t&ecirc;m maior peso nas estimativas de V018 e V013, respectivamente. Em outras palavras, o n&uacute;mero de pessoas da faixa de renda com rendimento de 15 a 20 sal&aacute;rios e de mais de 1 at&eacute; 2 sal&aacute;rios (V018 e V013) de um setor censit&aacute;rio investigado i, ser&aacute; obtido, principalmente, pelo n&uacute;mero de pessoas das faixas de renda com rendimento de mais de 10 at&eacute; 15 sal&aacute;rios e de 0 at&eacute; &frac12; sal&aacute;rio (V017 e V011) deste setor censit&aacute;rio, conforme seus respectivos coeficientes 0,60 e 5,91.</p>     <p>Se por um lado, a aplica&ccedil;&atilde;o da regress&atilde;o comprova que as faixas de renda distantes est&atilde;o fracamente associadas dentro dos setores censit&aacute;rios, comprova tamb&eacute;m que esta associa&ccedil;&atilde;o &eacute; inversa, ou, negativa (V015). E, que existe uma associa&ccedil;&atilde;o forte entre faixas de renda pr&oacute;ximas. No contexto, estes resultados sugerem uma forte homogeneidade nos setores censit&aacute;rios ou, em outras palavras, alta igualdade de renda interna. Esta igualdade resulta na separa&ccedil;&atilde;o do espa&ccedil;o urbano, representado pelos setores, das pessoas conforme sua faixa de renda.</p>     <p>Para exemplificar que a separa&ccedil;&atilde;o se d&aacute; conforme a geografia da renda, que concentra no interior de cada &aacute;rea do espa&ccedil;o urbano faixas de renda parecidas, vemos que a correla&ccedil;&atilde;o entre faixas de renda em torno da vari&aacute;vel V013 &eacute; alta e estatisticamente significativa. Mas, que as vari&aacute;veis do entorno de V013 t&ecirc;m como caracter&iacute;stica pessoas de faixa de rendimento baixo. Logo, n&atilde;o encontraremos desigualdade de renda, e sim a concentra&ccedil;&atilde;o de pessoas de baixa renda, e que a determinante da desigualdade de renda &eacute; a presen&ccedil;a ou n&atilde;o de concentra&ccedil;&atilde;o de pessoas de alta renda em outros espa&ccedil;os urbanos.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>5. Conclus&atilde;o</b></p>     <p>An&aacute;lises sobre a desigualdade de renda produzidas pela aplica&ccedil;&atilde;o dos mais diversos m&eacute;todos de medi&ccedil;&atilde;o, t&ecirc;m se dedicado principalmente &agrave; compara&ccedil;&atilde;o das diferen&ccedil;as entre grupos dentro de uma mesma unidade espacial, desconsiderando os efeitos que a escala pode gerar nos &iacute;ndices gerados, e logo, na an&aacute;lise destes &iacute;ndices.</p>     <p>Mostramos que as especificidades das unidades de an&aacute;lise estudadas dificultam a compara&ccedil;&atilde;o dos resultados obtidos por diferentes m&eacute;todos e que a aus&ecirc;ncia de an&aacute;lises da desigualdade de renda dentro dos grupos de an&aacute;lise dificulta a compress&atilde;o de como esses mesmos grupos se distribuem internamente.</p>     <p>Os diferentes m&eacute;todos de medi&ccedil;&atilde;o da desigualdade de renda aplicados para tratar e capturar a natureza das desigualdades de renda intraurbanas produzem, na verdade, resultados relacionados e complementares. De modo geral, a homogeneidade dos setores censit&aacute;rios, ou agrupamento de popula&ccedil;&otilde;es semelhantes em &aacute;reas comuns, tende a reduzir os &iacute;ndices de desigualdade de renda interna. Essa caracter&iacute;stica mostra que a escala influencia na medida de desigualdade de renda.</p>     <p>Essas evid&ecirc;ncias emp&iacute;ricas mostram que altos n&iacute;veis de desigualdade de renda podem ser ocultados &agrave; medida que a escala espacial se altera. Para uma mesma cidade, o n&iacute;vel de desigualdade de renda pode ser reduzido em 19% quando a escala de an&aacute;lise &eacute; alterada (de regi&atilde;o urbana para setores censit&aacute;rios urbanos). Enquanto escalas de an&aacute;lise maiores (estado ou munic&iacute;pio) trazem medidas de desigualdade de renda mais precisas, escalas menores (setores censit&aacute;rios) proporcionam uma melhor vis&atilde;o da distribui&ccedil;&atilde;o da desigualdade de renda.</p>     <p>As distor&ccedil;&otilde;es nos &iacute;ndices de desigualdade de renda provocadas pela altera&ccedil;&atilde;o da escala mostram que a compara&ccedil;&atilde;o destes em diferentes escalas pode gerar an&aacute;lises equivocadas, ao mesmo tempo que a intensidade destas distor&ccedil;&otilde;es pode ser usada para se inferir o grau da desigualdade de renda intraurbana.</p>     <p>Estes resultados podem contribuir para novas discuss&otilde;es sobre a desigualdade de renda no espa&ccedil;o geogr&aacute;fico, especialmente nas cidades brasileiras. Diferen&ccedil;as de renda intrasetoriais n&atilde;o significativas, na medida em que produzem, em contextos urbanos, maiores diferen&ccedil;as de renda intersetoriais, tem potencial para refinar a compreens&atilde;o da desigualdade de renda intraurbana. Esses resultados tamb&eacute;m podem ser considerados na proposi&ccedil;&atilde;o de sistemas de indicadores sociais e associados com &iacute;ndices de desigualdade social multidimensionais em pesquisas futuras em diferentes aplica&ccedil;&otilde;es.</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><b>6. Refer&ecirc;ncias bibliogr&aacute;ficas</b></p>     <!-- ref --><p>ALENCAR, B. J. ; BARROSO, L. C. ; ABREU, J. F. An&aacute;lise Multivariada de Dados no Tratamento da Informa&ccedil;&atilde;o Espacial: uma abordagem com an&aacute;lise de Agrupamentos. <i>Revista Iberoamericana de Sistemas, Cibern&eacute;tica e Inform&aacute;tica</i>, 2013, v.10, n. 2 p. 6-12.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1756774&pid=S2182-1267201800030001300001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>ALVES, G. A. As centralidades perif&eacute;ricas: da segrega&ccedil;&atilde;o socioespacial ao direito &agrave; Cidade. In: CARLOS, A. F. A; SANTOS, C. S; ALVAREZ, I. P. <i>Geografia urbana cr&iacute;tica</i>. Contexto: S&atilde;o Paulo, 2018, p. 109-2124. ISBN 13: 97-885-5200-064-8&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1756776&pid=S2182-1267201800030001300002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>AMARANTE, Ver&oacute;nica; COLACCE, Maira. More unequal or less? A review of global, regional and national income inequality. <i>CEPAL Review</i>, 2018, n. 24, p. 1-30.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1756777&pid=S2182-1267201800030001300003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>ARRETCHE, M. <i>Trajet&oacute;rias das desigualdades</i>. S&atilde;o Paulo: Editora Unesp, 2015. ISBN 97-885-3930-566-7.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1756779&pid=S2182-1267201800030001300004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>BOBBIO, N. <i>Direita e esquerda</i>. S&atilde;o Paulo: Editora Unesp, 2011. ISBN: 978-85-3930-081-5.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1756781&pid=S2182-1267201800030001300005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>BREAU, S&eacute;bastien. The Occupy Movement and the top 1% in Canada. <i>Antipode</i>, 2014, v. 46, n. 1, p. 13-33.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1756783&pid=S2182-1267201800030001300006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>CALDEIRA, T. P. <i>Cidade de muros</i>. S&atilde;o Paulo, Edusp, 2000. ISBN-13: 97-885-7326-188-2.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1756785&pid=S2182-1267201800030001300007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>CARLOS, Ana Fani Alessandri. <i>O lugar no/do mundo.</i> S&atilde;o Paulo: Hucitec, 1996. ISBN 978-85-7506-143-5.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1756787&pid=S2182-1267201800030001300008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>CASTRO, In&aacute; Elias de. O problema da escala. IN: CASTRO, In&aacute; Elias de; GOMES, Paulo Cesar da Costa; CORR&Ecirc;A, Roberto Lobato (Orgs). <i>Geografia: conceitos e temas</i>. Edi&ccedil;&atilde;o 17. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 2017. ISBN 13: 97-885-2860-545-7.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1756789&pid=S2182-1267201800030001300009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>CORREA, Roberto L. <i>O espa&ccedil;o urbano</i>. S&atilde;o Paulo: &Aacute;tica, 1989.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1756791&pid=S2182-1267201800030001300010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>CRUZ LIMA, Ana Carolina; SIM&Otilde;ES, Rodrigo; MONTE-M&Oacute;R, Roberto de Melo Lu&iacute;s. Espa&ccedil;o, cidades e escalas territoriais: novas implica&ccedil;&otilde;es de pol&iacute;ticas de desenvolvimento regional. <i>Economia e Sociedade</i>, Campinas, abr. 2014, v. 23, n. 1 (50), p. 223-242.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1756793&pid=S2182-1267201800030001300011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>DOWBOR, L. O que faz a economia funcionar? Revista de Desenvolvimento e Pol&iacute;ticas P&uacute;blicas, <i>Vi&ccedil;osa</i>, 2017, v. 1, n. 2, p. 154-169.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1756795&pid=S2182-1267201800030001300012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>ESSLETZBICHLER, J&uuml;rgen. The top 1% in US metropolitan areas. <i>Applied Geography</i>, 2015, v. 61, p. 35-46.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1756797&pid=S2182-1267201800030001300013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>GEORGE, Pierre. Questions de morphologie urbaine et d'am&eacute;nagement des villes. In: <i>Annales de G&eacute;ographie. </i>Armand Colin, 1958. p. 57-59.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1756799&pid=S2182-1267201800030001300014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>GUJARATI, Damodar N.; PORTER, Dawn C. <i>Econometria B&aacute;sica-5</i>. Amgh Editora, 2011. ISBN 978-85-6330-832-0.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1756801&pid=S2182-1267201800030001300015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>HAIR, J. F. BLACK, B. BABIN, B. ANDERSON, R. TATAN, R. <i>An&aacute;lise Multivariada de Dados</i>. 6ed. Porto Alegre. Artmed Editora. 2009. ISBN 978-85-7780-402-3.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1756803&pid=S2182-1267201800030001300016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>HOFFMANN, Rodolfo. Medidas de polariza&ccedil;&atilde;o da distribui&ccedil;&atilde;o da renda e sua evolu&ccedil;&atilde;o no Brasil de 1995 a 2013. <i>Economia e Sociedade</i>, 2017, v. 26, n. 1, p. 165-187.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1756805&pid=S2182-1267201800030001300017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>IBGE, Instituto Brasileiro de Geografia e Estat&iacute;stica. <i>Atlas do Censo Demogr&aacute;fico 2010</i>. [online]. Brasil, 2010. [consultado 19 dezembro 2016]. Dispon&iacute;vel na World Wide Web: <a href="http://www.ibge.gov.br" target="_blank">http://www.ibge.gov.br</a>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1756807&pid=S2182-1267201800030001300018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>IBGE, Instituto Brasileiro de Geografia e Estat&iacute;stica. <i>Divis&atilde;o regional do Brasil em regi&otilde;es geogr&aacute;ficas imediatas e regi&otilde;es geogr&aacute;ficas intermedi&aacute;rias</i>. IBGE/Coordena&ccedil;&atilde;o de Geografia: Rio de Janeiro, 2017. ISBN-13: 97-885-2404-418-2&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1756809&pid=S2182-1267201800030001300019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>IBGE, Instituto Brasileiro de Geografia e Estat&iacute;stica. <i>Regi&otilde;es de influ&ecirc;ncia das cidades 2007</i>. IBGE: Rio de Janeiro, 2008. ISBN-10: &nbsp;85-240-0752-4&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1756810&pid=S2182-1267201800030001300020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>JANNUZZI, P. <i>(I)ndicadores sociais no Brasil</i>. 5. ed. S&atilde;o Paulo: Al&iacute;nea, 2012. ISBN-13: 97-885-7516-807-3.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1756811&pid=S2182-1267201800030001300021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>JENKINS, Stephen. The measurement of income inequality. <i>Economic Inequality and Poverty</i>, 1991, p. 3-31.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1756813&pid=S2182-1267201800030001300022&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>KAWACHI, I; BRUCE P. K. The relationship of income inequality to mortality: does the choice of indicator matter? <i>Social science &amp; medicine</i>, 1997, v.45, n.7 p.1121-1127.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1756815&pid=S2182-1267201800030001300023&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>KOGA, D. H. <i>Medidas de cidades: entre territ&oacute;rios de vida e territ&oacute;rios vividos</i>. S&atilde;o Paulo: Cortez, 2003. ISBN-13: 97-885-2490-936-8.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1756817&pid=S2182-1267201800030001300024&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>LINDO, Paula V. de Faria. <i>Geografia e pol&iacute;tica de assist&ecirc;ncia social: territ&oacute;rios, escalas e representa&ccedil;&otilde;es cartogr&aacute;ficas para pol&iacute;ticas p&uacute;blicas</i>. S&atilde;o Paulo: Cultura Acad&ecirc;mica, 2011. ISBN-13: 978-85-7983-196-6.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1756819&pid=S2182-1267201800030001300025&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>LOPES J&Uacute;NIOR; DOS SANTOS, Wilson Martins; DOS SANTOS, Regina C&eacute;lia Bega. Reprodu&ccedil;&atilde;o do espa&ccedil;o urbano e a discuss&atilde;o de novas centralidades. <i>Raega- O Espa&ccedil;o Geogr&aacute;fico em An&aacute;lise,</i> 2010, v. 19.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1756821&pid=S2182-1267201800030001300026&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>LORENZ, Max O. Methods of measuring the concentration of wealth. <i>Publications of the American statistical association</i>, 1905, v. 9, n. 70, p. 209-219.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1756823&pid=S2182-1267201800030001300027&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>MAIO, F.G. Income inequality measures. <i>Journal of Epidemiology &amp; Community Health</i>, 2007, v.61, n.10 p., 849-852.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1756825&pid=S2182-1267201800030001300028&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Massey, D. S.; Fischer, M. J.; Dickens, W. T.; Levy, F. The geography of inequality in the United States, 1950-2000 [with comments]. <i>Brookings-Wharton papers on urban affairs</i>, 2003, p. 1-40.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1756827&pid=S2182-1267201800030001300029&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>MELAZZO, E. S.; FERREIRA, J&uacute;lio; MIYAZAKI, Vitor. Renda e desigualdades no espa&ccedil;o intra-urbano de Presidente Prudente: uma an&aacute;lise emp&iacute;rica dos resultados dos Censos 1991 e 2000. <i>Caderno Prudentino de Geografia</i>, 2003, v.25, p.209-223.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1756829&pid=S2182-1267201800030001300030&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>MELAZZO, E. S.; GUIMAR&Atilde;ES, R. B. Exclus&atilde;o social em cidades brasileiras: um desafio para as pol&iacute;ticas p&uacute;blicas. S&atilde;o Paulo: Editora da UNESP, 2010. ISBN 978-85- 7139-908-2.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1756831&pid=S2182-1267201800030001300031&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>MELAZZO, Everaldo S.; CASTRO, Cloves A. A Escala Geogr&aacute;fica: No&ccedil;&atilde;o, Conceito ou Teoria? <i>Terra Livre</i>, 2015, v. 2, n. 29, p. 133-142.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1756833&pid=S2182-1267201800030001300032&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>NERI, M.; SOUZA, P. H. C. F. <i>A d&eacute;cada inclusiva (2001-2011): desigualdade, pobreza e pol&iacute;ticas de renda</i>. Ipea: Bras&iacute;lia, 2012.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1756835&pid=S2182-1267201800030001300033&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>OLIVEIRA, Antonio Marcos Machado; DALM&Ocirc;NICA, Alice Henrique; SILVA, Mariana Mendes. Representa&ccedil;&atilde;o gr&aacute;fica e cartogr&aacute;fica das desigualdades regionais no &acirc;mbito educacional das escolas p&uacute;blicas no estado de Minas Gerais. <i>Boletim de Geografia</i>, 2011, v. 29, n. 2, p. 75-92.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1756837&pid=S2182-1267201800030001300034&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>OXFAM, Oxford Committee for Famine Relief. <i>A dist&acirc;ncia que nos une: um retrato das desigualdades brasileiras.</i> [Online]. Brief Comunica&ccedil;&atilde;o, 2017. [consultado 06 maio 2018]. Dispon&iacute;vel na World Wide Web: <a href="http://www.oxfam.org.br/sites/default/files/arquivos/Relatorio_A_distancia_que_nos_une.pdf" target="_blank">http://www.oxfam.org.br/sites/default/files/arquivos/Relatorio_A_distancia_que_nos_une.pdf</a>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1756839&pid=S2182-1267201800030001300035&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>PETERS, David J. American income inequality across economic and geographic space, 1970&ndash;2010. <i>Social science research</i>, 2013, v. 42, n. 6, p. 1490-1504.</p>     ]]></body>
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<body><![CDATA[<!-- ref --><p>SILVEIRA, Leonardo Souza; MUNIZ, Jer&ocirc;nimo Oliveira. Intra-and inter-metropolitan variations of racial income inequality. <i>Cadernos Metr&oacute;pole</i>, 2014, v. 16, n. 31, p. 265-289.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1756852&pid=S2182-1267201800030001300042&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>SPOSATI, A. (Coord.) <i>Mapa da exclus&atilde;o/inclus&atilde;o social da cidade de S&atilde;o Paulo</i>. S&atilde;o Paulo: EDUC, 1996. ISBN-13: 978-85-2830-093-2.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1756854&pid=S2182-1267201800030001300043&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>SPOSITO, M. E. B. A produ&ccedil;&atilde;o do espa&ccedil;o urbano: escalas, diferen&ccedil;as e desigualdades socioespaciais. In: CARLOS, A. F. A; SOUZA, M. L; SPOSITO, M. E. B. <i>A produ&ccedil;&atilde;o do espa&ccedil;o urbano: agentes e processos, escalas e desafios</i>. Contexto: S&atilde;o Paulo, 2011, p. 123-145. ISBN-13: 97-885-7244-633-4.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1756856&pid=S2182-1267201800030001300044&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>STIEGLITZ, J. E. <i>O pre&ccedil;o da desigualdade.</i> Lisboa: Bertrand Editora, 2016. ISBN: 9789722525589.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1756858&pid=S2182-1267201800030001300045&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>VILLA&Ccedil;A, Fl&aacute;vio. <i>Espa&ccedil;o intra-urbano no Brasil</i>. S&atilde;o Paulo: Studio nobel, 1998. ISBN-13: 978-85-7553-075-7.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1756860&pid=S2182-1267201800030001300046&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
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