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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Transição epidemiológica e causas externas de mortalidade na região sudeste do Brasil]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[The study present in this paper within the field of population geography, and use the theory of epidemiological transition as a basis. Data from groups of causes of mortality in Brazil (CID-10) made available by the Ministry of Health were analyzed as well as data from the external causes group, of the categories: road traffic accident and aggressions, specifically, states of Southeast region in Brazil. Indicators of proportional mortality by groups of causes, sex ratio, age proportion and sex proportion were calculated with this data. As a result of indicators for the year 2015 it was noted the majority of mortality for degenerative diseases to the detriment of deaths due to infectious and parasitic diseases was observed. Young men presented an excess mortality in relation to deaths by transports accidents and aggressions.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><b>ARTIGO</b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Transi&ccedil;&atilde;o epidemiol&oacute;gica e causas externas de mortalidade na regi&atilde;o sudeste do Brasil</b></p>     <p><b>Epidemiological transition and external causes of mortality at southeast region of Brazil</b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Tavares, Jessica</b><sup>1</sup>; <b>Lovate, Tha&iacute;s</b><sup>1</sup>; <b>Andrade, &Iacute;tala</b><sup>1</sup></p>     <p><sup>1</sup>Universidade Federal do Esp&iacute;rito Santos (UFES) |Centro de Ci&ecirc;ncias Humanas e Naturais (CCHN) |Departamento de Geografia; Av. Fernando Ferrari, 514, Goiabeiras | Vit&oacute;ria - ES/ Brasil. CEP 29075-910; <a href="mailto:jessicamonteirost@gmail.com">jessicamonteirost@gmail.com</a>; <a href="mailto:thais.lovate@gmail.com">thais.lovate@gmail.com</a>; <a href="mailto:italalandrade@outlook.com">italalandrade@outlook.com</a></p>     <p><b>&nbsp;</b></p>     <p><b>RESUMO</b></p>     <p>As reflex&otilde;es presentes neste trabalho se enquadram no campo da geografia da popula&ccedil;&atilde;o, e utilizam a teoria da transi&ccedil;&atilde;o epidemiol&oacute;gica como base. Foram utilizados dados relativos aos grupos de causas de mortalidade no Brasil (CID-10) disponibilizados pelo Departamento de Inform&aacute;tica do SUS bem como dados do grupo de causas externas: acidentes de transporte e agress&otilde;es, especificamente, dos Estados da regi&atilde;o Sudeste do Brasil. Com esses dados calcularam-se os indicadores de raz&atilde;o de sexo, mortalidade proporcional por grupos de causas, propor&ccedil;&atilde;o por idade e propor&ccedil;&atilde;o por sexo. Observou-se, com os resultados dos indicadores para o ano de 2015, o predom&iacute;nio das doen&ccedil;as degenerativas do organismo como maior causa de mortalidade em detrimento dos &oacute;bitos por doen&ccedil;as infecciosas e parasit&aacute;rias. Os homens jovens apresentaram sobremortalidade por acidentes de transportes e agress&otilde;es.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>&nbsp;</b></p>     <p><b>Palavras-chave</b>: transi&ccedil;&atilde;o epidemiol&oacute;gica, mortalidade, causas externas, acidentes de transportes, agress&otilde;es, regi&atilde;o sudeste.</p>     <p><b>&nbsp;</b></p>     <p><b>ABSTRACT</b></p>     <p>The study present in this paper within the field of population geography, and use the theory of epidemiological transition as a basis. Data from groups of causes of mortality in Brazil (CID-10) made available by the Ministry of Health were analyzed as well as data from the external causes group, of the categories: road traffic accident and aggressions, specifically, states of Southeast region in Brazil. Indicators of proportional mortality by groups of causes, sex ratio, age proportion and sex proportion were calculated with this data. As a result of indicators for the year 2015 it was noted the majority of mortality for degenerative diseases to the detriment of deaths due to infectious and parasitic diseases was observed. Young men presented an excess mortality in relation to deaths by transports accidents and aggressions.</p>     <p><b>&nbsp;</b></p>     <p><b>Keywords: </b>epidemiologic transition, mortality, external causes, road traffic accident, aggressions, southeast region.</p>     <p><b>&nbsp;</b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>1. Introdu&ccedil;&atilde;o</b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A mortalidade &eacute; um dos componentes da din&acirc;mica demogr&aacute;fica (juntamente com a natalidade e o saldo migrat&oacute;rio). &Eacute; um fen&ocirc;meno individual e ao mesmo tempo coletivo, reflexo n&atilde;o s&oacute; dos fatores biol&oacute;gicos e gen&eacute;ticos como tamb&eacute;m e, principalmente, do contexto socioecon&ocirc;mico e cultural da popula&ccedil;&atilde;o.&nbsp;</p>     <p>De acordo com Yunes (1991, p.321), "os n&iacute;veis de sa&uacute;de afetam todos os componentes da din&acirc;mica populacional&rdquo;, ou seja, exercem influ&ecirc;ncia sobre a mortalidade, fecundidade e fluxos migrat&oacute;rios. E complementa: "A an&aacute;lise e interpreta&ccedil;&atilde;o dos dados relativos &agrave;s doen&ccedil;as de massa e &agrave; sua erradica&ccedil;&atilde;o sempre se baseiam em dados populacionais." (YUNES, 1991, p.323). Por isso mesmo, esses estudos est&atilde;o diretamente associados &agrave; &aacute;rea da geografia chamada de geografia da popula&ccedil;&atilde;o, que estuda os componentes da din&acirc;mica populacional. Derruau (1973, p. 13) afirma que geografia da popula&ccedil;&atilde;o &eacute;, &ldquo;no entanto, uma geografia, o que quer dizer que, depois de estudar os n&uacute;meros, relaciona-os com outros elementos do complexo geogr&aacute;fico". O autor afirma ainda que "o estudo dos fen&oacute;menos respeitantes &agrave; popula&ccedil;&atilde;o integram-se num feixe de explica&ccedil;&otilde;es: explicam a geografia e por ela s&atilde;o explicados." (DERRUAU, 1973, p. 18).</p>     <p>No campo dos estudos populacionais h&aacute; diversos esfor&ccedil;os na formula&ccedil;&atilde;o de teorias, no entanto, deve-se considerar as estreitas rela&ccedil;&otilde;es entre estes fundamentos dadas a natureza do objeto do qual emergem, a popula&ccedil;&atilde;o. Sendo assim, entendemos que a teoria da transi&ccedil;&atilde;o epidemiol&oacute;gica desenvolve-se paralelamente &agrave; transi&ccedil;&atilde;o demogr&aacute;fica, tecnol&oacute;gica e social que vigora em diferentes partes do mundo.</p>     <p>As mudan&ccedil;as nos padr&otilde;es de morbidade e mortalidade da popula&ccedil;&atilde;o s&atilde;o a principal preocupa&ccedil;&atilde;o da transi&ccedil;&atilde;o epidemiol&oacute;gica. Nessa teoria observa-se a passagem de um est&aacute;gio onde predominavam as mortes causadas por doen&ccedil;as infecciosas e parasit&aacute;rias para um outro, onde prevalecem os &oacute;bitos por doen&ccedil;as degenerativas, cr&ocirc;nico-degenerativas e as causas externas (PRATA, 1992). A primeira fase da transi&ccedil;&atilde;o demogr&aacute;fica corresponde &agrave; queda da taxa de mortalidade que se d&aacute;, em grande parte, por fatores relacionados com a transi&ccedil;&atilde;o epidemiol&oacute;gica. Observa-se portanto, uma rela&ccedil;&atilde;o entre as transi&ccedil;&otilde;es demogr&aacute;fica e epidemiol&oacute;gica, uma vez que, a teoria da transi&ccedil;&atilde;o epidemiol&oacute;gica baseia-se nas mudan&ccedil;as dos padr&otilde;es de sa&uacute;de e suas reverbera&ccedil;&otilde;es demogr&aacute;ficas, econ&ocirc;micas e sociais.</p>     <p>Sabe-se que, nos &uacute;ltimos anos, os indicadores demogr&aacute;ficos da popula&ccedil;&atilde;o brasileira t&ecirc;m passado por intensas modifica&ccedil;&otilde;es (PEREIRA et al., 2015). &Eacute; o caso do aumento da expectativa de vida, redu&ccedil;&atilde;o da taxa de fecundidade, redu&ccedil;&atilde;o da mortalidade infantil e da mortalidade geral por doen&ccedil;as infecto-contagiosas, por exemplo. Esses fatos nos remetem &agrave;s mudan&ccedil;as no padr&atilde;o de vida da popula&ccedil;&atilde;o.</p>     <p>Assim sendo, este trabalho visa apresentar e analisar o n&uacute;mero de casos de mortalidade de acordo com as categorias da Classifica&ccedil;&atilde;o Internacional de Doen&ccedil;as e Problemas Relacionados &agrave; Sa&uacute;de (CID-10) no ano de 2015, da popula&ccedil;&atilde;o dos estados de S&atilde;o Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Esp&iacute;rito Santo, que integram a regi&atilde;o sudeste do Brasil (<a href="#f1">Mapa 1</a>), a mais populosa e com maior taxa de urbaniza&ccedil;&atilde;o do pa&iacute;s (IBGE, 2010), a partir de dados disponibilizados pelo Departamento de Inform&aacute;tica do Sistema &Uacute;nico de Sa&uacute;de (DATASUS).</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="f1">     <p><img src="/img/revistas/got/n15/n15a20f1.gif"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>O objetivo do trabalho &eacute; observar e problematizar o panorama recente da mortalidade em tais estados, tendo em vista a atual fase de transi&ccedil;&atilde;o epidemiol&oacute;gica pela qual atravessa o Brasil. &Agrave; luz desse processo foi feita uma an&aacute;lise entre o n&uacute;mero de casos dos respectivos estados atrav&eacute;s dos valores absolutos, relativos e tamb&eacute;m do c&aacute;lculo dos seguintes indicadores: mortalidade proporcional, distribui&ccedil;&atilde;o et&aacute;ria e raz&atilde;o de sexo entre os grupos de causas. Entre as 22 categorias de causas de mortalidade, foi escolhida a denominada &ldquo;Causas externas&rdquo; para uma an&aacute;lise espec&iacute;fica. Nesta categoria de causas, foram analisadas as duas com maior incid&ecirc;ncia de &oacute;bitos: acidentes de transporte e agress&otilde;es. Tal escolha foi feita pois essas causas destoam do previsto na teoria da transi&ccedil;&atilde;o epidemiol&oacute;gica e apresentaram participa&ccedil;&atilde;o significativa no n&uacute;mero de &oacute;bitos.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Estudos desse tipo s&atilde;o relevantes, pois as mudan&ccedil;as no perfil epidemiol&oacute;gico de uma popula&ccedil;&atilde;o podem influenciar diretamente suas vidas, tanto individual quanto coletivamente, al&eacute;m de serem importantes para direcionar os recursos p&uacute;blicos e a gest&atilde;o, por meio de planejamento de a&ccedil;&otilde;es na &aacute;rea de sa&uacute;de e qualidade de vida, por exemplo, contribuindo na elabora&ccedil;&atilde;o de pol&iacute;ticas p&uacute;blicas eficientes.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>2. Aspectos conceituais</b></p>     <p>Uma an&aacute;lise populacional envolve grande diversidade de fatores que influenciam na forma como cada sociedade vivencia o seu processo de evolu&ccedil;&atilde;o demogr&aacute;fica. Assim, com a finalidade de formular bases para o estudo populacional algumas teorias v&ecirc;m sendo desenvolvidas levando em conta as caracter&iacute;sticas sociais, econ&ocirc;micas e culturais que determinam a forma&ccedil;&atilde;o dos grupos populacionais.</p>     <p>A teoria da transi&ccedil;&atilde;o epidemiol&oacute;gica encontra-se inserida em tal conjunto de fundamentos, a qual emerge paralelamente &agrave; teoria da transi&ccedil;&atilde;o demogr&aacute;fica, tecnol&oacute;gica e social. Conceitualmente, a teoria da transi&ccedil;&atilde;o epidemiol&oacute;gica destaca a complexa mudan&ccedil;a nos padr&otilde;es de sa&uacute;de e de doen&ccedil;as e sobre a intera&ccedil;&atilde;o entre estes padr&otilde;es e as suas consequ&ecirc;ncias demogr&aacute;ficas, econ&ocirc;micas e sociol&oacute;gicas.</p>     <p>A teoria da transi&ccedil;&atilde;o epidemiol&oacute;gica, nesse sentido, volta-se para o entendimento da modifica&ccedil;&atilde;o dos padr&otilde;es de sa&uacute;de e doen&ccedil;as que atingem a popula&ccedil;&atilde;o. Tal teoria observa a mudan&ccedil;a de um padr&atilde;o onde as doen&ccedil;as infecciosas e parasit&aacute;rias ocasionavam altas taxas de mortalidade para um padr&atilde;o em que as doen&ccedil;as degenerativas do organismo tornam-se a maior causa de mortalidade na popula&ccedil;&atilde;o. Dessa forma, entende-se por transi&ccedil;&atilde;o epidemiol&oacute;gica as transforma&ccedil;&otilde;es &ldquo;nos padr&otilde;es de morte, morbidade e invalidez que caracterizam uma popula&ccedil;&atilde;o espec&iacute;fica e que, em geral, ocorrem em conjunto com outras transforma&ccedil;&otilde;es demogr&aacute;ficas, sociais e econ&ocirc;micas&rdquo; (SCHRAMM et al., 2004, p. 898).</p>     <p>Vermelho e Monteiro (2002) afirmam que a transi&ccedil;&atilde;o epidemiol&oacute;gica consiste nas mudan&ccedil;as nos padr&otilde;es de morbilidade e mortalidade de uma comunidade. De acordo com estes autores, essa teoria tem como premissa principal o fato de que a mortalidade e a natalidade s&atilde;o as for&ccedil;as mais importantes da din&acirc;mica demogr&aacute;fica. Isso porque a primeira estabelece a tend&ecirc;ncia e o ritmo das mudan&ccedil;as que ocorrem na maioria das sociedades e a segunda assume a dire&ccedil;&atilde;o quando a mortalidade j&aacute; atingiu n&iacute;veis baixos.</p>     <p>O aumento da expectativa de vida da popula&ccedil;&atilde;o levou a uma mudan&ccedil;a dos grupos de causas de doen&ccedil;as. A popula&ccedil;&atilde;o que sobrevive aos primeiros anos de idade, os de maior fragilidade, t&ecirc;m a possibilidade de atingir idades avan&ccedil;adas, o que acarreta o envelhecimento da popula&ccedil;&atilde;o e a mudan&ccedil;a do grupo de causas de doen&ccedil;as respons&aacute;veis pela mortalidade. Nesse sentido, com o aumento do grupo de pessoas em idade avan&ccedil;ada, as neoplasias e as doen&ccedil;as do sistema circulat&oacute;rio e respirat&oacute;rio passaram a ser o grupo de causas de doen&ccedil;as de maior peso na composi&ccedil;&atilde;o dos &iacute;ndices de mortalidade.</p>     <p>Omran (1971) mencionou que as modifica&ccedil;&otilde;es nos padr&otilde;es de mortalidade ocorrem com diferentes intensidades nos pa&iacute;ses e que a an&aacute;lise de dados individuais de pa&iacute;ses distintos &eacute; importante para revelar as disparidades nos padr&otilde;es de transi&ccedil;&atilde;o epidemiol&oacute;gica. De acordo com o autor, diferen&ccedil;as peculiares no padr&atilde;o, no ritmo, nos determinantes e nas consequ&ecirc;ncias da mudan&ccedil;a populacional diferenciam tr&ecirc;s modelos b&aacute;sicos da transi&ccedil;&atilde;o epidemiol&oacute;gica: o modelo cl&aacute;ssico ou ocidental, o modelo acelerado ou semi-ocidental e o modelo contempor&acirc;neo ou atrasado com as suas varia&ccedil;&otilde;es. Os dois primeiros modelos referem-se a pa&iacute;ses que tiveram o seu decl&iacute;nio na mortalidade antes do s&eacute;culo XX, com a natalidade atingindo n&iacute;veis baixos no modelo cl&aacute;ssico e moderados no semi-ocidental. No modelo retardado o decl&iacute;nio consider&aacute;vel na mortalidade s&oacute; veio a ocorrer no in&iacute;cio do s&eacute;culo XX e o da natalidade, mais ou menos, na metade do s&eacute;culo (VERMELHO; MONTEIRO, 1992).</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Segundo Omran (1971), o "terceiro mundo" est&aacute; sendo significativamente influenciado pela tecnologia m&eacute;dica. O Brasil foi um desses pa&iacute;ses fortemente influenciados pelo controle de doen&ccedil;as por meio dos programas de sa&uacute;de p&uacute;blica e da revolu&ccedil;&atilde;o sanit&aacute;ria. Segundo a pesquisa realizada por Omran (1971), ainda em 1930 as doen&ccedil;as infecciosas e parasit&aacute;rias eram as que mais ocasionaram mortes no pa&iacute;s, enquanto na mesma &eacute;poca pa&iacute;ses desenvolvidos como Inglaterra, Pa&iacute;s de Gales e Jap&atilde;o encontravam-se em fases avan&ccedil;adas do processo de transi&ccedil;&atilde;o, e at&eacute; mesmo o Chile j&aacute; havia iniciado o processo de regress&atilde;o nesse grupo de causas de mortes. A implementa&ccedil;&atilde;o de campanhas de imuniza&ccedil;&atilde;o de sa&uacute;de p&uacute;blica, as obras para o provimento de saneamento b&aacute;sico e as mudan&ccedil;as sociol&oacute;gicas em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; higieniza&ccedil;&atilde;o e &agrave; nutri&ccedil;&atilde;o formaram as bases do in&iacute;cio da transi&ccedil;&atilde;o epidemiol&oacute;gica no Brasil. Entretanto, o processo de transi&ccedil;&atilde;o ocorre de maneira diferenciada tamb&eacute;m entre as regi&otilde;es do pa&iacute;s, como afirmam Prata (1992), Schramm et al. (2004), Vermelho e Monteiro (2002) e Castiglioni (2012). Observa-se que as regi&otilde;es Sudeste e Sul s&atilde;o as mais desenvolvidas no processo de transi&ccedil;&atilde;o epidemiol&oacute;gica e demogr&aacute;fica em rela&ccedil;&atilde;o &agrave;s outras tr&ecirc;s regi&otilde;es brasileiras. Isso pode ocorrer devido &agrave; grande dimens&atilde;o territorial do pa&iacute;s que atua como empecilho ao desenvolvimento econ&ocirc;mico, ao acesso &agrave; informa&ccedil;&atilde;o e &agrave; inser&ccedil;&atilde;o de pol&iacute;ticas p&uacute;blicas.</p>     <p>Schramm et al. (2004), por sua vez, exp&otilde;em que o conceito de transi&ccedil;&atilde;o epidemiol&oacute;gica tem merecido cr&iacute;ticas, uma vez que, a transforma&ccedil;&atilde;o dos padr&otilde;es de sa&uacute;de n&atilde;o obedece aos mesmos par&acirc;metros de sequ&ecirc;ncia, intensidade e velocidade, em diferentes regi&otilde;es. Segundo esses autores, no Brasil a diferencia&ccedil;&atilde;o regional coloca barreiras ao avan&ccedil;o do processo de transi&ccedil;&atilde;o epidemiol&oacute;gica fazendo com que as regi&otilde;es Sul e Sudeste encontram-se em patamares avan&ccedil;ados, a regi&atilde;o centro-oeste em situa&ccedil;&atilde;o intermedi&aacute;ria e as regi&otilde;es Norte e Nordeste atrasadas em rela&ccedil;&atilde;o &agrave;s outras. Destacam que h&aacute; uma sobreposi&ccedil;&atilde;o entre as etapas nas quais predominam as doen&ccedil;as transmiss&iacute;veis e cr&ocirc;nico-degenerativas, assim como a reintrodu&ccedil;&atilde;o de doen&ccedil;as como dengue e c&oacute;lera ou o recrudescimento de outras como mal&aacute;ria, hansen&iacute;ase e leishmaniose (SCHRAMM et al., 2004).</p>     <p>Al&eacute;m dessa sobreposi&ccedil;&atilde;o nas etapas do processo de transi&ccedil;&atilde;o epidemiol&oacute;gica, &eacute; necess&aacute;rio observar o incremento das causas externas de morte que destoam das causas de morte esperadas em est&aacute;gios avan&ccedil;ados da transi&ccedil;&atilde;o epidemiol&oacute;gica. Laurenti (1975) j&aacute; atentava para o fato de que o processo de urbaniza&ccedil;&atilde;o acelerada pelo qual passava os pa&iacute;ses da Am&eacute;rica Latina trouxe s&eacute;rias consequ&ecirc;ncias e criou "problemas para a sa&uacute;de coletiva e para os servi&ccedil;os de assist&ecirc;ncia m&eacute;dica" (p. 240). No per&iacute;odo analisado pelo autor, ele atribui a superioridade do n&uacute;mero de &oacute;bitos por acidente de tr&acirc;nsito da Am&eacute;rica Latina em rela&ccedil;&atilde;o aos Estados Unidos da Am&eacute;rica &agrave; falta de instru&ccedil;&atilde;o de motoristas e pedestres, bem como a precariza&ccedil;&atilde;o das vias de transporte.</p>     <p>Arranz e Gil (2009) ao analisarem o n&uacute;mero de casos de acidentes de transporte na Espanha entre os anos de 1996 e 2002, observaram que apesar do aumento da seguran&ccedil;a dos ve&iacute;culos,&nbsp; o excesso de velocidade e o abuso de &aacute;lcool influenciam consideravelmente no n&uacute;mero de &oacute;bitos em tr&acirc;nsito, principalmente na faixa et&aacute;ria dos 15 aos 29 anos. De acordo com a Spanish National Anti-Drug Campaign (2001), os motoristas alcoolizados s&atilde;o respons&aacute;veis por uma em cada quatro mortes entre os jovens do sexo masculino na faixa et&aacute;ria citada anteriormente na Espanha.&nbsp;</p>     <p>Castiglioni (2012) comenta sobre a sobremortalidade masculina na maioria dos grupos de causas. De acordo com a autora, "as causas externas aparecem como um grupo particular, no qual as chamadas 'mortes violentas' destoam do quadro explicativo que engloba os processos transicionais descritos" (CASTIGLIONI, 2012, p. 2). Segundo ela, essas mortes violentas "apresentam forte grau de diferencia&ccedil;&atilde;o com rela&ccedil;&atilde;o ao sexo decorrente principalmente de fatores comportamentais e culturais" (CASTIGLIONI, 2012, p.15). Perspectiva semelhante pode ser observada em Vermelho e Jorge (1996), quando afirmam que</p>     <blockquote>     <p>[...] o Brasil, e em especial para os grupos de jovens, as mudan&ccedil;as demogr&aacute;ficas associadas aos processos de industrializa&ccedil;&atilde;o e urbaniza&ccedil;&atilde;o, o desenvolvimento tecnol&oacute;gico, as mudan&ccedil;as na estrutura produtiva ... a amplia&ccedil;&atilde;o do mercado de drogas, [...] configuram o novo padr&atilde;o epidemiol&oacute;gico (VERMELHO; JORGE, 1996, p.321).</p> </blockquote>     <p>Por conseguinte, &eacute; importante notar a influ&ecirc;ncia que as revolu&ccedil;&otilde;es tecnol&oacute;gicas e informacionais trouxeram para mudan&ccedil;a de estilo de vida.&nbsp; Al&eacute;m de uma reestrutura&ccedil;&atilde;o no sistema dos n&iacute;veis b&aacute;sico e hospitalar para o diagn&oacute;stico e tratamento das enfermidades, &eacute; necess&aacute;rio que a popula&ccedil;&atilde;o seja orientada preventivamente. Por&eacute;m, cabe ressaltar que n&atilde;o s&oacute; a transi&ccedil;&atilde;o epidemiol&oacute;gica pode aparecer como problema para a sa&uacute;de p&uacute;blica, como tamb&eacute;m as causas externas de morte que passaram a ocupar significativa por&ccedil;&atilde;o do n&uacute;mero de &oacute;bitos como tamb&eacute;m dos gastos hospitalares.</p>     <p>Pereira et al. (2015) fizeram uma descri&ccedil;&atilde;o do processo de transi&ccedil;&atilde;o epidemiol&oacute;gica no Brasil, mostrando as transforma&ccedil;&otilde;es que ocorrem no modelo epidemiol&oacute;gico do pa&iacute;s, com o avan&ccedil;o das causas externas de mortalidade. Essas mudan&ccedil;as s&atilde;o, segundo os autores, decorrentes:</p>     <blockquote>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>n&atilde;o apenas da reemerg&ecirc;ncia ou presen&ccedil;a constante dos casos de doen&ccedil;as infecciosas e parasit&aacute;rias &ndash; se n&atilde;o com casos elevados de mortalidade, mas ainda com casos relevantes de morbidade, detectada pelo sistema de vigil&acirc;ncia epidemiol&oacute;gica e pelos registros ambulatoriais e hospitalares &ndash; como tamb&eacute;m pelo importante crescimento das causas externas, express&atilde;o da viol&ecirc;ncia social em suas diferentes formas (PEREIRA et al., 2015, p. 101-102).<br /> </p> </blockquote>     <p><b>&nbsp;</b></p>     <p><b>&nbsp;2. Aspectos metodol&oacute;gicos</b></p>     <p>Para atender aos objetivos do trabalho foi realizada uma an&aacute;lise descritiva por meio de alguns indicadores de distribui&ccedil;&atilde;o por idade e sexo e algumas propor&ccedil;&otilde;es, utilizando dados disponibilizados pelo Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de por meio do DATASUS para o ano de 2015 no Brasil e nos Estados da regi&atilde;o sudeste (Esp&iacute;rito Santo, Minas Gerais, Rio de Janeiro e S&atilde;o Paulo).</p>     <p>Os dados foram extra&iacute;dos e organizados em tabelas, de acordo com os grupos et&aacute;rios e o sexo. Em seguida, os c&aacute;lculos foram feitos de acordo com o m&eacute;todo de cada indicador. Os resultados ser&atilde;o apresentados por meio de tabelas e gr&aacute;ficos. Cabe ressaltar que nas tabelas e gr&aacute;ficos n&atilde;o constam a causa de morte n&ordm; XIX, por les&otilde;es, envenenamento e algumas outras consequ&ecirc;ncias de causas externas, pois estas n&atilde;o apresentaram nenhum registo. Uma possibilidade &eacute; a de que o grupo de causas constante neste cap&iacute;tulo tenha sido inclu&iacute;do em outro, como o cap&iacute;tulo XX por exemplo (causas externas de morbilidade e mortalidade).</p>     <p>&nbsp;Al&eacute;m disso, vale ressaltar que as causas de mortalidade foram pesquisadas de acordo com o registo por local de resid&ecirc;ncia do falecido pois este &eacute; o mais indicado para o c&aacute;lculo de indicadores, uma vez que o registo por local de ocorr&ecirc;ncia do &oacute;bito apresenta lacunas com rela&ccedil;&atilde;o &agrave; desloca&ccedil;&atilde;o constante realizada pela popula&ccedil;&atilde;o.</p>     <p>Os indicadores s&atilde;o importantes aliados na an&aacute;lise e interpreta&ccedil;&atilde;o de dados sobre popula&ccedil;&atilde;o. Por meio deles &eacute; poss&iacute;vel analisar o envelhecimento populacional, assim como avaliar os avan&ccedil;os ou recuos nas condi&ccedil;&otilde;es de vida da popula&ccedil;&atilde;o, apontar a efic&aacute;cia ou inefic&aacute;cia das pol&iacute;ticas p&uacute;blicas, permitindo assim definir prioridades das pol&iacute;ticas sociais e aloca&ccedil;&atilde;o do dinheiro p&uacute;blico, entre outros usos.</p>     <p>Os indicadores sociais podem ser classificados de acordo com a &aacute;rea tem&aacute;tica da realidade social a qual se referem. Portanto, existem os indicadores educacionais, indicadores de sa&uacute;de, de mercado de trabalho, habitacionais, demogr&aacute;ficos, de seguran&ccedil;a p&uacute;blica, de renda e desigualdade, entre outros (JANNUZZI, 2003). Neste estudo foram utilizados alguns indicadores demogr&aacute;ficos resultantes da distribui&ccedil;&atilde;o por sexo, estrutura et&aacute;ria e volume da popula&ccedil;&atilde;o como raz&atilde;o de sexo, propor&ccedil;&atilde;o de sexo e outros indicadores relacionados com a mortalidade de uma determinada popula&ccedil;&atilde;o num determinado recorte temporal, de acordo com as causas de mortalidade.</p>     <p>O indicador de mortalidade proporcional por grupos de causas (propor&ccedil;&atilde;o) mede a participa&ccedil;&atilde;o relativa dos principais grupos de causas de morte no total de &oacute;bitos. Para calcular a propor&ccedil;&atilde;o por grupo de causa de mortalidade o c&aacute;lculo &eacute; o seguinte:</p>     <p>((&oacute;bitos por cada grupo de causas)/(total de &oacute;bitos))*100</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>O indicador propor&ccedil;&atilde;o por idade mostra a propor&ccedil;&atilde;o de cada faixa et&aacute;ria no grupo total de &oacute;bitos para aquele tipo espec&iacute;fico de causa, ou seja, quanto cada faixa et&aacute;ria representa no total de &oacute;bitos. O c&aacute;lculo &eacute; o seguinte:</p>     <p>((&oacute;bitos por cada faixa et&aacute;ria)/(total de &oacute;bitos))*100</p>     <p>J&aacute; a raz&atilde;o de sexo (RS) &eacute; calculada pela "raz&atilde;o entre o n&uacute;mero de homens e o n&uacute;mero de mulheres em uma popula&ccedil;&atilde;o" (IBGE, 2016a, p. 128). O m&eacute;todo de c&aacute;lculo &eacute; o seguinte:</p>     <p>RS=((&oacute;bitos na popula&ccedil;&atilde;o masculina)/(&oacute;bitos na popula&ccedil;&atilde;o feminina))*100</p>     <p>Essa express&atilde;o representa a rela&ccedil;&atilde;o quantitativa entre os sexos. Se o resultado obtido for igual a 100, o n&uacute;mero de homens e de mulheres &eacute; equivalente; acima de 100, h&aacute; predom&iacute;nio de mortalidade entre homens; abaixo de 100, predom&iacute;nio de mulheres.</p>     <p>A raz&atilde;o de sexo pode ser calculada para as causas totais e tamb&eacute;m por cada grupo de causas, para se obter uma vis&atilde;o mais detalhada da popula&ccedil;&atilde;o em estudo.</p>     <p>O indicador de propor&ccedil;&atilde;o de sexo reflete o percentual de homens ou mulheres no total de &oacute;bitos em determinado per&iacute;odo. &Eacute; calculado da seguinte maneira para determinar a propor&ccedil;&atilde;o geral de homens:</p>     <p>(( total de &oacute;bitos na popula&ccedil;&atilde;o masculina )/(total geral de &oacute;bitos))*100</p>     <p>Para encontrar a propor&ccedil;&atilde;o de mulheres:</p>     <p>(( total de &oacute;bitos na popula&ccedil;&atilde;o feminina )/(total geral de &oacute;bitos))*100</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Os &oacute;bitos ser&atilde;o analisados por resid&ecirc;ncia, ou seja, ser&atilde;o levados em considera&ccedil;&atilde;o, o n&uacute;mero de &oacute;bitos ocorridos, contados segundo o local de resid&ecirc;ncia do falecido, nos anos considerados.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>4.Resultados e discuss&otilde;es</b></p>     <p>Beaujeu-Garnier (1980, p. 3), afirma que "&eacute; fun&ccedil;&atilde;o do ge&oacute;grafo descrever os fatos no contexto de seu ambiente atual, estudando tamb&eacute;m suas causas, suas caracter&iacute;sticas originais e suas poss&iacute;veis consequ&ecirc;ncias". Nesse sentido, ser&atilde;o analisado alguns aspectos relacionados &agrave;s condi&ccedil;&otilde;es de sa&uacute;de e mortalidade da popula&ccedil;&atilde;o brasileira.</p>     <blockquote>     <p>A sa&uacute;de, al&eacute;m de constituir um direito de todos, deve ser encarada tanto como um meio quanto como um objeto do desenvolvimento econ&ocirc;mico e social. As condi&ccedil;&otilde;es de sa&uacute;de p&uacute;blica de um pa&iacute;s, ou de uma regi&atilde;o est&atilde;o intimamente ligadas &agrave; din&acirc;mica populacional de um lado, e aos demais processos econ&ocirc;micos e social, de outro. Estas tr&ecirc;s ordens de vari&aacute;veis devem, sempre que poss&iacute;vel, ser analisadas em conjunto, dadas as rela&ccedil;&otilde;es de m&uacute;tua depend&ecirc;ncia que existem entre elas (YUNES, 1991, p.321).</p> </blockquote>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>4.1.&nbsp; Grupos de causas de mortalidade por resid&ecirc;ncia no Brasil em 2015</b></p>     <p>Entre os grupos de causa de mortalidade no Brasil no ano de 2015, o que mais gerou &oacute;bitos foi o das doen&ccedil;as no aparelho circulat&oacute;rio (27,67%) e entre elas est&atilde;o o enfarte agudo do mioc&aacute;rdio e outras doen&ccedil;as card&iacute;acas e hipertensivas (<a href="#g1">Gr&aacute;fico 1</a>). O segundo grupo de doen&ccedil;as que mais gerou &oacute;bitos foram as neoplasias (tumores), correspondendo a 16,60% do total. De acordo com o Instituto Nacional de C&acirc;ncer (INCA, 2003, p. 1), esse valor &eacute; "resultado de uma tend&ecirc;ncia que tamb&eacute;m ocorre em outros pa&iacute;ses desenvolvidos ou em desenvolvimento. Por ser uma doen&ccedil;a caracter&iacute;stica de popula&ccedil;&otilde;es mais idosas, o c&acirc;ncer passa a vitimar mais pessoas &agrave; medida em que aumenta a longevidade". Esse aumento tamb&eacute;m pode ter rela&ccedil;&atilde;o com a qualidade da alimenta&ccedil;&atilde;o da popula&ccedil;&atilde;o que cada vez mais consome alimentos industrializados e com alto teor de agrot&oacute;xicos, o que &eacute; extremamente preocupante.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p> <a name="g1">     <p><img src="/img/revistas/got/n15/n15a20g1.gif"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p><b>4.2.&nbsp; Grupos de causas de mortalidade por resid&ecirc;ncia no Esp&iacute;rito Santo, Minas Gerais, Rio De Janeiro e S&atilde;o Paulo em 2015</b></p>     <p>As causas de mortalidade nos quatro Estados da regi&atilde;o Sudeste seguem a tend&ecirc;ncia do Brasil, com maior incid&ecirc;ncia das doen&ccedil;as do aparelho circulat&oacute;rio, com &iacute;ndices acima dos 25%; seguidas das neoplasias que, em todos, ultrapassaram os 16%. Em Minas Gerais, Rio de Janeiro e S&atilde;o Paulo as doen&ccedil;as do aparelho respirat&oacute;rio aparecem em terceiro lugar, e as causas externas de mortalidade em quarto. No Esp&iacute;rito Santo, as causas externas ocupam a terceira coloca&ccedil;&atilde;o, com um &iacute;ndice que chega a 16,30%, uma grande diferen&ccedil;a proporcional em rela&ccedil;&atilde;o aos demais Estados. S&atilde;o Paulo, por exemplo, possui um &iacute;ndice de 8,15%, ou seja, a metade do percentual apresentado pelo Esp&iacute;rito Santo. A menor incid&ecirc;ncia nos Estados diz respeito &agrave;s doen&ccedil;as do olho e anexos (<a href="#t1">Tabela 1</a>).</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="t1">     <p><img src="/img/revistas/got/n15/n15a20t1.gif"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>Outro ponto que merece destaque refere-se aos baixos percentuais de mortes causadas por algumas doen&ccedil;as infecciosas e parasit&aacute;rias (menos de 6% em todos os Estados). Antes da transi&ccedil;&atilde;o epidemiol&oacute;gica estas eram as causas da maior parte das mortes. Essa redu&ccedil;&atilde;o das doen&ccedil;as infecciosas e parasit&aacute;rias tem ocorrido paulatinamente no Brasil. Como afirma Prata (1992), na d&eacute;cada de 1930 elas eram respons&aacute;veis por 46% do total de &oacute;bitos da popula&ccedil;&atilde;o, enquanto em 1985 diminuiu para apenas 7%. Os n&uacute;meros demonstram que, apesar desse avan&ccedil;o, muito ainda precisa de ser feito, pois 25.386 pessoas morreram em 2015 no Sudeste em decorr&ecirc;ncia de doen&ccedil;as deste tipo.</p>     <p>Houve diminui&ccedil;&atilde;o tamb&eacute;m no grupo de causas n&ordm; XVI (algumas afec&ccedil;&otilde;es originadas no per&iacute;odo perinatal). Sendo assim, &eacute; poss&iacute;vel dizer que a diminui&ccedil;&atilde;o de &oacute;bitos por esses grupos de causas est&aacute; diretamente relacionada ao avan&ccedil;o na medicina nesse per&iacute;odo, com a realiza&ccedil;&atilde;o de exames mais apurados que permitem a identifica&ccedil;&atilde;o mais precisa das doen&ccedil;as que acometem a popula&ccedil;&atilde;o, al&eacute;m do maior acesso &agrave; assist&ecirc;ncia m&eacute;dica, de maneira geral e aos medicamentos necess&aacute;rios ao tratamento das doen&ccedil;as e a pr&aacute;tica da medicina preventiva.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A ge&oacute;grafa Damiani (1991, p. 32) aponta que entre os principais fatores da redu&ccedil;&atilde;o da mortalidade e do controle das doen&ccedil;as infecto-contagiosas no mundo s&atilde;o os "fatores s&oacute;cio-econ&ocirc;micos, os fatores sanit&aacute;rios e os progressos da medicina", como melhorias nas condi&ccedil;&otilde;es de saneamento b&aacute;sico e do n&iacute;vel de vida em geral, descoberta de analg&eacute;sicos e desenvolvimento de pesquisas. A causa n&ordm; XVIII (sintomas, sinais e achados anormais de exames cl&iacute;nicos e de laborat&oacute;rio n&atilde;o classificados em outra parte) apresentou resultados discrepantes entre os Estados. Como afirma o DATASUS (2008, p. 1), as categorias deste grupo incluem "aqueles sintomas e afec&ccedil;&otilde;es menos bem definidas que, sem que tenha havido o necess&aacute;rio estudo do caso para se estabelecer um diagn&oacute;stico final, podem conduzir com igual possibilidade a duas ou mais doen&ccedil;as diferentes ou a dois ou mais aparelhos do corpo". No Esp&iacute;rito Santo, o &iacute;ndice n&atilde;o chega a 1%, enquanto que em Minas Gerais, ultrapassa os 8%, demonstrando que este &uacute;ltimo Estado necessita de ampliar e aprofundar as investiga&ccedil;&otilde;es sobre as mortes dos pacientes.</p>     <p>Do total de mortes em n&uacute;meros absolutos, 312.711 foram masculinas e 260.953 femininas. Os homens constituem o grupo que mais morre, nas diferentes causas (54,48%), contra 45,46% de mulheres. Os demais constam como sexo ignorado.</p>     <p>Entre os &oacute;bitos da popula&ccedil;&atilde;o residente na regi&atilde;o Sudeste do sexo masculino, a maior parte faleceu por doen&ccedil;as do aparelho circulat&oacute;rio (84.701 homens ou 27,09%), seguidas pelas neoplasias (52.931 homens ou 16,93%) e pelas causas externas (42.572 homens ou 13,61%). Com rela&ccedil;&atilde;o &agrave;s mulheres, a maioria tamb&eacute;m sofreu com doen&ccedil;as do aparelho circulat&oacute;rio (78.770 mulheres ou 30,19%), seguidas das neoplasias (46.980 mulheres ou 18%) e das doen&ccedil;as do aparelho respirat&oacute;rio (36.541 mulheres ou 14%), como pode-se observar no <a href="#g2">Gr&aacute;fico 2</a>.</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="g2">     <p><img src="/img/revistas/got/n15/n15a20g2.gif"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>A an&aacute;lise do indicador raz&atilde;o de sexo demonstra que os homens do Sudeste morrem de causas externas em quantidade muito superior &agrave;s mulheres (raz&atilde;o de sexo igual a 363,4). Ou seja, por cada 100 mulheres, morrem 363,4 homens. As doen&ccedil;as do olho e anexos s&atilde;o a segunda causa que mais diferencia a mortalidade entre homens e mulheres na regi&atilde;o como um todo: por cada 100 mulheres, morrem 233,3 homens. Em seguida, aparecem as doen&ccedil;as do ouvido e da ap&oacute;fise mastoide e os transtornos mentais e comportamentais. Cabe ressaltar que o uso de drogas e a ingest&atilde;o de bebidas alco&oacute;licas s&atilde;o enquadrados como transtornos mentais. As doen&ccedil;as end&oacute;crinas nutricionais e metab&oacute;licas, as de pele e do tecido subcut&acirc;neo, as do sistema osteomuscular e tecido conjuntivo e as do aparelho geniturin&aacute;rio, por sua vez, atingem mais as mulheres. A raz&atilde;o de sexo das mortes na gravidez, parto e puerp&eacute;rio &eacute; igual a zero, pois s&oacute; atingem as mulheres.</p>     <p>De modo geral, estes dados demonstram que as doen&ccedil;as que eram as maiores causadoras de morte antes da transi&ccedil;&atilde;o epidemiol&oacute;gica deram lugar &agrave;quelas &ldquo;pr&oacute;prias da idade&rdquo;, o que reflete o envelhecimento populacional, pois as pessoas idosas tendem a adquirir doen&ccedil;as cr&ocirc;nico-degenerativas que as levam &agrave; morte. Anteriormente, muitos morriam por doen&ccedil;as infecciosas em idades mais jovens, sendo este um dos fatos que ocasionava a baixa expectativa de vida brasileira, de 33,4 anos para os homens e 34,6 para as mulheres, em 1910 (IBGE, 2003). Em 2015, a expectativa de vida da popula&ccedil;&atilde;o brasileira j&aacute; havia passado para 75,5 anos (IBGE, 2016b).</p>     <p>Este fato pode ser percebido por meio da verifica&ccedil;&atilde;o da distribui&ccedil;&atilde;o por faixa et&aacute;ria das mortes causadas por neoplasias no Sudeste em 1996 e 2015, que teve um aumento substancial entre as pessoas com mais de 50 anos, conforme consta no <a href="#g3">Gr&aacute;fico 3</a>. Utilizamos o ano de 1996, pois as declara&ccedil;&otilde;es de &oacute;bito passaram a ser codificadas utilizando-se a 10&ordf; Revis&atilde;o da Classifica&ccedil;&atilde;o Internacional de Doen&ccedil;as, conhecida como CID-10, sendo que, at&eacute; ent&atilde;o, era utilizada a 9&ordf; Revis&atilde;o (CID-9).</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="g3">     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><img src="/img/revistas/got/n15/n15a20g3.gif"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>Al&eacute;m das doen&ccedil;as cr&ocirc;nicas e degenerativas, merecem destaque as causas externas de morbilidade e mortalidade que, como j&aacute; exposto, encontram-se entre as quatro causas que mais levam a &oacute;bito no Sudeste. As chamadas "mortes violentas" (CASTIGLIONI, 2012), que enquadram-se nessa modalidade, diferem dos demais tipos de causas externas por suas caracter&iacute;sticas espec&iacute;ficas. Duarte e Barreto (2012) apontam que:</p>     <blockquote>     <p>O crescimento da viol&ecirc;ncia representa um dos maiores e mais dif&iacute;ceis desafios do novo perfil epidemiol&oacute;gico do Brasil. [...] O aumento da mortalidade por causas externas, observado a partir da d&eacute;cada de 1980, deve-se principalmente aos homic&iacute;dios (com 52 mil &oacute;bitos em 2010) e aos acidentes de transporte terrestre (com 42,5 mil &oacute;bitos em 2010), com destaque em grandes centros urbanos (DUARTE; BARRETO, 2012, p. 531).</p> </blockquote>     <p>A maioria das causas deste grupo decorre das particularidades e dos problemas socioecon&ocirc;micos e culturais presentes, sobretudo nas grandes aglomera&ccedil;&otilde;es urbanas, e, nesse contexto, percebe-se a import&acirc;ncia do Ordenamento Territorial, entendido por Oliveira (2002) apud Papudo (2007) &ldquo;como todo o acto de estabelecer pol&iacute;ticas direccionadas para a garantia do equil&iacute;brio das condi&ccedil;&otilde;es de vida nas diferentes partes de um determinado territ&oacute;rio, isto &eacute;, s&atilde;o todos os actos p&uacute;blicos orientados para a obten&ccedil;&atilde;o de uma qualidade de vida digna&rdquo; (p.36).</p>     <p>Os estados do Sudeste apresentam conhecidos e elevados &iacute;ndices de mortes violentas. Adorno (2002, p. 89) afirma que "as taxas de criminalidade violenta no Brasil em cidades como Rio de Janeiro e S&atilde;o Paulo, s&atilde;o superiores inclusive &agrave;s taxas de algumas metr&oacute;poles norte-americanas". Nesse sentido, vale discutir e aprofundar as an&aacute;lises dessas mortes no contexto dessa regi&atilde;o, que &eacute; a mais urbanizada do pa&iacute;s.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>4.3. Causas externas de mortalidade na regi&atilde;o sudeste </b></p>     <p>As mortes por causas externas s&atilde;o ocasionadas por causas intencionais ou n&atilde;o intencionais. Cabe ressaltar que, al&eacute;m das causas diretamente relacionadas com as mortes violentas como um todo, nesse grupo tamb&eacute;m se encontram as causas que se relacionam com o processo de envelhecimento da popula&ccedil;&atilde;o como as quedas, por exemplo.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>De acordo com a nota t&eacute;cnica sobre mortalidade do DATASUS, essas causas podem ser: acidentes de transporte, les&otilde;es auto provocadas voluntariamente (como o suic&iacute;dio, por exemplo), agress&otilde;es, eventos (fatos) cuja inten&ccedil;&atilde;o &eacute; indeterminada, interven&ccedil;&otilde;es legais e opera&ccedil;&otilde;es de guerra e outras causas externas, complica&ccedil;&otilde;es de assist&ecirc;ncia m&eacute;dica e cir&uacute;rgica, sequelas de causas externas de morbilidade e de mortalidade, fatores suplementares relacionados com as causas de morbilidade e de mortalidade classificados em outra parte.</p>     <p>Reitera-se que no Estado do Esp&iacute;rito Santo, no ano de 2015, as causas externas aparecem como a terceira maior causa de morte, perdendo apenas para as doen&ccedil;as do aparelho circulat&oacute;rio e neoplasias. Nos demais Estados da regi&atilde;o Sudeste, estas aparecem como a quarta maior causa de morte, pois perdem a posi&ccedil;&atilde;o para as doen&ccedil;as do aparelho respirat&oacute;rio.</p>     <p>A distribui&ccedil;&atilde;o por sexo do total de mortes por causas externas em todos os Estados do Sudeste em 2015, evidencia que os homens s&atilde;o os que mais morrem por causas externas. Em n&uacute;meros absolutos isso representa uma diferen&ccedil;a de mais de 30 mil falecimentos. Em Minas Gerais e no Esp&iacute;rito Santo, os &oacute;bitos masculinos representam 80% de todas as mortes. No Rio de Janeiro e em S&atilde;o Paulo chegam a 76% e 78%, respectivamente. Esse fato est&aacute; diretamente relacionado com as diferen&ccedil;as comportamentais e de estilo de vida entre homens e mulheres. Homens, geralmente, s&atilde;o os que mais se exp&otilde;e &agrave; situa&ccedil;&otilde;es de risco, s&atilde;o mais aventureiros e audaciosos, al&eacute;m do fato de buscarem menos os servi&ccedil;os de sa&uacute;de do que as mulheres, como afirmam Gomes et al. (2007). Os &iacute;ndices de mortalidade, portanto, s&atilde;o influenciados por essas diferen&ccedil;as entre os sexos, principalmente por quest&otilde;es de socializa&ccedil;&atilde;o masculina.</p>     <p>Em rela&ccedil;&atilde;o &agrave;s classifica&ccedil;&otilde;es, as mortes por agress&otilde;es e acidentes de transporte s&atilde;o as predominantes entre as causas externas em todos os Estados (<a href="#g4">Gr&aacute;fico 4</a>). Vale ressaltar que em alguns deles predominou o grande grupo &ldquo;Outras causas externas de les&otilde;es acidentais&rdquo;, todavia, esta categoria agrupa, como o pr&oacute;prio nome diz, v&aacute;rias causas que provocaram les&otilde;es. Sendo assim, para este estudo, foram selecionados os dois grupos espec&iacute;ficos de causas externas de mortalidade no estado do Esp&iacute;rito Santo, Minas Gerais, Rio de Janeiro e S&atilde;o Paulo no ano de 2015 segundo as vari&aacute;veis sexo e faixa et&aacute;ria.</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="g4">     <p><img src="/img/revistas/got/n15/n15a20g4.gif"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>Nesse sentido, s&atilde;o aprofundadas nos itens seguintes as an&aacute;lises sobre as duas principais causas externas de morbidade e mortalidade: acidentes de transporte e agress&otilde;es.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>4.3.1.&nbsp; Acidentes de transporte</b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Acidente de transporte &eacute; todo aquele que envolve um ve&iacute;culo destinado, ou usado no momento do acidente, principalmente para o transporte de pessoas ou de mercadorias de um lugar para o outro. Este grupo cont&eacute;m os seguintes agrupamentos: Pedestre traumatizado num acidente de transporte; Ciclista traumatizado num acidente de transporte; Motociclista traumatizado num acidente de transporte; Ocupante de triciclo motorizado traumatizado num acidente de transporte; Ocupante de um autom&oacute;vel traumatizado num acidente de transporte; Ocupante de uma caminhonete traumatizado num acidente de transporte; Ocupante de um ve&iacute;culo de transporte pesado traumatizado num acidente de transporte; Ocupante de um &ocirc;nibus traumatizado num acidente de transporte; Outros acidentes de transporte terrestre; Acidentes de transporte por &aacute;gua; Acidentes de transporte a&eacute;reo e espacial; Outros acidentes de transporte e os n&atilde;o especificados.</p>     <p>Destes, os que mais morreram na regi&atilde;o Sudeste foram os ocupantes de autom&oacute;veis traumatizados num acidente de transporte, com 25,17%, seguidos dos motociclistas, com 24,18% e dos pedestres, com 23,04% (<a href="#t2">Tabela 2</a>). Esse fato pode ser observado diariamente na m&iacute;dia e no dia a dia das cidades, onde motoristas de autom&oacute;veis, motociclistas e pedestres frequentemente est&atilde;o envolvidos em acidentes fatais.</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="t2">     <p><img src="/img/revistas/got/n15/n15a20t2.gif"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>Bastos (2011, p. 9), por meio de sua pesquisa nos estados brasileiros considerou que a &ldquo;situa&ccedil;&atilde;o da mortalidade no tr&acirc;nsito &eacute; um grave problema nacional, sobretudo nos estados mais pobres, onde os &iacute;ndices de mortes por ve&iacute;culo-quil&ocirc;metro atingem n&uacute;meros extremamente elevados&rdquo;. A maior parte das mortes por acidentes de transportes (6.270 em n&uacute;meros absolutos), ocorreu no Estado de S&atilde;o Paulo, com 47,23%, o que pode ser explicado pela maior frota de ve&iacute;culos, vias e maior volume de pedestres que l&aacute; circulam. Em 2015 a popula&ccedil;&atilde;o do Estado de S&atilde;o Paulo foi estimada pelo IBGE em 44.396.484 habitantes, representando 21,7% da popula&ccedil;&atilde;o brasileira e 51,8% da popula&ccedil;&atilde;o residente na regi&atilde;o sudeste (IBGE, 2015). O estado de Minas Gerais ficou na segunda coloca&ccedil;&atilde;o em acidentes de transportes (29,69%), seguido do Rio de Janeiro (16,65%) e Esp&iacute;rito Santo (6,43%).</p>     <p>Os resultados obtidos indicam que os &oacute;bitos por acidentes de transportes s&atilde;o muito maiores entre jovens, principalmente do sexo masculino (<a href="#g5">Gr&aacute;fico 5</a>). A faixa et&aacute;ria em que mais pessoas morreram (tanto homens quanto mulheres) foi a de 20 a 24 anos, idade em que os jovens est&atilde;o iniciando a vida adulta e passam a usar com maior frequ&ecirc;ncia e, muitas vezes, menos responsabilidade os meios de transporte. Essa tamb&eacute;m &eacute; a faixa et&aacute;ria em que muitos jovens j&aacute; atingiram a idade m&iacute;nima necess&aacute;ria para solicitar a emiss&atilde;o da Carteira Nacional de Habilita&ccedil;&atilde;o (18 anos) e com isso obter a permiss&atilde;o para dirigir.</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="g5">     <p><img src="/img/revistas/got/n15/n15a20g5.gif"></p>     
<p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Ao observar o <a href="#g5">Gr&aacute;fico 5</a>, percebe-se que, em geral, o n&uacute;mero de &oacute;bitos de homens, vai diminuindo com o avan&ccedil;ar da idade, fato que comprova a rela&ccedil;&atilde;o entre juventude e mortes por acidentes de transporte. J&aacute; entre as mulheres, h&aacute; uma relativa proximidade no n&uacute;mero de &oacute;bitos a partir de 15 anos. As propor&ccedil;&otilde;es s&atilde;o parecidas at&eacute; &agrave; faixa et&aacute;ria de 80 anos e mais, indicando uma certa regularidade na tend&ecirc;ncia de &oacute;bitos por acidentes de transporte entre as mulheres residentes na regi&atilde;o Sudeste do Brasil em 2015.</p>     <p>A diferen&ccedil;a entre os sexos &eacute; muito acentuada. As pessoas do sexo masculino correspondem a 81,39% das mortes por acidentes de transporte, enquanto as mulheres representam somente 18,61%. Esse fato est&aacute; relacionado diretamente &agrave; fatores comportamentais.</p>     <p>Essa diferencia&ccedil;&atilde;o por sexo fica ainda mais percept&iacute;vel quando observamos a raz&atilde;o de sexo (<a href="#g6">Gr&aacute;fico 6</a>). Em todas as faixas et&aacute;rias, a raz&atilde;o de sexo &eacute; maior que 100, exceto na faixa et&aacute;ria de 5 a 9 anos, o que indica que h&aacute; predom&iacute;nio de homens no quesito analisado, nesse caso, a mortalidade por acidentes de transporte. A faixa et&aacute;ria com maior destaque &eacute; a de 30 a 34 anos, com raz&atilde;o de sexo 628. Ou seja, s&atilde;o 628 &oacute;bitos masculinos para cada 100 &oacute;bitos femininos.</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="g6">     <p><img src="/img/revistas/got/n15/n15a20g6.gif"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p><b>4.3.2.&nbsp; Agress&otilde;es</b></p>     <p>S&atilde;o catalogados como agress&atilde;o os homic&iacute;dios e as les&otilde;es infligidas por outra pessoa, empregando qualquer meio, com a inten&ccedil;&atilde;o de lesar (ferir) ou de matar. De acordo com o DATASUS<a href="#_ftn1" name="_ftnref1"><sup><sup>[1]</sup></sup></a>, as viol&ecirc;ncias que s&atilde;o classificadas como agress&atilde;o s&atilde;o de v&aacute;rios tipos (listados na <a href="#t3">Tabela 3</a>). Na regi&atilde;o Sudeste a causa que mais levou pessoas a &oacute;bito foram as agress&otilde;es por meio de disparo de outra arma de fogo ou de arma n&atilde;o especificada, que representou 58,80%. Junto com as outras mortes ocasionadas por outros tipos de arma de fogo, o &iacute;ndice chega a 66,55%. Em segundo lugar aparecem as agress&otilde;es por meio de objeto cortante ou penetrante, como facas e tesouras, com 12,07% (<a href="#t3">Tabela 3</a>).</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="t3">     <p><img src="/img/revistas/got/n15/n15a20t3.gif"></p>     
]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p>O Estado que apresentou o maior n&uacute;mero de mortes por agress&otilde;es foi S&atilde;o Paulo, com 32,37%, seguido do Rio de Janeiro, com 30,08%. Minas Gerais aparece na terceira coloca&ccedil;&atilde;o, com 28,44%, ou seja, &iacute;ndices pr&oacute;ximos aos dois primeiros e destoantes do Esp&iacute;rito Santo, que apresentou o menor &iacute;ndice, 9,10%.</p>     <p>Esses dados demonstram como a popula&ccedil;&atilde;o da regi&atilde;o Sudeste tem sido acometida pelas mortes por armas de fogo, que refletem a viol&ecirc;ncia vivenciada no dia a dia, fruto, entre outros, do tr&aacute;fico de drogas, constantemente divulgado pela imprensa nacional e internacional. Sabe-se, portanto, que a maior parte das agress&otilde;es ocorre com a utiliza&ccedil;&atilde;o de armas de fogo e estas t&ecirc;m vitimado, principalmente, os homens em idades jovens. O n&uacute;mero de pessoas mortas por agress&atilde;o foi muito maior entre as pessoas do sexo masculino na faixa et&aacute;ria de 20 a 24 anos, seguindo a tend&ecirc;ncia das mortes por acidentes de transportes. A maior propor&ccedil;&atilde;o de mortes encontra-se entre as pessoas que possuem de 15 a 34 anos (<a href="#g7">Gr&aacute;fico 7</a>).</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="g7">     <p><img src="/img/revistas/got/n15/n15a20g7.gif"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>A raz&atilde;o de sexo por agress&otilde;es confirma que h&aacute; predom&iacute;nio de homens, por&eacute;m, n&atilde;o &eacute; un&acirc;nime. Nas faixas et&aacute;rias 0 a 4 anos e de 5 a 9 anos o indicador ficou abaixo de 100, ou seja, houve mais mortes de meninas do que de meninos. Nas demais idades os homens predominaram, com destaque, novamente, para a faixa et&aacute;ria de 20 a 24 anos, que apresentou maior diferencia&ccedil;&atilde;o entre os sexos: morreram 1575 homens para cada 100 mulheres. Uma diferen&ccedil;a exorbitante que ressalta a predomin&acirc;ncia da mortalidade masculina (<a href="#g8">Gr&aacute;fico 8</a>).</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="g8">     <p><img src="/img/revistas/got/n15/n15a20g8.gif"></p>     
<p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><b>5. Considera&ccedil;&otilde;es finais</b></p>     <p>Este estudo nos d&aacute; um panorama da transi&ccedil;&atilde;o epidemiol&oacute;gica pela qual passa a regi&atilde;o Sudeste e o Brasil. De acordo com os resultados apresentados, as mortes causadas por doen&ccedil;as cr&ocirc;nico-degenerativas representaram uma maior propor&ccedil;&atilde;o em 2015, enquanto as causadas por doen&ccedil;as infecciosas e parasit&aacute;rias diminu&iacute;ram de 50% para menos de 6% na regi&atilde;o Sudeste. As causas externas s&atilde;o, nesse contexto, uma das principais causas de &oacute;bito.</p>     <p>Observa-se que as mudan&ccedil;as no estilo de vida e comportamento da popula&ccedil;&atilde;o t&ecirc;m sido fatores importantes na distribui&ccedil;&atilde;o proporcional dos grupos de causas de mortalidade. O processo de transi&ccedil;&atilde;o epidemiol&oacute;gica no Brasil ocorre de forma um pouco diferenciada do modelo tradicional indicando uma contra-transi&ccedil;&atilde;o; "o processo n&atilde;o se resolve de maneira clara, criando uma situa&ccedil;&atilde;o que a morbi-mortalidade persiste elevada para ambos os padr&otilde;es, caracterizando uma transi&ccedil;&atilde;o prolongada" (SCHRAMM, et al., 2004 p. 898). O que se observa &eacute; um processo de sobreposi&ccedil;&atilde;o das causas de mortes. Mesmo que as doen&ccedil;as infecciosas e parasit&aacute;rias n&atilde;o sejam mais a principal causa de mortalidade no pa&iacute;s, acabam ressurgindo e ganhando um lugar na propor&ccedil;&atilde;o de mortes.</p>     <p>Ao analisar as mortes por acidentes de transporte e agress&otilde;es, percebe-se que os homens jovens s&atilde;o os mais afetados, o que demonstra a necessidade de se realizarem pol&iacute;ticas p&uacute;blicas direcionadas para esse segmento. O grande volume de mortes por agress&otilde;es refletem a viol&ecirc;ncia cotidiana que a popula&ccedil;&atilde;o brasileira enfrenta. Destaca-se ainda que a maior parte das agress&otilde;es ocorre com a utiliza&ccedil;&atilde;o de armas de fogo, numa rela&ccedil;&atilde;o direta com as disputas ocasionada pelo tr&aacute;fico de drogas, principalmente no Rio de Janeiro.</p>     <p>Destarte, para melhoria desse quadro &eacute; necess&aacute;rio que se atente para maiores investimentos em preven&ccedil;&atilde;o, tanto no que refere &agrave;s doen&ccedil;as degenerativas do organismo quanto &agrave;s infecciosas e parasit&aacute;rias, assim como no combate ao tr&aacute;fico de drogas. &Eacute; necess&aacute;rio atentar-se para a melhoria da qualidade de vida da popula&ccedil;&atilde;o por meio da interven&ccedil;&atilde;o no meio ambiente em que se vive, ou seja, por meio do que se chama de Ordenamento Territorial. Investimentos em lazer, incentivos a h&aacute;bitos alimentares mais saud&aacute;veis, bem como a pr&aacute;tica regular de exerc&iacute;cios f&iacute;sicos s&atilde;o importantes caminhos a percorrer para a ameniza&ccedil;&atilde;o do n&uacute;mero de &oacute;bitos por doen&ccedil;as cardiovasculares e neoplasias. J&aacute; para tentar diminuir os &oacute;bitos por agress&otilde;es, investimentos em educa&ccedil;&atilde;o, lazer, esporte e cultura s&atilde;o essenciais. No &acirc;mbito dos acidentes de tr&acirc;nsito, melhorias nas condi&ccedil;&otilde;es das estradas, na sinaliza&ccedil;&atilde;o e na educa&ccedil;&atilde;o s&atilde;o essenciais.</p>     <p>Este estudo se limita pelos recortes temporal e espacial adotados, o que restringe os resultados. Faz-se necess&aacute;rio, para futuras investiga&ccedil;&otilde;es, realizar uma an&aacute;lise hist&oacute;rica da evolu&ccedil;&atilde;o dos grupos de causas de mortalidade ao longo de um per&iacute;odo de tempo e em todas as regi&otilde;es do Brasil. Dessa maneira ser&aacute; poss&iacute;vel obter um panorama completo das mudan&ccedil;as no perfil epidemiol&oacute;gico do Pa&iacute;s.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>6. Refer&ecirc;ncias bibliogr&aacute;ficas</b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>ADORNO, S&eacute;rgio.<b>&nbsp;</b><i>Exclus&atilde;o socioecon&ocirc;mica e viol&ecirc;ncia urbana</i><b>. </b><i>Sociologias</i>&nbsp;[online]. 2002, n.8, pp.84-135. ISSN 1517-4522.&nbsp;Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.dx.doi.org/10.1590/S1517-45222002000200005" target="_blank">http://www.dx.doi.org/10.1590/S1517-45222002000200005</a>. Acesso em: 27 jul. 2017.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1758501&pid=S2182-1267201800030002000001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>BASTOS, Jorge Tiago. <i>Geografia da mortalidade no tr&acirc;nsito no Brasil</i>. 2011. Disserta&ccedil;&atilde;o (Mestrado em Planejamento e Opera&ccedil;&atilde;o de Sistemas de Transportes) - Escola de Engenharia de S&atilde;o Carlos, Universidade de S&atilde;o Paulo, S&atilde;o Carlos, 2011. doi:10.11606/D.18.2011.tde-14032011-112111. Acesso em: 29 jul. 2018.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1758503&pid=S2182-1267201800030002000002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>BEAUJEU-GARNIER, J. Geografia da popula&ccedil;&atilde;o. S&atilde;o Paulo: Companhia Editora Nacional, 1980.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1758505&pid=S2182-1267201800030002000003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>BRASIL. Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de. DATASUS. Informa&ccedil;&otilde;es de Sa&uacute;de (TABNET). Estat&iacute;sticas Vitais. <i>Mortalidade - 1996 a 2015, pela CID-10</i>. 2017. Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www2.datasus.gov.br/DATASUS/index.php?area=0205&amp;id=6937" target="_blank">http://www2.datasus.gov.br/DATASUS/index.php?area=0205&amp;id=6937</a>Acesso em: 31 jun. 2017.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1758507&pid=S2182-1267201800030002000004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>BRASIL. Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de. DATASUS. <i>s.d.</i> Mortalidade geral &ndash; 1996 a 2012. Notas t&eacute;cnicas. Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.tabnet.datasus.gov.br/cgi/sim/Mortalidade_Geral_1996_2012.pdf" target="_blank">http://www.tabnet.datasus.gov.br/cgi/sim/Mortalidade_Geral_1996_2012.pdf</a>.Acesso em: 06 de maio de 2017.</p>     <!-- ref --><p>BRASIL. Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de. DATASUS. CID 10. Cap&iacute;tulo XVIII 2008. Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.datasus.gov.br/cid10/V2008/WebHelp/r00_r99.htm" target="_blank">http://www.datasus.gov.br/cid10/V2008/WebHelp/r00_r99.htm</a>. Acesso em: 06 jan. 2018.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1758510&pid=S2182-1267201800030002000006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>CASTIGLIONI, Aur&eacute;lia H.. <i>Inter-rela&ccedil;&otilde;es entre os processos de transi&ccedil;&atilde;o demogr&aacute;fica, envelhecimento populacional e transi&ccedil;&atilde;o epidemiol&oacute;gica no Brasil</i>. In: <i>V CONGRESO DE ALAP Lastransicionesen Am&eacute;rica Latina y el Caribe. Cambios demogr&aacute;ficos y desaf&iacute;ossociales presentes y futuros</i>, 2012, Montevideo. 2012. Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.alapop.org/Congreso2012/DOCSFINAIS_PDF/ALAP_2012_FINAL537.pdf" target="_blank">http://www.alapop.org/Congreso2012/DOCSFINAIS_PDF/ALAP_2012_FINAL537.pdf</a>. Acesso em: 28 jul. 2017.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1758512&pid=S2182-1267201800030002000007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>DAMIANI, Am&eacute;lia. Popula&ccedil;&atilde;o e geografia. S&atilde;o Paulo: Contexto, 1991.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1758514&pid=S2182-1267201800030002000008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>DERRUAU, Max. Geografia Humana I. S&atilde;o Paulo: Martins Fontes, 1973.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1758516&pid=S2182-1267201800030002000009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>DUARTE, E. C.; BARRETO, S. M. Transi&ccedil;&atilde;o demogr&aacute;fica e epidemiol&oacute;gica: a Epidemiologia e Servi&ccedil;os de Sa&uacute;de revisita e atualiza o tema. <i>Epidemiol. Serv. Sa&uacute;de</i>,&nbsp; Bras&iacute;lia ,&nbsp; v. 21, n. 4, p. 529-532,&nbsp; dez.&nbsp; 2012 .&nbsp;&nbsp; Dispon&iacute;vel em <a href="http://www.scielo.iec.gov.br/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S1679-49742012000400001" target="_blank">http://www.scielo.iec.gov.br/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S1679-49742012000400001</a>. acessos em&nbsp; 29&nbsp; jul. 2018.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1758518&pid=S2182-1267201800030002000010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>GOMES R, NASCIMENTO EF, ARA&Uacute;JO FC. Por que os homens buscam menos os servi&ccedil;os de sa&uacute;de do que as mulheres? As explica&ccedil;&otilde;es de homens com baixa escolaridade e homens com ensino superior. <i>Cad. Sa&uacute;de P&uacute;blica</i>. 2007; 23(3). pp. 565-574.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1758520&pid=S2182-1267201800030002000011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>INCA. Instituto Nacional do C&acirc;ncer. <i>Estimativas de Incid&ecirc;ncia e Mortalidade por C&acirc;ncer em 2003</i>. Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.inca.gov.br/releases/press_release_view_arq.asp?ID=34" target="_blank">http://www.inca.gov.br/releases/press_release_view_arq.asp?ID=34</a>. Acesso em: 09 de maio de 2017.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1758522&pid=S2182-1267201800030002000012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTAT&Iacute;STICA &ndash; IBGE. <i>Estat&iacute;sticas do S&eacute;culo XX</i>. Comunica&ccedil;&atilde;o Social, 2003. Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.ibge.gov.br/home/presidencia/noticias/29092003estatisticasecxxhtml.shtm" target="_blank">http://www.ibge.gov.br/home/presidencia/noticias/29092003estatisticasecxxhtml.shtm</a>. Acesso em: 26 jul. 2017.</p>     <p>INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTAT&Iacute;STICA &ndash; IBGE. 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Acesso em 02/05/2017.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1758536&pid=S2182-1267201800030002000022&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>RAMOS LR, Rosa TEC; OLIVEIRA ZM; MEDINA MCG; Santos FRG. Perfil do idoso em &aacute;rea metropolitana na regi&atilde;o Sudeste do Brasil: resultados de inqu&eacute;rito domiciliar. <i>Revista de Sa&uacute;de P&uacute;blica</i>1993. 27(2), pp. 87-94. Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.scielo.br/pdf/rsp/v27n2/03" target="_blank">http://www.scielo.br/pdf/rsp/v27n2/03</a>. 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