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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[A evolução do conceito de paisagem cultural]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[In 1992, the World Heritage Convention became the first international agreement to recognize and promote cultural landscapes protection, defining them as &#8220;combined works of nature and man&#8221;. However, the cultural landscape term and concept date back from the end of the 19th century. Developed by German geographers, was gradually appropriated and applied in other disciplines, assuming different meanings, according to each school´s methods and traditions, academic and professional visions from diverse scientific contexts. Aware that cultural landscapes are the scope of many multidisciplinary approaches, both in the field of environmental sciences and in anthropology, ethnology or aesthetic and literature subjects, we intended to do a brief review on the evolution of the concept, confine to the scientific context where appeared, under discussion for a long time.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><b>ARTIGO</b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>A evolu&ccedil;&atilde;o do conceito de paisagem cultural</b></p>     <p><b>The evolution of cultural landscape concept</b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Carvalho, Raquel</b><sup>1</sup>;<b> Marques, Teresa</b><sup>1</sup></p>     <p><sup>1</sup> FCUP - Faculdade de Ci&ecirc;ncias da Universidade do Porto/CIBIO-Centro de Investiga&ccedil;&atilde;o em Biodiversidade e Recursos Gen&eacute;ticos. Rua do Campo Alegre, 687, 4169-007 Porto, Portugal.<a href="mailto:raquel.jcarvalho@gmail.com">raquel.jcarvalho@gmail.com</a> ; <a href="mailto:teresamarques@fc.up.pt">teresamarques@fc.up.pt</a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>RESUMO</b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Em 1992, a Conven&ccedil;&atilde;o do Patrim&oacute;nio Mundial tornou-se o primeiro acordo internacional a reconhecer e a promover a protec&ccedil;&atilde;o das paisagens culturais, definindo-as como &ldquo;<i>combined works of nature and man</i>&rdquo;. No entanto, o termo e conceito de paisagem cultural remonta a finais do s&eacute;culo XIX. Desenvolvido por ge&oacute;grafos alem&atilde;es, foi progressivamente apropriado e aplicado noutras disciplinas, assumindo diferentes significados, consoante as tradi&ccedil;&otilde;es e m&eacute;todos de cada escola ou vis&otilde;es de profissionais e acad&eacute;micos de diversos contextos cient&iacute;ficos. Conscientes de que o tema &eacute; alvo de v&aacute;rias abordagens multidisciplinares, tanto no campo das ci&ecirc;ncias do ambiente como no campo da antropologia, etnologia ou mesmo da est&eacute;tica e da literatura, pretende-se fazer uma breve revis&atilde;o da evolu&ccedil;&atilde;o do conceito, restringindo ao contexto cient&iacute;fico em que surgiu e que h&aacute; muito &eacute; debatido.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Palavras-chave</b>: paisagem cultural; conceito; patrim&oacute;nio; valores</p>     <p><b>&nbsp;</b></p>     <p><b>ABSTRACT</b></p>     <p>In 1992, the World Heritage Convention became the first international agreement to recognize and promote cultural landscapes protection, defining them as &ldquo;combined works of nature and man&rdquo;. However, the cultural landscape term and concept date back from the end of the 19<sup>th</sup> century. Developed by German geographers, was gradually appropriated and applied in other disciplines, assuming different meanings, according to each school&acute;s methods and traditions, academic and professional visions from diverse scientific contexts. Aware that cultural landscapes are the scope of many multidisciplinary approaches, both in the field of environmental sciences and in anthropology, ethnology or aesthetic and literature subjects, we intended to do a brief review on the evolution of the concept, confine to the scientific context where appeared, under discussion for a long time.</p>     <p><b>&nbsp;</b></p>     <p><b>Keywords</b>: cultural landscape; concept; heritage; values</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> <ol>     ]]></body>
<body><![CDATA[<li><b>Introdu&ccedil;&atilde;o</b></li>     </ol>     <p>No &acirc;mbito do ano europeu do patrim&oacute;nio cultural (AEPC 2018), o patrim&oacute;nio chama a si a aten&ccedil;&atilde;o, debatendo as suas oportunidades, potenciais e desafios actuais. Integrada na no&ccedil;&atilde;o de patrim&oacute;nio cultural, surge a figura &ldquo;paisagem cultural&rdquo;, hoje aceite e reconhecida no meio acad&eacute;mico, cient&iacute;fico, profissional, mas para a sociedade em geral, ainda permanece um conceito vago e pouco esclarecido. A UNESCO, atrav&eacute;s do Comit&eacute; do Patrim&oacute;nio Mundial, catapultou o conceito de paisagem cultural, pelo seu reconhecimento enquanto categoria, em 1992, mas o mesmo tem a sua g&eacute;nese no s&eacute;culo anterior. Pretendemos assim rever a sua evolu&ccedil;&atilde;o at&eacute; aos dias de hoje e elucidar o conceito de paisagem cultural.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> <ol start="2">     <li><b>O termo e conceito de paisagem cultural ao longo do tempo</b></li>     </ol>     <p>&Eacute; a partir de reflex&otilde;es sobre o tema paisagem que podemos encontrar os primeiros esbo&ccedil;os da ideia do que hoje conhecemos como paisagem cultural. Uma esp&eacute;cie de &ldquo;terceira natureza&rdquo; &eacute; referida por &Aacute;lvaro Domingues, ao transcrever um pensamento do s&eacute;c. XVI: <i>&ldquo;&hellip;la industria de&rsquo;paesani ha fatto tanto, che la natura incorporata con l&rsquo;arte &agrave; fatta artefice, e connaturale de l&lsquo;arte, e d&rsquo;amendue &agrave; fatta una terza natura, a cui non saperi dar nome</i>&rdquo; (Iacopo Bofadio (1541), como citado em Domingues 2001, p.&nbsp;10). &Eacute; no campo da Geografia que emerge o termo de paisagem cultural e &eacute; atrav&eacute;s da evolu&ccedil;&atilde;o ideol&oacute;gica nesta disciplina que muito se compreende sobre a evolu&ccedil;&atilde;o do entendimento de paisagem cultural. Graeme Aplin (2007) fala-nos de duas grandes escolas de geografia, a francesa (liderada por Vidal de La Blache - 1899) e a alem&atilde; (liderada por Richthofen -1883). Na escola francesa aplicava-se o termo &ldquo;<i>pays&rdquo;</i> para definir pequenas &aacute;reas homog&eacute;neas caracterizadas por atributos e processos espec&iacute;ficos, naturais e culturais. O termo alem&atilde;o &ldquo;<i>landschaften&rdquo;</i>, aplicado em estudos regionais, descrevia as componentes f&iacute;sicas da paisagem incluindo posteriormente a intera&ccedil;&atilde;o do homem com a mesma. Denotava-se assim um conceito que j&aacute; apontava para o de paisagem cultural.</p>     <p>A quest&atilde;o terminol&oacute;gica, segundo Michael Jones (2003), remonta a Friedrich Ratzel (1895/1896), que denomina &ldquo;<i>kulturlandschaft</i> &ldquo;- uma &aacute;rea modificada pela actividade humana, tendo sido comumente utilizado na &eacute;poca por outros ge&oacute;grafos alem&atilde;es. A Otto Schl&uuml;tter, contempor&acirc;neo de Ratzel, tamb&eacute;m se atribui a &ldquo;autoria&rdquo; do termo paisagem cultural, distinguindo a paisagem criada pela cultura humana, <i>&ldquo;kulturlandschaft&rdquo;</i> - por oposi&ccedil;&atilde;o &agrave; <i>&ldquo;urlandschaft&rdquo;</i>, a paisagem existente antes das grandes altera&ccedil;&otilde;es resultantes da actividade humana (Martin e James, 1993, p.&nbsp;564). Contudo, segundo Kerstin Potthoff, num artigo sobre geografia alem&atilde; do s&eacute;c. XIX, a autoria do termo deve-se a Carl Ritter: - &ldquo;<i>Carl Ritter appears to have been the first to use Culturlandschaft, in 1832. He was followed by Carl Vogel in 1851, Joseph Wimmer in 1882 and 1885, and Friedrich Ratzel in 1893.</i>&rdquo; (Potthoff 2013, p.&nbsp;49).</p>     <p>Mas mais do que a autoria do termo, o que ser&aacute; relevante salientar &eacute; que Schl&uuml;tter, Ratzel, Ritter entre outros ge&oacute;grafos, impulsionaram a ideia da exist&ecirc;ncia de uma paisagem produto cultural, distinguindo-a duma paisagem natural, primordial. Nas teorias de Ritter e Humboldt, a paisagem &eacute; constru&iacute;da pelo homem mas o meio ambiente &eacute; que influencia o comportamento humano. Partilham de uma vis&atilde;o determin&iacute;stica em que os factores ambientais modelam o Homem.<a href="#_ftn1" name="_ftnref1">[1]</a> Assistimos assim a uma primeira ideia de paisagem segundo uma vis&atilde;o determin&iacute;stica. O determinismo ambiental considera que as condi&ccedil;&otilde;es naturais determinam a fisiologia e o comportamento do Homem (Martin e James, 1993). &Eacute; uma teoria que se insere num contexto de intensas mudan&ccedil;as, numa &eacute;poca de transi&ccedil;&atilde;o, do conhecimento universal para as especializa&ccedil;&otilde;es e desenvolvem-se novos campos de estudo diferenciados, tanto nas ci&ecirc;ncias f&iacute;sicas como nas sociais (Martin e James, 1993). Da astronomia &agrave; sismologia, geomorfologia, biologia, &agrave;s pol&iacute;ticas econ&oacute;micas, entre muitas outras disciplinas, ganham destaque. Entramos na era das expedi&ccedil;&otilde;es de Charles Darwin, Alfred Russel Wallace, Henry W. Bates e em 1859 Darwin publica o seu livro sobre a teoria da evolu&ccedil;&atilde;o das esp&eacute;cies e da selec&ccedil;&atilde;o natural, cuja ideia entusiasma outras &aacute;reas de estudo que justificam a sobreviv&ecirc;ncia de grupos sociais pela capacidade de se ajustarem &agrave;s condi&ccedil;&otilde;es ambientais (Martin e James, 1993).</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A esta fase de entusiasmo evolucionista, seguiu-se uma reac&ccedil;&atilde;o de ge&oacute;grafos alem&atilde;es contra o tradicional determinismo f&iacute;sico. Come&ccedil;ou quando Schl&uuml;tter focou a aten&ccedil;&atilde;o nas mudan&ccedil;as hist&oacute;ricas na paisagem resultantes da ac&ccedil;&atilde;o humana (Johnston <i>et al</i>., 2004). Iniciou-se assim um novo paradigma de percep&ccedil;&atilde;o de identidade cultural, focado na ac&ccedil;&atilde;o humana.&nbsp;</p>     <p>Franz Boas (1858-1942) &ndash; que, para al&eacute;m de ge&oacute;grafo se notabilizou na &aacute;rea de antropologia &ndash; desenvolve a ideia de paisagem cultural com a introdu&ccedil;&atilde;o da no&ccedil;&atilde;o de relativismo cultural (Brown 2008), partindo do pressuposto de que cada povo/cultura se expressa de forma diferente em ambientes semelhantes: - &ldquo;Boas argued that it was important to understand the cultural traits of societies &ndash; their behaviours, beliefs and symbols &ndash; and the necessity for examining them in their local context and the importance of the concept of cultural relativism.&rdquo;(Taylor e Lennon, 2011, p.&nbsp;539). Boas defende a import&acirc;ncia da especificidade de cada cultura e lugar, ideias que hoje s&atilde;o aceites no entendimento das paisagens culturais, em oposi&ccedil;&atilde;o &agrave;s ideias evolucionistas que eram comuns na sua &eacute;poca e que defendiam uma &uacute;nica linha de desenvolvimento para a humanidade. Os factores culturais, n&atilde;o materiais, passam a ser predominantes na percep&ccedil;&atilde;o de transforma&ccedil;&atilde;o da paisagem.</p>     <p>Nos anos de 1920, Carl Sauer inicia o estudo da geografia cultural na escola de Berkeley. Em 1925 publica The Morphology of Landscape. Sauer introduz na l&iacute;ngua inglesa o termo cultural landscape (Jones 2003; Potthoff 2013) . Nos seus estudos &eacute; evidente a distin&ccedil;&atilde;o entre paisagem natural, pr&eacute;-existente &agrave; ac&ccedil;&atilde;o humana e paisagem cultural, salientando-se a ideia do homem como agente modelador das mudan&ccedil;as que ocorrem na paisagem ao longo do tempo: - &ldquo;The works of man express themselves in the cultural landscape. There may be a succession of these landscapes with a succession of cultures. They are derived in each case from the natural landscape, man expressing his place in nature as a distinct agent of modification. Of special significance is that climax of culture which we call civilization. The cultural landscape then is subject to change either by the development of a culture or by a replacement of cultures.&rdquo;(Sauer, como citado em Leighly (ed) 1963, p.&nbsp;333). Sauer salienta como a ac&ccedil;&atilde;o humana na paisagem (de um determinado grupo ou comunidade) produz modos de vida, definindo e representando de forma diagram&aacute;tica (<a href="/img/revistas/got/n16/n16a05f1.gif" target="_blank">Figura 1</a>) o que chama de morfologia da paisagem cultural: - &ldquo;A cultural landscape is fashioned from a natural landscape by a culture group. Culture is the agent, the natural area is the medium. The cultural landscape the result.&rdquo;(Sauer citado em Leighly (ed) 1963, p.&nbsp;343)</p>     
<p>Inserindo-se numa tradi&ccedil;&atilde;o de geografia emp&iacute;rica e historicista, impulsiona a ideia da leitura da paisagem baseada na observa&ccedil;&atilde;o e registo no terreno (Taylor, 2017, p.&nbsp;21). Sauer e seus alunos, apresentam uma vis&atilde;o material da paisagem, mais focada em elementos f&iacute;sicos: - &ldquo;<i>Although rarely explicitly stated, their work rested on ethnological assumption that distinctive geographical areas (landscapes) could be identified and described by mapping visible elements of material culture produced by unitary cultural groups.</i>&rdquo;(Cosgrove e Jackson, 1987, p.&nbsp;96). Esta vis&atilde;o descritiva caracteriza o per&iacute;odo inicial do s&eacute;c. XX, com particular incid&ecirc;ncia nas paisagens rurais e nos elementos f&iacute;sicos, lendo a paisagem ainda como produto cultural em vez de processos culturais (Taylor, 2017) .</p>     <p>Nos anos de 1960 e 1970 s&atilde;o v&aacute;rios os especialistas que desenvolvem estudos sobre paisagem cultural, acompanhando uma mudan&ccedil;a de perspectivas, baseadas em parte, na crescente tipologia de paisagem urbana que suscita interesse e oferece novas pistas sobre o estudo da cultura de uma regi&atilde;o (para al&eacute;m do tradicional estudo sobre a paisagem rural). Nestas d&eacute;cadas emergem novas preocupa&ccedil;&otilde;es e considera&ccedil;&otilde;es: a representa&ccedil;&atilde;o, os sinais, s&iacute;mbolos, o significado cultural e os processos de cria&ccedil;&atilde;o da paisagem cultural.</p>     <p>A ideia de paisagem cultural redirecciona a paisagem para um conceito menos est&aacute;tico e mais fluido (Blankenship, 2016). Desenvolve-se um crescente interesse na paisagem comum, do dia-a-dia, descrita por v&aacute;rios ge&oacute;grafos americanos. Ken Taylor (2008) refere um painel de refer&ecirc;ncia de ge&oacute;grafos culturais que impulsionaram nestas d&eacute;cadas o estudo das paisagens culturais: David Lowenthal, Peirce Lewis, Donald Meinig, J.B. Jackson, Dennis Cosgrove, entre outros. Destacamos 3 ge&oacute;grafos cujas ideias refletem um pouco sobre a evolu&ccedil;&atilde;o e entendimento das paisagens culturais nestas d&eacute;cadas.</p>     <p>J.B. Jackson notabilizou-se nos estudos e escrita sobre Paisagem, sendo fundador e editor da revista &ldquo;<i>Landscape"</i>, lan&ccedil;ada pela primeira vez em 1951 (Johnston <i>et al</i>., 2004). As suas ideias incidem sobre o estudo da paisagem cultural americana comum e vernacular. A revista <i>Landscape</i> permitiu criar um f&oacute;rum de ideias sobre o conceito e catapult&aacute;-lo das ra&iacute;zes da geografia para a multidisciplinaridade (Blankenship, 2016). J. B. Jackson destaca-se pela capacidade de interpreta&ccedil;&atilde;o do significado cultural da paisagem, da mais comum &agrave; mais ic&oacute;nica e pela demonstra&ccedil;&atilde;o consistente de que a paisagem constr&oacute;i-se a partir de circunst&acirc;ncias espec&iacute;ficas geogr&aacute;ficas, sociais e culturais (Blankenship, 2016).</p>     <p>Peirce Lewis, ge&oacute;grafo americano, descreveu no&ccedil;&otilde;es fundamentais, a que chamou axiomas, para auxiliar a dif&iacute;cil leitura e compreens&atilde;o das paisagens culturais (americanas). Tendo em mente que a compreens&atilde;o adv&eacute;m da leitura, do ver e pensar a paisagem cultural, descreve sete axiomas, incidindo particularmente na ideia &ldquo;<i>landscape as clue to culture</i>&rdquo; (Lewis, 1979). Salienta que todos os elementos, analisados no seu contexto, por mais exuberantes ou comuns que sejam, fazem parte de um todo e explicam, de alguma forma, a cultura, o pensamento e comportamento de determinada sociedade. As altera&ccedil;&otilde;es nas pr&aacute;ticas e express&otilde;es culturais s&atilde;o espelhadas na paisagem, pelo que conseguindo ler a paisagem cultural conseguimos entender a cultura de determinada na&ccedil;&atilde;o: - <i>&ldquo;Our human landscape is our unwitting autobiography, reflecting our tastes, our values, our aspirations, and even our fears, in tangible, visible form.&rdquo;</i>(Lewis, 1979, p.&nbsp;1)</p>     <p>D.W. Meinig, contempor&acirc;neo dos ge&oacute;grafos aqui destacados, &eacute; respons&aacute;vel por v&aacute;rios textos que suportam a complexidade da defini&ccedil;&atilde;o e estudo da paisagem.<i> The Interpretation of Ordinary Landscapes </i>(1979)<i>, </i>no qual Meinig &eacute; editor, reflete a partilha de uma ideia de paisagem cultural como espa&ccedil;o, significado e interpreta&ccedil;&atilde;o. A leitura da paisagem enquanto reflexo e base dos valores da sociedade &eacute; destacada pelo ge&oacute;grafo, assim como a complexidade do t&oacute;pico, derivada das interpreta&ccedil;&otilde;es pessoais: -&ldquo;<i>What is certain is that new landscapes, actual and symbolic, are being created, and like those we have already experienced they will be at once a mold and a mirror of the society that creates them. </i>&ldquo;(Meinig (ed) 1979, p.&nbsp;168). Apresenta no seu texto &ldquo;<i>The Beholding Eye, Ten Versions of the Same Scene</i>&rdquo; um exemplo de dez vers&otilde;es diferentes sobre uma mesma paisagem, fruto de leituras individuais e viv&ecirc;ncias diversificadas: - &ldquo;<i>Thus we confront the central problem: any landscape is composed not only of what lies before our eyes but what lies within our heads.&rdquo;</i> (Meinig (ed) 1979, p.&nbsp;33).</p>     <p>A par deste novo entendimento da paisagem cultural &eacute; tamb&eacute;m durante estas d&eacute;cadas que se desenvolvem, al&eacute;m dos m&eacute;todos de representa&ccedil;&atilde;o, a avalia&ccedil;&atilde;o da paisagem, o que tecnicamente se revela num avan&ccedil;o dos estudos da paisagem com a possibilidade de representar a complexidade da realidade em cartas de uso de solo, redes de transportes, etc. A representa&ccedil;&atilde;o da paisagem &eacute; principalmente baseada em valores e par&acirc;metros objectivos, procurando-se limitar a componente subjectiva (Almeida, 2006). Isto faz com que valores est&eacute;ticos ou intelectuais sejam tamb&eacute;m enquadrados em crit&eacute;rios objectivos (Jacques, 1995).</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Ainda nas d&eacute;cadas de 1960 e 1970, destacam-se iniciativas que promovem medidas de protec&ccedil;&atilde;o e conserva&ccedil;&atilde;o de elementos patrimoniais constru&iacute;dos e de bens naturais a preservar, os quais salientamos enquanto marcos na protec&ccedil;&atilde;o de valores culturais e naturais e que se ir&atilde;o repercutir na percep&ccedil;&atilde;o de paisagens culturais, principalmente nas de valor patrimonial universal. Falamos ent&atilde;o da Carta de Veneza (1964), elencando orienta&ccedil;&otilde;es sobre conserva&ccedil;&atilde;o e preserva&ccedil;&atilde;o do patrim&oacute;nio cultural (monumentos, s&iacute;tios arqueol&oacute;gicos ou hist&oacute;ricos) e o movimento de defesa do ambiente e protec&ccedil;&atilde;o de s&iacute;tios naturais. Os valores naturais assumem realce e s&atilde;o considerados patrim&oacute;nio (UNESCO, 1992).</p>     <p>Salientamos alguns momentos que contribu&iacute;ram para esta ideia: Confer&ecirc;ncia da Biosfera em 1968 (sobre o uso racional e a conserva&ccedil;&atilde;o dos recursos da biosfera), a Conven&ccedil;&atilde;o de Ramsar em 1971 (zonas h&uacute;midas de import&acirc;ncia internacional) ou a Conven&ccedil;&atilde;o de Washington, CITES em 1973 &nbsp; (Conven&ccedil;&atilde;o sobre o Com&eacute;rcio Internacional de Esp&eacute;cies da Fauna e da Flora Selvagem Amea&ccedil;adas de Extin&ccedil;&atilde;o, UNESCO, 1992). &Eacute; fruto de um clima de debates e no&ccedil;&otilde;es sobre patrim&oacute;nio, bens culturais e naturais, que em 1972 a UNESCO promove a Conven&ccedil;&atilde;o para a Protec&ccedil;&atilde;o do Patrim&oacute;nio Mundial, Cultural e Natural, sendo definido o que se considera patrim&oacute;nio cultural e patrim&oacute;nio natural.</p>     <p>A abordagem quantitativa associada aos mais diversos valores foi sendo alvo de discuss&atilde;o. David Jacques caracterizou o processo de interpreta&ccedil;&atilde;o da paisagem nesta abordagem como: - <i>&ldquo;(...)preferring instead to see the mind as the active side of the equation, with the landscape as passive(&hellip;)&rdquo; </i>(Jacques, 1995, p.&nbsp;94). Nos finais dos anos de 1970 &eacute; acentuada a quest&atilde;o da percep&ccedil;&atilde;o sensorial da paisagem. A subjectividade &eacute; debatida e integrada nos conceitos de percep&ccedil;&atilde;o da paisagem: - <i>&ldquo;Every object, every view is intelligible partly because we are already familiar with it, through our own past and through tales heard, books read and pictures viewed. We see things simultaneously as they are and as we viewed them before; previous experience suffuses all present perception.&rdquo;</i>(Lowenthal, 1975, p.&nbsp;6)</p>     <p>O entendimento e a evolu&ccedil;&atilde;o de m&eacute;todos de estudos de paisagem e de patrim&oacute;nio refletem-se, assim, no conceito das paisagens culturais, m&uacute;ltiplos mas com particularidades inerentes ao mesmo. Tal como paisagens culturais, a percep&ccedil;&atilde;o de patrim&oacute;nio cultural, foi tamb&eacute;m adquirindo novos contornos, como se verifica na Conven&ccedil;&atilde;o de Faro (2008) que relativamente ao valor do patrim&oacute;nio cultural, define-o como um conjunto de recursos herdados do passado, exprimindo os valores em evolu&ccedil;&atilde;o, cren&ccedil;as, conhecimento e tradi&ccedil;&otilde;es, abrangendo, deste modo, uma diversidade de elementos e significados.</p>     <p>A t&iacute;tulo de exemplo, referimos aqui um estudo que Michel Jones desenvolveu em 1988, tendo por base literatura Norueguesa. Destacou 7 diferentes no&ccedil;&otilde;es do termo <i>cultural landscape</i>, agrupando em 3 grandes grupos de entendimento do conceito: a)como paisagem modificada ou influenciada pela actividade humana; b) como elementos com valor na paisagem humanizada, amea&ccedil;ados por mudan&ccedil;as ou em risco de desaparecimento; c) como elementos na paisagem com significado para um determinado grupo em determinado contexto cultural ou s&oacute;cio-econ&oacute;mico (Jones, 2003). N&atilde;o poderemos afirmar que um ou outro entendimento &eacute; mais correcto, mas sim perceber que a complexidade do tema permite abranger v&aacute;rias no&ccedil;&otilde;es, dado que o conceito abrange ideias, din&acirc;micas, significados, interpreta&ccedil;&otilde;es e viv&ecirc;ncias.</p>     <p>J&aacute; nos anos de 1990, as paisagens culturais ganham particular interesse internacional dentro da comunidade cient&iacute;fica de conserva&ccedil;&atilde;o, os processos s&oacute;cio-culturais e pol&iacute;ticos alcan&ccedil;am relev&acirc;ncia na interpreta&ccedil;&atilde;o da paisagem, sendo o conceito &ldquo;aceite&rdquo; no campo profissional (Fowler, 2003), ganhando &ecirc;nfase a subjectividade inerente &agrave;s mesmas, contrastando com a busca de objectividade dos anos de 1960 e 1970.</p>     <p>O reconhecimento da categoria de paisagens culturais pela Conven&ccedil;&atilde;o do Patrim&oacute;nio Mundial, em 1992, marca uma nova vis&atilde;o de patrim&oacute;nio, abrangente, diversificando as classifica&ccedil;&otilde;es distintas de bens naturais &ndash; que inclu&iacute;a &aacute;reas de esp&eacute;cies amea&ccedil;adas ou n&atilde;o intervencionadas pelo homem &ndash; e de bens culturais &ndash; que integravam principalmente monumentos a preservar. O conceito de paisagem cultural vem desafiar o que &Aacute;lvaro Domingues (2001) chama de &ldquo; <i>polaridades tradicionais &ndash; natureza e cultura</i>&rdquo;, questionando as defini&ccedil;&otilde;es/dogmas dos anos de 1960 que baseavam os valores nas qualidades intr&iacute;nsecas dos elementos constru&iacute;dos. Esta nova categoria passou a incluir outras manifesta&ccedil;&otilde;es de paisagem, interpretando o tempo, o meio ambiente e as for&ccedil;as culturais como modeladoras das mesmas:&nbsp; - <i>&ldquo;They are illustrative of the evolution of human society and settlement over time, under the influence of the physical constraints and/or opportunities presented by their natural environment and of successive social, economic and cultural forces, both external and internal.&rdquo;</i>(UNESCO, 2017, p.&nbsp;11) .</p>     <p>Neste &acirc;mbito, surgem conceitos que interpretam a paisagem cultural &agrave; luz de no&ccedil;&otilde;es patrimoniais, real&ccedil;ando o valor hist&oacute;rico ou est&eacute;tico. Birnbaum considera a paisagem cultural como <i>&ldquo;geographic area, including both cultural and natural resources and the wildlife or domestic animals therein, associated with a historic event, activity, or person or exhibiting other cultural or aesthetic values</i>.&rdquo;(Birnbaum, 1994, p.&nbsp;1). Carmen A&ntilde;on (1995) refere-as como &aacute;reas com significado, resultado de uma interven&ccedil;&atilde;o humana com uma fun&ccedil;&atilde;o ou inten&ccedil;&atilde;o espec&iacute;fica e como parte de um processo vital e evolutivo. Para al&eacute;m do reconhecimento, o Centro do Patrim&oacute;nio Mundial (UNESCO) identificou um leque de tipologias de paisagens culturais, tanto as que se evidenciam pela estrutura espacial como as que exprimem significados e liga&ccedil;&otilde;es sagradas com a natureza. Reconhece tamb&eacute;m a import&acirc;ncia das mesmas na procura de novas t&eacute;cnicas sustent&aacute;veis de uso do solo ou na manuten&ccedil;&atilde;o e valoriza&ccedil;&atilde;o de bens naturais e biodiversidade. O patrim&oacute;nio mundial foi tamb&eacute;m um impulsionador da ideia de paisagem cultural, das ra&iacute;zes acad&eacute;micas para o campo profissional, pela aplica&ccedil;&atilde;o pr&aacute;tica, pelas orienta&ccedil;&otilde;es na identifica&ccedil;&atilde;o, avalia&ccedil;&atilde;o e recomenda&ccedil;&otilde;es de gest&atilde;o.</p>     <p>Ideias embrion&aacute;rias dos finais dos anos de 1970 come&ccedil;am nos anos de 1990 a salientar-se. As concep&ccedil;&otilde;es imateriais, qualidades simb&oacute;licas da paisagem, a heran&ccedil;a cultural que sustenta e produz significado social, abre um leque de hip&oacute;teses de fontes de estudo da paisagem cultural. David Jacques (1995) escreve sobre o tema, num artigo intitulado <i>The rise of cultural landscapes</i>. Destacamos a seguinte passagem: &ldquo;<i>Humans were seen as passive receptors; they could not determine value but, through scientific evaluation, could identify and grade it, hopefully as objectively as possible. By contrast, the conception of value that is more representative of theoretical deliberation in the 1990s emphasises its subjectivity and dependence upon personal history, cultural inheritance and idealised conceptions of the world</i>.&rdquo;(Jacques, 1995, p.&nbsp;91).</p>     <p>A forte e indissoci&aacute;vel componente social integrada no termo paisagem cultural &eacute; reflectida em v&aacute;rios conceitos. Ken Taylor, nos seus textos e reflex&otilde;es, demonstra este entendimento: &ldquo;<i>They tell the story of people, events and places through time, offering a sense of continuity, a sense of the stream of time. They also offer a cultural context setting for cultural heritage</i>.&rdquo; (Taylor 2008, p.&nbsp;5). Peter Fowler, numa interessante vis&atilde;o comparativa com os prim&oacute;rdios da Humanidade, fala-nos de elementos chave do conceito de paisagem cultural, a apropria&ccedil;&atilde;o de um espa&ccedil;o, por determinado grupo com significado para o mesmo, vejamos: <i>&ldquo;(&hellip;) for example, &lsquo;our&rsquo; hunting territory as distinct from &lsquo;theirs&rsquo; could change neutral geographic space into culturally significant area of land in the perception of some humans, even though it continued to look the same to others.&rdquo;</i>(Luengo e Rossler, 2012, p.&nbsp;35)</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&Eacute; na viragem do s&eacute;culo XX para o s&eacute;culo XXI, que aumenta o interesse pela paisagem como patrim&oacute;nio cultural, fruto em parte da consciencializa&ccedil;&atilde;o das amea&ccedil;as que a globaliza&ccedil;&atilde;o pode trazer para a identidade e diversidade local e regional. O crescente interesse pelo estudo e preserva&ccedil;&atilde;o da paisagem em geral, atinge um marco ineg&aacute;vel em 2000 com a Conven&ccedil;&atilde;o Europeia da Paisagem, sendo o primeiro tratado internacional exclusivamente dedicado &agrave; paisagem<a href="#_ftn2" name="_ftnref2">[2]</a>. A Conven&ccedil;&atilde;o pretende promover a protec&ccedil;&atilde;o, gest&atilde;o e planeamento da paisagem definindo-a como <i>&ldquo;(&hellip;) uma parte do territ&oacute;rio, tal como &eacute; apreendida pelas popula&ccedil;&otilde;es, cujo car&aacute;cter resulta da ac&ccedil;&atilde;o e da inter-ac&ccedil;&atilde;o de factores naturais e/ou humanos</i>.&rdquo; <a href="#_ftn3" name="_ftnref3">[3]</a> A ideia de produto cultural &eacute; reflectida na defini&ccedil;&atilde;o de paisagem e a partir desta defini&ccedil;&atilde;o da Conven&ccedil;&atilde;o Europeia da Paisagem, consideramos que o conceito de paisagem cultural representa uma especificidade de um conceito mais amplo, que &eacute; o da paisagem em si.&nbsp;</p>     <p>A paisagem humanizada referida por Orlando Ribeiro (entre outros ge&oacute;grafos) corresponde ao que hoje chamamos de paisagem cultural, tal como descreve Il&iacute;dio de Ara&uacute;jo: - &ldquo;<i>(&hellip;) todas elas s&atilde;o produto de uma determinada cultura ou de um processo de evolu&ccedil;&atilde;o cultural das gentes que ao longo de s&eacute;culos ou mil&eacute;nios colonizaram o territ&oacute;rio que as suporta e que conduziu ou condicionou essa evolu&ccedil;&atilde;o</i>.&rdquo; (Ara&uacute;jo, 2008, p.&nbsp;63). Revela ser um testemunho de experi&ecirc;ncia e conhecimento sobre determinado lugar, assim como referido por Caldeira Cabral: - &ldquo;<i>resultante da ac&ccedil;&atilde;o multissecular, cont&iacute;nua ou intermitente, do homem sobre a paisagem natural, apropriando-a e modificando-a a fim de a adaptar pouco a pouco &agrave;s suas necessidades, segundo o que a sua experi&ecirc;ncia, os seus conhecimentos e a sua intui&ccedil;&atilde;o lhe foram ensinando, experi&ecirc;ncia transmitida de gera&ccedil;&atilde;o em gera&ccedil;&atilde;o</i>&rdquo;. (Francisco Caldeira Cabral (1978), como citado em Pinto-Correia <i>et al</i>., 2001, p.&nbsp;199).</p>     <p>A ideia da paisagem cultural, fruto do processo de evolu&ccedil;&atilde;o cultural ao longo dos tempos, re&uacute;ne algum consenso, mas enfrenta dificuldades de aplica&ccedil;&atilde;o para caracterizar determinadas tipologias de paisagens culturais definidas pelo Patrim&oacute;nio Mundial - UNESCO. Fatsar (2010), questiona sobre o factor tempo, assim como o modo de sustentabilidade das mesmas. Se uma paisagem evolutiva constitui um legado com forte interven&ccedil;&atilde;o comunit&aacute;ria e gerado ao longo de s&eacute;culos, um jardim hist&oacute;rico (categoria de paisagens culturais desenhadas intencionalmente) pode ser constru&iacute;do rapidamente, sob a vis&atilde;o de uma &uacute;nica pessoa, podendo ser uma obra recente e exigindo, muitas vezes, manuten&ccedil;&atilde;o altamente especializada (n&atilde;o executada pela comunidade em geral). No entanto, a necessidade de inventaria&ccedil;&atilde;o leva &agrave; cria&ccedil;&atilde;o de crit&eacute;rios e categorias que podem, como neste caso, levantar algumas d&uacute;vidas de aplica&ccedil;&atilde;o do conceito.</p>     <p>A conjuga&ccedil;&atilde;o do tempo, com as realidades f&iacute;sicas e materiais e a subjectividade do observador, formatam em grande parte a complexidade do &ldquo;sistema paisagem&rdquo;. Assumindo que a paisagem &eacute; uma constru&ccedil;&atilde;o, uma elabora&ccedil;&atilde;o mental, humana, a componente cultural destaca-se, mesmo em espa&ccedil;os dominados por valores naturais. Quando falamos em casos particulares, que abranjam menores ou maiores &aacute;reas, mas que expressam uma interven&ccedil;&atilde;o ou modo de vida identit&aacute;rio e representativo enquanto local de valores, o conceito de paisagem cultural pode simplesmente ser expresso da seguinte forma: - &ldquo;<i>&hellip; paisagens em que os valores culturais se destacam no conjunto e fundamentam a singularidade de um territ&oacute;rio, derivando daqui ou imanando daqui como objeto e espa&ccedil;o que exige gest&atilde;o espec&iacute;fica</i>.&rdquo; (Dias 2013, p.&nbsp;8)</p>     <p>Salientamos tamb&eacute;m outras ideias que ajudam a perceber e destacar o conceito. Na verdade, aliado &agrave; no&ccedil;&atilde;o de paisagem singular, os seus valores (n&atilde;o s&oacute; culturais), transportam estas paisagens para um nicho de territ&oacute;rios identit&aacute;rios e como tal, merecedores de uma aten&ccedil;&atilde;o especial. Teresa Andresen (2015), distingue a &ldquo;paisagem do quotidiano&rdquo; que se constr&oacute;i de rela&ccedil;&otilde;es quotidianas e vulgares, da paisagem cultural, que encerra valores que a qualificam e distingue. &Aacute; luz da UNESCO, salienta ainda as paisagens culturais patrimoniais de valor universal, reflectindo car&aacute;cter e qualidade visual excepcional, referindo a import&acirc;ncia destas n&atilde;o apenas como arte erudita, no caso dos jardins, mas como &ldquo;laborat&oacute;rios&rdquo; que permitem a evolu&ccedil;&atilde;o tecnol&oacute;gica. Podemos assim distinguir, dentro do contexto de paisagens culturais o caso especial de &ldquo;paisagens patrim&oacute;nio&rdquo; (Domingues 2001), &agrave; qual associamos as paisagens culturais classificadas pela UNESCO.</p>     <p>Patente na Pol&iacute;tica Nacional de Arquitetura e Paisagem (2015), a paisagem cultural &eacute; reconhecida e integrada em desafios de protec&ccedil;&atilde;o, salvaguarda e valoriza&ccedil;&atilde;o, enquanto espa&ccedil;o de mem&oacute;rias, viv&ecirc;ncias, ideias e valores, definidores de uma identidade coletiva, sentido de enraizamento e perten&ccedil;a, essencial ao bem -estar dos indiv&iacute;duos e &agrave; qualidade de vida do ser social.</p>     <p>As defini&ccedil;&otilde;es de paisagem cultural denotam actualmente uma vis&atilde;o hol&iacute;stica, real&ccedil;ando os processos, din&acirc;micas relacionais Homem - Natureza e a dimens&atilde;o temporal. S&atilde;o estas ideias, construtoras de uma paisagem com significado cultural, din&acirc;micas, em cont&iacute;nua evolu&ccedil;&atilde;o, que s&atilde;o genericamente partilhadas: - (&hellip;) <i>It also commonly means that people and Nature have interacted, not just impacted, and the results of that interaction give the landscape in view its particular character (&hellip;) linking not just thought but action about these curious things, the relationships between humanity and time and between humanity and nature (&hellip;) essentially the term embodies this relational, processual concept, and its meaning is always going to be an exercise in interpretations, in significances, in values.</i>&rdquo; (Fowler, 2000, p.&nbsp;204).</p>     <p>A partir da compreens&atilde;o da paisagem como sistema evolutivo, adv&eacute;m tamb&eacute;m a no&ccedil;&atilde;o de mudan&ccedil;a, integrada no conceito:<i> - &ldquo;Cultural landscapes are the result of consecutive reorganizations of the land in order to adapt its use and spatial structure better to changing societal demands.&rdquo;</i>(Antrop, 2005, p.&nbsp;2). A paisagem cultural &eacute; agora considerada um sistema complexo, constru&iacute;do de inter-rela&ccedil;&otilde;es entre comunidade e territ&oacute;rio, que expressa valores tang&iacute;veis e intang&iacute;veis e representa a identidade de determinada comunidade (Plieninger et al., 2014; Rossler 2006).</p>     <p>Novas abordagens de pesquisa sobre a paisagem come&ccedil;am a ganhar aceita&ccedil;&atilde;o. Percebe-se que a paisagem desenha a sua pr&oacute;pria hist&oacute;ria, que o factor tempo &eacute; parte integrante e construtor deste sistema, afectando e transcendendo a vida das pessoas. A paisagem tem a sua pr&oacute;pria temporalidade e ritmos, distintos dos ciclos de vida individuais ou de comunidade (Crumley <i>et al</i>., 2017). A &ldquo;biografia da paisagem&rdquo; surge como uma &aacute;rea actual de pesquisa, revelando esta mesma preocupa&ccedil;&atilde;o de integrar as mais variadas especialidades de estudo sobre a paisagem (Kolen e Renes, 2015) e de consider&aacute;-la como um sistema s&oacute;cio-ecol&oacute;gico, com interac&ccedil;&otilde;es em ambos os sentidos (Guerrero <i>et al</i>., 2018).</p>     <p>O debate actual sobre paisagens culturais centra-se na preserva&ccedil;&atilde;o da sua identidade num contexto de mudan&ccedil;as nos mais variados quadrantes. A transmiss&atilde;o do saber, enraizado na cultura das comunidades, veicula um modo de vida com import&acirc;ncia na constru&ccedil;&atilde;o das paisagens, ao longo do tempo. Este processo de passagem do saber, que Paul Claval (2007) distingue entre a cultura das elites e a cultura popular (nas sociedades ocidentais), ora efectuava-se de forma mais erudita, pela escrita, pintura, representando a cultura nacional, ou de forma vern&aacute;cula, nas rela&ccedil;&otilde;es socias, pela observa&ccedil;&atilde;o, imita&ccedil;&atilde;o, troca verbal de ideias, numa realidade vivida pelos membros da comunidade. A moderniza&ccedil;&atilde;o tecnol&oacute;gica, as novas facilidades trazidas pela globaliza&ccedil;&atilde;o, trouxeram melhorias de vida, mas tamb&eacute;m remeteram estas culturas vern&aacute;culas a componentes pontuais em culturas globais. Esta perda dos saberes do dia-a-dia leva-nos a uma crise da paisagem (Domingues 2001) ou crise de identidade (Claval 2007). Especialmente nas paisagens de interior, que sofreram com o &ecirc;xodo rural e perda demogr&aacute;fica, profundas transforma&ccedil;&otilde;es, o sistema de equil&iacute;brio da paisagem &eacute; progressivamente desconstru&iacute;do, permanecendo por vezes, apenas resqu&iacute;cios de padr&otilde;es espaciais e patrim&oacute;nio constru&iacute;do pontual (gra&ccedil;as a ac&ccedil;&otilde;es de preserva&ccedil;&atilde;o), como perdura&ccedil;&atilde;o de mem&oacute;rias da identidade local.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>O conceito de paisagem cultural est&aacute; assim intimamente relacionado com a identidade da paisagem. Considerando esta &uacute;ltima como uma <i>unicidade apreendida sobre um lugar</i> (Stobbelaar e Pedroli, 2011), percebemos hoje a import&acirc;ncia que a paisagem cultural encerra como portadora de saberes, que a distingue e qualifica.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> <ol start="3">     <li><b>Considera&ccedil;&otilde;es finais</b></li>     </ol>     <p>Da simples ideia de uma paisagem natural fisicamente alterada pelo Homem &ndash; a paisagem humanizada referida por v&aacute;rios autores - assistimos hoje a um conceito mais complexo, com significados e entendimentos diversos que naturalmente lhe foram associados &agrave; medida que se percebia tratar de entidade n&atilde;o s&oacute; f&iacute;sica mas ideol&oacute;gica. Os estudos da paisagem que na forma tradicional sublinhavam a rela&ccedil;&atilde;o dos grupos sociais e formas espaciais, foram dando lugar a abordagens que integram a consci&ecirc;ncia social sobre o lugar, os significados conferidos pelas comunidades locais e pelos visitantes. Fruto das mudan&ccedil;as de paradigmas nos contextos cient&iacute;ficos, o seu debate acompanha estas evolu&ccedil;&otilde;es. Na pr&aacute;tica, os conceitos reflectem o pensamento de especialistas nas mais diversas &aacute;reas e diferentes tutelas de gest&atilde;o da paisagem e de patrim&oacute;nio, provocando uma certa entropia no seu entendimento, ao longo dos tempos.</p>     <p>Enquanto objecto de viv&ecirc;ncia e de estudo do Homem, podemos considerar que todas as paisagens s&atilde;o culturais e deste modo, o conceito remete para uma redund&acirc;ncia, mas no entanto, existem particularidades e qualidades que n&atilde;o correspondem &agrave; paisagem quotidiana, se a analisarmos de um ponto de vista geral. Surge como um conceito &uacute;til para nomear determinadas paisagens que merecem particular aten&ccedil;&atilde;o para &ldquo; &hellip; <i>perpetuar e transmitir para o futuro a mensagem e o conhecimento do passado...&rdquo;</i>(Di&aacute;rio da Rep&uacute;blica n.<sup>o</sup> 130/2015, S&eacute;rie I de 2015-07-07, p.&nbsp;4660)<i>. </i>Encerra em si a ideia de qualidade e import&acirc;ncia hist&oacute;rica e cultural, uma paisagem que &eacute; humanizada mas que se distingue das restantes por reflectir modos de vida e/ou apropria&ccedil;&otilde;es espec&iacute;ficas, que qualificam uma entidade &uacute;nica, diferenciada pelo valor s&oacute;cio-econ&oacute;mico, ecol&oacute;gico, cultural que a caracteriza.</p>     <p>Conclu&iacute;mos que o conceito de paisagem cultural &eacute; naturalmente question&aacute;vel e evolutivo, dada a riqueza e complexidade da paisagem, integrando n&atilde;o s&oacute; elementos como din&acirc;micas e sendo objecto de estudo multidisciplinar e de interpreta&ccedil;&otilde;es pessoais. Assim, consideramos que a paisagem cultural &eacute; um sofisticado produto cultural, fruto de ideologias humanas, uma apropria&ccedil;&atilde;o intencional, material e/ou imaterial do territ&oacute;rio/envolvente, reflectindo um modo de vida (ou uma vis&atilde;o) espec&iacute;fico. S&atilde;o paisagens representativas e identit&aacute;rias, fruto muitas vezes de rearranjos de gera&ccedil;&otilde;es e por isso, reposit&oacute;rios involunt&aacute;rios de experi&ecirc;ncias e sabedoria com as quais aprendemos e que nos confortam, respondendo a um sentimento de perten&ccedil;a e enraizamento.</p>     <p>Se assumirmos que a paisagem cultural representa, como Lewis (1979) refere, a nossa autobiografia involunt&aacute;ria, ela afigura-se como um palimpsesto (analogia comumente utilizada) representativa de um espa&ccedil;o, com uma hist&oacute;ria vivida, feita de tra&ccedil;os reminiscentes do passado, em conv&iacute;vio com din&acirc;micas e elementos de novas realidades que dar&atilde;o lugar a mudan&ccedil;as futuras. Enquanto lugares de hist&oacute;rias e mem&oacute;rias, teremos de ter presente que tamb&eacute;m materializam espa&ccedil;os funcionais e produtivos.</p>     <p>O debate actual sobre a paisagem cultural reconhece as mudan&ccedil;as. No geral, n&atilde;o se pretende sugerir &ldquo;musealizar&rdquo; a paisagem mas sim tentar construir uma base s&oacute;lida e pr&aacute;tica de informa&ccedil;&atilde;o, fundamentada nos valores e din&acirc;micas da paisagem cultural, na hist&oacute;ria da paisagem ao longo do tempo, que permita orientar interven&ccedil;&otilde;es integradas na inevit&aacute;vel mudan&ccedil;a cultural, social e tecnol&oacute;gica, promovendo o equil&iacute;brio entre mudan&ccedil;a e preserva&ccedil;&atilde;o, de forma a que o resultado final, permita ent&atilde;o, que os valores e din&acirc;micas de uma dada paisagem cultural, que definem a sua identidade e que a distinguem enquanto &ldquo;paisagem de valores&rdquo;, perdurem. Promover e respeitar a diversidade e mem&oacute;ria da paisagem, aliando &agrave;s din&acirc;micas territoriais (sociais, econ&oacute;micas, entre outras), afigura-se um ponto estrat&eacute;gico.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Percebemos que ser&aacute; importante, na percep&ccedil;&atilde;o e estudo das paisagens culturais, partir de tr&ecirc;s premissas: primeiro, a no&ccedil;&atilde;o de que as paisagens culturais s&atilde;o testemunhos de saberes e, como tal, contribuem para perceber a hist&oacute;ria e cultura de dada paisagem, revelando a sua identidade. Segundo, a leitura e interpreta&ccedil;&atilde;o dessas paisagens s&atilde;o li&ccedil;&otilde;es e ferramentas essenciais para uma correta gest&atilde;o e interven&ccedil;&atilde;o nas paisagens culturais, quer presente, quer futura. Terceiro, as decis&otilde;es sobre o futuro das paisagens culturais deve garantir a sua especificidade e contributo, social, econ&oacute;mico, cultural e ambiental tanto para as comunidades locais como para a diversidade global.</p>     <p>&nbsp;</p> <ol start="4">     <li><b>Refer&ecirc;ncias bibliogr&aacute;ficas</b></li>     </ol>     <p>ALMEIDA, Ant&oacute;nio Campar. Paisagens: um patrim&oacute;nio e um recurso. In: O interior raiano do Centro de Portugal. Outras fronteiras, novos interc&acirc;mbios. Iberografias, 8 [online]. p.&nbsp;31&ndash;42. porto: Campo das Letras. 2006. Dispon&iacute;vel em: <a href="http://hdl.handle.net/10316/13165" target="_blank">http://hdl.handle.net/10316/13165</a></p>     <p>ANDRESEN, Teresa. &ldquo;Paisagem Cultural&rdquo; versus &ldquo;Paisagem do quotidiano.&rdquo; Confer&ecirc;ncia | O Resto &eacute; Paisagem [online]. Funchal, Madeira. 2015. Dispon&iacute;vel em: <a href="https://vimeo.com/148126121" target="_blank">https://vimeo.com/148126121</a></p>     <p>ANTROP, Marc. Why landscapes of the past are important for the future. In: Landscape and Urban Planning [online]. Vol.&nbsp;70, no.&nbsp;1&ndash;2, p.&nbsp;21&ndash;34. 2005. Dispon&iacute;vel em:&nbsp; <a href="http://www.sciencedirect.com/science/article/pii/S016920460300207X" target="_blank">http://www.sciencedirect.com/science/article/pii/S016920460300207X</a></p>     <p>APLIN, Graeme. World Heritage Cultural Landscapes. In: International Journal of Heritage Studies [online].. Vol.&nbsp;13, p.&nbsp;427&ndash;446. 2007. Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.tandfonline.com/doi/abs/10.1080/13527250701570515" target="_blank">http://www.tandfonline.com/doi/abs/10.1080/13527250701570515</a></p>     <p>ARA&Uacute;JO, Il&iacute;dio Alves de. Sobre a gest&atilde;o do patrim&oacute;nio agr&aacute;rio e a sustentabilidade das paisagens culturais. In: <i>Patrim&oacute;nio Paisag&iacute;stico: os caminhos da transversalidade: Actas do Col&oacute;quio</i>. p.&nbsp;63&ndash;76. 2008. Lisboa: Associa&ccedil;&atilde;o Portuguesa Arquitectos Paisagistas. ISBN&nbsp;978-972-99467-3-8.</p>     <!-- ref --><p>BIRNBAUM, Charles. <i>Protecting Cultural Landscapes: Planning, Treatment and Management of Historic Landscapes</i>. Preservation Briefs, 36. U.S. Department of the Interior National Park Service. 1994&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1759796&pid=S2182-1267201900010000500006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p>BLANKENSHIP, Jeffrey D. Reading Landscape: J. B. Jackson and the Cultural Landscape Idea at Midcentury. In: <i>Landscape Journal: design, planning, and management of the land</i>. Vol.&nbsp;35, no.&nbsp;2, p.&nbsp;167&ndash;184. 2016 DOI&nbsp;<a href="http://www.dx.doi.org/10.3368/lj.35.2.167" target="_blank">10.3368/lj.35.2.167</a>.</p>     <p>BROWN, Michael F. Cultural Relativism 2.0. In:&nbsp; Current Anthropology [online]. Vol.&nbsp;49, no.&nbsp;3, p.&nbsp;363&ndash;383. 2008. DOI&nbsp;10.1086/529261. Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.jstor.org/stable/10.1086/529261" target="_blank">http://www.jstor.org/stable/10.1086/529261</a></p>     <!-- ref --><p>CLAVAL, Paul. Changing Conceptions of Heritage and Landscape. In: Heritage,&nbsp; Memory&nbsp; and the Politics of Identity - New Perspectives on the Cultural Landscape. Great Britain: Ashgate Publishing Limited. Cap&iacute;tulo 6. 2007. ISBN&nbsp;978-0-7546-4008-0.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1759799&pid=S2182-1267201900010000500009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>COSGROVE, Denis and JACKSON, Peter. New Directions in Cultural Geography. Area [online]. Vol.&nbsp;19, no.&nbsp;2, p.&nbsp;95&ndash;101. 1987. Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.jstor.org/stable/20002425" target="_blank">http://www.jstor.org/stable/20002425</a></p>     <p>CRUMLEY, Carole L., KOLEN, Jan C. A., DE KLEIJN, Maurice and VAN MANEN, Niels. Studying long-term changes in cultural landscapes: outlines of a research framework and protocol. In: Landscape Research [online]. Vol.&nbsp;42, no.&nbsp;8, p.&nbsp;880&ndash;890. 2017. DOI&nbsp;<a href="http://www.dx.doi.org/10.1080/01426397.2017.1386292" target="_blank">10.1080/01426397.2017.1386292</a>. Dispon&iacute;vel em: <a href="https://www.tandfonline.com/doi/full/10.1080/01426397.2017.1386292" target="_blank">https://www.tandfonline.com/doi/full/10.1080/01426397.2017.1386292</a></p>     <!-- ref --><p>DI&Aacute;RIO DA REP&Uacute;BLICA N.<sup>o</sup> 130/2015, S&Eacute;RIE I DE 2015-07-07, 2015. <i>Resolu&ccedil;&atilde;o do Conselho de Ministros n.<sup>o</sup> 45/2015</i> [online]. 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ISBN&nbsp;0-19-502536-9.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1759826&pid=S2182-1267201900010000500030&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>PINTO-CORREIA, T., CANCELA D&rsquo;ABREU, A. and OLIVEIRA, R. Identifica&ccedil;&atilde;o de Unidades de Paisagem - metodologia aplicada a Portugal Continental. <i>Finisterra</i>. 2001. Vol.&nbsp;XXXVI, no.&nbsp;72, p.&nbsp;1995&ndash;206. 2001. ISSN 0430-5027</p>     <p>PLIENINGER, Tobias, TROMMLER, Kathrin and KIZOS, Thanasis. <i>Report describing the cultural landscapes framework developed, including a dictionary of terms</i>. D1.1- GA no. 603447. HERCULES Sustainable futures for Europe&rsquo;s HERitage in CULtural landscapES: Tools for understanding, managing, and protecting landscape functions and values. 2014. 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<body><![CDATA[<!-- ref --><p>UNESCO. Convention Concerning the Protection of the World Cultural and Natural Heritage - sixteenth&nbsp; session [online]. In:&nbsp; Item 6 - Evaluation report on the implementation of the Convention. Santa F&eacute;, New Mexico, USA: World Heritage Committee, UNESCO. 1992. Dispon&iacute;vel em: <a href="https://whc.unesco.org/archive/convention-en.pdf" target="_blank">https://whc.unesco.org/archive/convention-en.pdf</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1759837&pid=S2182-1267201900010000500039&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>UNESCO. <i>UNESCO World Heritage Centre </i>- The Operational Guidelines for the Implementation of the World Heritage Convention [online]. UNESCO World Heritage Centre. 2017. Available from: <a href="http://whc.unesco.org/en/guidelines" target="_blank">http://whc.unesco.org/en/guidelines</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1759838&pid=S2182-1267201900010000500040&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a href="#_ftnref1" name="_ftn1">[1]</a>&nbsp; (Ritter a par de Alexander von Humboldt, ge&oacute;grafos alem&atilde;es de finais do s&eacute;c. XVIII e princ&iacute;pios do s&eacute;c. XIX, s&atilde;o duas figuras basilares na hist&oacute;ria da geografia, considerados por muitos, fundadores da geografia moderna (Martin e James, 1993)</p>     <p><a href="#_ftnref2" name="_ftn2">[2]</a><a href="http://www.dgterritorio.pt/ordenamento_e_cidades/ordenamento_do_territorio/convencao_europeia_da_paisagem/" target="_blank">http://www.dgterritorio.pt/ordenamento_e_cidades/ordenamento_do_territorio/convencao_europeia_da_paisagem/</a></p>     <p><a href="#_ftnref3" name="_ftn3">[3]</a> artigo 1 , al&iacute;nea a), Decreto n.&ordm; 4/2005, Conven&ccedil;&atilde;o Europeia da Paisagem, feita em Floren&ccedil;a em 20 de Outubro de 2000 in <a href="https://www.culturanorte.pt/fotos/editor2/2000-convencao_europeia_da_paisagem-conselho_da_europa.pdf" target="_blank">https://www.culturanorte.pt/fotos/editor2/2000-convencao_europeia_da_paisagem-conselho_da_europa.pdf</a></p>      ]]></body><back>
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