<?xml version="1.0" encoding="ISO-8859-1"?><article xmlns:mml="http://www.w3.org/1998/Math/MathML" xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xmlns:xsi="http://www.w3.org/2001/XMLSchema-instance">
<front>
<journal-meta>
<journal-id>2182-1267</journal-id>
<journal-title><![CDATA[GOT, Revista de Geografia e Ordenamento do Território]]></journal-title>
<abbrev-journal-title><![CDATA[GOT]]></abbrev-journal-title>
<issn>2182-1267</issn>
<publisher>
<publisher-name><![CDATA[Universidade do Porto - Faculdade de Letras]]></publisher-name>
</publisher>
</journal-meta>
<article-meta>
<article-id>S2182-12672019000100006</article-id>
<article-id pub-id-type="doi">10.17127/got/2019.16.005</article-id>
<title-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[O visível e o invisível da agricultura urbana em São José dos Campos, SP]]></article-title>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[The visible and invisible of the urban agriculture of São José dos Campos, SP]]></article-title>
</title-group>
<contrib-group>
<contrib contrib-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Costa]]></surname>
<given-names><![CDATA[Sandra]]></given-names>
</name>
<xref ref-type="aff" rid="A01"/>
</contrib>
<contrib contrib-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Marinelo]]></surname>
<given-names><![CDATA[Samuel]]></given-names>
</name>
<xref ref-type="aff" rid="A01"/>
</contrib>
</contrib-group>
<aff id="A01">
<institution><![CDATA[,Universidade do Vale do Paraíba Departamento de Planejamento Urbano e Regional ]]></institution>
<addr-line><![CDATA[São José dos Campos São Paulo]]></addr-line>
<country>Brasil</country>
</aff>
<pub-date pub-type="pub">
<day>30</day>
<month>03</month>
<year>2019</year>
</pub-date>
<pub-date pub-type="epub">
<day>30</day>
<month>03</month>
<year>2019</year>
</pub-date>
<numero>16</numero>
<fpage>99</fpage>
<lpage>123</lpage>
<copyright-statement/>
<copyright-year/>
<self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S2182-12672019000100006&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_abstract&amp;pid=S2182-12672019000100006&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_pdf&amp;pid=S2182-12672019000100006&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><abstract abstract-type="short" xml:lang="pt"><p><![CDATA[A agricultura urbana, estabelecida na cidade de São José dos Campos, São Paulo, revela situações muito particulares: agricultores que conservam características tradicionais do campesinato e desenvolvem hortas urbanas para fornecer alimentos aos moradores do entorno. Esses lugares, muitas vezes, não são &#8220;visíveis&#8221; ao poder público local, que estabelece políticas sem considera-los, ou mesmo considerando-os marginais ao processo decisório. Considerando esses aspectos, esse artigo apresenta uma discussão sobre a agricultura visível e invisível na cidade de São José dos Campos, SP, quem são seus condutores, suas visões de mundo e como o Poder Público os considera. Foram realizadas entrevistas com os agricultores e representantes do poder público local. Vários recortes territoriais são preenchidos por essas atividades, que mantém vivo as memórias afetivas da população.]]></p></abstract>
<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Urban agriculture, established in the city of São José dos Campos, São Paulo, reveals particular situations. One of them is the small producers that preserve traditional characteristics of the peasantry, and develops the planting of urban gardens to provide food to the residents of the surrounding area. These places are often not "visible" to local public power, which establishes policies without considering them, or even considering as peripheral to the decision-making process. Considering these aspects, this article presents a discussion about visible and invisible agriculture in the city of São José dos Campos, SP, who are its drivers, their visions of the process and how the Public Power considers them. This research carried out interviews with the farmers and representatives of the local public power. Several territories have these activities, which keeps alive the affective memories of the population.]]></p></abstract>
<kwd-group>
<kwd lng="pt"><![CDATA[Agricultura Urbana]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[Modos de Vida]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[Planejamento Urbano]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[Urban Agriculture]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[Ways of Life]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[Urban Planning]]></kwd>
</kwd-group>
</article-meta>
</front><body><![CDATA[ <p align="right"><b>ARTIGO</b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>O vis&iacute;vel e o invis&iacute;vel da agricultura urbana em S&atilde;o Jos&eacute; dos Campos, SP</b></p>     <p><b>The visible and invisible of the urban agriculture of S&atilde;o Jos&eacute; dos Campos, SP</b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Costa, Sandra</b><sup>1</sup>;<b> Marinelo, Samuel</b><sup>1</sup></p>     <p><sup>1</sup> Universidade do Vale do Para&iacute;ba, Departamento de Planejamento Urbano e Regional. Av. Shishima Hifumi, 2911 - Urbanova, CEP 12244-000, S&atilde;o Jos&eacute; dos Campos, S&atilde;o Paulo, Brasil. <a href="mailto:sandra@univap.br">sandra@univap.br</a> ; <a href="mailto:samuelmarinelo@gmail.com">samuelmarinelo@gmail.com</a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>RESUMO</b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A agricultura urbana, estabelecida na cidade de S&atilde;o Jos&eacute; dos Campos, S&atilde;o Paulo, revela situa&ccedil;&otilde;es muito particulares: agricultores que conservam caracter&iacute;sticas tradicionais do campesinato e desenvolvem hortas urbanas para fornecer alimentos aos moradores do entorno. Esses lugares, muitas vezes, n&atilde;o s&atilde;o &ldquo;vis&iacute;veis&rdquo; ao poder p&uacute;blico local, que estabelece pol&iacute;ticas sem considera-los, ou mesmo considerando-os marginais ao processo decis&oacute;rio. Considerando esses aspectos, esse artigo apresenta uma discuss&atilde;o sobre a agricultura vis&iacute;vel e invis&iacute;vel na cidade de S&atilde;o Jos&eacute; dos Campos, SP, quem s&atilde;o seus condutores, suas vis&otilde;es de mundo e como o Poder P&uacute;blico os considera. Foram realizadas entrevistas com os agricultores e representantes do poder p&uacute;blico local. V&aacute;rios recortes territoriais s&atilde;o preenchidos por essas atividades, que mant&eacute;m vivo as mem&oacute;rias afetivas da popula&ccedil;&atilde;o.</p>     <p><b>&nbsp;</b></p>     <p><b>Palavras-chave:</b> Agricultura Urbana, Modos de Vida, Planejamento Urbano.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>ABSTRACT</b></p>     <p>Urban agriculture, established in the city of S&atilde;o Jos&eacute; dos Campos, S&atilde;o Paulo, reveals particular situations. One of them is the small producers that preserve traditional characteristics of the peasantry, and develops the planting of urban gardens to provide food to the residents of the surrounding area. These places are often not "visible" to local public power, which establishes policies without considering them, or even considering as peripheral to the decision-making process. Considering these aspects, this article presents a discussion about visible and invisible agriculture in the city of S&atilde;o Jos&eacute; dos Campos, SP, who are its drivers, their visions of the process and how the Public Power considers them. This research carried out interviews with the farmers and representatives of the local public power. Several territories have these activities, which keeps alive the affective memories of the population.</p>     <p><b>&nbsp;</b></p>     <p><b>Keywords: </b>Urban Agriculture, Ways of Life, Urban Planning.</p>     <p><b>&nbsp;</b></p> <ol>     <li><b> Introdu&ccedil;&atilde;o</b></li>     ]]></body>
<body><![CDATA[</ol>     <p>As pol&iacute;ticas p&uacute;blicas urbanas foram desenvolvidas com vias &agrave; cria&ccedil;&atilde;o de legisla&ccedil;&otilde;es e desenvolvimento de mentalidades a respeito da forma&ccedil;&atilde;o das cidades. Segundo Vainer, essas pol&iacute;ticas for&ccedil;aram a escolha, de forma expl&iacute;cita ou impl&iacute;cita, de um modelo ideal de cidade fundeado em modelos de planos urbanos que podem ser representados, segundo o autor, por &ldquo;um embate entre duas utopias urbanas: de um lado tem-se a utopia da cidade-empresa, da cidade mercadoria, da cidade neg&oacute;cio e de outro lado tem-se a utopia da cidade democr&aacute;tica&rdquo; (VAINER, 2003, p.27).</p>     <p>Para Vainer (2003), o primeiro modelo est&aacute; pautado na promo&ccedil;&atilde;o de cidades globais, segundo o qual, via de regra, o fomento e crescimento urbano s&atilde;o regulados por representantes particulares e individuais (firmas) que direcionam o modelo de cidade para se adequar ao mercado de capitais mundial, produzindo equipamentos urbanos ligados &agrave;s demandas da economia global, da competitividade internacional, muitas vezes ligados a um marketing urbano. No segundo modelo, dirigido pela pol&iacute;tica, preconiza-se a &ldquo;constru&ccedil;&atilde;o&rdquo; de cidad&atilde;os que, ao se formarem como tal, constroem tamb&eacute;m a cidade, que por sua vez n&atilde;o defende uma adequa&ccedil;&atilde;o aos modelos ligados ao desenvolvimento do capital (VAINER, 2003).</p>     <p>Ressalta-se que nesses planos de urbaniza&ccedil;&atilde;o de cidades, ligados a qualquer uma das utopias urbanas, nem sempre as especificidades dos moradores urbanos s&atilde;o consideradas. Ao mesmo tempo, n&atilde;o &eacute; usual desenvolver estudos que tenham por objetivo, m&iacute;nimo, detectar &aacute;reas que supostamente n&atilde;o estejam ligadas ao processo modernizador das cidades.</p>     <p>Santos, quando comenta sobre a mudan&ccedil;a de conte&uacute;do das regi&otilde;es urbanas e agr&iacute;colas, alerta que &ldquo;essa nova regi&atilde;o urbana compreende, tamb&eacute;m, por contiguidade, as &aacute;reas que n&atilde;o s&atilde;o diretamente tocadas pelo processo modernizador e podem, desse modo, manter aspectos tradicionais ou arcaicos no interior de uma zona motora&rdquo; (SANTOS, 1997, p. 69). Nesse aspecto, as &aacute;reas urbanas n&atilde;o podem ser tratadas como &aacute;reas homog&ecirc;neas, em que a popula&ccedil;&atilde;o residente deva ser moldada em um s&oacute; tipo de plano urbano, esteja ele ligado a qualquer natureza ut&oacute;pica.</p>     <p>&Eacute; nesse sentido que esse artigo se estruturou. Na cidade de S&atilde;o Jos&eacute; dos Campos, S&atilde;o Paulo, h&aacute; moradores que conservam caracter&iacute;sticas tradicionais do campesinato, desenvolvem o plantio de hortas e pomares urbanos em uma APP (&Aacute;rea de Prote&ccedil;&atilde;o Permanente), que margeia o rio Para&iacute;ba do Sul, invis&iacute;vel ao Poder P&uacute;blico local, assim como h&aacute; &aacute;reas de plantio, na &aacute;rea urbana, que apesar de explicitamente vis&iacute;veis, nem sempre esses agricultores se inserem na cidade real.</p>     <p>Nesse sentido, esse artigo pretende apresentar a situa&ccedil;&atilde;o das &aacute;reas urbanas agricultadas na cidade de S&atilde;o Jos&eacute; dos Campos, o invis&iacute;vel e o vis&iacute;vel da agricultura urbana, quem s&atilde;o esses &ldquo;agricultores&rdquo; e investigar como o Poder P&uacute;blico Municipal percebe essas atividades e os seus envolvidos.</p>     <p>Para a elabora&ccedil;&atilde;o da presente pesquisa foi necess&aacute;rio delimitar um objeto de estudo, fundeado naquilo que se convencionou chamar mundialmente de agricultura urbana e/ou periurbana. Ocorrente em pelo menos dois modais, a agricultura urbana estende-se tanto pelas atividades desenvolvidas em &aacute;reas particulares, como em terrenos vazios, quintais e &aacute;reas de concess&atilde;o, como em &aacute;reas p&uacute;blicas, pra&ccedil;as, fundos de vale, v&aacute;rzeas de cursos d&rsquo;&aacute;gua e &aacute;reas de prote&ccedil;&atilde;o ambiental. Atualmente, essa agricultura urbana &eacute; desenvolvida em in&uacute;meras cidades do pa&iacute;s (Almeida, 2011, Madaleno, 2002, Coutinho, 2007) e do mundo (Smit, J.; Ratta, A.; Nars, J, 1996, Donadieu, 2006, Ingersoll, R.; Fucci, B.; Sassatelli, M, 2007).</p>     <p>Para o desenvolvimento dessa pesquisa, tornou-se necess&aacute;ria uma an&aacute;lise de legisla&ccedil;&otilde;es, normatiza&ccedil;&otilde;es, diretrizes e par&acirc;metros relacionados ao uso e ocupa&ccedil;&atilde;o do solo, ao planejamento e planos urbanos, al&eacute;m da agricultura urbana e suas pr&aacute;ticas (Lei Complementar 306/06 - Plano Diretor de Desenvolvimento Integrado; Lei Complementar 428/10 - Lei de Zoneamento, uso e ocupa&ccedil;&atilde;o do solo do munic&iacute;pio de S&atilde;o Jos&eacute; dos Campos; Novo C&oacute;digo Florestal Brasileiro (BRASIL, 2012). Houve levantamento de dados por meio de pesquisa de campo e realiza&ccedil;&atilde;o de entrevistas com moradores e moradores/agricultores do bairro Jardim Altos de Santana, na zona norte do munic&iacute;pio de S&atilde;o Jos&eacute; dos Campos, por estarem localizados em &aacute;rea de preserva&ccedil;&atilde;o permanente, al&eacute;m de se realizar algumas entrevistas com representantes do Poder P&uacute;blico Municipal. A aplica&ccedil;&atilde;o das entrevistas aos moradores agricultores e aos representantes do poder p&uacute;blico foram aprovadas pelo Comit&ecirc; de &Eacute;tica em Pesquisa da UNIVAP (n&ordm; 14648813.4.0000.5503). O procedimento inicial foi o de levantamento do n&uacute;mero de envolvidos na atividade para escolha e aplica&ccedil;&atilde;o dos formul&aacute;rios pelo sistema de amostragem, respeitando a margem de 40% de indiv&iacute;duos envolvidos com essa pr&aacute;tica, ou seja, dezesseis pesquisados. Com os dados obtidos, foi poss&iacute;vel compreender o perfil socioecon&ocirc;micos das pessoas envolvidas direta e indiretamente com as pr&aacute;ticas da agricultura urbana, levantamento da evolu&ccedil;&atilde;o hist&oacute;rica da pr&aacute;tica da agricultura urbana na &aacute;rea, bem como os procedimentos, a administra&ccedil;&atilde;o e utiliza&ccedil;&atilde;o do espa&ccedil;o agricultado. Alguns representantes do poder P&uacute;blico Municipal foram entrevistados, para permitir a compreens&atilde;o da forma como o governo enxerga essa pr&aacute;tica. Dados dos Censos Demogr&aacute;ficos de 1960 a 2010, dispon&iacute;veis para a cidade de S&atilde;o Jos&eacute; dos Campos foram utilizados para compor a compreens&atilde;o das rela&ccedil;&otilde;es existentes entre a pr&aacute;tica da agricultura urbana e o uso e ocupa&ccedil;&atilde;o do solo (&aacute;rea em quest&atilde;o). Foram gerados dois croquis sobre a agricultura urbana na cidade de S&atilde;o Jos&eacute; dos Campos, os quais foram elaborados utilizando imagens de sat&eacute;lite dispon&iacute;veis no Google Earth, imagens obtidas em campo de v&aacute;rios trabalhos de campo, realizados entre mar&ccedil;o de 2012 e janeiro de 2014.</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p> <ol start="2">     <li><b> O urbano, a cidade e o rural</b></li>     </ol>     <p>Por vezes, os termos urbano/urbaniza&ccedil;&atilde;o s&atilde;o utilizados para dar sentido &agrave;s no&ccedil;&otilde;es de cidade, contudo &eacute; necess&aacute;rio esclarecer que cidade e urbano s&atilde;o conceitos distintos. N&atilde;o raro se observa literaturas em que ocorre constantemente uma confus&atilde;o desses termos, assim fica o questionamento: o que &eacute; o espa&ccedil;o urbano? O Professor Milton Santos explica que cidade e urbano s&atilde;o complementares, por&eacute;m conceitualmente distintos quando afirma que &ldquo;o urbano &eacute; frequentemente o abstrato, o geral o externo. A cidade &eacute; o particular, o concreto, o interno&rdquo; (SANTOS, 1994, p. 15), ou seja, o conceito de cidade est&aacute; ligado &agrave;s vis&otilde;es particulares de um espa&ccedil;o constru&iacute;do. &Eacute; como se, ao analisar um espa&ccedil;o urbano, dele fosse emancipada toda no&ccedil;&atilde;o generalizada e abstrata do termo em quest&atilde;o e se passasse a visualizar apenas as no&ccedil;&otilde;es do que &eacute; concreto e particular, das rela&ccedil;&otilde;es internas, caracter&iacute;sticas particulares da no&ccedil;&atilde;o de cidade.</p>     <p>A cidade, que representa o espa&ccedil;o concreto, compreende toda a materialidade que comporta um modo de vida coletivo, incluindo as infraestruturas, os equipamentos e os fluxos que se desenvolvem nesse espa&ccedil;o, contudo representa tamb&eacute;m o cidad&atilde;o e toda a sua a&ccedil;&atilde;o ou ina&ccedil;&atilde;o nesse espa&ccedil;o. &ldquo;A cidade nasce como um local inerente ao cidad&atilde;o&rdquo; (ABIKO, 1995, p. 9).</p>     <p>Evidencia-se, assim, a rela&ccedil;&atilde;o existente entre a produ&ccedil;&atilde;o do espa&ccedil;o e o espa&ccedil;o urbano. Gottdiener explicita que, nos dias atuais, &ldquo;a forma que o espa&ccedil;o urbano adquire &eacute; a materializa&ccedil;&atilde;o do desenvolvimento cont&iacute;nuo do capitalismo&rdquo; (GOTTDIENER, 1993, p. 54). Nesse aspecto, a morfologia espacial urbana est&aacute; intr&iacute;nseca e dialeticamente relacionada &agrave;s mudan&ccedil;as das estruturas da organiza&ccedil;&atilde;o social, ou seja, conforme mudam as formas de produ&ccedil;&atilde;o econ&ocirc;mico sociais, muda tamb&eacute;m a configura&ccedil;&atilde;o do espa&ccedil;o, principalmente o urbano, t&atilde;o espacialmente ligado aos modos de produ&ccedil;&atilde;o.</p>     <p>Dessa maneira a cidade passa a ser considerada o espa&ccedil;o de maior raio de a&ccedil;&atilde;o da sociedade dita desenvolvida, ao passo que, se o conceito de espa&ccedil;o est&aacute; ligado &agrave; inter-rela&ccedil;&atilde;o entre os diferentes modais de uso e ocupa&ccedil;&atilde;o do solo, automaticamente, h&aacute; uma superposi&ccedil;&atilde;o de import&acirc;ncia das &aacute;reas urbanas por sobre as &aacute;reas ainda majoritariamente rurais.</p>     <p>Apesar da emancipa&ccedil;&atilde;o natural do meio rural, as mudan&ccedil;as que ocorreram na cidade relacionam-se ao campo, uma vez que foi a partir dos avan&ccedil;os das t&eacute;cnicas agr&iacute;colas e da consequente produ&ccedil;&atilde;o de excedentes de alimentos que as popula&ccedil;&otilde;es criaram as primeiras aldeias, que se configurariam como os prim&oacute;rdios das cidades.</p>     <p>Santos (2008) afirma que</p>     <p>as cidades puderam formar-se gra&ccedil;as a um determinado avan&ccedil;o das t&eacute;cnicas de produ&ccedil;&atilde;o agr&iacute;cola, que proporcionou a forma&ccedil;&atilde;o de um excedente de produtos alimentares. Com a exist&ecirc;ncia desse excedente, algumas pessoas puderam dedicar-se a outras atividades, sendo a cidade, predominantemente, lugar de atividades n&atilde;o agr&iacute;colas (SANTOS, 2008, p. 59).</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p>Verifica-se, assim, que nesse per&iacute;odo hist&oacute;rico, o desenvolvimento das cidades est&aacute; associado ao desenvolvimento da agricultura, como se o surgimento da primeira dependesse, majoritariamente, do sucesso da segunda. No per&iacute;odo Cl&aacute;ssico, essas rela&ccedil;&otilde;es ir&atilde;o diminuir, mas a liga&ccedil;&atilde;o existente entre o desenvolvimento das cidades e o desenvolvimento da agricultura ir&aacute; se fortalecer ao longo do tempo, dando &agrave; agricultura um papel decisivo no desenvolvimento do mundo urbano (ABIKO, 1995, p. 9). Durante o per&iacute;odo do Feudalismo, o campo voltou a ter import&acirc;ncia, como no in&iacute;cio do mundo urbano, e as cidades perderam o status de centros comerciais e administrativos, uma vez que a economia da sociedade desse per&iacute;odo era baseada na produ&ccedil;&atilde;o agr&iacute;cola dos feudos (ARRUDA, 1993 p. 48).</p>     <p>Ocorre uma articula&ccedil;&atilde;o entre os espa&ccedil;os, a superposi&ccedil;&atilde;o se torna vis&iacute;vel quando se &eacute; poss&iacute;vel identificar o espa&ccedil;o urbano se apropriando do espa&ccedil;o rural, este segundo entendido, classicamente, a partir da defini&ccedil;&atilde;o de Marques, como sendo</p>     <p>[...] um meio espec&iacute;fico de caracter&iacute;sticas mais naturais, do que o urbano, que &eacute; produzido a partir de uma multiplicidade de usos, nos quais, a terra ou o &ldquo;espa&ccedil;o natural&rdquo;, aparece como um fator primordial, o que tem resultados muitas vezes na cria&ccedil;&atilde;o e recria&ccedil;&atilde;o de formas sociais de forte inscri&ccedil;&atilde;o local (MARQUES, 2002, p. 109).</p>     <p>Atualmente, esse espa&ccedil;o apresenta novas caracter&iacute;sticas, uma vez que o processo de globaliza&ccedil;&atilde;o atingiu o campo implicando em mudan&ccedil;as conceituais, com o rural sendo entendido como &aacute;rea sujeita a apropria&ccedil;&atilde;o do capital e seu desenvolvimento (CARLOS, 2004, p. 9).</p>     <p>Nesse artigo adotamos a defini&ccedil;&atilde;o de rural mais ligada &agrave; ideia de espa&ccedil;o de cria&ccedil;&atilde;o e recria&ccedil;&atilde;o de formas sociais, a fim de abordar as rela&ccedil;&otilde;es sociais estabelecidas no meio rural, mesmo que estas ocorram em &aacute;reas urbanas ou periurbanas. De acordo com essa dire&ccedil;&atilde;o, fica evidenciada que a corrente de pensamento aqui tratada tange no sentido de entender que os meios rural e urbano sejam complementares, uma vez que se articulam, como salienta Manfio, ao afirmar que &ldquo;o meio urbano e rural est&atilde;o sempre se articulando, pois existem cada vez mais espa&ccedil;os rurais dentro das cidades, principalmente das de maior dimens&atilde;o e popula&ccedil;&atilde;o. Al&eacute;m, de o rural influenciar o dinamismo das pequenas cidades ou das chamadas rurais&rdquo; (MANFIO, 2011, p. 79). Assim, pode-se deduzir que, guardadas as devidas propor&ccedil;&otilde;es de caso a caso, determina&ccedil;&otilde;es existentes sobre o espa&ccedil;o rural possam tamb&eacute;m ser aplicadas ao meio urbano e vice-versa, uma vez que essas determina&ccedil;&otilde;es se aplicam muito mais ao ser social do que ao espa&ccedil;o habitado.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>2.1. A cidade, a agricultura urbana e sua percep&ccedil;&atilde;o pela popula&ccedil;&atilde;o</b></p>     <p>Agricultura urbana &eacute; um conjunto interdisciplinar de atividades que inclui, por exemplo, a produ&ccedil;&atilde;o agr&iacute;cola, o extrativismo e a pecu&aacute;ria, desenvolvidas nas &aacute;reas internas das cidades, ou mesmo nas zonas periurbanas, ou seja, no entorno das &aacute;reas estritamente urbanas. Essas atividades balizam-se pela participa&ccedil;&atilde;o da popula&ccedil;&atilde;o urbana e periurbana nas &aacute;reas de cultivo, sempre agregadas as pr&aacute;ticas de conhecimento local. Por defini&ccedil;&atilde;o, Santandreu e Lovo afirmam que</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>a agricultura urbana &eacute; um conceito multidimensional que inclui a produ&ccedil;&atilde;o, a transforma&ccedil;&atilde;o e a presta&ccedil;&atilde;o de servi&ccedil;os, de forma segura, para gerar produtos agr&iacute;colas (hortali&ccedil;as, frutas, plantas medicinais, ornamentais, cultivados ou advindos do agroextrativismo, etc.) e pecu&aacute;rios (animais de pequeno, m&eacute;dio e grande porte) voltados para o autoconsumo, trocas e doa&ccedil;&otilde;es ou comercializa&ccedil;&atilde;o, (re) aproveitando-se, de forma eficiente e sustent&aacute;vel, os recursos e insumos locais (solo, &aacute;gua, res&iacute;duos, m&atilde;o de obra, saberes, etc.). Essas atividades podem ser praticadas nos espa&ccedil;os intraurbanos ou periurbanos, estando vinculadas &agrave;s din&acirc;micas urbanas ou das regi&otilde;es metropolitanas e articuladas com a gest&atilde;o territorial e ambiental das cidades (SANTANDREU &amp; LOVO, 2007, p. 11).</p>     <p>Desta forma a agricultura urbana apresenta uma nova ideia de paisagem verde urbana, uma vez que &eacute; produtiva, recreativa, e esteticamente diferente das no&ccedil;&otilde;es de &aacute;reas verdes urbanas presentes no senso comum das sociedades urbanas. Al&eacute;m dessa diferencia&ccedil;&atilde;o, a agricultura urbana promove a conserva&ccedil;&atilde;o e o desenvolvimento dos saberes locais. Sendo assim, essa atividade est&aacute; ligada de forma direta e intr&iacute;nseca com os n&iacute;veis de percep&ccedil;&atilde;o ambiental e topofilia dos que se apropriam dela. Surge aqui um novo campo a ser explorado, a agricultura urbana atrelada a percep&ccedil;&atilde;o ambiental, assunto tratado adiante.</p>     <p>Para Mougeot (2000), a agricultura urbana ocorre no interior da cidade, ou ao seu redor. Segundo o autor, as caracter&iacute;sticas intra-urbanas interferem na sua localiza&ccedil;&atilde;o, em todos os poss&iacute;veis espa&ccedil;os da cidade. Pode ser executada de forma individual, em canteiros entre vias de circula&ccedil;&atilde;o, ou deforma coletiva, em locais privados ou p&uacute;blicos. O autor ainda menciona que a implanta&ccedil;&atilde;o da atividade agr&iacute;cola nesses espa&ccedil;os urbanos transforma essas &aacute;reas em ambientes produtivos e pode oferecer melhor qualidade de vida a comunidades locais (MOUGEOT, 2000).</p>     <p>Essa nova paisagem verde urbana que trata dos espa&ccedil;os produtivos do ponto de vista agr&iacute;cola, normalmente est&aacute; ligado a produtores &ndash; agentes do espa&ccedil;o &ndash; que tem algum sentimento simb&oacute;lico com a pr&aacute;tica do cultivo. Tuan afirma que &ldquo;quando &eacute; irresist&iacute;vel, podemos estar certos de que o lugar ou meio ambiente &eacute; o ve&iacute;culo de acontecimentos emocionalmente fortes ou &eacute; percebido como um s&iacute;mbolo&rdquo; (TUAN, 1980, p.107), assim deve-se incluir, em qualquer an&aacute;lise da percep&ccedil;&atilde;o ambiental, os la&ccedil;os afetivos dos indiv&iacute;duos, n&atilde;o s&oacute; com o espa&ccedil;o f&iacute;sico do lugar, mas com seus sentimentos e leituras simb&oacute;licas do espa&ccedil;o e das atividades nele desenvolvidas.</p>     <p>Segundo Tuan, &ldquo;o apego &agrave; terra do pequeno agricultor ou campon&ecirc;s &eacute; profundo. Conhecem a natureza porque ganham a vida com ela&rdquo; (TUAN, 1980, p.111). Assim, essa rela&ccedil;&atilde;o pode ser de amor ou de &oacute;dio, afinal &eacute; a partir da produ&ccedil;&atilde;o que essa terra desenvolver que nascer&aacute; tamb&eacute;m a natureza do sentimento topof&iacute;lico do lugar em quest&atilde;o.</p>     <p>Dessa forma, deve-se entender tamb&eacute;m que a posi&ccedil;&atilde;o social &lsquo;exercida&rsquo; pelo agricultor sirva tamb&eacute;m como determinante de sua rela&ccedil;&atilde;o topof&iacute;lica ou topof&oacute;bica com o lugar. Na maioria dos casos, agricultores que ocupam lugar mais privilegiado de status social, garantem constru&ccedil;&otilde;es de la&ccedil;os afetivos com o lugar num vi&eacute;s muito mais positivo do que negativo, afinal, conforme Tuan &ldquo;o sentimento topof&iacute;lico entre os agricultores difere enormemente de acordo com seu status socioecon&ocirc;mico&rdquo; (TUAN, 1980, p. 112).</p>     <p>Nesse sentido de complexidade topof&iacute;lica com o lugar, verifica-se uma depend&ecirc;ncia &iacute;ntima dos indiv&iacute;duos, uma vez que se sentem parte do lugar. Sobre essa considera&ccedil;&atilde;o, Tuan explicita que &ldquo;a topofilia do agricultor est&aacute; formada desta intimidade f&iacute;sica, da depend&ecirc;ncia material e do fato de que a terra &eacute; um reposit&oacute;rio de lembran&ccedil;as e mant&ecirc;m a esperan&ccedil;a&rdquo; (TUAN, 1980, p. 111), assim entende-se que familiaridade e afei&ccedil;&atilde;o ajudam a determinar os valores topof&iacute;licos do lugar, logo, se os sentimentos s&atilde;o criados a partir das imagens e estas est&atilde;o ligadas a realidade circundante do indiv&iacute;duo, a mem&oacute;ria tem papel fundamental nessa constru&ccedil;&atilde;o de percep&ccedil;&atilde;o. Tuan afirma ainda que &ldquo;a consci&ecirc;ncia do passado &eacute; um elemento importante no amor pelo lugar&rdquo; (TUAN, 1980, p. 112).</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> <ol start="3">     <li><b> A agricultura urbana na cidade de S&atilde;o Jos&eacute; dos Campos: o vis&iacute;vel e o invis&iacute;vel</b></li>     ]]></body>
<body><![CDATA[</ol>     <p>O munic&iacute;pio de S&atilde;o Jos&eacute; dos Campos, situado na regi&atilde;o Sudeste do estado de S&atilde;o Paulo (<a href="#f1">Figura 1</a>), ocupa uma &aacute;rea total de 1.099,6 km&sup2;, dos quais 353,9 km&sup2; s&atilde;o considerados pertencentes &agrave; &aacute;rea urbana (32%) e 745,7 km&sup2; &agrave; &aacute;rea rural. &Eacute; um dos principais munic&iacute;pios da Regi&atilde;o Metropolitana do Vale do Para&iacute;ba e Litoral Norte. Dentre outras caracter&iacute;sticas de destaque, possui 52,36% de seu territ&oacute;rio classificado como &Aacute;rea de Prote&ccedil;&atilde;o Ambiental (PMSJC, 2012).</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="f1">     <p><img src="/img/revistas/got/n16/n16a06f1.gif"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>H&aacute; duas d&eacute;cadas, a cidade de S&atilde;o Jos&eacute; dos Campos apresenta crescimento expressivo no setor de servi&ccedil;os, configurando-se como um centro regional do setor terci&aacute;rio que atende aproximadamente dois milh&otilde;es de moradores da regi&atilde;o do Vale do Para&iacute;ba e Sul de Minas Gerais (PMSJC, 2012). Com, aproximadamente, 700000 habitantes, de acordo com o IBGE (2017), cerca de 98% da popula&ccedil;&atilde;o reside em &aacute;reas consideradas urbanas e apenas 2% dos domic&iacute;lios situam-se nas &aacute;reas rurais (IBGE, 2012).</p>     <p>Do ponto de vista demogr&aacute;fico, a Macro-Zona Norte, da cidade de S&atilde;o Jos&eacute; dos Campos, ocupa a quarta posi&ccedil;&atilde;o num comparativo entre as macro-zonas mais populosas do munic&iacute;pio, apresentando cerca de 59.800 habitantes (9% do total) e uma m&eacute;dia nunca superior a quatro habitantes e nem inferior a 2,8 habitantes por domic&iacute;lio. De acordo com Oliveira, os moradores dessa Macrozona urbana possuem caracter&iacute;sticas muito distintas da realidade tecnol&oacute;gica e industrial da cidade. Em sua maioria, descendentes de imigrantes do estado de Minas Gerais, a popula&ccedil;&atilde;o da regi&atilde;o norte ainda preserva algumas caracter&iacute;sticas tradicionais das &aacute;reas rurais ou mesmo de pequenas cidades do interior do estado de Minas Gerais. Dentre essas caracter&iacute;sticas, o desenvolvimento da agricultura urbana chama aten&ccedil;&atilde;o, principalmente no bairro Jardim Altos de Santana, onde moradores conservam caracter&iacute;sticas tradicionais do campesinato, desenvolvendo hortas urbanas na &Aacute;rea de Prote&ccedil;&atilde;o Permanente dos rios Jaguari e Para&iacute;ba do Sul (OLIVEIRA, 1999).</p>     <p>A atividade agr&iacute;cola do munic&iacute;pio n&atilde;o se restringe a &aacute;rea citada. Assim, a fim de diferenciar essas &aacute;reas e o tipo de agricultura existentes no per&iacute;metro urbano, tornou-se necess&aacute;rio se propor dois termos cabais ao entendimento da atividade em quest&atilde;o: a &ldquo;agricultura urbana vis&iacute;vel&rdquo;, que ocorre majoritariamente na &aacute;rea central do per&iacute;metro urbano; e a &ldquo;agricultura urbana invis&iacute;vel&rdquo;, presente nos bairros, geralmente em v&aacute;rzeas de rios e c&oacute;rregos e fundos de vale, que suportam a atividade agr&iacute;cola, via de regra, desenvolvida por moradores do entorno dessas &aacute;reas. Uma discuss&atilde;o um pouco mais aprofundada desses termos, &eacute; apresentada a seguir, para explicitar as diferen&ccedil;as entre as principais caracter&iacute;sticas da atividade agr&iacute;cola presente em S&atilde;o Jos&eacute; dos Campos.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>3.1. A agricultura urbana vis&iacute;vel em s&atilde;o jos&eacute; dos campos</b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Primeiramente, h&aacute; a necessidade de explicitar as raz&otilde;es pelas quais, nessa pesquisa, optou-se por utilizar as nomenclaturas, associadas &agrave; atividade &ldquo;agricultura urbana&rdquo;. Ao observar a realidade da cidade de S&atilde;o Jos&eacute; dos Campos, em rela&ccedil;&atilde;o a essa atividade, o termo agricultura urbana foi dividido em dois nichos, nominados como &ldquo;vis&iacute;vel&rdquo; e &ldquo;invis&iacute;vel&rdquo;, importantes para o entendimento da proposta de an&aacute;lise da presente pesquisa.</p>     <p>Na cidade de S&atilde;o Jos&eacute; dos Campos, a agricultura urbana e periurbana t&ecirc;m ocorrido de diferentes formas. Quando se trata daquela agricultura que ocorre aos olhos das pessoas, &agrave; ci&ecirc;ncia do Poder P&uacute;blico e &eacute;, explicitamente, parte da composi&ccedil;&atilde;o da paisagem urbana, optou-se pela denomina&ccedil;&atilde;o agricultura urbana vis&iacute;vel. Nesse modal, a pr&aacute;tica agr&iacute;cola ocorre em espa&ccedil;os que, via de regra, se apresentam &agrave; din&acirc;mica da paisagem de forma aparente, como uma &aacute;rea estritamente rural, por&eacute;m, dentro do espa&ccedil;o urbano.</p>     <p>Uma &aacute;rea mais caracter&iacute;stica dessa agricultura urbana vis&iacute;vel da cidade de S&atilde;o Jos&eacute; dos Campos est&aacute; situada na regi&atilde;o central da cidade, em uma das &aacute;reas de v&aacute;rzea do rio Para&iacute;ba do Sul, conhecida como &lsquo;Banhado&rsquo;. Essa &aacute;rea ocupa 6,28km2. Essa &eacute; uma &Aacute;rea de Prote&ccedil;&atilde;o Ambiental (APA) estadual, que abrange a plan&iacute;cie aluvial do Rio Para&iacute;ba do Sul. &Eacute; caracterizada por terrenos baixos e planos, com declividade inferior a 5%, onde os usos da terra mais frequentes s&atilde;o a agricultura e a pecu&aacute;ria, havendo indiretamente a conserva&ccedil;&atilde;o e preserva&ccedil;&atilde;o ambiental, que apresenta uma alta vulnerabilidade por diversos fatores e processos relacionados &agrave; urbaniza&ccedil;&atilde;o (ANEEL, 1999).</p>     <p>Vale salientar que essas atividades se desenvolvem na &aacute;rea desde antes da derrubada da floresta, autorizada pela prefeitura, em 1912 (ROCHA, et al., 1996). O resultado dessa produ&ccedil;&atilde;o abastece o mercado interno joseense, fornecendo produtos ao Mercado Municipal e aos Centros Estaduais de Abastecimento e da Companhia de Entrepostos e Armaz&eacute;ns Gerais de S&atilde;o Paulo (CEASA/CEAGESP). Dessa forma, a agricultura urbana l&aacute; praticada, tradicionalmente, deve ser considerada vis&iacute;vel.</p>     <p>No entanto, h&aacute; a atividade da agricultura urbana que ocorre fora desse padr&atilde;o de visibilidade, ou mesmo dessa centralidade geogr&aacute;fica da cidade de S&atilde;o Jos&eacute; dos Campos. A esse modelo de agricultura optou-se pela denomina&ccedil;&atilde;o agricultura urbana invis&iacute;vel, tratada a seguir.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>3.2. A agricultura urbana invis&iacute;vel na cidade de S&atilde;o Jos&eacute; dos Campos </b></p>     <p>Em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; agricultura urbana invis&iacute;vel, fica evidente a sua separa&ccedil;&atilde;o ao modal vis&iacute;vel, descrito anteriormente, por&eacute;m n&atilde;o se restringe apenas ao aspecto da paisagem a diferencia&ccedil;&atilde;o b&aacute;sica entre esses dois modelos aqui apresentados. Quando se trata de agricultura urbana invis&iacute;vel, deve-se observar pelo menos duas caracter&iacute;sticas principais.</p>     <p>A primeira est&aacute; voltada a ocorr&ecirc;ncia geogr&aacute;fica dessas atividades, uma vez que se localizam distantes da centralidade urbana, via de regra, nas zonas perif&eacute;ricas da cidade, quase sempre, &aacute;reas de habita&ccedil;&atilde;o de popula&ccedil;&atilde;o de baixa renda, ou mesmo que convivem com limitadores geogr&aacute;ficos naturais (c&oacute;rregos, ribeir&otilde;es, rios e suas &aacute;reas de v&aacute;rzea, al&eacute;m dos fundos de vale) ou antr&oacute;picos (rodovias, &aacute;reas industriais e de expans&atilde;o da malha urbana), e terrenos baldios.</p>     <p>A segunda, trata especificamente do sujeito, do indiv&iacute;duo produtor do cultivo e de rela&ccedil;&otilde;es, que, por n&atilde;o ter o reconhecimento visual de suas atividades, torna-se, ele tamb&eacute;m, al&eacute;m do territ&oacute;rio ocupado por ele, ser considerado invis&iacute;vel, assim como suas atividades e rela&ccedil;&otilde;es socais que estabelece. Combinadas, essas duas caracter&iacute;sticas culminam na segrega&ccedil;&atilde;o socioespacial do sujeito que se identifica com a atividade agr&iacute;cola e tenta exerc&ecirc;-la dentro da malha urbana.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Pode-se contestar a validade dessas exposi&ccedil;&otilde;es frente &agrave; impress&atilde;o de que pode ser considerada pequena a quantidade de indiv&iacute;duos envolvidos na pr&aacute;tica de tais atividades. Contudo, n&atilde;o querendo fazer ju&iacute;zo de valor quantitativo, mas utilizando esse vi&eacute;s para abordar o caso, n&atilde;o s&atilde;o poucas as &aacute;reas da cidade em que essas atividades ocorrem, espalhando-se por quase toda a malha urbana, nas &aacute;reas centrais ou perif&eacute;ricas. A <a href="/img/revistas/got/n16/n16a06f2.gif" target="_blank">Figura 2</a> &eacute; uma representa&ccedil;&atilde;o generalista, pois v&aacute;rias outras &aacute;reas de agricultura urbana existentes no munic&iacute;pio n&atilde;o est&atilde;o localizadas nesse croqui.</p>     
<p>Na zona oeste do munic&iacute;pio h&aacute; pelo menos tr&ecirc;s bairros urbanos em que as atividades agr&iacute;colas ocorrem de forma ocultada. No Jardim das Ind&uacute;strias e Jardim Limoeiro as &aacute;reas que margeiam o Banhado est&atilde;o sendo ocupadas pela atividade em quest&atilde;o e recebem os cuidados dos moradores agricultores do local. No Jardim P&ocirc;r do Sol, (representado no mosaico pela imagem de n&uacute;mero 4) a atividade ocorre principalmente em &aacute;reas cedidas pela empresa Monsanto&reg; e pr&oacute;ximas ao C&oacute;rrego Ressaca (<a href="#f3">Figura 3</a>).</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="f3">     <p><img src="/img/revistas/got/n16/n16a06f3.gif"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>Na por&ccedil;&atilde;o leste, os bairros Vila Industrial, Vila Guarani e Vista Linda, (representados no mosaico pela imagem de n&uacute;mero 3), t&ecirc;m seus limites com a &aacute;rea de v&aacute;rzea do rio Para&iacute;ba do Sul. H&aacute; a presen&ccedil;a de hortas e pomares tamb&eacute;m cuidadas pelos moradores do entorno (<a href="#f4">Figura 4</a>). Em &aacute;rea de vazio urbano, estabelecida pela passagem de cabos de energia, da EDP Bandeirante Energia, s&atilde;o encontradas hortas urbanas, cultivadas com autoriza&ccedil;&atilde;o da empresa (<a href="#f5">Figura 5</a>).</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="f4">     <p><img src="/img/revistas/got/n16/n16a06f4.gif"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="f5">     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><img src="/img/revistas/got/n16/n16a06f5.gif"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>3.3. Um exemplo de agricultura urbana invis&iacute;vel em S&atilde;o Jos&eacute; dos Campos: o caso do Bairro Jardim Altos de Santana </b></p>     <p>O Bairro Jardim Altos de Santana, localizado no extremo norte da &aacute;rea urbana de S&atilde;o Jos&eacute; dos Campos, possui algumas caracter&iacute;sticas espec&iacute;ficas no que tange aos padr&otilde;es de urbaniza&ccedil;&atilde;o da cidade. Implantado h&aacute; cerca de 30 anos, o bairro possui uma oferta de servi&ccedil;os privados e p&uacute;blicos. H&aacute; tr&ecirc;s unidades escolares, sendo duas escolas municipais de ensino fundamental e uma creche conveniada &agrave; prefeitura, al&eacute;m de um centro poliesportivo equipado com piscina, quadra de t&ecirc;nis, quadra poliesportiva, campo gramado para pr&aacute;tica de futebol, pista de corrida, palco para eventos e salas para pr&aacute;tica de atividades f&iacute;sicas indoor (Internas, cobertas), como a gin&aacute;stica e artes marciais, com gratuidade de atividades f&iacute;sicas aos mun&iacute;cipes e moradores do bairro a adjac&ecirc;ncias. Somam-se a esses equipamentos p&uacute;blicos, uma unidade b&aacute;sica de sa&uacute;de e uma pista para caminhadas que margeia o bairro em seus limites com os rios Para&iacute;ba do Sul e Jaguari. Pr&oacute;ximo a essa pista de caminhada, h&aacute; tr&ecirc;s quiosques localizados em pequenas pra&ccedil;as equipadas com brinquedos para recrea&ccedil;&atilde;o infantil. H&aacute; ainda tr&ecirc;s equipamentos p&uacute;blicos de gin&aacute;stica, denominados &lsquo;academias ao ar livre&rsquo;, uma pr&oacute;xima &agrave; pista de caminhada supracitada, outra em uma pra&ccedil;a localizada na parte alta do bairro e mais uma integrada ao cento poliesportivo. H&aacute; ainda um PEV (Posto de Entrega Volunt&aacute;ria), que recebe res&iacute;duos da constru&ccedil;&atilde;o civil, eletroeletr&ocirc;nicos em desuso, podas de &aacute;rvores, entre outros. Uma quadra poliesportiva fixada pr&oacute;xima &agrave; orla do rio Jaguari e duas quadras de areia, ambas em &aacute;rea de v&aacute;rzea dos rios.</p>     <p>&Eacute; nessa &aacute;rea lim&iacute;trofe, das v&aacute;rzeas dos rios, que ocorre a atividade de agricultura urbana no bairro. Quase todas as &aacute;reas que se encontravam livres ou abandonadas, localizadas nas &aacute;reas de v&aacute;rzea dos rios Jaguari e Para&iacute;ba do Sul, foram ocupadas com hortas e pomares desenvolvidas por moradores de diferentes locais do bairro, mas que t&ecirc;m, como atividade comum, a pr&aacute;tica da agricultura urbana na &aacute;rea de prote&ccedil;&atilde;o permanente dos rios supracitados (<a href="#f6">Figura 6</a>). &Eacute; importante ressaltar que esses moradores viabilizaram com recursos pr&oacute;prios a implanta&ccedil;&atilde;o das hortas e pequenos pomares, e que, quase sempre essa atividade de agricultura urbana representa muito mais um momento de lazer, contato com a terra e produ&ccedil;&atilde;o de alimentos para subsist&ecirc;ncia, do que uma atividade para fins comerciais, apesar de haver, no local, alguns moradores agricultores que comercializam sua produ&ccedil;&atilde;o agr&iacute;cola excedente.</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="f6">     <p><img src="/img/revistas/got/n16/n16a06f6.gif"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>Os diferentes espa&ccedil;os s&atilde;o demarcados por cercas improvisadas pelos agricultores. Cada agricultor tem um espa&ccedil;o delimitado para sua pr&aacute;tica e n&atilde;o h&aacute; registro de conflitos entre eles quanto ao uso dos terrenos em quest&atilde;o. Os principais materiais utilizados para a delimita&ccedil;&atilde;o das &aacute;reas s&atilde;o o arame preso a mour&otilde;es e as cercas feitas de bambu. Todos os moradores agricultores se conhecem, o que facilita a comunica&ccedil;&atilde;o entre eles.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Assim, analisando o recorte do mapa do Plano Diretor de S&atilde;o Jos&eacute; dos Campos (PMSJC, 2006), a &aacute;rea em quest&atilde;o aparece demarcada como &aacute;rea reservada para implanta&ccedil;&atilde;o do nominado &ldquo;Parque da Orla do Rio Para&iacute;ba do Sul&rdquo; (<a href="#f7">Figura 7</a>). Contudo, o que se observa &eacute; que essa demarca&ccedil;&atilde;o se insere em sobreposi&ccedil;&atilde;o a &aacute;rea ocupada com a agricultura &lsquo;comunit&aacute;ria&rsquo; (demarcada na cor vermelha na figura), o que evidencia, de acordo com levantamentos realizados com representantes da Prefeitura, a necessidade da retirada das hortas para implanta&ccedil;&atilde;o do Parque da Orla. Em 2012, a inten&ccedil;&atilde;o do Poder P&uacute;blica era eliminar as &aacute;reas de agricultura, onde seria implantado o Parque.</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="f7">     <p><img src="/img/revistas/got/n16/n16a06f7.gif"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>Em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; postura da Prefeitura, em 2012, ao promover a retirada das hortas urbanas existentes no local, s&atilde;o ignoradas as pr&aacute;ticas de agricultura urbana que reafirmam as caracter&iacute;sticas dos moradores agricultores do entorno, ocorrendo assim, a desvaloriza&ccedil;&atilde;o de suas identidades, promovendo um cen&aacute;rio de perda de sua representa&ccedil;&atilde;o social.</p>     <p>Essa conjuntura vai contra as afirma&ccedil;&otilde;es de Pollak, para quem a identidade &eacute; o &ldquo;sentido da imagem de si, para si e para os outros, a imagem que uma pessoa adquire ao longo da vida referente a ela pr&oacute;pria, a imagem que ela constr&oacute;i e apresenta ao outro e a si pr&oacute;pria, para acreditar na sua pr&oacute;pria representa&ccedil;&atilde;o&rdquo; (POLLAK, 1992, p. 205).</p>     <p>Acreditar em sua pr&oacute;pria representa&ccedil;&atilde;o &eacute; o que imprime nesses moradores capacidade identit&aacute;ria. Isso fica evidenciado em seus relatos, havendo uma interdepend&ecirc;ncia entre discurso e pr&aacute;tica social, entre composi&ccedil;&atilde;o de identidade e representa&ccedil;&atilde;o socioespacial. Como os moradores enxergam a atividade desenvolvida? Quais os benef&iacute;cios que retiram dessa pr&aacute;tica? E a posi&ccedil;&atilde;o do Poder P&uacute;blico local, como se comportou ao longo desses anos, desde 2012?</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>3.3.1. Moradores agricultores e suas pr&aacute;ticas agr&iacute;colas (in)vis&iacute;veis</b></p>     <p>A transcri&ccedil;&atilde;o dos depoimentos, apresentados nesse item, tenta retratar e evidenciar que tipo de rela&ccedil;&atilde;o os moradores possuem com a &aacute;rea agricultada, buscando salientar o que se p&ocirc;de investigar em termos de constru&ccedil;&atilde;o de sentimentos topof&iacute;licos e de pertencimento em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; &aacute;rea de estudo, abordando o modo como os mesmos viabilizam suas hortas, organizam seus espa&ccedil;os e se relacionam entre si.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A vis&atilde;o do Poder P&uacute;blico, em 2012, sobre a &aacute;rea tamb&eacute;m &eacute; explicitada, afinal, via de regra, determina o vi&eacute;s de uso e ocupa&ccedil;&atilde;o das &aacute;reas p&uacute;blicas. No entanto, optou-se por iniciar a partir da an&aacute;lise dos depoimentos dos moradores por se acreditar que os indiv&iacute;duos que se articulam cotidianamente com e pelo espa&ccedil;o possam ter contribui&ccedil;&otilde;es mais prof&iacute;cuas sobre a din&acirc;mica da &aacute;rea, bem como explicitar os (im)poss&iacute;veis di&aacute;logos que ocorram entre eles e os representantes do governo.</p>     <p>De antem&atilde;o, parece oportuno evidenciar que os moradores agricultores tenham desenvolvido rela&ccedil;&otilde;es topof&iacute;licas na &aacute;rea, o que fica claro ao se analisar discursos de um dos agricultores (<a href="#f8">Figura 8</a>), que residem no bairro, desde a sua funda&ccedil;&atilde;o, no in&iacute;cio dos anos 1980.</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="f8">     <p><img src="/img/revistas/got/n16/n16a06f8.gif"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>Quando questionado sobre seus sentimentos sobre a &aacute;rea, o agricultor A apresentou a seguinte opini&atilde;o:</p>     <p>Eu sou chegado por causa disso aqui. [...] &Oacute; l&aacute; o p&eacute; de amora que eu plantei (sic). Vamos entrar ali. Eu vou mostrar uma &aacute;rvore pra voc&ecirc;. O meu filho ganhou uma &aacute;rvore l&aacute; na Embraer&reg; e eu trouxe de l&aacute;, num dia que estava chovendo e pus aqui. Eu acredito que essa madeira quase n&atilde;o tenha aqui. Ele ganhou ela l&aacute;, mas desse tamanico (sic), assim &oacute; (sic). Eu cheguei e pus aqui. Cheguei a trazer esterco de l&aacute; pra por aqui. No fim eu torci pra essa &aacute;rvore sair, rapaz, porque eu ganhei mais &aacute;rvores, mas essa ele trouxe da Embraer&reg; (depoimento fornecido em 09/11/2013).</p>     <p>Al&eacute;m de sua rela&ccedil;&atilde;o com a &aacute;rea denotar sentimentos topof&iacute;licos, esse agricultor ainda estabelece outras rela&ccedil;&otilde;es, ligadas aos seus la&ccedil;os familiares, ao dizer que ganhou muitas &aacute;rvores para plantar, mas que tinha uma expectativa muito grande sobre uma muda, em especial, uma vez que quem a doou foi seu pr&oacute;prio filho, ap&oacute;s ganh&aacute;-la na empresa Embraer&reg;, seu local de trabalho.</p>     <p>Esse agricultor n&atilde;o &eacute; o &uacute;nico a apresentar esse tipo de sentimento para com o local onde desenvolve a agricultura. O Agricultor B, morador do bairro h&aacute; cerca de dez anos, explicou que planta para o pr&oacute;prio consumo e que toda sua horta recebe aduba&ccedil;&atilde;o org&acirc;nica. Aposentado, hoje com mais de sessenta anos de idade, ele afirma que entende a atividade agr&iacute;cola como um bom passatempo, pois o possibilita ter contato com a terra. Afirmou ainda que gosta muito do local onde desenvolve suas hortas, pois sempre morou em ch&aacute;caras ou s&iacute;tios e, agora no meio urbano, aproveita a experi&ecirc;ncia adquirida com a agricultura para ter uma ocupa&ccedil;&atilde;o, al&eacute;m de conviver com os outros moradores que compartilham sua pr&aacute;tica.</p>     <p>Outro caso que se apresenta est&aacute; ligado &agrave; hist&oacute;ria do Agricultor C, natural de Bras&oacute;polis, em Minas Gerais. Atra&iacute;do pela possibilidade de melhores condi&ccedil;&otilde;es de sustento e empregabilidade, esse Agricultor passou a residir em S&atilde;o Jos&eacute; dos Campos, desde os seus vinte anos de idade. Ele mora no bairro Jardim Altos de Santana, desde 1985. Atualmente, com setenta e cinco anos de idade, esse Senhor, enquanto apresentava sua &aacute;rea de cultivo, composta principalmente por mandioca e banana, explicou que a ocupa desde 1987, e que gosta muito do lugar e das atividades que desenvolve nela, pois neste espa&ccedil;o, que remonta seus ambientes de viv&ecirc;ncia ligados ao meio rural, se sente &agrave; vontade, pois pode, al&eacute;m de reviver seu passado, se dedicar a uma atividade que, em seu julgamento, &eacute; prazerosa. O Agricultor C menciona:</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Eu gosto, eu fico a vontade, distrai, n&eacute;? [...] planta, vai carpi (sic), levanta cedo. Tem dia que eu venho pra c&aacute; as seis horas. [...] Tendo, a gente vai plantando. Eu mexo aqui mais pra distrair n&eacute;, porque na idade que eu to n&eacute;? (Depoimento fornecido em 26/10/2013).</p>     <p>Um outro morador agricultor, envolvido com o cultivo, fala um pouco sobre as hortas e os cuidados que elas recebem dos moradores agricultores. Ele afirma que</p>     <p>Tem v&aacute;rias pessoas que plantam ali. Cada um cuida da hortinha deles. A turma respeita as &aacute;rvores. [...] Quando eu vim, eu cheguei, logo j&aacute; fizeram a cerca, mas a turma jogava lixo ali, porque a turma reclama que de primeiro (sic) era tudo sujo e bagun&ccedil;ado. Mas agora n&atilde;o, porque n&oacute;s, al&eacute;m de plantar n&oacute;s cata lixo, sacolinha essas coisas, mas al&eacute;m de plantar a gente ajuda a limpar (depoimento fornecido em 08/11/2013).</p>     <p>Mesmo que de forma sucinta, entende-se que esses depoimentos evidenciam os sentimentos dos moradores para com a &aacute;rea. Nota-se, em seus relatos, que a rela&ccedil;&atilde;o dos agricultores com a terra tem ra&iacute;zes muito al&eacute;m do territ&oacute;rio em si, uma vez que a maioria deles j&aacute; agricultava em outras localidades, antes mesmo de chegarem ao bairro, ou mesmo a S&atilde;o Jos&eacute; dos Campos. S&atilde;o sentimento que nos remetem &agrave;s discuss&otilde;es de Tuan, que afirma que &ldquo;o lugar ou o meio ambiente &eacute; o ve&iacute;culo de acontecimentos emocionalmente fortes&rdquo; (TUAN, 1980, p. 107), evidenciando a exist&ecirc;ncia de sentimentos topof&iacute;licos pela &aacute;rea.</p>     <p>Uma contabiliza&ccedil;&atilde;o preliminar demonstrou que h&aacute;, pelo menos, 40 agricultores diferentes plantando em todo o bairro. Alguns, que plantam na &aacute;rea h&aacute; mais tempo, afirmam possuir um documento expedido pela Prefeitura Municipal que os autoriza a utilizar as &aacute;reas para o plantio, desde que n&atilde;o sejam utilizadas para fins de constru&ccedil;&atilde;o de moradias. Um dos Agricultores entrevistados explica um pouco sobre essa documenta&ccedil;&atilde;o:</p>     <p>Quando eles liberaram pra n&oacute;s plantar (sic), foi a Prefeitura que liberou aqui, eu tenho papel, eu tenho tudo que t&aacute; em casa. [...] A&iacute; falaram, n&atilde;o, pode plantar, s&oacute; pra plantar e quando a gente precisar a gente tira, a&iacute; eu falei, t&aacute; bom, u&eacute; n&atilde;o &eacute; nossa a &aacute;rea, o terreno n&atilde;o &eacute; da gente (depoimento fornecido em 26/10/2012).</p>     <p>O Agricultor D, atualmente, com quarenta anos de idade, relata que, ainda aos quinze, seu pai tamb&eacute;m obteve esse documento da Prefeitura, que o permitia a utiliza&ccedil;&atilde;o da &aacute;rea para fins de plantio. Disse ainda que todos os moradores que utilizavam a &aacute;rea na &eacute;poca receberam o tal documento, que est&aacute; em seu poder, para o caso de precisar comprovar o uso legal da &aacute;rea. Sendo assim, esse documento que foi expedido h&aacute; mais de vinte anos, evidencia que o Poder P&uacute;blico Municipal oficializou, de alguma forma, as atividades agr&iacute;colas que ocorrem no bairro, ou pelo menos que este tem conhecimento de tais pr&aacute;ticas. Assim, esperava-se que a administra&ccedil;&atilde;o municipal devesse incentivar a atividade de cunho agr&iacute;cola no bairro, pois reconhecendo sua exist&ecirc;ncia e autorizando a pr&aacute;tica, denota uma valoriza&ccedil;&atilde;o das identidades criadas e refor&ccedil;adas na &aacute;rea em quest&atilde;o. Por&eacute;m, atualmente, a Prefeitura e seus representantes t&ecirc;m demonstrado interesses diferentes para a &aacute;rea em quest&atilde;o. Essa afirma&ccedil;&atilde;o fica evidente se analisado o Plano Diretor do munic&iacute;pio, que data do ano de 2006, como apresentado anteriormente. De acordo com o documento (PMSJC, 2006), na se&ccedil;&atilde;o de mapas de parques urbanos, na mesma &aacute;rea onde ocorre a agricultura urbana, est&aacute; prevista uma interven&ccedil;&atilde;o para cria&ccedil;&atilde;o do Parque da Orla do Rio Para&iacute;ba do Sul, que para ser instalado dever&aacute; promover a retirada das hortas e pomares cuidados pelos moradores agricultores presentes no bairro.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> <ol start="4">     <li><b> O poder p&uacute;blico e a cria&ccedil;&atilde;o de parques lineares em S&atilde;o Jos&eacute; dos Campos</b></li>     ]]></body>
<body><![CDATA[</ol>     <p>Ficou evidente que a antes mesmo de haver a cria&ccedil;&atilde;o da agricultura urbana no bairro Jardim Altos de Santana, os pr&oacute;prios moradores a tinham criado neles. A necessidade e o prazer no trabalho junto &agrave; terra e a pr&aacute;tica agr&iacute;cola j&aacute; estavam, antes mesmo de sua chegada ao bairro, introjetadas em seu fazer cotidiano, seus h&aacute;bitos, seus comportamentos. O prazer relatado pelos produtores urbanos do bairro demonstra que h&aacute; uma sedimenta&ccedil;&atilde;o dos sentimentos topof&iacute;licos criados e, &agrave;s vezes, at&eacute; antes de seu acesso ao bairro, demonstrando que a mem&oacute;ria se apresenta como fator preponderante na afirma&ccedil;&atilde;o da identidade e na cria&ccedil;&atilde;o e manuten&ccedil;&atilde;o dos la&ccedil;os afetivos do indiv&iacute;duo com o lugar.</p>     <p>Uma vez estabelecida, quase que organicamente, a agricultura urbana no bairro Jardim Altos de Santana, na v&aacute;rzea dos rios Para&iacute;ba do Sul e Jaguari, utiliza m&eacute;todos considerados sustent&aacute;veis para sua manuten&ccedil;&atilde;o, e utiliza insumos agr&iacute;colas ou quaisquer tipos de aduba&ccedil;&atilde;o que n&atilde;o seja feita por meio do processo de compostagem (t&eacute;cnicas aplicadas para estimular a decomposi&ccedil;&atilde;o de materiais org&acirc;nicos.) A &aacute;gua utilizada para irriga&ccedil;&atilde;o das pequenas hortas e pomares tamb&eacute;m &eacute; retirada das &aacute;reas de nascente que afloram na v&aacute;rzea, ou mesmo do curso rio Para&iacute;ba do Sul, atrav&eacute;s de bombeamentos. Os espa&ccedil;os destinados &agrave;s hortas e pomares s&atilde;o delimitados por cercas de arame e bambu e cada morador agricultor tem destinado a si um espa&ccedil;o para plantio, respeitado pelos outros moradores e pelos moradores do entorno, mesmo os que n&atilde;o trabalham a terra, j&aacute; que h&aacute; evidente apre&ccedil;o pela atividade desenvolvida e valoriza&ccedil;&atilde;o social dos pr&oacute;prios moradores agricultores, que se ajudam entre si &lsquo;vigiando&rsquo; os espa&ccedil;os agricultados.</p>     <p>H&aacute; explicitamente a cria&ccedil;&atilde;o, mesmo que n&atilde;o intencional, de uma rede de produ&ccedil;&atilde;o de alimentos, aceita pelos moradores do bairro e que conflitam com a cria&ccedil;&atilde;o do Parque da Orla do Rio Para&iacute;ba do Sul. Assim, resta indagar se o relato dos agricultores e o acompanhamento de suas pr&aacute;ticas n&atilde;o tornam leg&iacute;tima a necessidade de acompanhamento e di&aacute;logo com o Poder P&uacute;blico, que at&eacute; o momento mostrou-se indiferente a essas atividades de cunho socioambientais.</p>     <p>Os poss&iacute;veis impactos da implanta&ccedil;&atilde;o do Parque da Orla do Rio Para&iacute;ba do Sul parecem n&atilde;o fazer parte do entendimento dos governantes, nas duas gest&otilde;es p&uacute;blicas, com ideologias partid&aacute;rias diferentes, que foram pesquisadas (2009-2012 e 2013-2016). Tanto no vi&eacute;s ambiental, que trata especificamente dos impactos que a implanta&ccedil;&atilde;o de um parque urbano pode trazer a uma &aacute;rea de v&aacute;rzea, quanto do ponto de vista social, ignorando as pr&aacute;ticas de agricultura urbana presentes na &aacute;rea pesquisada, bem como os modos de vida e, porque n&atilde;o dizer, a pr&oacute;pria popula&ccedil;&atilde;o que reside na &aacute;rea. Assim, evidencia-se que o Poder P&uacute;blico apresenta uma vis&atilde;o turva frente ao caso. Indaga-se aqui, se essa turbidez de an&aacute;lise pol&iacute;tica, explicitada por meio das pesquisas realizadas, deve-se ao fato do quase completo e inconsciente ignoro das causas ligadas &agrave;s popula&ccedil;&otilde;es ditas invis&iacute;veis, ou se de fato, os moradores s&atilde;o ignorados conscientemente, em uma pr&aacute;tica que pode representar uma estrat&eacute;gia dos representantes do governo municipal em postergar as discuss&otilde;es pertinentes ao caso, ou mesmo se representam ainda um esfor&ccedil;o de tentar suprimir e tornar invis&iacute;veis tais modos de vida, que por alguma cren&ccedil;a, pare&ccedil;am desinteressantes a uma cidade que parece aspirar por uma modernidade idearia que contradiz a realidade cotidiana.</p>     <p>Comparando as vis&otilde;es das gest&otilde;es p&uacute;blicas pesquisadas, ficou evidente que num primeiro momento, o impacto ambiental de um processo urbanizador &eacute; deixado de lado, e que, num segundo momento, os impactos sociais &eacute; que s&atilde;o minimizados. Na gest&atilde;o 2009-2012, os representantes da Secretaria de Meio Ambiente alegaram que o Parque da Orla do Rio Para&iacute;ba do Sul n&atilde;o traria impacto em sua implanta&ccedil;&atilde;o, pois retiraria apenas as esp&eacute;cies vegetais ex&oacute;ticas, o que, no entendimento da mesma, seria o necess&aacute;rio para isentar suas responsabilidades de impactos ambientais do processo urbanizador. Ressalta-se que os moradores agricultores, presentes na &aacute;rea de v&aacute;rzea manejam as hortas por meio da cultura de sementes crioulas (n&atilde;o modificadas geneticamente) e utilizam insumos org&acirc;nicos, al&eacute;m de aproveitar a &aacute;gua presente no pr&oacute;prio local de suas planta&ccedil;&otilde;es, seja ela proveniente de nascentes ou do pr&oacute;prio rio Para&iacute;ba do Sul, o que configura as pr&aacute;ticas agr&iacute;colas como sustent&aacute;veis, restando assim questionar se essas pr&aacute;ticas relatadas causam, realmente, mais impacto a uma &aacute;rea de v&aacute;rzea do que o processo de urbaniza&ccedil;&atilde;o previsto no Plano Diretor.</p>     <p>Na gest&atilde;o 2013-2016, sequer houve a oportunidade de consultar os representantes da Secretaria do Meio Ambiente de S&atilde;o Jos&eacute; dos Campos, pois os mesmos, por meio de assessores, recomendaram que todo assunto referente a implanta&ccedil;&atilde;o de parques urbanos, mesmo que em &aacute;reas de v&aacute;rzea, deveria ser tratado diretamente com a Secretaria do Planejamento Urbano do munic&iacute;pio, entendida como respons&aacute;vel pelo caso. Parece not&oacute;rio que a implanta&ccedil;&atilde;o de todo e qualquer parque urbano em APP (&Aacute;rea de Prote&ccedil;&atilde;o Permanente) atinge a seara socioambiental, cabendo, portanto &agrave; Secretaria do Meio Ambiente da cidade de S&atilde;o Jos&eacute; dos Campos apresentar argumentos que comprovem a viabilidade do parque ou somente a Secretaria de Planejamento Urbano &eacute; que merece esclarecer tais quest&otilde;es de foro t&atilde;o particular &agrave;s premissas socioambientais?</p>     <p>Sobre a necessidade de di&aacute;logo com a popula&ccedil;&atilde;o, o discurso de ambas as administra&ccedil;&otilde;es &eacute; un&iacute;ssono: consideram importante que haja aproxima&ccedil;&atilde;o entre o Poder P&uacute;blico e os mun&iacute;cipes, no entanto, em ambos os casos, assumem que n&atilde;o o fizeram at&eacute; o momento, alegando as mais diversas justificas. Cabe aqui o questionamento sobre o modelo de aproxima&ccedil;&atilde;o desejado pelos governantes de ambos os per&iacute;odos referentes a pesquisa: seria essa aproxima&ccedil;&atilde;o dial&eacute;tica, ou somente mais uma a&ccedil;&atilde;o unilateral, atuante em discurso mon&oacute;logo, onde os mun&iacute;cipes t&ecirc;m definido o papel da escuta, imprimindo-lhes certa liberdade dirigida de acompanhar um poss&iacute;vel contato ainda inexistente?</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> <ol start="5">     ]]></body>
<body><![CDATA[<li><b> Considera&ccedil;&otilde;es finais</b></li>     </ol>     <p>As pr&aacute;ticas de agricultura urbana presentes em S&atilde;o Jos&eacute; dos Campos s&atilde;o diversificadas. Em toda malha urbana, recortes e mais recortes territoriais s&atilde;o preenchidos por essas atividades, que ocorrem, preferencialmente em terrenos, espa&ccedil;os privados, fundos das moradias, quintais, terreiros, &aacute;reas de concess&atilde;o, &aacute;reas p&uacute;blicas e de prote&ccedil;&atilde;o ambiental, entre outras. O desejo de mapear, pesquisar, entender todas elas e os modos de vida nelas presentes, foi latente, por&eacute;m n&atilde;o coube ao f&ocirc;lego dessa pesquisa realizar tal demanda, aqui entendida com uma fraqueza expl&iacute;cita da produ&ccedil;&atilde;o acad&ecirc;mica apresentada.</p>     <p>No tocante a pesquisa realizada e seus produtos qualitativos, desde a funda&ccedil;&atilde;o do bairro Jardim Altos de Santana, no in&iacute;cio da d&eacute;cada de 1980, ocorrem pr&aacute;ticas de agricultura realizadas por moradores que apesar de habitar um bairro considerado urbano, conservam caracter&iacute;sticas campesinas. Eles alegam o direito de utiliza&ccedil;&atilde;o das &aacute;reas agricultadas, pois a maioria deles possui documenta&ccedil;&atilde;o expedida pela Prefeitura para o desenvolvimento da atividade ou ainda porque utilizam a &aacute;rea h&aacute; mais de vinte anos.</p>     <p>O Poder P&uacute;blico, em ambos os per&iacute;odos de gest&atilde;o pesquisados, pretende outro uso para a &aacute;rea agricultada, instalando um parque com equipamentos urbanos. Contudo, em nenhum momento os moradores do bairro foram consultados sobre essa a&ccedil;&atilde;o, o que demonstra que essa situa&ccedil;&atilde;o parece ser invis&iacute;vel aos olhos do Poder P&uacute;blico, restando considerar quais seriam as dimens&otilde;es referentes ao impacto causado aos moradores agricultores e suas pr&aacute;ticas caso ocorra a implementa&ccedil;&atilde;o do Parque da Orla do Rio Para&iacute;ba do Sul.</p>     <p>&Eacute; a produ&ccedil;&atilde;o dos significados simb&oacute;licos que confere identidade a um povo, uma popula&ccedil;&atilde;o, um grupo. O respeito a essa possibilidade, de manuten&ccedil;&atilde;o de modos de vida, motiva&ccedil;&atilde;o principal dessa pesquisa, parecem merecer maior visibilidade e respeito, at&eacute; porque, caso ocorra esse encaminhamento, v&ecirc;-se a possibilidade de mudan&ccedil;a de postura da popula&ccedil;&atilde;o diante das quest&otilde;es ambientais e do Poder P&uacute;blico diante da popula&ccedil;&atilde;o e de seus anseios. Acredita-se que essas quest&otilde;es e pr&aacute;ticas, mais particulares devam ser tratadas a partir de seu vi&eacute;s mais etimol&oacute;gico, em que se busque o entendimento do &lsquo;part&iacute;cula&rsquo;, item fundamental e &lsquo;menor&rsquo; de cada objeto, mas que compreendido em suas min&uacute;cias, ajuda a dar sentido ao todo observado.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> <ol start="7">     <li><b> Refer&ecirc;ncias bibliogr&aacute;ficas</b></li>     </ol>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>ABIKO, A. K. <i>Urbanismo: hist&oacute;ria e desenvolvimento</i>. S&atilde;o Paulo: USP - Poli, 1995. Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.pcc.usp.br/Gradu&ccedil;&atilde;o/pcc567/textotecnicPCC16.pdf" target="_blank">http://www.pcc.usp.br/Gradu&ccedil;&atilde;o/pcc567/textotecnicPCC16.pdf</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1760038&pid=S2182-1267201900010000600001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p>AG&Ecirc;NCIA NACIONAL DE ENERGIA EL&Eacute;TRICA &ndash; ANEEL. <i>Projeto qualidade das &aacute;guas e controle da polui&ccedil;&atilde;o h&iacute;drica: Programa de Investimentos para a Gest&atilde;o Integrada e Recupera&ccedil;&atilde;o Ambiental da Bacia Hidrogr&aacute;fica do Rio Para&iacute;ba do Sul</i>. Bras&iacute;lia: ANNEL, 1999.</p>     <!-- ref --><p>ALMEIDA. D. A. O. <i>Agricultura urbana e agroecol&oacute;gica na regi&atilde;o metropolitana de Belo Horizonte</i>. Belo Horizonte: Editora da UFMG, 2011&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1760040&pid=S2182-1267201900010000600003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>ARRUDA, J. J. A. <i>Hist&oacute;ria antiga e medieval</i>. 16&ordf; Ed. S&atilde;o Paulo, Editora &Aacute;tica, 1993. ISBN 978-85-080-1262-6.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1760041&pid=S2182-1267201900010000600004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>BRASIL. Casa Civil. Subchefia de Assuntos Jur&iacute;dicos. <i>Lei &ordm;12.651 de 25 de maio de 2012. Disp&otilde;e sobre a prote&ccedil;&atilde;o da vegeta&ccedil;&atilde;o nativa; altera as Leis n&ordm;<sup>s</sup> 6.938, de 31 de agosto de 1981, 9.393, de 19 de dezembro de 1996, e 11.428, de 22 de dezembro de 2006; revoga as Leis n&ordm;<sup>s</sup> 4.771, de 15 de setembro de 1965 e 7.754, de 14 de abril de 1989, e a Medida Provis&oacute;ria n&ordm; 2.166-67, de 24 de agosto de 2001; e d&aacute; outras provid&ecirc;ncias</i>. Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2011-2014/2012/lei/112651.htm" target="_blank">http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2011-2014/2012/lei/112651.htm</a>. Acesso em: 17 de maio 2016.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1760043&pid=S2182-1267201900010000600005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>CARLOS, A. F. A. A quest&atilde;o da cidade e do campo: teorias e pol&iacute;tica. <i>Mercator- Revista de Geografia da UFC</i>, ano 03, n. 05, 2004. Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.mercator.ufc.br/index.php/mercator/" target="_blank">http://www.mercator.ufc.br/index.php/mercator/</a>. Acesso em 20 jul. 2016.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1760045&pid=S2182-1267201900010000600006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>COUTINHO, M. <i>Agricultura Urbana, reflex&atilde;o e an&aacute;lise sobre os marcos legais e normativos do munic&iacute;pio de Belo Horizonte</i>. Monografia de Gradua&ccedil;&atilde;o. Belo Horizonte: IGC, UFMG, 2007.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1760047&pid=S2182-1267201900010000600007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>DONADIEU, P. Campagnes Urbaines. Arles: Actes Sud, 1998, ed. it. MININNI, M. (Org.). <i>Campagne urbane: una nuova proposta di paesaggio della citt&agrave;</i>. Roma: Donzelli, 2006. ISBN 978-88-603-6966-6.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1760049&pid=S2182-1267201900010000600008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>GOTTDIENER, M. <i>A produ&ccedil;&atilde;o social do espa&ccedil;o urbano</i>. S&atilde;o Paulo: Editora da Universidade de S&atilde;o Paulo, 1993. ISBN 978-85-314-0102-2.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1760051&pid=S2182-1267201900010000600009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>IBGE. <i>Censo Demogr&aacute;fico 2000-2010</i>. Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.censo2010.ibge.gov.br/primeiros_dados_divulgados/index.php" target="_blank">http://www.censo2010.ibge.gov.br/primeiros_dados_divulgados/index.php</a>. Acessado em 04 fev. 2012.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1760053&pid=S2182-1267201900010000600010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>IBGE. <i>Censo Demogr&aacute;fico 1960, 1970, 1980, 1991, 2000 e 2010</i>. Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.censo2010.ibge.gov.br/sinopse/index.php?dados=9&amp;uf=00" target="_blank">http://www.censo2010.ibge.gov.br/sinopse/index.php?dados=9&amp;uf=00</a>. Acesso em 04 fev. 2012.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1760055&pid=S2182-1267201900010000600011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>INGERSOLL, R.; FUCCI, B.; SASSATELLI, M. (Org.). <i>Agricoltura urbana: dagli orti spontanei all'agricivismo per la riqualificazione del paesaggio periurbano</i>. Bologna: Regione Emilia-Romagna, 2007.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1760057&pid=S2182-1267201900010000600012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>MADALENO, I. M. <i>A cidade das mangueiras: agricultura urbana em Bel&eacute;m do Par&aacute;</i>. Lisboa: Funda&ccedil;&atilde;o Calouste Gulbenkian, 2002. ISBN 978-97-231-0951-1.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1760059&pid=S2182-1267201900010000600013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>MANFIO, V. <i>O papel da CAMNPAL na (re) estrutura&ccedil;&atilde;o do espa&ccedil;o urbano de Nova Palmas &ndash; RS</i>. 2011. Disserta&ccedil;&atilde;o (Mestrado em Geografia e Geoci&ecirc;ncias) &ndash; Universidade Federal de Santa Maria, Centro de Ci&ecirc;ncias Naturais e Exatas, Santa Maria, RS, 2011.</p>     <!-- ref --><p>MARQUES, M. I. M. O Conceito de espa&ccedil;o rural em quest&atilde;o. <i>Terra Livre</i>, Rio de Janeiro, n. 19, p.95-112, 2002.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1760062&pid=S2182-1267201900010000600015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>MOUGEOT, L. J. A. Urban agriculture: definition, presence, potential and risks. In: BAKKER, N.; DUBBERLING, M.; GUNDEL, S.; SABEL-KASCHELLA, U.; ZEEUW, H. (Ed.). <i>Growing cities, growing food: urban agriculture on the policy agenda. </i>Feldafing: DSE, 2000. p. 1-42. ISBN 978-39-340-6825-4.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1760064&pid=S2182-1267201900010000600016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>OLIVEIRA, J. O. S. <i>Santana: S&atilde;o Jos&eacute; dos Campos: evolu&ccedil;&atilde;o hist&oacute;rica e diretrizes urbanas</i>. S&atilde;o Jos&eacute; dos Campos, SP: Takano, 1999. ISBN 978-85-900-8131-9.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1760066&pid=S2182-1267201900010000600017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>POLLAK, M. Mem&oacute;ria, esquecimento, sil&ecirc;ncio. <i>Estudos Hist&oacute;ricos 3</i>. Rio de Janeiro, vol. 5, n. 10, 1992, p. 200-212.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1760068&pid=S2182-1267201900010000600018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>PREFEITURA MUNICIPAL DE S&Atilde;O JOS&Eacute; DOS CAMPOS - PMSJC. <i>Caracteriza&ccedil;&atilde;o da cidade</i>. Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.sjc.sp.gov.br/cidade/caracterizacao" target="_blank">http://www.sjc.sp.gov.br/cidade/caracterizacao</a>. Acesso em: 11 set. 2012.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1760070&pid=S2182-1267201900010000600019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>PREFEITURA MUNICIPAL DE S&Atilde;O JOS&Eacute; DOS CAMPOS - PMSJC. <i>Lei Complementar 306/2006 - Plano diretor da cidade de S&atilde;o Jos&eacute; dos Campos: parques urbanos</i>. Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.sjc.sp.gov.br/media/24473/07lc306parquesurbanos.pdf" target="_blank">http://www.sjc.sp.gov.br/media/24473/07lc306parquesurbanos.pdf</a>. Acesso em: 22 set. 2013.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1760072&pid=S2182-1267201900010000600020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <!-- ref --><p>SANTANDREU, A.; LOVO, I. <i>Panorama da agricultura urbana e periurbana no Brasil e diretrizes pol&iacute;ticas para sua promo&ccedil;&atilde;o: identifica&ccedil;&atilde;o e caracteriza&ccedil;&atilde;o de iniciativas de agricultura urbana e periurbana em regi&otilde;es metropolitanas brasileiras</i>. Mimeo, 2007. Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.rede_mg.org.br/?iid=56" target="_blank">http://www.rede_mg.org.br/?iid=56</a>. Acesso em: 05 fev. 2012.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1760074&pid=S2182-1267201900010000600021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>SANTOS, M. <i>Espa&ccedil;o e M&eacute;todo</i>. S&atilde;o Paulo: Nobel, 1997. ISBN 85-213-0294-0.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1760076&pid=S2182-1267201900010000600022&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>SANTOS, M. <i>T&eacute;cnica, Espa&ccedil;o, Tempo, Globaliza&ccedil;&atilde;o e Meio T&eacute;cnico-Cient&iacute;fico-Informacional</i>. S&atilde;o Paulo: Hucitec, 1994. ISBN 978-85-314-1049-9&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1760078&pid=S2182-1267201900010000600023&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>SANTOS, M. <i>Metamorfoses do Espa&ccedil;o Habitado</i>: Fundamentos Te&oacute;ricos e Metodol&oacute;gicos da Geografia. 6&ordf; Ed. S&atilde;o Paulo, Edusp, 2008. ISBN 978-85-314-1044-4.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1760079&pid=S2182-1267201900010000600024&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>SMIT, J.; RATTA, A.; NASR, J. (Org.). <i>Urban Agriculture: food, jobs and sustainable cities</i>. Vol. one, Publication series for Habitat II. New York: UNDP, 1996.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1760081&pid=S2182-1267201900010000600025&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>TUAN, Yi-fu. <i>Topofilia. Um estudo da percep&ccedil;&atilde;o, atitudes e valores do meio ambiente</i>. S&atilde;o Paulo: Difel, 1980. ISBN 978-85-721-6627-0.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1760083&pid=S2182-1267201900010000600026&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>VAINER, Carlos Bernardo. Utopias urbanas e o desafio democr&aacute;tico. <i>Revista Paranaense de Desenvolvimento</i>, Curitiba, n. 105, p. 25-31, jul./dez. 2003.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1760085&pid=S2182-1267201900010000600027&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p> <ol start="6">     <li><b> Agradecimentos</b></li>     ]]></body>
<body><![CDATA[</ol>     <p>Os autores agradecem &agrave; Coordena&ccedil;&atilde;o de Aperfei&ccedil;oamento de Pessoal de N&iacute;vel Superior (CAPES), pelo apoio fornecido ao desenvolvimento dessa pesquisa.</p>      ]]></body><back>
<ref-list>
<ref id="B1">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[ABIKO]]></surname>
<given-names><![CDATA[A. K.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Urbanismo: história e desenvolvimento.]]></source>
<year>1995</year>
<publisher-loc><![CDATA[São Paulo ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[USP - Poli]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B2">
<nlm-citation citation-type="book">
<collab>AGÊNCIA NACIONAL DE ENERGIA ELÉTRICA - ANEEL</collab>
<source><![CDATA[Projeto qualidade das águas e controle da poluição hídrica: Programa de Investimentos para a Gestão Integrada e Recuperação Ambiental da Bacia Hidrográfica do Rio Paraíba do Sul.]]></source>
<year>1999</year>
<publisher-loc><![CDATA[Brasília ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[ANNEL]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B3">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[ALMEIDA]]></surname>
<given-names><![CDATA[D. A. O.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Agricultura urbana e agroecológica na região metropolitana de Belo Horizonte.]]></source>
<year>2011</year>
<publisher-loc><![CDATA[Belo Horizonte ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Editora da UFMG]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B4">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[ARRUDA]]></surname>
<given-names><![CDATA[J. J. A.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[História antiga e medieval.]]></source>
<year>1993</year>
<edition>16ª</edition>
<publisher-loc><![CDATA[São Paulo ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Editora Ática]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B5">
<nlm-citation citation-type="">
<collab>BRASIL^dCasa Civil</collab>
<collab>^dSubchefia de Assuntos Jurídicos</collab>
<source><![CDATA[Lei º12.651 de 25 de maio de 2012. Dispõe sobre a proteção da vegetação nativa; altera as Leis nºs 6.938, de 31 de agosto de 1981, 9.393, de 19 de dezembro de 1996, e 11.428, de 22 de dezembro de 2006; revoga as Leis nºs 4.771, de 15 de setembro de 1965 e 7.754, de 14 de abril de 1989, e a Medida Provisória nº 2.166-67, de 24 de agosto de 2001; e dá outras providências.]]></source>
<year>17 d</year>
<month>e </month>
<day>ma</day>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B6">
<nlm-citation citation-type="">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[CARLOS]]></surname>
<given-names><![CDATA[A. F. A.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[A questão da cidade e do campo: teorias e política.]]></article-title>
<source><![CDATA[]]></source>
<year>2004</year>
<volume>03</volume>
<numero>05</numero>
<issue>05</issue>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B7">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[COUTINHO]]></surname>
<given-names><![CDATA[M.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Agricultura Urbana, reflexão e análise sobre os marcos legais e normativos do município de Belo Horizonte.]]></source>
<year>2007</year>
<publisher-loc><![CDATA[Belo Horizonte ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[IGC, UFMG]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B8">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[DONADIEU]]></surname>
<given-names><![CDATA[P.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="it"><![CDATA[Campagnes Urbaines.: Arles: Actes Sud, 1998, ed.]]></article-title>
<person-group person-group-type="editor">
<name>
<surname><![CDATA[MININNI]]></surname>
<given-names><![CDATA[M.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Campagne urbane: una nuova proposta di paesaggio della città.]]></source>
<year>2006</year>
<publisher-loc><![CDATA[Roma ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Donzelli]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B9">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[GOTTDIENER]]></surname>
<given-names><![CDATA[M.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[A produção social do espaço urbano.]]></source>
<year>1993</year>
<publisher-loc><![CDATA[São Paulo ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Editora da Universidade de São Paulo]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B10">
<nlm-citation citation-type="">
<collab>IBGE</collab>
<source><![CDATA[Censo Demográfico 2000-2010.]]></source>
<year>04 f</year>
<month>ev</month>
<day>. </day>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B11">
<nlm-citation citation-type="">
<collab>IBGE</collab>
<source><![CDATA[Censo Demográfico 1960, 1970, 1980, 1991, 2000 e 2010.]]></source>
<year>04 f</year>
<month>ev</month>
<day>. </day>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B12">
<nlm-citation citation-type="">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[INGERSOLL]]></surname>
<given-names><![CDATA[R.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[FUCCI]]></surname>
<given-names><![CDATA[B.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[SASSATELLI]]></surname>
<given-names><![CDATA[M.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Agricoltura urbana: dagli orti spontanei all'agricivismo per la riqualificazione del paesaggio periurbano.]]></source>
<year></year>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B13">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[MADALENO]]></surname>
<given-names><![CDATA[I. M.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[A cidade das mangueiras: agricultura urbana em Belém do Pará.]]></source>
<year>2002</year>
<publisher-loc><![CDATA[Lisboa ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Fundação Calouste Gulbenkian]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B14">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[MANFIO]]></surname>
<given-names><![CDATA[V.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[O papel da CAMNPAL na (re) estruturação do espaço urbano de Nova Palmas - RS.]]></source>
<year>2011</year>
<month>20</month>
<day>11</day>
<publisher-loc><![CDATA[Santa Maria^eRS RS]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Universidade Federal de Santa Maria, Centro de Ciências Naturais e Exatas]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B15">
<nlm-citation citation-type="">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[MARQUES]]></surname>
<given-names><![CDATA[M. I. M.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[O Conceito de espaço rural em questão.]]></article-title>
<source><![CDATA[]]></source>
<year>2002</year>
<numero>19</numero>
<issue>19</issue>
<page-range>95-112</page-range><publisher-loc><![CDATA[Rio de Janeiro ]]></publisher-loc>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B16">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[MOUGEOT]]></surname>
<given-names><![CDATA[L. J. A.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Urban agriculture: definition, presence, potential and risks.]]></article-title>
<person-group person-group-type="editor">
<name>
<surname><![CDATA[BAKKER]]></surname>
<given-names><![CDATA[N.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[DUBBERLING]]></surname>
<given-names><![CDATA[M.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[GUNDEL]]></surname>
<given-names><![CDATA[S.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[SABEL-KASCHELLA]]></surname>
<given-names><![CDATA[U.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[ZEEUW]]></surname>
<given-names><![CDATA[H.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Growing cities, growing food: urban agriculture on the policy agenda.]]></source>
<year>2000</year>
<page-range>1-42</page-range><publisher-loc><![CDATA[Feldafing ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[DSE]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B17">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[OLIVEIRA]]></surname>
<given-names><![CDATA[J. O. S.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Santana: São José dos Campos: evolução histórica e diretrizes urbanas.]]></source>
<year>1999</year>
<publisher-loc><![CDATA[São José dos Campos^eSP SP]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Takano]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B18">
<nlm-citation citation-type="">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[POLLAK]]></surname>
<given-names><![CDATA[M.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Memória, esquecimento, silêncio.]]></article-title>
<source><![CDATA[]]></source>
<year>1992</year>
<volume>5</volume>
<numero>10</numero>
<issue>10</issue>
<page-range>200-212</page-range><publisher-loc><![CDATA[Rio de Janeiro ]]></publisher-loc>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B19">
<nlm-citation citation-type="">
<collab>PREFEITURA MUNICIPAL DE SÃO JOSÉ DOS CAMPOS - PMSJC</collab>
<source><![CDATA[Caracterização da cidade.]]></source>
<year></year>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B20">
<nlm-citation citation-type="">
<collab>PREFEITURA MUNICIPAL DE SÃO JOSÉ DOS CAMPOS - PMSJC</collab>
<source><![CDATA[Lei Complementar 306/2006 - Plano diretor da cidade de São José dos Campos: parques urbanos.]]></source>
<year></year>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B21">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[SANTANDREU]]></surname>
<given-names><![CDATA[A.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[LOVO]]></surname>
<given-names><![CDATA[I.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Panorama da agricultura urbana e periurbana no Brasil e diretrizes políticas para sua promoção: identificação e caracterização de iniciativas de agricultura urbana e periurbana em regiões metropolitanas brasileiras.]]></source>
<year>2007</year>
<month>05</month>
<day> f</day>
<publisher-name><![CDATA[Mimeo]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B22">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[SANTOS]]></surname>
<given-names><![CDATA[M.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Espaço e Método.]]></source>
<year>1997</year>
<publisher-loc><![CDATA[São Paulo ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Nobel]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B23">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[SANTOS]]></surname>
<given-names><![CDATA[M.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Técnica, Espaço, Tempo, Globalização e Meio Técnico-Científico-Informacional.]]></source>
<year>1994</year>
<publisher-loc><![CDATA[São Paulo ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Hucitec]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B24">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[SANTOS]]></surname>
<given-names><![CDATA[M.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Metamorfoses do Espaço Habitado: Fundamentos Teóricos e Metodológicos da Geografia.]]></source>
<year>2008</year>
<edition>6ª</edition>
<publisher-loc><![CDATA[São Paulo ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Edusp]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B25">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[SMIT]]></surname>
<given-names><![CDATA[J.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[RATTA]]></surname>
<given-names><![CDATA[A.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[NASR]]></surname>
<given-names><![CDATA[J.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Urban Agriculture: food, jobs and sustainable cities.]]></source>
<year>1996</year>
<volume>one</volume>
<publisher-loc><![CDATA[New York ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[UNDP]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B26">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[TUAN]]></surname>
<given-names><![CDATA[Yi-fu.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Topofilia.: Um estudo da percepção, atitudes e valores do meio ambiente.]]></source>
<year>1980</year>
<publisher-loc><![CDATA[São Paulo ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Difel]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B27">
<nlm-citation citation-type="">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[VAINER]]></surname>
<given-names><![CDATA[Carlos Bernardo]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Utopias urbanas e o desafio democrático.]]></article-title>
<source><![CDATA[]]></source>
<year>jul.</year>
<month>/d</month>
<day>ez</day>
<numero>105</numero>
<issue>105</issue>
<page-range>25-31</page-range><publisher-loc><![CDATA[Curitiba ]]></publisher-loc>
</nlm-citation>
</ref>
</ref-list>
</back>
</article>
