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<article-id pub-id-type="doi">10.17127/got/2019.16.015</article-id>
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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Modelagem da densidade espacial de eventos potencialmente perigosos: uma proposta para análise do risco de deslizamentos de terra no município de Belo Horizonte, Brasil]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[The city of Belo Horizonte is located on terrains with very irregular topography and heterogeneous lithology. This fact, together with deficit urban planning, favors the occurrence of landslides. To improve the management of this risk, the present work carried out, together with the Municipal Civil Defense Coordination of Belo Horizonte - COMDEC BH¹, a survey of the occurrence of landslides. The records allowed to generate a spatial density map of the Kernel type. This map was contrasted with Silva et al. (1995) who report on predisposition to geomorphological risks and conduct municipal housing policies. The study identified six regions of high density, having all of them, also high predisposition.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><b>ARTIGO</b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Modelagem da densidade espacial de eventos potencialmente perigosos: uma proposta para an&aacute;lise do risco de deslizamentos de terra no munic&iacute;pio de Belo Horizonte, Brasil</b></p>     <p><b>Spatial density modeling of potentially hazardous events: a proposal for landslides risk analysis in the city of Belo Horizonte, Brazil</b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Soares, Diego</b><sup>1</sup>;<b> Azevedo, Ricardo</b><sup>1</sup>;<b> Nunes, Malena</b><sup>1</sup></p>     <p><sup>1</sup> Centro Federal de Educa&ccedil;&atilde;o Tecnol&oacute;gica de Minas Gerais - CEFETMG. 30.421-169, Av. Amazonas, n&deg; 5.253,&nbsp; Belo Horizonte - MG, Brasil. <a href="mailto:dgsoares23@gmail.com">dgsoares23@gmail.com</a> ; <a href="mailto:ricardogeop@yahoo.com.br">ricardogeop@yahoo.com.br</a> ; <a href="mailto:malena_nunes@yahoo.com.br">malena_nunes@yahoo.com.br</a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>RESUMO</b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A cidade de Belo Horizonte se localiza sobre terrenos de topografia muito irregular e litologia heterog&ecirc;nea. Esse fato, aliado a um planejamento urbano deficit&aacute;rio, favore a ocorr&ecirc;ncia de deslizamentos de terra. Para melhorar o gerenciamento desse risco, o presente trabalho realizou, junto &agrave; Coordenadoria Municipal de Defesa Civil de Belo Horizonte &ndash; COMDEC BH&sup1;, um levantamento das ocorr&ecirc;ncias de deslizamentos. Os registros permitiram gerar um mapa de densidade espacial do tipo <i>Kernel</i>. Esse mapa foi contraposto aos estudos de Silva <i>et al. </i>(1995) que relatam sobre predisposi&ccedil;&atilde;o a riscos geomorfol&oacute;gicos e conduzem as pol&iacute;ticas de habita&ccedil;&atilde;o municipal. O trabalho permitiu identificar um total de seis regi&otilde;es de densidade elevada, tendo, todas elas, predisposi&ccedil;&atilde;o tamb&eacute;m elevada.</p>     <p><b>&nbsp;</b></p>     <p><b>Palavras-chave</b>: an&aacute;lise espacial, risco geol&oacute;gico, deslizamentos, mapa de densidade <i>kernel</i>.</p>     <p><b>&nbsp;</b></p>     <p><b>ABSTRACT</b></p>     <p>The city of Belo Horizonte is located on terrains with very irregular topography and heterogeneous lithology. This fact, together with deficit urban planning, favors the occurrence of landslides. To improve the management of this risk, the present work carried out, together with the Municipal Civil Defense Coordination of Belo Horizonte - COMDEC BH&sup1;, a survey of the occurrence of landslides. The records allowed to generate a spatial density map of the Kernel type. This map was contrasted with Silva et al. (1995) who report on predisposition to geomorphological risks and conduct municipal housing policies. The study identified six regions of high density, having all of them, also high predisposition.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Keywords</b>: spatial analysis, geological risk, landslides, <i>Kernel</i> density map.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> <ol>     ]]></body>
<body><![CDATA[<li><b>Introdu&ccedil;&atilde;o</b></li>     </ol>     <p>Desastres naturais s&atilde;o fen&ocirc;menos recorrentes no dia a dia de muitas cidades, causando preju&iacute;zos econ&ocirc;micos e perdas de vidas. Segundo o informativo <i>Living with Risks</i> (<i>UN</i>, 2004), em todo o mundo h&aacute; uma tend&ecirc;ncia na qual muitos fen&ocirc;menos ambientais se convertem em desastres. Tal fato &eacute; explicado pelo aumento da exposi&ccedil;&atilde;o e da vulnerabilidade da popula&ccedil;&atilde;o est&aacute; submetida. Diversos autores, como Tominaga (2007) e Campos (2011), atribuem esses problemas ao aumento do processo de urbaniza&ccedil;&atilde;o, que avan&ccedil;a sobre &aacute;reas geomorfologicamente inapropriadas &agrave; ocupa&ccedil;&atilde;o. Assim, o entendimento e a gest&atilde;o dos riscos ambientais, de modo geral e n&atilde;o somente os de ordem geomorfol&oacute;gica, devem conceber condicionantes t&eacute;cnicas, de seguran&ccedil;a e de sustentabilidade, al&eacute;m dos aspectos pol&iacute;ticos, sociais e econ&ocirc;micos.</p>     <p>No Brasil destacam-se desastres hidrometeorol&oacute;gicos, como inunda&ccedil;&otilde;es, e geomorfol&oacute;gicos, como deslizamentos de terra. Esses eventos tamb&eacute;m se repetem no munic&iacute;pio de Belo Horizonte, um dos grandes centros urbanos do pa&iacute;s. De acordo com Campos (2011) esses eventos ocorrem no munic&iacute;pio em fun&ccedil;&atilde;o de uma vasta diversidade litol&oacute;gica com presen&ccedil;a de rochas fri&aacute;veis e de uma geomorfologia irregular e declivosa. Starling (2015) ainda lembra que sobre esses terrenos se desenvolveu uma grande cidade, de forma t&atilde;o acelerada, que as pol&iacute;ticas p&uacute;blicas n&atilde;o conseguiram englobar estudos de risco. Por conseguinte, consider&aacute;vel parcela da popula&ccedil;&atilde;o se tornou exposta &agrave;s adversidades naturais.</p>     <p>No meio do s&eacute;culo XX, segundo Paolucci (2012), os deslizamentos de terra foram respons&aacute;veis pela morte de dezenas de pessoas no munic&iacute;pio. Esses desastres deflagraram programas de redu&ccedil;&atilde;o de riscos que se perpetuam at&eacute; os dias atuais. Tais programas tiveram grande &ecirc;xito, haja vista que, de acordo com a COMDEC BH, o n&uacute;mero de &oacute;bitos em fun&ccedil;&atilde;o de desastres geomorfol&oacute;gicos, em geral, foi reduzido substancialmente (BELO HORIZONTE, 2007). Al&eacute;m disso, em 2013, o munic&iacute;pio foi reconhecido pela Organiza&ccedil;&atilde;o das Na&ccedil;&otilde;es Unidas com o pr&ecirc;mio <i>Sasakawa</i> de boas pr&aacute;ticas de gest&atilde;o de riscos ambientais.</p>     <p>Para subsidiar a concep&ccedil;&atilde;o das pol&iacute;ticas p&uacute;blicas de mitiga&ccedil;&atilde;o de riscos, &eacute; comum a utiliza&ccedil;&atilde;o de ferramentas como mapas tem&aacute;ticos. Essas cartografias se apoiam em atividades voltadas &agrave; identifica&ccedil;&atilde;o dos riscos e delimita&ccedil;&atilde;o das &aacute;reas de ocorr&ecirc;ncia. Em Belo Horizonte os mapas tem&aacute;ticos de Silva <i>et al.</i> (1995)&nbsp; s&atilde;o os mais utilizados no planejamento territorial. Os autores elaboraram um atlas contendo cartas geol&oacute;gicas, geomorfol&oacute;gicas e geodin&acirc;micas. A obra tamb&eacute;m traz Cartas de Predisposi&ccedil;&atilde;o aos Riscos Geomorfol&oacute;gicos presentes no territ&oacute;rio. Essas cartografias foram constitu&iacute;das a partir da compila&ccedil;&atilde;o das demais cartas elaboradas no trabalho dos autores .</p>     <p>Apesar dos avan&ccedil;os promovidos em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; gest&atilde;o de riscos, o munic&iacute;pio apresenta grandes demandas t&eacute;cnicas nos servi&ccedil;os relacionados &agrave; tem&aacute;tica. Tal como &eacute; observado <i>in loco</i>, uma das grandes demandas &eacute; o georreferenciamento dos registros de ocorr&ecirc;ncias atendidas pela COMDEC BH. Caso houvesse esse incremento, as cartografias de an&aacute;lise de risco poderiam identificar com maior precis&atilde;o os locais onde mais ocorrem registros de eventos geomorfol&oacute;gicos. Assim, tamb&eacute;m seria poss&iacute;vel planejar, estrategicamente, as interven&ccedil;&otilde;es em &aacute;reas com grande ocorr&ecirc;ncia de acidentes dessa ordem.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> <ol start="2">     <li><b>Objetivos</b></li>     ]]></body>
<body><![CDATA[</ol>     <p>Como objetivo geral, este trabalho pretende analisar a distribui&ccedil;&atilde;o do risco de deslizamentos de terra no territ&oacute;rio de Belo Horizonte, entre os anos 2012 e 2015. Al&eacute;m disso, os objetivos espec&iacute;ficos tra&ccedil;ados foram:</p> <ul>     <li>Realizar um levantamento a respeito das condicionantes fisiogr&aacute;ficas e urban&iacute;sticas que interferem na gest&atilde;o de riscos geomorfol&oacute;gicos de deslizamentos no munic&iacute;pio;</li>     <li>Espacializar as ocorr&ecirc;ncias de eventos de deslizamentos registrados pela Coordenadoria de Defesa Civil (COMDEC BH) entre 2012 e 2015, por meio de um mapa de densidade espacial capaz de identificar as &aacute;reas de maior predisposi&ccedil;&atilde;o ao risco dessa natureza;</li>     <li>Verificar poss&iacute;veis incompatibilidades entre a espacializa&ccedil;&atilde;o gerada e os locais definidos como &aacute;reas de risco por Silva <i>et al.</i> (1995).</li>     </ul>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> <ol start="3">     <li><b>Referencial te&oacute;rico</b></li>     </ol>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Estudos pr&eacute;vios sobre avalia&ccedil;&atilde;o e gest&atilde;o de riscos podem ser fundamentais no momento de direcionar a aplica&ccedil;&atilde;o de uma metodologia pr&aacute;tica, pois permitem aos investigadores se atentarem para detalhes como terminologias e legisla&ccedil;&otilde;es que, muitas vezes, podem passar despercebidos. S&atilde;o, justamente, esses detalhes que permitem tornar as avalia&ccedil;&otilde;es de riscos mais consistentes e mais fidedignas em rela&ccedil;&atilde;o aos processos ambientais que se desenvolvem no territ&oacute;rio. Assim, se faz fundamental o detalhamento de alguns estudos.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>3.1. Conceitos para Avalia&ccedil;&atilde;o de Riscos </b></p>     <p>A literatura sobre riscos ambientais comumente assume uma postura t&eacute;cnica e fundamentada por conceitos muito particulares. Da&iacute; a necessidade de, antes de iniciar um novo trabalho nessa &aacute;rea, realizar defini&ccedil;&otilde;es conceituais que permitam estabelecer um padr&atilde;o ao longo da investiga&ccedil;&atilde;o. Esse procedimento &eacute; adotado por muitos autores como UN, 2004; Garc&iacute;a, 2007; Tominaga, 2007; Abreu, 2007; Campos, 2001; Paolucci, 2012.</p>     <p>De acordo com o informativo t&eacute;cnico <i>Living with Risks</i>, publicado pela Na&ccedil;&otilde;es Unidas em 2004, <b>&ldquo;risco&rdquo;</b> &eacute; a probabilidade de consequ&ecirc;ncias prejudiciais, ou danos esperados, resultantes da intera&ccedil;&atilde;o entre processos perigosos naturais, ou induzidos pela a&ccedil;&atilde;o humana, e as condi&ccedil;&otilde;es de vulnerabilidade (<i>UN</i>, 2004).</p>     <p>Esta defini&ccedil;&atilde;o de risco se assenta em outras duas: Periculosidade e Vulnerabilidade. <b>&ldquo;Periculosidade&rdquo;</b> est&aacute; relacionado &agrave; frequ&ecirc;ncia de ocorr&ecirc;ncia e &agrave; intensidade com que tem lugar o fen&ocirc;meno natural que constitui uma amea&ccedil;a (GARC&Iacute;A, 2007). Contudo, fen&ocirc;meno natural nem sempre gera perigo, j&aacute; que pode n&atilde;o causar danos. A simples ocorr&ecirc;ncia de um fen&ocirc;meno caracteriza um <b>&ldquo;evento&rdquo;</b>. Quando esse gera danos socioecon&ocirc;micos &eacute; caracterizado como um <b>&ldquo;acidente&rdquo;</b>, ou <b>&ldquo;desastre&rdquo;</b> (CAMPOS, 2011). Quando o acidente gera danos muito elevados, ultrapassando limites pr&eacute;-estabelecidos nos planos de conting&ecirc;ncia, que s&atilde;o definidos pelo poder p&uacute;blico, &eacute; utilizado, comumente, o jarg&atilde;o <b>&ldquo;cat&aacute;strofe&rdquo;</b>.</p>     <p>J&aacute; <b>&ldquo;vulnerabilidade&rdquo;</b>, para <i>UN</i> (2004), &eacute; o conjunto de condi&ccedil;&otilde;es determinadas por fatores ou processos sociais, econ&ocirc;micos e ambientais que aumentam a exposi&ccedil;&atilde;o de uma comunidade ao impacto negativo de uma amea&ccedil;a. Condi&ccedil;&otilde;es como pobreza, inseguran&ccedil;a e falta de comida, ou de terra, est&atilde;o associadas a vulnerabilidade, uma vez que reduzem a capacidade de um indiv&iacute;duo responder a uma situa&ccedil;&atilde;o inesperada.</p>     <p>A vulnerabilidade est&aacute; diretamente relacionada a possibilidade de um acidente se transformar em uma cat&aacute;strofe. Isso, visto que, caso o fen&ocirc;meno ocorra em uma regi&atilde;o de fragilidade socioecon&ocirc;mica, podem ser causados danos irrepar&aacute;veis. Al&eacute;m dos danos diretos (perdas materiais e humanas), tamb&eacute;m podem surgir danos indiretos como dissemina&ccedil;&atilde;o de epidemias e movimentos migrat&oacute;rios. De acordo com Umbelino (2006) a vulnerabilidade&nbsp; &eacute; a capacidade que uma comunidade possui para resistir a um evento adverso, responder adequadamente e conseguir se reconstituir ap&oacute;s o t&eacute;rmino do evento.</p>     <p>Uma comunidade que possui capacidade de resposta e consegue reagir rapidamente a um desastre &eacute; uma comunidade <b>&ldquo;resistente&rdquo;</b>. J&aacute; a comunidade que consegue se adaptar &agrave; nova situa&ccedil;&atilde;o gerada ap&oacute;s esse evento e se restabelece ao que era antes dele &eacute; <b>&ldquo;resiliente&rdquo;</b>. <b>&ldquo;Resili&ecirc;ncia&rdquo;</b> &eacute;, portanto, a capacidade que um sistema, expostos a riscos, possui para se recuperar dos efeitos de um desastre, de forma premeditada e eficiente atrav&eacute;s da restaura&ccedil;&atilde;o das suas estruturas b&aacute;sicas e fun&ccedil;&otilde;es essenciais (<i>UN</i>, 2010).</p>     <p>Esses conceitos s&atilde;o importantes para a realiza&ccedil;&atilde;o de procedimentos de <b>avalia&ccedil;&atilde;o de riscos</b>, que s&atilde;o metodologias que permitem identificar uma amea&ccedil;a, caracterizar e estimar sua import&acirc;ncia, com a finalidade de definir alternativas de gest&atilde;o (MPO, 1998). A avalia&ccedil;&atilde;o de riscos &eacute; apenas uma das v&aacute;rias ferramentas que permitem reduzir a vulnerabilidade.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>3.2. Gest&atilde;o de Risco de Desastres</b></p>     <p>&Eacute; importante observar que uma situa&ccedil;&atilde;o de emerg&ecirc;ncia requer um planejamento pr&eacute;vio para a&ccedil;&otilde;es imediatas, de forma a evitar que um evento se torne um desastre. A gest&atilde;o do desastre deve incluir a&ccedil;&otilde;es integrativas entre institui&ccedil;&otilde;es p&uacute;blicas, organiza&ccedil;&otilde;es n&atilde;o governamentais, &oacute;rg&atilde;os privados e comunidades. Cabe ao servi&ccedil;o de Defesa Civil de cada munic&iacute;pio, ou comarca, fazer a conex&atilde;o desses arranjos de forma a reduzir as consequ&ecirc;ncias decorrentes dos eventos, ou mesmo evitar que eles aconte&ccedil;am (F&Eacute;LIX, 2016).</p>     <p>Para isso, tal servi&ccedil;o deve elaborar um <b>Gerenciamento de Riscos de Desastres &ndash; GRD</b>. Esse &eacute; entendido como o processo multidisciplinar que leva ao planejamento, &agrave;s pol&iacute;ticas p&uacute;blicas e &agrave;s medidas que favorecem a preven&ccedil;&atilde;o e o controle dos efeitos de fen&ocirc;menos adversos sobre as popula&ccedil;&otilde;es, infraestruturas, bens, servi&ccedil;os e meio ambiente (<i>UN</i>, 2010).</p>     <p>Em todo o mundo o GRD se tornou t&atilde;o importante que diversos governos e institui&ccedil;&otilde;es desenvolvem complexos sistemas de defesa interna. Essa tend&ecirc;ncia teve in&iacute;cio a partir da d&eacute;cada de 1960, no contexto da Guerra Fria. Segundo F&eacute;lix (2016), nessa &eacute;poca ficou evidente, para as na&ccedil;&otilde;es, a necessidade de a sociedade estar preparada para agir em situa&ccedil;&otilde;es de ataques inimigos e de emerg&ecirc;ncias com desastres, sejam eles geof&iacute;sicos, qu&iacute;micos, biol&oacute;gicos ou nucleares. Esses sistemas inclu&iacute;am mecanismos de detec&ccedil;&atilde;o de riscos, alerta contra acidentes, abrigos, sistemas log&iacute;sticos de evacua&ccedil;&atilde;o, equipes de busca e salvamento, uso de geotecnologias e implementa&ccedil;&atilde;o de legisla&ccedil;&otilde;es e normas que viabilizassem todo o processo (<i>UN</i>, 2010; FEKETE <i>et al.</i>, 2015; F&Eacute;LIX, 2016).</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>3.3. Cartografia e Modelagem para a An&aacute;lise de Riscos</b></p>     <p>A proposta metodol&oacute;gica de an&aacute;lise de riscos desenvolvida aqui se baseia na avalia&ccedil;&atilde;o do meio f&iacute;sico a partir de geotecnologias. Autores como TOMINAGA (2007), ABREU (2007), OLIVEIRA (2009) e PAOLUCCI (2012) realizaram trabalhos importantes sobre gerenciamento de &aacute;reas de risco a partir do uso de t&eacute;cnicas cartogr&aacute;ficas. De acordo com eles, as cartas s&atilde;o indispens&aacute;veis para avalia&ccedil;&otilde;es de risco pois, permitem sistematizar diversas informa&ccedil;&otilde;es dispon&iacute;veis e determinar a possibilidade de que ocorram certos eventos indesej&aacute;veis.</p>     <p>No estudo dos desastres naturais existe uma grande variedade de tipos de cartografias. Em geral, as mais utilizadas na an&aacute;lise de risco se baseiam em informa&ccedil;&otilde;es geof&iacute;sicas e socioecon&ocirc;micas do territ&oacute;rio. Assim, &eacute; poss&iacute;vel a formula&ccedil;&atilde;o dos <b>Mapas Tem&aacute;ticos</b>, que trazem a informa&ccedil;&atilde;o espacial b&aacute;sica e incluem diversos temas sobre o meio (ABREU, 2007).</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A combina&ccedil;&atilde;o desses conhecimentos permite a formula&ccedil;&atilde;o das <b>Cartografias Geoambientais</b>, que, segundo Tominaga (2007), correspondem a um processo de obten&ccedil;&atilde;o, an&aacute;lise, representa&ccedil;&atilde;o e comunica&ccedil;&atilde;o de dados e informa&ccedil;&otilde;es sobre os meios f&iacute;sico, bi&oacute;tico e socioecon&ocirc;mico. Essas cartografias s&atilde;o chamadas de <b>Cartas Geot&eacute;cnicas</b> quando s&atilde;o desenvolvidas contemplando as propriedades geot&eacute;cnicas de solos e rochas, al&eacute;m de possibilitar a harmonia entre as diversas formas de uso do solo com os processos geodin&acirc;micos existentes (TOMINAGA, 2007; OLIVEIRA, 2009). Podem ser ainda <b>Cartas de Predisposi&ccedil;&atilde;o</b> quando classificam os terrenos em distintos graus de propens&atilde;o &agrave; ocorr&ecirc;ncia de processos adversos do meio f&iacute;sico (ABREU, 2007).</p>     <p>De acordo com as Na&ccedil;&otilde;es Unidas (<i>UN</i>, 2007; <i>UN</i>, 2010), as t&eacute;cnicas e procedimentos adotados para um mapeamento devem ser escolhidas caso a caso, conforme as caracter&iacute;sticas de cada local, tipo de amea&ccedil;a, recursos tecnol&oacute;gicos e financeiros dispon&iacute;veis e objetivos propostos para o trabalho. Muitas t&eacute;cnicas, s&atilde;o baseadas em <b>Geotecnologias</b>, que, segundo Marcelino (2008), possibilitam a coleta, o armazenamento e a an&aacute;lise da grande quantidade de dados envolvidos nas an&aacute;lises de desastres naturais.</p>     <p>Entre as principais geotecnologias utilizadas para o planejamento territorial e para a elabora&ccedil;&atilde;o de sistemas GRD est&atilde;o os Sistemas de Geoposicionamento, os Sistemas de Informa&ccedil;&otilde;es Geogr&aacute;ficas &ndash; SIG e as t&eacute;cnicas de Sensoriamento Remoto. Ao associar computacionalmente dados cartogr&aacute;ficos e alfanum&eacute;ricos, o <b>Geoprocessamento</b> &eacute; capaz de integrar numa &uacute;nica base de dados, informa&ccedil;&otilde;es provenientes de m&uacute;ltiplas fontes, a fim de analisar as intera&ccedil;&otilde;es existentes entre as vari&aacute;veis, elaborar modelos preditivos e dar suporte &agrave;s tomadas de decis&otilde;es (TOMINAGA, 2007; MARCELINO, 2008).</p>     <p>O poderio das tecnologias computacionais para o processamento de dados, em grandes volumes e em tempo curtos, permitiu &agrave; cartografia e &agrave;s ci&ecirc;ncias ambientais o desenvolvimento do campo da Modelagem Ambiental. V&aacute;rios autores (MOURA, 2012; FEKETE <i>et al</i>., 2015) afirmam que o modelo n&atilde;o &eacute; a realidade, mas apenas uma aproxima&ccedil;&atilde;o que a torna mais compreens&iacute;vel ao entendimento humano. Nesse processo, muitas vezes, a Modelagem Ambiental se utiliza de outras ci&ecirc;ncias como a Computa&ccedil;&atilde;o, a Matem&aacute;tica e a Estat&iacute;stica para caracterizar o espa&ccedil;o e os fen&ocirc;menos nele incidentes.</p>     <p>Alguns modelos <b>Geoestat&iacute;sticos</b> s&atilde;o extremamente eficientes para essa tarefa. Alguns deles se baseiam em t&eacute;cnicas de interpola&ccedil;&atilde;o, que s&atilde;o capazes de estabelecer valores inferidos para um par&acirc;metro vazio em refer&ecirc;ncia a um atributo em an&aacute;lise (MOURA, 2014). Para isso &eacute; necess&aacute;rio considerar os atributos dos &ldquo;espa&ccedil;os&rdquo; vizinhos, desde que esses atributos sejam par&acirc;metros discretos e conhecidos.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> <ol start="4">     <li><b>Caracteriza&ccedil;&atilde;o do mun&iacute;cipio de Belo Horizonte - MG</b></li>     </ol>     <p>Em todo projeto ou estudo relacionado &agrave; gest&atilde;o territorial &eacute; necess&aacute;rio uma caracteriza&ccedil;&atilde;o que envolva as peculiaridades ambientais e socioecon&ocirc;micas da regi&atilde;o. No escopo do tema proposto, uma caracteriza&ccedil;&atilde;o territorial, pode permitir o entendimento dos riscos de desastres e subsidiar mecanismos estrat&eacute;gicos de preven&ccedil;&atilde;o e mitiga&ccedil;&atilde;o de impactos.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><b>4.1. Caracteriza&ccedil;&atilde;o da Litologia</b></p>     <p>Belo Horizonte possui uma litologia diversificada, tal como &eacute; visto em seu mapeamento geol&oacute;gico (<a href="/img/revistas/got/n16/n16a16f1.gif" target="_blank">Figura 1</a>). Esse mapeamento foi feito a partir de cartografias &agrave; escala de 1:25.000, elaboradas por Silva <i>et al.</i> (1995) e posteriores adapta&ccedil;&otilde;es de Parizzi <i>et al.</i> (2010). Em tal leitura &eacute; poss&iacute;vel dizer que no munic&iacute;pio ocorrem as forma&ccedil;&otilde;es do Complexo Belo Horizonte, do Dom&iacute;nio Metassedimentar e a Sequ&ecirc;ncia Sedimentar (REIS, 2011).</p>     
<p>O<b> Dom&iacute;nio do Complexo Belo Horizonte</b> abrange em torno de 70% do territ&oacute;rio e agrupa as rochas gn&aacute;issicas, parcialmente remobilizadas (REIS, 2011). Estas rochas costumam ocorrer de forma muito saprolitizada, ou recobertas por manto de intemperismo. Fato que, segundo Silva <i>et al.</i> (1995), se torna uma condi&ccedil;&atilde;o muito prop&iacute;cia &agrave; eros&atilde;o.</p>     <p>A <b>Sequ&ecirc;ncia Metassedimentar</b>, de acordo com esses autores, &eacute; constitu&iacute;da principalmente por rochas metassedimentares que recobrem cerca de 30% do territ&oacute;rio e se distribuem ao sul. Tamb&eacute;m &eacute; observado em todos os subgrupos a ocorr&ecirc;ncias de tipos variados de filitos, que s&atilde;o rochas resultantes de processos de metamorfiza&ccedil;&atilde;o, com granula&ccedil;&atilde;o fina e folia&ccedil;&atilde;o acentuada. Caracter&iacute;sticas que conferem grande erodibilidade ao embasamento geol&oacute;gico.</p>     <p>Por fim, as <b>Forma&ccedil;&otilde;es Superficiais</b> s&atilde;o, geralmente, dep&oacute;sitos do cenozoico que recobrem parcialmente as litologias do Complexo Belo Horizonte. Ocorrem em grandes variedades conforme sua origem, textura, composi&ccedil;&atilde;o e lateriza&ccedil;&atilde;o. De acordo com Campos (2011), destacam-se os sedimentos aluviais, canga, dep&oacute;sitos de vertentes e dep&oacute;sitos dos fluxos de detritos de natureza torrencial.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>4.2. Caracteriza&ccedil;&atilde;o da Geomorfologia</b></p>     <p>Silva <i>et al.</i> (1995) demonstraram que o territ&oacute;rio em an&aacute;lise possui uma fisiografia diversificada e vinculada &agrave;s propriedades geol&oacute;gicas de seu substrato. Os fatores geol&oacute;gicos condicionaram o desenvolvimento de duas unidades geomorfol&oacute;gicas: o Maci&ccedil;o do Quadril&aacute;tero Ferr&iacute;fero e a Depress&atilde;o de Belo Horizonte.</p>     <p>A por&ccedil;&atilde;o do extremo sul de Belo Horizonte est&aacute; inserida no <b>Maci&ccedil;o do Quadril&aacute;tero Ferr&iacute;fero</b>. Esse compartimento corresponde a uma fisiografia serrana com as atitudes que superam os 1.100 metros acima do n&iacute;vel do mar (BELO HORIZONTE, 2007). Nesse territ&oacute;rio se desenvolveu uma forma emblem&aacute;tica: a Serra do Curral, que possui camadas de Itabirito protegidas da eros&atilde;o por coura&ccedil;as ferruginosas conhecidas como Canga (CAMPOS, 2011).</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Ainda segundo Silva <i>et al.</i> (1995) o Compartimento do Quadril&aacute;tero Ferr&iacute;fero exerceu papel fundamental na evolu&ccedil;&atilde;o do relevo de Belo Horizonte, limitando a extens&atilde;o dos processos erosivos que moldaram a <b>Depress&atilde;o Belo Horizonte</b>, a norte. Essa bacia sedimentar se estende da base da Serra do Curral, a sudoeste, at&eacute; as superf&iacute;cies aplainadas, a norte. Nesse compartimento ocorrem colinas com topos planos e com encostas c&ocirc;ncavo-convexas, entre 800 e 900 metros. Essas forma&ccedil;&otilde;es s&atilde;o originadas pela disseca&ccedil;&atilde;o fluvial das &aacute;reas gn&aacute;issicas promovida pela rede de drenagem dos rios Velhas e Paraopeba (CAMPOS, 2011).</p>     <p>Outra caracter&iacute;stica geomorfol&oacute;gica importante &eacute; a declividade, que interfere diretamente na velocidade das &aacute;guas que se acumulam nas ruas, becos e canais. Como aponta Oliveira (2009), se, por um lado, as &aacute;reas de baixo relevo s&atilde;o prop&iacute;cias &agrave; acumula&ccedil;&atilde;o da &aacute;gua da chuva, por outro, as encostas acabam submetidas aos movimentos de massa associados &agrave; a&ccedil;&atilde;o da gravidade. Pela an&aacute;lise do mapa de declividades (<a href="/img/revistas/got/n16/n16a16f2.gif" target="_blank">Figura 2</a>) &eacute; observado que as grandes eleva&ccedil;&otilde;es com declives acentuados (&gt; 47%) est&atilde;o localizadas com predomin&acirc;ncia na por&ccedil;&atilde;o do sudeste do munic&iacute;pio.</p>     
<p>&nbsp;</p>     <p><b>4.3. Caracteriza&ccedil;&atilde;o Urban&iacute;stica</b></p>     <p>Como afirma Nogueira (2002), estudar o comportamento da urbaniza&ccedil;&atilde;o al&eacute;m de permitir compreender a instaura&ccedil;&atilde;o e o desenvolvimento dos riscos ambientais nas cidades, tamb&eacute;m permite pensar em estrat&eacute;gias de preven&ccedil;&atilde;o, formas de mitiga&ccedil;&atilde;o dos impactos decorridos e a&ccedil;&otilde;es para aumentar a resili&ecirc;ncia e reduzir a vulnerabilidade da popula&ccedil;&atilde;o.</p>     <p>Em Belo Horizonte a intensifica&ccedil;&atilde;o dos riscos ambientais &eacute; um processo hist&oacute;rico que se inicia junto com o munic&iacute;pio, ainda no s&eacute;culo XIX. O plano urbano adotado para a constru&ccedil;&atilde;o primou por um sistema vi&aacute;rio retil&iacute;neo e baseado nas influ&ecirc;ncias <i>haussmanianas</i> ao inv&eacute;s de seguir a topografia, respeitar as curvas de n&iacute;vel e as &aacute;reas de v&aacute;rzea (PAOLUCCI, 2012). Com as mudan&ccedil;as pol&iacute;ticas e econ&ocirc;micas vivenciadas pelo Brasil, durante o s&eacute;culo XX, a capital mineira, ent&atilde;o projetada para 200 mil habitantes, ultrapassou a marca dos 2,5 milh&otilde;es no s&eacute;culo XXI (CAMPOS, 2011). Nesse processo, o poder p&uacute;blico n&atilde;o conseguiu acompanhar a urbaniza&ccedil;&atilde;o, estabelecendo normas urban&iacute;sticas e realizando a devida fiscaliza&ccedil;&atilde;o. Assim, surgiram ocupa&ccedil;&otilde;es em &aacute;reas de instabilidade geomorfol&oacute;gica, sendo algumas delas de car&aacute;ter irregular (PAOLUCCI, 2012; STARLING, 2015).</p>     <p>Apesar dos riscos ambientais serem mais complexos nos assentamentos prec&aacute;rios, eles tamb&eacute;m ocorrem em regi&otilde;es nobres. Movimentos de massa ocorrem tanto em &aacute;reas de baixo padr&atilde;o construtivo quanto em &aacute;reas de alto padr&atilde;o (PARIZZI <i>et al.,</i> 2010). Nas &uacute;ltimas d&eacute;cadas, v&aacute;rias foram as cat&aacute;strofes em localidades urbanisticamente regulares e que atendem &agrave;s normas, tal como ocorreu nas regi&otilde;es dos bairros Estoril e Buritis.</p>     <p>Durante as d&eacute;cadas de 1990 e 2000 novas diretrizes urban&iacute;sticas nacionais, impostas pela Constitui&ccedil;&atilde;o Federal de 1988 e pelo Estatuto das Cidades, al&eacute;m da necessidade iminente de reduzir as desigualdades espaciais, for&ccedil;aram o poder p&uacute;blico municipal a buscar a democratiza&ccedil;&atilde;o dos espa&ccedil;os urbanos e a conson&acirc;ncia da urbaniza&ccedil;&atilde;o com as condicionantes ambientais. Nessa l&oacute;gica tamb&eacute;m foi deflagrado um processo de substancial redu&ccedil;&atilde;o dos riscos ambientais e aumento da resili&ecirc;ncia (PAOLUCCI, 2012; STARLING, 2015).</p>     <p>Surgiram, ent&atilde;o algumas iniciativas jur&iacute;dicas como:</p> <ul>     <li>Plano Diretor Municipal (<i>Lei n&deg; 7.165/1996</i>), instrumento capaz de conciliar os interesses das iniciativas p&uacute;blica, privada e da popula&ccedil;&atilde;o, aspectos sociais, econ&ocirc;micos e ambientais em uma estrat&eacute;gia de desenvolvimento.</li>     ]]></body>
<body><![CDATA[<li>Lei de Planejamento, Uso e Ocupa&ccedil;&atilde;o do Solo &ndash; LPOUS (<i>Lei n&ordm; 7.166/1996</i>), capaz de reorganizar o espa&ccedil;o e instrumentalizar de gest&atilde;o e planejamento por meio de um zoneamento e imposi&ccedil;&atilde;o de diretrizes elaboradas para cada zona.</li>     </ul>     <p>Apesar da efetiva&ccedil;&atilde;o das leis, a gest&atilde;o urbana ainda &eacute; um desafio, pois as pessoas encontram v&aacute;rias maneiras de as contornar e fugir de poss&iacute;veis taxas e sans&otilde;es. O que &eacute; muito facilitado por uma fiscaliza&ccedil;&atilde;o deficit&aacute;ria que n&atilde;o consegue verificar todas as modifica&ccedil;&otilde;es posteriores &agrave;s obras (PAOLUCCI, 2012).</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> <ol start="5">     <li><b>Metodologia</b></li>     </ol>     <p>Ap&oacute;s a revis&atilde;o da literatura pertinente, foi elaborada uma metodologia de trabalho, dividida em quatro etapas sequenciais, tal como &eacute; demonstrado pela <a href="/img/revistas/got/n16/n16a16f3.gif" target="_blank">Figura 3</a>.</p>     
<p>&nbsp;</p>     <p><b>5.1. 1&ordf; Etapa: Aquisi&ccedil;&atilde;o e triagem de dados</b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A primeira atividade dessa etapa consistiu na aquisi&ccedil;&atilde;o dos dados de ocorr&ecirc;ncias de acidentes geot&eacute;cnicos registrados pela COMDEC BH entre o per&iacute;odo de 01/01/2012 a 31/12/2015. Esse &oacute;rg&atilde;o disp&otilde;e de uma central telef&ocirc;nica que recebe chamadas de cidad&atilde;os, empresas e outras reparti&ccedil;&otilde;es p&uacute;blicas que, por sua vez, informam pontos do munic&iacute;pio onde ocorreram, ou podem ocorrer, acidentes ambientais. Posteriormente, os t&eacute;cnicos da COMDEC BH avaliam o chamado e a ocorr&ecirc;ncia do fen&ocirc;meno.</p>     <p>Todos os registros s&atilde;o efetuados em uma planilha eletr&ocirc;nica de extens&atilde;o .<i>xlsx</i>. A planilha de eventos geot&eacute;cnicos est&aacute; dividida por colunas, da seguinte maneira:</p> <ol>     <li><b><i>a) DATA/HORA:</i></b> se refere a data e hora do chamado;</li>     <li><b><i>b) C&Oacute;DIGO:</i></b> n&uacute;mero de controle interno do chamado;</li>     <li><b><i>c) TIPO SOLICITANTE:</i></b> agente que abriu o chamado;</li>     <li><b><i>d) TIPO LOGRADOURO:</i></b> se refere ao tipo de logradouro onde ocorreu o evento;</li>     <li><b><i>e) NOME:</i></b> nome do logradouro;</li>     <li><b><i>f) N&Uacute;MERO:</i></b> n&uacute;mero da propriedade;</li>     <li><b><i>g) COMPLEMENTO:</i></b> informa&ccedil;&atilde;o complementar do endere&ccedil;o;</li>     <li><b><i>h) N&deg; DE PAVIMENTOS:</i></b> quantidade de pavimentos da ocupa&ccedil;&atilde;o;</li>     ]]></body>
<body><![CDATA[<li><b><i>i) TIPO DE OCUPA&Ccedil;&Atilde;O:</i></b> distingue a ocupa&ccedil;&atilde;o entre comercial, industrial e residencial;</li>     <li><b><i>j) BAIRRO:</i></b> Bairro da ocupa&ccedil;&atilde;o;</li>     <li><b><i>k) CEP:</i></b> c&oacute;digo postal da ocupa&ccedil;&atilde;o;</li>     <li><b><i>l) REGIONAL:</i></b> regional do munic&iacute;pio em que a ocupa&ccedil;&atilde;o se localiza;</li>     <li><b><i>m) TIPO DE URBANIZA&Ccedil;&Atilde;O:</i></b> distingue a &aacute;rea urbana em que a ocupa&ccedil;&atilde;o se insere (pode ser uma ocupa&ccedil;&atilde;o formal ou uma vila/favela);</li>     <li><b><i>n) TIPO DE OCORR&Ecirc;NCIA:</i></b> difere &ldquo;<i>risco do acidente ocorrer&rdquo;</i> de &ldquo;<i>acidente j&aacute; ocorrido&rdquo;</i></li>     <li><b><i>o) ORIGEM DA OCORR&Ecirc;NCIA:</i></b> distingue entre causas naturais ou humanas;</li>     <li><b><i>p) NATUREZA DA OCORR&Ecirc;NCIA:</i></b> se refere &agrave;s classes dos diferentes eventos geot&eacute;cnicos ocorridos no munic&iacute;pio. O par&acirc;metro &eacute; definido pelo t&eacute;cnico da COMDEC BH de acordo com as descri&ccedil;&otilde;es fornecidas pelos cidad&atilde;os comuns;</li>     <li><b><i>q) DESCRI&Ccedil;&Atilde;O COMPLEMENTAR: </i></b>informa&ccedil;&otilde;es fornecidas pelo cidad&atilde;o que realizou o chamado. &Uacute;til para avaliar, ainda que superficialmente, a gravidade do acidente;</li>     </ol>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A triagem foi concebida por meio de filtros de sele&ccedil;&atilde;o da planilha. Assim, op&ccedil;&otilde;es foram selecionadas de acordo com o objetivo, que &eacute; o estudo da predisposi&ccedil;&atilde;o, do territ&oacute;rio de Belo Horizonte, aos riscos naturais de deslizamentos. Os filtros foram, ent&atilde;o, aplicados:</p> <ol>     <li><b><i>n) TIPO DE OCORR&Ecirc;NCIA</i></b>: selecionada apenas a op&ccedil;&atilde;o <i>&ldquo;Acidente Ocorrido&rdquo;.</i></li>     <li><b><i>o) ORIGEM DA OCORR&Ecirc;NCIA</i></b>: selecionada a op&ccedil;&atilde;o <i>&ldquo;Causas Naturais&rdquo;.</i></li>     <li><b><i>p) NATUREZA DA OCORR&Ecirc;NCIA</i></b>: op&ccedil;&atilde;o <i>&ldquo;Deslizamentos&rdquo;;</i></li>     </ol>     <p>Ap&oacute;s o resultado desses filtros, foi tomado o cuidado de avaliar a coluna <b><i>q) DESCRI&Ccedil;&Atilde;O COMPLEMENTAR</i></b> e excluir dados que n&atilde;o apresentavam o m&iacute;nimo de signific&acirc;ncia t&eacute;cnica para representar um fen&ocirc;meno de deslizamento de encostas.</p>     <p>Para finalizar essa etapa, tamb&eacute;m foram avaliadas as colunas referentes a localiza&ccedil;&atilde;o e data dos acidentes. Por meio de compara&ccedil;&otilde;es foi poss&iacute;vel excluir registros de chamados que, embora feitos por cidad&atilde;os diferentes, referiam-se ao mesmo evento. Assim, foi poss&iacute;vel garantir que n&atilde;o houvesse repeti&ccedil;&atilde;o de acidentes na base de dados.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>5.2. 2&ordf; Etapa: Georreferenciamento</b></p>     <p>A segunda etapa consistiu no georreferenciamento de cada um dos registros. Isso foi feito com aux&iacute;lio do <i>software Google Earth</i>, que permite, a partir de um mecanismo de busca, localizar um endere&ccedil;o em uma base <i>online</i> de arruamento. Para isso, foram utilizadas as colunas <b><i>e) NOME</i></b> (do logradouro) e <b><i>f) N&Uacute;MERO</i></b> (da propriedade). Uma vez localizada a propriedade, foi poss&iacute;vel encontrar, ainda dentro do <i>software</i>, as coordenadas do ponto. Os pontos foram armazenados em arquivo vetorial (extens&atilde;o .<i>shp</i>) e exportados para um SIG.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><b>5.3. 3&ordf; Etapa: Interpola&ccedil;&atilde;o de dados</b></p>     <p>No ambiente SIG o arquivo de pontos foi submetido a um processo de interpola&ccedil;&atilde;o gerando mapas matriciais (extens&atilde;o .<i>tif</i>). O m&eacute;todo de interpola&ccedil;&atilde;o escolhido foi o <b>M&eacute;todo <i>Kernel</i></b>. Esse modelo permite gerar uma <b>base cartogr&aacute;fica com a densidade espacial de eventos</b> semelhantes ocorridos no territ&oacute;rio e, ent&atilde;o, avaliar &aacute;reas de maior predisposi&ccedil;&atilde;o a tal.</p>     <p>Al&eacute;m disso, o modelo de interpola&ccedil;&atilde;o espacial tamb&eacute;m foi escolhido pela sua simplicidade computacional. O interpolador do modelo considera apenas o agrupamento de pontos que podem, ou n&atilde;o, ser ponderados por algum dado tabelado e presente no arquivo vetorial (MOURA, 2012). Assim, al&eacute;m do interpolador indicar a concentra&ccedil;&atilde;o dos eventos, a superf&iacute;cie de distribui&ccedil;&atilde;o gerada poderia responder tamb&eacute;m pela severidade desses. Neste trabalho, para a aplica&ccedil;&atilde;o desse m&eacute;todo, foi considerado apenas o arranjo espacial dos pontos devido &agrave; falta de informa&ccedil;&otilde;es que permitissem associar outras grandezas.</p>     <p>Ao final desta etapa foi gerado um arquivo vetorial a partir da matriz, o que permitiu confrontar tal resultado com os arquivos vetoriais elaborados a partir dos trabalhos de Silva <i>et al.</i> (1995). Para isso, o resultado da interpola&ccedil;&atilde;o teve que passar pelo <b>processo de Vetoriza&ccedil;&atilde;o</b>. Por&eacute;m, o algoritmo tem como resultado uma matriz de distribui&ccedil;&atilde;o cont&iacute;nua, invi&aacute;vel para isso. Como etapa intermedi&aacute;ria, a matriz teve de passar pelo <b>processo de Reclassifica&ccedil;&atilde;o</b>, em que cada pixel &eacute; reclassificado conforme escala de intervalos (<a href="#t1">Tabela 1</a>).</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="t1">     <p><img src="/img/revistas/got/n16/n16a16t1.gif"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p><b>5.4. 4&ordf; Etapa: Cruzamentos e An&aacute;lises</b></p>     <p>Dentro de um <i>software</i> de SIG a base de densidade espacial, gerada na etapa anterior, foi cruzada com a base de <i>Predisposi&ccedil;&atilde;o ao Risco de Deslizamentos</i> produzida, de forma quantitativa e te&oacute;rica, por Silva <i>et al</i>. (1995). A base de densidade espacial ainda foi comparada com a base de <i>Litologia </i>(SILVA <i>et al.,</i> 1995), <i>Geomorfologia </i>(OLIVEIRA, 2009) e <i>Zoneamento Urbano</i> (BELO HORIZONTE, 1996). Esses cruzamentos permitiram subsidiar an&aacute;lises da situa&ccedil;&atilde;o dos riscos geol&oacute;gicos em Belo Horizonte para o per&iacute;odo e questionar os fatores que levam a concentra&ccedil;&atilde;o dos acidentes em determinadas partes do territ&oacute;rio.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Para que esses cruzamentos fossem poss&iacute;veis foi necess&aacute;rio que todos os dados trabalhados estivessem sob um mesmo datum, proje&ccedil;&atilde;o e escala cartogr&aacute;fica. Para o trabalho foram utilizados o datum <i>WGS 1984</i>, a proje&ccedil;&atilde;o <i>UTM,</i> zona 23 Sul e a escala 1:25.000.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> <ol start="6">     <li><b>Resultados e discuss&otilde;es</b></li>     </ol>     <p><b>6.1. Carta de Densidade Espacial de Eventos de Deslizamentos </b></p>     <p>A planilha eletr&ocirc;nica fornecida pela COMDEC BH dispunha de um total de 2414 registros no per&iacute;odo 2012-2015. Ap&oacute;s a aplica&ccedil;&atilde;o dos filtros de sele&ccedil;&atilde;o e das exclus&otilde;es de registros equivocados e repetidos, foram encontrados 475 registros adequados aos crit&eacute;rios.</p>     <p>Durante a fase de georreferenciamento no <i>software Google Earth,</i> 21 desses registros n&atilde;o foram localizados. Tal fato &eacute; justificado pela n&atilde;o correspond&ecirc;ncia entre os nomes populares dos logradouros, informados pelos mun&iacute;cipes, e os nomes oficiais dos logradouros presentes, na base de dados do servidor. Tamb&eacute;m foi notado que isso se processa principalmente em locais de urbaniza&ccedil;&atilde;o irregular (<a href="/img/revistas/got/n16/n16a16t2.gif" target="_blank">Tabela 2</a>).</p>     
<p>Cabe ressaltar ainda que 21 registros dentro de um grupo de 475 (cerca de 4,4%) n&atilde;o representa um percentual significativo dentro do universo, nem representou a inviabilidade computacional de prosseguir com as etapas subsequentes da modelagem. Isso, pois, o intuito de uma modelagem &eacute; fazer um estudo que se aproxime da realidade, permitindo o entendimento dos fen&ocirc;menos (FELGUEIRAS, 2001; MOURA, 2012; FEKETE <i>et al.,</i> 2015). Assim, foram considerados um total de 454 pontos, que foram georreferenciados e salvos em um arquivo .<i>shp</i>. Esse arquivo, ent&atilde;o, foi introduzido dentro de um SIG e, por meio do algoritmo do M&eacute;todo de <i>Kernel,</i> e subsequentes passos de reclassifica&ccedil;&atilde;o e vetoriza&ccedil;&atilde;o, foi gerada a Carta de Densidade Espacial de Eventos de Deslizamentos (<a href="#f4">Figura 4</a>).</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="f4">     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><img src="/img/revistas/got/n16/n16a16f4.gif"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p><b>6.2. Cruzamentos </b></p> <ul>     <li><i>Geomorfologia</i></li>     </ul>     <p>A sobreposi&ccedil;&atilde;o (<a href="/img/revistas/got/n16/n16a16f5.gif" target="_blank">Figura 5</a>) do mapa de densidade espacial com os modelos topogr&aacute;ficos do munic&iacute;pio apresentados por Oliveira (2009) permitiu constatar a exist&ecirc;ncia da inter-rela&ccedil;&atilde;o entre relevo e desastres geomorfol&oacute;gicos. As &aacute;reas onde mais ocorrem acidentes, ou seja, &aacute;reas de densidade de eventos m&eacute;dia ou elevada (&gt; 5,0 eventos/km&sup2;) ocorrem predominantemente em compartimentos topogr&aacute;ficos caracterizados por se localizarem ao sul e cujas vertentes possuem inclina&ccedil;&atilde;o superior a 30% (16,7&deg;).</p>     
<p>&nbsp;</p> <ul>     <li><i>Litologia</i></li>     </ul>     <p>As informa&ccedil;&otilde;es obtidas a partir do cruzamento da Carta de Densidade Espacial de Eventos com o mapa de litologia de Silva <i>et al.</i> (1995) foram compiladas, sendo expressas na <a href="/img/revistas/got/n16/n16a16t3.gif" target="_blank">Tabela 3</a>, da qual se tornam evidentes alguns fatos:</p> <ul>     
]]></body>
<body><![CDATA[<li>A maior parte do territ&oacute;rio est&aacute; submetida a condi&ccedil;&atilde;o de densidade desprez&aacute;vel (0,0 eventos/km&sup2;) ou de densidade baixa (at&eacute; 5,0 eventos/km&sup2;) em &aacute;reas de geologia composta por gnaisses t&iacute;picos do Complexo Belo Horizonte e vertentes de m&eacute;dia inclina&ccedil;&atilde;o, sendo estas &aacute;reas de grande estabilidade geot&eacute;cnica.</li>     <li>As regi&otilde;es onde s&atilde;o encontrados Filitos e Xistos da Sequ&ecirc;ncia Metassedimentar (Grupo Sabar&aacute;), possui cerca de 57 km&sup2; de &aacute;reas de densidade desprez&iacute;vel ou baixa. Contudo, &eacute; justamente sob essas forma&ccedil;&otilde;es que se localizam as &aacute;reas mais inst&aacute;veis. Existem cerca 4,2 km&sup2; de &aacute;reas de alta densidade de eventos (&gt; 10,0 eventos/km&sup2;) fazendo com que essa classe litol&oacute;gica seja a &uacute;nica que possua alta densidade. Essa instabilidade se deve &agrave; combina&ccedil;&atilde;o de uma litologia de rochas fri&aacute;veis com uma geomorfologia de declives acentuados.</li>     <p>&nbsp;</p>     </ul> <ul>     <li><i>Predisposi&ccedil;&atilde;o ao Risco</i></li>     </ul>     <p>A s&iacute;ntese dos trabalhos de Silva <i>et al.</i> (1995) foram as cartas de predisposi&ccedil;&atilde;o aos riscos geoambientais, dentre as quais encontra-se a Carta de Predisposi&ccedil;&atilde;o ao Risco de Deslizamentos de Encostas, elaborada de forma te&oacute;rica. A <a href="/img/revistas/got/n16/n16a16f6.gif" target="_blank">Figura 6</a> mostra a compara&ccedil;&atilde;o entre os estudos te&oacute;ricos desses autores (<a href="/img/revistas/got/n16/n16a16f6.gif" target="_blank">Figura 6</a>-A) com o mapa de densidade espacial de eventos (<a href="/img/revistas/got/n16/n16a16f6.gif" target="_blank">Figura 6</a>-B) produzido nesta pesquisa de forma emp&iacute;rica.</p>     
<p>Na tentativa de quantificar as diverg&ecirc;ncias existentes entre as cartas foi constru&iacute;da a <a href="/img/revistas/got/n16/n16a16t4.gif" target="_blank">Tabela 4</a>. Essa matriz expressa os percentuais de cada classe, da Carta de Predisposi&ccedil;&atilde;o ao Risco de Deslizamentos, sobreposta &agrave;s classes da Carta de Densidade Espacial de Eventos. A diagonal da matriz expressa os percentuais de &aacute;reas da carta de predisposi&ccedil;&atilde;o que foram igualmente classificadas na carta de densidade espacial, enquanto os dados de fora dessa diagonal expressam a incompatibilidade entre as duas classifica&ccedil;&otilde;es.</p>     
<p>A leitura da tabela evidencia alguns fatos que podem ser interessantes para o planejamento de a&ccedil;&otilde;es de preven&ccedil;&atilde;o. Do total de &aacute;reas classificadas com predisposi&ccedil;&atilde;o alta na carta de Silva <i>et al.</i> (1995), apenas 3,58% est&atilde;o em regi&otilde;es de incid&ecirc;ncia concentrada desse tipo de fen&ocirc;meno. J&aacute; para predisposi&ccedil;&atilde;o m&eacute;dia, apenas 8,44% do total de &aacute;reas est&atilde;o em regi&otilde;es com concentra&ccedil;&atilde;o de eventos tamb&eacute;m pode ser considerada m&eacute;dia.</p>     <p>&nbsp;</p> <ul>     ]]></body>
<body><![CDATA[<li><i>Zoneamento Urbano</i></li>     </ul>     <p>Com a carta de densidade para o per&iacute;odo 2012-2015, foi poss&iacute;vel identificar seis &aacute;reas em que ocorrem intensas concentra&ccedil;&otilde;es de casos do fen&ocirc;meno em quest&atilde;o. Das seis &aacute;reas em que ocorre concentra&ccedil;&atilde;o de deslizamentos, cinco abrangem vilas, favelas e conjuntos habitacionais de baixa renda. Esse fato reafirma que o processo de urbaniza&ccedil;&atilde;o sem planejamento pr&eacute;vio ocorreu em &aacute;reas de elevada instabilidade geomorfol&oacute;gica.</p>     <p>Contudo, dentro dessas &aacute;reas tamb&eacute;m foram identificados bairros de classe m&eacute;dia e bairros nobres. Cabe ressaltar ainda que, de acordo como a legisla&ccedil;&atilde;o municipal, esses bairros est&atilde;o em zonas onde existem padr&otilde;es construtivos que, em teoria, tentam minimizar o impacto ambiental proveniente da urbaniza&ccedil;&atilde;o com o objetivo de n&atilde;o expor ainda mais a popula&ccedil;&atilde;o residente a eventos desastrosos.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> <ol start="7">     <li><b>Conclus&otilde;es e recomenda&ccedil;&otilde;es</b></li>     </ol>     <p>Os resultados aqui apresentados corroboram o que &eacute; afirmado por autores como Abreu (2007), Tominaga (2007), Marcelino (2008), Franca (2009), Parizzi et al. (2010), Paolucci (2012) e outros tantos. Eles demonstraram a interdepend&ecirc;ncia direta entre os fatores do meio f&iacute;sico e os desastres naturais. Em Belo Horizonte, especificamente, os acidentes geomorfol&oacute;gicos possuem rela&ccedil;&atilde;o com o relevo e com a litologia.</p>     <p>Apesar desta investiga&ccedil;&atilde;o n&atilde;o ter avaliado fatores clim&aacute;ticos dentro do escopo da modelagem proposta, foi notado que a maioria dos eventos ocorreram nos meses de dezembro e janeiro, &eacute;poca de ver&atilde;o no Hemisf&eacute;rio Sul. Esses meses s&atilde;o marcados por fortes chuvas no munic&iacute;pio, o que intensifica a a&ccedil;&atilde;o de processos erosivos, tal como &eacute; discutido por Alcantara-Ayala &amp; Goudie (2011). Logo, &eacute; recomendado o maior aprofundamento sobre a perspectiva clim&aacute;tica, seja para aprimorar os resultados da Carta de Densidade Espacial, seja para aumentar a efic&aacute;cia dos mecanismos de GRD promovidos pela COMDEC BH.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>No que diz respeito &agrave; topografia, &aacute;reas acima de 850 metros de altitude e com declividades acima de 30% s&atilde;o as mais suscept&iacute;veis a deslizamentos de encostas. Em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; litologia, maior predisposi&ccedil;&atilde;o ocorre em regi&otilde;es de filitos e xistos da por&ccedil;&atilde;o sul do territ&oacute;rio. Fato que requer maior aten&ccedil;&atilde;o quando &eacute; analisado o processo hist&oacute;rico de ocupa&ccedil;&atilde;o e se observa que foi onde a cidade teve in&iacute;cio e se urbanizou mais intensamente.</p>     <p>Este trabalho teve como enfoque averiguar os eventos geomorfol&oacute;gicos de causa natural, contudo n&atilde;o deve ser desprezada a componente antr&oacute;pica que tamb&eacute;m influencia esses eventos, pois ela existe e &eacute; atuante. A an&aacute;lise dos dados da COMDEC BH evidenciou que, em termos absolutos, a maioria dos eventos ocorrem dentro da cidade formal e n&atilde;o dentro das favelas como o senso comum pode levar a pensar. Entretanto, &eacute; justamente nesses bairros onde ocorre a maior concentra&ccedil;&atilde;o desses fen&ocirc;menos por unidade de &aacute;rea.</p>     <p>Esses espa&ccedil;os se tornam extremamente complexos para a GRD e para o planejamento da cidade (NOGUEIRA, 2002; F&Eacute;LIX 2016). Isso porque, em primeiro lugar, historicamente a popula&ccedil;&atilde;o de renda mais baixa ocupou &aacute;reas cujas caracter&iacute;sticas f&iacute;sicas s&atilde;o inapropriadas ao adensamento urbano. Em segundo lugar, o planejamento deficiente dessas &aacute;reas levou a uma urbaniza&ccedil;&atilde;o desordenada e com restri&ccedil;&otilde;es vi&aacute;rias e de saneamento, o que, por conseguinte, dificulta a implementa&ccedil;&atilde;o de medidas de controle dos riscos e potencializa os fen&ocirc;menos naturais adversos.</p>     <p>Restri&ccedil;&otilde;es a urbaniza&ccedil;&atilde;o devem ser concebidas a partir de um planejamento eficiente e que considere os riscos ambientais nas pol&iacute;ticas de urbaniza&ccedil;&atilde;o. Afinal, eventos de instabilidade geomorfol&oacute;gica ocorrem tanto em &aacute;reas de vilas e favelas como em &aacute;reas formais.</p>     <p>Nessa l&oacute;gica, &eacute; reafirmada a ideia de UN (2004), Garc&iacute;a (2007) e Fekete <i>et al.</i> (2015) que a elabora&ccedil;&atilde;o de planos de gerenciamento de desastres deve passar impreterivelmente pelo conhecimento do territ&oacute;rio. Por&eacute;m, para gerenciar riscos o estudo do territ&oacute;rio n&atilde;o deve se pautar apenas sobre as suas condicionantes fisiogr&aacute;ficas, mas tamb&eacute;m sobre suas caracter&iacute;sticas socioecon&ocirc;micas, pol&iacute;ticas, culturais e urban&iacute;sticas. Afinal, a rela&ccedil;&atilde;o que o ser humano exerce com o meio a partir do seu modo de se estabelecer sobre o solo pode intensificar em for&ccedil;a, tamanho e frequ&ecirc;ncia os desastres ambientais.</p>     <p>Conceitualmente o estudo da predisposi&ccedil;&atilde;o indica os locais que devem receber aten&ccedil;&atilde;o especial para que desastres de ordem natural n&atilde;o ocorram, j&aacute; a carta de densidade indica a concentra&ccedil;&atilde;o de eventos ocorridos. Logo, a compara&ccedil;&atilde;o entre esses mapas, para um per&iacute;odo determinado, pode ser utilizada como uma forma de avaliar a rela&ccedil;&atilde;o existente entre o risco potencial e o risco efetivo de uma regi&atilde;o.</p>     <p>Da&iacute;, quando ocorre de uma regi&atilde;o possuir alta predisposi&ccedil;&atilde;o e baixa densidade, ou, por outro lado, se ocorrem eventos em locais onde a predisposi&ccedil;&atilde;o &eacute; baixa, cabe ao analista se aprofundar sobre o estudo da localidade, pois algum processo pode estar se desenvolvendo ali. Esses processos podem ocorrer devido a uma anomalia geodin&acirc;mica ou em decorr&ecirc;ncia da a&ccedil;&atilde;o antr&oacute;pica sobre o meio. O ser humano pode estar interferindo positivamente no sentido de conter os riscos com a&ccedil;&otilde;es preventivas, ou, mesmo de forma negativa, aumentando a frequ&ecirc;ncia e intensidade dos eventos a partir do uso inadequado do solo.</p>     <p>Assim, a incongru&ecirc;ncia entre a carta de predisposi&ccedil;&atilde;o ao risco Silva <i>et al. </i>(1995) e o mapa de densidade espacial ressalta, a exist&ecirc;ncia de processos ambientais no territ&oacute;rio de Belo Horizonte. Esses processos devem ser particularizados e melhor estudados a fim de otimizar o gerenciamento dos riscos, a preven&ccedil;&atilde;o de desastres e o aumento da resili&ecirc;ncia.</p>     <p>Cabe ressaltar ainda que a metodologia utilizada pode ser melhorada em diversos pontos. Por exemplo, a escolha do modelo de densidade de <i>kernel</i> levou em considera&ccedil;&atilde;o apenas o n&uacute;mero de eventos ocorridos, n&atilde;o considerando a intensidade de cada evento. Essa segunda variante pode ser acrescida ao modelo gerando resultados mais precisos, por&eacute;m devido &agrave; falta de dados n&atilde;o foi poss&iacute;vel realizar essa a&ccedil;&atilde;o.</p>     <p>Outro ponto que contribui para a redu&ccedil;&atilde;o da precis&atilde;o do mapa de densidade &eacute; que foram considerados apenas os casos registrados pela COMDEC BH a partir do relato de cidad&atilde;os e outros colaboradores. Isso desconsidera eventuais acidentes geol&oacute;gicos que podem ter ocorrido, por&eacute;m que n&atilde;o foram informados ao &oacute;rg&atilde;o de defesa civil e, assim, n&atilde;o puderam influenciar nos resultados finais.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Embora seja ainda poss&iacute;vel aumentar a precis&atilde;o dos mapas, tal como est&atilde;o j&aacute; s&atilde;o de grande relev&acirc;ncia para o GRD em Belo Horizonte. As an&aacute;lises e cartografias aqui produzidas podem ser &uacute;teis para aumentar a efici&ecirc;ncia dos sistemas de reconhecimento de regi&otilde;es altamente suscept&iacute;veis e de grande vulnerabilidade. Esses mapas s&atilde;o ferramentas de gest&atilde;o territorial que podem contribuir para direcionar, de forma mais eficiente, recursos apropriados para o enfrentamento dos riscos.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> <ol start="8">     <li><b>Refer&ecirc;ncias bibliogr&aacute;ficas</b></li>     </ol>     <!-- ref --><p>ABREU, Uriel Arcanjo Vieira<i>. Riscos naturais no ordenamento do territ&oacute;rio: aplica&ccedil;&atilde;o ao munic&iacute;pio de C&acirc;mara de Lobos</i><b>. </b>Disserta&ccedil;&atilde;o de Mestrado, Universidade de Coimbra, Coimbra, 2007.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1762570&pid=S2182-1267201900010001600001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>ALC&Aacute;NTARA-AYALA, Irasema; GOUDIE, Andrew. <i>Geomorphological Hazards and Disaster Prevention.</i> 1&ordf; ed.. Cambridge: Cambridge University Press, 2011. ISBN 978-0511807527&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1762572&pid=S2182-1267201900010001600002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>BELO HORIZONTE (Prefeitura Municipal), 2007. <i>GEST&Atilde;O DO RISCO GEOL&Oacute;GICO EM BELO HORIZONTE - MG</i>. Belo Horizonte. URBEL.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1762573&pid=S2182-1267201900010001600003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>CAMPOS, Luciane. <i>Proposta de rean&aacute;lise do risco geol&oacute;gico-geot&eacute;cnico de escorregamentos em Belo Horizonte, MG. </i>Disserta&ccedil;&atilde;o de Mestrado, Universidade Federal de Minas Gerais, Belo Horizonte, 2011.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1762575&pid=S2182-1267201900010001600004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>FEKETE, Alexander; TZAVELLA, Katerina; ARMAS, Iuliana; BINNER, Jane; GARSCHAGEN, Matthias; GIUPPONI, Carlo; MOJTAHED, Vahid; PETTITA, Marcello; SCHNEIDERBAUER, Stefan; SERRE, Damien. Critical Data Source; Tool or Even Infrastructure? Challenges of Geographic Information Systems and Remote Sensing for Disaster Risk Governance. <i>ISPRS &ndash;International Journal of Geo-Information</i><b>, </b>September 2015, vol. 4, n&deg; 4, p.1848-1869. [Viewed 27 September 2016]. Available from: doi:<a href="http://www.dx.doi.org/10.3390/ijgi4041848" target="_blank"> //dx.doi.org/10.3390/ijgi4041848</a>&gt;</p>     <!-- ref --><p>FELGUEIRAS, Carlos. <i>Modelagem Ambiental Com Tratamento De Incertezas Em Sistemas De Informa&ccedil;&atilde;o Geogr&aacute;fica. </i>Tese de Doutorado, Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais, S&atilde;o Jos&eacute; dos Campos, 2001.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1762578&pid=S2182-1267201900010001600006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>F&Eacute;LIX, Amanda. <i>A gest&atilde;o do risco de desastres: um olhar para os registros de ocorr&ecirc;ncias da defesa civil do munic&iacute;pio do Rio de Janeiro.</i> Disserta&ccedil;&atilde;o de Mestrado, Universidade Federal Fluminense, Niter&oacute;i, 2016.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1762580&pid=S2182-1267201900010001600007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>GARC&Iacute;A, Jos&eacute; Luis Gonz&aacute;lez (Org.), 2007<i>. Implicaciones econ&oacute;micas y sociales de los riesgos naturales</i><b>. </b>1&ordf; Ed<b>.</b><b>.</b> Madrid: Elece. 2007. ISBN 978-84-690-9276-7.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1762582&pid=S2182-1267201900010001600008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>LEI MUNICIPAL n&ordm; 7.165/1996. <i>Institui o Plano Diretor Municipal de Belo Horizonte</i>. Belo Horizonte, 27-08-1996. Di&aacute;rio Oficial do Munic&iacute;pio, 1-48.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1762584&pid=S2182-1267201900010001600009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref -->&nbsp;</p>     <!-- ref --><p>LEI MUNICIPAL n&ordm; 7.166/1996<b><i>. </i></b><i>Estabelece normas e condi&ccedil;&otilde;es para parcelamento, ocupa&ccedil;&atilde;o e uso do solo urbano no munic&iacute;pio</i>. Belo Horizonte, 27-08-1996. Di&aacute;rio Oficial do Munic&iacute;pio, 1-91.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1762586&pid=S2182-1267201900010001600010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>MARCELINO, Emerson Vieira, 2008. <i>Desastres Naturais e Geotecnologias<b>: </b>Conceitos B&aacute;sicos.</i> Santa Maria: INPE (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais). INPE-15208-PUD/193.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1762588&pid=S2182-1267201900010001600011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>MOURA, Ana Clara Mour&atilde;o. <i>Geoprocessamento na Gest&atilde;o e Planejamento Urbano</i>. 3. ed.. Belo Horizonte: da Autora, 2014. ISBN: 9788571933583&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1762590&pid=S2182-1267201900010001600012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>MOURA, Ana Clara Mour&atilde;o, 2012. <i>A escolha de interpoladores e recursos de visualiza&ccedil;&atilde;o na estrutura&ccedil;&atilde;o de bases de dados para produ&ccedil;&atilde;o de informa&ccedil;&otilde;es espaciais apoiadas por geoprocessamento</i><b>. </b>Belo Horizonte: Laborat&oacute;rio de Geoprocessamento da Escola de Arquitetura da UFMG.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1762591&pid=S2182-1267201900010001600013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>MPO (Minist&eacute;rio do Planejamento e Or&ccedil;amento - Secretaria de Defesa Civil), 1998. <i>GLOSS&Aacute;RIO DE DEFESA CIVIL: ESTUDOS DE RISCOS E MEDICINA DE DESASTRES.</i> 2. ed. Bras&iacute;lia: Imprensa Nacional.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1762593&pid=S2182-1267201900010001600014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>NOGUEIRA, Fernando Rocha. <i>Gerenciamento de riscos ambientais associados a escorregamentos</i><b>: </b><i>Contribui&ccedil;&atilde;o &agrave;s pol&iacute;ticas p&uacute;blicas municipais para &aacute;reas de ocupa&ccedil;&atilde;o subnormal</i>. Tese de Doutorado, Universidade Estadual Paulista, Rio Claro, 2002.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1762595&pid=S2182-1267201900010001600015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>OLIVEIRA, Marcelo Tuler de. <i>Estudo de movimentos de massa gravitacionais no munic&iacute;pio de Belo Horizonte, MG.</i> Tese de Doutorado, Universidade Federal de Vi&ccedil;osa, Vi&ccedil;osa, 2009.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1762597&pid=S2182-1267201900010001600016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>PAOLUCCI, Cindy. <i>Risco hidrometeorol&oacute;gico no munic&iacute;pio de Belo Horizonte: efici&ecirc;ncias e defici&ecirc;ncias desde 1990. </i>Disserta&ccedil;&atilde;o de Mestrado, Universidade Federal de Minas Gerais, Belo Horizonte, 2012.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1762599&pid=S2182-1267201900010001600017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>PARIZZI, Maria; SEBASTI&Atilde;O, Cristiane; VIANA, Cl&aacute;udia; PFLUEGER, Marcelo; CAMPOS, Luciane; CAJAZEIRO, Joana Maria; TOMICH, Rodolfo; GUIMAR&Atilde;ES, Roberta; ABREU, Magda; SOBREIRA, Frederico; REIS, Ruibran.&nbsp; Correla&ccedil;&otilde;es entre chuvas e movimentos de massa no munic&iacute;pio de Belo Horizonte, MG. <i>GEOgrafias</i><b>, </b>Dezembro 2010, vol. 6, n&ordm; 2, p. 49-68. ISSN 2237-549X.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1762601&pid=S2182-1267201900010001600018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>REIS, Patr&iacute;cia Elizama. <i>O escoamento superficial como condicionante de inunda&ccedil;&atilde;o em Belo Horizonte, MG. </i>Disserta&ccedil;&atilde;o de Mestrado, Universidade Federal de Minas Gerais, Belo Horizonte, 2011.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1762603&pid=S2182-1267201900010001600019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
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