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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Explorando métricas urbanas: desenvolvimento de uma ferramenta algorítmico-paramétrica para suporte em drenagem urbana na cidade de Juiz de Fora]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Inadequate urban development and the uncontrolled drainage of rainwater have been causing intense disruption to urban centers. The adoption of computational tools in the study of water behavior has been increasingly explored. In this context, this work aims to present the development of an algorithmic-parametric tool, based on the fundamentals of the Rational Method, which allows to identify the coefficient of surface runoff of rainwater and maximum flow of a certain basin. The Rhinoceros software and the Grasshopper plugin were used for its elaboration. The positive points achieved are the ease of doing simulations / manipulations and the satisfactory results found. As a fragile point, it is pointed out the difficulty in recognizing the soil cover.]]></p></abstract>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[Ferramenta algorítmico-paramétrica]]></kwd>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[Drenagem Urbana]]></kwd>
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<kwd lng="en"><![CDATA[Urban Drainage]]></kwd>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><b>ARTIGO</b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Explorando m&eacute;tricas urbanas: desenvolvimento de uma ferramenta algor&iacute;tmico-param&eacute;trica para suporte em drenagem urbana na cidade de Juiz de Fora</b></p>     <p><b>&nbsp;</b></p>     <p><b>Exploring urban metrics: development of an algorithmic-parametric tool for support in urban drainage in Juiz de Fora</b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b><sup>1</sup>Ribeiro, Filipe;&nbsp;<sup>1</sup>Lima, Fernando</b></p>     <p><sup>1</sup><i>Universidade Federal de Juiz de Fora.&nbsp;</i>Rua Jos&eacute; Louren&ccedil;o Kelmer, s/n - S&atilde;o Pedro. 36036-900, Juiz de Fora &ndash; Minas Gerais, Brasil.&nbsp;<a href="mailto:filribeiro@yahoo.com.br">filribeiro@yahoo.com.br</a>;&nbsp;<a href="mailto:fernando.lima@arquitetura.ufjf.br">fernando.lima@arquitetura.ufjf.br</a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>RESUMO</b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>O desenvolvimento urbano inadequado e a drenagem descontrolada das &aacute;guas de chuva v&ecirc;m causando transtornos cada vez mais intensos aos centros urbanos. A ado&ccedil;&atilde;o de ferramentas computacionais no estudo do comportamento h&iacute;drico tem sido, por sua vez, cada vez mais explorada. Neste contexto, este trabalho tem como objetivo apresentar o desenvolvimento de uma ferramenta algor&iacute;tmico-param&eacute;trica, com base nos fundamentos do M&eacute;todo Racional, que permita identificar o coeficiente de escoamento superficial de &aacute;guas pluviais e vaz&atilde;o m&aacute;xima de determinada bacia, na cidade de Juiz de Fora. Para a sua elabora&ccedil;&atilde;o, foram utilizados o <i>software</i> Rhinoceros e o <i>plugin</i> Grasshopper. Como pontos positivos alcan&ccedil;ados, destacam-se a facilidade de se fazer simula&ccedil;&otilde;es/manipula&ccedil;&otilde;es e os resultados satisfat&oacute;rios encontrados. Como ponto fr&aacute;gil, aponta-se a dificuldade no reconhecimento da cobertura dos solos.</p>     <p><b>Palavras-chave</b>: Ferramenta algor&iacute;tmico-param&eacute;trica; Parametriza&ccedil;&atilde;o; Drenagem Urbana.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>ABSTRACT</b></p>     <p>Inadequate urban development and the uncontrolled drainage of rainwater have been causing intense disruption to urban centers. The adoption of computational tools in the study of water behavior has been increasingly explored. In this context, this work aims to present the development of an algorithmic-parametric tool, based on the fundamentals of the Rational Method, which allows to identify the coefficient of surface runoff of rainwater and maximum flow of a certain basin. The Rhinoceros software and the Grasshopper plugin were used for its elaboration. The positive points achieved are the ease of doing simulations / manipulations and the satisfactory results found. As a fragile point, it is pointed out the difficulty in recognizing the soil cover.</p>     <p><b>Keywords:</b> Algorithmic-parametric tool; Parametrization; Urban Drainage.</p>     <p><b>&nbsp;</b></p> <ol>     <li><b>Introdu&ccedil;&atilde;o</b></li>     </ol>     <p>O constante aumento da malha urbana torna a realidade das enchentes urbanas cada vez mais constantes no Brasil. O Pa&iacute;s apresentou, ao longo das &uacute;ltimas d&eacute;cadas, um crescimento significativo da popula&ccedil;&atilde;o urbana, criando-se as chamadas regi&otilde;es metropolitanas.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>O aumento da malha urbana promove, consequentemente, o aumento de &aacute;reas desmatadas e de superf&iacute;cies impermeabilizadas (cobertas por materiais como asfalto e cimento), aumentando assim os picos de vaz&otilde;es, tornando recorrentes as enchentes urbanas. Segundo Tucci (2006), as enchentes aumentam a sua frequ&ecirc;ncia e magnitude em raz&atilde;o da impermeabiliza&ccedil;&atilde;o do solo e podem ocorrer tamb&eacute;m por conta da constru&ccedil;&atilde;o da rede de condutos pluviais.</p>     <p>Apesar do longo hist&oacute;rico da utiliza&ccedil;&atilde;o de infraestruturas no controle das &aacute;guas pluviais, a maior parte das cidades brasileiras ainda n&atilde;o est&aacute; preparada com sistemas eficientes e adequados aos par&acirc;metros ambientais de condu&ccedil;&atilde;o e armazenamento da &aacute;gua pluvial (Canholi, 2005). A drenagem urbana tem sido desenvolvida com o princ&iacute;pio de drenar a &aacute;gua das precipita&ccedil;&otilde;es o mais r&aacute;pido poss&iacute;vel para jusante, reduzindo nesses locais a perigosidade, mas produzindo o aumento da frequ&ecirc;ncia e magnitude das enchentes &agrave; jusante (Ara&uacute;jo <i>et al</i>, 2000). Al&eacute;m disso, contribui para a contamina&ccedil;&atilde;o do solo e das &aacute;guas subterr&acirc;neas atrav&eacute;s do transporte de poluentes presentes nas vias de circula&ccedil;&atilde;o e nas coberturas das edifica&ccedil;&otilde;es.</p>     <p>Tendo em vista o modelo de drenagem muitas vezes ineficaz, ainda adotado pela grande maioria das cidades brasileiras, a abordagem de novos conceitos de drenagem de &aacute;guas pluviais vem sendo aprimorada, buscando-se novas pr&aacute;ticas e novas tecnologias no combate &agrave;s enchentes. O desenvolvimento urbano de baixo impacto (<i>Low Impact Development -LID</i>), comum nos Estados Unidos, vem ganhando espa&ccedil;o em novos modelos de planejamento e tem trazido vantagens e benef&iacute;cios para algumas cidades de grande e m&eacute;dio porte ao redor do mundo. Al&eacute;m de combater as enchentes urbanas, tais pr&aacute;ticas auxiliam na recarga de aqu&iacute;feros, podem incorporar novos espa&ccedil;os de lazer para a popula&ccedil;&atilde;o, proporcionam a melhora do microclima, servem de abrigo para a fauna, diminuem o efeito das ilhas de calor e podem possibilitar a reutiliza&ccedil;&atilde;o da &aacute;gua retida (Cormier e Pallegrino, 2008).</p>     <p>A utiliza&ccedil;&atilde;o de recursos computacionais no estudo das t&eacute;cnicas de drenagem urbana assim como da sua efici&ecirc;ncia pode ser um aliado importante para o desenvolvimento de projetos e simula&ccedil;&otilde;es da drenagem de &aacute;reas urbanizadas. Na maior parte das vezes utilizam-se <i>softwares</i> com a tecnologia SIG (sistema de informa&ccedil;&atilde;o geogr&aacute;fica), um sistema projetado para capturar, armazenar, manipular e apresentar todos os tipos de dados geogr&aacute;ficos, sendo que outras tecnologias, como as baseadas na l&oacute;gica algor&iacute;tmico-param&eacute;tricas, s&atilde;o pouco ou nada exploradas nesse campo.</p>     <p>Este trabalho visa o desenvolvimento de uma ferramenta algor&iacute;tmico-param&eacute;trica que permita em primeiro lugar identificar o coeficiente de escoamento e a vaz&atilde;o de determinada &aacute;rea de interesse e, com isso, fornecer informa&ccedil;&otilde;es importantes para futuros projetos de drenagem urbana. &Eacute; desej&aacute;vel que em um segundo momento, a ferramenta permita analisar a efic&aacute;cia da implementa&ccedil;&atilde;o de pr&aacute;ticas do desenvolvimento urbano de baixo impacto no combate &agrave;s enchentes urbanas atrav&eacute;s da inser&ccedil;&atilde;o de dados referentes aos coeficientes de escoamento de determinados materiais ou pr&aacute;ticas que comp&otilde;em o conjunto de ferramentas abordadas no conceito de LID.</p>     <p>&nbsp;</p> <ol start="2">     <li><b>Desenvolvimento urbano de baixo impacto</b></li>     </ol>     <p>Segundo Souza <i>et al</i> (2012), no final dos anos 1990, a ci&ecirc;ncia passou a reconhecer o papel do solo e da vegeta&ccedil;&atilde;o (sistemas naturais de drenagem) no controle qualitativo e quantitativo de &aacute;guas pluviais, ao promover a infiltra&ccedil;&atilde;o, a evapotranspira&ccedil;&atilde;o e o contato da &aacute;gua com bact&eacute;rias e plantas. Para tanto, utiliza-se de dispositivos de acr&eacute;scimo de infiltra&ccedil;&atilde;o e do aumento de retardo do escoamento (Ara&uacute;jo <i>et al</i>, 2000). Um exemplo dessa abordagem que ganha mais for&ccedil;a a cada dia &eacute; o conceito americano de <i>Low Impact Development </i>(LID), denominado no Brasil por Desenvolvimento Urbano de Baixo Impacto (DUBI).</p>     <p>O Desenvolvimento Urbano de Baixo Impacto &eacute; uma estrat&eacute;gia de manejo da terra que utiliza recursos paisag&iacute;sticos naturais ou artificiais no lugar dos dispositivos tradicionais de gerenciamento de &aacute;guas pluviais, e tem-se tornado cada vez mais popular nas cidades dos Estados Unidos como m&eacute;todo para abordar a qualidade da &aacute;gua e a hidrologia urbana (JUAN <i>et al</i>, 2017). Segundo Pinto (2011), neste conceito o sistema de drenagem deve transportar as &aacute;guas pluviais de maneira a n&atilde;o gerar impactos superiores aos naturais, nem a montante e nem a jusante da bacia. Ou seja, as vaz&otilde;es efluentes aos reservat&oacute;rios devem ser equipar&aacute;veis &agrave;quelas anteriores &agrave; urbaniza&ccedil;&atilde;o da bacia, eliminando ou diminuindo os impactos gerados pela ocupa&ccedil;&atilde;o urbana sobre o sistema de drenagem existente.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Os princ&iacute;pios dessa abordagem baseiam-se na conserva&ccedil;&atilde;o e preserva&ccedil;&atilde;o de vegeta&ccedil;&atilde;o e solo nativos, m&iacute;nimo impacto na vegeta&ccedil;&atilde;o e ciclo hidrol&oacute;gico, atrav&eacute;s do desenvolvimento de projetos locais &uacute;nicos, conserva&ccedil;&atilde;o e mimetiza&ccedil;&atilde;o de processos hidrol&oacute;gicos naturais. Al&eacute;m disso, defende a educa&ccedil;&atilde;o da popula&ccedil;&atilde;o e envolvimento p&uacute;blico (Souza <i>et al</i>, 2012). Essa abordagem pode ser definida como um conjunto de t&eacute;cnicas eficientes no tratamento do escoamento superficial pr&oacute;ximo &agrave; fonte, integrado &agrave;s atividades locais e com grande vantagem econ&ocirc;mica se relacionado aos sistemas tradicionais.</p>     <p>Pode-se destacar, entre as pr&aacute;ticas de DUBI, os pisos perme&aacute;veis e os coletores de &aacute;gua de chuva. No presente trabalho, optou-se por simular a implanta&ccedil;&atilde;o de asfalto poroso e aplica&ccedil;&atilde;o de telhado verde em edifica&ccedil;&otilde;es comerciais, com a finalidade de verificar seu impacto e suas contribui&ccedil;&otilde;es nas bacias estudadas.</p>     <p>&nbsp;</p> <ol start="3">     <li><b>O conceito de M&eacute;tricas Urbanas (Citymetrics)<a name="_Toc529558254"></a></b></li>     </ol>     <p>Pretende-se, com a elabora&ccedil;&atilde;o deste trabalho, apresentar o desenvolvimento de uma ferramenta algor&iacute;tmico-param&eacute;trica, que se relaciona com a pesquisa desenvolvida por Lima (2017), que trabalha na l&oacute;gica de m&eacute;tricas urbanas e da elabora&ccedil;&atilde;o de um sistema computacional, denominado como CityMetrics. O conceito de m&eacute;tricas urbanas, ainda segundo Lima (2017), tem por defini&ccedil;&atilde;o a aplica&ccedil;&atilde;o de atributos mensur&aacute;veis para an&aacute;lises do ambiente urbano. Partindo desse pressuposto, CityMetrics &eacute; um sistema que visa a utiliza&ccedil;&atilde;o de refer&ecirc;ncias de c&aacute;lculos (relativas a princ&iacute;pios objetivamente mensur&aacute;veis de teorias existentes) para a formula&ccedil;&atilde;o de m&eacute;tricas geom&eacute;tricas e alg&eacute;bricas, visando avaliar e otimizar o desempenho de configura&ccedil;&otilde;es de espa&ccedil;os urbanos (Lima, 2017; Lima et al., 2019). Neste contexto, optou-se por desenvolver uma ferramenta computacional, que seja capaz de fornecer par&acirc;metros de an&aacute;lise e otimiza&ccedil;&atilde;o de desempenho da drenagem de &aacute;guas pluviais no ambiente urbano, a partir da inser&ccedil;&atilde;o de atributos mensur&aacute;veis.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>3.1. L&oacute;gica algor&iacute;tmico-param&eacute;trica no contexto da drenagem urbana</b></p>     <p>A aplica&ccedil;&atilde;o de recursos algor&iacute;tmico-param&eacute;tricos em contexto urban&iacute;stico constitui uma possibilidade relativamente nova para o planejamento e o projeto das cidades (Lima, 2017; LIMA et al., 2019). Ap&oacute;s extensiva pesquisa, constatou-se que a aplica&ccedil;&atilde;o destes recursos no contexto da drenagem urbana se mostra ainda mais recente e, naturalmente, pouco explorada. No entanto, recursos computacionais, sob a &oacute;tica algor&iacute;tmico-param&eacute;trica, possuem grande potencial para contribuir significativamente no suporte a solu&ccedil;&atilde;o de problemas relacionados &agrave; drenagem urbana, pois podem nos fornecer dados e diretrizes de forma precisa e din&acirc;mica para, entre outras coisas, projetos urbanos com a finalidade de minimizar ou combater as enchentes urbanas.</p>     <p>Nesse sentido, optou-se por trabalhar com o <i>software</i> Rhinoceros e o <i>plugin</i> Grasshopper, pois ambos desfrutam de grande popularidade em ambientes de design tradicionais e param&eacute;tricos, proporcionando o uso generalizado de ambos entre estudantes e profissionais (Xie <i>et al</i>, 2011 e Lima, 2017; Lima et al., 2019).</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Segundo Sanches (2017), a escolha do <i>software</i> Rhinoceros favorece a integra&ccedil;&atilde;o direta com programas frequentemente utilizados no Brasil para o desenvolvimento de projetos arquitet&ocirc;nicos (e tamb&eacute;m urban&iacute;sticos), como ArchiCAD, AutoCad e Sketchup.</p>     <p>&nbsp;</p> <ol start="4">     <li><b> Princ&iacute;pios mensur&aacute;veis e refer&ecirc;ncias de c&aacute;lculo para escoamento superficial / aumento da vaz&atilde;o</b></li>     </ol>     <p>O aumento das &aacute;reas urbanizadas, na grande maioria das vezes, imperme&aacute;veis, ocasiona a altera&ccedil;&atilde;o do processo de evapotranspira&ccedil;&atilde;o e infiltra&ccedil;&atilde;o da &aacute;gua da chuva no solo e, consequentemente, o aumento do escoamento superficial. O escoamento superficial pode ser compreendido, de maneira simplificada, como o volume de &aacute;gua que escoa sobre as superf&iacute;cies terrestres na unidade de tempo, e &eacute; direcionado das cotas mais altas para as cotas mais baixas, devido &agrave; atua&ccedil;&atilde;o da gravidade. Podem manifesta-se na forma de filetes de &aacute;gua que, em seus trajetos, carregam part&iacute;culas de solo devido &agrave; eros&atilde;o. Juntamente com a topografia local, os filetes v&atilde;o formando a rede de drenagem, que converge para cursos d&rsquo;&aacute;gua mais est&aacute;veis, como os rios (Souza <i>et al</i>, 2012). Existem modalidades distintas de escoamento superficial, por&eacute;m, para este trabalho n&atilde;o foram consideradas essas diferen&ccedil;as nem os processos erosivos que podem causar. Ap&oacute;s o in&iacute;cio da precipita&ccedil;&atilde;o, existe um tempo de retardo do escoamento referente &agrave;s perdas iniciais, como a intercepta&ccedil;&atilde;o vegetal e o tempo de resposta da bacia causado pelo deslocamento da &aacute;gua. Ent&atilde;o, ocorre a eleva&ccedil;&atilde;o da vaz&atilde;o at&eacute; o ponto m&aacute;ximo, onde o escoamento superficial &eacute; predominante (Pereira, 2015).</p>     <p>O aumento do escoamento superficial em um tempo reduzido, devido &agrave; impermeabiliza&ccedil;&atilde;o do solo, se traduz em um aumento do pico de vaz&atilde;o. O aumento do pico de vaz&atilde;o &eacute;, na maioria das vezes, o respons&aacute;vel por eventos indesejados, como enchentes (flash floods), eros&atilde;o e assoreamento de rios. De acordo com Reis <i>et al</i> (2012), a impermeabiliza&ccedil;&atilde;o do solo acelera o escoamento, aumentando a quantidade de &aacute;gua que passa nos condutos e canais de drenagem urbana. Verifica-se que esta quantidade de &aacute;gua &eacute; t&atilde;o menor quanto mais perme&aacute;vel for a cobertura. J&aacute; a presen&ccedil;a de vegeta&ccedil;&atilde;o ajuda na reten&ccedil;&atilde;o de &aacute;gua no solo, diminuindo o volume de &aacute;gua imediatamente dispon&iacute;vel para escoamento superficial, reduzindo a velocidade de escoamento superficial e, consequentemente, a ocorr&ecirc;ncia de eros&otilde;es e enchentes (Reis <i>et al</i>, 2012).</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>4.1. A ferramenta algor&iacute;tmico-param&eacute;trica</b></p>     <p>A utiliza&ccedil;&atilde;o de ferramentas de monitoramento do uso e cobertura do solo permite que pol&iacute;ticas p&uacute;blicas, direcionadas &agrave; preserva&ccedil;&atilde;o e conserva&ccedil;&atilde;o dos recursos naturais, possam atuar de forma coerente ao estabelecer medidas que minimizem os impactos causados pela urbaniza&ccedil;&atilde;o estabelecida na bacia em que est&aacute; inserida (Ribeiro <i>et al</i>., 2013).</p>     <p>A ferramenta aqui proposta tem por objetivo estimar o coeficiente de escoamento superficial, ou seja, o valor percentual da &aacute;gua que escoa sobre a superf&iacute;cie do solo, e a vaz&atilde;o m&aacute;xima de determinada superf&iacute;cie. A vaz&atilde;o m&aacute;xima ou vaz&atilde;o de pico &eacute; definida como a maior vaz&atilde;o atingida em um evento no qual a precipita&ccedil;&atilde;o gera escoamento, que excede os valores habituais de vaz&atilde;o em determinado curso de &aacute;gua. A vaz&atilde;o m&aacute;xima &eacute; um par&acirc;metro muito utilizado nos c&aacute;lculos de obras hidr&aacute;ulicas (Martins, 2017). Pretendeu-se alcan&ccedil;ar esses resultados atrav&eacute;s de inser&ccedil;&atilde;o de modelos digitais e c&aacute;lculos matem&aacute;ticos amplamente aceitos e difundidos no meio acad&ecirc;mico. Uma das metodologias mais antigas e difundidas para determinar a vaz&atilde;o m&aacute;xima de uma bacia &eacute; a do M&eacute;todo Racional. O m&eacute;todo estabelece uma rela&ccedil;&atilde;o entre a chuva e o escoamento superficial e &eacute; utilizado para calcular a vaz&atilde;o de pico de determinada bacia, considerando uma se&ccedil;&atilde;o de estudo (Tomaz, 2013).</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><b>4.2. M&eacute;todo Racional</b></p>     <p>O m&eacute;todo racional foi apresentado pela primeira vez em 1851 por Mulvaney e estabelece uma rela&ccedil;&atilde;o entre a chuva e o escoamento superficial (defl&uacute;vio). Sua equa&ccedil;&atilde;o de estimativa de vaz&atilde;o considera tr&ecirc;s vari&aacute;veis: a intensidade m&aacute;xima m&eacute;dia da precipita&ccedil;&atilde;o, o coeficiente de escoamento e a &aacute;rea de drenagem da bacia.</p>     <p>O m&eacute;todo racional deve ser aplicado somente em bacias de pequeno porte. Apesar de n&atilde;o haver consenso entre os estudiosos em rela&ccedil;&atilde;o &agrave;s dimens&otilde;es das bacias, boa parte dos autores defende que o m&eacute;todo deve ser aplicado somente em bacias com &aacute;rea de drenagem inferiores a 3 km&sup2; (300 ha).</p>     <p>A chamada f&oacute;rmula racional &eacute; a seguinte:</p>     <p>Q=CIA/360</p>     <p>Sendo: Q= vaz&atilde;o de pico (m&sup3; /s); C= coeficiente de escoamento superficial varia de 0 a 1. C= volume de escoamento/ volume total de chuva; I= intensidade m&eacute;dia da chuva (mm/h) e A= &aacute;rea da bacia (ha).</p>     <p>O coeficiente de escoamento superficial (C), tamb&eacute;m conhecido como coeficiente de escoamento de enchentes, de uma bacia representa a quantidade de &aacute;gua de escoamento gerada pela bacia em eventos chuvosos (Tucci, 2000). Ainda segundo Tucci (2000), o coeficiente de escoamento de uma bacia de superf&iacute;cies vari&aacute;veis pode ser estimado pela pondera&ccedil;&atilde;o do coeficiente de diferentes superf&iacute;cies. Considerando uma bacia urbana onde podem existir dois tipos de superf&iacute;cies: perme&aacute;vel e imperme&aacute;vel &eacute; poss&iacute;vel estabelecer que:</p>     <p>C=(Cp.Ap+Ci.Ai)/At</p>     <p>Onde: Cp &eacute; o coeficiente de escoamento de &aacute;rea perme&aacute;vel da bacia; Ap &eacute; a &aacute;rea da bacia com superf&iacute;cie perme&aacute;vel; Ci &eacute; o coeficiente de escoamento de uma &aacute;rea imperme&aacute;vel; Ai &eacute; a parcela da bacia com &aacute;rea imperme&aacute;vel e At &eacute; a &aacute;rea total da bacia.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Diferentes tipos de solo t&ecirc;m porosidades e coeficientes de infiltra&ccedil;&atilde;o diferentes e, consequentemente, coeficientes de escoamento diferentes. O escoamento superficial tamb&eacute;m est&aacute; intimamente relacionado com as varia&ccedil;&otilde;es de declividade do terreno.</p>     <p>Segundo a ASCE (1969), os coeficientes de escoamento superficial podem ser avaliados como apresentado na <a href="#t1">tabela 1</a>.</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="t1">     <p><img src="/img/revistas/got/n18/n18a07t1.gif"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>Para o c&aacute;lculo da vaz&atilde;o m&aacute;xima, &eacute; preciso definir a intensidade da precipita&ccedil;&atilde;o. A intensidade da precipita&ccedil;&atilde;o &eacute; obtida atrav&eacute;s de curvas de intensidade &ndash; dura&ccedil;&atilde;o &ndash; frequ&ecirc;ncia (IDF) do local de estudo. O c&aacute;lculo da intensidade I &eacute; realizado atrav&eacute;s da equa&ccedil;&atilde;o:</p>     <p>I= a * Tr<sup>b</sup>/(t + c)<sup>d</sup></p>     <p>Onde: I = Intensidade em mm/h; Tr = tempo de retorno em anos; a, b, c e d = coeficientes que dependem do local e t = dura&ccedil;&atilde;o em minutos.</p>     <p>Tomaz (2013) afirma que a dura&ccedil;&atilde;o da chuva (t) equivale ao tempo de concentra&ccedil;&atilde;o (tc) da bacia e pode ser estimado por uma s&eacute;rie de equa&ccedil;&otilde;es emp&iacute;ricas estabelecidas para cada regi&atilde;o. A seguir, destaca-se a equa&ccedil;&atilde;o de Kirpich, escolhida para ser utilizada no presente trabalho:</p>     <p>tc=57* (L3/H)<sup>0.385</sup></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Onde: tc = tempo de concentra&ccedil;&atilde;o em minutos; L = comprimento do rio em km e H = diferen&ccedil;a de eleva&ccedil;&atilde;o entre o ponto mais remoto da bacia e a se&ccedil;&atilde;o principal.</p>     <p>De acordo com Pereira (2015), a Curva Chave de Intensidade - Dura&ccedil;&atilde;o - Frequ&ecirc;ncia estabelecida para a cidade brasileira de Juiz de Fora e utilizada como refer&ecirc;ncia para o presente trabalho &eacute;:</p>     <p>I= (3000*T<sup>0.173</sup>)/(t+23.965)<sup>0.96</sup></p>     <p>Onde:&nbsp; t = Dura&ccedil;&atilde;o da chuva em minutos, tendo sido calculada como o tempo de concentra&ccedil;&atilde;o da bacia de drenagem; T = Per&iacute;odo de retorno em anos, ou seja, o Tempo em que se espera que o evento calculado seja igualado ou superado pelo menos uma vez. Foram escolhidos tr&ecirc;s perfis a serem trabalhados: 2 anos, 10 anos e 100 anos; I = Intensidade da chuva, em mm/h, com dura&ccedil;&atilde;o igual ao tempo de concentra&ccedil;&atilde;o (t) e per&iacute;odo de retorno igual a 2, 10 e 100 anos.</p>     <p>De posse de todos os dados necess&aacute;rios para alimentar as f&oacute;rmulas matem&aacute;ticas descritas acima, &eacute; poss&iacute;vel identificar com certa precis&atilde;o o coeficiente de escoamento e a vaz&atilde;o m&aacute;ximas das bacias de interesse, desde que respeitados seus limitadores e condi&ccedil;&otilde;es de validade.<a name="_Toc529558267"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> <ol start="5">     <li><b> Materiais e m&eacute;todos: desenvolvimento do algoritmo e simula&ccedil;&otilde;es para valida&ccedil;&atilde;o</b></li>     </ol>     <p>Para a pesquisa, foi criado um algoritmo capaz de fornecer o coeficiente de escoamento e a vaz&atilde;o m&aacute;xima de uma bacia a partir de inser&ccedil;&atilde;o de par&acirc;metros espec&iacute;ficos, al&eacute;m de permitir a simula&ccedil;&atilde;o de diferentes realidades no contexto da bacia. O roteiro para identificar os valores referentes ao coeficiente de escoamento e vaz&atilde;o m&aacute;ximo deve seguir f&oacute;rmulas matem&aacute;ticas previamente apresentadas neste trabalho, al&eacute;m de formas geom&eacute;tricas que se referem ao tamanho e formato da bacia, assim como aos materiais que cobrem o solo.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Quanto &agrave; valida&ccedil;&atilde;o dos valores encontrados na ferramenta desenvolvida, optou-se por trabalhar com o Plano de Drenagem de Juiz de Fora, elaborado no ano de 2011, como refer&ecirc;ncia. Nele podem encontrar-se dados sobre as sub-bacias da Regi&atilde;o Norte do munic&iacute;pio, como seu tamanho, per&iacute;metro e densidade, al&eacute;m dos valores do coeficiente de escoamento superficial m&eacute;dio e vaz&atilde;o m&aacute;xima de cada sub-bacia nos per&iacute;odos de seca e de cheia.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>5.1. O munic&iacute;pio de Juiz de Fora</b></p>     <p>Juiz de Fora (<a href="#f1">Figura 1</a>) &eacute; uma cidade brasileira com popula&ccedil;&atilde;o estimada pelo Instituto Brasileiro de Geografia Estat&iacute;stica - IBGE (2017) de 563.769 habitantes, localizada no sudeste de Minas Gerais e polo de uma extensa regi&atilde;o que abrange a Zona da Mata Mineira e parte significativa do vizinho Estado do Rio de Janeiro (Machado e Cunha, 2011).</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="f1">     <p><img src="/img/revistas/got/n18/n18a07f1.gif"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>Da popula&ccedil;&atilde;o total do munic&iacute;pio, 98,9% &eacute; considerada urbana, de acordo com dados do IBGE no ano de 2010. Ainda segundo o IBGE, em 2017 sua &aacute;rea territorial era de 1.435,749 km&sup2;.</p>     <p>Na &Aacute;rea Urbana do Munic&iacute;pio de Juiz de Fora, existem 156 sub-bacias de diversas dimens&otilde;es (CESAMA, 2018). O processo hist&oacute;rico de ocupa&ccedil;&atilde;o e as modifica&ccedil;&otilde;es que ocorreram em boa parte das sub-bacias, promoveram impermeabiliza&ccedil;&otilde;es do solo, canaliza&ccedil;&otilde;es de c&oacute;rregos, retirada de meandros (retifica&ccedil;&atilde;o do canal) e constru&ccedil;&otilde;es em geral que ocasionam o aumento da probabilidade de ocorr&ecirc;ncia de enchentes. Segundo Souza <i>et al</i> (2009), a mancha urbana do munic&iacute;pio ocupa apenas 93,5 km&sup2; (cerca de 28% da &Aacute;rea Urbana), o que deixa desocupados quase 72% do espa&ccedil;o legalmente considerado urbano.</p>     <p>De acordo com o Plano Diretor de Desenvolvimento Urbano (PDDU) de Juiz de Fora, a zona norte de Juiz de Fora, &aacute;rea de abrang&ecirc;ncia do Plano de Drenagem de Juiz de Fora (2011), &eacute; apontada como de grande potencial de expans&atilde;o e adensamento.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Boa parte dos bairros da Zona Norte de Juiz de Fora sofre frequentemente com problemas relacionados &agrave;s enchentes urbanas, conforme apontado no Plano de Drenagem de Juiz de Fora (2011) e noticiado regularmente nos notici&aacute;rios locais. Quando considerado o potencial de expans&atilde;o e adensamento da regi&atilde;o, fica evidente a potencialidade de aumento de ocorr&ecirc;ncias desses fen&ocirc;menos assim como da gravidade dos mesmos.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>5.2. Plano de drenagem de Juiz de Fora</b></p>     <p>Segundo Castro <i>et al</i> (2011) os estudos elaborados no Plano de Drenagem de Juiz de Fora, foram desenvolvidos a partir de dados gerados em ambiente SIG (sistema de informa&ccedil;&atilde;o geogr&aacute;fica), utilizando o <i>software</i> ArcGIS da ESRI &reg;, com base em dados fornecidos pela Prefeitura de Juiz de Fora, o que possibilitou estabelecer as caracter&iacute;sticas fisiogr&aacute;ficas das 40 sub-bacias da zona norte de Juiz de Fora (<a href="#f2">Figura 2</a>).</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="f2">     <p><img src="/img/revistas/got/n18/n18a07f2.gif"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>A determina&ccedil;&atilde;o das vaz&otilde;es m&aacute;ximas para diferentes per&iacute;odos de retorno foi realizada utilizando o <i>software</i> SISHIDRO-JF, desenvolvido pelo Departamento de Engenharia Sanit&aacute;ria e Ambiental &ndash; ESA, da Universidade Federal de Juiz de Fora - UFJF, onde foram avaliados sete cen&aacute;rios diferentes para analisar o comportamento das manchas de enchentes em decorr&ecirc;ncia das mudan&ccedil;as nas vaz&otilde;es dos cursos de &aacute;gua da regi&atilde;o norte do munic&iacute;pio.</p>     <p>A partir dos valores de vaz&otilde;es m&aacute;ximas para diferentes per&iacute;odos de retorno gerados pelo sistema SISHIDRO-JF e das vaz&otilde;es m&aacute;ximas estimadas para o rio Paraibuna a partir da esta&ccedil;&atilde;o fluviom&eacute;trica Chap&eacute;u D&rsquo;uvas e com a base de dados geogr&aacute;ficos gerados no <i>software</i> Hec-Geo_HAS e ArcGIS, foi poss&iacute;vel alimentar o sistema de simula&ccedil;&atilde;o HecHAS, e assim gerar as manchas de risco de enchentes (Castro <i>et al</i>, 2011).</p>     <p>No documento elaborado para o diagn&oacute;stico do plano de drenagem de Juiz de Fora n&atilde;o fica expl&iacute;cito qual a f&oacute;rmula matem&aacute;tica utilizada para se obter os resultados atrav&eacute;s dos <i>softwares</i>, por&eacute;m, durante a pesquisa foi poss&iacute;vel fazer contato com autores que participaram dos estudos do de Plano do Drenagem e foi esclarecido que as f&oacute;rmulas utilizadas foram as do M&eacute;todo Racional, havendo a necessidade de aplicar o M&eacute;todo Racional Modificado quando utilizados em sub-bacias maiores que 3 km&sup2;.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>5.3. Constru&ccedil;&atilde;o do algoritmo e hist&oacute;rico de vers&otilde;es</b></p>     <p>Para a constru&ccedil;&atilde;o do algoritmo, calibra&ccedil;&atilde;o e testes posteriores, foram selecionadas tr&ecirc;s sub-bacias localizadas na Regi&atilde;o Norte do munic&iacute;pio de Juiz de Fora, &agrave;s quais foram atribu&iacute;dos os c&oacute;digos BD-30, BD-34 e BD-36. De acordo com o Plano de Drenagem de Juiz de Fora, as sub-bacias BD-30, BD-34 e BD-36 contam com uma &aacute;rea de 0,67 km&sup2;, 1,27 km&sup2; e 1,16 km&sup2;, respectivamente. A BD-36 e BD-34 encontram-se no bairro Barbosa Lage, enquanto a BD-30 abrange o bairro Nova Era. Vale ressaltar que o diagn&oacute;stico feito para o Plano de Drenagem foi elaborado no ano de 2011, e de l&aacute; para c&aacute; a malha urbana da regi&atilde;o aumentou.</p>     <p>Para a an&aacute;lise das sub-bacias e constru&ccedil;&atilde;o da ferramenta, &eacute; fundamental o (1) levantamento de seu per&iacute;metro, (2) reconhecimento da cobertura do solo, (3) identifica&ccedil;&atilde;o do coeficiente de escoamento dos materiais que conformam as coberturas do solo, (4) reconhecimento da topografia, para efeito de c&aacute;lculos e, por fim, (5) a identifica&ccedil;&atilde;o da Curva Chave Intensidade - Dura&ccedil;&atilde;o - Frequ&ecirc;ncia determinada para a localidade onde a ferramenta est&aacute; sendo aplicada. Essas informa&ccedil;&otilde;es alimentam as formulas do m&eacute;todo racional aplicadas nos algoritmos do <i>software</i> Rhonoceros conforme indicado na <a href="#f3">figura 3</a>. Ap&oacute;s altera&ccedil;&atilde;o manual do coeficiente de escoamento superficial dos materiais que cobrem as bacias, os valores de escoamento superficial total e vaz&atilde;o m&aacute;xima das bacias &eacute; gerado automaticamente e instantaneamente.</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="f3">     <p><img src="/img/revistas/got/n18/n18a07f3.gif"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p><b>5.3.1. Sub-bacia BD-36</b></p>     <p>Para experimento inicial, foi selecionada a sub-bacia BD-36, por suas caracter&iacute;sticas f&iacute;sicas, morfol&oacute;gicas, e pelo seu hist&oacute;rico de enchentes urbanas. Para o procedimento de levantamento do per&iacute;metro das sub-bacias e o reconhecimento da cobertura dos solos, foram feitas diversas visitas ao local, assim como an&aacute;lises criteriosas de imagens de sat&eacute;lite retiradas do Google Earth, um <i>software</i>&nbsp;gratuito desenvolvido e distribu&iacute;do pela empresa norte-americana Google, referentes ao ano de 2011, ano em que foi elaborado o Plano de Drenagem de Juiz de Fora. Essas imagens foram ent&atilde;o importadas para o <i>software</i> AutoCAD, da Autodesk, onde foram criados sobre as imagens, quadrados de 10 x 10 metros, chamados de c&eacute;lulas (<a href="#f4">figura 4</a>), conformando um <i>grid</i> sobre a sub-bacia, conforme estudo similar desenvolvido por Juan et al (2017). Optou-se por dividir a sub-bacia em c&eacute;lulas pela simplifica&ccedil;&atilde;o no processo de reconhecimento da cobertura do solo e, sobretudo, por permitir a possibilidade de verifica&ccedil;&atilde;o do coeficiente de escoamento e vaz&atilde;o m&aacute;xima em qualquer parte da sub bacia, e n&atilde;o somente &agrave; jusante.</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="f4">     <p><img src="/img/revistas/got/n18/n18a07f4.gif"></p>     
]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p>Dessa forma, cada c&eacute;lula da sub-bacia BD-36 foi caracterizada atrav&eacute;s de &ldquo;<i>layers&rdquo;</i> de acordo com a cobertura predominantemente encontrada em sua superf&iacute;cie (asfalto, edifica&ccedil;&otilde;es, &aacute;rea perme&aacute;vel e cursos de &aacute;gua). Portanto, a cobertura que ocupa a maior parte da superf&iacute;cie de cada c&eacute;lula determina o material que aquela c&eacute;lula representa.</p>     <p>Ap&oacute;s feito o <i>grid </i>no <i>software</i> AutoCAD, o arquivo foi importado para o <i>software</i> de modelagem tridimensional Rhinoceros. Dentro desta plataforma foi utilizado o <i>plugin</i> Grasshopper. No primeiro, s&atilde;o fornecidos os dados do ambiente atrav&eacute;s de desenhos que servir&atilde;o de suporte para as opera&ccedil;&otilde;es realizadas pelo algoritmo (desenhos das c&eacute;lulas que conformam as bacias). No segundo, o usu&aacute;rio complementa os <i>inputs </i>com os valores dos coeficientes de escoamento superficiais de cada cobertura de solo e valores que alimentam as f&oacute;rmulas matem&aacute;ticas para se identificar o coeficiente de escoamento total e a vaz&atilde;o m&aacute;xima das bacias.</p>     <p>De acordo com o diagn&oacute;stico do Plano de Drenagem de Juiz de Fora (2011) o coeficiente de escoamento da sub-bacia BD-36 &eacute; de 0,40. O valor obtido com a ferramenta desenvolvida &eacute; de 0,42, apresentando diferen&ccedil;a de 5% no resultado final. Essa diferen&ccedil;a provavelmente ocorre em raz&atilde;o da resolu&ccedil;&atilde;o da grid de 10 por 10 metros ou em raz&atilde;o da dificuldade de identifica&ccedil;&atilde;o da cobertura do solo em algumas partes da imagem retirada do <i>software</i> Google Earth, feita pelo sat&eacute;lite Landsat e utilizada como refer&ecirc;ncia, principalmente nas &aacute;reas que conformam terrenos privados.</p>     <p>O valor final encontrado para vaz&atilde;o m&aacute;xima da bacia &ldquo;Q&rdquo; nos per&iacute;odos de cheia (tempo de retorno de 100 anos) foi de 34,43 m&sup3;/s. De acordo com o Plano de Drenagem de Juiz de Fora, o valor de &ldquo;Q&rdquo; para a bacia BD-36 nos per&iacute;odos de cheia &eacute; de 36,21 m&sup3;/s. A diferen&ccedil;a entre o valor encontrado pela ferramenta e o valor informado no plano de drenagem &eacute; de 4,91%.</p>     <p>Alterando o valor do tempo de retorno para 5, equivalente a precipita&ccedil;&otilde;es menos intensas, automaticamente o valor da intensidade da precipita&ccedil;&atilde;o diminui, acarretando mudan&ccedil;as tamb&eacute;m no valor da vaz&atilde;o m&aacute;xima &ldquo;Q&rdquo;: 20,50 m&sup3;/s. De acordo com o plano de drenagem de Juiz de Fora, o valor de &ldquo;Q&rdquo; para os per&iacute;odos de seca &eacute; de 21,60 m&sup3;/s. Esse resultado demonstra uma diferen&ccedil;a de 5,09% entre o valor obtido e o valor informado pelo Plano, mantendo a mesma m&eacute;dia de diferen&ccedil;a encontrada no per&iacute;odo de cheia.</p>     <p><b>&nbsp;</b></p>     <p><b>5.3.2. Sub-bacia BD-30</b></p>     <p>Para o segundo experimento, optou-se pela sub-bacia BD-30. O procedimento de levantamento do per&iacute;metro da sub-bacia e o reconhecimento da cobertura dos solos foi similar ao realizado na sub-bacia BD-36, por&eacute;m, para que se possa ter mais exatid&atilde;o ao fazer o reconhecimento da cobertura do solo, &aacute;reas estimadas e se alcan&ccedil;ar um coeficiente de escoamento superficial mais preciso, optou-se por utilizar c&eacute;lulas de 5 x 5 metros.</p>     <p>Outra altera&ccedil;&atilde;o feita em rela&ccedil;&atilde;o ao estudo anterior foi a caracteriza&ccedil;&atilde;o no <i>software</i> AutoCAD, atrav&eacute;s de <i>&ldquo;layers&rdquo;,</i> de uma quantidade maior de materiais de cobertura do solo (vias e cal&ccedil;adas, edifica&ccedil;&otilde;es residenciais, edifica&ccedil;&otilde;es comerciais, edifica&ccedil;&otilde;es institucionais, &aacute;rea perme&aacute;vel, pasto, terrenos imperme&aacute;veis e cursos d&rsquo;&aacute;gua).</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>De acordo com o diagn&oacute;stico do Plano de Drenagem de Juiz de Fora (2011) o coeficiente de escoamento da sub-bacia BD-30 &eacute; de 0,53. O valor obtido com a ferramenta desenvolvida &eacute; de 0,52, apresentando diferen&ccedil;a de 1,8% no resultado final. Essa diferen&ccedil;a se apresenta consideravelmente inferior a diferen&ccedil;a encontrada na sub-bacia BD-36.</p>     <p>Considerando o tempo de retorno de 100 anos, o valor final encontrado para a vaz&atilde;o m&aacute;xima da bacia &ldquo;Q&rdquo; foi de 23,42m&sup3;/s. De acordo com o Plano de Drenagem de Juiz de Fora, o valor de &ldquo;Q&rdquo; para a bacia BD-30 nos per&iacute;odos de cheia &eacute; de 40,11 m&sup3;/s. A diferen&ccedil;a entre o valor encontrado pela ferramenta e o valor informado no plano de drenagem &eacute; de 41,61%. Alterando o valor do tempo de retorno para 5 (per&iacute;odo de seca), o valor da vaz&atilde;o m&aacute;xima &ldquo;Q&rdquo; passa a ser 13,95 m&sup3;/s. De acordo com o plano de drenagem de Juiz de Fora, o valor de &ldquo;Q&rdquo; para os per&iacute;odos de seca &eacute; de 21,60 m&sup3;/s, assim como na sub-bacia BD-36. Esse resultado demonstra uma diferen&ccedil;a de 35,41% entre o valor obtido e o valor informado pelo Plano. Em raz&atilde;o da diferen&ccedil;a de valores expressiva, o desenho desenvolvido no <i>software</i> AutoCAD e importado para o <i>software</i> Rhinoceros foi revisto, assim como todos os algoritmos desenvolvidos no Grasshopper, por&eacute;m os valores se mantiveram, assim como as diferen&ccedil;as em rela&ccedil;&atilde;o ao Plano de Drenagem de Juiz de Fora. Tendo em vista a f&oacute;rmula utilizada nos algoritmos, fi&eacute;is ao m&eacute;todo racional, assim como os valores aceit&aacute;veis obtidos na simula&ccedil;&atilde;o da sub-bacia BD-36, n&atilde;o se apresentou com clareza o motivo de tamanha discrep&acirc;ncia em rela&ccedil;&atilde;o aos valores da sub-bacia BD-30. N&atilde;o foi poss&iacute;vel acessar a mem&oacute;ria de c&aacute;lculo do Plano de Drenagem de Juiz de Fora &ndash; Zona Norte, mas acredita-se, inclusive, que pode ter sido encontrado um ponto a ser revisto no mesmo. Optou-se por fazer uma nova simula&ccedil;&atilde;o, em outra sub-bacia da Regi&atilde;o Norte da cidade de Juiz de Fora, a sub-bacia BD-34.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>5.3.3. Sub-bacia BD-34</b></p>     <p>O procedimento de levantamento do per&iacute;metro da sub-bacia e o reconhecimento da cobertura dos solos foi id&ecirc;ntico ao realizado na sub-bacia BD-30, lan&ccedil;ando m&atilde;o de c&eacute;lulas de 5 x 5 metros. Manteve-se tamb&eacute;m a caracteriza&ccedil;&atilde;o da quantidade de materiais de cobertura do solo.</p>     <p>De acordo com o diagn&oacute;stico do Plano de Drenagem de Juiz de Fora (2011) o coeficiente de escoamento da sub-bacia BD-34 &eacute; de 0,34. O valor obtido com a ferramenta desenvolvida &eacute; de 0,34, apresentando resultado id&ecirc;ntico ao informado pelo Plano.</p>     <p>O valor final encontrado, de 32,38, refere-se &agrave; vaz&atilde;o m&aacute;xima da bacia &ldquo;Q&rdquo; em m&sup3;/s. De acordo com o Plano de Drenagem de Juiz de Fora, o valor de &ldquo;Q&rdquo; para a bacia BD-34 nos per&iacute;odos de cheia (tempo de retorno de 100 anos) &eacute; de 38,41 m&sup3;/s. A diferen&ccedil;a entre o valor encontrado pela ferramenta e o valor informado no plano de drenagem &eacute; de 15,69%. Alterando o valor do tempo de retorno para 5, o valor da vaz&atilde;o m&aacute;xima &ldquo;Q&rdquo; passa a ser 19,28 m&sup3;/s. De acordo com o Plano de Drenagem de Juiz de Fora, o valor de &ldquo;Q&rdquo; para os per&iacute;odos de seca &eacute; de 21,74 m&sup3;/s, o que demonstra uma diferen&ccedil;a de 11,3% entre o valor obtido e o valor informado pelo Plano.</p>     <p><b>5.3.4. Resultados das verifica&ccedil;&otilde;es</b></p>     <p>Todos os valores referentes ao coeficiente de escoamento superficial apresentaram varia&ccedil;&otilde;es percentuais baixas e, portanto, aceit&aacute;veis. Em rela&ccedil;&atilde;o aos valores encontrados para as vaz&otilde;es m&aacute;ximas, houve varia&ccedil;&atilde;o expressiva apenas nos resultados obtidos para a sub-bacia BD-30, tanto nos tempos de cheia quanto nos tempos de seca, conforme pode ser verificado na tabela 2. Percebe-se que todos os valores encontrados foram inferiores aos valores informados pelo Plano de drenagem de Juiz de Fora. Essa altera&ccedil;&atilde;o pode ser reflexo da dificuldade de identifica&ccedil;&atilde;o de cobertura dos solos de terrenos particulares encontrados nas tr&ecirc;s sub-bacias.</p>     <p>&nbsp;</p> <ol start="6">     ]]></body>
<body><![CDATA[<li><a name="_Toc529558275"></a><b> Simula&ccedil;&otilde;es com a ferramenta</b></li>     </ol>     <p>Ser&atilde;o apresentadas a seguir as simula&ccedil;&otilde;es computacionais da utiliza&ccedil;&atilde;o do asfalto poroso e telhado verde, pr&aacute;ticas comuns do conceito de drenagem urbana conhecida como desenvolvimento urbano de baixo impacto, nas sub bacias selecionadas para este trabalho (BD-36, BD-30 e BD-34).</p>     <p>Ao promover as simula&ccedil;&otilde;es, tem-se a inten&ccedil;&atilde;o de verificar se os coeficientes de escoamento superficial e volume de vaz&otilde;es m&aacute;ximas de cada sub-bacia sofrer&atilde;o altera&ccedil;&otilde;es significativas, e dessa forma verificar a aplicabilidade dessas pr&aacute;ticas do desenvolvimento urbano de baixo impacto como forma de combate &agrave;s enchentes urbanas, assim como constatar a relev&acirc;ncia da ferramenta como fornecedora de dados para elabora&ccedil;&atilde;o de projetos de drenagem urbana.</p>     <p><b>6.1. Simula&ccedil;&otilde;es com a utiliza&ccedil;&atilde;o do asfalto poroso</b></p>     <p>Como descrito anteriormente, toda a &aacute;rea das sub-bacias foi sobreposta por um <i>grid</i>, ora com 10 x 10 metros (BD-36), ora com 5 x 5 metros (BD-30 e BD-34), composto por um conjunto de c&eacute;lulas, onde cada c&eacute;lula representa determinado material de cobertura do solo. Entre os materiais, encontra-se o asfalto e a c&eacute;lula que o representa: &ldquo;vias e cal&ccedil;adas&rdquo;. O valor atribu&iacute;do ao coeficiente de escoamento das vias e cal&ccedil;adas &eacute; de 0,80, referente ao asfalto convencional (ASCE, 1969). De acordo com Acioli (2005) valor do coeficiente do asfalto poroso &eacute; 0.05.</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="t2">     <p><img src="/img/revistas/got/n18/n18a07t2.gif"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p><a name="_Toc529558277"></a><b>6.1.1. Asfalto poroso nas vias p&uacute;blicas da sub bacia BD-36</b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Para efetuar a manipula&ccedil;&atilde;o do revestimento de piso da sub bacia BD-36 e simula&ccedil;&atilde;o da aplica&ccedil;&atilde;o do asfalto poroso, deve-se alterar o valor do coeficiente de escoamento superficial &ldquo;C&rdquo; das c&eacute;lulas &ldquo;vias e cal&ccedil;adas&rdquo;. Ap&oacute;s feita a altera&ccedil;&atilde;o no valor do coeficiente de escoamento superficial vinculada &agrave;s c&eacute;lulas das vias e cal&ccedil;adas, percebe-se tamb&eacute;m uma altera&ccedil;&atilde;o do coeficiente de escoamento total da bacia. O valor do coeficiente de escoamento total baixou de 0,42 para 0,35, o que representa uma redu&ccedil;&atilde;o de 16,6%.</p>     <p>Como o valor &ldquo;C&rdquo; da f&oacute;rmula do M&eacute;todo Racional foi alterada, o valor final da equa&ccedil;&atilde;o, referente &agrave; vaz&atilde;o m&aacute;xima &ldquo;Q&rdquo;, tamb&eacute;m sofre altera&ccedil;&otilde;es. Considerando-se o tempo de retorno de 100 anos, o valor da vaz&atilde;o m&aacute;xima foi reduzido de 34,43m&sup3;/s para 28,83m&sup3;/s, apresentando queda de 16,26%. Quando o tempo de retorno &eacute; reduzido para 5 anos, o valor da vaz&atilde;o m&aacute;xima &eacute; reduzido de 20,50m&sup3;/ para 17,17m&sup3;/s, o que representa uma queda de 16,24% em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; situa&ccedil;&atilde;o anterior.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="_Toc529558278"></a><b>6.1.2. Asfalto poroso nas vias p&uacute;blicas da sub-bacia BD-30</b></p>     <p>O procedimento para efetuar a manipula&ccedil;&atilde;o do revestimento de piso da sub-bacia BD-30 e simula&ccedil;&atilde;o da aplica&ccedil;&atilde;o do asfalto poroso, &eacute; o mesmo aplicado na sub-bacia BD-36. Ap&oacute;s feita a altera&ccedil;&atilde;o no valor do coeficiente de escoamento superficial vinculado &agrave;s c&eacute;lulas das vias e cal&ccedil;adas, percebe-se tamb&eacute;m uma altera&ccedil;&atilde;o do coeficiente de escoamento total da bacia, assim como aconteceu na sub-bacia BD-36. O valor do coeficiente de escoamento total baixou de 0.52 para 0.41, representando uma redu&ccedil;&atilde;o de 21,15%.</p>     <p>Considerando-se o tempo de retorno de 100 anos, o valor da vaz&atilde;o m&aacute;xima foi reduzido de 23,42m&sup3;/s para 18,51m&sup3;/s, apresentando queda de 21%. Ao se reduzir o tempo de retorno para 5 anos, o valor da vaz&atilde;o m&aacute;xima &eacute; reduzido de 13,95m&sup3;/ para 11,02m&sup3;/s, o que representa uma queda de 21% em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; situa&ccedil;&atilde;o anterior.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>6.1.3. Asfalto poroso nas vias p&uacute;blicas da sub-bacia BD-34</b></p>     <p>Ap&oacute;s feito o mesmo procedimento aplicado nas duas sub-bacias anteriores, o valor do coeficiente de escoamento total da sub-bacia BD-34 baixou de 0.34 para 0.31, representando uma redu&ccedil;&atilde;o de 8,82%. Considerando-se o tempo de retorno de 100 anos, o valor da vaz&atilde;o m&aacute;xima foi reduzido de 32,38m&sup3;/s para 30,12m&sup3;/s, apresentando queda de 6,69% em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; situa&ccedil;&atilde;o anterior &agrave; implanta&ccedil;&atilde;o do piso perme&aacute;vel. Quando o tempo de retorno &eacute; reduzido para 5 anos, o valor da vaz&atilde;o m&aacute;xima &eacute; reduzido de 19,28m&sup3;/ para 17,94m&sup3;/s, o que representa uma queda de 6,95% em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; situa&ccedil;&atilde;o anterior, tendo a cobertura do solo com asfalta convencional.</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;<b>6.1.4. Considera&ccedil;&otilde;es sobre a aplica&ccedil;&atilde;o do asfalto poroso</b></p>     <p>Ao se analisar a redu&ccedil;&atilde;o do coeficiente de escoamento superficial total e a redu&ccedil;&atilde;o da vaz&atilde;o m&aacute;xima de cada sub-bacia (BD-36, BD-30 e BD-34), atrav&eacute;s da simula&ccedil;&atilde;o da troca do asfalto convencional pelo asfalto poroso como material de cobertura do solo das vias e cal&ccedil;adas, percebe-se que a altera&ccedil;&atilde;o se mostra efetiva e consider&aacute;vel, conforme pode ser visto na tabela 3. Quando esses valores s&atilde;o relacionados com a percentagem de cada sub bacia coberta por vias e cal&ccedil;adas (8,85%, 14,15% e 3,06%, respectivamente) fica ainda mais evidente. Em &aacute;reas ainda mais urbanizadas, onde a probabilidade de existir uma percentagem ainda maior da sub-bacia coberta por vias e cal&ccedil;adas, essa redu&ccedil;&atilde;o tende a se mostrar ainda mais significativa, pois ser&aacute; ainda maior a percentagem da sub-bacia que ter&aacute; seu coeficiente de escoamento reduzido. A solu&ccedil;&atilde;o se mostra eficaz no combate &agrave;s enchentes urbanas e apresenta-se como uma solu&ccedil;&atilde;o atrativa, sobretudo nas &aacute;reas urbanas consolidadas, onde n&atilde;o h&aacute; possibilidade de aplica&ccedil;&atilde;o de solu&ccedil;&otilde;es e pr&aacute;ticas de drenagem de grande escala, como bacias de deten&ccedil;&atilde;o ou reten&ccedil;&atilde;o.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="_Toc529558281"></a><b>6.2. Simula&ccedil;&otilde;es com telhado verde</b></p>     <p>Para efetuar a simula&ccedil;&atilde;o da aplica&ccedil;&atilde;o do telhado verde nas edifica&ccedil;&otilde;es comerciais das sub-bacias, foi necess&aacute;rio identific&aacute;-las atrav&eacute;s de visitas aos bairros e an&aacute;lises atrav&eacute;s do aplicativo Google Earth e Street View, da empresa Google. Ap&oacute;s reconhecimento das edifica&ccedil;&otilde;es foi feita a caracteriza&ccedil;&atilde;o de cada c&eacute;lula desenvolvida no <i>software</i> AutoCAD de acordo com o uso das edifica&ccedil;&otilde;es, conforme descrito anteriormente. O valor descrito para &ldquo;C&rdquo; em &aacute;reas urbanas &eacute; de 0,85, enquanto telhados verdes representam um coeficiente de escoamento &ldquo;C&rdquo; de 0,30, o que representa uma diferen&ccedil;a de 64,70%.</p>     <p>De acordo com o que foi descrito anteriormente, a sub-bacia BD-36, primeira sub-bacia simulada neste trabalho, n&atilde;o recebeu diferencia&ccedil;&atilde;o entre os usos de suas edifica&ccedil;&otilde;es, impossibilitando a simula&ccedil;&atilde;o da aplica&ccedil;&atilde;o de telhados verdes nas edifica&ccedil;&otilde;es de uso comercial. J&aacute; as duas sub-bacias seguintes, BD-30 e BD-34, possuem a caracteriza&ccedil;&atilde;o e diferencia&ccedil;&atilde;o de c&eacute;lulas de acordo com o tipo de edifica&ccedil;&atilde;o e seu uso, possibilitando a elabora&ccedil;&atilde;o das simula&ccedil;&otilde;es e manipula&ccedil;&otilde;es de dados.</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="t3">     <p><img src="/img/revistas/got/n18/n18a07t3.gif"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p><a name="_Toc529558282"></a><b>6.2.1. Simula&ccedil;&otilde;es com telhado verde nas edifica&ccedil;&otilde;es comerciais da sub-bacia BD-30</b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Para efetuar a simula&ccedil;&atilde;o da aplica&ccedil;&atilde;o de telhados verdes nas edifica&ccedil;&otilde;es comerciais da sub-bacia BD-30 deve-se alterar o valor do coeficiente de escoamento superficial &ldquo;C&rdquo; &agrave;s c&eacute;lulas &ldquo;edifica&ccedil;&otilde;es comerciais&rdquo;. O valor vinculado &agrave; essas c&eacute;lulas inicialmente &eacute; de 0.80, valor referente ao coeficiente de escoamento superficial de &aacute;reas urbanizadas. Segundo Baldessar (2012) o valor do coeficiente de escoamento superficial do telhado verde &eacute; de 0.30, apresentando diferen&ccedil;a de 64,70%.</p>     <p>Ap&oacute;s feita a altera&ccedil;&atilde;o no valor do coeficiente de escoamento superficial vinculada &agrave;s edifica&ccedil;&otilde;es comerciais, percebe-se uma altera&ccedil;&atilde;o do coeficiente de escoamento total da bacia. O valor do coeficiente de escoamento total baixou de 0.52 para 0.50, o que representa uma redu&ccedil;&atilde;o de 3,84%. Considerando-se o tempo de retorno de 100 anos, o valor da vaz&atilde;o m&aacute;xima foi reduzido de 23.42 m&sup3;/s para 22.49 m&sup3;/s, apresentando queda de 3,97% em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; situa&ccedil;&atilde;o anterior &agrave; implanta&ccedil;&atilde;o do telhado verde nas edifica&ccedil;&otilde;es de uso comercial. Reduzindo-se o tempo de retorno para 5 anos, o valor da vaz&atilde;o m&aacute;xima baixa de 13,95 m&sup3;/ para 13,39 m&sup3;/s, o que representa uma queda de 4,01% em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; situa&ccedil;&atilde;o anterior.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="_Toc529558283"></a><b>6.2.2. Simula&ccedil;&otilde;es com telhado verde nas edifica&ccedil;&otilde;es comerciais da sub-bacia BD-34</b></p>     <p>O procedimento para efetuar a manipula&ccedil;&atilde;o do revestimento da cobertura das edifica&ccedil;&otilde;es comerciais da sub-bacia BD-34 e simula&ccedil;&atilde;o da aplica&ccedil;&atilde;o do telhado verde, &eacute; o mesmo aplicado na sub-bacia BD-30. O valor do coeficiente de escoamento total baixou de 0.34 para 0.33, representando uma queda de 2,94%. Considerando-se o tempo de retorno de 100 anos, o valor da vaz&atilde;o m&aacute;xima foi reduzido de 32,38 m&sup3;/s para 31,83 m&sup3;/s, apresentando queda de 1,69% em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; situa&ccedil;&atilde;o anterior &agrave; implanta&ccedil;&atilde;o do telhado verde nas edifica&ccedil;&otilde;es comerciais. Quando o tempo de retorno &eacute; reduzido para 5 anos, o valor da vaz&atilde;o m&aacute;xima &eacute; reduzido de 19,28 m&sup3;/ para 18,95 m&sup3;/s, o que representa uma queda de 1,71% em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; situa&ccedil;&atilde;o anterior.</p>     <p><a name="_Toc529558284"></a><b>6.2.3. Considera&ccedil;&otilde;es sobre a aplica&ccedil;&atilde;o do telhado verde nas edifica&ccedil;&otilde;es comerciais</b></p>     <p>Constata-se que a aplica&ccedil;&atilde;o de telhados verdes na cobertura de edifica&ccedil;&otilde;es comerciais pode proporcionar impacto efetivo na redu&ccedil;&atilde;o do escoamento superficial nas sub-bacias, conforme pode ser visto na tabela 4. Salienta-se que a quantidade de edifica&ccedil;&otilde;es comerciais, assim como a &aacute;rea total que ocupam dentro de uma sub-bacia, &eacute; determinante para que a redu&ccedil;&atilde;o do escoamento superficial seja consider&aacute;vel no combate &agrave;s enchentes urbanas. A &aacute;rea coberta por edifica&ccedil;&otilde;es de uso comercial na sub-bacia BD-30 &eacute; de 3,8%, enquanto na sub-bacia BD-34 &eacute; de 1,05%.</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="t4">     <p><img src="/img/revistas/got/n18/n18a07t4.gif"></p>     
<p>&nbsp;</p> <ol start="7">     ]]></body>
<body><![CDATA[<li><b> Conclus&otilde;es</b></li>     </ol>     <p>Este trabalho aborda a associa&ccedil;&atilde;o de conceitos param&eacute;tricos com a drenagem das &aacute;guas pluviais urbanas. Optou-se por desenvolver uma ferramenta algor&iacute;tmico-param&eacute;trica capaz de fornecer dados relacionados aos &iacute;ndices de escoamento superficial e de vaz&atilde;o m&aacute;xima de determinada bacia hidrogr&aacute;fica. Durante o processo de constru&ccedil;&atilde;o e avalia&ccedil;&atilde;o da ferramenta, identificaram-se pontos positivos e pontos fr&aacute;geis da mesma.</p>     <p>Constatou-se a simplicidade de elaborar simula&ccedil;&otilde;es com o aux&iacute;lio da ferramenta, sejam elas relacionadas &agrave; situa&ccedil;&atilde;o atual das sub-bacias quanto &agrave; simula&ccedil;&atilde;o da aplica&ccedil;&atilde;o de determinados materiais como cobertura do solo. Al&eacute;m disso, a ferramenta traz como contribui&ccedil;&atilde;o a possibilidade de verifica&ccedil;&atilde;o do coeficiente de escoamento superficial e da vaz&atilde;o m&aacute;xima em qualquer parte da sub-bacia, e n&atilde;o somente na parte mais a jusante. As simula&ccedil;&otilde;es e calibra&ccedil;&otilde;es elaboradas nesse trabalho indicaram uma precis&atilde;o aceit&aacute;vel da ferramenta, principalmente se considerarmos que os dados apontados pelo Plano de Drenagem de Juiz de Fora, elaborado pela Prefeitura Municipal de Juiz de Fora, utilizado aqui como par&acirc;metro de compara&ccedil;&atilde;o e calibra&ccedil;&atilde;o, tamb&eacute;m podem ter suas imprecis&otilde;es.</p>     <p>O <i>grid</i> utilizado nas simula&ccedil;&otilde;es para identifica&ccedil;&atilde;o da cobertura do solo, ora se apresenta com 10x10m, ora com 5x5m, e permite uma leitura das sub-bacias de forma satisfat&oacute;ria. Esses valores podem ser alterados na constru&ccedil;&atilde;o da imagem no <i>software</i> AutoCAD, e quanto menor o tamanho das c&eacute;lulas, maior a resolu&ccedil;&atilde;o e, consequentemente, maior a precis&atilde;o na leitura.</p>     <p>Entre os pontos fr&aacute;geis, pode-se destacar o processo trabalhoso de reconhecimento dos materiais de cobertura do solo, assim como sua reprodu&ccedil;&atilde;o no <i>software</i> AutoCAD, atrav&eacute;s de figuras geom&eacute;tricas denominadas aqui como c&eacute;lulas. Al&eacute;m disso, a ferramenta apresenta limita&ccedil;&otilde;es ao n&atilde;o reconhecer o relevo das sub-bacias, assim como n&atilde;o considera as poss&iacute;veis fraturas tect&ocirc;nicas e litol&oacute;gicas das mesmas. Pretende-se em trabalhos posteriores tornar esse reconhecimento poss&iacute;vel, al&eacute;m da automatiza&ccedil;&atilde;o do processo de identifica&ccedil;&atilde;o da cobertura dos solos, conferindo ainda mais atratividade &agrave; ferramenta.</p>     <p>De forma geral a ferramenta demonstra desempenho satisfat&oacute;rio e cumpre o papel proposto neste momento, possibilitando ainda que este trabalho se apresente como ponto de partida para pesquisas futuras.</p>     <p>&nbsp;</p> <ol start="8">     <li><a name="_Toc529558291"></a><b> Refer&ecirc;ncias</b></li>     </ol>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>ACIOLI, Laura Albuquerque. Estudo experimental de pavimentos perme&aacute;veis para o controle do escoamento superficial na fonte. <i>Disserta&ccedil;&atilde;o (Mestrado em Engenharia) &ndash; P&oacute;s-Gradua&ccedil;&atilde;o em Recursos H&iacute;dricos e Saneamento Ambiental da Universidade Federal do Rio Grande do Sul</i>, 2005.</p>     <p>ARA&Uacute;JO, Paulo Roberto; TUCCI, Carlos Eduardo Morelli e GOLDENFUM, Joel. Avalia&ccedil;&atilde;o da efici&ecirc;ncia dos pavimentos perme&aacute;veis na redu&ccedil;&atilde;o do escoamento superficial. <i>RBRH &ndash; Revista Brasileira dos Recursos H&iacute;dricos</i>, setembro 2000, vol. 5, n&ordm; 3, p. 21-29.</p>     <!-- ref --><p>ASCE. Design and construction of sanitary and storm sewers. <i>Manuals and Reports of Engineering Pratice</i>. n&ordm; 37. New York, 1969.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1766552&pid=S2182-1267201900030000700003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>BALDESSAR, Silvia Maria Nogueira. Telhado verde e sua contribui&ccedil;&atilde;o na redu&ccedil;&atilde;o da vaz&atilde;o da &aacute;gua pluvial escoada. <i>Disserta&ccedil;&atilde;o (Mestrado em Constru&ccedil;&atilde;o Civil), Universidade Federal do Paran&aacute;, Setor de Tecnologia, Programa de P&oacute;s-Gradua&ccedil;&atilde;o em Engenharia de Constru&ccedil;&atilde;o Civil</i>, 2012.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1766554&pid=S2182-1267201900030000700004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>CANHOLI, Alu&iacute;sio Pardo. <i>Drenagem urbana e controle de enchentes</i>. S&atilde;o Paulo: Oficina de Textos. 2005. ISBN 978-85-86238-43-7&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1766556&pid=S2182-1267201900030000700005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>CASTRO, William <i>et al</i>. Plano de drenagem de Juiz de Fora. <i>Prefeitura Municipal de Juiz de Fora</i>, 2011.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1766557&pid=S2182-1267201900030000700006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>CESAMA. A Cidade De Juiz De Fora. Dispon&iacute;vel em: <a href="https://www.cesama.com.br/?pagina=hidrografia" target="_blank">https://www.cesama.com.br/?pagina=hidrografia</a>.Acesso em 02 de outubro de 2018&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1766559&pid=S2182-1267201900030000700007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>CORMIER, Nathaniel S. e PELLEGRINO, Paulo Renato Mesquita. Infra-estrutura verde: uma estrat&eacute;gia paisag&iacute;stica para a &aacute;gua urbana. <i>Revista Paisagem e Ambiente, </i>2008, n&ordm; 25, p. 125-142.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1766560&pid=S2182-1267201900030000700008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>IBGE. Cidades &ndash; Juiz de Fora. Dispon&iacute;vel em: <a href="http://cod.ibge.gov.br/7PF" target="_blank">http://cod.ibge.gov.br/7PF</a>. Acesso em 02 de outubro de 2018.</p>     <p>JUAN, Andrew; HUGHES, Christina; FANG, Zheng and BEDIENT, Phillip. Hydrologic Performance of Watershed-Scale Low-Impact Development in a High-Intensity Rainfall Region. <br /> <i>Journal of Irrigation and Drainage Engineering</i>, April 2017, vol. 143, n&ordm; 4.</p>     <!-- ref --><p>LIMA, Fernando Tadeu de Ara&uacute;jo et al. Citymetrics: sistema (para)m&eacute;trico para an&aacute;lise e otimiza&ccedil;&atilde;o de configura&ccedil;&otilde;es urbanas. <i>Oculum Ensaios</i>, 2019, vol. 16, n&ordm; 2, p. 409-427. <a href="http://dx.doi.org/10.24220/2318â€‘0919v16n2a4163" target="_blank">http://dx.doi.org/10.24220/2318â€‘0919v16n2a4163</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1766564&pid=S2182-1267201900030000700011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>LIMA, Fernando Tadeu de Ara&uacute;jo. M&Eacute;TRICAS URBANAS: Sistema (para)m&eacute;trico para an&aacute;lise e otimiza&ccedil;&atilde;o de configura&ccedil;&otilde;es urbanas de acordo com m&eacute;tricas de avalia&ccedil;&atilde;o de desempenho. <i>Tese (Doutorado em Urbanismo) - PROURB, Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade Federal do Rio de Janeiro</i>, 2017.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1766565&pid=S2182-1267201900030000700012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>MACHADO, Pedro Jos&eacute; de Oliveira e CUNHA, Sandra Baptista da. Juiz de fora: inunda&ccedil;&otilde;es, saneamento e ordenamento territorial. <i>Revista Geogr&aacute;fica de Am&eacute;rica Central</i>, 2011, vol. 2, n&ordm; 47E, p. 1-15.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1766567&pid=S2182-1267201900030000700013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>MARTINS, Lorraine Campos. Vaz&atilde;o m&aacute;xima em pequena bacia hidrogr&aacute;fica parcialmente urbanizada em Uberl&acirc;ndia &ndash; MG. <i>Disserta&ccedil;&atilde;o (</i><i>Mestrado em Meio Ambiente e Qualidade Ambiental) - Universidade Federal de Uberl&acirc;ndia</i>, 2017.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>PEREIRA, Ticiana Muniz. Avalia&ccedil;&atilde;o preliminar da capacidade de escoamento do trecho canalizado no ter&ccedil;o superior do C&oacute;rrego do S&atilde;o Pedro com aux&iacute;lio da ferramenta HEC-RAS. <i>Trabalho Final de Gradua&ccedil;&atilde;o (Engenharia Sanit&aacute;ria e Ambiental) - Universidade Federal de Juiz de Fora,</i> 2015.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1766570&pid=S2182-1267201900030000700015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>PINTO, Liliane Lopes Costa Alves. O desempenho de pavimentos perme&aacute;veis como medida mitigadora da impermeabiliza&ccedil;&atilde;o do solo urbano. <i>Tese (Doutorado em engenharia) &ndash; Universidade de S&atilde;o Paulo</i>, 2011.</p>     <!-- ref --><p>REIS, Patr&iacute;cia; PARIZZI, Maria Giovana; MAGALH&Atilde;ES, Danilo Marques e MOURA, Ana Clara. O escoamento superficial como condicionante de inunda&ccedil;&otilde;es em Belo Horizonte, MG: Estudo de caso da sub-bacia C&oacute;rrego do Leit&atilde;o, bacia do Ribeir&atilde;o Arrudas. <i>Revista Brasileira de Geoci&ecirc;ncias</i>, 2012, vol. 31, n&ordm; 1, p. 31-46.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1766573&pid=S2182-1267201900030000700017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>RIBEIRO, Maria Janete Pereira; D&rsquo;LAURA, Aluztane; ANDRADE, Darline Nascimento e SAMPAIO, Reijane Brito. Os impactos ambientais na bacia hidrogr&aacute;fica do Rio do Cobre em Salvador, Bahia: utiliza&ccedil;&atilde;o do geoprocessamento na avalia&ccedil;&atilde;o de impactos ambientais. In: <i>SIMP&Oacute;SIO BRASILEIRO DE RECURSOS H&Iacute;DRICOS, Bento Gon&ccedil;alves. Anais. Bento Gon&ccedil;alves: ABRH</i>, 2013.</p>     <p>SANCHES, Leonardo.&nbsp; Parametriza&ccedil;&atilde;o e sistemas generativos como apoio &agrave; tomada de decis&otilde;es em projetos de arquitetura aplicados &agrave; legisla&ccedil;&atilde;o urbana da cidade de juiz de fora. Disserta&ccedil;&atilde;o (Mestrado em Ambiente Constru&iacute;do) &ndash; Universidade Federal de Juiz de Fora, 2017.</p>     <!-- ref --><p>SOUZA, Christopher Freire; CRUZ, Marcus Aur&eacute;lio Soares; TUCCI, Carlos Eduardo Morelli. Desenvolvimento Urbano de Baixo Impacto: Planejamento e Tecnologias Verdes para a Sustentabilidade das &Aacute;guas Urbanas. <i>Revista Brasileira de Recursos H&iacute;dricos</i>, 2012, vol.17, n&deg; 2.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1766577&pid=S2182-1267201900030000700020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>SOUZA, Graziella Martinez; ROMUALDO, Sanderson dos Santos. Inunda&ccedil;&otilde;es urbanas: a percep&ccedil;&atilde;o sobre a problem&aacute;tica socioambiental pela comunidade do bairro jardim natal &ndash; juiz de fora (mg). <i>XIII Simp&oacute;sio Brasileiro de Geografia F&iacute;sica Aplicada. Universidade Federal de Vi&ccedil;osa</i>, 2009.</p>     ]]></body>
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