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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Experiências de Ordenamento Territorial Urbano na América Latina: o contexto do Brasil]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[The Brazilian cities are characterized by being permeated with contradictions and problems related to their territorial planning dynamics, inherent to its updating process. Therefore, this research has as objective a theoretical reference on the territorial planning (OT), correlating them as territorial planning variables associated with Latin America (LA) and Brazil. The methodological positioning was given through the theoretical exercise on the main themes related to territorial planning and as OT experiences in the analyzed space. From then on, it can be verified that the countries of the LA still present many difficulties for the implementation of public policies, specific and specific for the land-use planning. In Brazil, as a Latin American territory, a similar reality is observed.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><b>ARTIGO</b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Experi&ecirc;ncias de Ordenamento Territorial Urbano na Am&eacute;rica Latina: o contexto do Brasil</b></p>     <p><b>Experiences of Urban Territorial Planning in Latin America: the context of Brazil</b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b><sup>1</sup>Carvalho, Carla;&nbsp;<sup>1</sup>Alves, Larissa;&nbsp;<sup>2</sup>Sousa Junior, Almir</b></p>     <p><sup>1</sup><i>Universidade do Estado do Rio Grande do Norte, Departamento de Economia, Campus&nbsp;Avan&ccedil;ado Prof&ordf;. Maria Elisa De A. Maia</i><b><i>&nbsp;</i></b><i> &ndash; Pau dos Ferros.&nbsp;</i>59.990-000, Rafael Fernandes, Brasil.&nbsp;<a href="mailto:carvcarolc@gmail.com">carvcarolc@gmail.com</a>&nbsp;;&nbsp;<a href="mailto:larissa0185@gmail.com">larissa0185@gmail.com</a></p>     <p><sup>2</sup><i>Universidade Federal Rural do Semi-&Aacute;rido, Departamento de Engenharia e Ci&ecirc;ncias Ambientais.&nbsp;</i>59.625-900, Mossor&oacute;, Brasil.&nbsp;<a href="mailto:almir.mariano@ufersa.edu.br">almir.mariano@ufersa.edu.br</a></p>     <p><b>RESUMO</b></p>     <p>As cidades brasileiras s&atilde;o caracterizadas por serem permeadas de contradi&ccedil;&otilde;es e problem&aacute;ticas ligadas &agrave; sua din&acirc;mica de ordenamento territorial, inerentes ao seu processo de forma&ccedil;&atilde;o hist&oacute;rica. Portanto, essa pesquisa tem como objetivo construir um referencial te&oacute;rico sobre ordenamento territorial (OT), correlacionando-o com as experi&ecirc;ncias de ordenamento territorial urbano associadas a Am&eacute;rica Latina (AL) e ao Brasil. O percurso metodol&oacute;gico se deu por meio do levantamento te&oacute;rico acerca dos principais conceitos ligados ao ordenamento territorial e as experi&ecirc;ncias de OT. A partir de ent&atilde;o, pode-se verificar que os pa&iacute;ses da AL ainda apresentam muitas dificuldades no que diz respeito &agrave; implanta&ccedil;&atilde;o de pol&iacute;ticas p&uacute;blicas, planos e legisla&ccedil;&otilde;es espec&iacute;ficas para o ordenamento territorial. No Brasil, enquanto territ&oacute;rio latino-americano, se observa realidade semelhante.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Palavras-chave</b>: Ordenamento Territorial; Forma&ccedil;&atilde;o Hist&oacute;rica; Am&eacute;rica Latina; Brasil.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>ABSTRACT</b></p>     <p>The Brazilian cities are characterized by being permeated with contradictions and problems related to their territorial planning dynamics, inherent to its updating process. Therefore, this research has as objective a theoretical reference on the territorial planning (OT), correlating them as territorial planning variables associated with Latin America (LA) and Brazil. The methodological positioning was given through the theoretical exercise on the main themes related to territorial planning and as OT experiences in the analyzed space. From then on, it can be verified that the countries of the LA still present many difficulties for the implementation of public policies, specific and specific for the land-use planning. In Brazil, as a Latin American territory, a similar reality is observed.</p>     <p><b>Keyword: </b>Land Use Planning; Historical Formation; Latin America; Brazil.</p>     <p><b>&nbsp;</b></p>     <p><b>&nbsp;</b></p> <ol>     <li><b> Introdu&ccedil;&atilde;o </b></li>     </ol>     <p>Atualmente, a popula&ccedil;&atilde;o urbana no Brasil representa cerca de 84,36% do total (IBGE, 2010). Esse processo de urbaniza&ccedil;&atilde;o se deu de maneira heterog&ecirc;nea no tempo e no espa&ccedil;o, sendo mais evidenciado a partir da d&eacute;cada de 1950, mediante a necessidade de inserir o Brasil no mundo da globaliza&ccedil;&atilde;o via projetos de moderniza&ccedil;&atilde;o e industrializa&ccedil;&atilde;o, pautados principalmente nos espa&ccedil;os urbanizados (Dantas; Troleis; Morais, 2015). Outra forte caracter&iacute;stica da urbaniza&ccedil;&atilde;o brasileira diz respeito &agrave;s distintas formas de articula&ccedil;&atilde;o entre as cidades, que variam de acordo com a dimens&atilde;o econ&ocirc;mica, cultural e at&eacute; mesmo pol&iacute;tica (Sousa, 2013). Segundo Bezerra (2017), a urbaniza&ccedil;&atilde;o contempor&acirc;nea ocasionou muitas modifica&ccedil;&otilde;es no territ&oacute;rio brasileiro, a exemplo disso est&aacute; o crescimento do n&uacute;mero e o tamanho das cidades, bem como o aumento significativo dos pap&eacute;is urbanos no cen&aacute;rio da divis&atilde;o territorial do trabalho.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Segundo Dantas (2014), a cidade &eacute; a manifesta&ccedil;&atilde;o mais viva do que pode ser produzido, a partir da coexist&ecirc;ncia cooperativa humana, que &eacute; o permanente fluxo de rela&ccedil;&otilde;es sociais, pol&iacute;ticas, econ&ocirc;micas e culturais, delimitadas pelos agentes sociais que permeiam os espa&ccedil;os urbanos. Dessa forma, elas podem ser comparadas a verdadeiros organismos vivos, nas quais a metamorfose do ambiente constru&iacute;do &eacute; constante e acelerada. As cidades do pa&iacute;s apresentam em sua constitui&ccedil;&atilde;o um car&aacute;ter mut&aacute;vel, permeado de contradi&ccedil;&otilde;es e diferentes problem&aacute;ticas ligadas a sua din&acirc;mica, como, impactos ambientais, car&ecirc;ncia de infraestrutura urbana, ocupa&ccedil;&atilde;o de &aacute;reas de alto risco, fragmenta&ccedil;&atilde;o socioespacial, entre outras que caracterizam uma ocupa&ccedil;&atilde;o descont&iacute;nua e heterog&ecirc;nea e que s&atilde;o dialeticamente formadoras de seu ordenamento.</p>     <p>De acordo com P&eacute;rez (2014), muitos especialistas consideram o termo ordenamento territorial de significado complexo e poliss&ecirc;mico, que de maneira geral &eacute; empregado primordialmente em tr&ecirc;s facetas, s&atilde;o elas: ferramenta do planejamento; pol&iacute;tica p&uacute;blica; campo acad&ecirc;mico.</p>     <p>O desenvolvimento do ordenamento territorial (OT) se d&aacute; em resposta &agrave; necessidade do planejamento urbano e do planejamento socioecon&ocirc;mico, ambas a&ccedil;&otilde;es p&uacute;blicas (P&eacute;rez, 2014). Est&aacute;, portanto, intrinsecamente ligado ao estabelecimento de normas, planejamento e planos. Para uma melhor delimita&ccedil;&atilde;o do termo, essa pesquisa prop&otilde;e a compreend&ecirc;-lo conceitualmente e refletindo sobre a realidade latino-americana para que, por conseguinte, possamos compreender o significado dele na realidade brasileira.&nbsp;</p>     <p>Nesse contexto, essa pesquisa tem como objetivo construir um referencial te&oacute;rico sobre ordenamento territorial urbano, correlacionando-os frente &agrave;s experi&ecirc;ncias de ordenamento territorial associadas &agrave; realidade latino-americana e a brasileira.</p>     <p>Para tanto, adotou-se o levantamento bibliogr&aacute;fico para verificar o que os pesquisadores da &aacute;rea j&aacute; produziram a respeito do tema, bem como respaldar as discuss&otilde;es desenvolvidas ao longo do texto (Appolin&aacute;rio, 2011). Para o entendimento do conceito de ordenamento territorial, tomou-se principalmente como base as contribui&ccedil;&otilde;es de Ferr&atilde;o (2011), Das&iacute; (2008), Ferr&atilde;o; Mourato (2015) e Sheid (2016). Enquanto isso, para o entendimento das experi&ecirc;ncias de OT na realidade da Am&eacute;rica Latina e do Brasil, fez-se uso dos estudos como o de Dantas (2014), Cortez-Yacila (2013), Cabeza (2002; 2012; 2016), Sabourin (2016) e Sousa (2013).&nbsp;</p>     <p>Dessa maneira, esse artigo apresenta mais 3 t&oacute;picos, al&eacute;m desse primeiro referente &agrave; introdu&ccedil;&atilde;o. O segundo, abordar&aacute; uma conceitua&ccedil;&atilde;o de ordenamento territorial, o terceiro discutir&aacute; a tem&aacute;tica frente as experi&ecirc;ncias latino americana e brasileira, o quarto apresenta as considera&ccedil;&otilde;es finais.&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> <ol start="2">     <li><a name="_Toc519058569"></a><a name="_Toc519057657"></a><b> Conceitua&ccedil;&atilde;o de ordenamento territorial</b></li>     </ol>     <p>O surgimento do termo Ordenamento Territorial, conforme &eacute; compreendido atualmente, de significado multifacetado, aconteceu no continente europeu, por&eacute;m ele n&atilde;o foi atribu&iacute;do de maneira harm&ocirc;nica em todo seu territ&oacute;rio, passou por modifica&ccedil;&otilde;es, e evoluiu em termos e tempos distintos nos pa&iacute;ses (Souza, 2010). Para Ferr&atilde;o (2011), os diversos sistemas e culturas de ordenamento territorial presentes na Europa s&atilde;o produtos dos enraizamentos pol&iacute;ticos, institucionais e societais diferenciados. O autor (Id.) ressalta que a caracteriza&ccedil;&atilde;o desses contrastes se torna mais evidente a partir do entendimento de duas express&otilde;es inglesas: <i>land use planning</i>, <i>spatial planning</i>.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A express&atilde;o <i>land use planning </i>diz respeito a ideia de que o ordenamento do territ&oacute;rio tem o principal objetivo de regular o uso e a transforma&ccedil;&atilde;o do solo, a partir de interven&ccedil;&otilde;es f&iacute;sicas e administrativas do Estado, que toma decis&otilde;es baseadas no suporte t&eacute;cnico-racional de especialistas da &aacute;rea (Ferr&atilde;o, 2011). Nessa perspectiva, o OT se torna um conjunto de atividades t&eacute;cnicas com objetivos pol&iacute;ticos e necessariamente vinculados &agrave;s quest&otilde;es t&eacute;cnicas, normativas e de zonamento territorial.&nbsp;</p>     <p>Por&eacute;m, o conceito de OT vai al&eacute;m do planejamento e controle do uso do solo (HUANG, 2013). Acerca disso, a segunda express&atilde;o, <i>spatial planning</i>, mostra um entendimento de ordenamento territorial com enfoque mais amplo, estrat&eacute;gico integrado (Ferr&atilde;o; 2011, Adams; Alden; Harris, 2016). Nessa perspectiva, Ferr&atilde;o (2011), a intera&ccedil;&atilde;o e a colabora&ccedil;&atilde;o entre os atores e a coordena&ccedil;&atilde;o de diversas pol&iacute;ticas territoriais e setoriais s&atilde;o elementos fundamentais para se promover uma agenda territorial de natureza prospectiva e de vis&atilde;o estrat&eacute;gica partilhada. Um exemplo disso est&aacute; no trabalho de Kabish (2015) que utiliza a perspectiva do <i>spatial planning </i>voltado para a integra&ccedil;&atilde;o de servi&ccedil;o ecossist&ecirc;micos ao planejamento urbano. Contudo existe uma grande dificuldade em integrar as duas perspectivas nos modelos de planejamento (Couclelis, 2005).</p>     <p>De acordo com S&aacute;nchez (2007), a express&atilde;o ordenamento territorial, possui grande probabilidade de ter sido cunhada na legisla&ccedil;&atilde;o francesa no ano de 1944 por meio da express&atilde;o <i>am&eacute;nagement du territoire, </i>com o intuito de integrar e regular o planejamento f&iacute;sico das quest&otilde;es socioecon&ocirc;micas. Na Fran&ccedil;a, conforme observa a autora (<i>Id</i>.), o OT come&ccedil;a a ser utilizado ap&oacute;s a II Guerra Mundial com o objetivo de promover um planejamento econ&ocirc;mico e amenizar os desequil&iacute;brios regionais.&nbsp;</p>     <p>Retratando um pouco a Europa, enquanto um continente que avan&ccedil;ou historicamente no debate do OT, &eacute; poss&iacute;vel notar que o ordenamento territorial no contexto europeu passou por modifica&ccedil;&otilde;es ao passo que os pa&iacute;ses inseriram em suas gest&otilde;es um processo de descentraliza&ccedil;&atilde;o no qual diferentes n&iacute;veis de autonomias foram adquiridos. A Carta Europeia do Ordenamento do Territ&oacute;rio CEOT, elaborada em 1983 e publicada em 1988, em Portugal, &eacute; um documento oficial relevante sobre o tema, nela o OT &eacute; definido como uma representa&ccedil;&atilde;o espacial das pol&iacute;ticas nos &acirc;mbitos: econ&ocirc;mico, social, cultural e ecol&oacute;gico da sociedade. Acerca dessa perspectiva o ordenamento pode promover um &ldquo;disciplinamento&rdquo; do uso do territ&oacute;rio ao passo em que visa amenizar os conflitos presentes nas diferentes a&ccedil;&otilde;es p&uacute;blicas e privadas (Figueiredo, <i>et al</i>, 2005).</p>     <p>A Carta Europeia (1988) defende ainda que o ordenamento territorial tem como objetivo base proporcionar melhoria para a qualidade de vida da popula&ccedil;&atilde;o dentro do espa&ccedil;o que foi planejado para o desenvolvimento de suas atividades. Para o alcance desse objetivo, o documento alerta que o OT deve partir dos princ&iacute;pios de democracia, integra&ccedil;&atilde;o, funcionalidade e prospectividade, visto que deve, respectivamente: garantir a participa&ccedil;&atilde;o da popula&ccedil;&atilde;o e dos seus representantes pol&iacute;ticos; integrar as pol&iacute;ticas setoriais; considerar as especifica&ccedil;&otilde;es regionais; e ser capaz de observar o desenvolvimento a longo prazo.</p>     <p>Segundo Das&iacute; (2008), o ordenamento do territ&oacute;rio &eacute; uma &aacute;rea muito sens&iacute;vel no contexto da Uni&atilde;o Europeia, pois n&atilde;o h&aacute; premissas para a produ&ccedil;&atilde;o de uma suposta Dire&ccedil;&atilde;o Europeia de Ordena&ccedil;&atilde;o Territorial, tampouco a possibilidade de homogeneiza&ccedil;&atilde;o dos estilos de planejamento territorial entre os seus pa&iacute;ses. Dessa forma, o ordenamento territorial n&atilde;o assume um perfil ligado a nenhum dos Estados europeus visto que cada pa&iacute;s possui sua cultura, ou seja, sua forma de pensar o planejamento e o ordenamento territoriais. De acordo com a carta, o ordenamento deve levar em considera&ccedil;&atilde;o a presen&ccedil;a de m&uacute;ltiplos fatores decisivos, sendo eles individuais e institucionais, que ir&atilde;o interferir diretamente no cen&aacute;rio socioecon&ocirc;mico, administrativo e ambiental.</p>     <p>A carta reafirma que o OT &eacute; concomitantemente um ramo de investiga&ccedil;&atilde;o cient&iacute;fica e acad&ecirc;mica, um instrumento de planejamento e uma pol&iacute;tica p&uacute;blica. Logo, pode-se notar que a CEOT teve o intuito de mostrar que o ordenamento do territ&oacute;rio n&atilde;o se limita exclusivamente a um termo jur&iacute;dico, mas como uma inst&acirc;ncia multidisciplinar. Em sua primeira faceta, a cient&iacute;fica, o OT estuda os efeitos e transforma&ccedil;&otilde;es produzidos no territ&oacute;rio pelas constantes atividades humanas (P&eacute;rez, 2014). Para Becker (2005) o car&aacute;ter cient&iacute;fico do OT &eacute; notado quando incorpora m&eacute;todos que permitem analisar e modelar o territ&oacute;rio, adquirindo um perfil interdisciplinar que tem como aplicabilidade pr&aacute;tica o planejamento do territ&oacute;rio. Essa caracter&iacute;stica &eacute; evidenciada por Alves (2014) quando observa a fixa&ccedil;&atilde;o dessa tem&aacute;tica enquanto importante ramo acad&ecirc;mico, o qual necessita da forma&ccedil;&atilde;o de profissionais de &aacute;reas diversas como ge&oacute;grafos, engenheiros e arquitetos.</p>     <p>A segunda faceta, a de instrumento de planejamento, P&eacute;rez (2014) a descreve como sendo uma t&eacute;cnica ou metodologia de atua&ccedil;&atilde;o, na qual se d&aacute; a distribui&ccedil;&atilde;o dos usos do territ&oacute;rio, bem como da coordena&ccedil;&atilde;o das compet&ecirc;ncias dadas as suas respectivas inst&acirc;ncias administrativas. Nos pa&iacute;ses europeus, s&atilde;o os Planos de Ordenamento do Territ&oacute;rio que se configuram como principal materializa&ccedil;&atilde;o dessa faceta do ordenamento territorial. Existem ainda outros instrumentos como a avalia&ccedil;&atilde;o de impacto territorial dos projetos n&atilde;o previsto no planejamento, os acordos ou contratos intermunicipais de ordenamento do territ&oacute;rio e urbanismo, bem como outros instrumentos informais de car&aacute;ter volunt&aacute;rio e jur&iacute;dico, os quais s&atilde;o baseados nos paradigmas de governan&ccedil;a, respaldada principalmente na coopera&ccedil;&atilde;o e participa&ccedil;&atilde;o (Scheid, 2016).</p>     <p>Enquanto terceira faceta, a pol&iacute;tica p&uacute;blica de interven&ccedil;&atilde;o no territ&oacute;rio, o OT depende do processo hist&oacute;rico, do espa&ccedil;o e da cultura que se desenvolve (P&eacute;rez, 2014). Scheid (2016) considera o ordenamento territorial sob a perspectiva de pol&iacute;tica p&uacute;blica, capaz de possibilitar o planejamento f&iacute;sicos de &aacute;reas compreendidas nas inst&acirc;ncias que englobam territorialmente um ou v&aacute;rios munic&iacute;pios, como acontece com as &aacute;reas metropolitanas, comarcas, prov&iacute;ncias e sub-regi&otilde;es, desenvolvendo-as mediante os sistemas: da cidade, de articula&ccedil;&atilde;o territorial e de espa&ccedil;os livres. O autor ressalta tamb&eacute;m que o OT refere-se tamb&eacute;m ao ordenamento b&aacute;sico do uso do solo e tem como finalidade permitir coordena&ccedil;&atilde;o, compatibilidade e equil&iacute;brio entre as atividades humanas de tal forma que a longo prazo elas possam se consolidar dentro de um modelo de uso racional do territ&oacute;rio, respondendo aos objetivos bases (sustentabilidade, coes&atilde;o territorial e solidariedade).</p>     <p>Logo, a Carta prop&otilde;e linhas mestras de ordenamento territorial, que contribuem em uma melhor organiza&ccedil;&atilde;o do territ&oacute;rio europeu, com importantes defini&ccedil;&otilde;es para outros espa&ccedil;os, na busca de solu&ccedil;&otilde;es para seus problemas, que ao superar o &acirc;mbito nacional auxilia na cria&ccedil;&atilde;o de um sentimento de unidade comum para a Europa (P&eacute;rez, 2014).</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A partir de ent&atilde;o, pode-se notar que a realidade europeia conta com significativos avan&ccedil;os em termos de instrumentos e de avan&ccedil;os te&oacute;rico-conceituais sobre o ordenamento territorial. Apesar de n&atilde;o haver uma homogeneiza&ccedil;&atilde;o entre as pol&iacute;ticas de ordenamento territorial dos seus pa&iacute;ses, existem diretrizes gerais sob as quais as pol&iacute;ticas nacionais s&atilde;o elaboradas. Concomitante a isso, a Europa encontra-se em um n&iacute;vel avan&ccedil;ado de desenvolvimento econ&ocirc;mico que pode ser justificado principalmente, entre muitos outros fatores, pela sua pr&oacute;pria forma&ccedil;&atilde;o hist&oacute;rica, a qual conta com civiliza&ccedil;&otilde;es mais antigas que as de outros espa&ccedil;os. A exemplo disso est&aacute; a Am&eacute;rica Latina, que foi colonizada pelas na&ccedil;&otilde;es europeias, predominantemente por meio das col&ocirc;nias de explora&ccedil;&atilde;o, o que ratifica ainda mais as desigualdades entre esses territ&oacute;rios. Tais circunst&acirc;ncias geraram um territ&oacute;rio heterog&ecirc;neo e amplamente caracterizado desigualdades, que se reverberam ao longo da hist&oacute;ria e que at&eacute; hoje ainda n&atilde;o foram superadas.</p>     <p>&nbsp;</p> <ol start="3">     <li><a name="_Toc519058571"></a><a name="_Toc519057659"></a> <b>Ordenamento Territorial, a realidade latino-americana e brasileira</b></li>     </ol>     <p>A Am&eacute;rica Latina &eacute; marcada por grandes desigualdades ao longo de seu territ&oacute;rio, pobreza, concentra&ccedil;&atilde;o dos meios de produ&ccedil;&atilde;o e muitas diferencia&ccedil;&otilde;es a n&iacute;vel de desenvolvimento econ&ocirc;mico e social nas diversas regi&otilde;es de um mesmo pa&iacute;s (DANTAS, 2014). Esse contexto, &eacute; fruto de todo um processo hist&oacute;rico de coloniza&ccedil;&atilde;o perversa por explora&ccedil;&atilde;o. H&aacute; poucos espa&ccedil;os que concentram uma grande parte da popula&ccedil;&atilde;o e da produ&ccedil;&atilde;o em detrimento de grande n&uacute;mero de regi&otilde;es dispersas espacialmente, baixo povoamento e com baixa representa&ccedil;&atilde;o econ&ocirc;mica. Isso faz com que se tenham lugares onde a popula&ccedil;&atilde;o desfruta de uma melhor qualidade de vida, semelhante &agrave;quela vivenciada nos pa&iacute;ses desenvolvidos, e outros nos quais essa qualidade de vida &eacute; muito inferior (CEPAL, 2012).</p>     <p>Mediante esse contexto, Cortez-Yacila (2013) comenta que os processos de segrega&ccedil;&atilde;o e de auto-segrega&ccedil;&atilde;o levam ao surgimento de lugares planejados, com projetos arquitet&ocirc;nicos proeminentes, nos quais a popula&ccedil;&atilde;o n&atilde;o chega a imaginar a exist&ecirc;ncia de espa&ccedil;os mais pobres na cidade, enquanto que por outro lado, se ressalta a mis&eacute;ria e a corrup&ccedil;&atilde;o.</p>     <p>No Brasil, enquanto pa&iacute;s latino-americano, o enfoque das pol&iacute;ticas p&uacute;blicas para o ordenamento territorial se deu a partir de um per&iacute;odo muito recente da hist&oacute;ria do pa&iacute;s, diferentemente do que aconteceu com pa&iacute;ses desenvolvidos, onde essa preocupa&ccedil;&atilde;o aconteceu h&aacute; mais tempo, conforme mostram as pesquisas para os pa&iacute;ses europeus (Ferr&atilde;o, 2011; Souza, 2010; Sheid, 2016).</p>     <p>Segundo Lima (2015), no caso brasileiro, a inser&ccedil;&atilde;o do territ&oacute;rio na elabora&ccedil;&atilde;o de pol&iacute;ticas &eacute; resultado de engajamento social e milit&acirc;ncia dos diferentes profissionais da &aacute;rea. Assim, o autor conceitua o ordenamento territorial como &ldquo;[...] uma intera&ccedil;&atilde;o de for&ccedil;as que visa conciliar pol&iacute;ticas espec&iacute;ficas, com o uso equilibrado de recursos e a ocupa&ccedil;&atilde;o do espa&ccedil;o, com foco no desenvolvimento sustent&aacute;vel pass&iacute;vel de avalia&ccedil;&atilde;o.&rdquo; (Lima, 2015, p.69).</p>     <p>Nesse sentido, &eacute; importante destacar que no planejamento territorial s&atilde;o promovidas todas as a&ccedil;&otilde;es que se desdobram em ordenamento territorial e envolve diferentes agentes. Isso porque o OT constitui-se como um ciclo de articula&ccedil;&atilde;o entre o Estado/Governo e a Sociedade/Institui&ccedil;&otilde;es, no qual se elabora diagn&oacute;sticos, pesquisas, formula&ccedil;&otilde;es, valida&ccedil;&otilde;es, capacita&ccedil;&otilde;es e implementa&ccedil;&atilde;o (Figueiredo, <i>et al</i>, 2005). Segundo Arruda (2013), a intera&ccedil;&atilde;o entre os diferentes atores, pertencentes aos v&aacute;rios n&iacute;veis e escala, de maneira integrada &eacute; capaz de promover a gest&atilde;o territorial, que formula o planejamento territorial, e este por sua vez promove o ordenamento territorial. A <a href="#f1">Figura 1</a> esquematiza esses processos.</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="f1">     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><img src="/img/revistas/got/n18/n18a11f1.gif"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>Na <a href="#f1">Figura 1</a>, ressalta-se ainda que para se ter uma gest&atilde;o territorial em excel&ecirc;ncia o enfoque deve perpassar pela escala municipal, pois para atender as necessidades do ordenamento territorial se faz necess&aacute;rio observar as especificidades de cada cidade envolvida. Para tanto, a compreens&atilde;o da rela&ccedil;&atilde;o existente entre a&ccedil;&atilde;o, espa&ccedil;o e territ&oacute;rio &eacute; muito importante. Acerca disso, Costa (2012) parte do entendimento de espa&ccedil;o enquanto uma rela&ccedil;&atilde;o social m&uacute;ltipla e complexa, que reflete o modo de organiza&ccedil;&atilde;o da sociedade e a forma que direciona suas a&ccedil;&otilde;es, para chegar ao conceito de territ&oacute;rio, afirmando que: &ldquo;se o espa&ccedil;o implica na rela&ccedil;&atilde;o geral dos homens entre si, na sua unicidade e multiplicidade, o territ&oacute;rio &eacute; a materialidade dessa rela&ccedil;&atilde;o, nas formas de uso expressas espacialmente como base concreta.&rdquo; (Costa, 2012, p. 18).</p>     <p>Vale ressaltar que, em termos de ordenamento territorial, diversos estudos ligados que o analisam para o contexto de Europa e Am&eacute;rica Latina destacam o papel do Estado enquanto ente maior de regula&ccedil;&atilde;o do uso e ocupa&ccedil;&atilde;o do espa&ccedil;o, cria&ccedil;&atilde;o de pol&iacute;ticas p&uacute;blicas e instrumentos que estejam voltados para o enfoque do territ&oacute;rio (P&eacute;rez, 2014), (Scheid, 2016), (Cabeza, 2016). Segundo Moraes (2005) o territ&oacute;rio &eacute; um espa&ccedil;o de exerc&iacute;cio de poder, o qual est&aacute; centralizado no Estado, e complementa sua discuss&atilde;o afirmando:</p>     <p>O grande agente da produ&ccedil;&atilde;o do espa&ccedil;o &eacute; o Estado, por meio de suas pol&iacute;ticas territoriais. &Eacute; ele o dotador dos grandes equipamentos e das infraestruturas, o construtor dos grandes sistemas de engenharia, o guardi&atilde;o do patrim&ocirc;nio natural e o gestor dos fundos territoriais. Por estas atua&ccedil;&otilde;es, o Estado &eacute; tamb&eacute;m o grande indutor da ocupa&ccedil;&atilde;o do territ&oacute;rio, um mediador essencial, no mundo moderno, das rela&ccedil;&otilde;es sociedade-espa&ccedil;o e sociedade-natureza (MORAES, 2005, p.43).</p>     <p>Diante disso, o ordenamento territorial promovido pelo Estado, atrav&eacute;s de suas a&ccedil;&otilde;es p&uacute;blicas, leva para os locais onde efetuam suas a&ccedil;&otilde;es elementos caracter&iacute;sticos, apesar de estar permeado por entendimentos gen&eacute;ricos baseado em modelos padr&otilde;es de planejar o territ&oacute;rio (Alves, 2014). Essa import&acirc;ncia do Estado &eacute; percebida na realidade brasileira, conforme mostra a hist&oacute;ria.</p>     <p>Segundo Cabeza (2016), nos pa&iacute;ses da Am&eacute;rica Latina, o OT possui quatro objetivos centrais:</p> <ol>     <li>a) resolver ou prevenir conflitos de uso das terras urbanas, suburbanas e rurais a partir de uma perspectiva de planejamento f&iacute;sico espacial; b) promover a utiliza&ccedil;&atilde;o sustent&aacute;vel dos recursos naturais, a conserva&ccedil;&atilde;o da biodiversidade e a prote&ccedil;&atilde;o do meio ambiente para garantir o crescimento econ&ocirc;mico e habitabilidade dos territ&oacute;rios a partir de uma perspectiva de uma perspectiva de desenvolvimento sustent&aacute;vel; c) reduzir ou evitar a ocorr&ecirc;ncia de cat&aacute;strofes causadas pelo uso e ocupa&ccedil;&atilde;o inadequada dos territ&oacute;rios desde uma perspectiva de gest&atilde;o de risco e/ ou adapta&ccedil;&atilde;o &agrave;s altera&ccedil;&otilde;es clim&aacute;ticas; e d) resolver os desequil&iacute;brios do desenvolvimento econ&ocirc;mico regional e a fragmenta&ccedil;&atilde;o territorial produzida pela l&oacute;gica espacial dos modelos econ&ocirc;micos implementados, a partir de uma perspectiva de desenvolvimento territorial integrado&rdquo; (CABEZA, 2016, p. 70). (tradu&ccedil;&atilde;o nossa)<a href="#_ftn1" name="_ftnref1"><sup><sup>[1]</sup></sup></a>.</li>     </ol>     <p>Diante disso, o referido autor (<i>Id</i>.) observa que o alcance desses objetivos expressam duas perspectivas para o ordenamento territorial, uma delas &eacute; passiva e outra ativa. A vis&atilde;o passiva est&aacute; respaldada na regulamenta&ccedil;&atilde;o f&iacute;sica e espacial do uso e ocupa&ccedil;&atilde;o do solo, para escalas locais, ou seja, dentro da esfera do munic&iacute;pio. Enquanto isso, a vis&atilde;o ativa se baseia em instrumentos de interven&ccedil;&atilde;o territorial, com escalas a n&iacute;veis regionais e nacionais a partir de princ&iacute;pios setoriais. No que se refere as pol&iacute;ticas territoriais latino-americanas, Sabourin (2016) comenta que &eacute; comum elas tentarem associar muitos objetivos e enfoques inovadores, por&eacute;m eles nem sempre se combinam entre si, o que fragiliza e p&otilde;em em contradi&ccedil;&atilde;o esses instrumentos.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Antes do surgimento de pol&iacute;ticas p&uacute;blicas propriamente caracterizadas como sendo de ordenamento territorial, os pa&iacute;ses latino-americanos tiveram experi&ecirc;ncias com diversas op&ccedil;&otilde;es de planejamento, podendo ser setoriais e multissetoriais. De acordo com Cortez-Yacila (2013), o planejamento territorial tomou forma mediante as conjunturas dos diferentes pa&iacute;ses da Am&eacute;rica Latina a partir de modelos adaptados da experi&ecirc;ncia europeia. Cabeza (2002) mostrou em seu estudo sobre o desenvolvimento do ordenamento territorial uma escala de tempo a varia&ccedil;&atilde;o de tais pol&iacute;ticas, conforme mostra a <a href="#f2">Figura 2</a>.</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="f2">     <p><img src="/img/revistas/got/n18/n18a11f2.gif"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>A partir da leitura da <a href="#f2">Figura 2</a>, pode-se notar que na d&eacute;cada de 1940 d&aacute;-se in&iacute;cio a aplica&ccedil;&atilde;o de pol&iacute;ticas de planejamento regional no ocidente, que segundo Cabeza (2002), em virtude do fato de se deterem a resolver problemas setoriais se distanciavam da vis&atilde;o global, caracter&iacute;stica do OT e, por isso, n&atilde;o se configuravam ainda como tal. Em estudo mais recente, Cabeza (2012) quando discute sobre ordenamento territorial para a Am&eacute;rica Latina elenca cinco elementos chaves: o planejamento do uso do solo urbano, o ordenamento territorial, a descentraliza&ccedil;&atilde;o e o desenvolvimento territorial.</p>     <p>As primeiras estrat&eacute;gias foram elaboradas visando o ordenamento das bacias hidrogr&aacute;ficas, de acordo com Cabeza (2002). Os pa&iacute;ses que desenvolveram algo nesse sentido foram: Peru, M&eacute;xico, Uruguai, Col&ocirc;mbia e o Brasil, este &uacute;ltimo com a cria&ccedil;&atilde;o da Comiss&atilde;o do Valle do S&atilde;o Francisco.</p>     <p>Entre as d&eacute;cadas de 1950 e 1960 h&aacute; destaque para pol&iacute;ticas de planejamento urbano e econ&ocirc;mico, as quais foram embasadas pelo modelo econ&ocirc;mico de industrializa&ccedil;&atilde;o. Nessa configura&ccedil;&atilde;o, o Estado detinha o papel principal no que se refere a promo&ccedil;&atilde;o de infraestrutura e ameniza&ccedil;&atilde;o das desigualdades regionais. Essas medidas eram empregadas de maneira desigual ao longo do territ&oacute;rio dos pa&iacute;ses, de tal maneira que aos poucos os pa&iacute;ses deixaram de ser rurais e se tornaram urbanos, por&eacute;m com uma concentra&ccedil;&atilde;o de polos urbanos, localizados em poucas regi&otilde;es, em detrimento de uma grande dispers&atilde;o de &aacute;reas que praticamente n&atilde;o receberam investimentos (Cabeza, 2012).</p>     <p>Enquanto isso, o Brasil tamb&eacute;m tinha o processo de urbaniza&ccedil;&atilde;o se tornando mais evidente entre as d&eacute;cadas de 1940 e 1950, per&iacute;odo em que houve um grande fluxo de migra&ccedil;&atilde;o do campo para as cidades sem haver, contudo, uma adequada disposi&ccedil;&atilde;o do espa&ccedil;o urbano. Tal processo recebeu fortes influ&ecirc;ncias da globaliza&ccedil;&atilde;o e acompanhou o per&iacute;odo de industrializa&ccedil;&atilde;o, chegando ao &aacute;pice de &ecirc;xodo rural em 1970 (Lima, 2015).</p>     <p>Nos anos 1970 houve, na Am&eacute;rica-Latina, uma predomin&acirc;ncia do tipo de ordenamento &ldquo;pac&iacute;fico&rdquo;, com &ecirc;nfase urban&iacute;stica (Cabeza, 2016). Foram criadas normas para orientar o crescimento das cidades, que n&atilde;o deixavam de ser apenas regulamenta&ccedil;&otilde;es que n&atilde;o contemplavam o sentido completo de ordenamento territorial (Cabeza, 2012).&nbsp;&nbsp;</p>     <p>De acordo com Cortez-Yacila (2013), entre as d&eacute;cadas de 1950, 1960 e 1970 foram elaborados muitos documentos t&eacute;cnicos chamados de &ldquo;planos de desenvolvimento territorial&rdquo;, os quais atuavam de acordo com a vis&atilde;o dominante da &eacute;poca, a keynesiana, que defende a interven&ccedil;&atilde;o estatal na economia e na sociedade com o intuito de alcan&ccedil;ar o pleno emprego, por meio do paradigma desenvolvimentista vivenciado em alguns pa&iacute;ses latino-americanos, a saber: Argentina, Brasil, Chile e M&eacute;xico. Vale ressaltar que nesse per&iacute;odo a Am&eacute;rica Latina vivenciou um per&iacute;odo de ditaduras militares, as quais tiveram como principais pontos em comum a &ldquo;[...] dissolu&ccedil;&atilde;o das institui&ccedil;&otilde;es representativas, fal&ecirc;ncia ou crise aguda dos regimes e partidos pol&iacute;ticos tradicionais, militariza&ccedil;&atilde;o da vida pol&iacute;tica e social em geral&rdquo; (Coggiola, 2001, p.11).</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Outro ponto importante, observado por Coggiola (2001), &eacute; que as ditaduras da d&eacute;cada de 1960 assumiram um car&aacute;ter &ldquo;preventivo&rdquo; de um suposto <i>cont&aacute;gio</i> com a Revolu&ccedil;&atilde;o Cubana e tiveram muita influ&ecirc;ncia da diplomacia estadunidense diante de um cen&aacute;rio de tens&atilde;o internacional entre os Estados Unidos e a Uni&atilde;o das Rep&uacute;blicas Socialistas Sovi&eacute;ticas (URSS), denotando assim a domina&ccedil;&atilde;o do capitalismo sobre os pa&iacute;ses perif&eacute;ricos, porquanto, as ditaduras de 1970 adquiriram um car&aacute;ter contra-revolucion&aacute;rio, pois conforme afirma Diniz (2015), a d&eacute;cada de 1970 ficou marcada por muitas mudan&ccedil;as, revolu&ccedil;&otilde;es de liberta&ccedil;&atilde;o nacional, ditaduras e crises estruturais no centro da periferia capitalista, essa crise no sistema se deu principalmente pelo esgotamento do modelo de produ&ccedil;&atilde;o fordista que dominou o modelo produtivo no in&iacute;cio do s&eacute;culo XX.</p>     <p>Nesse contexto, parte do sistema de planejamento nacional era liderado por institui&ccedil;&otilde;es nacionais de planejamento, que muitas vezes eram inoperantes e burocratizadas, visto que buscavam concentrar a aten&ccedil;&atilde;o para os grandes centros urbanos, mormente para as capitais dos estados, muito embora tenha ocorrido j&aacute; na d&eacute;cada de 1970 as primeiras pol&iacute;ticas p&uacute;blicas de desconcentra&ccedil;&atilde;o e fomento a novos centros urbanos (Fran&ccedil;a, et al., 2009). Isso provocou o despovoamento de grandes &aacute;reas dispersas pelos pa&iacute;ses, as quais detinham de uma baixa produtividade econ&ocirc;mica em virtude do pouca ou nula destina&ccedil;&atilde;o de investimentos para esses espa&ccedil;os, o que acentuou as desigualdades regionais, principalmente entre as regi&otilde;es metropolitanas e as &aacute;reas n&atilde;o metropolitanas dessas na&ccedil;&otilde;es.</p>     <p>No Brasil, durante o governo de Jo&atilde;o Goulart, 1961 a 1964, houve as primeiras articula&ccedil;&otilde;es no sentido de promo&ccedil;&atilde;o das chamadas &ldquo;reformas de base&rdquo; como proposta a novas sa&iacute;das para o desenvolvimento do Brasil (Lima, 2015). Por&eacute;m tais mudan&ccedil;as foram suspensas em virtude do per&iacute;odo de Ditadura Militar, compreendido entre 1964 e 1985. De acordo com Sant&rsquo;Ana, Fava; Bueno (2010) foi um momento pautado na burocracia, na tecnocracia e no milagre econ&ocirc;mico. Nesse contexto, os autores relatam que os planos diretores elaborados eram instrumentos de controle do Estado sobre os munic&iacute;pios e foram norteados pela vis&atilde;o de que o planejamento tem a fun&ccedil;&atilde;o de manter o regime pol&iacute;tico e o sistema econ&ocirc;mico com o qual estava associado. Tal experi&ecirc;ncia caracteriza o chamado ordenamento &ldquo;pac&iacute;fico&rdquo; vivenciado, no mesmo per&iacute;odo, no contexto latino-americano (Cabeza, 2016).</p>     <p>Tal concep&ccedil;&atilde;o distancia os planos diretores elaborados na &eacute;poca dos princ&iacute;pios que regem o entendimento de instrumento de planejamento voltado para o ordenamento territorial. Haja visto que as primeiras t&eacute;cnicas de planejamento utilizadas eram baseadas na vis&atilde;o tecnocrata, sem participa&ccedil;&atilde;o popular, na qual o espa&ccedil;o era tido como uma vari&aacute;vel aut&oacute;noma e isolada (Carvalho <i>et al</i>., 2016). Isso tira do planejamento urbano a colagem no territ&oacute;rio e a import&acirc;ncia da compreens&atilde;o de suas particularidades para a elabora&ccedil;&atilde;o de planos eficazes e eficientes. Conforme Moraes (2005), embora se objetivasse a integra&ccedil;&atilde;o nacional, as teorias da centralidade tinham maior concord&acirc;ncia com a perspectiva tecnocrata vigente, se opondo tanto da vis&atilde;o <i>am&eacute;nagement du territoire</i> quanto da <i>spatial planning</i>, ambas prospectivas, e dando espa&ccedil;o para a ci&ecirc;ncia-regional norte americana e a geografia quantitativa. O autor ressalta tamb&eacute;m que houve um desprendimento na pol&iacute;tica econ&ocirc;mica da &oacute;tica espacial o que contribuiu para a crise do planejamento territorial brasileiro.</p>     <p>Entre as d&eacute;cadas de 1970 e 1980 se desencadeou na Am&eacute;rica Latina, uma s&eacute;rie de questionamentos acerca da concentra&ccedil;&atilde;o de poder no Estado nacional, paralelamente a isso se deram muitas mudan&ccedil;as nos planos econ&ocirc;micos (Fisher, 2014). Tal contexto favoreceu a tomada de for&ccedil;a dos movimentos de descentraliza&ccedil;&atilde;o na d&eacute;cada de 1980, os quais estavam associados a uma economia de mercado que necessitava de estrat&eacute;gias diferentes de gest&atilde;o territorial e que vieram a melhorar a efici&ecirc;ncia do Estado (Cabeza, 2012). Segundo Sabourin (2016), ao considerar que a territorializa&ccedil;&atilde;o consista na aproxima&ccedil;&atilde;o entre as tomadas de decis&atilde;o e os problemas dos usu&aacute;rios, &eacute; inevit&aacute;vel que esse processo passe pela desconcentra&ccedil;&atilde;o do Estado a partir da descentraliza&ccedil;&atilde;o e participa&ccedil;&atilde;o popular.</p>     <p>No final da d&eacute;cada de 1980, o Brasil tem como plano de fundo na redemocratiza&ccedil;&atilde;o do pa&iacute;s, de descentraliza&ccedil;&atilde;o e de ganho de autonomias (Lima, 2015; Cabeza, 2012). Esse momento de desconcentra&ccedil;&atilde;o do Estado foi muito importante para o avan&ccedil;o da democracia nos pa&iacute;ses latino americanos. No entanto, paralelamente a isso, entra em cena a agenda neoliberal, que priorizava os localismos, ao inv&eacute;s dos regionalismos ou planejamentos macros, que s&atilde;o estes &uacute;ltimos fundamentais para o OT. Ao estudar as contradi&ccedil;&otilde;es da d&eacute;cada de 1990 no Brasil, Klink (2013) observa que essa tend&ecirc;ncia de reorganizar a atua&ccedil;&atilde;o do Estado para o local desencadeou uma s&eacute;rie de estrat&eacute;gias e pr&aacute;ticas espaciais baseadas em uma guerra tribut&aacute;ria e desregulamenta&ccedil;&atilde;o competitiva entre os estados e munic&iacute;pios com o objetivo de atrair novos empreendimentos. Al&eacute;m disso, nesse contexto, vivia-se no Brasil um crescimento significativo de novos munic&iacute;pios e o desafio de se ter o m&iacute;nimo de coordena&ccedil;&atilde;o e planejamento entre as cidades nos aglomerados urbanos e em regi&otilde;es metropolitanas (Klink, 2013).</p>     <p>A preocupa&ccedil;&atilde;o com o tema do ordenamento territorial, foi efetivamente tratado na Constitui&ccedil;&atilde;o Federal de 1988, no &aacute;pice da volta &agrave; democracia. Tal enfoque foi inspirado nos &ldquo;planos de ordena&ccedil;&atilde;o do territ&oacute;rio&rdquo;, de forma an&aacute;loga as experi&ecirc;ncias j&aacute; em curso na Europa (Galv&atilde;o, 2005). Assim, a Constitui&ccedil;&atilde;o Federal (1988) em seu Art. 21, inciso IX, determina que &ldquo;elaborar e executar planos nacionais e regionais de ordena&ccedil;&atilde;o do territ&oacute;rio e de desenvolvimento econ&ocirc;mico e social&rdquo; &eacute; uma das compet&ecirc;ncias da Uni&atilde;o.&nbsp;</p>     <p>Por&eacute;m, vale ressaltar que o processo de descentraliza&ccedil;&atilde;o e tomadas de autonomia at&eacute; os dias atuais s&atilde;o insuficientes, pois h&aacute; uma descentraliza&ccedil;&atilde;o de fun&ccedil;&otilde;es sem o devido respaldo financeiro. Associado a isso &eacute; comum a corrup&ccedil;&atilde;o no manejo dos recursos financeiros pelas entidades territoriais (Cabeza, 2012).&nbsp;</p>     <p>Para Sabourin (2016), o que realmente acontece &eacute; um tipo de adapta&ccedil;&atilde;o dentro de seu pr&oacute;prio marco constitucional e mediante as institui&ccedil;&otilde;es j&aacute; existentes. Para exemplificar essa rela&ccedil;&atilde;o, o autor (<i>Id</i>.) ressalta que existe sempre um Minist&eacute;rio do Planejamento, como &eacute; o caso da Argentina, do Interior, no Chile, da Integra&ccedil;&atilde;o Nacional, no Brasil, ou do Ordenamento Territorial, no Uruguai, que s&atilde;o respons&aacute;veis pela planifica&ccedil;&atilde;o e coordena&ccedil;&atilde;o territ&oacute;rio. H&aacute; tamb&eacute;m uma gama de outros dispositivos jur&iacute;dicos e de institui&ccedil;&otilde;es para promover a descentraliza&ccedil;&atilde;o e regionaliza&ccedil;&atilde;o no ordenamento do territ&oacute;rio, os quais Sabourin (2016) destaca que podem funcionar bem, sem necessariamente recorrerem a participa&ccedil;&atilde;o popular, em virtude de j&aacute; terem sido previamente eleitos democraticamente em elei&ccedil;&otilde;es locais e regionais, sendo portanto representantes conhecedores da realidades dessas localidades, e por isso com maior probabilidade para a tomada de decis&otilde;es com maior colagem no territ&oacute;rio.</p>     <p>No tocante &agrave;s pol&iacute;ticas de planejamento ambiental na Am&eacute;rica Latina, elas come&ccedil;aram a ganhar for&ccedil;a entre os anos de 1970 e 1980, com focos no ordenamento ecol&oacute;gico ou ambiental, zonamento ecol&oacute;gico-econ&ocirc;mico, as quais se tornam mais concretas no final da &uacute;ltima d&eacute;cada do s&eacute;culo XX, a partir da cria&ccedil;&atilde;o de leis e minist&eacute;rios espec&iacute;ficos com o objetivo de proteger os seus respectivos patrim&ocirc;nios culturais, como se deu no: Uruguai, Bol&iacute;via, Col&ocirc;mbia, Costa Rica, Equador, Cuba, El Salvador e no Panam&aacute; (Cabeza, 2016).</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Em 2000, d&aacute;-se in&iacute;cio ao tipo de ordenamento ativo, baseado em pol&iacute;ticas de ordenamento dos sistemas urbanos a n&iacute;veis nacional e regional. Outra presen&ccedil;a forte &eacute; a de pol&iacute;ticas que objetivavam o desenvolvimento econ&ocirc;mico a partir do territorial, com grande marco no desenvolvimento sustent&aacute;vel. A sustentabilidade ganhou espa&ccedil;o jur&iacute;dico, atrav&eacute;s da cria&ccedil;&atilde;o de leis no Uruguai, Equador e em El Salvador. (Cabeza, 2016)</p>     <p>Por&eacute;m, no contexto da globaliza&ccedil;&atilde;o, respaldada pela doutrina neoliberal, n&atilde;o h&aacute; espa&ccedil;o para solidariedade e conduz a modelos vigentes a serem contradit&oacute;rios aos princ&iacute;pios de sustentabilidade (Sousa, 2014). Diante disso, a partir das reflex&otilde;es de Cabeza (2016), bem como pelo hist&oacute;rico de pa&iacute;ses ex-col&ocirc;nias que atualmente s&atilde;o de capitalismo perif&eacute;rico como o Brasil, pode-se afirmar que hoje o territ&oacute;rio da Am&eacute;rica Latina &eacute; palco de governan&ccedil;a para pol&iacute;ticas promovidas por interesses transnacionais, que s&atilde;o apoiadas por grupos econ&ocirc;micos nacionais e por governos locais. Nesse sentido, boa parte das pol&iacute;ticas desenvolvidas &eacute; alheia ao territ&oacute;rio em que s&atilde;o empregadas, causando impactos socioterritoriais e gerando constantes conflitos, entre os grupos sociais (principalmente entre aqueles dominantes do capital) na luta pelo controle dos diferentes tipos de territ&oacute;rios (Sousa, 2014). O perfil dos enfoques das pol&iacute;ticas de ordenamento territorial fora espacializado na <a href="#f3">Figura 3</a>.</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="f3">     <p><img src="/img/revistas/got/n18/n18a11f3.gif"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>Para complementar a discuss&atilde;o, o autor aponta que existe uma certa defici&ecirc;ncia das pol&iacute;ticas de ordenamento territorial nos pa&iacute;ses latino americanos no que se refere aos fundamentos legais, mais restritamente na exist&ecirc;ncia de leis espec&iacute;ficas de ordenamento territorial que norteiem essas pol&iacute;ticas. Ao comparar a realidade de OT da Am&eacute;rica Latina com a da Europa, Cabeza (2012) verifica que neste continente as pol&iacute;ticas de ordenamento territorial possuem legisla&ccedil;&otilde;es espec&iacute;ficas para a tem&aacute;tica e que h&aacute; uma maior valoriza&ccedil;&atilde;o das institui&ccedil;&otilde;es para inserir nas pol&iacute;ticas p&uacute;blicas de seus pa&iacute;ses o enfoque do territ&oacute;rio.&nbsp;</p>     <p>Hoje, para o contexto brasileiro, ap&oacute;s mais de 30 anos da promulga&ccedil;&atilde;o da Constitui&ccedil;&atilde;o Federal, existe uma significativa quantidade e diversifica&ccedil;&atilde;o de leis, projetos, planos e instrumentos que foram elaborados de maneira isolada e muitos s&atilde;o discordantes entre si, pertencendo a esfera de atua&ccedil;&atilde;o ora da Uni&atilde;o, ora dos Estados e ora dos Munic&iacute;pios. Por&eacute;m, ainda n&atilde;o se tem no pa&iacute;s um sistema em n&iacute;vel nacional que seja capaz de integrar e promover a hierarquiza&ccedil;&atilde;o de uma a&ccedil;&atilde;o coordenada das a&ccedil;&otilde;es p&uacute;blicas do Estado em seus diferentes n&iacute;veis de governo. Isso acontece em virtude do contexto no qual as decis&otilde;es pol&iacute;ticas dos gestores que comp&otilde;em o Estado est&atilde;o a favor de seus interesses, os quais atendem a um objetivo maior que &eacute; a de acumula&ccedil;&atilde;o do capital, por meio da reconcentra&ccedil;&atilde;o e n&atilde;o distribui&ccedil;&atilde;o de oportunidades perante o vasto territ&oacute;rio brasileiro. Tal &eacute; a realidade que, no Brasil, a agenda pol&iacute;tica para a promulga&ccedil;&atilde;o da Pol&iacute;tica Nacional de Ordenamento Territorial (PNOT) nunca ganhou for&ccedil;a por parte das elites pol&iacute;ticas locais, que s&atilde;o representantes das &aacute;reas historicamente concentradoras e privilegiadas de investimentos, apesar da tentativa de inserir essa agenda por parte de governos populares que estiveram no poder no pa&iacute;s. Dessa forma, para que tal prop&oacute;sito seja alcan&ccedil;ado com maior &ecirc;xito, se faz necess&aacute;rio manter as estruturas de fragmenta&ccedil;&atilde;o e desigualdade, o que contradiz aos postulados te&oacute;ricos de ordenamento territorial.</p>     <p>A <a href="#t1">Tabela 1</a> re&uacute;ne as principais leis que est&atilde;o ligadas ao ordenamento territorial no Brasil.</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="t1">     <p><img src="/img/revistas/got/n18/n18a11t1.gif"></p>     
]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p>Diante disso, nota-se que algumas legisla&ccedil;&otilde;es t&ecirc;m um enfoque urbano e outras o ecol&oacute;gico ambiental, semelhante aos observado por Cabeza (2012; 2016) em sua pesquisa panor&acirc;mica da Am&eacute;rica Latina. Segundo Poletto (2008), a tend&ecirc;ncia das pol&iacute;ticas territoriais &eacute; a fragmenta&ccedil;&atilde;o, que representa uma maior especializa&ccedil;&atilde;o dos aparelhos do Estado bem como &agrave; setoriza&ccedil;&atilde;o dos planos, programas e projetos. Essa realidade faz com eles tenham suas for&ccedil;as diminu&iacute;das frente as mais diversas demandas divergentes originadas nos grandes fluxos de capitais, bens, servi&ccedil;os e informa&ccedil;&otilde;es. Poletto (2008) reflete ainda que tal contexto contribui para uma inefic&aacute;cia das macropol&iacute;ticas, como &eacute; o caso dos &ldquo;[...] programas nacionais de &ldquo;zonamento ecol&oacute;gico-econ&ocirc;mico&rdquo;, as &ldquo;pol&iacute;ticas nacionais integradas&rdquo; ou os &ldquo;planos nacionais de desenvolvimento&rdquo;, a exemplo da recente experi&ecirc;ncia dos &ldquo;eixos nacionais de desenvolvimento&rdquo; (Cabeza, 2008, p. 60). Outro ponto a ser observado &eacute; a tomada de autonomia dos munic&iacute;pios pautada nessas legisla&ccedil;&otilde;es, notadamente exemplificada pelo Estatuto da Cidade - Lei 10.257 (2001). Isso representa o processo de descentraliza&ccedil;&atilde;o observado tanto para os pa&iacute;ses europeus (P&eacute;rez, 2014), quanto para os latino americanos.</p>     <p>Em 2003, foi iniciado a elabora&ccedil;&atilde;o da Lei Pol&iacute;tica Nacional de Ordenamento Territorial (PNOT) por coordena&ccedil;&atilde;o do Minist&eacute;rio de Integra&ccedil;&atilde;o Nacional. Nesse processo, R&uuml;ckert (2007) enfatiza que a Secretaria de Pol&iacute;ticas de Desenvolvimento Regional executou algumas a&ccedil;&otilde;es nesse sentido, dentre elas est&atilde;o as oficinas e semin&aacute;rios nacionais, bem como o apoio a estudos sistem&aacute;ticos que embasem a formula&ccedil;&atilde;o da pol&iacute;tica. Por&eacute;m o autor supracitado conclui a sua pesquisa observando que n&atilde;o existe um debate nacional instaurado acerca da PNOT, ela est&aacute; restrita ao meio acad&ecirc;mico. Al&eacute;m de estar atrasada em seu processo de elabora&ccedil;&atilde;o, segundo o autor, encontra-se tamb&eacute;m em descompasso com os principais debates de pol&iacute;ticas territoriais a contexto internacional.</p>     <p>A problem&aacute;tica ligada a dificuldade de elabora&ccedil;&atilde;o e execu&ccedil;&atilde;o de instrumentos de ordenamento territorial presente no Brasil reflete o que Cabeza (2012) observa para os pa&iacute;ses da Am&eacute;rica Latina, em que &eacute; necess&aacute;ria uma forte press&atilde;o do Estado nacional para colocar em pr&aacute;tica essas normas, visto que as pol&iacute;ticas territoriais tocam em interesses contradit&oacute;rios, gerando muitos conflitos. Continuando com o autor, na cultura latino-americana, as leis por si s&oacute; n&atilde;o s&atilde;o satisfat&oacute;rias, pois existe uma grande tend&ecirc;ncia a sua viola&ccedil;&atilde;o por meio de mecanismos diversos, que trazem em torno de si os interesses do capital, que se coadunam com representa&ccedil;&otilde;es pol&iacute;ticas locais para fins de defesa de seus interesses. Isso faz com que sejam necess&aacute;rias modifica&ccedil;&otilde;es n&atilde;o apenas nos marcos legais, mas tamb&eacute;m uma profunda mudan&ccedil;a na cultura pol&iacute;tica e atual governan&ccedil;a, cabendo &agrave; sociedade a proemin&ecirc;ncia na luta reivindicat&oacute;ria em defesa dos direitos do territ&oacute;rio.</p>     <p>&nbsp;</p> <ol start="5">     <li><b> Considera&ccedil;&otilde;es Finais </b></li>     </ol>     <p>Mediante tal discuss&atilde;o, pode-se observar que atualmente os pa&iacute;ses latino-americanos ainda enfrentam muitas dificuldades no que diz respeito &agrave; implanta&ccedil;&atilde;o de pol&iacute;ticas p&uacute;blicas, planos e legisla&ccedil;&otilde;es espec&iacute;ficas para o ordenamento territorial. Isso pode ser justificado pelas desarticula&ccedil;&otilde;es entre as pol&iacute;ticas territoriais e setoriais bem como entre o desenvolvimento socioecon&ocirc;mico, ambiental e territorial. Al&eacute;m disso, tem-se uma predomin&acirc;ncia da vis&atilde;o setorial sobre a territorial, pois as pol&iacute;ticas e programas s&atilde;o criados, evidencialmente, com base nos diversos setores isoladamente como o caso do econ&ocirc;mico, educacional e habitacional n&atilde;o dando &ecirc;nfase &agrave;s particularidades do territ&oacute;rio. Analogamente a isso est&atilde;o as decis&otilde;es nacionais sobrepondo-se &agrave;s regionais e locais, dado que apesar de se ter conseguido um certo grau de descentraliza&ccedil;&atilde;o as unidades regionais e locais ainda se encontram despreparadas em v&aacute;rias inst&acirc;ncias para executar as fun&ccedil;&otilde;es que lhes cabe. Soma-se a esse contexto uma forte inconsist&ecirc;ncia da gest&atilde;o territorial que ainda predomina uma vis&atilde;o tecnocrata e impositiva com rela&ccedil;&atilde;o a democr&aacute;tica. Outros fatores importantes como: corrup&ccedil;&atilde;o, aus&ecirc;ncia de vontade pol&iacute;tica para destinar recursos financeiros a execu&ccedil;&atilde;o dos planos de OT, bem como a descontinuidade de projetos entre os governos, que continuamente isolam o que a gest&atilde;o passada realizou para recome&ccedil;ar em projetos de seus governos (Cabeza, 2012; 2016).</p>     <p>Todo esse contexto se reflete no territ&oacute;rio latino-americano, fruto da constru&ccedil;&atilde;o social, uma crescente diferencia&ccedil;&atilde;o econ&ocirc;mica e social que pode ser observada na grande quantidade de bols&otilde;es de pobreza e marginaliza&ccedil;&atilde;o associadas a exclus&atilde;o. Para Sousa (2014), essa desigualdade territorial &eacute; consequ&ecirc;ncia das din&acirc;micas territoriais promovidas por pol&iacute;ticas p&uacute;blicas e de gest&atilde;o territorial geradas na Am&eacute;rica Latina mediante um contexto neoliberal, assim como tamb&eacute;m a perman&ecirc;ncia da condi&ccedil;&atilde;o de col&ocirc;nia ou periferia dos pa&iacute;ses imperialistas colonizadores. Isso faz com se tenha uma imprescind&iacute;vel necessidade de se atuar frente &agrave; desigualdade e marginaliza&ccedil;&atilde;o nos programas de desenvolvimento territorial.</p>     <p>A partir de ent&atilde;o, nota-se que o Brasil, enquanto territ&oacute;rio da Am&eacute;rica Latina, possui em seu processo de urbaniza&ccedil;&atilde;o e ordenamento territorial elementos muito semelhantes &agrave;queles apontados para os demais pa&iacute;ses da regi&atilde;o. Dessa forma, a inser&ccedil;&atilde;o de novos instrumentos de ordenamento territorial &eacute; fundamental para possibilitar resolu&ccedil;&atilde;o de problemas urbanos, como o da irregularidade fundi&aacute;ria, visto que a partir de ent&atilde;o, se pressup&otilde;es que a gest&atilde;o da cidade passa a acontecer mediante os princ&iacute;pios de democracia, integra&ccedil;&atilde;o, funcionalidade e prospectividade.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p> <ol start="6">     <li><b> Refer&ecirc;ncias Bibliogr&aacute;ficas</b></li>     </ol>     <!-- ref --><p>ADAMS, Neil; ALDEN, Jeremy; HARRIS, Neil. Regional Development and Spatial in an Enlarged European Union. In: ADAMS; Neil. <i>Regional Development and Spatial Planning in an Enlarged European Union</i>. London and New York: Routledge, pp. 3 -16, 2002&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1767406&pid=S2182-1267201900030001100001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>ALVES, Larissa S. Ferreira. Planning culture: concepts and perspectives historical-analytical. <i>Mercator </i>[Online]. Vol. 13(3), 63-73, 2014. [Acedido a 27 Novembro 2017]. Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.mercator.ufc.br/mercator/article/view/1220" target="_blank">http://www.mercator.ufc.br/mercator/article/view/1220</a>. ISSN 1984-2201.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1767407&pid=S2182-1267201900030001100002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>APPOLIN&Aacute;RIO, Fabio. <i>Dicion&aacute;rio de Metodologia Cient&iacute;fica</i>. 2. ed. S&atilde;o Paulo: Atlas. 2011.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1767409&pid=S2182-1267201900030001100003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>ARRUDA, Augusto Guthiere Fialho. &ldquo;Planejamento territorial&rdquo; e &ldquo;ordenamento territorial&rdquo;: uma busca da compreens&atilde;o usual e epistemol&oacute;gica na gest&atilde;o do territ&oacute;rio.&nbsp;<i>Akr&oacute;polis-Revista de Ci&ecirc;ncias Humanas da UNIPAR</i> [online]. Vol. 21(2), 125-132, 2013. [Acedido a 4 Fevereiro 2019]. Dispon&iacute;vel em: <a href="http://revistas.unipar.br/index.php/akropolis/article/view/5307/3048" target="_blank">http://revistas.unipar.br/index.php/akropolis/article/view/5307/3048</a>.</p>     <!-- ref --><p>BECKER, Bertha. S&iacute;ntese das contribui&ccedil;&otilde;es da oficina da Pol&iacute;tica Nacional de Ordenamento Territorial. In: <i>Para pensar uma pol&iacute;tica nacional de ordenamento territorial</i>, <i>Anais da Oficina sobre a Pol&iacute;tica Nacional de Ordenamento Territorial</i>. Bras&iacute;lia, pp. 71-78, 2005.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1767412&pid=S2182-1267201900030001100005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>BEZERRA, Josu&eacute; Alencar. A cidade-regi&atilde;o sob as coexist&ecirc;ncias do territ&oacute;rio.&nbsp;<i>Boletim Goiano de Geografia</i>, v. 37, n. 2. 2017.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1767414&pid=S2182-1267201900030001100006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>BRASIL, 2009. <i>Lei n&ordm; </i><i>10.256, de julho de 2001</i><b>. </b>Altera a Lei n<u><sup>o</sup></u>&nbsp;8.212, de 24 de julho de 1991, a Lei n<u><sup>o</sup></u>&nbsp;8.870, de 15 de abril de 1994, a Lei n<u><sup>o</sup></u>&nbsp;9.317, de 5 de Dezembro de 1996, e a Lei n<u><sup>o</sup></u>&nbsp;9.528, de 10 de Dezembro de 1997. Bras&iacute;lia.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1767416&pid=S2182-1267201900030001100007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref -->&nbsp;</p>     <!-- ref --><p>CABEZA, &Aacute;ngel Massiris. Ordenaci&oacute;n del territorio en Am&eacute;rica Latina.&nbsp;<i>Scripta Nova Revista Electr&oacute;nica de Geograf&iacute;a y Ciencias Sociales</i>, Vol. 6 (125), 1-35, 2002.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1767418&pid=S2182-1267201900030001100008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>CABEZA, &Aacute;ngel Massiris. Gesti&oacute;n del Ordenamiento Territorial en Am&eacute;rica Latina: Desarrollo recientes. In: <i>Anais do IV Seminario de Ordenamiento Territorial</i>, Mendoza.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1767420&pid=S2182-1267201900030001100009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref -->&nbsp;</p>     <!-- ref --><p>CABEZA, &Aacute;ngel Massiris. Pol&iacute;ticas latinoamericanas de ordenamiento territorial Realidad y desaf&iacute;os. In: CABEZA, &Aacute;ngel Massiris <i>et </i>al<b><i>.</i></b><i>&nbsp;Procesos de ordenamiento en Am&eacute;rica Latina y Colombia<b>.</b></i>&nbsp;Bogot&aacute;: Universidade Nacional de Colombia, pp. 13-30, 2012&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1767422&pid=S2182-1267201900030001100010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>CABEZA, &Aacute;ngel Massiris. Retos del ordenamiento territorial en contextos de descentralizaci&oacute;n y autonom&iacute;a en Am&eacute;rica Latina. In: CUEVA, Fernando Cordero <i>et al</i> (Org.).&nbsp;<i>Autonom&iacute;as y ordenac&iacute;on territorial y urban&iacute;stica<b>:</b>&nbsp;Memorias IX Simp&oacute;sio Nacional de Desarrollo Urbano y Planificaci&oacute;n Territorial. </i><i>Cuenca</i>: Universidad de Cuenca, pp. 68-85, 2016&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1767423&pid=S2182-1267201900030001100011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>CARVALHO, Carla Caroline Alves et al. Plano Diretor como instrumento potencializador do desenvolvimento urban&iacute;stico e econ&ocirc;mico das cidades pequenas. In: <i>Anais I Congresso Internacional da Diversidade do Semi&aacute;rido</i>.&nbsp;Campina Grande: Editora Realize, Novembro 2016.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1767424&pid=S2182-1267201900030001100012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>CEMAT - Confer&ecirc;ncia Europeia dos Ministros Respons&aacute;veis pelo Ordenamento do Territ&oacute;rio. <i>Carta Europea de Ordena&ccedil;&atilde;o do Territ&oacute;rio &ndash; CEOT</i>. Lisboa: Secretaria Geral do Minist&eacute;rio do Planejamento e da Administra&ccedil;&atilde;o do Territ&oacute;rio, 1988.</p>     <!-- ref --><p>CEPAL, Econom&iacute;a. <i>Panorama del Desarrollo Territorial en Am&eacute;rica Latina y el Caribe</i>.&nbsp;Santiago de Chile, Naciones Unidas, 2012&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1767427&pid=S2182-1267201900030001100014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>COGGIOLA, Oswaldo. <i>Governos militares na Am&eacute;rica Latina</i>. S&atilde;o Paulo: Editora Contexto, 2001.&nbsp; ISSN 85-7244-183-2.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1767428&pid=S2182-1267201900030001100015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>CORTEZ-YACILA, H&eacute;ctor. Procesos urbanos y retos de la planeaci&oacute;n territorial para la ciudad sustentable en Am&eacute;rica Latina. <i>Boletin Cientifico Sapiens Research</i>. Vol.3 (1), 38-43, 2017. [Acedido a 04 Fevereiro 2019]. Dispon&iacute;vel em: <a href="https://www.srg.com.co/bcsr/index.php/bcsr/article/view/92/84" target="_blank">https://www.srg.com.co/bcsr/index.php/bcsr/article/view/92/84</a>. ISSN-e: 2215-9312.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1767430&pid=S2182-1267201900030001100016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>COSTA, Jodival Mauricio da. A&ccedil;&atilde;o, espa&ccedil;o e territ&oacute;rio: elementos para pensar uma pol&iacute;tica de ordenamento territorial.&nbsp;<i>Revista de Pol&iacute;ticas P&uacute;blicas </i>[online]. Vol.16 (1), 15-24, 2012. [Acedido a 04 Fevereiro 2019]. Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.periodicoseletronicos.ufma.br/index.php/rppublica/article/view/1173/4194" target="_blank">http://www.periodicoseletronicos.ufma.br/index.php/rppublica/article/view/1173/4194</a>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1767432&pid=S2182-1267201900030001100017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>COUCLELIS, Helen. &ldquo;Where has the future gone?&rdquo; Rethinking the role of integrated land-use models in spatial planning. <i>Environment and planning</i> A, v. 37, n. 8, p. 1353-1371, 2005. &nbsp;[Acedido a 28 Outubro 2019]. Dispon&iacute;vel em: <a href="https://journals.sagepub.com/doi/pdf/10.1068/a3785" target="_blank">https://journals.sagepub.com/doi/pdf/10.1068/a3785</a>.</p>     <!-- ref --><p>DANTAS, Fagner. Uso del suelo e impuesto sobre el territorio urbano en el contexto jur&iacute;dico de am&eacute;rica latina. <i>Urbano</i> [online]. Vol. 17(29), 45-56, 2014. [Acedido a 04 Fevereiro 2019]. Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.redalyc.org/articulo.oa?id=19836173007" target="_blank">http://www.redalyc.org/articulo.oa?id=19836173007</a>.<b>&nbsp;</b>ISSN 0717-3997.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1767435&pid=S2182-1267201900030001100019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>&nbsp;DANTAS, Eug&ecirc;nia Maria; TROLEIS, Adriano Lima Troleis Lima; MORAIS, Ione Rodrigues Diniz. Plano Diretor e Ordenamento Territorial: uma an&aacute;lise do espa&ccedil;o urbano de Natal.&nbsp;<i>Novos Cadernos NAEA </i>[online], Vol.18 (2), 2179-7536, 2015. [Acedido a 04 Fevereiro 2019]. Dispon&iacute;vel em: <a href="https://periodicos.ufpa.br/index.php/ncn/article/view/2124" target="_blank">https://periodicos.ufpa.br/index.php/ncn/article/view/2124</a>. ISSN 1516-6481.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1767437&pid=S2182-1267201900030001100020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>DAS&Iacute;, Joaqu&iacute;n Farin&oacute;s. Gobernanza territorial para el desarrollo sostenible: estado de la cuesti&oacute;n y agenda. <i>Bolet&iacute;n de la Asociaci&oacute;n de Ge&oacute;grafos Espa&ntilde;oles</i>, n. 46, 2008.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1767439&pid=S2182-1267201900030001100021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>FERR&Atilde;O, Jo&atilde;o. <i>O ordenamento do territ&oacute;rio como pol&iacute;tica p&uacute;blica</i>. Funda&ccedil;&atilde;o Calouste Gulbenkian, 2011.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1767441&pid=S2182-1267201900030001100022&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref -->&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>FERR&Atilde;O, Jo&atilde;o; MOURATO, Jo&atilde;o Morais. Ordenamento do territ&oacute;rio: o contributo dos estudos comparados internacionais. In: FERR&Atilde;O, Jo&atilde;o; HORTA, Ana (Org.).&nbsp;<i>Ambiente Territ&oacute;rio e Sociedade<b>:&nbsp;</b>Novas Agendas de Investiga&ccedil;&atilde;o</i>. Lisboa: Imprensa de Ci&ecirc;ncias Sociais, 2015. Cap. 21. 189-195.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1767443&pid=S2182-1267201900030001100023&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>FISHER, Luly Rodrigues da Cunha.&nbsp;<i>Ordenamento territorial e planejamento municipal:<b>&nbsp;</b>estudo de caso das limita&ccedil;&otilde;es supralocais &agrave; aplica&ccedil;&atilde;o do art. 30, VIII da Constitui&ccedil;&atilde;o de 1988 pelo munic&iacute;pio de Parauapebas</i>, Par&aacute;. 2014. 624 f. Tese (Doutorado) - Curso de Direito, Universidade Federal do Par&aacute;, Bel&eacute;m, 2014&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1767445&pid=S2182-1267201900030001100024&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>FIGUEIREDO, Admam Harmam; ANDRADE, Joaquim Correa de; OGATA, Maria Gravina; DUNCAN; Marcelo; BRAND&Atilde;O, Paulo Cesar Garcia; AGRA, Severino; S&Aacute;, Tatiana Deane de Abreu. Vis&otilde;es Governamentais. In: <i>Para pensar uma pol&iacute;tica nacional de ordenamento territorial. Anais da Oficina sobre a Pol&iacute;tica Nacional de Ordenamento Territorial</i>. Bras&iacute;lia: MI, 2005, pp. 61-70.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1767446&pid=S2182-1267201900030001100025&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>FRAN&Ccedil;A, Iara Soares de; PEREIRA; Anete Mar&iacute;lia; SOARES, Beatriz Ribeiro; MEDEIROS; Douglas Leite. Cidade m&eacute;dia, polariza&ccedil;&atilde;o regional e setor de educa&ccedil;&atilde;o superior: estudo de Montes Claros, no Norte de Minas Gerais. Forma&ccedil;&atilde;o (Online), v. 2, n. 16, 2009. [Acedido a 28 Outubro 2019]. Dispon&iacute;vel em: <a href="http://revista.fct.unesp.br/index.php/formacao/article/view/863" target="_blank">http://revista.fct.unesp.br/index.php/formacao/article/view/863</a>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1767448&pid=S2182-1267201900030001100026&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>GALV&Atilde;O, Antonio Carlos. Pref&aacute;cio. In: <i>Para pensar uma pol&iacute;tica nacional de ordenamento territorial.</i> Anais da Oficina sobre a Pol&iacute;tica Nacional de Ordenamento Territorial. Bras&iacute;lia, 13-14 de novembro de 2003. Minist&eacute;rio da Integra&ccedil;&atilde;o Nacional/Secretaria de Pol&iacute;ticas de Desenvolvimento Regional. 2005&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1767450&pid=S2182-1267201900030001100027&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>HUANG, Wei-Ju. <i>Spatial Planning and High-tech Development: A comparative study of Eindhoven city-region, the Netherlands and Hsinchu City-region, Taiwan</i>. Taiwan: ABE, TU Delft, 2013.&nbsp;ISBN 978-94-6186-197-9.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1767451&pid=S2182-1267201900030001100028&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>LIMA, Thales Gomes de. O estatuto da cidade: a sistem&aacute;tica normativa e a realidade urbana brasileira. <i>Revista Eleitoral</i> [online]. Vol. 29, 69-79, 2015. [Acedido a 04 Fevereiro 2019]. Dispon&iacute;vel em: <a href="http://bibliotecadigital.tse.jus.br/xmlui/handle/bdtse/2953" target="_blank">http://bibliotecadigital.tse.jus.br/xmlui/handle/bdtse/2953</a>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1767453&pid=S2182-1267201900030001100029&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>KABISCH, Nadja. Ecosystem service implementation and governance challenges in urban green space planning&mdash;The case of Berlin, Germany. <i>Land use policy</i>, v. 42, p. 557-567, 2015. [Acedido a 28 Outubro 2019]. Dispon&iacute;vel em: <a href="https://www.sciencedirect.com/science/article/abs/pii/S0264837714002002" target="_blank">https://www.sciencedirect.com/science/article/abs/pii/S0264837714002002</a>.</p>     <!-- ref --><p>KLINK, Jeroen. A escalaridade e a espacialidade do (novo) desenvolvimentismo: uma explora&ccedil;&atilde;o conceitual para o debate. <i>Pacto federativo, integra&ccedil;&atilde;o nacional e desenvolvimento regional. </i>S&atilde;o Paulo: Editora Funda&ccedil;&atilde;o Perseu Abramo, pp. 19-38, 2013&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1767456&pid=S2182-1267201900030001100031&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>MORAES, Antonio Carlos Robert. Ordenamento territorial: uma Conceitua&ccedil;&atilde;o para o Planejamento Estrat&eacute;gico, 2005. In: <i>Para pensar uma pol&iacute;tica nacional de ordenamento territorial</i>. <i>Anais da Oficina sobre a Pol&iacute;tica Nacional de Ordenamento Territorial</i>. Bras&iacute;lia: MI, 13-14.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1767457&pid=S2182-1267201900030001100032&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>P&Eacute;REZ, Soledad Sanabria. La ordenaci&oacute;n del territorio: origen y significado.&nbsp;<i>Terra Nueva Etapa </i>[online]<i>.</i> Vol. 30(47), 13-32, 2014. [Acedido a 04 Fevereiro 2019]. Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.redalyc.org/articulo.oa?id=72132516003" target="_blank">http://www.redalyc.org/articulo.oa?id=72132516003</a>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1767459&pid=S2182-1267201900030001100033&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>POLETTO, Em&iacute;lio Rafael. Ordenamento territorial no Brasil e a promo&ccedil;&atilde;o do desenvolvimento local: uma aproxima&ccedil;&atilde;o geogr&aacute;fica.&nbsp;<i>&Aacute;gora</i>, v. 14, n. 1, pp. 49-72, 2008&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1767461&pid=S2182-1267201900030001100034&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>R&Uuml;CKERT, Aldomar A. A Pol&iacute;tica Nacional de Ordenamento Territorial, Brasil. Uma pol&iacute;tica territorial contempor&acirc;nea em constru&ccedil;&atilde;o.&nbsp;<i>Scripta Nova. Revista Electr&oacute;nica de Geograf&iacute;a y Ciencias Sociales </i>[online]. Vol. 11(245), 2007. [Acedido a 04 Fevereiro 2019]. Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.ub.es/geocrit/sn/sn-24566.htm" target="_blank">http://www.ub.es/geocrit/sn/sn-24566.htm</a>. ISSN: 1138-9788.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1767462&pid=S2182-1267201900030001100035&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref -->&nbsp;</p>     <!-- ref --><p>SABOURIN, Eric. Pol&iacute;ticas p&uacute;blicas terrritorializadas no Brasil e na Am&eacute;rica Latina: algumas perspectivas de evolu&ccedil;&atilde;o e de agenda para a pesquisa. In: CPDA 40 anos. Rio de Janeiro, 2016 [Acedido em Dezembro 2016]. Dispon&iacute;vel em: <a href="http://agritrop.cirad.fr/581934/" target="_blank">http://agritrop.cirad.fr/581934/</a>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1767464&pid=S2182-1267201900030001100036&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>SANT&rsquo;ANA, Jay&ccedil;a Lima; DE SOUZA FAVA, Gustavo; DE MELLO BUENO, Laura Machado. Planejamento, gest&atilde;o e participa&ccedil;&atilde;o: a pol&iacute;tica urbana e as disputas pelo territ&oacute;rio.&nbsp;<i>Revista Electr&oacute;nica de Geograf&iacute;a y Ciencias Sociales. Barcelona: Universidad de Barcelona </i>[online]. Vol. 14 (331), 2010.&nbsp; [Acedido a 04 Fevereiro 2019]. 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Dispon&iacute;vel em: <a href="http://webcache.googleusercontent.com/search?q=cache:WbJyL4Z_32AJ:revistas.pucp.edu.pe/index.php/derechoadministrativo/article/download/16315/16725+&amp;cd=1&amp;hl=pt-BR&amp;ct=clnk&amp;gl=br" target="_blank">http://webcache.googleusercontent.com/search?q=cache:WbJyL4Z_32AJ:revistas.pucp.edu.pe/index.php/derechoadministrativo/article/download/16315/16725+&amp;cd=1&amp;hl=pt-BR&amp;ct=clnk&amp;gl=br</a>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1767467&pid=S2182-1267201900030001100038&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>SCHEID, Andreas Hildenbrand. La experiencia del ordenamento territorial en Europa en contextos de descentralizaci&oacute;n y autonom&iacute;as. In: CUEVA, Fernando Cordero et al (Org.).&nbsp;<i>Autonom&iacute;as y ordenac&iacute;on territorial y urban&iacute;stica:&nbsp;Memorias IX Simp&oacute;sio Nacional de Desarrollo Urbano y Planificaci&oacute;n Territorial</i>. Cuenca: Universidad de Cuenca, pp. 86-105, 2016.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1767469&pid=S2182-1267201900030001100039&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>SOUSA, Roberto Gonz&aacute;lez. Am&eacute;rica Latina ante el desarrollo territorial sostenible: retos e incertidumbres en un mundo globalizado.&nbsp;<i>Perspectiva Geogr&aacute;fica </i>[online], Vol 18(1), 91-116, 2013. [Acedido a 04 Fevereiro 2019]. Dispon&iacute;vel em: <a href="https://doi.org/10.19053/01233769.2251" target="_blank">https://doi.org/10.19053/01233769.2251</a>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1767471&pid=S2182-1267201900030001100040&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>SOUZA, Marcelo Lopes de. <i>ABC do desenvolvimento urbano</i>. Bertrand: Brasil.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1767473&pid=S2182-1267201900030001100041&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>SOUZA, Ana Paula Cavalcante Albuquerque de. Ordenamento territorial: uma an&aacute;lise do macrozoneamento de Ipir&aacute;. In: <i>Anais do Simp&oacute;sio Cidades M&eacute;dias e Pequenas da Bahia</i><b>, </b>2010<b>. </b>Dispon&iacute;vel em: <a href="http://periodicos.uesb.br/index.php/ascmpa/article/view/3637" target="_blank">http://periodicos.uesb.br/index.php/ascmpa/article/view/3637</a><b>. </b>ISSN 2358-5293.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1767475&pid=S2182-1267201900030001100042&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a href="#_ftnref1" name="_ftn1">[1]</a>[...] a) Resolver o prevenir conflictos&nbsp; de&nbsp; uso&nbsp; de&nbsp; las&nbsp; tierras&nbsp; urbanas,&nbsp; suburbanas&nbsp; y rurales desde una perspectiva de planificaci&oacute;n f&iacute;sica espacial; b) Propiciar el aprovechamiento sostenible de los recursos naturales, la conservaci&oacute;n de la biodiversidad y la protecci&oacute;n del ambiente para garantizar el crecimiento econ&oacute;mico o la habitabilidad de los territorios desde una perspectiva de desarrollo sostenible; c) Reducir o evitar la ocurrencia de cat&aacute;strofes por uso u ocupaci&oacute;n inadecuada de los territorios desde una perspectiva de gesti&oacute;n del riesgo y/o adaptaci&oacute;n al cambio clim&aacute;tico; y, d) Resolver los desequilibrios del desarrollo econ&oacute;mico regional y la fragmentaci&oacute;n territorial producidos por la l&oacute;gica espacial de&nbsp; los&nbsp; modelos&nbsp; econ&oacute;micos&nbsp; implementados,&nbsp; desde&nbsp; una perspectiva de desarrollo territorial integral. (CABEZA, 2016, p. 70)</p>      ]]></body><back>
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