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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Circulação do transporte de commodities agrícolas na Amazônia]]></article-title>
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<institution><![CDATA[,Univeridade Federal do Amazonas Programa de pós-graduação em geografia ]]></institution>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[The proposal for the conclusion of major road axes and the transformation of rivers into waterways in the Amazon region was strengthened in the sphere of regional planning in the 1990s and after 20 years the actions of the State and corporations that encouraged not only the completion of some axes to allow circulation as directed the production of agricultural commodities previously centered on the flow axes directed to the South and Southeast regions and now have a direction to the fluvial ports that are located in the gutters of the Amazon rivers. This article aims to analyze these transformations at the regional level of changes in the circulation of commodities in the Amazon, highlighting the performance of the State and the companies that installed infrastructures at the points of intersection of the rivers with the highways and establishing circulation routes between the ports and the product areas of. grains]]></p></abstract>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[Amazônia]]></kwd>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><b>ARTIGO</b></p>     <p>&nbsp;</p>      <p><b>Circula&ccedil;&atilde;o do transporte de commodities agr&iacute;colas na Amaz&ocirc;nia</b></p>     <p><b>Circulation of transport of agricultural commodities in the Amazon</b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><sup>1</sup><b>Oliveira Neto</b>, Thiago; <sup>2</sup><b>Nogueira</b>, Ricardo</p>     <p><sup>1</sup><i>Universidade de S&atilde;o Paulo / Doutorando em Geografia Humana</i></p>     <p>69041-010, Manaus, Brasil (Resid&ecirc;ncia Amazon Village, Tarum&atilde;)</p>     <p><a href="mailto:thiagoton91@live.com">thiagoton91@live.com</a></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><sup>2</sup><i>Univeridade Federal do Amazonas / Professor do departamento e do&nbsp; programa de p&oacute;s-gradua&ccedil;&atilde;o em geografia</i></p>     <p>69080-005, Manaus, Brasil</p>     <p><a href="mailto:nogueiraricardo@live.com">nogueiraricardo@live.com</a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>RESUMO</b></p>     <p>A proposta de conclus&atilde;o de grandes eixos rodovi&aacute;rios e a transforma&ccedil;&atilde;o de rios em hidrovias na regi&atilde;o Amaz&ocirc;nica tomou for&ccedil;a na esfera do planejamento regional ainda na d&eacute;cada de 90 e depois de 20 anos a atua&ccedil;&atilde;o do Estado e das corpora&ccedil;&otilde;es que fomentaram n&atilde;o somente a conclus&atilde;o de alguns eixos para permitir a circula&ccedil;&atilde;o como se direcionou a produ&ccedil;&atilde;o de <i>commodities</i> agr&iacute;colas antes centradas nos eixos de escoamento direcionados para as regi&otilde;es Sul e Sudestes passando ter um direcionamento para os portos fluviais que est&atilde;o situados nas calhas dos rios Amaz&ocirc;nicos. Esse artigo objetiva analisar essas transforma&ccedil;&otilde;es em n&iacute;vel regional das mudan&ccedil;as da circula&ccedil;&atilde;o de <i>commodities</i> na Amaz&ocirc;nia, pontuando atua&ccedil;&atilde;o do Estado e das empresas que instalaram infraestruturas nos pontos de intersec&ccedil;&atilde;o dos rios com as rodovias e estabelecendo rotas de circula&ccedil;&atilde;o entre os portos e as &aacute;reas produtos de gr&atilde;os.</p>     <p><b>Palavras-chave</b>: Amaz&ocirc;nia; Geopol&iacute;tica; Transportes; Rodovias; Portos.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>ABSTRACT </b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>The proposal for the conclusion of major road axes and the transformation of rivers into waterways in the Amazon region was strengthened in the sphere of regional planning in the 1990s and after 20 years the actions of the State and corporations that encouraged not only the completion of some axes to allow circulation as directed the production of agricultural commodities previously centered on the flow axes directed to the South and Southeast regions and now have a direction to the fluvial ports that are located in the gutters of the Amazon rivers. This article aims to analyze these transformations at the regional level of changes in the circulation of commodities in the Amazon, highlighting the performance of the State and the companies that installed infrastructures at the points of intersection of the rivers with the highways and establishing circulation routes between the ports and the product areas of. grains</p>     <p><b>Keywords</b>: Amazon; Geopolitics; Transport; Highways; Ports.</p> <ol>     <li><b> Introdu&ccedil;&atilde;o</b></li>     </ol>     <p>As rodovias e os rios amaz&ocirc;nicos a partir da d&eacute;cada de 1990 ganharam novas din&acirc;micas oriundas de novos arranjos espaciais estruturados a partir dos fluxos do transporte de cargas, com destaque para o transporte de <i>commodities</i> agr&iacute;colas entre a regi&atilde;o produtora centrada no Mato Grosso com deslocamentos para os portos situados em Rond&ocirc;nia na calha do rio Madeira. A partir da primeira d&eacute;cada do s&eacute;culo XXI uma nova rota passou a ser estabelecida entre essa regi&atilde;o produtora com os portos situados no rio Tapaj&oacute;s.</p>     <p>Esses dois grandes eixos de circula&ccedil;&atilde;o rodovi&aacute;rios que incluem a BR-364 entre Cuiab&aacute; e Porto Velho e BR-163 entre Cuiab&aacute; e Santar&eacute;m passaram a ter uma articula&ccedil;&atilde;o indissoci&aacute;vel com os portos e com as hidrovias na Amaz&ocirc;nia, onde atua&ccedil;&atilde;o de corpora&ccedil;&otilde;es do agroneg&oacute;cio como as empresas agroalimentares e de transportes instalaram-se e passaram a controlar o transporte das <i>commodities</i> a partir dos portos.</p>     <p>O processo atual de conclus&atilde;o das rodovias na Amaz&ocirc;nia, com destaque para a BR-163, e a constru&ccedil;&atilde;o de diversos portos fluviais denotam uma atua&ccedil;&atilde;o empresarial na regi&atilde;o amaz&ocirc;nica e uma forte articula&ccedil;&atilde;o com a regi&atilde;o produtora de gr&atilde;os. Nesse contexto, esse texto aborda a atua&ccedil;&atilde;o do Estado por meio das pol&iacute;ticas territoriais a atua&ccedil;&atilde;o das corpora&ccedil;&otilde;es agroalimentares e de transporte que passaram a construir portos e formar arranjos espaciais na Amaz&ocirc;nia instituindo uma articula&ccedil;&atilde;o entre a regi&atilde;o produtora, regi&atilde;o portu&aacute;ria e mercado internacional.</p>     <p>&nbsp;</p> <ol start="2">     <li><b> Pol&iacute;ticas territoriais </b></li>     </ol>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A constru&ccedil;&atilde;o de rodovias na Amaz&ocirc;nia foi sendo institu&iacute;da em momentos hist&oacute;ricos distintos, ap&oacute;s o final da d&eacute;cada de 1950. Inicialmente, o projeto consistia em construir grandes rodovias, que se interligavam &agrave; nova capital federal e &agrave;s demais capitais estaduais e regi&otilde;es, tendo em vista objetivos, como: facilitar a integra&ccedil;&atilde;o territorial e a mudan&ccedil;a da capital para o interior do pa&iacute;s atendiam preceitos geopol&iacute;ticos cl&aacute;ssicos; constituir integra&ccedil;&atilde;o de mercados; estabelecer novas infraestruturas, que alimentariam os parques industriais rec&eacute;m-instalados, com produ&ccedil;&atilde;o de m&aacute;quinas e ve&iacute;culos; agilizar deslocamento da frente pioneira para o centro-oeste.</p>     <p>A atua&ccedil;&atilde;o do Estado na Amaz&ocirc;nia, com distintos projetos que convergiam com a atua&ccedil;&atilde;o centrada na integra&ccedil;&atilde;o f&iacute;sica, no povoamento, na expans&atilde;o da frente pioneira e agr&iacute;cola, remete a uma estrutura de planejamento constitu&iacute;da por arranjos jur&iacute;dicos, institucionais e financeiros, nacional e estrangeiro, principalmente a &uacute;ltima, que teve somas vultosas de recursos internacionais via empr&eacute;stimos.</p>     <p>O planejamento, que constituiu um modelo te&oacute;rico, que norteia a a&ccedil;&atilde;o Estatal (Mindlin, 1975) na atua&ccedil;&atilde;o territorial, com inser&ccedil;&atilde;o de novos sistemas de engenharia, novas estruturas pol&iacute;ticas e jur&iacute;dicas e o norteamento de investimentos p&uacute;blicos e privados, conjuntamente, s&atilde;o e foram capazes de reorganizar partes do territ&oacute;rio. No caso de investimentos em infraestruturas, como transportes, energia etc., o crescimento pode ser planejado &ldquo;mesmo quando os objetivos mais gerais de crescimento de renda, emprego etc., ainda n&atilde;o est&atilde;o fixados&rdquo;, tendo como t&eacute;cnica de planejamento &ldquo;assegurar o equil&iacute;brio entre os n&iacute;veis de produ&ccedil;&atilde;o e a demanda de bens&rdquo; (Mindlin, 1975, pp. 16-17). A pr&oacute;pria decis&atilde;o de planejar &eacute; essencialmente pol&iacute;tica, atendendo interesses convergentes e difusos, geopol&iacute;ticos e geoecon&ocirc;micos, com destaque para a oferta e inser&ccedil;&atilde;o de infraestruturas de circula&ccedil;&atilde;o, pensadas como indutoras de atividades produtivas, ou seja, com capacidade de estabelecer um poss&iacute;vel efeito multiplicador.</p>     <p>Algumas caracter&iacute;sticas particulares desse planejamento do Estado, no caso do Brasil para as regi&otilde;es, principalmente a Amaz&ocirc;nica, consistiam numa possibilidade de reduzir as desigualdades regionais, com potencializa&ccedil;&atilde;o de aumento de atividades econ&ocirc;micas, infraestruturas e servi&ccedil;os.</p>     <p>A elei&ccedil;&atilde;o da Amaz&ocirc;nia como prioridade dos investimentos denotam uma conjuga&ccedil;&atilde;o de esfor&ccedil;os, alinhados a partir de 1968<a href="#_ftn1" name="_ftnref1"><sup><sup>[1]</sup></sup></a>, e com maior intensidade a partir de 1970, com os programas e projetos, paulatinamente executados naquela regi&atilde;o pol&iacute;tica. Mas, vale apontar que alguns elementos de planejamento, que pontuavam a regi&atilde;o como prioridade, j&aacute; estavam sendo orquestrados desde o governo presidencial de Juscelino Kubitschek, momento que em houve a constru&ccedil;&atilde;o de duas grandes rodovias entre a capital pol&iacute;tica e a Amaz&ocirc;nia.</p>     <p>A import&acirc;ncia da articula&ccedil;&atilde;o e de uma interliga&ccedil;&atilde;o territorial, por meio de sistemas de engenharia, como as rodovias, foram apontadas, no in&iacute;cio do s&eacute;culo XX, como elemento fundamentais para o Brasil, como se destaca:</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>A import&acirc;ncia, no caso, de uma liga&ccedil;&atilde;o terrestre ininterrupta era (e &eacute;) t&atilde;o evidente que, quando da mesma se cogitou, a&iacute; pelo primeiro dec&ecirc;nio do s&eacute;culo, um diplomata sul-americano (n&atilde;o brasileiro) afirmou que, quando o Brasil estabelecesse a liga&ccedil;&atilde;o ferrovi&aacute;ria entre o Norte e o Sul, seria um pa&iacute;s invenc&iacute;vel na Am&eacute;rica do Sul (Silva, 1951, p. 8).</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>As rodovias constru&iacute;das, principalmente entre a capital em dire&ccedil;&atilde;o &agrave;s regi&otilde;es, com destaque para o Mato Grosso, tinham como prop&oacute;sito &ldquo;inibir as tend&ecirc;ncias centr&iacute;fugas da Bacia do Prata&rdquo; (Albuquerque, 2015, p. 69), rompendo as poss&iacute;veis influ&ecirc;ncias argentinas em territ&oacute;rio brasileiro. De forma semelhante, para reduzir essas influ&ecirc;ncias, o Estado passou a investir em infraestruturas de circula&ccedil;&atilde;o, como em ferrovias e grandes rodovias, articulando todo o territ&oacute;rio nacional, inclusive as &aacute;reas de fronteiras do Centro-Oeste.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A penetra&ccedil;&atilde;o do territ&oacute;rio brasileiro, por meio da ocupa&ccedil;&atilde;o e do estabelecimento de atividades produtivas voltadas ao com&eacute;rcio, deu-se, inicialmente, pelo rio Amazonas, tendo-se, atualmente, uma conjuntura que articula o rio Amazonas e o Centro-Oeste, promovendo uma concep&ccedil;&atilde;o cl&aacute;ssica de geopol&iacute;tica brasileira em uma anula&ccedil;&atilde;o da influ&ecirc;ncia argentina no Centro-Oeste, com destaque para o Mato Grosso, o qual faz parte de uma regi&atilde;o (Albuquerque, 2015) que se projeta como &ldquo;centro geogr&aacute;fico do continente&rdquo; (Travassos, 1937, p. 115) e, atualmente, como uma zona de soldadura continental, formada por uma extensa rede de circula&ccedil;&atilde;o e integra&ccedil;&atilde;o, al&eacute;m da produ&ccedil;&atilde;o agr&iacute;cola de gr&atilde;os, presente na regi&atilde;o e que comp&otilde;e essa zona, que n&atilde;o somente concentrou &iacute;ndices de desmatamento como mant&eacute;m um <i>player</i> de inova&ccedil;&otilde;es voltadas &agrave; produ&ccedil;&atilde;o e ao cultivo de gr&atilde;os. Ainda, essa zona est&aacute; integrada fisicamente em decorr&ecirc;ncia da pr&oacute;pria atua&ccedil;&atilde;o estatal em tempos pret&eacute;ritos, mas o dom&iacute;nio desta &eacute; essencialmente econ&ocirc;mica e controlada pelo mercado, via grandes corpora&ccedil;&otilde;es internacionais e nacionais, que adquirem e processam os gr&atilde;os, tendo apenas uma que tem o dom&iacute;nio das terras e o sistema produtivo, que &eacute; o caso da Amaggi.</p>     <p>A constru&ccedil;&atilde;o dessas rodovias estava associada a uma pol&iacute;tica de ocupa&ccedil;&atilde;o das suas respectivas margens, no entanto, como aponta Ianni (1979, p. 13), &ldquo;as rodovias n&atilde;o podem ser tomadas sempre como precursoras da chegada de posseiros, grileiros, latifundi&aacute;rios, empres&aacute;rios, agentes do poder p&uacute;blico, igrejas e seitas, bancos e outros ind&iacute;cios da metamorfose da terra virgem&rdquo; em atividades agr&iacute;colas e camponesas. A constru&ccedil;&atilde;o das rodovias caminhava par em par com a ocupa&ccedil;&atilde;o das novas &aacute;reas, sendo &ldquo;ineg&aacute;vel que a constru&ccedil;&atilde;o da rodovia tende a assinalar uma nova fase na forma&ccedil;&atilde;o ou desenvolvimento das atividades econ&ocirc;micas e pol&iacute;ticas em cada &aacute;rea&rdquo; (Ianni, 1979, p. 13).</p>     <p>A primeira etapa dessa coloniza&ccedil;&atilde;o ao longo das BR-230 e BR-163 - na por&ccedil;&atilde;o setentrional desta &uacute;ltima - ocorreu entre 1971 at&eacute; 1974, &ldquo;quando o Estado, [por meio] do INCRA (Instituto Nacional de Coloniza&ccedil;&atilde;o e Reforma Agr&aacute;ria), criou as condi&ccedil;&otilde;es para a instala&ccedil;&atilde;o dos primeiros colonos na &aacute;rea&rdquo;, caracterizando-se como etapa de assentamento oficial com recursos financeiros, administrativos e t&eacute;cnicos, edifica&ccedil;&atilde;o de agrovilas e agr&oacute;poles, e uma intensa propaganda oficial dos projetos de coloniza&ccedil;&atilde;o e da oferta de trabalho na regi&atilde;o, almejando atrair pessoas para as margens das rodovias, oriundas de outras regi&otilde;es do pa&iacute;s (Miranda, 1990a).</p>     <p>A segunda etapa consistiu, ap&oacute;s o ano de 1974, na redu&ccedil;&atilde;o dos trabalhos de coloniza&ccedil;&atilde;o e de assentamentos, tendo estabelecido um movimento espont&acirc;neo de circula&ccedil;&atilde;o de pessoas e de ocupa&ccedil;&atilde;o (Miranda, 1990a), com redu&ccedil;&atilde;o substancial das atividades do INCRA na coloniza&ccedil;&atilde;o e no apoio aos produtores inseridos naquela regi&atilde;o<a href="#_ftn2" name="_ftnref2"><sup><sup>[2]</sup></sup></a>.</p>     <p>Uma das altera&ccedil;&otilde;es substanciais que ocorreram no processo de coloniza&ccedil;&atilde;o das terras na Amaz&ocirc;nia deu-se a partir do Decreto n. 74.607, de 25 de setembro de 1974, dispondo sobre a cria&ccedil;&atilde;o do Programa de Polos de Desenvolvimento Agropecu&aacute;rio e Agromineral da Amaz&ocirc;nia - POLAMAZ&Ocirc;NIA, com objetivo centrado no Art. 1&deg; &ldquo;[&hellip;] com a finalidade de promover o aproveitamento integrado das potencialidades agropecu&aacute;rias, agroindustriais, florestais e minerais, em &aacute;reas priorit&aacute;rias da Amaz&ocirc;nia&rdquo;, em 15 &aacute;reas<a href="#_ftn3" name="_ftnref3"><sup><sup>[3]</sup></sup></a> priorit&aacute;rias, com articula&ccedil;&atilde;o e atua&ccedil;&atilde;o interministerial e com outros programas que estavam em curso, como: o Programa de Integra&ccedil;&atilde;o Nacional - PIN &ndash; desde 16 de junho de 1970; Programa de Redistribui&ccedil;&atilde;o de Terras e de Est&iacute;mulo &agrave; Agroind&uacute;stria do Norte e do Nordeste - PROTERRA - 6 de junho de 1971; Superintend&ecirc;ncia do Desenvolvimento da Amaz&ocirc;nia - SUDAM, desde 1966; Superintend&ecirc;ncia do Desenvolvimento do Centro-Oeste - SUDECO, desde 1971; e do Banco da Amaz&ocirc;nia S. A. - BASA, desde 1942.</p>     <p>O POLAMAZ&Ocirc;NIA teve, na sua cria&ccedil;&atilde;o, a destina&ccedil;&atilde;o de somas colossais<a href="#_ftn4" name="_ftnref4"><sup><sup>[4]</sup></sup></a> de recursos financeiros para os 15 projetos e instituiu mudan&ccedil;as radicais na coloniza&ccedil;&atilde;o oficial, a qual, segundo Ianni (1979, p. 39), &ldquo;passa a um segundo plano, ao passo que a coloniza&ccedil;&atilde;o particular ganha mais dinamismo [&hellip;]&rdquo; sendo que a partir de 1974, as empresas privadas de coloniza&ccedil;&atilde;o ganhou novo impulso, ao mesmo tempo que o pr&oacute;prio poder p&uacute;blico colocou a coloniza&ccedil;&atilde;o oficial em plano secund&aacute;rio&rdquo;.</p>     <p>A gest&atilde;o empreendida pelo Estado para a organiza&ccedil;&atilde;o do territ&oacute;rio teve substanciais altera&ccedil;&otilde;es entre o per&iacute;odo em que ocorreu a constru&ccedil;&atilde;o de sistemas de engenharia, como a rodovia BR-163, entre os estados do Par&aacute; e Mato Grosso, com institui&ccedil;&atilde;o de uma forma de organiza&ccedil;&atilde;o espacial e territorial constitu&iacute;da na inser&ccedil;&atilde;o de novos projetos de coloniza&ccedil;&atilde;o e de demais projetos de minera&ccedil;&atilde;o e de pecu&aacute;ria, inserindo ainda novos fluxos antes inexistentes, e estes tendo uma participa&ccedil;&atilde;o essencialmente privada com o transporte de carga e de passageiros que passou a existir ap&oacute;s a constru&ccedil;&atilde;o das rodovias e da inser&ccedil;&atilde;o de uma din&acirc;mica econ&ocirc;mica com os projetos e com os fluxos migrat&oacute;rios e com as pessoas circulando entre vilas, assentamentos e cidades, formando, num primeiro momento, um arranjo espacial que tinha as rodovias e os ramais como principal elo entre as atividades econ&ocirc;micas e sociais.</p>     <p>A organiza&ccedil;&atilde;o territorial, constitu&iacute;da a partir da segunda metade do s&eacute;culo XX, com duas por&ccedil;&otilde;es territoriais conectadas pela rodovia BR-163, com a por&ccedil;&atilde;o norte do Estado do Mato Grosso e a por&ccedil;&atilde;o Oeste do estado do Par&aacute;, possui estruturas territoriais distintas. Obviamente, uma das heterogeneidades est&aacute; associada a pr&oacute;pria atua&ccedil;&atilde;o estatal em ambas as fra&ccedil;&otilde;es territoriais, apresentando, na por&ccedil;&atilde;o setentrional, em conex&atilde;o com a rodovia Transamaz&ocirc;nica, um processo de ocupa&ccedil;&atilde;o induzido pelo Estado com objetivo de aumentar a densidade demogr&aacute;fica e a produ&ccedil;&atilde;o de alimentos, via assentamentos rurais com atua&ccedil;&atilde;o do INCRA.</p>     <p>Na fase de coloniza&ccedil;&atilde;o das terras ao longo da BR-163, no estado do Mato Grosso<a href="#_ftn5" name="_ftnref5"><sup><sup>[5]</sup></sup></a>, as empresas privadas, principalmente do Sul do pa&iacute;s, segundo Miranda (1990b, p. 48), passaram a atuar na coloniza&ccedil;&atilde;o, pelo aproveitamento da conjuntura de incentivos fiscais que &ldquo;(&hellip;) aliava &agrave; presen&ccedil;a de grandes extens&otilde;es de terras pass&iacute;veis de serem apropriadas, praticamente livres de disputas, a situa&ccedil;&atilde;o de press&atilde;o sobre a terras nas ex-fronteiras agr&iacute;colas do Sul&rdquo;.</p>     <p>Um dos principais programas, articulado diretamente com a pol&iacute;tica rodovi&aacute;ria de coloniza&ccedil;&atilde;o e de ocupa&ccedil;&atilde;o territorial e econ&ocirc;mica, foi o Programa de Desenvolvimento dos Cerrados-POLOCENTRO, institu&iacute;do pelo Decreto n. 75.320, de 29 de janeiro de 1975, que tinha como objetivo, presente no Art 1&deg;, &ldquo;promover o desenvolvimento e a moderniza&ccedil;&atilde;o das atividades agropecu&aacute;rias no Centro-Oeste e no Oeste do Estado de Minas Gerais, mediante a ocupa&ccedil;&atilde;o racional de &aacute;reas selecionadas, com caracter&iacute;sticas de cerrado&rdquo; (Brasil, 1975). Esse programa visava, ainda, a instala&ccedil;&atilde;o de sistemas de engenharia, como armaz&eacute;ns e rodovias, incluindo o desenvolvimento de pesquisas de sementes para propiciar o cultivo, principalmente de soja, no cerrado.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>De forma concomitante &agrave; cria&ccedil;&atilde;o do POLOCENTRO, o governo brasileiro estava estabelecendo com o governo japon&ecirc;s uma coopera&ccedil;&atilde;o t&eacute;cnica denominada Japan Internacional Cooperation Agency - JICA, tendo uma das bases firmadas em 1974, durante o governo do presidente General Geisel, com objetivo de desenvolver a planta&ccedil;&atilde;o de gr&atilde;os no cerrado. No ano de 1976, foi estabelecido o Programa Nipo-Brasileiro de Coopera&ccedil;&atilde;o para o Desenvolvimento Agr&iacute;cola da Regi&atilde;o do Cerrado &ndash;PRODECER, que objetivava a expans&atilde;o da produ&ccedil;&atilde;o de arroz e de soja para atender as demandas crescentes do mercado internacional, com destaque para o consumo interno do Jap&atilde;o (Oliveira, 2016), pa&iacute;s &ldquo;que havia sofrido um grande impacto com o embargo &agrave; exporta&ccedil;&atilde;o da soja imposto pelos Estados Unidos em 1973&rdquo; (JICA, 2009, S/P).</p>     <p>De um lado, a expans&atilde;o dos cultivos de gr&atilde;os &ndash; milho e soja - estava associada a uma conjuntura internacional, com um mercado parcialmente cativo pela demanda de soja e de prote&iacute;na e o aumento da produ&ccedil;&atilde;o que passava a circular e articular distintos pontos do territ&oacute;rio, a pr&oacute;pria rede de produ&ccedil;&atilde;o est&aacute; baseada na exist&ecirc;ncia e na fluidez de uma rede de circula&ccedil;&atilde;o que conecta a estrutura produtiva, que envolve cidades e &aacute;reas de planta&ccedil;&atilde;o, e estas se articulam por meio das vias de circula&ccedil;&atilde;o, permitindo a concretiza&ccedil;&atilde;o da mercadoria dentro do sistema produtivo.</p>     <p>No in&iacute;cio da d&eacute;cada de 1980, o Brasil passou por um per&iacute;odo de aguda crise econ&ocirc;mica, &ldquo;ocasionada por choques externos e internos&rdquo;, eleva&ccedil;&atilde;o dos pre&ccedil;os externos, evolu&ccedil;&atilde;o da taxa de juros, &ldquo;onerando ainda mais o pagamento da d&iacute;vida externa&rdquo; (Kon, 2010c, p. 111).</p>     <p>Para Severo (1984, pp. 84-130), o modal rodovi&aacute;rio perdeu prioridade relativa como investimento<a href="#_ftn6" name="_ftnref6"><sup><sup>[6]</sup></sup></a>, afirmando que &ldquo;a partir de 1974, os investimentos federais em rodovias v&ecirc;m sendo sensivelmente reduzidos de ano para ano&rdquo;, resultando em uma elevada deteriora&ccedil;&atilde;o da rede rodovi&aacute;ria nacional, "al&eacute;m de colocar o escoamento da produ&ccedil;&atilde;o em situa&ccedil;&atilde;o dif&iacute;cil, &eacute; aprofundamento danoso &agrave; economia do Pa&iacute;s&rdquo;, e, no caso da Amaz&ocirc;nia, a produ&ccedil;&atilde;o de alimentos, escoamento, os fluxos entre as cidades, vilas, distritos e assentamentos existentes ao longo das rodovias foram comprometidos e com fluxos sendo estabelecidos de forma sazonal.</p>     <p>A busca por aperfei&ccedil;oar os sistemas de transportes para o deslocamento, principalmente, de cargas e de <i>commoditie</i>s passou a ter prioridade em decorr&ecirc;ncia da pr&oacute;pria paralisa&ccedil;&atilde;o de investimentos dedicados &agrave; amplia&ccedil;&atilde;o e consolida&ccedil;&atilde;o dos eixos constru&iacute;dos d&eacute;cadas anteriores, e com a inser&ccedil;&atilde;o de novas din&acirc;micas agr&iacute;colas e industriais que, do ponto e vista regional, as &aacute;reas que tiveram a inser&ccedil;&atilde;o de pol&iacute;ticas p&uacute;blicas que visavam amplia&ccedil;&atilde;o da produ&ccedil;&atilde;o come&ccedil;aram a ter, durante as d&eacute;cadas de 80 e 90, aumento substancial de produ&ccedil;&atilde;o de gr&atilde;os com a incorpora&ccedil;&atilde;o do pa&iacute;s ao sistema produtivo mundial, com circuitos espaciais de produ&ccedil;&atilde;o e c&iacute;rculos de coopera&ccedil;&atilde;o<a href="#_ftn7" name="_ftnref7"><sup><sup>[7]</sup></sup></a>, mantendo-se praticamente os mesmos sistemas de engenharia, implantados antes dos projetos de incentivo de expans&atilde;o das atividades agr&iacute;colas, o que ocasionou estrangulamentos e aumento consider&aacute;vel das viscosidades localizadas &ndash; gargalos infraestruturais - ao longo dos principais eixos de circula&ccedil;&atilde;o.</p>     <p>Se de um lado tem a forma&ccedil;&atilde;o de gargalos log&iacute;sticos e de outro uma expans&atilde;o substancial da produ&ccedil;&atilde;o agr&iacute;cola, a fluidez, ao longo do territ&oacute;rio, come&ccedil;ou a ter estrangulamentos com uma base de circula&ccedil;&atilde;o sucateada e um descompasso<a href="#_ftn8" name="_ftnref8"><sup><sup>[8]</sup></sup></a> entre o material fixo, material rodante e o volume a ser transportado, principalmente as <i>commodities</i>, que apresentam as caracter&iacute;sticas de &ldquo;alto peso, grande volume e baixo valor agregado&rdquo; (Silveira, 2009).</p>     <p>Um dos requisitos para amplia&ccedil;&atilde;o da circula&ccedil;&atilde;o de mercadorias e do capital e a pr&oacute;pria redu&ccedil;&atilde;o dos custos de produ&ccedil;&atilde;o e dos custos de servi&ccedil;os &ndash; o que inclui os transportes - e acelera&ccedil;&atilde;o do tempo de deslocamento, o aumento da quantidade transportada e a sele&ccedil;&atilde;o dos melhores eixos s&atilde;o uma das caracter&iacute;sticas das demandas empresariais globais, nacionais e regionais, mas, principalmente, globais.</p>     <p>A redu&ccedil;&atilde;o do &ldquo;Custo Brasil&rdquo;<a href="#_ftn9" name="_ftnref9"><sup><sup>[9]</sup></sup></a> (Brasil, 1996) e a possibilidade de um &ldquo;Apag&atilde;o Log&iacute;stico&rdquo; &ndash; que n&atilde;o ocorreu &ndash; s&atilde;o alguns elementos que foram utilizados para justificar os investimentos p&uacute;blicos em infraestruturas. O &ldquo;Custo Brasil&rdquo; correspondia, e ainda corresponde, aos valores de capital, aplicados para o deslocamento das mercadorias no Brasil. Alguns fatores colaboram para o elevado valor do custo de transporte, como as infraestruturas fixas com aus&ecirc;ncia de manuten&ccedil;&atilde;o ou sem pavimento, as quais, de algum modo oneram o valor final do deslocamento. Porquanto, um dos problemas que favorecem no aumento do que se convencionou denominar de &ldquo;custo Brasil&rdquo; estaria centrado nas infraestruturas de circula&ccedil;&atilde;o e que s&atilde;o de responsabilidade do Estado, mas outros agregados entram nesse custo e englobam as infraestruturas da iniciativa privada, como armaz&eacute;ns, portos, p&aacute;tios de triagem etc. A rigor, um dos caminhos para reduzir os custos e evitar um &ldquo;apag&atilde;o log&iacute;stico&rdquo; foi tra&ccedil;ado &ldquo;devido &agrave; forte aplica&ccedil;&atilde;o&nbsp;log&iacute;stica, realizada no pa&iacute;s para atender &agrave;s demandas corporativas. O planejamento log&iacute;stico aumentou a&nbsp;efici&ecirc;ncia dos modais de transportes, para elimina&ccedil;&atilde;o de desperd&iacute;cios (melhores rotas e menor tempo de percurso)&rdquo; (Silveira, 2009).</p>     <p>Compreende-se que esse &ldquo;custo Brasil&rdquo; n&atilde;o engloba somente as infraestruturas de transporte, como as rodovias, ferrovias, os portos e aeroportos; o custo &eacute; constitu&iacute;do tamb&eacute;m pela estrutura jur&iacute;dica e tribut&aacute;ria do pa&iacute;s, e pela forma como as empresas se organizam para operarem os deslocamentos das cargas. Obviamente, que uma parte do discurso oficial e econ&ocirc;mico consiste na necessidade de investimentos em infraestruturas para a poss&iacute;vel redu&ccedil;&atilde;o desse custo, contudo, apesar de necess&aacute;rio, essa n&atilde;o &eacute; a &uacute;nica pe&ccedil;a que incorpora esse custo.</p>     <p>Os ENIDS<a href="#_ftn10" name="_ftnref10"><sup><sup>[10]</sup></sup></a> ou, como foram denominados, os corredores de integra&ccedil;&atilde;o tinham, naquele momento, o objetivo de consolidar a integra&ccedil;&atilde;o das diferentes economias regionais e propiciar uma articula&ccedil;&atilde;o regional, com o mercado nacional e internacional, sendo que, para isso, foram selecionados nove principais eixos: Arco-Norte<a href="#_ftn11" name="_ftnref11"><sup><sup>[11]</sup></sup></a>; Madeira-Amazonas; Araguaia-Tocantins; Oeste; Sudoeste; Transnordestino; SaÌƒo Francisco; Rede Sudeste; e Sul (Rocha, Gon&ccedil;alves, 2017).</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>O Plano Plurianual do per&iacute;odo de 2000 at&eacute; 2003, elaborado dentro do segundo mandato presidencial de Fernando Henrique Cardoso 1999-2003, consistiu no lan&ccedil;amento, por meio da Lei n. 9.989, de 21 de julho de 2000, do Programa denominado Avan&ccedil;a Brasil, com um modelo de gastos p&uacute;blicos e com &ldquo;programas e a&ccedil;&otilde;es que passariam a ser organizados, visando a solu&ccedil;&atilde;o dos problemas detectados ou de atendimento de demandas espec&iacute;ficas da sociedade&rdquo; (Kon, 2010d, p. 267).</p>     <p>Nesse primeiro momento, n&atilde;o houve a inclus&atilde;o da rodovia Cuiab&aacute;-Santar&eacute;m como um ENID, mantendo a prioridade de investimentos na pavimenta&ccedil;&atilde;o do eixo Manaus-Caracas, conclu&iacute;do em 1998, e tendo, no caso da primeira liga&ccedil;&atilde;o, apenas investimentos na melhoria das condi&ccedil;&otilde;es de trafegabilidade.</p>     <p>Apesar da n&atilde;o inclus&atilde;o da BR-163 como ENID, a rodovia est&aacute; relacionada entre os &ldquo;Corredores de Transportes Multimodais&rdquo;, como &ldquo;Corredor Cuiab&aacute;-Santar&eacute;m (ou Teles Pires &ndash; Tapaj&oacute;s)&rdquo; o que abrangia uma grande fra&ccedil;&atilde;o territorial, tendo como uma das premissas a vincula&ccedil;&atilde;o desses corredores com o &acirc;mbito continental, nacional ou regional, incluindo pelo menos duas ou at&eacute; mais dessas dimens&otilde;es (Licio, 1995, p. 3).</p>     <p>A proposta dos ENIDS, como planeamento territorial e estrat&eacute;gico, reproduziu uma vis&atilde;o economicista, amarrada ao atendimento dos interesses de Cadeias Agroindustriais, com o deslocamento das <i>commodities</i>, almejando a reduzir o &ldquo;custo Brasil&rdquo;, atrair investimentos privados e inserir a produ&ccedil;&atilde;o nacional de forma mais competitiva no mercado internacional (Castillo, 2004).</p>     <p>A inclus&atilde;o definitiva, que corresponde a a&ccedil;&otilde;es concretas de pavimenta&ccedil;&atilde;o da rodovia BR-163, ocorreu praticamente uma d&eacute;cada depois de ela fazer parte do Programa Brasil em A&ccedil;&atilde;o, no ano de 2007, dentro do Programa de Acelera&ccedil;&atilde;o do Crescimento-PAC 1, embora seu an&uacute;ncio de pavimenta&ccedil;&atilde;o j&aacute; estava divulgado desde 2005.</p>     <p>Para dar in&iacute;cio &agrave; pavimenta&ccedil;&atilde;o da totalidade da rodovia e minimizar os poss&iacute;veis avan&ccedil;os da redu&ccedil;&atilde;o da cobertura florestal, em decorr&ecirc;ncia da expans&atilde;o da frente pioneira e da fronteira agr&iacute;cola, o governo federal, via um programa interministerial, estruturou uma proposta que consistia em realizar um ordenamento territorial ao longo do eixo da Cuiab&aacute;-Santar&eacute;m, com o prop&oacute;sito de estabelecer uma redu&ccedil;&atilde;o dos problemas fundi&aacute;rios, ambientais e sociais.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>2.5. Ordenamento Territorial: Uma proposta elaborada para a BR-163</b></p>     <p>Organizar as atividades que podem ser estabelecidas e fortalecidas e reduzir as desigualdades regionais e locais foram metas estabelecidas pelo governo federal, que incluiu a &aacute;rea de influ&ecirc;ncia da BR-163, que engloba uma fra&ccedil;&atilde;o territorial de 6,8 milh&otilde;es de hectares, definidos na &Aacute;rea de Limita&ccedil;&atilde;o Administrativa Provis&oacute;ria - ALAP.</p>     <p>O ordenamento territorial, mencionado na Constitui&ccedil;&atilde;o de 1988, aponta, no Art. 21, IX<a href="#_ftn12" name="_ftnref12"><sup><sup>[12]</sup></sup></a>, a compet&ecirc;ncia da Uni&atilde;o de elaborar e executar planos nacionais e regionais de ordenamento do territ&oacute;rio<a href="#_ftn13" name="_ftnref13"><sup><sup>[13]</sup></sup></a>, incorpora, ainda, o desenvolvimento econ&ocirc;mico e social e o in&iacute;cio das oficinas, tendo como cerne a constru&ccedil;&atilde;o das propostas do Plano-Nacional de Ordenamento Territorial-PNOT, que ocorreram no ano de 2003.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>O foco das abordagens do ordenamento territorial ocorreu primeiro de forma geral para, posteriormente, centrar a discuss&atilde;o no vetor de log&iacute;stica e nos planos governamentais, elaborados para o eixo da BR-163.&nbsp;</p>     <p>Como pol&iacute;tica territorial contempor&acirc;nea em constru&ccedil;&atilde;o, o PNOT, em sua proposta, abordava um conjunto de elementos que, como os cen&aacute;rios contempor&acirc;neos das pol&iacute;ticas territoriais, torna-se um subs&iacute;dio t&eacute;cnico para constru&ccedil;&atilde;o do PNOT com alguns eixos o que inclui-se a log&iacute;stica, esta como um dos principais vetores da reestrutura&ccedil;&atilde;o do territ&oacute;rio, e nesse contexto, inclui-se o &ldquo;Plano de Desenvolvimento Sustent&aacute;vel para a &Aacute;rea de Influ&ecirc;ncia da BR-163&rdquo;, consistindo numa gama variada de a&ccedil;&otilde;es e de interven&ccedil;&otilde;es, que almejam o desenvolvimento econ&ocirc;mico da regi&atilde;o onde est&aacute; inserida a rodovia (Rucker, 2007).</p>     <p>Efetivar mecanismos capazes de viabilizar as pol&iacute;ticas territoriais, estruturadas no plano prim&aacute;rio, como projeto, e possibilitar o direcionamento dos caminhos para sua respectiva execu&ccedil;&atilde;o.</p>     <p>Fazendo uma avalia&ccedil;&atilde;o profunda, destaca-se que o PAS n&atilde;o obteve &ecirc;xito, ficando no meio do caminho, n&atilde;o se concretizando em suas diretrizes e propostas. O que se tem, de fato, &eacute; o encaminhamento da proposta de conclus&atilde;o da rodovia, que tamb&eacute;m encaminha de forma muito lenta, tendo o an&uacute;ncio da conclus&atilde;o adiado in&uacute;meras vezes desde 2012, quando apenas &ldquo;62% das obras de pavimenta&ccedil;&atilde;o da rodovia Cuiab&aacute;-Santar&eacute;m estavam conclu&iacute;das&rdquo; (Rente Le&atilde;o, 2017, p. 314). Atualmente, a rodovia est&aacute; com 90% do trecho paraense pavimentado, do total de 707,4km, 658 km est&atilde;o pavimentados, da divisa entre Mato Grosso e Par&aacute; at&eacute; o distrito de Miritituba, restando pavimentar 49 km (DNIT, 2018; DNIT, 2019a).</p>     <p>Se, do ponto de vista internacional, a rodovia BR-163 estava inserida na proposta da IIRSA, como uma das articuladoras de grandes eixos continentais na Am&eacute;rica do Sul, na proposta nacional, apresentada pelo Programa de Acelera&ccedil;&atilde;o do Crescimento - PAC 1, inclu&iacute;do no PAC 2 e PAC 3, a rodovia passou a ser um dos eixos priorit&aacute;rios, do programa e do governo federal ap&oacute;s o ano de 2008.</p>     <p>Um dos objetivos da pavimenta&ccedil;&atilde;o da rodovia BR-163 &eacute; &ldquo;reduzir os custos da produ&ccedil;&atilde;o local. Inverter o fluxo de caminh&otilde;es do Porto de Santos e Paranagu&aacute; para o Porto fluvial de Santar&eacute;m/PA. Da&iacute;, a produ&ccedil;&atilde;o seguir&aacute; pelo Rio Amazonas at&eacute; Barcarena, chegando ao Oceano Atl&acirc;ntico&rdquo; (IIRSA/COSIPLAN, 2018). Nesse aspecto, a rodovia insere-se num contexto geoecon&ocirc;mico, formado pela poss&iacute;vel redu&ccedil;&atilde;o de custos e de tempo de deslocamento e contribui para o estabelecimento de atividades de suporte &agrave; produ&ccedil;&atilde;o, de troca, circula&ccedil;&atilde;o, distribui&ccedil;&atilde;o e de consumo (Costa, 2012, p. 50).</p>     <p>&nbsp;</p> <ol start="3">     <li><b> Portos e novos arranjos espaciais na Amaz&ocirc;nia</b></li>     </ol>     <p>Com a conclus&atilde;o de parte das obras de pavimenta&ccedil;&atilde;o da rodovia BR-163 no estado do Par&aacute;, houve a constru&ccedil;&atilde;o de novos portos graneleiros, das quais se destacam: os portos que possuem articula&ccedil;&atilde;o direta com a rodovia; a atua&ccedil;&atilde;o das corpora&ccedil;&otilde;es; os novos arranjos espaciais institu&iacute;dos; e a gest&atilde;o do territ&oacute;rio, estabelecida pelas empresas ligadas aos transportes de carga e de processamento.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Nesse aspecto, vale mencionar que o Estado n&atilde;o somente constr&oacute;i grandes rodovias, como busca a conclus&atilde;o dos principais eixos de circula&ccedil;&atilde;o n&atilde;o pavimentados. Contudo, nota-se a inser&ccedil;&atilde;o de v&aacute;rios portos na bacia Amaz&ocirc;nica, para permitir o transporte fluvial e mar&iacute;timo da produ&ccedil;&atilde;o de gr&atilde;os, oriunda do Centro-Oeste (<a href="/img/revistas/got/n19/n19a04f1.gif">Figura 1</a>). &Eacute; por esse motivo que, no t&iacute;tulo deste cap&iacute;tulo, anuncia-se essa altera&ccedil;&atilde;o e din&acirc;mica, as quais n&atilde;o est&atilde;o mais relacionadas ao papel somente do Estado, mas &eacute; tamb&eacute;m papel das empresas de transporte e das processadoras.</p>      
<p>Se no passado houve uma atua&ccedil;&atilde;o internacional &ndash; japonesa - para fomentar a inser&ccedil;&atilde;o de soja e milho no Centro-Oeste, tr&ecirc;s d&eacute;cadas mais tarde, no s&eacute;culo XXI, o continente asi&aacute;tico continua tendo uma forte articula&ccedil;&atilde;o com a produ&ccedil;&atilde;o do Centro-Oeste e nacional de forma geral, no presente o ator sintagm&aacute;tico &eacute; outro e n&atilde;o mais opera em sistema de coopera&ccedil;&atilde;o, como foi no passado, mas na aquisi&ccedil;&atilde;o da produ&ccedil;&atilde;o que, em parte, &eacute; exportada para a &Aacute;sia (Tabela <a name="q1"><a href="/img/revistas/got/n19/n19a04q1.gif">1</a> e <a name="q2"><a href="/img/revistas/got/n19/n19a04q2.gif">2</a>).</p>      
<p>Essa demanda asi&aacute;tica, e mundial, pelo consumo de soja, foi um dos motores da expans&atilde;o recente da produ&ccedil;&atilde;o no Brasil dessas cultivares, e, como houve um deslocamento geogr&aacute;fico dessa produ&ccedil;&atilde;o para a regi&atilde;o Amaz&ocirc;nia, novos eixos passaram a ser inseridos como alternativas aos caminhos tradicionais, que ficaram long&iacute;nquos dos portos.</p>     <p>Nesse contexto, uma parte do Oeste do estado do Par&aacute;, principalmente nos munic&iacute;pios de Itaituba, Rur&oacute;polis, Novo Progresso, Trair&atilde;o e o distrito de Castelo dos Sonhos, pertencente ao munic&iacute;pio de Altamira, est&atilde;o vinculados &agrave;s din&acirc;micas de transportes de gr&atilde;os oriundos da produ&ccedil;&atilde;o do Centro-Oeste, onde a atua&ccedil;&atilde;o das corpora&ccedil;&otilde;es constituiu um processo de reestrutura&ccedil;&atilde;o, com destaque para Itaituba com a instala&ccedil;&atilde;o de portos na por&ccedil;&atilde;o setentrional do corredor de exporta&ccedil;&atilde;o.</p>     <p>Uma parte da Amaz&ocirc;nia brasileira assumiu car&aacute;ter de regi&atilde;o funcional para a circula&ccedil;&atilde;o de <i>commodities</i>, principalmente agr&iacute;colas, se inserindo, tamb&eacute;m, como produtora de gr&atilde;os de soja e milho, em menor escala que o escoamento realizado. Esse car&aacute;ter funcional, ora sendo um projeto do Estado, para viabilizar a circula&ccedil;&atilde;o interna no pa&iacute;s e, como projeto extranacional, para permitir uma fluidez entre os pa&iacute;ses lindeiros com o Brasil, em especial no eixo Amaz&ocirc;nico; ora essa circula&ccedil;&atilde;o tamb&eacute;m &eacute; imposta pelas din&acirc;micas econ&ocirc;micas, que passaram a direcionar o escoamento da produ&ccedil;&atilde;o do Centro-Oeste para os eixos e portos que se apresentam como mais rent&aacute;veis que os tracionais corredores de exporta&ccedil;&atilde;o de <i>commodities</i> do Brasil, isto &eacute;: Santos, Paranagu&aacute;, Rio Grande e Vit&oacute;ria.</p>     <p>Essa din&acirc;mica dos fluxos e dos investimentos direcionados para a Amaz&ocirc;nia est&aacute; associada a uma inser&ccedil;&atilde;o de din&acirc;micas justapostas com uma forte liga&ccedil;&atilde;o ao mercado internacional. Em outro contexto, para Haesbaert (2010, p. 151), &ldquo;o que temos que destacar dentro desse quadro contradit&oacute;rio entre antigas e novas din&acirc;micas s&atilde;o justamente as imbrica&ccedil;&otilde;es escalares proporcionadas, principalmente, pela diversifica&ccedil;&atilde;o dos circuitos globalizadores&rdquo; Essa diversifica&ccedil;&atilde;o dos circuitos opera como polos que, ao mesmo tempo, possuem uma concentra&ccedil;&atilde;o de investimentos em um dado territ&oacute;rio e uma pulveriza&ccedil;&atilde;o das infraestruturas e dos produtos de uma dada empresa, sendo que, neste &uacute;ltimo caso, sua participa&ccedil;&atilde;o passa a ser em escala global.</p>     <p>Essas novas configura&ccedil;&otilde;es espaciais significam mudan&ccedil;as na organiza&ccedil;&atilde;o espacial do transporte de gr&atilde;os, n&atilde;o alterando as rotas internas de escoamento como um todo, apenas uma parte, a qual &eacute; redirecionada dos eixos de escoamento, via litoral, para a bacia Amaz&ocirc;nica, tendo o controle eminentemente privado das opera&ccedil;&otilde;es de transporte com um aparato estatal que, em uma a&ccedil;&atilde;o conjunta, reorganizou os arranjos espaciais para fins de manuten&ccedil;&atilde;o e de reprodu&ccedil;&atilde;o dos empreendimentos relacionados aos circuitos produtivos e de circula&ccedil;&atilde;o das <i>commodities</i>.</p>     <p>Toda essa organiza&ccedil;&atilde;o espacial, composta pelos arranjos vis&iacute;veis, possui uma articula&ccedil;&atilde;o local, regional, nacional e global por meio das fazendas, silos, p&aacute;tio de triagem, portos com deslocamentos que atravessam v&aacute;rias cidades e estados do Brasil e o deslocamento dos portos para outros portos se faz parte do com&eacute;rcio exterior, tendo, &agrave;s vezes, uma atua&ccedil;&atilde;o essencialmente local/regional, com fortes v&iacute;nculos com a rela&ccedil;&atilde;o global com o circuito fazenda-silo-porto, ou seja, deslocamento dentro de um mesmo estado. A rigor, a atua&ccedil;&atilde;o das corpora&ccedil;&otilde;es internacionais e nacionais, que processam e adquirem a produ&ccedil;&atilde;o nacional, passaram a investir e a dominar as cadeias log&iacute;sticas dentro do pa&iacute;s, onde ocorre a produ&ccedil;&atilde;o e a circula&ccedil;&atilde;o, passando a instituir um conjunto de sistemas de engenharia que viabilizam a circula&ccedil;&atilde;o, ao mesmo tempo em que as empresas passam a verticalizar sua atua&ccedil;&atilde;o econ&ocirc;mica, ou ainda, estabelecendo parcerias com outras empresas por meio de <i>joint-ventures</i> ou por contratos. De qualquer maneira, essas corpora&ccedil;&otilde;es, que controlam diversas cadeias de processamento e de produ&ccedil;&atilde;o de alimentos, tamb&eacute;m passaram a atuar no territ&oacute;rio com o controle da circula&ccedil;&atilde;o das <i>commodities</i>, com a instala&ccedil;&atilde;o de sistemas de engenharia pr&oacute;prios, tendo destaque para os portos graneleiros instalados na regi&atilde;o amaz&ocirc;nica nas &uacute;ltimas duas d&eacute;cadas, como se pode observar a seguir, na <a name="q3"><a href="/img/revistas/got/n19/n19a04q3.gif">tabela 3</a>.</p>      
<p>Essas infraestruturas instaladas na Amaz&ocirc;nia a partir da d&eacute;cada de 1990 e com maior inser&ccedil;&atilde;o a partir de 2010, fazem parte de um processo que n&atilde;o &eacute; isolado, mas de um processo de reestrutura&ccedil;&atilde;o das instala&ccedil;&otilde;es portu&aacute;rias que ocorreu mundialmente. Apesar de a pr&oacute;pria moderniza&ccedil;&atilde;o portu&aacute;ria, realizada pelo Estado &ndash; principalmente -, ter sido insuficiente para os operadores log&iacute;sticos, ela propiciou uma moderniza&ccedil;&atilde;o fruto de um dinamismo econ&ocirc;mico, com trocas comerciais articuladas e estimulou as inova&ccedil;&otilde;es institucionais, funcionais, operacionais e gerenciais, favorecendo a consolida&ccedil;&atilde;o de trocas e de rotas comerciais, com a inser&ccedil;&atilde;o de novos portos integrados &agrave; malha existente e ampliando a capacidade de movimenta&ccedil;&atilde;o de cargas. A moderniza&ccedil;&atilde;o ou a inser&ccedil;&atilde;o de novas t&eacute;cnicas e adequa&ccedil;&otilde;es n&atilde;o se limita aos portos, j&aacute; que inclui as vias de circula&ccedil;&atilde;o terrestre, sendo que ambos permitem um aumento no n&iacute;vel de circula&ccedil;&atilde;o e de produtividade nos terminais portu&aacute;rios, pois estes j&aacute; possuem uma opera&ccedil;&atilde;o vinculada a uma press&atilde;o do forte aumento no volume de <i>commodities</i> e de demais cargas (Moni&eacute;, 2015).</p>     <p>Vidal e Moni&eacute; apontam que a reorganiza&ccedil;&atilde;o mundial<a href="#_ftn14" name="_ftnref14"><sup><sup>[14]</sup></sup></a> dos espa&ccedil;os produtivos fez-se acompanhar da inser&ccedil;&atilde;o de din&acirc;micas comerciais espec&iacute;ficas, com um conjunto de mudan&ccedil;as que incluem os novos m&eacute;todos de movimenta&ccedil;&atilde;o de cargas com guindastes ou esteiras, &ldquo;equipamentos com sofistica&ccedil;&atilde;o tecnol&oacute;gica, m&atilde;o de obra especializada&rdquo; (Vidal, Moni&eacute;, 2006, p. 976). Contudo, a inser&ccedil;&atilde;o dessas novas tecnologias e a evolu&ccedil;&atilde;o log&iacute;stica permitiram a organiza&ccedil;&atilde;o em rede da circula&ccedil;&atilde;o, envolvendo a atua&ccedil;&atilde;o de empresas, que operam com uma multilocaliza&ccedil;&atilde;o das unidades de processamento, produ&ccedil;&atilde;o e de montagem (Moni&eacute;, 2011).</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Se, de um lado, as novas t&eacute;cnicas empregadas nos portos permitiram &agrave;s corpora&ccedil;&otilde;es e aos operadores log&iacute;sticos o dom&iacute;nio de grandes redes de circula&ccedil;&atilde;o; de outro, estes reivindicam uma maior efici&ecirc;ncia e redu&ccedil;&atilde;o dos gargalos funcionais e gerenciais, ou seja, reduzir os entraves para a fluidez (Moni&eacute;, 2015). Esse &eacute;, notadamente, o caso da rodovia BR-163, vista pelos empres&aacute;rios como corredores de exporta&ccedil;&atilde;o e de redu&ccedil;&atilde;o de custos (Sauer; Pietrafesa, 2013).</p>     <p>A inser&ccedil;&atilde;o de novos portos na Amaz&ocirc;nia foi uma alternativa que as empresas transportadoras e as processadoras encontraram, frente ao aumento dos fluxos de <i>commodities</i> agr&iacute;colas, fruto da pr&oacute;pria expans&atilde;o da produ&ccedil;&atilde;o de gr&atilde;os internamente, favorecendo a tend&ecirc;ncia de terminaliza&ccedil;&atilde;o de sistemas portu&aacute;rios nacionais, tanto portos generalistas quanto terminais especializados, inseridos em redes verticalizadas de circula&ccedil;&atilde;o, controlados e gerenciados pelas corpora&ccedil;&otilde;es como Cargill, Bunge, Amaggi etc. (Moni&eacute;, 2015).</p>     <p>Becker (2010, p. 19) d&aacute; destaque a uma nova forma de Estado, constitu&iacute;da pelo &ldquo;fortalecimento do poder das corpora&ccedil;&otilde;es [e] a perda de poder pelo Estado&rdquo;, na medida em que os Estados perdem &ldquo;o controle sobre o conjunto do processo produtivo&rdquo; com o dom&iacute;nio total do processo e, ainda, vincula fra&ccedil;&otilde;es do territ&oacute;rio &agrave; gest&atilde;o privada. Nesse sentido, uma das principais mudan&ccedil;as da atua&ccedil;&atilde;o do Estado pode ser observada pela sua respectiva atua&ccedil;&atilde;o na produ&ccedil;&atilde;o do Espa&ccedil;o, antes constitu&iacute;da pela materializa&ccedil;&atilde;o de sistemas de engenharia, como as rodovias, os portos e aeroportos, observando-se, depois de quatro d&eacute;cadas, uma atua&ccedil;&atilde;o tamb&eacute;m das corpora&ccedil;&otilde;es, que passaram a inserir sistemas de engenharia voltados &agrave; circula&ccedil;&atilde;o, numa regi&atilde;o onde os portos s&atilde;o de realiza&ccedil;&atilde;o do Estado.</p>     <p>Essas e outras corpora&ccedil;&otilde;es constitu&iacute;ram arranjos espaciais log&iacute;sticos na Amaz&ocirc;nia, formados por fixos e fluxos (<a name="f2"><a href="/img/revistas/got/n19/n19a04f2.gif">Figura 2</a>) e posicionados seletivamente na regi&atilde;o, de tal forma que houvesse uma articula&ccedil;&atilde;o entre as rodovias com os portos e com outros portos. Nesse primeiro aspecto, h&aacute; tr&ecirc;s principais corredores rodovi&aacute;rios: BR-364, interligando o Mato Grosso at&eacute; as ETC, no munic&iacute;pio de Porto Velho; BR-163, interligando diversos munic&iacute;pios produtores de soja e milho do Centro-Oeste at&eacute; as ETC de Itaituba e Rur&oacute;polis; BR-158, BR-010 e a ferrovia Norte-Sul/Caraj&aacute;s; sendo o terceiro corredor ligando as &aacute;reas de produ&ccedil;&atilde;o de gr&atilde;os entre Goi&aacute;s, Tocantins Mato Grosso e Maranh&atilde;o at&eacute; os portos de Barcarena e Itaqui.</p>      
<p>Essa caracter&iacute;stica denota que essa reestrutura&ccedil;&atilde;o que ocorre, em particular, ao longo do eixo da BR-163, &eacute; nova e demonstra a rela&ccedil;&atilde;o entre as atividades agroindustriais com o mercado internacional. Vale apontar que, esse eixo est&aacute; sendo reestruturado com atua&ccedil;&atilde;o das corpora&ccedil;&otilde;es, a partir de 2014. No Brasil, outros eixos j&aacute; foram (re)estruturados e apenas perpassam por pequenas adapta&ccedil;&otilde;es, como o corredor da BR-364 para Porto Velho, Bel&eacute;m-Bras&iacute;lia, BR-158, Ferrovia Norte-Sul e outros por onde a produ&ccedil;&atilde;o de gr&atilde;os &eacute; transportada.</p>     <p>No caso particular da BR-163, no trecho paraense, as dificuldades de trafegabilidade da rodovia e a impossibilidade de escoamento da produ&ccedil;&atilde;o agr&iacute;cola dos colonos, intensificada pela &ldquo;dificuldade de acesso a bens e servi&ccedil;os [&hellip;] transformou este espa&ccedil;o em um bols&atilde;o de pobreza e problemas sociais&rdquo; (Margarit, 2012, p. 79). Desse modo, o processo de pavimenta&ccedil;&atilde;o n&atilde;o somente favorece o escoamento da produ&ccedil;&atilde;o dos colonos, as viagens em autom&oacute;veis e em &ocirc;nibus, como tamb&eacute;m o transporte de <i>commodities</i>. Os benef&iacute;cios do processo de conclus&atilde;o da rodovia BR-163, para aqueles que dependem da rodovia para efetuar o descolamento entre lugares, podem ser assim apontados: redu&ccedil;&atilde;o de tempo no deslocamento; aumento relativo de seguran&ccedil;a; redu&ccedil;&atilde;o de poss&iacute;veis transtornos com atolamento de ve&iacute;culos; acesso as terras e com deslocamento de ve&iacute;culos; valoriza&ccedil;&atilde;o das terras situadas nas margens; circula&ccedil;&atilde;o de pessoas em &ocirc;nibus em menor tempo e com ve&iacute;culos maiores e com mais conforto. Esses apontamentos est&atilde;o diretamente vinculados &agrave; import&acirc;ncia econ&ocirc;mica da rodovia dentro da atividade de transporte, seja de carga ou de pessoas.</p>     <p>As infraestruturas postas &ldquo;permitem &agrave;s corpora&ccedil;&otilde;es gerar em tempo r&aacute;pido e em ampla escala grandes territ&oacute;rios corporativos que tendem a incorporar, submeter ou excluir os territ&oacute;rios de grupos sociais menos poderosos, e a revigorar a expans&atilde;o da fronteira agropecu&aacute;ria&rdquo; (Becker, 2007, p. 268).</p>     <p>O uso dos atuais sistemas de transporte com o uso de rodovias e dos rios, as condi&ccedil;&otilde;es judiciais e pol&iacute;ticas nos territ&oacute;rios possibilitam aos atores &ndash; empresas - uma atua&ccedil;&atilde;o dentro e fora desses territ&oacute;rios, numa rela&ccedil;&atilde;o de quem domina as redes de circula&ccedil;&atilde;o, domina os fluxos; quem domina os fluxos, domina o com&eacute;rcio mundial; e quem domina essas estruturas imp&otilde;e servi&ccedil;os, tarifas, produtos etc., pois est&aacute; diretamente amarrado &agrave;s redes e aos fluxos. A inser&ccedil;&atilde;o de empresas que atuam nos fluxos e nos fixos acaba projetando rela&ccedil;&otilde;es de poder, e, nesse sentido, Raffestin chama aten&ccedil;&atilde;o: &ldquo;um sistema de circula&ccedil;&atilde;o &eacute; um instrumento criado, produzido por atores, e &eacute; reproduzido de uma forma vari&aacute;vel, em fun&ccedil;&atilde;o dos projetos pol&iacute;ticos e econ&ocirc;micos que evoluem&rdquo; e &ldquo;quem procura tomar o poder se apropria pouco a pouco das redes de circula&ccedil;&atilde;o e de comunica&ccedil;&atilde;o: controle dos eixos rodovi&aacute;rios e ferrovi&aacute;rios, controle das redes de alimenta&ccedil;&atilde;o e de energia, controle das centrais telef&ocirc;nicas, das esta&ccedil;&otilde;es de r&aacute;dio e televis&atilde;o&rdquo;, estabelecendo um sistema de dom&iacute;nio, em que &ldquo;controlar as redes &eacute; controlar os homens e &eacute; impor-lhes uma nova ordem que substituir&aacute; a antiga&rdquo; (Raffestin, 1993, p. 213).</p>     <p>Nesse sentido, concorda-se com Santos (2012, p. 212) quando ele aponta que &ldquo;a utiliza&ccedil;&atilde;o dos meios, chamados universais de comunica&ccedil;&atilde;o est&aacute; em rela&ccedil;&atilde;o direta com a soma de poder que cabe a cada ator: estado, firma, ou individuo&rdquo;, sendo que os atores possuem esse poder para permitir o deslocamento material e imaterial. No primeiro caso, foi o pr&oacute;prio Estado que criou e tamb&eacute;m utiliza os sistemas de engenharia; as firmas e as corpora&ccedil;&otilde;es utilizam as infraestruturas e inserem novas apenas nos eixos rent&aacute;veis e em sistemas pontuais, como portos e armaz&eacute;ns. No &uacute;ltimo caso, o deslocamento dos indiv&iacute;duos pode esbarrar em entraves n&atilde;o somente do ponto de vista de existir alguma viscosidade, como normas ou infraestrutura dispon&iacute;vel, como tamb&eacute;m, no valor a ser pago para tal deslocamento. No caso em particular da Amaz&ocirc;nia o deslocamento acaba sendo realizado limitadamente, principalmente pelas condi&ccedil;&otilde;es t&eacute;cnicas como que se encontram os sistemas de engenharia, pois a pavimenta&ccedil;&atilde;o da est&aacute; em andamento, patio de triagem com acesso sem pavimento.</p>     <p>Os portos de Itaituba (<a href="#f3">figura 3</a>) s&atilde;o por excel&ecirc;ncia criadores de uma din&acirc;mica vinculada a uma rede de fluxos, diretamente associada ao escoamento da produ&ccedil;&atilde;o de gr&atilde;os, sendo esses sistemas de engenharia capazes de produzir diversos efeitos que v&atilde;o desde a centralidade de servi&ccedil;os aos fluxos aos problemas sociais. No caso, a regi&atilde;o portu&aacute;ria, como principal ente de uma polariza&ccedil;&atilde;o espacial, n&atilde;o est&aacute; associada &agrave; produ&ccedil;&atilde;o, mas &agrave; concentra&ccedil;&atilde;o de atividades de uma parte do circuito log&iacute;stico, reunindo diversos servi&ccedil;os intrinsecamente articulados, pertencentes a grupos econ&ocirc;micos multiescalar e uma diversidade de atividades que se articulam com as din&acirc;micas urbanas locais e as din&acirc;micas do circuito log&iacute;stico.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p> <a name="f3">     <p><img src="/img/revistas/got/n19/n19a04f3.gif"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>A seletividade espacial, atribu&iacute;da pelas corpora&ccedil;&otilde;es que montaram as estruturas portu&aacute;rias em Itaituba, Santana e Barcarena, esteve vinculada &agrave;s pr&oacute;prias necessidades econ&ocirc;micas de redu&ccedil;&atilde;o do percurso de transporte em rodovias, entre a regi&atilde;o produtora de gr&atilde;os at&eacute; os portos. Para al&eacute;m disso, um aspecto relevante vale se ressaltar, isto &eacute;, os outros aspectos que fizeram desses tr&ecirc;s munic&iacute;pios uma rota de investimentos: constituem os principais pontos de transbordo de carga graneleira na regi&atilde;o norte do Brasil; a localiza&ccedil;&atilde;o, situada na regi&atilde;o Norte do pa&iacute;s e com acesso a rio Amazonas possibilitando o transporte fluvial e mar&iacute;timo; disponibilidades de terras nas margens dos rios, ocupada por ribeirinhos e camponeses; disponibilidade de m&atilde;o de obra nas cidades; incentivo governamental via destina&ccedil;&atilde;o de recursos para a consolida&ccedil;&atilde;o do principal eixo de integra&ccedil;&atilde;o, que &eacute; a pavimenta&ccedil;&atilde;o da rodovia BR-163, no estado do Par&aacute;; acesso a empr&eacute;stimos em bancos, como BASA e Banco Nacional de Desenvolvimento Econ&ocirc;mico e Social &ndash; BNDES, com repasse de recursos para constru&ccedil;&atilde;o das estruturas portu&aacute;rias e para aquisi&ccedil;&atilde;o de frotas fluviais; rota de transporte fluvial j&aacute; operada por armadores regionais; melhoria nas condi&ccedil;&otilde;es de trafegabilidade da rodovia BR-163, ap&oacute;s o ano de 2014.</p>     <p>A localiza&ccedil;&atilde;o dos portos apresenta-se como um dos principais aspectos para a constru&ccedil;&atilde;o dos portos no munic&iacute;pio de Itaituba, apontado como alternativa para as rotas j&aacute; consolidadas do Sul e Sudeste, reduzindo percursos rodovi&aacute;rios em mais de 1000km, e fluvial em dias de navega&ccedil;&atilde;o mar&iacute;tima.</p>     <p>Uma parte do esquema geogr&aacute;fico da circula&ccedil;&atilde;o est&aacute; calcada nas dist&acirc;ncias entre as regi&otilde;es produtoras, processadoras, com as portu&aacute;rias. Essas dist&acirc;ncias, por&eacute;m, n&atilde;o s&atilde;o mais determinantes em uma economia na qual a produ&ccedil;&atilde;o e o processamento e o consumo est&atilde;o em faces opostas do globo. Obviamente que, na esfera nacional e regional do transporte de gr&atilde;os no Brasil, houve eixos estruturantes de localiza&ccedil;&otilde;es de servi&ccedil;os e de ind&uacute;strias, mas o processamento e o consumo ocorrem em outros pa&iacute;ses, sendo isso que permite a n&atilde;o centraliza&ccedil;&atilde;o das atividades. Nesse circuito, &eacute; justamente a disponibilidade de sistemas t&eacute;cnicos de transporte que permitem deslocar somas constitu&iacute;das em centenas de toneladas de um &uacute;nico produto, em uma &uacute;nica embarca&ccedil;&atilde;o.</p>     <p>As corpora&ccedil;&otilde;es agroalimentares, instaladas na regi&atilde;o portu&aacute;ria de Itaituba, dentro do circuito produtivo da soja e milho, possuem diversas unidades especializadas, as quais, distribu&iacute;das no territ&oacute;rio nacional, remontam a pr&oacute;pria pr&aacute;tica de disjun&ccedil;&atilde;o funcional, com variados conte&uacute;dos t&eacute;cnicos e funcionalidades diversas, que demonstram uma clara divis&atilde;o espacial do trabalho. No caso particular das empresas, como Cargill, Bunge, Amaggi, Caramuru e LDC (<a href="#f4">figura 4</a>), elas mant&ecirc;m suas unidades de processamento no Centro-Oeste, mantendo estruturas portu&aacute;rias apenas para realizar o transbordo das cargas destinadas ao mercado internacional no Arco Norte, ou seja, os equipamentos dessas empresas foram constru&iacute;dos para facilitar o transporte e n&atilde;o para transformar os gr&atilde;os em demais produtos derivados.</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="f4">     <p><img src="/img/revistas/got/n19/n19a04f4.gif"></p>     
<p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A atividade de transporte se estabelece nos territ&oacute;rios pela presen&ccedil;a de infraestruturas, no caso do modal rodovi&aacute;rio, as estradas, os caminhos e as rodovias constituem o sistema de engenharia principal, que permite o deslocamento com ve&iacute;culos terrestres, mas, para o estabelecimento das atividades de transporte, &eacute; necess&aacute;rio um conjunto mais amplo e indissoci&aacute;vel de sistemas de engenharia e uma oferta de servi&ccedil;os que comp&otilde;em os diversos arranjos espaciais da organiza&ccedil;&atilde;o territorial das atividades de transporte, com destaque para a estrutura&ccedil;&atilde;o recente do transporte de gr&atilde;os entre as regi&otilde;es produtoras do Centro-Oeste e a regi&atilde;o portu&aacute;ria de Itaituba.</p>     <p>A organiza&ccedil;&atilde;o espacial, institu&iacute;da ao longo dos grandes eixos rodovi&aacute;rios, que perpassaram diversas regi&otilde;es e permitiram a circula&ccedil;&atilde;o de informa&ccedil;&otilde;es, pessoas e cargas, envolve tr&ecirc;s principais entes de uma circula&ccedil;&atilde;o terrestre, movendo todas as din&acirc;micas territoriais, estabelecidas no eixo rodovi&aacute;rio, englobando aquilo que se convencionou chamar de &aacute;reas de influ&ecirc;ncia, as quais consistem em uma fra&ccedil;&atilde;o territorial entre 5km at&eacute; 100km, a partir da rodovia.</p>     <p>Para o circuito produtivo do processamento e da comercializa&ccedil;&atilde;o se realizar como tal, &eacute; necess&aacute;ria uma rede fixa de sistemas de engenharia, material rodante e uma organiza&ccedil;&atilde;o desse material rodante para efetuar o deslocamento das cargas. Pontos de armazenamento, de transbordo e de manuten&ccedil;&atilde;o s&atilde;o necess&aacute;rios para se efetuar o transporte e completar todo o circuito da produ&ccedil;&atilde;o, em diferentes n&iacute;veis e articulando de forma precisa e seletiva uma parte do territ&oacute;rio, ou seja, forma-se uma rede geogr&aacute;fica essencialmente operacional. Uma dessas &eacute; o transporte de carga que passou a se consolidar.</p>     <p>O pr&oacute;prio corredor da soja possui fluxos de v&aacute;rias intensidades, seja pelo n&uacute;mero de ve&iacute;culos, seja pelo volume e conte&uacute;do das cargas, um eixo com simultaneidade de redes fluxos, com diferentes intensidades e orienta&ccedil;&otilde;es, resultantes de uma ocupa&ccedil;&atilde;o e de uma distribui&ccedil;&atilde;o desigual da produ&ccedil;&atilde;o, concentrada em alguns munic&iacute;pios.</p>     <p>Os fluxos que comp&otilde;em a interconex&atilde;o entre as lavouras e os portos s&atilde;o ditados pelos momentos de colheita e de plantio das lavouras, uma periodicidade essencialmente sazonal de fluxos, que aumentam no per&iacute;odo da colheita dos gr&atilde;os, entre os meses de mar&ccedil;o e abril (Vargas, 2017), tornando-os mais denso, com centenas de caminh&otilde;es transportando gr&atilde;os e insumos agr&iacute;colas diariamente, e nos demais meses, os fluxos mant&ecirc;m-se com poucos ve&iacute;culos.</p>     <p>A rede de circula&ccedil;&atilde;o rodovi&aacute;ria, estabelecida entre uma parte do Estado do Mato Grosso at&eacute; os portos de Itaituba, tem uma express&atilde;o espacial de rede dendr&iacute;tica, caracterizada por seu leque com capilaridade voltada para o estado do Mato Grosso e com uma jun&ccedil;&atilde;o com o eixo principal, a partir da cidade de Ros&aacute;rio de Oeste e afunilamento e concentra&ccedil;&atilde;o dos fluxos de Guarant&atilde; do Norte at&eacute; os portos no rio Tapaj&oacute;s (<a href="#f5">figura 5</a>).&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="f5">     <p><img src="/img/revistas/got/n19/n19a04f5.gif"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>A rodovia BR-163 e os fluxos que ocorrem entre a regi&atilde;o agr&iacute;cola e os portos de Itaituba (<a href="/img/revistas/got/n19/n19a04f6.gif">Figura 6</a>) podem ser representados em uma rede dendr&iacute;tica simples, onde, na capilaridade com ramifica&ccedil;&otilde;es constitu&iacute;da por rodovias federais, estaduais e municipais, est&aacute; a produ&ccedil;&atilde;o de gr&atilde;os, na por&ccedil;&atilde;o meridional da rodovia BR-163, enquanto o segmento, a partir de Guarant&atilde; do Norte, consiste nos fluxos que se prolongam at&eacute; os portos, no rio Tapaj&oacute;s.</p>      
]]></body>
<body><![CDATA[<p>A organiza&ccedil;&atilde;o das atividades de transporte pode ser estruturada em tr&ecirc;s compet&ecirc;ncias: a primeira consiste na infraestrutura composta pelos sistemas de engenharia e pelos equipamentos empregados, incluindo, ainda, os n&oacute;s log&iacute;sticos; o sistema normativo e regulat&oacute;rio, que estabelece as diretrizes jur&iacute;dicas, como a explora&ccedil;&atilde;o portu&aacute;ria, as concess&otilde;es rodovi&aacute;rias, a autoriza&ccedil;&atilde;o para tr&aacute;fego de ve&iacute;culos, as restri&ccedil;&otilde;es federais, estaduais e municipais para circula&ccedil;&atilde;o de ve&iacute;culos e cargas; e a compet&ecirc;ncia estrat&eacute;gica e operacional, que est&aacute; diretamente vinculada &agrave;s estrat&eacute;gias das empresas na atua&ccedil;&atilde;o do transporte, como sua capacidade de atua&ccedil;&atilde;o e expans&atilde;o, oferecimento de servi&ccedil;os e possibilidade de <i>joint-ventures</i> (Castilho <i>et al</i>., 2016). As duas primeiras podem contribuir para aumentar ou diminuir as viscosidades para a circula&ccedil;&atilde;o, como as condi&ccedil;&otilde;es t&eacute;cnicas de trafegabilidade ou de navega&ccedil;&atilde;o, normatiza&ccedil;&otilde;es que impende ou restringe o tr&aacute;fego de ve&iacute;culos pesados, enquanto que &agrave; &uacute;ltima compete exclusivamente a atua&ccedil;&atilde;o empresarial.</p>     <p>Essa rede territorial com v&aacute;rios circuitos de transporte, destacando o dos gr&atilde;os e de combust&iacute;veis, vinculado &agrave;s &ldquo;agroind&uacute;strias e fra&ccedil;&otilde;es do capital financeiro, exercem comando pol&iacute;tico e econ&ocirc;mico dos circuitos produtivos, pautando-se pela l&oacute;gica das redes&rdquo; (Castilho <i>et al</i>., 2016, p. 276), incluindo ainda o circuito log&iacute;stico que estabelece um controle pelas corpora&ccedil;&otilde;es que det&ecirc;m os portos e os comboios fluviais e as empresas que operam o transporte rodovi&aacute;rio e os pontos de apoio. Essa inser&ccedil;&atilde;o das empresas tamb&eacute;m no transporte rodovi&aacute;rio aumenta o controle do circuito como um todo.</p>     <p>Esse fator indutivo que repercutiu em outras partes da Amaz&ocirc;nia n&atilde;o ocorreu de forma isolada de outros processos territoriais. A rigor, no caso do Amap&aacute;, nota-se uma expans&atilde;o recente da produ&ccedil;&atilde;o de gr&atilde;os que, em 2013, era de 12.906 toneladas, passando para 54.400, em 2017<a href="#_ftn15" name="_ftnref15"><sup><sup>[15]</sup></sup></a>.&nbsp; Na instala&ccedil;&atilde;o de portos, que recebem a produ&ccedil;&atilde;o de Itaituba e passaram tamb&eacute;m a receber, no caso do porto da Cianport, a produ&ccedil;&atilde;o regional de soja oriunda do cerrado amapaense. O porto da Cianport atende o circuito duplamente, recebendo a produ&ccedil;&atilde;o de soja embarcada em Itaituba, realizando o transbordo para os silos e, posteriormente, o embarque em navios, com destino ao mercado exterior, e ainda passou adquirir a produ&ccedil;&atilde;o regional. O outro porto graneleiro da empresa Caramuru n&atilde;o adquiriu a produ&ccedil;&atilde;o amapaense de soja e apenas realiza o trasbordo do farelo de soja (Barbosa, 2018).</p>     <p>No Amap&aacute;, operam dois portos graneleiros, instalados na &aacute;rea da Companhia de Docas de Santana - CDSA, numa &aacute;rea alugada para as empresas Cianport e Caramuru (<a href="/img/revistas/got/n19/n19a04f7.gif">Figura 7</a>), que utilizaram a &aacute;rea e parte da estrutura constru&iacute;da, que movimenta cavacos &ndash; de celulose e de eucaliptos<a href="#_ftn16" name="_ftnref16"><sup><sup>[16]</sup></sup></a>- onde tem as correias que permitem o deslocamento da soja sentido porto silo e silo porto.</p>      
<p>&nbsp;</p> <ol start="4">     <li><b> CONSIDERA&Ccedil;&Otilde;ES FINAIS</b></li>     </ol>     <p>O Estado, como produtor do espa&ccedil;o com infraestruturas multiescalares, reduziu sua atua&ccedil;&atilde;o na constru&ccedil;&atilde;o destas, mas ainda participa da produ&ccedil;&atilde;o quando destina subs&iacute;dios, financiamentos e apoio &agrave;s empresas que almejam investir e montar seus sistemas de engenharia de uso restrito. Nesse sentido, as infraestruturas constru&iacute;das para a movimenta&ccedil;&atilde;o da produ&ccedil;&atilde;o de gr&atilde;os do Centro-Oeste, e que est&atilde;o situados na Amaz&ocirc;nia s&atilde;o de origem privada como os terminais de transbordo de carga, mas a rodovia possui como g&ecirc;nese investimentos do Estado.</p>     <p>A Amaz&ocirc;nia, como regi&atilde;o pol&iacute;tica, &eacute; &lsquo;palco&rsquo; de uma atua&ccedil;&atilde;o privada e estatal que almeja transform&aacute;-la no centro das converg&ecirc;ncias de fluxos do continente sul-americano, deixando de ser periferia para ser o centro (Th&eacute;ry, 2005). Ressalta-se que deve ser um centro com diversos arranjos espaciais log&iacute;sticos, alguns estabelecidos e controlados por empresas, perpassando os rios amaz&ocirc;nicos apenas entre os portos graneleiros, visando a realiza&ccedil;&atilde;o do transbordo das cargas, j&aacute; que, nessa mesma regi&atilde;o, outros portos, que foram de realiza&ccedil;&atilde;o estatal, atendem as demandas locais e regionais dos fluxos, algo muito distinto dos portos graneleiros, que atendem somente as demandas do circuito espacial das empresas agroalimentares e de log&iacute;stica.</p>     <p>Essa mudan&ccedil;a de periferia para centro das converg&ecirc;ncias de fluxos tem uma dupla atua&ccedil;&atilde;o: eminentemente o Estado - que destinou recursos para a melhoria e pavimenta&ccedil;&atilde;o de rodovias, como a Santar&eacute;m-Cuiab&aacute; a constru&ccedil;&atilde;o de portos p&uacute;blicos &ndash;pequenos portos -, e demais sistemas de engenharia; essencialmente privada &ndash; que atuou nas outras infraestruturas que complementam, principalmente, o modal rodovi&aacute;rios com o fluvial, com a elabora&ccedil;&atilde;o de projetos e a gest&atilde;o do territ&oacute;rio.&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>As empresas privadas que passaram, desde o final da d&eacute;cada de 90, a investir em estruturas portu&aacute;rias e no transporte fluvial, por sinal s&atilde;o as mesmas que processam soja e milho, ou seja, nota-se um processo de verticalidade dessas empresas, estabelecendo uma capilaridade com objetos geogr&aacute;ficos dispersos pelo territ&oacute;rio, mas interligados pelas redes f&iacute;sicas, que possibilitam as opera&ccedil;&otilde;es de produ&ccedil;&atilde;o e de deslocamento em eixos selecionados e que propiciem a redu&ccedil;&atilde;o dos custos de transporte.</p>     <p>Os espa&ccedil;os de fluxos apresentam transforma&ccedil;&otilde;es territoriais cont&iacute;nuas em um curto intervalo de tempo, entre a inser&ccedil;&atilde;o da atua&ccedil;&atilde;o das corpora&ccedil;&otilde;es e o estabelecimento dos fluxos, instituindo novas din&acirc;micas territoriais &agrave;quela fra&ccedil;&atilde;o territorial onde est&aacute; estabelecido o arranjo espacial, este formado pelos objetos t&eacute;cnicos, pelas redes e pelos servi&ccedil;os, ambos presentes no espa&ccedil;o dos fluxos, o qual engloba outros aspectos, como as cidades e outra fra&ccedil;&atilde;o territorial.</p>     <p>Essa reconfigura&ccedil;&atilde;o espacial, imposta pela din&acirc;mica produtiva que foram sendo institu&iacute;dos pelas grandes corpora&ccedil;&otilde;es, teve, n&atilde;o sem motivos, uma centralidade no munic&iacute;pio de Itaituba, no estado do Par&aacute;.</p>     <p>Esse fluxo, resultante do circuito espacial da produ&ccedil;&atilde;o voltada a atender demandas de um mercado internacional, alterou substancialmente os fluxos regionais, n&atilde;o apenas pela conclus&atilde;o de parte da pavimenta&ccedil;&atilde;o da rodovia BR-163, mas tamb&eacute;m pela inser&ccedil;&atilde;o de investimentos privados em estruturas portu&aacute;rias nos rios amaz&ocirc;nicos, especialmente nos rios Tapaj&oacute;s e Amazonas, e pelo direcionamento intencional de parte do escoamento da produ&ccedil;&atilde;o de <i>commodities</i> para esses novos portos. Ressalta-se que tal redirecionamento foi uma atua&ccedil;&atilde;o comandada essencialmente pelas corpora&ccedil;&otilde;es que adquirem e que controlam o mercado dos gr&atilde;os, ou seja, as corpora&ccedil;&otilde;es agroalimentares internacionais e nacionais. Ao reboque desse processo, pode-se pontuar um conjunto de investimentos nacionais e regionais ao longo do eixo, com objetivo de fornecer um suporte a essa nova din&acirc;mica de fluxos e de se tentar obter lucros com essa consolida&ccedil;&atilde;o do corredor log&iacute;stico.</p>     <p>&nbsp;</p> <ol start="5">     <li><b> Refer&ecirc;ncias</b></li>     </ol>     <p>Albuquerque, E. S. 80 anos da obra Proje&ccedil;&atilde;o Continental do Brasil, de M&aacute;rio Travassos. Revista do Departamento de Geografia &ndash;USP, v. 29, 2015, pp. 59-78.</p>     <!-- ref --><p>Ambientare. Relat&oacute;rio de Impacto Ambiental. Esta&ccedil;&atilde;o de Transbordo de Carga ETC Itaituba. Cianport.&nbsp; Bras&iacute;lia: Ambientare, 2012.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1768399&pid=S2182-1267202000010000500002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Ambientare. Relat&oacute;rio de Impacto Ambiental. ETC Rur&oacute;polis. Bertolini. Bras&iacute;lia: Ambienare, 2014.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1768401&pid=S2182-1267202000010000500003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Ambientare. Relat&oacute;rio de Impacto Ambinetal. Terminal LDC Tapaj&oacute;s. LDC. Bras&iacute;lia: Ambientare, 2016.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1768403&pid=S2182-1267202000010000500004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Barbosa, Cleber. Caramuru Alimentos realiza primeiro embarque de farelo de soja no Porto de Santana. Dispon&iacute;vel em: &lt;<a href="http://www.portaldoagro.com/caramuru-alimentos-realiza-primeiro-embarque-de-farelo-de-soja-no-porto-de-santana/" target="_blank">http://www.portaldoagro.com/caramuru-alimentos-realiza-primeiro-embarque-de-farelo-de-soja-no-porto-de-santana/</a> &gt; Acesso em: 27 de nov. de 2018.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1768405&pid=S2182-1267202000010000500005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Becker, B. K. Log&iacute;stica e nova configura&ccedil;&atilde;o do territ&oacute;rio brasileiro: que geopol&iacute;tica ser&aacute; poss&iacute;vel: in: DINIZ Cl&eacute;lio Campolina. Org. Pol&iacute;ticas de desenvolvimento regional: desafios e perspectivas &agrave; luz das experi&ecirc;ncias da Uni&atilde;o Europeia e do Brasil. Bras&iacute;lia: Editora da Universidade de Bras&iacute;lia, 2007, pp. 267-300.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1768407&pid=S2182-1267202000010000500006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Becker, B. K. Novas territorialidades na Amaz&ocirc;nia: desafio &agrave;s pol&iacute;ticas p&uacute;blicas. Bol. Mus. Para. Em&iacute;lio Goeldi. Cienc. Hum., Bel&eacute;m, v. 5, n. 1, p. 17-23, 2010.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1768409&pid=S2182-1267202000010000500007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Brasil. Programa de Desenvolvimento dos Cerrados (POLOCENTRO). Decreto N&ordm; 75.320, DE 29 DE JANEIRO DE 1975. Dispon&iacute;vel em: &lt;<a href="https://www.diariodasleis.com.br/legislacao/federal/58843-dispue-sobre-a-criauuo-do-programa-de-desenvolvimento-dos-cerrados-polocentro.html" target="_blank">https://www.diariodasleis.com.br/legislacao/federal/58843-dispue-sobre-a-criauuo-do-programa-de-desenvolvimento-dos-cerrados-polocentro.html</a> &gt; Acesso em: 27 de dez. de 2018.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1768411&pid=S2182-1267202000010000500008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Brasil. Constitui&ccedil;&atilde;o Federal (Texto promulgado em 05/10/1988). Dispon&iacute;vel em: &lt;<a href="https://www.senado.leg.br/atividade/const/con1988/CON1988_05.10.1988/CON1988.asp" target="_blank">https://www.senado.leg.br/atividade/const/con1988/CON1988_05.10.1988/CON1988.asp</a> &gt; Acesso em: 02 de jan. de 2019.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1768413&pid=S2182-1267202000010000500009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>Brasil. Brasil em A&ccedil;&atilde;o &ndash; Investimentos para o desenvolvimento &ndash;Fernando Henrique Cardoso-. Bras&iacute;lia: Presid&ecirc;ncia da Rep&uacute;blica, Secretaria de Comunica&ccedil;&atilde;o Social: Minist&eacute;rio do Planejamento e Or&ccedil;amento, 1996.</p>     <!-- ref --><p>Castillo, R. Transporte e log&iacute;stica de graneis s&oacute;lidos agr&iacute;colas: compoenentes estruturais do novo sistema de movimentos do territ&oacute;rio brasileiro. Investigaciones Geogr&aacute;ficas, n&deg; 55, 2004, pp. 79-96.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1768416&pid=S2182-1267202000010000500011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Castilho, R.; ELIAS, D.; Peixinho, D.; BUHLER, E.; Pequeno, R.; Frederico, S. Regi&otilde;es do agroneg&oacute;cio, novas rela&ccedil;&otilde;es campo-cidade e reestrutura&ccedil;&atilde;o urbana. Revista da Anpege, V.12, n.18, 2016, p.265-288.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1768418&pid=S2182-1267202000010000500012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>Costa, Marcos Vin&iacute;cius Velozo da. BR-163 Paraense: caminho para o desenvolvimento ou para a exclus&atilde;o? &ndash; 2012. 185 p. Disserta&ccedil;&atilde;o (Mestrado em Geografia) &ndash; Universidade Federal do Rio de Janeiro, Programa de P&oacute;s-Gradua&ccedil;&atilde;o em Geografia, Rio de Janeiro, 2012.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Costa, Sandra Bueno Cardoso da; GAMEIRO, Augusto Hauber. Entendendo o Custo Brasil. IFMA-ABAR, 2005. Dispon&iacute;vel em: &lt;<a href="http://paineira.usp.br/lae/wp-content/uploads/2017/02/2005_Costa_Gameiro.pdf" target="_blank">http://paineira.usp.br/lae/wp-content/uploads/2017/02/2005_Costa_Gameiro.pdf</a> &gt; Acesso em: 31 de dez de 2018.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1768421&pid=S2182-1267202000010000500014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>DNIT. Breve Hist&oacute;rico do Rodoviarismo Federal no Brasil. Dispon&iacute;vel em: &lt;<a href="http://www1.dnit.gov.br/historico/2018" target="_blank">http://www1.dnit.gov.br/historico/2018</a> &gt; Acesso em: 03 de mar. de 2018.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1768423&pid=S2182-1267202000010000500015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>DNIT. Boletim 05 de janeiro / Manh&atilde;. Dispon&iacute;vel em: &lt;<a href="https://www.br163pa.com/noticias/boletim-05-de-janeiro-manh%C3%A3" target="_blank">https://www.br163pa.com/noticias/boletim-05-de-janeiro-manh%C3%A3</a> &gt; Acesso em: 05 de janeiro de 2019a&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1768425&pid=S2182-1267202000010000500016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Fischer, A. Os efeitos geogr&aacute;ficos das novas tecnologias. Abordagem geral. In: Firkowski, O. L. C.; Sposito, E. S. Ind&uacute;stria, ordenamento do territ&oacute;rio e transportes. S&atilde;o Paulo: Express&atilde;o Popular, [1990] 2008, pp. 23-53.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1768426&pid=S2182-1267202000010000500017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Ianni, O. Coloniza&ccedil;&atilde;o e contra-reforma agr&aacute;ria na Amaz&ocirc;nia. Petr&oacute;polis: Vozes, 1979.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1768428&pid=S2182-1267202000010000500018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>IIRSA/COSIPLAN. CARRETERA CUIAB&Aacute; - SANTAR&Eacute;M (BR-163 / MT / PA). Dispon&iacute;vel em: &lt;<a href="http://www.iirsa.org/proyectos/detalle_proyecto.aspx?h=34" target="_blank">http://www.iirsa.org/proyectos/detalle_proyecto.aspx?h=34</a>&gt; Acesso em: 01 de jan. de 2019.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1768430&pid=S2182-1267202000010000500019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Haesbaert, R. Regional-Global: Dilemas da Regi&atilde;o e da Regionaliza&ccedil;&atilde;o na Geografia Contempor&acirc;nea. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 2010.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1768432&pid=S2182-1267202000010000500020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>Kon, A. O Plano Cruzado. In: KON, Anita. Org. Planejamento no Brasil. II. 2&deg; ed. S&atilde;o Paulo: Perspectiva, 2010c, pp. 111-131.</p>     <!-- ref --><p>Kon, A. O planejamento governamental federal no per&iacute;odo 1996-2002. In: KON, Anita. Org. Planejamento no Brasil. II. 2&deg; ed. S&atilde;o Paulo: Perspectiva, 2010d, pp 243-285.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1768435&pid=S2182-1267202000010000500022&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Licio, A. Os Eixos Estruturadores e os Corredores de Transportes. Revista de Pol&iacute;ticas Agr&iacute;cola, v. 4, n&deg; 4, 1995, pp. 3-4.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1768437&pid=S2182-1267202000010000500023&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Margarit, E. Tramas pol&iacute;ticas e impactos socioambientais na Amaz&ocirc;nia: a din&acirc;mica do processo de pavimenta&ccedil;&atilde;o da BR-163. Disserta&ccedil;&atilde;o de mestrado em Geografia, UFMS, Tr&ecirc;s Lagoas, 2012, 146 f.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1768439&pid=S2182-1267202000010000500024&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Mindlin, B. Planejamento no Brasil. S&atilde;o Paulo: Perspectiva, 1975.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1768441&pid=S2182-1267202000010000500025&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Miranda, M. Coloniza&ccedil;&atilde;o Oficial na Amaz&ocirc;nia: o caso de Altamira. In: Becker, B. k; Miranda, M.; Machado, L. O. Fronteira Amaz&ocirc;nica: quest&otilde;es dobre a gest&atilde;o do territ&oacute;rio. Bras&iacute;lia/Rio de Janeiro: Editora da Universidade de Bras&iacute;lia/Editora da Universidade Federal do Rio de Janeiro, 1990a, pp. 35-46.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1768443&pid=S2182-1267202000010000500026&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Miranda, M. O papel da coloniza&ccedil;&atilde;o dirigida na expans&atilde;o da fronteira na Amaz&ocirc;nia. In: Becker, B. k; Miranda, M.; Machado, L. O. Fronteira Amaz&ocirc;nica: quest&otilde;es dobre a gest&atilde;o do territ&oacute;rio. Bras&iacute;lia/Rio de Janeiro: Editora da Universidade de Bras&iacute;lia/Editora da Universidade Federal do Rio de Janeiro, 1990b, pp. 47-62.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1768445&pid=S2182-1267202000010000500027&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Moni&eacute;, F. Din&acirc;micas produtivas, log&iacute;stica e desenvolvimento territorial. In: Videira, S. L.; Costa, P. A.; Farjado, S.. Geografia Econ&ocirc;mica: (re)leituras contempor&acirc;neas. Rio de Janeiro: Letra Capital, 2011a, pp. 145-167.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1768447&pid=S2182-1267202000010000500028&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Moni&eacute;, F. As cidades portu&aacute;rias diante do imperativo de fluidez: territ&oacute;rio, circula&ccedil;&atilde;o e reestrutura&ccedil;&atilde;o das hnterl&acirc;ndias dos portos. In: Arroyo, M.; Cruz, R. de C. A. da. Territ&oacute;rio e Circula&ccedil;&atilde;o: a din&acirc;mica contradit&oacute;ria da globaliza&ccedil;&atilde;o. S&atilde;o Paulo: Annablume, 2015, pp. 103-128.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1768449&pid=S2182-1267202000010000500029&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref -->&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Moraes, A. C. R. Ordenamento Territorial: uma conceitua&ccedil;&atilde;o para o planejamento estrat&eacute;gico. In: Brasil. Oficina sobre a Pol&iacute;tica Nacional de Ordenamento Territorial. Bras&iacute;lia: Minist&eacute;rio da Integra&ccedil;&atilde;o Nacional, 2003, pp. 43-47.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1768451&pid=S2182-1267202000010000500030&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Oliveira, A. U. de. A fronteira Amaz&ocirc;nica Mato-grossense: Grilagem, Corrup&ccedil;&atilde;o e Viol&ecirc;ncia. Tese de livre doc&ecirc;ncia em geografia. Lande Editorial: S&atilde;o Paulo, 2016.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1768453&pid=S2182-1267202000010000500031&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Raffestin, C. Por uma geografia do poder. S&atilde;o Paulo: &Aacute;tica, 1993.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1768455&pid=S2182-1267202000010000500032&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Rocha, G. de M.; Gon&ccedil;alves, S. F. e S. Considera&ccedil;&otilde;es sobre a federaliza&ccedil;&atilde;o e a gest&atilde;o compartilhada do territ&oacute;rio na Amaz&ocirc;nia brasileira. Confins, n&deg; 30, 2017, S/P.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1768457&pid=S2182-1267202000010000500033&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Rente Le&atilde;o, A. S. Na trilha da estrada: (des)caminhos do Plano BR-163 Sustent&aacute;vel como concep&ccedil;&atilde;o para o desenvolvimento na Amaz&ocirc;nia. Tese (Doutorado em Ci&ecirc;ncias Sociais). Programa de P&oacute;s-Gradua&ccedil;&atilde;o em Ci&ecirc;ncias Sociais em Desenvolvimento, Agricultura e Sociedade-CPDA, Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro-UFRRJ, 2017.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1768459&pid=S2182-1267202000010000500034&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Ruckert, A. A. A pol&iacute;tica nacional de ordenamento territorial, Brasil. Uma pol&iacute;tica territorial contempor&acirc;nea em constru&ccedil;&atilde;o. Scripta Nova, vol. XI, N&deg; 245. 2007. S/P.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1768461&pid=S2182-1267202000010000500035&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Santos, M. Metamorfose do Espa&ccedil;o Habitado. 2&deg; ed. S&atilde;o Paulo: Hucitec, 1991.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1768463&pid=S2182-1267202000010000500036&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Santos, M. A natureza do espa&ccedil;o: t&eacute;cnica e tempo, raz&atilde;o e emo&ccedil;&atilde;o. S&atilde;o Paulo: EDUSP, 2012.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1768465&pid=S2182-1267202000010000500037&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>Sauer, S.; Pietrafesa, J. P. Novas fronteiras agr&iacute;colas na Amaz&ocirc;nia: expans&atilde;o da soja como express&otilde;es da agroestrat&eacute;gias no Par&aacute;. Acta Geogr&aacute;fica, Edi&ccedil;&atilde;o Especial &ldquo;Geografia Agr&aacute;ria&rdquo;, 2013, pp. 245-264.</p>     <!-- ref --><p>Severo, C. A pol&iacute;tica dos transportes no Brasil. Escola Superior de Guerra, n 4, pp. 80-130, 1984.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1768468&pid=S2182-1267202000010000500039&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Silveira, M. R. As cinco revolu&ccedil;&otilde;es e evolu&ccedil;&otilde;es log&iacute;sticas e seus impactos sobre o territ&oacute;rio brasileiro. In: SILVEIRA, M&aacute;rcio Rogerio; LAMOSO, Lisandra Pereira; MOUR&Atilde;O, Paulo Fernando Cirino. Quest&otilde;es nacionais e regionais do territ&oacute;rio brasileiro. S&atilde;o Paulo: Express&atilde;o Popular, 2009, pp. 13-42.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1768470&pid=S2182-1267202000010000500040&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Silva, M. M. F. Sentido geopol&iacute;tico as liga&ccedil;&otilde;es terrestres Rio de Janeiro-Salvador. Boletim Carioca de Geografia, Ano IV, n&deg; 1, 1951, pp.5-14.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1768472&pid=S2182-1267202000010000500041&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Th&eacute;ry, H. Situa&ccedil;&otilde;es da Amaz&ocirc;nia no Brasil e no continente. Revista Estudos Avan&ccedil;ados, v. 19, n&deg; 53, 2005, pp. 37-49.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1768474&pid=S2182-1267202000010000500042&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Travassos, M. Proje&ccedil;&atilde;o Continental do Brasil. S&atilde;o Paulo: Nacional, 1937.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1768476&pid=S2182-1267202000010000500043&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Vargas, R. Mais perto da Europa. Globo Rural. 26 de julho de 2017. Dispon&iacute;vel em: &lt;<a href="https://revistagloborural.globo.com/Colunas/caminhos-da-safra/noticia/2017/07/mais-perto-da-europa1.html" target="_blank">https://revistagloborural.globo.com/Colunas/caminhos-da-safra/noticia/2017/07/mais-perto-da-europa1.html</a>&gt; Acesso em: 07 de jan. de 2019.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1768478&pid=S2182-1267202000010000500044&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><a href="#_ftnref1" name="_ftn1">[1]</a> Dentro do governo militar que ocorreu entre os anos de 1964 at&eacute; 1985.</p>     <p><a href="#_ftnref2" name="_ftn2">[2]</a> Miranda aponta que o INCRA, naquele momento, &ldquo;n&atilde;o tinha mais a preocupa&ccedil;&atilde;o de promover a vinda de pessoas. Essa diretriz refletia a mudan&ccedil;a da pol&iacute;tica governamental que, em termos de coloniza&ccedil;&atilde;o dirigida, passou a privilegiar a coloniza&ccedil;&atilde;o particular, limitando-se a consolidar, de forma mais atenuada, os projetos oficiais j&aacute; iniciados e, por outro lado, revelava que a busca de terras devolutas havia ultrapassado a capacidade de um processo seletivo dirigido&rdquo; (1990b, p. 40).</p>     <p><a href="#_ftnref3" name="_ftn3">[3]</a> I - Xingu-Araguia; II - Caraj&aacute;; III - Araguaia-Tocantins; IV - Trobetas; V - Altamira; VI - Pr&eacute;-Amaz&ocirc;nia Maranhense; VII - Rond&ocirc;nia; VIII - Acre; IX - Juru&aacute; Solim&otilde;es; X - Roraima; XI - Tapaj&oacute;s; XII - Amap&aacute;; XIII - Juruena; XIV - Aripuan&atilde;; e XV - Maraj&oacute;.</p>     <p><a href="#_ftnref4" name="_ftn4">[4]</a> Cr$ 2.500.000.000,00 (dois bilh&otilde;es e quinhentos milh&otilde;es de cruzeiros).</p>     <p><a href="#_ftnref5" name="_ftn5">[5]</a> &ldquo;A grande regi&atilde;o &lsquo;norte&rsquo; do estado de Mato Grosso, pelos diferentes processos que j&aacute; analisamos, vem se formando como uma grande regi&atilde;o, tipicamente caracterizada pela presen&ccedil;a de grandes projetos agropecu&aacute;rios; por &aacute;reas de posseiros regularizadas ou n&atilde;o pelo INCRA; por projetos particulares, privados de coloniza&ccedil;&atilde;o; e pela presen&ccedil;a expressiva de reservas ind&iacute;genas. Essa grande regi&atilde;o conta tamb&eacute;m, com a atua&ccedil;&atilde;o diferenciada das institui&ccedil;&otilde;es que formam a sociedade civil&rdquo; (Oliveira, 2016, p. 160).</p>     <p><a href="#_ftnref6" name="_ftn6">[6]</a> O autor ainda destaca que: &ldquo;(&hellip;) a pol&iacute;tica dos transportes foi profundamente marcada pelo quadro geral da economia do P&aacute;is, em especial pelos efeitos do desequil&iacute;brio do Balan&ccedil;o de Pagamentos e do agravamento do processo inflacion&aacute;rio brasileiro&rdquo; (Severo, 1984, p. 80).</p>     <p><a href="#_ftnref7" name="_ftn7">[7]</a> Discuss&atilde;o presente em Santos (1991).</p>     <p><a href="#_ftnref8" name="_ftn8">[8]</a> &ldquo;O poder p&uacute;blico, em suas diversas escalas, respons&aacute;vel pela manuten&ccedil;&atilde;o e amplia&ccedil;&atilde;o dos sistemas de engenharia, n&atilde;o conseguiu se readequar t&atilde;o rapidamente &agrave;s novas l&oacute;gicas infraestruturais e regulamentares, a ponto de eliminar os pretensos &ldquo;apag&otilde;es log&iacute;sticos&rdquo;, espalhados por pontos estrat&eacute;gicos das conex&otilde;es internacionais no territ&oacute;rio brasileiro&rdquo; (Silveira, 2009, S/P).</p>     <p><a href="#_ftnref9" name="_ftn9">[9]</a> O &ldquo;Custo Brasil&rdquo;, para Costa e Gamairo (2005), inclui: excessiva carga tribut&aacute;ria; infraestrutura f&iacute;sica defeituosa; viol&ecirc;ncia e corrup&ccedil;&atilde;o; burocracia estatal; pol&iacute;tica de juros; inadimpl&ecirc;ncia; e encargos trabalhistas.</p>     <p><a href="#_ftnref10" name="_ftn10">[10]</a> Eixos Nacionais de Integra&ccedil;&atilde;o e de Desenvolvimento.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><a href="#_ftnref11" name="_ftn11">[11]</a> Esse Arco Norte n&atilde;o coincide com o atual Arco Norte, que inclui os portos fluviais e mar&iacute;timos da Amaz&ocirc;nia e de uma parte do Nordeste.</p>     <p><a href="#_ftnref12" name="_ftn12">[12]</a> (BRASIL, 1988).</p>     <p><a href="#_ftnref13" name="_ftn13">[13]</a> &ldquo;O ordenamento territorial busca, portanto, captar os grandes padr&otilde;es de ocupa&ccedil;&atilde;o, as formas predominantes de valoriza&ccedil;&atilde;o do espa&ccedil;o, os eixos de penetra&ccedil;&atilde;o do povoamento e das inova&ccedil;&otilde;es t&eacute;cnicas e econ&ocirc;micas e a dire&ccedil;&atilde;o priorit&aacute;ria dos fluxos (demogr&aacute;ficos e de produtos). Enfim, ele visa estabelecer um diagn&oacute;stico geogr&aacute;fico do territ&oacute;rio, indicando tend&ecirc;ncias e aferindo demandas e potencialidades, de modo a compor o quadro no qual devem operar, de forma articulada, as pol&iacute;ticas p&uacute;blicas setoriais, com vistas a realizar os objetivos estrat&eacute;gicos do governo&rdquo; (Moraes, 2003, p 45).</p>     <p><a href="#_ftnref14" name="_ftn14">[14]</a> &ldquo;O transporte mar&iacute;timo sofreu uma verdadeira revolu&ccedil;&atilde;o, que se traduziu concretamente pelo aumento da capacidade dos navios, por ganhos em velocidade e por uma diminui&ccedil;&atilde;o significativa do custo do frete [&hellip;] Paralelamente, os portos das cidades inseridas no mundo industrial moderno foram reestruturados para acompanhar o movimento de moderniza&ccedil;&atilde;o do transporte mar&iacute;timo (Vidal, Moni&eacute;, 2006, p. 979).</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a href="#_ftnref15" name="_ftn15">[15]</a> Fonte: &lt;<a href="https://sidra.ibge.gov.br/tabela/1612" target="_blank">https://sidra.ibge.gov.br/tabela/1612</a>&gt;</p>     <p><a href="#_ftnref16" name="_ftn16">[16]</a> Essa movimenta&ccedil;&atilde;o de cavacos &eacute; realizada pela empresa Ancel.</p>      ]]></body><back>
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