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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Percepção do Rio Tietê na paisagem urbana de Barra Bonita, Brasil]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[This article aims to analyse how the Tietê River is inserted in Barra Bonita&#8217;s urban landscape, in Sao Paulo State-BR considering the population's perception, history and socio-environmental context. First, we analysed the historical occupation of the Tietê River in the west of São Paulo and the foundation of the municipality of Barra Bonita. Then, we analysed the current socio environmental context and we made a land cover map of the river areas in the city. At least, we applied questionnaires about river&#8217;s perception to the population. The result was that the people still has a strong affective bond with the river. However, there are many polices and environmental practices that must to be implemented to explore the full potential of the city and to improve people's interaction with the river landscape.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><b>ARTIGO</b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Percep&ccedil;&atilde;o do Rio Tiet&ecirc; na paisagem urbana de Barra Bonita, Brasil<b><br />     <p>&nbsp;</p> </b><b>Perception</b> <b>of Tiet&ecirc; River in urban</b> <b>landscape in Barra Bonita, Brasil</b></b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><sup>1</sup><b>Graviola</b><b>, </b>Gabriela; <sup>1</sup><b>Constantino</b><b>, </b>Norma&nbsp;</p>     <p><br /><sup>1</sup><i>UNESP &ndash; Universidade Estadual Paulista &ldquo;Julio Mesquita Filho&rdquo;, Campus Bauru<br /> FAAC - Faculdade de Arquitetura, Artes e Comunica&ccedil;&atilde;o</i><br /> 17033-360, Av. Eng. Lu&iacute;s Edmundo Carrijo Coube, 14-01 - Vargem Limpa, Bauru - SP, Brasil.<br /> <a href="mailto:gabriela.rosa@unesp.br">gabriela.rosa@unesp.br</a>;&nbsp;<a href="mailto:nconst@faac.unesp.br">nconst@faac.unesp.br</a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>RESUMO </b></p>     <p>Esse artigo se prop&otilde;e a analisar como o Rio Tiet&ecirc; est&aacute; inserido na paisagem urbana de Barra Bonita-SP, Brasil, considerando a percep&ccedil;&atilde;o da popula&ccedil;&atilde;o, a hist&oacute;ria e o contexto socioambiental. Primeiramente, foi feito um levantamento hist&oacute;rico da ocupa&ccedil;&atilde;o do Rio Tiet&ecirc; no Oeste paulista e da forma&ccedil;&atilde;o de Barra Bonita, al&eacute;m do levantamento do contexto socioambiental no qual o rio se insere. Em seguida, foram mapeadas as &aacute;reas fluviais da cidade e aplicados question&aacute;rios &agrave; popula&ccedil;&atilde;o. Analisando os resultados, observa-se que a popula&ccedil;&atilde;o ainda mant&eacute;m um forte v&iacute;nculo afetivo com o rio, por&eacute;m h&aacute; muito a se fazer para explorar todo o potencial tur&iacute;stico da cidade, bem como aperfei&ccedil;oar a intera&ccedil;&atilde;o e a reconex&atilde;o das pessoas com a paisagem fluvial.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Palavras-chave</b>: Rios urbanos; Paisagem; Oeste Paulista; &agrave;guas fluviais; Cidade tur&iacute;stica</p>     <p><b>&nbsp;</b></p>     <p><b>ABSTRACT:</b></p>     <p>This article aims to analyse how the Tiet&ecirc; River is inserted in Barra Bonita&rsquo;s urban landscape, in Sao Paulo State-BR considering the population's perception, history and socio-environmental context. First, we analysed the historical occupation of the Tiet&ecirc; River in the west of S&atilde;o Paulo and the foundation of the municipality of Barra Bonita. Then, we analysed the current socio environmental context and we made a land cover map of the river areas in the city. At least, we applied questionnaires about river&rsquo;s perception to the population. The result was that the people still has a strong affective bond with the river. However, there are many polices and environmental practices that must to be implemented to explore the full potential of the city and to improve people's interaction with the river landscape.</p>     <p><b>Keywords: </b>Urban rivers; Landscape; West S&atilde;o Paulo state; Fluvial water; Tourism town</p>     <p>&nbsp;</p> <ol>     <li>Introdu&ccedil;&atilde;o</li>     </ol>     <p>A compreens&atilde;o da percep&ccedil;&atilde;o humana em rela&ccedil;&atilde;o aos rios na paisagem urbana &eacute; muito importante, pois a hist&oacute;ria da intera&ccedil;&atilde;o rio-cidade sempre mostrou que as cidades eram frequentemente constru&iacute;das em torno das &aacute;guas fluviais, uma vez que estas forneciam &aacute;gua pot&aacute;vel, fertilidade para agricultura, peixes, ca&ccedil;a e argila para produ&ccedil;&atilde;o de utens&iacute;lios e ferramenta (Lerner; Holt, 2012). Grande parte das civiliza&ccedil;&otilde;es antigas surgiram em torno de rios (Faber, 2011), com os quais estabeleciam uma rela&ccedil;&atilde;o sagrada e de muito respeito (N&oacute;brega, 1978). Contudo, com o advento da Revolu&ccedil;&atilde;o Industrial, essa rela&ccedil;&atilde;o come&ccedil;ou a mudar. Nesse per&iacute;odo, as ind&uacute;strias eram frequentemente instaladas ao longo de rios e c&oacute;rregos (Palmer; Neaverson, 1998) onde tamb&eacute;m eram despejados os dejetos e poluentes industriais os quais, em conjunto com a expans&atilde;o urbana e o consequente despejo de efluentes dom&eacute;sticos, transformaram os rios em esgotos a c&eacute;u aberto e fontes transmissoras de doen&ccedil;as. Como solu&ccedil;&atilde;o para eliminar esses focos de doen&ccedil;as, numa vis&atilde;o higienista, muitas cidades no mundo inteiro adotaram como medida principal a canaliza&ccedil;&atilde;o dos rios (Herzog, 2013).&nbsp; Essa medida transformou o modo como o ser humano se relaciona com o rio. Diante desse contexto, esse artigo se prop&otilde;e analisar a percep&ccedil;&atilde;o que as pessoas t&ecirc;m do Rio Tiet&ecirc; na cidade de Barra Bonita-SP e compreender como o rio se insere na paisagem urbana, considerando os aspectos hist&oacute;ricos e socioambientais. Para esse entendimento, por&eacute;m, faz-se necess&aacute;rio compreender alguns conceitos sobre hist&oacute;ria, paisagem e percep&ccedil;&atilde;o.</p>     <p>Para Benjamin (2012), hist&oacute;ria designa tanto o conjunto de todos os acontecimentos, quanto a narrativa, uma vez que a hist&oacute;ria &eacute; insepar&aacute;vel da atividade narrativa e das v&aacute;rias formas de narrar, sendo esta definida como &ldquo;a faculdade de intercambiar experi&ecirc;ncias&rdquo;. A hist&oacute;ria tem rela&ccedil;&atilde;o com a mem&oacute;ria, sob uma dimens&atilde;o &eacute;tica muito importante, pois consiste em preserv&aacute;-la, em salvar o desaparecido, o passado, em resgatar tradi&ccedil;&otilde;es, vidas, falas e imagens (Rosa, 2016). Segundo Le Goff (1990, p.476), &ldquo;a mem&oacute;ria n&atilde;o &eacute; somente uma conquista, &eacute; tamb&eacute;m um instrumento e um objeto de poder, na medida em que, pela domina&ccedil;&atilde;o da recorda&ccedil;&atilde;o e da tradi&ccedil;&atilde;o, o grupo se afirma e se reconhece&rdquo;.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Sob essa perspectiva hist&oacute;rica e de mem&oacute;ria, &eacute; poss&iacute;vel compreender e resgatar a rela&ccedil;&atilde;o que as cidades e seus habitantes estabeleceram e v&ecirc;m estabelecendo com os rios na paisagem urbana, ao longo do tempo. A paisagem &eacute; uma palavra que tem m&uacute;ltiplos significados. Besse (2014) sintetiza essas categorias em cinco formas principais de se conceber a paisagem: 1) representa&ccedil;&atilde;o cultural e social; 2) territ&oacute;rio produzido pelas sociedades ao longo da hist&oacute;ria; 3) complexo sist&ecirc;mico; 4) projeto; e 5) espa&ccedil;o de uma experi&ecirc;ncia fenomenol&oacute;gica. Essa &uacute;ltima est&aacute; atrelada &agrave; percep&ccedil;&atilde;o do indiv&iacute;duo que, na concep&ccedil;&atilde;o fenomenol&oacute;gica, apresentada por Merleau-Ponty (1994), trata-se da apreens&atilde;o de sentidos pelo corpo, a partir da experi&ecirc;ncia do indiv&iacute;duo que olha, sente e reconhece o espa&ccedil;o como expressivo e simb&oacute;lico. A abordagem fenomenol&oacute;gica &eacute; capaz de articular as condi&ccedil;&otilde;es s&oacute;cio-hist&oacute;ricas, subjetivas e cognitivas para o conhecimento (N&oacute;brega, 2008).</p>     <p>Nesse sentido, &eacute; poss&iacute;vel perceber a paisagem como o conjunto de tudo isso, conciliando tanto os aspectos f&iacute;sicos, sociais e hist&oacute;ricos, quanto &agrave;queles ideol&oacute;gicos e psicol&oacute;gicos. Meinig (1979) sintetiza essa ideia, dizendo que &ldquo;qualquer paisagem &eacute; composta n&atilde;o apenas pelo que est&aacute; diante de nossos olhos, mas tamb&eacute;m pelo o que est&aacute; dentro de nossas cabe&ccedil;as&rdquo;. As paisagens s&atilde;o parte da nossa vida cotidiana e est&atilde;o presentes tanto no plano individual (nosso ser), quanto no plano coletivo (nossa vida) (Besse, 2013). N&atilde;o se trata de apenas uma vista, mas elas compreendem um mundo vivido, fabricado ou habitado por sociedades humanas em constante mudan&ccedil;a (Besse, 2014).</p>     <p>Assim sendo, a intera&ccedil;&atilde;o rio-cidade &eacute; uma interessante rela&ccedil;&atilde;o a ser analisada do ponto de vista de paisagem, pois agrega meios naturais, culturais e hist&oacute;ricos. Compreender esta rela&ccedil;&atilde;o, por&eacute;m, n&atilde;o &eacute; apenas observar seus aspectos f&iacute;sicos, mas sim compreender o significado do rio ao longo da hist&oacute;ria. Para isso, &eacute; necess&aacute;rio ativar a mem&oacute;ria do local e das pessoas que nele se inserem. Al&eacute;m disso, &eacute; essencial sua ressignifica&ccedil;&atilde;o na cidade para que as &aacute;guas fluviais sejam novamente tratadas como um recurso complexo, capaz de gerar bem-estar e diversos servi&ccedil;os ambientais na cidade (Magnaghi; Giacomozzi, 2009). Como Anelli (2015) cita: &ldquo;a coexist&ecirc;ncia entre &aacute;reas urbanizadas e as &aacute;guas &eacute; um desafio de grandes propor&ccedil;&otilde;es, que vem sendo discutido de modo cada vez mais intenso&rdquo;. Desse modo, esse artigo<a href="#_ftn1" name="_ftnref1"><sup><sup>[1]</sup></sup></a> se prop&otilde;e analisar como o Rio Tiet&ecirc; se encontra inserido na paisagem urbana de Barra Bonita, considerando os aspectos hist&oacute;ricos e socioambientais. Os objetivos espec&iacute;ficos s&atilde;o: (a) levantamento hist&oacute;rico da rela&ccedil;&atilde;o de Barra Bonita e o Rio Tiet&ecirc;; (b) an&aacute;lise da &aacute;rea fluvial e o uso e ocupa&ccedil;&atilde;o do solo de Barra Bonita, considerando os aspectos socioambientais; e (c) levantamento da percep&ccedil;&atilde;o da popula&ccedil;&atilde;o em rela&ccedil;&atilde;o ao Rio.</p>     <p>&nbsp;</p> <ol start="2">     <li><b> Material e M&eacute;todos</b></li>     </ol>     <p>Primeiramente, foi realizado o levantamento hist&oacute;rico de Barra Bonita, com base em literatura pertinente ao tema. Foram utilizadas fontes textuais, iconogr&aacute;ficas e cartogr&aacute;ficas. O recorte temporal nesse caso come&ccedil;ou em 1877, ano em que ocorreu a mon&ccedil;&atilde;o exploradora e povoadora do Rio Tiet&ecirc; que deu origem a cidade. A partir desse ponto, foi levantado o hist&oacute;rico da rela&ccedil;&atilde;o rio-cidade at&eacute; a atualidade. Para isso, foi usado o conceito amplo de documentos, considerado aqui, como &ldquo;um produto da sociedade que o fabricou&rdquo; (Le Goff, 1990, p. 545). Portanto, foram utilizadas reportagens, not&iacute;cias de jornais, documentos de cart&oacute;rio, teses, artigos e livros que abordam a hist&oacute;ria da rela&ccedil;&atilde;o do rio com a cidade. Foram utilizados, tamb&eacute;m, mapas, desenhos e fotografias que serviram para complementar as informa&ccedil;&otilde;es colhidas nas fontes textuais. Como explicado por Carvalho e Wolff (2008), as fotografias s&atilde;o documentos &uacute;teis para comprova&ccedil;&atilde;o de relat&oacute;rios, revela&ccedil;&atilde;o do uso de determinado local, registros de eventos, entre outros.</p>     <p>Para a compreens&atilde;o do contexto socioambiental em que o rio se insere na cidade, foi usada uma ampla gama de documentos. O recorte temporal abrangeu tudo aquilo que ainda se faz presente na atualidade (at&eacute; os &uacute;ltimos cinco anos): leis vigentes; atuais planos diretores; e projetos e informa&ccedil;&otilde;es sobre a realidade das cidades, nos seus m&uacute;ltiplos aspectos ambiental e econ&ocirc;mico. Foi utilizado o levantamento mais recente do IBGE e do munic&iacute;pio e foram consultadas as leis relacionadas &agrave; &Aacute;rea de Preserva&ccedil;&atilde;o Permanente - APP urbana, mata ciliar (CONAMA), e &agrave;s &aacute;guas (C&oacute;digo das &Aacute;guas) no &acirc;mbito federal, estadual e municipal. As teses utilizadas nessa etapa foram aquelas que tratam da qualidade da &aacute;gua (Buzelli e Cunha-Santino, 2013), qualidade do ar e do solo, geomorfologia e pedologia. Nesse caso, o interesse aqui foi, objetivamente, encontrar as caracter&iacute;sticas f&iacute;sicas e pol&iacute;ticas de Barra Bonita. Tamb&eacute;m foram considerados aspectos como a participa&ccedil;&atilde;o da cidade no programa Munic&iacute;pio Verde Azul, da Secretaria do Meio Ambiente do Estado de S&atilde;o Paulo.</p>     <p>Em rela&ccedil;&atilde;o aos documentos icnogr&aacute;ficos, foram realizadas visitas de campo para registrar, por meio de fotografia e anota&ccedil;&otilde;es, as margens do Rio Tiet&ecirc; e seu entorno. Os materiais icnogr&aacute;ficos e cartogr&aacute;ficos serviram para a descri&ccedil;&atilde;o f&iacute;sica da paisagem e, tamb&eacute;m, para registrar se h&aacute; presen&ccedil;a de parque linear, eros&atilde;o, moradias irregulares, bem como constatar se as &aacute;reas em torno dos rios est&atilde;o de acordo com a legisla&ccedil;&atilde;o. Al&eacute;m disso, foram mapeadas as coberturas de solos principais, a partir de imagens de sat&eacute;lites fornecidas pelo geocat&aacute;logo online, com o uso do Sistema de Informa&ccedil;&atilde;o Geogr&aacute;fica (software ArcGis).&nbsp;</p>     <p>Para elaborar os mapas, obtivemos imagens do sat&eacute;lite RapidEye de 25 km&sup2;, do ano de 2015, com resolu&ccedil;&atilde;o espacial de 5m e com 5 bandas espectrais, cobrindo o territ&oacute;rio de Barra Bonita, no cat&aacute;logo on-line do Minist&eacute;rio do Meio Ambiente do Brasil (<a href="http://geocatalogo.mma.gov.br/" target="_blank">http://geocatalogo.mma.gov.br/</a>).&nbsp; Em seguida, foi realizada uma classifica&ccedil;&atilde;o supervisionada autom&aacute;tica gerada pelo ArcGIS. Nesse tipo de classifica&ccedil;&atilde;o &eacute; necess&aacute;rio utilizar &aacute;reas de treinamento (<i>training sites</i>) para os principais tipos de cobertura vegetal e uso das terras da regi&atilde;o de interesse. Essas &aacute;reas de treinamento s&atilde;o utilizadas para que o software realize a classifica&ccedil;&atilde;o de cada pixel da imagem (Magnani, 2015). No presente estudo, os <i>training sites</i> foram amostras de quatro classes principais de uso de solo: &aacute;rea urbana, &aacute;gua, vegeta&ccedil;&atilde;o arb&oacute;rea e vegeta&ccedil;&atilde;o herb&aacute;cea (incluindo agricultura, que &eacute; basicamente dominada pela planta&ccedil;&atilde;o de cana-de-a&ccedil;&uacute;car). Estabelecidos os <i>training sites</i>, a classifica&ccedil;&atilde;o do primeiro mapa de uso de solo foi definida por meio da ferramenta <i>Maximum Likelihood Classifier</i> do ArcGIS, onde todos os demais pixels da imagem s&atilde;o classificados com base na semelhan&ccedil;a de suas firmas espectrais com as das &aacute;reas assinaladas (<i>training sites</i>).</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Em seguida, foram elaborados question&aacute;rios que continham perguntas estruturadas mistas entre abertas e fechadas. Para escolher o n&uacute;mero de question&aacute;rios necess&aacute;rios visando um&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; &nbsp;tamanho amostral que representasse a popula&ccedil;&atilde;o, utilizamos a calculadora do site Netquest<a href="#_ftn2" name="_ftnref2"><sup><sup>[2]</sup></sup></a>, utilizado em outros estudos (Foloni, 2018). Foram aplicados 270 question&aacute;rios, dos quais 156 foram realizados presencialmente por meio de entrevistas com a popula&ccedil;&atilde;o que caminhava nas ruas de Barra Bonita e 114 foram aplicados online por meio da ferramenta Google Formul&aacute;rios, sendo o link postado em grupos de Barra Bonita do Facebook. A escolha dos entrevistados foi aleat&oacute;ria, por&eacute;m baseando-se na propor&ccedil;&atilde;o do n&uacute;mero de homens e mulheres e a faixa et&aacute;ria da popula&ccedil;&atilde;o total, segundo a l&oacute;gica do Systematic Design (Hurlbert, 1984).</p>     <p>Para a an&aacute;lise dos question&aacute;rios, foram consideradas as caracter&iacute;sticas dos entrevistados: g&ecirc;nero, escolaridade e faixa et&aacute;ria; em seguida, foram analisadas as informa&ccedil;&otilde;es coletadas nas entrevistas tanto pelo vi&eacute;s quantitativo, quanto pelo qualitativo, pois os question&aacute;rios apresentam perguntas abertas e fechadas. Depois foi verificado se h&aacute; correla&ccedil;&atilde;o entre cada vari&aacute;vel (sexo, escolaridade e faixa et&aacute;ria) e as respostas. Em rela&ccedil;&atilde;o &agrave;s perguntas abertas, o m&eacute;todo utilizado foi o qualitativo, que &ldquo;enfatiza as particularidades de um fen&ocirc;meno em termos de seu significado para o grupo pesquisado&rdquo; (Goldenberg, 2011, p.49). Logo, nessa etapa, as respostas foram transcritas e analisadas individualmente.</p>     <p>&nbsp;</p> <ol start="3">     <li><b> Resultados</b></li>     </ol>     <p><b>&nbsp;</b></p>     <p><b>3.1 O Rio Tiet&ecirc;</b></p>     <p>Conhecido tamb&eacute;m como Rio Grande, Anhembi, Inambu&iacute; e Piratininga, nos tempos mais remotos, o Rio Tiet&ecirc; nasce em Sales&oacute;polis, na Serra do Mar, no estado de S&atilde;o Paulo a 1120 metros de altitude e a 22 km do Oceano Atl&acirc;ntico e, diferentemente dos demais rios, corre no sentido inverso ao mar, percorrendo boa parte do interior paulista, onde des&aacute;gua no rio Paran&aacute;, no munic&iacute;pio de Tr&ecirc;s Lagoas, Mato Grosso do Sul (Santiago, 2017).&nbsp; Ao todo, o rio tem 1150 km de extens&atilde;o, percorre 62 munic&iacute;pios e &eacute; dividido em quatro partes principais: o Alto Tiet&ecirc; (das nascentes &agrave; cidade de Pirapora do Bom Jesus); M&eacute;dio Tiet&ecirc; superior (da cidade de Pirapora de Bom Jesus &agrave; cidade de Laras); M&eacute;dio Tiet&ecirc; Inferior (da cidade de Laras &agrave; corredeira de Laje); e Baixo Tiet&ecirc; (da corredeira da Laje &agrave; foz no Rio Paran&aacute;) (Borges, 2017).</p>     <p>Situado ao longo dos biomas Mata Atl&acirc;ntica e Cerrado, o Rio Tiet&ecirc; sempre apresentou uma exuberante fauna e flora que foi relatada com detalhes por seus viajantes, como Xeria (1628), Juzarte (1769) e pela expedi&ccedil;&atilde;o da Comiss&atilde;o Geogr&aacute;fica do Estado de S&atilde;o Paulo (CGG, 1995) e tantos outros relatos de viajantes compilados por N&oacute;brega (1978). Atualmente, por&eacute;m, muito pouco da vegeta&ccedil;&atilde;o nativa ainda existe. Segundo os dados do SOS Mata Atl&acirc;ntica, seu trecho mais preservado &eacute; aquele do Alto Tiet&ecirc; que apresenta 21% do territ&oacute;rio coberto com remanescentes florestais da Mata Atl&acirc;ntica no territ&oacute;rio (Hirota; Ribeiro, 2016).&nbsp; Contudo, considerando o interior paulista, a situa&ccedil;&atilde;o se agrava, pois seu territ&oacute;rio &eacute; dominado pelas culturas intensivas de cana-de-a&ccedil;&uacute;car que dizimou quase toda a vegeta&ccedil;&atilde;o nativa. Na por&ccedil;&atilde;o do M&eacute;dio Tiet&ecirc;, restam apenas 6% da vegeta&ccedil;&atilde;o nativa e, no trecho do Baixo-Tiet&ecirc;, a propor&ccedil;&atilde;o cai para 3% (Hirota; Ribeiro, 2016).</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>3.2 As mon&ccedil;&otilde;es e o nascimento do territ&oacute;rio de Barra Bonita&nbsp; </b></p>     <p>O Tiet&ecirc;, assim como outros rios brasileiros, foi encarado como via de penetra&ccedil;&atilde;o no interior do continente, tornando-se base de fixa&ccedil;&atilde;o dos povoamentos e limites pol&iacute;ticos brasileiros (Correa, 2008). Muitas das principais cidades brasileiras foram fundadas pr&oacute;ximas a corpos d&rsquo;&aacute;gua, principalmente devido &agrave;s necessidades materiais vitais: a &aacute;gua para beber e a coleta de alimentos ofertados pelas zonas rip&aacute;rias (Mello, 2008). Considerando apenas o Estado de S&atilde;o Paulo, o Rio Tiet&ecirc; teve o papel central na hist&oacute;ria da ocupa&ccedil;&atilde;o e coloniza&ccedil;&atilde;o do interior paulista, uma vez que este atravessa o Estado de leste a oeste (Correa, 2008). No livro <i>Hist&oacute;ria do Rio Tiet&ecirc;</i>, N&oacute;brega (1978) re&uacute;ne toda documenta&ccedil;&atilde;o existente sobre o rio at&eacute; o ano de 1978 e percebe que em diversos documentos oficiais publicados ap&oacute;s 1954, h&aacute; numerosas refer&ecirc;ncias ao Tiet&ecirc; como um elemento de contato com o interior, fixador de povoa&ccedil;&otilde;es ao longo do seu leito e condicionador de atividades econ&ocirc;micas no planalto do estado de S&atilde;o Paulo.</p>     <p>A forma&ccedil;&atilde;o de Barra Bonita est&aacute; intimamente ligada &agrave;s &aacute;guas do Tiet&ecirc; e ao per&iacute;odo das mon&ccedil;&otilde;es. As mon&ccedil;&otilde;es eram expedi&ccedil;&otilde;es fluviais, peri&oacute;dicas e sistematizadas, com objetivos comerciais e povoadoras que partiam do porto de Araritaguaba (atual munic&iacute;pio de Porto Feliz) rumo ao rio Cuiab&aacute; (Ohtake, 1991). A palavra mon&ccedil;&atilde;o tem origem &aacute;rabe e significa &eacute;poca ou vento favor&aacute;vel &agrave; navega&ccedil;&atilde;o. Assim, tais expedi&ccedil;&otilde;es ficaram conhecidas como mon&ccedil;&otilde;es, pois partiam nos meses de abril e maio, quando o rio apresentava condi&ccedil;&otilde;es mais adequadas &agrave; navega&ccedil;&atilde;o e coincidia com a colheita principal de cereais em S&atilde;o Paulo. Durante o per&iacute;odo de seca (junho a agosto), o rio apresentava um excesso de cachoeiras, o que dificultava o tr&aacute;fego, e durante o per&iacute;odo de chuvas (novembro a mar&ccedil;o) era perigosa a navega&ccedil;&atilde;o devido &agrave;s tempestades. Entre abril e maio era considerado o per&iacute;odo mais adequado para a navega&ccedil;&atilde;o, pois o leito ainda estava cheio, n&atilde;o apresentava tantas cachoeiras e corredeiras e as tempestades j&aacute; haviam se findado (N&oacute;brega, 1978).</p>     <p>As canoas usadas para a navega&ccedil;&atilde;o eram feitas com as t&eacute;cnicas ind&iacute;genas adotadas pelos colonizadores com cip&oacute;s e troncos de &aacute;rvores como a peroba, o ximb&oacute; e o tamboril (N&oacute;brega, 1978). Os viajantes navegavam apenas durante o dia e descansavam &agrave; noite nas margens (Juzarte, 1769). Al&eacute;m disso, era costume deixar algumas pessoas em lugares escolhidos com a incumb&ecirc;ncia de formarem pequenos ro&ccedil;ados para o abastecimento das expedi&ccedil;&otilde;es na volta; esses locais eram chamados de "barra" e indicavam as margens que pudessem dar condi&ccedil;&otilde;es de ancorar suas embarca&ccedil;&otilde;es (Saffi et al., 1999). Barra Bonita seria, portanto, uma enseada com uma bela configura&ccedil;&atilde;o natural, formando uma praia fluvial emoldurada por muitas esp&eacute;cies vegetal (<a href="/img/revistas/got/n19/n19a05f1.gif">Figura 1</a>). O engenheiro Benjamim Franklin de Albuquerque Lima, chefe da Comiss&atilde;o de Explora&ccedil;&atilde;o dos Rios Brasileiros, se referiu &agrave;s barras como "margens bordadas de grande vegeta&ccedil;&atilde;o, onde abundam grossos madeiros e palmeiras de alto porte, sendo comum o cedro, a aroeira e a peroba" (Lima, 1877, apud Saffi et&nbsp; al., 1999, p.5). Assim, o rio teve papel fundamental, n&atilde;o s&oacute; na forma&ccedil;&atilde;o do munic&iacute;pio, como tamb&eacute;m na sua denomina&ccedil;&atilde;o.</p>      
<p><b>3.3 Breve hist&oacute;rico de Barra Bonita</b></p>     <p>A forma&ccedil;&atilde;o de Barra Bonita est&aacute; intimamente ligada &agrave;s &aacute;guas do Tiet&ecirc;. Sua hist&oacute;ria &eacute; dividida em 4 fases, de acordo com sua rela&ccedil;&atilde;o com o Rio, sendo a primeira marcada pelas primeiras tentativas de povoamento da regi&atilde;o a partir da expedi&ccedil;&atilde;o fluvial de 1877 &ndash; uma das v&aacute;rias mon&ccedil;&otilde;es em busca do ouro em Minas Gerais e Goi&aacute;s (Mota; Constantino, 2017). A cidade nasceu de um antiga barra de descanso das mon&ccedil;&otilde;es e sua &aacute;rea inicial fazia parte da freguesia de Brotas, juntamente com as cidades de Ja&uacute;, Pederneiras, Bica de Pedra, Mineiros do Tiet&ecirc; e Dois C&oacute;rregos. Apesar de haver muitas datas que marcam a funda&ccedil;&atilde;o de Barra Bonita, a data considerada como oficial &eacute; a de 19 de mar&ccedil;o de 1883, fundada por Jos&eacute; de Salles Leme (Saffi et al.,1999).</p>     <p>Jos&eacute; Salles Leme era um grande fazendeiro de caf&eacute; e uma pessoa de grande relevo na pol&iacute;tica nacional, fundador do Partido Republicano. Em Ja&uacute;, foi vereador e presidente da C&acirc;mara Municipal (1883) e passou a adquirir grandes &aacute;reas de terras na regi&atilde;o de Ja&uacute; e no local em que mais tarde seria fundada Barra Bonita. Financiou a constru&ccedil;&atilde;o da primeira casa de com&eacute;rcio, ponto de partida para a forma&ccedil;&atilde;o do munic&iacute;pio, situada na rua 1&ordm; de Mar&ccedil;o e esquina da rua Salvador de Toledo, estabelecendo uma sociedade mercantil com Jo&atilde;o Baptista Pompeu. Dentre suas terras, doou algumas para a constru&ccedil;&atilde;o da Igreja Matriz e a Pra&ccedil;a S&atilde;o Jos&eacute;, o Sal&atilde;o Paroquial e o Cemit&eacute;rio Municipal e vendou as demais para os moradores pioneiros (Saffi et al.,1999).</p>     <p>A segunda fase foi marcada pelo crescimento no setor cafeeiro associado ao fortalecimento das atividades portu&aacute;rias que efetuava o transporte do caf&eacute; por meio da navega&ccedil;&atilde;o no Tiet&ecirc; (Mota; Constantino, 2017). Tal crescimento foi respons&aacute;vel pela explos&atilde;o populacional e oficializa&ccedil;&atilde;o de Barra Bonita como cidade. Em 1880, Barra Bonita recebe muitos imigrantes, principalmente italianos, mas tamb&eacute;m espanh&oacute;is, s&iacute;rios e alem&atilde;es. Isso levou ao aumento de tr&aacute;fego de pessoas e mercadorias, o que fez com que a balsa e os barcos n&atilde;o atendessem mais &agrave;s necessidades do intenso fluxo e, consequentemente, culminasse na implanta&ccedil;&atilde;o da ponte Campos Salles em 1915, tornando-se um marco hist&oacute;rico na cidade (SAFFI et al.,1999).&nbsp; Na d&eacute;cada de 40, o transporte fluvial passa a ser progressivamente substitu&iacute;do pelo sistema rodoferrovi&aacute;rio, sendo extinto oficialmente em 1952 (Mota; Constantino, 2017).</p>     <p>A terceira fase &eacute; marcada pela substitui&ccedil;&atilde;o do caf&eacute; pela cana-de-a&ccedil;&uacute;car. Em 1943 &eacute; criada a Usina de A&ccedil;&uacute;car Barreirinho, a partir de investimento particular e, em 1949, &eacute; fundada a Usina Barra S/A A&ccedil;&uacute;car e &Aacute;lcool (Mota; Constantino, 2017). O desenvolvimento industrial, ap&oacute;s o t&eacute;rmino da Segunda Grande Guerra em 1945, fez surgir uma alta demanda por energia que levou &agrave; constru&ccedil;&atilde;o da Usina Hidrel&eacute;trica de Barra Bonita, cuja inaugura&ccedil;&atilde;o ocorreu em 1973 (Saffi et al.,1999). &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;</p>     <p>A quarta e atual fase reflete no investimento do setor de turismo na cidade, o que ocasionou significativas mudan&ccedil;as urbanas e investimentos no rio Tiet&ecirc; (Mota; Constantino, 2017). Destaca-se a Hidrovia Tiet&ecirc;-Paran&aacute; (HTP) que &nbsp;foi idealizada em 1950 para o aproveitamento m&uacute;ltiplo das &aacute;guas e liga&ccedil;&atilde;o dos dois rios, mas somente em setembro de 1988 teve definidas as diretrizes para o planejamento, implanta&ccedil;&atilde;o, administra&ccedil;&atilde;o e opera&ccedil;&atilde;o da HTP (Silva, 2015). Nesse contexto, Barra Bonita passou a ocupar uma posi&ccedil;&atilde;o de destaque por estar pr&oacute;xima &agrave; HTP, o que consequentemente permitiria al&eacute;m do transporte de cargas, transporte de passageiros, a partir dos investimentos no turismo por parte dos governos do Estado e do Munic&iacute;pio. Atualmente o turismo foca-se principalmente em atividades relacionadas ao rio, com destaque ao passeio de barco que sai da orla do munic&iacute;pio de Barra Bonita (<a href="#f2">Figura 2</a>).</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p> <a name="f2">     <p><img src="/img/revistas/got/n19/n19a05f2.gif"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p><b>3.4 Contexto socioambiental</b></p>     <p>Atualmente, Barra Bonita abrange uma &aacute;rea de 150 km&sup2;, situada a 475,59 m de altitude, e conta com uma popula&ccedil;&atilde;o de 36.127 habitantes, segundo o IBGE (2018). A taxa de alfabetiza&ccedil;&atilde;o, entre 6 a 14 anos, representa 99,8%, o sal&aacute;rio m&eacute;dio mensal &eacute; de 2.6 sal&aacute;rios m&iacute;nimos e a propor&ccedil;&atilde;o de pessoas ocupadas em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; popula&ccedil;&atilde;o total &eacute; de 38,7%&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; &nbsp;(Cidades IBGE, 2018). Embora seja reconhecida como cidade tur&iacute;stica, o turismo&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; &nbsp;representa uma parte incipiente da economia do munic&iacute;pio, sendo sua principal fonte de renda a produ&ccedil;&atilde;o de a&ccedil;&uacute;car e &aacute;lcool. Em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; vegeta&ccedil;&atilde;o, o munic&iacute;pio est&aacute; inserido em por&ccedil;&otilde;es do Cerrado e Mata Atl&acirc;ntica, embora a parte urbana se restrinja, exclusivamente, &agrave; &aacute;rea de Cerrado (Arroba, 2018). Contudo, a vegeta&ccedil;&atilde;o nativa &eacute; quase inexistente, sendo a paisagem dominada pela monocultura de cana-de-a&ccedil;&uacute;car. Segundo representante da Companhia Fluvial Tiet&ecirc;-Paran&aacute;, a mata ciliar &eacute; quase ausente nas margens do rio (Penteado et.al, 2017).</p>     <p>Em rela&ccedil;&atilde;o ao Programa Munic&iacute;pio VerdeAzul<a href="#_ftn3" name="_ftnref3"><sup><sup>[3]</sup></sup></a>, Barra Bonita est&aacute; na 104&ordm; posi&ccedil;&atilde;o, de 544 munic&iacute;pios participantes, com a nota 49,65 (PMVA, 2019). Esse &eacute; um programa lan&ccedil;ado em 2007 pelo Governo do Estado de S&atilde;o Paulo, por meio da Secretaria de Estado do Meio Ambiente, que tem por objetivo medir a efici&ecirc;ncia da gest&atilde;o ambiental e estimular e auxiliar as prefeituras paulistas na elabora&ccedil;&atilde;o e execu&ccedil;&atilde;o de suas pol&iacute;ticas p&uacute;blicas para o desenvolvimento sustent&aacute;vel do estado (PMVA, 2019). Na <a href="/img/revistas/got/n19/n19a05q1.gif">tabela 1</a>, est&atilde;o apresentadas as notas de 0-10 para cada item considerado pelo programa, bem como sua posi&ccedil;&atilde;o por categoria em rela&ccedil;&atilde;o &agrave;s 544 cidades.</p>      
<p>Com base na <a href="/img/revistas/got/n19/n19a05q1.gif">tabela 1</a>, &eacute; poss&iacute;vel perceber que a cidade se encontra apenas quatro posi&ccedil;&otilde;es depois das 100 cidades com melhores notas no ranking das diretivas propostas pelo programa. Apesar desse resultado, Barra Bonita tem muito a aprimorar em v&aacute;rios quesitos, principalmente, por ser considerada uma cidade tur&iacute;stica. E no que diz respeito aos cuidados com Biodiversidade, Arboriza&ccedil;&atilde;o Urbana, Sustentabilidade e Esgoto Tratado, o munic&iacute;pio precisa fazer mais investimentos, uma vez que esses &iacute;ndices est&atilde;o com as piores notas (todas abaixo de 5) e, consequentemente, em piores posi&ccedil;&otilde;es no ranking. A qualidade das &aacute;guas e a arboriza&ccedil;&atilde;o urbana deveriam ser itens priorit&aacute;rios na cidade, tanto pela melhoria da qualidade de vida de sua popula&ccedil;&atilde;o quanto pelo potencial tur&iacute;stico e recreativo que as &aacute;guas fluviais podem oferecer.</p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>Em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; qualidade das &aacute;guas do reservat&oacute;rio de Barra Bonita, segundo o Representante da Companhia Fluvial Tiet&ecirc;-Paran&aacute;, h&aacute; alta concentra&ccedil;&atilde;o de fertilizantes e agrot&oacute;xicos no rio provenientes dos canaviais que circundam as margens e as terras drenadas por suas bacias (Penteado et al., 2017). Por&eacute;m, de modo geral, no diagn&oacute;stico da qualidade de &aacute;gua feito por Buzelli e Cunha-Santino (2013), nota-se que a qualidade das &aacute;guas do Rio Tiet&ecirc;, na por&ccedil;&atilde;o do munic&iacute;pio de Barra Bonita, est&aacute; dentro dos par&acirc;metros estabelecidos pelo CONAMA (Conselho Nacional do Meio Ambiente)<a href="#_ftn4" name="_ftnref4"><sup><sup>[4]</sup></sup></a>.</p>     <p>As autoras observaram que a maior parte dos par&acirc;metros de an&aacute;lise da qualidade da &aacute;gua nos per&iacute;odos de estiagem e metade dos par&acirc;metros analisados nos per&iacute;odos de chuva foram considerados adequados para o abastecimento e consumo humano&nbsp; (Classe 1<sup>4</sup>). Al&eacute;m disso, em rela&ccedil;&atilde;o aos padr&otilde;es de coliformes fecais, o reservat&oacute;rio de Barra Bonita pode ser considerado excelente no per&iacute;odo de estiagem e impr&oacute;prio no per&iacute;odo de chuvas (Buzelli; Cunha-Santino, 2013). Tal mudan&ccedil;a ocorre, pois, durante as chuvas, as &aacute;guas escoam pelas ruas e encanamentos da cidade levando consigo part&iacute;culas de poeira, lixo e fezes animais e humanas para dentro do rio. Esse diagn&oacute;stico coincide com dados de tratamento de esgoto no munic&iacute;pio, uma vez que, segundo o Sistema Nacional de Informa&ccedil;&otilde;es sobre Saneamento (2017), apenas 20% do esgoto de Barra Bonita &eacute; tratado. Isso pode refletir, a longo prazo, na paisagem de Barra Bonita, uma vez que esse quadro apresenta riscos &agrave; sa&uacute;de da popula&ccedil;&atilde;o e, tamb&eacute;m, prejudica a imagem da cidade, considerada uma est&acirc;ncia tur&iacute;stica.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Outro importante elemento na paisagem da cidade &eacute; a hidrel&eacute;trica de Barra Bonita. Inaugurada em 1973 para suprir a demanda por energia el&eacute;trica, a hidrel&eacute;trica promoveu intensas transforma&ccedil;&otilde;es na economia regional. O complexo hidroenerg&eacute;tico foi constru&iacute;do e administrado integralmente pelo Estado at&eacute; a d&eacute;cada de 90, quando, em 1996, passou a ser concess&atilde;o na multinacional AES-Tiet&ecirc; (Penteado et al. 2017). A eclusa tem uma bacia hidrogr&aacute;fica de 32.330 Km&sup2;, potencial m&aacute;xima de 140.760 Kw e potencial normal de 112.400 Kw (Petbb, 2013). Por terem sido constru&iacute;das anteriormente &agrave; Resolu&ccedil;&atilde;o n&ordm; 1 do CONAMA &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;de 1986, n&atilde;o foram realizados estudos e relat&oacute;rios de impactos ambientais para a barragem e as eclusas. Portanto, n&atilde;o houve estudos a respeito da biodiversidade local antes de sua constru&ccedil;&atilde;o e nem a previs&atilde;o e medidas de mitiga&ccedil;&atilde;o de impactos, obrigat&oacute;rios atualmente. Desse modo, n&atilde;o &eacute; poss&iacute;vel saber com exatid&atilde;o o que se perdeu do ponto de vista arqueol&oacute;gico, ambiental e cultural, uma vez que nessa &eacute;poca n&atilde;o havia leis que se preocupavam com essas quest&otilde;es.</p>     <p>Por&eacute;m, analisando a paisagem atual, &eacute; poss&iacute;vel pontuar alguns aspectos como a presen&ccedil;a de assoreamento em muitas partes do rio, a inunda&ccedil;&atilde;o de outras &aacute;reas que antes n&atilde;o eram fluviais e de eros&atilde;o do solo no entorno. Al&eacute;m disso, h&aacute; algumas ocupa&ccedil;&otilde;es irregulares pr&oacute;ximas &agrave;s margens que se encontram desmatadas. Numa pesquisa feita por Penteado et al. (2017), foram realizados levantamentos dos impactos socioambientais gerados: comprometimento da produ&ccedil;&atilde;o ceramista; inunda&ccedil;&atilde;o de v&aacute;rzeas; desequil&iacute;brio no aporte h&iacute;drico; ocupa&ccedil;&otilde;es irregulares; assoreamento; e desmatamento.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>&nbsp;</b></p>     <p><b>3.5 An&aacute;lise do entorno do Rio</b></p>     <p>A partir da an&aacute;lise do mapeamento do territ&oacute;rio do munic&iacute;pio de Barra Bonita, realizado com o uso do SIG, constatou-se que a agricultura mostra-se como a principal modeladora da paisagem (representando 78,7% do munic&iacute;pio), sendo esta quase exclusivamente composta por cana-de-a&ccedil;&uacute;car. Em rela&ccedil;&atilde;o &agrave;s demais classes, percebe-se que a representatividade delas &eacute; muito semelhante. Isso indica tamb&eacute;m que a &aacute;gua &eacute; um importante elemento na paisagem, pois os rios e o urbano t&ecirc;m representatividade muito similar na paisagem (6,9% e 7,4%, respectivamente). Se considerarmos apenas os limites da &aacute;rea urbana, &eacute; poss&iacute;vel perceber isso mais claramente, pois as &aacute;guas banham a cidade. Na <a name="f3"><a href="/img/revistas/got/n19/n19a05f3.gif">Figura 3</a> est&aacute; representado o mapa do munic&iacute;pio, resultado da an&aacute;lise de uso e ocupa&ccedil;&atilde;o do solo, feito no ArcGIS. Nela, est&atilde;o presentes as classes dominantes na paisagem: agricultura e vegeta&ccedil;&atilde;o herb&aacute;cea (78,7% do munic&iacute;pio), urbano (7,4%), fragmentos de vegeta&ccedil;&atilde;o nativa (7%) e &aacute;gua (6,9%).</p>      
<p>Outro ponto a observar &eacute; que a maioria dos rios, seja na parte urbana ou na parte rural, n&atilde;o conta com os 30m de APP (&Aacute;reas de Prote&ccedil;&atilde;o Permanente) de mata ciliar, estabelecidos pelo Art. 4o do Novo C&oacute;digo Florestal (Brasil, 2012). A <a name="f4"><a href="/img/revistas/got/n19/n19a05f4.gif">Figura 4</a> apresenta um recorte na &aacute;rea urbana, onde est&atilde;o destacados os cursos d&rsquo;&aacute;guas e fragmentos florestais, evidenciando a import&acirc;ncia desses elementos na paisagem, se comparado exclusivamente com o urbano e mostrando as delimita&ccedil;&otilde;es do que deveria ser a APP. Al&eacute;m disso, as fotografias ao lado do mapa evidenciam as &aacute;reas em que h&aacute; aus&ecirc;ncia de mata ciliar, demonstrando a necessidade de reflorestamento nessas &aacute;reas.</p>      
<p>Em rela&ccedil;&atilde;o ao uso do solo em Barra Bonita, o rio &eacute; margeado por muitas pra&ccedil;as. S&atilde;o elas: Minicidade, Pra&ccedil;a Doutor Tatinho, Pra&ccedil;a da Igreja Matriz, Pra&ccedil;a da Juventude, Pra&ccedil;a da Marinha, Pra&ccedil;a do Artesanato, Pra&ccedil;a do Idoso, Pra&ccedil;a do Telef&eacute;rico e Pra&ccedil;a dos Namorados. De modo geral, elas apresentam grande movimento aos finais de semana, quando pessoas de todas as idades circulam pelas margens do rio. Al&eacute;m disso, h&aacute; muitos restaurantes, lanchonetes e barraquinhas de artesanato ao redor, o que pode ser considerado um fator de atratividade. Na <a href="#f5">Figura 5</a> est&atilde;o assinaladas as principais pra&ccedil;as do munic&iacute;pio com suas respectivas fotos.</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="f5">     <p><img src="/img/revistas/got/n19/n19a05f5.gif"></p>     
]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p>As pra&ccedil;as s&atilde;o elementos muito importantes na paisagem de Barra Bonita pois exercem tanto fun&ccedil;&atilde;o est&eacute;tica, quanto a fun&ccedil;&atilde;o de uso para com&eacute;rcio e conv&iacute;vio social. A sua presen&ccedil;a colabora para a melhor qualidade de vida dos moradores e visitantes (Garcia; Gulinelli, 2017). A Pra&ccedil;a da Juventude e a Pra&ccedil;a do Idoso permanecem bem cuidadas, tendo apenas a tintura das quadras e pistas de skate um pouco desgastadas. Nelas, muitas pessoas caminham, correm e fazem exerc&iacute;cios. Durante as visitas de campo, as quadras estavam sempre cheias e havia jovens sentados na grama, fam&iacute;lias passeando nas margens e pessoas fazendo piquenique. A Pra&ccedil;a do Idoso era usada por pessoas de diferentes faixas et&aacute;rias. As pra&ccedil;as Minicidade, Pra&ccedil;a Doutor Tatinho, Pra&ccedil;a da Marinha, Pra&ccedil;a do Telef&eacute;rico e Pra&ccedil;a dos Namorados se encontram em &oacute;timo estado e com um alto fluxo de usu&aacute;rios, principalmente aos finais de semana e feriados. Na Pra&ccedil;a do Artesanato, por&eacute;m h&aacute; muitas barraquinhas de venda, mas poucas s&atilde;o de fato de artesanato local. Apesar de haver muitos bordados e objetos feitos por artes&atilde;os, boa parte dos produtos s&atilde;o de origem importada.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>3.6 Percep&ccedil;&atilde;o do Rio Tiet&ecirc; pelos usu&aacute;rios </b></p>     <p>Atualmente, conforme j&aacute; observado, Barra Bonita tem uma popula&ccedil;&atilde;o estimada de 36.127 habitantes (Ibge, 2018). Desse total, 28.904 tem mais do que 15 anos de idade. Ao todo foram aplicados 270 question&aacute;rios aos usu&aacute;rios de Barra Bonita, dos quais 34 eram turistas e 236 moradores. Em rela&ccedil;&atilde;o ao g&ecirc;nero, foram entrevistados 139 mulheres (51,5%) e 131 homens (48,5%). Em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; faixa et&aacute;ria foram entrevistadas 34 pessoas com mais de 60 anos (12,6%), 137 pessoas entre 30 e 59 (50,8%) e 99 pessoas entre 15 e 29 anos (36,6%)</p>     <p>Como resultado, vimos que 94,8% dos usu&aacute;rios consideram o Rio Tiet&ecirc; como uma op&ccedil;&atilde;o interessante de lazer, 99,6% o consideram como uma parte importante da cidade e 87,8% dos usu&aacute;rios declararam saber que o Rio teve import&acirc;ncia para a hist&oacute;ria da funda&ccedil;&atilde;o do munic&iacute;pio. Contudo, apenas 59,3% (160 pessoas) dos usu&aacute;rios declararam ter algum v&iacute;nculo afetivo com o rio. Entre eles, 156 explicitaram os seus motivos que foram agrupados em oito categorias principais: inf&acirc;ncia; contempla&ccedil;&atilde;o/v&iacute;nculo espiritual; sentimentos bons;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; &nbsp;pertencimento/hist&oacute;ria da cidade; trabalho; turismo; barco; e pesca (<a name="f6"><a href="/img/revistas/got/n19/n19a05f6.gif">Figura 6</a>). Em primeiro lugar, a justificativa mais mencionada para esse v&iacute;nculo foi a mem&oacute;ria da inf&acirc;ncia. Nesse sentido, 52 entrevistados relataram que quando crian&ccedil;as passaram bons momentos em sua orla ou navegando no rio. Muitos ainda contaram que aprenderam a nadar no rio e t&ecirc;m uma mem&oacute;ria de viv&ecirc;ncia de adolesc&ecirc;ncia e inf&acirc;ncia, cujo cen&aacute;rio se passa no Rio Tiet&ecirc;. Em segundo lugar, o v&iacute;nculo foi justificado por despertar sensa&ccedil;&otilde;es boas como alegria, amor, paz, felicidade e amor pela natureza. Em terceiro lugar, o v&iacute;nculo est&aacute; atrelado ao trabalho, onde 20 pessoas justificaram seu afeto pelo rio porque trabalham nele diretamente ou porque a renda est&aacute; vinculada a alguma atividade relacionada ao seu turismo. Em quarto lugar, 17 pessoas justificaram seus v&iacute;nculos devido &agrave; contempla&ccedil;&atilde;o e/ou aspectos espirituais como um local para medita&ccedil;&atilde;o ou para recarregar as energias.</p>      
<p>Em rela&ccedil;&atilde;o &agrave;s atividades de lazer na cidade, foram consideradas apenas as respostas dos moradores (236 usu&aacute;rios n&atilde;o-turistas), no sentido de compreender se o rio fazia parte do cotidiano dessas pessoas. O resultado (<a name="f7"><a href="/img/revistas/got/n19/n19a05f7.gif">Figura 7</a>) mostrou, que n&atilde;o apenas o rio faz parte, como &eacute; a op&ccedil;&atilde;o de lazer mais assinalada pela popula&ccedil;&atilde;o de Barra Bonita. Dentre os 236 moradores entrevistados, 169 (71,6%) pessoas declararam que passeiam na orla do rio e 145 (61,4%) que utilizam as pra&ccedil;as e parques p&uacute;blicos do munic&iacute;pio como forma de lazer.</p>      
<p>Em rela&ccedil;&atilde;o ao perfil dos usu&aacute;rios, observou-se que o rio e os espa&ccedil;os p&uacute;blicos s&atilde;o bem usufru&iacute;dos, independentemente da faixa et&aacute;ria. A propor&ccedil;&atilde;o de usu&aacute;rios por idade &eacute; muito bem distribu&iacute;da, encontrando pessoas de todas as faixas et&aacute;rias e classes sociais frequentando as pra&ccedil;as e a orla do rio. Dentre os usu&aacute;rios que passeiam na orla do rio, 40% s&atilde;o adultos, 30% s&atilde;o jovens e 30% s&atilde;o idosos. Dentre os usu&aacute;rios que utilizam pra&ccedil;as e espa&ccedil;os p&uacute;blicos, 36% s&atilde;o jovens, 35% s&atilde;o adultos e 29% s&atilde;o idosos. Na <a name="f8"><a href="/img/revistas/got/n19/n19a05f8.gif">Figura 8</a> &eacute; poss&iacute;vel perceber essa equidade na distribui&ccedil;&atilde;o de acordo com a faixa et&aacute;ria tanto no caso do</p>      
<p>passeio na orla do rio, quanto em rela&ccedil;&atilde;o ao uso de pra&ccedil;as e espa&ccedil;os p&uacute;blicos</p>     <p>Em rela&ccedil;&atilde;o &agrave;s melhorias a serem feitas (<a name="f9"><a href="/img/revistas/got/n19/n19a05f9.gif">Figura 9</a>), foram consideradas as opini&otilde;es dos 270 usu&aacute;rios entrevistados. Desse total, o tratamento das &aacute;guas do rio foi apontado pela maioria (77,4%) e a educa&ccedil;&atilde;o ambiental para conscientiza&ccedil;&atilde;o popular foi o segundo item mais apontado pela popula&ccedil;&atilde;o (76,3%). Em rela&ccedil;&atilde;o ao tratamento de esgoto, alguns entrevistados mencionaram que n&atilde;o assinalaram essa op&ccedil;&atilde;o pois est&aacute; em andamento a constru&ccedil;&atilde;o da Esta&ccedil;&atilde;o de Tratamento de Esgoto de Barra Bonita.</p>      
]]></body>
<body><![CDATA[<p>J&aacute; em rela&ccedil;&atilde;o aos usos a serem usufru&iacute;dos no futuro, a maioria dos entrevistados (54%) apontou a vontade de usar o rio para nadar, como j&aacute; foi no passado. Em segundo lugar, foi apontado o desejo de praticar outros esportes aqu&aacute;ticos (45,2%) que promovam o contato direto com a &aacute;gua. Atualmente, os esportes aqu&aacute;ticos praticados no rio est&atilde;o ligados &agrave; navega&ccedil;&atilde;o. Embora o rio n&atilde;o esteja com condi&ccedil;&otilde;es apropriadas para o nado, durante as visitas de campo, foram observados adolescentes entre 12 a 18 anos entrando na &aacute;gua nos dias quentes. Al&eacute;m disso, 13 entrevistados manifestaram o desejo da volta da pesca esportiva. Essas pessoas (com mais de 50 anos) costumavam pescar durante a inf&acirc;ncia e adolesc&ecirc;ncia, mas que por conta da polui&ccedil;&atilde;o do rio deixaram tal pr&aacute;tica. Na <a href="#f10">Figura 10</a>, observa-se a lista dos usos a serem usufru&iacute;dos de acordo com a porcentagem da popula&ccedil;&atilde;o.</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="f10">     <p><img src="/img/revistas/got/n19/n19a05f10.gif"></p>     
<p>&nbsp;</p> <ol start="4">     <li><b> Discuss&atilde;o</b></li>     </ol>     <p>A partir dos resultados, constatou-se que o Rio Tiet&ecirc; &eacute; um elemento muito importante na paisagem da cidade de Barra Bonita e que a popula&ccedil;&atilde;o ainda mant&eacute;m um v&iacute;nculo muito forte com o Rio, seja pela mem&oacute;ria afetiva, seja pelo trabalho ou turismo. Como o munic&iacute;pio &eacute; banhado pelo Rio Tiet&ecirc; e seus c&oacute;rregos, esta paisagem apresenta m&uacute;ltiplas fun&ccedil;&otilde;es e muitas formas de serem analisadas, segundo as categorias definidas por Besse (2014) e Meinig (1979). A partir do hist&oacute;rico do Rio Tiet&ecirc; e de Barra Bonita, foi poss&iacute;vel perceber como o rio representou um importante elemento na paisagem do ponto de vista est&eacute;tico e estrat&eacute;gico (Meinig, 1979), uma vez que determinou o ponto de parada dos navegadores das mon&ccedil;&otilde;es no local onde posteriormente seria fundada a cidade. &Eacute; tamb&eacute;m poss&iacute;vel compreend&ecirc;-lo do ponto de vista de representa&ccedil;&atilde;o cultural e social e de territ&oacute;rio produzido pelas sociedades ao longo da hist&oacute;ria (Besse, 2014), pois seu uso foi frequentemente transformado, de acordo com os interesses sociais e culturais da &eacute;poca. Como parte desse processo, podemos citar as navega&ccedil;&otilde;es da &eacute;poca colonial, a cria&ccedil;&atilde;o do porto, a implanta&ccedil;&atilde;o da Hidrovia Tiet&ecirc;-Paran&aacute; e a cria&ccedil;&atilde;o da hidrel&eacute;trica. Esta &uacute;ltima adicionou ao rio a fun&ccedil;&atilde;o de gera&ccedil;&atilde;o de energia e transformou, drasticamente, o modo como este estava inserido na paisagem, seja pela mudan&ccedil;a do seu curso d&rsquo;&aacute;gua, seja por inundar &aacute;reas, causando impactos ao meio ambiente e &agrave; vida da popula&ccedil;&atilde;o ribeirinha.</p>     <p>Tamb&eacute;m podemos analis&aacute;-lo do ponto de vista de um complexo sist&ecirc;mico (Besse, 2014) uma vez que o rio &eacute; um elemento na paisagem que pode representar tanto um ecossistema em si, quanto um corredor que conecta os fragmentos de vegeta&ccedil;&atilde;o, permitindo a movimenta&ccedil;&atilde;o da fauna e flora na paisagem. Tais caracter&iacute;sticas ir&atilde;o refletir na qualidade das &aacute;guas e na rela&ccedil;&atilde;o com a popula&ccedil;&atilde;o. Desse modo, a paisagem pode ser entendida como uma experi&ecirc;ncia fenomenol&oacute;gica (Besse, 2014), uma vez que cada indiv&iacute;duo percebe o rio na paisagem de acordo com sua mem&oacute;ria e sua viv&ecirc;ncia pessoal.</p>     <p>A an&aacute;lise da integra&ccedil;&atilde;o entre rio e cidade deve considerar as vari&aacute;veis ligadas &agrave; cidade, as vari&aacute;veis ligadas ao rio, mas principalmente as vari&aacute;veis que explicam a rela&ccedil;&atilde;o entre ambos (Silva et al. 2006). No caso de Barra Bonita, o hist&oacute;rico do Rio Tiet&ecirc; e do munic&iacute;pio foi importante para compreender a transforma&ccedil;&atilde;o da paisagem fluvial e sua rela&ccedil;&atilde;o com as pessoas ao longo do tempo. O contexto socioambiental trouxe um panorama geral do munic&iacute;pio e seu territ&oacute;rio, da popula&ccedil;&atilde;o e da composi&ccedil;&atilde;o da paisagem, fundamental para nortear as diretrizes. Por&eacute;m, dado que se trata de uma paisagem fluvial, &eacute; essencial analisar a qualidade da &aacute;gua e observar como est&atilde;o inseridas as quest&otilde;es de saneamento b&aacute;sico no munic&iacute;pio. Tamb&eacute;m &eacute; um fator relevante a compreens&atilde;o de como a hidrel&eacute;trica se insere na sociedade e quais conflitos ela gerou. A an&aacute;lise do estado e do uso das pra&ccedil;as ao longo da orla fluvial trouxe a dimens&atilde;o do que j&aacute; existe na cidade e como estes espa&ccedil;os p&uacute;blicos s&atilde;o tratados pela administra&ccedil;&atilde;o municipal. Por &uacute;ltimo, os question&aacute;rios possibilitaram acessar a mem&oacute;ria da popula&ccedil;&atilde;o em rela&ccedil;&atilde;o ao rio e perceber como ambos se relacionam.</p>     <p>Esses v&aacute;rios olhares sobre a paisagem s&atilde;o muito importantes quando analisamos como o Rio Tiet&ecirc; se encontra inserido na paisagem urbana, pois embora a popula&ccedil;&atilde;o considere o rio como parte essencial da cidade e tenha um v&iacute;nculo afetivo muito forte, h&aacute; muito ainda a ser aperfei&ccedil;oado e explorado, principalmente considerando o contexto socioambiental. A expans&atilde;o do tratamento de esgoto de 20% para 100% &eacute; uma medida emergencial que est&aacute; em fase de andamento e constru&ccedil;&atilde;o. Com a esta&ccedil;&atilde;o de tratamento em funcionamento, muitos outros aspectos poder&atilde;o ser aperfei&ccedil;oados como o uso do rio para nadar, al&eacute;m dos esportes aqu&aacute;ticos. Considerando o potencial tur&iacute;stico da cidade, com a inclus&atilde;o desses novos usos, ser&aacute; poss&iacute;vel explorar novas formas de turismo e consequentemente impulsionar a economia da cidade. Do mesmo modo, &eacute; necess&aacute;ria a cria&ccedil;&atilde;o de infraestrutura compat&iacute;vel ao turismo, como a implanta&ccedil;&atilde;o de hot&eacute;is, campings, bares e restaurantes, atraindo novos visitantes.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Em rela&ccedil;&atilde;o &agrave;s &aacute;reas de APP (&Aacute;reas de Prote&ccedil;&atilde;o Permanente), sua restaura&ccedil;&atilde;o e reflorestamento com esp&eacute;cies nativas s&atilde;o de fundamental import&acirc;ncia para evitar os processos de eros&atilde;o e assoreamento e tamb&eacute;m para filtrar poluentes e, consequentemente, melhorar a qualidade das &aacute;guas (Penteado, et al. 2017). Al&eacute;m disso, tais &aacute;reas poderiam ser pensadas como infraestrutura verde, conciliando espa&ccedil;os de contato social com a natureza, mas tamb&eacute;m a cria&ccedil;&atilde;o de corredores ecol&oacute;gicos que conectem fragmentos e elementos na paisagem. Ribeiro e Bar&atilde;o (2006) viram que a implanta&ccedil;&atilde;o de corredores ecol&oacute;gicos permite n&atilde;o s&oacute; aperfei&ccedil;oar a paisagem, como tamb&eacute;m a cria&ccedil;&atilde;o de novas oportunidades de lazer e descanso. Tanto em Portugal, quanto no Brasil, h&aacute; v&aacute;rios exemplos de corredores criados a partir de estudos pr&eacute;vios da paisagem (Frischenbruder; Pellegrino, 2018; Silva et al. 2006; Ribeiro; Bar&atilde;o, 2006). A cria&ccedil;&atilde;o de corredores ecol&oacute;gicos chega como um desafio para a arquitetura paisagista, que</p>     <p>[&hellip;] trabalha no terreno e procura frequentemente renaturalizar, para devolver &agrave;s paisagens empobrecidas e degradadas a capacidade de se desenvolverem novamente por si, retomando os processos de crescimento e de autorregenera&ccedil;&atilde;o imanentes de que foram privadas. (Serr&atilde;o, 2013, p. 24)</p>     <p>No caso das cidades brasileiras, o sucesso dos corredores, no aspecto ambiental e social, depende de diretrizes baseadas em exemplos de experi&ecirc;ncias de sucesso em sua implementa&ccedil;&atilde;o (Frischenbruder; Pellegrino, 2018). Para isso &eacute; necess&aacute;rio que o pa&iacute;s invista em saneamento b&aacute;sico, tratamento de 100% de esgoto, cumprimento das leis ambientais e incentivo ao uso de espa&ccedil;os livres. Tais medidas trariam um novo aspecto e ajudariam a melhorar a posi&ccedil;&atilde;o do munic&iacute;pio em rela&ccedil;&atilde;o ao Programa Munic&iacute;pio VerdeAzul, o que poderia propiciar futuramente, o recebimento de b&ocirc;nus e novas verbas do Programa, destinadas &agrave; melhoria da paisagem.</p>     <p>Al&eacute;m disso, &eacute; poss&iacute;vel aprimorar sua rela&ccedil;&atilde;o da intera&ccedil;&atilde;o da popula&ccedil;&atilde;o com o Rio Tiet&ecirc;, trazendo op&ccedil;&otilde;es de contato com a &aacute;gua para a popula&ccedil;&atilde;o urbana, seja por meio das fontes, seja pela cria&ccedil;&atilde;o futura de decks e piscinas naturais que atraiam as pessoas a se aproximarem das &aacute;guas. Para ativar todo o potencial dos corredores, &eacute; necess&aacute;rio: 1) produzir informa&ccedil;&atilde;o cient&iacute;fica de qualidade e aplic&aacute;-la como ferramenta de planejamento; 2) treinar os planejadores e designers em todos os n&iacute;veis para que eles levem em considera&ccedil;&atilde;o tais estudos; e 3) compartilhar as informa&ccedil;&otilde;es cient&iacute;ficas com todos os setores da sociedade (Frischenbruder; Pellegrino, 2018).</p>     <p>&nbsp;</p> <ol start="5">     <li><b> Conclus&atilde;o</b></li>     </ol>     <p>Esse artigo se prop&ocirc;s a analisar como o Rio Tiet&ecirc; se encontra inserido na paisagem urbana de Barra Bonita. O Rio Tiet&ecirc; foi fundamental na forma&ccedil;&atilde;o da cidade, estando inserido do ponto de vista da paisagem como processo hist&oacute;rico e como representa&ccedil;&atilde;o cultural, j&aacute; que o rio&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; &nbsp;foi o modelador essencial para a forma&ccedil;&atilde;o da Hidrovia Tiet&ecirc;-Paran&aacute; e a Hidrel&eacute;trica de Barra Bonita. Do ponto de vista est&eacute;tico, o rio tem fundamental import&acirc;ncia, pois &eacute; um atrativo tur&iacute;stico para navega&ccedil;&atilde;o e contempla&ccedil;&atilde;o. Do ponto de vista sist&ecirc;mico, seu potencial &eacute; pouco explorado, pois, na maior parte de suas margens, n&atilde;o h&aacute; mata ciliar e apresenta solo degradado. J&aacute; do ponto de vista fenomenol&oacute;gico, podemos citar a experi&ecirc;ncia relativa &agrave; mem&oacute;ria de pessoas que viram a forma&ccedil;&atilde;o da cidade ou que estabeleceram v&iacute;nculos com suas &aacute;guas. Mas em rela&ccedil;&atilde;o ao contato com as &aacute;guas do rio diretamente, muito h&aacute; de ser explorado, pois diversos bairros se encontram isolados e sem um contato ben&eacute;fico que viria estimular a intera&ccedil;&atilde;o entre o rio e a popula&ccedil;&atilde;o. Pensar na gest&atilde;o das &aacute;guas fluviais &eacute; essencial para superar os desafios que a urbaniza&ccedil;&atilde;o vem trazendo.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Refer&ecirc;ncias:</b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Anelli, R.L.S <i>Uma nova cidade para as &aacute;guas urbanas</i><b>.</b> Estudos avan&ccedil;ados 29 (84), 2015. (DOI: 10.1590/S0103-40142015000200005)&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1768646&pid=S2182-1267202000010000600001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Arroba<i>. Cerrado Paulista,</i> 2017. Dispon&iacute;vel em: &lt;<a href="http://arroba.com.br/cerrado-paulista/&gt;" target="_blank">http://arroba.com.br/cerrado-paulista/&gt;</a> Acesso em 06 de junho de 2018&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1768647&pid=S2182-1267202000010000600002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Benjamin, W. <i>Magia e t&eacute;cnica, arte e pol&iacute;tica: ensaios sobre literatura e hist&oacute;ria da cultura</i><b>.</b> S&atilde;o Paulo: Brasiliense, Obras escolhidas, v. 1, 2012&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1768648&pid=S2182-1267202000010000600003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p>Besse, J.M. As cinco portas da paisagem &ndash; ensaio de uma cartografia das problem&aacute;ticas&nbsp; paisag&iacute;sticas contempor&acirc;neas. In: BESSE, J.M. <i>O gosto do mundo: exerc&iacute;cios de paisagem</i><b>.</b> Rio de Janeiro: EDUERJ, 2014.&nbsp; p.11-66</p>     <!-- ref --><p>Besse, J.M. Estar na paisagem, habitar, caminhar. In: CARDOSO, I.L. <i>Paisagem e Patrim&ocirc;nio,</i> Lisboa, Dafne, 2013&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1768650&pid=S2182-1267202000010000600005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Borges, J. <i>Hist&oacute;ria do Rio. </i>Navega&ccedil;&atilde;o Fluvial M&eacute;dio Tiet&ecirc;, 2017 Dispon&iacute;vel em: &lt;<a href="http://www.riotiete.com.br/historia.html&gt;" target="_blank">http://www.riotiete.com.br/historia.html&gt;</a> Acesso em 15 de outubro de 2017.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1768651&pid=S2182-1267202000010000600006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Brasil. Minist&eacute;rio do Meio Ambiente. Conselho Nacional do Meio Ambiente - CONAMA. <i>Resolu&ccedil;&atilde;o 357</i><b>.</b>&nbsp;&nbsp; Bras&iacute;lia, 2005.&nbsp; 23p. Dispon&iacute;vel em: &lt;<a href="http://www.mma.gov.br/port/conama/res/res05/res35705.pdf&gt;" target="_blank">http://www.mma.gov.br/port/conama/res/res05/res35705.pdf&gt;</a>.Acesso em: 28 de maio de 2018.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1768653&pid=S2182-1267202000010000600007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Brasil. Lei n&ordm; 12.651, de 25 de maio de 2012. Novo C&oacute;digo Florestal. <i>Disp&otilde;e sobre a prote&ccedil;&atilde;o da vegeta&ccedil;&atilde;o nativa.</i> Di&aacute;rio Oficial [da] Rep&uacute;blica Federativa do Brasil, Bras&iacute;lia, DF, 25 maio 2012. Dispon&iacute;vel em: &lt;<a href="http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2011-2014/2012/lei/l12651.htm&gt; " target="_blank">http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2011-2014/2012/lei/l12651.htm&gt;</a>Acesso em 5 de junho de 18&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1768655&pid=S2182-1267202000010000600008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Buzelli, G. M.; Cunha-Santino, M. B.&nbsp; <i>An&aacute;lise e diagn&oacute;stico da qualidade da &aacute;gua e estado tr&oacute;fico do&nbsp; reservat&oacute;rio&nbsp; de&nbsp; Barra&nbsp; Bonita&nbsp; (SP).</i>Ambi-Agua,&nbsp; Taubat&eacute;,&nbsp; v.&nbsp; 8 (1), 2013,&nbsp; p.&nbsp; 186-205. (<a href="http://dx.doi.org/10.4136/ambi-agua.930" target="_blank">http://dx.doi.org/10.4136/ambi-agua.930</a>)&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1768656&pid=S2182-1267202000010000600009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Carvalho, M.C.W.; Wolff, S.F.S. <i>Arquitetura e fotografia no S&eacute;culo XIX</i><b>.</b>&nbsp;In: Annateresa (Org.). Fotografia: Usos e Fun&ccedil;&otilde;es no S&eacute;culo XIX. FABRIS, S&atilde;o Paulo: Editora da Universidade de S&atilde;o Paulo, 2008.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1768657&pid=S2182-1267202000010000600010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Corre&acirc;, D.S. <i>Os rios na forma&ccedil;&atilde;o territorial do Brasil - considera&ccedil;&otilde;es sobre a histografia paulista</i>. In ARRUDA, G. (org) A natureza dos rios: hist&oacute;ria, mem&oacute;ria e territ&oacute;rios. Curitiba. Editora UFPR, 2008 p.47-72.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1768659&pid=S2182-1267202000010000600011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>CGG - Commiss&atilde;o Geographica e Geol&oacute;gica do Estado de S. Paulo.&nbsp;<i>Explora&ccedil;&atilde;o do Rio Tiet&ecirc;</i>&nbsp;(Barra do Rio Jacar&eacute;-Guass&uacute; ao Rio Paran&aacute;) - 1905. S&atilde;o Paulo, 3&ordf; Edi&ccedil;&atilde;o, 1930.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1768661&pid=S2182-1267202000010000600012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Cidades IBGE. Brasil, S&atilde;o Paulo, Barra Bonita. IBGE. Dispon&iacute;vel em: &lt;<a href="https://cidades.ibge.gov.br/brasil/sp/barra-bonita/panorama&gt;" target="_blank">https://cidades.ibge.gov.br/brasil/sp/barra-bonita/panorama&gt;</a>  Acesso em 3 de junho de 2018&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1768663&pid=S2182-1267202000010000600013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Corre&acirc;, D.S. Os rios na forma&ccedil;&atilde;o territorial do Brasil - considera&ccedil;&otilde;es sobre a histografia paulista. In ARRUDA, G. (org) <i>A natureza dos rios: hist&oacute;ria, mem&oacute;ria e territ&oacute;rios</i><b>. </b>Curitiba. Editora UFPR, 2008 p.47-72.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1768664&pid=S2182-1267202000010000600014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Faber, M. <i>A import&acirc;ncia dos rios para as primeiras civiliza&ccedil;&otilde;es</i>. Hist&oacute;ria ilustrada, vol. 2, 2011. Dispon&iacute;vel em: &lt; <a href="http://www.historialivre.com/antiga/importancia_dos_rios.pdf&gt;" target="_blank">http://www.historialivre.com/antiga/importancia_dos_rios.pdf&gt;</a> Acesso em 10 de outubro de 2017&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1768666&pid=S2182-1267202000010000600015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Foloni, Fernanda Mo&ccedil;o. <i>Rios sobre o asfalto: conhecendo a paisagem para entender as enchentes</i>, 210p. Disserta&ccedil;&atilde;o de Mestrado em Arquitetura e Urbanismo, Universidade Estadual Paulista. Faculdade de Arquitetura, Artes e Comunica&ccedil;&atilde;o, Bauru, 2018.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1768667&pid=S2182-1267202000010000600016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>Frischenbruder, M.T.M.; Pellegrino, P. <i>Using green ways to reclaim nature in Brazilian cities</i>. Landscape and Urban Planning 76, 2006, p.67&ndash;78</p>     <p>Garcia, N.; GULINELLI, E.L. <i>Pra&ccedil;as P&uacute;blicas: estudos de caso das pra&ccedil;as de Barra Bonita/SP</i><b>. </b>V Simp&oacute;sio Nacional de Gerenciamento de Cidades &ndash; 3&ordf; Semana de Arquitetura e Urbanismo da UNIVAG, V&aacute;rzea Grande, MT, 2017, p. 776-790.</p>     <!-- ref --><p>Goldenberg, M. <i>A arte de pesquisar: como fazer pesquisa qualitativa em Ci&ecirc;ncias Sociais.</i> 12&ordf; ed. Rio de Janeiro: Record, 2011.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1768671&pid=S2182-1267202000010000600019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Herzog, C.P. <i>Cidades para todos: (re) aprendendo a conviver com a natureza.</i> 1 ed. Rio de Janeiro: Mauad Editora/Inverde, 2013.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1768673&pid=S2182-1267202000010000600020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>Herzog, C.P. <i>A multifunctional green infrastructure design to protect and improve native biodiversity in Rio de Janeiro</i><b>. </b><b>Landscape Ecol Eng</b> 12, 2016, p.141&ndash;150.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Hirota, M. &amp; RIBEIRO, M.<i>Bacia do Tiet&ecirc; tem apenas 7% de Mata Atl&acirc;ntica preservada</i>. Funda&ccedil;&atilde;o SOS Mata Atl&acirc;ntica. <a href="http://epoca.globo.com/colunas-e-blogs/blog-do-planeta/noticia/2016/09/bacia-do-tiete-tem-apenas-7-de-mata-atlantica-preservada.html" target="_blank">http://epoca.globo.com/colunas-e-blogs/blog-do-planeta/noticia/2016/09/bacia-do-tiete-tem-apenas-7-de-mata-atlantica-preservada.html</a>Blog do Planeta</a>, publicado em 22 de setembro de 2016. Dispon&iacute;vel em: &lt;<a href="https://www.sosma.org.br/artigo/bacia-tiete-tem-apenas-7-de-mata-atlantica-preservada/" target="_blank">https://www.sosma.org.br/artigo/bacia-tiete-tem-apenas-7-de-mata-atlantica-preservada/</a>&gt; Acesso em 20 de agosto de 2019&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1768676&pid=S2182-1267202000010000600022&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Hurlbert, Stuart H. <i>Pseudoreplication and the Design of Ecological Field Experiments. </i>Ecological Monographs, Vol. 54, No. 2., pp. 187-211, 1984.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1768677&pid=S2182-1267202000010000600023&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>IBGE &ndash; INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTAT&Iacute;STICA. <i>Estimativas da popula&ccedil;&atilde;o residente nos munic&iacute;pios brasileiro</i>(PDF), 2017. Dispon&iacute;vel em: &lt;<a href="ftp://ftp.ibge.gov.br/Estimativas_de_Populacao/Estimativas_2017/estimativa_dou_2017.pdf&gt;" target="_blank">ftp://ftp.ibge.gov.br/Estimativas_de_Populacao/Estimativas_2017/estimativa_dou_2017.pdf&gt;</a> Acesso em 15 de outubro de 2017</p>     <!-- ref --><p>Juzarte, T.J.<i>Di&aacute;rios de Navega&ccedil;&atilde;o,</i>1769.In<b>: </b>SOUZA, J.S.; MAKINO, M. Comemora&ccedil;&atilde;o 500 anos de Brasil. S&atilde;o Paulo: Edusp, 2000&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1768680&pid=S2182-1267202000010000600025&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Le Goff, J. <i>Hist&oacute;ria e mem&oacute;ria.</i> Tradu&ccedil;&atilde;o Irene Ferreira. Campinas/SP: Unicamp, 1990.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1768681&pid=S2182-1267202000010000600026&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>Lerner, D.N. e HOLT, A. <i>How should we manage urban river corridors?</i> The 18th Biennial Conference of International Society for Ecological Modelling. Procedia Environmental Sciences 13, 2012, p.721&ndash;729,</p>     <!-- ref --><p>Lima, A. Relat&oacute;rio da Comiss&atilde;o de Explora&ccedil;&atilde;o dos Rios Brasileiros, 1877 apud SAFFI, L., BOMBONATI, I. C., BOLLA, R. A., STANGHERLIN, C. <i>100 anos de hist&oacute;ria Barra Bonita - De Salles Leme e Pompeu (1883) a WadyMucare (1983).</i>1999, p.5.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1768684&pid=S2182-1267202000010000600028&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Magnaghi, M; Giacomozzi, S. <i>Un fiume per il territorio: Indirizzi progettuali per il parco fluviale del Valdarno empolese.</i>Firenze University press, 2009&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1768686&pid=S2182-1267202000010000600029&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Magnani, F. <i>Inventari forestali e telerilevamento.</i> Dispense laurea Magistrale in Progettazione e Gestione degli Ecosistemi Agro-Territoriali, Forestali e del Paesaggio, Bologna, Italia, 2015&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1768687&pid=S2182-1267202000010000600030&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Meinig, D.W. <i>The Beholding Eye: Ten Versions of the Same Scene</i>. Journal: The Interpretation of Ordinary Landscapes: Geographical Essays: 33-50, 1979.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1768688&pid=S2182-1267202000010000600031&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>Mello, S. <i>Na beira do rio tem uma cidade: urbanidade e valoriza&ccedil;&atilde;o dos corpos d&rsquo;&aacute;gua. </i>354 f. Tese de Doutorado em Arquitetura e Urbanismo, da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo, UnB, Bras&iacute;lia, 2008.</p>     <!-- ref --><p>Merleau-Ponty, M. <i>Fenomenologia da percep&ccedil;&atilde;o</i> (C. Moura, Trad.). S&atilde;o Paulo: Martins Fontes, 1994.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1768691&pid=S2182-1267202000010000600033&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>Mota, V.G.; Constantino, N.R.T. <i>Cidades e Rios no Oeste Paulista &ndash; Rio Tiet&ecirc; e a cidade de Barra Bonita</i><b>. </b>Revista nacional do gerenciamento das cidades 5 (23), 2017, p.27-40</p>     <!-- ref --><p>N&oacute;brega, M. <i>Historia do Rio </i><i>Tiet&ecirc;</i><i>. </i>219p. 2 ed. S&atilde;o Paulo: Editora Martins, 1978.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1768694&pid=S2182-1267202000010000600035&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Norberg-Schulz, C. O fen&ocirc;meno do lugar. In: NESBITT, K. <i>Uma nova agenda para a arquitetura. </i>S&atilde;o Paulo: CosacNaify, 2006. p.444-460.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1768696&pid=S2182-1267202000010000600036&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Ohtake, R. <i>O Livro do Tiet&ecirc;. </i>167p. Editora: Est&uacute;dio Ro, 1991.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1768698&pid=S2182-1267202000010000600037&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Palmer, M.; NEAVERSON, P. <i>Industrial Archaeology: Principles and Practice:</i> 1. ed. Londres: Routledge, 1998, 200 p.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1768700&pid=S2182-1267202000010000600038&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Penteado, C.L.C.; Almeida, D.L.; Benassi, R.F. <i>Conflitos h&iacute;dricos na gest&atilde;o dos reservat&oacute;rios Billings e Barra Bonita</i><b>. </b>Estudos avan&ccedil;ados 31(89) 2017, p.299-322, Doi: 10.1590/s0103-40142017.31890023&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1768702&pid=S2182-1267202000010000600039&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p>PETBB &ndash; Prefeitura da Est&acirc;ncia Tur&iacute;stica de Barra Bonita. <i>Usina hidrel&eacute;trica Barra bonita</i>. Prefeitura da Est&acirc;ncia Tur&iacute;stica de Barra Bonita, 2013. Dispon&iacute;vel em: &lt;<a href="https://barrabonita.sp.gov.br/?page=pontos-turisticos&amp;ver=usina-hidreletrica-barra-bonita&gt;" target="_blank">https://barrabonita.sp.gov.br/?page=pontos-turisticos&amp;ver=usina-hidreletrica-barra-bonita&gt;</a> Acesso em: 28 de maio de 2018.</p>     <p>PMVA &ndash;Programa Munic&iacute;pio VerdeAzul. <i>Ranking: pontua&ccedil;&otilde;es</i><b>,</b> 2019. Dispon&iacute;vel em: &lt;<a href="http://verdeazuldigital.sp.gov.br/site/pontuacoes/&gt;" target="_blank">http://verdeazuldigital.sp.gov.br/site/pontuacoes/&gt;</a> Acesso em 10 de junho de 2018</p>     <p>Ribeiro, L.; Bar&atilde;o, T.<i>Greenways for recreation and maintenance of landscape quality: five case studies in Portugal.</i>Landscape and Urban Planning 76, 2006, p. 79&ndash;97</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Rosa, E.T.S <i>Hist&oacute;ria e mem&oacute;ria em Servi&ccedil;o Social: a trajet&oacute;ria profissional de Nobuco</i> <i>Kameyama.</i>228 f. Tese de Doutorado em Servi&ccedil;o Social, da Pontif&iacute;cia Universidade Cat&oacute;lica de S&atilde;o Paulo (PUC-SP), S&atilde;o Paulo, 2016.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1768706&pid=S2182-1267202000010000600043&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Saffi, L., Bombonati, I. C., Bolla, R. A., Stangherlin, C. <i>100 anos de hist&oacute;ria Barra Bonita - De Salles Leme e Pompeu (1883) a WadyMucare (1983). </i>Prefeitura Municipal de Barra Bonita, 1999.&nbsp; Dispon&iacute;vel em: &lt;<a href="https://barrabonita.sp.gov.br/?page=livro-100-anos-de-historia&gt;" target="_blank">https://barrabonita.sp.gov.br/?page=livro-100-anos-de-historia&gt;</a> Acesso em: 10 de mar. de 2016.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1768708&pid=S2182-1267202000010000600044&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Santiago, E. <i>Rio Tiet&ecirc;.</i> Info escola: navegando e aprendendo (net), 2017. Dispon&iacute;vel em &lt;<a href="https://www.infoescola.com/hidrografia/rio-tiete/&gt;" target="_blank">https://www.infoescola.com/hidrografia/rio-tiete/&gt;</a> Acesso em 10 de outubro de 2017&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1768710&pid=S2182-1267202000010000600045&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Serr&atilde;o, A.V. <i>Paisagem: natureza perdida, natureza reencontrada?</i>&nbsp; Revista de Filosofia&nbsp; Moderna&nbsp; e&nbsp; Contempor&acirc;nea,&nbsp; Bras&iacute;lia, n&ordm; 2 (1), 2013,&nbsp; p.7-27. Dispon&iacute;vel em: &lt;<a href="http://www.periodicos.unb.br/index.php/fmc/article/view&gt;" target="_blank">http://www.periodicos.unb.br/index.php/fmc/article/view&gt;    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1768711&pid=S2182-1267202000010000600046&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></a></p>     <p>Silva, H. <i>Considera&ccedil;&otilde;es sobre planejamento de eclusagens na Hidrovia Tiet&ecirc;-Paran&aacute;.</i>106 f. Disserta&ccedil;&atilde;o de Mestrado em Engenharia&nbsp; de&nbsp; Produ&ccedil;&atilde;o &ndash; Faculdade de Engenharia, UNESP, Bauru, 2015</p>     <!-- ref --><p>Silva, J. B.; Serdoura, F.; Pinto, P. <i>Urban Rivers as Factors of Urban (Dis)integration,</i> 42<sup>nd</sup>ISoCaRP Congress, 2006&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1768714&pid=S2182-1267202000010000600048&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p>SNIS &ndash; Sistema Nacional de Informa&ccedil;&otilde;es sobre Saneamento. <i>Informa&ccedil;&otilde;es de Esgoto: munic&iacute;pio Barra Bonita-SP, </i>2017. Dispon&iacute;vel em: &lt;<a href="http://app4.cidades.gov.br/serieHistorica/" target="_blank">http://app4.cidades.gov.br/serieHistorica/#</a>&gt;Ultimo acesso em 8 de setembro de 2019</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Souza, J.S.; Makino, M. <i>Di&aacute;rios de Navega&ccedil;&atilde;o &ndash; Teot&ocirc;nio Jos&eacute; Juzarte</i>. Comemora&ccedil;&atilde;o 500 anos de Brasil. S&atilde;o Paulo: Edusp, 2000</p>     <!-- ref --><p>Xeria, L.C. <i>Carta do Capit&atilde;o General Governador do Paraguay, Don Luis de C&eacute;spedes Xeria a Filipe IV sobre a navega&ccedil;&atilde;o no Tiet&ecirc; e no Paran&aacute;</i>, 1628.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1768717&pid=S2182-1267202000010000600051&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a href="#_ftnref1" name="_ftn1"><sup><sup>[1]</sup></sup></a>Este artigo baseia-se parcialmente no conte&uacute;do apresentado na disserta&ccedil;&atilde;o de Mestrado em Arquitetura e Urbanismo da autora, intitulada &ldquo;<i>Percep&ccedil;&atilde;o, hist&oacute;ria&nbsp;e&nbsp;ressignifica&ccedil;&atilde;o do Rio Tiet&ecirc;&nbsp;no&nbsp;Oeste paulista:<br /> os casos de Barra Bonita&nbsp;e&nbsp;Pederneiras&rdquo;</i>, a ser conclu&iacute;da em 2020 no Programa de P&oacute;s-Gradua&ccedil;&atilde;o em Arquitetura e Urbanismo, da Universidade Estadual Paulista (PPGARQ-UNESP), Bauru-SP, Brasil. Uma vers&atilde;o pr&eacute;via e incompleta desse artigo foi publicado como resumo expandido ao t&iacute;tulo de "<i>Os rios no contexto da paisagem urbana: o caso de Barra Bonita</i>"&nbsp; nos anais do V Encontro da Associa&ccedil;&atilde;o Nacional de Pesquisa e P&oacute;s-Gradua&ccedil;&atilde;o em Arquitetura e Urbanismo, que ocorreu em Salvador, 2018.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a href="#_ftnref2" name="_ftn2"><sup><sup>[2]</sup></sup></a>Essa ferramenta calcula o valor necess&aacute;rio de r&eacute;plicas das amostras baseado no tamanho do universo (n&uacute;mero total de pessoas em cada cidade), porcentagem de margem de erro (padr&atilde;o estat&iacute;stico = 5%), n&iacute;vel de confian&ccedil;a (padr&atilde;o estat&iacute;stico = 95%) e heterogeneidade. Para este &uacute;ltimo item, o valor a ser considerado foi de 50%, que &eacute; o padr&atilde;o universal de probabilidade quando se trata de g&ecirc;nero sexual. Ver mais em <a href="https://www.netquest.com" target="_blank">https://www.netquest.com</a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a href="#_ftnref3" name="_ftn3"><sup><sup>[3]</sup></sup></a>Maiores informa&ccedil;&otilde;es sobre o Programa Munic&iacute;pio VerdeAzul, consultar o site <a href="https://www.infraestruturameioambiente.sp.gov.br/verdeazuldigital/o-projeto/ "target="_blank">https://www.infraestruturameioambiente.sp.gov.br/verdeazuldigital/o-projeto/</a></p>     <p><a href="#_ftnref4" name="_ftn4"><sup><sup>[4]</sup></sup></a>O Conselho estabelece no artigo 4&ordm; da resolu&ccedil;&atilde;o 357, 5 categorias principais para a classifica&ccedil;&atilde;o das &aacute;guas em rela&ccedil;&atilde;o ao uso humano (BRASIL, 2005): <b>I - Classe especial: </b>&aacute;guas destinadas: ao abastecimento para consumo humano e &agrave; preserva&ccedil;&atilde;o do equil&iacute;brio natural das comunidades aqu&aacute;ticas; <b>II - Classe 1:</b> &aacute;guas que podem ser destinadas: ao abastecimento para consumo humano, ap&oacute;s tratamento simplificado e &agrave; recrea&ccedil;&atilde;o de contato prim&aacute;rio, tais como nata&ccedil;&atilde;o, esqui aqu&aacute;tico e mergulho; <b>III - Classe 2:</b> &aacute;guas que podem ser destinadas: ao abastecimento para consumo humano, ap&oacute;s tratamento convencional e &agrave; recrea&ccedil;&atilde;o de contato prim&aacute;rio, tais como nata&ccedil;&atilde;o, esqui aqu&aacute;tico e mergulho; <b>IV - Classe 3:</b> &aacute;guas que podem ser destinadas: a) ao abastecimento para consumo humano, ap&oacute;s tratamento convencional ou avan&ccedil;ado e &agrave; recrea&ccedil;&atilde;o de contato secund&aacute;rio; <b>V - Classe 4:</b> &aacute;guas que podem ser destinadas: &agrave; navega&ccedil;&atilde;o e &agrave; harmonia paisag&iacute;stica.</p>     ]]></body>
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