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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[A tectónica da infra-estrutura: construir o espaço público na cidade alargada]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Considering the crossroads of "concepts", contradictions and uncertainties that tend to weaken, from the disciplinary point of view, the role of the architect and architecture in the definition of public space and the city, this paper seeks to highlight, from a concrete example - the interventions in public space within the 1st phase the project of the Porto metro - the plausibility and need to design and build public space in the contemporary city under accurate and meaningful principles. Primarily we will seek to emphasize the urgency of the reaffirmation of the urban role of public space in today´s &#8220;construction&#8221; of the city, and hence the need for identification and justification of the value or significance of the &#8220;project&#8221;; that is, we will seek to emphasize the relevance of the act of "design and build public space" may still have today, particularly in the enlarged city. The 1st phase of the Metro do Porto project, which had as general coordinator Eduardo Souto de Moura, which has been materialized &#8220;on the ground&#8221; between 1999 and 2008, allowed not only to confirm the potential of interventions Metro as structuring elements of a more dispersed urban areas, as made possible the identification of a new tectonic for the whole metropolitan area.]]></p></abstract>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[Cidade Contemporânea]]></kwd>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><font face="Verdana" size="2"><b>ARTIGO    ORIGINAL</b></font></p>     <p align="right"></p>     <p>&nbsp;</p> <b><font face="Verdana" size="4"><b>A tectónica da infra-estrutura: construir o espaço público na cidade alargada </b></font></b> </p>     <p>  <b><font face="Verdana" size="3"><b>The tectonic of the infrastructure:  building the public space in the enlarged city</b></font></b></p>     <p align="center"></p>     <p></p>     <p><b><font face="Verdana" size="2">Rodrigo Coelho<a name="top1" id="top1"></a><a href="#1">I</a><sup> <br /> </sup></font></b></p>     <p><font size="4" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><a name="1" id="1"></a>[<a href="#top1">I</a>]</font></font><font size="2" face="Verdana">Faculdade de Arquitectura da Universidade do Porto, Portugal. e-mail: <a href="mailto:rodrigo.coelho@arq.up.pt" target="_blank">rodrigo.coelho@arq.up.pt</a></font><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">.<br /> </font><br /> </p>    <p><br />   </font><br /> </p> <hr size="1" noshade="noshade" />     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>RESUMO</b></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Tendo em conta a encruzilhada de conceitos, de contradições e indefinições que tendem a fragilizar do ponto de vista disciplinar, não apenas o saber teórico e prático, mas também o papel do arquitecto e da arquitectura, na definição do espaço público e da cidade, e tendo em conta a maior complexidade e a maior incerteza no que diz respeito aos processos de construção da cidade e do espaço público, este texto procura evidenciar, a partir de um exemplo concreto &#8211; as intervenções realizadas no espaço público no âmbito da 1ª fase do projecto do metro do Porto &#8211; a plausibilidade e necessidade de (continuar a) pensar e materializar o espaço público na cidade contemporânea enquanto suporte projectado e construído dotado de desígnios e de formas precisas e significantes.  Fundamentalmente procuraremos salientar a urgência da reafirmação do papel urbanístico do espaço público na construção da cidade presente e futura e, consequentemente, na necessidade de identificação e justificação do valor ou significado do projecto, ou seja, na relevância que o acto de projectar e construir o espaço público ainda pode ter, em particular na cidade alargada . A 1ª fase do projecto do Metro do Porto, que teve como coordenador geral Eduardo Souto de Moura, e se tem vindo a materializar no terreno entre 1999 e 2008, permitiu não apenas afirmar a potencialidade das intervenções do metro enquanto elementos estruturantes de um urbano mais disperso (permitindo a requalificação contínua de importantes tramos urbanos), como tornou possível o reconhecimento de uma &#8220;nova tectónica&#8221; para o conjunto metropolitano.   </font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>Palavras-chave:  </b>Cidade Contemporânea, Espaço Público, Infra-estrutura, Projecto Urbano, &#8220;Tectónica Metropolitana&#8221;</font>.</p> <hr size="1" noshade="noshade" />     <p><b><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">ABSTRACT</font></b></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Considering the crossroads of "concepts", contradictions and uncertainties that tend to weaken, from the disciplinary point of view, the role of the architect and architecture in the definition of public space and the city, this paper seeks to highlight, from a concrete example - the interventions in public space within the 1st phase the project of the Porto metro - the plausibility and need to design and build public space in the contemporary city under accurate and meaningful principles. Primarily we will seek to emphasize the urgency of the reaffirmation of the urban role of public space in today´s &#8220;construction&#8221; of the city, and hence the need for identification and justification of the value or significance of the &#8220;project&#8221;; that is, we will seek to emphasize the relevance of the act of "design and build public space" may still have today, particularly in the enlarged city. The 1st phase of the Metro do Porto project, which had as general coordinator Eduardo Souto de Moura, which has been materialized &#8220;on the ground&#8221; between 1999 and 2008, allowed not only to confirm the potential of interventions Metro as structuring elements of a more dispersed urban areas, as made possible the identification of a new tectonic for the whole metropolitan area.  </font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>Keywords:</b>    </font><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Contemporary City, Public Space, Infrastructure, Urban Design, Metropolitan Tectonic.</font></p>     <p>&nbsp;</p> <hr size="1" noshade="noshade" />     <p>&nbsp;</p>      <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Introdução : a debilitação da vocação arquitectónica e urbanística na       construção do espaço público   </b></font>      <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">     Numa época de incertezas, em que vários autores teorizam sobre o &#8220;fim do espaço público&#8221;, a &#8220;fuga para o privado&#8221;, a insegurança e o &#8220;medo à cidade&#8221;    [<a name="top2" id="top2"></a><a href="#2">2</a>], e em que se anuncia a     &#8220;urbanidade e o urbano&#8221; como valor &#8220;difuso&#8221;, &#8220;frágil&#8221; e &#8220;genérico&#8221;     (Koolhaas, 1995: 1252), não deixa de ser surpreendente (e até certo ponto     paradoxal), a quantidade de projectos e realizações que se focam     exactamente no espaço público como âmbito de actuação específico. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">     Contudo, observa-se que, sobretudo nas últimas duas décadas, as     intervenções no espaço público se caracterizam por uma homologação espacial     e figurativa dos espaços[<a name="top3" id="top3"></a><a href="#3">3</a>],     regendo-se pela simplificação ou rejeição de metodologias e critérios     urbanísticos e arquitectónicos, tidos como historicamente relevantes na     construção do espaço público. Esta ideia é claramente denunciada por Manuel     de Solà-Morales, quando, de forma certeira, refere que o entendimento     recente do projecto do espaço público se transformou &#8220;(...) numa prática     profissional autónoma de uma arquitectura da cota zero, desenvolvida a céu     aberto&#8221;, como se de uma &#8220;folha em branco&#8221; se tratasse, onde em muitos casos     parece não haver programa, custos, funções, estrutura ou cliente (Solà     Morales, 2010: 27). </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">     Também a tendência para a formulação de programas desajustados das     realidades urbanas, ora &#8220;artificialmente complexos&#8221;, ora demasiado ou     exclusivamente orientadas a necessidades funcionais, lúdicas (ligadas à     permanente necessidade de &#8220;animação&#8221; e ao &#8220;conforto&#8221; do utente) ou a     objectivos comerciais e de marketing, ajudam a caracterizar e a compreender     um modo genérico de construir o espaço público hoje. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">     O &#8220;espaço público projectado&#8221; (cuja concepção se vê hoje, em geral,     desprovida de uma visão estratégica ou de conjunto) transforma-se assim, em     muitos casos, num conjunto desarticulado de peças isoladas do contexto     urbano - tendencialmente auto-referenciais, de escala e uso variável,     construtivamente frágeis - conduzindo à dissolução da significação e     legibilidade do espaço público e da forma urbana e desvinculando-o     igualmente da condição tectónica e urbana que historicamente lhe     reconhecemos. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">     Se é verdade que este diagnóstico pode e deve ser matizado em função das     diferentes situações que podemos encontrar nos diferentes contextos, não     podemos deixar de reconhecer que, quanto às consequências para a cidade, em     geral, as diferentes respostas ao problema da construção de espaço público,     no nosso campo disciplinar, acabam por não ter em conta a matriz tectónica     e estruturadora que no passado, como se sabe, orientaram a construção do     espaço público, constituindo a garantia da sua estabilidade, perenidade e     continuidade. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">     Sabemos, porém, que enquadrar e tratar a problemática do desenho ou     materialização do espaço público hoje pressupõe, necessariamente, tal como     no passado, a consideração da natureza multifacetada que este apresenta -     em que várias interpretações ou significados, provenientes de diversas     disciplinas, se sobrepõem, se cruzam e se alimentam reciprocamente - e     pressupõe sempre a existência de uma relação dialéctica entre um espaço     (suporte) e um público (vida colectiva). É justamente este entendimento     dialéctico que nos permite distinguir a noção de &#8220;espaço público&#8221; de outras     noções afins, mas não necessariamente coincidentes - como, por exemplo, a     noção de &#8220;espaço urbano&#8221;. Neste sentido, o &#8220;espaço público&#8221; dificilmente     será compreendido, se estiver dissociado da &#8220;vida&#8221; e daqueles que o     habitam, o atravessam e o usam. Este aspecto tem consequências importantes,     já que só a partir desta dialéctica será possível interpretar os vários     sentidos e significados que o espaço público adquire ao longo da própria     história da cidade. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">     É ainda importante notar que a vida que qualquer espaço público integra,     resulta não apenas da existência de uma vivência colectiva, comum, mas     pressupõe igualmente a coexistência de múltiplas &#8220;vivências&#8221; individuais     num determinado espaço; o que determinará, naturalmente, diferentes     percepções consoante quem o interpreta, o habita ou usa. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">     Será devido a esta condição ambivalente e complexa que caracteriza (desde     sempre) o espaço público, em que a dimensão urbanística (e espacial) e a     dimensão política e social se confrontam e sobrepõem, que Carlos Martí     atribui a dificuldade que temos em definir ou descrever os &#8220;lugares     públicos próprios do nosso tempo&#8221;; sendo igualmente certo que esta     dificuldade que temos em definir ou descrever os lugares públicos da     contemporaneidade se reflecte, necessariamente, em outro problema nuclear,     que se traduz na plausibilidade de assumir e de pensar o espaço público     como arquitectura, ou como suporte qualificado, em que, seguramente, o     valor da forma e da tectónica são incontornáveis. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">     Esta questão, ou problema, constitui-se porventura como um dos desafios     mais difíceis que se coloca ao projecto do espaço público hoje no campo     disciplinar da arquitectura, dada a actual dilatação, fragmentação e     complexidade do espaço urbano, bem como a dificuldade em reconhecer uma     hierarquia e de fixar a forma e os limites na cidade contemporânea. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">     Por outro lado, a plausibilidade de propor uma forma para o espaço público     parece ser um tema controverso que não apenas divide as diferentes     disciplinas que estudam o espaço público, como suscita um debate teórico inconclusivo no interior da nossa disciplina    [<a name="top4" id="top4"></a><a href="#4">4</a>]. Este debate refere-se à     pertinência e aos termos em que a arquitectura, num tempo de dispersão e do     urbano &#8220;sem forma&#8221; e &#8220;sem limites&#8221;, pode ou não dar forma e ordenar o     espaço público nas suas partes mais recentes, no sentido de o tornar     legível, habitável e perene, considerando simultaneamente a sua dimensão     social, política e cultural, mas em particular a sua dimensão tectónica,     sobretudo a sua escala e as suas qualidades formais e construtivas. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">     Ou, por outras palavras, será possível conferir aos novos espaços públicos     da cidade alargada uma imagem forte, clara e memorizável? </font></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>2. A infra-estrutura na definição de uma (nova) tectónica para o espaço   público metropolitano &#8211; o exemplo do Metro do Porto </b> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">     A análise de diversos exemplos realizados, em particular na Europa, nas     últimas duas décadas permitem-nos afirmar que, de facto, a construção     consistente do espaço público, mesmo em contextos mais indefinidos - isto é     na cidade mais alargada e dispersa - não parece poder prescindir de um     entendimento que assuma o espaço público enquanto arquitectura que constrói     forma(s) e espaço(s) claramente identificáveis, capazes de suportar e     estruturar a vida colectiva num âmbito urbano. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">     Esta observação é, a nosso ver, particularmente evidente em projectos de     base infra-estrutural, que recuperando a adopção de regras simples,     legíveis e claras na composição dos componentes que constroem o espaço     público (arquitectónicos e não arquitectónicos), tem vindo a revelar o potencial destas intervenções infra-estruturais no (re)desenho da cidade    [<a name="top5" id="top5"></a><a href="#5">5</a>]. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">     No contexto português julgamos particularmente sugestiva e importante para     a avaliação deste entendimento o conjunto das intervenções de inserção     urbana relativo à 1ª fase do Projeto do Metro do Porto (projectada e     construída entre 1999 e 2008 sob a coordenação geral do arquitecto Eduardo     Souto de Moura) na medida em que este projecto &#8211; sobretudo nos sectores em     que a intervenção se desenvolve à superfície &#8211; se tem vindo a afirmar como     um dos principais instrumentos que permite reivindicar de novo para a     infra-estrutura, um papel não meramente funcional de ligação entre sectores     urbanos; mas também potenciador de intervenções de redesenho e     reorganização mais amplas e profundas da cidade, capazes de participar e     gerar projectos unitários, e simultaneamente marcar a imagem e a tectónica     da cidade futura. Sobretudo porque é nestas intervenções à superfície que a     intervenção do Metro se confronta com o tema da fragmentação e dispersão     num contexto urbano policêntrico &#8211; ou seja, com a ausência de uma estrutura     e de uma hierarquia visíveis &#8211; que se traduz, ao nível do espaço público,     no problema da inexistência de traçados estruturadores, de marcos urbanos e     de limites físicos reconhecíveis, na definição do território metropolitano. </font></p>     <p>   <font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>2.1 Os diferentes temas de intervenção no espaço público </b> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">     A intervenção do Metro enfrenta contextos e temas de diferente natureza,     conduzindo a estratégias e soluções distintas ao nível dos espaços públicos     criados, pelo que julgamos útil, como ponto de partida para a análise,     destacar três temas de projecto, que embora claramente individualizáveis,     podem e devem analisar-se de forma complementar. </font></p>     <p>     <font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>         i. (Re)desenhar com a infra-estrutura ou a infra-estrutura que desenha         a cidade </b> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">     Nesta situação (que é generalizável praticamente ao longo de toda a linha),     os elementos que constroem o espaço público decorrem directamente dos     componentes funcionais que constituem a base da infra-estrutura. A presença     destes elementos é no entanto variável, expressando-se quer no desenho do     chão (sobretudo através do canal reservado aos carris - nas suas várias     configurações[<a name="top6" id="top6"></a><a href="#6">6</a>]), quer     através de outros elementos secundários (como mastros, iluminação, etc.),     quer ainda através das estações ou abrigos, cuja importância é variável     consoante os contextos em que se insere. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">     Não constituindo a regra, devemos igualmente salientar a importância que     algumas estações, viadutos, muros de suporte e viadutos adquirem, ao     ultrapassarem a escala e caracterização arquitectónica das &#8220;estações     abrigo&#8221;, constituindo-se como elementos fundamentais na configuração de     (novos) espaços públicos, ou na (re)qualificação de sectores importantes da     cidade (como sucede, por exemplo, na Maia). </font></p>     <p>   <font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>ii. Ordenar a partir da infra-estrutura</b> </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">     A intervenção do Metro constitui-se, nestes casos, como matriz ordenadora     de uma expansão ou ligação urbana, tornando reconhecível a sua vocação de     elemento (potencialmente) estruturador da cidade futura. Nestes casos, o     projecto do Metro, ao atribuir (previamente) uma determinada caracterização     formal e funcional ao espaço público, assume o papel de &#8220;traçado     ordenador&#8221;. Ao permitir fixar algumas regras-base para o desenvolvimento     urbano de determinadas áreas (ao nível do traçado, caracterização e desenho     do espaço público), a intervenção do Metro pode constituir, deste modo, um     &#8220;certificado de garantia&#8221; da transformação e urbanização futura destas     zonas. </font></p>     <p>   <font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>iii. (Re)qualificar a partir da infra-estrutura</b> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">     Esta &#8220;oportunidade&#8221; surge quando a intervenção do Metro torna possível ou     potencia uma intervenção mais profunda no espaço público pré-existente. A     implantação da infra-estrutura opera neste caso como elemento catalisador     de uma requalificação urbana mais ampla, funcionando a &#8220;inserção urbana&#8221;     como pretexto para uma recomposição mais abrangente e articulada do     contexto urbano existente. Este tema, estando subjacente como um objectivo     estratégico da intervenção, não teve as mesmas consequências ao longo do     traçado do metro, sendo mais visível nas intervenções realizadas na Senhora     da Hora e especialmente na zona central da Maia. </font></p>     <p>     <font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>         2.2 O caso do projecto de inserção urbana do Metro do Porto na Cidade         da Maia </b> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">     De entre as várias intervenções realizadas na primeira fase do projecto do     Metro do Porto, o caso da Maia constitui, a nosso ver, um exemplo     ilustrativo da presença, num território relativamente reduzido, dos     diferentes temas e problemas que o projecto do Metro pode contemplar ao     nível da intervenção sobre o espaço público. Este caso também permite     comprovar a transformação profunda que um projecto com estas     características pode introduzir num território urbanizado sem uma     hierarquia ou ordem visíveis, e onde o espaço público, enquanto estrutura urbana de suporte, tinha tido até aqui um papel secundário ou inexistente    [<a name="top7" id="top7"></a><a href="#7">7</a>]. </font></p>       <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">     Dando sequência a um investimento progressivo na requalificação física,     social e ambiental[<a name="top8" id="top8"></a><a href="#8">8</a>], o     projecto do Metro, desenvolvendo-se em duas &#8220;frentes distintas&#8221; (<a href="#d1">Desenho     1</a>), que correspondem à reconversão do traçado das antigas linhas de caminho     de ferro da Póvoa e Trofa (que historicamente definem dois dos principais eixos de urbanização no interior do concelho da Maia e da AMP    [<a name="top9" id="top9"></a><a href="#9">9</a>]), é integrado numa     estratégia que procura incorporar e compatibilizar a obra desta     infra-estrutura com uma visão mais alargada das acessibilidades e de outras     políticas urbanas (quer de âmbito mais local, quer de âmbito mais regional     ou territorial), num quadro de permanente coordenação e negociação entre as diferentes entidades envolvidas    [<a name="top10" id="top10"></a><a href="#10">10</a>]. </font></p>     <p>&nbsp;</p> <a name="d1" id="d1"></a><img src="/img/revistas/cct/n34/n34a10d1.jpg"/>     
<p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">     Num território que, como é o caso da Maia, se viu &#8220;privado&#8221; de elementos de     escala urbana e metropolitana que pudessem servir de guia ao seu processo     de crescimento urbano (referências naturais significativas como frentes de     mar, frentes de rio, ou de um centro histórico), a intervenção do Metro     assume-se, em certo sentido, ou potencialmente, como um dos principais     elementos estruturadores desta realidade urbana, articulando e intervindo     directamente sobre o &#8220;urbano sem forma&#8221; constituindo-se como uma     alternativa possível, ou das poucas capaz de o organizar, consolidar e     hierarquizar. Neste sentido, as intervenções do Metro na Maia reflectem uma     série de aspectos que caracterizam a condição metropolitana actual,     heterogénea, instável e desestruturada, e a forma como esta condição se     traduz na evolução urbana mais recente e na natureza dos seus espaços     públicos (<a href="#f1">Figura 1</a>). </font></p>     <p>&nbsp;</p> <a name="f1" id="f1"></a><img src="/img/revistas/cct/n34/n34a10f1.jpg"/>     
]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>      <p>     <font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>         2.3 A intervenção do Metro como base da requalificação urbana e da         expansão futura da Cidade da Maia </b> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">     O primeiro aspecto que julgamos pertinente assinalar, como questão prévia à     análise das transformações que o projecto do Metro induz na Zona Central da     Maia, tem a ver com a decisão fundamental (negociada pelo Município) de desviar o traçado do Metro do canal da antiga linha ferroviária da Trofa    [<a name="top11" id="top11"></a><a href="#11">11</a>]. Esta decisão abriu a     possibilidade de promover, através das obras de inserção urbana da     infra-estrutura do Metro, uma ampla requalificação de um tramo que atravessa o núcleo &#8220;mais urbano&#8221; da cidade da Maia    [<a name="top12" id="top12"></a><a href="#12">12</a>]. Por outro lado este     desvio do traçado da linha permite uma ligação mais efectiva e articulada     do núcleo urbano com a Zona Industrial a norte, assim como permite     redefinir os princípios de crescimento e transformação desta mesma área &#8211;     considerada estratégica por parte do município - que a individualiza como     um ponto-chave da expansão futura da Cidade da Maia. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">     Nesta estratégia, os troços Parque da Maia - Fórum da Maia - Rotunda de     Brandinhães - Mandim são decisivos, na medida em que, se o primeiro procura     consolidar a dimensão urbana da cidade e a sua &#8220;porta de entrada&#8221; &#8211; o seu     limite a sul e a poente &#8211;, o segundo constitui uma primeira &#8220;espinha     dorsal&#8221; da expansão da cidade para norte. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">     As estações do &#8220;Parque da Maia&#8221; (a sul) e da &#8220;Zona Industrial&#8221; (a norte,     incluindo o Viaduto e Rotunda de Brandinhães) transformam-se assim em     &#8220;pontos nevrálgicos&#8221; de uma &#8220;nova realidade urbana&#8221;, constituindo-se como     peças-chave para a caracterização e estruturação futura destas áreas da     cidade. De modo natural, as soluções propostas para estas duas estações     ultrapassam a condição de &#8220;abrigo&#8221; que caracteriza a maioria das outras     estações, assumindo-se claramente como pontos de referência e de produção     de &#8220;sentido urbano&#8221;. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">     Nestes dois casos, concretamente no caso da &#8220;Estação do Parque da Maia&#8221;, os     &#8220;volumes construídos&#8221; impõem-se como &#8220;arquitecturas urbanas&#8221;, manifestando,     a partir dos princípios de desenho em que assentam (implantação, escala,     linguagem, etc.), uma vontade clara de impor uma ordem urbana e     arquitectónica que ultrapassa o desenho de chão, num território onde as     infra-estruturas se impuseram sempre a qualquer &#8220;ordem construída pela     arquitectura&#8221; (Rocha, 2006:125). </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">     Já a caracterização arquitectónica da intervenção do Metro ao longo da Zona     Central da Maia apenas reforça, dá coerência e sentido ao entendimento     estratégico que, como referimos, é atribuído ao conjunto da intervenção e     especialmente aos seus pontos extremos. A inserção urbana deste tramo     procura fundamentalmente organizar um percurso imprimindo uma noção de     continuidade, não anulando, porém, as diferentes qualidades e escalas e     usos que constroem os sectores urbanos atravessados. Neste sentido, pode     dizer-se que a inserção urbana ou projecto de espaços públicos (incluindo     naturalmente o desenho da infra-estrutura) se consubstancia sobretudo na     concepção de uma sequência articulada que, relacionando &#8220;espaços sobrantes&#8221;     &#8211; os &#8220;espaçamentos&#8221; &#8211; seja capaz de integrar e permitir a convivência entre sectores urbanos de diferente condição e natureza.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O seu desenho orienta-se assim por um princípio capaz de estabelecer,     através dos espaços onde actua, uma hierarquia, uma forma e um sentido de uso, procurando que esses vazios sobrantes se tornem significantes. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Nesta estratégia, é dada especial atenção ao espaço público enquanto   &#8220;vazio&#8221; qualificador e &#8220;vertebrador&#8221;, onde a infra-estrutura do Metro se   assume como o elemento que (re)ordena e (re)qualifica o referido percurso,   criando um sistema espacial contínuo que, &#8220;desenhando o chão&#8221;, interliga os   principais equipamentos e espaços públicos atrás referidos (<a href="#d2">Desenho 2</a> e   <a href="#d3">Desenho 3</a>). Este novo sistema espacial, deve a sua vocação articuladora e   legibilidade sobretudo ao redesenho do traçado viário, ao redimensionamento   dos passeios (integrados no tratamento dado ao canal do Metro) e à   utilização de materiais de revestimento, que conferem ao espaço urbano uma   leitura de continuidade, uma nova hierarquia, uma escala e uma dignidade   previamente inexistentes. Estes elementos potenciam assim a sua vocação de   espaço de uso colectivo, reforçados pela presença de comércio que permite,   ao longo do canal requalificado, várias articulações importantes com os   espaços e equipamentos adjacentes. </font></p>     <p>&nbsp;</p> <a name="d2" id="d2"></a><img src="/img/revistas/cct/n34/n34a10d2.jpg"/>     
]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p> <a name="d3" id="d3"></a><img src="/img/revistas/cct/n34/n34a10d3.jpg"/>     
<p>&nbsp;</p>       <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>3. Considerações finais </b> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">     Recorrendo a &#8220;elementos de urbanização&#8221; dotados de racionalidade técnica e     construtiva com o objectivo de alcançar soluções/regras comuns e generalizáveis (através de uma repetição sistemática de elementos    <i>standard</i>) e visando uma estabilidade formal no desenho do espaço     público (integrado no sistema infra-estrutural), a intervenção do Metro do     Porto (nos diferentes municípios da Área Metropolitana do Porto)     transforma-se num sistema potencialmente ordenador que, estabelecendo     relações de continuidade, constitui-se como um factor de desenho e um     elemento de referência à escala do território e da cidade. Ao basear-se de     forma muito directa da lógica de suporte (e por isso construtiva) que a     própria infra-estrutura supõe, a intervenção sobre o espaço público     estabelece assim princípios e metodologias de actuação na cidade onde os     problemas se resolvem por regra de forma pragmática &#8211; &#8220;sem contemplações     subjectivas&#8221; &#8211; como refere Eduardo Souto de Moura (Souto de Moura, 2006:     15), tomando sempre como base fundamental de decisão e actuação critérios     técnicos, urbanísticos, arquitectónicos e construtivos, a partir de     procedimentos que nos reenviam a um léxico e a uma ordem comum     reconhecível, capazes de conferir a estrutura e o nível de urbanidade de     que estas áreas carecem. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">     O mérito das intervenções deve-se assim mais à forma (ou sobretudo) à     intencionalidade e inteligência com que o projecto do espaço público     recoloca a prática e o saber disciplinar da arquitectura, numa posição     privilegiada na orientação dos processos de construção e desenho da cidade     e do território, cada vez mais fragmentado e diluído do ponto de vista     técnico, político e económico. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">     O projecto (do espaço público), considerado hoje por muitos &#8220;desnecessário&#8221;     e &#8220;impossível&#8221;[<a name="top13" id="top13"></a><a href="#13">13</a>],     recupera no projecto do Metro do Porto uma legitimidade renovada que     permite, como refere Ana Vaz Milheiro (Vaz Milheiro, 2006: 67), comprovar o     importante papel do arquitecto na gestão das decisões relativas ao espaço     público[<a name="top14" id="top14"></a><a href="#14">14</a>]. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">     Neste sentido, o exemplo do Metro do Porto demonstra a necessidade de afirmação disciplinar da arquitectura na construção do espaço público    [<a name="top15" id="top15"></a><a href="15">15</a>], no sentido de se     recuperar uma cultura do projecto para a cidade, fundada numa visão mais     unitária e articulada do espaço urbano, capaz de devolver ao espaço público     algumas das características, que podemos associar a uma forma de pensar e     construir o espaço urbano que se manteve até meados do século XX:     simplicidade e eficácia no desenho dos seus componentes primários;     sobriedade na definição dos materiais; regularidade nas opções formais e     técnicas (independentemente dos contextos e das escalas de trabalho). </font></p>     <p>&nbsp;</p> <a name="f2" id="f2"></a><img src="/img/revistas/cct/n34/n34a10f2.jpg"/>     
<p>&nbsp;</p> <a name="f3" id="f3"></a><img src="/img/revistas/cct/n34/n34a10f3.jpg"/>     
<p>&nbsp;</p> <a name="f4" id="f4"></a><img src="/img/revistas/cct/n34/n34a10f4.jpg"/>     
]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p> <a name="f5" id="f5"></a><img src="/img/revistas/cct/n34/n34a10f5.jpg"/>     
<p>&nbsp;</p> <a name="f6" id="f6"></a><img src="/img/revistas/cct/n34/n34a10f6.jpg"/>     
<p>&nbsp;</p> <a name="f7" id="f7"></a><img src="/img/revistas/cct/n34/n34a10f7.jpg"/>     
<p>&nbsp;</p>      <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">     A nossa reflexão aponta assim, portanto, para a necessidade de um maior     comprometimento e exigência por parte da disciplina da arquitectura nos     referidos momentos de síntese, decisivos no projecto e desenho do espaço     público; mas também para a necessidade de atribuir ao projecto uma     consistência, capaz de centralizar as decisões com vista à constituição de     sínteses coerentes que, julgamos, na maioria dos casos, a disciplina da     arquitectura está em melhores condições de realizar, sobrepondo-se à visão     meramente funcionalista ou &#8220;oportunista&#8221; do projecto urbano, entendido em     muitos casos como um somatório de projectos técnicos . </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">     Apenas a partir desta reivindicação do controlo do projecto e do desenho do     espaço público, pensada desde a escala 1/1000 à escala 1/1, julgamos     possível fixar uma tectónica precisa, capaz de incorporar a tangibilidade,     a mensurabilidade e a utilidade de que sempre se fizeram e continuarão a     fazer as &#8220;coisas urbanas&#8221; e a cidade. </font></p>     <p>&nbsp;</p> <a name="d4" id="d4"></a><img src="/img/revistas/cct/n34/n34a10d4.jpg"/>     
<p>&nbsp;</p>     <p align="center">&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">REFERÊNCIAS BIOBLIOGRÁFICAS </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">     De Solà-Morales, I. (1989), &#8220;Eppur si muove. Dagli spazzi ai servizi     pubblici&#8221;, in         <i>         Spazi Pubblici Contemporanei. Inovazione e identità a Barcelona e in         Catalogna. Quaderni di AU        </i>     , pp. 10-14.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1687851&pid=S2182-3030201700010001000001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">     De Solà-Morales, M. (2010), &#8220;The Impossible Project of Public Space&#8221; in M. Anglès (ed.),    <i>In favour of public space: ten years of the European prize</i>,     Barcelona: Actar, pp. 24-32.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1687853&pid=S2182-3030201700010001000002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">     Koolhaas, R. (1995), <i>S,M,L, XL</i>, New York: Monacelli Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1687855&pid=S2182-3030201700010001000003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">     Martí Aris, C. (2002), &#8220;Lugares Públicos en la Naturaleza&#8221;, Conferência     proferida na Faculdade de Arquitectura do Porto em 18-11-02, edição     policopiada do autor.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1687857&pid=S2182-3030201700010001000004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">     Rocha, J. (2006) &#8220;Um Viaduto não é uma Ponte&#8221;, in F. Fernandes, M. Cannatà     (Eds.), A         <i>         arquitectura do Metro, obras e projectos na área metropolitana do Porto</i>, Civilização, Porto, pp.125.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1687859&pid=S2182-3030201700010001000005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">     Souto De Moura, E. (2006) &#8220;O Metro e a cidade&#8221;, in F. Fernandes, M. Cannatà     (Eds.), A         <i>         arquitectura do Metro, obras e projectos na área metropolitana do Porto</i>, Civilização, Porto, pp.125.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1687861&pid=S2182-3030201700010001000006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Vaz Milheiro, A. (2006), &#8221;Por qué construímos&#8221;,    <i>Quaderns d´arquitectura i urbanisme</i> Nº 252, pp. 67-73.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1687863&pid=S2182-3030201700010001000007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">     BIBLIOGRAFIA AUXILIAR </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">     Bohigas, O. (1999), &#8220;La Cuidad como Espacio Proyectado&#8221; in         <i>         La Arquitectura del Espacio Público: Formas del Pasado, Formas del         Presente        </i>     . Junta de Andalucia &#8211; Consejería de Obras Públicas y Transportes e     Triennale di Milano, Sevilla, pp. 21-24.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1687866&pid=S2182-3030201700010001000008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Busquets, J. (2004), &#8220;Presente Y Perspectivas Del Urbanismo&#8221;.    <i>Sociedade e Territorio</i>. N.º 37-38, pp. 46-60.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1687868&pid=S2182-3030201700010001000009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Busquets, J., Correa, F. (2006),    <i>Cities X Lines : A New Lens For The Urbanistic Project</i>, Harvard     University (Graduate School Of Design), Nicolodi, Cambridge.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1687870&pid=S2182-3030201700010001000010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">     Cannatà M., Fernandes, F. (2006) &#8220;Territorio Compartido. La Nueva Red de     Metro de Oporto&#8221;, <i>Arquitectura Viva</i>. Nº 109, pp. 34-37.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1687872&pid=S2182-3030201700010001000011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Domingues, A. (coord.) (2006),    <i>Cidade e Democracia: 30 Anos de Transformação Urbana em Portugal</i>,     Lisboa: Argumentum,    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1687874&pid=S2182-3030201700010001000012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> 2006. </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">     Gausa, M. (2001), <i>Diccionario Metápolis de Arquitectura Avanzada</i>,     ACTAR, Barcelona.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1687876&pid=S2182-3030201700010001000013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">     Gehl, J. (2006 - 1ª Edição 1971)         <i>         La Humanización Del Espacio Urbano. La Vida Social Entre Los Edificios        </i>     , Reverté, Barcelona.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1687878&pid=S2182-3030201700010001000014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Portas, N., Domingues, A., Cabral, J. (2003)    <i>Políticas Urbanas : Tendências, Estratégias e Oportunidades</i>, FCG,     Lisboa.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1687880&pid=S2182-3030201700010001000015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">     Portas, N.P. (1999), &#8220;Espacio público y ciudad emergente&#8221;, in         <i>         La Arquitectura del Espacio Público: Formas del Pasado, Formas del         Presente, Junta de Andalucia &#8211; Consejería de Obras Públicas y         Transportes e Triennale di Milano        </i>     , Sevilla, pp. 55-57.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1687882&pid=S2182-3030201700010001000016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">     Rocha, J.A. (2003), <i>Obra Reciente, TC Cuadernos</i>, Serie Dedalo,     Ediciones Generales De La Construcción, Valencia.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1687884&pid=S2182-3030201700010001000017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">     Secchi, B. (1986) &#8220;Progetto Di Suolo&#8221;, <i>Casabella</i> Nº 520 (Gennaio     Febbraio 1986), pp. 19-23.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1687886&pid=S2182-3030201700010001000018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">     Secchi, B. (2006) &#8220;Figure Della Mobilità&#8221;, <i>Casabella</i> Nº 739-740     (Gennaio 2006), pp. 81-83.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1687888&pid=S2182-3030201700010001000019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">     Tapparelli, C. (200), &#8220;Cambiare La Città&#8230;Pezzo Dopo Pezzo&#8221;, Entrevista a     Eduardo Souto de Moura, <i>Casabella</i>, Nº 739-740 (Dicembre 2005-Gennaio     2006), pp. 116-117. </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">     Vieira, F. (2009), Arquitectura andante: as arquitecturas do Metro do     Porto, Prova final de licenciatura em Arquitectura, FAUP.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1687891&pid=S2182-3030201700010001000021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">     VV.AA. (2006), <i>JA- Jornal Arquitectos 225- Infraestrutura</i>. (Out-Dez     2006).    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1687893&pid=S2182-3030201700010001000022&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>          <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><br clear="all"/>     </font></p>         <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Recebido: 02-03-2016; Aceite: 27-06-2016.</font></p>         <p>&nbsp;</p>         <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">NOTES</font> </p>         <p>         <font color="#FF0000" size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><font color="#000000"><a name="2" id="2"></a>[<a href="#top2">2]</a></font></font> <font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">São inúmeros os autores (como Margareth Crawford, François Ascher,           Zigmunt Bauman ou Daniel Innerarity) que têm vindo a diagnosticar           uma mudança radical relativamente à forma como o espaço público é           vivido e interpretado, considerando que desde há algumas décadas,           os actuais processos de crescimento da cidade - baseados na           dispersão, na especialização funcional e na fragmentação - levam a           que a cidade perca densidade, pluralidade e mistura de funções, não           satisfazendo critérios de integração social, cultural e espacial           nos moldes em que a cidade tradicional o fazia. Estas           transformações parecem traduzir, talvez mais do que nunca, um ciclo           de exacerbamento do privado sobre o público &#8211; com consequências           bastante visíveis, sobretudo no que se refere à &#8220;fragmentação&#8221; e ao           &#8220;encerramento espacial&#8221; - espelhados e.g. na preponderância           crescente dos espaços colectivos e das comunidades fechadas (ou           condomínios fechados) e, por outro, na fortificação física e           vigilância dos espaços públicos urbanos, acompanhadas de mecanismos       mais ou menos subtis de controlo e exclusão social.      </font></p>              ]]></body>
<body><![CDATA[<p>         <font color="#FF0000" size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><font color="#000000"><a name="3" id="3"></a>[<a href="#top3">3]</a></font></font> <font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Referimo-nos, em particular, à repetição acrítica ou           descontextualizada dos &#8220;métodos&#8221; e das &#8220;formas&#8221; aplicados na           reconstrução do espaço público em Barcelona, que Ignasi de           Solà-Morales designou por &#8220;via barcelonesa&#8221;, e que este autor           considera ser a &#8220;(...) sedimentação de um modus operandi           específico, que conduziu ao lugar comum do desenho urbano&#8221;       (Solà-Morales: 1989: 12).      </font></p>              <p>         <font color="#FF0000" size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><font color="#000000"><a name="4" id="4"></a>[<a href="#top4">4]</a></font></font> <font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Esta controvérsia, relativa à plausibilidade ou validade da           dimensão morfológica do espaço público tem origem nas diferentes           posições teóricas que se foram consolidando ao longo das últimas           décadas e que denotam clivagens claras quanto à forma de entender o           desenho e a intervenção na cidade a partir do espaço público. Esta           clivagem pode ser observada nos entendimentos antagónicos           manifestados, por exemplo, entre autores como Manuel Gausa e Oriol           Bohigas. Para o primeiro a questão do espaço público parece não           constituir em si um problema de natureza morfológica, de estrutura           ou de traçado, nos moldes em que o desenho urbano o concebe. Para           este autor, o espaço público é, pelo contrário, fundamentalmente           entendido como parte integrante de uma realidade &#8220;expandida e           abstracta&#8221; , que toma a cidade, o território e a arquitectura como           um campo de trabalho &#8220;experimental e crítico&#8221;, cuja condição           potencialmente conflituosa, fragmentada, múltipla e difusa lhe           concede, como afirma Manuel Gausa, um &#8220;desenho&#8221; em &#8220;(...)           geometrias e perfis mais abertos e flexíveis&#8221;. Já Para Oriol           Bohigas, a forma da cidade deve ser uma consequência directa da           forma do seu espaço público, que, por essa razão, deverá ser           &#8220;facilmente e imediatamente compreendido&#8221; para ser &#8220;adequadamente           utilizado&#8221;. Ao espaço público exige-se pois, segundo Bohigas,       legibilidade, coerência, significação (Bohigas: 1999: 21).      </font></p>              <p>         <font color="#FF0000" size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><font color="#000000"><a name="5" id="5"></a>[<a href="#top5">5]</a></font></font> <font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Referimo-nos particularmente a projectos de reestruturação de           sectores urbanos concebidos a partir da introdução de linhas de           metro de superfície, como sucedeu por exemplo em Estrasburgo,       Nantes, Lião ou Barcelona.      </font></p>              <p>         <font color="#FF0000" size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><font color="#000000"><a name="6" id="6"></a>[<a href="#top6">6]</a></font></font> <font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O âmbito específico da infra-estrutura do Metro circunscreve-se           genericamente a um canal com 7,00 m para os carris (ou 6,40 m no           caso do poste ser lateral), ao qual se associam outros componentes           (como as catenárias e as estações abrigo) que se resolvem,           genericamente, segundo uma implantação lateral ou central (em       função dos diferentes contextos).      </font></p>              <p>         <font color="#FF0000" size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><font color="#000000"><a name="7" id="7"></a>[<a href="#top7">7]</a></font></font> <font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">No contexto da AMP, a Cidade da Maia (promovida a cidade em 1986)           foi até recentemente, um território de matriz rural, de quintas e           terrenos agrícolas férteis que sofreu um rápido crescimento nas           últimas décadas, muito impulsionada pelo crescimento do seu parque           industrial e habitacional. Este crescimento processou-se, por           regra, e até aos anos 90, de forma dispersa e pouco controlada,           fortemente impulsionado pelo desenvolvimento do imobiliário,           transformando-se a Maia, como outras cidades da AMP, numa &#8220;cidade       dormitório&#8221;.      </font></p>              <p>         <font color="#FF0000" size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><font color="#000000"><a name="8" id="8"></a>[<a href="#top8">8]</a></font></font> <font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A partir da segunda metade da década de 90 a Maia procura           afirmar-se no seio da AMP como uma cidade &#8220;atractiva&#8221; e capaz de           oferecer &#8220;qualidade de vida&#8221;. A cidade dota-se de equipamentos e           outros elementos estruturantes (como infra-estruturas viárias           capazes de estabelecer melhores ligações com os municípios           vizinhos) e promove projectos nas zonas mais centrais, com o           objectivo de criar uma &#8220;identidade urbana&#8221; e de assegurar uma           oferta de equipamentos e espaços de lazer (como foi o caso da           construção do estádio Municipal, do Fórum da Maia ou do Parque           Central da Maia) . Numa perspectiva de médio e longo prazo, foi           ainda significativo o investimento na requalificação dos espaços           públicos de alguns aglomerados importantes (alguns de matriz           claramente rural) e de algumas vias de ligação, com o objectivo de           dar mais coesão à urbanização essencialmente dispersa que       caracteriza o concelho da Maia.      </font></p>              <p>         <font color="#FF0000" size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><font color="#000000"><a name="9" id="9"></a>[<a href="#top9">9]</a></font></font> <font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">No caso da Maia, o crescimento e a urbanização mais recente           &#8220;apoiou-se&#8221; essencialmente nas suas infra-estruturas rodoviárias           mais pesadas como os Itinerários Complementares (IC), com os           resultados em alguns casos bastante negativos, que de resto, como       já referimos são extensíveis a muitas outras cidades portuguesas.      </font></p>              <p>         <font color="#FF0000" size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><font color="#000000"><a name="10" id="10"></a>[<a href="#top10">10]</a></font></font> <font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Assim, não só nos interessa, neste exemplo da Maia, o facto do           projecto do Metro contemplar, no conjunto das intervenções, uma           variedade de situações que permite aferir num mesmo território as           diferentes incidências e dimensões que pode levantar, como permite           também analisá-lo num enquadramento institucional e político, onde           estas mesmas questões são parte de uma estratégia mais global,       complementada por outras intervenções no território e na cidade.      </font></p>              <p>         <font color="#FF0000" size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><font color="#000000"><a name="11" id="11"></a>[<a href="#top11">11]</a></font></font> <font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Refira-se que a estação de caminho-de-ferro da Maia, localizada a           poente do núcleo urbano, ao qual se ligava a partir da Avenida           Visconde Barreiros, não tinha potencialidades de promover uma           requalificação urbana tão profunda, na medida em que se encontra           claramente deslocada relativamente aos eixos de crescimento da           cidade, que se tem realizado tendencialmente do lado poente da E.N.       14 (ver <a href="#d1">Desenho 1</a>).      </font></p>              <p>         <font color="#FF0000" size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><font color="#000000"><a name="12" id="12"></a>[<a href="#top12">12]</a></font></font> <font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Esta decisão abriu igualmente a possibilidade de se reconverter           para usos públicos o antigo canal ferroviário, ao transformá-lo em           ecopista que, no futuro, se pode constituir como o &#8220;fio condutor&#8221;           de um projecto mais amplo, que prevê a construção de um parque           urbano/corredor verde (que ocupará do lado sul da A41/IC24 a área           situada a poente do viaduto do Metro e se prolongará para norte, ao       longo do antigo canal do comboio até à Estação de Mandim).      </font></p>              ]]></body>
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