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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Recife, Veneza Brasileira: repensando a mobilidade urbana a partir de seus rios]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Many cities are rich in rivers, canals and estuaries that shape and embellish their urban landscapes. Traditionally used as transport routes and leisure spaces, they have undergone periods of degradation with intense domestic and industrial pollution. In the last decades, such spaces have been thought as alternatives to the dystopic context of contemporary cities, challenging the hegemonic model of private individual mobility and bringing social, cultural and environmental benefits. Recife, known as Brazilian Venice for the number of rivers that cross the city, started investing, as of 2012, in a pilot project that seeks to clean up the waters of its rivers and transform them into corridors for public transportation. The Rios da Gente project appears as a potential mobility that can democratize and pluralize the options of modes of transport in the region. This article aims to analyze this navigability project as a form of potential mobility following the concept of motility presented by Kaufmann (2002) and starting from the model of potential mobility developed by Kellerman (2012). This model and basic concepts are useful for a reflection at both micro and macro levels, for example, on sustainable urban mobility planning and management. Starting from the concepts that constitute a potential mobility and its appropriation, we focus on aspects of the individuals / users, but, mainly, the societal considerations of these elements.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><font face="Verdana" size="2"><b>ARTIGO    ORIGINAL</b></font></p>     <p align="right"></p>     <p>&nbsp;</p> <b><font face="Verdana" size="4"><b>Recife, Veneza Brasileira: repensando a mobilidade urbana a partir de seus rios </b></font></b> </p>     <p>  <b><font face="Verdana" size="3"><b>Recife, Brazilian Venice: rethinking urban mobility from its rivers</b></font></b></p>     <p align="center"></p>     <p></p>     <p><b><font face="Verdana" size="2">Cédrick Cunha Gomes da Silva<a name="top1" id="top1"></a><a href="#1">I</a>; Sérgio Carvalho Benício de Mello<a name="top2" id="top2"></a><a href="#2">II</a><sup> <br /> </sup></font></b></p>     <p><font size="4" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><a name="1" id="1"></a>[<a href="#top1">I</a>]</font></font><font size="2" face="Verdana">Universidade Federal de Pernambuco, Brasil. e-mail: <a href="mailto:cedrickgomes@gmail.com" target="_blank">cedrickgomes@gmail.com</a></font><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">.<br />       <a name="2" id="2"></a>[<a href="#top2">II</a>]</font></font><font size="2" face="Verdana">Universidade Federal de Pernambuco. e-mail:</font><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><a href="mailto:sergio.mello@ufpe.br" target="_blank">sergio.mello@ufpe.br</a></font>.<br />  </p>    <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><br />   </font><br /> </p> <hr size="1" noshade="noshade" />     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>RESUMO</b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Muitas cidades são ricas em rios, canais e estuários que configuram e embelezam suas paisagens urbanas. Tradicionalmente utilizados como rotas de transporte e espaços de lazer, passaram por períodos de degradação com intensas poluições domésticas e industriais. Nas últimas décadas, tais espaços têm sido pensados enquanto alternativas para o contexto distópico das cidades contemporâneas, desafiando o modelo hegemônico de mobilidade individual privada e trazendo benefícios sociais, culturais e ambientais. Recife, conhecida como Veneza brasileira pela quantidade de rios que cruzam a cidade, passou a investir, a partir de 2012, em um projeto piloto que busca despoluir as águas de seus rios e transformá-los em corredores para o transporte público. O projeto Rios da Gente surge como uma mobilidade potencial que pode democratizar e pluralizar as opções de modos de transporte na região. Este artigo tem, então, como objetivo analisar este projeto de navegabilidade enquanto uma forma de mobilidade potencial seguindo o conceito de motilidade apresentado por Kaufmann (2002) e partindo do modelo de mobilidade potencial desenvolvido por Kellerman (2012). Este modelo e conceitos básicos se mostram úteis para uma reflexão tanto a nível micro quanto macro, por exemplo, do planejamento e gestão sustentável da mobilidade urbana. Partindo dos conceitos que constituem uma mobilidade potencial e sua apropriação, passamos a focar em aspectos dos indivíduos/usuários mas, principalmente, as considerações societais desses elementos. </font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>Palavras-chave:  </b></font><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Espaços Urbanos, Navegabilidade, Mobilidade Potencial, Motilidade, Sustentabilidade</font>.</p> <hr size="1" noshade="noshade" />     <p><b><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">ABSTRACT</font></b></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Many cities are rich in rivers, canals and estuaries that shape and embellish their urban landscapes. Traditionally used as transport routes and leisure spaces, they have undergone periods of degradation with intense domestic and industrial pollution. In the last decades, such spaces have been thought as alternatives to the dystopic context of contemporary cities, challenging the hegemonic model of private individual mobility and bringing social, cultural and environmental benefits. Recife, known as Brazilian Venice for the number of rivers that cross the city, started investing, as of 2012, in a pilot project that seeks to clean up the waters of its rivers and transform them into corridors for public transportation. The Rios da Gente project appears as a potential mobility that can democratize and pluralize the options of modes of transport in the region. This article aims to analyze this navigability project as a form of potential mobility following the concept of motility presented by Kaufmann (2002) and starting from the model of potential mobility developed by Kellerman (2012). This model and basic concepts are useful for a reflection at both micro and macro levels, for example, on sustainable urban mobility planning and management. Starting from the concepts that constitute a potential mobility and its appropriation, we focus on aspects of the individuals / users, but, mainly, the societal considerations of these elements.  </font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>Keywords:</b>    </font><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Urban Spaces, Navigability, Potential Mobility, Motility, Sustainability.</font></p> <hr size="1" noshade="noshade" />     <p>&nbsp;</p>     <b><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Introdução</font></b></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">     Nunca fomos tão urbanos como atualmente. Em 2014, mais da metade (54%) da     população global era urbana, segundo dados do relatório das Nações Unidas     (2015). A construção de complexos sistemas tecnológicos que são produtos e     produtores de vida urbana tem acompanhado o processo acelerado de     urbanização. Infraestruturas de energia, água, comunicação, transporte,     saneamento e capital possibilitam o funcionamento da cidade contemporânea.     Nesta, o colapso desses sistemas tem produzido complexos problemas com     efeitos cascata como falhas na infraestrutura que tem gerado dificuldades     de (i)mobilidade; com impactos sociais, econômicos, ambientais e de saúde. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">     A mobilidade urbana, como parte desse contexto disruptivo, apresenta     problemas insustentáveis de congestionamento, poluição sonora e do ar,     privatização do espaço público e desigualdade de acesso ao transporte. Isso     se deve em grande parte à hegemonia da automobilidade no planejamento     urbano de cidades historicamente construídas a partir dos princípios     industriais e modernos de desenvolvimento. No Brasil, a partir de 2011,     mais de 85% dos municípios passaram a ter como transporte público predominante os sistemas de ônibus urbano e metropolitano    [<a name="top3" id="top3"></a><a href="#3">3</a>]. Esses atendem em sua maioria pessoas de média e baixa renda    [<a name="top4" id="top4"></a><a href="#4">4</a>]. Contudo, devido a uma     forte cultura do automóvel, tanto os investimentos foram direcionados ao     favorecimento deste modal quanto as pessoas passaram a ver seu uso e     propriedade como sinônimos de progresso socioeconômico. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">     Quando considerados os gastos familiares com transporte, percebe-se no     Brasil que aquelas famílias de classes baixa e média gastam mais com     transporte público do que com transporte privado. Porém, à medida que a     renda aumenta, há uma inversão dos gastos entre transportes coletivos e     individuais (incluindo neste aquisição, combustível, manutenção, acessórios     dentre outros)[<a name="top5" id="top5"></a><a href="#5">5</a>]. Ao longo     das últimas décadas, o transporte público no Brasil passou por um processo     de precarização deixando-o cada vez mais ineficiente e menos atrativo     (ANTP, 2006). Em um contexto de insustentabilidade econômica, social e     ambiental da mobilidade, onde a busca por formas não-motorizadas e     coletivas de deslocamento nos centros urbanos passaram a ser vistas como     necessárias, a população continua a abandonar o sistema de transporte     público em favorecimento ao individual e privado (Lima Neto et al., 2015).     Nos últimos quinze anos, houve uma queda em torno de 25% no volume de     passageiros nas principais metrópoles do país (NTU, 2013). Em     contrapartida, foi registrado um aumento na produção e consumo de     automóveis. O Brasil, em 2011, foi o sétimo maior produtor do mundo. Produziu cerca de 3,4 milhões    [<a name="top6" id="top6"></a><a href="#6">6</a>], sendo 2,5 milhões apenas     de carros. </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">     As cidades brasileiras, assim como diversas outras ao redor do mundo, têm     apresentado problemas graves em seus sistemas de mobilidade urbana. São     problemas históricos que nos levam a discutir como chegamos à situação     atual e que alternativas são possíveis. Não é culpa apenas do intenso     investimento na indústria automobilística, mas de um conjunto de fatores e     escolhas que conduziram a esse cenário distópico. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">     Primeiramente temos um crescimento acelerado das cidades, principalmente no     Sul Global. No Brasil, populações grandes ainda são vistas como sinônimo de     progresso e desenvolvimento. Atualmente, o país tem 85% de sua população     residindo em áreas urbanas[<a name="top7" id="top7"></a><a href="#7">7</a>]. Algo em torno de 167 milhões de habitantes. Além disso, 41% de sua     população vive em aglomerados urbanos com mais de 1 milhão de habitantes.     Na cidade do Recife, localizada no Nordeste do país e capital do estado de     Pernambuco, a população urbana alcançou em 2010 a marca de 1.537.704     pessoas. A previsão é de que em 20 anos serão quase 200 milhões vivendo nas     cidades brasileiras[<a name="top8" id="top8"></a><a href="#8">8</a>]. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">     Esse crescimento exponencial traz desafios para a Gestão Pública, por     exemplo, quanto aos aspectos de ocupação espacial, habitacional e prestação     de serviços públicos. As metrópoles brasileiras são marcadas por um     histórico de ocupações inapropriadas do solo e profundo adensamento das     populações urbanas, inclusive nas margens de seus rios (Silveira, 2002;     Almeida e Corrêa, 2012). A ocupação ilegal de áreas de proteção permanente     (APP) torna-se uma opção ao problema habitacional, em especial, para     aquelas populações que não têm acesso ao mercado imobiliário formal     (Rezende e Araújo, 2016). Atrelado à ausência ou precariedade de     infra-estrutura, aspectos como esses contribuem com o desordenamento     urbano. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">     Desde sua criação, o automóvel passou a constituir meio hegemônico de     mobilidade nas cidades modernas e contemporâneas. A indústria automotiva     passou a ser considerada como um dos principais vetores de desenvolvimento.     Somando-se ao domínio deste modal, a mobilidade passou a ser considerada e     analisada dentro de uma visão positivista e estática. Ao longo da     modernidade, a mobilidade passou a ser pensada como algo conhecido, dado e     concreto. As soluções encontradas para seus problemas eram tratadas, em sua     grande maioria, no âmbito quantitativo e técnico (e.g. com o aumento das     frotas e ampliação do número de vias, pontes e viadutos). Tornou-se     preferível, por exemplo, fazer uso de meios de transporte privados em     detrimento dos ineficientes modais públicos de mobilidade urbana. A Região     Metropolitana do Recife (RMR) alcançou em junho de 2013 uma frota de     1.176.706 veículos[<a name="top9" id="top9"></a><a href="#9">9</a>], quase     o dobro do que existia dez anos atrás. Com um urbanismo predominantemente     português com vias estreitas, a cidade começa a ficar engasgada com a     grande quantidade de automóveis, não tendo mais para onde crescer e     acomodar esse modelo, em crise, de mobilidade urbana. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">     Com a intensa ocupação dos aglomerados urbanos passou-se a adotar políticas     de verticalização das cidades. Dessa forma surge outro problema. No lugar     onde residia uma única família passam a viver cinquenta ou mesmo cem.     Substitui-se uma casa por um arranha-céu. Esse, no entanto, não é um     problema simples. A preocupação aumenta quando se mantém a mesma     infraestrutura pública, ou seja, o mesmo sistema de esgoto, energia, ruas,     calçadas e água. Dessa forma ocorre uma sobrecarga da infraestrutura     pública da cidade, resultando em problemas como alagamentos, buracos nas     vias e evacuação de lixos para as águas dos rios. Fatores como esses têm     levado à intensa poluição de dois dos principais rios da cidade do Recife,     o Capibaribe e o Beberibe. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">     A Secretaria de Recursos Hídricos (SRH), em 2010, apontou elevadas     concentrações de amônia, fósforo e coliformes termotolerantes originados de     esgotos domésticos e efluentes industriais acima da capacidade de autodepuração dos rios da região    [<a name="top10" id="top10"></a><a href="#10">10</a>] (<a href="#f1">Figura 1</a>). </font></p>     <p>&nbsp;</p> <a name="f1" id="f1"></a><img src="/img/revistas/cct/n34/n34a11f1.jpg"/>     
<p>&nbsp;</p>      <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">     Apesar de popularmente conhecida como a Veneza brasileira, os rios da     cidade foram ao longo do tempo sendo depreciados e esquecidos por grande     parte de sua população. Comunidades ribeirinhas, pescadores e barqueiros     locais que dependem dos rios para sua subsistência (e.g. através da pesca e     do transporte informal entre as margens) passaram a dividir espaço com     lixos e seus odores (<a href="#f2">Figura 2</a>). Esses problemas transformam os rios da     cidade em esgotos a céu aberto. </font></p>     <p>&nbsp;</p> <a name="f2" id="f2"></a><img src="/img/revistas/cct/n34/n34a11f2.jpg"/>     
]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>      <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">     O Relatório de Impactos Ambientais (RIMA), elaborado por Caruso Jr. (2012),     indicou que duas variáveis apresentaram valores acima do padrão permitido pela Resolução CONAMA nº 357 de 2005    [<a name="top11" id="top11"></a><a href="#11">11</a>]. Tais variáveis     referem-se à Demanda Bioquímica de Oxigênio (DBO) (nos pontos P2, P3 e P8     da <a href="#f3">Figura 3</a>) e nitrogênio amoniacal (no ponto 8 da <a href="#f3">Figura 3</a>). </font></p>     <p>&nbsp;</p> <a name="f3" id="f3"></a><img src="/img/revistas/cct/n34/n34a11f3.jpg"/>     
<p>&nbsp;</p>      <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">     De fato, os fenômenos discutidos anteriormente estão relacionados. Esse     contexto complexo e distópico tem produzido desafios ao planejamento urbano     sustentável e a gestão da mobilidade. Segundo Pinto (2015), em paralelo à     acelerada urbanização nas últimas décadas surgiu uma consciência sobre     políticas e práticas de desenvolvimento sustentável. As águas fluviais     podem tanto influenciar na qualidade do espaço público quanto servir de     infraestrutura para a mobilidade de bens e pessoas (Pinto, 2015). Não     podemos mais pensar a mobilidade isolada de aspectos sociais, econômicos,     políticos e ambientais. Os problemas da mobilidade urbana passaram a     demandar novas interpretações e abordagens científicas que possibilitam     pensar sua sustentabilidade e políticas públicas para além da questão     ambiental. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">     Em 2012, foi instituída a Política Nacional de Mobilidade Urbana (PNMU) por     meio de lei federal[<a name="top12" id="top12"></a><a href="#12">12</a>] visando estimular melhorias no transporte público coletivo e não motorizado     das cidades brasileiras por meio do desestímulo ao investimento e uso de     transporte individual. No mesmo ano, a Prefeitura da Cidade do Recife, em     parceria com o Governo do Estado de Pernambuco, buscou inovar ao     desenvolver um projeto piloto intitulado Rios da Gente que visa explorar o     potencial fluvial da cidade, transformando os rios Capibaribe e Beberibe em     corredores para tráfego de transporte público (<a href="#f4">Figura 4</a>). Dessa forma,     procura-se, seguindo diretrizes da PNMU, atrair a população para um modal     de transporte público e coletivo de modo a reduzir a utilização dos meios     privados de mobilidade visando, em paralelo, requalificar as águas dos dois     principais rios da cidade. </font></p>     <p>&nbsp;</p> <a name="f4" id="f4"></a><img src="/img/revistas/cct/n34/n34a11f4.jpg"/>     
<p>&nbsp;</p>      <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">     Com investimento de R$ 289 milhões, o projeto Rios da Gente deveria ter     sido concluído em março de 2014, antes da realização da Copa do Mundo Fifa     no Brasil. Porém, por conta de atrasos na liberação dos recursos (e.g.     devido a crise político econômica) que dificultaram os processos de     indenização e desapropriação de áreas tomadas por palafitas de comunidades     ribeirinhas, onde seriam construídas as estações de embarque e desembarque,     o início de suas operações foi adiado para 2017. Tais dificuldades, somadas     a indefinição das localidades para onde essas famílias seriam realojadas,     levaram à paralisação e ao sucateamento de parte das obras que estavam em     andamento. A precariedade da condição de vida em territórios como esses,     assim como a exclusão, negam as pessoas que residem nessas comunidades sua     própria condição enquanto cidadão (Santos, 2007). Como aponta Bartalini     (2004, p. 86), &#8220;quando não entaladas pelas pistas das avenidas, as margens     dos rios serviram de chão para os mais pobres, desatendidos pela política     habitacional&#8221;. Apesar de Bartalini referir-se ao contexto da cidade de São     Paulo, tais reflexões podem ser incorporadas à discussão sobre o histórico     de ocupações e usos das margens dos rios Capibaribe e Beberibe. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">     Foi a partir dessas constatações que surgiu o interesse pelo     desenvolvimento desse estudo. Sendo assim, procuramos neste artigo explorar     interpretações críticas e novas formas de pensar problemas históricos de     mobilidade urbana em direção ao que chamaremos aqui de mobilidades     potenciais e alternativas. Em contextos como das cidades brasileiras, a     implantação e efetivo desenvolvimento de projetos de mobilidade urbana     alternativa e inclusiva tem esbarrado em obstáculos políticos, sociais e     econômicos, por exemplo, quanto às suas estruturas burocráticas de gestões     públicas municipais e estaduais que privilegiam demandas das classes médias     consolidadas (Silva, 2013). </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">     Para o alcance do objetivo do estudo, analisamos o projeto de     navegabilidade Rios da Gente enquanto uma forma de mobilidade potencial     seguindo o conceito de motilidade apresentado por Kaufmann (2002) e o     modelo de mobilidade potencial desenvolvido por Kellerman (2012).     Procuramos articular tal modelo com o conceito de motilidade para uma     reflexão do planejamento e gestão de alternativas sustentáveis de     mobilidade urbana. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">     Partindo dos conceitos que constituem uma mobilidade potencial e sua     apropriação, passamos a focar em aspectos dos indivíduos/usuários, mas     dando destaque às considerações societais desses elementos. Dessa forma,     temos o intuito de refletir, por meio de uma explanação crítica, sobre os     desafios e obstáculos políticos que se constituem enquanto impossibilidades     para a construção de projetos alternativos ao sistema da automobilidade. Na     próxima seção apresentamos a discussão teórico-epistemológica deste estudo     para, em seguida, refletir sobre o objeto empírico do projeto de     navegabilidade Rios da Gente. </font></p>     <p>&nbsp;  </p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Motilidade: um modelo para se pensar mobilidades potenciais </b> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">     Advindo da biologia para demonstrar a capacidade de alguns animais em se     mover, o conceito de motilidade foi expandido por Kaufmann (2002) e seus     colegas referindo-se à mobilidade potencial das pessoas (Kaufmann et al.,     2004; Flamm e Kaufmann, 2006; Kaufmann e Montulet, 2008). Segundo Kellerman     (2012), o termo refere-se ao potencial e outras formas de mobilidade. Para     ele, a mobilidade potencial representa uma fase preparatória de     constituição das condições de possibilidade que, por vezes, geram práticas     de mobilidade antes impossíveis de serem concebidas. Da mesma forma, essas     &#8220;novas&#8221; práticas podem levar a outras mobilidades potenciais ao construirem     condições que possibilitem o emergir de formas alternativas antes     inexistentes ou mesmo marginalizadas pelo modelo hegemônico. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">     Motilidade pode ser compreendida no modo como um indivíduo ou grupo se     apropria de um campo de possibilidades de mobilidade e faz uso dessas     (Kaufmann e Montulet, 2008; Kaufmann, 2009). Partindo dessa constatação,     Kaufmann (2002) e Kaufmann et al. (2004) afirmam que a motilidade de uma     pessoa ou grupo é determinada por diversos fatores interdependentes, sendo     estes: acesso; competência ou habilidade; contexto social e cultural; e     apropriação cognitiva. Entendemos que tais elementos podem ser pensados     também como parte da organização territorial e do planejamento de novos     sistemas fluviais de mobilidade que proporcionem a potencialização da     mobilidade de sua população. Como aponta Pinto (2015, p. 4), &#8220;o metabolismo     do território depende, em grande medida da capacidade de articulação do     edificado com a geografia e com o funcionamento dos cursos de água&#8221;. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">     De todos os fatores de motilidade, o processo de apropriação, segundo     Kellerman (2012), é o mais complexo, pois envolve vários elementos além do acesso e competência. Primeiro, Kellerman (2006) aponta os    <i>push factors</i> da locomoção, proximidade e curiosidade, referindo-se     às motivações que levam alguém a se mover, diferenciando de pessoa para     pessoa. Segundo, temos os pull factors ou atrativos para mobilidade de     eventos, lugares, pessoas e informações (Urry, 2002). Por último, temos as necessidades diárias por deslocamentos como ir de casa ao trabalho (    <i>commuting</i>), levar os filhos à escola, ou mesmo ir às compras no     shopping. Kellerman (2012) considera estes como gatilhos que acionam     movimentos específicos a cada demanda. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">     O fator acesso representa a existência de opções para adoção de     tecnologias, sua precificação, assim como outras condições. O acesso pode,     assim, ser entendido como a disponibilidade de possibilidades de mobilidade     (Kellerman, 2012). Refere-se a um fator social que considera o acesso     público a recursos e oportunidades (Rifkin, 2000), diferente da concepção     espacial de acessibilidade. Kellerman (2012) apresenta diversos exemplos,     incluindo o uso de bicicletas em Amsterdã Holanda e de barcobus em Veneza,     para demonstrar como tal acesso pode, por vezes, estar relacionado a     aspectos geográficos e culturais. Aqui, motilidade deve ser diferenciada de     acessibilidade no sentido em que a primeira refere-se à mobilidade     potencial ativa onde atores fazem escolhas entre diferentes possibilidades     de mobilidade (Flamm e Kaufmann, 2006). A acessibilidade, por sua vez, está     muito mais atrelada a parâmetros de territorialidade, não de pessoas     (Kellerman, 2012). </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">     O fator competência é utilizado, tanto no nível individual quanto societal,     como formas de capacidade. Este inclui três principais tipos de     habilidades: física (capacidade de mover algo ou alguém de um lugar para     outro), adquirida (licença de motorista, conhecimento, regras e regulações)     e organizacional (planejamento e sincronização de atividades     individualmente ou em grupo) (Kaufmann, 2002; Kellerman, 2012). </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">     Kellerman (2012) argumenta que o contexto social e cultural pode ser     entendido como outro fator relacionado à motilidade. Para ele, o contexto     onde as pessoas vivem é marcado por leis e regulações ligadas ao uso dos     modos de mobilidade. Por exemplo, apenas maiores de idade no Brasil (a     partir dos 18 anos) podem ter licença para dirigir um automóvel. Em outras     culturas, e mesmo religiões, mulheres são impedidas de utilizar transporte     público e até mesmo dirigir um carro. Nestes casos, teríamos limitação do     potencial de mobilidade dessas pessoas. Nas metrópoles modernas, onde o     automóvel se tornou principal meio de deslocamento, aqueles que se deslocam     em transporte individual como o carro, passaram a serem vistos com maior     motilidade, marginalizando aqueles que utilizam outros modais de transporte     como ônibus e bicicleta. Neste processo, constituem-se relações desiguais     de poder/motilidade. O próprio planejamento ou a gestão da mobilidade     urbana ao longo das últimas décadas favoreceu espaços para esse modal     soberano em detrimento de outras demandas ou mobilidades potenciais. </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">     A partir das reflexões apresentadas sobre os fatores e conceitos que     constituem a motilidade, desenvolvida por Kauffman (2002), Kellerman (2012)     sugere um modelo simples para mobilidades potenciais (<a href="#f5">Figura 5</a>). </font></p>     <p>&nbsp;</p> <a name="f5" id="f5"></a><img src="/img/revistas/cct/n34/n34a11f5.jpg"/>     
<p>&nbsp;</p>      <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">     Para Kellerman (2012), parte-se das necessidades de mobilidade para o     momento de apropriação de uma mobilidade potencial. As necessidades por     mobilidade são influenciadas por demandas diárias e pelos efeitos atrativos     e repulsivos que levam a adoção de alternativas para os deslocamentos. Tal     potencial, por sua vez, só passará a ser exercido pelas pessoas e     populações a partir de três fatores essenciais: contextos socioculturais,     acessos e competências. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">     A apropriação de uma mobilidade potencial ou uma forma de mobilidade     alternativa pode ser realizada de diferentes maneiras. Primeiro, devido a     fatores contextuais ou mesmo de acesso e competência uma pessoa ou grupo     pode optar por permanecer imóvel. Evita-se aqui tanto uma mobilidade ativa     quanto passiva (dupla imobilidade). Numa segunda opção, de forma ativa     pode-se optar por se mover (movimento) ou mesmo trocar seu deslocamento     (por exemplo, ir a uma farmácia) pelo movimento de outro (por exemplo,     entrega de medicamentos na residência). Neste segundo caso, temos uma     relação de troca entre capital movimento e capital financeiro para     pagamento da prestação do serviço (mobilidade trocada). Por último, temos     uma mobilidade potencial passiva, onde se evita o deslocamento, mas se     torna acessível para que outros venham a seu encontro (Kellerman, 2012). </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">     Argumentos a favor ou contra o uso do termo &#8220;capital&#8221;, para descrever algo     além do capital econômico, emergiram desde a estabilização da ideia ou     conceito de &#8220;capital social&#8221; nas literaturas predominantes da ciência     social. Por exemplo, com o sociólogo francês Pierre Bourdieu (1998). É,     então, nessa linha de pensamento que passamos a reconhecer e considerar o     que Kaufmann (2011) denomina motilidade como uma forma de capital da     mobilidade. Como defende o autor, a motilidade representa uma potência ou     propensão ao movimento. Quanto maior essa potência, maior a concentração de     poder naquele que a detém. A motilidade produz conexões teóricas e     empíricas com outros tipos de capital, assim como pode ser trocada por     esses (Kaufmann et al., 2004). </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">     Para Kaufmann (2011), além da qualidade vertical ou hierárquica que todas     as formas de capital compartilham (ou seja, uma distribuição de baixo para     cima), a motilidade possui uma qualidade vertical adicional em que as     restrições espaciais e outros contextos impõem uma perspectiva diferenciada     sobre esta forma de capital. Mais especificamente, a mobilidade espacial e     social pode ser considerada como fenômeno social multifacetado. Não são     apenas certos componentes ou características de um modelo interdependente     de mobilidade, mas, formando associações de ordem superior, eles interagem     de forma mais complexa e condicional. Sendo assim, a principal virtude de     uma abordagem sistêmica para a mobilidade é o reconhecimento de que o     movimento pode assumir várias formas, que diferentes formas de movimento     podem ser intercambiadas, e que a potencialidade de movimento pode ser     expressa como uma forma de capital movimento. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">     Apesar de existirem fatores individuais, podemos apresentar efeitos mais     amplos que &#8220;empurram&#8221; para alternativas de mobilidade. Por exemplo,     sobrecarga do atual sistema de transporte, crescimento da demanda por     mobilidade, superpopulação, precarização do transporte público e     ineficiência quanto aos deslocamentos (e.g. tempos gastos). Efeitos que     atraem ou &#8220;puxam&#8221; para essa mobilidade potencial também podem ser mais     amplos do que individuais. Por exemplo, poluição do ar e sonora, poluição     dos rios e a necessidade de requalificação das suas águas; promoção de     intermodalidade; redução do tempo de viagem; ampliação da capacidade de     transporte; melhoria da qualidade do equipamento de transporte, além de     potencial turístico e comercial. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">     O avanço das tecnologias de mobilidade intensifica as capacidades de ser     móvel, ou seja, o potencial de mobilidade. Sendo assim, Kellerman (2012)     reconhece que as mobilidades potenciais são importantes tanto a nível     individual quanto societal. Considera-se como mobilidade potencial     individual a capacidade das pessoas em adquirir ou usufruir de modos de     mobilidade por meio de acesso e competência, disponibilidade desse modal     para movimentos específicos, assim como, apropriações (por decisões     pessoais) desses modos de deslocamento para movimentos organizados     (Kellerman, 2012). A mobilidade potencial no nível societal refere-se, por     sua vez, às escolhas acumulativas dos meios de mobilidade em determinado     território e tempo. O foco dessa perspectiva está no potencial de     mobilidade da população desses territórios (Hannam et al., 2006; Canzler et     al., 2008). Kauffman (2009) considera, de modo amplo, a mobilidade como     mudança social permeada por movimento e mobilidade, assim como, intenções e     habilidades para mudanças (motilidade). </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">     Na próxima seção, passamos a articular o objeto empírico deste estudo, o     projeto Rios da Gente, com o marco teórico aqui explicitado. Em vez de     focar simplesmente nos aspectos individuais, visamos desenvolver uma     explanação crítica sobre as questões societais e de planejamento da     navegabilidade enquanto condições de possibilidade para uma mobilidade     potencial. Como o projeto Rios da Gente encontra-se em implantação, focamos     o estudo nos aspectos que compõem a navegabilidade como uma mobilidade     potencial e os três fatores que condicionam a sua possível apropriação     (contexto sociocultural, acesso e competências). Apenas a partir do     funcionamento de tal sistema tecnológico de mobilidade urbana seria     possível analisar os usos e potenciais práticos do mesmo, assim como, a     possibilidade de constituição de novas mobilidades potenciais a partir de     projetos pilotos como de navegabilidade. </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;  </p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Rios da Gente enquanto (im)possibilidade</b> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">     Bartalini (2006) argumenta que a recuperação da memória dos rios     apresenta-se como forma fundamental para articulação do espaço urbano.     Contudo, o autor defende que a partir do momento que atribuímos significado     à natureza, participando de sua transformação de forma ativa, esta passa a     ser construção social, em vez de algo natural. Ou seja, o que era natural     torna-se espaço humanizado, constituindo-se território dos seres humanos     (Bartalini, 2004). Podemos argumentar que neste processo relações de     poder/motilidade desiguais se configuram nos espaços, por vezes, dedicados     à mobilidade. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">     O projeto Rios da Gente busca tornar navegável parte das águas dos rios     Capibaribe e Beberibe na cidade do Recife. O objetivo é possibilitar o     transporte público de pessoas através da criação de estações de barcobus     interligadas com o atual Sistema Estrutural Integrado (SEI) de ônibus. Por     meio da navegabilidade procura-se minimizar as consequências da hegemonia     do automóvel e de seus paradoxos, intensificando os investimentos no     transporte público. Tal proposta tem o potencial de subversão das relações     e práticas que envolvem a distribuição desigual do capital movimento ou     motilidade. Pessoas das classes menos favorecidas que dependem do     transporte público passariam a ter maior motilidade. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">     Segundo a Secretaria Estadual de Recursos Hídricos e Energéticos (SRHE), o     processo de dragagem dos rios Beberibe e Capibaribe, fundamental para a     circulação das embarcações, foi iniciado em 2013, tendo sido concluído 80%     dessa etapa do projeto (<a href="#f6">Figura 6</a>). Contudo, segundo a Secretaria das     Cidades, o restante das obras foram paralisadas em 2015 devido a     dificuldades na liberação dos recursos destinados à construção do sistema e     desapropriação de comunidades localizadas nas margens do rio Capibaribe     (e.g. Vila Brasil I e II, Coelhos e Roque Santeiro). De acordo com a     Secretaria Executiva de Habitação existem atualmente 1.100 famílias nessas     comunidades, o que tem demandado a construção de habitacionais para relocação dessas pessoas    [<a name="top13" id="top13"></a><a href="#13">13</a>]. </font></p>     <p>&nbsp;</p> <a name="f6" id="f6"></a><img src="/img/revistas/cct/n34/n34a11f6.jpg"/>     
<p>&nbsp;</p>      <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">     Somando-se aos problemas sociais, políticos e econômicos, podemos vislumbrar na <a href="#f6">Figura 6</a>, a presença de plantas aquáticas como a    <i>Eichornia crassipes</i> que funcionam como bioindicadores da má     qualidade da água (SRH, 2010a). Essas plantas, também conhecidas como     baronesas ou aguapé, além de indicarem a possibilidade de poluição na água     dos rios, interferem profundamente na capacidade de oxigenação essencial     para as espécies aquáticas da área afetada. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">     No projeto estão previstos, num primeiro momento, dois corredores (<a href="#f7">Figura     7</a>): o Oeste, com 11 km de extensão, que vai da BR-101 a estação central do     Recife; e, o Norte, com 2,9 km de extensão, que vai das proximidades da Rua     do Sol, no bairro de Santo Antônio, até o início do rio Beberibe, na cidade     de Olinda. O terceiro corredor (Trecho Sul) que segue pela Bacia do Pina,     estava previsto para construção após a implantação da construção e início     das operações dos demais. </font></p>     <p>&nbsp;</p> <a name="f7" id="f7"></a><img src="/img/revistas/cct/n34/n34a11f7.jpg"/>     
]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">     Mesmo diante de problemas como atrasos nas obras, degradação do que já foi     realizado e reivindicações da sociedade civil organizada, o Governo do     Estado e a Secid apresentaram aos Ministérios das Cidades e do Planejamento     a proposta de inclusão do terceiro trecho navegável (Trecho Sul). A obra     que estava inicialmente orçada em R$ 289 milhões, passou a demandar mais R$     115 milhões para a inclusão de outros 8 km de transporte fluvial. Essa nova     rota objetiva levar os passageiros da rua do Sol, no centro do Recife, até     a Avenida Antônio Falcão, no bairro de Boa Viagem, por meio de duas     estações (Bairro do Recife e Boa Viagem). </font></p>       <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">     Por meio de entrevista realizada em 2013 com o secretário das cidades, foi     apontado o objetivo de construir cinco estações na rota Oeste. São elas: as     estações Dois Irmãos, Santana, Torre, Derby e Recife. Para a rota Norte     está prevista a construção de duas estações: Correios e Tacaruna (<a href="#f8">Figuras 8</a>  e <a href="#f9">9</a>). De acordo com a Secretaria das Cidades (Secid), a partir do projeto   de navegabilidade, o transporte fluvial na cidade passaria a ser   regulamentado e fiscalizado pelo Grande Recife Consórcio de Transporte,   hoje responsável pelo Sistema de Transporte Público Metropolitano (ônibus e   metrô). </font></p>     <p>&nbsp;</p> <a name="f8" id="f8"></a><img src="/img/revistas/cct/n34/n34a11f8.jpg"/>     
<p>&nbsp;</p> <a name="f9" id="f9"></a><img src="/img/revistas/cct/n34/n34a11f9.jpg"/>     
<p>&nbsp;</p>      <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">     Uma prática tradicional em algumas localidades ao longo da rota Oeste e que     tem sido construída discursivamente enquanto informal e perigosa pelo     discurso oficial, é o transporte de passageiros por meio de canoas de pesca     (<a href="#f10">Figura 10</a>). </font></p>     <p>&nbsp;</p> <a name="f10" id="f10"></a><img src="/img/revistas/cct/n34/n34a11f10.jpg"/>     
<p>&nbsp;</p>      <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">     Na proximidade, por exemplo, do Parque da Jaqueira, na zona norte do     Recife, alguns barqueiros fazem a travessia de trabalhadores, estudantes e     moradores da região. Práticas como essas se configuram em mobilidades     trocadas, onde capitais financeiros são negociados por capital movimento de     modo a potencializar a motilidade dos cidadãos da região. Com a construção     de corredores de navegabilidade no rio, associações de pescadores e     barqueiros têm se posicionado contra parte do projeto. Estes argumentam que     o poder público está marginalizando tais práticas históricas e que estas     fazem parte da cultura e da paisagem da cidade. Além disso, tais sujeitos     políticos têm criticado a falta de transparência e diálogo do Estado com a     sociedade civil, o que reflete as relações desiguais de poder nas políticas     de mobilidade urbana. </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">     Em reunião na Secretaria das Cidades para apresentação do Relatório de     Impacto Ambiental (RIMA), diversos grupos de moradores das comunidades     próximas das rotas do projeto apontaram preocupações quanto aos impactos     econômicos, ambientais e sociais tanto das obras quanto do funcionamento     desses corredores. Integrantes do grupo denominado Amigos do Mangue (<a href="#f11">Figura     11</a>), composto por moradores das comunidades dos bairros de Brasília Teimosa     e Pina, argumentaram, durante entrevistas realizadas neste estudo, que as     obras de implantação do projeto foram iniciadas mesmo sem consulta pública     a essas comunidades. Para os pescadores da região, o tráfego dos barcos     trará prejuízos para prática de pesca tradicional e de subsistência de     muitas famílias. Além da pesca, o coletivo Amigos do Mangue realiza     atividades de preservação do mangue e das águas do rio Capibaribe como     forma de ação social. </font></p>     <p>&nbsp;</p> <a name="f11" id="f11"></a><img src="/img/revistas/cct/n34/n34a11f11.jpg"/>     
<p>&nbsp;</p>      <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">     As divergências quanto ao que seria a eficiência do sistema de mobilidade     fluvial impactam diretamente no modo como as políticas públicas são     planejadas e implantadas na cidade do Recife. Paralelamente, as formas como     o projeto é construído discursivamente refletem o exercício de poder     daqueles com maior motilidade sobre os que possuem baixa motilidade. A     descoberta e entendimento das diversas demandas por mobilidade da RMR,     assim como, da vida que existe a partir e nos rios Capibaribe e Beberibe,     passam a ser cruciais para uma maior pluralização e democratização das     políticas públicas. Talvez dessa forma possamos desenvolver sistemas     &#8220;realmente&#8221; inteligentes de transporte que levem em consideração a     multiplicidade de práticas de mobilidade não apenas no estado de Pernambuco     ou na cidade do Recife, mas em outras cidades com potenciais similares. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">     A produção em massa das tecnologias de mobilidade, principalmente, dos     automóveis desenvolveu nossa sociedade sobre bases técnicas onde a     eficiência está sempre atrelada a um tipo de eficiência técnica. Dessa     forma, as soluções desenvolvidas para os problemas de mobilidade apresentam     uma racionalidade instrumental dominante. No entanto, aspectos culturais e     sociais se mostram de grande influência nas formas e práticas de     mobilidades cotidianas. Excluí-las dos debates sobre, por exemplo, as     infraestruturas de transporte fluvial produz inadequações e ineficiências     materiais e imateriais. Além dessas questões, não tem se discutido quais os     impactos das infraestruturas fixas que representam e contribuem no     potencial de mobilidade (motilidade) do projeto Rios da Gente. O foco dos     debates tem sido direcionado ao funcionamento dos corredores e dos barcos     que serão utilizados. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">     Compreendendo aspectos como acesso, competência e apropriação dentro de um     contexto sociocultural específico torna-se possível repensar as formas de     deslocamentos nos centros urbanos a partir de mobilidades potenciais. Neste     sentido, projetos de navegabilidade, como o Rios da Gente, se apresentam     enquanto condições de possibilidade no contexto de insustentabilidade     (social, econômica e ambiental) e distopia das cidades contemporâneas. No     entanto, seu efetivo alcance depende da compreensão da pluralidade de     aspectos relacionados as mobilidades potenciais, assim como, a superação de     obstáculos políticos, sociais, culturais e econômicos. Diante disso, surge     a necessidade do desenvolvimento de uma governabilidade inteligente que     seja capaz de lidar com as variadas demandas particulares envolvidas nesse     complexo sistema de mobilidade. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">     Quanto ao fator de acesso, atualmente, a população recifense tem como     opções de deslocamento o transporte privado individual, a bicicleta, as     calçadas e seu sistema integrado de transporte público (com metrô e     ônibus). Porém, tais opções são precárias ou estão sobrecarregadas devido     ao histórico de pouco ou nenhum investimento em alternativas ao sistema da automobilidade. A cidade conta com uma rede cicloviária de apenas 33 km    [<a name="top14" id="top14"></a><a href="#14">14</a>] que incluem ciclovias,     ciclofaixas e ciclorrotas (em grande parte desconectadas). Suas calçadas     estão degradadas, desniveladas (<a href="#f12">Figura 12</a>) e, por vezes, inexistentes,     dificultando a apropriação dessas opções pela população. </font></p>     <p>&nbsp;</p> <a name="f12" id="f12"></a><img src="/img/revistas/cct/n34/n34a11f12.jpg"/>     
<p>&nbsp;</p>      <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">     Recife, entretanto, é favorecida por uma geografia plana, clima agradável     em boa parte do ano e por ser cortada por rios como o Capibaribe e o     Beberibe. A navegabilidade neste sentido surge como uma alternativa as     sobrecarregadas e problemáticas opções existentes. Em vez de substituí-las,     com o Rios da Gente é possível potencializar a intermobilidade na cidade de     modo a democratizar e produzir opções à população. O projeto pode     contribuir para a redução das desigualdades de acesso aos benefícios da     cidade, como oportunidades de lazer, trabalho e educação. Dessa forma, a     navegabilidade pode minimizar as desigualdades socioeconômicas e     disparidades de acesso aos espaços urbanos. </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Por meio de parecer sobre o Rios da Gente    [<a name="top15" id="top15"></a><a href="#d2">15</a>], o Conselho de     Arquitetura e Urbanismo de Pernambuco (CAU/PE), porém, argumenta que o     projeto tem sido desenvolvido como mais uma solução pontual e isolada.     Segundo o CAU/PE, não têm sido considerados os diversos planos, leis e     projetos estruturadores existentes na cidade, assim como, o Plano Diretor     do Recife e a Lei de Uso e Ocupação do Solo. Para o CAU/PE, o Rios da Gente     deveria fazer parte de um plano maior de mobilidade e de um projeto de     cidade elaborado de forma integrada. Argumentos como esses apontam para a     visão linear e fragmentada dominante nas políticas de mobilidade urbana na     cidade. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">     Por sua vez, ao nos debruçarmos sobre o fator competência, o projeto Rios     da Gente propõem a integração e facilidade para o acesso mesmo de pessoas     com alguma restrição física (por exemplo, cegos e cadeirantes). Enquanto     condição de possibilidade, as pessoas que passarem a utilizar o transporte     fluvial teriam como acessá-lo via transporte público, individual ou mesmo     por bicicleta. O sistema fluvial pode potencializar a conectividade entre     os diferentes bairros e localidades da cidade. Aspectos como esses     tenderiam à potencializar a motilidade dessas pessoas. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">     Quanto à capacidade adquirida, podemos apontar que é necessário possuir o     Vale Eletrônico Municipal (VEM) e que este esteja com créditos, podendo     qualquer pessoa utilizar o sistema. Aqueles que não possuem o VEM poderão     efetuar a compra de passagens nas estações. Atualmente as passagens em     Recife variam entre 1,40 a 3,35 reais, sendo valores razoavelmente     acessíveis à população. Estudantes de escolas públicas têm passagem     gratuita em todo o sistema de transporte público. Se o projeto for     concluído e tiver início suas operações, as opções de trajetos e modais de     mobilidade serão ampliadas, democratizando as escolhas das pessoas, por     exemplo, pela integração deste modal com outros já disponíveis. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">     A cidade contemporânea ultrapassa a forma e funcionalidade de modelos     passados. Isso implica uma mudança de paradigma e uma reavaliação de como     entendemos o desenvolvimento urbano e a distribuição de capital movimento     entre os cidadãos. Entretanto, o discurso governamental em torno do projeto     Rios da Gente ainda se apresenta de modo funcionalista e tecnocrático     levando aos novos espaços, discussões tradicionais na esfera da     automobilidade (e.g. de engenharia de tráfego, eficiência técnica e o     conflito entre espaços públicos e privados). Como aponta Franco (2005), a     construção de um sistema de mobilidade deve ser tratado enquanto gerador de     espaços urbanos qualificados que vão além de seus atributos técnicos.     Acrescentado a isso, podemos questionar sobre as formas de gestão que serão     aplicadas ao sistema tecnológico. No contexto da cidade do Recife, diversos     grupos sociais como o Direitos Urbanos e o Amigos do Mangue têm provocado     debates, por exemplo, sobre quem irá gerir e regulamentar a utilização ou     não dos meios de transporte privado nos rios. Ou seja, o que impedirá     pessoas de classes mais favorecidas de utilizarem, por exemplo, jet-ski ou     lanchas privadas para se deslocarem nos corredores fluviais? </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">     A realidade urbana que o projeto Rios da Gente pode construir e transformar     é nova para aquelas instituições que são responsáveis pela atual gestão dos     rios na região metropolitana. Isso também se aplica aquelas responsáveis     pela gestão do trânsito tradicional na região (e.g. Companhia de Trânsito e     Transporte &#8211; CTTU). As transformações nas relações de poder e controle     sobre esses sistemas trazem novos desafios para a gestão desses espaços. O     projeto Rios da Gente parece ser uma alternativa adequada para o caos no     trânsito da cidade do Recife. Entretanto, devemos nos questionar quanto ao     modelo de gestão e planejamento adotado para o mesmo e como esse pode vir a     ser apropriado pela população. A navegabilidade, no sentido de apropriação,     surge como uma alternativa aos outros modais de transporte, porém, não     anulando por completo os existentes. Em vez de singularizar e centralizar     em uma opção tecnológica (como o carro), o projeto Rios da Gente tem o     potencial de democratizar o sistema de mobilidade urbana pluralizando as     opções de tecnologias de mobilidade na cidade do Recife. A apropriação     desse sistema tecnológico, contudo, dependerá de três principais elementos:     necessidades diárias e os efeitos atrativos e repulsivos atrelados a essa     mobilidade potencial. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">     As melhorias no transporte público, assim como o repensar das necessidades     de deslocamentos passam a ser indispensáveis, pois a população da cidade     passou a residir em espaços periféricos devido à especulação imobiliária e     desvalorização do espaço urbano (Observatório das Metrópoles, 2012).     Residências foram construídas pela população em zonas de perigo como     encostas de morros e margens de rios. Essas condições de existência     produzem diversificadas necessidades diárias de mobilidade. Segundo censo     demográfico (IBGE, 2011), a cidade do Recife apresentava as seguintes     demandas diárias por deslocamento: </font></p>     <p>&nbsp;</p> <a name="t1" id="t1"></a><img src="/img/revistas/cct/n34/n34a11t1.jpg"/>     
<p>&nbsp;</p>      <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">     Além das pessoas que residem e se deslocam na cidade do Recife, podemos     identificar diversas outras que moram em cidades vizinhas e realizam     movimentos pendulares entre a cidade de origem e Recife, a principal cidade     da região. Essa população também deve ser considerada, pois contribui para     a superlotação dos sistemas de mobilidade urbana e demandam por mobilidades     potenciais para atender suas necessidades diárias. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">     A Região Metropolitana do Recife concentra 42% da população estadual, assim     como 65% de seu Produto Interno Bruto (PIB). Contudo, ocupando apenas 2,8%     da área do estado de Pernambuco, a região apresenta forte concentração e     densidade populacional (Condepe/Fidem, 2012). Da mesma forma, como     apresentado em seções anteriores, a sobrecarga das suas estreitas vias,     dado o crescimento da frota de veículos, leva a necessidade de se pensar     alternativas para a mobilidade dessas pessoas. Fatores como esses funcionam     como efeitos repulsivos que podem favorecer ou dificultar o emergir de     mobilidades potenciais. </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">     Outro fator repulsivo que tem levado as pessoas a optarem pelo transporte     individual refere-se a ineficiência do sistema de transporte por ônibus e     metrô na cidade, com atrasos e superlotações (<a href="#f13">Figura 13</a>). Por outro lado,     externalidades como a forte emissão de poluentes dos automóveis que levam a     problemas respiratórios contribuem com a recusa ao sistema de mobilidade     privado e individual. </font></p>     <p>&nbsp;</p> <a name="f13" id="f13"></a><img src="/img/revistas/cct/n34/n34a11f13.jpg"/>     
<p>&nbsp;</p>      <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">     Como efeito atrativo, favorecendo a apropriação do transporte fluvial pela     população recifense, podemos apontar uma possível melhoria da qualidade da     prestação do serviço de transporte urbano. O projeto Rios da Gente prevê     que os barcos terão ar condicionado e, as estações, sistemas de     monitoramento e informações sobre os horários e tempo de esperas. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">     Os rios Capibaribe e Beberibe têm apresentado índices cada vez maiores de     poluição colocando em perigo sua fauna e flora (SRH, 2010a; Carujo Jr.,     2012). Fenômenos como esses levaram a invisibilidade das belezas naturais     da cidade aos planejadores e a própria população. A partir do projeto Rios     da Gente, o planejamento sustentável da cidade possibilita repensar os usos     e cuidados que devem ser considerados com as águas dos rios, assim como, a     ocupação irregular de suas margens. Dessa forma, a cidade tenderia a tratar     seus espaços urbanos de modo mais sustentável e alinhada com os preceitos     da Política Nacional de Mobilidade Urbana (PNMU). Atividades como a Praias     do Capibaribe (<a href="#f14">Figura 14</a>) e o Stand Up Paddle (<a href="#f15">Figura 15</a>) têm apontado para     esse &#8220;novo&#8221; olhar sobre os rios da cidade. </font></p>     <p>&nbsp;</p> <a name="f14" id="f14"></a><img src="/img/revistas/cct/n34/n34a11f14.jpg"/>     
<p>&nbsp;</p> <a name="f15" id="f15"></a><img src="/img/revistas/cct/n34/n34a11f15.jpg"/>     
<p>&nbsp;</p>      <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">     As práticas de lazer e esporte, a limpeza e tratamento das águas dos rios     Capibaribe e Beberibe, e a possibilidade de navegabilidade dos mesmos,     podem se constituir enquanto efeitos atrativos também quanto ao turismo na     região. </font></p>     <p>&nbsp;  </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>De mobilidade potencial a práticas de mobilidade e vice-versa</b> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">     Kellerman (2012, 179) aponta que &#8220;o relacionamento entre mobilidades     potencial e praticada é uma via de mão dupla, com as mobilidades potenciais     pavimentando o caminho para as práticas, e vice-versa&#8221;. Neste sentido,     consideramos o projeto Rios da Gente como uma mobilidade potencial que, se     concretizado, pode vir a produzir mais práticas de mobilidade e,     consequentemente, futuros potenciais de mobilidade. Experiências adquiridas     a partir da prática de navegabilidade e uso de barcobus na cidade podem     fundamentar e influenciar novas mobilidades potenciais dentro de um     paradigma de urbanismo sustentável, democrático e inclusivo. No entanto,     esse potencial tem sido inviabilizado ou enfraquecido pela ineficiência do     Estado tanto no nível de planejamento quanto gerenciamento dos projetos de     mobilidade urbana na cidade do Recife e macro região. A ausência de     transparência e diálogo com a população direta e indiretamente impactadas     pelo projeto de navegabilidade também aponta para problemas na gestão e     governabilidade da mobilidade tanto no nível municipal quanto estadual. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">     Como pode ser visualizado na <a href="#f16">Figura 16</a>, além de representar uma mobilidade     potencial para a cidade do Recife, o projeto Rios da Gente tem o potencial     de ser um primeiro passo para a integração com outras cidades cortadas pelo     rio Capibaribe, conectando centros urbanos à zonas rurais. </font></p>     <p>&nbsp;</p> <a name="f16" id="f16"></a><img src="/img/revistas/cct/n34/n34a11f16.jpg"/>     
<p>&nbsp;</p>      <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">     Tal conectividade via redes fluviais poderia beneficiar tanto as populações     desses territórios como a economia local. Novamente este potencial tem sido     anulado devido as dificuldades e ineficiências do poder público em concluir     suas etapas de implantação. </font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Considerações finais: democratização e participação no planejamento   urbano sustentável </b> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">     Como vimos neste artigo, o projeto de navegabilidade Rios da Gente se     apresenta como uma forma de mobilidade potencial, ou seja, enquanto uma     condição de possibilidade. Porém, a efetiva implantação e operação de tal     sistema tecnológico de mobilidade urbana tem esbarrado em obstáculos     ideológicas, políticos, culturais e sociais que impossibilitam e colocam em     dúvida o alcance de seus potenciais. Neste sentido, apontamos que tanto     aspectos móveis como imóveis da mobilidade devem ser levados em     consideração e pensados de forma integrada na construção de sistemas de     mobilidade potenciais. Afinal, a complexidade por trás desses fenômenos,     impactam e modificam a geografia e paisagens urbanas, além de seu tecido     social. Como argumenta Pinto (2015), o processo de reabilitação de sistemas     hídricos está relacionado à reabilitação sustentável de determinado     território. Este último transformando-se em uma &#8220;questão social de     construção coletiva dos espaços e preservação do meio ambiente&#8221; (Pinto,     2015, p. 4). </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">     Este estudo, então, procurou explanar de forma crítica sobre a pluralidade     de demandas e elementos envolvidos na construção de sistemas de mobilidades     potenciais. Argumentamos ao longo do texto sobre a ausência de um modelo de     gestão democrático e participativo em torno do projeto Rios da Gente, assim     como as contradições e problemas levantados por diversos grupos sociais e     coletivos urbanos como o Amigos do Mangue, Direitos Urbanos e Associações     de pescadores e moradores. </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">     Não foi possível, no entanto, pesquisar sobre como o Rios da Gente pode     passar de uma mobilidade potencial para práticas de mobilidade alternativas     e vice-versa devido ao fato do mesmo ainda se encontrar em construção e com     suas obras atrasadas. À medida que o projeto de navegabilidade tiver suas     operações iniciadas (com previsão para 2017), novos estudos poderão ser     desenvolvidos de modo a explorar as práticas de mobilidade cotidianas     através de corredores fluviais. Em estudos futuros também poderão ser     analisados com maior profundidade aqueles fatores individuais relacionados     aos usuários, ou seja, a escala micro das mobilidades potenciais. </font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">REFERÊNCIAS </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">     Almeida, L.Q. de, Corrêa, A.C.B. (2012). &#8220;Dimensões da negação dos rios     urbanos nas metrópoles brasileiras: o caso da ocupação da rede de drenagem     da planície do Recife, Brasil&#8221;. <i>Geo UERJ</i>, Rio de Janeiro, v. 1, n.     23, pp. 114-135, jan/jun.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1688063&pid=S2182-3030201700010001100001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> ANTP (2006).    <i>Panorama da Mobilidade Urbana no Brasil: tendências e desafios</i>.     Brasília: ANTP.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1688065&pid=S2182-3030201700010001100002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">     Bartalini, V. (2004). &#8220;Os córregos ocultos e a rede de espaços públicos     urbanos&#8221;. <i>Revista Pós</i>, FAUUSP, n.16, pp. 82-96, dez.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1688067&pid=S2182-3030201700010001100003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">     Bartalini, V. (2006). &#8220;A trama capilar das águas na visão cotidiana da     paisagem&#8221;. <i>Revista USP</i>. Dossiê Água, n. 70, pp. 88-97, jun.-ago.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1688069&pid=S2182-3030201700010001100004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Bourdieu, P. (1985), &#8220;The Social Space and the Genesis of Groups&#8221;,    <i>Theory and Society</i>, Vol. 14, 6, pp. 723-744.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1688071&pid=S2182-3030201700010001100005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">     Bourdieu, P. (1998). &#8220;O capital social &#8211; notas provisórias&#8221;. In A. Catani,     M.A. Nogueira (Orgs.) <i>Escritos de Educação</i>. Petrópolis: Vozes.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1688073&pid=S2182-3030201700010001100006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">     Canzler, W., Kaufmann, V., Kesselring, S. (2008), &#8220;Tracing mobilities: An introduction&#8221;, In W. Canzler, V. Kaufmann, S. Kesselring (Eds.),    <i>Tracing Mobilities: Towards a Cosmopolitan Perspective</i>, Aldershot:     Ashgate, pp. 1-12.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1688075&pid=S2182-3030201700010001100007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">     Caruso Jr. E.A.E. (2012).         <i>         Relatório de Impacto Ambiental (Rima): Projeto de Navegabilidade dos         rios Capibaribe e Beberibe        </i>     . CPRH: Recife.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1688077&pid=S2182-3030201700010001100008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">     Coletivo IT.Lab (2014). Recife transforma rio em praia: Projeto Praias do     Capibaribe. Disponível em:         <a         href="https://coletivoitlab.wordpress.com/2014/04/07/recife-transforma-rio-em-praia-projeto-praias-do-capibaribe/" target="_blank"     >         https://coletivoitlab.wordpress.com/2014/04/07/recife-transforma-rio-em-praia-projeto-praias-do-capibaribe/        </a>     . Acesso em: maio/2016.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1688079&pid=S2182-3030201700010001100009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">     CONDEPE/FIDEM &#8211; Agência Estadual de Planejamento e Pesquisas de Pernambuco.     (2012),         <i>         Desenvolvimento Regional/participação social/governança metropolitana        </i>     , Recife: CONDEPE/FIDEM.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1688081&pid=S2182-3030201700010001100010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Cunha, F., Helvecio, L. (2013),    <i>Calçada: o primeiro degrau da cidadania urbana</i>, Recife: INTG.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1688083&pid=S2182-3030201700010001100011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">     Departamento Estadual de Trânsito de Pernambuco (Detran) (2013). Evolução     Anual da Frota de Veículos. Disponível em:         <a         href="http://www.detran.pe.gov.br/index.php?option=com_content&amp;view=article&amp;id=36&amp;Itemid=72#" target="_blank"     >         http://www.detran.pe.gov.br/index.php?option=com_content&amp;view=article&amp;id=36&amp;Itemid=72#</a>. Acesso em: maio/2016.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1688085&pid=S2182-3030201700010001100012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">     Flamm, M., Kaufmann, V. (2006), &#8220;Operationalising the concept of motility:     A qualitative study&#8221;, <i>Mobilities</i> 1, pp. 167-189.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1688087&pid=S2182-3030201700010001100013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">     Franco, F.M. (2005).         <i>         A construção do caminho: a estruturação da metrópole pela conformação         técnica das várzeas e planícies fluviais da bacia de São Paulo        </i>     . São Paulo: FAUUSP.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1688089&pid=S2182-3030201700010001100014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">     Graham, S., Marvin, S. (2001). <i>Splintering Urbanism</i>, London:     Routledge.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1688091&pid=S2182-3030201700010001100015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">     G1 (2013). Governo de PE lança edital para estações de embarque no     Capibaribe. Disponível em:         <a         href="http://g1.globo.com/pernambuco/noticia/2013/03/governo-de-pe-lanca-edital-para-estacoes-de-embarque-no-capibaribe.html" target="_blank"     >         http://g1.globo.com/pernambuco/noticia/2013/03/governo-de-pe-lanca-edital-para-estacoes-de-embarque-no-capibaribe.html        </a>     . Acesso em: abril/2016.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1688093&pid=S2182-3030201700010001100016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">     Hannam, K., Sheller, M., Urry, J. (2006), &#8220;Editorial: Mobilities,     immobilities and moorings&#8221;, <i>Mobilities</i>, 1, pp. 1&#8211;22.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1688095&pid=S2182-3030201700010001100017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">     IBGE (2010). Pesquisa de orcamentos familiares 2008-2009 : despesas,     rendimentos e condições de vida / IBGE, Coordenação de Trabalho e     Rendimento. Rio de Janeiro: IBGE.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1688097&pid=S2182-3030201700010001100018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> IBGE (2011),    <i>Censo Demográfico 2010: Resultados Preliminares do Universo</i>, Rio de     Janeiro: IBGE.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1688099&pid=S2182-3030201700010001100019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">     IPEA (2011).         <i>         Infraestrutura Social e Urbana no Brasil: subsídios para uma agenda de         pesquisa e formulação de políticas públicas        </i>     . Brasília: IPEA.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1688101&pid=S2182-3030201700010001100020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">     Jornal do Commercio (2016). &#8220;No Dia do Rio, conheça barqueiros que dão vida     ao Capibaribe&#8221;. Disponível em:         <a         href="http://jconline.ne10.uol.com.br/canal/cidades/geral/noticia/2016/11/24/no-dia-do-rio-conheca-barqueiros-que-dao-vida-ao-capibaribe-261448.php" target="_blank"     >         http://jconline.ne10.uol.com.br/canal/cidades/geral/noticia/2016/11/24/no-dia-do-rio-conheca-barqueiros-que-dao-vida-ao-capibaribe-261448.php        </a>     . Acesso em: dezembro/2016.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1688103&pid=S2182-3030201700010001100021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">     Kaufmann, V. (2002), <i>Re-thinking Mobility: Contemporary Sociology</i>,     Aldershot: Ashgate.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1688105&pid=S2182-3030201700010001100022&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">     Kaufmann, V., Bergman, M.M., Joye, D. (2004). &#8220;Motility: Mobility as     capital&#8221;, <i>International Journal of Urban and Regional Research</i>, 28,     pp. 745-756.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1688107&pid=S2182-3030201700010001100023&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">     Kaufmann, V., Montulet, B. (2008). &#8220;Between social and spatial mobilities:     The issue of social fluidity&#8221;, In W. Canzler, V. Kaufmann, S. Kesselring     (Eds.), <i>Tracing Mobilities: Towards a Cosmopolitan Perspective</i>, pp.     37-55, Aldershot: Ashgate.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1688109&pid=S2182-3030201700010001100024&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">     Kaufmann, V. (2009), &#8220;Mobility: Trajectory of a concept in the social     sciences&#8221;, in G. Mom, G. Pirie, L. Tissot (Eds.),         <i>         Mobility in History: The State of the Art in the History of Transport,         Traffic and Mobility        </i>     , pp. 41-60, Neuchâtel: Alphil.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1688111&pid=S2182-3030201700010001100025&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Kaufmann, V. (2011).    <i>Rethinking the city: urban dynamics and motility</i>. Lausanne: EPFL     Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1688113&pid=S2182-3030201700010001100026&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">     Kellerman, A. (2006), <i>Personal Mobilities</i>, London and New York:     Routledge.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1688115&pid=S2182-3030201700010001100027&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">     Kellerman, A. (2012), &#8220;Potential Mobilities&#8221;, <i>Mobilities</i>, Vol. 7, 1,     pp. 171-183.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1688117&pid=S2182-3030201700010001100028&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Lima Neto, V.C., Carvalho, C.H.R., Balbim, R.N. (2015).    <i>Mobilidade Urbana: o Brasil em transformação</i>. Instituto de Pesquisa     Econômica Aplicada - IPEA: Rio de Janeiro.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1688119&pid=S2182-3030201700010001100029&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> NTU &#8211; Associação Nacional das Empresas de Transportes Urbanos (2013).    <i>Anuário NTU 2012-2013</i>. Brasília: NTU.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1688121&pid=S2182-3030201700010001100030&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Observatório das Metrópoles (2012).    <i>Censo 2010: Recife cresce em direção à periferia</i>, Rio de Janeiro:     UFPE/FASE.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1688123&pid=S2182-3030201700010001100031&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> OICA - Organisation Internationale des Constructeurs d&#8217;Automobiles (2016).    <i>2016 Production Statistics</i>. Disponível em:     <a href="http://oica.net/category/production-statistics/" target="_blank">         http://oica.net/category/production-statistics/    </a>     . Acesso em: maio/2016.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1688125&pid=S2182-3030201700010001100032&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">     Pinto, P.T. (2015). &#8220;Editorial: Arqueologias hídricas na procura da     metrópole fluvial&#8221;. <i>Revista Passagens</i> 3, 27.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1688127&pid=S2182-3030201700010001100033&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Recapibaribe (2013).    <i>Rio Capibaribe: Beleza e poesia no coração do Recife</i>. Disponível em:     <a href="http://rio-capibaribe-bpcr.blogspot.com.br/" target="_blank">         http://rio-capibaribe-bpcr.blogspot.com.br/    </a>     . Acesso em: junho/2016.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1688129&pid=S2182-3030201700010001100034&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">     Rezende, G.B.M., Araújo, S.M.S. (2016). &#8220;As Cidades e as Águas: ocupações     urbanas nas margens de rios&#8221;. <i>Revista de Geografia (Recife)</i>, V. 33,     No. 2.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1688131&pid=S2182-3030201700010001100035&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">     Rifkin, J. (2000),         <i>         The Age of Access: How the Shift from Ownership to Access is         Transforming Capitalism        </i>     , London: Penguin.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1688133&pid=S2182-3030201700010001100036&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">     Santos, M. (2007). <i>O espaço do cidadão</i>. 7.ed. São Paulo: Edusp.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1688135&pid=S2182-3030201700010001100037&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">     Secretaria de Recursos Hidrícos (SRH) (2010a).         <i>         Plano hidroambiental da bacia hidrográfica do rio Capibaribe: Tomo I &#8211;         diagnóstico hidroambiental        </i>     , volume 02/03. Projetos Técnicos, Recife.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1688137&pid=S2182-3030201700010001100038&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">     Secretaria de Recursos Hidrícos (SRH) (2010b).         <i>         Plano hidroambiental da bacia hidrográfica do rio Capibaribe: Tomo II &#8211;         Cenários Tendenciais e Sustentáveis        </i>     . Projetos Técnicos, Recife.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1688139&pid=S2182-3030201700010001100039&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Secretaria de Recursos Hídricos e Energéticos (SRHE) (2010),    <i>Apresentação do PHA da Bacia Hidrográfica do Rio Capibaribe, Recife</i>:     SRHE. Disponível em:     <a         href="http://www.sirh.srh.pe.gov.br/hidroambiental/bacia_capibaribe/index.php/abertura" target="_blank"     >         http://www.sirh.srh.pe.gov.br/hidroambiental/bacia_capibaribe/index.php/abertura    </a>     .    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1688141&pid=S2182-3030201700010001100040&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Silva, F.N. (2013). &#8220;Mobilidade Urbana: os desafios do futuro&#8221;.    <i>Cadernos Metrópoles</i>, São Paulo, v. 15, n. 30, dez,     <a href="http://dx.doi.org/10.1590/2236-9996.2013-3001" target="_blank">         http://dx.doi.org/10.1590/2236-9996.2013-3001    </a>     , pp. 377-388.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1688143&pid=S2182-3030201700010001100041&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">     Silveira, A.L.L. (2002).         <i>         Drenagem urbana: Aspectos de Gestão. Porto Alegre: Instituto de         Pesquisas Hidráulicas        </i>     / Universidade Federal do Rio Grande do Sul.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1688145&pid=S2182-3030201700010001100042&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">     SupRecife (2014).         <i>         SUP Trip no Rio Capibaribe &#8211; Colorindo as águas com pranchas e caiaques        </i>     . Disponível em:     <a         href="https://suprecife.wordpress.com/2014/02/25/sup-trip-no-rio-capibaribe-colorindo-as-aguas-com-pranchas-e-caiaques/" target="_blank"     >         https://suprecife.wordpress.com/2014/02/25/sup-trip-no-rio-capibaribe-colorindo-as-aguas-com-pranchas-e-caiaques/    </a>     . Acesso em: maio/2016.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1688147&pid=S2182-3030201700010001100043&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">     The World Bank (2015). <i>Urban Population Prospects</i>. Disponível em:     <a href="http://data.worldbank.org/indicator/SP.URB.TOTL.IN.ZS/" target="_blank">         http://data.worldbank.org/indicator/SP.URB.TOTL.IN.ZS/    </a>     . Acesso em: maio/2016.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1688149&pid=S2182-3030201700010001100044&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> United Nations (2015),    <i>World Urbanization Prospects: The 2014 Revision</i>, New York.     Disponível em:     <a href="http://esa.un.org/unpd/wup/FinalReport/WUP2014-Report.pdf" target="_blank">         http://esa.un.org/unpd/wup/FinalReport/WUP2014-Report.pdf    </a>     .    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1688151&pid=S2182-3030201700010001100045&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">     Urry, J. (2002), &#8220;Mobility and proximity&#8221;, <i>Sociology</i>, 36, pp.     255-274.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1688153&pid=S2182-3030201700010001100046&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">     Urry, J. (2003), </font><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><i>Global Complexity</i></font><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">, Cambridge: Polity.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1688155&pid=S2182-3030201700010001100047&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Recebido: 27-04-2015; Aceite: 28-06-2017.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">NOTES</font></p>          <font color="#FF0000" size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><font color="#000000"><a name="3" id="3"></a>[<a href="#top3">3]</a></font></font> <font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Segundo dados do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA).     Disponível em:     <a                 href="http://www.ipea.gov.br/portal/images/stories/PDFs/comunicado/110525_comunicadoipea94.pdf" target="_blank"             >       http://www.ipea.gov.br/portal/images/stories/PDFs/comunicado/110525_comunicadoipea94.pdf          </a>   Acesso em: maio/2016.      </font>   </p> </p>     <p>         <font color="#FF0000" size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><font color="#000000"><a name="4" id="4"></a>[<a href="#top4">4]</a></font></font> <font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Idem.      </font></p>              <p>         <font color="#FF0000" size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><font color="#000000"><a name="5" id="5"></a>[<a href="#top5">5]</a></font></font> <font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Dados da Pesquisa de orçamentos familiares 2008-2009: despesas,           rendimentos e condições de vida. Disponível em:           <a                 href="http://biblioteca.ibge.gov.br/biblioteca-catalogo?view=detalhes&amp;id=245130" target="_blank"             > http://biblioteca.ibge.gov.br/biblioteca-catalogo?view=detalhes&amp;id=245130 </a>       Acesso em: maio/2016.      </font></p>              <p>         <font color="#FF0000" size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><font color="#000000"><a name="6" id="6"></a>[<a href="#top6">6]</a></font></font> <font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Segundo informações da OICA. Disponível em:           <a href="http://oica.net/category/production-statistics/" target="_blank">               http://oica.net/category/production-statistics/          </a>       . Acesso em: maio/2016.      </font></p>              <p>         <font color="#FF0000" size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><font color="#000000"><a name="7" id="7"></a>[<a href="#top7">7]</a></font></font> <font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Dados do Banco Mundial. Disponível em:           <a href="http://data.worldbank.org/indicator/SP.URB.TOTL.IN.ZS/" target="_blank">               http://data.worldbank.org/indicator/SP.URB.TOTL.IN.ZS/          </a>       . Acesso em: maio/2016.      </font></p>              <p>         <font color="#FF0000" size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><font color="#000000"><a name="8" id="8"></a>[<a href="#top8">8]</a></font></font> <font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Segundo a United Nations Population Division. 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