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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><b><font size="2" face="Verdana">DOSSIER EDITORIAL</font></b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b><font face="Verdana" size="4"><b>Living Mobilities</b></font></b> </p>     <p>&nbsp; </p>     <p><b><font face="Verdana" size="2">Renato Miguel do Carmo<a name="top1" id="top1"></a><a href="#1">I</a></font></b>; <b><font face="Verdana" size="2">Catarina Sales Oliveira<a name="top1" id="top2"></a><a href="#2">II</a></font></b></p>     <p><font size="4" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><a name="1" id="1"></a>[<a href="#top1">I</a>]</font></font><font size="2" face="Verdana">CIES-IUL, Instituto Universit&aacute;rio de Lisboa, Portugal. e-mail: <a href="mailto:renato.carmo@iscte-iul.pt">renato.carmo@iscte-iul.pt</a>.</font>     <p><font size="4" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><a name="2" id="2"></a>[<a href="#top2">II</a>]</font></font><font size="2" face="Verdana">Universidade da Beira Interior e CIES-IUL, Instituto Universit&aacute;rio de Lisboa, Portugal. e-mail: <a href="mailto:csbo@ubi.pt">csbo@ubi.pt</a>.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> <font size="2" face="Verdana, Geneva, sans-serif">     <p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p> A mobilidade de pessoas e coisas tornou-se tão relevante nas últimas décadas que alguns autores e autoras, como Sheller e Urry (2006) ou Cresswell (2010), a propuseram como um paradigma teórico e epistemológico adequado para compreender a sociedade globalizada. Entre outros, a evolução dos transportes, nomeadamente do automóvel e do avião, amplificou profundamente as configurações das mobilidades, alimentando a transformação dos modos de vida das populações, especialmente em espaços urbanos e metropolitanos. </p>     <p> Não obstante, estudos sobre as mobilidades em Portugal são ainda relativamente escassos e dispersos, concentram-se as pesquisas existentes sobretudo ao nível da geografia e do ordenamento do território. Por essa razão as dimensões do espaço têm sido destacadas em detrimento dos aspetos sociais e culturais como a relação com o tempo, as representações ou a mobilidade enquanto prática social. Estudos recentes têm evidenciado a necessidade de problematizar a mobilidade como fenómeno social relevante em Portugal e destacando o seu papel na construção dos modos de vida contemporâneos (Sales Oliveira, 2015) nomeadamente na construção de assimetrias e desigualdades (Carmo et al, 2017). </p>     <p> Portugal é um país com algumas especificidades do ponto de vista do espaço e do território visto que é caracterizado por uma forte concentração demográfica no litoral e sobretudo nas suas áreas metropolitanas. Esta distribuição tem influenciado uma &#8220;tradicional visão dualista do país, que opunha o litoral (urbano e denso) ao interior (despovoado e rural)&#8221; (Carmo, 2008: 777)., mas que tem vindo a ser debatida e confrontada com estudos que põem em evidência o papel das cidades médias. Simultaneamente, em termos de coesão territorial importa destacar que a oferta de transportes coletivos em Portugal é profundamente diferenciada e assimétrica. Podemos dizer que a estrutura do serviço de transportes coletivos, tal como se apresenta, é por si geradora e/ou reprodutora de desigualdades sociais. Este processo é particularmente acentuado nos meios rurais, mas mesmo no interior das áreas metropolitanas, local da melhor oferta ao nível da rede pública de transportes, as assimetrias entre as freguesias centrais e periféricas podem ser muito elevadas. </p>     <p> No entanto, apesar dos desequilíbrios nas redes de transportes públicos e nas acessibilidades que caraterizam as cidades e as metrópoles, ainda é nos espaços rurais que se encontram as maiores debilidades onde a própria opção por neles habitar implica uma dependência quase inevitável pela automobilidade, com todas as suas implicações: custos temporais, económicos e sociais. Por outro lado, para compreender o fenómeno da automobilidade em Portugal é fundamental entender a importância da mobilidade também enquanto representação social e valor (Sales Oliveira, 2011). Estudos de cariz qualitativo sobre a realidade portuguesa evidenciaram que a mobilidade pressupõe, para além de uma escolha racional, processos culturais e identitários (Cachado et al, 2017). </p>     <p> Hoje em dia, quando as pesquisas desenvolvidas por diferentes campos científicos já mostram a relevância de algumas das alterações mencionadas acima, torna-se cada vez mais necessário abrir novos caminhos para a compreensão dos processos de reconfiguração cultural, nomeadamente a respeito das dimensões espaciais e temporais. </p>     <p> Nesse sentido, são precisas novas ferramentas epistemológicas e metodológicas desenvolvidas no contexto de abordagens transdisciplinares. </p>     <p> Os artigos que compõem este dossiê foram inicialmente apresentados no seminário <b><i>Viver em|a mobilidade</i></b> que realizou em Braga em Novembro de 2016 e pretendeu reunir em território nacional investigadores e investigadoras de diversas áreas científicas, procurando potenciar contributos para desenvolver as abordagens teóricas e metodológicas que enfrentam os novos desafios das mobilidades contemporâneas. Nesse sentido e ilustrando a diversidade de perspetivas que os estudos da mobilidade convocam, o artigo de Martins e Araújo e problematiza e discute a natureza simbólica e semântica da relação que se estabelece com cada meio de transporte e de deslocação no contexto de um estudo sobre importância dos meios de deslocação e transporte nos percursos casa-trabalho. O trabalho de Perez e Kralich explora o desenvolvimento de modos de transporte alternativos, no cenário de uma mobilidade fortemente estratificada e vulnerável da região metropolitana de Buenos Aires. Num registo espacialmente muito distinto, o artigo de Carvalho e Sales Oliveira foca o mundo rural contemporâneo e a forma como mobilidades de acessibilidades se processam a partir de uma perspetiva de género. </p> </font>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b> Renato Miguel do Carmo</b> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b> Catarina Sales Oliveira </b> </font></p> <font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><i> Dossier Editors</i> </font>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Geneva, sans-serif"> <b>Referências bibliográficas</b></font> </p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Geneva, sans-serif">Cachado, R.A., Carmo, R. M., Ferreira, D., Santos, S. (2017) &#8220;Usos e meios de transporte na Área Metropolitana de Lisboa: uma abordagem qualitativa da mobilidade&#8221;, <i>Análise Social</i>, 223(LII), 392&#8209;415.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1688504&pid=S2182-3030201700020000200001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <p></p> <font size="2" face="Verdana, Geneva, sans-serif">     <!-- ref --><p> Carmo, R.M., Santos, S., Ferreira, D. (2017) &#8220;&#8216;Unequal mobilities' in the Lisbon metropolitan area: daily travel choices and private car use&#8221;, <i>Finisterra</i>, LII, 106, 67&#8209;86.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1688507&pid=S2182-3030201700020000200002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p> Carmo, R.M. (2008) &#8220;Da escala ao território: para urna reflexão crítica do policentrismo&#8221;, <i>Análise Social</i>, vol. 43 (4) 775-793.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1688509&pid=S2182-3030201700020000200003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p> Cresswell, T. (2010) &#8220;Towards a politics of mobility&#8221;, <i>Environment and planning D: society and space</i>, 28(1), 17-31.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1688511&pid=S2182-3030201700020000200004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p> Sales Oliveira, C. (2015) &#8220;(Auto) Mobilities and social identities in Portugal&#8221;, <i>Sociologia, Problemas e Práticas</i>, (77), 137-151.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1688513&pid=S2182-3030201700020000200005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p> Sheller, M., Urry, J. (2006) &#8220;The new mobilities paradigm&#8221;, <i>Environment and Planning A</i>, 38 (2): 207&#8211;226.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1688515&pid=S2182-3030201700020000200006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p> </font>     ]]></body><back>
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