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<article-id pub-id-type="doi">10.15847/citiescommunitiesterritories.jun2019.038.art02</article-id>
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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Regeneração urbana integrada, proteção do património cultural e eficiência ambiental como objetivos divergentes nas políticas urbanas em Portugal (2000 - 2020)]]></article-title>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Integrated urban regeneration, cultural heritage safeguard and environmental efficiency as diverging objectives in urban policies in Portugal (2000 - 2020)]]></article-title>
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<institution><![CDATA[,Laboratório Nacional de Engenharia Civil Núcleo de Estudos Urbanos e Territoriais ]]></institution>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[This article presents an analysis of some policies concerning the intervention in the existing city, from 2000 Lisbon Strategy until 2020 Europe strategy. It considers urban policies and policy instruments that have led interventions in urban built heritage. It also considers cultural heritage policies or environment and energy policies with effects on the intervention in the existing city, in the urban building stock. These policies were analysed from the point of view of the contribution for the general objective of integrated urban regeneration and for two specific objectives: safeguarding cultural heritage and promoting environmental efficiency. The relations between these objectives have been studied in the research project “Assessing Urban and Building Rehabilitation Impacts on Urban Metabolism and Heritage” financed by the Portuguese Foundation for Science and Technology. The article aims to analyse how the policies gave priority to cultural heritage safeguard or to environmental efficiency and also how these sectorial objectives interacted with the multidimensional objectives of integrated urban regeneration. Grounded on the presented analysis the article concludes that the effective conservation of urban buildings as a component of integrated urban regeneration has not found sufficiently specific, effective and widespread policies. Therefore, although the environmental policies could had led “recycling of the existing city” trends, the scarce and incomplete consideration of the cultural value of the existing urban housing stock in the programming of urban regeneration policies has constituted one of the obstacles to the effective return of urban areas to their generalized housing use, hampering an adequate promotion of the urban social cohesion.]]></p></abstract>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[regeneração urbana]]></kwd>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><font face="Verdana" size="2"><strong>ARTIGO ORIGINAL</strong></font></p>     <p>&nbsp;</p> <b><font face="Verdana" size="4">Regeneração urbana integrada, proteção do património  cultural e eficiência ambiental como objetivos divergentes nas políticas urbanas  em Portugal (2000 – 2020) </font></b>      <p></p>     <p> <b><font face="Verdana" size="3"> Integrated urban regeneration, cultural    heritage safeguard and environmental efficiency as diverging objectives in urban    policies in Portugal (2000 – 2020)</font></b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b><font face="Verdana" size="2">Joana Fazenda Mourão<a name="top1" id="top1"></a><a href="#1">I</a></font></b></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><a name="1" id="1"></a>[<a href="#top1">I</a>]</font><font size="2" face="Verdana">Núcleo    de Estudos Urbanos e Territoriais, Laboratório Nacional de Engenharia Civil,    Portugal. e-mail: <a href="mailto:jmourao@lnec.pt" target="_blank">jmourao@lnec.pt</a>;    <a href="mailto:joana.mourao@tecnico.ulisboa.pt" target="_blank">joana.mourao@tecnico.ulisboa.pt</a></font></p>     <p>      <p>&nbsp;</p> <hr size="1" noshade="noshade" /> <font size="2" face="Verdana, Geneva, sans-serif"><b>RESUMO</b></font>      <p><font size="2" face="Verdana, Geneva, sans-serif">Este artigo apresenta uma    análise de algumas políticas relacionadas com a intervenção na cidade existente,    desde a Estratégia de Lisboa de 2000 à Estratégia Europa 2020. Considera políticas    urbanas e instrumentos de política que conduziram intervenções no património    edificado urbano e políticas do património cultural ou de ambiente e energia    com efeitos na intervenção na cidade existente, em particular no edificado urbano.    Estas políticas são analisadas do ponto de vista do contributo para o objetivo    geral da regeneração urbana integrada e para dois objetivos específicos: a preservação    do património edificado urbano e a eficiência energética e material. As relações    entre estes objetivos têm sido estudadas no projeto de investigação &ldquo;Assessing    Urban and Building Rehabilitation Impacts on Urban Metabolism and Heritage&rdquo;    financiado pela Fundação para a Ciência e Tecnologia. O artigo visa analisar    em que medida as políticas urbanas deram prioridade à preservação do património    cultural ou à eficiência ambiental e também em que medida estes objetivos setoriais    se articularam com os objetivos multidimensionais da regeneração urbana integrada.    A partir da análise de prioridades políticas desenvolvida, conclui-se que a    efetiva conservação de edifícios urbanos é uma componente da regeneração urbana    integrada que nas últimas duas décadas não tem encontrado políticas suficientemente    específicas, eficazes e disseminadas. Assim, embora os objetivos ambientais,    com crescente importância política, apontassem para uma tendência de &ldquo;reciclagem    da cidade&rdquo;, a escassa e incompleta consideração do valor cultural do parque    edificado urbano existente, na programação das políticas de regeneração urbana,    tem constituído um dos obstáculos à devolução efetiva das áreas urbanas ao seu    uso habitacional, impedindo um adequado fomento da coesão social urbana. </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Geneva, sans-serif"><b>Palavras-chave:</b> regeneração    urbana, reabilitação de edifícios, proteção do património cultural, eficiência    ambiental.</font></p> <hr size="1" noshade="noshade"/>     <p><font size="2" face="Verdana, Geneva, sans-serif"><b>ABSTRACT</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Geneva, sans-serif">This article presents an    analysis of some policies concerning the intervention in the existing city,    from 2000 Lisbon Strategy until 2020 Europe strategy. It considers urban policies    and policy instruments that have led interventions in urban built heritage.    It also considers cultural heritage policies or environment and energy policies    with effects on the intervention in the existing city, in the urban building    stock. These policies were analysed from the point of view of the contribution    for the general objective of integrated urban regeneration and for two specific    objectives: safeguarding cultural heritage and promoting environmental efficiency.    The relations between these objectives have been studied in the research project    &ldquo;Assessing Urban and Building Rehabilitation Impacts on Urban Metabolism and    Heritage&rdquo; financed by the Portuguese Foundation for Science and Technology.    The article aims to analyse how the policies gave priority to cultural heritage    safeguard or to environmental efficiency and also how these sectorial objectives    interacted with the multidimensional objectives of integrated urban regeneration.    Grounded on the presented analysis the article concludes that the effective    conservation of urban buildings as a component of integrated urban regeneration    has not found sufficiently specific, effective and widespread policies. Therefore,    although the environmental policies could had led &ldquo;recycling of the existing    city&rdquo; trends, the scarce and incomplete consideration of the cultural value    of the existing urban housing stock in the programming of urban regeneration    policies has constituted one of the obstacles to the effective return of urban    areas to their generalized housing use, hampering an adequate promotion of the    urban social cohesion.</font> </p>     <p><font size="2" face="Verdana, Geneva, sans-serif"><b>Keywords:</b> urban regeneration,    buiding rehabilitation, cultural heratage safeguard, environmental efficiency.</font></p> <hr size="1" noshade="noshade" />     <p>&nbsp;</p> <font size="2" face="Verdana, Geneva, sans-serif">     <p>      <p> <font size="3"><b>Introdução</b></font> </p>     <p> De acordo com o Regime Jurídico de Reabilitação Urbana (RJRU) (DR n.º 206,    2009) &ldquo;a reabilitação urbana assume-se hoje como uma componente indispensável    da política das cidades e da política de habitação, na medida em que nela convergem    os objetivos de requalificação e revitalização das cidades, em particular das    suas áreas mais degradadas, e de qualificação do parque habitacional, procurando-se    um funcionamento globalmente mais harmonioso e sustentável das cidades e a garantia,    para todos, de uma habitação condigna&rdquo; (Preâmbulo). </p>     <p> Esta assunção é compatível com o conceito de regeneração urbana definido na    década de 80 do sec. XX como o &ldquo;processo que ocorre num organismo vivo quando    este demonstra a capacidade de reconstituir um seu tecido danificado&rdquo; (Vilares,    2003). Porém, o conceito de regeneração urbana compreende hoje processos de    intervenção no tecido urbano que reutilizam infraestruturas físicas dando prioridade    a diferentes objetivos (sociais, ambientais, económicos, culturais ou urbano-territoriais),    decorrentes de políticas mais ou menos integradas. As nomenclaturas na literatura    retratam assim grande variabilidade de conceitos relativos às formas de intervenção    na cidade existente (Portas, 1985) compreendendo termos como revitalização,    requalificação, regeneração, renovação e reabilitação urbana [<a name="top2" id="top2"></a><a href="#2">2</a>].  </p>     <p> No presente artigo, ao nível da intervenção física, a reabilitação e renovação    urbanas são tidos como processos de intervenção e reordenamento físico, onde    as preexistências edificadas são consideradas de forma distinta: na reabilitação    estas tendem a ser mantidas e atualizadas, incluindo ações de conservação dos    edifícios, enquanto na renovação tendem a ser removidas e substituídas (Moura    et. al., 2006; Menezes, 2005). </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p> Já ao nível da intervenção multidimensional, a regeneração urbana - ou revitalização    urbana - é interpretada como uma visão e ação integrada, destinada a resolver    problemas multifacetados das áreas urbanas para melhorar suas condições económicas,    físicas, sociais e ambientais (Moura et. al., 2006), onde as preexistências    têm um valor reconhecido. A regeneração urbana integrada ocorre quando há uma    efetiva integração entre as políticas e, em determinados contextos, pode também    ser apelidada de conservação urbana integrada e alargada ao âmbito territorial    (Queiroz e Portela, 2009). </p>     <p> A regeneração urbana integrada tem sido indicada como a forma mais adequada    para intervir nas áreas urbanas e edifícios existentes (Paiva et al., 2006;    Vilares, 2003), mas também a mais complexa e exigente por constituir uma ação    integradora e incluir a dimensão social, cultural, económica, ambiental e urbano-territorial.  </p>     <p> Em Portugal, para além da diversificada literatura sobre os conceitos relacionados    com a intervenção na cidade existente, ao nível das intervenções físicas dispomos    de uma definição jurídica de reabilitação urbana (integrada) no Regime Jurídico    acima citado: &ldquo;a forma de intervenção integrada sobre o tecido urbano existente,    em que o património urbanístico e imobiliário é mantido, no todo ou em parte    substancial, e modernizado através da realização de obras&rdquo; (RJRU, 2009, I, 2    º j). </p>     <p> Adicionalmente, no âmbito de políticas ambientais europeias, os processos    de reabilitação de edifícios no âmbito de processos de regeneração urbana, com    objetivos específicos de inovação e sustentabilidade (Moura, 2006), podem incorporar    medidas de reabilitação energética, enquadradas no sistema de certificação energética    dos edifícios (MEE, 2013) decorrentes da transposição da Diretiva 2010/31/EU    relativa ao desempenho energético dos edifícios (EPBD). A reabilitação energética    de edifícios procura uma articulação crescente com a reabilitação urbana, porém    não concorre necessariamente para a preservação do edificado urbano (Mourão    e Campos, 2018; CEN, 2017). </p>     <p> Quando nos referimos a políticas de regeneração urbana nas últimas duas décadas,    referimo-nos a um cruzamento de políticas sociais, urbanas, de solos, de cidades,    de habitação, de energia, de gestão de parques edificados e de políticas económicas.    Mas este cruzamento nem sempre assegurou a integração de todas as dimensões    implicadas, pois as múltiplas combinações destas políticas dependem dos objetivos    e das prioridades setoriais estabelecidas. </p>     <p> Assim, as iniciativas de intervenção no espaço urbano denominadas institucionalmente    como de regeneração urbana podem por vezes não coincidir com o conceito académico    de regeneração urbana integrada (Queiroz e Portela, 2009). Contudo, não deixam    de representar o que a Europa e Portugal entenderam num determinado momento    pelo conceito que utilizaram amplamente. </p>     <p> Ao longo deste artigo serão analisados alguns instrumentos e medidas de política    nacionais e de cooperação intergovernamental europeia, procurando retratar parte    do campo lato em que se inserem as políticas de regeneração urbana. Com esta    base, o artigo procurará investigar em que medida as políticas urbanas deram    prioridade aos objetivos específicos de preservação do património cultural,    de eficiência ambiental ou, a um outro nível, ao objetivo geral de regeneração    urbana integrada. No objetivo &ldquo;preservação do património cultural&rdquo; considera-se    a valorização do legado cultural presente no património urbano construído, enquanto    no objetivo &ldquo;eficiência ambiental&rdquo; se considera a promoção da eficiência energética    e material nesse ambiente construído. Já no objetivo mais lato de regeneração    urbana integrada, considera-se a multidimensionalidade das intervenções, com    destaque para o papel central da reabilitação do edificado existente numa abordagem    social ao problema da oferta de habitação urbana. </p>     <p>&nbsp; </p>     <p><font size="3"><b>1. Breve enquadramento Europeu</b></font> </p>     <p> O quadro de políticas, programas e instrumentos analisado ilustra marcos europeus    de ação reguladora ou orientadora em matéria de estratégia económica, património,    ambiente e energia (<a href="#q1">Tabela 1</a>), não sendo exclusivo do âmbito    das políticas urbanas. </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p> <a name="q1" id="q1"></a><img src="/img/revistas/cct/n38/n38a13q1.jpg"/>      
<p>&nbsp;</p>     <p> <b>1.1. </b> <b>Estratégia Económica</b> </p>     <p> O enquadramento na política europeia, aqui brevemente traçado, inicia-se com    a Estratégia de Lisboa (PCE, 2000) destinada a preparar a transição para uma    economia e uma sociedade baseadas no conhecimento. Esta estratégia focou-se    na competitividade e a inovação, em modernizar o modelo social europeu e em    sustentar as perspetivas económicas e as previsões de crescimento. Definiu três    pilares que se mantiveram constantes na estratégia seguinte (2020): competitividade,    coesão e crescimento e que e pautaram toda a política intergovernamental nas    últimas décadas. </p>     <p> Porém, o texto da Estratégia de Lisboa de 2000 não inclui uma perspetiva territorial    ou urbana. Em 2001 é acrescentada à estratégia uma dimensão ecológica, visando    integrar aspetos ambientais nas políticas comunitárias. Contudo, quando em 2005    a Estratégia é renovada (&ldquo;Estratégia para o Crescimento e o Emprego&rdquo;), integrando    já prioridades como a sustentabilidade ambiental e a coesão territorial e social,    não surgem referências ao legado urbano-territorial europeu como um valor cultural,    patrimonial ou ambiental. </p>     <p> Uma década depois, a Estratégia Europa 2020 (CE, 2010) estipula que para atingir    o crescimento sustentável a Europa deverá promover uma economia mais eficaz    em termos de recursos, mais ecológica e mais competitiva (dissociar o crescimento    e o consumo de energia dará à Europa uma vantagem concorrencial (CE, 2010),    atuando em três áreas principiais: a competitividade, a luta contra as alterações    climáticas e a energia limpa e eficiente. A partir de 2010, e com mais expressão    a partir de 2014, estas três áreas dominarão as políticas europeia. Neste contexto,    a regeneração urbana só interessará à Europa na medida em que constituir oportunidade    de competitividade crescimento e criação de emprego (Pinho, 2009). </p>     <p> No âmbito desta Estratégia, os Estados-Membros são encorajados a adaptar os    modos de produção e de consumo. Incentiva-se a utilização da regulamentação,    normas de desempenho ambiental e dos fundos estruturais para investir na eficiência    energética dos edifícios e na melhoria de eficiência da reciclagem. A intervenção    e conservação dos edifícios existentes, contudo, não é abordada nestes documentos    como eventual processo de &ldquo;reciclagem da cidade&rdquo;. </p>     <p> Para além do crescimento sustentável, esta estratégia lança os reptos de crescimento    inteligente e inclusivo que poderiam também convergir com objetivos de regeneração    urbana integrada. Porém esta convergência não se encontra expressa nos documentos    da estratégia (CE, 2010). </p>     <p>&nbsp; </p>     <p><b>1.2. </b> <b>Paisagem e património</b> </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p> Em 2000 é ratificada a Convenção Europeia da Paisagem (transposta para Portugal    em 2005 - DR, 2005) onde a paisagem é reconhecida como uma componente essencial    do ambiente humano, uma expressão da diversidade do seu património comum cultural    e natural e base da sua identidade. É recomendado aos signatários integrar a    paisagem nas suas políticas de ordenamento do território e de urbanismo, e nas    suas políticas cultural, ambiental, agrícola, social e económica. </p>     <p> O Conselho da Europa ao elaborar a convenção propõe o conceito de paisagem    como integrador das várias vertentes do património territorial face às mudanças    que a paisagem sofreu durante décadas de forte infraestruturação. A convenção    cunha assim o conceito de paisagem como interface entre o património cultural    e natural, mas não aborda ainda a relação entre esse património territorial    e urbano e a sustentabilidade como conceito emergente, na perspetiva da conservação    e otimização do uso de recursos naturais. </p>     <p> Desde 2000 passariam quase duas décadas até que o conceito de património territorial    ressurgisse nas políticas, dominadas no entretanto pelas oportunidades de crescimento    económico e desenvolvimento tecnológico e pelo discurso, por vezes impreciso,    em torno da sustentabilidade ambiental. </p>     <p> O ressurgimento do património nas políticas dá-se recentemente na Estratégia    do século XXI para o Património Cultural Europeu (CE/CM, 2017), o culminar de    um processo que inclui a Convenção Europeia para a Proteção do Património Arquitetónico    de Granada (1985), a própria Convenção Europeia da Paisagem Europeia de Florença    (2000) e a Convenção-Quadro sobre o Valor do Património Cultural para a Sociedade,    assinada em Faro (2005). Nos últimos anos, vários relatórios internacionais    (<i>European Cultural Heritage Strategy for the 21st Century</i> (2017), <i>Cultural    Heritage Counts for Europe</i> (2015) são também passos adicionais. Em particular,    o relatório de 2015 afirma mesmo que &ldquo;o património cultural é parte da solução    para os desafios europeus das alterações climáticas, por exemplo, através da    proteção e revitalização da energia presente no parque edificado urbano existente&rdquo;    (CHCFE Consortium, 2015). Em consonância, uma das recomendações da Estratégia    do sec. XXI para o Património Cultural Europeu é &ldquo;assegurar que o património    é tomado em conta no desenvolvimento urbano, ordenamento do território e nas    políticas de energia e ambiente&rdquo;. Simultaneamente, é dado como exemplo de ação    &ldquo;desenvolver atividades experimentais dedicadas ao desempenho energético em    edifícios antigos&rdquo; (CE/CM, 2017: D6). </p>     <p>&nbsp; </p>     <p><b>1.3. </b> <b>Energia e Clima</b> </p>     <p> A Estratégia do sec. XXI para o Património Cultural Europeu (2017) já estabelece    uma ligação entre políticas de património e políticas de energia e ambiente,    a que não será alheio o facto de simultaneamente ter sido publicada a norma    &ldquo; <i> Guidelines for improving the energy performance of historic buildings    - EN 16883 </i> &rdquo; (CEN, 2017). </p>     <p> Vocacionada para os edifícios, a iniciativa do Comité de Estandardização Europeu    de elaborar a EN 16883 (CEN, 2017) incide no património edificado e energia,    visando alcançar um equilíbrio a longo prazo entre a utilização de um edifício,    o seu desempenho energético futuro e a sua preservação e conservação do seu    valor intrínseco, decorrente do seu passado. </p>     <p> Esta norma não refere os termos regeneração ou reabilitação urbana, apenas    &ldquo;<i>Building refurbishment</i>&rdquo; definindo-o como &ldquo;modificação de um edifício    existente no sentido de o elevar a uma condição melhorada e aceitável&rdquo;. Assim,    embora o procedimento de &ldquo;<i>impact assessment</i>&rdquo; previsto na norma seja multidimensional    e considere aspetos sociais do uso dos edifícios, o facto de não se articular    com a escala urbana reduz a possibilidade de ser utilizado em processos de regeneração    urbana integrada. </p>     <p> Face à perceção dos riscos ambientais do crescimento económico, e com forte    vínculo ao Protocolo de Quioto, surgiam entretanto dois instrumentos de cariz    eco tecnológico, de natureza distinta, relacionados com a intervenção em edifícios    e áreas urbanas, mas por sua vez distanciados dos assuntos do património: o    Pacto dos Autarcas para o Clima (JRC, 2008) e a nova Diretiva do Desempenho    Energético dos Edifícios (EPBD Recast) (PEC, 2010). </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p> Estes instrumentos refletem a entrada das preocupações energético-ambientais    nas políticas da União Europeia a diferentes escalas, mas com um objetivo principal    comum: reduzir a intensidade energética e carbónica da economia – em particular    do seu edificado e infraestruturas urbanas. Paralelamente, têm também um objetivo    secundário: ajudar a sociedade a encontrar um caminho para o crescimento económico    desvinculado da dependência energética externa e do crescimento dos impactes    ambientais negativos. Ambos se destinam a um legado físico – edifícios e sistemas    urbanos – mas ambos são omissos em relação aos valores das pré-existências urbanas.    A prioridade energética e de limitação das emissões atmosféricas de dióxido    de carbono (ou outros gases com efeito de estufa) é dominante nas suas disposições    e objetivos. </p>     <p> Ao longo dos anos, a Diretiva do Desempenho Energético dos Edifícios vai conhecer    aplicação em muitos países europeus, promovida pelas Agências de Energia, mas    algumas das considerações da sua redação original, de 2002, vão perdendo importância    relativa. Na redação original da Diretiva 2002/91/CE constam considerações como:    &ldquo;As medidas destinadas a melhorar o desempenho energético dos edifícios deverão    ter em conta as condições climáticas e locais, bem como o ambiente interior    e a rentabilidade económica. Essas medidas não contrariarão outros requisitos    essenciais relativos aos edifícios&rdquo; (9). Estas considerações não serão sempre    seguidas na transposição e, paralelamente, os diversos requisitos da construção    e intervenção em edifícios existentes (incluindo o princípio da proteção do    existente) não se encontravam ainda suficientemente articulados (Pedro &amp;    Campos, 2015). Assim, a Diretiva revela-se pouco adaptável para ser aplicado    de forma eficaz na reabilitação de edifícios implicada em processos de regeneração    urbana integrada. A transposição da Diretiva (DR, 2013; DR, 2015) trará mesmo    alguns efeitos negativos (Rato, 2010; Flores, 2016; Freitas, 2017), tendo afetado    um setor dos edifícios já penalizado e por uma legislação ramificada, com requisitos    setoriais por vezes desadequados aos contextos de cada intervenção (Pedro &amp;    Campos, 2015), sem ter conseguido reorientar o setor da construção civil para    a reabilitação de edifícios - necessária ao sucesso da regeneração urbana integrada.  </p>     <p> A outra escala, o Pacto dos Autarcas para o Clima e Energia (JRC, 2008) é    dirigido ao setor da mobilidade, dos serviços urbanos e edifícios municipais,    incluindo parque habitacional social, na perspetiva de dar o exemplo para as    comunidades locais em termos de eficiência e energias renováveis. O Pacto deu    visibilidade ao tema da sustentabilidade energética e limitação das emissões    de carbono para mitigação das alterações climáticas ao nível territorial e urbano    e conhecerá grande disseminação entre os autarcas europeus. Contudo, a sua relação    com a regeneração urbana integrada tem sido diminuta, o que se justifica, em    parte, por os planos da adesão ao pacto serem desenvolvidos pelas agências de    energia ou ambiente que não têm competências em matéria de urbanismo ou gestão    urbanística (Mourão, 2012). Assim, as suas boas práticas limitam-se aos regulamentos    locais para a eficiência energética, e as suas sinergias com processos de regeneração    urbana restringem-se à mobilidade e espaço público onde a &ldquo;descarbonização&rdquo;    pode passar pela gestão de infraestruturas municipais com efeito demonstrativo.  </p>     <p>&nbsp; </p>     <p> <font size="3"><b>2. Breve enquadramento nacional</b></font> </p>     <p> Em seguida apresenta-se um quadro de alguns instrumentos de política relacionados    com património, ambiente e energia e reabilitação urbana em Portugal (<a href="#q2">Tabela    2</a>), que complementam as políticas urbanas analisadas em maior detalhe no    capítulo 3. Este inicia-se com a Lei de Bases do Regime de Proteção e Valorização    do Património Cultural (DR, 2001), um instrumento de política enquadrador das    intervenções no património classificado, através da definição dos regimes de    proteção e valorização dos bens culturais, mas que não visa diretamente as políticas    de regeneração urbana. </p>     <p>&nbsp;</p> <a name="q2" id="q2"></a><img src="/img/revistas/cct/n38/n38a13q2.jpg"/>      
<p>&nbsp;</p>     <p> A Lei de Bases do Regime de Proteção e Valorização do Património Cultural    define o dever geral de preservação, defesa e valorização do património cultural    em geral (Art.º 11, Art.º 14) e estabelece que integram o património cultural    &ldquo;todos os bens que, sendo testemunhos com valor de civilização ou de cultura    portadores de interesse cultural relevante, devam ser objeto de especial proteção    e valorização&rdquo; (Art.º 2-1), incluindo nas categorias de interesse cultural relevante,    entre outros, o interesse arquitetónico, documental, artístico, etnográfico,    científico, social, industrial ou técnico. Não refere o interesse urbano ou    urbanístico dos conjuntos edificados. Não existe, assim, enquadramento legislativo    para regular as intervenções sobre o património urbano para além do que eventualmente    constar nos Instrumentos de Gestão Territorial (Planos Diretores Municipais,    Planos de Proteção e Salvaguarda e Planos de Pormenor de Reabilitação Urbana).  </p>     <p> Se a Lei do Património não faz referência à reabilitação urbana, por sua vez,    o Regime Jurídico Excecional da Reabilitação Urbana (RJERU) que surgiu no âmbito    da degradação das condições de habitabilidade, de salubridade, de estética e    de segurança das áreas urbanas (DR, 2004), não faz referência ao termo património.    Este regime procurou reagir com urgência à situação dos centros urbanos degradados    e impulsionar e regular a reabilitação urbana de zonas históricas e de áreas    críticas, mas a proteção e valorização do património, como um dos eixos da regeneração    urbana integrada (Queiroz e Portela, 2009), não foi a sua prioridade. </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p> O RJERU estabelece assim uma definição lata e pragmática do significado de    reabilitação urbana: &ldquo;o processo de transformação do solo urbanizado, compreendendo    a execução de obras de construção, reconstrução, alteração, ampliação, demolição    e conservação de edifícios, com o objetivo de melhorar as suas condições de    uso, conservando o seu carácter fundamental, bem como o conjunto de operações    urbanísticas e de loteamento e obras de urbanização que visem a recuperação    de zonas históricas e de áreas críticas de recuperação e reconversão urbanística&rdquo;    (RJERU, 2004 - Art.º 1-2). É no posterior Regime Jurídico de Reabilitação Urbana    em áreas de Reabilitação Urbana (RJRU, 2009) que se amplia esta a uma noção    mais próxima à de regeneração urbana integrada, &ldquo;salientando-se a necessidade    de atingir soluções coerentes entre os aspetos funcionais, económicos, sociais,    culturais e ambientais das áreas a reabilitar&rdquo; (Preâmbulo, DR, 2009). </p>     <p> Embora enuncie uma convergência para objetivos de regeneração urbana integrada,    com especial enfoque na habitação (DR, 2009, Abertura do Preâmbulo), este regime    confere um suporte indefinido quanto ao tipo de intervenções permitidas e preconizadas    no património urbano. Esta indefinição não será alheia ao facto de o desígnio    de qualificação do parque habitacional urbano surgir num contexto em que o suporte    técnico do ordenamento do território e da construção, necessário para a sua    concretização, não estar à data preparado para regular a intervenção e conservação    de edifícios existentes em toda a sua complexidade (Pedro &amp; Campos, 2015).  </p>     <p> Por outro lado, se este desígnio de qualificação do parque habitacional tinha    sido anteriormente considerado urgente, da perspetiva da coesão urbana e territorial    dominante nos ciclos de programação e financiamento europeu anteriores (1994-1999;    2000-2006), no ciclo seguinte (2007-2013) a perspetiva da competitividade e    sustentabilidade energético-ambiental nas cidades ganha prioridade sobre as    dimensões culturais e sociais da regeneração urbana (Pinho, 2009). </p>     <p> É na senda da inovação e sustentabilidade no setor da Energia e Ambiente que    surge a já referida Diretiva do Desempenho Energético dos Edifícios (EPBD),    e que esta é alterada em 2015 em conjunto com uma alteração ao Regime Excecional    da Reabilitação de Edifícios (RERE) (DR, 2014) (em vigor até 2021) que isenta    as obras de reabilitação do cumprimento da regulamentação (DR, 2015 - Art.º    6 º). O RERE permitiu, paradoxalmente, que a reabilitação urbana e de edifícios    ficasse &ldquo;sem regras&rdquo; e com menor escrutino técnico, também ao nível do licenciamento.    Por essa razão, em 2017 seria lançado o projeto &ldquo;Reabilitar como Regra&rdquo; para,    no âmbito das Novas Políticas de Habitação, procurar adequar as normas técnicas    da construção à reabilitação de edifícios (RCM 107/20017 in Mendes da Silva    et al, 2018). </p>     <p>&nbsp; </p>     <p><font size="3"><b>3. Análise de políticas e instrumentos de política selecionados</b></font>  </p>     <p> Uma análise caso a caso de algumas políticas selecionadas será desenvolvida    em seguida, com base nos documentos que apresentam cada política, incidindo    nos eixos ou áreas temáticas de cada política, nas suas prioridades internas,    medidas e intervenções documentadas. Esta análise, na continuidade do enquadramento    europeu e nacional apresentados, visa investigar em que medida as políticas    urbanas deram prioridade à preservação do património cultural, à eficiência    ambiental ou à regeneração urbana integrada. Serão analisados os contributos    para esses objetivos de referência, em particular no que respeita às intervenções    no edificado urbano. </p>     <p>&nbsp; </p>     <p><b>3.1. </b> <b>Análise de políticas intergovernamentais europeias</b> </p>     <p> No final da primeira década do sec. XXI uma realidade impôs-se no contexto    europeu: a construção de novas habitações e edifícios conhecia um papel decrescente    face ao declínio demográfico, e a gestão e a reabilitação do edificado tornavam-se    as &ldquo;palavras do dia&rdquo; (Guerra, 2011). Essa realidade trouxe novos desafios que    incluíram a necessidade de uma efetiva política de solos, uma fiscalização apertada    da qualidade construtiva, uma desburocratização dos processos de construção,    e um &ldquo;pacto de cooperação&rdquo; entre entidades para a intervenção no parque edificado    existente, nomeadamente nas zonas centrais (Idem). Esta realidade, paradoxalmente    não foi diretamente abordada pelas políticas intergovernamentais europeias vocacionadas    para as cidades, concentradas em consensualizar conceitos operacionais, como    se verá em seguida (<a href="#q3">Tabela 3</a>). </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p> <a name="q3" id="q3"></a><img src="/img/revistas/cct/n38/n38a13q3.jpg"/>      
<p>&nbsp;</p>     <p> No âmbito das políticas intergovernamentais europeias o programa URBACT I    (ERDF, 2002) antecipou o conceito de desenvolvimento urbano integrado, posteriormente    generalizado ao nível Europeu, ao visar implementar estratégias inovadoras para    a regeneração económica e social sustentável de cidades pequenas e médias ou    de bairros em crise, caracterizadas por altas taxas de desemprego, crime e pobreza,    e carência de serviços públicos. </p>     <p> Este programa (ERDF 2006; ERDF, 2007a) fomentou o intercâmbio e disseminação    de boas práticas de regeneração socioeconómica entre cidades em toda a União    Europeia, não financiando obras, mas sim a disseminação de conceitos estratégicos.    As abordagens integradas de regeneração urbana preconizadas pelo URBACT I cobriram    preocupações económicas, sociais, culturais, educacionais e da sociedade da    informação. As preocupações ecológicas surgiram também, sobretudo nos países    frios preocupados com a degradação e problemas de sustentabilidade energética    do parque habitacional social. </p>     <p> O programa deu primazia à regeneração urbana de áreas carenciadas socialmente,    onde o combate à pobreza foi associado à melhoria das condições físicas dos    bairros, da habitação e dos serviços públicos. Contudo, a reabilitação de edifícios    urbanos não foi associada no programa à otimização de recursos ou à preservação    do património cultural. </p>     <p> Posteriormente, o conceito de regeneração urbana vai evoluir no sentido de    se associar à governança das comunidades urbanas. A boa governança metropolitana    é a preocupação principal do Acordo de Bristol firmado durante a presidência    britânica da UE onde se cunhou o conceito de &ldquo;comunidades sustentáveis&rdquo; (&ldquo; <i>    Sustainable communities meet the diverse needs of existing and future residents,    are sensitive to their environment, and contribute to a high quality of life.    </i> <i> They are safe and inclusive, well planned, built and run, and offer    equality of opportunity and good services for all </i> &rdquo; (MRAU, 2005). Embora    este acordo contenha uma abordagem geral às questões ambientais e referências    aos problemas da energia e resíduos, reflete uma distância significativa às    políticas de Energia e Ambiente lançadas na EU e ao nível internacional [<a name="top3" id="top3"></a><a href="#3">3</a>],    em termos de limitação do consumo de recursos e da contaminação ambiental (WCSD,    1987). </p>     <p> Durante a presidência alemã da UE, a Carta de Leipzig para as cidades sustentáveis    vai evoluir do conceito de comunidades sustentáveis para as políticas urbanas    integradas (&ldquo; <i> Integrated urban development policy offers us a set of instruments    (&hellip;) </i> <i> They facilitate early beneficial co-ordination of housing, economic,    infrastructure and services development by taking account of the impact of existing    ageing and migration trends and energy-policy conditions </i> &rdquo; (MRAU, 2007)    . </p>     <p> Nesta carta, ao lado do envelhecimento e das migrações, as condicionantes    da política energética emergem com destaque, associadas ao progressivo reconhecimento    dos desafios das alterações climáticas e do abastecimento energético europeu.  </p>     <p> A carta de Leipzig terá um impacto significativo como suporte teórico para    o conceito de desenvolvimento urbano integrado. O termo &ldquo;regeneração urbana&rdquo;,    que aparecia nos instrumentos anteriores, é substituído por &ldquo;desenvolvimento    urbano&rdquo; remetendo para intervenções no espaço público e inserção de novos equipamentos,    numa perspetiva de renovação urbana e não tanto de reabilitação, mas mantendo    o enfoque na integração intersectorial das políticas urbanas. Paradoxalmente,    a Carta refere o papel do património arquitetónico no desenvolvimento das cidades    europeias (&ldquo; <i> our cities possess unique cultural and architectural qualities,    strong forces of social inclusion and exceptional possibilities for economic    development </i> &rdquo; (MRAU, 2007). </p>     <p> Na sequência da carta de Leipzig surge em seguida o programa URBACT II (ERDF,    2007b) aliando o desenvolvimento urbano integrado de Leipzig à regeneração urbana    integrada proposta no URBACT I e adicionando a emergente preocupação com o crescimento    económico. O objetivo geral do novo programa é o de melhorar a eficácia do desenvolvimento    urbano integrado, assumindo que este não se concretizou de acordo com as expetativas.    Ao nível ambiental, o programa refere já a necessidade de reduzir as emissões    de CO <sub>2</sub> de origem urbana e o conceito de economia de baixo carbono.    O balanço posterior do programa apresenta como perspetivas futuras abordar o    ambiente (gestão de resíduos, qualidade do ar, qualidade e abastecimento de    água, energias renováveis, sociedade de reciclagem, monitorização) e a herança    cultural (ERDF, 2011), o que se verificará nas intenções do URBACT III. </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p> A Declaração de Toledo (MRAU, 2010) surge entretanto, a par da publicação    da Estratégia 2020 (2010) que marcará a década num contexto de crise financeira    com forte impacto na qualidade de vida dos cidadãos. Em geral, esta declaração    apresenta uma filiação clara aos países do Sul da Europa, a que não será alheio    o facto da reunião se ter realizado em Espanha, onde a crise económica se fazia    sentir de forma mais intensa. </p>     <p> Em Toledo, o otimismo quanto ao crescimento económico presente nas convenções    anteriores deu lugar a uma atitude diferente para com as cidades existentes,    com menor enfoque na criação de novas infraestruturas e com as primeiras referências    à conservação e revalorização urbana. O conceito de regeneração urbana integrada    volta a constar na redação do acordo intergovernamental, distinguido do conceito    de desenvolvimento urbano assente na renovação urbana (&ldquo; <i> integrated urban    regeneration&rsquo; aims to optimise, preserve or revalue all the existing urban capital    in contrast to other forms of intervention in which, amongst all this urban    capital, only the value of the land is prioritised and conserved, by traumatically    demolishing and replacing the rest of the whole urban capital </i> &rdquo;). Com esta    referência ao &ldquo;capital urbano&rdquo; a Declaração estabelece uma aproximação ao conceito    de património urbano com valor cultural e social, referindo que a preservação    do património arquitetónico e da cultura construtiva (<i>Baukultur</i>) deve    ser um dado adquirido das intervenções urbanas, e apontando a necessidade de    manter esse património não só íntegro, mas também investir na sua habitabilidade    e atratividade para o manter vivo. </p>     <p> Se o programa URBACT II tinha procurado concretizar a carta de Leipzig, a    partir de 2014 o programa URBACT III (ERDF, 2014) será um instrumento vinculado    à Estratégia 2020, tendo as mesmas prioridades e destinando-se a melhorar a    eficácia da política regional e de coesão nas suas dimensões urbanas através    da capacitação local para o desenvolvimento urbano integrado. O programa destaca,    entre os objetivos subjacentes à alteração das estruturas físicas e do comportamento    das pessoas que as utilizam: a eficiência energética dos edifícios; a renovação    urbana e promoção de um ambiente construído de alta qualidade e com eficiência    no uso de recursos; a proteção e promoção do património cultural (ERDF, 2017).  </p>     <p> Ainda no âmbito da cooperação intergovernamental, surge finalmente a Agenda    Urbana para a UE (MRAU, 2016) tendo como princípios gerais a melhor regulação,    o melhor financiamento e o melhor conhecimento. A Agenda pretende também fomentar    a economia circular e a transição energética, porém a sua primeira versão não    refere o património cultural ou edificado , antevendo-se a limitação de essa    transição energética urbana não se relacionar com a gestão do parque edificado    urbano e habitacional. </p>     <p> Se considerarmos a evolução do teor dos instrumentos de política analisados,    constatamos que quando as políticas europeias adquiriram finalmente uma dimensão    territorial e urbana (Campos &amp; Pinho, 2012), o momento favorável para as    abordagens integradas para a coesão social tinha entretanto passado. Reduzia-se    assim o espaço para o desenvolvimento de programas de regeneração urbana nos    moldes em que ocorreram anteriormente em diversos países europeus, incluindo    Portugal (vd. 3.2). </p>     <p> Os governantes, pressionados pelos desafios económicos e ecológicos do novo    milénio, seguiram prioridades para gerir o legado urbano-territorial europeu    que acabaram por se mostrar pouco eficientes em termos sociais, ambientais,    culturais e económicos. Davoudi e Sturzaker (2017) apontam, por exemplo, para    a ineficiência das políticas urbanas com conteúdo de eficiência energética e    ambiental que, embora promovam formas urbanas mais eficientes, não têm conseguido    evitar a ocorrência de efeitos contrários aos próprios objetivos de sustentabilidade    ambiental. </p>     <p>&nbsp; </p>     <p><b>3.2. </b> <b>Análise de algumas políticas, iniciativas e estratégias nacionais</b>  </p>     <p> Como na Europa, na primeira década do século XXI a revitalização das cidades    impunha-se como necessária em Portugal, na perspetiva do retorno ao urbano mediante    as menores pressões de crescimento demográfico (Guerra, 2011). Porém, esta ambição    deparava-se com a quase inexistência de sistemas de gestão urbana eficazes no    apoio à atividade técnica e à tomada de decisão das entidades responsáveis (Ribeiro,    2012). Na ausência de tais sistemas, o país foi criando um suporte legislativo    e políticas urbanas em resposta ao objetivo de &ldquo;melhoria do ambiente urbano&rdquo;    dentro do qual o objetivo específico de regeneração urbana nem sempre se conseguiu    concretizar na íntegra, considerando as dimensões sociais, ambientais, culturais,    económicas e territoriais implicadas. </p>     <p>&nbsp;</p> <a name="q4" id="q4"></a><img src="/img/revistas/cct/n38/n38a13q4.jpg"/>      
]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p> A Política de Cidades POLIS XXI (MAOT, 2008) teve como antecedente o Programa    de Requalificação Urbana e Valorização Ambiental das Cidades (Polis 2000-2006)    que promoveu intervenções urbanísticas e ambientais destinadas a melhorar a    atratividade e competitividade de polos urbanos (Matos, 2002). Este programa    teve forte incidência em espaços públicos e a implementação dos programas Polis    promoveu a renovação urbana por via de intervenções de grande visibilidade,    que marcaram muitas cidades portuguesas. </p>     <p> A seguinte Política de Cidades Polis XXI (2007-2013), embora tenha dado continuidade    à ação no espaço público, incidiu também no parque edificado urbano, em particular    através das Parcerias para a Regeneração Urbana (PRU) destinadas a apoiar ações    dirigidas à revitalização integrada de espaços intraurbanos, contemplando as    dimensões ambiental, física, económica e social (MAOT, 2008). </p>     <p> As PRU previam ações para bairros críticos, periferias, áreas abandonadas    ou com usos obsoletos, centros históricos e frentes ribeirinhas . Nesse âmbito,    desde 2008, os centros históricos de diversas cidades portuguesas foram intervencionados    com base em programas de ação de reabilitação urbana, sendo o caso do Morro    da Sé, no Porto, um dos exemplos da dificuldade da implementação de todos os    objetivos multidimensionais (culturais, sociais, económicos, ambientais) previstos    (PORTO VIVO, 2008). </p>     <p> As PRU visavam novas formas de gestão urbana, reforçando a participação cidadã    e as estruturas de cooperação entre agentes urbanos. Em 2011, as PRU foram substituídas    por operações inseridas numa estratégia integrada de desenvolvimento sustentável    de valorização de equipamentos públicos, definida pelos municípios. A implementação    da política ficava a partir de então nas mãos dos municípios e a cooperação    restringia-se às parcerias público-privadas no âmbito das Sociedades de Reabilitação    Urbana (SRU) . Os municípios que criaram SRU ficaram então na dianteira da reabilitação    física do património urbano (INE/LNEC, 2013) (LO.SRU, 2007-2011). </p>     <p> Nesta segunda fase, a regeneração urbana foi tratada pela Política de Cidades    POLIS XXI como uma oportunidade tecnológica e de promoção do conhecimento e    da inovação, de acordo com as tendências europeias, pretendendo-se &ldquo;inovar nas    soluções para a qualificação urbana, promovendo a sustentabilidade ambiental    e eficiência e reutilização de infraestruturas e equipamentos existentes, e    oportunidades das novas tecnologias, de capacitação e parceria&rdquo;. </p>     <p> Uma das principais medidas da política consistiu então na promoção de &ldquo;operações    integradas de valorização de áreas de excelência urbana, nomeadamente centros    históricos, frentes ribeirinhas e marítimas&rdquo; apoiadas no fundo JESSICA ( <i>    Joint European Support for Sustainable Investment in City Areas, JESSICA Holding    Fund Portugal </i> ) (BEI, 2008). O Fundo JESSICA Portugal , criado em 2009    e ativo até 2021, viabiliza operações de reabilitação de edifícios urbanos de    maior risco ou de rentabilidade menos atrativa para o mercado. Contudo, a operacionalização    da iniciativa JESSICA em Portugal decorreu num quadro de uma fraca cultura de    implementação dos Instrumentos de Gestão Territorial (IGT) (Mateus, 2016). </p>     <p> No âmbito do reforço do quadro dos IGT, em 2009, no Regime Jurídico da Reabilitação    Urbana (DR, 2009), a reabilitação urbana é indicada, como já referido, como    uma componente indispensável da política de cidades e da política de habitação.    Subentende-se assim, da leitura do Regime que se preconiza a reabilitação urbana    integrada. Porém, o RJRU destaca-se pela abrangência e especificidade dos seus    numerosos objetivos, deixando antever a difícil conciliação entre os objetivos    que enuncia. Os objetivos que se referem à coesão, integração e equidade no    desenvolvimento de áreas urbanas, por exemplo, nem sempre se revelaram convergentes    com o objetivo de atração de funções urbanas inovadoras e competitivas, situação    cada vez mais evidente com o crescimento do turismo urbano nas cidades portuguesas.    O RJRU, tal como outros instrumentos de política europeus (Pinho, 2009), reduz    o património urbano ao classificado. A orientação específica sobre o valor,    inventariação e classificação do património edificado e urbano é remetida para    a esfera local (DR, 2016). </p>     <p> Em 2012 este Regime foi revisto no sentido de agilizar a criação de áreas    de reabilitação urbana (DR, 2012a), de criar um procedimento simplificado de    controlo prévio de operações urbanísticas e de estender a sua abrangência a    edifícios ou frações localizadas fora de áreas de reabilitação urbana, desde    que construídos há mais de 30 anos e com necessidade de melhoramentos. No mesmo    ano é publicado o diploma que estabelece o regime de determinação do nível de    conservação dos prédios urbanos ou frações autónomas, arrendados ou não, para    efeitos em matéria de arrendamento urbano e de reabilitação urbana (DR, 2012b),    que será utilizado pelas SRU para classificar o seu parque edificado. </p>     <p> Em 2014 surge o Regime Jurídico Excecional da Reabilitação de Edifícios (DR    n. º 69, 2014) estabelecendo a possibilidade de isenção do cumprimento de normas    da construção, mediante justificação e responsabilização). Visando facilitar    as intervenções de reabilitação, face à complexidade do quadro normativo, a    generalização deste regime foi acompanhada por uma generalização das obras de    substituição praticamente integral de edifícios. </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p> Finalmente, a Direção Geral do Território lança a Estratégia Cidades Sustentáveis    2020 (DGT, 2015) um quadro de referência estratégico para o desenvolvimento    urbano sustentável, apresentando um documento de elevada densidade e abrangência,    que visa cobrir todos os tipos de desafios do desenvolvimento urbano em Portugal    à data. Esta estratégia decorre de um diagnóstico territorial que incidiu em    dez desafios: competitividade e crescimento; inclusão e coesão social; transformações    demográficas; governança estratégica; disciplina do uso do solo; viabilidade    financeira; regeneração urbana; sustentabilidade e resiliência; integração urbano-rural;    e, integração no espaço internacional. </p>     <p> A estratégia define o desafio da regeneração urbana como a &ldquo;valorização integrada    do conjunto do suporte físico urbano e promoção do desenvolvimento funcional,    cultural, social e económico das áreas urbanas&rdquo;. Constam do diagnóstico territorial,    na avaliação das dinâmicas urbanas, referências ao património não histórico,    designadamente &ldquo;à problemática da degradação dos centros históricos acrescem    novas situações de degradação urbana, como urbanizações e edifícios de génese    recente mas inacabados ou devolutos, os bairros criados no âmbito de programas    de realojamento agora carecidos de ações de conservação do património e a necessidade    de reconversão de áreas antigas edificadas&rdquo;. As áreas temáticas da regeneração    urbana e habitação encontram-se sob o eixo estratégico Sustentabilidade &amp;    Eficiência. </p>     <p> A implementação da Estratégia Cidades Sustentáveis 2020 decorre por via dos    Planos Estratégicos de Desenvolvimento Urbano Sustentável (PEDUS) (AG, 2015),    impulsionados por medidas estabelecidas localmente de acordo com indicadores    da Estratégia 2020. Os PEDUS seguiram três prioridades de investimento: i) promoção    de estratégias de baixo teor de carbono; ii) adoção de medidas destinadas a    melhorar o ambiente urbano, a revitalizar as cidades, recuperar e descontaminar    zonas industriais abandonadas; e, iii) concessão de apoio à regeneração física,    económica e social das comunidades desfavorecidas em zonas urbanas e rurais.    Nesta abordagem, a reabilitação da habitação urbana, como forma de conservação    física e social, ficou restrita à habitação de interesse social revelando-se    insuficiente para dar uma resposta adequada às necessidades habitacionais urbanas    da classe média. </p>     <p> Em geral, nos instrumentos de política urbana nacionais, e também nos sistemas    discursivos técnicos e académicos, o termo regeneração urbana integrada foi    dando lugar ao termo reabilitação urbana sustentável, anunciando uma reaproximação    à componente física das cidades como uma nova dimensão ambiental, mas, simultaneamente,    também uma desintegração da componente social e cultural das mesmas. </p>     <p>&nbsp; </p>     <p><font size="3"><b>4. Notas conclusivas</b></font> </p>     <p> As políticas urbanas de intervenção na cidade existente do final do séc. XX    apoiavam-se no tratamento aprofundado da cidade histórica e na integração progressiva    das políticas sectoriais (Portas, 1985), reconhecendo precocemente o conceito    de regeneração urbana integrada, mesmo que não enunciado como tal. A reabilitação    urbana, como componente essencial dos processos de regeneração urbana a integrar,    concorria então progressivamente para os objetivos de coesão social e territorial    que motivavam a União Europeia. </p>     <p> Porém, este tipo de políticas foi-se transfigurando com o recuo do Estado    nas políticas sociais, nomeadamente nas de habitação e regeneração urbana (Moura,    2006). A política de coesão anteriormente atenta aos problemas sociais urbanos    (Pinho, 2009) foi ultrapassada pelas políticas de competitividade e crescimento,    movida pelas oportunidades dos espaços urbanos, entretanto representados no    mercado financeiro globalizado. </p>     <p> Se voltarmos à questão de investigação inicial (em que medida as políticas    urbanas deram prioridade à preservação do património edificado urbano, à eficiência    ambiental ou, de forma mais geral, à efetiva regeneração urbana integrada?)    podemos dizer que o desequilíbrio entre os objetivos no campo da conservação    do património cultural vs. ambiente &amp; energia se enraizou nas políticas,    tornando-se cada vez menos evidente a noção essencial de que a preservação do    edificado urbano é eficiente, económica, ecológica e sustentável e contribui    para a regeneração urbana integrada. </p>     <p> A maior parte das iniciativas aqui analisadas apresenta uma perspetiva progressista    das cidades, estando associada ao conceito de crescimento económico linear e    ilimitado. Nesta ótica, a preservação do património urbano e edificado é vista    como um problema de resolução morosa e dispendiosa, enquanto a eficiência energética    e economia circular são vistas como oportunidades de resposta a compromissos    ambientais, viabilizando a inovação, a geração de emprego e o crescimento económico    a curto prazo (mesmo que os impactos sejam contraditórios para com os compromissos    ambientais a longo prazo). A dimensão social, na perspetiva da regeneração urbana    integrada, embora não se encontre detalhada nesta análise, ficou naturalmente    refém desta subvalorização do património cultural face à sobrevalorização das    oportunidades económico-ambientais. </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p> A análise apresentada, ainda que limitada a dois focos setoriais, permite    concluir que os efeitos das políticas europeias, intergovernamentais e nacionais    das últimas duas décadas contribuíram para a generalização da ideia de que a    conservação de edifícios não era uma componente determinante da regeneração    urbana integrada, nem mesmo da sua componente de política habitacional. A efetiva    preservação de edifícios antigos manteve-se assim uma prática residual (INE/LNEC,    2013). Esta conclusão relembra a necessidade de ativar as três frentes de luta    que Choay identifica, na sua antologia para um combate nas questões do património    (2011): a utilização ética das nossas heranças edificadas; a participação coletiva    na produção de um património vivo e; a educação e formação. </p>     <p> Da Estratégia de Lisboa de 2000 à Agenda Urbana de 2016, a regeneração urbana    integrada como forma de preservação e reativação do património edificado urbano    preexistente é preterida em favor de outras vias prioritárias para atingir o    crescimento, a coesão e a competitividade. Nesse sentido, a eficiência energética    e as energias renováveis emergem cada vez mais presentes nas políticas setoriais    dado o seu potencial de contributo para o crescimento verde e para o emprego    (mesmo que este não traga prosperidade a mais longo prazo e para um mais largo    espectro da população). </p>     <p> O património cultural urbano foi, assim, desaparecendo das políticas urbanas    (onde fica apenas como o património imobiliário) sendo remetido para as políticas    culturais, onde é património artístico, museológico ou monumental e distanciando-se    das políticas sociais e habitacionais, que no âmbito da cidade existente o deveriam    apadrinhar em primeira mão. </p>     <p> As políticas públicas aqui revistas prepararam e testaram novas formas de    gestão urbana para construir uma visão de futuro partilhada, participada, equitativa    e ecologicamente sustentável. Porém, nas políticas mais recentes esse legado    é desvirtuado enquanto o mercado ganha um papel privilegiado na disseminação    de visões de futuro, em geral assentes nas tecnologias da informação e da energia.  </p>     <p> Assim, nas últimas duas décadas assiste-se a uma evolução das políticas urbanas    no sentido de se tornarem mais permeáveis aos mercados globalizados, perdendo-se    o espírito da política de regeneração urbana integrada para a coesão social    e adotando-se o espírito de renovação da cidade para a competitividade económica    e inovação. </p>     <p> Esta tendência, já anunciada por Pinho (2009) demonstra que as políticas urbanas    e de regeneração urbana aderiram aos sistemas discursivos internacionais sobre    sustentabilidade, em geral contraditórios com os próprios princípios basilares    da Cimeira da Terra (conservação do capital natural e limitação da contaminação    (WCSD, 1987)) e que dificilmente concorrem para os próprios objetivos políticos    de coesão social. </p>     <p>&nbsp; </p>     <p> <font size="3"><b>Agradecimentos</b></font> </p>     <p> A autora agradece à Fundação para a Ciência e Tecnologia o apoio ao projeto    de investigação que enquadra a elaboração deste artigo (bolsa SFRH/BPD/118089/2016)    bem como aos orientadores que o supervisionam, o Eng. Samuel Niza e o Arq. Vítor    Campos. </p>     <p>&nbsp; </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p> <font size="3"><b>Referências bibliográficas</b></font> </p>     <p> AUTORIDADE DE GESTÃO (AG) do Programa Operacional Regional do Norte, AG PO    Regional do Centro, AG PO de Lisboa, AG PO Regional do Alentejo (2015) &ldquo;Planos    Estratégicos de Desenvolvimento Urbano&rdquo;. URL: <a         href="https://www.portaldahabitacao.pt/opencms/export/sites/portal/pt/portal/reabilitacao/pedu/pedu_aviso.pdf" target="_blank"     > https://www.portaldahabitacao.pt/opencms/export/sites/portal/pt/portal/reabilitacao/pedu/pedu_aviso.pdf    </a> </p>     <!-- ref --><p> BANCO EUROPEU DE INVESTIMENTO (BEI) (2008) JESSICA, Uma nova forma de aplicar    recursos da UE para promover o investimento e o crescimento sustentáveis nas    zonas urbanas. URL: <a href="http://www.eib.org/en/infocentre/publications/all/jessica.htm" target="_blank">    http://www.eib.org/en/infocentre/publications/all/jessica.htm </a> &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1694836&pid=S2182-3030201900010001300002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p> CABRAL, Sofia - Instrumentos de reabilitação urbana: as Sociedades de Reabilitação    Urbana. (2013) Dissertação de Mestrado e Engenharia Civil. Universidade de Lisboa.    IST </p>     <!-- ref --><p> CHCFE CONSORTIUM (2015) Cultural Heritage Counts for Europe. International    Cultural Centre, Krakow URL: <a href="http://www.encatc.org/culturalheritagecountsforeurope" target="_blank">    http://www.encatc.org/culturalheritagecountsforeurope </a> &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1694838&pid=S2182-3030201900010001300004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p> CHOAY, F. (2011) As questões do património. Antologia para um combate. Edições    70 Arte e Comunicação &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1694839&pid=S2182-3030201900010001300005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p> COMISSÃO EUROPEIA (CE) (2010) COMUNICAÇÃO EUROPA 2020 Estratégia para um crescimento    inteligente, sustentável e inclusivo. URL: <a         href="https://eur-lex.europa.eu/legal-content/PT/TXT/?uri=LEGISSUM%3Aem0028" target="_blank"     > https://eur-lex.europa.eu/legal-content/PT/TXT/?uri=LEGISSUM%3Aem0028 </a>  &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1694840&pid=S2182-3030201900010001300006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p> CONSELHO DA EUROPA (CE/CM) (2017) European Cultural Heritage Strategy for    the 21st century. Recomendação ao Comité de Ministros. URL: <a href="https://www.coe.int/en/web/culture-and-heritage/strategy-21" target="_blank">    https://www.coe.int/en/web/culture-and-heritage/strategy-21 </a> &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1694841&pid=S2182-3030201900010001300007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p> DAVOUDI, S.; STURZAKER, J. (2017) &ldquo;Urban form, policy packaging and sustainable    urban metabolism&rdquo;. <i>Resources Conservation and Recycling</i>, 120: 55–64 </p>     <!-- ref --><p> DIÁRIO DA REPÚBLICA (DR) n. º 209 (2001) Lei n. º 107/2001, de 8 de setembro.    Lei de Bases do Regime de Proteção e Valorização do Património Cultural &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1694843&pid=S2182-3030201900010001300009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p> DIRECÇÃO GERAL DO TERRITÓRIO (DGT) (2015) Estratégia Cidades Sustentáveis    2020. RCM n.º 61/2015, de 16 de Julho. URL: <a         href="http://www.dgterritorio.pt/ordenamento_e_cidades/cidades/cidades_sustentaveis_2020/" target="_blank"     > http://www.dgterritorio.pt/ordenamento_e_cidades/cidades/cidades_sustentaveis_2020/    </a> &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1694844&pid=S2182-3030201900010001300010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p> DR n.º 125 (2016) Município de Lisboa. Aviso n.º 8302/2016 de 1 de julho.    Aprovação do Plano de Pormenor de Reabilitação Urbana da Madragoa. URL: <a         href="http://www.cm-lisboa.pt/viver/urbanismo/planeamento-urbano/planos-de-pormenor/planos-de-pormenor-de-reabilitacao-urbana-em-vigor/plano-de-pormenor-de-reabilitacao-urbana-da-madragoa" target="_blank"     > http://www.cm-lisboa.pt/viver/urbanismo/planeamento-urbano/planos-de-pormenor/planos-de-pormenor-de-reabilitacao-urbana-em-vigor/plano-de-pormenor-de-reabilitacao-urbana-da-madragoa    </a> &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1694845&pid=S2182-3030201900010001300011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p> DR n.º 216 (2017) Resolução do Conselho de Ministros n.º 170 de 9 de novembro,    para a realização do «Projeto Reabilitar como Regra» (RcR) &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1694846&pid=S2182-3030201900010001300012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p> DR n. º 252 (2012b) DL n.º 266-B/2012 de 31 de dezembro - Estabelece o regime    de determinação do nível de conservação dos prédios urbanos ou frações autónomas,    arrendados ou não, para os efeitos previstos em matéria de arrendamento urbano,    de reabilitação urbana e de conservação do edificado &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1694847&pid=S2182-3030201900010001300013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p> DR n. º 031 (2005) Decreto nº 4/2005 de 14 de fevereiro - Aprova a Convenção    Europeia da Paisagem, de Florença em 20 de Outubro de 2000 &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1694848&pid=S2182-3030201900010001300014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p> DR n. º 069 (2014) DL n.º 53/2014 de 8 de abril - Regime excecional da reabilitação    de edifícios (RERE) &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1694849&pid=S2182-3030201900010001300015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p> DR n. º 107 (2004) Decreto-Lei nº 104/2004 de 7 de maio - Regula o regime    jurídico excecional da reabilitação urbana de zonas históricas e de áreas críticas    de recuperação e reconversão urbanística. (RJERU) &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1694850&pid=S2182-3030201900010001300016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p> DR n. º 157 (2012a) Lei nº 32/2012 de 14 de agosto, alteração ao DL. n.º 307/2009,    de 23 de outubro. Regime Jurídico da Reabilitação Urbana (RJRU) &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1694851&pid=S2182-3030201900010001300017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p> DR n. º 159 (2013) Decreto-Lei n.º 118/2013, de 20 de agosto relativo ao desempenho    energético dos edifícios &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1694852&pid=S2182-3030201900010001300018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p> DR n. º 179 (2015) DL n.º 194/2015 de 14 de setembro - segunda alteração ao    DL n.º 118/2013 relativo ao desempenho energético dos edifícios e primeira alteração    ao DL n.º 53/2014, regime excecional e temporário aplicável à reabilitação de    edifícios ou de frações (RERE) &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1694853&pid=S2182-3030201900010001300019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p> DR n. º 206 (2009) MINISTÉRIO DO AMBIENTE, DO ORDENAMENTO DO TERRITÓRIO E    DO DESENVOLVIMENTO REGIONAL Decreto-Lei n.º 307/2009 de 23 de Outubro - Regime    Jurídico da Reabilitação Urbana em áreas de Reabilitação Urbana (RJRURU) &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1694854&pid=S2182-3030201900010001300020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p> DR n. º 209 (2001) Lei nº 107/2001 de 8 de Setembro - Estabelece as bases    da política e do regime de proteção e valorização do património cultural &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1694855&pid=S2182-3030201900010001300021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p> ERDF (2007a) The Urbact Programme 2002-2006 Bilan. Project Factsheets - 38    Urbact 2002-2006 Projects. URL: <a href="http://urbact.eu/files/urbact-programme-2002-2006-bilan" target="_blank">    http://urbact.eu/files/urbact-programme-2002-2006-bilan </a> &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1694856&pid=S2182-3030201900010001300022&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p> ERDF (2007b) The Urban Development Network Programme URBACT II 2007-13 An    Exchange and learning programme for cities contributing to the European Commission.    URL: <a href="http://urbact.eu/" target="_blank">http://urbact.eu/</a> &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1694857&pid=S2182-3030201900010001300023&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p> ERDF (2011) Programa de Iniciativa Comunitária Urbact II 2007-2013. URL: <a href="http://urbact.eu/" target="_blank">http://urbact.eu/</a>  &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1694858&pid=S2182-3030201900010001300024&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p> ERDF (2014) 2014-2020 European Territorial Cooperation URBACT III Operational    Programme. URL: <a href="http://urbact.eu/" target="_blank">http://urbact.eu/</a>  &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1694859&pid=S2182-3030201900010001300025&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p> ERDF (2017) The Urbact III Programme Manual. Available at: <a href="http://urbact.eu/files/urbact-iii-programme-manual-factsheet-2f" target="_blank">    http://urbact.eu/files/urbact-iii-programme-manual-factsheet-2f </a> &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1694860&pid=S2182-3030201900010001300026&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p> EUROPEAN COMMITTEE FOR STANDARDIZATION (2017) (CEN/TC 346) EN 16883: 2017    Conservation of cultural heritage. Guidelines for improving the energy performance    of historic buildings &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1694861&pid=S2182-3030201900010001300027&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p> EUROPEAN REGIONAL DEVELOPMENT FUND (ERDF) (2006) The Urbact Programme 2002-6    Urban II Community Initiative. URL: <a href="http://urbact.eu/" target="_blank">http://urbact.eu/</a>  &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1694862&pid=S2182-3030201900010001300028&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p> EUROPEAN UNION (2010). European Directive 2010/31/EU on the Energy Performance    of Buildings. Official Journal L 153, 18/06/2010 &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1694863&pid=S2182-3030201900010001300029&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p> FLORES, Joaquim (2016) &ldquo;An investigation of the energy efficiency of traditional    buildings in the Oporto World Heritage Site&rdquo; paper presented in the Energy Efficiency    and Comfort of Historic Buildings 2016 Proceedings, Edits M. Bouw, S. Dubois,    L. Dekeyser, Y. Vanhellemont </p>     <!-- ref --><p> FREITAS, Vasco (2017) Até onde devemos isolar as nossas casas? URL: <a         href="http://www.oern.pt/noticia/1369/o-certificado-energetico-nao-esta-credibilizado-nao-e-mais-do-que-um-papel" target="_blank"     > http://www.oern.pt/noticia/1369/o-certificado-energetico-nao-esta-credibilizado-nao-e-mais-do-que-um-papel    </a> &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1694865&pid=S2182-3030201900010001300031&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p> GUERRA, Isabel (2011) &ldquo;As políticas de habitação em Portugal: à procura de    novos caminhos&rdquo;, <i>CIDADES, Comunidades e Territórios</i>, 22: 41-68 </p>     <!-- ref --><p> INE, Instituto Nacional de Estatística; LNEC, Laboratório Nacional de Engenharia    Civil. (2013). O Parque Habitacional e a sua Reabilitação. Análise e Evolução.    2001-2011. INE, Lisboa &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1694867&pid=S2182-3030201900010001300033&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p> JOINT RESEARCH CENTER (JRC) (2008) - Pacto dos Autarcas para o Clima e Energia    URL: <a href="https://www.pactodeautarcas.eu/pt" target="_blank"> https://www.pactodeautarcas.eu/pt    </a> / &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1694868&pid=S2182-3030201900010001300034&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p> LACERDA, Norma; ZANCHETI, Sílvio (2012) - Gestão da Conservação Urbana: Conceitos    e Métodos. Centro de Estudos Avançados da Conservação Integrada (CECI) Olinda,    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1694869&pid=S2182-3030201900010001300035&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref -->    2012 </p>     <!-- ref --><p> LISBOA OCIDENTAL SOCIEDADE DE REABILITAÇÃO URBANA (LO.SRU) (2011) - Documentos    Estratégicos. URL: <a         href="http://www.lisboaocidentalsru.pt/default.aspx?module=ArtigoDisplay&amp;ID=50&amp;substateactive=14" target="_blank"     > http://www.lisboaocidentalsru.pt/default.aspx?module=ArtigoDisplay&amp;ID=50&amp;substateactive=14    </a> &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1694871&pid=S2182-3030201900010001300036&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p> MATEUS &amp; ASSOCIADOS (2016) Estudo de avaliação do impacto social, económico,    financeiro e territorial do instrumento financeiro Fundo JESSICA Portugal. Banco    Europeu de Investimento.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1694872&pid=S2182-3030201900010001300037&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p> MATOS Fernandes, João (2002) &ldquo;Reabilitação Urbana. Experiências Recentes do    Programa Polis&rdquo;, <i>CIDADES, Comunidades e Territórios</i>, 5: 69-79 </p>     <!-- ref --><p> MENDES DA SILVA, Raimundo (2018) Reabilitar como Regra. Resolução do Conselho    de Ministros 170/2017. Apresentação a 20 de janeiro. Ordem dos Arquitetos, Lisboa  &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1694875&pid=S2182-3030201900010001300039&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p> MENEZES, Marluci (2005) &ldquo;Património Urbano: por onde passa a sua salvaguarda    e reabilitação? Uma Breve visita à Mouraria&rdquo;, <i>CIDADES, Comunidades e Territórios</i>,    11: 65-82 </p>     <!-- ref --><p> MINISTROS DA UE RESPONSÁVEIS PELOS ASSUNTOS URBANOS (MRAU) (2005) BRISTOL    ACCORD - Conclusions of Ministerial Informal Meeting on Sustainable Communities    in Europe. 6-7/12 (UK EU Presidency) &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1694877&pid=S2182-3030201900010001300041&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p> MOURA, Dulce; GUERRA, Isabel; SEIXAS, João; e FREITAS, Mª João (2006) &ldquo;A Revitalização    Urbana. Contributos para a Definição de um Conceito Operativo&rdquo;, <i>CIDADES,    Comunidades e Territórios</i>, 12/13: 15-34 </p>     <!-- ref --><p> MOURÃO, Joana (2012) Planeamento do Metabolismo Urbano: Uma via para a restrição    de emissões urbanas de gases com efeito de estufa, Tese de Doutoramento em Arquitetura    -Dinâmicas e Formas Urbanas, Faculdade de Arquitetura da Universidade do Porto    e Laboratório Nacional de Engenharia Civil &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1694879&pid=S2182-3030201900010001300043&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p> MOURÃO, Joana; CAMPOS, Vítor (2018) &ldquo;Balancing cultural and environmental    values in buildings refurbishment: assessing integrity and energy&rdquo; The 3rd International    Conference on Energy Efficiency in Historic Buildings. U.Upsala e Swedish National    Heritage Board, Visby </p>     <!-- ref --><p> MRAU (2007) Leipzig Charter on Sustainable European Cities (UK EU Presidency)    URL: <a         href="https://ec.europa.eu/regional_policy/archive/themes/urban/leipzig_charter.pdf" target="_blank"     > https://ec.europa.eu/regional_policy/archive/themes/urban/leipzig_charter.pdf    </a> &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1694881&pid=S2182-3030201900010001300045&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p> MRAU (2010) Toledo Declaration - Informal Ministerial Meeting on Urban Development.    (Spanish EU Presidency) URL: <a href="http://www.mdrap.ro/userfiles/declaratie_Toledo_en.pdf" target="_blank">    http://www.mdrap.ro/userfiles/declaratie_Toledo_en.pdf </a> &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1694882&pid=S2182-3030201900010001300046&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p> MRAU (2016) - Urban Agenda for the European Union - 30 de maio, Amesterdão,    Países Baixos. URL: <a         href="https://www.portugal2020.pt/Portal2020/Media/Default/Docs/NOTICIAS2020/PactAmsterdam.pdf" target="_blank"     > https://www.portugal2020.pt/Portal2020/Media/Default/Docs/NOTICIAS2020/PactAmsterdam.pdf    </a> &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1694883&pid=S2182-3030201900010001300047&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p> PAIVA, J. A. V.; Aguiar, J; Pinho, A. (2006) <i>Guia técnico de reabilitação    habitacional</i>, Laboratório Nacional de Engenharia Civil e Instituto Nacional    da Habitação, Lisboa &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1694884&pid=S2182-3030201900010001300048&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p> PARLAMENTO EUROPEU E DO CONSELHO (PEC) (2002) DIRECTIVA 2002/91/CE DO PARLAMENTO    EUROPEU E DO CONSELHO de 16 de Dezembro de 2002 relativa ao desempenho energético    dos edifícios. Jornal Oficial da União Europeia &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1694885&pid=S2182-3030201900010001300049&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p> PEC (2010) DIRECTIVA 2010/31/UE De 19 de maio de 2010 relativa ao desempenho    energético dos edifícios (EPBD - reformulação). Jornal Oficial da União Europeia  &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1694886&pid=S2182-3030201900010001300050&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p> PEDRO, João (2017) Regulamentação técnica da construção nas obras em edifícios    existentes. Análise do quadro legal, Relatório 420 DED/NUT. Laboratório Nacional    de Engenharia Civil </p>     <p> PEDRO, João; CAMPOS, Vítor (2015) &ldquo;Reflexões sobre a codificação das normas    técnicas da construção&rdquo;, 1ª Conferencia de Habitação, Laboratório Nacional de    Engenharia Civil </p>     <!-- ref --><p> PINHO, Ana (2009), Conceitos e Políticas europeias de Reabilitação urbana.    Análise da experiência portuguesa dos gabinetes técnicos Locais, Tese de Doutoramento    em Planeamento Urbanístico. Laboratório Nacional de Engenharia Civil e Universidade    Técnica de Lisboa &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1694889&pid=S2182-3030201900010001300053&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p> PORTAS, Nuno (1985) &ldquo;Notas sobre a intervenção na cidade existente&rdquo;. in <i>A    cidade existente. Sociedade e Território</i>, 1: 2 </p>     <!-- ref --><p> PORTO VIVO - SRU (2008) - Sociedade de Reabilitação Urbana, Programa de Ação    para a Reabilitação Urbana do Morro da Sé. URL: <a href="http://www.portovivosru.pt/morro_se/" target="_blank">    http://www.portovivosru.pt/morro_se/ </a> &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1694891&pid=S2182-3030201900010001300055&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p> PRESIDÊNCIA CONSELHO EUROPEU (PCE) (2000) - Estratégia de Lisboa. 23-24 de    março. URL: <a         href="https://infoeuropa.eurocid.pt/files/database/000000001-000005000/000003888.pdf" target="_blank"     > https://infoeuropa.eurocid.pt/files/database/000000001-000005000/000003888.pdf    </a> &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1694892&pid=S2182-3030201900010001300056&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p> QUEIROZ, Francisco; PORTELA, Ana (2009) <i> Conservação urbana e territorial    integrada. Reflexões sobre salvaguarda, reabilitação e gestão de centros históricos    em Portugal </i> , Livros Horizonte &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1694893&pid=S2182-3030201900010001300057&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p> RATO, Vasco (2010) &ldquo;The importance of the external envelope within energy    certification of residential buildings in Portugal&rdquo;, in L. Bragança et al. (eds.),    <i>Portugal SB10: Sustainable Building Affordable to all</i>. </p>     <!-- ref --><p> RIBEIRO, Paula (2012), A avaliação das políticas de regeneração urbana em    contextos intraurbanos. Dissertação de Mestrado em Sistemas de Informação Geográfica    e Ordenamento do Território. 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URL: <a         href="http://www.dgterritorio.pt/ordenamento_e_cidades/cidades/polis_xxi/" target="_blank"     > http://www.dgterritorio.pt/ordenamento_e_cidades/cidades/polis_xxi/ </a>  &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1694896&pid=S2182-3030201900010001300060&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p> VILARES, Elisa (2003) &ldquo;Back to the City: O discurso e as metodologias da Regeneração    Urbana&rdquo;, <i>CIDADES, Comunidades e Territórios</i>, 7: 100-109 </p>     <p> WORLD COMISSION FOR SUSTAINABLE DEVELOPMENT (WCSD) (1987) Report of the World    Commission on Environment and Development: Our Common Future. URL: </p> </font>      <p><font size="2" face="Verdana, Geneva, sans-serif"> <a href="http://www.un-documents.net/our-common-future.pdf" target="_blank">    http://www.un-documents.net/our-common-future.pdf </a></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Geneva, sans-serif">Received: 07-12-2018; Accepted:    01-03-2018.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Geneva, sans-serif">NOTAS</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Geneva, sans-serif"><a name="2" id="2"></a>[<a href="#top2">2</a>]    Reabilitar: oportunidade de reencontro com o bom conceito que a cidade detinha,    recuperando assim a estima pública Luz Valente Pereira (1986); Revitalizar:    recomposição da mistura de atividades e de uma maior diversificação etária,    cultural e económica da população; Regenerar: &ldquo;processo que ocorre num organismo    vivo quando este demonstra a capacidade de reconstituir um seu tecido danificado,    repondo um equilíbrio funcional que havia sido perturbado&rdquo; (Vilares); Reconverter:    alterações significativas na tipologia e construção dos edifícios para adaptação    a novos usos&rdquo; (Menezes, 2005). </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Geneva, sans-serif"><a name="3" id="3"></a>[<a href="#top3">3</a>]    O Protocolo de Quioto já entrara em vigor quando este acordo utiliza o termo    &ldquo;sensibilidade ambiental&rdquo;, à margem do conceito operativo de sustentabilidade    ecológica e energética que se consolidava internacionalmente com base no objetivo    da limitação efetiva de emissões de carbono.</font></p>      ]]></body><back>
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