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<article-id pub-id-type="doi">10.15847/cct.jun2020.040.art03</article-id>
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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Espaços ajardinados do lado norte da Avenida dos Estados Unidos da América: Traços conceptuais na definição de um corredor verde no Bairro de Alvalade]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Supported in the investigation of the genesis and characteristics of Bairro de Alvalade's (Alvalade Neighbourhood) Green Structure and with an emphasis on the municipal archives of Lisbon documentation, the article observes, in the context of planning and designing, the conceptual features that, in the definition of the Avenida dos Estados Unidos da América's (United States Avenue) urban space, led to the implementation of a Green Corridor in the Alvalade's Neighbourhood and the City. Based on the avenue's framework in the Plano de Urbanização da Zona a Sul da Avenida Alferes Malheiro (Urbanization Plan of the South Area of the Avenida Alferes Malheiro), approved in 1945, and the Plano Geral de Urbanização e Expansão de Lisboa (General Urbanization and Expansion Plan of Lisbon), elaborated by Étienne De Gröer (1882-1974) in between 1938 and 1948, the article revisits the growth of city and proposals for implementation along the avenue (1951, 1956 and 1959). In parallel, it lists the projects of the Neighbourhood housing complexes influenced by the publication in Portugal of the Letter of Athens (1948) and the emergence of the Movimento Moderno (Modern Movement), which, as a whole, led to the opening of the patio for public use and the redefinition of the avenue's urban space. Secondly, the article discusses the design of the avenue's urban space in the late 1950s following the teaching of landscape architecture in Portugal from 1942 by Francisco Caldeira Cabral (1908-1992) and its practice in the Lisbon City Council for the first generation of technicians with this specific training since 1950, whose ecological, artistic and open to interdisciplinary dialectics matrix allowed to explore the interstitial spaces of the neighbourhood and to implant a green corridor according to the concept of «continuum naturale».]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><font face="Verdana" size="2"><b>ARTIGO ORIGINAL</b></font></p>     <p>&nbsp;</p> <b><font face="Verdana" size="4">Espa&ccedil;os ajardinados do lado norte da Avenida dos Estados Unidos da Am&eacute;rica. Tra&ccedil;os conceptuais na defini&ccedil;&atilde;o de um corredor verde no Bairro de Alvalade</font></b>     <p></p>     <p> <b><font face="Verdana" size="3"> Green spaces on the north side of Avenida dos Estados Unidos da Am&eacute;rica. Conceptual features in the definition of an Alvalade Neighbourhood Green Corridor (1940-1960)</font></b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b><font face="Verdana" size="2">Jorge Rosa Neves<a name="top1" id="top1"></a><a href="#1">I</a></font></b><b><font face="Verdana" size="2">; Paulo Tormenta Pinto<a name="top2" id="top2"></a><a href="#2">II</a></font></b></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><a name="1" id="1"></a>[<a href="#top1">I</a>]</font><font size="2" face="Verdana">DIN&Acirc;MIA&rsquo;CET-ISCTE, Portugal. e-mail: <a href="mailto:jorge_gabriel_neves@iscte-iul.pt" target="_blank">jorge_gabriel_neves@iscte-iul.pt</a></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><a name="2" id="2"></a>[<a href="#top2">II</a>]</font><font size="2" face="Verdana">DIN&Acirc;MIA&rsquo;CET-ISCTE, Portugal. e-mail: <a href="mailto:paulo.tormenta@iscte-iul.pt" target="_blank">paulo.tormenta@iscte-iul.pt</a></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> <hr size="1" noshade="noshade" /> <font size="2" face="Verdana, Geneva, sans-serif"><b>RESUMO</b></font><font size="2" face="Verdana, Geneva, sans-serif">     ]]></body>
<body><![CDATA[<p> Com suporte na investiga&ccedil;&atilde;o da g&eacute;nese e das caracter&iacute;sticas da Estrutura Verde do Bairro de Alvalade, e com incid&ecirc;ncia na documenta&ccedil;&atilde;o dos arquivos municipais de Lisboa, o artigo observa, no contexto do planeamento e do projeto, os tra&ccedil;os conceptuais que, na defini&ccedil;&atilde;o do espa&ccedil;o urbano da Avenida dos Estados Unidos da Am&eacute;rica, propiciaram a implementa&ccedil;&atilde;o de um Corredor Verde no Bairro de Alvalade e na Cidade. </p>     <p> Partindo do enquadramento da avenida no <i>Plano de Urbaniza&ccedil;&atilde;o da Zona a Sul da Avenida Alferes Malheiro</i> (aprovado em 1945) e do <i>Plano Geral de Urbaniza&ccedil;&atilde;o e Expans&atilde;o de Lisboa</i> (elaborado por &Eacute;tienne De Gr&ouml;er entre 1938 e 1948), o artigo revisita o crescimento da cidade e as propostas de implanta&ccedil;&atilde;o ao longo da avenida (1951, 1956 e 1959). Em paralelo, elenca os projetos dos conjuntos habitacionais do Bairro influenciados pela publica&ccedil;&atilde;o em Portugal da <i>Carta de Atenas</i> (1948) e pelo surgimento do Movimento Moderno que, no seu conjunto, propiciaram a abertura do logradouro e a redefini&ccedil;&atilde;o do espa&ccedil;o urbano da avenida. </p>     <p> Num segundo momento, o artigo aborda a conce&ccedil;&atilde;o do espa&ccedil;o urbano da avenida nos finais da d&eacute;cada de 1950 na sequ&ecirc;ncia do ensino da arquitectura paisagista em Portugal a partir de 1942 por Francisco Caldeira Cabral e da sua pr&aacute;tica na C&acirc;mara Municipal de Lisboa pela primeira gera&ccedil;&atilde;o de t&eacute;cnicos com esta forma&ccedil;&atilde;o espec&iacute;fica a partir de 1950, cuja matriz ecol&oacute;gica, art&iacute;stica e aberta &agrave; dial&eacute;tica interdisciplinar permitiu explorar os espa&ccedil;os intersticiais do bairro e implantar um corredor verde segundo o conceito de &laquo;continuum naturale&raquo;. </p> <b>Palavras-chave:</b> Bairro de Alvalade, dial&eacute;tica projetual, espa&ccedil;o urbano, estrutura verde, parques infantis.     <p></p> </font> <hr size="1" noshade="noshade"/>     <p><font size="2" face="Verdana, Geneva, sans-serif"><b>ABSTRACT</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Geneva, sans-serif">Supported in the investigation of the genesis and characteristics of Bairro de Alvalade&rsquo;s (Alvalade Neighbourhood) Green Structure and with an emphasis on the municipal archives of Lisbon documentation, the article observes, in the context of planning and designing, the conceptual features that, in the definition of the Avenida dos Estados Unidos da Am&eacute;rica&rsquo;s (United States Avenue) urban space, led to the implementation of a Green Corridor in the Alvalade&rsquo;s Neighbourhood and the City. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Geneva, sans-serif">Based on the avenue&rsquo;s framework in the Plano de Urbaniza&ccedil;&atilde;o da Zona a Sul da Avenida Alferes Malheiro (Urbanization Plan of the South Area of the Avenida Alferes Malheiro), approved in 1945, and the Plano Geral de Urbaniza&ccedil;&atilde;o e Expans&atilde;o de Lisboa (General Urbanization and Expansion Plan of Lisbon), elaborated by &Eacute;tienne De Gr&ouml;er (1882-1974) in between 1938 and 1948, the article revisits the growth of city and proposals for implementation along the avenue (1951, 1956 and 1959). In parallel, it lists the projects of the Neighbourhood housing complexes influenced by the publication in Portugal of the Letter of Athens (1948) and the emergence of the Movimento Moderno (Modern Movement), which, as a whole, led to the opening of the patio for public use and the redefinition of the avenue&rsquo;s urban space. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Geneva, sans-serif">Secondly, the article discusses the design of the avenue&rsquo;s urban space in the late 1950s following the teaching of landscape architecture in Portugal from 1942 by Francisco Caldeira Cabral (1908-1992) and its practice in the Lisbon City Council for the first generation of technicians with this specific training since 1950, whose ecological, artistic and open to interdisciplinary dialectics matrix allowed to explore the interstitial spaces of the neighbourhood and to implant a green corridor according to the concept of &laquo;continuum naturale&raquo;.</font> </p>     <p><font size="2" face="Verdana, Geneva, sans-serif"><b>Keywords:</b> Alvalade Neighbourhood, projectual dialectics, urban space, green structure, children&rsquo;s playgrounds.</font></p> <hr size="1" noshade="noshade" /> <font size="2" face="Verdana, Geneva, sans-serif">     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="3"><b>1. Introdu&ccedil;&atilde;o</b></font></p> </font> <font size="2" face="Verdana, Geneva, sans-serif">     <p> <b>1.1. O Plano Geral de Urbaniza&ccedil;&atilde;o e Expans&atilde;o de Lisboa (PGUEL)</b> </p>     <p> A melhoria das condi&ccedil;&otilde;es de implanta&ccedil;&atilde;o da ind&uacute;stria moderna a partir da segunda metade do s&eacute;culo XIX acentuou a macrocefalia de Lisboa, evidenciando, no quadro nacional, o fen&oacute;meno de emigra&ccedil;&atilde;o e de imigra&ccedil;&atilde;o interna a partir dos territ&oacute;rios rurais mais distantes (Rodrigues, 1995: 59-61). Num quadro de aumento populacional cont&iacute;nuo [<a name="top3" id="top3"></a><a href="#3">3</a>], mais expressivo entre 1880 e 1920, Lisboa em 1930 albergava perto de um d&eacute;cimo da popula&ccedil;&atilde;o portuguesa, acentuando ainda mais a atratividade da capital (Rodrigues et al., 1991, 301). </p>     <p> Em resposta &agrave; car&ecirc;ncia habitacional decorrente dos fen&oacute;menos migrat&oacute;rios, a C&acirc;mara Municipal de Lisboa (CML) [<a name="top4" id="top4"></a><a href="#4">4</a>] promove v&aacute;rios programas de habita&ccedil;&atilde;o (Costa, 2002: 17) e o governo &eacute; obrigado a construir em grande escala &ldquo;bairros de rendas econ&oacute;micas e de casas para pobres&rdquo; para limitar as rendas, e mesmo interditar, por decreto, a constru&ccedil;&atilde;o de pr&eacute;dios de rendas elevadas (CML, 1948a: 10), incentivada anteriormente pelo Decreto n.&ordm; 15.289 de 30 de Mar&ccedil;o 1928 [<a name="top5" id="top5"></a><a href="#5">5</a>], com consequente constru&ccedil;&atilde;o de pr&eacute;dios de luxo, aumento de rendas e desloca&ccedil;&atilde;o da popula&ccedil;&atilde;o mais desfavorecida para a periferia. </p>     <p> Com a perspetiva de continuado crescimento populacional [<a name="top6" id="top6"></a><a href="#6">6</a>] e com vista a interpretar e responder ao fen&oacute;meno especulativo, a CML promove em 1934 um ciclo de confer&ecirc;ncias subordinadas &agrave; habita&ccedil;&atilde;o e, aproveitando a presen&ccedil;a do arquiteto urbanista Alfred Agache (1875-1959), promulga o primeiro regulamento relativo &agrave; aprova&ccedil;&atilde;o de Planos de Urbaniza&ccedil;&atilde;o Camar&aacute;rios (Decreto-Lei n.&ordm; 24.802, de 21 de dezembro de 1934), em substitui&ccedil;&atilde;o da figura anterior dos Planos Gerais de Melhoramento (Costa, 2002: 15-16). </p>     <p> Duarte Pacheco (1900-1943) ao acumular entre 1938 e 1943 a presid&ecirc;ncia da CML e a pasta de Ministro das Obras P&uacute;blicas (Marques de Almeida, 2009) [<a name="top7" id="top7"></a><a href="#7">7</a>], coloca em marcha um vasto programa de edifica&ccedil;&atilde;o de bairros [<a name="top8" id="top8"></a><a href="#8">8</a>] e de constru&ccedil;&atilde;o de arruamentos como vista a atenuar as necessidades inadi&aacute;veis de expans&atilde;o da cidade. Neste contexto, promove a constru&ccedil;&atilde;o da rede fundamental de Lisboa e as suas liga&ccedil;&otilde;es para o centro, norte e sul, bem como a constru&ccedil;&atilde;o do aeroporto e a amplia&ccedil;&atilde;o do porto (Costa, 2002: 17). </p>     <p> Com o objetivo de atribuir coer&ecirc;ncia funcional e formal &agrave; cidade, Duarte Pacheco chama &Eacute;tienne De Gr&ouml;er (1882-1974) para ocupar o cargo de &laquo;urbanista-conselheiro t&eacute;cnico de c&acirc;mara&raquo;, cargo que ocupa entre 1938 e 1940. Durante este per&iacute;odo, os estudos dos servi&ccedil;os da CML para as redes das circula&ccedil;&otilde;es consideram os tra&ccedil;ados das grandes vias propostas por De Gr&ouml;er (CML, 1948a: 1). </p>     <p> Para melhor conhecimento da cidade, De Gr&ouml;er elabora um programa para o estudo dos elementos anal&iacute;ticos que servir&aacute; de base ao estabelecimento do Plano (CML, 1948a: 2). Este estudo, designado por <i>Elementos para o Estudo do Plano de Urbaniza&ccedil;&atilde;o da Cidade de Lisboa</i> (CML, 1938), &eacute; elaborado pelo engenheiro Ant&oacute;nio Em&iacute;dio Abrantes (1888-1970), &agrave; altura Chefe de Reparti&ccedil;&atilde;o T&eacute;cnica da Planta da Cidade (Brito et al., 2007: 165). Neste estudo, Em&iacute;dio Abrantes integra um conjunto significativo de plantas tem&aacute;ticas, abrangendo a divis&atilde;o administrativa da cidade, a distribui&ccedil;&atilde;o das habita&ccedil;&otilde;es clandestinas, das f&aacute;bricas e oficinas, a rede de transportes e a cobertura por infraestruturas (&aacute;gua, g&aacute;s, eletricidade) e servi&ccedil;os (CTT), entre outros aspetos ligados ao relevo e &agrave; geografia do territ&oacute;rio. </p>     <p> Em 1954 o Gabinete de Estudos de Urbaniza&ccedil;&atilde;o (GEU), em planta relativa &agrave; distribui&ccedil;&atilde;o da popula&ccedil;&atilde;o na cidade, segundo a previs&atilde;o de De Gr&ouml;er de 1948, evidencia a rela&ccedil;&atilde;o entre os tra&ccedil;ados das grandes vias de expans&atilde;o e os n&uacute;cleos a urbanizar [<a name="top9" id="top9"></a><a href="#9">9</a>]. Entre estes, destacam-se o Bairro de Alvalade para 45.000 habitantes (constru&iacute;do a partir de 1946) na continua&ccedil;&atilde;o do Bairro do Areeiro para 9.000 habitantes [(constru&iacute;do entre 1940 (1&ordf; Fase) e 1948 (2&ordf; Fase)], ambos constru&iacute;dos com o prop&oacute;sito de resolver a escassez da habita&ccedil;&atilde;o, descentralizar a popula&ccedil;&atilde;o e os servi&ccedil;os entre os eixos de expans&atilde;o da cidade (Lamas, 1993: 284). </p>     <p> Apesar de De Gr&ouml;er observar em constru&ccedil;&atilde;o bairros e vias, em alguns casos, com tra&ccedil;ado por ele sugerido, constata que a constru&ccedil;&atilde;o dos bairros de renda econ&oacute;mica pelo Estado como medida de conter o fen&oacute;meno especulativo, por si s&oacute;, &eacute; insuficiente, devendo ser complementada pela aplica&ccedil;&atilde;o do conceito de &laquo;zonamento&raquo; [<a name="top10" id="top10"></a><a href="#10">10</a>], que considera a base do urbanismo, capaz de promover, pela organiza&ccedil;&atilde;o da cidade, a salvaguarda da sa&uacute;de dos habitantes, a prote&ccedil;&atilde;o da propriedade privada, bem como refrear ao mesmo tempo a especula&ccedil;&atilde;o predial (CML, 1948c: 7-13). </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp; </p>     <p><b>1.2. </b> <b> A Av. EUA no Plano De Gr&ouml;er e no Plano de Urbaniza&ccedil;&atilde;o da Zona a Sul da Avenida Alferes Malheiro </b> </p>     <p> Retomando a elabora&ccedil;&atilde;o do Plano Diretor em 1946, ap&oacute;s novo contrato, com vista &agrave; sua revis&atilde;o e aprova&ccedil;&atilde;o [<a name="top11" id="top11"></a><a href="#11">11</a>] (Brito et al, 2007: 183), De Gr&ouml;er estrutura a rede vi&aacute;ria articulando circulares conc&ecirc;ntricas em torno do centro da cidade com os eixos radiais de desenvolvimento para norte. A Av. EUA, projetada em 1941 pelos servi&ccedil;os da CML como &ldquo;a grande avenida de circunvala&ccedil;&atilde;o da cidade&rdquo; que come&ccedil;aria em Monsanto e se estenderia at&eacute; &agrave;s Docas do Po&ccedil;o do Bispo (Costa, 2002: 106), &eacute; integrada na 3&ordf; circular do Plano de 1948 [<a name="top12" id="top12"></a><a href="#12">12</a>]. </p>     <p> A Av. EUA, em complemento de outras vias, para al&eacute;m de servir alguns dos bairros constru&iacute;dos ou em constru&ccedil;&atilde;o, serviria ainda as zonas industriais em expans&atilde;o, nomeadamente, Alc&acirc;ntara (zona poente) e Xabregas, Marvila e Po&ccedil;o do Bispo (zona nascente) [<a name="top13" id="top13"></a><a href="#13">13</a>], onde se localizavam as ind&uacute;strias com maior n&uacute;mero de trabalhadores, bem como o Campo Grande (limite poente da avenida) onde se localizava a &ldquo;F&aacute;brica de lanif&iacute;cios do Campo Grande&rdquo; (Alc&acirc;ntara, 2013: 9). </p>     <p> O <i>Plano de Urbaniza&ccedil;&atilde;o da Zona a Sul da Avenida Alferes Malheiro</i> foi elaborado entre 1938 e 1944, at&eacute; 1939 com base nos ensaios de desenho urbano, com continua&ccedil;&atilde;o em 1941 no <i>Estudo de Conjunto da Zona Sul da Avenida Alferes Malheiro</i>. Com a coordena&ccedil;&atilde;o do arquiteto urbanista Jo&atilde;o Guilherme Faria da Costa (1906-1971) partir de 1942, o plano &eacute; revisto profundamente em 1944 e aprovado separadamente do Plano Diretor no ano seguinte (Costa, 2002: 25-26). </p>     <p> Constituindo-se como plano parcial do<i>Plano Diretor de Urbaniza&ccedil;&atilde;o de Lisboa</i> (CML, 1945: 2), o <i>Plano de Urbaniza&ccedil;&atilde;o da Zona a Sul da Avenida Alferes Malheiro</i> assenta na estrutura vi&aacute;ria planeada para a cidade, integrando assim a Av. EUA j&aacute; em constru&ccedil;&atilde;o por altura da sua aprova&ccedil;&atilde;o (CML, 1945: 6). Considerando igualmente a Av. Roma, em constru&ccedil;&atilde;o, Faria da Costa estrutura o plano em oito c&eacute;lulas habitacionais com base na articula&ccedil;&atilde;o das vias que o delimitam e o atravessam [<a name="top14" id="top14"></a><a href="#14">14</a>] e a aplica&ccedil;&atilde;o do conceito de &laquo;Unidade de Vizinhan&ccedil;a&raquo; [<a name="top15" id="top15"></a><a href="#15">15</a>] em torno das escolas (CML, 1945: 12-13) [<a name="top16" id="top16"></a><a href="#16">16</a>]. Faria da Costa ao assumir a Av. EUA como uma das art&eacute;rias principais do plano, prev&ecirc;, com o objetivo de o viabilizar economicamente, habita&ccedil;&atilde;o de renda n&atilde;o limitada [<a name="top17" id="top17"></a><a href="#17">17</a>] em toda a sua extens&atilde;o e para ambos os lados (&agrave; exce&ccedil;&atilde;o do topo norte da RUA Guilhermina Suggia, no lado sul) [<a name="top18" id="top18"></a><a href="#18">18</a>], compensando assim &aacute;reas de habita&ccedil;&atilde;o menos valoriz&aacute;veis (CML, 1945:14). </p>     <p>&nbsp;</p> <a name="f1" id="f1"></a><img src="/img/revistas/cct/n40/n40a12f1.jpg"/>     
<p>&nbsp;</p>     <p><b>1.3. </b> <b>O Movimento Moderno no Bairro de Alvalade</b> </p>     <p> A Carta de Atenas (1933), sa&iacute;da do 4&ordm; Congresso Internacional de Arquitetura Moderna (CIAM) assume como causas principais da insalubridade da habita&ccedil;&atilde;o e da fraca qualidade de vida das cidades, a excessiva densifica&ccedil;&atilde;o do tecido urbano, a edifica&ccedil;&atilde;o em quarteir&atilde;o (penalizadora das horas de Sol em grande parte dos edif&iacute;cios) e a escassez de espa&ccedil;os livres na proximidade da habita&ccedil;&atilde;o. Como solu&ccedil;&atilde;o, prop&otilde;e a edifica&ccedil;&atilde;o em altura, tendo em considera&ccedil;&atilde;o a orienta&ccedil;&atilde;o solar e em posi&ccedil;&atilde;o perpendicular ou obliqua aos eixos vi&aacute;rios de maior movimento e servida por extensas &aacute;reas verdes. O zonamento marcadamente funcional surge como estrat&eacute;gia para a separa&ccedil;&atilde;o, entre si, das &aacute;reas residenciais, de lazer e de trabalho, bem como para a circula&ccedil;&atilde;o hierarquizada entre estas &aacute;reas. </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p> A edifica&ccedil;&atilde;o segundo os objetivos da <i>Carta de Atenas</i>, subjugados &agrave; l&oacute;gica da unidade da habita&ccedil;&atilde;o, promove a separa&ccedil;&atilde;o entre os edif&iacute;cios e o espa&ccedil;o exterior cuja identidade &eacute; relegada para segundo plano, passando a constituir o espa&ccedil;o residencial dos edif&iacute;cios. Por outro lado, com a abertura do quarteir&atilde;o, o jardim localizado no seu interior d&aacute; lugar ao espa&ccedil;o verde de enquadramento dos edif&iacute;cios, de cariz naturalizado, concebido na continua&ccedil;&atilde;o dos espa&ccedil;os menos constru&iacute;dos segundo as correntes ecol&oacute;gicas (Magalh&atilde;es, 2001: 117-119). </p>     <p> Durante este per&iacute;odo, a arquitetura paisagista concebe o espa&ccedil;o urbano, tal como a arquitetura, segundo uma perspetiva estrita das suas fun&ccedil;&otilde;es de uso, incluindo entre estas a fun&ccedil;&atilde;o ecol&oacute;gica. No entanto, a abordagem formal n&atilde;o aplica os conceitos que caraterizaram a arquitetura de tend&ecirc;ncia racionalista, em que as formas predominantemente utilizadas se baseavam na geometria euclidiana. A arquitetura paisagista compatibiliza quase sempre a linha reta com curva e as estruturas edificadas com a natureza (Magalh&atilde;es, 2001: 108). </p>     <p> Com a publica&ccedil;&atilde;o da tradu&ccedil;&atilde;o da <i>Carta de Atenas</i> na revista <i>Arquitectura – Revista de Arte e Constru&ccedil;&atilde;o</i> a partir de 1948 (Costa, 1948) [<a name="top19" id="top19"></a><a href="#19">19</a>] e a realiza&ccedil;&atilde;o do 1&ordm; Congresso Nacional de Arquitectura durante o mesmo ano, o Movimento Moderno ganha novo f&ocirc;lego (Costa, 2002: 21), surgindo logo em 1949 no Bairro de Alvalade os primeiros estudos de conjunto com uma linguagem arquitet&oacute;nica pr&oacute;xima deste movimento, nomeadamente, por Joaquim Ferreira (1911-1966) no Conjunto Habitacional da Av. Dom Rodrigo da Cunha (Costa, 2002: 95-99) e por Ruy D&rsquo; Athouguia (1917-2006) e Formosinho Sanches (1922-2004) no Bairro de S. Jo&atilde;o de Deus (Costa, 2002: 99-103), posteriormente conhecido como Bairro das Estacas. </p>     <p> Nestes dois conjuntos habitacionais, os blocos foram implantados perpendicularmente &agrave;s vias, originando espa&ccedil;os entre estes de contorno retangular, pensados numa l&oacute;gica de frui&ccedil;&atilde;o em comum, at&eacute; aqui inexistente no Bairro. Ambos os conjuntos beneficiaram de projetos de arboriza&ccedil;&atilde;o e ajardinamento elaborados na 3&ordf; Reparti&ccedil;&atilde;o – Arboriza&ccedil;&atilde;o e Jardinagem da DST-E em 1953 por Ribeiro Telles [<a name="top20" id="top20"></a><a href="#20">20</a>]. A abordagem do autor nos dois projetos, no caso do projeto do Bairro das Estacas em complemento de uma primeira abordagem por Ruy D&rsquo; Athouguia e Formosinho Sanches, constitui uma rotura na abordagem ao logradouro no Bairro de Alvalade ao conferir-lhes condi&ccedil;&otilde;es de frui&ccedil;&atilde;o p&uacute;blica e de permeabilidade &agrave; implementa&ccedil;&atilde;o da Estrutura Verde do Bairro (Neves et al, 2018: 25-28). </p>     <p> Para o processo de abertura do logradouro &agrave; frui&ccedil;&atilde;o p&uacute;blica ter&atilde;o contribu&iacute;do as propostas de De Gr&ouml;er (PDUL-1948) de moderniza&ccedil;&atilde;o do regulamento urbano, por s&oacute; assim considerar poss&iacute;vel edificar de acordo com as exig&ecirc;ncias de higiene e do urbanismo contempor&acirc;neo. Com vista a contrariar a densidade excessiva dos quarteir&otilde;es e as condi&ccedil;&otilde;es de insalubridade dos seus logradouros, penalizada pela constru&ccedil;&atilde;o em profundidade e altura dos pr&eacute;dios, prop&otilde;e, entre outras medidas, a edifica&ccedil;&atilde;o em ordem descont&iacute;nua (mesmo quando destinada a habita&ccedil;&atilde;o coletiva) e a proibi&ccedil;&atilde;o de constru&ccedil;&atilde;o de pr&eacute;dios com p&aacute;tios fechados ou sagu&otilde;es (CML, 1948e: 42-49). </p>     <p> Em Alvalade, a dete&ccedil;&atilde;o de focos de insalubridade nos logradouros particulares das C&eacute;lulas 1 e 2 nos finais da d&eacute;cada de 1940, com consequente desvaloriza&ccedil;&atilde;o da habita&ccedil;&atilde;o dos pisos t&eacute;rreos (Costa, 2002: 96-98), ter&aacute; sido crucial para o processo de abertura do logradouro nos dois conjuntos habitacionais acima mencionados, generalizada em ambos os lados da Av. EUA a partir de 1951 (<a href="#f2">Figura 2</a>) e no Conjunto do Montepio Geral na Av. do Brasil de Jorge Segurado (1988-1990) a partir de 1958. </p>     <p>&nbsp;</p> <a name="f2" id="f2"></a><img src="/img/revistas/cct/n40/n40a12f2.jpg"/>     
<p>&nbsp;</p>     <p> Enquanto a implanta&ccedil;&atilde;o perpendicular dos edif&iacute;cios &agrave; via se encontrava prevista para o lado norte da Av. EUA desde o <i>Plano de Urbaniza&ccedil;&atilde;o da Zona a Sul da Avenida Alferes Malheiro</i> (1945), como medida de prote&ccedil;&atilde;o do ru&iacute;do e da polui&ccedil;&atilde;o (Costa, 2002: 106), o mesmo n&atilde;o acontecia nos conjuntos habitacionais da Av. Dom Rodrigo da Cunha e da Av. Brasil, para onde se previam, respetivamente, edifica&ccedil;&otilde;es cont&iacute;nuas ao longo da via e moradias unifamiliares [<a name="top21" id="top21"></a><a href="#21">21</a>]. </p>     <p> O primeiro estudo de ocupa&ccedil;&atilde;o para a Av. EUA ocorre em 1953, quando o arquiteto Joaquim Santiago Areal e Silva apresenta a proposta para o tro&ccedil;o entre as avenidas de Roma e Rio de Janeiro com cinco blocos de nove pisos perpendiculares &agrave; via e edif&iacute;cios de quatros pisos no topo norte do logradouro [<a name="top22" id="top22"></a><a href="#22">22</a>] com implanta&ccedil;&atilde;o paralela &agrave; RUA Epif&acirc;nio Dias. Dois anos depois, &eacute; desenvolvido o projeto com apenas quatro blocos perpendiculares &agrave; via, com acr&eacute;scimo em n&uacute;mero de pisos (Costa, 2002: 115-116). Para o facto, n&atilde;o ser&aacute; de excluir os m&eacute;ritos dos projetos dos ajardinados dos conjuntos habitacionais da Av. Dom Rodrigo da Cunha e do Bairro das Estacas onde a interdisciplinaridade arquitet&oacute;nica ter&aacute; ficado patente, apesar do desfasamento temporal. </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p> Em 1954, os arquitetos Manuel Laginha (1919-1985), Vasconcelos Esteves (1921-2014) e Pedro Cid (1925-1983) elaboram o estudo de ocupa&ccedil;&atilde;o para o tro&ccedil;o entre as avenidas do Aeroporto (atual Avenida Gago Coutinho) e Rio de Janeiro, elaborando no ano seguinte os projetos de arquitetura dos lotes (Costa, 2002: 118-119) [<a name="top23" id="top23"></a><a href="#23">23</a>]. </p>     <p> Igualmente em 1954, os arquitetos Luc&iacute;nio Cruz (1914-1999), Alberto Ayres Braga de Sousa e M&aacute;rio Gon&ccedil;alves Oliveira (1914-2013) projetam os blocos de rendimento para o tro&ccedil;o entre a Pra&ccedil;a Mouzinho de Albuquerque (atual Pra&ccedil;a de Entrecampos) e a Av. Roma, com cinco blocos perpendiculares entre a avenida e a RUA Ant&oacute;nio Patr&iacute;cio. Dois anos depois deste primeiro estudo, tal como aconteceu para o tro&ccedil;o anteriormente referido, &eacute; desenvolvido o projeto com menos um bloco, com aumento do n&uacute;mero de pisos por bloco (Costa, 2002: 110-114). </p>     <p> Em Novembro de 1955 &eacute; aprovado o anteprojeto para o tro&ccedil;o compreendido entre as ruas Diogo Bernardes e Frei Tom&eacute; de Jesus da autoria dos arquitetos Croft de Moura, Henrique Albino (1921-2003) e Craveiro Lopes (1921-1972) [<a name="top24" id="top24"></a><a href="#24">24</a>] substituindo um primeiro estudo de 1951-52 dos arquitetos Jo&atilde;o Sim&otilde;es (1908-1993), Francisco Castro Rodrigues (1920-2015), Jos&eacute; Huertas Lobo (1914-1987), Celestino de Castro (1920-2007) e Hern&acirc;ni Gandra (1914-1988) (Costa, 2002: 116-117). </p>     <p> Em 1956 &eacute; apresentada nova implanta&ccedil;&atilde;o para a Av. EUA (<a href="#f3">Figura 3</a>) [<a name="top25" id="top25"></a><a href="#25">25</a>] com a representa&ccedil;&atilde;o dos conjuntos habitacionais de Filipe Figueiredo (1913-1989) e de Jorge Segurado (1898-1990) para o cruzamento com a Av. Roma, assim como os tro&ccedil;os entre a Av. Roma e a Pra&ccedil;a Mouzinho de Albuquerque [lado norte (Zona I) e lado sul (Zona II)] e entre as avenidas Rio de Janeiro e do Aeroporto (Zona IV) j&aacute; em constru&ccedil;&atilde;o. Por esta altura, o tro&ccedil;o entre as avenidas Rio de Janeiro e de Roma [lado norte (Zona III)] encontrava-se em estudo e do lado sul (Zona V) ainda por iniciar (Costa, 2002: 117). Neste estudo ainda se observam os cinco blocos do conjunto habitacional do lado norte do tro&ccedil;o entre as avenidas de Roma e Rio de Janeiro, o que n&atilde;o ir&aacute; ocorrer na planta de trabalho de 1959 (<a href="#f4">Figura 4</a>) [<a name="top26" id="top26"></a><a href="#26">26</a>]. </p>     <p>&nbsp;</p> <a name="f3" id="f3"></a><img src="/img/revistas/cct/n40/n40a12f3.jpg"/>     
<p>&nbsp;</p> <a name="f4" id="f4"></a><img src="/img/revistas/cct/n40/n40a12f4.jpg"/>     
<p>&nbsp;</p>     <p> Comparando as plantas de 1951 e 1956, constata-se que, na segunda, &agrave; exce&ccedil;&atilde;o do tro&ccedil;o entre as avenidas do Aeroporto e Rio de Janeiro, n&atilde;o se encontram representados os blocos que rematam os logradouros a norte, prevendo-se em sua substitui&ccedil;&atilde;o bolsas para estacionamento. Em 1959 esta op&ccedil;&atilde;o &eacute; revertida no tro&ccedil;o entre as avenidas Rio de Janeiro e de Roma, passando o estacionamento a nascente da Av. Roma a ocorrer apenas ao longo das ruas Silva e Albuquerque e Epif&acirc;nio Dias, tal como ao longo da avenida. </p>     <p> Por compara&ccedil;&atilde;o entre as duas plantas foi poss&iacute;vel detetar a representa&ccedil;&atilde;o (1956) e a delimita&ccedil;&atilde;o (1959) de um parque infantil no logradouro nascente do tro&ccedil;o entre a Pra&ccedil;a Mouzinho de Albuquerque e a Av. Roma, n&atilde;o concretizado em fase de projeto, como &agrave; frente se comprova neste artigo. </p>     <p> A planta de 1959 apresenta a implanta&ccedil;&atilde;o dos conjuntos habitacionais de acordo com os projetos de arquitetura anteriormente referidos, verificando-se ainda por ocupar o espa&ccedil;o do lado sul da avenida entre as avenidas de Roma e do Aeroporto, definido a partir de 1962 pelo arquiteto Leonardo Castro Freire (1917-1970), alinhando os tr&ecirc;s primeiros edif&iacute;cios com os edif&iacute;cios propostos para o lado norte. Para nascente, &eacute; retomado o alinhamento dos blocos em posi&ccedil;&atilde;o paralela &agrave; avenida (Costa, 2002: 117-21). </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p> O Movimento Moderno em Lisboa na primeira metade da d&eacute;cada de 1950 &eacute; ainda marcado pelo &laquo;Bloco das &Aacute;guas Livres&raquo; (1953) de Nuno Teot&oacute;nio Pereira (n1922) e de Bartolomeu Costa Cabral (n1929) e pelo conjunto da Avenida Infante Santo (1955) de Alberto Pessoa (1919-1985), H. Gandra e Jo&atilde;o Abel Manta (n1925) (Tost&otilde;es, 1994: 63-71), com projeto de arboriza&ccedil;&atilde;o e ajardinamento de Ribeiro Telles [<a name="top27" id="top27"></a><a href="#27">27</a>]. Tr&ecirc;s anos mais tarde, o mesmo autor ir&aacute; projetar os ajardinados do lado poente da avenida [<a name="top28" id="top28"></a><a href="#28">28</a>]. </p>     <p> A elabora&ccedil;&atilde;o dos projetos acima mencionados por Ribeiro Telles, ainda que com algum desfasamento temporal dos projetos de arquitetura, permite-lhe identificar os prop&oacute;sitos da arquitetura do Movimento Moderno, bem como estudar a resposta &agrave; nova tipologia de espa&ccedil;o urbano, &ldquo;logradouro p&uacute;blico entre blocos Habitacionais com topo ou topos expostos ao arruamento&rdquo;. Este percurso, simultaneamente em contexto de cidade consolidada e de cidade que se expande (Bairro de Alvalade), permite-lhe, em fun&ccedil;&atilde;o da localiza&ccedil;&atilde;o, da orienta&ccedil;&atilde;o e da altura dos blocos e dos espa&ccedil;os urbanos por estes gerados, experienciar op&ccedil;&otilde;es de organiza&ccedil;&atilde;o do espa&ccedil;o, de pavimenta&ccedil;&atilde;o e de utiliza&ccedil;&atilde;o da vegeta&ccedil;&atilde;o que ser&atilde;o determinantes na defini&ccedil;&atilde;o dos ajardinados na Av. EUA entre 1957-59, que de forma mais detalhada se abordar&aacute; mais &agrave; frente neste artigo. </p>     <p>&nbsp; </p>     <p><b>1.4. </b> <b> Gon&ccedil;alo Ribeiro Telles na 3&ordf; Reparti&ccedil;&atilde;o – Arboriza&ccedil;&atilde;o e Jardinagem da Dire&ccedil;&atilde;o dos Servi&ccedil;os T&eacute;cnicos-Especiais. </b> </p>     <p> Ribeiro Telles integra a equipa de t&eacute;cnicos da CML em 1950, sucedendo a Manuel de Azevedo Coutinho (1921-1992) igualmente neste ano (Bettencourt da C&acirc;mara, 2015: 69-70), ap&oacute;s terem terminado em 1948 o curso livre de arquitectura paisagista ministrado a partir de 1942 pelo Professor Francisco Caldeira Cabral (1908-1992) no Instituto Superior de Agronomia (ISA), onde se licenciou em 1936. </p>     <p> Caldeira Cabral, rec&eacute;m-chegado a Portugal (1939) ap&oacute;s ter conclu&iacute;do o curso de arquitetura paisagista em Berlim sob a orienta&ccedil;&atilde;o do Mestre Professor Wipking (Caldeira Cabral, 1993: 14), transfere para Portugal a doutrina da escola de Berlim que, relativamente ao Modernismo, recusava o classicismo como abordagem formal, transpondo o conceito rom&acirc;ntico de paisagem para uma vis&atilde;o mais utilit&aacute;ria da mesma. Ou seja, esbate o peso dos valores simb&oacute;licos da paisagem, substituindo-os por pressupostos ecol&oacute;gicos e funcionais. A paisagem natural reproduzida pelo Romantismo passa a ser substitu&iacute;da por uma express&atilde;o naturalista de objetivos utilit&aacute;rios, numa l&oacute;gica de subordina&ccedil;&atilde;o dos princ&iacute;pios ecol&oacute;gicos &agrave; conce&ccedil;&atilde;o de est&eacute;tica rom&acirc;ntica (Magalh&atilde;es, 2001: 122). </p>     <p> Da heran&ccedil;a de Caldeira Cabral merece destaque a introdu&ccedil;&atilde;o do conceito de <i>continuum naturale</i> que visava a preserva&ccedil;&atilde;o das estruturas fundamentais da paisagem e a sua penetra&ccedil;&atilde;o no tecido edificado de forma tentacular e cont&iacute;nua atrav&eacute;s de corredores verdes, com tradu&ccedil;&atilde;o em espa&ccedil;os de lazer e recreio, de enquadramento de infraestruturas, assim como na arboriza&ccedil;&atilde;o de ruas e pra&ccedil;as (Magalh&atilde;es, 2001: 107). Com a aplica&ccedil;&atilde;o do conceito de <i>continuum naturale</i>, integra-se o conhecimento ecol&oacute;gico, mais tarde integrado na &laquo;Ecologia da Paisagem&raquo;, em substitui&ccedil;&atilde;o do &laquo;pulm&atilde;o&raquo; da cidade, que se considerava ultrapassado (Magalh&atilde;es, 2001: 127-128). Intr&iacute;nseca &agrave;s preocupa&ccedil;&otilde;es ecol&oacute;gicas surge a utiliza&ccedil;&atilde;o de vegeta&ccedil;&atilde;o espont&acirc;nea e adaptada ao local (com maior resili&ecirc;ncia e com menores custos de constru&ccedil;&atilde;o e de manuten&ccedil;&atilde;o), em detrimento da utiliza&ccedil;&atilde;o de esp&eacute;cies ex&oacute;ticas que marcaram os jardins bot&acirc;nicos a partir do in&iacute;cio do S&eacute;culo XVI (Magalh&atilde;es, 2001: 110-111). </p>     <p> Integrado na 3&ordf; Reparti&ccedil;&atilde;o – Arboriza&ccedil;&atilde;o e Jardinagem (RAJ) da DST-E sob a chefia do engenheiro silvicultor Jos&eacute; D&rsquo;Orta Cano Pulido Garcia (1904-1983) Ribeiro Telles ir&aacute; desenvolver intensa atividade projetual, concretizada nos genericamente designados &ldquo;Projeto de Arboriza&ccedil;&atilde;o e Ajardinamento&rdquo; os quais passam a ser assinados com refer&ecirc;ncia &agrave; especialidade de &ldquo;Engenheiro Agr&oacute;nomo com o Curso Livre de Arquitectura Paisagista&rdquo;. </p>     <p> No Bairro de Alvalade, o projeto de arboriza&ccedil;&atilde;o que deu origem &agrave; Mata de Alvalade [<a name="top29" id="top29"></a><a href="#29">29</a>] (atualmente Parque Jos&eacute; Gomes Ferreira), constituiu um dos seus primeiros projetos e o de maior &aacute;rea. Reconhecendo a import&acirc;ncia da Mata para o Bairro como espa&ccedil;o de recreio, de descompress&atilde;o urbana e como ancoradouro de futuros corredores verdes, Ribeiro Telles aquando da elabora&ccedil;&atilde;o de projetos ao longo das avenidas do Aeroporto [<a name="top30" id="top30"></a><a href="#30">30</a>] e do Brasil [<a name="top31" id="top31"></a><a href="#31">31</a>], estabelece continuidade atrav&eacute;s da disposi&ccedil;&atilde;o da vegeta&ccedil;&atilde;o e da escolha do efetivo bot&acirc;nico. </p>     <p> Ap&oacute;s a Mata de Alvalade, os projetos do autor no Bairro incidem sobre a arboriza&ccedil;&atilde;o e o ajardinamento dos quarteir&otilde;es, merecendo refer&ecirc;ncia os projetos para a C&eacute;lula 7 [<a name="top32" id="top32"></a><a href="#32">32</a>] onde, a par dos aspetos est&eacute;ticos, explora a aplica&ccedil;&atilde;o do <i>continuum naturale</i> entre pra&ccedil;as, gavetos e pequenos logradouros (canteiros) fronteiros aos edif&iacute;cios. </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p> Neste percurso, Ribeiro Telles experiencia, dentro do Bairro, escalas de projeto diversas, desde as pequenas pra&ccedil;as e gavetos, ao jardim p&uacute;blico [<a name="top33" id="top33"></a><a href="#33">33</a>], &agrave;s &aacute;reas de enquadramento a edif&iacute;cios de culto religioso [<a name="top34" id="top34"></a><a href="#34">34</a>] ou ao parque (Mata de Alvalade, 1951 e 1955), exemplos que se enquadram nas tipologias definidas para os espa&ccedil;os livres no PDUL-1948 por De Gr&ouml;er O &laquo;Parque&raquo; quando a dimens&atilde;o excedesse os dez hectares, o &laquo;Jardim&raquo; quando excedesse um hectare e <i>Squares</i> (pequenos jardins decorativos) quando a dimens&atilde;o fosse inferior. Espa&ccedil;os livres de &aacute;rea ainda mais reduzida deveriam ser consideradas como decorativos dos arruamentos (CML, 1948b: 71). </p>     <p> Ribeiro Telles, ao projetar para o Bairro de Alvalade e em simult&acirc;neo para outras zonas de expans&atilde;o da cidade, como Bel&eacute;m, Benfica e Encarna&ccedil;&atilde;o, [<a name="top35" id="top35"></a><a href="#35">35</a>] entre outras, mas igualmente na cidade consolidada [<a name="top36" id="top36"></a><a href="#36">36</a>], observa em cont&iacute;nuo as transforma&ccedil;&otilde;es urban&iacute;sticas e arquitet&oacute;nicas em curso na capital e as repercuss&otilde;es sobre o espa&ccedil;o urbano e os modos de o usufruir. Ao projetar consecutivamente para os mesmos bairros ajardinados e arboriza&ccedil;&otilde;es de arruamentos em localiza&ccedil;&otilde;es contiguas ou relativamente pr&oacute;ximas, como no Restelo (1951-1961) e na Encarna&ccedil;&atilde;o (1952-56), Ribeiro Telles explora a conetividade dos espa&ccedil;os verdes tal como no Bairro de Alvalade (1950-1959), contribuindo significativamente para a Estrutura Verde n&atilde;o s&oacute; Bairro mas de toda a Cidade. </p>     <p>&nbsp; </p>     <p><font size="3"><b>2. A rela&ccedil;&atilde;o interdisciplinar no Gabinete de Estudos de Urbaniza&ccedil;&atilde;o (GEU) </b></font></p>     <p> Com a forma&ccedil;&atilde;o do GEU em 1954 [<a name="top37" id="top37"></a><a href="#37">37</a>], constitu&iacute;do pelo engenheiro Lu&iacute;s de Guimar&atilde;es Lobato (1915-2008) e pelos arquitetos Jos&eacute; Aleixo da Fran&ccedil;a Sommer Ribeiro (1924-2006) e Pedro Falc&atilde;o e Cunha (n. 1922), os arquitetos paisagistas integrados na RAJ s&atilde;o chamados a colaborar com as equipas t&eacute;cnicas nos Planos de Urbaniza&ccedil;&atilde;o desde os estudos base. Este momento ter&aacute; contribu&iacute;do para o fortalecimento da rela&ccedil;&atilde;o interdisciplinar entre arquitetos e arquitetos paisagistas, defendida e estimulada com particular acuidade na doutrina de Caldeira Cabral (Cabral, 1993: 26). At&eacute; ent&atilde;o de pr&aacute;tica dif&iacute;cil face ao desfasamento temporal entre os planos e os projetos de arquitetura desenvolvidos na Direc&ccedil;&atilde;o dos Servi&ccedil;os de Urbaniza&ccedil;&atilde;o e Obras (DSUO) e os projetos de arboriza&ccedil;&atilde;o e jardinagem elaborados na RAJ numa perspetiva de complemento dos primeiros. </p>     <p> Como exemplos do desfasamento temporal, para al&eacute;m dos mencionados nos conjuntos habitacionais da Av. Dom Rodrigo da Cunha, merecem refer&ecirc;ncia os verificados entre o <i>Plano de Urbaniza&ccedil;&atilde;o da Zona a Sul da Avenida Alferes Malheiro</i> (aprovado em 1945) e o Relat&oacute;rio <i>A Arboriza&ccedil;&atilde;o do S&iacute;tio de Alvalade</i> (CML,1949) e entre os projetos de arquitetura para as c&eacute;lulas 1 e 2 (a partir de 1946) e os projetos de arboriza&ccedil;&atilde;o e ajardinamento para os respetivos logradouros de 1950. </p>     <p> A equipa t&eacute;cnica do PDUL-1958 sob a coordena&ccedil;&atilde;o dos engenheiros Guimar&atilde;es Lobato e Tomaz da Rocha Le&atilde;o de Sousa Eir&oacute;, integrou os arquitetos paisagistas Professor Caldeira Cabral, que se manteve entre Janeiro de 1956 e Novembro de 1959, Edgar Ferreira Fontes (1922-2000) [<a name="top38" id="top38"></a><a href="#38">38</a>] e Ribeiro Telles (CML, 1958a). Bettencourt da C&acirc;mara (2015: 68) interpreta da leitura do Plano o contributo dos arquitetos paisagistas nos aspetos mais diretamente relacionados com o planeamento e a conce&ccedil;&atilde;o dos espa&ccedil;os verdes, fruto do reconhecimento t&eacute;cnico que j&aacute; beneficiavam por essa altura. Por outro lado, Magalh&atilde;es (2001: 130), saliente a &ecirc;nfase atribu&iacute;da &agrave;s componentes ambientais, nomeadamente, o relevo, a exposi&ccedil;&atilde;o das vertentes, a hidrologia e a vegeta&ccedil;&atilde;o, no zonamento da ocupa&ccedil;&atilde;o do solo e na defini&ccedil;&atilde;o dos &iacute;ndices de densidade edificada. </p>     <p> No Bairro de Alvalade, constitui exemplo da integra&ccedil;&atilde;o das componentes ambientais no zonamento do espa&ccedil;o urbano a proposta de Sousa da C&acirc;mara [<a name="top39" id="top39"></a><a href="#39">39</a>] de 1966 para a Mata de Alvalade [<a name="top40" id="top40"></a><a href="#40">40</a>], quando sobre a planta topogr&aacute;fica efetua um estudo anal&iacute;tico da utiliza&ccedil;&atilde;o do solo, dos declives, bem como das vistas, partindo posteriormente para a defini&ccedil;&atilde;o da modela&ccedil;&atilde;o do terreno, da utiliza&ccedil;&atilde;o do solo, da arboriza&ccedil;&atilde;o, da drenagem e da rega. </p>     <p> A participa&ccedil;&atilde;o de Ribeiro Telles e de &Aacute;lvaro Ponce Dentinho (1924-2014) nos estudo-base de 1957 [<a name="top41" id="top41"></a><a href="#41">41</a>] &eacute; acompanhada do Professor Caldeira Cabral, constituindo um segundo momento de di&aacute;logo entre aluno e professor, subordinado &agrave; revis&atilde;o de mat&eacute;rias e conceitos lecionados h&aacute; quase uma d&eacute;cada atr&aacute;s e &agrave; sua aplicabilidade &agrave; Lisboa dos finais da d&eacute;cada de 1950. Na envolvente do Bairro de Alvalade, Ribeiro Telles acompanha o Professor no <i>Estudo Base do Campo Grande</i> da autoria do arquiteto Pedro Falc&atilde;o e Cunha, onde o jardim viria a amarrar a poente o corredor verde da Av. Brasil (Neves et al, 2019) e da Av. EUA. </p>     <p> Aludindo &agrave; profus&atilde;o da pr&aacute;tica da arquitetura paisagista em Portugal, Caldeira Cabral enaltecia a meados da d&eacute;cada de 1950 a integra&ccedil;&atilde;o dos seus colegas (ex-alunos) na CML (RAJ e GEU), mas sobretudo em entidades da administra&ccedil;&atilde;o p&uacute;blica de &acirc;mbito nacional, nomeadamente, no Minist&eacute;rio da Economia, na Direc&ccedil;&atilde;o-Geral dos Servi&ccedil;os Agr&iacute;colas, na Junta de Coloniza&ccedil;&atilde;o Interna e no Minist&eacute;rio do Ultramar, salientando assim a abrang&ecirc;ncia e a aplicabilidade das suas compet&ecirc;ncias para al&eacute;m do estrito campo da arquitetura paisagista. Com um olhar sobre o papel que os arquitetos paisagistas poderiam desempenhar, em regime de interdisciplinaridade com outras &aacute;reas, em particular, a arquitetura, e nas C&acirc;maras, lamenta que apenas se encontram integrados na CML, chamando assim a aten&ccedil;&atilde;o dos autarcas nacionais (Cabral, 1993: 52). </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp; </p>     <p><font size="3"><b>3. Os parques infantis no Plano Diretor de Urbaniza&ccedil;&atilde;o de Lisboa de 1958</b></font></p>     <p> No PDUL-1958 a abordagem aos parques infantis ocorre no &acirc;mbito dos &laquo;Espa&ccedil;os Verdes Especiais&raquo;, por serem considerados locais preferenciais de conv&iacute;vio intergeracional e como ferramenta de coes&atilde;o social. Como tal, deveriam inserir-se nas rotinas di&aacute;rias dos grupos et&aacute;rios ent&atilde;o considerados: 1&ordm; Grupo – Pr&eacute;-escolar (dos 3 aos 7 anos); 2&ordm; Grupo – Escolar (dos 7 aos 12-14 anos), 3&ordm; Grupo – Adolescente (14 aos 18 anos) e 4&ordm; Grupo - Idade adulta. Deveriam ser concebidos de modo a responder &agrave;s respetivas necessidades, nomeadamente, contemplar sol&aacute;rios para os rec&eacute;m-nascidos, &aacute;reas de recreio para os pr&eacute;-escolares e locais de estar para os mais idosos (CML, 1958d: 1-2). </p>     <p> Os pressupostos de projeto do PDUL-1958 antecipam em, praticamente, quatro d&eacute;cadas os aspetos de conce&ccedil;&atilde;o, constru&ccedil;&atilde;o e, mesmo da manuten&ccedil;&atilde;o, previstos no Decreto-Lei n.&ordm; 379/97, de 27 de Dezembro, que atrav&eacute;s do respetivo anexo estabeleceu as condi&ccedil;&otilde;es de seguran&ccedil;a a observar na localiza&ccedil;&atilde;o, implanta&ccedil;&atilde;o, conce&ccedil;&atilde;o e organiza&ccedil;&atilde;o funcional dos espa&ccedil;os de jogo e recreio, respetivo equipamento e superf&iacute;cies de impacte [<a name="top42" id="top42"></a><a href="#42">42</a>]. </p>     <p> Segundo o Plano, os espa&ccedil;os para a primeira inf&acirc;ncia (pr&eacute;-escolar) deveriam localizar-se na proximidade da habita&ccedil;&atilde;o, possibilitar a altern&acirc;ncia de sombra e de sol e permitir o acesso por carrinhos de beb&eacute;s [<a name="top43" id="top43"></a><a href="#43">43</a>]. Os espa&ccedil;os para as crian&ccedil;as do pr&eacute;-escolar deveriam promover o contacto com o mundo natural e a apresenta&ccedil;&atilde;o das formas simb&oacute;licas, constituindo, em s&iacute;ntese, uma amostra do mundo exterior. Neste contexto, o &ldquo;Jardim Japon&ecirc;s&rdquo; era apresentado como o modelo ideal, n&atilde;o por constituir uma c&oacute;pia da natureza, mas por resultar num &ldquo;arranjo art&iacute;stico&rdquo; dos seus elementos. Na simplicidade da sua conce&ccedil;&atilde;o residia a expectativa de estimular m&uacute;ltiplas interpreta&ccedil;&otilde;es e a inspira&ccedil;&atilde;o individual. A &aacute;gua, a vegeta&ccedil;&atilde;o e a veda&ccedil;&atilde;o envolvente proporcionariam ambientes de adequado sossego. A composi&ccedil;&atilde;o dos pavimentos com empedrados espec&iacute;ficos para cada espa&ccedil;o permitiria associar-lhe um determinado simbolismo, aumentando assim a imagina&ccedil;&atilde;o das crian&ccedil;as (CML, 1958d: v4.5/3). </p>     <p> Como refer&ecirc;ncia ao &ldquo;Jardim Japon&ecirc;s&rdquo;, o Plano refere o trabalho do arquiteto paisagista dinamarqu&ecirc;s Carl Theodor Marius S&oslash;rensen (1893-1979) [<a name="top44" id="top44"></a><a href="#44">44</a>] que, na conce&ccedil;&atilde;o dos espa&ccedil;os de recreio, procurava a imita&ccedil;&atilde;o da praia, do campo e do bosque. Estes elementos, quando associados harmoniosamente com o monte, o rio, o lago e a ilha, proporcionariam ainda a localiza&ccedil;&atilde;o e o enquadramento adequado aos elementos escult&oacute;ricos (CML, 1958d: v4.5/3). </p>     <p> Espa&ccedil;os desordenados, dispon&iacute;veis para a livre iniciativa e para o est&iacute;mulo da criatividade deveriam nortear a conce&ccedil;&atilde;o dos espa&ccedil;os para as crian&ccedil;as em idade escolar (7 aos 12-14 anos). Restos de constru&ccedil;&otilde;es, de demoli&ccedil;&otilde;es parciais, ru&iacute;nas, aldeias de &iacute;ndios, ranchos de <i>cowboys</i>, trechos de selva intrincada, &ldquo;Jardins Robinson&rdquo;, assim como terreiros, eram apontados como solu&ccedil;&otilde;es enriquecedoras do espa&ccedil;o (CML, 1958d: v4.5/4-5). Face &agrave; natureza dos materiais e das solu&ccedil;&otilde;es construtivas, estes espa&ccedil;os deveriam ser controlados de forma qualificada [<a name="top45" id="top45"></a><a href="#45">45</a>]. </p>     <p> Com vista a responder aos est&iacute;mulos e &agrave;s capacidades das diversas idades [<a name="top46" id="top46"></a><a href="#46">46</a>], o Plano propunha para cada espa&ccedil;o de recreio quatro sec&ccedil;&otilde;es: a superf&iacute;cie ou caixa de areia, a &aacute;rea de equipamentos, a &aacute;rea para jogos de organiza&ccedil;&atilde;o espont&acirc;nea e uma quarta sec&ccedil;&atilde;o que promovesse a aventura [<a name="top47" id="top47"></a><a href="#47">47</a>]. Ou seja, o espa&ccedil;o deveria ser organizado e equipado em fun&ccedil;&atilde;o das capacidades l&uacute;dicas e de apreens&atilde;o das crian&ccedil;as [<a name="top48" id="top48"></a><a href="#48">48</a>]. </p>     <p> A influ&ecirc;ncia da arquitetura paisagista do norte da Europa foi sendo incorporada continuamente em Portugal, n&atilde;o s&oacute; pela forma&ccedil;&atilde;o de Caldeira Cabral na Alemanha, como anteriormente mencionado, mas pela sua participa&ccedil;&atilde;o regular nos congressos da <i>International Federation of Landscape Architects</i> (IFLA). Caldeira Cabral acompanhou a participa&ccedil;&atilde;o de Azevedo Coutinho no 3&ordm; Congresso em Estocolmo (1952) conjuntamente com Edgar Fontes e Fernando Vaz Pinto (1921-2001). Aquando da realiza&ccedil;&atilde;o do 5&ordm; Congresso em Zurique (1956), em data pr&oacute;xima &agrave; conclus&atilde;o do PDUL, Ribeiro Telles acompanhou a participa&ccedil;&atilde;o de Viana Barreto (1924-2012) (Bettencourt da C&acirc;mara, 2015: 79-80). </p>     <p> No relat&oacute;rio da viagem a Estocolmo, Azevedo Coutinho salienta as tem&aacute;ticas relacionadas com os parques infantis, a utiliza&ccedil;&atilde;o da &aacute;rvore nas urbaniza&ccedil;&otilde;es e a aboli&ccedil;&atilde;o do logradouro comum, organizando os registos fotogr&aacute;ficos por temas (Bettencourt da C&acirc;mara, 2015: 86). O relat&oacute;rio de Viana Barreto comporta igualmente um cap&iacute;tulo sobre os parques infantis (Bettencourt da C&acirc;mara, 2015: 90), podendo da&iacute; aferir-se existir uma particular aten&ccedil;&atilde;o sobre a sua conce&ccedil;&atilde;o e o desejo de importar para Portugal o que de melhor se planeava e constru&iacute;a al&eacute;m-fronteiras. </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p> Esta conce&ccedil;&atilde;o, em que o contacto com os elementos naturais, mesmo que simbolicamente, &eacute; estimulada, encontra-se ainda presente no relat&oacute;rio <i>Arboriza&ccedil;&atilde;o do S&iacute;tio de Alvalade</i> (CML, 1949: 133), onde Azevedo Coutinho defende que deveriam ser evitados os alinhamentos e a instala&ccedil;&atilde;o de equipamentos para al&eacute;m do estritamente necess&aacute;rio, deixando assim campo livre &agrave; imagina&ccedil;&atilde;o e &agrave; cria&ccedil;&atilde;o de cen&aacute;rios de brincadeira. Este modo de conceber o parque infantil pelo autor ap&oacute;s a conclus&atilde;o do curso livre em arquitetura paisagista (1948) e antes de se iniciarem as viagens aos congressos da IFLA pode ser interpretado como reflexo do cariz naturalista que regeu a doutrina de Francisco Caldeira Cabral. </p>     <p>&nbsp; </p>     <p><font size="3"><b>4. Conce&ccedil;&atilde;o dos logradouros do lado norte da Av. EUA, em fase de anteprojeto</b></font></p>     <p> <b>4.1.</b> <b>Tro&ccedil;o Av. Aeroporto - Av. Rio de Janeiro</b> </p>     <p> <b>Proposta de Manuel Laginha, Vasconcelos Esteves, Pedro Cid (1956)</b> </p>     <p> Na sequ&ecirc;ncia do projeto para os Blocos de Habita&ccedil;&atilde;o do tro&ccedil;o entre as avenidas do Aeroporto e Rio de Janeiro de 1954 [<a name="top49" id="top49"></a><a href="#49">49</a>], Manuel Laginha, Vasconcelos Esteves e Pedro Cid apresentam dois anos depois a proposta para os espa&ccedil;os livres p&uacute;blicos (CML, 1956a), colando os espa&ccedil;os sob e entre os blocos de habita&ccedil;&atilde;o (<a href="#f5">Figura 5</a>) [<a name="top50" id="top50"></a><a href="#50">50</a>]. </p>     <p>&nbsp;</p> <a name="f5" id="f5"></a><img src="/img/revistas/cct/n40/n40a12f5.jpg"/>     
<p>&nbsp;</p>     <p> Aqui, tal como na proposta de Ruy D&rsquo; Athouguia e Formosinho Sanches para o Bairro das Estacas (1949) [<a name="top51" id="top51"></a><a href="#51">51</a>] a edifica&ccedil;&atilde;o sobre pilotis une os espa&ccedil;os entre e sob os edif&iacute;cios, potenciando a sua frui&ccedil;&atilde;o em continuidade. Manuel Lajinha ao tipificar os espa&ccedil;os exteriores como &laquo;Jardins&raquo;, assume o prop&oacute;sito de enobrecer o espa&ccedil;o de estadia e de recreio comoa proposta de criar um espa&ccedil;o nobre, de estadia e recreio, secundando as inten&ccedil;&otilde;es de mero enquadramento dos blocos. Na mem&oacute;ria descritiva refere-se aos espa&ccedil;os entre blocos como &laquo;interm&eacute;dios&raquo;, refor&ccedil;ando a conce&ccedil;&atilde;o numa l&oacute;gica de &ldquo;um &uacute;nico tabuleiro ajardinado de utiliza&ccedil;&atilde;o comum&rdquo; (CML, 1956a: 1). Ao faz&ecirc;-lo, a funcionalidade dos percursos (de acesso e de atravessamento), a articula&ccedil;&atilde;o das diversas &aacute;reas (em regime de complementaridade) e as manchas de vegeta&ccedil;&atilde;o na sua prote&ccedil;&atilde;o, agregam-se em torno de um objetivo comum, a cria&ccedil;&atilde;o de um jardim multifuncional. </p>     <p> Embora no projeto de Ruy D&rsquo;Athouguia e Formosinho Sanches para o Bairro das Estacas, complementado posteriormente com o projeto de Ribeiro Telles (1953) [<a name="top52" id="top52"></a><a href="#52">52</a>], esteja subjacente a conce&ccedil;&atilde;o dos espa&ccedil;os sob e entre os blocos habitacionais como um s&oacute;, estes s&atilde;o delimitados por passeios paralelos aos blocos que os individualizam. Nesta interven&ccedil;&atilde;o, a continuidade sob os blocos traduz-se essencialmente nas diversas op&ccedil;&otilde;es de circula&ccedil;&atilde;o em forma de malha e na perce&ccedil;&atilde;o dos espa&ccedil;os verdes em continuidade, o que na realidade n&atilde;o ocorre. Na proposta de Manuel Laginha, os espa&ccedil;os s&atilde;o organizados em torno de um percurso estruturante que percorre todo o jardim. Hierarquizado pela extens&atilde;o e perfil transversal e com implanta&ccedil;&atilde;o sensivelmente paralela e protegida face &agrave; avenida, este percurso assume-se como alternativa ao passeio ao mesmo tempo que assegura a conetividade entre as entradas dos edif&iacute;cios e as &aacute;reas de lazer. </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p> Ao explicitar de forma mais vincada a complementaridade de oferta entre os &laquo;espa&ccedil;os interm&eacute;dios&raquo;, relativamente &agrave; proposta de Ruy D&rsquo;Athouguia para o Bairro das Estacas, bem como os conceber no seu conjunto como um equipamento de recreio n&atilde;o s&oacute; do conjunto habitacional mas da c&eacute;lula habitacional onde se insere, este projeto constitui um marco importante no processo de abertura do logradouro &agrave; frui&ccedil;&atilde;o p&uacute;blica, na medida em que recria novamente a aplica&ccedil;&atilde;o do conceito de &laquo;unidade de vizinhan&ccedil;a&raquo; tal como Faria da Costa o fez em torno do equipamento escolar. </p>     <p> Com o objetivo de refor&ccedil;ar a unidade entre os &laquo;espa&ccedil;os interm&eacute;dios&raquo;, bem como de ligar os volumes edificados, Manuel Laginha prop&otilde;e a arboriza&ccedil;&atilde;o do percurso principal com &aacute;rvores de m&eacute;dio e grande porte, refor&ccedil;ando assim a sua perce&ccedil;&atilde;o do percurso &agrave; dist&acirc;ncia. Embora subjugada ao percurso, a planta&ccedil;&atilde;o de &aacute;rvores, tal como a de arbustos, deveria ocorrer de forma irregular no sentido de valorizar ou desvalorizar determinados pontos dos espa&ccedil;os. Para o enquadramento dos espa&ccedil;os de encontro (o que se interpreta igualmente para prote&ccedil;&atilde;o) prop&otilde;e maci&ccedil;os de arbustos e herb&aacute;ceas em contraste com as &aacute;reas de relvado (CML, 1956a: 2-3).</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>4.2. </b> <b> Os parques infantis no anteprojeto dos Ajardinados da Avenida dos Estados Unidos da Am&eacute;rica </b> </p>     <p> <b>Proposta de Ribeiro Telles (1957)</b> </p>     <p> O anteprojeto dos ajardinados [<a name="top53" id="top53"></a><a href="#53">53</a>] da Av. EUA &eacute; elaborado por Ribeiro Telles em 1957 [<a name="top54" id="top54"></a><a href="#54">54</a>], abrangendo todo o lado norte da avenida e o tro&ccedil;o entre a Pra&ccedil;a Mouzinho de Albuquerque e a Av. de Roma do lado sul. &Eacute; concebido temporalmente desfasado dos estudos de ocupa&ccedil;&atilde;o do solo e dos projetos de arquitetura para os conjuntos habitacionais desenvolvidos a partir de 1951 e 1953, respetivamente, como mencionado, mas coincidente com a fase de conclus&atilde;o do PDUL-1958, resultante da revis&atilde;o do Plano De Gr&ouml;er conclu&iacute;do uma d&eacute;cada antes. </p>     <p> Ribeiro Telles ao projetar os ajardinados conhece os resultados dos projetos dos logradouros comuns projetados por Azevedo Coutinho para as C&eacute;lulas 1 e 2 em 1950 em situa&ccedil;&atilde;o de compromisso com algumas &aacute;reas privadas – logradouros privados (para agricultura de complemento) (Neves et al, 2018), bem como dos ajardinados de configura&ccedil;&atilde;o retangular dos conjuntos habitacionais da Av. Dom Rodrigo da Cunha e do Bairro das Estacas projetados por si. </p>     <p> Nos ajardinados da Av. EUA, tal como no Bairro das Estacas, Ribeiro Telles beneficia da implanta&ccedil;&atilde;o dos edif&iacute;cios sobre pilotis, mas com um acr&eacute;scimo de &aacute;rea e de maior afastamento entre os blocos, permitindo-lhe explorar as orienta&ccedil;&otilde;es de Azevedo Coutinho para a conce&ccedil;&atilde;o do &laquo;Jardim Paisag&iacute;stico&raquo; [<a name="top55" id="top55"></a><a href="#55">55</a>] de cariz mais naturalizado, mais informal e com disfrute de vistas em profundidade (CML, 1949: 36) [<a name="top56" id="top56"></a><a href="#56">56</a>]. </p>     <p> Assim, em detrimento do desenho sim&eacute;trico e formal, Ribeiro Telles opta por desenhar espa&ccedil;os distintos para cada ajardinado (Figuras <a href="#f6a">6a a 6c</a>) seguindo assim mais uma vez a matriz ecol&oacute;gica de Caldeira Cabral (Cabral, 1993: 29), sem, no entanto, colocar em causa a sua integra&ccedil;&atilde;o no conjunto habitacional (CML, 1957: 1). Prop&otilde;e para cada conjunto habitacional do lado norte da avenida um parque infantil, geralmente no ajardinado central [<a name="top57" id="top57"></a><a href="#57">57</a>], e no tro&ccedil;o entre as avenidas de Roma e Rio de Janeiro um &laquo;Jardim Robinson&raquo; [<a name="top58" id="top58"></a><a href="#58">58</a>], vocacionado para o grupo escolar (7 aos 12-14 anos), aumentando assim as val&ecirc;ncias e a complementaridade entre os v&aacute;rios espa&ccedil;os, tal como direcionou no &acirc;mbito do PDUL-1958. </p>     <p>&nbsp;</p> <a name="f6a" id="f6a"></a><img src="/img/revistas/cct/n40/n40a12f6a.jpg"/>     
]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p> <a name="f6b" id="f6b"></a><img src="/img/revistas/cct/n40/n40a12f6b.jpg"/>     
<p>&nbsp;</p> <a name="f6c" id="f6c"></a><img src="/img/revistas/cct/n40/n40a12f6c.jpg"/>     
<p>&nbsp;</p>     <p> Por compara&ccedil;&atilde;o com a proposta dos arquitetos Manuel Laginha, Vasconcelos Esteves e Pedro Cid, interpreta-se que Ribeiro Telles segue a bitola da complementaridade entre os espa&ccedil;os, mas n&atilde;o assume de forma expl&iacute;cita a circula&ccedil;&atilde;o (direta) entre estes de forma longitudinal e paralela &agrave; avenida. Enquanto na proposta dos arquitetos o acesso &agrave;s zonas de lazer ocorre a partir do percurso estruturantes, na proposta de Ribeiro Telles o acesso &agrave;s zonas de lazer ocorre a partir de percursos que contornam os ajardinados, geralmente com implanta&ccedil;&atilde;o paralela aos blocos. Refor&ccedil;a esta interpreta&ccedil;&atilde;o o enclausuramento do espa&ccedil;o por maci&ccedil;os arbustivos e pela modela&ccedil;&atilde;o do terreno. </p>     <p> Como aspetos comuns ao desenho dos ajardinados dos tro&ccedil;os a nascente da Av. Roma, ocorre a localiza&ccedil;&atilde;o das &aacute;reas de estadia geralmente em posi&ccedil;&atilde;o recuada e adjacente aos percursos com acesso pelos arruamentos secund&aacute;rios. Interpreta-se desta localiza&ccedil;&atilde;o a inten&ccedil;&atilde;o de obter sombras e a prote&ccedil;&atilde;o dos ventos dominantes (em particular durante a esta&ccedil;&atilde;o estival), assim como promover a inser&ccedil;&atilde;o das &aacute;reas de estadia ou de recreio na l&oacute;gica dos percursos pedonais, ou seja, afetando-as &agrave;s rotinas di&aacute;rias, com ganhos simult&acirc;neos no conforto da sua frui&ccedil;&atilde;o e na seguran&ccedil;a pelo afastamento &agrave; circula&ccedil;&atilde;o autom&oacute;vel. </p>     <p> Na introdu&ccedil;&atilde;o dos elementos d&rsquo;&aacute;gua, interpreta-se, quando em registo mais naturalizado e sob a forma de riachos, a introdu&ccedil;&atilde;o de refer&ecirc;ncias da paisagem natural e, eventualmente, do &laquo;Jardim Japon&ecirc;s&raquo;. Num registo mais formal, recorre ao tanque, recriando um dos tra&ccedil;os dos jardins tradicionais portugueses, onde este, a diversidade das &aacute;rvores e dos arbustos, as vistas e a azulejaria constituem os seus principais tra&ccedil;os de composi&ccedil;&atilde;o (Castel-Branco, 2010: 7). </p>     <p> Nesta fase de anteprojeto, Ribeiro Telles preconiza a utiliza&ccedil;&atilde;o de vegeta&ccedil;&atilde;o dominantemente <i>climace</i> [<a name="top59" id="top59"></a><a href="#59">59</a>], dispondo as &aacute;rvores em maci&ccedil;os no topo norte dos ajardinados como meio de os proteger dos ventos dominantes e em pequenos grupos no interior dos ajardinados, podendo neste caso pertencer a esp&eacute;cies ex&oacute;ticas, a pretexto da sua contempla&ccedil;&atilde;o. Com esta op&ccedil;&atilde;o visa criar altern&acirc;ncia de sombra e luz no ajardinado, propiciando ambi&ecirc;ncias diversificadas em resposta aos diversos grupos da popula&ccedil;&atilde;o. Contorna as zonas de clareira com maci&ccedil;os de herb&aacute;ceas vivazes [<a name="top60" id="top60"></a><a href="#60">60</a>] e de arbustos plantados segundo <i>mixed-border</i> [<a name="top61" id="top61"></a><a href="#61">61</a>] propiciando a defini&ccedil;&atilde;o de um espa&ccedil;o pr&oacute;prio, animado pelas cores das flora&ccedil;&otilde;es das diversas esp&eacute;cies da composi&ccedil;&atilde;o. (CML, 1957a: 1-2). </p>     <p> Verificando-se a disposi&ccedil;&atilde;o da vegeta&ccedil;&atilde;o <i>climace</i>, preferencialmente, no contorno dos ajardinados, afigura-se l&iacute;cito interpretar a inten&ccedil;&atilde;o de, paralelamente ao enquadramento e valoriza&ccedil;&atilde;o dos edif&iacute;cios (sem penalizar as entradas de luz), o prop&oacute;sito de promover a continuidade ecol&oacute;gica e contrabalan&ccedil;ar o artificialismo do meio urbano, valores defendidos por Caldeira Cabral e Ribeiro Telles poucos anos depois em <i>A &Aacute;rvore</i> (Cabral, 1960: 10). </p>     <p> De igual modo, o enriquecimento dos ajardinados com composi&ccedil;&otilde;es de &aacute;rvores e arbustos, dispostos de forma isolada ou no enquadramento de &aacute;reas de estar, de percursos e outros elementos constru&iacute;dos, pode ser interpretado como estrat&eacute;gico para estabelecer planos verticais interm&eacute;dios entre os blocos, proporcionando assim refer&ecirc;ncias espaciais &agrave; escala do pe&atilde;o e o esbatimento da perce&ccedil;&atilde;o do n&uacute;mero de pisos dos blocos. Magalh&atilde;es (2001: 119), referindo-se aos espa&ccedil;os verdes de grandes dimens&otilde;es resultantes da edifica&ccedil;&atilde;o segundo a <i>Carta de Atenas</i> (em que o desenho foi minimizado e o s&iacute;mbolo removido da composi&ccedil;&atilde;o), atribui &ecirc;nfase ao desaparecimento da escala humana como causa da perda das refer&ecirc;ncias formais ou funcionais indispens&aacute;veis &agrave; sua frui&ccedil;&atilde;o. </p>     <p> No <a href="#q1">Quadro 1</a> a seguir apresentado sintetizam-se alguns aspetos da composi&ccedil;&atilde;o que distinguem os &laquo;espa&ccedil;os interm&eacute;dios&raquo; de Manuel Laginha e dos &laquo;ajardinados&raquo; de Ribeiro Telles. </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p> <a name="q1" id="q1"></a><img src="/img/revistas/cct/n40/n40a12q1.jpg"/>     
<p>&nbsp;</p>     <p><font size="3"><b>5. Conce&ccedil;&atilde;o dos logradouros do lado norte da Av. EUA, em fase de projeto</b></font></p>     <p> <b>5.1. Tro&ccedil;o Av. Aeroporto - Av. Rio de Janeiro</b> </p>     <p> <b>Proposta de Ribeiro Telles (1958)</b> </p>     <p> Ribeiro Telles, ao projetar no primeiro semestre de 1958 os ajardinados do lado norte da Av. EUA entre as avenidas do Aeroporto e Rio de Janeiro, mantem-se fiel ao anteprojeto na op&ccedil;&atilde;o de conceber espa&ccedil;os distintos para cada ajardinado e da sua complementaridade. Fruto da escala de projeto explicita agora a circula&ccedil;&atilde;o sob os blocos habitacionais e entre estes e o interior dos ajardinados com tra&ccedil;ados geralmente retil&iacute;neos. </p>     <p> Na organiza&ccedil;&atilde;o dos espa&ccedil;os, o autor tira partido da faixa adjacente ao maior lado do bloco habitacional poente [<a name="top62" id="top62"></a><a href="#62">62</a>] expandindo-a para defini&ccedil;&atilde;o de &aacute;reas de estadia. A &aacute;rea de maior express&atilde;o ocorre no logradouro a nascente da Av. Rio de Janeiro, interpretando-se nesta localiza&ccedil;&atilde;o, para al&eacute;m da preocupa&ccedil;&atilde;o em assegurar maior prote&ccedil;&atilde;o do Sol e do vento, a procura por um ponto dominante, a partir do qual se obteriam vistas em profundidade sobre os ajardinados, assim como sobre a avenida, cuja arboriza&ccedil;&atilde;o e ajardinamento elaborado em 1957, como se observar&aacute; mais &agrave; frente neste artigo. </p>     <p> Com vista a favorecer a perce&ccedil;&atilde;o de profundidade e a fomentar a circula&ccedil;&atilde;o entre os ajardinados, Ribeiro Telles, para al&eacute;m de criar clareiras ao centro, prolonga a vegeta&ccedil;&atilde;o e os percursos entre os pilotis, como ir&aacute; propor igualmente nos ajardinados dos outros conjuntos habitacionais que projeta. Nos dois ajardinados mais a nascente, prev&ecirc; a coloca&ccedil;&atilde;o de bancos junto ao passeio da avenida, o que se interpreta como inten&ccedil;&atilde;o de orientar as vistas para o interior dos ajardinados, onde, em pano de fundo, adensa a vegeta&ccedil;&atilde;o. Este adensamento da vegeta&ccedil;&atilde;o poder&aacute; ser interpretado como resposta &agrave; menor privacidade dos pisos inferiores dos blocos que rematam os ajardinados a norte, que contrariamente aos grandes blocos habitacionais em posi&ccedil;&atilde;o transversal &agrave; avenida n&atilde;o se implantam sobre pilotis (Figuras <a href="#f7a">7a</a> e <a href="#f7b">7b</a>). </p>     <p>&nbsp;</p> <a name="f7a" id="f7a"></a><img src="/img/revistas/cct/n40/n40a12f7a.jpg"/>     
<p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p> <a name="f7b" id="f7b"></a><img src="/img/revistas/cct/n40/n40a12f7b.jpg"/>     
<p>&nbsp;</p>     <p> Nesta fase de projeto, Ribeiro Telles simplifica o desenho e suprime a tipologia de &laquo;Jardim Robinson&raquo;. Em alternativa, localiza &aacute;reas de parque infantil no primeiro e no terceiro ajardinado (de nascente para poente), mantendo assim a estrat&eacute;gia de encurtar as dist&acirc;ncias a partir dos edif&iacute;cios. </p>     <p> Contribuindo o conjunto habitacional de Manuel Laginha, Vasconcelos Esteves e Pedro Cid para a leitura &agrave; &eacute;poca da avenida como o mostru&aacute;rio da mais recente produ&ccedil;&atilde;o arquitet&oacute;nica de Lisboa (Tost&otilde;es, 2002: 47), este vai continuar a s&ecirc;-lo pela incorpora&ccedil;&atilde;o da proposta de Ribeiro Telles, na medida em que, apesar de diferente no desenho e em alguns dos pressupostos que o sustentam (em particular os ecol&oacute;gicos), afigura-se similar na conce&ccedil;&atilde;o enquanto espa&ccedil;o p&uacute;blico e de equipamento do bairro.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>5.2. </b> <b>Tro&ccedil;o Pra&ccedil;a Mouzinho de Albuquerque - Av. Roma</b> </p>     <p> <b>Proposta de Ribeiro Telles (1958)</b> </p>     <p> Em finais de 1958, Ribeiro Telles projeta os ajardinados para o tro&ccedil;o entre a Pra&ccedil;a Mouzinho de Albuquerque e a Av. Roma, propondo desenhos pr&oacute;prios para cada ajardinado, como aconteceu para o tro&ccedil;o anteriormente referido, mantendo assim a regra que definiu no anteprojeto. </p>     <p> O principal aspeto diferenciador deste projeto face ao anterior decorre de, &agrave; data da sua elabora&ccedil;&atilde;o, n&atilde;o estarem previstos edif&iacute;cios para os topos norte dos ajardinados, mas sim placas de estacionamento. Esta circunst&acirc;ncia ter&aacute; levado o autor a propor para os ajardinados poente e central o revestimento dos taludes com maci&ccedil;os arb&oacute;reo-arbustivos entre as plataformas dos ajardinados (com maior proximidade &agrave; avenida) e as placas de estacionamento da RUA Ant&oacute;nio Patr&iacute;cio. Com esta op&ccedil;&atilde;o, Ribeiro Telles para al&eacute;m de atenuar a perce&ccedil;&atilde;o do desn&iacute;vel existente, promove significativamente a presen&ccedil;a de vegeta&ccedil;&atilde;o no interior do conjunto habitacional, sem penalizar as &aacute;reas de recreio e a sua visibilidade de e a partir da avenida. Na disposi&ccedil;&atilde;o da vegeta&ccedil;&atilde;o, observa-se maior formalismo no ajardinado nascente, onde desenha canteiros de contorno retil&iacute;neo, aludindo &agrave; imagem dos canteiros de buxo dos jardins formais portugueses (<a href="#f8">Figura 8</a>). </p>     <p>&nbsp;</p> <a name="f8" id="f8"></a><img src="/img/revistas/cct/n40/n40a12f8.jpg"/>     
]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p> Posteriormente &agrave; elabora&ccedil;&atilde;o do projeto de Ribeiro Telles, o arquiteto Luc&iacute;nio Cruz projeta as garagens e as &aacute;reas comerciais (Costa, 2002: 115) que ir&atilde;o ocupar as zonas mais a norte dos ajardinados, incluindo as zonas de talude, o que ir&aacute; introduzir altera&ccedil;&otilde;es sobre a proposta inicial dos ajardinados, nomeadamente, na express&atilde;o da vegeta&ccedil;&atilde;o entre os blocos.</p>     <p>&nbsp; </p>     <p><b>5.3. </b> <b>Tro&ccedil;o Av. Roma – Av. Rio de Janeiro</b> </p>     <p> <b>Proposta de Manuel Sousa da C&acirc;mara (1959-60)</b> </p>     <p> O projeto dos ajardinados da Av. EUA para o tro&ccedil;o entre as avenidas de Roma e Rio de Janeiro foi elaborado por Sousa da C&acirc;mara (1929-1992) [<a name="top63" id="top63"></a><a href="#63">63</a>] em 1959-60 ap&oacute;s os projetos de Ribeiro Telles anteriormente mencionados e para a faixa verde central da Avenida. </p>     <p> Na elabora&ccedil;&atilde;o deste projeto, o autor colhe a experi&ecirc;ncia de Ribeiro Telles, em particular, do projeto para o tro&ccedil;o a nascente, face &agrave; localiza&ccedil;&atilde;o e &agrave; similitude dos volumes edificados em presen&ccedil;a. Sousa da C&acirc;mara recua as &aacute;reas de estadia relativamente &agrave; avenida, implantando-as preferencialmente do lado nascente do ajardinado (em posi&ccedil;&atilde;o protegida pelo bloco a norte), obtendo igualmente maior prote&ccedil;&atilde;o &agrave;s horas de maior insola&ccedil;&atilde;o. O recuo de todas as &aacute;reas de estadia constitui um aspeto diferenciador da proposta de Ribeiro Telles. Interpreta-se como raz&atilde;o para esta op&ccedil;&atilde;o a an&aacute;lise cuidada das condi&ccedil;&otilde;es de conforto bioclim&aacute;tico entre os blocos, como apresenta no anteprojeto do ajardinamento dos logradouros do conjunto habitacional do Montepio Geral na Av. do Brasil em 1963 (Neves et al., 2019). Os efeitos do aumento do tr&acirc;nsito na avenida, particularmente sentidos neste tro&ccedil;o face &agrave; pendente e ao sentido ascendente, ocorre como uma segunda raz&atilde;o. </p>     <p> Como aspetos em comum com os projetos de Ribeiro Telles, salienta-se a faixa adjacente ao lado nascente dos blocos perpendiculares &agrave; avenida, na continuidade dos pisos t&eacute;rreos (que neste tro&ccedil;o, contrariamente aos restantes, n&atilde;o se encontra completamente vazado) para acesso de viatura de emerg&ecirc;ncia, assim como a localiza&ccedil;&atilde;o do parque infantil no ajardinado central, aspetos que deveriam ser atendidos em resposta ao programa para os conjuntos habitacionais (CML, 1959: 2). </p>     <p> Em rela&ccedil;&atilde;o aos percursos, ambas as propostas apresentam liga&ccedil;&otilde;es entre os blocos habitacionais segundo tra&ccedil;ados retil&iacute;neos e as &aacute;reas mais abertas dos ajardinados, bem como percursos menos diretos de acesso a zonas de estadia informais em plano recuado do ajardinado, pontuadas com bancos de jardim. Da multiplicidade de acessos ao parque infantil, que ocorre em ambas as propostas, interpreta-se as inten&ccedil;&otilde;es de garantir a equidist&acirc;ncia a partir dos blocos, bem como a perce&ccedil;&atilde;o do ajardinado enquanto equipamento da c&eacute;lula e n&atilde;o apenas do conjunto habitacional. Para o efeito, integra nos ajardinados percursos respons&aacute;veis pela continuidade da rede de percursos pedonais prevista por Faria da Costa na aplica&ccedil;&atilde;o do conceito de &laquo;unidade de vizinhan&ccedil;a&raquo; em torno do equipamento escolar. </p>     <p> A observa&ccedil;&atilde;o da disposi&ccedil;&atilde;o dos bancos de jardim (<a href="#f9">Figura 9</a>) permite observar outro aspeto que distingue os dois projetos. Enquanto Ribeiro Telles disp&otilde;e os bancos de jardim segundo linhas, orientando a observa&ccedil;&atilde;o para o lado oposto do ajardinado, Sousa da C&acirc;mara disp&otilde;e os bancos em redor das &aacute;reas de estadia, independentemente do seu maior ou menor formalismo. </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p> <a name="f9" id="f9"></a><img src="/img/revistas/cct/n40/n40a12f9.jpg"/>     
<p>&nbsp;</p>     <p> O adensamento da vegeta&ccedil;&atilde;o junto aos blocos que rematam a norte os ajardinados e a liberta&ccedil;&atilde;o do interior para op&ccedil;&otilde;es de recreio informal s&atilde;o aspetos comuns &agrave;s duas propostas, embora na proposta de Sousa da C&acirc;mara o desenho determine &aacute;reas cont&iacute;nuas com maior express&atilde;o. </p>     <p> &Agrave; semelhan&ccedil;a da an&aacute;lise efetuada no <a href="#q1">Quadro 1</a>, no <a href="#q2">Quadro 2</a> a seguir apresentado sintetizam-se sensivelmente os mesmos itens observados, agora em fase de projeto e entre as propostas de Ribeiro Telles e Sousa da C&acirc;mara. </p>     <p>&nbsp;</p> <a name="q2" id="q2"></a><img src="/img/revistas/cct/n40/n40a12q2.jpg"/>     
<p>&nbsp;</p>     <p><font size="3"><b>6. Arranjo verde da faixa central e dos cruzamentos</b></font></p>     <p> <b>Proposta de Ribeiro Telles (1958)</b> </p>     <p> A defini&ccedil;&atilde;o do cruzamento das avenidas dos EUA e de Roma teve na proposta dos arquitetos Filipe Figueiredo (1913-1990) e Jorge Segurado (1951-52) [<a name="top64" id="top64"></a><a href="#64">64</a>] um dos grandes contributos, sendo desde logo incorporada na Planta de Divis&atilde;o de Lotes dos Terrenos Situados na Av. EUA e no Cruzamento com a Av. Roma de 1951 (<a href="#f2">Figura 2</a>). Contrariando a edifica&ccedil;&atilde;o em cont&iacute;nuo no contorno da pra&ccedil;a [<a name="top65" id="top65"></a><a href="#65">65</a>], a proposta edifica quatro grandes blocos de treze pisos com implanta&ccedil;&atilde;o perpendicular entre si e rodada relativamente ao cruzamento das duas avenidas, constituindo um conjunto de &ldquo;vibrante express&atilde;o formal desenvolvida com um rigoroso profissionalismo&rdquo; (Tost&otilde;es, 1994: 64) que rapidamente se tornou o &ldquo;cora&ccedil;&atilde;o simb&oacute;lico&rdquo; da zona (Fernandes, 1999: 28). </p>     <p> Em 1955 a RAJ, pela m&atilde;o de Ribeiro Telles, desenvolve o projeto de arboriza&ccedil;&atilde;o para a Av. Roma que inclui o cruzamento com a Av. EUA (<a href="#f10">Figura 10</a>) atrav&eacute;s de um rotunda de contorno ovoide enquadrada por quatro ilh&eacute;us direcionais com acesso pelos v&eacute;rtices das avenidas. </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p> <a name="f10" id="f10"></a><img src="/img/revistas/cct/n40/n40a12f10.jpg"/>     
<p>&nbsp;</p>     <p> Ribeiro Telles prev&ecirc; para o cruzamento das avenidas, em detrimento do recurso &agrave; caldeira, a planta&ccedil;&atilde;o das &aacute;rvores sobre a rotunda e os ilheis direcionais por considerar reunir vantagens de ordem vegetativa. Na composi&ccedil;&atilde;o dos ilh&eacute;us direcionais prop&otilde;e a planta&ccedil;&atilde;o de maci&ccedil;os arbustivos do lado interior, protegendo do tr&aacute;fego os passeios prop&iacute;cios &agrave; instala&ccedil;&atilde;o de esplanadas, e expondo as &aacute;reas de relvado para o centro do cruzamento, aumentando assim as condi&ccedil;&otilde;es de visibilidade e de seguran&ccedil;a em torno da rotunda e com ganho na leitura urban&iacute;stica e arquitet&oacute;nica dos blocos habitacionais. </p>     <p> Ribeiro Telles projeta a arboriza&ccedil;&atilde;o da Av. EUA [<a name="top66" id="top66"></a><a href="#66">66</a>] (<a href="#f11">Figura 11</a>) em maio de 1958, ou seja, entre os projetos dos ajardinados dos dois tro&ccedil;os atr&aacute;s mencionados, o que permite interpretar ter perspetivado o papel que a arboriza&ccedil;&atilde;o da faixa central e dos passeios laterais poderia desempenhar na implementa&ccedil;&atilde;o de um corredor verde segundo o conceito de <i>continuum naturale</i> pela coes&atilde;o dos ajardinados por ele projetados. </p>     <p>&nbsp;</p> <a name="f11" id="f11"></a><img src="/img/revistas/cct/n40/n40a12f11.jpg"/>     
<p>&nbsp;</p>     <p> Neste projeto, o autor prop&otilde;e para os passeios laterais da avenida esp&eacute;cies de grande porte e com copa de desenvolvimento colunar, como Ginkos ( <i>Ginkgo biloba</i>), Grev&iacute;leas (<i>Grevillea robusta</i>), Choupos-brancos (<i>Populus alba</i>) e Freixos ( <i>Fraxinus angustifolia</i>), com o objetivo de esbater a perce&ccedil;&atilde;o da altura dos blocos habitacionais. No separador central da avenida, introduz para al&eacute;m das esp&eacute;cies referidas, outras igualmente de porte colunar como a Casuaria (<i>Casuarina tenuissima</i>), o Choupo-negro ( <i>Populus nigra</i>) e o Ulmeiro (<i>Ulmus procera</i>) e algumas esp&eacute;cies de copa arredondada, mas de grande porte, como o Pl&aacute;tano ( <i>Platanus orientalis</i>) e o Lod&atilde;o-bastardo (<i>Celtis autralis</i>) aumentando assim significativamente a perce&ccedil;&atilde;o da mancha de vegeta&ccedil;&atilde;o ao longo do corredor. A inexist&ecirc;ncia de um compasso de planta&ccedil;&atilde;o regular, associado a uma altern&acirc;ncia de esp&eacute;cies n&atilde;o ritmada, mas caracter&iacute;stica na regi&atilde;o, permite interpretar a inten&ccedil;&atilde;o de criar uma mancha de cariz naturalizado. </p>     <p> Em 1959 Ribeiro Telles tem a possibilidade de refor&ccedil;ar a mancha de vegeta&ccedil;&atilde;o ao longo da avenida, ao projetar os ajardinados para o lado sul no tro&ccedil;o entre as ruas Frei Tom&eacute; de Jesus e Diogo Bernardes [<a name="top67" id="top67"></a><a href="#67">67</a>], provavelmente dos &uacute;ltimos projetos que desenvolve para o Bairro enquanto t&eacute;cnico da RAJ. </p>     <p> O somat&oacute;rio dos projetos elaborados por Ribeiro Telles na Av. EUA mencionados neste artigo constitui o exemplo da aplica&ccedil;&atilde;o do conceito de <i>continuum naturale</i> introduzido por Caldeira Cabral no ensino da arquitetura paisagista em Portugal, mais tarde formalizado no <i>Plano Verde de Lisboa</i> (Telles, 1997). </p>     <p>&nbsp; </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="3"><b>Notas conclusivas</b></font></p>     <p> Os ajardinados do lado norte da Av. EUA de per&iacute;metro quadrangular constituem uma heran&ccedil;a tipol&oacute;gica do processo de abertura do logradouro no Bairro de Alvalade, com in&iacute;cio nos &laquo;Logradouros Comuns&raquo; das C&eacute;lulas Habitacionais 1 e 2 (1946) e com sequ&ecirc;ncia nos ajardinados de per&iacute;metro retangular dos conjuntos habitacionais da Av. Dom Rodrigo da Cunha e do Bairro das Estacas (1949). </p>     <p> Neste processo, e no dom&iacute;nio da arquitetura, o contributo das propostas de Manuel Laginha, Vasconcelos Esteves e Pedro Cid para o conjunto habitacional do tro&ccedil;o entre as avenidas do Aeroporto e Rio de Janeiro (1954) e para o jardim (1956), constitu&iacute;ram um passo determinante, por darem sequ&ecirc;ncia &agrave; edifica&ccedil;&atilde;o sobre pilotis de Ruy D&rsquo;Athouguia e Formosinho Sanches no Bairro das Estacas (1949) e por introduzirem, de forma expl&iacute;cita, a circula&ccedil;&atilde;o e a frui&ccedil;&atilde;o numa l&oacute;gica de plataforma &uacute;nica plurifuncional. </p>     <p> Em paralelo, o acompanhamento deste processo pela primeira gera&ccedil;&atilde;o de arquitetos paisagistas sob a al&ccedil;ada do Professor Caldeira Cabral, de forma mais efetiva aquando da sua integra&ccedil;&atilde;o no Gabinete de Estudos de Urbaniza&ccedil;&atilde;o (GEU) (1956-1959), permitiu introduzir na conce&ccedil;&atilde;o dos espa&ccedil;os ajardinados e arborizados do Bairro os c&acirc;nones da sua doutrina, a arte, a interdisciplinaridade t&eacute;cnica e art&iacute;stica (em particular com a arquitetura) e a ecologia. </p>     <p> Para o desenho de Ribeiro Telles ter&aacute; contribu&iacute;do a experimenta&ccedil;&atilde;o de solu&ccedil;&otilde;es de desenho e de composi&ccedil;&atilde;o de esp&eacute;cies nos projetos para a Av. Dom Rodrigo da Cunha e para o Bairro das Estacas (1953) e a sua integra&ccedil;&atilde;o no GEU, constituindo este um momento estimulante da rela&ccedil;&atilde;o interdisciplinar entre arquitetos e arquitetos paisagistas, at&eacute; ent&atilde;o condicionada pelo desfasamento temporal entre os projetos de arquitetura desenvolvidos e acompanhados pela DSUO e os projetos de arboriza&ccedil;&atilde;o e ajardinamento elaboradas na DST-E. </p>     <p> No contexto dos anteprojetos dos Planos de Urbaniza&ccedil;&atilde;o elaborados no GEU, Ribeiro Telles observa a fun&ccedil;&atilde;o dos ajardinados enquanto equipamento dos conjuntos habitacionais, incorporando nos ajardinados da Av. EUA os parques infantis com aspetos inovadores &agrave; &eacute;poca (contemplados no PDUL-1958) e que antecipam em quase quatro d&eacute;cadas muitos dos aspetos do decreto-lei n&ordm; 379/97 de 27 de setembro, o primeiro diploma legal sobre Espa&ccedil;os de Jogo e Recreio publicado em Portugal. </p>     <p> A elabora&ccedil;&atilde;o, praticamente em simult&acirc;neo, dos projetos para os ajardinados (1957-1959), e para a faixa central e para os cruzamentos (1958), permitiu a Ribeiro Telles conceber o ajardinamento e a arboriza&ccedil;&atilde;o da avenida como um projeto &uacute;nico, seguindo uma l&oacute;gica de incorpora&ccedil;&atilde;o de vegeta&ccedil;&atilde;o subjacente &agrave; aplica&ccedil;&atilde;o do conceito de <i>continuum naturale</i>, adaptada &agrave;s circunst&acirc;ncias, &agrave;s condicionantes e aos desafios colocados pelos projetos de arquitetura e dos arruamentos. </p>     <p> A an&aacute;lise sistem&aacute;tica dos projetos dos ajardinados de Ribeiro Telles para a Av. EUA entre os que elaborou para o Bairro colocam-nos num segundo momento autoral do autor, quando comparados com os projetos para o interior das c&eacute;lulas habitacionais. O recurso a formas regulares na pavimenta&ccedil;&atilde;o e a composi&ccedil;&atilde;o da vegeta&ccedil;&atilde;o em posi&ccedil;&otilde;es relativamente sim&eacute;tricas que se verificam, por exemplo, nas C&eacute;lulas Habitacionais 6 e 7, d&atilde;o lugar a formas menos regulares, por vezes de contorno org&acirc;nico, em que a disposi&ccedil;&atilde;o da vegeta&ccedil;&atilde;o associada &agrave; modela&ccedil;&atilde;o do terreno relembram a paisagem natural. </p>     <p> Ao situarmos a conce&ccedil;&atilde;o dos ajardinados da Av. dos EUA entre os Planos Diretores de Urbaniza&ccedil;&atilde;o de Lisboa (1948 -1958), reconhecem-se contributos decisivos de ambos, dos estudos que lhe deram suporte, assim como das fases de planeamento interm&eacute;dias de ajuste e de incorpora&ccedil;&atilde;o do conhecimento arquitet&oacute;nico, reflexo dos novos modos de vida em sociedade e das perspetivas atualizadas de crescimento da cidade. Assim, na g&eacute;nese do processo de abertura do logradouro, identifica-se como decisiva a an&aacute;lise da cidade que informou o Plano De Gr&ouml;er (que serviu igualmente de base ao <i>Plano de Urbaniza&ccedil;&atilde;o da Zona a Sul da Avenida Alferes Malheiro</i>). Para a conce&ccedil;&atilde;o final dos ajardinados, em particular, no que concerne &agrave; conce&ccedil;&atilde;o dos parques infantis, ter&atilde;o contribu&iacute;do os estudos do PDUL-1958. </p>     <p>&nbsp; </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="3"><b>Refer&ecirc;ncias bibliogr&aacute;ficas</b></font> </p>     <!-- ref --><p> Anderson, S-I., H&oslash;yer, S. (2001) <i>C. Th. </i> <i>Soerensen: landscape modernist</i>. Pasteursvej Danish Architectural Press. ISBN 8774072234.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1700975&pid=S2182-3030202000010001200001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <p> Alc&acirc;ntara, A. (2013) &ldquo;Uma Geografia da Lisboa Oper&aacute;ria em 1890&rdquo;, <i> I Congresso de Hist&oacute;ria do Movimento Oper&aacute;rio e dos Movimentos Sociais em Portugal </i> , Lisboa, Mar&ccedil;o 2013. </p>     <p> Bento D&rsquo; Almeida, P. (2013) Bairro(s) do Restelo. Panorama Urban&iacute;stico e Arquitect&oacute;nico, tese de Doutoramento em Hist&oacute;ria da Arte Contempor&acirc;nea sob a orienta&ccedil;&atilde;o da Professora Doutora Margarida Accialiaiuoli e do Professor Doutor Michel Toussaint Alves Pereira, Volume 1. Faculdade de Ci&ecirc;ncias Sociais e Humanas, Universidade Nova de Lisboa. </p>     <!-- ref --><p> Bettencourt da C&acirc;mara, M. T. P. M. C. M. (2015) Contributos da Arquitectura Paisagista para o Espa&ccedil;o P&uacute;blico de Lisboa (1940-1970), tese de Doutoramento em Arquitectura Paisagista e Ecologia Urbana sob a orienta&ccedil;&atilde;o da Professora Auxiliar Teresa Dulce Portela Marques. Departamento de Geoci&ecirc;ncias, Ambiente e Ordenamento do Territ&oacute;rio. Faculdade de Ci&ecirc;ncias da Universidade do Porto.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1700979&pid=S2182-3030202000010001200004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <p> Brito, V., Camarinhas, C. (2007) &ldquo;Elementos para o Estudo do Plano de Urbaniza&ccedil;&atilde;o da Cidade de Lisboa (1938)&rdquo;, <i>Caderno do Arquivo Municipal</i>, 1&ordf; S&eacute;rie, n.&ordm; 9, p.165-190. CML. Lisboa. </p>     <!-- ref --><p> Cabral, F. C., Telles, G. R. (1960) <i>A &Aacute;rvore em Portugal</i>. Minist&eacute;rio das Obras P&uacute;blicas. Direc&ccedil;&atilde;o-Geral dos Servi&ccedil;os de Urbaniza&ccedil;&atilde;o. Centro de Estudos de Urbanismo, em colabora&ccedil;&atilde;o com o Centro de Estudos de Arquitectura Paisagista do Instituto Superior de Agronomia, Lisboa.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1700982&pid=S2182-3030202000010001200006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p> Cabral, F. C. (1993) <i>Fundamentos da Arquitectura Paisagista</i>. Instituto da Conserva&ccedil;&atilde;o da Natureza. Lisboa, ISBN: 972-8083-12-2.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1700984&pid=S2182-3030202000010001200007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <p> Castel-Branco, C. (2010) &ldquo;O Jardim Portugu&ecirc;s e a Hist&oacute;ria da &Aacute;gua nos Jardins&rdquo;, in <i>A &Aacute;gua nos Jardins Portugueses</i>. Scribe. ISBN: 978-989-8410-08-5. </p>     <p> Costa, F. P. (1948) <i>Revista &ldquo;Arquitectura: Revista de Arte e Constru&ccedil;&atilde;o&rdquo;</i>, n.&ordm; 20 (fevereiro de 1948) a n.&ordm; 31 (junho/julho de 1949), Lisboa, 1948-1949. </p>     <!-- ref --><p> Costa, J. P. (2002) <i>Bairro de Alvalade. Um Paradigma no Urbanismo Portugu&ecirc;s</i>. Livros Horizonte. Faculdade de Arquitectura. ISBN: 972-24-1198-5.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1700988&pid=S2182-3030202000010001200010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <p> Fernandes, J. F. (1997) &ldquo;As Avenidas de Lisboa&rdquo;, in <i>Lisboa em Obras</i>. Cole&ccedil;&atilde;o &laquo;Cidade de Lisboa&raquo; 30, pp.21-33. </p>     <p> Lamas, J. M. R. G. (1993) &ldquo;A Urban&iacute;stica Formal Portuguesa e o Areeiro&rdquo; in <i>Morfologia Urbana da Cidade</i>, pp. 281-292. Textos Universit&aacute;rios de Ci&ecirc;ncias Sociais e Humanas, Funda&ccedil;&atilde;o Calouste Gulbenkian. Junta Nacional de Investiga&ccedil;&atilde;o Cient&iacute;fica e Tecnol&oacute;gica. </p>     <!-- ref --><p> Magalh&atilde;es, M. R. (2001) <i>A Arquitectura Paisagista. morfologia e complexidade</i>. Editorial Estampa, SA, ISBN: 972-33-1686-2.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1700992&pid=S2182-3030202000010001200013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p> Marques de Almeida, S. C. V. C. (2009) O Pa&iacute;s a R&eacute;gua e Esquadro. Urbanismo, Arquitectura e Mem&oacute;ria na Obra P&uacute;blica de Duarte Pacheco. Disserta&ccedil;&atilde;o para obten&ccedil;&atilde;o do grau de Doutor em Hist&oacute;ria, na especialidade de Arte, Patrim&oacute;nio e Restauro, com orienta&ccedil;&atilde;o da Professora Arquitecta Ana Cristina dos Santos Tost&otilde;es e coorienta&ccedil;&atilde;o da Professora Doutora Maria Jo&atilde;o Baptista Neto. Universidade de Lisboa. Faculdade de Letras,    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1700994&pid=S2182-3030202000010001200014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> 2009. </p>     <p> Neves, J. R., Pinto, P. T. (2018) &ldquo;Dial&eacute;cticas Projectuais. Os contributos do Bairro de Alvalade para a Estrutura Verde da Cidade de Lisboa&rdquo;, <i>Cidades, Comunidades e Territ&oacute;rios</i>, n.&ordm; 36 (Jun/2018), pp.19-41. </p>     <p> Neves, J. R., Pinto, P. T. (2019) &ldquo;Logradouros do Montepio Geral. Heran&ccedil;as e Contextos na Avenida Alferes Malheiro e na Estrutura Verde do Bairro de Alvalade (1940-1970)&rdquo;, <i>Cidades, Comunidades e Territ&oacute;rios</i>, n.&ordm; 38 (Jun/2019), pp.117-151. </p>     <!-- ref --><p> Rep&uacute;blica Portuguesa (1921) Censo da Popula&ccedil;&atilde;o de Portugal 1920 (6&ordm; Recenciamento Geral da Popula&ccedil;&atilde;o). Resultados Provis&oacute;rios relativos &agrave;s Cidades de Lisboa e Porto. Minist&eacute;rio das Finan&ccedil;as. Direc&ccedil;&atilde;o Geral de Estat&iacute;stica. Lisboa, Imprensa Nacional.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1700998&pid=S2182-3030202000010001200017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p> Rep&uacute;blica Portuguesa (1933) Censo da Popula&ccedil;&atilde;o de Portugal. Dezembro de 1930 (7&ordm; Recenciamento Geral da Popula&ccedil;&atilde;o). Fam&iacute;lias, popula&ccedil;&atilde;o de resid&ecirc;ncia habitual e popula&ccedil;&atilde;o de facto, distinguindo sexo, nacionalidade, naturalidade, estado civil e instru&ccedil;&atilde;o. Direc&ccedil;&atilde;o Geral de Estat&iacute;stica. Lisboa, Imprensa Nacional.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1701000&pid=S2182-3030202000010001200018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p> Rep&uacute;blica Portuguesa (1945) VIII Recenciamento Geral da Popula&ccedil;&atilde;o do Continente e Ilhas Adjacentes em 12 de Dezembro de 1940. Volume I – Portugal (Continente e Ilhas Adjacentes). 1&ordf; Parte – Quadros, Quadro 1. Instituto Nacional de Estat&iacute;stica (INE). Imprensa Nacional de Lisboa.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1701002&pid=S2182-3030202000010001200019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p> Rodrigues, T., Ferreira, O. A. V. (1991) &ldquo;As Cidades de Lisboa e Porto na viragem do S&eacute;culo XIX – Caracter&iacute;sticas da sua evolu&ccedil;&atilde;o demogr&aacute;fica: 1864-1930&rdquo; pp. 297-324, <i>Congresso &laquo;O Porto de fim do s&eacute;culo (1880-1910)&raquo;</i>. Ateneu Comercial no Porto, 31 de Janeiro a 6 de Fevereiro de 1991. </p>     <p> Rodrigues, T. (1995) &ldquo;A Popula&ccedil;&atilde;o Portuguesa nos S&eacute;culos XIX e XX. O acentuar das assimetrias de crescimento regional&rdquo;, <i>Revista Popula&ccedil;&atilde;o e Sociedade</i>, pp.57-72. Centro de Estudos da Popula&ccedil;&atilde;o Economia e Sociedade. </p>     <!-- ref --><p> Silva, Ana R. P. (2012) Limen – a soleira: estudo do espa&ccedil;o de transi&ccedil;&atilde;o interior/exterior da habita&ccedil;&atilde;o rela&ccedil;&otilde;es sociais e identidade, Disserta&ccedil;&atilde;o para obten&ccedil;&atilde;o do Grau de Mestre em Arquitectura sob orienta&ccedil;&atilde;o do Professor Doutor Jo&atilde;o Paulo Martins. Universidade T&eacute;cnica de Lisboa, Faculdade de Arquitectura.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1701006&pid=S2182-3030202000010001200022&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <p> Silva, C. N. (1986) &ldquo;A &laquo;Urban&iacute;stica&raquo; do Estado Novo (1926-1959): Nem Nacional Nem Fascista&rdquo;, <i> Atas do Col&oacute;quio sobre o Estado Novo: das origens ao fim da Autarquia: 1926-1959 </i> , pp.377-383. </p>     <!-- ref --><p> Telles, G. R. (Coordena&ccedil;&atilde;o) (1997 <i> ) Plano Verde de Lisboa. Componente do Plano Director Municipal de Lisboa </i> . Edi&ccedil;&otilde;es Colibri, Lisboa. ISBN: 972-8288-743.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1701009&pid=S2182-3030202000010001200024&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <p> Tost&otilde;es, A. (1994) &ldquo;Lisboa: arquitectura nos Anos 50&rdquo;, in <i>Lisboa</i> (compila&ccedil;&atilde;o de Jo&atilde;o Pedro Martins. It&aacute;lia: Rassegna, pp.63-71. </p>     <p> Tost&otilde;es, A. (2002) &ldquo;Alvalade, uma experi&ecirc;ncia pioneira de habita&ccedil;&atilde;o colectiva: quando a habita&ccedil;&atilde;o &eacute; capaz de fazer cidade&rdquo;, <i>J-A. Jornal arquitectos</i>, n.&ordm; 204 Jan-Fev. pp.42-47. </p>     <p> Arquivo Municipal de Lisboa | n&uacute;cleo Arco do Cego </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p> C&acirc;mara Municipal de Lisboa - CML (1938). Elementos para o Estudo do Plano de Urbaniza&ccedil;&atilde;o da Cidade de Lisboa. D.S.U.O. Lisboa,    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1701014&pid=S2182-3030202000010001200027&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> 1938. </p>     <!-- ref --><p> C&acirc;mara Municipal de Lisboa - CML (1948a). Plano Director de Lisboa. I&ordf; Parte – Nota Introdut&oacute;ria. Lisboa.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1701016&pid=S2182-3030202000010001200028&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p> C&acirc;mara Municipal de Lisboa - CML (1948b). Plano Director de Lisboa. I&ordf; Parte – An&aacute;lise do Estado Actual. Ponto B – Espa&ccedil;os Livres. Lisboa.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1701018&pid=S2182-3030202000010001200029&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p> C&acirc;mara Municipal de Lisboa - CML (1948c). Plano Director de Lisboa. II&ordf; Parte - Previs&otilde;es do Plano Director, Volume 1, B – Zonamento. Lisboa.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1701020&pid=S2182-3030202000010001200030&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <p> C&acirc;mara Municipal de Lisboa - CML (1948d). Plano Director de Lisboa. II&ordf; Parte - Previs&otilde;es do Plano Director, Volume I, C – Melhoramentos das Circula&ccedil;&otilde;es, II – R&ecirc;de Rodovi&aacute;ria. </p>     <!-- ref --><p> C&acirc;mara Municipal de Lisboa - CML (1948e). Plano Director de Lisboa. II&ordf; Parte - Previs&otilde;es do Plano Director, Volume II, E – Saneamento, 5 – Princ&iacute;pios de Edifica&ccedil;&atilde;o. Lisboa.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1701023&pid=S2182-3030202000010001200032&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <p> C&acirc;mara Municipal de Lisboa - CML (1949) Relat&oacute;rio &ldquo;A Arboriza&ccedil;&atilde;o do S&iacute;tio de Alvalade&rdquo;. Dire&ccedil;&atilde;o dos Servi&ccedil;os de Urbaniza&ccedil;&atilde;o e Obras (DSUO). </p>     <!-- ref --><p> C&acirc;mara Municipal de Lisboa - CML (1956a). Blocos de Habita&ccedil;&atilde;o para a Avenida dos Estados Unidos da Am&eacute;rica (Tro&ccedil;o da Av. do Aeroporto – Av. do Rio de Janeiro). Estudos dos Espa&ccedil;os P&uacute;blicos. Arquitetos Manuel Laginha, Vasconcelos Esteves e Pedro Cid,    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1701026&pid=S2182-3030202000010001200034&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> 1956. </p>     <!-- ref --><p> C&acirc;mara Municipal de Lisboa - CML (1956b). Arranjo do Campo Grande. Estudo-Base. Gabinete de Estudos de Urbaniza&ccedil;&atilde;o,    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1701028&pid=S2182-3030202000010001200035&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> 1956. </p>     <!-- ref --><p> C&acirc;mara Municipal de Lisboa - CML (1957a). Ajardinados da Avenida dos Estados Unidos da Am&eacute;rica. Ante Projeto. Mem&oacute;ria Descritiva.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1701030&pid=S2182-3030202000010001200036&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p> C&acirc;mara Municipal de Lisboa - CML (1957b.) Urbaniza&ccedil;&atilde;o Pra&ccedil;a de Espanha, da Art&eacute;ria em Prolongamento da Avenida Ant&oacute;nio Augusto de Aguiar, da Palhav&atilde; e de Sete Rios. Estudo-Base. Gabinete de Estudos de Urbaniza&ccedil;&atilde;o.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1701032&pid=S2182-3030202000010001200037&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> Fevereiro de 1957. </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p> C&acirc;mara Municipal de Lisboa - CML (1957c.) Urbaniza&ccedil;&atilde;o do Vale Escuro. Estudo-Base. Gabinete de Estudos de Urbaniza&ccedil;&atilde;o.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1701034&pid=S2182-3030202000010001200038&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> Novembro de 1957, </p>     <!-- ref --><p> C&acirc;mara Municipal de Lisboa - CML (1957d.) Urbaniza&ccedil;&atilde;o de S. Mamede, Merc&ecirc;s, Bairro Alto e Santa Catarina. Estudo-Base. Gabinete de Estudos de Urbaniza&ccedil;&atilde;o.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1701036&pid=S2182-3030202000010001200039&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> Dezembro de 1957. </p>     <!-- ref --><p> C&acirc;mara Municipal de Lisboa - CML (1959). DST-E. 3&ordf; Reparti&ccedil;&atilde;o. Avenidas dos EUA. Ajardinados, no Tro&ccedil;o entre a Av. de Roma e a Avenida dos EUA. Mem&oacute;ria Descritiva.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1701038&pid=S2182-3030202000010001200040&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <p> Arquivo do Minist&eacute;rio de Economia. </p>     <p> C&acirc;mara Municipal de Lisboa - CML (1945). <i>Plano de Urbaniza&ccedil;&atilde;o da Zona a Sul da Avenida Alferes Malheiro</i>. Vol. I. I – Mem&oacute;ria Descritiva. D.S.U.O. Lisboa, 1945. </p> <br clear="all"/>     <p> Gabinete de Estudos Olissiponenses </p>     <p> C&acirc;mara Municipal de Lisboa - CML (1958a) Plano Director de Urbaniza&ccedil;&atilde;o de Lisboa. Volume 1 – Lista dos T&eacute;cnicos. </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p> C&acirc;mara Municipal de Lisboa - CML (1958b) Plano Director de Urbaniza&ccedil;&atilde;o de Lisboa. Volume 5.3. Ponto 4.1 – Plano De Gr&ouml;er. </p>     <p> C&acirc;mara Municipal de Lisboa - CML (1958c) Plano Director de Urbaniza&ccedil;&atilde;o de Lisboa. Volume 5.3. Ponto 4.4 – Zonamento da Cidade. </p>     <p> C&acirc;mara Municipal de Lisboa - CML (1958d) Plano Director de Urbaniza&ccedil;&atilde;o de Lisboa. Volume 5.3. Ponto 4.5 – Equipamentos Espa&ccedil;os Verdes Especiais. </p>     <p> <b>Legisla&ccedil;&atilde;o</b> </p>     <p> Decreto n.&ordm; 15:289, de 30 de mar&ccedil;o 1928. Di&aacute;rio do Gov&ecirc;rno, S&eacute;rie I, N.&ordm; 74/1928 </p>     <p> Decreto-Lei n.&ordm; 24.802, de 21 de dezembro de 1934. Di&aacute;rio do Gov&ecirc;rno, I S&eacute;rie, N.&ordm; 299. </p>     <p> Decreto-Lei n.&ordm; 36:212, de 7 de abril de 1947. Di&aacute;rio do Governo, I S&eacute;rie, N.&ordm; 78. </p>     <p> Decreto-Lei n.&ordm; 379/97, de 27 de dezembro. Di&aacute;rio da Rep&uacute;blica, 1&ordf; S&eacute;rie, N.&ordm; 298. </p>     <p> Decreto-Lei n.&ordm; 119/2009, de 19 de maio. Di&aacute;rio da Rep&uacute;blica, 1&ordf; S&eacute;rie, N.&ordm; 96. </p>     <p> Decreto-Lei n.&ordm; 203/2015, de 17 de setembro. Di&aacute;rio da Rep&uacute;blica, 1&ordf; S&eacute;rie, N.&ordm; 182. </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p> <b>S&iacute;tios consultados</b> </p>     <p> Algarve Informativo | arquiteto Manuel Laginha, dispon&iacute;vel em: <a         href="https://algarveinformativo.blogs.sapo.pt/loule-relembra-arquiteto-manuel-laginha-156747" target="_blank"     > https://algarveinformativo.blogs.sapo.pt/loule-relembra-arquiteto-manuel-laginha-156747</a> </p>     <p> C&acirc;mara Municipal de Lisboa | Arquivo Municipal (AML), dispon&iacute;vel em: <a         href="http://arquivomunicipal2.cm-lisboa.pt/sala/online/ui/searchbasic.aspx?filter=AH;AI;AC;AF" target="_blank"     > http://arquivomunicipal2.cm-lisboa.pt/sala/online/ui/searchbasic.aspx?filter=AH;AI;AC;AF </a> </p>     <p> C&acirc;mara Municipal de Lisboa | Elementos para o Estudo do Plano de Urbaniza&ccedil;&atilde;o da Cidade de Lisboa (1938), dispon&iacute;vel em: <a href="http://arquivomunicipal.cm-lisboa.pt/fotos/editor2/97.pdf" target="_blank"> http://arquivomunicipal.cm-lisboa.pt/fotos/editor2/97.pdf</a> </p>     <p> C&acirc;mara Municipal de Lisboa | Evolu&ccedil;&atilde;o do Planeamento Urbano de Lisboa, dispon&iacute;vel em: <a         href="https://www.lisboa.pt/cidade/urbanismo/planeamento-urbano/evolucao" target="_blank"     > https://www.lisboa.pt/cidade/urbanismo/planeamento-urbano/evolucao</a> </p>     <p> C&acirc;mara Municipal de Lisboa | Corredores Verdes, dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.cm-lisboa.pt/viver/ambiente/corredores-verdes" target="_blank"> http://www.cm-lisboa.pt/viver/ambiente/corredores-verdes</a> </p>     <p> C&acirc;mara Municipal de Lisboa | Gabinete de Estudos Olissiponenses, dispon&iacute;vel em: <a href="http://geo.cm-lisboa.pt/" target="_blank">http://geo.cm-lisboa.pt</a></p>     <p> C&acirc;mara Municipal de Lisboa | Lisboa interativa, dispon&iacute;vel em: <a href="http://lxi.cm-lisboa.pt/" target="_blank">http://lxi.cm-lisboa.pt/</a></p>     <p> C&acirc;mara Municipal de Lisboa | Topon&iacute;mia, dispon&iacute;vel em linha em: <a href="http://www.cm-lisboa.pt/toponimia/" target="_blank"> http://www.cm-lisboa.pt/toponimia/</a></p>     <p> Funda&ccedil;&atilde;o Calouste Gulbenkian | Museu | Pedro Cid, dispon&iacute;vel em: <a         href="https://gulbenkian.pt/museu/colecao-do-fundador/o-edificio/pedro-cid" target="_blank"     > https://gulbenkian.pt/museu/colecao-do-fundador/o-edificio/pedro-cid</a></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p> Instituto da Habita&ccedil;&atilde;o e da Reabilita&ccedil;&atilde;o Urbana – IHRU, dispon&iacute;vel em linha em: <a href="http://www.ihru.pt/" target="_blank">http://www.ihru.pt/</a></p>     <p> Ordem dos Arquitetos | Jo&atilde;o de Barros e Vasconcelos Esteves, dispon&iacute;vel em: <a href="http://arquitectos.pt/?no=2020495283,154" target="_blank"> http://arquitectos.pt/?no=2020495283,154</a></p>     <p> RCAAP Reposit&oacute;rios Cient&iacute;ficos de Acesso Aberto de Portugal, dispon&iacute;vel em: <a href="https://www.rcaap.pt/" target="_blank">https://www.rcaap.pt/</a></p>     <p> Portal do Jardim | Prof. Francisco Caldeira Cabral, dispon&iacute;vel em:<font size="2" face="Verdana, Geneva, sans-serif"> <a     href="http://proffranciscocaldeiracabral.portaldojardim.com/biografia/a-formacao-de-arquitecto-paisagista-a-escolha-de-berlim/" target="_blank" > http://proffranciscocaldeiracabral.portaldojardim.com/biografia/a-formacao-de-arquitecto-paisagista-a-escolha-de-berlim/</a></font></p> </font>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Geneva, sans-serif">Received: 18-09-2019; Accepted: 12-06-2020.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Geneva, sans-serif">NOTES</font></p> <font size="2" face="Verdana, Geneva, sans-serif">     <p><a name="3" id="3"></a>[<a href="#top3">3</a>] Popula&ccedil;&atilde;o de Lisboa: 1911 – 435.359 hab.; 1920 – 489.667 hab. (Rep&uacute;blica Portuguesa, 1921: 7); 1930 – 594.390 hab. (Rep&uacute;blica Portuguesa, 1933: 122). </p>     <p><a name="4" id="4"></a>[<a href="#top4">4</a>] Planta da Cidade de Lisb&ocirc;a. Planta N.&ordm; 5 – Localisa&ccedil;&atilde;o das Habita&ccedil;&otilde;es Clandestinas, 1953, (CML, 1938). </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><a name="5" id="5"></a>[<a href="#top5">5</a>] Estabelecia &ldquo;um regime de renda fixa e um subs&iacute;dio de renda para o senhorio, vari&aacute;vel, destinado a compens&aacute;-lo das perdas resultantes do facto de ter que praticar uma renda inferior &agrave; justa remunera&ccedil;&atilde;o dos capitais investidos&rdquo; (IRHU, 2015: 3). </p>     <p><a name="6" id="6"></a>[<a href="#top6">6</a>] Confirmada no recenseamento de 1940 a exist&ecirc;ncia de 694.389 hab. (Rep&uacute;blica Portuguesa, 1945). </p>     <p><a name="7" id="7"></a>[<a href="#top7">7</a>] Para al&eacute;m deste per&iacute;odo Duarte Pacheco ocupou a pasta de Ministro das Obras P&uacute;blicas e Comunica&ccedil;&otilde;es entre 1932 e 1936. </p>     <p><a name="8" id="8"></a>[<a href="#top8">8</a>] Alvito (1937), Quinta do Jacinto (1937), Alvalade (1938), Bel&eacute;m (1939), Caram&atilde;o da Ajuda (1938), Quinta das Furnas (1938), Quinta da Cal&ccedil;ada (1939), Alto da Serafina (1940), Encarna&ccedil;&atilde;o (1940), Madre Deus (1942), Campolide (1943), entre outros (Costa, 2002: 17). Plano de Urbaniza&ccedil;&atilde;o da Encosta da Ajuda – 1&ordf; Fase, 1938 (Bento d&rsquo; Almeida, 2013: 27) </p>     <p><a name="9" id="9"></a>[<a href="#top9">9</a>] CML. DSUO. GEU. Plano Diretor, Distribui&ccedil;&atilde;o na Cidade segundo a Previs&atilde;o do Arquitecto E. De Gr&ouml;er feita em 1948, Mar&ccedil;o de 1954, ref. PT/AMLSB/CMLSB/UROB-PU/11/411, p.1. </p>     <p><a name="10" id="10"></a>[<a href="#top10">10</a>] De Gr&ouml;er definida &ldquo;Zonamento&rdquo; como a divis&atilde;o da &aacute;rea abrangida por um plano de urbanismo por zonas de diferente regulamenta&ccedil;&atilde;o, em que esta determinava a afeta&ccedil;&atilde;o dos terrenos de uma zona a uma mesma atividade (ind&uacute;stria, com&eacute;rcio, habita&ccedil;&atilde;o, etc.) e a taxa da sua utiliza&ccedil;&atilde;o (CML, 1948c: 7) </p>     <p><a name="11" id="11"></a>[<a href="#top11">11</a>] Apesar de conclu&iacute;do por De Gr&ouml;er em 1948, nunca chegou a ser aprovado pelo Governo (Silva, 1986: 379). </p>     <p><a name="12" id="12"></a>[<a href="#top12">12</a>] Primeira Circular (mais interior) entre a Av. 24 de Julho 1833 e St&ordf;. Apol&oacute;nia, integrando a Av. Infante Santo, o L. do Rato, as ruas Alexandre Herculano, Joaquim Bonif&aacute;cio e Jacinta Marto, Forno do Tijolo e Rua dos Sapadores; Segunda Circular entre Alc&acirc;ntara e Xabregas, integrando a Av. Calouste Gulbenkian, Av. Berna, Av. Jo&atilde;o XXI, com passagem na Rotunda do Areeiro e entre o Alto de S&atilde;o Jo&atilde;o e o Bairro Madre de Deus; Terceira Circular entre a Pra&ccedil;a General Humberto Delgado (Pra&ccedil;a de Sete Rios at&eacute; 1979) e o Po&ccedil;o do Bispo, integrando a Av. 28 de Maio (Av. das For&ccedil;as Armadas ap&oacute;s 1974) e a Av. EUA at&eacute; &agrave; Av. Aeroporto (Almirante Gago Coutinho ap&oacute;s 1960), com liga&ccedil;&atilde;o ao Beato e ao Po&ccedil;o do Bispo com tra&ccedil;ado a poente de Marvila e a nascente do Bairro Madre de Deus. Quarta Circular entre Pina Manique e o Cabo Ruivo, integrando a Av. Marechal Carmona (Av. General Norton de Matos ap&oacute;s 1974) entre a Estrada de Benfica a o Campo 28 de Maio (atual Campo Grande), a Av. Marechal Craveiro Lopes entre o Campo 28 de Maio e a Pra&ccedil;a do Aeroporto (vulgo Rotunda do Aeroporto) e a Av. de Cabo Ruivo (Av. Marechal Gomes da Costa ap&oacute;s 1966) entre a Pra&ccedil;a do Aeroporto e o Cabo Ruivo; Quinta Circular entre Pina Manique e Moscavide, com passagem por Benfica, Pontinha, Pa&ccedil;o do Lumiar, Lumiar e a norte do aeroporto por Ameixoeira e Charneca, infletindo posteriormente para Moscavide com passagem a nascente do Bairro da Encarna&ccedil;&atilde;o. Eixo da Av. da Liberdade – Av. Ant&oacute;nio Augusto de Aguiar e seu prolongamento com sa&iacute;da de Lisboa pelo Lumiar atrav&eacute;s da Pra&ccedil;a Mouzinho de Albuquerque (atual Pra&ccedil;a de Entrecampos). Eixo do prolongamento da Av. Almirante Reis com sa&iacute;da da cidade pela Encarna&ccedil;&atilde;o, atrav&eacute;s do seu limite Nascente (C&acirc;mara, 1948d). Consultar em Evolu&ccedil;&atilde;o do Planeamento Urbano de Lisboa o Plano Geral de Urbaniza&ccedil;&atilde;o e Expans&atilde;o de Lisboa - PGUEL (&Eacute;tienne de Gr&ouml;er) – 1948, dispon&iacute;vel em <a href="https://www.lisboa.pt/cidade/urbanismo/planeamento-urbano/evolucao" target="_blank">https://www.lisboa.pt/cidade/urbanismo/planeamento-urbano/evolucao</a> </p>     <p><a name="13" id="13"></a>[<a href="#top13">13</a>] Planta da Cidade de Lisb&ocirc;a. Planta N.&ordm; 5 – Localisa&ccedil;&atilde;o das Principais F&aacute;bricas e Oficinas, 1953, que acompanha o relat&oacute;rio &ldquo;Elementos para o Estudo do Plano de Urbaniza&ccedil;&atilde;o da Cidade&rdquo; (CML, 1938), ref. PT/AMLSB/CMLSB/UROB-PU/12/01/15, p.1. </p>     <p><a name="14" id="14"></a>[<a href="#top14">14</a>] Delimitado pela Av. Rep&uacute;blica e as ruas Oriental e Ocidental do Campo 28 de Maio a Poente, a Av. Alferes Malheiro a Norte (Av. do Brasil ap&oacute;s 1948) a Norte, a art&eacute;ria de prolongamento da Av. Almirante Reis (atualmente Av. Almirante Gago Coutinho) a Poente e pelo Caminho-de-Ferro a Sul. Atravessado pelas avenidas dos EUA, da Igreja, Rio de Janeiro e de Roma. </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><a name="15" id="15"></a>[<a href="#top15">15</a>] Conceito definido pelo arquiteto urbanista Clarence Perry (1872-1944) que pretendia recriar em unidades territoriais as rela&ccedil;&otilde;es de proximidade perdidas na Cidade Moderna, pela cria&ccedil;&atilde;o de &aacute;reas residenciais em torno das escolas e dos equipamentos c&iacute;vicos. </p>     <p><a name="16" id="16"></a>[<a href="#top16">16</a>] Plano de Urbaniza&ccedil;&atilde;o da Zona a Sul da Avenida Alferes Malheiro - Esquema da Distribui&ccedil;&atilde;o dos Diferentes Tipos de Edif&iacute;cios (Esc. 1/2.500). AML, ref. PT/AMLSB/CMLSB/UROB/EV/0545,p.2, com sobreposi&ccedil;&atilde;o da numera&ccedil;&atilde;o das c&eacute;lulas habitacionais. </p>     <p><a name="17" id="17"></a>[<a href="#top17">17</a>] Em contraponto &agrave; habita&ccedil;&atilde;o de renda limitada, regulada pelo Decreto-Lei N&ordm; 36:212 de 7 de Abril de 1947, que se distingue dos restantes regimes pelo facto do valor n&atilde;o poder exceder determinadas quantias. </p>     <p><a name="18" id="18"></a>[<a href="#top18">18</a>] Plano de Urbaniza&ccedil;&atilde;o da Zona a Sul da Avenida Alferes Malheiro - Esquema de Utiliza&ccedil;&atilde;o do Solo (Esc. 1/2500). AML, ref. PT/AMLSB/CMLSB/UROB/EV/0837, p.2. </p>     <p><a name="19" id="19"></a>[<a href="#top19">19</a>] Pontos 1 a 5 no n&ordm; 20 de fevereiro de 1948; pontos 6 a 8 no n&ordm; 21 de mar&ccedil;o de 1948; pontos 9 a 16 no n&ordm; 22 de abril de 1948; pontos 17 a 27 no n&ordm; 23/24 de maio/junho de 1948; pontos 29 a 33 no n&ordm; 25 de julho de 1948; pontos 34 a 41 no n&ordm; 26 de agosto/setembro de 1948; pontos 42 a 51 no n&ordm; 27 de outubro/dezembro de 1948; pontos 52 a 62 no n&ordm; 28 de janeiro de 1949; pontos 63 a 71 no n&ordm; 29 de fevereiro/mar&ccedil;o de 1949; pontos 72 a 81 no n&ordm; 30 de abril/maio de 1949; pontos 82 a 91 no n&ordm; 31 de junho/julho de 1949. </p>     <p><a name="20" id="20"></a>[<a href="#top20">20</a>] CML \ DST-E \ 3&ordf; Reparti&ccedil;&atilde;o. Ajardinado da Avenida D. Rodrigo da Cunha, 1953; Projecto de Ajardinamento da Zona Comercial na C&eacute;lula 8 (Alvalade), 1953. AML. </p>     <p><a name="21" id="21"></a>[<a href="#top21">21</a>] Plano de Urbaniza&ccedil;&atilde;o da Zona a Sul da Avenida Alferes Malheiro - Esquema da Distribui&ccedil;&atilde;o dos Diferentes Tipos de Edif&iacute;cios (Esc. 1/2500). AML, ref. PT/AMLSB/CMLSB/UROB/EV/0545,p.3. </p>     <p><a name="22" id="22"></a>[<a href="#top22">22</a>] Os espa&ccedil;os resultantes da abertura do logradouro continuam a ser referenciados na tramita&ccedil;&atilde;o dos processos na CML como &laquo;logradouros&raquo;. Costa refere-se a estes espa&ccedil;os como &laquo;logradouros&raquo; no contexto da Av. D. Rodrigo da Cunha, como &laquo;Espa&ccedil;os de Logradouro P&uacute;blicos&raquo; no contexto do Bairro das Estacas (Costa, 2002: 98) e como &ldquo;Logradouros P&uacute;blicos Ajardinados&rdquo; no contexto dos conjuntos habitacionais do Lado Norte da Avenida dos EUA (Costa, 2002; 110). No &acirc;mbito deste artigo, utiliza-se a designa&ccedil;&atilde;o dominante nas respetivas pe&ccedil;as de projeto. </p>     <p><a name="23" id="23"></a>[<a href="#top23">23</a>] Imagem do conjunto habitacional entre as avenidas do Aeroporto e Rio de Janeiro, 1960. AML | N&uacute;cleo Fotogr&aacute;fico, ref. PT/AMLSB/CMLSBAH/PCSP/004/ARM/I00441. </p>     <p><a name="24" id="24"></a>[<a href="#top24">24</a>] Seguindo a implanta&ccedil;&atilde;o prevista na Planta de Divis&atilde;o de Lotes, 1951 (<a href="#f2">Figura 2</a>). </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><a name="25" id="25"></a>[<a href="#top25">25</a>] Observar em continuidade o desenho n.&ordm; 7387/10.11 e 12N/E, Esc. 1/500. AML, ref. PT/AMLSB/CMLSB/UROB/EV/0248, p.13A. </p>     <p><a name="26" id="26"></a>[<a href="#top26">26</a>] Observar em continuidade o desenho n.&ordm; 8637-10,11 e 12N/E, Esc. 1/500. AML, ref. PT/AMLSB/CMLSB/UROB/EV/0244, p.10A. </p>     <p><a name="27" id="27"></a>[<a href="#top27">27</a>] CML \ DST-E \ 3&ordf; Reparti&ccedil;&atilde;o. Avenida Infante Santo. Projecto de Espa&ccedil;os Verdes, 1957; Avenida Infante Santo. Projecto dos Ajardinados entre os Blocos (Lado Nascente), 1958. AML. </p>     <p><a name="28" id="28"></a>[<a href="#top28">28</a>] CML \ DST-E \ 3&ordf; Reparti&ccedil;&atilde;o. Avenida Infante Santo. Jardim Poente, 1960; Jardim Poente da Avenida Infante Santo (Altera&ccedil;&atilde;o), 1960. AML. </p>     <p><a name="29" id="29"></a>[<a href="#top29">29</a>] CML. DST-E. 3&ordf; Reparti&ccedil;&atilde;o. Projecto de Arboriza&ccedil;&atilde;o do Tri&acirc;ngulo compreendido entre o Bairro de Alvalade, a Avenida do Brazil e a Avenida do Aeroporto, 1950-51. AML. </p>     <p><a name="30" id="30"></a>[<a href="#top30">30</a>] CML. DST-E. 3&ordf; Reparti&ccedil;&atilde;o. Constru&ccedil;&atilde;o de Ajardinados nas Placas Centrais da Avenida do Aeroporto, 1951; Projecto de Remodela&ccedil;&atilde;o da Placa da Rotunda do Aeroporto, 1953. AML. </p>     <p><a name="31" id="31"></a>[<a href="#top31">31</a>] CML. DST-E. 3&ordf; Reparti&ccedil;&atilde;o. Projeto dos Caminhos de Pe&otilde;es da Avenida do Brasil (Tro&ccedil;o entre a Pra&ccedil;a do Aeroporto e a Estrada da Portela), 1959. AML. </p>     <p><a name="32" id="32"></a>[<a href="#top32">32</a>] CML. DST-E. 3&ordf; Reparti&ccedil;&atilde;o. Projecto de Ajardinado, para a Praceta da Rua 50 da C&eacute;lula 7 do S&iacute;tio de Alvalade (Pra&ccedil;a Francisco de Morais), 1951-52; Projecto de um Ajardinado para a Pra&ccedil;a da Rua n.&ordm; 50A do Bairro de Alvalade (Pra&ccedil;a Gon&ccedil;alo Trancoso), 1952; Projecto de um Ajardinado para a Pra&ccedil;a da Rua n.&ordm; 48 do Bairro de Alvalade (Pra&ccedil;a Andrade Caminha), 1952; Projecto de Revestimento dos Canteiros das Ruas da C&eacute;lula VII (Alvalade), 1954. AML. </p>     <p><a name="33" id="33"></a>[<a href="#top33">33</a>] CML. Alvalade. Jardins P&uacute;blicos. Projeto do Jardim junto ao Centro Escolar da C&eacute;lula n.&ordm; 2, Manuel de Azevedo Coutinho, 1950-51. Ribeiro Telles participa na elabora&ccedil;&atilde;o da Estimativa Or&ccedil;amental e do Caderno de Encargos. </p>     <p><a name="34" id="34"></a>[<a href="#top34">34</a>] CML. DST-E. 3&ordf; Reparti&ccedil;&atilde;o. Projecto de Enquadramento da Igreja de S&atilde;o Jo&atilde;o de Brito, 1956-58. </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><a name="35" id="35"></a>[<a href="#top35">35</a>] Bel&eacute;m (Projecto de Constru&ccedil;&atilde;o, do Jardim da Pra&ccedil;a de Dam&atilde;o (1951); Projecto de Constru&ccedil;&atilde;o do, Jardim da Pra&ccedil;a de G&ocirc;a (1951); Projecto de Arboriza&ccedil;&atilde;o e Ajardinamento da Pra&ccedil;a de Santo Eug&eacute;nio (Bairro da Encarna&ccedil;&atilde;o) (1952); Projecto do Jardim da Praceta V da Rua D. Francisco de Almeida (1952)); Benfica (Projecto dos Espa&ccedil;os Verdes P&uacute;blicos do Bairro de Sta. Cruz (1958)), entre outros. </p>     <p><a name="36" id="36"></a>[<a href="#top36">36</a>] Freguesia dos Prazeres (Projecto de Arranjo duma Placa do Jardim 9 de Abril (1950)); Freguesia de S&atilde;o Jo&atilde;o de Deus (Projecto de Constru&ccedil;&atilde;o do Jardim, Junto ao Liceu D. Filipa de Lencastre (1951)); Freguesia da Encarna&ccedil;&atilde;o (Projecto de Remodela&ccedil;&atilde;o do Jardim de S. Pedro de Alc&acirc;ntara (1954)); Freguesias de Cora&ccedil;&atilde;o de Jesus e de S&atilde;o Jos&eacute; (Remodela&ccedil;&atilde;o da Av. Liberdade (1955-58), em coautoria com Francisco Caldeira Cabral), Freguesia do Castelo (Projecto de Arranjo do Fosso do Castelo de S. Jorge (1951)), entre outros. Localiza&ccedil;&otilde;es segundo CML. DSUO. 2&ordf; Reparti&ccedil;&atilde;o. Freguesias de Lisboa, Esc. 1/25.000, 194-; ref. PT/AMLSB/CMLSB/UROB-PU/11/394, p.1. </p>     <p><a name="37" id="37"></a>[<a href="#top37">37</a>] O Gabinete de Estudos de Urbaniza&ccedil;&atilde;o (GEU) foi chefiado pelos engenheiros-chefes Guimar&atilde;es Lobato entre Janeiro de 1954 e Abril de 1958 e Sousa Eir&oacute; entre Abril a Outubro deste mesmo ano (C&acirc;mara, 1958d: 1/1). </p>     <p><a name="38" id="38"></a>[<a href="#top38">38</a>] Edgar Sampaio Ferreira Fontes entrou para a RAJ em 1953, sucedendo a Manuel de Sousa Coutinho e Ribeiro Telles em 1950 (Bettencourt da C&acirc;mara, 2015: 69). </p>     <p><a name="39" id="39"></a>[<a href="#top39">39</a>] Manuel Pereira da N&oacute;brega de Sousa da C&acirc;mara (1929-1992) entrou para a RAJ em 1957, sucedendo a Edgar Fontes (Bettencourt da C&acirc;mara, 2015: 69). </p>     <p><a name="40" id="40"></a>[<a href="#top40">40</a>] CML\DST-E\ 3&ordf; Reparti&ccedil;&atilde;o. Zona da Mata de Alvalade. Sugest&atilde;o para o Arranjo Paisag&iacute;stico do Areeiro do Narig&atilde;o, 1966. AML </p>     <p><a name="41" id="41"></a>[<a href="#top41">41</a>] Em Arranjo do Campo Grande. Estudo-Base, elaborado pelo arquiteto Pedro Falc&atilde;o e Cunha, colaboraram os arquitetos paisagistas Ribeiro Telles e o Professor Caldeira Cabral (CML, 1956b); Em Urbaniza&ccedil;&atilde;o Pra&ccedil;a de Espanha, da Art&eacute;ria em Prolongamento da Avenida Ant&oacute;nio Augusto de Aguiar, da Palhav&atilde; e de Sete Rios. Estudo-Base, elaborado pelos arquitetos Pedro Falc&atilde;o e Cunha e Jos&eacute; Vitorino da Costa Bastos, colaborou o arquiteto paisagista Ribeiro Telles (CML, 1957b); Em Urbaniza&ccedil;&atilde;o do Vale Escuro. Estudo-Base, elaborado pelos arquitetos Bartolomeu Costa Cabral e Sommer Ribeiro, colaboraram os arquitetos paisagistas Ribeiro Telles e o Professor Caldeira Cabral (CML, 1957c); Em Urbaniza&ccedil;&atilde;o de S. Mamede, Merc&ecirc;s, Bairro Alto e Santa Catarina. Estudo-base, elaborado pelos arquitetos Frederico Carvalhosa e Oliveira e Fernando Ressano Garcia, colaboraram os arquitetos paisagistas &Aacute;lvaro Dentinho (1924-2014) e o Professor Caldeira Cabral (CML, 1957d). </p>     <p><a name="42" id="42"></a>[<a href="#top42">42</a>] Alterado pelo DL 119/2009, de 19 de Maio e posteriormente substitu&iacute;do pelo DL 203/2015, de 17 de Setembro (com entrada em vigor em 15 de Janeiro de 2016). </p>     <p><a name="43" id="43"></a>[<a href="#top43">43</a>] Previsto no DL 379/97, de 17 de Dezembro, nos artigos 6&ordm; - Acessibilidade, 10&ordm; - Condi&ccedil;&otilde;es de proximidade e visibilidade e 11&ordm; - Principios Gerais. </p>     <p><a name="44" id="44"></a>[<a href="#top44">44</a>] Considerado um dos maiores arquitetos paisagistas do s&eacute;culo XX. Conhecido por ser o autor do primeiro parque de aventura (em coautoria com Hans Dragehjelm) em Emdrup, Copenhagem (Anderson, 2001). </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><a name="45" id="45"></a>[<a href="#top45">45</a>] A preocupa&ccedil;&atilde;o com a visibilidade do espa&ccedil;o a partir da envolvente foi prevista no DL 379/97, de 17 de Dezembro, Sec&ccedil;&atilde;o I – Localiza&ccedil;&atilde;o e implanta&ccedil;&atilde;o, artigo 10&ordm; - Condi&ccedil;&otilde;es de proximidade e visibilidade. </p>     <p><a name="46" id="46"></a>[<a href="#top46">46</a>] Interpreta-se referir-se aos grupos pr&eacute;-escolar (dos 3 aos 7 anos) e escolar (dos 7 aos 12-14 anos). </p>     <p><a name="47" id="47"></a>[<a href="#top47">47</a>] Como exemplo da aplicabilidade deste modelo o Plano refere o caso de Gotemburgo (Gottemburg), onde se aplicou a propor&ccedil;&atilde;o de 1:2,5; 2,5; 6 para a caixa de areia, &aacute;rea de brinquedos, &aacute;rea para jogos de organiza&ccedil;&atilde;o e terreiro, respetivamente (CML, 1958d: v4.5/6). </p>     <p><a name="48" id="48"></a>[<a href="#top48">48</a>] Previsto pelo DL 379/97 de 17 de Dezembro, Sec&ccedil;&atilde;o II – Concep&ccedil;&atilde;o e Organiza&ccedil;&atilde;o Funcional, artigo 11&ordm; - Principios Gerais, al&iacute;nea a) do n.&ordm; 2. </p>     <p><a name="49" id="49"></a>[<a href="#top49">49</a>] CML. Arranjo de Conjunto e Blocos de Habita&ccedil;&atilde;o para o terreno situado na Avenida dos Estados Unidos da Am&eacute;rica (Tro&ccedil;o Av. do Rio de Janeiro – Av. do Aeroporto) – Anteprojeto, 1956 (Costa: 2002: 108-110). </p>     <p><a name="50" id="50"></a>[<a href="#top50">50</a>] Embora as pe&ccedil;as de projeto informem como limites da interven&ccedil;&atilde;o as avenidas do Aeroporto e Rio de Janeiro, o espa&ccedil;o projetado estende-se para Nascente at&eacute; &agrave; R. Francisco Louren&ccedil;o da Fonseca. </p>     <p><a name="51" id="51"></a>[<a href="#top51">51</a>] CML. S&iacute;tio de Alvalade. C&eacute;lula 8. Zona Comercial. Arranjo do Terreno, 1949. </p>     <p><a name="52" id="52"></a>[<a href="#top52">52</a>] CML\DST-E\ 3&ordf; Reparti&ccedil;&atilde;o. Projecto de Ajardinamento da Zona Comercial da C&eacute;lula 8 (Alvalade), 1953. </p>     <p><a name="53" id="53"></a>[<a href="#top53">53</a>] No &acirc;mbito dos projetos elaborados pela 3&ordf; Reparti&ccedil;&atilde;o - Arboriza&ccedil;&atilde;o e Jardinagem da DST-E os espa&ccedil;os livres entre os blocos habitacionais ir&atilde;o ser designados nas pe&ccedil;as desenhadas por &ldquo;Ajardinados&rdquo;, ocorrendo por vezes a designa&ccedil;&atilde;o de &laquo;logradouro&raquo; nas pe&ccedil;as escritas. A designa&ccedil;&atilde;o de &laquo;logradouro&raquo; &eacute; retomada nas pe&ccedil;as desenhadas no Anteprojeto dos Ajardinados dos Logradouros da Avenida do Brasil, elaborado por Sousa da C&acirc;mara entre 1963-64. </p>     <p><a name="54" id="54"></a>[<a href="#top54">54</a>] Ano em que Ribeiro Telles elabora o projeto do Parque Infantil do Campo Grande, em sequ&ecirc;ncia do anteprojeto elaborado por Azevedo Coutinho em 1954. AML. </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><a name="55" id="55"></a>[<a href="#top55">55</a>] Azevedo Coutinho ressalva em nota de rodap&eacute; que os jardins formais s&atilde;o igualmente paisag&iacute;sticos. </p>     <p><a name="56" id="56"></a>[<a href="#top56">56</a>] Relat&oacute;rio A Arboriza&ccedil;&atilde;o do S&iacute;tio de Alvalade elaborado por Azevedo Coutinho enquanto profissional liberal, datado de 30 de Novembro e submetido &agrave; C&acirc;mara Municipal em 2 de Dezembro de 1949 em resposta &agrave; solicita&ccedil;&atilde;o da DSUO. </p>     <p><a name="57" id="57"></a>[<a href="#top57">57</a>] Interpreta-se o objetivo de diminuir a dist&acirc;ncia a partir dos blocos, numa l&oacute;gica semelhante &agrave; aplica&ccedil;&atilde;o do conceito de &laquo;Unidade de Vizinhan&ccedil;a&raquo; que colocou a Grupo Escolar no centro da c&eacute;lula habitacional. </p>     <p><a name="58" id="58"></a>[<a href="#top58">58</a>] Interpreta-se na designa&ccedil;&atilde;o de &laquo;Jardim Robinson&raquo; a inten&ccedil;&atilde;o de criar um espa&ccedil;o de fantasia alusivo ao romance Robinson Cruso&eacute; de Daniel Defoe, publicado em 1719. Na recrea&ccedil;&atilde;o das aventuras de Robinson Cruso&eacute;, Ribeiro Telles prev&ecirc; a instala&ccedil;&atilde;o de barcos, de equipamentos para trepar, elementos de &aacute;gua (o mar e os cursos de &aacute;gua), &aacute;reas de clareira (a praia) e maci&ccedil;os arb&oacute;reo-arbustivos (a orla da floresta). </p>     <p><a name="59" id="59"></a>[<a href="#top59">59</a>] Vegeta&ccedil;&atilde;o caracter&iacute;stica da regi&atilde;o, adaptada aos fatores clim&aacute;ticos (fotoper&iacute;odo, temperatura, pluviosidade e humidade do ar), aos fatores fisiogr&aacute;ficos (geomorfologia, exposi&ccedil;&atilde;o) e aos fatores ed&aacute;ficos (tipo e caracter&iacute;sticas f&iacute;sicas do solo). </p>     <p><a name="60" id="60"></a>[<a href="#top60">60</a>] Herb&aacute;ceas com ciclo de vida superior a um ano. </p>     <p><a name="61" id="61"></a>[<a href="#top61">61</a>] Termo utilizado em floricultura e na pr&aacute;tica da arquitetura paisagista em que na composi&ccedil;&atilde;o de maci&ccedil;os herb&aacute;ceo-arbustivos se conjugam esp&eacute;cies com a finalidade e obter cor ao longo ano pela flora&ccedil;&atilde;o e folhagem das diferentes esp&eacute;cies. </p>     <p><a name="62" id="62"></a>[<a href="#top62">62</a>] Definida no programa base como obrigat&oacute;rio para assegurar o acesso &agrave;s entradas do bloco por viaturas de emerg&ecirc;ncia (C&acirc;mara, 1959: 2). </p>     <p><a name="63" id="63"></a>[<a href="#top63">63</a>] Manuel Pereira da N&oacute;brega de Sousa da C&acirc;mara entrou para a 3&ordf; Reparti&ccedil;&atilde;o – Arboriza&ccedil;&atilde;o e Jardinagem em 1957 (Bettencourt da C&acirc;mara, 2015: 69). </p>     <p><a name="64" id="64"></a>[<a href="#top64">64</a>] Cruzamento das Avenidas de Roma e dos E.U.A. Jorge Segurado e Filipe Figueiredo, 1951. AML, ref. PT/AMLSB/CMLSB/UROB/PU-10-2013, p.1 e seguintes. </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><a name="65" id="65"></a>[<a href="#top65">65</a>] Plano de Urbaniza&ccedil;&atilde;o da Zona a Sul da Avenida Alferes Malheiro - Esquema da Distribui&ccedil;&atilde;o dos Diferentes Tipos de Edif&iacute;cios (Esc. 1/2500). AML, ref. PT/AMLSB/CMLSB/UROB/EV/0545,p.3. </p>     <p><a name="66" id="66"></a>[<a href="#top66">66</a>] Concretiza&ccedil;&atilde;o do projeto em imagem da d&eacute;cada de 1960. AML | n&uacute;cleo fotogr&aacute;fico, ref. PT/AMLSB/ART/000141. </p>     <p><a name="67" id="67"></a>[<a href="#top67">67</a>] CML. DST-E. 3.&ordf; Reparti&ccedil;&atilde;o. Avenida dos Estados Unidos da Am&eacute;rica. Tro&ccedil;o Rua Frei Tom&eacute; de Jesus – Rua Diogo Bernardes. Lado Sul, 1959. AML.</p> </font>     ]]></body><back>
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