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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[O papel das instituições subnacionais na aderência da agenda de integração hídrica: lições da governança hídrica metropolitana de Curitiba]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[The global water shortage that has been dealt with for decades in international documents, is also recognized by subnational environmental agendas, even though with low adherence. Concepts such as Integrated Water Resources Management (IWRM) and Ecosystem Services (ES) are advocated internationally by the scientific community to be applied by institutions at the local level. This article proposes an analysis of the adherence of these concepts to water governance in the Metropolitan Region of Curitiba (MRC). Firstly, the most relevant water management plans for the State of Paraná and the city of Curitiba were gathered, as well as demographic factors and their respective attributions regarding the maintenance of this resource and its scale of action. Through a documentary analysis, we relate the measures adopted by the different actors for an analysis of the insertion of the concepts of IWRM and ES in their respective actions. With this, it was sought to understand the possible implications for water management within the specificities of metropolitan water governance in Paraná and Curitiba, and how institutions and their relationship with the environment can have consequences on the availability of high quality water in the MRC.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><font face="Verdana" size="2"><b>ARTIGO ORIGINAL</b></font></p>     <p>&nbsp;</p> <b><font face="Verdana" size="4">O papel das institui&ccedil;&otilde;es subnacionais na ader&ecirc;ncia da agenda de integra&ccedil;&atilde;o h&iacute;drica: li&ccedil;&otilde;es da governan&ccedil;a h&iacute;drica metropolitana de Curitiba</font></b>     <p></p>     <p> <b><font face="Verdana" size="3"> The role of subnational institutions in adhering to the water integration agenda: lessons from metropolitan water governance in Curitiba</font></b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b><font face="Verdana" size="2">Simone do Amaral Cassilha<a name="top1" id="top1"></a><a href="#1">I</a></font></b><b><font face="Verdana" size="2">; Tatiana Maria Cecy Gadda<a name="top2" id="top2"></a><a href="#2">II</a></font></b><b><font face="Verdana" size="2">; Niklas Werner Weins<a name="top3" id="top3"></a><a href="#3">III</a></font></b><b><font face="Verdana" size="2">; Augusto Frederico Junqueira Schmidt<a name="top4" id="top4"></a><a href="#4">IV</a></font></b></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><a name="1" id="1"></a>[<a href="#top1">I</a>]</font><font size="2" face="Verdana">Pontif&iacute;cia Universidade Cat&oacute;lica do Paran&aacute;, Brasil. e-mail: <a href="mailto:simone.cassilha@pucpr.br" target="_blank">simone.cassilha@pucpr.br</a></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><a name="2" id="2"></a>[<a href="#top2">II</a>]</font><font size="2" face="Verdana">Universidade Tecnol&oacute;gica Federal do Paran&aacute;, Brasil. e-mail: <a href="mailto:tatianagadda@utfpr.edu.br" target="_blank">tatianagadda@utfpr.edu.br</a></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><a name="3" id="3"></a>[<a href="#top3">III</a>]</font><font size="2" face="Verdana">Universidade Tecnol&oacute;gica Federal do Paran&aacute;, Brasil. e-mail: <a href="mailto:weinsniklas@gmail.com" target="_blank">weinsniklas@gmail.com</a></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><a name="4" id="4"></a>[<a href="#top4">IV</a>]</font><font size="2" face="Verdana">Universidade Tecnol&oacute;gica Federal do Paran&aacute;, Brasil. e-mail: <a href="mailto:guto.fritz@gmail.com" target="_blank">guto.fritz@gmail.com</a></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> <hr size="1" noshade="noshade" /> <font size="2" face="Verdana, Geneva, sans-serif"><b>RESUMO</b></font><font size="2" face="Verdana, Geneva, sans-serif">     <p>A escassez h&iacute;drica global tratada h&aacute; d&eacute;cadas por documentos internacionais, &eacute; tamb&eacute;m reconhecida, ainda que com baixa ader&ecirc;ncia, nas agendas ambientais subnacionais. Conceitos como o Gerenciamento Integrado de Recursos H&iacute;dricos (GIRH) e Servi&ccedil;os Ecossist&ecirc;micos (SE) s&atilde;o relevantemente preconizados a n&iacute;vel internacional pela comunidade cient&iacute;fica para serem aplicados pelas institui&ccedil;&otilde;es no n&iacute;vel local. Este artigo prop&otilde;e uma an&aacute;lise da ades&atilde;o destes conceitos para a governan&ccedil;a da &aacute;gua na Regi&atilde;o Metropolitana de Curitiba (RMC). Primeiramente foram elencados os planos de maior relev&acirc;ncia no gerenciamento da &aacute;gua na governan&ccedil;a relativa ao Estado do Paran&aacute; e ao munic&iacute;pio de Curitiba, bem como fatores demogr&aacute;ficos e suas respectivas atribui&ccedil;&otilde;es com rela&ccedil;&atilde;o &agrave; manuten&ccedil;&atilde;o desse recurso e suas escalas de atua&ccedil;&atilde;o. Por meio de uma an&aacute;lise documental, relacionamos as medidas adotadas pelos diferentes atores de modo a subsidiar uma an&aacute;lise da inser&ccedil;&atilde;o dos conceitos de GIRH e SE nas suas respectivas atua&ccedil;&otilde;es. Com isto buscou-se entender as poss&iacute;veis implica&ccedil;&otilde;es para o gerenciamento da &aacute;gua dentro das especificidades de governan&ccedil;a h&iacute;drica metropolitana paranaense e curitibana, e como as institui&ccedil;&otilde;es e sua rela&ccedil;&atilde;o com o meio ambiente podem ter consequ&ecirc;ncias sobre a disponibilidade de &aacute;gua com qualidade na RMC.</p> <b>Palavras-chave:</b> servi&ccedil;os ambientais, gerenciamento de recursos h&iacute;dricos, planejamento urbano.     <p></p> </font> <hr size="1" noshade="noshade"/>     <p><font size="2" face="Verdana, Geneva, sans-serif"><b>ABSTRACT</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Geneva, sans-serif">The global water shortage that has been dealt with for decades in international documents, is also recognized by subnational environmental agendas, even though with low adherence. Concepts such as Integrated Water Resources Management (IWRM) and Ecosystem Services (ES) are advocated internationally by the scientific community to be applied by institutions at the local level. This article proposes an analysis of the adherence of these concepts to water governance in the Metropolitan Region of Curitiba (MRC). Firstly, the most relevant water management plans for the State of Paran&aacute; and the city of Curitiba were gathered, as well as demographic factors and their respective attributions regarding the maintenance of this resource and its scale of action. Through a documentary analysis, we relate the measures adopted by the different actors for an analysis of the insertion of the concepts of IWRM and ES in their respective actions. With this, it was sought to understand the possible implications for water management within the specificities of metropolitan water governance in Paran&aacute; and Curitiba, and how institutions and their relationship with the environment can have consequences on the availability of high quality water in the MRC.</font> </p>     <p><font size="2" face="Verdana, Geneva, sans-serif"><b>Keywords:</b> environmental services, water resources management, urban planning.</font></p> <hr size="1" noshade="noshade" /> <font size="2" face="Verdana, Geneva, sans-serif">     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3"><b>1. Introdu&ccedil;&atilde;o</b></font></p> </font> <font size="2" face="Verdana, Geneva, sans-serif">     <p> As diferentes dimens&otilde;es e defini&ccedil;&otilde;es de desenvolvimento sustent&aacute;vel e o seu significado na pr&aacute;tica, certamente s&atilde;o um dos grandes temas deste s&eacute;culo. O gerenciamento do <i>trade-off</i> entre necessidades humanas e limites do planeta, em prover os bens e servi&ccedil;os da natureza, representa o foco deste debate (Barreto et al., 2017). As vis&otilde;es de mundo cada vez mais especializadas e t&eacute;cnicas t&ecirc;m levado as institui&ccedil;&otilde;es a desconsiderar as conex&otilde;es entre o &ldquo;sistema humano&rdquo; e o &ldquo;sistema natural&rdquo; (Haas, 1992; Elmqvist et al., 2013; Santos et al., 2017). O pensamento cartesiano e unidimensional sobre os recursos ecossist&ecirc;micos, como a &aacute;gua, inibe uma gest&atilde;o adequada nos seus usos m&uacute;ltiplos. A escassez h&iacute;drica &eacute; reconhecida como um problema ambiental global e tratada em diversos documentos internacionais. &Eacute; tamb&eacute;m reconhecida, por&eacute;m, a baixa ader&ecirc;ncia das agendas ambientais preconizadas no n&iacute;vel internacional na gest&atilde;o ambiental realizada por institui&ccedil;&otilde;es nacionais e subnacionais (Oliveira et al., 2011). </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p> A &aacute;gua doce superficial e pot&aacute;vel comp&otilde;e t&atilde;o somente um por cento da superf&iacute;cie da terra mas &eacute; a base da vida de todos os organismos (Febria et al., 2015; Rieu-Clarke et al., 2017). Apesar disso, as pol&iacute;ticas que prop&otilde;em sua prote&ccedil;&atilde;o s&atilde;o relativamente recentes (Biswas e Tortajada, 1998) e foram motivadas pelo crescente <i>stress</i> h&iacute;drico refletido no comprometimento dos v&aacute;rios usos da &aacute;gua (humanos e n&atilde;o humanos) e na sua escassez. Entre os principais vetores dessa altera&ccedil;&atilde;o podemos apontar a intrincada rela&ccedil;&atilde;o entre crescente industrializa&ccedil;&atilde;o, urbaniza&ccedil;&atilde;o e mudan&ccedil;as nos ecossistemas. Mas apenas recentemente reconheceu-se a import&acirc;ncia das externalidades ambientais e sociais, e que os recursos da natureza n&atilde;o s&atilde;o t&atilde;o abundantes quanto (se entendia) no come&ccedil;o da revolu&ccedil;&atilde;o industrial (Elmqvist et al., 2013). Al&eacute;m disso, Carmo et al. (2014), apontam que, al&eacute;m da press&atilde;o populacional exercida sobre os recursos h&iacute;dricos, h&aacute; uma transi&ccedil;&atilde;o no padr&atilde;o de consumo da popula&ccedil;&atilde;o que se relaciona ao aumento de renda <i>per capita</i> nas cidades. Os autores concluem que o desafio referente &agrave;s pol&iacute;ticas p&uacute;blicas no Brasil ser&aacute; garantir que a amplia&ccedil;&atilde;o dos sistemas de abastecimento de &aacute;gua possa ser implementada, garantindo o acesso &agrave; &aacute;gua tratada, mas sem exaurir os mananciais existentes. </p>     <p>&nbsp; </p>     <p><font size="3"><b>2. Metodologia</b></font> </p>     <p> A pergunta que guia este trabalho &eacute;: as institui&ccedil;&otilde;es envolvidas na gest&atilde;o dos recursos h&iacute;dricos na Regi&atilde;o Metropolitana de Curitiba refletem em seus planos ou dialogam de alguma forma com a agenda internacional, seguindo as tend&ecirc;ncias de Gerenciamento Integrado de Recursos H&iacute;dricos? Busca-se responder a esta pergunta com uma pesquisa de car&aacute;ter explorat&oacute;rio a partir de an&aacute;lises bibliogr&aacute;ficas, confrontando an&aacute;lise te&oacute;rica com a documental. </p>     <p> Uma primeira an&aacute;lise foi aplicada ao entendimento da agenda internacional no que diz respeito &agrave; gest&atilde;o dos recursos h&iacute;dricos. Para este fim foram consultadas produ&ccedil;&otilde;es cient&iacute;ficas e tecnocient&iacute;ficas. Uma an&aacute;lise bibliogr&aacute;fica foi tamb&eacute;m aplicada para a escala subnacional onde foram analisados documentos oficiais, como os planos Diretores Municipais de Curitiba, de Desenvolvimento Integrado (COMEC), Planos de Bacia do Alto Igua&ccedil;u e Afluentes do Ribeira, e Plano Diretor do Sistema de Abastecimento de &Aacute;gua (SANEPAR). Nessa extensa an&aacute;lise busca-se entender como a &aacute;gua &eacute; abordada na Regi&atilde;o Metropolitana de Curitiba (RMC) e quais diretrizes s&atilde;o estabelecidas ao gerenciamento de recursos h&iacute;dricos como um todo. Com isto &eacute; poss&iacute;vel uma compara&ccedil;&atilde;o entre as an&aacute;lises para inferir qual o reflexo das diretrizes preconizados pelo n&iacute;vel internacional no n&iacute;vel subnacional, considerando o estudo de caso da RMC. </p>     <p> O ponto de partida desta investiga&ccedil;&atilde;o pode ser observado na <a href="#f1">Figura 1</a>, que mostra de maneira linear os desdobramentos das pol&iacute;ticas internacionais e seu reflexo nas implementa&ccedil;&otilde;es das respectivas medidas na escala local e metropolitana. Nesta pesquisa foram considerados com mais detalhe os desenvolvimentos no n&iacute;vel local e as especificidades do gerenciamento de recursos h&iacute;dricos no Paran&aacute;, que conta com um arranjo institucional que difere do padr&atilde;o federal. Para tal, este artigo se baseia na an&aacute;lise de quatro planos relevantes ao planejamento do abastecimento da RMC. Como complemento aos dados de Curitiba e Regi&atilde;o metropolitana os autores conduziram uma entrevista com a Defesa Civil do Paran&aacute; em novembro 2017. </p>     <p>&nbsp;</p> <a name="f1" id="f1"></a><img src="/img/revistas/cct/n40/n40a14f1.jpg"/>     
<p>&nbsp;</p>     <p> Visando a perspectiva multidisciplinar, que comumente se d&aacute; ao redor da gest&atilde;o dos recursos h&iacute;dricos, esta pesquisa remete a diversos conceitos, abordagens e aspectos de v&aacute;rias &aacute;reas de conhecimento. Apresentam-se a seguir, os achados da presente an&aacute;lise, partindo principalmente da &oacute;tica de arquitetura e urbanismo, mas tamb&eacute;m da engenharia civil e das ci&ecirc;ncias sociais, econ&ocirc;micas e pol&iacute;ticas.</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p> <font size="3"><b>3. A gest&atilde;o h&iacute;drica na escala internacional e subnacional</b></font> </p>     <p> Boa parte dos problemas ambientais das cidades brasileiras decorre de processos n&atilde;o controlados de expans&atilde;o urbana (Braga, 2001). Uma coerente explica&ccedil;&atilde;o para este processo, segundo Rolnik (1997), &eacute; de que a cidade &eacute; um organismo vivo e din&acirc;mico, onde a diversidade e complexidade de suas intera&ccedil;&otilde;es geram condi&ccedil;&otilde;es urbanas muito distintas, favorecendo e agravando os conflitos dentro da mesma. </p>     <p> O munic&iacute;pio &eacute; a menor unidade administrativa da Federa&ccedil;&atilde;o e tamb&eacute;m, em muitas quest&otilde;es, de autonomia equivalente entre os entes federativos, podendo ser definido como &ldquo;entidade de direito p&uacute;blico, constitu&iacute;da por uma comunidade humana, assentada em um territ&oacute;rio determinado, que administra seus pr&oacute;prios e particulares interesses&rdquo; (Pizella, 2015). </p>     <p> A Constitui&ccedil;&atilde;o de 1988 outorgou aos munic&iacute;pios novas compet&ecirc;ncias e, consequentemente, novas responsabilidades, a partir da redistribui&ccedil;&atilde;o entre os n&iacute;veis federal, estadual e municipal, entre elas a formula&ccedil;&atilde;o e implementa&ccedil;&atilde;o da pol&iacute;tica urbana (Silva, 2016). Com rela&ccedil;&atilde;o ao meio ambiente, a partir da regulamenta&ccedil;&atilde;o, em 2001, dos artigos 132 e 133 do Estatuto da Cidade, foram estabelecidas fundamenta&ccedil;&otilde;es jur&iacute;dico-legais de garantia do &ldquo;direito a cidades sustent&aacute;veis&rdquo; (Lei 10.257, 2001), passando ent&atilde;o a existir uma rela&ccedil;&atilde;o de maior coer&ecirc;ncia entre o legal e o real. A efetiva&ccedil;&atilde;o desta ferramenta, entretanto, &eacute; carente na gest&atilde;o integrada, no caso dos recursos h&iacute;dricos, pois evidencia-se que os diversos n&iacute;veis federativos possuem interesses conflitantes (Marinato, 2008). O cuidado com o servi&ccedil;o ecossist&ecirc;mico &aacute;gua depende de pol&iacute;ticas que escalam desde o federal at&eacute; o local, exigindo abordagem interinstitucional. </p>     <p> O Brasil n&atilde;o possui atualmente nem um programa nacional de Pagamento por Servi&ccedil;o Ambiental (PSA), nem reconhece o conceito jur&iacute;dico de servi&ccedil;os ecossist&ecirc;micos e seus respectivos valores econ&ocirc;micos (Costenbader, 2009; Schomers e Matzdorf, 2013). O Sistema Nacional de Gerenciamento de Recursos H&iacute;dricos definiu compet&ecirc;ncias para a gest&atilde;o dos recursos h&iacute;dricos, restando ao munic&iacute;pio participa&ccedil;&atilde;o restrita aos comit&ecirc;s e conselhos (Marinato, 2008), muito embora existam v&aacute;rias a&ccedil;&otilde;es nos territ&oacute;rios brasileiros que se d&atilde;o por meio de cons&oacute;rcios intermunicipais. Contudo, o escopo do trabalho das partes envolvidas na gest&atilde;o dos recursos h&iacute;dricos, mesmo considerando o territ&oacute;rio nacional, n&atilde;o &eacute; exatamente claro ou coerente. O caso estudado a partir da estrutura de monitoramento, participa&ccedil;&atilde;o e fiscaliza&ccedil;&atilde;o no Paran&aacute; se destaca neste arranjo e se justifica em parte por tal constela&ccedil;&atilde;o. </p>     <p> A Pol&iacute;tica Nacional de Recursos H&iacute;dricos, de 1997, definiu um dos grandes desafios para a gest&atilde;o quando estabeleceu como unidade territorial de planejamento a bacia hidrogr&aacute;fica, j&aacute; que esta pode compreender diversos munic&iacute;pios, estados ou at&eacute; mesmo pa&iacute;ses. Para a ado&ccedil;&atilde;o da bacia hidrogr&aacute;fica, o planejamento e a gest&atilde;o devem conciliar os limites pol&iacute;tico-administrativos, pois as pol&iacute;ticas territoriais, para que possam de fato acontecer, devem estar em conson&acirc;ncia (Alvim et al., 2008). No caso de uma bacia compreender diversos munic&iacute;pios, a gest&atilde;o deveria acontecer por meio de cons&oacute;rcio ou coordena&ccedil;&atilde;o metropolitana. </p>     <p>&nbsp; </p>     <p><b>3.1. Governan&ccedil;a nas principais RMs brasileiras</b> </p>     <p> As primeiras Regi&otilde;es Metropolitanas (RMs) criadas no Brasil datam do in&iacute;cio da d&eacute;cada de 1970 e apresentam todas popula&ccedil;&atilde;o atual superior a dois milh&otilde;es de habitantes (Barreto, 2017). De acordo com Lemos (2003) estas regi&otilde;es representam mais de 30% da popula&ccedil;&atilde;o brasileira, e s&atilde;o consideradas aglomera&ccedil;&otilde;es de grande porte. Um fen&ocirc;meno observado nos &uacute;ltimos censos realizados pelo IBGE &eacute; a desacelera&ccedil;&atilde;o no ritmo de crescimento da popula&ccedil;&atilde;o na maior regi&atilde;o metropolitana do Brasil, S&atilde;o Paulo. Este comportamento, por&eacute;m, n&atilde;o se mant&eacute;m para outras RMs, que apresentam taxas de crescimento acima da m&eacute;dia brasileira, como &eacute; o caso de Curitiba. A <a href="/img/revistas/cct/n40/n40a14q1.jpg">Tabela 1</a> apresenta as primeiras RMs brasileiras e suas respectivas taxas de crescimento entre os censos de 2000 e 2010. As altas taxas de diminui&ccedil;&atilde;o de popula&ccedil;&atilde;o rural apontam para o cont&iacute;nuo crescimento nas franjas das regi&otilde;es metropolitanas, especialmente naquelas de tamanho m&eacute;dio, como &eacute; o caso de Curitiba. </p>     
<p>Considerando aspectos de gest&atilde;o das diversas RMs, aquelas criadas nos anos 1970 demonstram panorama fr&aacute;gil de institucionaliza&ccedil;&atilde;o. Menos de 50% possui inst&acirc;ncia exclusiva de gest&atilde;o, 80% possui institu&iacute;do um conselho deliberativo, por&eacute;m com pequena participa&ccedil;&atilde;o da sociedade civil, e apenas 30% possui plano metropolitano elaborado ou em elabora&ccedil;&atilde;o (Costa, 2013). A gest&atilde;o dos recursos h&iacute;dricos na Regi&atilde;o Metropolitana de S&atilde;o Paulo, por exemplo, necessita grande integra&ccedil;&atilde;o entre os diversos sistemas que a comp&otilde;em, sendo que o maior desafio se encontra no &acirc;mbito institucional, visto que a gest&atilde;o ideal por bacias extrapola a forma tradicional de organiza&ccedil;&atilde;o. Segundo Lemos (2003) a escassez de &aacute;gua e a polui&ccedil;&atilde;o dos maiores reservat&oacute;rios de abastecimento, em decorr&ecirc;ncia da grande urbaniza&ccedil;&atilde;o desde os anos 1960, continua a se agravar na RMSP. </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p> A escassez h&iacute;drica enfrentada em S&atilde;o Paulo entre 2014 e 2016, decorrente de um longo per&iacute;odo de estiagem, acarretou em um cen&aacute;rio denominado pela m&iacute;dia e gestores de &ldquo;crise h&iacute;drica&rdquo;. No intuito de enfrentar essa situa&ccedil;&atilde;o foi realizada uma transposi&ccedil;&atilde;o de &aacute;guas da bacia do rio Para&iacute;ba do Sul, que j&aacute; fornecia parte da &aacute;gua para abastecimento da RM do Rio de Janeiro, para a bacia Piracicaba-Capivari-Jundia&iacute;, criando a hidromegal&oacute;pole S&atilde;o Paulo-Rio de Janeiro. Essa nova espacialidade &eacute; delimitada ent&atilde;o a partir dessa conex&atilde;o f&iacute;sica, quatro regi&otilde;es metropolitanas do estado de S&atilde;o Paulo (S&atilde;o Paulo, Campinas, Baixada Santista, Vale do Para&iacute;ba e Litoral Norte) e a regi&atilde;o metropolitana do Rio de Janeiro passam a compartilhar os recursos h&iacute;dricos, gerando uma complexa rela&ccedil;&atilde;o de interdepend&ecirc;ncia (Carmo e Anazawa, 2017). </p>     <p> No caso em estudo por este trabalho, a Regi&atilde;o Metropolitana de Curitiba tem destaque estadual por seu porte econ&ocirc;mico al&eacute;m de fun&ccedil;&otilde;es de decis&atilde;o e gest&atilde;o, os quais abrangem todo o territ&oacute;rio do Paran&aacute; e extrapolam para estados vizinhos como Santa Catarina; al&eacute;m de import&acirc;ncia nacional pelas rela&ccedil;&otilde;es com outros aglomerados metropolitanos (Kornin e Do Carmo, 2013). </p>     <p> A gest&atilde;o da RMC apresenta desafios para seus gestores, visto que as aglomera&ccedil;&otilde;es se estendem em &aacute;reas distantes do n&uacute;cleo principal e os munic&iacute;pios integrantes ainda n&atilde;o apresentam desenvolvimento ordenado e igualit&aacute;rio. Importante considerar tamb&eacute;m que na articula&ccedil;&atilde;o entre os entes institucionalizados desta Regi&atilde;o ainda predominam a&ccedil;&otilde;es isoladas e sem agenda comum metropolitana. O in&iacute;cio dos anos 2000 foi caracterizado por a&ccedil;&otilde;es relacionadas &agrave; quest&atilde;o ambiental, com a busca pela prote&ccedil;&atilde;o dos mananciais. Por&eacute;m o enfraquecimento institucional da COMEC - Coordena&ccedil;&atilde;o da Regi&atilde;o Metropolitana de Curitiba - ocorrido por motivos diversos, resultou em pouca capacidade de controle e preponder&acirc;ncia de interesses sobre o uso e ocupa&ccedil;&atilde;o do solo pelo mercado imobili&aacute;rio (Klink, 2010). </p>     <p>&nbsp; </p>     <p><b>3.2. Atores e seus respectivos planos relevantes &agrave; gest&atilde;o h&iacute;drica em Curitiba e RMC </b> </p>     <p> A Regi&atilde;o Metropolitana de Curitiba (RMC) foi regulamentada formalmente em 1974 com a cria&ccedil;&atilde;o da COMEC pelo governo do Paran&aacute;. Composta inicialmente por 14 munic&iacute;pios, compreende atualmente 29 munic&iacute;pios com um total de 3,5 milh&otilde;es de habitantes. Com grande potencial e import&acirc;ncia no contexto nacional, esta Regi&atilde;o Metropolitana possui desafios a serem vencidos, como por exemplo a quest&atilde;o de que grande parte do territ&oacute;rio &eacute; composto por &aacute;reas de interesse de prote&ccedil;&atilde;o (Lei Estadual n&ordm; 12.248/98), considerado as &aacute;reas de interesse de mananciais de abastecimento p&uacute;blico de &aacute;gua (COMEC, 2006). </p>     <p> Ser&atilde;o analisados a seguir quatro planos, por sua import&acirc;ncia direta na preserva&ccedil;&atilde;o e no planejamento do uso dos recursos h&iacute;dricos na RMC. Em primeiro lugar, o Plano Diretor Municipal de Curitiba que estabelece as principais diretivas para o consumo e a proje&ccedil;&atilde;o do futuro abastecimento do munic&iacute;pio n&uacute;cleo. O Plano de Desenvolvimento Integrado da COMEC se apresenta como principal documento para a efetiva integra&ccedil;&atilde;o de diferentes pol&iacute;ticas municipais relacionadas ao uso e &agrave; ocupa&ccedil;&atilde;o do solo a n&iacute;vel da regi&atilde;o metropolitana. Mais especificamente para o abastecimento da RMC, o PD do Sistema de Abastecimento de &Aacute;gua Integrado (SANEPAR) aponta para assuntos pertinentes a esta quest&atilde;o. E por fim, o Plano das Bacias do Alto Igua&ccedil;u e Afluentes do Ribeira indica as diretivas a n&iacute;vel da bacia hidrogr&aacute;fica, que s&atilde;o relevantes para a integra&ccedil;&atilde;o das pol&iacute;ticas al&eacute;m dos limites administrativos. Com estes quatro documentos s&atilde;o contemplados os vetores que este artigo se prop&otilde;e a analisar, deixando de lado outros poss&iacute;veis documentos relevantes para a integra&ccedil;&atilde;o do planejamento a fim de precis&atilde;o anal&iacute;tica para o assunto da governan&ccedil;a h&iacute;drica na RMC. </p>     <p>&nbsp; </p>     <p><b>3.2.1. Plano de Diretor Municipal (PDM)</b> </p>     <p> No planejamento dos munic&iacute;pios n&atilde;o raramente aspectos relevantes deixam de ser considerados, principalmente quando relacionados ao tema ambiental. Isto acontece, por exemplo, quando os tipos de ocupa&ccedil;&atilde;o do territ&oacute;rio n&atilde;o apresentam conectividade com os corpos h&iacute;dricos e seus impactos nas bacias hidrogr&aacute;ficas (Marinato, 2008; Gadda et al., no prelo). As diretrizes previstas para um Plano Diretor Municipal, que poderiam contemplar estes aspectos, possuem duas escalas: uma menor que estabelece normativas como taxas e coeficientes de ocupa&ccedil;&atilde;o, e uma maior que estabelece macrozoneamentos com delimita&ccedil;&atilde;o de zonas urbanas e rurais, de expans&atilde;o urbana, e de zonas especiais de prote&ccedil;&atilde;o ambiental (Braga, 2001). </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p> Documento obrigat&oacute;rio para os munic&iacute;pios com mais de 20 mil habitantes - embora a legisla&ccedil;&atilde;o paranaense tenha estendido esta necessidade para todos os munic&iacute;pios do estado - o Plano Diretor Municipal &eacute; o principal instrumento do desenvolvimento urbano pois regulamenta o uso e ocupa&ccedil;&atilde;o do solo, garantindo o bem-estar humano (BRAGA, 2001). Em Curitiba o planejamento urbano teve in&iacute;cio em 1943 com o Plano Agache, o qual j&aacute; trazia quest&otilde;es relativas ao planejamento ambiental, por&eacute;m sem men&ccedil;&atilde;o &agrave; preserva&ccedil;&atilde;o dos recursos h&iacute;dricos e mananciais. Em 1966 foi criado ent&atilde;o o Plano Diretor (PD) de Curitiba, estabelecendo as diretrizes b&aacute;sicas para a orienta&ccedil;&atilde;o e o controle do desenvolvimento integrado do munic&iacute;pio. </p>     <p> Tamb&eacute;m nessa &eacute;poca, a partir dos anos 1960, o tema da prote&ccedil;&atilde;o dos recursos h&iacute;dricos come&ccedil;a a ser tratado politicamente no n&iacute;vel internacional. Contudo a abordagem ainda n&atilde;o integrava agendas complementares como a de habita&ccedil;&atilde;o, abastecimento, sa&uacute;de, etc. (Biswas e Tortajada; 1998, Biswas, 2004). Com a Confer&ecirc;ncia de Estocolmo em 1972 foi atingido um primeiro <i>milestone</i> na mudan&ccedil;a dos paradigmas de desenvolvimento sustent&aacute;vel a n&iacute;vel internacional e aparece pela primeira vez o termo Servi&ccedil;o Ambiental ( <i>environmental service</i>) (Pesche et al., 2013, p. 70; Barreto et al., 2017; Rieu-Clarke et al., 2017). </p>     <p> A Confer&ecirc;ncia das Na&ccedil;&otilde;es Unidas sobre a &Aacute;gua em Mar del Plata, Argentina, em 1977, prop&ocirc;s avaliar pela primeira vez o estado dos recursos h&iacute;dricos (Rieu-Clarke et al., 2017), e trazia recomenda&ccedil;&otilde;es de car&aacute;ter extremamente t&eacute;cnico, considerando aspectos de regula&ccedil;&atilde;o e provis&atilde;o, uso e controle, sa&uacute;de e polui&ccedil;&atilde;o e riscos (Biswas, 2004). Nesta mesma d&eacute;cada, no ano de 1980, o &uacute;nico manancial em utiliza&ccedil;&atilde;o para abastecimento de &aacute;gua em Curitiba era o rio Passa&uacute;na. Por&eacute;m, havia ficado claro que o planejamento municipal deveria ser ampliado para a escala metropolitana, visto que as bacias dos outros mananciais que abastecem a capital do Paran&aacute; est&atilde;o localizadas em outros munic&iacute;pios da RMC (Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Curitiba [IPPUC], 2015). </p>     <p> Entre os anos de 1983 e 1985 foi elaborado o Plano Municipal de Desenvolvimento Urbano de Curitiba (PMDU), respons&aacute;vel pela cria&ccedil;&atilde;o da Secretaria Municipal do Meio Ambiente (SMMA). A pol&iacute;tica ambiental do munic&iacute;pio passa ent&atilde;o a ser planejada, executada e fiscalizada por este &oacute;rg&atilde;o. &Eacute; interessante reconhecer que nas d&eacute;cadas de 1970 e 80 Curitiba acompanha a tend&ecirc;ncia internacional, dando os primeiros passos para o gerenciamento integrado dos recursos h&iacute;dricos. </p>     <p> A d&eacute;cada de 1980 foi declarada pela ONU como D&eacute;cada Internacional de Abastecimento de &Aacute;gua e Saneamento. Os gestores de &aacute;gua perceberam que a integra&ccedil;&atilde;o, em detrimento a uma abordagem setorial, era necess&aacute;ria para a conserva&ccedil;&atilde;o dos recursos h&iacute;dricos (Niasse e Cherlet, 2015). &Eacute; no cen&aacute;rio de competi&ccedil;&atilde;o pelo uso da &aacute;gua e de crise h&iacute;drica que surge uma maior consci&ecirc;ncia da necessidade de agir (Niasse e Cherlet, 2015). No entanto, Biswas (2004) assim como Rieu-Clarke et al. (2017), argumentam que houve uma <i>water blindness</i> desde a Confer&ecirc;ncia sobre a &Aacute;gua de Mar del Plata em 1977, e concluem que a &aacute;gua tem estado praticamente invis&iacute;vel na agenda internacional nos anos 1980. </p>     <p> A revis&atilde;o do PD Municipal de Curitiba de 2004, adequando-o ao Estatuto da Cidade, buscou o desenvolvimento sustent&aacute;vel e trouxe consigo os temas: direito ao saneamento, &agrave; qualidade ambiental e &agrave; prote&ccedil;&atilde;o ao meio ambiente. Em complemento, trazia ainda o Plano de Desenvolvimento Sustent&aacute;vel e Controle Ambiental, com objetivos estrat&eacute;gicos como o gerenciamento das bacias hidrogr&aacute;ficas, a melhoria da qualidade da &aacute;gua e a garantia do abastecimento &agrave; popula&ccedil;&atilde;o. </p>     <p> A mais recente atualiza&ccedil;&atilde;o do PD Municipal de Curitiba (2010-2015) intencionava propiciar melhores condi&ccedil;&otilde;es para o desenvolvimento integrado e sustent&aacute;vel do munic&iacute;pio com a Regi&atilde;o Metropolitana (IPPUC, 2015). O Plano estabelece diretrizes da pol&iacute;tica urbana ambiental, trazendo: a bacia como unidade de planejamento, a identifica&ccedil;&atilde;o e conserva&ccedil;&atilde;o dos mananciais, a conson&acirc;ncia com o Plano de Bacia do Alto Igua&ccedil;u e a promo&ccedil;&atilde;o da renaturaliza&ccedil;&atilde;o dos corpos h&iacute;dricos canalizados. Ainda no n&iacute;vel ambiental &eacute; relatado no artigo 66 que o munic&iacute;pio deve estabelecer o Programa de Pagamento por Servi&ccedil;os Ambientais (PSA) visando a conserva&ccedil;&atilde;o e a melhoria ambiental entre os munic&iacute;pios da RMC. </p>     <p> Considerando o n&iacute;vel metropolitano, e incluindo aspectos do rec&eacute;m institu&iacute;do Estatuto da Metr&oacute;pole, o atual PD trouxe a Pol&iacute;tica Municipal da Regi&atilde;o Metropolitana estabelecendo diretrizes para planejamento, gest&atilde;o e execu&ccedil;&atilde;o de interesses comuns atrav&eacute;s da governan&ccedil;a interfederativa, buscando estabelecer assim maior aproxima&ccedil;&atilde;o entre os munic&iacute;pios da RMC no aspecto ambiental (IPPUC, 2015). </p>     <p>&nbsp; </p>     <p><b>3.2.2. Plano de Desenvolvimento Integrado (COMEC)</b> </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p> A cria&ccedil;&atilde;o da Coordena&ccedil;&atilde;o da Regi&atilde;o Metropolitana de Curitiba (COMEC) em 1974, apresentou-se concomitante &agrave; regulamenta&ccedil;&atilde;o da pr&oacute;pria RMC. Com desafiadores aspectos metropolitanos e visando organizar o desenvolvimento desta regi&atilde;o metropolitana, a COMEC apresentou no ano de 1978 o primeiro Plano de Desenvolvimento Integrado da RMC (PDI/RMC) (COMEC, 2006). Neste documento foram definidas diretrizes segundo um enfoque sist&ecirc;mico, buscando equilibrar caracter&iacute;sticas metropolitanas com as diferentes din&acirc;micas municipais. </p>     <p> A primeira atualiza&ccedil;&atilde;o deste Plano aconteceu no ano de 2002, considerando que a regi&atilde;o sofria acelerado crescimento das ocupa&ccedil;&otilde;es irregulares na franja urbana, com relevante proximidade aos mananciais (Lima e Mendon&ccedil;a, 2001). Nele foram abordadas duas estrat&eacute;gias de atua&ccedil;&atilde;o: </p>     <p> (1) medidas r&iacute;gidas de regula&ccedil;&atilde;o e controle pelo poder p&uacute;blico, garantindo a qualidade da &aacute;gua dos mananciais de abastecimento, </p>     <p> (2) mudan&ccedil;a de capta&ccedil;&atilde;o de &aacute;gua para mananciais mais distantes, de solo c&aacute;rsticos, com caracter&iacute;sticas negativas &agrave; ocupa&ccedil;&atilde;o do solo. </p>     <p> Naquele momento estudos indicavam que os recursos h&iacute;dricos da RMC teriam seu esgotamento em 35 anos, e que a contamina&ccedil;&atilde;o dos mananciais deveria receber especial aten&ccedil;&atilde;o das pol&iacute;ticas p&uacute;blicas (Lima e Mendon&ccedil;a, 2001). Desta forma a posterior edi&ccedil;&atilde;o do PDI, em 2006, abordou principalmente diretrizes de ocupa&ccedil;&atilde;o do territ&oacute;rio a partir das condicionantes naturais e antr&oacute;picas, com orienta&ccedil;&atilde;o da estrutura&ccedil;&atilde;o urbana a partir de novo sistema vi&aacute;rio metropolitano (COMEC, 2006). Estas informa&ccedil;&otilde;es coincidem com dados coletados em uma entrevista com a Defesa Civil do Paran&aacute; pelos autores em novembro 2017. </p>     <p> Aproximadamente 45% do territ&oacute;rio da RMC &eacute; considerado &Aacute;rea de Interesse de Mananciais de Abastecimento P&uacute;blico de &Aacute;gua (<a href="#f2">Figura 2</a>), conforme o decreto estadual 6194, de 2012, o qual tornou obrigat&oacute;ria a preocupa&ccedil;&atilde;o com o meio ambiente nos planos realizados para a regi&atilde;o (COMEC, 2017). Em rela&ccedil;&atilde;o &agrave;s &aacute;reas de mananciais de abastecimento, o Plano indicava que &ldquo;os centros urbanos nos munic&iacute;pios de Piraquara e S&atilde;o Jos&eacute; dos Pinhais [deveriam] ser r&iacute;gidos em seus crescimentos, em virtude de sua localiza&ccedil;&atilde;o muito pr&oacute;xima &agrave;s &aacute;reas de capta&ccedil;&atilde;o de &aacute;gua&rdquo; (Lima e Mendon&ccedil;a, 2001). </p>     <p>&nbsp;</p> <a name="f2" id="f2"></a><img src="/img/revistas/cct/n40/n40a14f2.jpg"/>     
<p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Geneva, sans-serif">Com a atual revis&atilde;o do PD Municipal de Curitiba de 2015, e visando a inclus&atilde;o de aspectos relativos ao rec&eacute;m aprovado Estatuto da Metr&oacute;pole, o PDI encontra-se novamente em estado de revis&atilde;o, a fim de adaptar e incluir aspectos metropolitanos tanto naturais quanto antr&oacute;picos em constante mudan&ccedil;a. Isto significa que, embora o PDI em teoria dite as diretrizes de desenvolvimento dos munic&iacute;pios da RMC, o documento &eacute; tamb&eacute;m afetado pelas abordagens ambientais formuladas por cada um dos munic&iacute;pios em seus respectivos PDMs. </font></p> </font>     <p><font size="2" face="Verdana, Geneva, sans-serif"> A <a href="#f2">Figura 2</a> demonstra a abrang&ecirc;ncia da RMC e as &aacute;reas de prote&ccedil;&atilde;o de mananciais, marcadas em cinza. Estas &aacute;reas foram delimitadas pela COMEC buscando facilidade na gest&atilde;o e controle do uso e ocupa&ccedil;&atilde;o do solo, garantindo a qualidade da &aacute;gua para abastecimento p&uacute;blico. Atualmente o abastecimento da RMC &eacute; realizado por mananciais localizados em Piraquara, Campina Grande do Sul, Quatro Barras, Pinhais, Arauc&aacute;ria, Campo Largo, Campo Magro, Almirante Tamandar&eacute;, Curitiba e S&atilde;o Jos&eacute; dos Pinhais (COMEC, 2017).</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p> <font size="2" face="Verdana, Geneva, sans-serif">     <p><b>3.2.3. Plano Diretor do Sistema de Abastecimento de &Aacute;gua Integrado (SAIC) </b> </p>     <p> O primeiro PD desenvolvido pela SANEPAR aconteceu no ano de 1975, tendo como horizonte os pr&oacute;ximos 30 anos. Por&eacute;m, considerando o acelerado crescimento da RMC este documento teve revis&otilde;es nos anos de 1980, 1991, 2000 e 2011. A <a href="#f3">Figura 3</a> apresenta a mancha urbana ao centro e a abrang&ecirc;ncia atual do Sistema integrado de abastecimento de Curitiba e Regi&atilde;o Metropolitana - SAIC (linha preta). </p>     <p>&nbsp;</p> <a name="f3" id="f3"></a><img src="/img/revistas/cct/n40/n40a14f3.jpg"/>     
<p>&nbsp;</p>     <p> Os PDs desenvolvidos pela Companhia de Saneamento do Paran&aacute; (SANEPAR) buscam identificar demandas atuais e futuras dos munic&iacute;pios integrantes da RMC atendidos pela companhia, assim como projetar a utiliza&ccedil;&atilde;o de novos mananciais na regi&atilde;o. Procurando identificar os mananciais dispon&iacute;veis para abastecimento futuro, as prioridades de implanta&ccedil;&atilde;o e a garantia de atendimento a 100% da popula&ccedil;&atilde;o da RMC, a mais recente revis&atilde;o do Plano aconteceu no ano de 2013, seguindo o Decreto estadual n&ordm; 6194/2012 (SANEPAR, 2013). </p>     <p> A Sanepar desenvolve o Plano Diretor do Sistema de Abastecimento Integrado de Curitiba e regi&atilde;o Metropolitana (SAIC) conforme pareceres dos munic&iacute;pios envolvidos, considerando levantamentos presentes nos respectivos Planos Diretores, que contribuem com a quantifica&ccedil;&atilde;o das demandas h&iacute;dricas sempre para um horizonte de 30 anos, assim como com as proje&ccedil;&otilde;es das ocupa&ccedil;&otilde;es urbanas. Atualmente o SAIC &eacute; respons&aacute;vel pelo abastecimento de &aacute;gua tratada nos munic&iacute;pios de Almirante Tamandar&eacute;, Arauc&aacute;ria, Campina Grande do Sul, Colombo, Curitiba, Fazenda Rio Grande, Pinhais, Piraquara, Quatro Barras e S&atilde;o Jos&eacute; dos Pinhais, todos integrantes da RMC. </p>     <p>&nbsp; </p>     <p><b>3.2.4. Plano das Bacias do Alto Igua&ccedil;u e Afluentes do Ribeira</b> </p>     <p> A primeira tentativa de gerenciamento integrado dos recursos naturais na RMC iniciou-se com o PROSAM (Programa de Saneamento Ambiental da Regi&atilde;o Metropolitana de Curitiba - Bacia do Alto Igua&ccedil;u), criado atrav&eacute;s do decreto estadual 1.167 de 1992 e prevendo sua coordena&ccedil;&atilde;o pela Secretaria de Planejamento do Estado do Paran&aacute; e execu&ccedil;&atilde;o pela SANEPAR, COMEC e munic&iacute;pio de Curitiba, tendo tamb&eacute;m prevista a colabora&ccedil;&atilde;o de v&aacute;rios outros &oacute;rg&atilde;os do Estado, al&eacute;m de organiza&ccedil;&otilde;es n&atilde;o governamentais de cunho ambiental e dos munic&iacute;pios da RMC. </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p> O PROSAM previu uma pol&iacute;tica de uso e ocupa&ccedil;&atilde;o do solo adequada &agrave; prote&ccedil;&atilde;o de mananciais. No final da d&eacute;cada de 90 seguindo a Lei Nacional 9.433 (1997), com a institui&ccedil;&atilde;o da Pol&iacute;tica Estadual de Recursos H&iacute;dricos (N&ordm; 12.726, 1999), foi criado o Sistema Estadual de Gerenciamento de Recursos H&iacute;dricos, com instrumentos de gest&atilde;o como: Plano Estadual de Recursos H&iacute;dricos, e Plano de Bacia Hidrogr&aacute;fica. Os Planos de Bacia Hidrogr&aacute;fica s&atilde;o elaborados pela Ag&ecirc;ncia de &Aacute;gua, aprovados pelo Comit&ecirc; de Bacia e deve considerar os planos, programas, projetos e demais estudos relacionados a recursos h&iacute;dricos existentes na &aacute;rea de abrang&ecirc;ncia das respectivas bacias (Instituto das &Aacute;guas do Paran&aacute; [&Aacute;guas Paran&aacute;], 2007). </p>     <p> Essas pol&iacute;ticas se situam em uma tend&ecirc;ncia internacional de &ldquo;redescobrir&rdquo; os recursos h&iacute;dricos nas agendas na d&eacute;cada de 1990 (Biswas, 2004). Em 1992 a Declara&ccedil;&atilde;o da Confer&ecirc;ncia Internacional sobre &Aacute;gua e o Meio Ambiente em Dublin, foi seguida no mesmo ano pela Rio-92 propondo os &ldquo;Quatro Princ&iacute;pios de Dublin&rdquo; que iam representar diretivas a ser incorporadas em novas pol&iacute;ticas h&iacute;dricos nos n&iacute;veis nacional e subnacional (Niasse e Cherlet, 2015). No entanto, de acordo com Rieu-Clarke et al. (2017) consenso internacional sobre essas diretrizes para a Gest&atilde;o Integrada de Recursos H&iacute;dricos (GIRH) alcan&ccedil;a-se s&oacute; no segundo F&oacute;rum Mundial de &Aacute;gua, em Haia em 2000. Biswas (2004) afirma que a proximidade temporal com a Rio-92, e o car&aacute;ter de encontro de <i>experts</i> - e n&atilde;o de governos - fez com que n&atilde;o se teve maior comprometimento com esses princ&iacute;pios. </p>     <p> Assim como a metodologia utilizada nos Planos de Recursos H&iacute;dricos Nacional (PNRH) e Estadual do Paran&aacute; (PLERH), o Plano de Bacias trabalha com cen&aacute;rios, resultando em planejamento estrat&eacute;gico para orienta&ccedil;&atilde;o de decis&otilde;es acerca dos progn&oacute;sticos. Para defini&ccedil;&atilde;o dos cen&aacute;rios s&atilde;o considerados os seguintes aspectos: taxa de crescimento populacional, uso e ocupa&ccedil;&atilde;o do solo, distribui&ccedil;&atilde;o da popula&ccedil;&atilde;o nos munic&iacute;pios, e ocupa&ccedil;&atilde;o do solo nas sub-bacias da RMC (&Aacute;guas Paran&aacute;, 2007). Por&eacute;m, ainda n&atilde;o se tem evid&ecirc;ncia nesta &eacute;poca sobre a incorpora&ccedil;&atilde;o dos princ&iacute;pios do GIRH no n&iacute;vel subnacional. Somente em 2012, em volta de 80% de todos os pa&iacute;ses tinham integrado esses princ&iacute;pios nas suas legisla&ccedil;&otilde;es e ? possu&iacute;am planos nacionais de GIRH (Niasse e Cherlet, 2015). Andreotti et al. (1999) analisam dois cen&aacute;rios nos quais a demanda por &aacute;gua cresce mais que a popula&ccedil;&atilde;o, como pode ser observado na <a href="#f4">Figura 4</a>. </p>     <p>&nbsp;</p> <a name="f4" id="f4"></a><img src="/img/revistas/cct/n40/n40a14f4.jpg"/>     
<p>&nbsp;</p>     <p> Segundo o Plano de Bacias o principal objetivo &eacute; otimizar os benef&iacute;cios ambientais para a popula&ccedil;&atilde;o presente nestas &aacute;reas. Diz o documento: &ldquo;os instrumentos previstos na legisla&ccedil;&atilde;o a serem mobilizados para a gest&atilde;o dos recursos h&iacute;dricos, definem metas quantific&aacute;veis a serem atingidas&rdquo;. As a&ccedil;&otilde;es contempladas buscam a melhoria da qualidade e disponibilidade dos recursos h&iacute;dricos, integrado a outros planos e programas setoriais como: de saneamento b&aacute;sico, diretores municipais, de recursos h&iacute;dricos, entre outros. Os programas, subprogramas e a&ccedil;&otilde;es espec&iacute;ficas contribuem para o direcionamento da aplica&ccedil;&atilde;o dos recursos provenientes da cobran&ccedil;a pelo direito do uso da &aacute;gua (&Aacute;guas Paran&aacute;, 2007; Rauber e Cruz, 2013). </p>     <p> No n&iacute;vel internacional, Rieu-Clarke et al. (2017) destacam a Confer&ecirc;ncia Internacional sobre &Aacute;gua Doce, em Bonn, Alemanha, em 2001, que foi realizada em prepara&ccedil;&atilde;o &agrave; Cumbre Mundial de Desenvolvimento Sustent&aacute;vel em Durban, &Aacute;frica do Sul, em 2002. As &ldquo;Chaves de Bonn&rdquo; destacam as necessidades das popula&ccedil;&otilde;es pobres em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; &aacute;gua, a necessidade de maior descentraliza&ccedil;&atilde;o, novas parcerias e melhores arranjos cooperativos em bacias compartilhadas. De forma similar os princ&iacute;pios do Habitat da ONU direcionam para um entendimento sobre pol&iacute;ticas p&uacute;blicas em seu contexto maior, apontando para as conex&otilde;es cr&iacute;ticas de quest&otilde;es como a urbaniza&ccedil;&atilde;o, habita&ccedil;&atilde;o com a &aacute;gua (Organiza&ccedil;&atilde;o das Na&ccedil;&otilde;es Unidas [ONU], 2016). </p>     <p>&nbsp; </p>     <p><font size="3"><b>4. O caso da governan&ccedil;a h&iacute;drica nas bacias do Paran&aacute;</b></font> </p>     <p> A bacia hidrogr&aacute;fica &eacute; a escala espacial adequada para avaliar os impactos da ocupa&ccedil;&atilde;o urbana atual, e de novos projetos de urbaniza&ccedil;&atilde;o sobre os processos hidrol&oacute;gicos e sobre as cargas de polui&ccedil;&atilde;o. Assim funcionam como unidade de gest&atilde;o desde que haja reconhecimento pelos &oacute;rg&atilde;os gestores deste recorte espacial (Rocha e Vianna, 2008; Rauber e Cruz, 2013; Schussel e Nascimento Neto, 2015). </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p> Neste contexto, Curitiba &eacute; dividida em seis sub-bacias hidrogr&aacute;ficas, contendo seus principais rios: Barigui, Bel&eacute;m, Passa&uacute;na, Ribeir&atilde;o dos Padilhas, Atuba e Igua&ccedil;u, conforme ilustra a <a href="#f5">Figura 5</a>. No entanto, para o abastecimento de &aacute;gua na cidade, s&atilde;o utilizados os rios Igua&ccedil;u (com a capta&ccedil;&atilde;o fora de Curitiba), Passa&uacute;na (&uacute;nico manancial aproveit&aacute;vel na cidade), Ira&iacute;, e Miringuava (GADDA et al., 2018). </p>     <p>&nbsp;</p> <a name="f5" id="f5"></a><img src="/img/revistas/cct/n40/n40a14f5.jpg"/>     
<p>&nbsp;</p>     <p> A an&aacute;lise por bacias hidrogr&aacute;ficas identifica, excetuando-se o Passa&uacute;na, que os rios no territ&oacute;rio municipal n&atilde;o s&atilde;o adequados para o abastecimento em decorr&ecirc;ncia da polui&ccedil;&atilde;o. Desta forma, a solu&ccedil;&atilde;o &eacute; buscar &aacute;gua de rios do entorno que apresentem condi&ccedil;&otilde;es de potabilidade adequada para as diversas demandas. Nota-se que s&atilde;o escassas as pol&iacute;ticas de recupera&ccedil;&atilde;o da qualidade da &aacute;gua dos rios, sendo que n&atilde;o foram localizados estudos comparando o custo de recupera&ccedil;&atilde;o dos rios e o investimento em amplia&ccedil;&atilde;o da rede para capta&ccedil;&atilde;o em rios mais distantes, viabilizando a capta&ccedil;&atilde;o de &aacute;gua dentro das bacias hidrogr&aacute;ficas mais pr&oacute;ximas aos locais de fornecimento.</p>     <p> De acordo com Porto (2008), o conceito de descentraliza&ccedil;&atilde;o da gest&atilde;o da &aacute;gua para o n&iacute;vel local, e as necessidades de articula&ccedil;&atilde;o que a gest&atilde;o por bacias hidrogr&aacute;ficas exige, est&atilde;o ainda dependentes de uma enorme evolu&ccedil;&atilde;o institucional do pa&iacute;s, bem como medidas de sustentabilidade, e de interven&ccedil;&otilde;es ambientais de preserva&ccedil;&atilde;o. Desde a cria&ccedil;&atilde;o do Sistema Nacional de Gerenciamento de Recursos H&iacute;dricos com a nova constitui&ccedil;&atilde;o de 1988, a Lei das &Aacute;guas de 1997 e a cria&ccedil;&atilde;o da Ag&ecirc;ncia Nacional de &Aacute;guas (ANA), foram feitos importantes avan&ccedil;os na descentraliza&ccedil;&atilde;o do gerenciamento nas linhas preconizados no n&iacute;vel internacional (ANA, 2002). No entanto, com a cria&ccedil;&atilde;o do Instituto das &Aacute;guas &agrave; base da antiga Superintend&ecirc;ncia de Desenvolvimento de Recursos H&iacute;dricos e Saneamento Ambiental (SUDERHSA) em 2009, as &ldquo;fun&ccedil;&otilde;es de entidade de regula&ccedil;&atilde;o e fiscaliza&ccedil;&atilde;o do servi&ccedil;o de saneamento b&aacute;sico&rdquo; (&Aacute;guas Paran&aacute;, 2007) passam a ser organizados em um arranjo particular no estado do Paran&aacute;. Pela cria&ccedil;&atilde;o desta autarquia vinculada &agrave; Secretaria Estadual do Meio Ambiente mediante Lei n&ordm; 16.242, o Instituto das &Aacute;guas se estabelece como &ldquo;&oacute;rg&atilde;o executivo gestor do Sistema Estadual de Gerenciamento de Recursos H&iacute;dricos&rdquo; (Medeiros, 2011). </p>     <p> Medeiros e Canali (2012) em uma an&aacute;lise das atas dos comit&ecirc;s de bacia no Paran&aacute;, apontam para uma peculiaridade do Comit&ecirc; das Bacias do Alto Igua&ccedil;u e Afluentes do Alto Ribeira (COALIAR), que foi o primeiro estabelecido no estado. Se bem que as quotas de representa&ccedil;&atilde;o at&eacute; sobressaem as exig&ecirc;ncias da lei, de acordo com os autores, as atas &ldquo;apresentaram poucos registros de manifesta&ccedil;&atilde;o dos conselheiros&rdquo; e &ldquo;poucas manifesta&ccedil;&otilde;es dos participantes&rdquo;. Segundo os autores &ldquo;s&atilde;o registradas aprova&ccedil;&otilde;es coletivas sem debates, questionamentos ou decis&otilde;es conflituosas&rdquo; e que essa &ldquo;falta deste registro dificulta conhecer as posi&ccedil;&otilde;es setoriais e/ou individuais dos conselheiros.&rdquo; Medeiros (2011) ainda afirma que: </p>     <p> &ldquo;O Modelo descentralizado de gest&atilde;o parece enfrentar limites na sua implementa&ccedil;&atilde;o, conflitando pr&aacute;ticas e id&eacute;ias que alimentaram os modelos burocr&aacute;ticos e tecnocr&aacute;ticos, uma vez que os segmentos do sistema ainda carregam em suas formas de atua&ccedil;&atilde;o os &rsquo;v&iacute;cios&rsquo; das velhas formas de gerenciar as &aacute;guas&rdquo;. </p>     <p> Observando a estrutura de governan&ccedil;a dos recursos h&iacute;dricos no estado do Paran&aacute; e consequentemente da regi&atilde;o metropolitana, percebe-se uma instigante controv&eacute;rsia na estrutura de governan&ccedil;a e cumprimento das diretrizes colocadas pelos diferentes planos que est&atilde;o em vigor na governan&ccedil;a dos recursos h&iacute;dricos na RMC (Horning et al., 2016). </p>     <p> A <a href="#f6">Figura 6</a> mostra os principais &oacute;rg&atilde;os estabelecidos para a governan&ccedil;a h&iacute;drica pela pol&iacute;tica nacional e estadual (do Paran&aacute;): o Conselho Estadual de Recursos H&iacute;dricos (CERH), a Secretaria Estadual do Meio Ambiente e Recursos H&iacute;dricos (SEMA), o Instituto das &Aacute;guas do Paran&aacute; (antiga Superintend&ecirc;ncia de Desenvolvimento Recursos H&iacute;dricos e Saneamento Ambiental SUDERHSA), os comit&ecirc;s de bacia e as respectivas ag&ecirc;ncias de bacia. </p>     <p>&nbsp;</p> <a name="f6" id="f6"></a><img src="/img/revistas/cct/n40/n40a14f6.jpg"/>     
]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p> A diferen&ccedil;a de outros estados, o Paran&aacute; conta com uma estrutura particular com o Instituto das &Aacute;guas (em vermelho na <a href="#f6">Figura 6</a>), que age ambos como &oacute;rg&atilde;o executivo e ao mesmo tempo como fiscalizador no sistema. Nas diretivas pela pol&iacute;tica nacional, os comit&ecirc;s de bacia, como unidade mais local, ficam independentes, mas cooperando com os &oacute;rg&atilde;os estaduais. No caso do Paran&aacute; a ag&ecirc;ncia de bacia fica justamente representado pelo Instituto das &Aacute;guas o que n&atilde;o garante uma separa&ccedil;&atilde;o entre estabelecimento de metas e fiscaliza&ccedil;&atilde;o independente, sen&atilde;o uma &ldquo;sobreposi&ccedil;&atilde;o institucional&rdquo;. Nas palavras de Hojda et al., 2014: </p>     <p> &ldquo;Parte do problema ocorre porque o Instituto das &Aacute;guas do Paran&aacute;, &oacute;rg&atilde;o executivo gestor do Sistema Estadual de Gerenciamento de Recursos H&iacute;dricos – SEGRH/PR, que tem por finalidade oferecer suporte institucional e t&eacute;cnico &agrave; efetiva&ccedil;&atilde;o da PERH/PR, n&atilde;o vem agindo de modo efetivo. Cabe ressaltar que tamb&eacute;m &eacute; finalidade do Instituto das &Aacute;guas do Paran&aacute; o exerc&iacute;cio das fun&ccedil;&otilde;es de entidade de regula&ccedil;&atilde;o e de Ag&ecirc;ncia de Bacia. Essa diferenciada defini&ccedil;&atilde;o institucional do Instituto das &Aacute;guas (antiga SUDERHSA) como a Ag&ecirc;ncia de Bacia gera uma sobreposi&ccedil;&atilde;o institucional (confusa) desse ator desenhado originalmente para agir como planejador, implementador e fiscalizador da gest&atilde;o de recursos h&iacute;dricos do Paran&aacute;&rdquo;. </p>     <p> Al&eacute;m disso, as autoras Rauber e Cruz (2013) apontam para a &ldquo;falta de estrutura do [Instituto das &Aacute;guas do Paran&aacute;], para atender adequadamente &agrave; demanda de processos&rdquo; de efetiva&ccedil;&atilde;o dos comit&ecirc;s de bacia como efetivos espa&ccedil;os para discuss&atilde;o dos usos m&uacute;ltiplos da &aacute;gua, a fun&ccedil;&atilde;o de &ldquo;parlamento das &aacute;guas&rdquo; discutida por esses autores. Assim a fun&ccedil;&atilde;o de participa&ccedil;&atilde;o popular efetiva ainda n&atilde;o &eacute; alcan&ccedil;ada (Jacobi e Francalanza, 2005). Diferentemente do que em outros estados, onde as ag&ecirc;ncias reguladoras podem divergir dos comit&ecirc;s de bacia, o poder de decis&atilde;o acaba sendo concentrado nesse ator. Como ele faz parte da SEMA, seu potencial para defender interesses espec&iacute;ficos ligados &agrave; quest&atilde;o h&iacute;drica e, em detrimento da expans&atilde;o urbana, s&atilde;o reduzidos drasticamente. </p>     <p> Tendo em vista as iniciativas de integra&ccedil;&atilde;o na RMC, o ProMetr&oacute;pole merece uma aten&ccedil;&atilde;o atenta. Esse programa com presid&ecirc;ncia do prefeito e vice-presid&ecirc;ncia do diretor da FIEP (Federa&ccedil;&atilde;o das Ind&uacute;strias do Paran&aacute;) junto com &oacute;rg&atilde;os metropolitanos como Assomec, COMEC, Sebrae, Fecom&eacute;rcio e FACIAP (Federa&ccedil;&atilde;o das Associa&ccedil;&otilde;es Comerciais e Empresariais do Estado do Paran&aacute;), percebe-se um foco forte em temas comerciais (Ag&ecirc;ncia de Not&iacute;cias da Prefeitura de Curitiba, 2017). Fica a esperar que temas sociais e ambientais como o assunto da &aacute;gua como bem p&uacute;blico na regi&atilde;o ser&atilde;o integrados nas agendas de integra&ccedil;&atilde;o metropolitana (Medeiros, 2011). Por&eacute;m, o atual arranjo coloca pouca import&acirc;ncia ao assunto (Weins, 2019).</p>     <p>&nbsp;</p>     <p> <font size="3"><b>5. Discuss&atilde;o e conclus&atilde;o</b></font> </p>     <p> Visto de forma mais ampla, Curitiba &eacute; um exemplo sul americano de avan&ccedil;o de agendas de sustentabilidade, de acordos internacionais e de solu&ccedil;&otilde;es pioneiras em pol&iacute;ticas ambientais. Por&eacute;m, para a quest&atilde;o h&iacute;drica, a cidade na cabeceira do Rio Igua&ccedil;u apresenta maiores desafios do que para outras cidades brasileiras. As institui&ccedil;&otilde;es envolvidas na gest&atilde;o dos recursos h&iacute;dricos na Regi&atilde;o Metropolitana de Curitiba refletem em boa parte dos seus planos a agenda internacional, e incorporam com certo atraso as tend&ecirc;ncias de Gerenciamento Integrado de Recursos H&iacute;dricos. No entanto, o arranjo institucional escolhido no estado dificulta um di&aacute;logo verdadeiro como &ldquo;parlamento das &aacute;guas&rdquo; (Rauber e Cruz, 2013), tendo em conta as grandes diverg&ecirc;ncias de interesses. Isto, no cen&aacute;rio pol&iacute;tico atual brasileiro &eacute; um retrocesso na consolida&ccedil;&atilde;o democr&aacute;tica. </p>     <p> A pesquisa bibliogr&aacute;fica e an&aacute;lise documental baseada em dados oficiais dos planos de ordenamento territorial relevantes ao estudo de caso (RMC) mostra que as diretrizes para a gest&atilde;o dos recursos h&iacute;dricos preconizadas internacionalmente e nacionalmente s&atilde;o absorvidas com retardo e certa modifica&ccedil;&atilde;o para os arranjos na escala subnacional. A evid&ecirc;ncia vem do fato do planejamento necess&aacute;rio &agrave; gest&atilde;o h&iacute;drica na RMC ainda n&atilde;o ser, de fato, integrado, visto que os planos de habita&ccedil;&atilde;o, de sa&uacute;de e ambiental dialogam entre si de maneira limitada. Igualmente se encontram alguns &oacute;rg&atilde;os, como o comit&ecirc; de bacia, criado para facilitar a gest&atilde;o integrada, e tamb&eacute;m na estrutura estadual, como o Instituto das &Aacute;guas, que n&atilde;o est&atilde;o cumprindo os seus pap&eacute;is por v&aacute;rios desafios. Um deles poderia ser oriundo de fun&ccedil;&otilde;es n&atilde;o claramente definidas e da capacita&ccedil;&atilde;o desatualizada dos funcion&aacute;rios, outro pelo receio em atribuir tarefas e poder regulativo &agrave; sociedade civil - processo importante na consolida&ccedil;&atilde;o democr&aacute;tica - que poderia ir contra os interesses dos &oacute;rg&atilde;os respons&aacute;veis e seus funcion&aacute;rios. </p>     <p> Al&eacute;m destes fatores gerenciais, &eacute; plaus&iacute;vel tamb&eacute;m que os c&aacute;lculos para oferta e demanda da &aacute;gua n&atilde;o reflitam a realidade. Nos v&aacute;rios planos analisados, os indicadores de compara&ccedil;&atilde;o entre oferta e demanda levam em conta fatores b&aacute;sicos, mas est&atilde;o ausentes do c&aacute;lculo alguns fatores de relev&acirc;ncia como a influ&ecirc;ncia das mudan&ccedil;as clim&aacute;ticas, mudan&ccedil;as de renda da popula&ccedil;&atilde;o, e <i>spillovers</i> relacionados &agrave; apropria&ccedil;&atilde;o de &aacute;gua virtual por unidades geogr&aacute;ficas. Carmo et al. (2014), inclusive indicam que o consumo <i>per capita</i> tem aumentado em diversas capitais brasileiras a medida em que se aumenta a renda. Pode se constatar ainda que &ldquo;muitos dos problemas ambientais enfrentados pelas cidades brasileiras [...] t&ecirc;m suas origens na falta de uma postura proativa da sociedade brasileira e do poder p&uacute;blico com rela&ccedil;&atilde;o ao crescimento urbano&rdquo; (Martine e McGRANAHAN, 2010). </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p> O fato da capta&ccedil;&atilde;o de &aacute;gua estar se afastando cada vez mais da cidade p&oacute;lo (maior consumidora) pode ser considerada um aparente b&aacute;lsamo para os moradores da RMC que segue uma tend&ecirc;ncia global da forma&ccedil;&atilde;o de &ldquo;hidromegal&oacute;poles&rdquo; (Carmo e Anazawa, 2017). Contudo, pode tamb&eacute;m ser fator de adiamento do enfrentamento da baixa qualidade dos corpos h&iacute;dricos da regi&atilde;o (Gadda et al., 2018). Al&eacute;m disso, a polui&ccedil;&atilde;o dos corpos h&iacute;dricos no interior dos munic&iacute;pios (como &eacute; o caso de Curitiba) pode ser fator de desest&iacute;mulo a um planejamento urbano por bacias, como preconizado internacionalmente, pois neste caso a capta&ccedil;&atilde;o para abastecimento est&aacute; na franja e/ou fora do munic&iacute;pio. Neste &uacute;ltimo caso a responsabilidade pela qualidade da &aacute;gua &eacute; colocada sobre um outro munic&iacute;pio, gerando conflitos no uso e ocupa&ccedil;&atilde;o do territ&oacute;rio e preocupa&ccedil;&atilde;o quanto &agrave;s compensa&ccedil;&otilde;es econ&ocirc;micas cab&iacute;veis. </p>     <p> Al&eacute;m disso, os planos municipais parecem incluir diretrizes de preserva&ccedil;&atilde;o dos mananciais de maneira vaga. S&atilde;o indicadas medidas de conserva&ccedil;&atilde;o e &ldquo;melhorias ambientais&rdquo;, mas que n&atilde;o definem par&acirc;metros de monitoramento e nem objetivos claros de como tais melhorias podem ser alcan&ccedil;adas e n&atilde;o definem responsabilidades claras para este assunto. Importante citar tamb&eacute;m o essencial envolvimento dos gestores p&uacute;blicos neste processo. Um melhor monitoramento do sistema de prote&ccedil;&atilde;o ambiental levaria para uma perspectiva positiva pautada segundo os preceitos do desenvolvimento sustent&aacute;vel, que reconhece a interdepend&ecirc;ncia dos setores urbanos (Schussel e Nascimento Neto, 2015). </p>     <p> &Eacute; necess&aacute;rio um esfor&ccedil;o mais integrado na gest&atilde;o dos recursos h&iacute;dricos e na absor&ccedil;&atilde;o dos conceitos preconizados internacionalmente sob o risco de os atores envolvidos na gest&atilde;o h&iacute;drica estarem negligenciando quest&otilde;es importantes j&aacute; estabelecidas e que podem garantir a qualidade dos recursos h&iacute;dricos e seus m&uacute;ltiplos usos para o bem-estar humano. </p>     <p>&nbsp; </p>     <p><font size="3"><b>Refer&ecirc;ncias</b></font> </p>     <!-- ref --><p> &Aacute;guas Paran&aacute; (2007) Plano das Bacias do Alto Igua&ccedil;u e Afluentes do Alto Ribeira, dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.aguasparana.pr.gov.br/pagina-158.html" target="_blank"> http://www.aguasparana.pr.gov.br/pagina-158.html</a>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1701530&pid=S2182-3030202000010001400001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <p> Alvim, A. T. B., Bruna, G. C., Kato, V. R. C. (2008) &ldquo;Pol&iacute;ticas Ambientais e Urbanas em &Aacute;reas de Mananciais: Interfaces e Conflitos&rdquo;, <i>Cadernos Metr&oacute;pole</i>, 19. </p>     <p> Barreto, G. C., Silva, M. D. da, Medeiros, R. P., Nascimento, D. E. (2017) &ldquo;Marcos Institucionais Estruturantes das Dimens&otilde;es Humanas Relacionadas &agrave;s &Aacute;rea Marinhas Protegidas&rdquo;, <i> Anais do II Simp&oacute;sio Brasileiro de Desenvolvimento Territorial Sustent&aacute;vel </i> , Matinhos, PR, Brasil. Editora da UFPR Litoral. </p>     <p> Biswas, A. K., Tortajada, C. (1998) &ldquo;Water in the International Agenda&rdquo;, <i> International Forum on Technology for Water Management in the 21st Century </i> , Osaka/Shiga: UNEP. </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p> Biswas, A. K. (2004) &ldquo;From Mar del Plata to Kyoto: an analysis of global water policy dialogue&rdquo;, <i>Global Environmental Change</i>. </p>     <p> Braga, R. (2001) &ldquo;Pol&iacute;tica urbana e gest&atilde;o ambiental: considera&ccedil;&otilde;es sobre o plano diretor e o zoneamento urbano&rdquo;, in P.F. Carvalho, R. Braga, <i>Perspectivas de Gest&atilde;o Ambiental em Cidades M&eacute;dias</i>, Rio Claro: LPM-UNESP. </p>     <p> Carmo, R. L. do, Dagnino, R. de S., Johansen, I. C. (2014) &ldquo;Transi&ccedil;&atilde;o demogr&aacute;fica e transi&ccedil;&atilde;o do consumo urbano de &aacute;gua no Brasil&rdquo;, <i>Revista Brasileira de Estudos de Popula&ccedil;&atilde;o</i>. </p>     <!-- ref --><p> Carmo, R. L. D., Anazawa, T. M. (2017) <i> Hidromegal&oacute;pole S&atilde;o Paulo-Rio de Janeiro: escassez h&iacute;drica, sobreposi&ccedil;&atilde;o de espacialidades e conflitos </i> , Instituto de Pesquisa Econ&ocirc;mica Aplicada (Ipea).    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1701538&pid=S2182-3030202000010001400008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p> Coordena&ccedil;&atilde;o da Regi&atilde;o Metropolitana de Curitiba (2006) <i> Plano de Desenvolvimento Integrado da RMC: Propostas de ordenamento territorial e novo arranjo institucional </i> .    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1701540&pid=S2182-3030202000010001400009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p> Coordena&ccedil;&atilde;o da Regi&atilde;o Metropolitana de Curitiba (2017) <i>Revista da Regi&atilde;o Metropolitana de Curitiba</i>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1701542&pid=S2182-3030202000010001400010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <p> Costa, M. A., Tsukumo, I. T. L. (2013) &ldquo;Para uma an&aacute;lise-s&iacute;ntese: uma proposta tipol&oacute;gica para os sistemas de gest&atilde;o das regi&otilde;es metropolitanas do Brasil&rdquo;, in M. A. Costa, I. T. Tsukumo, <i>40 anos de Regi&otilde;es Metropolitanas no Brasil</i>, IPEA: Brasil. </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p> Costenbader, J. (2009) &ldquo;Legal Frameworks for REDD. Design and Implementation at the National Level&rdquo;, <i>IUCN Environmental Policy and Law Paper</i>. </p>     <p> Kornin, T., Carmo, J. C. B. (2013) &ldquo;O arranjo institucional de gest&atilde;o na Regi&atilde;o Metropolitana de Curitiba&rdquo;, in M. A. Costa, I. T. Tsukumo, <i>40 anos de Regi&otilde;es Metropolitanas no Brasil</i>, IPEA: Brasil. </p>     <p> Elmqvist, T., Redman, C. L., Barthel, S., Costanza, R. (2013) &ldquo;History of urbanization and the missing ecology&rdquo;, in <i> Urbanization, Biodiversity and Ecosystem Services: Challenges and Opportunities </i> . </p>     <p> Febria, C. M., Koch, B. J., Palmer, M. A. (2015) &ldquo;Operationalizing an ecosystem services-based approach for managing river biodiversity&rdquo;, in J. Martin-Ortega et al. (eds.) <i>Water Ecosystem Services, A Global Perspective</i>. Cambridge. </p>     <p> Gadda, T. M., Kaick, T. S. van, Weins, N. W. (no prelo) &ldquo;O Servi&ccedil;o Ecossist&ecirc;mico &Aacute;gua no Munic&iacute;pio de Curitiba&rdquo;, <i>Studio Cidades e Biodiversidade 2013-2017</i>. </p>     <p> Haas, P. M. (1992) &ldquo;Introduction: epistemic communities and international policy coordination&rdquo;, <i>International Organization</i>. </p>     <p> Hojda, A., Vodonis, B., Dutra, M., Freder, S. M., Cunha, T. V. (2014) &ldquo;Comit&ecirc; do Alto Igua&ccedil;u e Afluentes do Alto Ribeira: Uma Proposta do &rsquo;Subcomit&ecirc; da Bacia do Rio Bel&eacute;m&rsquo;&rdquo;, <i>Revista Meio Ambiente e Sustentabilidade</i>. </p>     <p> Horning, D., Bauer, B. O., Cohen, S. J. (2016) &ldquo;Missing bridges: Social network (dis)connectivity in water governance&rdquo;, <i>Utilities Policy</i>. </p>     <!-- ref --><p> Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Curitiba (2015) Revis&atilde;o do Plano Diretor de Curitiba.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1701553&pid=S2182-3030202000010001400020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p> Jacobi, P. R., Francalanza, A. P. (2005). Comit&ecirc;s de bacias hidrogr&aacute;ficas no Brasil: desafios de fortalecimento da gest&atilde;o compartilhada e participativa. Desenvolvimento e Meio Ambiente.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1701555&pid=S2182-3030202000010001400021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p> Klink, J. (2010). Governan&ccedil;a das metr&oacute;poles: conceitos, experi&ecirc;ncias e perspectivas. S&atilde;o Paulo: Annablume.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1701557&pid=S2182-3030202000010001400022&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <p> Kornin, T., do Carmo, J. C. B. (2013) &ldquo;O Arranjo Institucional De Gest&atilde;o Na Regi&atilde;o Metropolitana De Curitiba&rdquo; in M. A. Costa, I. T. 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(2003) &ldquo;A din&acirc;mica urbana das regi&otilde;es metropolitanas brasileiras&rdquo;, <i>Economia Aplicada</i>, 213-244. </p>     <!-- ref --><p> Lima, C. A., Mendon&ccedil;a, F. (2001) <i> Planejamento urbano-regional e crise ambiental: Regi&atilde;o Metropolitana de Curitiba. S&atilde;o Paulo em perspectiva </i> .    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1701567&pid=S2182-3030202000010001400028&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p> Marinato, C. F. (2008) Integra&ccedil;&atilde;o entre a gest&atilde;o de recursos h&iacute;dricos e a gest&atilde;o municipal urbana: estudo da inter-rela&ccedil;&atilde;o entre instrumentos de gest&atilde;o. Disserta&ccedil;&atilde;o de Mestrado. Universidade Federal do Esp&iacute;rito Santo.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1701569&pid=S2182-3030202000010001400029&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <p> Martine, G., Mcgranahan, G. (2010) &ldquo;A transi&ccedil;&atilde;o urbana brasileira: trajet&oacute;ria, dificuldades e li&ccedil;&otilde;es aprendidas&rdquo;, in R. Baeninger (Org.) <i> Popula&ccedil;&atilde;o e Cidades: subs&iacute;dios para o planejamento e para as pol&iacute;ticas p&uacute;blicas </i> , Bras&iacute;lia: UNFPA. </p>     <!-- ref --><p> Medeiros, P. C. (2011) Rela&ccedil;&otilde;es de Poder e Resist&ecirc;ncia na Gest&atilde;o Territorial das Bacias Hidrogr&aacute;ficas no Estado do Paran&aacute;. Tese de Doutorado. 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Acesso em: 2/7/2018.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1701576&pid=S2182-3030202000010001400033&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <p> Niasse, M., Cherlet, J. (2015) &ldquo;Using ecosystem services-based approaches in Integrated Water Resources Management: perspectives from the developing world&rdquo;, in J. Martin-Ortega, R. C. Ferrier, I. J. Gordon (Eds.) <i>Water ecosystem services: A global perspective</i>, Cambridge: Cambridge University Press. </p>     <p> Oliveira, J. A. P. de, Balaban, O., Doll, C. N. H., Moreno-Pe&ntilde;aranda, R., Gasparatos, A., Iossifova, D., Suwa, A. 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<body><![CDATA[<p> Rauber, D., Cruz, J. C. (2013) &ldquo;Gest&atilde;o de Recursos H&iacute;dricos: uma abordagem sobre os Comit&ecirc;s de Bacia Hidrogr&aacute;fica&rdquo;, <i>Revista Paranaense de Desenvolvimento</i>. </p>     <!-- ref --><p> Rieu-Clarke, A., Allan, A., Hendry, S. (2017) <i>Routledge handbook of water law &amp; policy</i>, Routledge.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1701586&pid=S2182-3030202000010001400041&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <p> Rocha A. A., Vianna P. C. G. (2008) &ldquo;A bacia hidrogr&aacute;fica como unidade de gest&atilde;o da &aacute;gua&rdquo;, <i> II SEMILUSO - Semin&aacute;rio Luso-Brasileiro Agricultura Familiar e Desertifica&ccedil;&atilde;o</i>. </p>     <!-- ref --><p> Rolnik, R. (1997) <i> A cidade e a lei: legisla&ccedil;&atilde;o, pol&iacute;tica urbana e territ&oacute;rios na cidade de S&atilde;o Paulo</i>, Studio Nobel.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1701589&pid=S2182-3030202000010001400043&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p> SANEPAR - Companhia de Saneamento do Paran&aacute; (2013) <i> Plano Diretor SAIC: Sistema de Abastecimento de &Aacute;gua Integrado de Curitiba e Regi&atilde;o Metropolitana</i>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1701591&pid=S2182-3030202000010001400044&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <p> Santos, L. C. de O., Weins, N. W., Schmidt, A. F. J., Gadda, T. M. C., Silva, C. L., Labiak, S., Jr. (2017) &ldquo;A integra&ccedil;&atilde;o natural-t&eacute;cnico: um olhar CTS para a urbaniza&ccedil;&atilde;o al&eacute;m do antropoc&ecirc;ntrico&rdquo;, <i> Anais do 7&ordm; Simp&oacute;sio Nacional de Ci&ecirc;ncia, Tecnologia e Sociedade/VII ESOCITE.BR/tecsoc</i>, Bras&iacute;lia. </p>     <!-- ref --><p> Schomers, S., Matzdorf, B. (2013) <i> Payments for ecosystem services: A review and comparison of developing and industrialized countries</i> , Ecosystem Services.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1701594&pid=S2182-3030202000010001400046&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <p> Schussel, Z., Nascimento Neto, P. (2015) &ldquo;Gest&atilde;o Por Bacias Hidrogr&aacute;ficas: Do Debate Te&oacute;rico &agrave; Gest&atilde;o Municipal&rdquo;, <i>Ambiente &amp; Sociedade</i>. </p>     <!-- ref --><p> Silva, G. V. (2016) <i> Desenvolvimento e aplica&ccedil;&atilde;o de indicadores da qualidade ambiental urbana: avalia&ccedil;&atilde;o da bacia hidrogr&aacute;fica do Rio Barigui</i>, Curitiba.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1701597&pid=S2182-3030202000010001400048&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p> Weins, N. (2019) Institutional Arrangements in Payments for Ecosystem Services - The case of the Miringuava watershed in the Metropolitan Region of Curitiba. Disserta&ccedil;&atilde;o de Mestrado. Universidade Tecnol&oacute;gica Federal do Paran&aacute;    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1701599&pid=S2182-3030202000010001400049&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref -->.</p>     <p>&nbsp;</p> Received: 10-06-2019; Accepted: 28-02-2020. </font>     ]]></body><back>
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