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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Derivação e validação de um modelo preditivo do perímetro abdominal]]></article-title>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Derivation and validation of a model for predicting waist circumference]]></article-title>
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<self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S2182-51732012000100005&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_abstract&amp;pid=S2182-51732012000100005&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_pdf&amp;pid=S2182-51732012000100005&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><abstract abstract-type="short" xml:lang="pt"><p><![CDATA[Objectivo: analisar a relação entre o perímetro abdominal e as características dos utentes, e desenhar um modelo preditivo do perímetro abdominal. Tipo de estudo: observacional, transversal, analítico. Local: Unidades de Saúde Familiar (USF) Eça e Cuidados de Saúde Integrados Seixal; Unidade de Cuidados de Saúde Personalizados (UCSP) Quinta da Lomba. População: utentes com = 20 anos, utilizadores da consulta destas unidades de saúde. Métodos: Amostra de conveniência, de utentes que frequentaram a consulta das USF entre Maio e Julho de 2009, e da UCSP entre Fevereiro e Abril de 2010. Os utentes foram caracterizados quanto a: idade, altura, peso, género e perímetro abdominal. A amostra colhida nas USF foi aleatoriamente dividida em dois grupos: dois terços para elaboração do modelo, um terço para determinação da validade interna. A elaboração do modelo foi efectuada com base num modelo de regressão linear múltipla, método stepwise, com probabilidade de entrada de 5% e saída de 10%. A amostra colhida na UCSP foi utilizada para validação externa. Resultados: a amostra das USF foi constituída por 493 utentes, 55,6% da USF Eça, 64,3% do género feminino. Média de idades 57,7 ± 0,8 anos, altura média 162 ± 0,4cm, IMC médio 27,3 ± 0,2kg/m², e perímetro abdominal médio 93,8 ± 0,5cm. A comparação dos grupos de modelação e validação interna não revelou diferenças significativas pelo que se consideraram homogéneos. Elaborou-se um modelo preditivo do perímetro abdominal em que todas as variáveis se revelaram significativas, com um R² = 0,772. O modelo apresentou validade interna de 92,7%. A aplicação do modelo ao grupo de validação externa, constituído por 240 utentes, mostrou que 93,8% destes tinham o seu perímetro abdominal no intervalo de 95% de confiança predito pelo modelo. Conclusões: As características individuais dos utentes podem ser utilizadas para estimar os seus perímetros abdominais.]]></p></abstract>
<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Objective: To analyze the relationship between waist circumference and the age, gender, height, and weight of patients, and to design a model to predict waist circumference using these variables. Type of study: Observational Setting: Eça Family Health Unit (FHU), Cuidados de Saúde Integrados Seixal and Quinta da Lomba. Health Care Center (HCC) Population: Patients aged 20 years or older attending medical consultations in these units. Methods: A convenience sample of patients was drawn from patients who attended medical consultations at the FHU in May and July 2009, and the HCC between February and April 2010. Data collected from patients included age, height, weight, gender, and waist circumference. The population at the FHU was randomly divided into two groups. Data obtained from two thirds of the patients were used for developing the model and data from the remaining one third were used to determine the internal validity of the model. The model design was based on a multiple linear regression model, using the stepwise method, with a 5% entry probability and a 10% removal probability. The sample of patients from the HCC was used for external validation of the model. Results and Conclusions: The FHU sample included 493 patients, of these 55,6% were from USF Eça, and 64,3% were female. The average age of patients in the sample was 57,7 ± 0,8 years, the mean height was 162 ± 0,4 cm, the mean BMI was 27,3 ± 0,2 kg/m², and the mean waist circumference was 93,8 ± 0,5 cm. Comparison of the modeling and internal validation groups revealed no significant differences between them. A model for the prediction of waist circumference was designed. All predictor variables were significantly associated with the outcome variable with an R² = 0,772. The model showed an internal validity of 92,7%. Applying the model to the external validation group, consisting of 240 patients, showed that the model predicted the waist circumference of 93,8% of these patients within the 95% confidence interval predicted by the model. In conclusion height, weight, age and gender can be used to accurately estimate waist circumference.]]></p></abstract>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[Perímetro Abdominal]]></kwd>
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<kwd lng="en"><![CDATA[Cardiovascular Diseases]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[Linear Models]]></kwd>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><b>ESTUDOS ORIGINAIS</b></p>       <p><font size="4"><b>Deriva&#231;&#227;o e valida&#231;&#227;o de um modelo     preditivo do per&#237;metro abdominal</b></font></p>         <p><font size="3"><b>Derivation     and validation of a model for predicting waist&nbsp;circumference</b></font></p>       <p><b>Cristina Marques,* Rodrigo Neves,**     Frederico Ros&#225;rio***</b></p>       <p>*Interna de     Medicina Geral e Familiar, USF CSI, Seixal.</p>       <p>**Interno de     Medicina Geral e Familiar, USF E&#231;a, Barreiro.</p>       <p>***Assistente     de Medicina Geral e Familiar, UCSP Quinta da Lomba, Barreiro.</p>       <p><a href="#c0">Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia</a> | <a href="#c0">Direcci&oacute;n para correspondencia</a> | <a href="#c0">Correspondence</a><a name="topc0"></a></p> <hr/>    <p>&nbsp;</p>       <p><b>RESUMO</b></p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Objectivo:</b> analisar a rela&#231;&#227;o entre o     per&#237;metro abdominal e as caracter&#237;sticas dos utentes, e desenhar um modelo     preditivo do per&#237;metro abdominal.</p>       <p><b>Tipo de estudo:</b> observacional,     transversal, anal&#237;tico.</p>       <p><b>Local:</b> Unidades de Sa&#250;de Familiar (USF)     E&#231;a e Cuidados de Sa&#250;de Integrados Seixal; Unidade de Cuidados de Sa&#250;de     Personalizados (UCSP) Quinta da Lomba.</p>       <p><b>Popula&#231;&#227;o:</b>     utentes com &#8805; 20 anos, utilizadores da consulta destas unidades de sa&#250;de.</p>       <p><b>M&#233;todos:</b> Amostra de conveni&#234;ncia, de     utentes que frequentaram a consulta das USF entre Maio e Julho de 2009, e da     UCSP entre Fevereiro e Abril de 2010. Os utentes foram caracterizados quanto a:     idade, altura, peso, g&#233;nero e per&#237;metro abdominal. A amostra colhida nas USF     foi aleatoriamente dividida em dois grupos: dois ter&#231;os para elabora&#231;&#227;o do     modelo, um ter&#231;o para determina&#231;&#227;o da validade interna. A elabora&#231;&#227;o do modelo     foi efectuada com base num modelo de regress&#227;o linear m&#250;ltipla, m&#233;todo stepwise,     com probabilidade de entrada de 5% e sa&#237;da de 10%. A amostra colhida na UCSP     foi utilizada para valida&#231;&#227;o externa.</p>       <p><b>Resultados:</b> a amostra das USF foi     constitu&#237;da por 493 utentes, 55,6% da USF E&#231;a, 64,3% do g&#233;nero feminino. M&#233;dia     de idades 57,7 &#177; 0,8 anos, altura m&#233;dia 162 &#177; 0,4cm, IMC m&#233;dio 27,3 &#177; 0,2kg/m<sup>2</sup>,     e per&#237;metro abdominal m&#233;dio 93,8 &#177; 0,5cm. A compara&#231;&#227;o dos grupos de modela&#231;&#227;o     e valida&#231;&#227;o interna n&#227;o revelou diferen&#231;as significativas pelo que se     consideraram homog&#233;neos. Elaborou-se um modelo preditivo do per&#237;metro abdominal     em que todas as vari&#225;veis se revelaram significativas, com um R<sup>2</sup> =     0,772. O modelo apresentou validade interna de 92,7%. A aplica&#231;&#227;o do modelo ao     grupo de valida&#231;&#227;o externa, constitu&#237;do por 240 utentes, mostrou que 93,8% destes     tinham o seu per&#237;metro abdominal no intervalo de 95% de confian&#231;a predito pelo     modelo.</p>       <p><b>Conclus&#245;es:</b> As caracter&#237;sticas     individuais dos utentes podem ser utilizadas para estimar os seus per&#237;metros     abdominais.</p>       <p><b>Palavras-Chave:</b> Per&#237;metro Abdominal;     Risco; Doen&#231;as Cardiovasculares; Modelo Linear.</p>     <hr/>       <p><b>ABSTRACT</b></p>         <p><b>Objective:</b> To analyze the relationship     between waist circumference and the age, gender, height, and weight of     patients, and to design a model to predict waist circumference using these     variables.</p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Type of study:</b> Observational</p>       <p><b>Setting:</b> E&#231;a Family Health Unit (FHU),     Cuidados de Sa&#250;de Integrados Seixal and Quinta da Lomba. Health Care Center     (HCC)</p>       <p>Population:     Patients aged 20 years or older attending medical consultations in these units.</p>       <p><b>Methods:</b> A convenience sample of     patients was drawn from patients who attended medical consultations at the FHU     in May and July 2009, and the HCC between February and April 2010. Data     collected from patients included age, height, weight, gender, and waist     circumference. The population at the FHU was randomly divided into two groups.     Data obtained from two thirds of the patients were used for developing the     model and data from the remaining one third were used to determine the internal     validity of the model. The model design was based on a multiple linear     regression model, using the stepwise method, with a 5% entry probability and a     10% removal probability. The sample of patients from the HCC was used for external     validation of the model.</p>       <p><b>Results and Conclusions:</b> The FHU sample     included 493 patients, of these 55,6% were from USF E&#231;a, and 64,3% were female.     The average age of patients in the sample was 57,7 &#177; 0,8 years, the mean height     was 162 &#177; 0,4 cm, the mean BMI was 27,3 &#177; 0,2 kg/m<sup>2</sup>, and the mean     waist circumference was 93,8 &#177; 0,5 cm. Comparison of the modeling and internal     validation groups revealed no significant differences between them. A model for     the prediction of waist circumference was designed. All predictor variables     were significantly associated with the outcome variable with an R<sup>2</sup> =     0,772. The model showed an internal validity of 92,7%. Applying the model to     the external validation group, consisting of 240 patients, showed that the     model predicted the waist circumference of 93,8% of these patients within the     95% confidence interval predicted by the model.</p>       <p>In     conclusion height, weight, age and gender can be used to accurately estimate     waist circumference.</p>       <p><b>Keywords:</b> Waist Circumference; Risk;     Cardiovascular Diseases; Linear Models.</p>     <hr/>       <p><b>Introdu&#231;&#227;o</b></p>       <p>As doen&#231;as     cardiovasculares constituem a principal causa de morte em Portugal, tendo em     2009 sido respons&#225;veis, de acordo com os dados do Instituto Nacional de     Estat&#237;stica, por 31,9% das mortes.<sup>1</sup> Nos &#250;ltimos anos o excesso de     peso/obesidade tem ganho especial import&#226;ncia como factor de risco     cardiovascular, estimando-se que este factor de risco possa ser respons&#225;vel por     at&#233; 7% dos gastos em sa&#250;de.<sup>2</sup></p>       <p>Tradicionalmente     usado como marcador de risco cardiovascular, o &#237;ndice de massa corporal (IMC)     tem sido criticado por reflectir tanto o tecido adiposo como a massa magra.<sup>3</sup> A evid&#234;ncia actual sugere que as complica&#231;&#245;es vasculares encontradas no utente     obeso est&#227;o mais relacionadas com a localiza&#231;&#227;o do tecido adiposo do que com o     seu total corporal, tendo-se encontrado uma forte rela&#231;&#227;o entre a adiposidade     intra-abdominal e o risco cardiovascular.<sup>4</sup></p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A vis&#227;o     tradicional do tecido adiposo visceral como simples dep&#243;sito de energia tem     sido substitu&#237;da pela de um verdadeiro &#243;rg&#227;o end&#243;crino com efeitos aut&#243;crinos,     par&#225;crinos e sist&#233;micos.<sup>5</sup> Foram j&#225; identificadas diversas     subst&#226;ncias segregadas pelo tecido adiposo visceral que podem explicar a     frequente associa&#231;&#227;o deste com outros factores de risco, como por exemplo o     angiotensinog&#233;nio, as angiotensinas I e II, e a hipertens&#227;o arterial, ou a     resistina e a resist&#234;ncia &#224; insulina, entre outras.<sup>5</sup> O     reconhecimento da associa&#231;&#227;o do excesso de obesidade abdominal com o risco     cardiovascular e metab&#243;lico<sup>6,7</sup> levou &#224; sua inclus&#227;o na determina&#231;&#227;o     do risco cardiovascular global nas normas de orienta&#231;&#227;o cl&#237;nica da Sociedade     Europeia de Cardiologia (ESC), que sugere para a sua avalia&#231;&#227;o a medi&#231;&#227;o do     per&#237;metro abdominal (PA).<sup>8</sup> A inclus&#227;o desta vari&#225;vel na avalia&#231;&#227;o do     risco cardiovascular parece ganhar ainda maior import&#226;ncia se for tida em conta     a altura do indiv&#237;duo.<sup>6,7,9,10</sup> A medi&#231;&#227;o antropom&#233;trica da obesidade     abdominal &#233; simples, barata e acess&#237;vel, estando fortemente correlacionada com     as medidas radiol&#243;gicas usadas para a sua determina&#231;&#227;o, como por exemplo a     tomografia computorizada, a resson&#226;ncia magn&#233;tica ou a     absorsiometria&nbsp;radiol&#243;gica de dupla energia.<sup>4,6,8,10</sup></p>       <p>Para     alcan&#231;ar o PA desejado, o utente deve ser aconselhado a adoptar estilos de vida     saud&#225;veis, especialmente no que diz respeito a uma dieta equilibrada e &#224;     pr&#225;tica regular de exerc&#237;cio f&#237;sico.<sup>8,11</sup> As metas preconizadas para     o PA s&#227;o diferentes consoante o g&#233;nero do utente, no entanto n&#227;o t&#234;m em conta     outras caracter&#237;sticas, como por exemplo a idade ou estatura, que comprovadamente     influenciam o PA.<sup>4,12</sup> Assim, este estudo teve como objectivos     determinar a influ&#234;ncia que o IMC, a idade, a altura, a massa corporal e o     g&#233;nero t&#234;m sobre o PA atrav&#233;s da deriva&#231;&#227;o e valida&#231;&#227;o de um modelo preditor do     PA com aplicabilidade na pr&#225;tica cl&#237;nica que permita uma interven&#231;&#227;o     personalizada visando a sua redu&#231;&#227;o.</p>       <p><b>M&#201;TODOS</b></p>       <p>Estudo     observacional, transversal e anal&#237;tico, realizado na Unidade de Cuidados de     Sa&#250;de Personalizados (UCSP) Quinta da Lomba e Unidade Sa&#250;de Familiar (USF) E&#231;a,     pertencentes ao Agrupamento de Centros de Sa&#250;de (ACES) Arco Ribeirinho, e na     USF Cuidados de Sa&#250;de Integrados (CSI), pertencente ao ACES Seixal-Sesimbra.</p>       <p>A recolha     dos dados decorreu em dois per&#237;odos: o primeiro, realizado na USF E&#231;a e na USF     CSI entre Maio e Julho de 2009, visou a elabora&#231;&#227;o do modelo preditivo e sua     valida&#231;&#227;o interna; o segundo per&#237;odo, realizado na UCSP Quinta da Lomba entre     Fevereiro e Abril de 2010, teve como intuito a valida&#231;&#227;o externa do modelo.</p>       <p>O estudo     teve como popula&#231;&#227;o alvo os utentes com 20 ou mais anos de idade das     institui&#231;&#245;es acima referidas. Foi colhida uma amostra de conveni&#234;ncia referente     aos utentes que frequentaram a consulta de Sa&#250;de do Adulto nos per&#237;odos de     recolha dos dados.</p>       <p>Os utentes     foram caracterizados quanto a: idade (anos), g&#233;nero (categorizado em masculino     e feminino), altura (cent&#237;metros), massa corporal (kg) e PA (cent&#237;metro, medido     com fita m&#233;trica numa linha paralela ao solo, passando pelos pontos m&#233;dios     situados entre o bordo inferior da &#250;ltima costela e o bordo superior da crista     il&#237;aca antero-superior).<sup>8</sup> Com base nos dados recolhidos foi     calculada a vari&#225;vel IMC (kg/m2) atrav&#233;s da equa&#231;&#227;o:</p>       <p>IMC (kg / m<sup>2</sup>)     = Massa corporal (kg) / altura<sup>2</sup> (m)</p>       <p>A avalia&#231;&#227;o     das vari&#225;veis antropom&#233;tricas foi efectuada por avalia&#231;&#227;o &#250;nica com os     instrumentos de medida dispon&#237;veis nos consult&#243;rios de cada m&#233;dico. A recolha     dos dados foi realizada durante o tempo de consulta pelos m&#233;dicos que aceitaram     participar no estudo.</p>       <p>Os dados,     depois de recolhidos e codificados, foram transferidos para uma matriz inserida     na aplica&#231;&#227;o inform&#225;tica Microsoft Excel<sup>&#174;</sup> 2003.<sup>13</sup> O     tratamento dos dados foi efectuado com recurso aos softwares R<sup>&#174;</sup> 2.9.2.<sup>14</sup> e SPSS&#174; 15.0 para Windows (SPSS Inc., Chicago IL).<sup>15</sup></p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A primeira     amostra, colhida na USF E&#231;a e USF CSI, foi dividida em dois grupos de forma     aleat&#243;ria atrav&#233;s da gera&#231;&#227;o de uma sequ&#234;ncia de n&#250;meros aleat&#243;rios: dois     ter&#231;os foram utilizados para a elabora&#231;&#227;o do modelo preditivo; um ter&#231;o para a     sua valida&#231;&#227;o interna. A homogeneidade destas duas amostras foi testada atrav&#233;s     dos testes <font face:"Symbol">c</font><sup>2</sup> de Pearson para as vari&#225;veis categ&#243;ricas e <i>t     de Student</i> para duas amostras independentes para as vari&#225;veis cont&#237;nuas.     Para a tomada de decis&#227;o adoptou-se o n&#237;vel de signific&#226;ncia de 5%.</p>       <p>A     import&#226;ncia das vari&#225;veis estudadas foi determinada atrav&#233;s do modelo de     regress&#227;o linear m&#250;ltipla, m&#233;todo <i>stepwise,</i> com probabilidade de entrada de 5% e sa&#237;da de 10%.</p>       <p>As validades     interna e externa foram avaliadas pela percentagem de utentes das amostras de     valida&#231;&#227;o cujo per&#237;metro abdominal medido se encontrava dentro do intervalo de     confian&#231;a de 95% predito pelo modelo. As validades foram comparadas atrav&#233;s do     teste <font face:"Symbol">c</font><sup>2</sup> para compara&#231;&#227;o de propor&#231;&#245;es.</p>       <p><b>RESULTADOS</b></p>       <p><b>An&#225;lise Descritiva</b></p>       <p>A primeira     amostra, compreendendo os grupos para elabora&#231;&#227;o do modelo preditivo e     valida&#231;&#227;o interna, contabilizou um total de 493 utentes. As caracter&#237;sticas     desta amostra podem ser consultadas no <a href="#q1">Quadro I</a>.</p>     <p>&nbsp;</p>       <p align="center"><a name="q1"></a><img src="/img/revistas/rpmgf/v28n1/28n1a05q1.jpg"/></p>       
<p>&nbsp;</p>       <p>Ap&#243;s a     aleatoriza&#231;&#227;o destes utentes foram obtidos dois grupos: o primeiro, que teve     como intuito a elabora&#231;&#227;o do modelo preditivo, foi composto por 329 elementos;     o segundo, destinado &#224; valida&#231;&#227;o interna do modelo obtido, foi constitu&#237;do por 164 utentes. As caracter&#237;sticas destes dois grupos est&#227;o descritas no <a href="#q2">Quadro II</a>.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>       <p align="center"><a name="q2"></a><img src="/img/revistas/rpmgf/v28n1/28n1a05q2.jpg"/></p>     
<p>&nbsp;</p>       <p>A amostra de     modela&#231;&#227;o apresentou uma idade m&#233;dia de 58,4 &#177; 17,1 anos, com idades     compreendidas entre os 20 e os 95 anos. Foi observada uma altura m&#233;dia de 161,7     &#177; 9,4cm com um m&#237;nimo de 135cm e um m&#225;ximo de 185cm. Os elementos desta amostra     tinham um peso m&#233;dio de 72,0 &#177; 14,0kg variando entre os 40kg e os 126kg. O IMC     m&#233;dio foi de 27,6 &#177; 4,5kg/m<sup>2</sup>, com um m&#237;nimo de 17,8 kg/m2 e um     m&#225;ximo de 42,2kg/m<sup>2</sup>. A maioria dos participantes era do g&#233;nero     feminino (66,3%).</p>       <p>A amostra de     valida&#231;&#227;o interna apresentou uma idade m&#233;dia de 56,2 &#177; 17,2 anos, com idades     compreendidas entre os 20 e os 91 anos. Foi observada uma altura m&#233;dia de 162,5     &#177; 9,6cm com um m&#237;nimo de 144cm e um m&#225;ximo de 187cm. Os elementos desta amostra     tinham um peso m&#233;dio de 71,4 &#177; 14,4kg variando entre os 40kg e os 119kg. O IMC     m&#233;dio foi de 27,0 &#177; 4,6kg/m<sup>2</sup>, com um m&#237;nimo de 16,2 kg/m<sup>2</sup> e um m&#225;ximo de 44,0kg/m<sup>2</sup>. A maioria dos participantes era do g&#233;nero     feminino (60,4%).</p>       <p>N&#227;o foram     encontradas diferen&#231;as significativas entre as amostras de modela&#231;&#227;o e de valida&#231;&#227;o interna pelo que estas foram consideradas homog&#233;neas (<a href="#q2">Quadro II</a>).</p>       <p>A segunda     amostra, destinada &#224; valida&#231;&#227;o externa do modelo, foi constitu&#237;da por 240     utentes. Esta apresentou uma idade m&#233;dia de 60,8 &#177; 14,7 anos, com idades     compreendidas entre os 21 e os 93 anos. Foi observada uma altura m&#233;dia de 161,5     &#177; 8,5cm com um m&#237;nimo de 142cm e um m&#225;ximo de 188cm. Os elementos desta amostra     tinham um peso m&#233;dio de 71,0 &#177; 13,8kg variando entre os 43kg e os 118kg. O IMC     m&#233;dio foi de 27,2 &#177; 4,7kg/m<sup>2</sup>, com um m&#237;nimo de 17,2 kg/m<sup>2</sup> e um m&#225;ximo de 42,7kg/m<sup>2</sup>. A maioria dos participantes era do g&#233;nero     feminino (61,2%). A compara&#231;&#227;o com a amostra de modela&#231;&#227;o n&#227;o revelou diferen&#231;as significativas (<a href="#q3">Quadro III</a>).</p>     <p>&nbsp;</p>       <p align="center"><a name="q3"></a><img src="/img/revistas/rpmgf/v28n1/28n1a05q3.jpg"/></p>     
<p>&nbsp;</p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Modelo de Regress&#227;o Linear</b></p>       <p>Foram     introduzidas no modelo as vari&#225;veis idade, g&#233;nero, altura, massa corporal, PA e     IMC. Exceptuando a vari&#225;vel massa corporal, todas as vari&#225;veis introduzidas no     modelo foram significativas, tendo-se obtido o seguinte modelo preditivo do PA:</p>       <p>PA =     2,019*IMC + 0,211*(Idade - 20) </p>       <p>+     0,327*Altura - 1,951*G&#233;nero - 21,031</p>       <p>em que     G&#233;nero &#233; uma vari&#225;vel dicot&#243;mica que toma o valor 0 se masculino e 1 se     feminino.</p>       <p>A vari&#225;vel     massa corporal foi exclu&#237;da do modelo por apresentar elevada colinearidade com     as vari&#225;veis altura e IMC (Toler&#226;ncia = 0,011; Factor de Infla&#231;&#227;o da Vari&#226;ncia     = 92,96).</p>       <p>Foram verificados     os pressupostos te&#243;ricos de aplicabilidade do modelo (normalidade,     homocedasticidade, inexist&#234;ncia de correla&#231;&#227;o serial, inexist&#234;ncia de     multicolinearidade e aus&#234;ncia de observa&#231;&#245;es influentes). O modelo mostrou ter     um R<sup>2</sup> de 0,772 e um erro-padr&#227;o de 5,71cm, como se descreve em maior     detalhe no <a href="#q4">Quadro IV</a>. A vari&#225;vel mais importante para a determina&#231;&#227;o do PA foi     o IMC com um R<sup>2</sup> de 0,641 indicando que, por cada unidade de aumento     do IMC, o PA aumenta em m&#233;dia 2,019cm. O modelo mostrou tamb&#233;m que a vari&#225;vel     altura &#233; um preditor independente do PA, aumentando este 0,327cm por cada     cent&#237;metro de altura. O modelo mostrou ainda que o PA aumenta com a idade,     estimando um incremento de 0,211cm por cada ano. Por fim verificou-se que o     g&#233;nero feminino apresenta em m&#233;dia um PA inferior ao do g&#233;nero masculino em     cerca de 1,951cm.</p>     <p>&nbsp;</p>    <p align="center"><a name="q4"></a><img src="/img/revistas/rpmgf/v28n1/28n1a05q4.jpg"/></p>    
<p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Validades Interna e Externa</b></p>       <p>A aplica&#231;&#227;o     do modelo &#224; amostra de validade interna mostrou que 152 casos (92,7%; IC<sub>95%</sub>:     88,7% - 96,7%) foram correctamente preditos pelo modelo. O mesmo modelo     aplicado &#224; amostra de valida&#231;&#227;o externa previu correctamente o PA de 225 casos     (93,8%; IC<sub>95%</sub>: 90,7% - 96,8%), n&#227;o diferindo estas percentagens de     forma significativa (<font face:"Symbol">c</font><sup>2</sup><sub>Pearson(1)</sub> = 0,178; p = 0,67).</p>       <p><b>DISCUSS&#195;O</b></p>       <p>Os     resultados deste estudo mostraram que as vari&#225;veis IMC, g&#233;nero, idade e altura     de um utente podem ser inclu&#237;das num modelo preditivo que permite estimar com     precis&#227;o o seu PA.</p>       <p>Neste estudo     o IMC foi a vari&#225;vel com maior influ&#234;ncia na determina&#231;&#227;o do PA, ou seja,     quanto maior o IMC do utente maior dever&#225; ser o seu PA. Este resultado est&#225; de     acordo com outros estudos que encontraram uma forte correla&#231;&#227;o entre o IMC e o     PA.<sup>4,12,16</sup> As correla&#231;&#245;es encontradas, tanto no nosso estudo como     noutros anteriormente publicados, n&#227;o s&#227;o perfeitas, o que pode ser explicado,     por um lado, por o IMC n&#227;o representar apenas a massa gorda,<sup>3</sup> por     outro, por ser necess&#225;rio ter em conta outras vari&#225;veis que influenciam o valor     do PA.</p>       <p>Um aspecto     interessante deste estudo foi o ter mostrado que a altura do utente tem influ&#234;ncia     no PA. De facto, &#233; conceb&#237;vel que uma pessoa mais alta apresente um maior PA     sem que este esteja, necessariamente, associado a maior obesidade visceral.     Esta rela&#231;&#227;o foi demonstrada por Heymsfield e colaboradores, ou seja,     indiv&#237;duos mais altos apresentam per&#237;metros abdominais superiores quando     comparados com indiv&#237;duos com estaturas inferiores, e que esta rela&#231;&#227;o se torna     ainda mais evidente ap&#243;s ajustamento para outras vari&#225;veis.<sup>17</sup> Schneider e colaboradores consideram que o estabelecimento de um ponto de corte     para o PA sem ter em conta a altura do indiv&#237;duo pode subestimar a quantidade     relativa de adiposidade abdominal em indiv&#237;duos de baixa estatura e sobrestimar     nos indiv&#237;duos mais altos.<sup>7</sup> Como solu&#231;&#227;o para este problema, v&#225;rios estudos t&#234;m     apontado a determina&#231;&#227;o da raz&#227;o entre o PA e a altura <i>(waist-to-height ratio, WHtR)</i> como um melhor indicador de risco     cardiovascular que o IMC ou que o PA isoladamente.<sup>4,6,7,18</sup> Este     problema foi tido em conta nas normas de orienta&#231;&#227;o cl&#237;nica da ESC, que     recomenda que a avalia&#231;&#227;o do PA tenha em aten&#231;&#227;o a altura do utente na     determina&#231;&#227;o do risco cardiovascular.<sup>8</sup></p>       <p>Neste estudo     verificou-se que o g&#233;nero influencia o PA, isto &#233;, para o mesmo IMC, altura e     idade, um homem apresenta em m&#233;dia mais 1,951cm de PA. A exist&#234;ncia desta     diferen&#231;a est&#225; de acordo com as recomenda&#231;&#245;es da ESC<sup>8</sup> que recomenda     valores diferentes de PA consoante o g&#233;nero, devendo os utentes ser     aconselhados a reduzir o seu peso caso o PA seja &#8805; 102cm no g&#233;nero     masculino ou &#8805; 88cm no g&#233;nero feminino. No entanto, verifica-se que a     diferen&#231;a entre estes dois valores &#233; de 14cm ao passo que no nosso modelo a     diferen&#231;a &#233; de apenas cerca de 2cm. Uma poss&#237;vel explica&#231;&#227;o para esta     discrep&#226;ncia relaciona-se com a inclus&#227;o da altura no modelo. De facto, o     g&#233;nero masculino apresenta, em m&#233;dia, na idade adulta, uma altura superior ao     g&#233;nero feminino, um efeito j&#225; inclu&#237;do no modelo proposto. Se tivermos como     refer&#234;ncia as curvas de crescimento da Direc&#231;&#227;o-Geral da Sa&#250;de,<sup>19</sup> verificamos que o percentil 50 aos 20 anos no g&#233;nero masculino &#233; 177cm para a     estatura e 23,0kg/m<sup>2</sup> para o IMC, ao passo que no g&#233;nero feminino &#233;     163cm e 21,8kg/m<sup>2</sup> respectivamente. Se estas diferen&#231;as de 14cm na     estatura e de 1,2kg/m<sup>2</sup> no IMC forem aplicadas no modelo verifica-se     uma diferen&#231;a m&#233;dia de PA de 2,019 * 1,2 + 0,327 * 14 = 7,0cm entre os dois     g&#233;neros. Ou seja, em conjunto, as diferen&#231;as de altura, IMC e g&#233;nero     representariam uma diferen&#231;a m&#233;dia de 7,0 + 1,95 = 8,95cm. Estes resultados     mostram que &#233; mais dif&#237;cil alcan&#231;ar o objectivo preconizado pelas normas das     ESC no g&#233;nero feminino no que diz respeito ao PA.</p>       <p>Os     resultados deste estudo mostraram ainda que o PA tem tend&#234;ncia a aumentar com a     idade, ou seja, utentes mais idosos apresentam tendencialmente maior PA. De     facto, de acordo com este modelo, o PA aumenta cerca de 1cm a cada 5 anos,     rela&#231;&#227;o esta que &#233; independente do g&#233;nero, altura ou IMC do indiv&#237;duo. Assim, &#233;     de esperar que seja mais dif&#237;cil atingir os objectivos para o PA no utente mais     idoso. Esta rela&#231;&#227;o ganha ainda maior import&#226;ncia se tivermos em conta que a     pr&#243;pria idade &#233; considerada um factor de risco independente para o risco     cardiovascular. De acordo com as normas de ESC, o risco est&#225; aumentado no homem     a partir dos 55 anos, e na mulher a partir dos 65 anos.<sup>8</sup> Estes     resultados parecem indicar a exist&#234;ncia de um mecanismo subjacente que     justifique o aumento concomitante do per&#237;metro abdominal com a idade. Uma     poss&#237;vel explica&#231;&#227;o para este fen&#243;meno poder&#225; estar relacionada com a     sarcopenia associada &#224; idade, ou seja, a redu&#231;&#227;o da massa muscular esquel&#233;tica     que ocorre mesmo no idoso saud&#225;vel.<sup>20,21</sup> Este fen&#243;meno parece ter     natureza multifactorial, estando relacionado com altera&#231;&#245;es na enerva&#231;&#227;o     central e perif&#233;rica, modifica&#231;&#245;es hormonais e inflamat&#243;rias com efeitos     catab&#243;licos a n&#237;vel muscular, e redu&#231;&#245;es na ingesta cal&#243;rica e proteica, que se     revelam mais pronunciados no g&#233;nero masculino.<sup>21</sup> A diminui&#231;&#227;o da     massa muscular esquel&#233;tica induz uma diminui&#231;&#227;o da taxa metab&#243;lica basal, que     no adulto jovem pode ser respons&#225;vel por 60 a 80% do gasto energ&#233;tico di&#225;rio.<sup>22</sup> Apesar de ocorrer redu&#231;&#227;o da ingesta cal&#243;rica com a idade, esta &#233;     desproporcionada relativamente &#224; perda muscular, resultando em aumento da massa     gorda corporal<sup>22</sup> onde se inclui o tecido adiposo visceral associado     ao aumento do PA. Este mecanismo refor&#231;a a import&#226;ncia da modifica&#231;&#227;o dos     estilos de vida, nomeadamente uma alimenta&#231;&#227;o correcta e pr&#225;tica regular de     exerc&#237;cio f&#237;sico, na redu&#231;&#227;o do risco cardiovascular associado &#224; idade.</p>       <p>De todas as     vari&#225;veis com potencial influ&#234;ncia no PA avaliadas neste estudo, a &#250;nica     pass&#237;vel de ser intervencionada &#233; o IMC, atrav&#233;s da modifica&#231;&#227;o da massa     corporal. Os resultados deste estudo mostraram que o conhecimento das     caracter&#237;sticas do utente pode ser utilizado para estimar o PA. O modelo mostrou     ter excelente validade interna e externa, deixando antever a sua potencial     aplicabilidade em contexto cl&#237;nico atrav&#233;s da individualiza&#231;&#227;o do plano     terap&#234;utico, mais concretamente no estabelecimento de metas de redu&#231;&#227;o ponderal     com vista a reduzir o risco cardiovascular.</p>       <p>Devem ser     reconhecidas algumas limita&#231;&#245;es deste estudo. Trata-se de uma amostra de     conveni&#234;ncia pelo que a generaliza&#231;&#227;o dos resultados deve ser feita com     cautela. Opt&#225;mos por uma amostra de conveni&#234;ncia por se tratar de uma primeira     abordagem a esta linha de investiga&#231;&#227;o em que tivemos a inten&#231;&#227;o de verificar     se seria poss&#237;vel prever o PA com base no conhecimento de algumas     caracter&#237;sticas do utente. Reconhecemos tamb&#233;m que o estudo n&#227;o considerou     outras vari&#225;veis com potencial explicativo do PA, como por exemplo a ra&#231;a,<sup>8,17</sup> estado de sa&#250;de<sup>17</sup> ou o consumo de &#225;lcool. A variabilidade do modelo     poder&#225; ter sido influenciada pelos diferentes instrumentos de medida     dispon&#237;veis em cada consult&#243;rio m&#233;dico bem como pela medi&#231;&#227;o &#250;nica das vari&#225;veis     em estudo.</p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Em     conclus&#227;o, este estudo mostrou que &#233; poss&#237;vel prever o PA com base no     conhecimento das caracter&#237;sticas individuais do utente. A utiliza&#231;&#227;o deste tipo     de modelos na pr&#225;tica cl&#237;nica poder&#225; facilitar o aconselhamento objectivo e     individualizado e em &#250;ltima inst&#226;ncia resultar numa melhor abordagem da redu&#231;&#227;o     ponderal e consequente redu&#231;&#227;o do risco cardiovascular.</p>       <p>&nbsp;</p>       <p><b>REFER&#202;NCIAS BIBLIOGR&#193;FICAS</b></p>       <!-- ref --><p>1. Instituto     Nacional de Estat&#237;stica &#211;bitos por causa de morte. Dispon&#237;vel em:     <a href="http://www.ine.pt/xportal/xmain?xpid=INE&amp;xpgid=ine_indicadores&amp;indOcorrCod=0001675&amp;contexto=bd&amp;selTab=tab2&amp;xlang=pt" target="_blank">http://www.ine.pt/xportal/xmain?xpid=INE&amp;xpgid=ine_indicadores&amp;indOcorrCod=0001675&amp;contexto=bd&amp;selTab=tab2&amp;xlang=pt</a>     [acedido em 15/01/2012].    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000086&pid=S2182-5173201200010000500001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>2. Phillips     LK, Prins JB. The link between abdominal obesity and the metabolic syndrome.     Curr Hypertens Rep 2008 Apr; 10 (2): 156-64.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000088&pid=S2182-5173201200010000500002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>3. Taylor     AE, Ebrahim S, Ben-Shlomo Y, Martin RM, Whincup PH, Yarnell JW, et al.     Comparison of the associations of body mass index and measures of central     adiposity and fat mass with coronary heart disease, diabetes, and all-cause     mortality: a study using data from 4 UK cohorts. Am J Clin Nutr 2010 Mar; 91     (3): 547-56.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000090&pid=S2182-5173201200010000500003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>4. Gruson E,     Montaye M, Kee F, Wagner A, Bingham A, Ruidavets JB, et al. Anthropometric     assessment of abdominal obesity and coronary heart disease risk in men: the     PRIME study. Heart 2010 Jan; 96 (2): 136-40.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000092&pid=S2182-5173201200010000500004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>5. Kershaw     EE, Flier JS. Adipose tissue as an endocrine organ. J Clin Endocrinol Metab     2004 Jun; 89 (6): 2548-56.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000094&pid=S2182-5173201200010000500005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>6. Haun DR,     Pitanga FJ, Lessa I. Raz&#227;o cintura-estatura comparado a outros indicadores     antropom&#233;tricos de obesidade como preditor de risco coronariano elevado. Rev     Assoc Med Bras 2009 Nov-Dec; 55 (6): 705-11.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000096&pid=S2182-5173201200010000500006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>7. Schneider     HJ, Friedrich N, Klotsche J, Pieper L, Nauck M, John U, et al. The predictive     value of different measures of obesity for incident cardiovascular events and     mortality. J Clin Endocrinol Metab 2010 Apr; 95 (4): 1777-85.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000098&pid=S2182-5173201200010000500007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>8. Graham I,     Atar D, Borch-Johnsen K, Boysen G, Burell G, Cifkova R, et al. European     guidelines on cardiovascular disease prevention in clinical practice: executive     summary: Fourth Joint Task Force of the European Society of Cardiology and     Other Societies on Cardiovascular Disease Prevention in Clinical Practice     (Constituted by representatives of nine societies and by invited experts). Eur     Heart J 2007 Oct; 28 (19): 2375-414.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000100&pid=S2182-5173201200010000500008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>9. Lee CM,     Huxley RR, Wildman RP, Woodward M. Indices of abdominal obesity are better     discriminators of cardiovascular risk factors than BMI: a meta-analysis. J Clin     Epidemiol 2008 Jul; 61 (7): 646-53.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000102&pid=S2182-5173201200010000500009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>10. Wu HY,     Xu SY, Chen LL, Zhang HF. Waist to height ratio as a predictor of abdominal fat     distribution in men. Chin J Physiol 2009 Dec 31; 52 (6): 441-5.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000104&pid=S2182-5173201200010000500010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>11. Goodpaster     BH, Delany JP, Otto AD, Kuller L, Vockley J, South-Paul JE, et al. Effects of     diet and physical activity interventions on weight loss and cardiometabolic     risk factors in severely obese adults: a randomized trial. JAMA 2010 Oct 27;     304 (16): 1795-802.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000106&pid=S2182-5173201200010000500011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>12. Stevens     J, Katz EG, Huxley RR. Associations between gender, age and waist     circumference. Eur J Clin Nutr 2010 Jan; 64 (1): 6-15.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000108&pid=S2182-5173201200010000500012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <p>13. Microsoft.     Microsoft Excel [computer software]. Redmond Washington: Microsoft; 2003.</p>       <!-- ref --><p>14. R     Development Core Team. R: a language and environment for statistical computing.     Vienna: R Foundation for Statistical Computing; 2009.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000111&pid=S2182-5173201200010000500014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>15. SPSS     15.0 for Windows Release 15.0.0 (6 Sep 2006).    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000113&pid=S2182-5173201200010000500015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>16. Camhi SM,     Bray GA, Bouchard C, Greenway FL, Johnson WD, Newton RL, et al. The     relationship of waist circumference and BMI to visceral, subcutaneous, and     total body fat: sex and race differences. Obesity (Silver Spring) 2011 Feb; 19     (2): 402-8.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000115&pid=S2182-5173201200010000500016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>17. Heymsfield     SB, Heo M, Pietrobelli A. Are adult body circumferences associated with height?     Relevance to normative ranges and circumferential indexes. Am J Clin Nutr 2011     Feb; 93 (2): 302-7.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000117&pid=S2182-5173201200010000500017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>18. Schneider     HJ, Klotsche J, Silber S, Stalla GK, Wittchen HU. Measuring abdominal obesity:     effects of height on distribution of cardiometabolic risk factors risk using     waist circumference and waist-to-height ratio. Diabetes Care 2011 Jan; 34 (1):     e7.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000119&pid=S2182-5173201200010000500018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <p>19. Dire&#231;&#227;o-Geral     da Sa&#250;de. Circular Normativa N&#186;: 05/DSMIA. Consultas de Vigil&#226;ncia de Sa&#250;de     Infantil e Juvenil, Actualiza&#231;&#227;o das curvas de crescimento, 2006. Dispon&#237;vel     em: <a href="http://www.onocop.pt/conteudos/documentos/Percentis_SIJ.pdf" target="_blank">http://www.onocop.pt/conteudos/documentos/Percentis_SIJ.pdf</a> [acedido em     15/01/2012].</p>       <!-- ref --><p>20. Boneva-Asiova     Z, Boyanov M. Age-related changes of body composition and abdominal adipose     tissue assessed by bio-electrical impedance analysis and computed tomography.     Endocrinol Nutr 2011 Nov; 58 (9): 472-7.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000122&pid=S2182-5173201200010000500019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>21. Doherty     TJ. Invited review: Aging and sarcopenia. J Appl Physiol 2003 Oct; 95 (4):     1717-27.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000124&pid=S2182-5173201200010000500020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>22. van Pelt     RE, Dinneno FA, Seals DR, Jones PP. Age-related decline in RMR in physically     active men: relation to exercise volume and energy intake. Am J Physiol     Endocrinol Metab 2001 Sep; 281 (3): E633-9.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000126&pid=S2182-5173201200010000500021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <p>&nbsp;</p>    <p><a href="#topc0">Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia</a> | <a href="#topc0">Direcci&oacute;n para correspondencia</a> | <a href="#topc0">Correspondence</a><a name="c0"></a></p>       <p>Frederico     Ros&#225;rio</p>       <p>Centro de     Sa&#250;de da Quinta da Lomba, Rua Jornal Heraldo</p>       <p>2830-195     Barreiro</p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>       <p><b>Conflitos   de interesses</b></p>     <p>O autor     Frederico Ros&#225;rio &#233; revisor convidado da Revista Portuguesa de Cl&#237;nica Geral e     declara n&#227;o ter estado envolvido no processo de decis&#227;o editorial para este     artigo.</p>       <p><b>Recebido em 27/09/2011</b></p>       <p><b>Aceite para publica&#231;&#227;o em 21/11/2011</b></p>      ]]></body><back>
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