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<journal-title><![CDATA[Revista Portuguesa de Medicina Geral e Familiar]]></journal-title>
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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Iatrogenia grave desconhecida, notificações e notificadores: resultados da actividade da Unidade de Farmacovigilância do Centro]]></article-title>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Severe iatrogenic adverse drug reaction reports: results of the activity of the Regional Pharmacovigilance Unit of Central Portugal]]></article-title>
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<institution><![CDATA[,Universidade da Beira Interior Centro de Investigação em Ciências da Saúde ]]></institution>
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<self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S2182-51732012000100006&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_abstract&amp;pid=S2182-51732012000100006&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_pdf&amp;pid=S2182-51732012000100006&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><abstract abstract-type="short" xml:lang="pt"><p><![CDATA[Objectivos: Caracterizar as reacções adversas a medicamentos (RAM) notificadas à Unidade de Farmacovigilância do Centro (UFC), documentar o contributo dos profissionais de saúde noticadores de RAM para a farmacovigilância em Portugal e identificar o novo conhecimento produzido decorrente da actividade da UFC. Tipo de estudo: Observacional, transversal descritivo. Local: Unidade de Farmacovigilância do Centro. População: Notificações espontâneas (NE) provenientes da área geográfica correspondente à Administração Regional de Saúde do Centro. Métodos: Foram incluídas as NE de RAM recebidas na UFC entre Janeiro de 2001 e Agosto de 2011. A causalidade foi imputada de acordo com o método de introspecção global. A gravidade foi atribuída segundo os critérios da Organização Mundial de Saúde (OMS). O conhecimento prévio das RAM foi avaliado segundo a consulta do resumo das características do medicamento (RCM) dos medicamentos suspeitos. Os medicamentos suspeitos foram classificados de acordo com o Prontuário Terapêutico. As RAM foram classificadas de acordo com a terminologia MedDRA. Resultados: Foram recebidas na UFC 1846 NE de RAM entre 2001 e Agosto de 2011, das quais 999 verificaram os critérios de inclusão. Identificaram-se 149 (14,9%) RAM desconhecidas e 428 (42,8%) graves. Destas, 70 (7,0%) RAM eram simultaneamente desconhecidas e graves e 41 (4,1%) simultaneamente desconhecidas, graves, definitivas ou prováveis. Os médicos notificaram 577 (57,8%) RAM, das quais 340 (34,0%) por médicos especialistas em medicina geral e familiar. Os farmacêuticos notificaram 354 (35,4%) RAM e os enfermeiros 66 (6,6%). Conclusões: O número de RAM desconhecidas (149; 14,9%), desconhecidas e graves (70; 7,0%) e desconhecidas graves definitivas ou prováveis (41; 4,1%) recebidas na UFC revelam o contributo da NE para o aumento do conhecimento sobre os perfis de segurança dos medicamentos.]]></p></abstract>
<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Objectives: This study aims to characterize the adverse drug reactions (ADR) reported to the Regional Pharmacovigilance Unit of Central Portugal (UFC), to document the contribution of reports of ADR by health professionals to pharmacovigilance in Portugal, and to identify the new knowledge produced by the activity of the UFC. Type of study: Cross-sectional. Setting: Regional Pharmacovigilance Unit of Central Portugal. Population: Spontaneous reports from the geographic area corresponding to the Health Administration of the Central Region of Portugal. Methods: Spontaneous reports (SR) of ADR received in the UFC between January 2001 and August 2011 were included. Causality was assessed using the global introspection method. Severity was assessed according to World Health Organization (WHO) criteria. Previous description of an ADR was assessed by consulting the Summary of Product Characteristics. Suspected drugs were classified in categories according to the Portuguese Drug and Therapeutics Bulletin. Suspected drugs were classified in categories according to the Bulletin. ADR were classified according to the MedDRA dictionary. Results: The UFC received 1846 SR of ADR between 2001 and August 2011. 999 met the inclusion criteria. We identified 149 (14.9%) unknown ADR and 428 (42.8%) serious ADR. 70 (7.0%) ADR were simultaneously unknown and serious and 41 (4.1%) simultaneously unknown, serious, and certain or probable. Physicians reported 577 (57.8%) ADR, of which 340 (34.0%) were reported by family physicians. Pharmacists reported 354 (35.4%) ADR and nurses 66 (6.6%). Conclusions: Unknown ADR (149; 14.9%), unknown and serious ADR (70; 7.0%) and unknown serious certain or probable ADR (41; 4.1%) received by the UFC show that SR are of great value in increasing knowledge about the safety profiles of drugs.]]></p></abstract>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[Farmacovigilância]]></kwd>
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<kwd lng="en"><![CDATA[Causality]]></kwd>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><b>ESTUDOS ORIGINAIS</b></p>       <p><font size="4"><b>Iatrogenia grave desconhecida, notifica&#231;&#245;es     e notificadores: resultados da actividade da Unidade de Farmacovigil&#226;ncia do     Centro</b></font></p>         <p><font size="3"><b>Severe     iatrogenic adverse drug reaction reports: results of the activity of the     Regional Pharmacovigilance Unit of Central Portugal</b></font></p>       <p><b>Diogo Mendes,* Carlos Alves,** Francisco     Batel Marques***</b></p>       <p>*Mestre em     Ci&#234;ncias Farmac&#234;uticas. Centro de Avalia&#231;&#227;o de Tecnologias de Sa&#250;de &#8211;     Unidade de Farmacovigil&#226;ncia do Centro &#8211; AIBILI</p>       <p>**Mestre em     Ci&#234;ncias Farmac&#234;uticas. Centro de Avalia&#231;&#227;o de Tecnologias de Sa&#250;de &#8211;     Unidade de Farmacovigil&#226;ncia do Centro &#8211; AIBILI; Faculdade de Farm&#225;cia da     Universidade de Coimbra; Centro de Investiga&#231;&#227;o em Ci&#234;ncias da Sa&#250;de &#8211;     Universidade da Beira Interior</p>       <p>***Licenciado     em Ci&#234;ncias Farmac&#234;uticas. Doutor em Ci&#234;ncias Farmac&#234;uticas, na especialidade     de Farm&#225;cia Cl&#237;nica. Centro de Avalia&#231;&#227;o de Tecnologias de Sa&#250;de &#8211;     Unidade de Farmacovigil&#226;ncia do Centro &#8211; AIBILI; Faculdade de Farm&#225;cia da     Universidade de Coimbra</p>     <p><a href="#c0">Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia</a> | <a href="#c0">Direcci&oacute;n para correspondencia</a> | <a href="#c0">Correspondence</a><a name="topc0"></a></p>  <hr/>    <p>&nbsp;</p>      <p><b>RESUMO</b></p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Objectivos:</b> Caracterizar as reac&#231;&#245;es     adversas a medicamentos (RAM) notificadas &#224; Unidade de Farmacovigil&#226;ncia do     Centro (UFC), documentar o contributo dos profissionais de sa&#250;de noticadores de     RAM para a farmacovigil&#226;ncia em Portugal e identificar o novo conhecimento     produzido decorrente da actividade da UFC.</p>       <p><b>Tipo de estudo:</b> Observacional,     transversal descritivo.</p>       <p><b>Local:</b> Unidade de Farmacovigil&#226;ncia do     Centro.</p>       <p><b>Popula&#231;&#227;o:</b> Notifica&#231;&#245;es espont&#226;neas     (NE) provenientes da &#225;rea geogr&#225;fica correspondente &#224; Administra&#231;&#227;o Regional de     Sa&#250;de do Centro.</p>       <p><b>M&#233;todos:</b> Foram inclu&#237;das as NE de RAM     recebidas na UFC entre Janeiro de 2001 e Agosto de 2011. A causalidade foi     imputada de acordo com o m&#233;todo de introspec&#231;&#227;o global. A gravidade foi     atribu&#237;da segundo os crit&#233;rios da Organiza&#231;&#227;o Mundial de Sa&#250;de (OMS). O     conhecimento pr&#233;vio das RAM foi avaliado segundo a consulta do resumo das     caracter&#237;sticas do medicamento (RCM) dos medicamentos suspeitos. Os     medicamentos suspeitos foram classificados de acordo com o Prontu&#225;rio     Terap&#234;utico. As RAM foram classificadas de acordo com a terminologia MedDRA.</p>       <p><b>Resultados:</b> Foram recebidas na UFC 1846     NE de RAM entre 2001 e Agosto de 2011, das quais 999 verificaram os crit&#233;rios     de inclus&#227;o. Identificaram-se 149 (14,9%) RAM desconhecidas e 428 (42,8%)     graves. Destas, 70 (7,0%) RAM eram simultaneamente desconhecidas e graves e 41     (4,1%) simultaneamente desconhecidas, graves, definitivas ou prov&#225;veis. Os     m&#233;dicos notificaram 577 (57,8%) RAM, das quais 340 (34,0%) por m&#233;dicos     especialistas em medicina geral e familiar. Os farmac&#234;uticos notificaram 354     (35,4%) RAM e os enfermeiros 66 (6,6%).</p>       <p><b>Conclus&#245;es:</b> O n&#250;mero de RAM     desconhecidas (149; 14,9%), desconhecidas e graves (70; 7,0%) e desconhecidas     graves definitivas ou prov&#225;veis (41; 4,1%) recebidas na UFC revelam o     contributo da NE para o aumento do conhecimento sobre os perfis de seguran&#231;a     dos medicamentos.</p>       <p><b>Palavras-chave:</b> Farmacovigil&#226;ncia;     Sistemas de Notifica&#231;&#227;o de Reac&#231;&#245;es Adversas a Medicamentos; Reac&#231;&#245;es Adversas     a Medicamentos; Causalidade.</p>   <hr/>       <p><b>ABSTRACT</b></p>         <p><b>Objectives:</b> This study aims to     characterize the adverse drug reactions (ADR) reported to the Regional     Pharmacovigilance Unit of Central Portugal (UFC), to document the contribution     of reports of ADR by health professionals to pharmacovigilance in Portugal, and     to identify the new knowledge produced by the activity of the UFC.</p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Type of study:</b> Cross-sectional.</p>       <p><b>Setting:</b> Regional Pharmacovigilance     Unit of Central Portugal.</p>       <p><b>Population:</b> Spontaneous reports from     the geographic area corresponding to the Health Administration of the Central     Region of Portugal.</p>       <p><b>Methods:</b> Spontaneous reports (SR) of     ADR received in the UFC between January 2001 and August 2011 were included.     Causality was assessed using the global introspection method. Severity was     assessed according to World Health Organization (WHO) criteria. Previous     description of an ADR was assessed by consulting the Summary of Product     Characteristics. Suspected drugs were classified in categories according to the     Portuguese Drug and Therapeutics Bulletin. Suspected drugs were classified in     categories according to the Bulletin. ADR were classified according to the     MedDRA dictionary.</p>       <p><b>Results:</b> The UFC received 1846 SR of     ADR between 2001 and August 2011. 999 met the inclusion criteria. We identified     149 (14.9%) unknown ADR and 428 (42.8%) serious ADR. 70 (7.0%) ADR were     simultaneously unknown and serious and 41 (4.1%) simultaneously unknown,     serious, and certain or probable. Physicians reported 577 (57.8%) ADR, of which     340 (34.0%) were reported by family physicians. Pharmacists reported 354 (35.4%)     ADR and nurses 66 (6.6%).</p>       <p><b>Conclusions:</b> Unknown ADR (149; 14.9%),     unknown and serious ADR (70; 7.0%) and unknown serious certain or probable ADR     (41; 4.1%) received by the UFC show that SR are of great value in increasing     knowledge about the safety profiles of drugs.</p>       <p><b>Keywords:</b> Drug Surveillance,     Postmarketing; Adverse Drug Reaction Reporting Systems; Adverse effects;     Causality.</p>   <hr/>       <p><b>INTRODU&#199;&#195;O</b></p>       <p>A     farmacovigil&#226;ncia tem como objectivo a detec&#231;&#227;o, avalia&#231;&#227;o e preven&#231;&#227;o de     reac&#231;&#245;es adversas a medicamentos (RAM) ap&#243;s a sua comercializa&#231;&#227;o,<sup>1,2</sup> constituindo uma RAM &#171;qualquer reac&#231;&#227;o nociva e involunt&#225;ria a um medicamento     que ocorra com doses geralmente utilizadas no ser humano para profilaxia,     diagn&#243;stico ou tratamento de doen&#231;as ou recupera&#231;&#227;o, correc&#231;&#227;o ou modifica&#231;&#227;o     de fun&#231;&#245;es fisiol&#243;gicas&#187;.<sup>3</sup> A notifica&#231;&#227;o espont&#226;nea (NE) &#233; um m&#233;todo     da farmacovigil&#226;ncia que permite identificar, documentar e avaliar suspeitas de     RAM tendo as vantagens de abranger todos os medicamentos comercializados e     todos os doentes, particularmente os que integram popula&#231;&#245;es sub representadas     nos ensaios cl&#237;nicos, para al&#233;m de poderem detectar RAM raras e/ou de longo     tempo de lat&#234;ncia.<sup>4-6</sup></p>       <p>As RAM     reportadas s&#227;o um contributo insubstitu&#237;vel para o melhor conhecimento da     iatrogenia medicamentosa, do perfil de seguran&#231;a dos medicamentos e para a     monitoriza&#231;&#227;o cont&#237;nua das suas rela&#231;&#245;es benef&#237;cio/risco.<sup>6</sup></p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Em Portugal,     a Autoridade Nacional do Medicamento e Produtos de Sa&#250;de I.P. (INFARMED) &#233;     respons&#225;vel pelo Sistema Nacional de Farmacovigil&#226;ncia (SNF).<sup>7</sup> O SNF     foi criado em 1992 e posteriormente descentralizado em 2000 com a cria&#231;&#227;o das     unidades regionais de farmacovigil&#226;ncia (URF).<sup>7</sup> As suspeitas de RAM     s&#227;o notificadas por profissionais de sa&#250;de a uma das quatro unidades de     farmacovigil&#226;ncia ou &#224; Direc&#231;&#227;o de Gest&#227;o do Risco de Medicamentos (DGRM) do     INFARMED, atrav&#233;s do envio de boletins de notifica&#231;&#227;o por correio postal ou     electr&#243;nico, telefone ou atrav&#233;s dos s&#237;tios da internet das URF. Os     profissionais de sa&#250;de podem solicitar por telefone ou <i>e-mail</i> &#224; DGRM o envio dos boletins de notifica&#231;&#227;o ou podem imprimir     o boletim de notifica&#231;&#227;o dispon&#237;vel no site do INFARMED e envi&#225;-lo &#224; DGRM     devidamente preenchido por correio postal.<sup>8,9</sup> Em alternativa, os     profissionais de sa&#250;de podem solicitar tamb&#233;m &#224;s URF o envio de boletins de     notifica&#231;&#227;o ou recorrer aos seus s&#237;tios da internet para inserir <i>online</i> os dados relativos &#224;s RAM sem     necessidade de preencher os boletins em papel.<sup>10</sup> Os boletins de     notifica&#231;&#227;o s&#227;o ainda distribu&#237;dos como documento incluso do Prontu&#225;rio Terap&#234;utico.</p>       <p>A Unidade de     Farmacovigil&#226;ncia do Centro (UFC), sediada na AIBILI (Associa&#231;&#227;o para     Investiga&#231;&#227;o Biom&#233;dica e Inova&#231;&#227;o em Luz e Imagem), recebe todas as NE     provenientes da &#225;rea geogr&#225;fica correspondente &#224; Administra&#231;&#227;o Regional de     Sa&#250;de do Centro (ARS-C).</p>       <p>Constitu&#237;ram     objectivos deste estudo: caracterizar as RAM notificadas &#224; Unidade de     Farmacovigil&#226;ncia do Centro (UFC) entre Janeiro de 2001 e Agosto de 2011 quanto     &#224; causalidade imputada, gravidade e conhecimento pr&#233;vio; documentar o     contributo dos profissionais de sa&#250;de notificadores de RAM para a     farmacovigil&#226;ncia em Portugal; identificar os grupos farmacoterap&#234;uticos com     maior preval&#234;ncia de notifica&#231;&#227;o; e identificar novo conhecimento produzido     decorrente da actividade da UFC.</p>       <p><b>M&#233;todos</b></p>       <p>Foi realizado     um estudo observacional, transversal, descritivo incluindo as NE provenientes     da &#225;rea geogr&#225;fica correspondente &#224; ARS-C.</p>       <p>Foram     inclu&#237;das as NE recebidas na UFC entre Janeiro de 2001 e Agosto de 2011 que     verificaram crit&#233;rios de inclus&#227;o prim&#225;rios (identifica&#231;&#227;o de doente,     medicamento suspeito, acontecimento adverso e notificador) e secund&#225;rios     (informa&#231;&#227;o completa sobre n&#237;vel de causalidade imputada, conhecimento pr&#233;vio     avaliado e gravidade documentada).</p>       <p>A     codifica&#231;&#227;o das RAM foi feita de acordo com a terminologia MedDRA <i>(Medical Dictionary for Regulatory     Activities).</i> A codifica&#231;&#227;o MedDRA &#233; uma terminologia m&#233;dica espec&#237;fica e     padronizada, desenvolvida pela Confer&#234;ncia Internacional de Harmoniza&#231;&#227;o (ICH),     para facilitar a partilha de informa&#231;&#227;o entre as autoridades reguladoras e a     ind&#250;stria farmac&#234;utica sobre regulamenta&#231;&#227;o de produtos m&#233;dicos (medicamentos,     dispositivos m&#233;dicos) utilizados por seres humanos. &#201; utilizada para registo,     documenta&#231;&#227;o e monitoriza&#231;&#227;o da seguran&#231;a de produtos m&#233;dicos nas fases de     investiga&#231;&#227;o e desenvolvimento e p&#243;s-comercializa&#231;&#227;o.<sup>11,12</sup></p>       <p>Os     medicamentos foram classificados de acordo com o Prontu&#225;rio Terap&#234;utico, porque     &#233; um documento de refer&#234;ncia extensivamente utilizado pelos profissionais de     sa&#250;de (m&#233;dicos, farmac&#234;uticos e enfermeiros) no decorrer das suas actividades     profissionais e que segue a Classifica&#231;&#227;o Farmacoterap&#234;utica Portuguesa.<sup>13</sup></p>       <p>O n&#237;vel de     imputa&#231;&#227;o de causalidade entre a RAM e a exposi&#231;&#227;o ao medicamento suspeito foi     classificado segundo os crit&#233;rios da Organiza&#231;&#227;o Mundial da Sa&#250;de (OMS), pelo     m&#233;todo de introspec&#231;&#227;o global (IG).<sup>14-17</sup> O m&#233;todo da IG &#233; um     processo pelo qual um conjunto de peritos avalia a rela&#231;&#227;o causal entre a     exposi&#231;&#227;o a um medicamento e a ocorr&#234;ncia de um evento adverso, considerando     todos os dados dispon&#237;veis relevantes para o caso (dados cl&#237;nicos do doente,     por exemplo).<sup>16-18</sup> O grau de probabilidade estabelecido entre a     exposi&#231;&#227;o a um medicamento e a ocorr&#234;ncia de determinado evento adverso pode     ser definitivo, prov&#225;vel, poss&#237;vel, improv&#225;vel, condicional/n&#227;o classificado ou     n&#227;o acess&#237;vel/n&#227;o classific&#225;vel.<sup>14-16,19</sup> Para se estabe-lecer uma     rela&#231;&#227;o causal deve-se ter em conta os crit&#233;rios de Bradford Hill: for&#231;a,     consist&#234;ncia, especificidade, temporalidade, gradiente biol&#243;gico,     plausibilidade, coer&#234;ncia, evid&#234;ncia experimental e analogia.<sup>16,20</sup> O     m&#233;todo da IG &#233; um m&#233;todo simples, de f&#225;cil aplica&#231;&#227;o, que se assemelha ao     processo de diagn&#243;stico cl&#237;nico e que depende dos conhe-cimentos e da     experi&#234;ncia dos peritos.<sup>18</sup> O grupo de peritos da UFC &#233; composto por     9 elementos, entre os quais m&#233;dicos e farmac&#234;uticos com especializa&#231;&#245;es em     farmacologia, farmacologia cl&#237;nica, farmacovigil&#226;ncia, farmacoepidemiologia,     medicina cl&#237;nica, farm&#225;cia cl&#237;nica e regulamenta&#231;&#227;o farmac&#234;utica e do     medicamento.<sup>16</sup></p>       <p>A gravidade     foi atribu&#237;da segundo os crit&#233;rios da OMS.<sup>19</sup> Foram consideradas     graves as RAM que &#171;provocaram morte&#187;, &#171;colocaram a vida em risco&#187;, &#171;motivaram     ou prolongaram a hospitaliza&#231;&#227;o&#187;, &#171;motivaram incapacidade tempor&#225;ria e/ou     definitiva&#187;, e que &#171;originaram anomalias m&#233;dicas&#187;.</p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Foram     consideradas conhecidas as RAM descritas nos Resumos das Caracter&#237;sticas dos     Medicamentos (RCM) suspeitos.</p>       <p>Os     notificadores foram agrupados de acordo com a profiss&#227;o e local de exerc&#237;cio.</p>       <p>Para o     tratamento dos dados foi utilizado o <i>software</i> estat&#237;stico SPSS&#174; (Statistical Package for Social Sciences), vers&#227;o 17.0.</p>       <p><b>Resultados</b></p>       <p>Foram     recebidas na UFC 1846 NE de RAM entre 2001 e Agosto de 2011, 999 das quais     verificaram os crit&#233;rios de inclus&#227;o.</p>       <p>O fluxograma     do estudo &#233; apresentado na <a href="#f1">Figura 1</a>. No <a href="#q1">Quadro I</a> apresenta-se a frequ&#234;ncia das     RAM distribu&#237;da por n&#237;vel de causalidade imputada, gravidade e conhecimento     pr&#233;vio. Identificaram-se 149 (14,9%) RAM desconhecidas e 428 (42,8%) graves.     Destas, 70 (7,0%) RAM eram simultaneamente graves e desconhecidas e 41 (4,1%)     simultaneamente graves, desconhecidas, definitivas ou prov&#225;veis.</p>     <p>&nbsp;</p>       <p align="center"><a name="f1"></a><img src="/img/revistas/rpmgf/v28n1/28n1a06f1.jpg"/></p>         
<p>&nbsp;</p>         <p align="center"><a name="q1"></a><img src="/img/revistas/rpmgf/v28n1/28n1a06q1.jpg"/></p>       
]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>       <p>A     distribui&#231;&#227;o do n&#250;mero de notificadores e do n&#250;mero de RAM de acordo com o     local de notifica&#231;&#227;o apresenta-se no <a href="#q2">Quadro II</a>. A consulta em ambulat&#243;rio foi     origem da maior frequ&#234;ncia de notifica&#231;&#227;o de RAM (427; 42,7%). Identificaram-se     423 profissionais de sa&#250;de notificadores.</p>     <p>&nbsp;</p>       <p align="center"><a name="q2"></a><img src="/img/revistas/rpmgf/v28n1/28n1a06q2.jpg"/></p>          
<p>&nbsp;</p>       <p>Entre os     profissionais de sa&#250;de, os m&#233;dicos (224; 53,0%) notificaram o maior n&#250;mero de     RAM (577; 57,8%). Os m&#233;dicos especialistas em medicina geral e familiar (MGF)     notificadores (98; 23,2%) notificaram 340 (34,0%) RAM.</p>       <p>Os     farmac&#234;uticos notificadores (143; 33,8%) notificaram 354 RAM (35,4%). A partir     de farm&#225;cias comunit&#225;rias foram notificadas 237 (23,7%) RAM por 118 (27,8%)     farmac&#234;uticos comunit&#225;rios. Os farmac&#234;uticos hospitalares (20; 4,7%)     notificaram 112 (11,2%) RAM.</p>       <p>Os     enfermeiros (54; 12,8%) notificaram 66 (6,6%) RAM. Os enfermeiros notificaram     mais frequentemente a partir da consulta em ambulat&#243;rio (43 RAM; 4,3%).</p>       <p>A     distribui&#231;&#227;o por grupos terap&#234;uticos dos medicamentos suspeitos descreve-se no     <a href="#q3">Quadro III</a>. Os medicamentos que actuam no &#171;aparelho locomotor&#187; (157; 15,7%), no     &#171;aparelho cardiovascular&#187; (146; 14,6%), os &#171;anti-infecciosos&#187; (143; 14,3%) e os     que actuam no &#171;sistema nervoso central&#187; (141; 14,1%) foram os mais     frequentemente notificados. O medicamento que isoladamente foi objecto de maior     n&#250;mero de notifica&#231;&#245;es (49; 4,9%) inclui-se no grupo terap&#234;utico &#171;vacinas e     imunoglobulinas&#187;.</p>     <p>&nbsp;</p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="center"><a name="q3"></a><img src="/img/revistas/rpmgf/v28n1/28n1a06q3.jpg"/></p>        
<p>&nbsp;</p>       <p>No <a href="#q4">Quadro IV</a>     apresentam-se as 41 RAM graves, desconhecidas, definitivas ou prov&#225;veis     distribu&#237;das por grupos terap&#234;uticos. Identificaram-se 14 no grupo terap&#234;utico     &#171;vacinas e imunoglobulinas&#187;.</p>       <p>&nbsp;</p>      <p align="center"><a name="q4"></a><img src="/img/revistas/rpmgf/v28n1/28n1a06q4.jpg"/></p>        
<p>&nbsp;</p>       <p><b>Discuss&#227;o</b></p>       <p>Os     profissionais de sa&#250;de devem ter em conta os benef&#237;cios e os riscos dos     medicamentos, bem como a natureza e a severidade das RAM.<sup>21-23</sup> &#201;     reconhecido que o processo da NE contribui para um aumento do conhecimento da     rela&#231;&#227;o benef&#237;cio/risco dos medicamentos.<sup>24</sup></p>       <p>A UFC     encontra-se em actividade h&#225; aproximadamente 10 anos. Ao longo desta d&#233;cada     recebeu 1846 NE de RAM. Todas estas notifica&#231;&#245;es foram validadas, tratadas e     avaliadas na UFC. Desde que iniciou a actividade at&#233; &#224; actualidade, a UFC     mant&#233;m uma base de dados que inclui informa&#231;&#245;es relativas a todas as     notifica&#231;&#245;es recebidas. No entanto, verificaram-se 847 notifica&#231;&#245;es que n&#227;o     cont&#234;m informa&#231;&#227;o suficiente, nem repar&#225;vel, para cumprir os requisitos de     valida&#231;&#227;o secund&#225;ria estabelecidos para este trabalho, e foram por isso     exclu&#237;das. Este achado ser&#225; objecto de estudo detalhado para identificar     poss&#237;veis raz&#245;es para a sua exist&#234;ncia, j&#225; que tem significativa pondera&#231;&#227;o     relativa no total das notifica&#231;&#245;es recebidas (45,9%).</p>       <p>Entre v&#225;rios     objectivos, este estudo investigou qual a import&#226;ncia da UFC na produ&#231;&#227;o de     novo conhecimento sobre a seguran&#231;a dos medicamentos devido &#224; identifica&#231;&#227;o de     RAM desconhecidas.</p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Para identificar     o novo conhecimento produzido pela UFC foi necess&#225;rio caracterizar as RAM     quanto a conhecimento pr&#233;vio, gravidade e causalidade imputada.</p>       <p>Em primeiro     lugar, classificaram-se as RAM quanto ao conhecimento pr&#233;vio. Foram     identificadas 149 RAM desconhecidas, o que revela a import&#226;ncia da     farmacovigil&#226;ncia e da NE como fonte de conhecimento de eventos adversos     previamente n&#227;o identificados. Das RAM desconhecidas foram classificadas como     graves 70, cuja documenta&#231;&#227;o &#233; de import&#226;ncia acrescida por representarem     eventos adversos que tiveram efeitos cl&#237;nicos graves. Das RAM desconhecidas     graves identificaram-se aquelas cuja causalidade foi imputada como definitiva     ou prov&#225;vel. Seleccionaram-se estes dois n&#237;veis de causalidade por traduzirem     uma maior for&#231;a de associa&#231;&#227;o entre a exposi&#231;&#227;o ao medicamento e a ocorr&#234;ncia     dos eventos adversos. Encontraram-se 41 RAM simultaneamente desconhecidas,     graves, definitivas ou prov&#225;veis que devem merecer especial aten&#231;&#227;o por parte     do Sistema Nacional de Farmacovigil&#226;ncia.</p>       <p>Neste estudo     verificou-se que o grupo profissional que mais frequentemente notificou &#224; UFC     foi o dos m&#233;dicos, seguido de farmac&#234;uticos e enfermeiros. A consulta em     ambulat&#243;rio foi o local mais frequente de origem de notifica&#231;&#227;o, seguido por     hospital e farm&#225;cia comunit&#225;ria.</p>       <p>No Anu&#225;rio     Estat&#237;stico da Regi&#227;o Centro de 2009 contam-se 5861 m&#233;dicos, dos quais 1361     m&#233;dicos especialistas em MGF, e 9875 enfermeiros.<sup>25</sup> De acordo com os     dados fornecidos pela sec&#231;&#227;o regional de Coimbra da Ordem dos Farmac&#234;uticos     (OF), at&#233; final do ano de 2009 existiam 2049 farmac&#234;uticos (1379 comunit&#225;rios e     170 hospitalares) registados nesta sec&#231;&#227;o regional. &#192; UFC notificaram, desde     2001 at&#233; Agosto de 2011, 224 m&#233;dicos, dos quais 98 m&#233;dicos especialistas em     MGF, 54 enfermeiros e 143 farmac&#234;uticos (118 comunit&#225;rios e 20 hospitalares).     Com base nestes dados, &#233; poss&#237;vel constatar que os profissionais de sa&#250;de     notificadores de RAM constituem uma percentagem muito reduzida. Al&#233;m disso, de     acordo com a OMS, um centro de farmacovigil&#226;ncia dever&#225; receber mais de 200 NE     de RAM por milh&#227;o de habitantes por ano.<sup>26</sup> Considerando que a UFC     recebeu entre Janeiro de 2001 e Agosto de 2011 um total de 1846 NE de RAM e que     a zona centro contava com 2.381.068 habitantes em 2009,<sup>25</sup> conclu&#237;mos     que o n&#250;mero de NE de RAM enviadas &#224; UFC &#233; baixo, ilustrando que a     sub-notifica&#231;&#227;o continua a ser uma limita&#231;&#227;o da farmacovigil&#226;ncia. Apesar das     limita&#231;&#245;es descritas, foi poss&#237;vel identificar 41 RAM simultaneamente     desconhecidas, graves, definitivas ou prov&#225;veis. Se o n&#250;mero de NE aumentar,     nomeadamente atrav&#233;s de uma maior ades&#227;o dos profissionais de sa&#250;de a este     m&#233;todo de monitoriza&#231;&#227;o da seguran&#231;a dos medicamentos na pr&#225;tica cl&#237;nica, ser&#225;     poss&#237;vel produzir mais e melhor conhecimento cuja consequ&#234;ncia ser&#225; a melhor avalia&#231;&#227;o     das rela&#231;&#245;es benef&#237;cio/risco dos medicamentos e a maior seguran&#231;a dos doentes.</p>       <p>A NE     constitui um processo simples e n&#227;o dispendioso que permite aos profissionais     de sa&#250;de contribu&#237;rem para melhorar o conhecimento do perfil de seguran&#231;a dos     medicamentos. No entanto, a falta de informa&#231;&#227;o sobre o SNF, em particular     sobre o processo de NE de RAM, bem como a dificuldade em reconhecer um evento     adverso como consequ&#234;ncia da exposi&#231;&#227;o a um medicamento, s&#227;o factores que podem     ajudar a explicar a muito reduzida percentagem de notificadores encontrada. A     promo&#231;&#227;o de ac&#231;&#245;es formativas e de divulga&#231;&#227;o sobre o SNF junto dos     profissionais de sa&#250;de e a integra&#231;&#227;o deste tema na forma&#231;&#227;o acad&#233;mica poder&#225;     contribuir para a melhoria do sistema de farmacovigil&#226;ncia. Por outro lado, os     profissionais de sa&#250;de, enquanto notificadores, devem estar conscientes de que     notificar suspeitas de RAM &#233; um dever profissional.</p>       <p>Este estudo     permitiu tamb&#233;m identificar os grupos terap&#234;uticos com maior preval&#234;ncia de     notifica&#231;&#227;o. Os medicamentos que actuam no &#171;aparelho locomotor&#187;, no &#171;aparelho     cardiovascular&#187;, os &#171;anti-infecciosos&#187; e os que actuam no &#171;sistema nervoso     central&#187; representaram 60% dos medicamentos notificados como suspeitos. No     entanto, a aus&#234;ncia de dados de exposi&#231;&#227;o populacional a estes medicamentos n&#227;o     permite tirar conclus&#245;es definitivas nem generalizar os resultados obtidos.</p>       <p>Em     conclus&#227;o, apesar das limita&#231;&#245;es referidas, &#233; demonstrado que a NE &#233; um m&#233;todo     valioso na detec&#231;&#227;o de RAM raras e graves.<sup>5,6</sup></p>       <p>Nota: a UFC     exerceu a sua actividade entre 2001 e 2004 e de 2009 at&#233; ao presente.  </p>       <p>&nbsp;</p>     <p><b>REFER&#202;NCIAS BIBLIOGR&#193;FICAS</b></p>        ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>1. European     Commission. Volume 9A of the Rules Governing Medicinal Products in the European     Union &#8211; Guidelines on Pharmacovigilance for Medicinal Products for Human     Use. Final September 2008.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000083&pid=S2182-5173201200010000600001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>2. Mann RD,     Andrews EB, editors. Pharmacovigilance. 2nd ed. Chichester: John Wiley &amp;     Sons; 2007.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000085&pid=S2182-5173201200010000600002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <p>3. Decreto-Lei     n.&#186; 176/2006, de 30 Agosto. Di&#225;rio da Rep&#250;blica, n.&#186; 167, S&#233;rie I. Estatuto do     Medicamento. Dispon&#237;vel em <a href="http://www.dre.pt/pdf1s/2006/08/16700/62976383.pdf" target="_blank">http://www.dre.pt/pdf1s/2006/08/16700/62976383.pdf</a>     [acedido em 12/09/2011].</p>       <!-- ref --><p>4. Meyboom     RH, Hekster YA, Egberts AC, Gribnau FW, Edwards IR. Causal or casual? The role     of causality assessment in pharmacovigilance. Drug Saf 1997 Dec; 17 (6):     374-89.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000088&pid=S2182-5173201200010000600003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>5. Goldman     SA. Limitations and strengths of spontaneous reports data. Clin Ther 1998; 20     Suppl C: C40-4.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000090&pid=S2182-5173201200010000600004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>6. Hartmann     K, Doser AK, Kuhn M. Postmarketing safety information: how useful are     spontaneous reports? Pharmacoepidemiol Drug Saf 1999 Apr; 8 Suppl 1: S65-71.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000092&pid=S2182-5173201200010000600005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <p>7. Decreto-Lei     n.&#186; 242/2002, de 05 de Novembro de 2002. Di&#225;rio da Rep&#250;blica, n.&#186; 255, I     S&#233;rie-A. Regulamento do Sistema Nacional de Farmacovigil&#226;ncia. Dispon&#237;vel em:     <a href="http://dre.pt/pdf1sdip/2002/11/255A00/70867091.pdf" target="_blank">http://http://dre.pt/pdf1sdip/2002/11/255A00/70867091.pdf</a> [acedido em 12/09/2011].</p>       <!-- ref --><p>8. INFARMED.     Medicamentos de Uso Humano. Farmacovigil&#226;ncia. Notifica&#231;&#227;o de RAM. Dispon&#237;vel     em:     <a href="http://www.infarmed.pt/portal/page/portal/INFARMED/MEDICAMENTOS_USO_HUMANO/FARMACOVIGILANCIA/NOTIFICACAO_DE_RAM" target="_blank">http://www.infarmed.pt/portal/page/portal/INFARMED/MEDICAMENTOS_USO_HUMANO/FARMACOVIGILANCIA/NOTIFICACAO_DE_RAM</a>     [acedido em 31/10/2011].    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000095&pid=S2182-5173201200010000600006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>9. INFARMED.     Medicamentos de Uso Humano. Farmacovigil&#226;ncia. Ficha de Notifica&#231;&#227;o de RAM.     Dispon&#237;vel em: <a href="http://www.infarmed.pt/portal/page/portal/INFARMED/MEDICAMENTOS_USO_HUMANO/FARMACOVIGILANCIA/NOTIFICACAO_DE_RAM/ficha_notificacao.pdf" target="_blank">http://www.infarmed.pt/portal/page/portal/INFARMED/MEDICAMENTOS_USO_HUMANO/FARMACOVIGILANCIA/NOTIFICACAO_DE_RAM/ficha_notificacao.pdf</a>     [acedido em 31/10/2011].    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000097&pid=S2182-5173201200010000600007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <p>10. S&iacute;tios da Internet para notifica&ccedil;&atilde;o de RAM. Unidade Regional de Farmacovigil&acirc;ncia do Norte em <a href="http://ufn.med.up.pt/" target="_blank">http://ufn.med.up.pt/</a>; Unidade Regional de Farmacovigil&acirc;ncia do Centro em <a href="http://www.ufc.aibili.pt/" target="_blank">http://www.ufc.aibili.pt/</a>; Unidade Regional de Farmacovigil&acirc;ncia do Sul em <a href="http://ufs.ff.ul.pt/Notificacao.aspx" target="_blank">http://ufs.ff.ul.pt/Notificacao.aspx</a>; Unidade de Farmacovigil&acirc;ncia de Lisboa e Vale do Tejo atrav&#233;s do e-mail <a href="mailto:uflvt@sapo.pt">uflvt@sapo.pt</a> [acedido em 31/10/2011].</p>       <!-- ref --><p>11. International     Conference on Harmonisation of Technical Requirements for Registration of     Pharmaceuticals for Human Use (ICH). Medical Dictionary for Regulatory     Activities (MedDRA). Dispon&#237;vel em: <a href="http://www.ich.org/products/meddra.html" target="_blank">http://www.ich.org/products/meddra.html</a>     [acedido em 31/10/2011].    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000100&pid=S2182-5173201200010000600008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>12. Maintenance     and Support Services Organization (MSSO). Medical Dictionary for Regulatory     Activities (MedDRA). Dispon&#237;vel em: <a href="http://www.meddramsso.com/" target="_blank">http://www.meddramsso.com/</a> [acedido em     31/10/2011].    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000102&pid=S2182-5173201200010000600009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <p>13. Despacho     n.&#186; 21 844/2004, de 12 de Outubro. Di&#225;rio da Rep&#250;blica, 2.&#170; s&#233;rie, n.&#186; 131, de     6 de Junho de 2004. Homologa a classifica&#231;&#227;o farmacoterap&#234;utica de     medicamentos. 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Rev Port     Farmacoter 2010; 2: 163-6.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000107&pid=S2182-5173201200010000600011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>16. Craveiro     N, Alves C, Batel-Marques F. N&#237;veis de causalidade imputados a reac&#231;&#245;es     adversas a medicamentos em fun&#231;&#227;o do profissional notificador: potencial     influ&#234;ncia do acesso &#224; informa&#231;&#227;o cl&#237;nica. Rev Port Farmacoter 2010; 2: 89-93.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000109&pid=S2182-5173201200010000600012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>17. Macedo     AF, Marques FB, Ribeiro CF, Teixeira F. Causality assessment of adverse drug     reactions: comparison of the results obtained from pu-blished decisional     algorithms and from the evaluations of an expert panel, according to different     levels of imputability. J Clin Pharm Ther 2003 Apr; 28 (2): 137-43.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000111&pid=S2182-5173201200010000600013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>18. Agbabiaka     TB, Savov&#237;c J, Ernst E. Methods for causality assessment of adverse drug     reactions: a systematic review. Drug Saf 2008; 31 (1): 21-37.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000113&pid=S2182-5173201200010000600014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>19. The     Uppsala Monitoring Centre. World Health Organization. Safety Monitoring of     Medicinal Products &#8211; Guidelines for setting up and running a     Pharmacovigilance Centre. The Uppsala Monitoring Centre (the UMC), WHO     Collaborating Centre for International Drug Monitoring. Uppsala, Sweden. 2000.     Dispon&#237;vel em: <a href="http://apps.who.int/medicinedocs/en/d/Jh2934e/" target="_blank">http://apps.who.int/medicinedocs/en/d/Jh2934e/</a> [acedido em     31/10/2011].    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000115&pid=S2182-5173201200010000600015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>20. Hill BA.     The environment and disease: Association or causation? Proc R Soc Med 1965 May;     58: 295-300.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000117&pid=S2182-5173201200010000600016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>21. Moore N,     Lecointre D, Noblet C, Mabille M. Frequency and cost of serious adverse drug     reactions in a department of general medicine. Br J Clin Pharmacol 1998 Mar; 45     (3): 301-8.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000119&pid=S2182-5173201200010000600017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>22. Koh Y,     Kutty FB, Li SC. Drug-related problems in hospitalized patients on     polypharmacy: the influence of age and gender. Ther Clin Risk Manag 2005 Mar; 1     (1): 39-48.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000121&pid=S2182-5173201200010000600018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>23. Loke YK,     Derry S. Reporting of adverse drug reactions in randomised controlled trials -     a systematic survey. BMC Clin Pharmacol. 2001; 1:3.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000123&pid=S2182-5173201200010000600019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>24. Rossi     AC, Knapp DE. Discovery of new adverse drug reactions. A review of the Food and     Drug Administration&#8217;s spontaneous reporting system. JAMA 1984 Aug 24-31; 252     (8): 1030-3.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000125&pid=S2182-5173201200010000600020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>25. Anu&#225;rio     Estat&#237;stico da Regi&#227;o Centro 2009. Instituto Nacional de Estat&#237;stica, I.P.     Lisboa, Portugal. Dispon&#237;vel em:     <a href="http://www.ine.pt/xportal/xmain?xpid=INE&amp;xpgid=ine_publicacoes&amp;PUBLICACOESpub_boui=102943595&amp;PUBLICACOESmodo=2" target="_blank">http://www.ine.pt/xportal/xmain?xpid=INE&amp;xpgid=ine_publicacoes&amp;PUBLICACOESpub_boui=102943595&amp;PUBLICACOESmodo=2</a> [acedido em 31/10/2011].    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000127&pid=S2182-5173201200010000600021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>26. The     Uppsala Monitoring Centre. World Health Organization. Pharmacovigilance &#8211;     Reporting Trends. Dispon&#237;vel em:     <a href="http://who-umc.org/DynPage.aspx?id=108476&amp;mn1=7347&amp;mn2=7252&amp;mn3=7322&amp;mn4=7558" target="_blank">http://who-umc.org/DynPage.aspx?id=108476&amp;mn1=7347&amp;mn2=7252&amp;mn3=7322&amp;mn4=7558</a>     [acedido em 28/09/2011].    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000129&pid=S2182-5173201200010000600022&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <p>&nbsp;</p>    <p><a href="#topc0">Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia</a> | <a href="#topc0">Direcci&oacute;n para correspondencia</a> | <a href="#topc0">Correspondence</a><a name="c0"></a></p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Diogo Mendes</p>       <p>Unidade de     Farmacovigil&#226;ncia do Centro</p>       <p>AIBILI</p>       <p>Azinhaga de     Santa Comba - Celas</p>       <p>3000-548     Coimbra</p>       <p>Portugal</p>            <p><a href="mailto:diogomendes26@gmail.com">diogomendes26@gmail.com</a></p>         <p>&nbsp;</p>         <p><b>Agradecimentos</b></p>     <p>A todos os       profissionais de sa&#250;de notificadores da zona geogr&#225;fica correspondente &#224;       Administra&#231;&#227;o Regional de Sa&#250;de do Centro.</p>         ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&#192; sec&#231;&#227;o       regional de Coimbra da Ordem dos Farmac&#234;uticos pelos dados gentilmente cedidos.</p>         <p><b>CONFLITOS DE INTERESSE</b></p>     <p>Os autores       declaram n&#227;o possuir qualquer tipo de conflitos de interesse.</p>         <p><b>Recebido em 04/10/2011</b></p>       <p><b>Aceite para publica&#231;&#227;o em 13/11/2011</b></p>      ]]></body><back>
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