<?xml version="1.0" encoding="ISO-8859-1"?><article xmlns:mml="http://www.w3.org/1998/Math/MathML" xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xmlns:xsi="http://www.w3.org/2001/XMLSchema-instance">
<front>
<journal-meta>
<journal-id>2182-5173</journal-id>
<journal-title><![CDATA[Revista Portuguesa de Medicina Geral e Familiar]]></journal-title>
<abbrev-journal-title><![CDATA[Rev Port Med Geral Fam]]></abbrev-journal-title>
<issn>2182-5173</issn>
<publisher>
<publisher-name><![CDATA[Associação Portuguesa de Medicina Geral e Familiar]]></publisher-name>
</publisher>
</journal-meta>
<article-meta>
<article-id>S2182-51732012000100009</article-id>
<title-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Fitiríase palpebral]]></article-title>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Phthiriasis Palpebrarum]]></article-title>
</title-group>
<contrib-group>
<contrib contrib-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Neves]]></surname>
<given-names><![CDATA[Camila Mota]]></given-names>
</name>
<xref ref-type="aff" rid="A01"/>
</contrib>
</contrib-group>
<aff id="A01">
<institution><![CDATA[,ACES Matosinhos UCSP Senhora da Hora ]]></institution>
<addr-line><![CDATA[ ]]></addr-line>
</aff>
<pub-date pub-type="pub">
<day>00</day>
<month>01</month>
<year>2012</year>
</pub-date>
<pub-date pub-type="epub">
<day>00</day>
<month>01</month>
<year>2012</year>
</pub-date>
<volume>28</volume>
<numero>1</numero>
<fpage>58</fpage>
<lpage>60</lpage>
<copyright-statement/>
<copyright-year/>
<self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S2182-51732012000100009&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_abstract&amp;pid=S2182-51732012000100009&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_pdf&amp;pid=S2182-51732012000100009&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><abstract abstract-type="short" xml:lang="pt"><p><![CDATA[A fitiríase palpebral é uma condição rara nas crianças. Os sintomas podem variar desde o prurido palpebral à blefarite com conjuntivite associada. O diagnóstico é feito com base na história clínica e com o exame físico, recorrendo a lupa ou lâmpada de fenda. O tratamento pode ser difícil, prolongado e controverso. Apresentamos um breve caso de uma criança de 3 anos no qual houve um atraso no diagnóstico e onde o médico de família pôde desempenhar um papel essencial, tanto na avaliação do contexto dos contactos, como na interrupção do circuito de infestação.]]></p></abstract>
<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Phthiriasis palpebrarum is a rare condition in children. The symptoms associated with phthiriasis palpebrarum range from pruritic lid margins to blepharitis with marked conjunctival inflammation. The diagnosis is made based on clinical history and physical examination, using a magnifier or a slit lamp. Treatment is difficult, prolonged and controversial. We report a case of phthiriasis palpebrarum in a three-year-old female child in which there was some difficulty in the diagnosis. The general practitioner can play a key role in identifying contacts and in breaking the cycle of infestation.]]></p></abstract>
<kwd-group>
<kwd lng="pt"><![CDATA[Phtirus]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[Pestanas]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[Piolho]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[Pediculose]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[Phthirus]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[Eyelashes]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[Crab Louse]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[Pediculosis]]></kwd>
</kwd-group>
</article-meta>
</front><body><![CDATA[ <p align="right"><b>ARTIGOS BREVES</b></p>       <p><font size="4"><b>Fitir&#237;ase palpebral</b></font></p>       <p><font size="3"><b>Phthiriasis     Palpebrarum</b></font></p>       <p><b>Camila Mota Neves*</b></p>       <p>*Interna de     Medicina Geral e Familiar, UCSP Senhora     da Hora &#8211; ACES Matosinhos</p>     <p><a href="#c0">Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia</a> | <a href="#c0">Direcci&oacute;n para correspondencia</a> | <a href="#c0">Correspondence</a><a name="topc0"></a></p> <hr/>    <p>&nbsp;</p>        <p><b>RESUMO</b></p>       <p>A fitir&#237;ase     palpebral &#233; uma condi&#231;&#227;o rara nas crian&#231;as. Os sintomas podem variar desde o     prurido palpebral &#224; blefarite com conjuntivite associada. O diagn&#243;stico &#233; feito     com base na hist&#243;ria cl&#237;nica e com o exame f&#237;sico, recorrendo a lupa ou l&#226;mpada     de fenda. O tratamento pode ser dif&#237;cil, prolongado e controverso. Apresentamos     um breve caso de uma crian&#231;a de 3 anos no qual houve um atraso no diagn&#243;stico e     onde o m&#233;dico de fam&#237;lia p&#244;de desempenhar um papel essencial, tanto na     avalia&#231;&#227;o do contexto dos contactos, como na interrup&#231;&#227;o do circuito de     infesta&#231;&#227;o.</p>       <p><b>Palavras-chave:</b> Phtirus; Pestanas;     Piolho; Pediculose.</p>   <hr/>       ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>ABSTRACT</b></p>         <p>Phthiriasis     palpebrarum is a rare condition in children. The symptoms associated with     phthiriasis palpebrarum range from pruritic lid margins to blepharitis with     marked conjunctival inflammation. The diagnosis is made based on clinical     history and physical examination, using a magnifier or a slit lamp. Treatment     is difficult, prolonged and controversial. We report a case of phthiriasis     palpebrarum in a three-year-old female child in which there was some difficulty     in the diagnosis. The general practitioner can play a key role in identifying     contacts and in breaking the cycle of infestation.</p>       <p><b>Keywords:</b> Phthirus, Eyelashes, Crab     Louse, Pediculosis.</p>   <hr/>       <p>Crian&#231;a do     sexo feminino, com 3 anos, sem antecedentes patol&#243;gicos de relevo, pertencente     a uma fam&#237;lia nuclear, na fase III do ciclo de Duvall e da classe III de     Graffar. O agregado &#233; constitu&#237;do por 4 elementos e apresenta um padr&#227;o     adequado de procura de cuidados de sa&#250;de, comparecendo regularmente &#224;s     consultas agendadas. A crian&#231;a fica durante o dia num infant&#225;rio.     Apresentou-se na consulta com queixas de prurido e descama&#231;&#227;o palpebral     (&#171;remelas&#187;) persistentes desde h&#225; seis meses, inicialmente no olho direito e um     m&#234;s depois bilateralmente. Ao exame a olho nu apresentava ligeiro edema e rubor     palpebral e algumas crostas nas pestanas junto aos bordos palpebrais. Foi     tratada inicialmente na nossa consulta para uma blefarite com oxitetraciclina     t&#243;pica, sem sucesso. Posteriormente, numa consulta de Pediatria da irm&#227;,     foi-lhe diagnosticada fitir&#237;ase palpebral, causada pelo insecto <i>Phthirus pubis.</i> Foi tratada com mousse &#224;     base de &#243;leo de coco e anis (que actua como agente f&#237;sico) em duas aplica&#231;&#245;es     &#250;nicas separadas por 10 dias. N&#227;o voltou a apresentar sinais ou sintomas ap&#243;s o     tratamento.</p>       <p>Nenhum dos     progenitores apresentava qualquer tipo de sinais ou sintomas de infesta&#231;&#227;o pelo     insecto. A suspeita da origem da transmiss&#227;o do <i>Phthirus pubis</i> recaiu sobre a educadora, que apresentava sinais     semelhantes de f&#237;tir&#237;ase palpebral e que foi tratada com sucesso pelo seu     m&#233;dico assistente.</p>       <p>O <i>Phthirus pubis,</i> tamb&#233;m conhecido como     piolho p&#250;bico ou &#171;chato&#187;, &#233; um insecto hemat&#243;fago e hospedeiro espec&#237;fico do     ser humano.<sup>1</sup> &#201; transmitido geralmente atrav&#233;s de contacto sexual,     embora ocasionalmente tamb&#233;m por roupas de uso pessoal, len&#231;&#243;is de cama e mesmo     toalhas. Habita preferencialmente a regi&#227;o p&#250;bica, contudo pode aparecer em     todo o corpo humano.<sup>2</sup></p>       <p>As crian&#231;as     podem ser atingidas por esta patologia, apesar de tal ser geralmente descrito     como raro e n&#227;o tendo sido encontrados dados sobre a preval&#234;ncia e incid&#234;ncia     da infesta&#231;&#227;o neste grupo et&#225;rio. Em crian&#231;as as pestanas s&#227;o o local mais     comummente afectado, devido n&#227;o s&#243; &#224;s condi&#231;&#245;es de humidade e temperatura, como     tamb&#233;m &#224; aus&#234;ncia da maior parte dos p&#234;los terminais na pr&#233;-puberdade.<sup>3</sup> Muitas vezes o cont&#225;gio &#233; feito por contacto com familiares ou cuidadores,     sendo necess&#225;rio despistar a possibilidade de abuso sexual.<sup>4</sup></p>     <p>Os sintomas     associados &#224; fitir&#237;ase palpebral v&#227;o desde o prurido palpebral &#224; blefarite com     conjuntivite associada, podendo ocasionalmente haver linfadenopatias e infec&#231;&#227;o     secund&#225;ria.<sup>5</sup> Podem existir ainda manchas azuis, designadas m&#225;culas     cer&#250;leas, devido &#224; mordedura do <i>Phthirus     pubis</i> nas margens da p&#225;lpebra.<sup>6</sup></p>       <p>O     diagn&#243;stico &#233; feito com base na hist&#243;ria cl&#237;nica e com a confirma&#231;&#227;o atrav&#233;s da     observa&#231;&#227;o dos parasitas utilizando uma lupa ou microsc&#243;pio (<a href="#f1">Figura 1</a> e <a href="#f2">2</a>).<sup>5</sup></p>     <p>&nbsp;</p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="center"><a name="f1"></a><img src="/img/revistas/rpmgf/v28n1/28n1a09f1.jpg"/></p>       
<p>&nbsp;</p>       <p align="center"><a name="f2"></a><img src="/img/revistas/rpmgf/v28n1/28n1a09f2.jpg"/></p>       
<p>&nbsp;</p>       <p>O tratamento     pode ser dif&#237;cil, prolongado e controverso, havendo diferentes terap&#234;uticas     defendidas, que v&#227;o desde a extrac&#231;&#227;o mec&#226;nica &#224; aplica&#231;&#227;o de meios f&#237;sicos ou     qu&#237;micos.<sup>7</sup> Alguns trabalhos referem a extrac&#231;&#227;o mec&#226;nica directa     como tratamento mais eficaz e com menor risco, o que se mostra dif&#237;cil em crian&#231;as     n&#227;o colaborantes.<sup>8</sup> Como agente f&#237;sico pode ser utilizada, por     exemplo, a vaselina em pomada, que age como agente sufocante e ajuda na     extrac&#231;&#227;o dos parasitas.<sup>7</sup> Existem v&#225;rios agentes qu&#237;micos     pediculicidas, como por exemplo a permetrina ou a fluoresce&#237;na, contudo, a sua     toxicidade limita o uso nesta localiza&#231;&#227;o. Para al&#233;m disso, muitos dos qu&#237;micos     existentes n&#227;o podem ser usados em crian&#231;as.<sup>9,10</sup> Existem ainda     outros tratamentos como crioterapia e fototerapia com &#225;rgon laser mas que s&#227;o     dif&#237;ceis de aplicar nesta faixa et&#225;ria.<sup>10</sup> Devem ser tratados todos     os grupos afectados. As roupas e objectos pessoais devem ser lavados a 50<sup>o</sup>C     durante 30 minutos.<sup>11</sup> Em alternativa podem-se fechar os objectos e     roupas pessoais num saco de pl&#225;stico durante 2 semanas.<sup>11</sup></p>       <p>Com a     apresenta&#231;&#227;o deste caso pretende-se sublinhar a sua dificuldade diagn&#243;stica,     por a fitir&#237;ase palpebral ser uma patologia rara em crian&#231;as e de dif&#237;cil     diagn&#243;stico a olho nu. Alerta, assim, para a necessidade de, no exame f&#237;sico     subsequente a queixas e/ou sinais persistentes das p&#225;lpebras e pestanas, ser     utilizada uma lupa (caso n&#227;o esteja dispon&#237;vel uma l&#226;mpada de fenda). De     real&#231;ar, tamb&#233;m, a import&#226;ncia de conhecer, quer localiza&#231;&#245;es poss&#237;veis do     parasita no corpo humano e formas de cont&#225;gio, quer o contexto e os contactos     da crian&#231;a, de forma a compreender a origem da infesta&#231;&#227;o, a detectar eventuais     problemas associados (como as situa&#231;&#245;es de abuso) e a agir de acordo com cada     situa&#231;&#227;o. Ilustra tamb&#233;m a terap&#234;utica mais adequada (agentes f&#237;sicos) na idade     em quest&#227;o (3 anos), visto a extrac&#231;&#227;o mec&#226;nica ser dif&#237;cil, por n&#227;o     colabora&#231;&#227;o, e o uso de qu&#237;micos pediculicidas ser contra-indicado pela sua     toxicidade. O m&#233;dico de fam&#237;lia pode desempenhar um papel fundamental, tanto na     avalia&#231;&#227;o diagn&#243;stica, abordagem terap&#234;utica inicial, referencia&#231;&#227;o aos     cuidados de sa&#250;de secund&#225;rios para optimiza&#231;&#227;o terap&#234;utica, quando necess&#225;rio,     bem como avalia&#231;&#227;o dos contactos, incluindo a suspei&#231;&#227;o ou n&#227;o de abusos, e     interrup&#231;&#227;o do circuito de infesta&#231;&#227;o. </p>       <p>Foram     realizadas duas interven&#231;&#245;es no infant&#225;rio a partir do Centro de Sa&#250;de no     sentido de informar sobre a problem&#225;tica em quest&#227;o e despistar outras fontes     de cont&#225;gio de forma a quebrar o ciclo de infesta&#231;&#227;o. Foi tamb&#233;m confirmada a     suspeita da infesta&#231;&#227;o da educadora e do seu tratamento adequado.</p>       <p>&nbsp;</p>     <p><b>REFER&#202;NCIAS BIBLIOGR&#193;FICAS</b></p>       <!-- ref --><p>1. Slonka     GF. Life-cycle and biology of lice. J Sch Health 1977 Jun; 47 (6): 349-51.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000032&pid=S2182-5173201200010000900001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>2. Ubelaker     JE, Payne E, Allison VF, Moore DV. Scanning electron microscopy of the human     public louse, Phthirus pubis (Linnaeus, 1758). J Parasitol 1973 Oct; 59 (5):     913-9.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000034&pid=S2182-5173201200010000900002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>3. Burgess     IF. Human lice and their management. Adv Parasitol 1995; 36: 271-342.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000036&pid=S2182-5173201200010000900003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>4. Silburt     BS, Parsons WL. Scalp infestation by Phthirus pubis in a 6-week-old infant.     Pediatr Dermatol 1990 Sep; 7 (3): 205-7.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000038&pid=S2182-5173201200010000900004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>5. Couch JM,     Green WR, Hirst LW, de La Cruz ZC. Diagnosing and treating Phthirus pubis     palpebrarum. Surv Ophtalmol 1982 Jan-Feb; 26 (4): 219-25.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000040&pid=S2182-5173201200010000900005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>6. Fitzpatrick&#8217;s     Dermatology in General Medicine. 4th ed. New York Mc-Graw-Hill; 1993: 2819-21.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000042&pid=S2182-5173201200010000900006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>7. Charfi F,     Ben Zina Z, Maazoun M, Kharrat W, Sellami D, Makni F, et al. Phthiriase     ciliaire de l&#8217;enfant: diagnostic et traitement. J Fr Ophtalmol 2005 Sep; 28     (7): 765-8.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000044&pid=S2182-5173201200010000900007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>8. Schenone     H. Eyelids infestaci&#243;n de los p&#225;rpados de um ni&#241;o por Phthirus pubis. Bol Chil     Parasitol 2000 Ene-Jun; 55 (1-2): 25-6.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000046&pid=S2182-5173201200010000900008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>9. Bl&#225;zquez     Gamero D, Palacios Cuesta A, Gonz&#225;lez-Tom&#233; MI, Mar&#237;n Ferrer M. Pedidulosis en     las pestanas. An Pediatr (Barc). 2010 Feb; 72 (2): 145.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000048&pid=S2182-5173201200010000900009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>10. L&#243;pez     Garc&#237;a JS, Garc&#237;a Lozano I, Mart&#237;nez Garchitorena J. Phthiriasis palpebral: diagn&#243;stico     y tratamiento. Arch Soc Esp Oftalmol. 2003 Jul; 78 (7): 365-74.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000050&pid=S2182-5173201200010000900010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>11. Lin YC,     Kao SC, Kau HC, Hsu WM, Tsai CC. Phthiriasis palpebralum: an unusual     blepharoconjunctivitis. Zhonghua Yi Xue Za Zhi (Taipei), 2002 Oct; 65 (10):     498-500.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000052&pid=S2182-5173201200010000900011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <p>&nbsp;</p>    <p><a href="#topc0">Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia</a> | <a href="#topc0">Direcci&oacute;n para correspondencia</a> | <a href="#topc0">Correspondence</a><a name="c0"></a></p>       <p>Camila Mota     Neves</p>       <p>Rua da Lagoa</p>       <p>4460 Senhora     da Hora</p>       <p><a href="mailto:camilamotaneves@gmail.com">camilamotaneves@gmail.com</a></p>       <p>&nbsp;</p>       <p><b>Agradecimentos</b></p>       <p>Agrade&#231;o ao     Dr Jor&#233; Byron Vicente Dias Fernandes, m&#233;dico colaborador da Clinica     Oftalmol&#243;gica do Hospital das Cl&#237;nicas da Universidade de S&#227;o Paulo, pela     ced&#234;ncia de imagens do seu arquivo pessoal.</p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>CONFLITOS DE INTERESSE</b></p>       <p>A autora     declara n&#227;o possuir conflitos de interesses.</p>       <p><b>Recebido em 12/08/2011</b></p>       <p><b>Aceite para publica&#231;&#227;o em 24/11/2011</b></p>      ]]></body><back>
<ref-list>
<ref id="B1">
<label>1</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Slonka]]></surname>
<given-names><![CDATA[GF]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Life-cycle and biology of lice]]></article-title>
<source><![CDATA[J Sch Health]]></source>
<year>1977</year>
<month>06</month>
<day>00</day>
<volume>47</volume>
<numero>6</numero>
<issue>6</issue>
<page-range>349-51</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B2">
<label>2</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Ubelaker]]></surname>
<given-names><![CDATA[JE]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Payne]]></surname>
<given-names><![CDATA[E]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Allison]]></surname>
<given-names><![CDATA[VF]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Moore]]></surname>
<given-names><![CDATA[DV]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Scanning electron microscopy of the human public louse, Phthirus pubis (Linnaeus, 1758)]]></article-title>
<source><![CDATA[J Parasitol]]></source>
<year>1973</year>
<month>10</month>
<day>00</day>
<volume>59</volume>
<numero>5</numero>
<issue>5</issue>
<page-range>913-9</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B3">
<label>3</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Burgess]]></surname>
<given-names><![CDATA[IF]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Human lice and their management]]></article-title>
<source><![CDATA[Adv Parasitol]]></source>
<year>1995</year>
<month>00</month>
<day>00</day>
<volume>36</volume>
<page-range>271-342</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B4">
<label>4</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Silburt]]></surname>
<given-names><![CDATA[BS]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Parsons]]></surname>
<given-names><![CDATA[WL]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Scalp infestation by Phthirus pubis in a 6-week-old infant]]></article-title>
<source><![CDATA[Pediatr Dermatol]]></source>
<year>1990</year>
<month>09</month>
<day>00</day>
<volume>7</volume>
<numero>3</numero>
<issue>3</issue>
<page-range>205-7</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B5">
<label>5</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Couch]]></surname>
<given-names><![CDATA[JM]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Green]]></surname>
<given-names><![CDATA[WR]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Hirst]]></surname>
<given-names><![CDATA[LW]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[de La Cruz]]></surname>
<given-names><![CDATA[ZC]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Diagnosing and treating Phthirus pubis palpebrarum]]></article-title>
<source><![CDATA[Surv Ophtalmol]]></source>
<year>1982</year>
<month> J</month>
<day>an</day>
<volume>26</volume>
<numero>4</numero>
<issue>4</issue>
<page-range>219-25</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B6">
<label>6</label><nlm-citation citation-type="book">
<source><![CDATA[Fitzpatrick's Dermatology in General Medicine]]></source>
<year>1993</year>
<edition>4</edition>
<page-range>2819-21</page-range><publisher-loc><![CDATA[New York ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Mc-Graw-Hill]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B7">
<label>7</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Charfi]]></surname>
<given-names><![CDATA[F]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Ben Zina]]></surname>
<given-names><![CDATA[Z]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Maazoun]]></surname>
<given-names><![CDATA[M]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Kharrat]]></surname>
<given-names><![CDATA[W]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Sellami]]></surname>
<given-names><![CDATA[D]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Makni]]></surname>
<given-names><![CDATA[F]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="fr"><![CDATA[Phthiriase ciliaire de l'enfant: diagnostic et traitement]]></article-title>
<source><![CDATA[J Fr Ophtalmol]]></source>
<year>2005</year>
<month>09</month>
<day>00</day>
<volume>28</volume>
<numero>7</numero>
<issue>7</issue>
<page-range>765-8</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B8">
<label>8</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Schenone]]></surname>
<given-names><![CDATA[H]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="es"><![CDATA[Eyelids infestación de los párpados de um niño por Phthirus pubis]]></article-title>
<source><![CDATA[Bol Chil Parasitol]]></source>
<year>2000</year>
<month> E</month>
<day>ne</day>
<volume>55</volume>
<numero>1-2</numero>
<issue>1-2</issue>
<page-range>25-6</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B9">
<label>9</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Blázquez Gamero]]></surname>
<given-names><![CDATA[D]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Palacios Cuesta]]></surname>
<given-names><![CDATA[A]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[González-Tomé]]></surname>
<given-names><![CDATA[MI]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Marín Ferrer]]></surname>
<given-names><![CDATA[M]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="es"><![CDATA[Pedidulosis en las pestanas]]></article-title>
<source><![CDATA[An Pediatr (Barc)]]></source>
<year>2010</year>
<month>02</month>
<day>00</day>
<volume>72</volume>
<numero>2</numero>
<issue>2</issue>
<page-range>145</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B10">
<label>10</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[López García]]></surname>
<given-names><![CDATA[JS]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[García Lozano]]></surname>
<given-names><![CDATA[I]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Martínez Garchitorena]]></surname>
<given-names><![CDATA[J]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="es"><![CDATA[Phthiriasis palpebral: diagnóstico y tratamiento]]></article-title>
<source><![CDATA[Arch Soc Esp Oftalmol]]></source>
<year>2003</year>
<month>07</month>
<day>00</day>
<volume>78</volume>
<numero>7</numero>
<issue>7</issue>
<page-range>365-74</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B11">
<label>11</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Lin]]></surname>
<given-names><![CDATA[YC]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Kao]]></surname>
<given-names><![CDATA[SC]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Kau]]></surname>
<given-names><![CDATA[HC]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Hsu]]></surname>
<given-names><![CDATA[WM]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Tsai]]></surname>
<given-names><![CDATA[CC]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Phthiriasis palpebralum: an unusual blepharoconjunctivitis]]></article-title>
<source><![CDATA[Zhonghua Yi Xue Za Zhi (Taipei),]]></source>
<year>2002</year>
<month>10</month>
<day>00</day>
<volume>65</volume>
<numero>10</numero>
<issue>10</issue>
<page-range>498-500</page-range></nlm-citation>
</ref>
</ref-list>
</back>
</article>
