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<journal-title><![CDATA[Revista Portuguesa de Medicina Geral e Familiar]]></journal-title>
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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Comparação da prescrição de antibacterianos em 2001 e 2007: um estudo na rede Médicos Sentinela]]></article-title>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Comparison of antibiotic prescribing in 2001 and 2007: a study from the Portuguese Sentinel Network of General Practitioners]]></article-title>
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<institution><![CDATA[,Instituto Nacional de Saúde Dr. Ricardo Jorge Departamento de Epidemiologia ]]></institution>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Objectives: To compare the prescription of cephalosporins and quinolones by general practitioners in the Sentinel Network in 2007, with the results of a similar study conducted in 2001, determining: the number of antibiotics (AB) prescribed per 1.000 patients and, of all AB prescribed, the proportion of prescriptions of cephalosporines and quinolones. Design: cross-sectional. Setting: Portuguese Health Centers belonging to the Portuguese Sentinel Practice Network Population: Patients registered on the lists of general practitioners belonging to the Sentinel Network Methods: This study was conducted within the Portuguese Sentinel Network of General Practitioners, allowing for population based estimates to be obtained because the composition of the patient list of the participating physicians is known from the outset. AB prescribing was reported from 2001 and 2007. Annual prescription rates (nANTI = number of prescriptions of antibiotics per 1.000 individuals) by sex and age were calculated. Results: In 2001, 12.184 prescriptions were studied and in 2007, 9.034 prescriptions for AB were studied. In 2007 the rate of prescription of cephalosporins was 8,2 per 1.000 individuals and the proportion was 10.1% the total of AB prescribed. This was lower than in 2001 when the nANTI was 11,1 and the proportion was 11,9%. The rate of prescription of quinolones was lower in 2007 (nANTI = 13,2) than in 2001 (nANTI = 14,2), but the proportion of quinolones among all AB prescriptions was higher in 2007 (16,2%) than in 2001 (15,3%). Conclusions: The rate of prescribing of cephalosporins and quinolones per 1.000 individuals was lower in 2007 compared to 2001. The proportion in the total of AB prescribed was lower for cephalosporins, but higher for quinolones in 2007. Among patients aged 75 years and older the proportion increased in 2007, for both classes (cefalosporines and quinolones), but the increase was statistically significant for quinolones only.]]></p></abstract>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[Antibacterianos]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[Prescrição]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[Terapêutica]]></kwd>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><b>ESTUDOS ORIGINAIS</b></p>      <p><font size="4"><b>Compara&#231;&#227;o da prescri&#231;&#227;o de antibacterianos em 2001 e 2007: um estudo     na rede M&#233;dicos Sentinela</b></font></p>          <p><font size="3"><b>Comparison of     antibiotic prescribing in 2001 and 2007: a study from the Portuguese Sentinel     Network of General Practitioners</b></font></p>       <p><b>Eleonora Paix&#227;o,* Maria Jo&#227;o Branco,** Emanuel Rodrigues,*** Jos&#233;     Marinho Falc&#227;o****</b></p>       <p>*Estatista, Departamento de Epidemiologia do Instituto     Nacional de Sa&#250;de Dr. Ricardo Jorge</p>       <p>**M&#233;dica de Sa&#250;de P&#250;blica, Departamento de Epidemiologia do     Instituto Nacional de Sa&#250;de Dr. Ricardo Jorge</p>       <p>***Estatista, Departamento de Epidemiologia do Instituto     Nacional de Sa&#250;de Dr. Ricardo Jorge</p>       <p>****M&#233;dico de Sa&#250;de P&#250;blica, Epidemiologista, Departamento     de Epidemiologia do Instituto Nacional de Sa&#250;de Dr. Ricardo Jorge</p>      <p><a href="#c0">Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia</a> | <a href="#c0">Direcci&oacute;n para correspondencia</a> | <a href="#c0">Correspondence</a><a name="topc0"></a></p> <hr/>    <p>&nbsp;</p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>RESUMO</b></p>       <p><b>Objectivos:</b> Comparar a prescri&#231;&#227;o de cefalosporinas e quinolonas     pelos m&#233;dicos de Medicina Geral e Familiar (MGF), participantes da Rede     M&#233;dicos-Sentinela (MS), em 2007, com a observada num estudo semelhante     realizado em 2001, estimando: i) o n&#250;mero de antibacterianos (AB) prescritos     por 1.000 utentes; ii) a percentagem de prescri&#231;&#245;es de cefalosporinas; e iii) a     percentagem de prescri&#231;&#245;es de quinolonas.</p>       <p><b>Tipo de estudo:</b> Observacional, descritivo, transversal.</p>       <p><b>Local:</b> Centros de Sa&#250;de de Portugal onde trabalham os m&#233;dicos da     Rede MS.</p>       <p><b>Popula&#231;&#227;o:</b> Lista de utentes dos m&#233;dicos da Rede MS.</p>       <p><b>M&#233;todos:</b> O estudo foi realizado no &#226;mbito da Rede MS que permite     estimar indicadores de base populacionais. A notifica&#231;&#227;o das prescri&#231;&#245;es de AB     decorreu em 2001 e em 2007. Foram calculados &#237;ndices de frequ&#234;ncia anual da     prescri&#231;&#227;o de AB (nANTI = n&#250;mero de prescri&#231;&#245;es de AB por 1.000 indiv&#237;duos),     desagregados por sexo e idade.</p>       <p><b>Resultados:</b> Foram estudadas 12.184 prescri&#231;&#245;es de AB em 2001 e     9.034 em 2007, relevando-se: o n&#250;mero de prescri&#231;&#245;es de cefalosporinas por     1.000 utentes, assim como a percentagem de prescri&#231;&#227;o no total de prescri&#231;&#245;es     de AB, foram menores em 2007 relativamente a 2001 (respectivamente, nANTI = 8,2     e 10,1%, em 2007 e nANTI = 11,1 e 11,9%, em 2001); o n&#250;mero de prescri&#231;&#245;es de     quinolonas por 1.000 utentes foi menor em 2007 relativamente a 2001     (respectivamente, nANTI = 13,2 e nANTI = 14,2) mas a percentagem de prescri&#231;&#227;o     no total de prescri&#231;&#245;es de AB foi maior em 2007 do que em 2001     (respectivamente, 16,2 e 15,3%).</p>       <p><b>Conclus&#245;es:</b> O n&#250;mero de prescri&#231;&#245;es de cefalosporinas e de     quinolonas por 1.000 utentes foi menor em 2007 relativamente a 2001. De 2001     para 2007, a percentagem de prescri&#231;&#227;o foi menor nas cefalosporinas mas     superior nas quinolonas. O grupo et&#225;rio dos 75 e mais anos registou um aumento     em 2007, quer nas cefalosporinas, quer nas quinolonas, sendo este aumento     estatisticamente significativo neste &#250;ltimo subgrupo.</p>       <p><b>Palavras-chave:</b> Antibacterianos; Prescri&#231;&#227;o; Terap&#234;utica; M&#233;dicos     de Fam&#237;lia; Rede M&#233;dicos-Sentinela.</p>   <hr/>       <p><b>ABSTRACT</b></p>        ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Objectives:</b> To     compare the prescription of cephalosporins and quinolones by general     practitioners in the Sentinel Network in 2007, with the results of a similar     study conducted in 2001, determining: the number of antibiotics (AB) prescribed     per 1.000 patients and, of all AB prescribed, the proportion of prescriptions     of cephalosporines and quinolones.</p>       <p><b>Design:</b> cross-sectional.</p>       <p><b>Setting:</b> Portuguese Health Centers belonging to the Portuguese Sentinel Practice Network</p>       <p><b>Population:</b> Patients registered on the lists of general practitioners belonging to the     Sentinel Network</p>       <p><b>Methods:</b> This     study was conducted within the Portuguese Sentinel Network of General     Practitioners, allowing for population based estimates to be obtained because     the composition of the patient list of the participating physicians is known     from the outset. AB prescribing was reported from 2001 and 2007. Annual     prescription rates (nANTI = number of prescriptions of antibiotics per 1.000     individuals) by sex and age were calculated.</p>       <p><b>Results:</b> In 2001,     12.184 prescriptions were studied and in 2007, 9.034 prescriptions for AB were     studied. In 2007 the rate of prescription of cephalosporins was 8,2 per 1.000     individuals and the proportion was 10.1% the total of AB prescribed. This was     lower than in 2001 when the nANTI was 11,1 and the proportion was 11,9%. The     rate of prescription of quinolones was lower in 2007 (nANTI = 13,2) than in     2001 (nANTI = 14,2), but the proportion of quinolones among all AB     prescriptions was higher in 2007 (16,2%) than in 2001 (15,3%).</p>       <p><b>Conclusions:</b> The     rate of prescribing of cephalosporins and quinolones per 1.000 individuals was     lower in 2007 compared to 2001. The proportion in the total of AB prescribed     was lower for cephalosporins, but higher for quinolones in 2007. Among patients     aged 75 years and older the proportion increased in 2007, for both classes     (cefalosporines and quinolones), but the increase was statistically significant     for quinolones only.</p>       <p><b>Key-words:</b> Anti-Bacterial Agents; Prescriptions; Therapeutics; Family Physicians; Sentinel     Network of General Practitioners.</p>   <hr/>       <p><b>Introdu&#231;&#227;o</b></p>       <p>De entre os estados membros da Uni&#227;o Europeia/&#193;rea Econ&#243;mica     Europeia, Portugal, em 2007, posicionou-se em oitavo lugar relativamente ao     consumo total de antibacterianos (AB) em ambulat&#243;rio, com pouco mais de 20     doses di&#225;rias definidas/1.000 habitantes/dia. Apesar da melhoria da situa&#231;&#227;o,     passados 10 anos (em 1997, 28,8 doses di&#225;rias definidas/1.000 habitantes/dia),     constatou-se ainda a manuten&#231;&#227;o de um uso relevante de quinolonas,     relativamente aos outros pa&#237;ses.<sup>1</sup></p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Em Portugal, esta tem&#225;tica faz parte da agenda dos     decisores. Com efeito, no Plano Nacional de Sa&#250;de 2004-2010, o consumo de AB     constituiu uma prioridade na defini&#231;&#227;o de metas para 2010, traduzidas por dois     indicadores, nomeadamente, <i>&#171;a percentagem de consumo de cefalosporinas no consumo total de AB em     regime ambulat&#243;rio&#187;</i> e <i>&#171;a percentagem de consumo de quinolonas no consumo total de AB em     regime ambulat&#243;rio&#187;.</i><sup>2</sup></p>       <p>A informa&#231;&#227;o dispon&#237;vel permite constatar uma evolu&#231;&#227;o     positiva destes indicadores, no sentido de uma maior racionalidade na     utiliza&#231;&#227;o daqueles AB, constatando-se mesmo que, para as cefalosporinas, a     meta proposta para 2010, de 10%, foi ultrapassada em 2008, situando-se a sua     percentagem de consumo em 9,4%. A evolu&#231;&#227;o da utiliza&#231;&#227;o de quinolonas, ainda     que positiva, n&#227;o se revelou t&#227;o favor&#225;vel,<sup>3</sup> a meta proposta para     2010 foi de 10,6%, sendo a percentagem de consumo em 2008 de 12,7%.</p>       <p>A refor&#231;ar a pertin&#234;ncia da problem&#225;tica em estudo, valer&#225; a     pena referir alguns dados relativos &#224;s vendas deste tipo de medicamentos, em     ambulat&#243;rio, no mercado nacional: No ano 2003,<sup>4</sup> uma das subst&#226;ncias     activas do grupo das quinolonas ocupou o 20.<sup>o</sup> lugar na tabela das     100 subst&#226;ncias activas com maior encargo para o Servi&#231;o Nacional de Sa&#250;de     (SNS), tendo em 2007<sup>5</sup> descido para o 31.<sup>o</sup> lugar na     tabela. Em rela&#231;&#227;o &#224;s cefalosporinas, em 2003,<sup>4</sup> uma das subst&#226;ncias     activas deste grupo, ocupava o 26.<sup>o</sup> lugar tendo em 2007<sup>5</sup> passado a ocupar a 71.<sup>a</sup> posi&#231;&#227;o.</p>       <p>A import&#226;ncia global da prescri&#231;&#227;o deste grupo de f&#225;rmacos     fora do SNS n&#227;o &#233; facilmente quantific&#225;vel. Poder-se-&#225;, contudo, admitir que o     padr&#227;o de prescri&#231;&#227;o n&#227;o seja muito diferente no &#226;mbito da Medicina privada e     dos v&#225;rios subsistemas de sa&#250;de.</p>       <p>Mais especificamente, a utiliza&#231;&#227;o de AB em Medicina Geral e     Familiar (MGF) tem sido, universalmente, objecto de estudo e de reflex&#227;o     aprofundada.<sup>6-8</sup></p>       <p>Em Portugal, num estudo<sup>9</sup> realizado em 2000, no     servi&#231;o de atendimento complementar na Unidade de Sa&#250;de de Vialonga,     verificou-se uma elevada prescri&#231;&#227;o de AB (23,3% das 1.722 fichas estudadas).     No &#226;mbito deste atendimento, as cefalosporinas corresponderam a 12,9% do total     das prescri&#231;&#245;es antibacterianas e as quinolonas a 7,7%. Ainda em 2000, num     estudo<sup>10</sup> de base populacional sobre usos e maus usos dos AB, os     resultados apontam para um consumo das cefalosporinas de 18,8% e das quinolonas     de 9,5%, ocupando respectivamente a terceira e quarta posi&#231;&#227;o dos grupos AB     mais frequentemente dispensados nas farm&#225;cias portuguesas.</p>       <p>No ano seguinte, em 2001, a prescri&#231;&#227;o de AB foi objecto de     notifica&#231;&#227;o no &#226;mbito da Rede M&#233;dicos-Sentinela (MS).<sup>11</sup> Em 2007,     voltou a existir notifica&#231;&#227;o sobre este tema.</p>       <p>Sendo certo que, em Portugal, era j&#225; apreci&#225;vel o     conhecimento sobre prescri&#231;&#227;o de AB em MGF, considerou-se pertinente realizar     um estudo cujo objectivo fosse comparar o padr&#227;o de prescri&#231;&#227;o de     cefalosporinas e quinolonas em 2007 com o observado no estudo semelhante     realizado em 2001,<sup>11</sup> na Rede MS. Nomeadamente, pretendeu-se obter     estimativas, por sexo e idade, para os seguintes indicadores:</p>       <p>&#8226; N&#250;mero total de prescri&#231;&#245;es de AB por 1.000 utentes;</p>       <p>&#8226; N&#250;mero de prescri&#231;&#245;es de AB do grupo das cefalosporinas     por 1.000 utentes;</p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&#8226; Percentagem de prescri&#231;&#245;es de AB do grupo das     cefalosporinas no total de AB prescritos;</p>       <p>&#8226; N&#250;mero de prescri&#231;&#245;es de AB do grupo das quinolonas por     1.000 utentes;</p>       <p>&#8226; Percentagem de prescri&#231;&#245;es de AB do grupo das quinolonas     no total de AB prescritos.</p>       <p><b>M&#233;todos</b></p>       <p><b>Descri&#231;&#227;o do estudo</b></p>       <p>O estudo foi realizado no &#226;mbito da Rede MS. MS &#233; uma rede     de m&#233;dicos especialistas em MGF, cuja sua actividade profissional &#233;     desenvolvida em Centros de Sa&#250;de do SNS e que, voluntariamente, notificam casos     ou epis&#243;dios de doen&#231;a e de outras situa&#231;&#245;es relacionadas com sa&#250;de dos     indiv&#237;duos inscritos nas respectivas listas de utentes. Esta notifica&#231;&#227;o &#233;     feita semanalmente. A base populacional deste sistema permite calcular     estimativas de incid&#234;ncia de v&#225;rias doen&#231;as, bem como estimar &#237;ndices de     frequ&#234;ncia de situa&#231;&#245;es relacionadas, como utiliza&#231;&#227;o de exames complementares     de diagn&#243;stico ou prescri&#231;&#227;o de medicamentos.<sup>12</sup> No ano de 2001     estavam inscritos na Rede MS 161 m&#233;dicos e em 2007 estavam 144 m&#233;dicos,     colocados nos 18 distritos do Continente e nas Regi&#245;es Aut&#243;nomas dos A&#231;ores e     da Madeira.</p>       <p><b>Prescri&#231;&#227;o de antibacterianos</b></p>       <p>Foram eleg&#237;veis para o estudo todos os medicamentos     prescritos do subgrupo farmacoterap&#234;utico dos AB. Contudo, para prossecu&#231;&#227;o dos     objectivos deste estudo a an&#225;lise incidiu sobre as cefalosporinas e quinolonas<sup>13</sup> de utiliza&#231;&#227;o sist&#233;mica, por serem indicadores nacionais da prescri&#231;&#227;o     antibacteriana, conforme referido atr&#225;s.</p>       <p>Referenciando a classifica&#231;&#227;o ATC <i>(Anatomical Therapeutic Chemical Code),</i><sup>14</sup> foram considerados os AB de uso sist&#233;mico (J01) dos subgrupos: outros AB &#946;-lact&#226;micos (JO1D) = cefalosporinas; e     quinolonas (JO1M) = quinolonas.</p>       <p>Aos m&#233;dicos da rede foi solicitado que notificassem todos os     AB que prescreveram a indiv&#237;duos pertencentes &#224; sua lista de utentes, durante o     ano de 2001 e 2007. Destes, eram eleg&#237;veis para notifica&#231;&#227;o n&#227;o s&#243; os AB     prescritos por iniciativa do pr&#243;prio m&#233;dico mas, tamb&#233;m, os que foram     prescritos por solicita&#231;&#227;o de outro m&#233;dico, ou mesmo do pr&#243;prio utente.</p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Notifica&#231;&#227;o</b></p>       <p>O tema &#171;Prescri&#231;&#227;o de AB&#187;, entre outros, fez parte do     programa de notifica&#231;&#227;o cont&#237;nua de MS, em 2001 e em 2007. Foi, por isso,     inclu&#237;da no respectivo boletim de notifica&#231;&#227;o, estando sujeita a notifica&#231;&#227;o     semanal. Em 2001, 136 MS participaram e notificaram este tema e em 2007 120     m&#233;dicos realizaram esta notifica&#231;&#227;o.</p>       <p>Colheram-se dados relativos &#224;s seguintes vari&#225;veis:     caracteriza&#231;&#227;o dos inquiridos (sexo e idade &#8211; consideraram-se para     efeitos de an&#225;lise os grupos et&#225;rios 0-4; 5-9; 10-14; 15-24; 25-34; 35-44; 45-54;     55-64; 65-74 e 75 e mais anos); e caracteriza&#231;&#227;o da prescri&#231;&#227;o de AB (AB     prescrito).</p>       <p><b>Verifica&#231;&#227;o, codifica&#231;&#227;o, registo inform&#225;tico e valida&#231;&#227;o dos dados</b></p>       <p>As notifica&#231;&#245;es referentes &#224; prescri&#231;&#227;o de AB foram objecto     de uma revis&#227;o que incidiu sobre a exaustividade do preenchimento, a     legibilidade das respostas n&#227;o pr&#233;-codificadas e a exist&#234;ncia de erros. Quando     foi identificada qualquer anomalia, a sua correc&#231;&#227;o, sempre que poss&#237;vel, foi     concretizada atrav&#233;s de contacto telef&#243;nico com o m&#233;dico participante.</p>       <p>Os dados foram sujeitos a codifica&#231;&#227;o que esteve a cargo de     dois codificadores com forma&#231;&#227;o pr&#233;via sobre o processo de classifica&#231;&#227;o dos     f&#225;rmacos.</p>       <p>Os dados colhidos foram registados em suporte inform&#225;tico,     tendo a base de dados sido submetida a um processo de valida&#231;&#227;o da congru&#234;ncia     para identifica&#231;&#227;o de valores imposs&#237;veis e de inconsist&#234;ncia entre valores ou     c&#243;digos de vari&#225;veis. Os erros encontrados foram rectificados, sempre que tal     foi poss&#237;vel, ou transformados em valores em falta.</p>       <p><b>An&#225;lise dos dados</b></p>       <p>A an&#225;lise de dados centrou-se fundamentalmente em calcular:     i) a frequ&#234;ncia da prescri&#231;&#227;o total de AB, desagregada por sexo e idade dos     utentes; ii) a frequ&#234;ncia da prescri&#231;&#227;o de AB, distribu&#237;da pelos dois subgrupos     em estudo; iii) a frequ&#234;ncia da prescri&#231;&#227;o dos subgrupos de AB desagregada por     sexo e idade dos utentes.</p>       <p>A frequ&#234;ncia foi estimada atrav&#233;s de um &#237;ndice de base     populacional (nANTI = n&#250;mero de antibacterianos/1.000 utentes), aplicado tanto     &#224; totalidade da amostra como aos seus estratos. O numerador de nANTI foi     constitu&#237;do pelo n&#250;mero de prescri&#231;&#245;es de AB, total e desagregado por sexo e     grupos et&#225;rios. O denominador foi constitu&#237;do pelo &#171;n&#250;mero de pessoas sob     observa&#231;&#227;o efectiva&#187;. O n&#250;mero de pessoas sob observa&#231;&#227;o efectiva de cada     per&#237;odo de tempo varia com o n&#250;mero de m&#233;dicos que est&#227;o em actividade nesse     per&#237;odo (semana, total do ano). O n&#250;mero de pessoas sob observa&#231;&#227;o efectiva de     uma dada semana obt&#233;m-se pelo somat&#243;rio das listas de utentes dos m&#233;dicos     activos nessa semana, isto &#233;, que nesse per&#237;odo enviaram pelo menos uma     notifica&#231;&#227;o ou declararam, expressamente, n&#227;o terem casos a notificar.     Consequentemente, o n&#250;mero de pessoas sob observa&#231;&#227;o efectiva de um dado ano &#233;     a m&#233;dia dos valores nas 52 semanas do ano.</p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A compara&#231;&#227;o do n&#250;mero de AB prescritos (por 1.000 utentes),     no total e desagregado entre os dois anos, foi feita utilizando o teste de <i>Qui-Quadrado de     Pearson.</i> Foi estabelecido em 5% o n&#237;vel de signific&#226;ncia do teste, tendo-se     rejeitado a hip&#243;tese nula quando a probabilidade de signific&#226;ncia do teste <i>(p-value)</i> foi     inferior a este valor, considerando-se, assim, estatisticamente significativas     as diferen&#231;as observadas. Todos os c&#225;lculos foram feitos usando o programa     estat&#237;stico PASW Statistics 18.0.<sup>15</sup></p>       <p><b>Resultados</b></p>       <p>Considerou-se pertinente apresentar algumas caracter&#237;sticas     dos dois estudos de 2001<sup>11</sup> e de 2007 para comparar a evolu&#231;&#227;o da     prescri&#231;&#227;o de AB na rede MS. Assim, conforme descrito no <a href="#q1">quadro I</a>, pode-se     observar que em 2001 a rede MS era constitu&#237;da por um n&#250;mero de m&#233;dicos     superior ao de 2007. Da mesma forma, o n&#250;mero de m&#233;dicos que realizaram     notifica&#231;&#245;es sobre a prescri&#231;&#227;o de AB tamb&#233;m foi em 2007 inferior ao de 2001.     Os restantes indicadores (n&#250;mero de utentes sob observa&#231;&#227;o, n&#250;mero de consultas     com prescri&#231;&#227;o de AB, n&#250;mero total de AB prescritos e n&#250;mero de epis&#243;dios com     prescri&#231;&#227;o de dois AB) foram tamb&#233;m superiores em 2001 relativamente a 2007.</p>     <p>&nbsp;</p>       <p align="center"><a name="q1"></a><img src="/img/revistas/rpmgf/v28n2/28n2a04q1.jpg"/></p>       
<p>&nbsp;</p>       <p>No conjunto de todos os AB, o n&#250;mero de prescri&#231;&#245;es de AB     diminuiu entre 2001 e 2007, de 93,2 para 81,3 prescri&#231;&#245;es por 1.000 utentes     (<a href="#q2">Quadro II</a>).</p>     <p>&nbsp;</p>        <p align="center"><a name="q2"></a><img src="/img/revistas/rpmgf/v28n2/28n2a04q2.jpg"/></p>       
<p>&nbsp;</p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Esta diminui&#231;&#227;o de prescri&#231;&#227;o ocorreu em todos os grupos     et&#225;rios entre os 0 e 64 anos. No grupo et&#225;rio mais idoso (75 e mais anos)     verificou-se, pelo contr&#225;rio, um acr&#233;scimo relevante, traduzido num aumento do     nANTI de 99,8 para 121,5 (<a href="#q2">Quadro II</a>).</p>       <p>Focando a an&#225;lise comparativa na utiliza&#231;&#227;o dos dois grupos     de AB adoptados como indicadores de consumo deste grupo de f&#225;rmacos, a saber,     as cefalosporinas e as quinolonas, constatou-se um decr&#233;scimo global do n&#250;mero     de prescri&#231;&#245;es de cefalosporinas por 1.000 utentes entre 2001 (nANTI = 11,1) e     2007 (nANTI = 8,2, <a href="#q3">Quadro III</a>). Esta diminui&#231;&#227;o verificou-se em ambos os sexos,     n&#227;o se revelando, contudo, estatisticamente significativa (<a href="#q3">Quadro III</a>).     Relativamente &#224; idade, as diminui&#231;&#245;es verificadas revelaram-se significativas     nos grupos et&#225;rios 0-4 (<i>p</i> &lt; 0,001), 10-14 (<i>p</i> = 0,006), 15-24 (<i><u>p</u></i> &lt; 0,001), 25-34 (<i>p</i> = 0,001),     35-44 (<i>p</i> =     0,031), 45-54 (<i>p</i> = 0,043) e 55-64 (<i>p</i> = 0,011). No grupo et&#225;rio de 75 e mais anos, no &#250;nico grupo em     que se observou um acr&#233;scimo, este n&#227;o foi significativo (p = 0,495, <a href="#f1">Figura 1</a>).     Em 2007, neste grupo, as cefalosporinas de terceira gera&#231;&#227;o representaram 26,7%     das prescri&#231;&#245;es. Este subgrupo de AB correspondeu a 11,9% da totalidade de AB     prescritos em 2001, descendo para 10,1% em 2007 (<a href="#q4">Quadro IV</a>).</p>     <p>&nbsp;</p>          <p align="center"><a name="q3"></a><img src="/img/revistas/rpmgf/v28n2/28n2a04q3.jpg"/></p>        
<p>&nbsp;</p>          <p align="center"><a name="f1"></a><img src="/img/revistas/rpmgf/v28n2/28n2a04f1.jpg" /></p>       
<p>&nbsp;</p>          <p align="center"><a name="q4"></a><img src="/img/revistas/rpmgf/v28n2/28n2a04q4.jpg"/></p>       
<p>&nbsp;</p>       <p>As prescri&#231;&#245;es de quinolonas por 1.000 utentes diminu&#237;ram     entre 2001 (nANTI = 14,2) e 2007 (nANTI = 13,2, <a href="#q3">Quadro III</a>). Tamb&#233;m neste grupo     a diminui&#231;&#227;o da prescri&#231;&#227;o verificada em ambos os sexos n&#227;o se revelou     estatisticamente significativa (<a href="#q3">Quadro III</a>). Em todos os grupos et&#225;rios com     menos de 75 anos, pode-se constatar a diminui&#231;&#227;o da prescri&#231;&#227;o do ano de 2001     para o ano de 2007 (<a href="#f2">Figura 2</a>). Os grupos et&#225;rios que revelaram diferen&#231;as     estatisticamente significativas foram: dos 15-24 (p &lt; 0,001) e dos 25-34 (p     = 0,003). Apenas se registou um acr&#233;scimo da prescri&#231;&#227;o de quinolonas por 1.000     utentes no grupo et&#225;rio com 75 e mais anos de idade (nANTI = 26,8 em 2001 e     nANTI = 34,5 em 2007), sendo este aumento estatisticamente significativo (p =     0,002, <a href="#f2">Figura 2</a>). O subgrupo das quinolonas representou 15,3% dos AB prescritos     em 2001 e 16,2% em 2007 (<a href="#q4">Quadro IV</a>).</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>        <p align="center"><a name="f2"></a><img src="/img/revistas/rpmgf/v28n2/28n2a04f2.jpg"/></p>       
<p>&nbsp;</p>       <p><b>Discuss&#227;o</b></p>       <p>Este estudo pretendeu comparar a prescri&#231;&#227;o de AB em MGF,     nos anos de 2001 e 2007. Em ambos os anos a metodologia utilizada foi     semelhante, tendo-se utilizado a rede de MS e inclu&#237;do o tema em estudo no     programa de notifica&#231;&#227;o cont&#237;nua.</p>       <p>Atrav&#233;s da notifica&#231;&#227;o semanal, obteve-se uma grande massa     de dados, que permitiu uma an&#225;lise bastante detalhada, apesar de aqui s&#243; se     apresentarem os resultados que se consideraram mais pertinentes. Contudo, os     padr&#245;es encontrados podem n&#227;o corresponder absolutamente aos que se verificam     no conjunto da prescri&#231;&#227;o em MGF, no pa&#237;s, nomeadamente a sua evolu&#231;&#227;o no     tempo.</p>       <p>Quatro potenciais vi&#233;ses podem contribuir para essa eventual     discrep&#226;ncia. Em primeiro lugar, relativamente &#224; representatividade, a     popula&#231;&#227;o sob observa&#231;&#227;o, assim como a amostra de m&#233;dicos, n&#227;o foi seleccionada     como uma amostra aleat&#243;ria da popula&#231;&#227;o portuguesa. A utiliza&#231;&#227;o de uma amostra     de conveni&#234;ncia, constitu&#237;da por m&#233;dicos de MGF que trabalham no SNS e que     participam voluntariamente na rede MS, visa possibilitar uma elevada     notifica&#231;&#227;o de casos e promover uma boa qualidade da informa&#231;&#227;o. Contudo,     certos grupos profissionais (por exemplo, funcion&#225;rios p&#250;blicos, empregados     banc&#225;rios) e a popula&#231;&#227;o em estratos economicamente mais elevados poder&#227;o estar     sub-representados, uma vez que podem recorrer a subsistemas de sa&#250;de ou a     seguros de sa&#250;de privados em vez da utiliza&#231;&#227;o de Centros de Sa&#250;de. Em segundo     lugar, os M&#233;dicos de Fam&#237;lia que pertencem &#224; rede MS podem ter padr&#245;es de     prescri&#231;&#227;o diferentes dos colegas de carreira que n&#227;o integram a rede MS. Em     terceiro lugar, cada m&#233;dico participante poder&#225; ter falhado a notifica&#231;&#227;o de     uma percentagem da totalidade das prescri&#231;&#245;es que realizou. Como a decis&#227;o, ou     a oportunidade, de notificar poder&#227;o n&#227;o ser independentes do AB prescrito,     existe um potencial vi&#233;s sobretudo se aquela percentagem tiver sido elevada, o     que &#233; imposs&#237;vel de estimar. Finalmente, a circunst&#226;ncia de os m&#233;dicos saberem     que est&#227;o a notificar para fins de um estudo poder&#225;, mesmo que de forma n&#227;o     intencional, ter alterado o seu padr&#227;o habitual de prescri&#231;&#227;o. Contudo,     presume-se que a longa dura&#231;&#227;o do per&#237;odo de notifica&#231;&#227;o tenha criado muito     precocemente um quadro de rotina que ter&#225; atenuado modifica&#231;&#245;es substanciais na     prescri&#231;&#227;o. Nas circunst&#226;ncias descritas, e n&#227;o permitindo os dados a discuss&#227;o     com mais fundamento sobre a exist&#234;ncia, o sentido e a dimens&#227;o de eventual vi&#233;s     de selec&#231;&#227;o e de notifica&#231;&#227;o, a interpreta&#231;&#227;o dos resultados deve ter em conta     o exposto.</p>       <p>O valor do &#237;ndice nANTI (n&#250;mero de antibacterianos     prescritos/1.000 utentes) pode tamb&#233;m sofrer algum vi&#233;s com origem no seu     denominador (n&#250;mero de pessoas sob observa&#231;&#227;o efectiva). Como foi descrito, o     n&#250;mero de pessoas sob observa&#231;&#227;o efectiva foi calculado com base na composi&#231;&#227;o     das listas de utentes dos m&#233;dicos participantes, desagregadas por sexo e idade     actualizada no in&#237;cio de 2001 e de 2007. &#201; de admitir que a composi&#231;&#227;o da lista     de alguns m&#233;dicos possa n&#227;o estar perfeitamente actualizada, havendo a     tend&#234;ncia para estar sobrestimada. Nestas circunst&#226;ncias, as taxas poder&#227;o     estar subestimadas. Deste modo, as estimativas representadas pelo &#237;ndice nANTI     devem pois ser consideradas como valores m&#237;nimos.</p>       <p>Os dados colhidos n&#227;o permitem fazer qualquer ju&#237;zo sobre a     adequa&#231;&#227;o de cada prescri&#231;&#227;o, individualmente considerada.</p>       <p>As quinolonas constitu&#237;ram o terceiro grupo de AB mais     prescrito, praticamente a par com o segundo, os macr&#243;lidos, o que revela uma     importante prefer&#234;ncia por este grupo em MGF. Este padr&#227;o de prescri&#231;&#227;o &#233;,     ali&#225;s, consistente com a posi&#231;&#227;o que Portugal ocupa entre os estados membros da     Uni&#227;o Europeia no que respeita &#224;s vendas de quinolonas.<sup>1</sup> Em 2007, a     percentagem de prescri&#231;&#227;o dos AB deste grupo, na totalidade de AB prescritos na     Rede MS, foi de 16,2% (<a href="#q4">Quadro IV</a>). Recorde-se que nesse mesmo ano foi estimado     para Portugal Continental um valor percentual de consumo para o pa&#237;s de 13,5%,     no total de AB consumidos.<sup>3</sup> Note-se ainda que se, por um lado, o     nANTI estimado para este grupo foi menor em 2007 relativamente a 2001, por     outro, o valor percentual de prescri&#231;&#227;o que este grupo representa no total das     prescri&#231;&#245;es aumentou de 2001 para 2007.</p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A situa&#231;&#227;o face &#224; prescri&#231;&#227;o de cefalosporinas &#233; mais     favor&#225;vel, tendo-se atingindo em 2007 um valor percentual de prescri&#231;&#227;o, na     totalidade de AB prescritos, de 10,1%, praticamente o valor previsto como meta,     no Continente, para 2010 (10,0%).<sup>3</sup></p>       <p>&#201; de salientar, contudo, a elevada frequ&#234;ncia com que foram     prescritas cefalosporinas de terceira gera&#231;&#227;o (26,7% do total de     cefalosporinas).</p>       <p>Refira-se que tamb&#233;m foi objecto de notifica&#231;&#227;o o pedido de     testes de sensibilidade aos AB (TSA). Apesar de n&#227;o integrar os objectivos do     presente estudo, considera-se pertinente mencionar que a requisi&#231;&#227;o de TSA s&#243;     ocorreu em 10,6% das prescri&#231;&#245;es. Estas requisi&#231;&#245;es concentraram-se fortemente     nas doen&#231;as do aparelho urin&#225;rio (em que foram utilizadas em mais de 50% das     prescri&#231;&#245;es) e, em menor grau, nas doen&#231;as dos aparelhos genitais feminino e     masculino.</p>       <p>A prescri&#231;&#227;o de AB poderia ser aperfei&#231;oada se aumentasse a     percentagem que &#233; apoiada em diagn&#243;stico laboratorial, sempre que este fosse     clinicamente indicado, e consequentemente em resultados atempados de TSA, como     forma de n&#227;o s&#243; melhorar a efic&#225;cia da prescri&#231;&#227;o, mas tamb&#233;m de contribuir     para a luta contra o desenvolvimento de resist&#234;ncias aos AB.</p>       <p>Os AB dispon&#237;veis no mercado e as determinantes da sua     prescri&#231;&#227;o modificam-se com rapidez. Justificar-se-&#225;, por isso, que esta     tem&#225;tica se mantenha em estudo, utilizando os mesmos m&#233;todos de forma a     assegurar a comparabilidade dos seus resultados.</p>       <p>Em s&#237;ntese, na prossecu&#231;&#227;o dos principais objectivos do     estudo estimou-se, na Rede M&#233;dicos-Sentinela, em 2001 e em 2007:</p>       <p>&#8226; O n&#250;mero de AB prescritos por 1.000 utentes foi menor em     2007 (nANTI 2001 = 93,2 e nANTI 2007 = 81,3);</p>       <p>&#8226; O grupo et&#225;rio dos 0-4 anos apresentou o maior n&#250;mero de     prescri&#231;&#245;es por 1.000 utentes em ambos os anos (233,4 e 143,0 respectivamente);     o grupo et&#225;rio dos 75 e mais anos apresentou um aumento de prescri&#231;&#245;es por     1.000 utentes de 2001 para 2007 (99,8 e 125,5 respectivamente);</p>       <p>&#8226; O n&#250;mero de prescri&#231;&#245;es de cefalosporinas por 1.000     utentes, assim como a percentagem de prescri&#231;&#227;o no total de prescri&#231;&#245;es de AB,     foram menores em 2007 (respectivamente, nANTI = 8,2 e 10,1%) relativamente e a     2001 (respectivamente, nANTI = 11,1 e 11,9%);</p>       <p>&#8226; O n&#250;mero de prescri&#231;&#245;es de quinolonas por 1.000 utentes     foi menor em 2007 (nANTI = 13,2) relativamente a 2001 (nANTI = 14,2) mas a     percentagem de prescri&#231;&#227;o no total de prescri&#231;&#245;es de AB foi maior em 2007     (16,2%) relativamente a 2001 (15,3%).</p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Assim, com base nestes resultados pode-se concluir que:</p>       <p>&#8226; a percentagem de cefalosporinas prescrita na totalidade de     AB sofreu uma evolu&#231;&#227;o positiva, tendo-se em 2007 atingido praticamente a meta     prevista para 2010 (10,0%);<sup>3</sup></p>       <p>&#8226; a percentagem de quinolonas sofreu um aumento ligeiro de     2001 para 2007, apresentando, no entanto, neste &#250;ltimo ano um valor que coloca     o subgrupo a 5,6 pontos percentuais da meta prevista para 2010 (10,6%).<sup>3</sup></p>       <p>De forma a atingir esta meta considera-se importante a     promo&#231;&#227;o de campanhas de sensibiliza&#231;&#227;o que tenham como objectivo a diminui&#231;&#227;o     da prescri&#231;&#227;o deste subgrupo de AB.</p>     <p>&nbsp;</p>       <p><b>REFER&#202;NCIAS BIBLIOGR&#193;FICAS</b></p>       <!-- ref --><p>1. European Centre for Disease Prevention and Control.     European Antibiotic Awareness Day. Summary of Latest European Data on     Antibiotic Resistance and Antibiotic Use. ECDC 2009-10-29 . Dispon&#237;vel em:     <a href="http://www.nvu.nl/uploads/d9/C-/d9C-te07fHVhaUp6Wa0WKA/Samenvatting-EARSS-2009.pdf" target="_blank">http://www.nvu.nl/uploads/d9/C-/d9C-te07fHVhaUp6Wa0WKA/Samenvatting-EARSS-2009.pdf</a> [acedido em 25/02/2010].    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000109&pid=S2182-5173201200020000400001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>2. Minist&#233;rio da Sa&#250;de. Direc&#231;&#227;o-Geral de Sa&#250;de. Plano     Nacional de Sa&#250;de 2004-2010: mais sa&#250;de para todos. Lisboa: Direc&#231;&#227;o-Geral de     Sa&#250;de; 2004. Vol. I, p&#225;g. 78 e Vol. II, p&#225;g. 167.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000111&pid=S2182-5173201200020000400002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>3. Minist&#233;rio da Sa&#250;de. Alto Comissariado para a Sa&#250;de.     Indicadores e metas do PNS. Dispon&#237;vel em:     <a href="http://www.acs.min-saude.pt/pns/acessibilidade-ao-medicamento/consumo-de-cefalosporinas-consumo-total-de-antibioticos-em-ambulatorio/" target="_blank">http://www.acs.min-saude.pt/pns/acessibilidade-ao-medicamento/consumo-de-cefalosporinas-consumo-total-de-antibioticos-em-ambulatorio/</a>    e <a href="http://www.acs.min-saude.pt/pns/acessibilidade-ao-medicamento/consumo-de-quinolonas-consumo-total-de-antibioticos-em-ambulatorio/" target="_blank">http://www.acs.min-saude.pt/pns/acessibilidade-ao-medicamento/consumo-de-quinolonas-consumo-total-de-antibioticos-em-ambulatorio/</a>     [acedido em 30/07/2010].    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000113&pid=S2182-5173201200020000400003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>4. Minist&#233;rio da Sa&#250;de. INFARMED. Estat&#237;sticas do     medicamento 2003. Lisboa: INFARMED - Instituto Nacional da Farm&#225;cia e do     Medicamento. Direc&#231;&#227;o de Economia do Medicamento e Produtos de Sa&#250;de; 2005.     Dispon&#237;vel em: <a href="http://www.infarmed.pt/portal/page/portal/INFARMED/PUBLICACOES/TEMATICOS/ESTATISTICA_MEDICAMENTO/estatistica_2003_0.pdf" target="_blank">http://www.infarmed.pt/portal/page/portal/INFARMED/PUBLICACOES/TEMATICOS/ESTATISTICA_MEDICAMENTO/estatistica_2003_0.pdf</a>    [acedido em 26/09/2011].    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000115&pid=S2182-5173201200020000400004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>5. Minist&#233;rio da Sa&#250;de. INFARMED. Estat&#237;sticas do     medicamento 2007. Dispon&#237;vel em:     <a href="http://www.infarmed.pt/portal/page/portal/INFARMED/PUBLICACOES/TEMATICOS/ESTATISTICA_MEDICAMENTO/EstMed-2007.pdf" target="_blank">http://www.infarmed.pt/portal/page/portal/INFARMED/PUBLICACOES/TEMATICOS/ESTATISTICA_MEDICAMENTO/EstMed-2007.pdf</a>    [acedido em 26/09/2011].    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000117&pid=S2182-5173201200020000400005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>6. Cadieux G, Tamblyn R, Dauphinee D, Libman M. Predictors     of inappropriate antibiotic prescribing among primary care physicians. CMAJ     2007; 177 (8): 877-83.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000119&pid=S2182-5173201200020000400006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>7. Gjelstad S, Dalen I, Lindbaek M. GPs' antibiotic     prescription patterns for respiratory tract infections - still room for     improvement. Scand J Prim Health Care 2009; 27 (4): 208-15.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000121&pid=S2182-5173201200020000400007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>8. Observat&#243;rio Portugu&#234;s dos Sistemas de Sa&#250;de. O estado da     Sa&#250;de e a sa&#250;de do Estado 2002. Lisboa: Escola Nacional de Sa&#250;de P&#250;blica; 2002.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000123&pid=S2182-5173201200020000400008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>9. Palma R. Prescri&#231;&#227;o de antibi&#243;ticos no servi&#231;o de     atendimento complementar. Rev.Port. Clin.Geral 2002 Jan-Fev; 18 (1): 35-52.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000125&pid=S2182-5173201200020000400009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>10. Branco MJ, Melo M, Nogueira PJ, Martins AP, Falc&#227;o, AP.     Usos, abusos e mal-usos&#8230;utiliza&#231;&#227;o de antibi&#243;ticos. Farm Port 2001; 131: 60-8.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000127&pid=S2182-5173201200020000400010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>11. Falc&#227;o JM, Pisco AM, Sim&#245;es JA, Falc&#227;o IM, Pimenta ZP,     Nunes B. Prescri&#231;&#227;o de antibacterianos em Cl&#237;nica Geral: um estudo na Rede     M&#233;dicos-Sentinela. Rev Port Clin Geral 2003 Jul-Ago; 19 (4): 315-29.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000129&pid=S2182-5173201200020000400011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>12. Direc&#231;&#227;o Geral dos Cuidados de Sa&#250;de Prim&#225;rios.     M&#233;dicos-Sentinela. Um novo olhar sobre a sa&#250;de. Actividades em 1990. Lisboa:     DGCSP; 1991.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000131&pid=S2182-5173201200020000400012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<p>13. Di&#225;rio da Rep&#250;blica, 2.&#170; s&#233;rie, n.&#186; 252, de 26 de     Outubro de 2004. Despacho n.&#186; 21 844/2004, de 12 de Outubro. Classifica&#231;&#227;o     Farmacoterap&#234;utica de Medicamentos. Dispon&#237;vel     em:<a href="http://www.infarmed.pt/portal/page/portal/INFARMED/LEGISLACAO/LEGISLACAO_FARMACEUTICA_COMPILADA/TITULO_IV/despacho_21884_2004.pdf" target="_blank">http://www.infarmed.pt/portal/page/portal/INFARMED/LEGISLACAO/LEGISLACAO_FARMACEUTICA_COMPILADA/TITULO_IV/despacho_21884_2004.pdf</a>    [acedido em 10/03/2010].</p>       <!-- ref --><p>14. World Health Organization. Collaborating Centre for Drug     Statistics Methodology, Guidelines for ATC classification and DDD assignment,     2010. Oslo, 2009. Dispon&#237;vel em:     <a href="http://www.whocc.no/filearchive/publications/2010guidelines.pdf" target="_blank">http://www.whocc.no/filearchive/publications/2010guidelines.pdf</a> [acedido em     10/03/2010].    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000134&pid=S2182-5173201200020000400013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>15. PASW Statistics 18.0 for Windows. Release 18.0 (23 Aug     2008). SPSS Inc.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000136&pid=S2182-5173201200020000400014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <p>&nbsp;</p>    <p><a href="#topc0">Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia</a> | <a href="#topc0">Direcci&oacute;n para correspondencia</a> | <a href="#topc0">Correspondence</a><a name="c0"></a></p>     <p>Eleonora Paix&#227;o</p>       <p>Departamento de Epidemiologia</p>       <p>Instituto Nacional de Sa&#250;de Dr Ricardo Jorge</p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Av. Padre Cruz</p>       <p>1649-016 Lisboa</p>       <p>Portugal</p>       <p><a href="mailto:eleonora.paixao@insa.min-saude.pt">eleonora.paixao@insa.min-saude.pt</a></p>       <p>&nbsp;</p>       <p><b>Agradecimentos</b></p>       <p>Os autores agradecem aos m&#233;dicos de Medicina Geral e     Familiar da Rede M&#233;dicos-Sentinela cuja participa&#231;&#227;o foi indispens&#225;vel para a     realiza&#231;&#227;o deste estudo.</p>       <p><b>Declara&#231;&#227;o de interesses:</b></p>       <p>Os autores n&#227;o declaram conflitos de interesse.</p>       <p><b>Recebido em 04/01/2011</b></p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Aceite para publica&#231;&#227;o em 08/03/2012</b></p>      ]]></body><back>
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<ref id="B1">
<label>1</label><nlm-citation citation-type="book">
<collab>European Centre for Disease Prevention and Control</collab>
<source><![CDATA[European Antibiotic Awareness Day: Summary of Latest European Data on Antibiotic Resistance and Antibiotic Use]]></source>
<year>2009</year>
<month>-1</month>
<day>0-</day>
<publisher-name><![CDATA[ECDC]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B2">
<label>2</label><nlm-citation citation-type="book">
<collab>Ministério da Saúde^dDirecção-Geral de Saúde</collab>
<source><![CDATA[Plano Nacional de Saúde 2004-2010: mais saúde para todos]]></source>
<year>2004</year>
<month>00</month>
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