<?xml version="1.0" encoding="ISO-8859-1"?><article xmlns:mml="http://www.w3.org/1998/Math/MathML" xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xmlns:xsi="http://www.w3.org/2001/XMLSchema-instance">
<front>
<journal-meta>
<journal-id>2182-5173</journal-id>
<journal-title><![CDATA[Revista Portuguesa de Medicina Geral e Familiar]]></journal-title>
<abbrev-journal-title><![CDATA[Rev Port Med Geral Fam]]></abbrev-journal-title>
<issn>2182-5173</issn>
<publisher>
<publisher-name><![CDATA[Associação Portuguesa de Medicina Geral e Familiar]]></publisher-name>
</publisher>
</journal-meta>
<article-meta>
<article-id>S2182-51732012000200005</article-id>
<title-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Rastreio do consumo de álcool nos cuidados de saúde primários - atitudes dos utentes]]></article-title>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Patient attitudes to screening of alcohol consumption in primary health care]]></article-title>
</title-group>
<contrib-group>
<contrib contrib-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Campos]]></surname>
<given-names><![CDATA[Pedro Pereira]]></given-names>
</name>
<xref ref-type="aff" rid="A01"/>
</contrib>
<contrib contrib-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Ribeiro]]></surname>
<given-names><![CDATA[Cristina]]></given-names>
</name>
<xref ref-type="aff" rid="A01"/>
<xref ref-type="aff" rid="A02"/>
</contrib>
</contrib-group>
<aff id="A01">
<institution><![CDATA[,Universidade de Lisboa Faculdade de Medicina ]]></institution>
<addr-line><![CDATA[Lisboa ]]></addr-line>
</aff>
<aff id="A02">
<institution><![CDATA[,Instituto da Droga e da Toxicodependência para os problemas ligados ao álcool  ]]></institution>
<addr-line><![CDATA[ ]]></addr-line>
</aff>
<pub-date pub-type="pub">
<day>00</day>
<month>03</month>
<year>2012</year>
</pub-date>
<pub-date pub-type="epub">
<day>00</day>
<month>03</month>
<year>2012</year>
</pub-date>
<volume>28</volume>
<numero>2</numero>
<fpage>98</fpage>
<lpage>104</lpage>
<copyright-statement/>
<copyright-year/>
<self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S2182-51732012000200005&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_abstract&amp;pid=S2182-51732012000200005&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_pdf&amp;pid=S2182-51732012000200005&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><abstract abstract-type="short" xml:lang="pt"><p><![CDATA[Objectivos: Caracterizar o consumo de álcool dos utentes dos Cuidados de Saúde Primários (CSP) com idade igual ou superior a 16 anos; determinar as atitudes dos participantes face ao rastreio do consumo de álcool pelo seu médico de família no decorrer da consulta; analisar factores associados (idade, escolaridade, consumo de álcool) às atitudes encontradas. Tipo de estudo: Observacional, transversal e analítico. Local: Agrupamentos de Centros de Saúde I, III e VI da área da grande Lisboa. População: Utentes de ambos os sexos, com idade igual ou superior a 16 anos, letrados, que frequentam os CSP. Métodos: A uma amostra de conveniência de 175 utentes dos CSP da área da grande Lisboa, após recolha de informação demográfica, foi aplicado um questionário sobre atitudes em relação ao rastreio do consumo nocivo de álcool e realizado um rastreio de consumo nocivo de álcool (AUDIT-C). Foram utilizados os testes do ?² e t de Student, considerando um nível de significância de 0,05. Resultados: A maioria dos utentes (mais de 80%) demonstrou apoio ao rastreio dos consumos de álcool por parte do seu médico. A resposta a 4 de 10 afirmações sobre atitudes quanto a este rastreio mostrou-se relacionada com a idade e escolaridade. Contabilizaram-se 41 indivíduos (23,4%) com rastreio AUDIT-C positivo, representando 38,5% dos homens e 14,5% das mulheres. Conclusão: Os utentes apoiam o rastreio sobre consumos de álcool pelo seu médico, independentemente de quaisquer variáveis ou do método de rastreio, estando igualmente abertos ao aconselhamento sobre esses consumos.]]></p></abstract>
<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Objectives: To characterize the alcohol consumption of patients in Primary Health Care, to determine the attitude of patients towards screening for harmful alcohol consumption by their physician, to determine if these attitudes are related to the patient’s AUDIT-C status, and to analyze factors (age, education, alcohol consumption) related to attitudes towards alcohol screening conducted by the family physician during the consultation. Study design: Analytical, cross sectional Setting: Health Centre Groups I, III and VI of the Greater Lisbon area. Participants: Patients of both genders, aged 16 years or older. Methods: A convenience sample of 175 patients in primary health care in the Lisbon area was used. After collecting demographic information from patients, we administered a questionnaire on attitudes towards the screening of harmful alcohol consumption and the AUDIT-C instrument. The chi-square and Student t-test were used, with significance set at the 0,05 level. Results: Most patients (> 80%) expressed support for the screening of alcohol intake by their physician. The answer to four of the statements was related to age and educational level. Forty-one individuals (23.4%) with AUDIT-C positive screening were found, representing 38.5% of men and 14.5% of the women. Conclusions: Patients accept screening of alcohol consumption by their physician, independent of demographic variables or the screening method used. Patients are also open to advice regarding their alcohol intake.]]></p></abstract>
<kwd-group>
<kwd lng="pt"><![CDATA[Alcoolismo]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[Consumo de álcool]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[Rastreio]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[Cuidados de saúde primários]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[Alcoholism]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[Alcohol drinking]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[Screening]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[Primary health care]]></kwd>
</kwd-group>
</article-meta>
</front><body><![CDATA[ <p align="right"><b>ESTUDOS ORIGINAIS</b></p>      <p><font size="4"><b>Rastreio do consumo de &#225;lcool nos cuidados de sa&#250;de prim&#225;rios &#8211;     atitudes dos utentes</b></font></p>     <p><font size="3"><b>Patient attitudes to screening of alcohol consumption in primary health care</b></font></p>       <p><b>Pedro Pereira Campos,* Cristina Ribeiro**</b></p>       <p>*Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa</p>       <p>**Professora auxiliar da Faculdade de Medicina de Lisboa, m&#233;dica     de fam&#237;lia, assessora do Instituto da Droga e da Toxicodepend&#234;ncia para os     problemas ligados ao &#225;lcool.</p>       <p><a href="#c0">Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia</a> | <a href="#c0">Direcci&oacute;n para correspondencia</a> | <a href="#c0">Correspondence</a><a name="topc0"></a></p>  <hr/>    <p>&nbsp;</p>       <p><b>RESUMO</b></p>       <p><b>Objectivos:</b> Caracterizar o consumo de &#225;lcool dos utentes dos     Cuidados de Sa&#250;de Prim&#225;rios (CSP) com idade igual ou superior a 16 anos; determinar     as atitudes dos participantes face ao rastreio do consumo de &#225;lcool pelo seu     m&#233;dico de fam&#237;lia no decorrer da consulta; analisar factores associados (idade,     escolaridade, consumo de &#225;lcool) &#224;s atitudes encontradas.</p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Tipo de estudo:</b> Observacional, transversal e anal&#237;tico.</p>       <p><b>Local:</b> Agrupamentos de Centros de Sa&#250;de I, III e VI da &#225;rea da     grande Lisboa.</p>       <p><b>Popula&#231;&#227;o:</b> Utentes de ambos os sexos, com idade igual ou superior a     16 anos, letrados, que frequentam os CSP.</p>       <p><b>M&#233;todos:</b> A uma amostra de conveni&#234;ncia de 175 utentes dos CSP da     &#225;rea da grande Lisboa, ap&#243;s recolha de informa&#231;&#227;o demogr&#225;fica, foi aplicado um     question&#225;rio sobre atitudes em rela&#231;&#227;o ao rastreio do consumo nocivo de &#225;lcool     e realizado um rastreio de consumo nocivo de &#225;lcool (AUDIT-C). Foram utilizados     os testes do &#967;<sup>2</sup> e <i>t</i> de <i>Student,</i> considerando um n&#237;vel de signific&#226;ncia     de 0,05.</p>       <p><b>Resultados:</b> A maioria dos utentes (mais de 80%) demonstrou apoio ao     rastreio dos consumos de &#225;lcool por parte do seu m&#233;dico. A resposta a 4 de 10     afirma&#231;&#245;es sobre atitudes quanto a este rastreio mostrou-se relacionada com a     idade e escolaridade. Contabilizaram-se 41 indiv&#237;duos (23,4%) com rastreio     AUDIT-C positivo, representando 38,5% dos homens e 14,5% das mulheres.</p>       <p><b>Conclus&#227;o:</b> Os utentes apoiam o rastreio sobre consumos de &#225;lcool     pelo seu m&#233;dico, independentemente de quaisquer vari&#225;veis ou do m&#233;todo de     rastreio, estando igualmente abertos ao aconselhamento sobre esses consumos. </p>       <p><b>Palavras-chave:</b> Alcoolismo; Consumo de &#225;lcool; Rastreio; Cuidados     de sa&#250;de prim&#225;rios.</p>   <hr/>       <p><b>ABSTRACT</b></p>         <p><b>Objectives: </b>To     characterize the alcohol consumption of patients in Primary Health Care, to     determine the attitude of patients towards screening for harmful alcohol     consumption by their physician, to determine if these attitudes are related to     the patient&#8217;s AUDIT-C <i>status,</i> and to     analyze factors (age, education, alcohol consumption) related to attitudes     towards alcohol screening conducted by the family physician during the     consultation.</p>       <p><b>Study design:</b> Analytical, cross sectional</p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Setting:</b> Health     Centre Groups I, III and VI of the Greater Lisbon area.</p>       <p><b>Participants:</b> Patients of both genders, aged 16 years or older.</p>       <p><b>Methods:</b> A     convenience sample of 175 patients in primary health care in the Lisbon area     was used. After collecting demographic information from patients, we     administered a questionnaire on attitudes towards the screening of harmful     alcohol consumption and the AUDIT-C instrument. The chi-square and Student     t-test were used, with significance set at the 0,05 level.</p>       <p><b>Results:</b> Most     patients (&gt; 80%) expressed support for the screening of alcohol intake by     their physician. The answer to four of the statements was related to age and     educational level. Forty-one individuals (23.4%) with AUDIT-C positive     screening were found, representing 38.5% of men and 14.5% of the women.</p>       <p><b>Conclusions:</b> Patients accept screening of alcohol consumption by their physician,     independent of demographic variables or the screening method used. Patients are     also open to advice regarding their alcohol intake.</p>       <p><b>Key Words:</b> Alcoholism; Alcohol drinking; Screening; Primary health care.</p>   <hr/>       <p><b>Introdu&#231;&#227;o</b></p>       <p>Em Portugal, o consumo de &#225;lcool &#233; dos mais elevados do     mundo, tendo-se situado, no ano 2003, em 9,6 litros de &#225;lcool puro <i>per capita,</i><sup>1</sup> tornando-nos assim o oitavo consumidor a n&#237;vel mundial. Desta forma, a     alcooliza&#231;&#227;o da sociedade portuguesa &#233; uma realidade. De facto, de acordo com     estudos de Balsa <i>et     al.,</i> entre 2001 e 2007 a preval&#234;ncia do consumo de bebidas alco&#243;licas     aumentou 3,5%, de 75,6% para 79,1%, referindo 38,5% dos jovens entre os 20 e os     24 anos e 34,6 % dos jovens dos jovens entre os 15 e os 19 anos embriaguez pelo     menos uma vez (2,8% dos jovens dos 20 aos 24 anos e 1,2% dos jovens dos 15 aos     19 anos embriagou-se dez ou mais vezes).<sup>2</sup></p>       <p>Deste modo &#233; cada vez maior o &#234;nfase dado, a n&#237;vel nacional,<sup>3,4</sup> ao papel dos Cuidados de Sa&#250;de Prim&#225;rios (CSP) enquanto estruturas de     proximidade, tendo em vista uma detec&#231;&#227;o e sinaliza&#231;&#227;o precoce de indiv&#237;duos em     risco.</p>       <p>Para auxiliar os cl&#237;nicos nesta tarefa foram desenvolvidos     v&#225;rios instrumentos que permitem um rastreio sistem&#225;tico. Entre estes     instrumentos encontram-se v&#225;rios question&#225;rios (CAGE, AUDIT-C, T-ACE, TWEAK,     CRAFFT) que, com uma sensibilidade entre os 69 e os 95% e uma especificidade     que varia entre os 71 e os 90%,<sup>5,6</sup> permitem o rastreio de uma larga     maioria da popula&#231;&#227;o, indicando a presen&#231;a de grupos com poss&#237;veis consumos de     alto-risco, abuso e depend&#234;ncia.</p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Os estudos sobre instrumentos de rastreio nos CSP     concentram-se num amplo espectro de consumos, incluindo situa&#231;&#245;es de risco,     consumo nocivo/abuso e depend&#234;ncia de &#225;lcool. O consumo de risco &#233; geralmente     definido atrav&#233;s do estabelecimento de um limiar de consumo de &#225;lcool e &#233;     tamb&#233;m referido como consumo problem&#225;tico ou excessivo. Neste padr&#227;o de consumo     encontram-se os utentes em risco de apresentar consequ&#234;ncias relacionadas com o     consumo de &#225;lcool, quer atrav&#233;s da quantidade consumida, quer devido ao efeito     do &#225;lcool sobre outras co-morbilidades. Os consumidores nocivos apresentam     danos f&#237;sicos ou psicol&#243;gicos secund&#225;rios ao consumo de &#225;lcool. Pacientes com     abuso de &#225;lcool e depend&#234;ncia experienciam de forma marcada e repetida efeitos     f&#237;sicos e sociais negativos, incluindo um desejo intenso, descontrolo sobre o     uso, continua&#231;&#227;o dos consumos independentemente das consequ&#234;ncias, alta prioridade     dada aos consumos em detrimento de outras actividades e obriga&#231;&#245;es, aumento da     toler&#226;ncia ao &#225;lcool e sintomas de priva&#231;&#227;o quando o consumo &#233; descontinuado.<sup>7</sup> Estes esquemas de classifica&#231;&#227;o s&#227;o habitualmente usados para estratificar os     utentes com rela&#231;&#227;o ao progn&#243;stico, gravidade e regimes de tratamento     apropriado.</p>       <p>No entanto, v&#225;rios estudos referem que ao n&#237;vel dos CSP o     rastreio se encontra em n&#237;veis bastante inferiores ao desejado.<sup>9,10,13</sup> Nos Estados Unidos da Am&#233;rica um estudo demonstrou que, apesar de 88% dos     m&#233;dicos referirem realizar um rastreio ao consumo de &#225;lcool por parte dos seus     doentes, apenas 13% utilizava um question&#225;rio formal de rastreio e, mesmo nos     indiv&#237;duos com rastreio positivo, uma correcta abordagem e referencia&#231;&#227;o n&#227;o     era realizada.<sup>5</sup> A utiliza&#231;&#227;o de meios de diagn&#243;stico laboratorial     (marcadores bioqu&#237;micos como a gama-glutamiltranspeptidase, o volume globular     m&#233;dio ou a transferrina deficiente em hidratos de carbono) apresentam uma     utiliza&#231;&#227;o ainda mais reduzida.<sup>6</sup></p>       <p>Esta reduzida utiliza&#231;&#227;o dos instrumentos de rastreio &#233;     justificada pelos cl&#237;nicos por: conhecimento e capacidades insuficientes para     lidar com o problema, no&#231;&#245;es pessimistas acerca da utilidade do rastreio e     receio que os seus doentes se sintam ofendidos com as quest&#245;es e que isso,     consequentemente, acabe por fragilizar a rela&#231;&#227;o m&#233;dico-doente.<sup>10-12</sup> No entanto, estudos realizados a n&#237;vel internacional parecem n&#227;o acompanhar os     receios dos cl&#237;nicos, demonstrando uma grande abertura dos doentes em rela&#231;&#227;o     ao tema.<sup>13,14</sup> Em Portugal desconhece-se a receptividade em rela&#231;&#227;o &#224;     abordagem deste tipo de quest&#245;es em consulta.</p>       <p>Outro dos grandes entraves apontados pelos m&#233;dicos dos CSP a     uma mais ampla utiliza&#231;&#227;o dos question&#225;rios de rastreio &#233; o tempo reduzido de     que disp&#245;em para cada consulta e a multiplicidade de tarefas que se imp&#245;em a um     m&#233;dico generalista.<sup>10,15</sup></p>       <p>Assim, s&#227;o objectivos deste trabalho:</p>       <p>&#8226; Caracterizar o consumo de &#225;lcool dos utentes dos Cuidados     de Sa&#250;de Prim&#225;rios (CSP) com idade igual ou superior a 16 anos;</p>       <p>&#8226; Determinar as atitudes dos participantes face ao rastreio     do consumo de &#225;lcool pelo seu m&#233;dico de fam&#237;lia no decorrer da consulta;</p>       <p>&#8226; Analisar factores associados (idade, escolaridade, consumo     de &#225;lcool) &#224;s atitudes encontradas.</p>       <p><b>M&#233;todos</b></p>       <p>A popula&#231;&#227;o participante do estudo foram os utentes dos     Agrupamentos de Centros de Sa&#250;de I, III e VI da regi&#227;o da grande Lisboa,     letrados e com idade igual ou superior a 16 anos. A amostragem foi de     conveni&#234;ncia, sendo solicitado aos utentes, com idade igual ou superior a 16 anos,     com consulta marcada durante os 8 dias (um por semana, com rota&#231;&#227;o no dia) de     Janeiro e Fevereiro de 2010 em que decorreu o estudo, o preenchimento, a t&#237;tulo     volunt&#225;rio, de um inqu&#233;rito de opini&#227;o para investiga&#231;&#227;o cient&#237;fica. Os     participantes preencheram o question&#225;rio de forma an&#243;nima (n&#227;o tendo sido     utilizados identificadores de qualquer tipo) enquanto aguardavam pela consulta     m&#233;dica. O tempo de preenchimento do question&#225;rio foi cerca de cinco minutos.</p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<p>O question&#225;rio referido, usado como instrumento de medida,     foi uma folha de registo an&#243;nima, inspirada nos trabalhos de <i>Miller,</i><sup>13,14</sup> traduzida pelo autor, constitu&#237;da por 10 itens, de auto-preenchimento pelos     participantes e que abordava as suas atitudes em rela&#231;&#227;o ao consumo de &#225;lcool,     focando as seguintes tem&#225;ticas: 1) Atitude acerca da adequa&#231;&#227;o de quest&#245;es de     rastreio alco&#243;lico; 2) Abertura ao rastreio bioqu&#237;mico do consumo de &#225;lcool; 3)     Reac&#231;&#227;o emocional ao rastreio; 4) Abertura ao aconselhamento com vista &#224;     redu&#231;&#227;o de consumos nocivos; 5) Honestidade na resposta a quest&#245;es de rastreio     (ver <a href="#q4">Quadro IV</a>). As frases/opini&#245;es foram classificadas, de acordo com o     question&#225;rio de <i>Miller,</i> atrav&#233;s de uma escala de <i>Likert</i> de cinco pontos (concordo totalmente, concordo, sem opini&#227;o,     discordo, discordo totalmente).</p>       <p>&nbsp;</p>       <p align="center"><a name="q1"></a><img src="/img/revistas/rpmgf/v28n2/28n2a05q1.jpg"/></p>       
<p>&nbsp;</p>       <p align="center"><a name="q2"></a><img src="/img/revistas/rpmgf/v28n2/28n2a05q2.jpg" /></p>       
<p>&nbsp;</p>       <p align="center"><a name="q3"></a><img src="/img/revistas/rpmgf/v28n2/28n2a05q3.jpg"/></p>       
<p>&nbsp;</p>     <p align="center"><a name="q4"></a><img src="/img/revistas/rpmgf/v28n2/28n2a05q4.jpg"/></p>       
<p>&nbsp;</p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<p>As outras vari&#225;veis em estudo foram: g&#233;nero, idade (anos) e     escolaridade (4, 9, 12 e mais que 12 anos).</p>       <p>De seguida, foi aplicada uma ferramenta de rastreio ao     consumo nocivo de &#225;lcool, o AUDIT-C, composto pelas tr&#234;s primeiras quest&#245;es do     rastreio AUDIT (question&#225;rio aplicado internacionalmente e validado para a     l&#237;ngua portuguesa, constitu&#237;do por dez quest&#245;es que avaliam o consumo nocivo de     &#225;lcool, sintomas de depend&#234;ncia e consequ&#234;ncias nocivas da utiliza&#231;&#227;o abusiva     de &#225;lcool).<sup>16</sup> A pontua&#231;&#227;o AUDIT-C varia de 0 a 12 pontos,     considerando-se o rastreio positivo se a pontua&#231;&#227;o obtida for igual ou superior     a quatro pontos (para um n&#237;vel de sensibilidade entre os 91 e os 100% e uma     especificidade que varia dos 53 aos 68%).<sup>17</sup></p>       <p>Fez-se um estudo estat&#237;stico sequencial dos dados recolhidos     utilizando o <i>software</i> SPSS v.17 para <i>Windows.</i> Foi realizada primeiramente uma caracteriza&#231;&#227;o da popula&#231;&#227;o em estudo, tendo em     seguida sido realizados dois conjuntos de an&#225;lises, recorrendo ao teste <i>t</i> de <i>Student</i> (no     caso de vari&#225;vel cont&#237;nua) e ao &#967;<sup>2</sup> (restantes situa&#231;&#245;es).     Inicialmente foi efectuada uma an&#225;lise de frequ&#234;ncias das respostas obtidas que     revelou uma distribui&#231;&#227;o n&#227;o normal das respostas a cada uma das dez     afirma&#231;&#245;es, sendo que a maioria dos participantes respondeu concordo ou     concordo totalmente ou, no caso de afirma&#231;&#245;es negativas, discordo ou discordo     totalmente. Posteriormente realizou-se uma recodifica&#231;&#227;o das respostas obtidas     para apenas duas vari&#225;veis dicot&#243;micas: concordante (concordo totalmente e     concordo) e n&#227;o concordante (sem opini&#227;o, discordo e discordo totalmente). Para     aquelas afirma&#231;&#245;es em que a discord&#226;ncia reflecte uma opini&#227;o favor&#225;vel acerca     do rastreio (por ex: &#171;a quantidade de &#225;lcool que bebo &#233; pessoal e confidencial     e o meu m&#233;dico n&#227;o devia questionar-me acerca disso&#187;) para a an&#225;lise     estat&#237;stica combinaram-se as respostas discordo totalmente e discordo.</p>       <p>A propor&#231;&#227;o de participantes com respostas concordantes com     o rastreio, com base na recodifica&#231;&#227;o realizada, foi considerada a vari&#225;vel     dicot&#243;mica dependente na an&#225;lise estat&#237;stica efectuada para avaliar o efeito     dos factores demogr&#225;ficos nas respostas obtidas. O valor <i>p</i> foi considerado significativo se     inferior a 0,05.</p>       <p>A recolha de dados decorreu de acordo com os princ&#237;pios     estabelecidos na declara&#231;&#227;o de Hels&#237;nquia e o relat&#243;rio de investiga&#231;&#227;o obteve, <i>a posteriori,</i> parecer favor&#225;vel da Comiss&#227;o de &#201;tica do Hospital de Santa Maria/Faculdade de     Medicina da Universidade de Lisboa, em Lisboa.</p>     <p><b>Resultados</b></p>       <p>Um total de 224 utentes tinham consulta durante o per&#237;odo do     estudo e foram convidados a preencher o question&#225;rio. Destes, 30 recusaram e 13     n&#227;o cumpriam os crit&#233;rios de inclus&#227;o. Desta forma o question&#225;rio foi aplicado     a 181 utentes. Destes, 6 foram anulados, 4 por n&#227;o se apresentarem     completamente preenchidos e 2 ap&#243;s desist&#234;ncia do participante. Desta forma, os     resultados s&#227;o baseados numa amostra total de 175 utentes.</p>       <p>Como referido no <a href="#q1">Quadro I</a>, a amostra era constitu&#237;da     maioritariamente por mulheres (62,9%) e a idade m&#233;dia era de 49,7 anos     (desvio-padr&#227;o 18,7 anos, mediana de 51 anos, variando as idades entre os 16 e     os 86 anos). Dos indiv&#237;duos participantes, 41,7% apresentavam um n&#237;vel de     escolaridade igual ou inferior a nove anos e 71,4% igual ou inferior a doze     anos de ensino.</p>      <p>Dos question&#225;rios obtidos, 16 mulheres (14,5%) e 25 homens     (38,5%) apresentaram um rastreio AUDIT-C positivo, totalizando 41 indiv&#237;duos     (23,4%) com um rastreio AUDIT-C igual ou superior a quatro pontos, indicador de     poss&#237;vel consumo nocivo.</p>       <p>O <a href="#q2">Quadro II</a> apresenta as quest&#245;es AUDIT-C com a propor&#231;&#227;o de     respostas positivas e negativas a cada pergunta, onde se verifica que 73,7% dos     indiv&#237;duos apresenta um consumo habitual de &#225;lcool. Destaca-se o facto de 27,4%     dos indiv&#237;duos referirem consumos tipo <i>binge,</i> uma propor&#231;&#227;o superior aos 10,3% que     referem consumo habitual de bebidas alco&#243;licas.</p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p>O <a href="#q3">Quadro III</a> compara os dados s&#243;cio-demogr&#225;ficos de acordo     com a pontua&#231;&#227;o AUDIT-C. A aplica&#231;&#227;o do teste &#967;<sup>2</sup> e do teste <i>t</i> de <i>Student</i> revelou uma associa&#231;&#227;o estatisticamente significativa entre o consumo nocivo de     &#225;lcool e o g&#233;nero masculino (&#967;<sup>2</sup> = 13,03; <i>p</i> = 0,001).</p>      <p>A maioria dos pacientes expressou opini&#227;o francamente     positiva em rela&#231;&#227;o ao rastreio do consumo de &#225;lcool por parte do seu m&#233;dico     assistente. O <a href="#q4">Quadro IV</a> mostra a propor&#231;&#227;o de concord&#226;ncia/discord&#226;ncia com     cada afirma&#231;&#227;o.</p>     <p>&#201; importante salientar que a menor taxa de     concord&#226;ncia/discord&#226;ncia foi obtida com a afirma&#231;&#227;o &#171;Ficaria incomodado se o     meu m&#233;dico me perguntasse a quantidade de &#225;lcool que eu bebo&#187; com 60% dos     participantes a discordar da afirma&#231;&#227;o. Contudo, de um modo geral, a maioria     dos questionados (&gt; 80%) eram favor&#225;veis e receptivos ao rastreio do consumo     nocivo de &#225;lcool.</p>       <p>Cada afirma&#231;&#227;o foi analisada com cada um de quatro factores:     g&#233;nero, idade, escolaridade e <i>score</i> AUDIT-C, verificando-se que em 6 das 10 afirma&#231;&#245;es as     respostas dadas n&#227;o foram significativamente influenciadas por nenhuma das     vari&#225;veis estudadas. As restantes quatro afirma&#231;&#245;es demonstraram a presen&#231;a de rela&#231;&#245;es     significativas entre a resposta dada e a demografia do utente.</p>       <p>Desta forma, em rela&#231;&#227;o &#224; afirma&#231;&#227;o &#171;Ficaria incomodado se o     meu m&#233;dico me perguntasse a quantidade de &#225;lcool que bebo&#187;, verificou-se uma     associa&#231;&#227;o estatisticamente significativa entre a resposta e escolaridade     (&#967;<sup>2</sup> = 11,42; <i>p</i> = 0,001) e/ou idade (&#967;<sup>2</sup> = 7,34; <i>p</i> = 0,025).     Especificamente os utentes mais jovens ou com maior escolaridade t&#234;m maior     probabilidade de discordar da afirma&#231;&#227;o.</p>       <p>No que se refere &#224;s afirma&#231;&#245;es &#171;A quantidade de &#225;lcool que     bebo &#233; pessoal e confidencial e o meu m&#233;dico n&#227;o devia questionar-me acerca     disso&#187; e &#171;Ficaria aborrecido se o meu m&#233;dico me perguntasse a quantidade de     &#225;lcool que eu bebo&#187;, foram identificadas como factores significativamente     influentes na resposta obtida a escolaridade (&#967;<sup>2</sup> = 12,98, <i>p</i> = 0,001 e     &#967;<sup>2</sup> = 18,45, <i>p</i> = 0,001) e a idade (&#967;<sup>2</sup> = 8,60, <i>p</i> = 0,014 e     &#967;<sup>2</sup> = 6,468, <i>p</i> = 0,039) respectivamente. Desta forma os utentes mais jovens ou     com maior n&#237;vel de escolaridade tem uma maior tend&#234;ncia a discordar das afirma&#231;&#245;es.</p>       <p>Em rela&#231;&#227;o &#224; afirma&#231;&#227;o &#171;Se o meu m&#233;dico me perguntasse     quanto &#225;lcool eu bebo, provavelmente n&#227;o lhe daria uma resposta honesta&#187;, foram     identificados como factores estatisticamente influentes na resposta obtida a     escolaridade (&#967;<sup>2</sup> = 6,43; <i>p</i> = 0,011), a idade (&#967;<sup>2</sup> = 6,33; <i>p</i> = 0,042)     e o <i>score</i> AUDIT-C (&#967;<sup>2</sup> = 3,31; <i>p</i> = 0,069). Assim, um maior n&#237;vel de     escolaridade, uma menor idade ou um <i>score</i> AUDIT-C negativo conduzem a uma maior     probabilidade de discordar da afirma&#231;&#227;o.</p>       <p>Torna-se importante salientar que, apesar destes resultados     estatisticamente significativos, a maioria dos utentos de ambos os grupos     apresentou receptividade ao rastreio de consumos nocivos de &#225;lcool.</p>       <p><b>Discuss&#227;o</b></p>       <p>Os resultados acima descritos n&#227;o apoiam o receio de muitos     cl&#237;nicos de que os seus doentes ir&#227;o rejeitar ou melindrar-se com a realiza&#231;&#227;o     de rastreio e aconselhamento sobre consumos etan&#243;licos nocivos. A an&#225;lise     efectuada mostra mesmo que mais de 80% dos indiv&#237;duos est&#227;o receptivos ao     rastreio (quer atrav&#233;s de question&#225;rio, quer bioqu&#237;mico) e ao aconselhamento     sobre consumos nocivos.</p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&#201; igualmente poss&#237;vel afirmar que os dados demogr&#225;ficos e o <i>score</i> AUDIT-C     n&#227;o s&#227;o preditivos da opini&#227;o dos utentes acerca do rastreio do consumo nocivo     de &#225;lcool. Os doentes em risco de desenvolver problemas ligados ao &#225;lcool n&#227;o     apresentam respostas diferentes quanto &#224; receptividade em rela&#231;&#227;o ao rastreio     de consumos nocivos de &#225;lcool, apoiando assim a presen&#231;a universal do rastreio     na pr&#225;tica cl&#237;nica.</p>       <p>A propor&#231;&#227;o de indiv&#237;duos com o rastreio positivo &#233; de     23,4%, um valor que est&#225; de acordo com os resultados obtidos em outros     trabalhos, quer a n&#237;vel nacional,<sup>18</sup> quer a n&#237;vel internacional.<sup>4,13-14</sup> No entanto, este valor pode estar subestimado, pois come&#231;am a aparecer     evid&#234;ncias de que a sensibilidade do rastreio diminui com o aumento da faixa     et&#225;ria da popula&#231;&#227;o analisada, em virtude das altera&#231;&#245;es associadas ao     envelhecimento,<sup>19,20</sup> de que s&#227;o exemplo a diminui&#231;&#227;o da fun&#231;&#227;o     hep&#225;tica e dos n&#237;veis de &#225;lcool desidrogenase. O que faz com que, apesar de     tendencialmente existir um menor consumo nas faixas et&#225;rias mais avan&#231;adas, a     concentra&#231;&#227;o de &#225;lcool no sangue pode ser superior &#224; de popula&#231;&#245;es mais jovens.<sup>21,22</sup> Tendo em conta que a faixa de popula&#231;&#227;o em maior crescimento em todo o mundo &#233;     a das pessoas com mais de 65 anos, uma reavalia&#231;&#227;o e constru&#231;&#227;o de rastreios     espec&#237;ficos deve ser ponderada, acrescendo &#224;s raz&#245;es apontadas anteriormente o     facto de este estudo ter apurado uma taxa de 31,7% de rastreios positivos para     consumos nocivos no escal&#227;o et&#225;rio acima dos 65 anos.</p>       <p>Na an&#225;lise das respostas ao rastreio AUDIT-C destaca-se o     facto de 27,4% dos indiv&#237;duos referirem pelo menos um consumo tipo <i>binge,</i> enquanto apenas 10,3% referem consumos superiores a duas bedidas por dia. Estes     resultados apontam para um consumo de &#225;lcool mais concentrado no tempo que at&#233;     recentemente n&#227;o era valorizado na literatura, n&#227;o se encontrando indicadores     para avaliar esta realidade nos principais estudos epidemiol&#243;gicos nacionais,     como os Inqu&#233;ritos Nacionais de Sa&#250;de.<sup>18</sup> Esta realidade     tradicionalmente encontra-se associada aos indiv&#237;duos mais jovens e a pa&#237;ses do     norte da Europa. Esta problem&#225;tica necessita de mais investiga&#231;&#227;o no sentido de     avaliar uma poss&#237;vel altera&#231;&#227;o no padr&#227;o de consumo de &#225;lcool.</p>       <p>A principal diferen&#231;a estatisticamente significativa     encontrada entre os grupos AUDIT-C positivo e negativo est&#225; relacionada com uma     maior propor&#231;&#227;o de homens no subgrupo AUDIT-C positivo (38,5%). Este facto     parece sugerir a manuten&#231;&#227;o de um padr&#227;o de consumo alco&#243;lico individual tipicamente     masculino.</p>       <p>Na pr&#225;tica cl&#237;nica di&#225;ria, a maioria dos rastreios positivos     ser&#225; constitu&#237;da por consumidores de risco, sem crit&#233;rios para o diagn&#243;stico de     consumo nocivo/abuso ou depend&#234;ncia de &#225;lcool. No entanto, isto n&#227;o significa     que nada deva ser feito, sendo importante o aconselhamento e, se poss&#237;vel, a     realiza&#231;&#227;o de interven&#231;&#227;o breve tendo em vista a redu&#231;&#227;o do consumo.<sup>23</sup></p>       <p>As vari&#225;veis demogr&#225;ficas investigadas e o <i>status</i> AUDIT     de uma forma geral n&#227;o estavam relacionados com a atitude em rela&#231;&#227;o ao     rastreio, demonstrando todos os subgrupos analisados, sem diferen&#231;a estat&#237;stica     significativa, uma opini&#227;o bastante favor&#225;vel sobre todas as tem&#225;ticas     abordadas.</p>       <p>Contudo, a idade e a escolaridade foram associadas &#224; reac&#231;&#227;o     emocional ao rastreio, atitude acerca da adequa&#231;&#227;o de quest&#245;es de rastreio     alco&#243;lico e honestidade na resposta a quest&#245;es de rastreio, sendo que os     indiv&#237;duos mais jovens e/ou academicamente mais diferenciados apresentavam     maior abertura para o rastreio. Tal poder&#225; dever-se a uma maior liberalidade e     desmistifica&#231;&#227;o do conceito de abuso de subst&#226;ncias, assim como a uma no&#231;&#227;o     mais hol&#237;stica da sa&#250;de, em que esta est&#225; dependente dos estilos de vida     adoptados. Desta forma, os utentes mais jovens e/ou academicamente mais     diferenciados parecem mais dispon&#237;veis para uma entrevista cl&#237;nica abrangente,     integrada num conceito de Medicina mais preventiva, enquanto a popula&#231;&#227;o mais     idosa e/ou menos diferenciada tende a valorizar uma Medicina mais dirigida e     essencialmente curativa, centrada no m&#233;dico.</p>       <p>De salientar que o efeito das vari&#225;veis idade e escolaridade     est&#225; ausente no caso do rastreio bioqu&#237;mico do consumo de &#225;lcool, onde se     verificou que mais de 90% dos indiv&#237;duos eram favor&#225;veis a esta forma de     rastreio. Os utentes AUDIT-C positivos n&#227;o apresentam uma menor probabilidade     de ades&#227;o a este tipo de rastreio. Mais estudos para avaliar esta situa&#231;&#227;o     devem ser realizados.</p>       <p>&#201; tamb&#233;m importante notar que o <i>score</i> AUDIT-C n&#227;o influencia as     respostas obtidas. Este facto deve ser salientado pois um dos receios expressos     pelos cl&#237;nicos dos CSP &#233; o facto de se considerar que os pacientes com     poss&#237;veis consumos nocivos n&#227;o est&#227;o dispon&#237;veis para abordar o problema ou     aceitar aconselhamento por parte do seu m&#233;dico assistente.<sup>8,10</sup></p>       <p>A quest&#227;o na qual o AUDIT se encontra mais pr&#243;ximo da     signific&#226;ncia estat&#237;stica (<i>p</i> = 0,07) &#233; uma quest&#227;o que aborda a honestidade das respostas     dadas. Tal pode ser atribu&#237;do &#224; no&#231;&#227;o do indiv&#237;duo de que apresenta um consumo     exagerado que poder&#225; ser problem&#225;tico, mas que n&#227;o deseja ou n&#227;o se sente     preparado para discutir no &#226;mbito da actual consulta.</p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A diferen&#231;a entre as quest&#245;es &#171;Se o meu m&#233;dico me     perguntasse quanto &#233; que eu bebo, responderia honestamente&#187; e &#171;Se o meu m&#233;dico     me perguntasse quanto &#233; que eu bebo, provavelmente n&#227;o lhe daria uma resposta     honesta&#187; (94,9% concordando <i>vs</i> 74,3% discordando), pode ser entendida, pelo menos parcialmente,     como consequ&#234;ncia do efeito de Hawthorn (tend&#234;ncia dos participantes de     realizar aquilo que pensam ser esperado deles), no entanto, tendo em conta o     n&#237;vel de literacia da amostra, uma interpreta&#231;&#227;o incorrecta da afirma&#231;&#227;o n&#227;o     pode ser exclu&#237;da.</p>       <p>S&#227;o limita&#231;&#245;es importantes do presente estudo o tratar-se de     uma popula&#231;&#227;o exclusivamente urbana, o tipo de amostragem de conveni&#234;ncia     (utentes presentes nos centros de sa&#250;de e predominantemente no per&#237;odo da     tarde) e o tamanho reduzido da amostra, aceitando-se no entanto esta     metodologia pelo facto de se tratar de um estudo explorat&#243;rio.</p>       <p>Outras limita&#231;&#245;es do estudo s&#227;o a utiliza&#231;&#227;o de escalas e classifica&#231;&#245;es     cuja validade n&#227;o foi analisada previamente para a popula&#231;&#227;o em estudo.</p>       <p>Ainda, a realiza&#231;&#227;o do question&#225;rio nas salas de espera dos     centros de sa&#250;de participantes e o facto de o entrevistador ser um estudante de     Medicina introduz um vi&#233;s, relacionado com as atitudes socialmente esperadas.</p>       <p>Sugere-se futuramente a realiza&#231;&#227;o de um estudo de &#226;mbito     nacional, em que a dimens&#227;o amostral e respectiva t&#233;cnica fossem determinadas     de forma a obter uma amostra representativa. Seria tamb&#233;m mais adequada a     entrevista com recurso a chamada telef&#243;nica, previamente notificada mediante     aviso postal. A colheita dos dados deveria ser realizada em pelo menos quatro     meses correspondentes a diferentes per&#237;odos do ano, com vista &#224; n&#227;o     interfer&#234;ncia nos resultados de potenciais varia&#231;&#245;es/altera&#231;&#245;es c&#237;clicas nos     padr&#245;es de consumo.</p>       <p>Pelo exposto acima n&#227;o &#233; poss&#237;vel uma generaliza&#231;&#227;o dos     resultados obtidos, que no entanto se apresentam de uma forma geral semelhantes     a outros estudos a n&#237;vel internacional.<sup>13,14</sup></p>       <p>Os resultados deste trabalho mostram uma grande abertura dos     pacientes em rela&#231;&#227;o ao rastreio e aconselhamento, independentemente da     quantidade de &#225;lcool que consomem e de outras vari&#225;veis sociodemogr&#225;ficas,     esvaziando assim os argumentos dos que afirmam que os utentes se podem sentir     ofendidos por estas perguntas. Este estudo encontrou, atrav&#233;s de uma simples     ferramenta de rastreio, o AUDIT-C, uma preval&#234;ncia prov&#225;vel de consumo     alco&#243;lico nocivo de 23,4%, entre os utentes dos CSP. Desta forma, e tendo em     conta a facilidade com que este rastreio pode ser realizado, sugere-se a     aplica&#231;&#227;o anual deste rastreio por parte dos cl&#237;nicos (como recomendado pela     Organiza&#231;&#227;o Mundial de Sa&#250;de).<sup>24,25</sup></p>       <p>&nbsp;</p>     <p><b>REFER&#202;NCIAS BIBLIOGR&#193;FICAS</b></p>      <!-- ref --><p>1. World alcohol consumption 2005. In: World Drinking     Trends. London: World Advertising Research Council; 2005.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000092&pid=S2182-5173201200020000500001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>2. Balsa C, Vital C, Urbano C, Pascueiro L. Inqu&#233;rito     Nacional ao Consumo de Subst&#226;ncias Psicoactivas na Popula&#231;&#227;o Geral: Portugal     2007. Lisboa: CEOS/FCSH/UNL; 2008.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000094&pid=S2182-5173201200020000500002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>3. Colom J, Segura L, Gual A. Alcohol y atenci&#243;n primaria de     salud: el proyecto PHEPA. Rev Port Clin Geral2008 Mar-Abr; 24 (2): 283-5.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000096&pid=S2182-5173201200020000500003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>4. Ribeiro,C. Impactos do &#225;lcool e estrat&#233;gias de     interven&#231;&#227;o na Europa. Que papel para os Cuidados de Sa&#250;de Prim&#225;rios? Rev Port     Clin Geral 2008 Mar-Abr; 24 (2): 323-9.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000098&pid=S2182-5173201200020000500004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>5. Cherpitel CJ. Analysis of cut points for screening     instruments for alcohol problems in the emergency room. Journal Stud Alcohol     1995 Nov; 56 (6): 695-700.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000100&pid=S2182-5173201200020000500005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>6. Burns E, Gray R, Smith LA. Brief screening questionnaires     to identify problem drinking during pregnancy: a systematic review. Addiction     2010 Apr; 105 (4): 601-14.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000102&pid=S2182-5173201200020000500006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>7. WHO Regional Office for Europe. European Alcohol Action     Plan. Copenhaga: OMS; 1992.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000104&pid=S2182-5173201200020000500007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>8. Friedmann PD, McCullough D, Chin MH, Saitz R. Screening     and intervention for alcohol problems: a national survey of primary care     physicians and psychiatrists. J Gen Intern Med 2000 Feb; 15 (2): 84-91.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000106&pid=S2182-5173201200020000500008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>9. Miller PM, Ornstein SM, Nietert PJ, Anton RF. Self-report     and biomarker alcohol screening by primary care physicians: the need to translate     research into guidelines and practice. Alcohol Alcohol 2004 Jul-Aug; 39 (4):     325-8.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000108&pid=S2182-5173201200020000500009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>10. K&#228;&#228;ri&#228;inen J, Sillanaukee P, Poutanen P, Sepp&#228; K.     Opinions on alcohol-related issues among professionals in primary, occupational     and specialized health care. Alcohol Alcohol 2001 Mar-Apr; 36 (2): 141-6.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000110&pid=S2182-5173201200020000500010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>11. Ribeiro C. &#193;lcool: impactos no individuo e na sociedade     - que papel para os cuidados de sa&#250;de prim&#225;rios? Rev Port Clin Geral 2008     Mar-Abr; 24 (2): 269-74.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000112&pid=S2182-5173201200020000500011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>12. Beich A., Gannik D., Malterud K. Screening and brief     intervention for excessive alcohol use: qualitative interview study of the     experiences of general practitioners. BMJ 2002 Oct 19; 325 (7369): 870-2.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000114&pid=S2182-5173201200020000500012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>13. Miller PM, Thomas SE, Mallin R. Patient attitudes     towards self-report and biomarker alcohol screening by primary care physicians.     Alcohol Alcohol 2006 May-Jun; 41 (3): 306-10.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000116&pid=S2182-5173201200020000500013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>14. Miller PM, Ravenel MC, Shealy AE, Thomas S. Alcohol     screening in dental patients: The prevalence of hazardous drinking and     patients&#8217; attitudes about screening and advice. J Am Dent Assoc 2006 Dec; 137     (12): 1692-8.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000118&pid=S2182-5173201200020000500014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>15. Kaner EF, Heather N, McAvoy BR, Lock CA, Gilvarry E.     Intervention for excessive alcohol consumption in primary health care:     attitudes and practices of English general practitioners. Alcohol Alcohol 1999     Jul-Aug; 34 (4): 559-66.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000120&pid=S2182-5173201200020000500015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>16. Smith PC, Schmidt SM, Allensworth-Davies D, Saitz R.     Primary care validation of a single-question alcohol screening test. J Gen     Intern Med 2009 Jul; 24 (7):783-8.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000122&pid=S2182-5173201200020000500016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>17. Gual A, Segura L, Contel M, Heather N, Colom J. AUDIT-3     and AUDIT-4: effectiveness of two short forms of the alcohol use disorders     identification test. Alcohol Alcohol 2002 Nov-Dec; 37 (6): 591-6.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000124&pid=S2182-5173201200020000500017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>18. Inqu&#233;rito Nacional de Sa&#250;de 2005/2006. Lisboa: Instituto     Nacional de Estat&#237;stica / INSA; 2009. p. 66-8.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000126&pid=S2182-5173201200020000500018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>19. Zimniak P. Detoxification reactions: relevance to aging.     Ageing Res Rev 2008 Dec; 7 (4): 281-300.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000128&pid=S2182-5173201200020000500019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>20. Moos RH, Schutte KK, Brennan PL, Moos BS. Older adults'     alcohol consumption and late-life drinking problems: a 20-year perspective.     Addiction 2009 Aug; 104 (8): 1293-302.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000130&pid=S2182-5173201200020000500020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>21. National Health Interview Survey. Family core and sample     adult questionnaires, 2003. Dispon&#237;vel em:     <a href="http://www.cdc.gov/nchs/data/hus/tables/2003/hus065.pdf" target="_blank">http://www.cdc.gov/nchs/data/hus/tables/2003/hus065.pdf</a> [acedido a 24/10/2011].    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000132&pid=S2182-5173201200020000500021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>22. Grant BF, Dawson DA, Stinson FS, Chou SP, Dufour MC,     Pickering RP. The 12-month prevalence and trends in DSM-IV alcohol abuse and     dependence: United States, 1991-1992 and 2001-2002. Drug Alcohol Depend 2004     Jun 11; 74 (3): 223-34.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000134&pid=S2182-5173201200020000500022&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>23. Saitz R. Clinical practice: unhealthy alcohol use. N     Engl J Med 2005 Feb 10; 352 (6): 596-607.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000136&pid=S2182-5173201200020000500023&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>24. Babor TF, Higgins-Biddle JC, Saunders JB, Monteiro MG. A     U D I T - The Alcohol Use Disorders Identification Test: Guidelines for Use in     Primary Care. 2nd ed. Geneva: WHO; 2001.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000138&pid=S2182-5173201200020000500024&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>25. Fiellin D., Reid MC, O&#8217;Connor PG. Screening for alcohol     problems in primary care: a systematic review. Arch Intern Med 2000 Jul 10;     160: 1977-89.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000140&pid=S2182-5173201200020000500025&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>        <p>&nbsp;</p>    ]]></body>
<body><![CDATA[<p><a href="#topc0">Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia</a> | <a href="#topc0">Direcci&oacute;n para correspondencia</a> | <a href="#topc0">Correspondence</a><a name="c0"></a></p>       <p>Pedro Pereira Campos</p>       <p>Rua Barbosa du Bocage Lt. 33 R/C Esq.</p>       <p>2620-214 Ramada</p>       <p><a href="mailto:pmcampos3676@gmail.com">pmcampos3676@gmail.com</a></p>     <p>&nbsp;</p>       <p><b>CONFLITOS DE INTERESSE</b></p>       <p>Os autores declaram n&#227;o ter conflitos de interesse.</p>       <p><b>Recebido em 17/06/2011</b></p>       <p><b>Aceite para publica&#231;&#227;o em 26/02/2012</b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[ ]]></body><back>
<ref-list>
<ref id="B1">
<label>1</label><nlm-citation citation-type="book">
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[World alcohol consumption 2005]]></article-title>
<source><![CDATA[World Drinking Trends]]></source>
<year>2005</year>
<month>00</month>
<day>00</day>
<publisher-loc><![CDATA[London ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[World Advertising Research Council]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B2">
<label>2</label><nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Balsa]]></surname>
<given-names><![CDATA[C]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Vital]]></surname>
<given-names><![CDATA[C]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Urbano]]></surname>
<given-names><![CDATA[C]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Pascueiro]]></surname>
<given-names><![CDATA[L]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Inquérito Nacional ao Consumo de Substâncias Psicoactivas na População Geral: Portugal 2007]]></source>
<year>2008</year>
<month>00</month>
<day>00</day>
<publisher-loc><![CDATA[Lisboa ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[CEOS/FCSH/UNL]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B3">
<label>3</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Colom]]></surname>
<given-names><![CDATA[J]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Segura]]></surname>
<given-names><![CDATA[L]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Gual]]></surname>
<given-names><![CDATA[A]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="es"><![CDATA[Alcohol y atención primaria de salud: el proyecto PHEPA]]></article-title>
<source><![CDATA[Rev Port Clin Geral]]></source>
<year>2008</year>
<month> M</month>
<day>ar</day>
<volume>24</volume>
<numero>2</numero>
<issue>2</issue>
<page-range>283-5</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B4">
<label>4</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Ribeiro]]></surname>
<given-names><![CDATA[C]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Impactos do álcool e estratégias de intervenção na Europa: Que papel para os Cuidados de Saúde Primários?]]></article-title>
<source><![CDATA[Rev Port Clin Geral]]></source>
<year>2008</year>
<month> M</month>
<day>ar</day>
<volume>24</volume>
<numero>2</numero>
<issue>2</issue>
<page-range>323-9</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B5">
<label>5</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Cherpitel]]></surname>
<given-names><![CDATA[CJ]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Analysis of cut points for screening instruments for alcohol problems in the emergency room]]></article-title>
<source><![CDATA[Journal Stud Alcohol]]></source>
<year>1995</year>
<month>11</month>
<day>00</day>
<volume>56</volume>
<numero>6</numero>
<issue>6</issue>
<page-range>695-700</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B6">
<label>6</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Burns]]></surname>
<given-names><![CDATA[E]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Gray]]></surname>
<given-names><![CDATA[R]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Smith]]></surname>
<given-names><![CDATA[LA]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Brief screening questionnaires to identify problem drinking during pregnancy: a systematic review]]></article-title>
<source><![CDATA[Addiction]]></source>
<year>2010</year>
<month>04</month>
<day>00</day>
<volume>105</volume>
<numero>4</numero>
<issue>4</issue>
<page-range>601-14</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B7">
<label>7</label><nlm-citation citation-type="book">
<collab>WHO^dRegional Office for Europe</collab>
<source><![CDATA[European Alcohol Action Plan]]></source>
<year>1992</year>
<month>00</month>
<day>00</day>
<publisher-loc><![CDATA[Copenhaga ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[OMS]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B8">
<label>8</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Friedmann]]></surname>
<given-names><![CDATA[PD]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[McCullough]]></surname>
<given-names><![CDATA[D]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Chin]]></surname>
<given-names><![CDATA[MH]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Saitz]]></surname>
<given-names><![CDATA[R]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Screening and intervention for alcohol problems: a national survey of primary care physicians and psychiatrists]]></article-title>
<source><![CDATA[J Gen Intern Med]]></source>
<year>2000</year>
<month>02</month>
<day>00</day>
<volume>15</volume>
<numero>2</numero>
<issue>2</issue>
<page-range>84-91</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B9">
<label>9</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Miller]]></surname>
<given-names><![CDATA[PM]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Ornstein]]></surname>
<given-names><![CDATA[SM]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Nietert]]></surname>
<given-names><![CDATA[PJ]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Anton]]></surname>
<given-names><![CDATA[RF]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Self-report and biomarker alcohol screening by primary care physicians: the need to translate research into guidelines and practice]]></article-title>
<source><![CDATA[Alcohol Alcohol]]></source>
<year>2004</year>
<month> J</month>
<day>ul</day>
<volume>39</volume>
<numero>4</numero>
<issue>4</issue>
<page-range>325-8</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B10">
<label>10</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Kääriäinen]]></surname>
<given-names><![CDATA[J]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Sillanaukee]]></surname>
<given-names><![CDATA[P]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Poutanen]]></surname>
<given-names><![CDATA[P]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Seppä]]></surname>
<given-names><![CDATA[K]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Opinions on alcohol-related issues among professionals in primary, occupational and specialized health care]]></article-title>
<source><![CDATA[Alcohol Alcohol]]></source>
<year>2001</year>
<month> M</month>
<day>ar</day>
<volume>36</volume>
<numero>2</numero>
<issue>2</issue>
<page-range>141-6</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B11">
<label>11</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Ribeiro]]></surname>
<given-names><![CDATA[C]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Álcool: impactos no individuo e na sociedade - que papel para os cuidados de saúde primários?]]></article-title>
<source><![CDATA[Rev Port Clin Geral]]></source>
<year>2008</year>
<month> M</month>
<day>ar</day>
<volume>24</volume>
<numero>2</numero>
<issue>2</issue>
<page-range>269-74</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B12">
<label>12</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Beich]]></surname>
<given-names><![CDATA[A]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Gannik]]></surname>
<given-names><![CDATA[D]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Malterud]]></surname>
<given-names><![CDATA[K]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Screening and brief intervention for excessive alcohol use: qualitative interview study of the experiences of general practitioners]]></article-title>
<source><![CDATA[BMJ]]></source>
<year>2002</year>
<month>10</month>
<day>19</day>
<volume>325</volume>
<numero>7369</numero>
<issue>7369</issue>
<page-range>870-2</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B13">
<label>13</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Miller]]></surname>
<given-names><![CDATA[PM]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Thomas]]></surname>
<given-names><![CDATA[SE]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Mallin]]></surname>
<given-names><![CDATA[R]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Patient attitudes towards self-report and biomarker alcohol screening by primary care physicians]]></article-title>
<source><![CDATA[Alcohol Alcohol]]></source>
<year>2006</year>
<month> M</month>
<day>ay</day>
<volume>41</volume>
<numero>3</numero>
<issue>3</issue>
<page-range>306-10</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B14">
<label>14</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Miller]]></surname>
<given-names><![CDATA[PM]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Ravenel]]></surname>
<given-names><![CDATA[MC]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Shealy]]></surname>
<given-names><![CDATA[AE]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Thomas]]></surname>
<given-names><![CDATA[S]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Alcohol screening in dental patients: The prevalence of hazardous drinking and patients' attitudes about screening and advice]]></article-title>
<source><![CDATA[J Am Dent Assoc]]></source>
<year>2006</year>
<month>12</month>
<volume>137</volume>
<numero>12</numero>
<issue>12</issue>
<page-range>1692-8</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B15">
<label>15</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Kaner]]></surname>
<given-names><![CDATA[EF]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Heather]]></surname>
<given-names><![CDATA[N]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[McAvoy]]></surname>
<given-names><![CDATA[BR]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Lock]]></surname>
<given-names><![CDATA[CA]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Gilvarry]]></surname>
<given-names><![CDATA[E]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Intervention for excessive alcohol consumption in primary health care: attitudes and practices of English general practitioners]]></article-title>
<source><![CDATA[Alcohol Alcohol]]></source>
<year>1999</year>
<month> J</month>
<day>ul</day>
<volume>34</volume>
<numero>4</numero>
<issue>4</issue>
<page-range>559-66</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B16">
<label>16</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Smith]]></surname>
<given-names><![CDATA[PC]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Schmidt]]></surname>
<given-names><![CDATA[SM]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Allensworth-Davies]]></surname>
<given-names><![CDATA[D]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Saitz]]></surname>
<given-names><![CDATA[R]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Primary care validation of a single-question alcohol screening test]]></article-title>
<source><![CDATA[J Gen Intern Med]]></source>
<year>2009</year>
<month>07</month>
<day>00</day>
<volume>24</volume>
<numero>7</numero>
<issue>7</issue>
<page-range>783-8</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B17">
<label>17</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Gual]]></surname>
<given-names><![CDATA[A]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Segura]]></surname>
<given-names><![CDATA[L]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Contel]]></surname>
<given-names><![CDATA[M]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Heather]]></surname>
<given-names><![CDATA[N]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Colom]]></surname>
<given-names><![CDATA[J]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[AUDIT-3 and AUDIT-4: effectiveness of two short forms of the alcohol use disorders identification test]]></article-title>
<source><![CDATA[Alcohol Alcohol]]></source>
<year>2002</year>
<month> N</month>
<day>ov</day>
<volume>37</volume>
<numero>6</numero>
<issue>6</issue>
<page-range>591-6</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B18">
<label>18</label><nlm-citation citation-type="book">
<source><![CDATA[Inquérito Nacional de Saúde 2005/2006]]></source>
<year>2009</year>
<month>00</month>
<day>00</day>
<page-range>66-8</page-range><publisher-loc><![CDATA[Lisboa ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Instituto Nacional de Estatística / INSA]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B19">
<label>19</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Zimniak]]></surname>
<given-names><![CDATA[P]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Detoxification reactions: relevance to aging]]></article-title>
<source><![CDATA[Ageing Res Rev]]></source>
<year>2008</year>
<month>12</month>
<volume>7</volume>
<numero>4</numero>
<issue>4</issue>
<page-range>281-300</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B20">
<label>20</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Moos]]></surname>
<given-names><![CDATA[RH]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Schutte]]></surname>
<given-names><![CDATA[KK]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Brennan]]></surname>
<given-names><![CDATA[PL]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Moos]]></surname>
<given-names><![CDATA[BS]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Older adults' alcohol consumption and late-life drinking problems: a 20-year perspective]]></article-title>
<source><![CDATA[Addiction]]></source>
<year>2009</year>
<month>08</month>
<day>00</day>
<volume>104</volume>
<numero>8</numero>
<issue>8</issue>
<page-range>1293-302</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B21">
<label>21</label><nlm-citation citation-type="">
<collab>National Health Interview Survey</collab>
<source><![CDATA[Family core and sample adult questionnaires, 2003]]></source>
<year></year>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B22">
<label>22</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Grant]]></surname>
<given-names><![CDATA[BF]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Dawson]]></surname>
<given-names><![CDATA[DA]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Stinson]]></surname>
<given-names><![CDATA[FS]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Chou]]></surname>
<given-names><![CDATA[SP]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Dufour]]></surname>
<given-names><![CDATA[MC]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Pickering]]></surname>
<given-names><![CDATA[RP]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[The 12-month prevalence and trends in DSM-IV alcohol abuse and dependence: United States, 1991-1992 and 2001-2002]]></article-title>
<source><![CDATA[Drug Alcohol Depend]]></source>
<year>2004</year>
<month>06</month>
<day>11</day>
<volume>74</volume>
<numero>3</numero>
<issue>3</issue>
<page-range>223-34</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B23">
<label>23</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Saitz]]></surname>
<given-names><![CDATA[R]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Clinical practice: unhealthy alcohol use]]></article-title>
<source><![CDATA[N Engl J Med]]></source>
<year>2005</year>
<month>02</month>
<day>10</day>
<volume>352</volume>
<numero>6</numero>
<issue>6</issue>
<page-range>596-607</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B24">
<label>24</label><nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Babor]]></surname>
<given-names><![CDATA[TF]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Higgins-Biddle]]></surname>
<given-names><![CDATA[JC]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Saunders]]></surname>
<given-names><![CDATA[JB]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Monteiro]]></surname>
<given-names><![CDATA[MG]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[A U D I T - The Alcohol Use Disorders Identification Test: Guidelines for Use in Primary Care]]></source>
<year>2001</year>
<month>00</month>
<day>00</day>
<edition>2</edition>
<publisher-loc><![CDATA[Geneva ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[WHO]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B25">
<label>25</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Fiellin]]></surname>
<given-names><![CDATA[D]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Reid]]></surname>
<given-names><![CDATA[MC]]></given-names>
</name>
</person-group>
<collab>O'Connor PG</collab>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Screening for alcohol problems in primary care: a systematic review]]></article-title>
<source><![CDATA[Arch Intern Med]]></source>
<year>2000</year>
<month>07</month>
<day>10</day>
<volume>160</volume>
<page-range>1977-89</page-range></nlm-citation>
</ref>
</ref-list>
</back>
</article>
