<?xml version="1.0" encoding="ISO-8859-1"?><article xmlns:mml="http://www.w3.org/1998/Math/MathML" xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xmlns:xsi="http://www.w3.org/2001/XMLSchema-instance">
<front>
<journal-meta>
<journal-id>2182-5173</journal-id>
<journal-title><![CDATA[Revista Portuguesa de Medicina Geral e Familiar]]></journal-title>
<abbrev-journal-title><![CDATA[Rev Port Med Geral Fam]]></abbrev-journal-title>
<issn>2182-5173</issn>
<publisher>
<publisher-name><![CDATA[Associação Portuguesa de Medicina Geral e Familiar]]></publisher-name>
</publisher>
</journal-meta>
<article-meta>
<article-id>S2182-51732012000200006</article-id>
<title-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Planeamento da gravidez na adaptação à transição para a maternidade de grávidas infectadas pelo VIH]]></article-title>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Pregnancy planning and adaptation to motherhood among HIV-positive pregnant women]]></article-title>
</title-group>
<contrib-group>
<contrib contrib-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Pereira]]></surname>
<given-names><![CDATA[Marco]]></given-names>
</name>
<xref ref-type="aff" rid="A01"/>
</contrib>
<contrib contrib-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Canavarro]]></surname>
<given-names><![CDATA[Maria Cristina]]></given-names>
</name>
<xref ref-type="aff" rid="A01"/>
</contrib>
</contrib-group>
<aff id="A01">
<institution><![CDATA[,Universidade de Coimbra Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação Instituto de Psicologia Cognitiva, Desenvolvimento Vocacional e Social]]></institution>
<addr-line><![CDATA[Coimbra ]]></addr-line>
</aff>
<pub-date pub-type="pub">
<day>00</day>
<month>03</month>
<year>2012</year>
</pub-date>
<pub-date pub-type="epub">
<day>00</day>
<month>03</month>
<year>2012</year>
</pub-date>
<volume>28</volume>
<numero>2</numero>
<fpage>106</fpage>
<lpage>114</lpage>
<copyright-statement/>
<copyright-year/>
<self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S2182-51732012000200006&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_abstract&amp;pid=S2182-51732012000200006&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_pdf&amp;pid=S2182-51732012000200006&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><abstract abstract-type="short" xml:lang="pt"><p><![CDATA[Objectivos: Analisar a influência do planeamento da gravidez na adaptação à transição para a maternidade de grávidas infectadas pelo vírus da imunodeficiência humana (VIH), comparativamente a grávidas sem condição médica associada. Tipo de estudo: Observacional, transversal, analítico, com avaliações em dois momentos: segundo trimestre de gravidez e dois a quatro dias após o parto. Local: Hospitais da Universidade de Coimbra: Área de Gestão Integrada de Saúde Materno-Fetal - Unidade de Intervenção Psicológica da Maternidade Doutor Daniel de Matos; Maternidade Doutor Alfredo da Costa (Lisboa). População: Noventa e oito mulheres: 47 grávidas seropositivas para o VIH e 51 grávidas sem condição médica de risco associada. Métodos: A adaptação à transição para a maternidade foi determinada pela aplicação às grávidas de três instrumentos de auto-preenchimento avaliando a sintomatologia psicopatológica (Brief Symptom Inventory), a reactividade emocional (Emotional Assessment Scale) e a qualidade de vida (WHOQOL-Bref). Foi analisada a associação entre a adaptação à transição para a maternidade e o planeamento, ou não, da gravidez, comparando-se esta análise em dois grupos: um de grávidas seropositivas para o VIH e outro de grávidas sem condição médica associada. Na análise foram usados métodos de estatística inferencial, sendo adoptado um nível de significância de 0,05. Resultados: Os resultados obtidos apoiam a hipótese de que a gravidez não planeada se encontra associada a maiores dificuldades de adaptação na transição para a maternidade e, de forma mais acentuada, entre as mulheres infectadas pelo VIH. No pós-parto, a ausência de planeamento da gravidez mostrou-se significativamente associada a maior sintomatologia psicopatológica, maior reactividade emocional negativa e menor qualidade de vida. Conclusões: Os resultados sublinham a importância de considerar o planeamento da gravidez na adaptação à gravidez e, sobretudo, ao pós-parto. Por conseguinte, reforçam também a importância de, por rotina, discutir os planos reprodutivos com as mulheres infectadas, previamente à decisão reprodutiva.]]></p></abstract>
<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Objectives: To analyse the influence of the planning of pregnancy on the adaptation to motherhood among HIV-infected women compared to healthy pregnant women. Design: Observational study with assessments performed during the second trimester of pregnancy and 2 to 4 days postpartum. Population: Ninety-eight women including 47 HIV-positive pregnant women and 51 healthy pregnant women Setting: Hospitais da Universidade de Coimbra: Área de Gestão Integrada de Saúde Materno-Fetal -Psychological Intervention Unit of of the Doctor Daniel de Matos Maternity Hospital and the Doctor Alfredo da Costa Maternity Hospital (Lisbon). Methods: The adaptation to motherhood was assessed by the administration of three self-report questionnaires designed to assess psychopathological symptoms (Brief Symptom Inventory), emotional reactivity (Emotional Assessment Scale), and quality of life (WHOQOL-Bref). The association between the planning of pregnancy and adaptation to motherhood was analysed comparing HIV-positive pregnant women and healthy pregnant women. Inferential statistics were used with a significance level of 0.05. Results: The results support our hypothesis that unplanned pregnancies are associated with worse adaptation in the transition to motherhood. This is greater among HIV-infected women. In the postpartum period, unplanned pregnancies were significantly associated with higher psychopathology, higher negative emotional reactivity, and poorer quality of life. Conclusions: Our findings highlight the importance the planning of pregnancy in the adjustment to pregnancy and the postpartum period. These findings also stress the importance of the discussion of childbearing plans with HIV-infected women before pregnancy.]]></p></abstract>
<kwd-group>
<kwd lng="pt"><![CDATA[Planeamento familiar]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[Adaptação, Psicológica]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[VIH]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[Family Planning]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[Adaptation, Psychological]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[Human immunodeficiency virus]]></kwd>
</kwd-group>
</article-meta>
</front><body><![CDATA[ <p align="right"><b>ESTUDOS ORIGINAIS</b></p>     <p><font size="4"><b>Planeamento da gravidez na adapta&#231;&#227;o &#224; transi&#231;&#227;o para a maternidade de     gr&#225;vidas infectadas pelo VIH</b></font></p>       <p><font size="3"><b>Pregnancy planning and adaptation to motherhood     among HIV-positive pregnant women</b></font></p>       <p><b>Marco Pereira,* Maria Cristina Canavarro**</b></p>       <p>*Investigador de P&#243;s-Doutoramento do Instituto de Psicologia     Cognitiva, Desenvolvimento Vocacional e Social da Universidade de Coimbra,     Faculdade de Psicologia e de Ci&#234;ncias da Educa&#231;&#227;o da Universidade de Coimbra</p>       <p>**Professora Catedr&#225;tica da Faculdade de Psicologia e de Ci&#234;ncias     da Educa&#231;&#227;o da Universidade de Coimbra, Instituto de Psicologia Cognitiva,     Desenvolvimento Vocacional e Social</p>     <p><a href="#c0">Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia</a> | <a href="#c0">Direcci&oacute;n para correspondencia</a> | <a href="#c0">Correspondence</a><a name="topc0"></a></p> <hr/>    <p>&nbsp;</p>      <p><b>RESUMO</b></p>       <p><b>Objectivos:</b> Analisar a influ&#234;ncia do planeamento da gravidez na     adapta&#231;&#227;o &#224; transi&#231;&#227;o para a maternidade de gr&#225;vidas infectadas pelo v&#237;rus da     imunodefici&#234;ncia humana (VIH), comparativamente a gr&#225;vidas sem condi&#231;&#227;o m&#233;dica     associada.</p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Tipo de estudo:</b> Observacional, transversal, anal&#237;tico, com     avalia&#231;&#245;es em dois momentos: segundo trimestre de gravidez e dois a quatro dias     ap&#243;s o parto.</p>       <p><b>Local:</b> Hospitais da Universidade de Coimbra: &#193;rea de Gest&#227;o     Integrada de Sa&#250;de Materno-Fetal &#8211; Unidade de Interven&#231;&#227;o Psicol&#243;gica da     Maternidade Doutor Daniel de Matos; Maternidade Doutor Alfredo da Costa     (Lisboa).</p>       <p><b>Popula&#231;&#227;o:</b> Noventa e oito mulheres: 47 gr&#225;vidas seropositivas para     o VIH e 51 gr&#225;vidas sem condi&#231;&#227;o m&#233;dica de risco associada.</p>       <p><b>M&#233;todos:</b> A adapta&#231;&#227;o &#224; transi&#231;&#227;o para a maternidade foi determinada     pela aplica&#231;&#227;o &#224;s gr&#225;vidas de tr&#234;s instrumentos de auto-preenchimento avaliando     a sintomatologia psicopatol&#243;gica <i>(Brief Symptom Inventory),</i> a reactividade     emocional <i>(Emotional     Assessment Scale)</i> e a qualidade de vida <i>(WHOQOL-Bref).</i> Foi analisada a associa&#231;&#227;o entre     a adapta&#231;&#227;o &#224; transi&#231;&#227;o para a maternidade e o planeamento, ou n&#227;o, da     gravidez, comparando-se esta an&#225;lise em dois grupos: um de gr&#225;vidas     seropositivas para o VIH e outro de gr&#225;vidas sem condi&#231;&#227;o m&#233;dica associada. Na     an&#225;lise foram usados m&#233;todos de estat&#237;stica inferencial, sendo adoptado um     n&#237;vel de signific&#226;ncia de 0,05.</p>       <p><b>Resultados:</b> Os resultados obtidos apoiam a hip&#243;tese de que a     gravidez n&#227;o planeada se encontra associada a maiores dificuldades de adapta&#231;&#227;o     na transi&#231;&#227;o para a maternidade e, de forma mais acentuada, entre as mulheres     infectadas pelo VIH. No p&#243;s-parto, a aus&#234;ncia de planeamento da gravidez     mostrou-se significativamente associada a maior sintomatologia psicopatol&#243;gica,     maior reactividade emocional negativa e menor qualidade de vida.</p>       <p><b>Conclus&#245;es:</b> Os resultados sublinham a import&#226;ncia de considerar o     planeamento da gravidez na adapta&#231;&#227;o &#224; gravidez e, sobretudo, ao p&#243;s-parto. Por     conseguinte, refor&#231;am tamb&#233;m a import&#226;ncia de, por rotina, discutir os planos     reprodutivos com as mulheres infectadas, previamente &#224; decis&#227;o reprodutiva.</p>       <p><b>Palavras-chave:</b> Planeamento familiar; Adapta&#231;&#227;o, Psicol&#243;gica; VIH</p>   <hr/>       <p><b>ABSTRACT</b></p>        <p><b>Objectives:</b> To     analyse the influence of the planning of pregnancy on the adaptation to     motherhood among HIV-infected women compared to healthy pregnant women.</p>       <p><b>Design:</b> Observational study with assessments performed during the second trimester of     pregnancy and 2 to 4 days postpartum.</p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Population:</b> Ninety-eight women including 47 HIV-positive pregnant women and 51 healthy     pregnant women</p>       <p><b>Setting:</b> Hospitais da Universidade de Coimbra: &#193;rea de Gest&#227;o Integrada de Sa&#250;de     Materno-Fetal &#8211;Psychological Intervention Unit of of the Doctor Daniel de     Matos Maternity Hospital and the Doctor Alfredo da Costa Maternity Hospital     (Lisbon).</p>       <p><b>Methods:</b> The     adaptation to motherhood was assessed by the administration of three     self-report questionnaires designed to assess psychopathological symptoms <i>(Brief Symptom Inventory),</i> emotional     reactivity <i>(Emotional Assessment Scale),</i> and quality of life <i>(WHOQOL-Bref).</i> The association between the planning of pregnancy and adaptation to motherhood     was analysed comparing HIV-positive pregnant women and healthy pregnant women.     Inferential statistics were used with a significance level of 0.05.</p>       <p><b>Results:</b> The     results support our hypothesis that unplanned pregnancies are associated with     worse adaptation in the transition to motherhood. This is greater among     HIV-infected women. In the postpartum period, unplanned pregnancies were     significantly associated with higher psychopathology, higher negative emotional     reactivity, and poorer quality of life.</p>       <p><b>Conclusions:</b> Our     findings highlight the importance the planning of pregnancy in the adjustment     to pregnancy and the postpartum period. These findings also stress the     importance of the discussion of childbearing plans with HIV-infected women     before pregnancy.</p>       <p><b>Keywords:</b> Family     Planning; Adaptation, Psychological; Human immunodeficiency virus</p>  <hr/>       <p><b>Introdu&#231;&#227;o</b></p>       <p>A transi&#231;&#227;o para a maternidade/parentalidade constitui-se     como um importante marco na vida de uma mulher, bem como de um casal ou     fam&#237;lia, desafiando equil&#237;brios previamente estabelecidos<sup>1</sup> e     comportando m&#250;ltiplas exig&#234;ncias para as novas m&#227;es, particularmente quando a     gravidez n&#227;o &#233; planeada.<sup>2</sup></p>       <p>A informa&#231;&#227;o relativa &#224; inten&#231;&#227;o de engravidar tem sido     usada essencialmente para estimar a preval&#234;ncia das gravidezes n&#227;o planeadas,     com o objectivo de implementar medidas de planeamento familiar.<sup>3</sup> Estas gravidezes demonstraram estar associadas a custos individuais e sociais,<sup>4</sup> assim como a efeitos no comportamento da m&#227;e durante a gravidez, no resultado     da gravidez e no desenvolvimento do beb&#233;.<sup>5-6</sup> Assumindo que a     percep&#231;&#227;o que uma mulher tem da sua gravidez &#233; um dos mais importantes factores     com implica&#231;&#245;es na sua sa&#250;de e bem-estar,<sup>7</sup> alguns autores t&#234;m     associado o planeamento da gravidez &#224; adapta&#231;&#227;o materna &#224; gravidez<sup>8</sup> e ao puerp&#233;rio.<sup>9-11</sup> De facto, a evid&#234;ncia demonstra que as mulheres     que n&#227;o planearam a gravidez t&#234;m taxas mais elevadas de depress&#227;o, ansiedade e     outros quadros psicopatol&#243;gicos,<sup>8,12-15</sup> havendo embora estudos que     n&#227;o encontraram qualquer associa&#231;&#227;o<sup>16</sup> ou que apresentaram resultados     inconclusivos.<sup>17</sup> Os estudos, no entanto, t&#234;m sido principalmente     conduzidos em popula&#231;&#245;es saud&#225;veis, sendo escassos os estudos que associam a     vari&#225;vel infec&#231;&#227;o por v&#237;rus da imunodefici&#234;ncia humana (VIH) &#224; adapta&#231;&#227;o     psicol&#243;gica na transi&#231;&#227;o para a maternidade.<sup>16</sup></p>       <p>No contexto da infec&#231;&#227;o VIH, o planeamento da gravidez,     enquadrado no processo de tomada de decis&#227;o reprodutiva mais alargado, tem sido     bastante estudado, ainda que essencialmente no contexto biom&#233;dico e, em     concreto, reportando-se &#224; decis&#227;o de prosseguimento ou interrup&#231;&#227;o da gravidez.     Do ponto de vista psicossocial, uma vasta gama de estudos tem-se centrado na     constela&#231;&#227;o de factores determinantes na decis&#227;o de engravidar ou n&#227;o     engravidar ou de prosseguir ou interromper a gravidez,<sup>18-22</sup> embora     poucos tenham avaliado a forma como esta decis&#227;o influencia a adapta&#231;&#227;o na     transi&#231;&#227;o para a maternidade.</p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Os resultados de um estudo nacional explorat&#243;rio conduzido     por <i>Pereira e     Canavarro</i><sup>23</sup> sugerem uma influ&#234;ncia significativa do planeamento     da gravidez na adapta&#231;&#227;o ao p&#243;s-parto das m&#227;es seropositivas, na dimens&#227;o     psicopatol&#243;gica da depress&#227;o e nas emo&#231;&#245;es de ansiedade, culpa e tristeza.     Concretamente, s&#227;o as mulheres cuja gravidez n&#227;o foi planeada que apresentam     valores mais elevados nestes indicadores. Mais recentemente, um estudo     conduzido no Canad&#225;,<sup>24</sup> com o objectivo de analisar a preval&#234;ncia e     correlatos das gravidezes n&#227;o planeadas em mulheres infectadas pelo VIH,     mostrou que estas se encontravam menos felizes quando a gravidez n&#227;o tinha sido     planeada.</p>       <p>Face ao exposto, o objectivo deste estudo consistiu em     avaliar a influ&#234;ncia do planeamento da gravidez na adapta&#231;&#227;o individual na     transi&#231;&#227;o para a maternidade em gr&#225;vidas infectadas pelo VIH, comparativamente     a gr&#225;vidas sem patologia m&#233;dica associada. No presente estudo estabelecemos     como hip&#243;tese que as mulheres que n&#227;o planearam a gravidez (quer seropositivas,     quer sem risco m&#233;dico associado) tender&#227;o a manifestar maiores dificuldades de     adapta&#231;&#227;o durante o per&#237;odo da gravidez. Coloc&#225;mos ainda a hip&#243;tese de que a     associa&#231;&#227;o entre a aus&#234;ncia de planeamento da gravidez e as dificuldades de     adapta&#231;&#227;o seria mais forte nos dias subsequentes ao parto.</p>       <p><b>M&#233;todos</b></p>       <p>O desenho do estudo foi observacional, transversal e     anal&#237;tico. O recrutamento das participantes foi realizado entre Abril de 2003 e     Maio de 2008, nos servi&#231;os de Obstetr&#237;cia da Maternidade Doutor Daniel de Matos     &#8211; &#193;rea de Gest&#227;o Integrada de Sa&#250;de Materno-Fetal dos Hospitais da     Universidade de Coimbra e na Maternidade Doutor Alfredo da Costa (Lisboa). Foi     usada uma t&#233;cnica de amostragem n&#227;o probabil&#237;stica, por conveni&#234;ncia: as     gr&#225;vidas VIH convidadas a participar foram todas as inscritas na Consulta de     Obstetr&#237;cia-Infecciosas; as gr&#225;vidas sem VIH foram consecutivamente recrutadas     enquanto aguardavam pela consulta de Obstetr&#237;cia na Maternidade.</p>       <p>As gr&#225;vidas infectadas pelo VIH que constituem a amostra     recrutada na Maternidade Doutor Daniel de Matos foram avaliadas individualmente     pelo primeiro autor do presente estudo. O recrutamento da amostra na     Maternidade Alfredo da Costa foi efectuada por duas psic&#243;logas cl&#237;nicas do     Departamento de Psicologia da mesma maternidade e as gr&#225;vidas sem VIH foram     avaliadas por duas psic&#243;logas da Unidade de Interven&#231;&#227;o Psicol&#243;gica da     Maternidade Doutor Daniel de Matos. A recolha de dados em cada local obedeceu     rigorosamente aos mesmos procedimentos.</p>       <p>Para a recolha de dados, foi feito previamente um pedido de     colabora&#231;&#227;o volunt&#225;ria no estudo, explicada a natureza e os objectivos do     mesmo, garantida a confidencialidade e o anonimato das respostas aos     question&#225;rios e assinado o consentimento informado, previamente aprovado pela     Comiss&#227;o de &#201;tica do Conselho de Administra&#231;&#227;o dos Hospitais da Universidade de     Coimbra e pela Comiss&#227;o de &#201;tica da Maternidade Doutor Alfredo da Costa.</p>       <p>A recolha de dados foi realizada com base em duas entrevistas     pessoais: uma no 2.<sup>o</sup> trimestre de gravidez e outra dois a quatro     dias ap&#243;s o parto. Da primeira entrevista faziam parte uma ficha de dados     sociodemogr&#225;ficos, duas grelhas de informa&#231;&#227;o cl&#237;nica e tr&#234;s question&#225;rios de     auto-preenchimento relativos aos indicadores de adapta&#231;&#227;o considerados. Da     segunda entrevista fazia parte uma grelha de informa&#231;&#227;o cl&#237;nica sendo os tr&#234;s     question&#225;rios relativos aos indicadores de adapta&#231;&#227;o aplicados uma segunda vez.</p>       <p>Relativamente &#224;s grelhas de informa&#231;&#227;o cl&#237;nica, uma primeira,     de natureza obst&#233;trica, incidia sobre os antecedentes obst&#233;tricos e a actual     gravidez; uma segunda, aplicada apenas &#224;s gr&#225;vidas VIH, dizia respeito &#224;     hist&#243;ria m&#233;dica da infec&#231;&#227;o por VIH, compreendendo os seguintes dados: dura&#231;&#227;o     da infec&#231;&#227;o; tempo de conhecimento; contexto de realiza&#231;&#227;o do teste VIH;     categoria de transmiss&#227;o; condi&#231;&#227;o serol&#243;gica do companheiro; e, no caso de ter     filhos anteriores &#224; actual gravidez, dados sobre o conhecimento da infec&#231;&#227;o no     momento em que engravidou e a situa&#231;&#227;o m&#233;dica actual do(s) filho(s). A ficha     cl&#237;nica usada no segundo momento de avalia&#231;&#227;o inclu&#237;a dados relativos ao parto     e ao rec&#233;m-nascido.</p>       <p>Os question&#225;rios usados como indicadores de adapta&#231;&#227;o foram     o <i>Brief     Symptom Inventory,</i> o <i>Emotional Assessment Scale</i> e o <i>World Health Organization Quality of Life.</i> O <i>Brief Symptom     Inventory</i> (BSI) &#233; um invent&#225;rio de avalia&#231;&#227;o de sintomas psicopatol&#243;gicos,<sup>25</sup> no qual o indiv&#237;duo classifica o grau em que cada problema o afectou durante a     &#250;ltima semana. O BSI avalia sintomatologia psicopatol&#243;gica em termos de nove     dimens&#245;es b&#225;sicas de psicopatologia (Somatiza&#231;&#227;o; Obsess&#245;es-compuls&#245;es;     Sensibilidade interpessoal; Depress&#227;o; Ansiedade; Hostilidade; Ansiedade     f&#243;bica; Idea&#231;&#227;o paran&#243;ide; e Psicoticismo) e tr&#234;s &#237;ndices globais (&#205;ndice Geral     de Sintomas; Total de Sintomas Positivos; e &#205;ndice de Sintomas Positivos). Este     &#250;ltimo &#237;ndice &#233; considerado por <i>Canavarro</i><sup>26</sup> como o melhor     discriminador entre indiv&#237;duos da popula&#231;&#227;o geral e aqueles que apresentam     perturba&#231;&#245;es emocionais.</p>       <p>A <i>Emotional Assessment Scale</i> (EAS) tem como objectivo medir a     reactividade emocional.<sup>27-28</sup> A EAS &#233; constitu&#237;da por 24 itens, que     correspondem a descri&#231;&#245;es de emo&#231;&#245;es consideradas fundamentais (Medo,     Felicidade, Ansiedade, Culpa, C&#243;lera, Surpresa e Tristeza), sendo especialmente     &#250;til na medida de n&#237;veis moment&#226;neos e de mudan&#231;a de emo&#231;&#245;es.</p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<p>O <i>World Health Organization Quality of Life,</i> vers&#227;o abreviada     (WHOQOL-Bref) &#233; um instrumento de avalia&#231;&#227;o da qualidade de vida,<sup>29-30</sup> composto por 26 itens e organizado em quatro dom&#237;nios: F&#237;sico, Psicol&#243;gico,     Rela&#231;&#245;es sociais e Ambiente.</p>       <p>Na an&#225;lise estat&#237;stica dos dados foi utilizado o programa     estat&#237;stico SPSS (<i>Statistical Package for the Social Sciences </i>&#8211; vers&#227;o 17.0).     Numa primeira fase, para a caracteriza&#231;&#227;o sociodemogr&#225;fica da amostra e dos     diferentes grupos que a comp&#245;em recorremos &#224; estat&#237;stica descritiva, incluindo     frequ&#234;ncias relativas, m&#233;dias <i>(M)</i> e desvios-padr&#227;o <i>(DP).</i> Com o objectivo de averiguar a exist&#234;ncia     de diferen&#231;as entre os dois grupos de estudo relativamente aos indicadores de     adapta&#231;&#227;o mencionados, recorremos &#224; estat&#237;stica inferencial. Neste sentido, e     quando as compara&#231;&#245;es se baseavam nas nove dimens&#245;es do BSI, nas sete emo&#231;&#245;es     da EAS ou nos quatro dom&#237;nios do WHOQOL-Bref, recorremos ao procedimento de     an&#225;lise multivariada da vari&#226;ncia (MANOVA), concretamente &#224; 2 X 2 MANOVA, em     que as vari&#225;veis independentes foram a infec&#231;&#227;o VIH e o planeamento de gravidez     (planeada <i>versus</i> n&#227;o planeada). Para an&#225;lise da associa&#231;&#227;o entre o planeamento de gravidez     (vari&#225;vel dicot&#243;mica e discreta) e os indicadores de adapta&#231;&#227;o no p&#243;s-parto     recorremos &#224; correla&#231;&#227;o <i>point biserial.</i> Os testes estat&#237;sticos com probabilidades     inferiores a 0,05 foram considerados estatisticamente significativos. A     magnitude dos efeitos foi analisada atrav&#233;s do <i>d</i> de <i>Cohen</i> e o <i>V</i> de <i>Cramer,</i> adoptando as conven&#231;&#245;es seguintes:     efeito pequeno: <i>d</i> de <i>Cohen</i> &#8805;0,20, <i>V</i> de <i>Cramer</i> &#8805;0,01; efeito m&#233;dio: <i>d</i> de <i>Cohen</i> &#8805;0,50, <i>V</i> de <i>Cramer</i> &#8805;0,03; efeito grande: <i>d</i> de <i>Cohen</i> &#8805;0,80, V de <i>Cramer</i> &#8805;0,05).<sup>31</sup></p>     <p><b>Resultados</b></p>       <p>Um total de 105 gr&#225;vidas (52 infectadas pelo VIH e 53 cuja     gravidez n&#227;o tinha associada qualquer condi&#231;&#227;o m&#233;dica) foi inicialmente     contactado e todas aceitaram participar. Cinco gr&#225;vidas VIH optaram pela     interrup&#231;&#227;o da gravidez, 47 preencheram o protocolo de avalia&#231;&#227;o no 2.<sup>o</sup> trimestre de gravidez e, destas, 31 participaram na avalia&#231;&#227;o ap&#243;s o parto.     Neste grupo com VIH, a raz&#227;o mais frequente para a n&#227;o participa&#231;&#227;o na     avalia&#231;&#227;o ap&#243;s o parto foi a realiza&#231;&#227;o do parto numa outra Maternidade. Do     total de contactadas, 51 gr&#225;vidas sem VIH preencheram o protocolo de avalia&#231;&#227;o     no 2.<sup>o</sup> trimestre de gravidez e 44 no p&#243;s-parto.</p>       <p>As participantes tinham uma idade m&#233;dia de cerca de 29 anos     e uma escolaridade m&#233;dia de 11 anos. No que respeita &#224;s vari&#225;veis reprodutivas,     a gravidez foi planeada por 38,6% das mulheres seropositivas para o VIH e por     84,3% das mulheres saud&#225;veis. De assinalar ainda que os dois grupos se     distinguiam significativamente no que respeita ao planeamento da gravidez [&#967;<sup>2</sup>  (1) = 21,18; <i>p</i> = 0,001, <i>V</i> de Cramer =     0,47]. No <a href="#q1">Quadro I</a>, apresentam-se as informa&#231;&#245;es relativas &#224;s caracter&#237;sticas     sociodemogr&#225;ficas e paridade dos dois grupos.</p>     <p>&nbsp;</p>       <p align="center"><a name="q1"></a><img src="/img/revistas/rpmgf/v28n2/28n2a06q1.jpg"/></p>       
<p>&nbsp;</p>       <p>Na an&#225;lise comparativa das gr&#225;vidas com e sem VIH,     verificou-se que os dois grupos eram equivalentes em termos de idade, estado     civil e paridade, mas apresentavam diferen&#231;as estatisticamente significativas     em termos de anos de escolaridade, n&#237;vel socioecon&#243;mico e situa&#231;&#227;o profissional     (cf. <a href="#q1">Quadro I</a>). Como se pode verificar, as gr&#225;vidas VIH tinham maior     probabilidade de ter menos anos de escolaridade (<i>d</i> de Cohen = &#8211; 0,70), estar     desempregadas (<i>V</i> de Cramer = 0,40) e pertencer a um n&#237;vel socioecon&#243;mico mais baixo (<i>V</i> de Cramer =    0,32).</p>       <p>No que respeita &#224;s caracter&#237;sticas associadas &#224; infec&#231;&#227;o por     VIH, apresentamos alguns dados adicionais (cf. <a href="#q2">Quadro II</a>). Nas gr&#225;vidas VIH a     principal circunst&#226;ncia conducente &#224; realiza&#231;&#227;o do diagn&#243;stico de infec&#231;&#227;o por     VIH foi a gravidez (actual ou anterior), tendo o diagn&#243;stico ocorrido durante a     rotina pr&#233;-natal em 51,1% dos casos. No que se reporta &#224;s vias de transmiss&#227;o,     as rela&#231;&#245;es sexuais foram a principal causa de infec&#231;&#227;o para a maioria das     mulheres (63,8%). Por fim, em rela&#231;&#227;o ao planeamento da gravidez face ao     conhecimento do estado serol&#243;gico, a maioria n&#227;o planeou a gravidez, ainda que     17,8% das mulheres tenha planeado a gravidez conhecendo o seu estado serol&#243;gico     de seropositividade.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>      <p align="center"><a name="q2"></a><img src="/img/revistas/rpmgf/v28n2/28n2a06q2.jpg" /></p>       
<p>&nbsp;</p>       <p><b>Adapta&#231;&#227;o individual &#224; gravidez</b></p>       <p>Os valores m&#233;dios nos indicadores de adapta&#231;&#227;o avaliados no     primeiro momento de avalia&#231;&#227;o constam do <a href="#q3">Quadro III</a>. Pela an&#225;lise do <a href="#q3">Quadro III</a>     podemos verificar que as gr&#225;vidas VIH obt&#234;m, em todos os indicadores onde se     registaram efeitos estatisticamente significativos, resultados superiores aos     das gr&#225;vidas saud&#225;veis. No que se prende com o planeamento da gravidez, as     mulheres que n&#227;o planearam a gravidez apresentam, em termos gerais, resultados     mais elevados nos indicadores de natureza negativa, sendo que apenas no dom&#237;nio     de qualidade de vida &#171;Rela&#231;&#245;es sociais&#187; se observou um efeito estatisticamente     significativo, tendo sido marginalmente significativo relativamente &#224; emo&#231;&#227;o     &#171;Tristeza&#187; (<i>p</i> = 0,051). Nesta emo&#231;&#227;o, a m&#233;dia foi superior entre as gr&#225;vidas seropositivas     para o VIH [<i>M</i> = 35,71 <i>versus</i> M = 23,04]. Em rela&#231;&#227;o &#224;s dimens&#245;es de sintomatologia psicopatol&#243;gica, nenhum     efeito se mostrou estatisticamente significativo, com excep&#231;&#227;o do efeito grupo     no &#205;ndice de Sintomas Positivos, <i>F</i> (1, 89) = 4,91; p = 0,029. Neste &#237;ndice, a     m&#233;dia foi mais elevada entre as mulheres infectadas por VIH [<i>M</i> = 1,67 <i>versus M</i> =    1,41].</p>     <p>&nbsp;</p>       <p align="center"><a name="q3"></a><img src="/img/revistas/rpmgf/v28n2/28n2a06q3.jpg"/></p>       
<p>&nbsp;</p>       <p>Atendendo aos resultados expressos no <a href="#q3">Quadro III</a>, podemos     observar a aus&#234;ncia de efeitos de interac&#231;&#227;o significativos na maioria dos     indicadores, o que permite constatar que o padr&#227;o de associa&#231;&#227;o destes     indicadores com o planeamento da gravidez &#233; semelhante para as gr&#225;vidas     infectadas pelo VIH e para as gr&#225;vidas sem condi&#231;&#245;es m&#233;dicas associadas. Por&#233;m,     podemos verificar a exist&#234;ncia um efeito de interac&#231;&#227;o estatisticamente     significativo para a emo&#231;&#227;o &#171;Surpresa&#187; [<i>F</i> (1, 89) = 4,16; <i>p</i> = 0,044]. Concretamente, as gr&#225;vidas sem     VIH que n&#227;o planearam a gravidez pontuam nesta emo&#231;&#227;o mais do que as que a     planearam, padr&#227;o que n&#227;o se observou nas gr&#225;vidas VIH, j&#225; que uma maior     pontua&#231;&#227;o nesta emo&#231;&#227;o se registou entre as mulheres que planearam a gravidez.</p>       <p><b>Adapta&#231;&#227;o individual ao p&#243;s-parto</b></p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Relativamente ao grupo de gr&#225;vidas infectadas pelo VIH,     foram encontradas duas diferen&#231;as estatisticamente significativas: para a     dimens&#227;o psicopatol&#243;gica &#171;Depress&#227;o&#187; (<i>p</i> = 0,010) e para a emo&#231;&#227;o &#171;Tristeza&#187;, (<i>p</i> = 0,030).     Concretamente, as mulheres seropositivas para o VIH que n&#227;o planearam a     gravidez encontravam-se mais tristes e deprimidas nos dias subsequentes ao     parto. Em rela&#231;&#227;o &#224;s gr&#225;vidas sem VIH n&#227;o se registaram diferen&#231;as     estatisticamente significativas, com excep&#231;&#227;o da emo&#231;&#227;o &#171;Culpa&#187;, mais elevada     entre as mulheres que n&#227;o planearam a gravidez (<i>p</i> = 0,045).</p>       <p>Adicionalmente a estes resultados, procur&#225;mos verificar a     exist&#234;ncia de associa&#231;&#227;o entre o planeamento da gravidez e a adapta&#231;&#227;o ao     nascimento do beb&#233;. Globalmente, os resultados mostram que o n&#227;o planeamento da     gravidez se associa a maior sintomatologia psicopatol&#243;gica, maior reactividade     negativa e menor percep&#231;&#227;o de qualidade de vida (cf. <a href="#q4">Quadro IV</a>).</p>     <p>&nbsp;</p>       <p align="center"><a name="q4"></a><img src="/img/revistas/rpmgf/v28n2/28n2a06q4.jpg"/></p>       
<p>&nbsp;</p>       <p><b>Discuss&#227;o</b></p>       <p>No presente estudo procur&#225;mos verificar a associa&#231;&#227;o entre o     planeamento de gravidez e a adapta&#231;&#227;o &#224; gravidez e ao nascimento de um filho em     gr&#225;vidas seropositivas para o VIH comparativamente com gr&#225;vidas sem patologia     m&#233;dica associada.</p>       <p>Globalmente, os nossos resultados n&#227;o nos permitiram     confirmar a hip&#243;tese de que uma gravidez n&#227;o planeada influencia negativamente     a adapta&#231;&#227;o materna &#224; gravidez. Com efeito, em rela&#231;&#227;o a esta vari&#225;vel, foi     apenas encontrado um efeito deste factor, no dom&#237;nio de qualidade de vida     &#171;Rela&#231;&#245;es sociais&#187;. De forma geral, as mulheres cuja gravidez foi planeada (de     ambos os grupos de estudo) reportam melhores &#237;ndices de adapta&#231;&#227;o, ainda que     nas gr&#225;vidas VIH os resultados n&#227;o se tenham mostrado t&#227;o consistentes. No     entanto, a inexist&#234;ncia de efeitos significativos de interac&#231;&#227;o entre as     vari&#225;veis grupo e planeamento de gravidez mostra que o padr&#227;o de associa&#231;&#245;es     entre o planeamento da gravidez e os indicadores de adapta&#231;&#227;o &#233; independente da     presen&#231;a de infec&#231;&#227;o por VIH. De assinalar, no entanto, que no total dos     indicadores, na reactividade emocional foi registado um efeito de interac&#231;&#227;o     entre o planeamento de gravidez e a exist&#234;ncia de infec&#231;&#227;o VIH. Em particular,     as gr&#225;vidas seropositivas para o VIH que planearam a gravidez apresentam     valores mais elevados na emo&#231;&#227;o &#171;Surpresa&#187;, ainda que a diferen&#231;a apenas tenha     sido marginalmente significativa. Numa tentativa de melhor compreender estes     resultados, an&#225;lises adicionais mostraram que este resultado superior na emo&#231;&#227;o     &#171;Surpresa&#187; se deve ao momento do diagn&#243;stico. Com efeito, maior &#171;Surpresa&#187;     registou-se entre as gr&#225;vidas cujo diagn&#243;stico ocorreu durante a actual     gravidez, comparativamente quer ao grupo de gr&#225;vidas com diagn&#243;stico anterior,     quer ao grupo de gr&#225;vidas sem VIH. Nenhuma destas diferen&#231;as se mostrou     estatisticamente significativa, ainda que em compara&#231;&#227;o com as gr&#225;vidas em VIH     a diferen&#231;a tenha sido marginalmente significativa.</p>       <p>No segundo momento de avalia&#231;&#227;o, entre as mulheres infectadas     por VIH, foram encontradas diferen&#231;as na dimens&#227;o &#171;Depress&#227;o&#187; e na emo&#231;&#227;o     &#171;Tristeza&#187;, que se revelaram mais elevadas entre as mulheres infectadas pelo     VIH que n&#227;o planearam a gravidez. Este resultado est&#225; de acordo com o reportado     recentemente por <i>Loutfy     et al.,</i><sup>24</sup> que verificaram menores valores na &#171;Felicidade&#187; quando     a gravidez n&#227;o foi planeada. Ainda de acordo com a hip&#243;tese colocada, as     correla&#231;&#245;es encontradas em rela&#231;&#227;o aos resultados de adapta&#231;&#227;o no p&#243;s-parto     revelam que o n&#227;o planeamento da gravidez se encontra associado a maior     sintomatologia psicopatol&#243;gica, menor percep&#231;&#227;o de qualidade de vida e, de     forma mais acentuada, a maior reactividade emocional negativa, em particular     &#171;Ansiedade&#187;, &#171;Culpa&#187; e &#171;Tristeza&#187;. Estes resultados est&#227;o globalmente em     conson&#226;ncia com os resultados apontados na meta-an&#225;lise de <i>Beck</i><sup>13</sup> e nos estudos de <i>Cheng et al.</i><sup>14</sup> e <i>Najman,     Morrison, Williams, Andersen</i> e <i>Keeping,</i><sup>12</sup> nomeadamente de que o n&#227;o     planeamento da gravidez se encontra significativamente associado a maior probabilidade     de depress&#227;o p&#243;s-parto. S&#227;o ainda parcialmente consistentes com o estudo de <i>Schawrz et al.,</i><sup>15</sup> que registaram menor qualidade de vida entre as mulheres que n&#227;o planearam a     gravidez. S&#227;o, no entanto, distintos de um estudo conduzido no Canad&#225;,<sup>16</sup> que n&#227;o demonstrou qualquer associa&#231;&#227;o entre gravidez n&#227;o planeada e <i>distress</i> psicol&#243;gico materno. Esta diferen&#231;a poder&#225; estar relacionada com diferen&#231;as     culturais da nossa amostra, mas tamb&#233;m pelas op&#231;&#245;es metodol&#243;gicas dos autores,     que analisaram a associa&#231;&#227;o entre estas vari&#225;veis em fun&#231;&#227;o dos grupos et&#225;rios     (idade inferior e superior a 30 anos).</p>       <p>No c&#244;mputo geral, estes dados corroboram a literatura     cient&#237;fica que sublinha que uma gravidez planeada, ao contr&#225;rio de uma gravidez     n&#227;o planeada, pressup&#245;e uma motiva&#231;&#227;o e uma decis&#227;o pr&#233;via pela maternidade.<sup>32</sup> Donde, o desejo de querer ter um filho pode conduzir a uma melhor adapta&#231;&#227;o &#224;s     mudan&#231;as que este per&#237;odo tem subjacente. Por outro lado, tendo em considera&#231;&#227;o     que o nascimento de um filho est&#225; associado a mudan&#231;as de variadas naturezas e,     como mudan&#231;a que representa, pode implicar stresse,<sup>33</sup> os dados     obtidos podem de igual forma significar um maior confronto com os desafios     inerentes a esse mesmo nascimento, nomeadamente pelas mudan&#231;as, reorganiza&#231;&#245;es     (por exemplo, a n&#237;vel individual, do casal e familiar) e responsabilidades que     acarretam.</p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<p>O presente estudo adiciona &#224; literatura existente a     import&#226;ncia de considerar os determinantes reprodutivos na adapta&#231;&#227;o na     transi&#231;&#227;o para a maternidade, em particular o planeamento da gravidez. No     entanto, n&#227;o se encontra isento de limita&#231;&#245;es. Em primeiro lugar, as limita&#231;&#245;es     impostas pela amostragem por conveni&#234;ncia devem ser consideradas. Este     procedimento pode implicar um vi&#233;s na selec&#231;&#227;o da amostra, ainda que a consulta     da Maternidade Doutor Daniel de Matos receba utentes de diversos pontos do     pa&#237;s, embora predominantemente da regi&#227;o Centro. Neste sentido, tal     procedimento n&#227;o permite assegurar a representatividade da amostra, limitando,     por conseguinte, a generaliza&#231;&#227;o dos resultados. Uma segunda limita&#231;&#227;o diz     respeito ao tamanho da amostra, que limita as conclus&#245;es do presente estudo,     mas tamb&#233;m o poder para detectar diferen&#231;as (efeitos pequenos). Adicionalmente,     a baixa taxa de resposta na avalia&#231;&#227;o ap&#243;s o parto, em particular nas gr&#225;vidas     VIH, e apesar dos nossos esfor&#231;os, &#233; uma importante limita&#231;&#227;o a ter em     considera&#231;&#227;o. Deste modo, grupos de maiores dimens&#245;es (e mais semelhantes em     termos de caracter&#237;sticas sociodemogr&#225;ficas) poderiam fornecer informa&#231;&#245;es mais     adequadas sobre a adapta&#231;&#227;o na transi&#231;&#227;o para a maternidade em circunst&#226;ncias     diferentes, isto &#233;, em contextos normativos e contextos de risco, de forma a     melhor compreender, separadamente, as traject&#243;rias de adapta&#231;&#227;o ao longo da     gravidez.</p>       <p>Uma outra limita&#231;&#227;o a referir &#233; o facto de ter sido usado um     n&#250;mero consider&#225;vel de testes estat&#237;sticos sem terem sido definidas previamente     vari&#225;veis principais e secund&#225;rias nem ter sido feita qualquer correc&#231;&#227;o para     os m&#250;ltiplos testes realizados. A realiza&#231;&#227;o de m&#250;ltiplos testes, aumentando a     probabilidade de um ou mais dos resultados ser devido ao acaso, deixa de nos     permitir interpretar valores de <i>p</i> inferiores a 0,05 como necessariamente     significativos.</p>       <p>Dados os objectivos centrais do presente estudo, n&#227;o podemos     deixar de responder &#224; inevit&#225;vel quest&#227;o sobre as suas implica&#231;&#245;es pr&#225;ticas     (cl&#237;nicas) dos resultados obtidos, bem como alertar para a prem&#234;ncia que o     planeamento familiar e a vigil&#226;ncia pr&#233;-natal podem assumir no contexto     particular da infec&#231;&#227;o por VIH. Esta vigil&#226;ncia tem sido entendida como um     componente insubstitu&#237;vel da sa&#250;de materna e do desenvolvimento do beb&#233; e &#233; uma     das &#225;reas de interven&#231;&#227;o priorit&#225;ria do Plano Nacional de Sa&#250;de.<sup>34</sup> Neste contexto, &#233; ainda de grande import&#226;ncia que n&#227;o se ignorem as mulheres n&#227;o     gr&#225;vidas. Como advogam o <i>American College of Obstetrics and Gynecology</i> e o <i>Institute of     Medicine,</i> todas as mulheres em idade reprodutiva devem receber     aconselhamento VIH pr&#233;-concep&#231;&#227;o e a todas as gr&#225;vidas deve ser oferecido o     teste VIH como parte integrante da rotina m&#233;dica prim&#225;ria, independentemente     dos factores de risco e da taxa de preval&#234;ncia na comunidade. Nesta linha, os     planos de gravidez e maternidade devem tamb&#233;m ser discutidos tamb&#233;m com as     mulheres n&#227;o-gr&#225;vidas infectadas, para que estas possam tomar decis&#245;es     informadas e ponderadas.</p>       <p>Estudos futuros, com amostras de maior dimens&#227;o e com mais     momentos de avalia&#231;&#227;o (por exemplo, at&#233; seis meses ap&#243;s o parto) poder&#227;o     contribuir para uma compreens&#227;o mais clara do processo de adapta&#231;&#227;o na transi&#231;&#227;o     para a maternidade subjacente a uma gravidez n&#227;o planeada. Por fim, entendemos     tamb&#233;m que outras vari&#225;veis poderiam ser consideradas neste estudo (e.g.,     gravidezes n&#227;o planeadas anteriores; hist&#243;ria de interrup&#231;&#245;es; n&#250;mero de     filhos; planeamento individual ou do casal; condi&#231;&#245;es socioecon&#243;micas, etc.).     Partindo da no&#231;&#227;o de que os efeitos de uma gravidez n&#227;o planeada podem variar     consideravelmente entre as mulheres, uma considera&#231;&#227;o ecol&#243;gica, isto &#233;, de     diferentes contextos de influ&#234;ncia, poder&#225; permitir uma melhor investiga&#231;&#227;o     sobre esses mesmos efeitos em termos de ajustamento emocional e,     adicionalmente, providenciar medidas mais fi&#225;veis e v&#225;lidas, que possam ser     utilizadas para refor&#231;ar pol&#237;ticas e refor&#231;ar programas de planeamento     familiar.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>REFER&#202;NCIAS BIBLIOGR&#193;FICAS</b></p>       <!-- ref --><p>1. Canavarro MC. Gravidez e maternidade: representa&#231;&#245;es e     tarefas de desenvolvimento. In: Canavarro MC, editor. Psicologia da Gravidez e     da Maternidade. Coimbra: Quarteto Editora; 2001. p. 17-49.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000079&pid=S2182-5173201200020000600001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>2. Cox MJ, Paley B, Burchinal M, Payne CC. Marital     perceptions and interactions and the transition to parenthood. J Marriage Fam     1999 Aug; 61 (3): 611-25.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000081&pid=S2182-5173201200020000600002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>3. Joyce T, Kaestner R, Korenman S. The stability of     pregnancy intentions and pregnancy-related maternal behaviors. Mater Child     Health J 2000 Sep; 4 (3): 171-8.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000083&pid=S2182-5173201200020000600003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>4. Barrett G, Wellings K. What is a &#8216;planned&#8217; pregnancy?     Empirical data from a Bristish study. Soc Sci Med 2002 Aug; 55 (4): 545-57.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000085&pid=S2182-5173201200020000600004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>5. Brown SS, Eisenberg L. The best intentions: unintended     pregnancies and the well-being of children and families. Washington, DC:     National Academy Press; 1995.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000087&pid=S2182-5173201200020000600005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>6. Kost K, Landry DJ, Darroch JE. The effects of pregnancy     planning status on birth outcomes and infant care. Fam Plann Perspect 1998     Sep-Oct; 30 (5): 223-30.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000089&pid=S2182-5173201200020000600006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>7. Arslan &#214;zkan I, Mete S. Pregnancy planning and antenatal     health behaviour: findings from one maternity unit in Turkey. Midwifery 2010     Jun; 26 (3): 338-47.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000091&pid=S2182-5173201200020000600007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>8. Carvalho P, Loureiro M, Sim&#245;es MR. Gravidez e risco     psicopatol&#243;gico. Psychologica 2007; 46: 105-24.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000093&pid=S2182-5173201200020000600008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>9. Barnard KE, Solchany JE. Mothering. In: Handbook of     Parenting. MH Bornstein, editors. Mahwah, NJ: Erlbaum Associates; 2002. p.     3-26.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000095&pid=S2182-5173201200020000600009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>10. Belsky J, Rovine M. Patterns of marital change across     the transition to parenthood: Pregnancy to three years postpartum. J Marriage     Fam 1990 Feb; 52 (1): 5-19.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000097&pid=S2182-5173201200020000600010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>11. Feinberg ME. Coparenting and the transition to     parenthood: a framework for prevention. Clin Child Fam Psychol Rev 2002 Sep; 5     (3): 173-95.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000099&pid=S2182-5173201200020000600011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>12. Najman JM, Morrison J, Williams G, Andersen M, Keeping     JD. The mental health of women 6 months after they gave birth to an unwanted     baby: a longitudinal study. Soc Sci Med 1991; 32 (3): 241-7.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000101&pid=S2182-5173201200020000600012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>13. Beck CT. Predictors of postpartum depression: an update.     Nurs Res 2001 Sep-Oct; 50 (5): 275-85.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000103&pid=S2182-5173201200020000600013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>14. Cheng D, Schwarz EB, Douglas E, Horon I. Unintended     pregnancy and associated maternal preconception, prenatal and postpartum     behaviors. Contraception 2009 Mar; 79 (3): 194-8.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000105&pid=S2182-5173201200020000600014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>15. Schwarz EB, Smith R, Steinauer J, Reeves MF, Caughey AB.     Measuring the effects of unintended pregnancy on women&#8217;s quality of life.     Contraception 2008 Sep; 78 (3): 204-10.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000107&pid=S2182-5173201200020000600015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>16. Maximova K, Quesnel-Vall&#233;e A. Mental health consequences     of unintended childlessness and unplanned births: gender differences and life     course dynamics. Soc Sci Med 2009 Mar; 68 (5): 850-7.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000109&pid=S2182-5173201200020000600016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>17. Schmiege S, Russo NF. Depression and unwanted first     pregnancy: longitudinal cohort study. Br Med J 2005 Dec 3; 331 (7528): 1303-6.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000111&pid=S2182-5173201200020000600017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>18. Campbell C. Women, Families, &amp; AIDS: a Sociological     Perspective on the Epidemic in America. Cambridge: Cambridge University Press;     1999.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000113&pid=S2182-5173201200020000600018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>19. Kline A, Strickler J, Kempf J. Factors associated with     pregnancy and pregnancy resolution in HIV seropositive women. Soc Sci Med 1995     Jun; 40 (11): 1539-47.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000115&pid=S2182-5173201200020000600019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>20. Pereira M, Canavarro MC. Determinantes s&#243;cio-demogr&#225;ficos     e cl&#237;nicos na decis&#227;o reprodutiva em mulheres infectadas pelo VIH/SIDA. Acta     Obstet GinecoL Port 2008; 2 (2): 56-64.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000117&pid=S2182-5173201200020000600020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>21. Sowell RL, Misener TR. Decision to have a baby by     HIV-infected women. West J Nurs Res 1997 Feb; 19 (1): 56-70.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000119&pid=S2182-5173201200020000600021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>22. Sowell RL, Phillips KD, Misener TR. HIV-infected women     and motivation to add children to their families. J Fam Nurs 1999 Aug; 5 (3):     316-31.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000121&pid=S2182-5173201200020000600022&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>23. Pereira M, Canavarro MC. Vulnerabilidade de g&#233;nero e     outras dimens&#245;es de influ&#234;ncia na adapta&#231;&#227;o ao VIH/SIDA e &#224; gravidez e     maternidade. An&#225;lise Psicol&#243;gica 2007; 3 (XXV): 503-15.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000123&pid=S2182-5173201200020000600023&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>24. Loutfy M, Raboud J, Wong J, Yudin M, Diong C, Blitz S,     et al. High prevalence of unintended pregnancies in HIV-positive women of     reproductive age in Ontario, Canada: a retrospective study. HIV Med 2012 Feb;     13 (2): 107-17.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000125&pid=S2182-5173201200020000600024&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>25. Derogatis LR. BSI: Brief Symptom Inventory:     Administration, scoring and procedures manual. Minneapolis: Natural Computers     System; 1993.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000127&pid=S2182-5173201200020000600025&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>26. Canavarro MC. Invent&#225;rio de Sintomas Psicopatol&#243;gicos     (BSI): uma revis&#227;o cr&#237;tica dos estudos realizados em Portugal. In: MR Sim&#245;es, C     Machado, M Gon&#231;alves, L Almeida, coord. Avalia&#231;&#227;o psicol&#243;gica: instrumentos     validados para a popula&#231;&#227;o Portuguesa. Vol. III. Coimbra: Quarteto Editora;     2007. p. 305-31.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000129&pid=S2182-5173201200020000600026&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>27. Carlson CR, Collins FL, Stewart JF, Porzelius J, Nitz     JA, Lind CO. The assessment of emotional reactivity: A scale development and     validation study. J Psychopath Behav Assess 1989 Dec; 11 (4): 313-25.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000131&pid=S2182-5173201200020000600027&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>28. Moura-Ramos M. Adapta&#231;&#227;o materna e paterna ao nascimento     de um filho: Percursos e contextos de influ&#234;ncia [Disserta&#231;&#227;o de Mestrado]     Coimbra: Faculdade de Psicologia e de Ci&#234;ncias da Educa&#231;&#227;o da Universidade de     Coimbra; 2006.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000133&pid=S2182-5173201200020000600028&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>29. WHOQOL Group. Development of World Health Organization     WHOQOL-BREF Quality of Life Assessment. Psychol Med 1998 May: 28 (3): 551-8.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000135&pid=S2182-5173201200020000600029&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>30. Vaz Serra A, Canavarro MC, Sim&#245;es MR, Pereira M, Gameiro     S, Quarti-lho MJ, et al. Estudos psicom&#233;tricos do instrumento de avalia&#231;&#227;o da     qualidade de vida da Organiza&#231;&#227;o Mundial de Sa&#250;de (WHOQOL-Bref) para Portugu&#234;s     de Portugal. Psiquiatria Cl&#237;nica 2006; 27 (1): 41-9.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000137&pid=S2182-5173201200020000600030&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>31. Cohen J. A power prime. Psychol Bull 1992 Jul; 112 (1):     155-9.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000139&pid=S2182-5173201200020000600031&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>32. Miller WB. Childbearing motivations, desires, and     intentions: A theoretical framework. Genet Soc Gen Psychol Monogr 1994 May; 120     (2): 223-58.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000141&pid=S2182-5173201200020000600032&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>33. Boss P. Family stress management. Beverly Hills: Sage     Publications; 1988.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000143&pid=S2182-5173201200020000600033&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <p>34. Circular Normativa n.&#186; 02/DSMIA, de 16 de Janeiro de     2006. Lisboa: Minist&#233;rio da Sa&#250;de; 2006.</p>       <p>&nbsp;</p>    <p><a href="#topc0">Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia</a> | <a href="#topc0">Direcci&oacute;n para correspondencia</a> | <a href="#topc0">Correspondence</a><a name="c0"></a></p>       <p>Marco Pereira</p>       <p>Instituto de Psicologia Cognitiva, Desenvolvimento     Vocacional e Social</p>       <p>Faculdade de Psicologia e de Ci&#234;ncias da Educa&#231;&#227;o da     Universidade de Coimbra</p>       <p>Rua do Col&#233;gio Novo, Apartado 6153, 3001-802 Coimbra,     Portugal</p>       <p><a href="mailto:marcopereira@fpce.uc.pt">marcopereira@fpce.uc.pt</a></p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>       <p><b>Conflitos de interesse</b></p>       <p>Os autores declaram n&#227;o ter qualquer tipo de conflito de interesses.</p>       <p>O presente estudo foi desenvolvido no &#226;mbito do Grupo de     Investiga&#231;&#227;o &#8220;Rela&#231;&#245;es, Desenvolvimento e Sa&#250;de&#8221;, da Unidade I&amp;D Instituto     de Psicologia Cognitiva, Desenvolvimento Vocacional e Social     (FEDER/POCTI-SFA-160-192). O estudo foi financiado pela Coordena&#231;&#227;o Nacional     para a Infec&#231;&#227;o VIH/sida (Proc. 11-7.3/2004) e por uma bolsa da Funda&#231;&#227;o para a     Ci&#234;ncia e Tecnologia (SFRH/BD/19126/2004).</p>       <p><b>Recebido em 25/11/2011</b></p>       <p><b>Aceite para publica&#231;&#227;o em 04/04/2012</b></p>      ]]></body><back>
<ref-list>
<ref id="B1">
<label>1</label><nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Canavarro]]></surname>
<given-names><![CDATA[MC]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Gravidez e maternidade: representações e tarefas de desenvolvimento]]></article-title>
<person-group person-group-type="editor">
<name>
<surname><![CDATA[Canavarro]]></surname>
<given-names><![CDATA[MC]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Psicologia da Gravidez e da Maternidade]]></source>
<year>2001</year>
<month>00</month>
<day>00</day>
<page-range>17-49</page-range><publisher-loc><![CDATA[Coimbra ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Quarteto Editora]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B2">
<label>2</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Cox]]></surname>
<given-names><![CDATA[MJ]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Paley]]></surname>
<given-names><![CDATA[B]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Burchinal]]></surname>
<given-names><![CDATA[M]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Payne]]></surname>
<given-names><![CDATA[CC]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Marital perceptions and interactions and the transition to parenthood]]></article-title>
<source><![CDATA[J Marriage Fam]]></source>
<year>1999</year>
<month>08</month>
<day>00</day>
<volume>61</volume>
<numero>3</numero>
<issue>3</issue>
<page-range>611-25</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B3">
<label>3</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Joyce]]></surname>
<given-names><![CDATA[T]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Kaestner]]></surname>
<given-names><![CDATA[R]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Korenman]]></surname>
<given-names><![CDATA[S]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[The stability of pregnancy intentions and pregnancy-related maternal behaviors]]></article-title>
<source><![CDATA[Mater Child Health J]]></source>
<year>2000</year>
<month>09</month>
<day>00</day>
<volume>4</volume>
<numero>3</numero>
<issue>3</issue>
<page-range>171-8</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B4">
<label>4</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Barrett]]></surname>
<given-names><![CDATA[G]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Wellings]]></surname>
<given-names><![CDATA[K]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[What is a 'planned' pregnancy?: Empirical data from a Bristish study]]></article-title>
<source><![CDATA[Soc Sci Med]]></source>
<year>2002</year>
<month>08</month>
<day>00</day>
<volume>55</volume>
<numero>4</numero>
<issue>4</issue>
<page-range>545-57</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B5">
<label>5</label><nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Brown]]></surname>
<given-names><![CDATA[SS]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Eisenberg]]></surname>
<given-names><![CDATA[L]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[The best intentions: unintended pregnancies and the well-being of children and families]]></source>
<year>1995</year>
<month>00</month>
<day>00</day>
<publisher-loc><![CDATA[Washington^eDC DC]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[National Academy Press]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B6">
<label>6</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Kost]]></surname>
<given-names><![CDATA[K]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Landry]]></surname>
<given-names><![CDATA[DJ]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Darroch]]></surname>
<given-names><![CDATA[JE]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[The effects of pregnancy planning status on birth outcomes and infant care]]></article-title>
<source><![CDATA[Fam Plann Perspect]]></source>
<year>1998</year>
<month> S</month>
<day>ep</day>
<volume>30</volume>
<numero>5</numero>
<issue>5</issue>
<page-range>223-30</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B7">
<label>7</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Arslan Özkan]]></surname>
<given-names><![CDATA[I]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Mete]]></surname>
<given-names><![CDATA[S]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Pregnancy planning and antenatal health behaviour: findings from one maternity unit in Turkey]]></article-title>
<source><![CDATA[Midwifery]]></source>
<year>2010</year>
<month>06</month>
<day>00</day>
<volume>26</volume>
<numero>3</numero>
<issue>3</issue>
<page-range>338-47</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B8">
<label>8</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Carvalho]]></surname>
<given-names><![CDATA[P]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Loureiro]]></surname>
<given-names><![CDATA[M]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Simões]]></surname>
<given-names><![CDATA[MR]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Gravidez e risco psicopatológico]]></article-title>
<source><![CDATA[Psychologica]]></source>
<year>2007</year>
<month>00</month>
<day>00</day>
<volume>46</volume>
<page-range>105-24</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B9">
<label>9</label><nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Barnard]]></surname>
<given-names><![CDATA[KE]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Solchany]]></surname>
<given-names><![CDATA[JE]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Mothering]]></article-title>
<person-group person-group-type="editor">
<name>
<surname><![CDATA[Bornstein]]></surname>
<given-names><![CDATA[MH]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Handbook of Parenting]]></source>
<year>2002</year>
<page-range>p. 3-26</page-range><publisher-loc><![CDATA[Mahwah^eNJ NJ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Erlbaum Associates]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B10">
<label>10</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Belsky]]></surname>
<given-names><![CDATA[J]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Rovine]]></surname>
<given-names><![CDATA[M]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Patterns of marital change across the transition to parenthood: Pregnancy to three years postpartum]]></article-title>
<source><![CDATA[J Marriage Fam]]></source>
<year>1990</year>
<month>02</month>
<day>00</day>
<volume>52</volume>
<numero>1</numero>
<issue>1</issue>
<page-range>5-19</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B11">
<label>11</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Feinberg]]></surname>
<given-names><![CDATA[ME]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Coparenting and the transition to parenthood: a framework for prevention]]></article-title>
<source><![CDATA[Clin Child Fam Psychol Rev]]></source>
<year>2002</year>
<month>09</month>
<day>00</day>
<volume>5</volume>
<numero>3</numero>
<issue>3</issue>
<page-range>173-95</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B12">
<label>12</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Najman]]></surname>
<given-names><![CDATA[JM]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Morrison]]></surname>
<given-names><![CDATA[J]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Williams]]></surname>
<given-names><![CDATA[G]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Andersen]]></surname>
<given-names><![CDATA[M]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Keeping]]></surname>
<given-names><![CDATA[JD]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[The mental health of women 6 months after they gave birth to an unwanted baby: a longitudinal study]]></article-title>
<source><![CDATA[Soc Sci Med]]></source>
<year>1991</year>
<month>00</month>
<day>00</day>
<volume>32</volume>
<numero>3</numero>
<issue>3</issue>
<page-range>241-7</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B13">
<label>13</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Beck]]></surname>
<given-names><![CDATA[CT]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Predictors of postpartum depression: an update]]></article-title>
<source><![CDATA[Nurs Res]]></source>
<year>2001</year>
<month> S</month>
<day>ep</day>
<volume>50</volume>
<numero>5</numero>
<issue>5</issue>
<page-range>275-85</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B14">
<label>14</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Cheng]]></surname>
<given-names><![CDATA[D]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Schwarz]]></surname>
<given-names><![CDATA[EB]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Douglas]]></surname>
<given-names><![CDATA[E]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Horon]]></surname>
<given-names><![CDATA[I]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Unintended pregnancy and associated maternal preconception, prenatal and postpartum behaviors]]></article-title>
<source><![CDATA[Contraception]]></source>
<year>2009</year>
<month>03</month>
<day>00</day>
<volume>79</volume>
<numero>3</numero>
<issue>3</issue>
<page-range>194-8</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B15">
<label>15</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Schwarz]]></surname>
<given-names><![CDATA[EB]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Smith]]></surname>
<given-names><![CDATA[R]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Steinauer]]></surname>
<given-names><![CDATA[J]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Reeves]]></surname>
<given-names><![CDATA[MF]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Caughey]]></surname>
<given-names><![CDATA[AB]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Measuring the effects of unintended pregnancy on women's quality of life]]></article-title>
<source><![CDATA[Contraception]]></source>
<year>2008</year>
<month>09</month>
<day>00</day>
<volume>78</volume>
<numero>3</numero>
<issue>3</issue>
<page-range>204-10</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B16">
<label>16</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Maximova]]></surname>
<given-names><![CDATA[K]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Quesnel-Vallée]]></surname>
<given-names><![CDATA[A]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Mental health consequences of unintended childlessness and unplanned births: gender differences and life course dynamics]]></article-title>
<source><![CDATA[Soc Sci Med]]></source>
<year>2009</year>
<month>03</month>
<day>00</day>
<volume>68</volume>
<numero>5</numero>
<issue>5</issue>
<page-range>850-7</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B17">
<label>17</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Schmiege]]></surname>
<given-names><![CDATA[S]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Russo]]></surname>
<given-names><![CDATA[NF]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Depression and unwanted first pregnancy: longitudinal cohort study]]></article-title>
<source><![CDATA[Br Med J]]></source>
<year>2005</year>
<month>12</month>
<day>03</day>
<volume>331</volume>
<numero>7528</numero>
<issue>7528</issue>
<page-range>1303-6</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B18">
<label>18</label><nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Campbell]]></surname>
<given-names><![CDATA[C]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Women, Families, & AIDS: a Sociological Perspective on the Epidemic in America]]></source>
<year>1999</year>
<month>00</month>
<day>00</day>
<publisher-loc><![CDATA[Cambridge ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Cambridge University Press]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B19">
<label>19</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Kline]]></surname>
<given-names><![CDATA[A]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Strickler]]></surname>
<given-names><![CDATA[J]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Kempf]]></surname>
<given-names><![CDATA[J]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Factors associated with pregnancy and pregnancy resolution in HIV seropositive women]]></article-title>
<source><![CDATA[Soc Sci Med]]></source>
<year>1995</year>
<month>06</month>
<day>00</day>
<volume>40</volume>
<numero>11</numero>
<issue>11</issue>
<page-range>1539-47</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B20">
<label>20</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Pereira]]></surname>
<given-names><![CDATA[M]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Canavarro]]></surname>
<given-names><![CDATA[MC]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="es"><![CDATA[Determinantes sócio-demográficos e clínicos na decisão reprodutiva em mulheres infectadas pelo VIH/SIDA]]></article-title>
<source><![CDATA[Acta Obstet GinecoL Port]]></source>
<year>2008</year>
<month>00</month>
<day>00</day>
<volume>2</volume>
<numero>2</numero>
<issue>2</issue>
<page-range>56-64</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B21">
<label>21</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Sowell]]></surname>
<given-names><![CDATA[RL]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Misener]]></surname>
<given-names><![CDATA[TR]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Decision to have a baby by HIV-infected women]]></article-title>
<source><![CDATA[West J Nurs Res]]></source>
<year>1997</year>
<month>02</month>
<day>00</day>
<volume>19</volume>
<numero>1</numero>
<issue>1</issue>
<page-range>56-70</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B22">
<label>22</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Sowell]]></surname>
<given-names><![CDATA[RL]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Phillips]]></surname>
<given-names><![CDATA[KD]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Misener]]></surname>
<given-names><![CDATA[TR]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[HIV-infected women and motivation to add children to their families]]></article-title>
<source><![CDATA[J Fam Nurs]]></source>
<year>1999</year>
<month>08</month>
<day>00</day>
<volume>5</volume>
<numero>3</numero>
<issue>3</issue>
<page-range>316-31</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B23">
<label>23</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Pereira]]></surname>
<given-names><![CDATA[M]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Canavarro]]></surname>
<given-names><![CDATA[MC]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Vulnerabilidade de género e outras dimensões de influência na adaptação ao VIH/SIDA e à gravidez e maternidade]]></article-title>
<source><![CDATA[Análise Psicológica]]></source>
<year>2007</year>
<month>00</month>
<day>00</day>
<volume>3</volume>
<numero>XXV</numero>
<issue>XXV</issue>
<page-range>503-15</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B24">
<label>24</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Loutfy]]></surname>
<given-names><![CDATA[M]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Raboud]]></surname>
<given-names><![CDATA[J]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Wong]]></surname>
<given-names><![CDATA[J]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Yudin]]></surname>
<given-names><![CDATA[M]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Diong]]></surname>
<given-names><![CDATA[C]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Blitz]]></surname>
<given-names><![CDATA[S]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[High prevalence of unintended pregnancies in HIV-positive women of reproductive age in Ontario, Canada: a retrospective study]]></article-title>
<source><![CDATA[HIV Med]]></source>
<year>2012</year>
<month>02</month>
<day>00</day>
<volume>13</volume>
<numero>2</numero>
<issue>2</issue>
<page-range>107-17</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B25">
<label>25</label><nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Derogatis]]></surname>
<given-names><![CDATA[LR]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[BSI: Brief Symptom Inventory: Administration, scoring and procedures manual]]></source>
<year>1993</year>
<month>00</month>
<day>00</day>
<publisher-loc><![CDATA[Minneapolis ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Natural Computers System]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B26">
<label>26</label><nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Canavarro]]></surname>
<given-names><![CDATA[MC]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Inventário de Sintomas Psicopatológicos (BSI): uma revisão crítica dos estudos realizados em Portugal]]></article-title>
<person-group person-group-type="editor">
<name>
<surname><![CDATA[Simões]]></surname>
<given-names><![CDATA[MR]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Machado]]></surname>
<given-names><![CDATA[C]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Gonçalves]]></surname>
<given-names><![CDATA[M]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Almeida]]></surname>
<given-names><![CDATA[L]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Avaliação psicológica: instrumentos validados para a população Portuguesa]]></source>
<year>2007</year>
<month>00</month>
<day>00</day>
<page-range>305-31</page-range><publisher-loc><![CDATA[Coimbra ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Quarteto Editora]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B27">
<label>27</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Carlson]]></surname>
<given-names><![CDATA[CR]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Collins]]></surname>
<given-names><![CDATA[FL]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Stewart]]></surname>
<given-names><![CDATA[JF]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Porzelius]]></surname>
<given-names><![CDATA[J]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Nitz]]></surname>
<given-names><![CDATA[JA]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Lind]]></surname>
<given-names><![CDATA[CO]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[The assessment of emotional reactivity: A scale development and validation study]]></article-title>
<source><![CDATA[J Psychopath Behav Assess]]></source>
<year>1989</year>
<month>12</month>
<day>00</day>
<volume>11</volume>
<numero>4</numero>
<issue>4</issue>
<page-range>313-25</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B28">
<label>28</label><nlm-citation citation-type="">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Moura-Ramos]]></surname>
<given-names><![CDATA[M]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Adaptação materna e paterna ao nascimento de um filho: Percursos e contextos de influência]]></source>
<year></year>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B29">
<label>29</label><nlm-citation citation-type="journal">
<collab>WHOQOL</collab>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Development of World Health Organization WHOQOL-BREF Quality of Life Assessment]]></article-title>
<source><![CDATA[Psychol Med]]></source>
<year>1998</year>
<month> M</month>
<day>ay</day>
<volume>28</volume>
<numero>3</numero>
<issue>3</issue>
<page-range>551-8</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B30">
<label>30</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Vaz Serra]]></surname>
<given-names><![CDATA[A]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Canavarro]]></surname>
<given-names><![CDATA[MC]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Simões]]></surname>
<given-names><![CDATA[MR]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Pereira]]></surname>
<given-names><![CDATA[M]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Gameiro]]></surname>
<given-names><![CDATA[S]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Quarti-lho]]></surname>
<given-names><![CDATA[MJ]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Estudos psicométricos do instrumento de avaliação da qualidade de vida da Organização Mundial de Saúde (WHOQOL-Bref) para Português de Portugal]]></article-title>
<source><![CDATA[Psiquiatria Clínica]]></source>
<year>2006</year>
<month>00</month>
<day>00</day>
<volume>27</volume>
<numero>1</numero>
<issue>1</issue>
<page-range>41-9</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B31">
<label>31</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Cohen]]></surname>
<given-names><![CDATA[J]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[A power prime]]></article-title>
<source><![CDATA[Psychol Bull]]></source>
<year>1992</year>
<month>07</month>
<volume>112</volume>
<numero>1</numero>
<issue>1</issue>
<page-range>155-9</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B32">
<label>32</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Miller]]></surname>
<given-names><![CDATA[WB]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Childbearing motivations, desires, and intentions: A theoretical framework]]></article-title>
<source><![CDATA[Genet Soc Gen Psychol Monogr]]></source>
<year>1994</year>
<month>05</month>
<volume>120</volume>
<numero>2</numero>
<issue>2</issue>
<page-range>223-58</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B33">
<label>33</label><nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Boss]]></surname>
<given-names><![CDATA[P]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Family stress management]]></source>
<year>1988</year>
<month>00</month>
<day>00</day>
<publisher-loc><![CDATA[Beverly Hills ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Sage Publications]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
</ref-list>
</back>
</article>
