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<self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S2182-51732012000200007&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_abstract&amp;pid=S2182-51732012000200007&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_pdf&amp;pid=S2182-51732012000200007&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><abstract abstract-type="short" xml:lang="pt"><p><![CDATA[Objectivos: Rever a evidência disponível sobre a vacinação contra a varicela em crianças saudáveis, avaliando a sua efectividade e segurança. Fontes de Dados: Base de dados MEDLINE e sítios na internet de medicina baseada na evidência. Métodos de revisão: Pesquisa de Normas de Orientação Clínica, revisões sistemáticas, meta-análises e artigos originais publicados entre Janeiro de 2005 e Novembro de 2009, em inglês, português e espanhol, utilizando os termos MeSH chickenpox vaccine, infant, child preschool e child. Para atribuir o nível de evidência e a força de recomendação foi utilizada a escala Strength of Recommendation Taxonomy (SORT) da American Family Physician. Resultados: Foram encontrados 14 estudos que avaliaram a efectividade vacinal: 5 normas de orientação clínica (2 com força de recomendação A), 3 revisões sistemáticas (2 com nível de evidência 1), 1 meta-análise (nível de evidência 1), 1 caso-controlo e 4 coortes. Verificou-se que a vacina apresenta uma efectividade de 70 a 90% na prevenção de qualquer forma de varicela e de 95 a 100% na prevenção de doença moderada a grave, num período não superior a dez anos. O esquema de duas doses mostrou maior efectividade a longo prazo que o esquema de dose única. Dois estudos que avaliaram a segurança vacinal concluíram que a vacina é segura e bem tolerada (1 ensaio clínico aleatorizado e controlado com nível de evidência 1). Conclusões: Considerando a evidência disponível, pode concluir-se que a vacina da varicela é uma intervenção efectiva e segura em crianças saudáveis (Força de Recomendação A). No entanto, a sua implementação deverá ser universal, de forma a permitir uma taxa de cobertura elevada, podendo considerar-se a possibilidade de duas doses.]]></p></abstract>
<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Objectives: To review the available evidence for varicella vaccination in healthy children, analyzing its effectiveness and safety. Data sources: MEDLINE database and evidence-based medicine websites. Methods: A search was conducted for guidelines, systematic reviews, meta-analyses and original studies, published between January 2005 and November 2009, in English, Portuguese and Spanish, using the MeSH terms chickenpox vaccine, infant, child preschool and child. The SORT (Strength of Recommendation Taxonomy) scale of the American Family Physician was applied to evaluate the level of evidence. Results: We found 14 studies that assessed vaccine effectiveness: 5 guidelines (2 with strength of recommendation A) 3 systematic reviews (2 with evidence level 1), one meta-analysis (evidence level 1), a case-control study and 4 cohort studies. Studies showed that the vaccine has an effectiveness of 70 to 90% in preventing all forms of varicella and 95 to 100% in preventing moderate to severe disease, over a period not exceeding ten years. The two-dose regimen showed greater long-term effectiveness than the single dose regimen. Two studies evaluating vaccine safety concluded that the vaccine is safe and well tolerated (one randomized controlled trial with evidence level 1). Conclusion: Varicella vaccine is effective and safe in healthy children (Strength of Recommendation A). However, its implementation should be universal, to allow a high coverage rate, considering the possibility of a two-dose regimen.]]></p></abstract>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[Vacina Contra a Varicela]]></kwd>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><strong>REVIS&#213;ES</strong></p>       <p><font size="4"><b>Vacina da varicela na inf&#226;ncia</b></font></p>       <p><font size="3"><b>Varicella vaccine in children</b></font></p>       <p><b>Ana Garrido,* Clara Pinto Ferreira**</b></p>       <p>*Interna de Medicina Geral e Familiar &#8211; USF Lidador     (ACES Maia)</p>       <p>**Interna de Medicina Geral e Familiar &#8211; USF Horizonte     (ULS Matosinhos)</p>     <p><a href="#c0">Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia</a> | <a href="#c0">Direcci&oacute;n para correspondencia</a> | <a href="#c0">Correspondence</a><a name="topc0"></a></p> <hr/>    <p>&nbsp;</p>        <p><b>RESUMO</b></p>       <p><b>Objectivos:</b> Rever a evid&#234;ncia dispon&#237;vel sobre a vacina&#231;&#227;o contra a     varicela em crian&#231;as saud&#225;veis, avaliando a sua efectividade e seguran&#231;a.</p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Fontes de Dados:</b> Base de dados MEDLINE e s&#237;tios na internet de     medicina baseada na evid&#234;ncia.</p>       <p><b>M&#233;todos de revis&#227;o:</b> Pesquisa de Normas de Orienta&#231;&#227;o Cl&#237;nica,     revis&#245;es sistem&#225;ticas, meta-an&#225;lises e artigos originais publicados entre     Janeiro de 2005 e Novembro de 2009, em ingl&#234;s, portugu&#234;s e espanhol, utilizando     os termos <i>MeSH     chickenpox vaccine, infant, child preschool</i> e <i>child.</i> Para atribuir o n&#237;vel de     evid&#234;ncia e a for&#231;a de recomenda&#231;&#227;o foi utilizada a escala <i>Strength of Recommendation Taxonomy</i> (SORT) da <i>American     Family Physician.</i></p>       <p><b>Resultados:</b> Foram encontrados 14 estudos que avaliaram a     efectividade vacinal: 5 normas de orienta&#231;&#227;o cl&#237;nica (2 com for&#231;a de     recomenda&#231;&#227;o A), 3 revis&#245;es sistem&#225;ticas (2 com n&#237;vel de evid&#234;ncia 1), 1     meta-an&#225;lise (n&#237;vel de evid&#234;ncia 1), 1 caso-controlo e 4 coortes. Verificou-se     que a vacina apresenta uma efectividade de 70 a 90% na preven&#231;&#227;o de qualquer forma     de varicela e de 95 a 100% na preven&#231;&#227;o de doen&#231;a moderada a grave, num per&#237;odo     n&#227;o superior a dez anos. O esquema de duas doses mostrou maior efectividade a     longo prazo que o esquema de dose &#250;nica. Dois estudos que avaliaram a seguran&#231;a     vacinal conclu&#237;ram que a vacina &#233; segura e bem tolerada (1 ensaio cl&#237;nico     aleatorizado e controlado com n&#237;vel de evid&#234;ncia 1).</p>       <p><b>Conclus&#245;es:</b> Considerando a evid&#234;ncia dispon&#237;vel, pode concluir-se     que a vacina da varicela &#233; uma interven&#231;&#227;o efectiva e segura em crian&#231;as saud&#225;veis     (For&#231;a de Recomenda&#231;&#227;o A). No entanto, a sua implementa&#231;&#227;o dever&#225; ser     universal, de forma a permitir uma taxa de cobertura elevada, podendo     considerar-se a possibilidade de duas doses.</p>       <p><b>Palavras-Chave:</b> Vacina Contra a Varicela; Lactente; Crian&#231;a Pr&#233;-escolar;     Crian&#231;a.</p>   <hr/>       <p><b>ABSTRACT</b></p>         <p><b>Objectives:</b> To     review the available evidence for varicella vaccination in healthy children,     analyzing its effectiveness and safety.</p>       <p><b>Data sources:</b> MEDLINE database and evidence-based medicine websites.</p>       <p><b>Methods:</b> A search     was conducted for guidelines, systematic reviews, meta-analyses and original     studies, published between January 2005 and November 2009, in English,     Portuguese and Spanish, using the <i>MeSH</i> terms <i>chickenpox vaccine, infant, child</i> <i>preschool</i> and <i>child.</i> The SORT <i>(Strength of     Recommendation Taxonomy)</i> scale of the American Family Physician was applied     to evaluate the level of evidence.</p>       <p><b>Results:</b> We found     14 studies that assessed vaccine effectiveness: 5 guidelines (2 with strength     of recommendation A) 3 systematic reviews (2 with evidence level 1), one     meta-analysis (evidence level 1), a case-control study and 4 cohort studies.     Studies showed that the vaccine has an effectiveness of 70 to 90% in preventing     all forms of varicella and 95 to 100% in preventing moderate to severe disease,     over a period not exceeding ten years. The two-dose regimen showed greater     long-term effectiveness than the single dose regimen. Two studies evaluating     vaccine safety concluded that the vaccine is safe and well tolerated (one randomized     controlled trial with evidence level 1).</p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Conclusion:</b> Varicella vaccine is effective and safe in healthy children (Strength of     Recommendation A). However, its implementation should be universal, to allow a     high coverage rate, considering the possibility of a two-dose regimen.</p>       <p><b>Key words:</b> Chickenpox vaccine; Infant; Child, Preschool; Child.</p>   <hr/>       <p><b>Introdu&#231;&#227;o</b></p>       <p>A varicela &#233; uma infec&#231;&#227;o altamente contagiosa, causada pelo     v&#237;rus varicela-zoster (VVZ) e caracteriza-se por um exantema p&#225;pulo-vesicular     pruriginoso.<sup>1</sup> Segundo dados norte-americanos anteriores &#224; introdu&#231;&#227;o     da vacina, mais de 90% dos casos ocorriam antes dos 15 anos de idade, com maior     incid&#234;ncia entre os 5 e os 9 anos.<sup>2</sup> Na maioria das crian&#231;as a     varicela evolui de forma benigna e auto-limitada, mas pode apresentar     complica&#231;&#245;es graves, nomeadamente sobre-infec&#231;&#227;o bacteriana cut&#226;nea,     complica&#231;&#245;es neurol&#243;gicas (ataxia cerebelosa, encefalite, meningite),     respirat&#243;rias (pneumonia), hematol&#243;gicas (p&#250;rpura trombocitop&#233;nica),     gastrointestinais, entre outras.<sup>3</sup></p>       <p>Ap&#243;s a infec&#231;&#227;o, o VVZ fica em lat&#234;ncia, podendo reactivar     em 10 a 30% dos indiv&#237;duos sob a forma de herpes-zoster. Esta infec&#231;&#227;o pode     evoluir com complica&#231;&#245;es semelhantes &#224;s da varicela e, em grupos de risco     (idosos e imunodeprimidos), est&#225; associada a morbi-mortalidade significativa.<sup>4</sup></p>       <p>Dados portugueses referentes ao ano de 2007 apontam uma taxa     de incid&#234;ncia de varicela de 649,7 casos por 100.000 indiv&#237;duos na popula&#231;&#227;o     geral. Esta taxa &#233; superior nos grupos et&#225;rios dos 0 aos 4 anos (6.241,5 por     100.000) e dos 5 aos 9 anos (3.536,2 por 100.000).<sup>4</sup></p>       <p>A vacina contra a varicela &#233; uma vacina de v&#237;rus vivo     atenuado (estirpe <i>Oka</i>) desenvolvida no Jap&#227;o em 1970. Foi aprovada nos Estados Unidos     da Am&#233;rica (EUA) em 1995 e est&#225; recomendada para vacina&#231;&#227;o universal. V&#225;rios     pa&#237;ses europeus (Alemanha, Espanha, It&#225;lia, Holanda e Su&#237;&#231;a) tamb&#233;m adoptaram a     vacina&#231;&#227;o universal contra a varicela.<sup>4</sup> Nestes pa&#237;ses, a     implementa&#231;&#227;o universal da vacina demonstrou ser uma estrat&#233;gia eficaz na     redu&#231;&#227;o do n&#250;mero de casos, internamentos, consultas m&#233;dicas e mortes.<sup>5</sup></p>       <p>Em Portugal, a vacina foi introduzida em 2003, mas n&#227;o est&#225;     inclu&#237;da no Plano Nacional de Vacina&#231;&#227;o (PNV), pelo que a decis&#227;o de a     prescrever individualmente deve ser fundamentada. Por um lado, mesmo sendo uma     doen&#231;a habitualmente benigna, a sua elevada frequ&#234;ncia entre a comunidade     infantil condiciona custos consider&#225;veis, devido ao absentismo escolar e     consequente absentismo laboral parental. Por outro, a efectividade e dura&#231;&#227;o da     imunidade conferida pela vacina t&#234;m sido alvo de in&#250;meros estudos, muitos deles     em situa&#231;&#245;es de surtos em comunidades escolares, em crian&#231;as previamente     vacinadas.<sup>4</sup> Questiona-se tamb&#233;m o impacto a longo prazo da vacina&#231;&#227;o     contra a varicela na incid&#234;ncia de herpes zoster.<sup>2</sup></p>       <p>Este artigo tem por objectivo rever a evid&#234;ncia dispon&#237;vel     sobre a vacina&#231;&#227;o contra a varicela em crian&#231;as saud&#225;veis, avaliando a sua     efectividade e seguran&#231;a.</p>       <p><b>M&#233;todos</b></p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Foi realizada uma pesquisa sistem&#225;tica nas bases de dados <i>Medline, National     Guideline Clearinghouse, Cochrane Library, DARE, Bandolier,</i> TRIP <i>Database,     Canadian Medical Association</i> e &#205;ndex de Revistas M&#233;dicas Portuguesas (RMP)     de Normas de Orienta&#231;&#227;o Cl&#237;nica (NOC), revis&#245;es sistem&#225;ticas (RS),     meta-an&#225;lises (MA) e artigos originais, publicados entre Janeiro de 2005 e     Novembro de 2009, em ingl&#234;s, portugu&#234;s e espanhol. Foram utilizando os termos <i>MeSH chickenpox     vaccine, infant, child preschool</i> e <i>child</i> para a pesquisa na MEDLINE e s&#237;tios na     internet de medicina baseada na evid&#234;ncia; para pesquisa no &#205;ndex RMP foram     usadas as palavras-chave &#171;vacina da varicela&#187; e &#171;inf&#226;ncia&#187;.</p>       <p>Foram definidos os seguintes crit&#233;rios de inclus&#227;o: a)     Popula&#231;&#227;o: crian&#231;as saud&#225;veis (de 1 a 12 anos); b) Interven&#231;&#227;o: vacina da     varicela; c) Compara&#231;&#227;o: aus&#234;ncia de vacina&#231;&#227;o ou placebo; <i>Outcome:</i> efectividade (diminui&#231;&#227;o da     incid&#234;ncia, gravidade e morbi-mortalidade) e seguran&#231;a (incid&#234;ncia de efeitos     adversos). Foram exclu&#237;das do estudo crian&#231;as com diagn&#243;stico pr&#233;vio de     varicela.</p>       <p>Para atribuir o n&#237;vel de evid&#234;ncia e a for&#231;a de recomenda&#231;&#227;o     foi utilizada a escala <i>Strength of Recommendation Taxonomy</i> (SORT) da <i>American Family Physician.</i><sup>6</sup></p>       <p>No sentido de facilitar a compreens&#227;o dos resultados     apresenta-se uma breve defini&#231;&#227;o de alguns conceitos:</p>       <p>&#8226; Gravidade da varicela: n&#227;o h&#225; uma defini&#231;&#227;o consensual,     mas a maioria dos estudos define a gravidade com base no n&#250;mero de les&#245;es e na     incid&#234;ncia de complica&#231;&#245;es ou necessidade de hospitaliza&#231;&#227;o. Define-se ent&#227;o     varicela ligeira na presen&#231;a de menos de 50 les&#245;es; moderada entre 50 e 500     les&#245;es; grave se mais de 500 les&#245;es, complica&#231;&#245;es ou hospitaliza&#231;&#227;o.<sup>7</sup></p>       <p>&#8226; Varicela vacinal: exantema p&#225;pulo-vesicular associado &#224;     vacina&#231;&#227;o. A etiologia (estirpe selvagem / estirpe vacinal) est&#225; provavelmente     relacionada com o tempo decorrido ap&#243;s a vacina&#231;&#227;o: erup&#231;&#245;es que ocorrem nas     primeiras duas semanas est&#227;o relacionadas com a estirpe selvagem; erup&#231;&#245;es nos     15 a 42 dias seguintes est&#227;o associadas &#224; estirpe vacinal.<sup>3</sup></p>       <p>&#8226; <i>Breakthrough varicella:</i> infec&#231;&#227;o em indiv&#237;duos vacinados h&#225; mais de     42 dias, ap&#243;s exposi&#231;&#227;o &#224; estirpe selvagem. Pode ocorrer por falta de resposta     &#224; vacina ou diminui&#231;&#227;o da imunidade ao longo do tempo.<sup>3,7</sup></p>       <p><b>Resultados</b></p>       <p>Da pesquisa inicial obtiveram-se 310 artigos, tendo-se     exclu&#237;do os artigos que n&#227;o cumpriam os objectivos ou os crit&#233;rios de inclus&#227;o,     os artigos repetidos e os estudos originais que foram alvo de an&#225;lise nas NOC,     MA e RS inclu&#237;das nesta revis&#227;o. Foram seleccionados dezasseis artigos: cinco     NOC,<sup>1,4,8,9,10</sup> tr&#234;s Revis&#245;es Sistem&#225;ticas,<sup>2,7,11</sup> uma     Meta-an&#225;lise<sup>12</sup> e sete Estudos Originais.<sup>13-19</sup></p>       <p>Nos EUA, o <i>Advisory Committee on Immunization Practices</i> (ACIP) do <i>Centers for     Disease Control and Prevention</i> (CDC) recomenda a vacina&#231;&#227;o de crian&#231;as     entre os 12 meses e os 12 anos, com 2 doses (a primeira entre os 12 e os 15     meses, a segunda entre os 4 e os 6 anos). O esquema de uma dose vacinal vigorou     at&#233; 2006, apresentando uma efectividade entre os 70 e os 90% (<a href="#q1">Quadro I</a>).     Contudo, a ocorr&#234;ncia de <i>breakthrough varicella,</i> de surtos de varicela em escolas com     elevada cobertura vacinal e a altera&#231;&#227;o do pico de incid&#234;ncia de varicela dos 3     aos 6 anos na fase pr&#233;-vacinal para os 9 aos 11 anos na fase p&#243;s-vacinal,     levaram o ACIP a recomendar, em 2006, a introdu&#231;&#227;o de uma segunda dose, dos 4     aos 6 anos. A taxa de efeitos adversos registada ap&#243;s comercializa&#231;&#227;o foi de     52,7 casos por 100.000 doses distribu&#237;das. Os mais frequentemente reportados     foram exantema, febre e reac&#231;&#245;es no local da injec&#231;&#227;o. Registaram-se ainda     raras complica&#231;&#245;es graves como pneumonia, hepatite e varicela disseminada, mas     que ocorreram em imunodeprimidos ou doentes com patologia cr&#243;nicas.<sup>8</sup></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>       <p align="center"><a name="q1"></a><img src="/img/revistas/rpmgf/v28n2/28n2a07q1.jpg"/></p>       
<p>&nbsp;</p>       <p>A <i>American Academy of Pediatrics,</i> numa NOC baseada na evid&#234;ncia,     subscreve as recomenda&#231;&#245;es do ACIP no que respeita &#224; recomenda&#231;&#227;o de duas doses     vacinais a crian&#231;as entre os 12 meses e os 12 anos (com o intervalo de, pelo     menos, 3 meses), atribuindo-lhe uma for&#231;a de recomenda&#231;&#227;o A. A primeira dose     est&#225; recomendada entre os 12 e os 15 meses (for&#231;a de recomenda&#231;&#227;o A), excepto     se houver evid&#234;ncia de imunidade ao VVZ (vacina&#231;&#227;o pr&#233;via, imunidade confirmada     laboratorialmente, varicela ou herpes zoster diagnosticada por profissional de     sa&#250;de) ou contra-indica&#231;&#227;o para vacina&#231;&#227;o; a segunda dose est&#225; recomendada     entre os 4 e os 6 anos (for&#231;a de recomenda&#231;&#227;o C, devido &#224; menor evid&#234;ncia sobre     o intervalo de tempo entre as duas doses). Em termos de seguran&#231;a, estudos conclu&#237;ram     que a vacina &#233; segura e bem tolerada, sendo dor e rubor no local de inocula&#231;&#227;o     os efeitos adversos mais frequentes. Nos casos de <i>breakthrough varicella</i> verifica-se     co-infec&#231;&#227;o de duas estirpes (vacinal e selvagem) de VVZ, o que poder&#225; aumentar     o risco de herpes zoster na idade adulta, por reactiva&#231;&#227;o da estirpe selvagem,     comparativamente a vacinados que n&#227;o tiveram <i>breakthrough varicella.</i><sup>9</sup></p>       <p>A <i>Canadian Paediatric Society</i> recomenda a vacina&#231;&#227;o universal em dose     &#250;nica, com in&#237;cio aos 12 meses de idade, bem como a vacina&#231;&#227;o de crian&#231;as n&#227;o     imunes (esquema de vacina&#231;&#227;o em atraso) e dos contactos domiciliares de     crian&#231;as n&#227;o imunes com alto risco de doen&#231;a grave. Os programas de vacina&#231;&#227;o     canadiana est&#227;o a ser monitorizados, bem como a epidemiologia do VVZ, para     determinar a necessidade de introduzir, no futuro, um esquema de duas doses.<sup>1</sup></p>       <p>O programa de imuniza&#231;&#227;o australiano recomenda a     administra&#231;&#227;o de uma dose aos 18 meses de idade. A administra&#231;&#227;o de uma segunda     dose est&#225; recomendada, pois aumenta a protec&#231;&#227;o e diminui o risco de <i>breakthrough     varicella,</i> no entanto n&#227;o est&#225; inclu&#237;da no PNV australiano.<sup>10</sup></p>       <p>Em Portugal, segundo a Sociedade Portuguesa de Pediatria, a     vacina&#231;&#227;o contra a varicela s&#243; dever&#225; ser considerada se a vacina for inclu&#237;da     no PNV. Em caso de vacina&#231;&#227;o, dever&#227;o ser administradas 2 doses, entre os 12     meses e os 12 anos, com um intervalo m&#237;nimo de 3 meses.<sup>4</sup></p>       <p>Tr&#234;s revis&#245;es sistem&#225;ticas<sup>2,7,11</sup> publicadas em     2007 e 2008, com o objectivo de verificar a efectividade da vacina da varicela, est&#227;o resumidas no <a href="#q2">Quadro II</a>.</p>     <p>&nbsp;</p>         <p align="center"><a name="q2"></a><img src="/img/revistas/rpmgf/v28n2/28n2a07q2.jpg"/></p>       
]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>       <p><i>Marin et al</i> analisaram 41 estudos publicados nos EUA e conclu&#237;ram     que uma dose vacinal apresenta uma efectividade de 80 a 85% na preven&#231;&#227;o de     varicela de qualquer gravidade e superior a 95% na preven&#231;&#227;o de formas graves.     O programa vacinal americano reduziu a incid&#234;ncia de varicela em 57 a 90%, as     hospitaliza&#231;&#245;es em 75 a 88% e as mortes em mais de 66%. O maior decl&#237;nio na     incid&#234;ncia verificou-se em crian&#231;as com menos de 10 anos, mas verificou-se uma     altera&#231;&#227;o no pico de incid&#234;ncia (3-6 anos em 1995 para 9-11 anos em 2005), com     aumento da idade m&#233;dia &#224; data da doen&#231;a, quer para as crian&#231;as vacinadas, quer     para as n&#227;o vacinadas. A ocorr&#234;ncia de surtos, mesmo em popula&#231;&#245;es escolares     com elevada cobertura vacinal, alertou para o facto de uma dose ser     insuficiente para gerar imunidade de grupo e prevenir a transmiss&#227;o do v&#237;rus     selvagem entre vacinados. Um ensaio cl&#237;nico que comparou uma e duas doses     concluiu que as crian&#231;as que receberam duas doses desenvolviam mais anticorpos     e tinham um risco 3,3 vezes inferior de <i>breakthrough varicella.</i> Tendo em conta a     incid&#234;ncia de varicela em crian&#231;as n&#227;o vacinadas, a efectividade vacinal     aumentou significativamente ap&#243;s 2 doses (98,3% [IC a 95%: 97,3% &#8211; 99,0%] <i>vs</i> 94,4%     [IC a 95%: 92,9% &#8211; 95,7%]; p &lt; 0,001), num per&#237;odo observacional de 10     anos.<sup>2</sup> Em termos de seguran&#231;a a vacina apresenta um excelente     perfil, com efeitos adversos graves pouco frequentes (5% do total de     notifica&#231;&#245;es). Os efeitos adversos mais frequentes (dois ter&#231;os das     notifica&#231;&#245;es) foram exantema, febre e reac&#231;&#227;o local.<sup>2</sup></p>       <p><i>Seward et al</i> inclu&#237;ram 17 estudos numa revis&#227;o sobre efectividade     vacinal e conclu&#237;ram que, apesar de uma dose conferir excelente protec&#231;&#227;o     (efectividade de 80 a 85% na preven&#231;&#227;o de qualquer forma de varicela e de 97 a     100% na preven&#231;&#227;o de varicela grave), &#233; necess&#225;ria uma maior taxa de     efectividade para interromper a transmiss&#227;o e prevenir surtos. A efectividade &#233;     inferior &#224; efic&#225;cia estimada (98% ap&#243;s 2 anos de <i>follow-up</i>) descrita num ensaio cl&#237;nico     randomizado pr&#233;-introdu&#231;&#227;o da vacina. Esta RS incluiu tamb&#233;m dois estudos     observacionais de efectividade p&#243;s-exposi&#231;&#227;o (52 crian&#231;as sem hist&#243;ria pr&#233;via     de varicela ou vacina&#231;&#227;o, expostas a casos de varicela e posteriormente     vacinadas num per&#237;odo inferior a tr&#234;s dias), concluindo uma efectividade de 42     a 95% na preven&#231;&#227;o de varicela e de 100% na preven&#231;&#227;o de formas graves de     varicela.<sup>7</sup></p>       <p>Em 2007, <i>Swingler</i> publicou uma RS de boa qualidade metodol&#243;gica que analisou     um ensaio cl&#237;nico aleatorizado e controlado (ECAC) e uma RS (com outros dois     ECAC), num total de 1283 crian&#231;as, tendo conclu&#237;do uma efectividade global     elevada. No ECAC inclu&#237;do nesta revis&#227;o, n&#227;o se verificaram diferen&#231;as     significativas na incid&#234;ncia de varicela, embora o grupo placebo tenha     apresentado maior risco de doen&#231;a moderada a grave (RR 8,00 [IC a 95%:     1,21-51,51]). No primeiro dos ECAC inclu&#237;dos na RS verificou-se uma     efectividade de 100% aos 24 meses p&#243;s-vacina, sendo que no segundo esta     efectividade foi de 97% aos 29 meses p&#243;s-vacina.<sup>11</sup></p>       <p>Relativamente aos efeitos adversos, a RS verificou a     exist&#234;ncia de les&#245;es m&#225;culo-papulares maiores no grupo vacinal, embora esta     diferen&#231;a n&#227;o fosse estatisticamente significativa. N&#227;o foram reportados     efeitos adversos no ECAC.<sup>11</sup></p>       <p>Uma meta-an&#225;lise publicada em 2007, com base em 14 estudos     observacionais (total de 3.157 crian&#231;as) de surtos em escolas prim&#225;rias ou ATL     (Actividades de Tempos Livres) publicados entre 1995 e 2006, confirmou a     efectividade limitada de uma dose da vacina (<a href="#q3">Quadro III</a>). De facto, a     efectividade vacinal variou consideravelmente (20 a 100%) entre os estudos,     tendo-se calculado uma efectividade global de 72,5%. Nove dos estudos avaliaram     a diminui&#231;&#227;o da imunidade: dois estudos n&#227;o encontraram rela&#231;&#227;o entre o tempo     vacinal e diminui&#231;&#227;o da imunidade, mas n&#227;o especificaram como chegaram a essa     conclus&#227;o; 7 estudos verificaram, atrav&#233;s do risco relativo, que quanto maior o     tempo p&#243;s-imuniza&#231;&#227;o, maior a probabilidade de ocorrer <i>breakthrough varicella </i>em crian&#231;as     previamente vacinadas.<sup>12</sup></p>     <p>&nbsp;</p>         <p align="center"><a name="q3"></a><img src="/img/revistas/rpmgf/v28n2/28n2a07q3.jpg"/></p>       
<p>&nbsp;</p>       <p>Foram inclu&#237;dos sete estudos originais nesta revis&#227;o,<sup>13-19</sup> que se encontram resumidos no <a href="#q4">Quadro IV</a>. Em 2005, <i>Sheffer et al</i> publicaram um estudo     caso-controlo, cujo objectivo era determinar a efectividade da vacina em     crian&#231;as israelitas com idades compreendidas entre 1 e 5 anos. Os casos foram     notificados ao departamento de sa&#250;de do distrito de Telavive pelos m&#233;dicos     assistentes das crian&#231;as. Os pais destas foram posteriormente entrevistados     telefonicamente, solicitando a avalia&#231;&#227;o subjectiva da gravidade da varicela     (muito ligeira, ligeira, moderada e grave) e com quest&#245;es relativas &#224; data de     in&#237;cio da varicela, sintomas, dura&#231;&#227;o do exantema, dias de escola perdidos,     poss&#237;veis contactos e hist&#243;ria vacinal contra a varicela. De forma a evitar     vi&#233;ses de mem&#243;ria foram exclu&#237;dos os casos em que a varicela havia ocorrido h&#225;     mais de 6 semanas. Foram tamb&#233;m exclu&#237;dos os casos cuja vacina&#231;&#227;o ocorreu nas 6     semanas anteriores &#224; doen&#231;a, pela possibilidade de varicela vacinal.     Participaram 151 casos de varicela e 298 controlos (crian&#231;as sem hist&#243;ria de     varicela), com taxas de vacina&#231;&#227;o de 6,6% nos casos e 38,3% nos controlos. A     m&#233;dia de idades foi semelhante nos dois grupos. Verificou-se que nos vacinados     a varicela apresentou uma evolu&#231;&#227;o cl&#237;nica mais suave (medida por percep&#231;&#227;o     parental, presen&#231;a de febre, tempo de cicatriza&#231;&#227;o das les&#245;es e dias de escola     perdidos), com menor necessidade de tratamento antiv&#237;rico ou antibi&#243;tico.     Confirmou-se uma efectividade vacinal elevada (88% para varicela de qualquer     gravidade e 100% para doen&#231;a moderada/grave). No entanto, este estudo documenta     apenas a efectividade a curto prazo, uma vez que as crian&#231;as haviam sido     vacinadas nos tr&#234;s anos anteriores. Mais ainda, nos vacinados a varicela pode     ter sido t&#227;o branda que passou despercebida, n&#227;o tendo sido diagnosticada e     contribuindo para um falso aumento da taxa de efectividade.<sup>13</sup></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>        <p align="center"><a name="q4"></a><img src="/img/revistas/rpmgf/v28n2/28n2a07q4.jpg"/></p>       
<p>&nbsp;</p>       <p><i>Staat et al</i> realizaram um estudo retrospectivo entre 1996 e 2003,     comparando as hospitaliza&#231;&#245;es e atendimentos no SU de indiv&#237;duos com menos de     20 anos no per&#237;odo pr&#233; (1990-1995) e p&#243;s-introdu&#231;&#227;o da vacina no PNV americano     (1996-2003). Durante os 14 anos do estudo foram avaliados 4.168 casos de     varicela: 335 crian&#231;as foram hospitalizadas e 3.833 tratadas no SU. Comparando     os per&#237;odos pr&#233; e p&#243;s-introdu&#231;&#227;o da vacina, a taxa de internamento por varicela     diminuiu de 15,7 para 5,5 casos/100.000 e a taxa de recurso ao SU diminuiu de     178,2 para 61,2 casos/100.000. Os autores referem que esta diminui&#231;&#227;o pode ser devida     n&#227;o s&#243; &#224; introdu&#231;&#227;o da vacina, mas tamb&#233;m ao melhor acesso aos cuidados de     sa&#250;de prim&#225;rios e prescri&#231;&#227;o mais precoce do aciclovir (que poder&#225; modificar o     curso e impacto da doen&#231;a). Entre os dois per&#237;odos, n&#227;o se verificou uma     diferen&#231;a significativa na m&#233;dia de idades das crian&#231;as, nem na m&#233;dia de dias     de internamento (4,3 <i>vs</i> 3,9 dias no per&#237;odo pr&#233; e p&#243;s-vacinal, p = 0,50). Identificou-se     ainda a ra&#231;a negra como um poss&#237;vel factor de risco para idas ao SU, por se ter     verificado maior aflu&#234;ncia ao SU de crian&#231;as negras com varicela no per&#237;odo pr&#233;     e p&#243;s-introdu&#231;&#227;o da vacina, embora em menor n&#250;mero neste &#250;ltimo.<sup>14</sup></p>       <p><i>Lee</i> e seus colaboradores, num estudo retrospectivo referente ao ano     lectivo 2002/2003, inclu&#237;ram 1.134 crian&#231;as vacinadas, dos 5 aos 10 anos,     expostas a casos de varicela na turma. Perante um aluno ausente por varicela,     enfermeiras de sa&#250;de escolar avaliaram os registos m&#233;dicos e escolares para     verifica&#231;&#227;o do estado vacinal. Posteriormente os pais destas crian&#231;as foram     questionados relativamente a dados sobre a doen&#231;a (data de in&#237;cio dos sintomas,     uso de medica&#231;&#227;o, grau de gravidade, necessidade de atendimento m&#233;dico,     hospitaliza&#231;&#245;es ou complica&#231;&#245;es). O diagn&#243;stico foi confirmado por     profissionais de sa&#250;de (m&#233;dicos, enfermeiros ou t&#233;cnicos de sa&#250;de p&#250;blica).     Obteve-se uma taxa global de cobertura vacinal de 63% (719 vacinados em 1.134     crian&#231;as), uma taxa de <i>breakthrough varicella</i> de 11,2% e uma taxa de efectividade de 81%     (para uma popula&#231;&#227;o de 710 crian&#231;as sem varicela pr&#233;via), definida como redu&#231;&#227;o     da incid&#234;ncia de varicela entre as crian&#231;as vacinadas. Um estudo observacional     nos anos lectivos 2002 a 2007 verificou que os casos de varicela em n&#227;o     vacinados apresentam maior gravidade (maior probabilidade de exantema     generalizado, febre e outros sintomas constitucionais) e uma dura&#231;&#227;o superior     do exantema (m&#233;dia de dois dias) comparativamente aos vacinados <i>(breakthrough     varicella).</i> Foram registados dois casos de complica&#231;&#245;es: conjuntivite numa     crian&#231;a n&#227;o vacinada e infec&#231;&#227;o bacteriana da pele numa crian&#231;a vacinada.<sup>15</sup></p>       <p>Em 2009 foi publicado um estudo italiano, implementado entre     2005 e 2007 na regi&#227;o da Sic&#237;lia, cujo governo aut&#243;nomo introduziu a vacina no     plano preventivo em 2003. Esta coorte incluiu 28.188 crian&#231;as dos zero aos 14     anos, tendo sido administrada uma dose vacinal &#224;s crian&#231;as no segundo ano de     vida e aos adolescentes entre os 12 e os 13 anos. Para o c&#225;lculo da incid&#234;ncia     de varicela foram consideradas 21.558 crian&#231;as; esta diminuiu de 95,7/1.000     crian&#231;as/ano em 2004 para 9/1.000 crian&#231;as/ano em 2007, redu&#231;&#227;o verificada em     todos os grupos et&#225;rios.<sup>16</sup></p>       <p>Um estudo observacional publicado em 2009 avaliou o impacto     da vacina&#231;&#227;o contra a varicela numa cidade brasileira por um per&#237;odo de 11 anos     (5 anos antes e 6 anos ap&#243;s introdu&#231;&#227;o da vacina), comparativamente &#224;     incid&#234;ncia no restante estado (aus&#234;ncia de vacina), para quatro grupos et&#225;rios     (&lt; 1, 1-4, 5-9 e 10-14 anos). Comparando o per&#237;odo pr&#233; e p&#243;s-vacinal     verificou-se uma redu&#231;&#227;o da incid&#234;ncia de 75,5% para o grupo et&#225;rio 1-4 anos;     nos restantes grupos n&#227;o se verificou uma redu&#231;&#227;o estatisticamente     significativa. A efectividade estimada da vacina para este grupo et&#225;rio foi de     37,75%.<sup>17</sup></p>       <p>Dois estudos originais sobre seguran&#231;a da vacina conclu&#237;ram     que esta &#233; segura. Um estudo observacional analisou os efeitos adversos     reportados de 1995 a 2005, nos EUA. Os mais frequentes foram exantema, febre,     reac&#231;&#227;o no local da injec&#231;&#227;o e urtic&#225;ria. A maioria ocorreu em crian&#231;as dos     12-23 meses que haviam recebido a vacina da varicela em simult&#226;neo com outras     vacinas. Dos 25.306 efeitos adversos (52,7/100.000 doses distribu&#237;das), 5%     foram classificados como graves (herpes zoster oft&#225;lmico, pneumonia,     encefalite, trombocitopenia, vasculite e hepatite), sendo que a maioria ocorreu     em crian&#231;as com co-morbilidade pr&#233;via. Ao longo dos 10 anos de estudo     verificou-se um decl&#237;nio na taxa de efeitos adversos graves. Foram reportadas     algumas mortes ap&#243;s a vacina&#231;&#227;o, no entanto, n&#227;o foi provada uma associa&#231;&#227;o     consistente. O estudo concluiu que a vacina tem um excelente perfil de     seguran&#231;a, com raros efeitos adversos graves, pelo que os benef&#237;cios conferidos     compensam os potenciais riscos.<sup>18</sup></p>       <p>Um ensaio cl&#237;nico aleatorizado, controlado e duplamente cego     realizado em Fran&#231;a e It&#225;lia, publicado em 2009, avaliou a seguran&#231;a de uma das     vacinas da varicela comercializadas, comparativamente &#224; da VASPR (utilizada     como refer&#234;ncia, pois o seu perfil de seguran&#231;a &#233; bem conhecido), em 507     crian&#231;as entre os 12 e os 15 meses. Nos 42 dias seguintes &#224; injec&#231;&#227;o foram     registados (pelos pais) os efeitos adversos. Ap&#243;s vacina&#231;&#227;o, 47,7% das crian&#231;as     apresentou pelo menos um efeito adverso relacionado com a vacina e 17,2%     apresentou reac&#231;&#227;o no local da injec&#231;&#227;o. A maioria das reac&#231;&#245;es foi de pequena     ou m&#233;dia intensidade. Foram reportados 65,1% de efeitos adversos sist&#233;micos, a     maioria dos quais sem rela&#231;&#227;o com a vacina; febre foi o efeito adverso     sist&#233;mico mais frequente (25,3%), tendo-se verificado rela&#231;&#227;o com a vacina.     Exantema ou varicela vacinal foi registado em 3,2% dos casos. Foram reportados     quatro efeitos adversos graves: p&#250;rpura trombocitop&#233;nica idiop&#225;tica,     gastroenterite, pneumonia e laringospasmo. Este estudo concluiu que a vacina em     causa &#233; segura e apresenta um bom perfil de tolerabilidade em crian&#231;as dos     12-15 meses.<sup>19</sup></p>       <p><b>Conclus&#245;es</b></p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Considerando a evid&#234;ncia dispon&#237;vel, pode concluir-se que a     vacina da varicela &#233; uma interven&#231;&#227;o efectiva e segura em crian&#231;as saud&#225;veis     (For&#231;a de Recomenda&#231;&#227;o A), n&#227;o s&#243; pela diminui&#231;&#227;o da incid&#234;ncia mas tamb&#233;m da     morbi-mortalidade associada. No entanto, a sua implementa&#231;&#227;o dever&#225; ser     universal, de forma a permitir uma taxa de cobertura elevada, podendo     considerar-se a possibilidade de duas doses.</p>       <p>Nos estudos inclu&#237;dos verificaram-se algumas limita&#231;&#245;es,     nomeadamente a varia&#231;&#227;o na confirma&#231;&#227;o diagn&#243;stica de varicela (m&#233;dico,     enfermeira, t&#233;cnico de sa&#250;de p&#250;blica ou informa&#231;&#227;o parental) e na classifica&#231;&#227;o     da gravidade da doen&#231;a. A maioria dos estudos encontrados foram coortes     realizados nos EUA e em contexto de surtos escolares, o que levanta a preocupa&#231;&#227;o     sobre potenciais vi&#233;ses de selec&#231;&#227;o. De facto, h&#225; poucos estudos de     efectividade realizados na Europa e os que existem s&#227;o apenas estudos     observacionais de incid&#234;ncia e morbi-mortalidade. H&#225; poucos estudos     caso-controlo duplamente cegos e os per&#237;odos de <i>follow-up</i> s&#227;o curtos, o que limita as     conclus&#245;es a longo prazo. Acresce ainda o facto de a maioria dos estudos     abordar apenas o esquema de dose &#250;nica, limitando as conclus&#245;es para o esquema     de duas doses.</p>       <p>A utiliza&#231;&#227;o da vacina da varicela em Portugal &#233;     controversa, uma vez que, n&#227;o fazendo parte do PNV, a sua prescri&#231;&#227;o individual     n&#227;o permite atingir uma taxa de cobertura elevada. A vacina&#231;&#227;o em massa das     crian&#231;as norte-americanas reduziu significativamente o n&#250;mero de casos,     consultas m&#233;dicas, internamentos e mortes por varicela nos EUA. Contudo, v&#225;rios     estudos questionaram a efectividade da vacina, pelo aparecimento de surtos em     escolas norte-americanas com boa cobertura vacinal (levantando a hip&#243;tese de     que uma dose n&#227;o produz imunidade populacional suficiente para prevenir a     transmiss&#227;o na comunidade). A maior resposta imunit&#225;ria e efectividade que se     obt&#234;m ap&#243;s uma segunda dose levou, em 2006, o ACIP a recomendar um esquema com     duas doses.<sup>8</sup></p>       <p>Um aspecto a ter em conta &#233; a poss&#237;vel diminui&#231;&#227;o progressiva     da imunidade conferida pela vacina, que n&#227;o &#233;, por enquanto, poss&#237;vel de     determinar, j&#225; que a persist&#234;ncia de imunidade contra a varicela pode ser     devida a contactos posteriores com o v&#237;rus selvagem, ainda muito prevalente na     comunidade. Se a vacina actual reduzir, mas n&#227;o eliminar, o v&#237;rus selvagem em     circula&#231;&#227;o, e a imunidade adquirida n&#227;o for de longa dura&#231;&#227;o, a popula&#231;&#227;o     adulta ficar&#225; mais suscept&#237;vel e poder&#225; verificar-se um aumento da incid&#234;ncia     de varicela nesta faixa et&#225;ria (com maior probabilidade de complica&#231;&#245;es).     Apesar da efectividade a curto prazo ter sido verificada, s&#227;o necess&#225;rios e     est&#227;o em curso estudos para monitorizar a efectividade a longo prazo.</p>       <p>No futuro, ser&#227;o necess&#225;rios mais estudos para objectivar a     efectividade e impacto a longo prazo da vacina&#231;&#227;o contra a varicela, bem como     aferir os factores de risco para fal&#234;ncia vacinal e dura&#231;&#227;o da imunidade     vacinal.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>REFER&#202;NCIAS BIBLIOGR&#193;FICAS</b></p>       <!-- ref --><p>1. Canadian Paediatric Society, Infectious Diseases and     Immunization Committee. Prevention of varicella in children and adolescents.     Paediatr Child Health 2005 Sep; 10 (7): 409-412.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000080&pid=S2182-5173201200020000700001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>2. Marin M, Meissner HC, Seward JF. Varicella prevention in     the United States: a review of successes and challenges. Pediatrics 2008 Sep;     122 (3): e744-51.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000082&pid=S2182-5173201200020000700002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>3. Albrecht MA. Prevention of varicella-zoster virus     infection: Chickenpox. UpToDate Dispon&#237;vel em: <a href="http://www.uptodate.com" target="_blank">http://www.uptodate.com</a> [acedido em     05/11/2009].    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000084&pid=S2182-5173201200020000700003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>4. Sociedade de Infecciologia Pedi&#225;trica/Sociedade     Portuguesa de Pediatria. Recomenda&#231;&#245;es para a vacina&#231;&#227;o contra a varicela. Acta     Pediatr Port 2009 Jul-Ago; 40 (4): 185-8.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000086&pid=S2182-5173201200020000700004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>5. Bonanni P, Breuer J, Gershon A, Gershon M, Hryniewicz W,     Papaevangelou V, et al. Varicella vaccination in Europe &#8211; taking the     practical approach. BMC Med 2009 May 28; 7: 26.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000088&pid=S2182-5173201200020000700005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>6. Ebell MH, Siwek J, Weiss BD, Woolf SH, Susman J, Ewigman     B, et al. Strength of Recommendation Taxonomy (SORT): a patient-centered     approach to grading evidence in the medical literature. Am Fam Physician 2004     Feb 1; 69 (3): 548-56.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000090&pid=S2182-5173201200020000700006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>7. Seward JF, Marin M, V&#225;zquez M. Varicella vaccine effectiveness     in the US vaccination program: a review. J Infect Dis 2008 Mar 1; 197 Suppl 2:     S82-9.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000092&pid=S2182-5173201200020000700007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>8. Marin M, G&#252;ris D, Chaves SS, Schmid S, Seward JF;     Advisory Committee on Immunization Practices, Centers for Disease Control and     Prevention (CDC). Prevention of varicella: recommendations of the Advisory     Committee on Immunization Practices (ACIP). MMWR Recomm Rep 2007 Jun 22; 56     (RR-4): 1-40.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000094&pid=S2182-5173201200020000700008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>9. American Academy of Pediatrics Committee on Infectious     Diseases. Prevention of varicella: recommendations for use of varicella     vaccines in children, including a recommendation for a routine 2-dose varicella     immunization schedule. Pediatrics&nbsp;2007 Jul; 120 (1): 221-31.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000096&pid=S2182-5173201200020000700009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>10. Australian Government Department of Health and Ageing,     Office of Health Protection. The Australian Immunization Handbook. 9th ed.;     2008. Dispon&#237;vel em:     <a href="http://www.health.gov.au/internet/immunise/publishing.nsf/content/handbook-home" target="_blank">http://www.health.gov.au/internet/immunise/publishing.nsf/content/handbook-home</a>     [acedido em 01/02/2012].    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000098&pid=S2182-5173201200020000700010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>11. Swingler GH. Chickenpox. Clin Evid (Online) 2007 Aug 1;     2007. pii: 0912.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000100&pid=S2182-5173201200020000700011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>12. Bayer O, Heininger U, Heiligensetzer C, von Kries R.     Metaanalysis of vaccine effectiveness in varicella outbreaks. Vaccine 2007 Sep     17; 25 (37-38): 6655-60.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000102&pid=S2182-5173201200020000700012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>13. Sheffer R, Segal D, Rahamani S, Dalal I, Linhart Y,     Stein M, et al. Effectiveness of the Oka/GSK attenuated varicella vaccine for     the prevention of chickenpox in clinical practice in Israel. Pediatr Infect Dis     J 2005 May; 24 (5): 434-7.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000104&pid=S2182-5173201200020000700013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>14. Staat MA, Meinzen-Derr J, Welch T, Roberts NE, Jamison     L, Gerber MA, et al. Varicella-related hospitalization and emergency department     visit rates, before and after introduction of varicella vaccine, among white     and black children in Hamilton County, Ohio. Pediatrics 2006 May; 117 (5):     e833-9.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000106&pid=S2182-5173201200020000700014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>15. Lee LE, Ho H, Lorber E, Fratto J, Perkins S, Cieslak PR.     Vaccine-era varicella epidemiology and vaccine effectiveness in a public     elementary school population, 2002-2007. Pediatrics 2008 Jun; 121 (6):     e1548-54.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000108&pid=S2182-5173201200020000700015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>16. Giammanco G, Ciriminna S, Barberi I, Titone L, Lo     Giudice M, Biasio LR. Universal varicella vaccination in the Sicilian paediatric     population: rapid uptake of the vaccination programme and morbidity trends over     five years. Euro Surveill 2009 Sep 3; 14 (35). pii: 19321.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000110&pid=S2182-5173201200020000700016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>17. Kupek E, Tritany EF. Impact of vaccination against     varicella on the reduction of the disease incidence in children and adolescents     from Florian&#243;polis, Brazil. J Pediatr (Rio J). 2009 Jul-Aug; 85 (4): 365-8.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000112&pid=S2182-5173201200020000700017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>18. Chaves SS, Haber P, Walton K, Wise RP, Izurieta HS,     Schmid DS, et al. Safety of varicella vaccine after licensure in the United     States: experience from reports to the vaccine adverse event reporting system,     1995-2005. J Infect Dis 2008 Mar 1;197 Suppl 2: S170-7.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000114&pid=S2182-5173201200020000700018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>19. Ferrera G, Gajdos V, Thomas S, Tran C, Fiquet A. Safety     of a refrigerator-stable varicella vaccine (VARIVAX) in healthy 12- to     15-month-old children: a randomized, double-blind, cross-over study. Hum Vaccin     2009 Jul; 5 (7): 455-60.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000116&pid=S2182-5173201200020000700019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <p>&nbsp;</p>    <p><a href="#topc0">Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia</a> | <a href="#topc0">Direcci&oacute;n para correspondencia</a> | <a href="#topc0">Correspondence</a><a name="c0"></a></p>     <p>Ana Garrido</p>       <p>Rua Aristides Sousa Mendes, 147</p>       <p>4470-232 Gueif&#227;es &#8211; Maia</p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<p><a href="mailto:anagarridooliveira@gmail.com">anagarridooliveira@gmail.com</a></p>     <p>&nbsp;</p>       <p><b>CONFLITOS DE INTERESSE</b></p>       <p>As autoras declaram aus&#234;ncia de conflitos de interesses e de     financiamento do estudo.</p>       <p><b>Recebido em 26/04/2011</b></p>       <p><b>Aceite para publica&#231;&#227;o em 26/03/2012</b></p>      ]]></body><back>
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