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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[O peso da mente feminina: associação entre obesidade e depressão]]></article-title>
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<institution><![CDATA[,ACES Baixo Mondego I Unidade de Saúde Familiar BRIOSA ]]></institution>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Objectives: To determine the prevalence of obesity in a Family Health Unit, to determine the prevalence of depression in obese patients, and to test the association between obesity and depression by gender. Type of study: Transversal analytical study Setting: USF BRIOSA, Coimbra, Portugal Population: Patients over 18 years old registered in USF BRIOSA with their body mass index (BMI) recorded during last year. Methods: Data were gathered from clinical records using the MedicineOne® electronic medical record system. The variables studied included gender, BMI and depression. Statistical analysis included calculation of the odds ratio. Results: The prevalence of obesity in the population was 18.67%. The prevalence of depression in obese patients was 30.82%. An association between obesity and depression was found in this population (OR = 1.33). A significant association between obesity and depression was found only for females (OR = 1.51). Conclusions: The prevalence of obesity in this population was higher than that found in other studies. No studies were found comparing the prevalence of depression in obese and non-obese patients. The results of this study may contribute to the adoption of preventive strategies and increase effectiveness of the treatment by gender.]]></p></abstract>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[Obesidade]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[Depressão]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[Obesity]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[Depression]]></kwd>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><b>ESTUDOS ORIGINAIS</b></p>       <p><font size="4"><b>O peso da mente feminina: associa&#231;&#227;o entre     obesidade e depress&#227;o</b></font></p>       <p><b>S&#243;nia Martins*</b></p>       <p>*M&#233;dica     Interna de Medicina Geral e Familiar Unidade de Sa&#250;de Familiar BRIOSA, ACES     Baixo Mondego I</p>         <p><a href="#c0">Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia</a> | <a href="#c0">Direcci&oacute;n para correspondencia</a> | <a href="#c0">Correspondence</a><a name="topc0"></a></p> <hr/>    <p>&nbsp;</p>      <p><b>RESUMO</b></p>       <p><b>Objectivos:</b> Determinar a preval&#234;ncia de     obesidade numa USF. Determinar a preval&#234;ncia de depress&#227;o em obesos numa USF.     Verificar se existe associa&#231;&#227;o entre obesidade e depress&#227;o e se esta &#233;     diferente entre g&#233;neros.</p>       <p><b>Tipo de estudo:</b> Observacional anal&#237;tico     transversal</p>       <p><b>Local:</b> USF BRIOSA, Coimbra</p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Popula&#231;&#227;o:</b> Utentes inscritos na USF em     Novembro de 2010, com idade superior a 18 anos e com registo v&#225;lido do &#237;ndice     de massa corporal (IMC) nos &#250;ltimos 12 meses. Exclu&#237;ram-se todas as mulheres     que estiveram gr&#225;vidas nalgum per&#237;odo, durante os &#250;ltimos 12 meses.</p>       <p><b>M&#233;todos:</b> Os dados foram recolhidos do     programa inform&#225;tico MedicineOne&#174;. Vari&#225;veis: g&#233;nero, IMC e depress&#227;o. A     an&#225;lise estat&#237;stica incluiu o c&#225;lculo do <i>Odds     ratio.</i></p>       <p><b>Resultados:</b> A percentagem de mulheres     na popula&#231;&#227;o foi de 62,18%. A preval&#234;ncia de obesidade na popula&#231;&#227;o foi 18,67%.     A preval&#234;ncia de depress&#227;o em obesos foi 30,82%. Verificou-se uma associa&#231;&#227;o     entre obesidade e depress&#227;o na popula&#231;&#227;o estudada (OR= 1,33). Quando se fez o     estudo por g&#233;neros, apenas no grupo das mulheres se verificou esta associa&#231;&#227;o (OR=     1,51).</p>       <p><b>Conclus&#245;es:</b> A preval&#234;ncia da obesidade     na USF foi superior &#224; encontrada noutros estudos nacionais. N&#227;o foram     encontrados estudos para compara&#231;&#227;o da preval&#234;ncia de depress&#227;o em obesos. Os     resultados encontrados poder&#227;o contribuir para a adop&#231;&#227;o de estrat&#233;gias     preventivas e tratamentos mais eficazes, diferentes entre g&#233;neros.</p>       <p><b>Palavras-chave:</b> Obesidade; Depress&#227;o.</p> <hr/>       <p><b>ABSTRACT</b></p>       <p><b>Objectives:</b> To determine the prevalence     of obesity in a Family Health Unit, to determine the prevalence of depression     in obese patients, and to test the association between obesity and depression     by gender.</p>       <p><b>Type of study:</b> Transversal analytical     study</p>       <p><b>Setting:</b> USF BRIOSA, Coimbra, Portugal</p>       <p><b>Population:</b> Patients over 18 years old     registered in USF BRIOSA with their body mass index (BMI) recorded during last     year.</p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Methods:</b> Data were gathered from     clinical records using the MedicineOne&#174; electronic medical record system. The     variables studied included gender, BMI and depression. Statistical analysis     included calculation of the <i>odds ratio.</i></p>       <p><b>Results:</b> The prevalence of obesity in     the population was 18.67%. The prevalence of depression in obese patients was     30.82%. An association between obesity and depression was found in this     population (OR = 1.33). A significant association between obesity and     depression was found only for females (OR = 1.51).</p>       <p><b>Conclusions:</b> The prevalence of obesity     in this population was higher than that found in other studies. No studies were     found comparing the prevalence of depression in obese and non-obese patients.     The results of this study may contribute to the adoption of preventive     strategies and increase effectiveness of the treatment by gender.</p>       <p><b>Keywords:</b> Obesity; Depression.</p> <hr/>     <p><b>Introdu&#231;&#227;o</b></p>       <p>Segundo a     Organiza&#231;&#227;o Mundial da Sa&#250;de (OMS), a obesidade &#233; definida como uma doen&#231;a em     que o excesso de gordura corporal acumulada pode atingir graus capazes de     afectar a sa&#250;de. O excesso de gordura resulta de sucessivos balan&#231;os     energ&#233;ticos positivos, em que a quantidade de energia ingerida &#233; superior &#224;     quantidade de energia dispendida. Os factores que determinam este desequil&#237;brio     s&#227;o complexos e incluem factores gen&#233;ticos, psicol&#243;gicos, socioecon&#243;micos,     culturais e ambientais. Este desequil&#237;brio tende a perpetuar-se, pelo que a     obesidade &#233; considerada uma doen&#231;a cr&#243;nica.</p>       <p>O diagn&#243;stico     da obesidade &#233; realizado a partir do &#237;ndice de massa corporal (IMC), que se     calcula pela f&#243;rmula [IMC = Peso (kg) / Altura (m<sup>2</sup>)]. Atrav&#233;s deste     par&#226;metro, s&#227;o considerados obesos os indiv&#237;duos cujo IMC se encontra num valor     igual ou superior a 30 kg/m&#178;. Podem-se igualmente definir v&#225;rios n&#237;veis de <i>obesidade</i> de acordo com o IMC: grau 1     (entre 30 e 34,9 kg/m<sup>2</sup>); grau 2 (entre 35 e 39,9 kg/m<sup>2</sup>);     grau 3 (superior a 40 kg/m<sup>2</sup>).</p>       <p>Nas &#250;ltimas     d&#233;cadas a obesidade tem adquirido propor&#231;&#245;es epid&#233;micas e a OMS reconhece que     se n&#227;o forem tomadas medidas dr&#225;sticas para prevenir e tratar a obesidade, mais     de 50% da popula&#231;&#227;o mundial ser&#225; obesa em 2025. Em 2008, 10% da popula&#231;&#227;o     masculina e 14% da popula&#231;&#227;o feminina,<sup>1</sup> a n&#237;vel mundial, era obesa,     segundo esta organiza&#231;&#227;o.</p>       <p>Segundo o     boletim da Sociedade Portuguesa Para o Estudo da Obesidade (SPEO),<sup>2</sup> no ano de 2000, a preval&#234;ncia da obesidade era de 12,9% nos homens e 15,4% nas     mulheres. No Inqu&#233;rito Nacional de Sa&#250;de 2005/2006,<sup>3</sup> estimava-se que     15,2% dos residentes em Portugal, com mais de 18 anos, eram obesos.</p>       <p>Em 2008, foi     publicado um estudo de Isabel do Carmo e colaboradores,<sup>4</sup> que     considera que entre, 2003 e 2005, 14,2% da popula&#231;&#227;o portuguesa era obesa.</p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Esta     patologia leva a um aumento da preval&#234;ncia da diabetes, hipertens&#227;o arterial,     dislipid&#233;mia, hiperuricemia, lit&#237;ase vesicular, s&#237;ndrome do ov&#225;rio     poliqu&#237;stico, doen&#231;a coron&#225;ria, doen&#231;a vascular cerebral e alguns tipos de     cancro.<sup>5</sup> Est&#225; ainda associada a dificuldades respirat&#243;rias e do     aparelho locomotor e a um aumento significativo da mortalidade.</p>       <p>A n&#237;vel     psicol&#243;gico, a altera&#231;&#227;o da imagem corporal resultante do aumento de peso     poder&#225; provocar uma desvaloriza&#231;&#227;o da auto-imagem e do auto-conceito, no obeso,     diminuindo a sua auto-estima. Em consequ&#234;ncia, poder&#227;o surgir sintomas     depressivos e ansiosos, uma diminui&#231;&#227;o da sensa&#231;&#227;o de bem-estar e um aumento da     sensa&#231;&#227;o de inadequa&#231;&#227;o social, com uma consequente degrada&#231;&#227;o da rela&#231;&#227;o     interpessoal.</p>       <p>Enquanto as     consequ&#234;ncias f&#237;sicas da obesidade s&#227;o bem estabelecidas, a rela&#231;&#227;o entre a     obesidade e a depress&#227;o ainda &#233; incerta e os resultados relatados n&#227;o t&#234;m sido     consensuais.</p>       <p>Em 2008,     Atlantis E. e colaboradores<sup>6</sup> conclu&#237;ram que, em geral, havia um     fraco n&#237;vel de evid&#234;ncia que apoia a hip&#243;tese da associa&#231;&#227;o entre obesidade e     depress&#227;o e que seriam necess&#225;rios mais estudos para estabelecer essa rela&#231;&#227;o     de causalidade.</p>       <p>Recentemente,     Luppino e colaboradores<sup>7</sup> realizaram uma meta-an&#225;lise que veio     confirmar a associa&#231;&#227;o entre depress&#227;o e obesidade e a reciprocidade desta     rela&#231;&#227;o.</p>       <p>Sendo a obesidade     uma patologia muito frequente, associada a elevada morbilidade e mortalidade,     surgiu a hip&#243;tese de estudar a associa&#231;&#227;o entre a obesidade e a depress&#227;o, para     melhor adequa&#231;&#227;o das estrat&#233;gias preventivas e terap&#234;uticas, caso esta     associa&#231;&#227;o se verificasse. Assim, com este trabalho pretendeu-se:</p>       <p>&#8226; determinar     a preval&#234;ncia de obesidade e de depress&#227;o em obesos na USF BRIOSA;</p>       <p>&#8226; verificar     se existe associa&#231;&#227;o entre obesidade e depress&#227;o e se esta &#233; diferente entre     g&#233;neros.</p>       <p><b>M&#201;TODOS</b></p>       <p>Foi     realizado um estudo anal&#237;tico, observacional e transversal na USF BRIOSA     durante o m&#234;s de Novembro de 2010.</p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A &#225;rea de     influ&#234;ncia da USF BRIOSA abrange essencialmente freguesias da cidade de     Coimbra. Aproximadamente um ter&#231;o da popula&#231;&#227;o inscrita tem o ensino m&#233;dio ou     superior sendo que quase metade da popula&#231;&#227;o trabalha ao n&#237;vel do sector     terci&#225;rio. A taxa de desemprego, ainda que crescente nos &#250;ltimos anos, &#233;     inferior &#224; nacional.</p>       <p>A popula&#231;&#227;o     do estudo correspondeu aos utentes inscritos na USF BRIOSA, em Novembro de     2010, com idade superior a 18 anos e com, pelo menos, um registo do IMC nos     &#250;ltimos 12 meses (01 de Novembro de 2009 a 30 de Novembro de 2010). No caso de     haver mais que um registo, considerava-se o mais recente. Foram exclu&#237;das todas     as mulheres que estiveram gr&#225;vidas nalgum per&#237;odo, durante os &#250;ltimos 12 meses.     Toda a popula&#231;&#227;o foi estudada, perfazendo um total de 5700 utentes.</p>       <p>Foram     estudadas as seguintes vari&#225;veis: g&#233;nero (feminino e masculino), IMC e     depress&#227;o. A vari&#225;vel depress&#227;o foi definida como a codifica&#231;&#227;o de P76 na lista     de problemas activos, segundo a 2.<sup>a</sup> edi&#231;&#227;o da Classifica&#231;&#227;o     Internacional de Cuidados Prim&#225;rios (ICPC-2).</p>       <p>Os dados     foram recolhidos atrav&#233;s do programa inform&#225;tico MedicineOne&#174; e tratados no     programa estat&#237;stico Epi info&#174;. A an&#225;lise estat&#237;stica incluiu o c&#225;lculo do <i>Odds Ratio</i> (OR) bruto.</p>       <p><b>RESULTADOS</b></p>       <p>Foram     estudados 5700 utentes, dos quais 62,2% eram do g&#233;nero feminino. A idade variou     entre os 18 e os 98 anos, com idade m&#233;dia de 47,8 anos. A preval&#234;ncia de     obesidade na popula&#231;&#227;o foi de 18,7%. A preval&#234;ncia de depress&#227;o nos obesos da     popula&#231;&#227;o estudada foi 30,8%.</p>       <p>Foi feita     an&#225;lise estat&#237;stica para verificar se existia alguma associa&#231;&#227;o entre obesidade     e depress&#227;o na popula&#231;&#227;o estudada (<a href="#q1">Quadro I</a>) atrav&#233;s do c&#225;lculo do <i>Odds Ratio</i> (OR = 1,33).</p>      <p>&nbsp;</p>    <p align="center"><a name="q1"></a><img src="/img/revistas/rpmgf/v28n3/28n3a04q1.jpg"/></p>    
<p>&nbsp;</p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Quando se     fez a estratifica&#231;&#227;o por g&#233;neros (<a href="#q2">Quadro II</a>) verificou-se que a associa&#231;&#227;o     entre obesidade e depress&#227;o apenas se verificava no g&#233;nero feminino (OR= 1,51 <i>versus</i> OR = 1).</p>       <p>&nbsp;</p>      <p>&nbsp;</p>    <p align="center"><a name="q2"></a><img src="/img/revistas/rpmgf/v28n3/28n3a04q2.jpg"/></p>    
<p>&nbsp;</p>       <p><b>DISCUSS&#195;O</b></p>       <p>Neste estudo     foi encontrada uma preval&#234;ncia da obesidade de 18,7%, superior &#224; encontrada     noutros estudos nacionais, nomeadamente no Inqu&#233;rito Nacional de Sa&#250;de     2005/2006, que foi de 15,2%. Isabel do Carmo e colaboradores consideraram que,     entre 2003 e 2005, 14,2% da popula&#231;&#227;o portuguesa era obesa. Com base no Observat&#243;rio     de Sa&#250;de Global da OMS, os valores encontrados tamb&#233;m eram superiores, visto     que, em 2008, consideraram que 10% dos homens e 14% das mulheres, a n&#237;vel     mundial, eram obesos. Os intervalos de confian&#231;a n&#227;o foram inclu&#237;dos uma vez     que toda a popula&#231;&#227;o foi estudada.</p>       <p>Consideram-se     como aspectos positivos deste estudo o facto de ser um estudo inovador em     Portugal, da dimens&#227;o da popula&#231;&#227;o estudada e de n&#227;o haver erro amostral.</p>       <p>Este estudo     poder&#225; ter algumas limita&#231;&#245;es. Apenas participaram no estudo utentes com     registo de IMC, o que pode, de alguma forma, sobrestimar a preval&#234;ncia. &#201; o     caso de adultos jovens sem patologias em que o exame peri&#243;dico de sa&#250;de     recomendado n&#227;o &#233; anual. Se este subgrupo for exclu&#237;do, as preval&#234;ncias de     obesidade e depress&#227;o ser&#227;o diferentes, o que altera as estimativas das     vari&#225;veis.</p>       <p>A presen&#231;a     de um c&#243;digo ICPC-2 pode n&#227;o reflectir a preval&#234;ncia exacta da depress&#227;o na     popula&#231;&#227;o estudada. O c&#243;digo P76 pode permanecer na lista de problemas do     doente ap&#243;s remiss&#227;o cl&#237;nica da doen&#231;a. Por outro lado, poder&#227;o existir pessoas     com diagn&#243;stico de depress&#227;o que n&#227;o tenham o c&#243;digo P76 registado. Nesse caso     seria &#250;til incluir as pessoas com prescri&#231;&#227;o cr&#243;nica de antidepressivos sem     codifica&#231;&#227;o do ICPC-2 associada. Embora tivesse que se ter em conta o uso de     antideressivos para patologias que n&#227;o a depress&#227;o, tais como fibromialgia,     profilaxia da enxaqueca, bulimia, por exemplo. Tamb&#233;m seria &#250;til incluir as     pessoas com P03 (Sensa&#231;&#227;o de depress&#227;o).</p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Segundo a     ICPC-2, a codifica&#231;&#227;o de P76 inclui tamb&#233;m depress&#227;o p&#243;s-natal/puerperal e     neste estudo n&#227;o foi tido em conta este aspecto. No puerp&#233;rio muitas mulheres     ainda n&#227;o voltaram ao peso habitual. No entanto, uma vez que foram exclu&#237;das as     mulheres que estiveram gr&#225;vidas durante o per&#237;odo do estudo, o impacto deste     factor &#233; pequeno.</p>       <p>A colheita     de dados foi feita atrav&#233;s dos registos da plataforma inform&#225;tica, podendo-se,     dessa forma, estar perante um vi&#233;s de informa&#231;&#227;o. Poder&#227;o existir duas     vari&#225;veis de confundimento, uma vez que a presen&#231;a de outras comorbilidades n&#227;o     foi tida em conta, assim como o tipo de antidepressivos. Sabe-se que algumas     classes de antidepressivos podem levar a aumento de peso e algumas     comorbilidades podem limitar a mobilidade e desta forma influir no peso. Teria     sido mais vantajoso usar o OR ajustado por modelo de regress&#227;o log&#237;stica.</p>       <p>Os     resultados encontrados poder&#227;o contribuir para a adop&#231;&#227;o de estrat&#233;gias     preventivas e tratamentos mais eficazes que poder&#227;o ser diferentes entre     g&#233;neros, com melhores resultados em sa&#250;de.</p>     <p>&nbsp;</p>       <p><b>REFER&#202;NCIAS BIBLIOGR&#193;FICAS</b></p>       <!-- ref --><p>1. World     Health Organization. Global Health Observatory (GHO). Obesity. Dispon&#237;vel em:     <a href="http://www.who.int/gho/ncd/risk_factors/obesity_text/en/" target="_blank">http://www.who.int/gho/ncd/risk_factors/obesity_text/en/</a> [acedido em     30/08/2011].    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000068&pid=S2182-5173201200030000400001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>2. Carmo I,     Carreira M, de Almeida MD, Lima Reis JP, Medina JL, Galv&#227;o Teles A. Estudo da     preval&#234;ncia da obesidade em Portugal. Bol SPEO 2000: 3-5.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000070&pid=S2182-5173201200030000400002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <p>3. Nacional     de Sa&#250;de Dr. Ricardo Jorge. Inqu&#233;rito Nacional de Sa&#250;de 2005/2006. Lisboa,     INSA; 2009. Dispon&#237;vel em: <a href="http://www.insa.pt/sites/INSA/Portugues/Publicacoes/Outros/Paginas/INS2005-2006.aspx" target="_blank">http://www.insa.pt/sites/INSA/Portugues/Publicacoes/Outros/Paginas/INS2005-2006.aspx</a> [acedido em 30/08/2011].</p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>4. Carmo I,     Santos O, Camolas J, Vieira J, Carreira M, Medina L, et al. Overweight and     obesity in Portugal: national prevalence in 2003&#8211;2005. Obes Rev 2008 Jan;     9 (1): 11-9.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000073&pid=S2182-5173201200030000400004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>5. Direc&#231;&#227;o-Geral     da Sa&#250;de. Divis&#227;o de Doen&#231;as Gen&#233;ticas, Cr&#243;nicas e Geri&#225;tricas. Programa     nacional de combate &#224; obesidade. Lisboa: DGS; 2005. Dispon&#237;vel em: <a href="http://www.dgs.pt/upload/membro.id/ficheiros/i008253.pdf" target="_blank">http://www.dgs.pt/upload/membro.id/ficheiros/i008253.pdf</a> [acedido a     30/08/2011].    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000075&pid=S2182-5173201200030000400005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>6. Atlantis     E, Baker M. Obesity effects on depression: systematic review of epidemiological     studies. Int J Obes (Lond). 2008 Jun; 32 (6): 881-91.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000077&pid=S2182-5173201200030000400006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>7. Luppino     FS, de WIT lm, Bouvy PF, Stijnen T, Cuijpers P, Penninx BW, et al. Overweight,     obesity, and depression: a systematic review and meta-analysis of longitudinal     studies. Arch Gen Psychiatry 2010 Mar; 67 (3): 220-9.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000079&pid=S2182-5173201200030000400007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <p>&nbsp;</p>     <p><a href="#topc0">Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia</a> | <a href="#topc0">Direcci&oacute;n para correspondencia</a> | <a href="#topc0">Correspondence</a><a name="c0"></a></p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<p>S&#243;nia     Martins</p>       <p>Unidade de     Sa&#250;de Familiar BRIOSA</p>       <p>Avenida     Mendes Silva </p>       <p>3030-393     Coimbra</p>       <p><a href="mailto:soniamartinsusf@gmail.com">soniamartinsusf@gmail.com</a></p>       <p>&nbsp;</p>       <p><b>CONFLITOS DE INTERESSE</b></p>       <p>A autora     declara n&atilde;o possuir qualquer tipo de conflitos de interesse.</p>       <p><b>Recebido em 02/09/2011</b></p>       <p><b>Aceite para publica&#231;&#227;o em 11/05/2012</b></p>     ]]></body>
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