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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Desparasitação intestinal sistemática em idade pediátrica: uma revisão baseada na evidência]]></article-title>
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<self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S2182-51732012000300006&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_abstract&amp;pid=S2182-51732012000300006&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_pdf&amp;pid=S2182-51732012000300006&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><abstract abstract-type="short" xml:lang="pt"><p><![CDATA[Objectivos: Determinar se a desparasitação intestinal sistemática com anti-helmínticos, em idade pediátrica, influencia o desenvolvimento estaturo-ponderal, cognitivo, o aproveitamento escolar e a morbimortalidade. Fontes de Dados: Base de dados Medline, sítios electrónicos de Medicina Baseada na Evidência e publicações da Organização Mundial de Saúde. Métodos de revisão: Pesquisa de artigos utilizando os termos MeSH albendazole, mebendazole e pyrantel pamoate, publicados entre Janeiro de 2000 e Março de 2011. Foram incluídas citações relacionadas. Foi utilizada a escala de Jadad, para avaliar a robustez metodológica dos ensaios clínicos, e a escala Strength of Recommendation Taxonomy da American Family Physician, para a avaliação da qualidade dos estudos e estabelecer a força de recomendação. Resultados: Da pesquisa obtiveram-se 746 artigos, 12 preencheram os critérios de inclusão: três revisões sistemáticas, uma meta-análise, quatro ensaios clínicos e quatro normas de orientação clínica. Nas crianças residentes em países com uma prevalência de parasitose intestinal elevada a desparasitação revelou-se benéfica no desenvolvimento estaturo-ponderal. Não se encontrou evidência de benefício em relação ao desenvolvimento cognitivo ou ao aproveitamento escolar. Na avaliação do impacto sobre a morbilidade os resultados dos diferentes estudos são inconsistentes, no entanto parece haver uma melhoria nos níveis médios de hemoglobina, diminuição da incidência de anemia e de diarreia. Conclusões: Existe evidência científica de benefício da desparasitação intestinal sistemática, com anti-helmínticos, em crianças residentes em países com prevalência de parasitose intestinal por helmintas transmitidos pelo solo superior a 50% (SOR B). Em países com baixa prevalência, como Portugal, recomenda-se o tratamento individual baseado no diagnóstico de infecção (SOR C).]]></p></abstract>
<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Objectives: To determine whether systematic intestinal deworming with anthelmintic medications in pediatric populations affects height, weight, cognitive and academic performance, morbidity and mortality in children. Data Sources: MEDLINE database, electronic evidence-based medicine websites and World Health Organization publications. Review Methods: A search for articles using the MeSH terms albendazole, mebendazole, and pyrantel pamoate, published between January, 2000 and March, 2011 was conducted. Some related citations were also included. The Jadad Score was used to assess the quality of randomized clinical trials. The Strength of Recommendation Taxonomy (SORT) scale of the American Family Physician was used to assess the corresponding quality and strength of recommendations. Results: The search produced a total of 746 articles, of which 12 met the inclusion criteria. These included three systematic reviews, one meta-analysis, four clinical trials and four clinical practice guidelines. In children living in countries with a high prevalence of intestinal parasite infection, deworming proved to be beneficial in promoting height and weight gain. With reference to cognitive development and school performance, no evidence was found as to the benefits of deworming. Studies show inconsistent results in terms of morbidity. However, there seems to be an improvement in median hemoglobin levels, as well as a decrease in anemia and diarrhea. Conclusions: There is evidence for the benefits of systematic intestinal deworming with anthelmintics in children living in countries with a prevalence of intestinal parasite infection higher than 50% resulting from soil-transmitted helminths (SOR B). In countries with a low prevalence of infection, such as Portugal, individual treatment based on a diagnosis of infection is recommended (SOR C).]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><strong>REVIS&#213;ES</strong></p>       <p><font size="4"><b>Desparasita&#231;&#227;o intestinal sistem&#225;tica em     idade pedi&#225;trica: uma revis&#227;o baseada na evid&#234;ncia</b></font></p>       <p><font size="3"><b>Systematic Intestinal Deworming in   Pediatric Populations: An Evidence Based Review</b></font></p>       <p><b>Vanessa Xavier,* Brenda Domingues,* Teresa     Marcos**</b></p>       <p>*M&#233;dica     Interna de Medicina Geral e Familiar do CS Paranhos &#8211; UCSP Vale Formoso,     ACES Porto Oriental</p>       <p>**Assistente     de Medicina Geral e Familiar do CS Paranhos &#8211; UCSP Vale Formoso, ACES     Porto Oriental</p>         <p><a href="#c0">Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia</a> | <a href="#c0">Direcci&oacute;n para correspondencia</a> | <a href="#c0">Correspondence</a><a name="topc0"></a></p>     <p>&nbsp;</p> <hr/>       <p><b>RESUMO</b></p>       <p><b>Objectivos:</b> Determinar se a     desparasita&#231;&#227;o intestinal sistem&#225;tica com anti-helm&#237;nticos, em idade     pedi&#225;trica, influencia o desenvolvimento estaturo-ponderal, cognitivo, o     aproveitamento escolar e a morbimortalidade.</p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Fontes de Dados:</b> Base de dados <i>Medline,</i> s&#237;tios electr&#243;nicos de Medicina     Baseada na Evid&#234;ncia e publica&#231;&#245;es da Organiza&#231;&#227;o Mundial de Sa&#250;de.</p>       <p><b>M&#233;todos de revis&#227;o:</b> Pesquisa de artigos     utilizando os termos <i>MeSH albendazole,     mebendazole</i> e <i>pyrantel pamoate,</i> publicados entre Janeiro de 2000 e Mar&#231;o de 2011. Foram inclu&#237;das cita&#231;&#245;es     relacionadas. Foi utilizada a escala de <i>Jadad,</i> para avaliar a robustez metodol&#243;gica dos ensaios cl&#237;nicos, e a escala <i>Strength of Recommendation Taxonomy da     American Family Physician,</i> para a avalia&#231;&#227;o da qualidade dos estudos e     estabelecer a for&#231;a de recomenda&#231;&#227;o.</p>       <p><b>Resultados:</b> Da pesquisa obtiveram-se     746 artigos, 12 preencheram os crit&#233;rios de inclus&#227;o: tr&#234;s revis&#245;es sistem&#225;ticas,     uma meta-an&#225;lise, quatro ensaios cl&#237;nicos e quatro normas de orienta&#231;&#227;o     cl&#237;nica. Nas crian&#231;as residentes em pa&#237;ses com uma preval&#234;ncia de parasitose     intestinal elevada a desparasita&#231;&#227;o revelou-se ben&#233;fica no desenvolvimento     estaturo-ponderal. N&#227;o se encontrou evid&#234;ncia de benef&#237;cio em rela&#231;&#227;o ao     desenvolvimento cognitivo ou ao aproveitamento escolar. Na avalia&#231;&#227;o do impacto     sobre a morbilidade os resultados dos diferentes estudos s&#227;o inconsistentes, no     entanto parece haver uma melhoria nos n&#237;veis m&#233;dios de hemoglobina, diminui&#231;&#227;o     da incid&#234;ncia de anemia e de diarreia.</p>       <p><b>Conclus&#245;es:</b> Existe evid&#234;ncia cient&#237;fica     de benef&#237;cio da desparasita&#231;&#227;o intestinal sistem&#225;tica, com anti-helm&#237;nticos, em     crian&#231;as residentes em pa&#237;ses com preval&#234;ncia de parasitose intestinal por     helmintas transmitidos pelo solo superior a 50% (SOR B). Em pa&#237;ses com baixa     preval&#234;ncia, como Portugal, recomenda-se o tratamento individual baseado no     diagn&#243;stico de infec&#231;&#227;o (SOR C).</p>       <p><b>Palavras-Chave:</b> Anti-Helm&#237;nticos; <i>Enterobius; Ascaris lumbricoides; Trichuris;     Ancylostoma; Necator americanus.</i></p>         <p>&nbsp;</p> <hr/>       <p><b>ABSTRACT</b>  </p>       <p><b>Objectives:</b> To determine whether     systematic intestinal deworming with anthelmintic medications in pediatric populations     affects height, weight, cognitive and academic performance, morbidity and     mortality in children.</p>       <p><b>Data Sources:</b> MEDLINE database,     electronic evidence-based medicine websites and World Health Organization     publications.</p>       <p><b>Review Methods:</b> A search for articles     using the MeSH terms albendazole, mebendazole, and pyrantel pamoate, published     between January, 2000 and March, 2011 was conducted. Some related citations     were also included. The Jadad Score was used to assess the quality of     randomized clinical trials. The Strength of Recommendation Taxonomy (SORT)     scale of the American Family Physician was used to assess the corresponding     quality and strength of recommendations.</p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Results:</b> The search produced a total of     746 articles, of which 12 met the inclusion criteria. These included three     systematic reviews, one meta-analysis, four clinical trials and four clinical     practice guidelines. In children living in countries with a high prevalence of     intestinal parasite infection, deworming proved to be beneficial in promoting     height and weight gain. With reference to cognitive development and school     performance, no evidence was found as to the benefits of deworming. Studies     show inconsistent results in terms of morbidity. However, there seems to be an     improvement in median hemoglobin levels, as well as a decrease in anemia and     diarrhea.</p>       <p><b>Conclusions:</b> There is evidence for the     benefits of systematic intestinal deworming with anthelmintics in children     living in countries with a prevalence of intestinal parasite infection higher     than 50% resulting from soil-transmitted helminths (SOR B). In countries with a     low prevalence of infection, such as Portugal, individual treatment based on a     diagnosis of infection is recommended (SOR C).</p>       <p><b>Keywords:</b> Anthelmintics; <i>Enterobius; Ascaris lumbricoides; Trichuris;     Ancylostoma; Necator americanus.</i></p>         <p>&nbsp;</p> <hr/>       <p><b>INTRODU&#199;&#195;O</b></p>       <p>Os parasitas     gastrointestinais s&#227;o mais prevalentes em pa&#237;ses da &#193;frica Subsariana, &#193;sia,     Am&#233;rica Latina e Caribe, devido ao clima quente e h&#250;mido, &#224;s m&#225;s condi&#231;&#245;es     higieno-sanit&#225;rias (nomeadamente a aus&#234;ncia de rede de fornecimento de &#225;gua e     saneamento b&#225;sico) e frequente sobrelota&#231;&#227;o das habita&#231;&#245;es.<sup>1,2</sup> Na     Am&#233;rica do Norte e Europa estas parasitoses s&#227;o mais prevalentes em imigrantes     e refugiados.<sup>1</sup></p>       <p>Os v&#225;rios     microrganismos que podem parasitar o tracto gastrointestinal s&#227;o classificados     em dois grandes grupos: os protozo&#225;rios e os helmintas.<sup>1,3</sup> No     entanto, o alvo da desparasita&#231;&#227;o intestinal com f&#225;rmacos s&#227;o os helmintas.     Dentro deste grupo heterog&#233;neo os mais prevalentes s&#227;o os <i>Enterobius vermicularis</i> (oxi&#250;rios) e os helmintas transmitidos pelo     solo <i>(Ascaris lumbricoides, Trichuris     trichiuria, Ancylostoma duodenale, Necator americanus).</i><sup>1,4,5</sup></p>       <p>Estima-se     que 4,5 mil milh&#245;es de pessoas estejam em risco de sofrer uma infec&#231;&#227;o por     helmintas transmitidos pelo solo em todo o mundo.<sup>4</sup> As estimativas     apontam para mil milh&#245;es de pessoas infectadas por <i>Ascaris lumbricoides,</i> 795 milh&#245;es por <i>Trichuris trichiura</i> e 740 milh&#245;es por <i>Ancylostoma duodenale</i> e <i>Necator     americanus.</i><sup>6</sup></p>       <p>Actualmente,     a Organiza&#231;&#227;o Mundial de Sa&#250;de (OMS) recomenda a desparasita&#231;&#227;o intestinal     sistem&#225;tica em comunidades com preval&#234;ncia de infec&#231;&#227;o intestinal por helmintas     transmitidos pelo solo superior a 20%. Esta deve ser realizada uma vez por ano     em comunidades com preval&#234;ncia entre 20 e 50% (baixo risco) e duas vezes por     ano quando a preval&#234;ncia &#233; superior a 50% (alto risco).<sup>7</sup> Os poucos     estudos epidemiol&#243;gicos portugueses encontrados revelam uma taxa de infec&#231;&#227;o     intestinal baixa, com valores de preval&#234;ncia de parasitose intestinal entre os     3,4% e os 19% (<a href="#q1">Quadro I</a>).<sup>8-11</sup> A preval&#234;ncia de parasitose intestinal     por helmintas varia entre os 0% e os 5,9% (<a href="#q1">Quadro I</a>). No entanto, este valor     pode estar subestimado, uma vez que na maioria dos estudos foi utilizado o     exame parasitol&#243;gico de fezes como meio de diagn&#243;stico e n&#227;o foi inclu&#237;do o     teste da fita adesiva ou teste de <i>Graham,</i> que &#233; o m&#233;todo considerado de elei&#231;&#227;o para o diagn&#243;stico da infec&#231;&#227;o por <i>Enterobius vermiculares.</i><sup>8-11</sup></p>     <p>&nbsp;</p>    ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="center"><a name="q1"></a><img src="/img/revistas/rpmgf/v28n3/28n3a06q1.jpg"/></p>    
<p>&nbsp;</p>      <p>A intensidade da infec&#231;&#227;o (n&#250;mero de parasitas presentes no tracto gastrointestinal)     mede-se atrav&#233;s do n&#250;mero de ovos por grama de fezes e est&#225; directamente     relacionada com a morbilidade destas parasitoses.<sup>2</sup> As infec&#231;&#245;es     ligeiras s&#227;o frequentemente assintom&#225;ticas enquanto as graves acarretam elevada     morbilidade, com atraso do desenvolvimento estaturo-ponderal e cognitivo,     defici&#234;ncias nutricionais e anemia.<sup>4</sup> A infec&#231;&#227;o por helmintas     transmitidos pelo solo &#233; considerada uma das principais causas mundiais de     atraso do desenvolvimento f&#237;sico e intelectual.<sup>2</sup></p>       <p>&#201; frequente     na pr&#225;tica di&#225;ria ser-se confrontado com solicita&#231;&#245;es de prescri&#231;&#227;o sistem&#225;tica     de desparasitantes intestinais. Da mesma forma, alguns m&#233;dicos t&#234;m a pr&#225;tica da     &#171;desparasita&#231;&#227;o intestinal por rotina&#187;. No entanto, as doses e posologias     habitualmente utilizadas nesta n&#227;o s&#227;o eficazes contra todos os helmintas e os     alvos-terap&#234;uticos s&#227;o sobretudo o <i>Enterobius     vermicularis,</i> a <i>Ascaris lumbricoides,</i> o <i>Trichuris trichiuria,</i> o <i>Ancylostoma duodenale</i> e o <i>Necator americanus.</i><sup>3,12,13</sup></p>       <p>Desta forma,     &#233; fundamental conhecer qual a melhor evid&#234;ncia dispon&#237;vel sobre o benef&#237;cio     desta interven&#231;&#227;o. Neste contexto, foi efectuada uma revis&#227;o baseada na     evid&#234;ncia (RBE), com o objectivo de determinar se a desparasita&#231;&#227;o intestinal     sistem&#225;tica com anti-helm&#237;nticos, em idade pedi&#225;trica, influencia o     desenvolvimento estaturo-ponderal, cognitivo e o aproveitamento escolar e a     morbimortalidade.</p>       <p><b>M&#201;TODOS</b></p>       <p>Foi efetuada     uma pesquisa, nas bases de dados <i>Medline,     Guidelines Finder, National Guideline Clearinghouse, Canadian Medical     Association Infobase, The Cochrane Library, DARE, Bandolier, TRIP,</i> &#205;ndex de     Revistas M&#233;dicas Portuguesas e publica&#231;&#245;es da OMS, de revis&#245;es sistem&#225;ticas,     meta-an&#225;lises, ensaios cl&#237;nicos controlados e aleatorizados e normas de     orienta&#231;&#227;o cl&#237;nica. Foram tamb&#233;m avaliadas, quanto &#224; sua pertin&#234;ncia, as     &#171;cita&#231;&#245;es relacionadas&#187; da <i>Pubmed.</i> Utilizaram-se os termos <i>MeSH:     albendazole, mebendazole, pyrantel pamoate.</i> Foram seleccionados os artigos     publicados entre 1 de Janeiro de 2000 e 31 de Mar&#231;o de 2011, em ingl&#234;s,     espanhol e portugu&#234;s. No &#205;ndex de Revistas M&#233;dicas Portuguesas a pesquisa foi     feita com a combina&#231;&#227;o dos termos da lista dos Descritores em Ci&#234;ncias da     Sa&#250;de, usando os descritores portugueses: albendazol, mebendazol e pamoato de     pirantel.</p>       <p>Foram     crit&#233;rios de inclus&#227;o:</p>       <p>&#8226; Popula&#231;&#227;o:     Indiv&#237;duos com idade inferior a 18 anos de idade.</p>       <p>&#8226; Interven&#231;&#227;o:     Desparasita&#231;&#227;o intestinal sistem&#225;tica com f&#225;rmacos anti-helm&#237;nticos.</p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&#8226; Compara&#231;&#227;o:     F&#225;rmacos anti-helm&#237;nticos <i>versus</i> aus&#234;ncia de interven&#231;&#227;o ou placebo.</p>       <p>&#8226; Resultados:     Desenvolvimento estaturo-ponderal, desenvolvimento cognitivo, aproveitamento     escolar e morbimortalidade.</p>       <p>A robustez     metodol&#243;gica dos ensaios cl&#237;nicos inclu&#237;dos foi avaliada utilizando a escala de <i>Jadad.</i><sup>14</sup> A qualidade dos     estudos e a for&#231;a de recomenda&#231;&#227;o foram avaliadas utilizando a escala de <i>Strength of Recommendation Taxonomy</i> (SORT) da <i>American Family Physician.</i><sup>15</sup></p>       <p><b>RESULTADOS</b></p>       <p>Da pesquisa     obtiveram-se 746 artigos. Destes, 12 preencheram os crit&#233;rios de inclus&#227;o: tr&#234;s     revis&#245;es sistem&#225;ticas, uma meta-an&#225;lise, quatro ensaios cl&#237;nicos e quatro     normas de orienta&#231;&#227;o cl&#237;nica. Foram exclu&#237;dos os artigos repetidos, os n&#227;o     concordantes com os objectivos ou os que n&#227;o cumpriam os crit&#233;rios de inclus&#227;o.     Tamb&#233;m foram exclu&#237;dos os ensaios cl&#237;nicos controlados e aleatorizados     inclu&#237;dos nas meta-an&#225;lises e revis&#245;es sistem&#225;ticas (<a href="#f1">Figura 1</a>).</p>     <p>&nbsp;</p>    <p align="center"><a name="f1"></a><img src="/img/revistas/rpmgf/v28n3/28n3a06f1.jpg"/></p>    
<p>&nbsp;</p>       <p>De forma a facilitar     a interpreta&#231;&#227;o optou-se por analisar os resultados obtidos separadamente para     cada um dos objectivos desta RBE: 1) Desenvolvimento estaturo-ponderal; 2)     Desenvolvimento cognitivo e aproveitamento escolar e 3) Morbimortalidade. Os     artigos encontram-se resumidos em rela&#231;&#227;o &#224;s suas principais caracter&#237;sticas nos <a href="/img/revistas/rpmgf/v28n3/28n3a06q2.jpg" target="_blank">Quadros II</a> e <a href="#q4">IV</a>.</p>      
<p>&nbsp;</p>    ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="center"></a><a href="/img/revistas/rpmgf/v28n3/28n3a06q2.jpg" target="_blank"><img src="/img/revistas/rpmgf/v28n3/28n3a06q2.jpg" width="300" height="167" /><br />(clique para ampliar ! click to enlarge)</a></p>      
<p>&nbsp;</p>  </p>    <p align="center"><a name="q3"></a><img src="/img/revistas/rpmgf/v28n3/28n3a06q3.jpg"/></p>    
<p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>    <p align="center"><a name="q4"></a><img src="/img/revistas/rpmgf/v28n3/28n3a06q4.jpg"/></p>    
<p>&nbsp;</p>      <p><b>1) DESENVOLVIMENTO ESTATURO-PONDERAL</b></p>       <p>A     meta-an&#225;lise de <i>Hall et al</i> (2008),     concluiu que a desparasita&#231;&#227;o intestinal sistem&#225;tica em &#225;reas com uma     preval&#234;ncia de infec&#231;&#227;o intestinal por nem&#225;todos superior a 50% originava uma     melhoria significativa no ganho de peso e no crescimento. Observou-se um     aumento de 0,210 kg no peso [Intervalo de Confian&#231;a (IC) 95%: 0,17-0,26, <i>p</i>&lt;0,001], um aumento de 0,11 cm na     altura (IC 95%: 0,03-0,19, <i>p</i>=0,01) e     um aumento de 0,3 cm na circunfer&#234;ncia m&#233;dia do bra&#231;o (IC 95%: 0,23-0,37, <i>p</i>&lt;0,001).<sup>16</sup> Os estudos     inclu&#237;dos nesta meta-an&#225;lise apresentam heterogeneidade cl&#237;nica e estat&#237;stica,     pelo que lhe foi atribu&#237;do um n&#237;vel de evid&#234;ncia (NE) 2. A revis&#227;o sistem&#225;tica,     realizada por um grupo de trabalho da <i>Cochrane</i> (2007), constatou a exist&#234;ncia de uma melhoria significativa no ganho de peso     (0,34 kg, IC 95%: 0,05-0,64, <i>p</i>=0,024)     ap&#243;s uma dose de f&#225;rmacos anti-helm&#237;nticos. No entanto, n&#227;o houve benef&#237;cio     estatisticamente significativo na altura (<i>p</i>=0,72)     e na circunfer&#234;ncia m&#233;dia do bra&#231;o (<i>p</i>=0,079)     ap&#243;s uma dose de f&#225;rmaco. O mesmo se verificou em rela&#231;&#227;o ao peso (<i>p</i>=0,51) e altura (<i>p</i>=0,45) com a administra&#231;&#227;o de m&#250;ltiplas doses (<a href="/img/revistas/rpmgf/v28n3/28n3a06q2.jpg" target="_blank">Quadro II</a>).<sup>17</sup> Os estudos inclu&#237;dos nesta revis&#227;o sistem&#225;tica tamb&#233;m apresentam     heterogeneidade cl&#237;nica e estat&#237;stica, pelo que lhe foi atribu&#237;do um NE 2.</p>       
<p>O ensaio     cl&#237;nico de <i>Awasthi et al</i> (2008),     mostrou um aumento de peso m&#233;dio de 0,36 kg (<i>p</i>=0,0007) em crian&#231;as indianas tratadas com albendazol, com ganho     mais evidente nas crian&#231;as desnutridas. Aos dois anos de tratamento     verificou-se um aumento no peso de aproximadamente 35%. N&#227;o houve benef&#237;cio     estatisticamente significativo na estatura do mesmo grupo (<i>p</i>=0,11) (<a href="/img/revistas/rpmgf/v28n3/28n3a06q2.jpg" target="_blank">Quadro II</a>).<sup>18</sup> Este &#233; um estudo de qualidade     limitada por ter sido efectuado sem dupla oculta&#231;&#227;o (<a href="#q3">Quadro III</a>), pelo que lhe foi atribu&#237;do um NE 2.</p>        
]]></body>
<body><![CDATA[<p>Num ensaio     cl&#237;nico controlado e aleatorizado, realizado por <i>Kirwan et al</i> (2010), em &#225;reas da Nig&#233;ria end&#233;micas para mal&#225;ria e     com preval&#234;ncia de infec&#231;&#227;o por helmintas transmitidos pelo solo superior a     50%, n&#227;o se encontrou benef&#237;cio no crescimento (peso e altura) com a     administra&#231;&#227;o sistem&#225;tica de albendazol (<a href="/img/revistas/rpmgf/v28n3/28n3a06q2.jpg" target="_blank">Quadro II</a>).<sup>19</sup> Apesar de ser um estudo de boa qualidade (<a href="#q3">Quadro III</a>), o per&#237;odo de <i>follow-up</i> foi inadequado pelo que foi classificado com um NE 2.</p>       
<p>O ensaio     cl&#237;nico controlado e aleatorizado realizado no Uganda, por <i>Elliot et al</i> (2007), n&#227;o encontrou evid&#234;ncia de benef&#237;cio no peso     (<a href="/img/revistas/rpmgf/v28n3/28n3a06q2.jpg" target="_blank">Quadro II</a>).<sup>20</sup> Este ensaio cl&#237;nico &#233; de boa qualidade (<a href="#q3">Quadro III</a>) pelo que foi classificado com um NE 1.</p>       
<p>Em 2006, a     OMS publicou um manual intitulado <i>&#171;Preventive     chemotherapy in human helminthiasis&#187;</i> (<a href="#q4">Quadro IV</a>), no qual defende a     diminui&#231;&#227;o da incid&#234;ncia de atraso do crescimento com a desparasita&#231;&#227;o     intestinal para helmintas transmitidos pelo solo.<sup>7</sup> Este manual &#233;     baseado na opini&#227;o de peritos pelo que tem um NE 3.</p>         <p><b>2) DESENVOLVIMENTO COGNITIVO E APROVEITAMENTO     ESCOLAR</b></p>       <p>Na revis&#227;o     sistem&#225;tica da <i>Cochrane</i> (2007) n&#227;o     foi demonstrado benef&#237;cio no aproveitamento escolar nem nos testes cognitivos     (NE 2).<sup>17</sup> O ensaio cl&#237;nico controlado e aleatorizado de <i>Elliot et al</i> (2007) tamb&#233;m n&#227;o mostrou     benef&#237;cio da desparasita&#231;&#227;o intestinal sistem&#225;tica no desenvolvimento psico-motor     ou da linguagem (NE 1).<sup>20</sup> Na sua publica&#231;&#227;o <i>&#171;Preventive chemotherapy in human helminthiasis&#187;</i> (2006), a OMS     defende que a desparasita&#231;&#227;o intestinal dirigida a helmintas transmitidos pelo     solo melhora a capacidade cognitiva e diminui o absentismo escolar e laboral     (NE 3).<sup>7</sup></p>       <p><b>3) MORBIMORTALIDADE</b></p>       <p>A OMS     defende que a desparasita&#231;&#227;o intestinal dirigida a helmintas transmitidos pelo     solo diminui a morbilidade, a fadiga cr&#243;nica e o absentismo escolar e laboral     (NE 3).<sup>7</sup> Em rela&#231;&#227;o ao benef&#237;cio da desparasita&#231;&#227;o intestinal     sistem&#225;tica na diminui&#231;&#227;o de doen&#231;as sist&#233;micas, o ensaio realizado na Nig&#233;ria,     por Kirwan <i>et al,</i> verificou que o     albendazol est&#225; associado a um menor aumento da preval&#234;ncia da infec&#231;&#227;o por <i>Plasmodium</i> que o grupo de placebo (<i>p</i>=0,002) mas n&#227;o houve evid&#234;ncia de     benef&#237;cio no n&#250;mero de epis&#243;dios de mal&#225;ria (<i>p</i>=1) (<a href="/img/revistas/rpmgf/v28n3/28n3a06q2.jpg" target="_blank">Quadro II</a>) (NE 2).<sup>19</sup> O ensaio cl&#237;nico controlado e     aleatorizado de <i>Elliot et al</i> (2007)     verificou, no ramo do estudo sujeito a interven&#231;&#227;o, uma maior incid&#234;ncia de     eczema, sem evid&#234;ncia de diminui&#231;&#227;o da incid&#234;ncia de pneumonia, mal&#225;ria ou     tuberculose (NE 1).<sup>20</sup></p>       
<p>A     meta-an&#225;lise de <i>Hall et al</i> (2008) n&#227;o     mostrou melhoria significativa dos n&#237;veis de hemoglobina (Hb) (<i>p</i>=0,37) (NE 2)<sup>16</sup> e a revis&#227;o     sistem&#225;tica, realizada por Smith et al, objectivou um aumento de concentra&#231;&#227;o     m&#233;dia de Hb no ramo do estudo sujeito a tratamento.<sup>21</sup> Este aumento     foi de 1,89g/L (IC 95%: 0,33-3,63) no grupo de tratamento com albendazol e de     2,37g/L (IC 95%: 1,33-3,50) no grupo de tratamento com albendazol e praziquantel.<sup>21</sup> No entanto, os benzimidaz&#243;is isolados revelaram impacto diminuto na anemia     moderada (Risco Relativo (RR 0,87), sendo maior na associa&#231;&#227;o com praziquantel     (RR 0,61).<sup>21</sup> Esta revis&#227;o tem um NE 3 por estar orientada para a     doen&#231;a. A revis&#227;o sistem&#225;tica de <i>Gulani     et al</i> (2007) evidenciou um aumento de 1,71 g/L (IC 95%: 0,70-2,73) na     concentra&#231;&#227;o de Hb, estimando uma redu&#231;&#227;o na preval&#234;ncia da anemia em idade     pedi&#225;trica de popula&#231;&#245;es com elevada preval&#234;ncia de infec&#231;&#227;o intestinal por     helmintas de 4,4% a 21% (<a href="/img/revistas/rpmgf/v28n3/28n3a06q2.jpg" target="_blank">Quadro II</a>).<sup>22</sup> Este estudo tem um NE 3 por     estar orientado para a doen&#231;a. O ensaio cl&#237;nico controlado e aleatorizado     realizado na Nig&#233;ria e publicado em 2010 verificou um aumento dos n&#237;veis de Hb     sem significado estat&#237;stico (p=0,445) (NE 2).<sup>19</sup></p>       
<p>Relativamente     &#224; diarreia, os resultados encontrados s&#227;o inconsistentes. O ensaio cl&#237;nico     controlado e aleatorizado realizado no Uganda, por <i>Elliot et al</i> (2007), concluiu n&#227;o existir evid&#234;ncia de diminui&#231;&#227;o     da incid&#234;ncia de diarreia (NE 1), enquanto o ensaio cl&#237;nico controlado e     aleatorizado realizado em favelas indianas e publicado em 2004 verificou uma     redu&#231;&#227;o dos epis&#243;dios de diarreia em 28% com o albendazol.<sup>20,23</sup> Este     &#250;ltimo tem um NE 2 porque apesar de ser um estudo de boa qualidade o per&#237;odo de <i>follow-up</i> foi inadequado (<a href="#q3">Quadro III</a>).</p>       <p>&#201; dif&#237;cil de     quantificar a mortalidade atribu&#237;da &#224; infec&#231;&#227;o intestinal por nem&#225;todos devido     &#224; cl&#237;nica inespec&#237;fica destas infec&#231;&#245;es e &#224; escassez de dados epidemiol&#243;gicos     por car&#234;ncia de redes de notifica&#231;&#227;o nos pa&#237;ses em desenvolvimento.<sup>24</sup> Assim, n&#227;o foram encontrados artigos que estimassem os efeitos da     desparasita&#231;&#227;o na mortalidade. No entanto, a OMS defende que a desparasita&#231;&#227;o     intestinal sistem&#225;tica em pa&#237;ses com elevada preval&#234;ncia diminui a mortalidade     (NE 3).<sup>7</sup></p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>CONCLUS&#213;ES</b></p>       <p>A maioria dos     artigos inclu&#237;dos nesta revis&#227;o teve como base popula&#231;&#245;es pedi&#225;tricas de pa&#237;ses     em desenvolvimento com preval&#234;ncia de parasitose intestinal superior a 50%.     Clinicamente s&#227;o heterog&#233;neos por uso de anti-helm&#237;nticos e esquemas     posol&#243;gicos diferentes. Alguns estudos administraram, concomitantemente, outros     compostos (por exemplo, vitamina D, vacinas ou ferro) que podem confundir os     resultados. Exceptuando-se o benef&#237;cio no peso, os restantes resultados neles     obtidos s&#227;o inconsistentes.</p>       <p>H&#225; evid&#234;ncia     de benef&#237;cio da desparasita&#231;&#227;o intestinal sistem&#225;tica em crian&#231;as residentes em     pa&#237;ses com preval&#234;ncia de parasitose intestinal por helmintas transmitidos pelo     solo superior a 50% (SOR B). N&#227;o foram encontrados estudos que avaliassem o     benef&#237;cio da desparasita&#231;&#227;o sistem&#225;tica em crian&#231;as saud&#225;veis, assintom&#225;ticas e     residentes em pa&#237;ses de baixa preval&#234;ncia, como parece ser o caso de Portugal.     Nestes, o tratamento deve ser selectivo e baseado no diagn&#243;stico de infec&#231;&#227;o     (SOR C) (<a href="#q4">Quadro IV</a>).<sup>7, 24-26</sup></p>     <p>&nbsp;</p>       <p><b>REFER&#202;NCIAS BIBLIOGR&#193;FICAS</b></p>       <!-- ref --><p>1. Harhay     MO, Horton J, Olliaro PL. Epidemiology and control of human gastrointestinal     parasites in children. Expert Rev Anti Infect Ther 2010 Feb; 8 (2): 219-34.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000078&pid=S2182-5173201200030000600001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>2. Bethony     J, Brooker S, Albonico M, Geiger SM, Loukas A, Diemert D, et al. Soil-transmitted     helminth infections: ascariasis, trichuriasis, and hookworm. Lancet 2006 May 6;     367 (9521): 1521-32.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000080&pid=S2182-5173201200030000600002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>3. Fernandes     S, Beorlegui M, Brito MJ, Rocha G; Sociedade de Infeciologia Pedi&#225;trica. Linhas     de Orienta&#231;&#227;o Sobre Parasitoses Intestinais. Sociedade Portuguesa de Pediatria.     2011. Dispon&#237;vel em: <a href="http://www.spp.pt/UserFiles/file/Seccao_Infecciologia/PARASITOSES_INTESTINAIS_Protocolo.pdf" target="_blank">http://www.spp.pt/UserFiles/file/Seccao_Infecciologia/PARASITOSES_INTESTINAIS_Protocolo.pdf</a> [acedido em 16/06/2011].    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000082&pid=S2182-5173201200030000600003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>4. Keiser J,     Utzinger J. Efficacy of current drugs against soil-transmitted helminth infections:     systematic review and meta-analysis. JAMA 2008 Apr 23; 299 (16): 1937-48.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000084&pid=S2182-5173201200030000600004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>5. Kucik CJ,     Martin GL, Sortor BV. Common Intestinal Parasites. Am Fam Physician 2004 Mar;     69 (5): 1161-8.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000086&pid=S2182-5173201200030000600005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>6. World     Health Organization. Intestinal Worms: soil transmitted helminths. Dispon&#237;vel     em: <a href="http://www.who.int/intestinal_worms/en/" target="_blank">http://www.who.int/intestinal_worms/en/</a> [acedido em 16/06/2011].    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000088&pid=S2182-5173201200030000600006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>7. World     Health Organization. Preventive chemotherapy in human helminthiasis:     Coordinated use of anthelminthic drugs in control interventions: a manual for     health professionals and programme managers. France: WHO; 2006. Dispon&#237;vel em: <a href="http://whqlibdoc.who.int/publications/2006/9241547103_eng.pdf" target="_blank">http://whqlibdoc.who.int/publications/2006/9241547103_eng.pdf</a> [acedido em     02/04/2011].    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000090&pid=S2182-5173201200030000600007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>8. Gata L,     Gomes L, Pereira MH, Tom&#233; R, Salgado M. Parasitoses intestinais em crian&#231;as e     adultos: Estudos realizados em laborat&#243;rios do ambulat&#243;rio e hospitalar. Rev     Sa&#250;de Infant 2008 Dez; 30 (3): 106-9.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000092&pid=S2182-5173201200030000600008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>9. Sarmento     A, Costa JM, Valente CAP, Teixeira ME. Infec&#231;&#227;o por parasitas intestinais numa     popula&#231;&#227;o pedi&#225;trica. Acta Pediatr Port 2004; 35 (4): 307-11.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000094&pid=S2182-5173201200030000600009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>10. Peraboa     HG. Helmintas intestinais em alunos de escolas prim&#225;rias nos concelhos de     Lisboa e Set&#250;bal [disserta&#231;&#227;o de mestrado]. Lisboa: Universidade Nova de     Lisboa; 2002.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000096&pid=S2182-5173201200030000600010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>11. Cruz A,     Cabral M, Sousa MI, Azeredo Z. Parasitoses intestinais &#8211; estudo transversal     em crian&#231;as de escolas do 1&#186; ciclo da cidade do Porto. Arq Med 2002; 16: 211-8.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000098&pid=S2182-5173201200030000600011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>12. Infarmed.     Prontu&#225;rio Terap&#234;utico. Lisboa: Infarmed; 2010. Medicamentos Anti &#8211;     infecciosos; p 21-72.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000100&pid=S2182-5173201200030000600012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>13. Varandas     L. Parasitoses: abordagem global. In: Amaral J. Tratado de Cl&#237;nica Pedi&#225;trica.     Amadora: Abbott Laborat&#243;rios; 2008. p.1506-17.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000102&pid=S2182-5173201200030000600013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>14. Jadad     AR, Moore RA, Carroll D, Jenkinson C, Reynolds DJ, Gavaghan DJ, et al.     Assessing the quality of reports of randomized clinical trials: is blinding     necessary? Control Clin Trials 1996 Feb; 17 (1): 1-12.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000104&pid=S2182-5173201200030000600014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>15. Ebell     MH, Siwek J, Weiss BD, Woolf SH, Susman J, Ewingman B, et al. Strength of     Recommendation Taxonomy (SORT): a patient-centered approach to grading evidence     in the medical literature. Am Fam Physician 2004 Feb 1; 69 (3): 548-56.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000106&pid=S2182-5173201200030000600015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>16. Hall A.     Hewitt G. Tuffrey V, de Silva N. A review and meta-analysis of the impact of     intestinal worms on child growth and nutrition. Matern Child Nutr 2008 Apr; 4     Suppl 1: S118-236.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000108&pid=S2182-5173201200030000600016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>17. Taylor-Robinson     DC, Jones AP, Garner P. Deworming drugs for treating soil-transmitted     intestinal worms in children: effects on growth and school performance.     Cochrane Database of Syst Rev 2007 Oct 17; (4): CD000371.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000110&pid=S2182-5173201200030000600017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>18. Awasthi     S, Peto R, Pande VK, Fletcher RH, Read S, Bundy DA. Effects of deworming on     malnourished preschool children in India: an open-labelled, cluster-randomized     trial. PLoS Negl Trop Dis 2008 Apr 16; 2 (4): e223.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000112&pid=S2182-5173201200030000600018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>19. Kirwan     P, Jackson AL, Asaolu SO, Molly SF, Abiona TC, Bruce MC, et al. Impact of     repeated four-monthly anthelmintic treatment on Plasmodium infection in     preschool children: a double-blind placebo-controlled randomized trial. BMC     Infect Dis 2010 Sep 21; 10: 277.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000114&pid=S2182-5173201200030000600019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>20. Elliott     AM, Kizza M, Quigley MA, Ndibazza J, Nampijja M, Muhangi L, et al. The impact     of helminths on the response to immunization and on the incidence of infection     and disease in childhood in Uganda: design of a randomized, double-blind,     placebo-controlled, factorial trial of deworming interventions delivered in     pregnancy and early childhood. Clin Trials 2007; 4 (1): 42-57.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000116&pid=S2182-5173201200030000600020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>21. Smith     JL, Brooker S. Impact of hookworm infection and deworming on anemia in     non-pregnant populations: a systematic review. Trop Med Int Health 2010 Jul; 15     (7): 776-95.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000118&pid=S2182-5173201200030000600021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>22. Gulani     A, Nagpal J, Osmond C, Sachdev HP. Effect of administration of intestinal     anthelmintic drugs on haemoglobin: systematic review of randomised controlled     trials. BMJ 2007 May 26; 334 (7603): 1095.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000120&pid=S2182-5173201200030000600022&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>23. Sur D,     Saha DR, Manna B, Rajendran K, Bhattacharya SK. Periodic deworming with     albendazole and its impact on growth status and diarrhoeal incidence among     children in an urban slum of India. Trans R Soc Trop Med Hyg 2005 Apr; 99 (4):     261-7.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000122&pid=S2182-5173201200030000600023&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>24. Brooker     S. Estimating the global distribution and disease burden of intestinal nematode     infections: adding up the numbers &#8211; A review. Int J Parasitol 2010 Aug     15; 40 (10): 1137-44.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000124&pid=S2182-5173201200030000600024&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>25. National     Prescribing Center. Management of threadworms in primary care. MeReC Bull 2008;     18 (4): 11-3.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000126&pid=S2182-5173201200030000600025&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>26. National     Health Service. Threadworm. Clinical Knowledge Summaries [internet]. 2007.     Dispon&#237;vel em: <a href="http://www.cks.nhs.uk/threadworm#" target="_blank">http://www.cks.nhs.uk/threadworm#</a> [acedido em 02/04/20111].    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000128&pid=S2182-5173201200030000600026&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>27. National     Health Service. Roundworm. Clinical Knowledge Summaries [internet]. 2007.     Dispon&#237;vel em: <a href="http://www.cks.nhs.uk/roundworm#" target="_blank">http://www.cks.nhs.uk/roundworm#</a> [acedido em 02/04/2011].    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000130&pid=S2182-5173201200030000600027&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
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