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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Polimialgia reumática: as dores que se multiplicam]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Polymyalgia rheumatica (PMR) is a rheumatic disease that usually affects the elderly. It is an indication for long-term steroid therapy. The etiology is unknown. The diagnosis is clinical and one of exclusion. It should be considered in patients over age 50 with bilateral pain and stiffness in the pelvic or shoulder girdles. In most cases, PMR can be treated by the general practitioner. We present a case of a 69 year-old woman in which there were diagnostic and management problems.]]></p></abstract>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[Polimialgia Reumática]]></kwd>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><b>ARTIGOS BREVES</b></p>       <p><font size="4"><b>Polimialgia reum&#225;tica: as dores que se     multiplicam</b></font></p>       <p><font size="3"><b>Polymyalgia rheumatica: the multiplier effect of pain</b></font></p>       <p><b>Camila Mota Neves,* Herm&#237;nia Teixeira,*     M&#243;nica Granja**</b></p>       <p>**Internas     de Medicina Geral e Familiar. UCSP Senhora da Hora &#8211; ACES Matosinhos. ULS     Matosinhos.</p>       <p>**M&#233;dica de     Fam&#237;lia. UCSP Senhora da Hora &#8211; ACES Matosinhos. ULS Matosinhos.</p>         <p><a href="#c0">Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia</a> | <a href="#c0">Direcci&oacute;n para correspondencia</a> | <a href="#c0">Correspondence</a><a name="topc0"></a></p> <hr/>    <p>&nbsp;</p>      <p><b>RESUMO</b></p>       <p>A     polimialgia reum&#225;tica (PMR) &#233; uma doen&#231;a reumatol&#243;gica que afeta geralmente os     idosos e &#233; uma causa comum de uso de corticoterapia a longo prazo. A etiologia     &#233; desconhecida e o diagn&#243;stico, essencialmente cl&#237;nico e de exclus&#227;o, deve ser     considerado em pessoas com mais de 50 anos que apresentem dor bilateral e     rigidez na cintura p&#233;lvica e/ou escapular. Na maioria dos casos, a PMR pode ser     tratada pelo m&#233;dico de fam&#237;lia. Apresentamos um caso cl&#237;nico de uma mulher de     69 anos no qual se verificaram problemas no diagn&#243;stico e orienta&#231;&#227;o     terap&#234;utica.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Palavras-chave:</b> Polimialgia Reum&#225;tica;     Cuidados de Sa&#250;de Prim&#225;rios.</p> <hr/>       <p><b>ABSTRACT</b>  </p>       <p>Polymyalgia     rheumatica (PMR) is a rheumatic disease that usually affects the elderly. It is     an indication for long-term steroid therapy. The etiology is unknown. The     diagnosis is clinical and one of exclusion. It should be considered in patients     over age 50 with bilateral pain and stiffness in the pelvic or shoulder     girdles. In most cases, PMR can be treated by the general practitioner. We     present a case of a 69 year-old woman in which there were diagnostic and     management problems.</p>       <p><b>Key-words:</b> Polymyalgia Rheumatica;     Primary Care.</p> <hr/>       <p><b>DESCRI&#199;&#195;O DO CASO</b></p>       <p>Relata-se o     caso de uma paciente de 69 anos, ra&#231;a caucasiana, casada, com hipertens&#227;o     arterial controlada com captopril e epis&#243;dios de lombalgia mec&#226;nica recorrente     (interpretados como s&#237;ndrome vertebral sem irradia&#231;&#227;o de etiologia degenerativa     e que melhoraram com a pr&#225;tica regular de nata&#231;&#227;o).</p>       <p>Em janeiro     de 2011, ap&#243;s contacto telef&#243;nico, recorre a consulta n&#227;o programada com a sua     m&#233;dica de fam&#237;lia no Centro de Sa&#250;de (CS) por apresentar, havia um m&#234;s, dor na     anca esquerda de ritmo mec&#226;nico e de intensidade progressiva que levou &#224;     suspens&#227;o da pr&#225;tica de nata&#231;&#227;o. A paciente relacionava, clara e     espontaneamente, o in&#237;cio da dor com uma situa&#231;&#227;o de sobrecarga (transporte de     um grande volume de compras). Ao exame objetivo apresentava dor &#224; mobiliza&#231;&#227;o     passiva e ativa da anca esquerda e <i>Las&#233;gue</i> negativo bilateralmente. N&#227;o foram realizadas manobras mais espec&#237;ficas da     articula&#231;&#227;o coxofemural nem das sacroil&#237;acas. Prescreveu-se ibuprofeno oral     (400 mg, at&#233; 3 vezes por dia), omeprazol (20 mg por dia enquanto fosse     necess&#225;rio tomar o anti-inflamat&#243;rio) e requisitou-se radiografia da anca e das     articula&#231;&#245;es sacroil&#237;acas.</p>       <p>No in&#237;cio de     fevereiro contactou, por duas vezes, a sua m&#233;dica de fam&#237;lia referindo ligeira     melhoria. Tinha consultado um cirurgi&#227;o vascular (que realizou <i>eco-doppler</i> dos membros inferiores e     excluiu patologia do seu foro) e recorrido a um servi&#231;o de urg&#234;ncia hospitalar     onde foi medicada com diazepam (um comprimido di&#225;rio de dosagem n&#227;o     especificada) e acemetacina (60 mg duas vezes por dia). Face &#224; persist&#234;ncia do     quadro e &#224; normalidade do radiograma &#224; bacia, foi requisitada tomografia     computorizada lombar, para excluir agudiza&#231;&#227;o da sua patologia pr&#233;via a este     n&#237;vel que se pudesse apresentar de forma menos t&#237;pica (por exemplo, discopatia     lombar alta).</p>       <p>Dias depois     recorre de novo &#224; consulta n&#227;o programada, sendo observada em consulta de     recurso. Apresentava dor na regi&#227;o interna da coxa esquerda e na coxa direita,     agravando-se claramente durante a noite. Referia in&#237;cio de omalgia direita, de     ritmo inflamat&#243;rio, com limita&#231;&#227;o funcional. Ao exame f&#237;sico n&#227;o apresentava     limita&#231;&#245;es na mobiliza&#231;&#227;o ativa ou passiva da anca e referia dor ligeira,     bilateral, na flex&#227;o total; no ombro direito apresentava teste de <i>Jobe</i> positivo e incapacidade de rota&#231;&#227;o     interna e externa. Foi requisitada radiografia ao ombro, tendo-se associado     flurbiprofeno, por aplica&#231;&#227;o local de penso transd&#233;rmico (duas vezes por dia),     &#224; medica&#231;&#227;o pr&#233;via.</p>       <p>No final de     fevereiro recorre novamente &#224; consulta, desta vez programada. Por persist&#234;ncia     do quadro, havia consultado na v&#233;spera, a n&#237;vel privado, um ortopedista que     solicitou tomografia computorizada das articula&#231;&#245;es coxofemurais. Fazia-se     acompanhar do tomograma computorizado lombar que mostrava ligeiras altera&#231;&#245;es     degenerativas discovertebrais, sem compress&#227;o radicular. Ainda n&#227;o possu&#237;a os     resultados do radiograma do ombro. Associou-se paracetamol e code&#237;na (500 mg +     30 mg at&#233; seis comprimidos por dia) e agendou-se reavalia&#231;&#227;o para a semana     seguinte, para observa&#231;&#227;o dos resultados dos restantes exames.</p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<p>No in&#237;cio de     mar&#231;o, vem a consulta programada de reavalia&#231;&#227;o, referindo agravamento das     queixas &#225;lgicas, principalmente &#224; noite, e aparecimento de rigidez matinal com     limita&#231;&#227;o funcional progressiva, sem sintomas sist&#233;micos. Por intoler&#226;ncia &#224;     associa&#231;&#227;o paracetamol e code&#237;na mantinha-se com a acemetacina prescrita. O     radiograma do ombro e o tomograma das articula&#231;&#245;es coxofemurais eram     compat&#237;veis com osteoartrose incipiente. Face &#224; emerg&#234;ncia de um padr&#227;o     inflamat&#243;rio das queixas, foi requisitado estudo anal&#237;tico. Prop&#244;s-se tamb&#233;m     avalia&#231;&#227;o por Medicina F&#237;sica e de Reabilita&#231;&#227;o para pondera&#231;&#227;o de tratamento     sintom&#225;tico.</p>       <p>Em meados de     mar&#231;o comparece de novo a consulta de recurso para mostrar resultados das     an&#225;lises. Refere que consultou fisiatra (n&#227;o foi obtida informa&#231;&#227;o cl&#237;nica por     parte do colega, visto que, face &#224; evolu&#231;&#227;o do caso, a paciente interrompeu o     tratamento sem que tal informa&#231;&#227;o fosse disponibilizada) e, de novo, um     ortopedista a n&#237;vel privado, que medicou com metilprednisolona, 80 mg     intramuscular, e metamizol, mas a paciente optou por n&#227;o fazer a medica&#231;&#227;o (por     se aperceber que se tratava de um corticoide, temendo, genericamente e por     senso comum, esse tipo de f&#225;rmacos, e por ter sido medicada sem lhe ter sido     fornecido um diagn&#243;stico). As an&#225;lises mostravam algumas altera&#231;&#245;es pelo que a     paciente &#233; aconselhada a consultar a sua m&#233;dica de fam&#237;lia.</p>       <p>Alguns dias     depois comparece a consulta n&#227;o programada com os resultados das an&#225;lises,     constatando-se anemia (10,9 g/dL) normoc&#237;tica normocr&#243;mica, velocidade de     sedimenta&#231;&#227;o (VS) aumentada (104 mm/h), anticorpos antinucleares negativos e RA     teste e <i>Waaler-Rose</i> negativos,     suscitando-se ent&#227;o a hip&#243;tese de diagn&#243;stico de polimialgia reum&#225;tica (PMR).     Tratando-se de uma patologia com a qual a m&#233;dica de fam&#237;lia n&#227;o tinha qualquer     experi&#234;ncia e dado o curso j&#225; arrastado da situa&#231;&#227;o, foi sentida a necessidade     de discutir o caso com outro colega. N&#227;o dispondo de consulta de Reumatologia     no hospital de refer&#234;ncia, optou-se por contactar telefonicamente o servi&#231;o de     Medicina Interna. A colega internista contactada concordou com a hip&#243;tese     colocada e prop&#244;s o in&#237;cio de corticoterapia com prednisolona 60 mg/dia.     Sugeriu tamb&#233;m a realiza&#231;&#227;o de exames complementares (endoscopia digestiva alta     e colonoscopia), para exclus&#227;o de outros diagn&#243;sticos diferenciais (patologia     neopl&#225;sica), e ainda a referencia&#231;&#227;o para a consulta hospitalar. Estas     sugest&#245;es terap&#234;uticas e de referencia&#231;&#227;o foram aceites pela m&#233;dica de fam&#237;lia,     n&#227;o tendo sido confirmada a sua adequa&#231;&#227;o e tendo sido a referencia&#231;&#227;o     particularmente bem acolhida por parte da paciente que se mostrava insegura     pelo desenrolar do quadro.</p>       <p>Cerca de 15     dias depois foi reavaliada no CS, referindo melhoria da sintomatologia e     recupera&#231;&#227;o funcional total. Uma semana ap&#243;s esta reavalia&#231;&#227;o e dado ainda n&#227;o     lhe ter sido feita a marca&#231;&#227;o da consulta hospitalar de Medicina Interna, a     paciente optou por consultar um Reumatologista a n&#237;vel privado, para segunda     opini&#227;o, o qual lhe reduziu a dose di&#225;ria de prednisolona para 20 mg/dia.     Devido &#224; boa recupera&#231;&#227;o funcional, retomou a pr&#225;tica de nata&#231;&#227;o.</p>       <p>Passado um     m&#234;s da introdu&#231;&#227;o da corticoterapia, em nova consulta de reavalia&#231;&#227;o no CS,     mantinha-se assintom&#225;tica. Dos exames efetuados, o estudo anal&#237;tico apresentava     hemoglobina de 13,5 g/dL, VS de 1 mm/h, serologias v&#237;ricas negativas     (citomegalov&#237;rus, v&#237;rus da imunodefici&#234;ncia humana e hepatites B e C),     endoscopia digestiva alta com gastrite cr&#243;nica do antro e colonoscopia com     doen&#231;a diverticular do c&#243;lon.</p>       <p>Na consulta     hospitalar foi feita a redu&#231;&#227;o progressiva e lenta da corticoterapia, para a     dose m&#237;nima eficaz, estando atualmente est&#225;vel com a dose de 5 mg/dia, que se     prev&#234; manter&#225; at&#233; cumprir um per&#237;odo de dois anos.</p>       <p><b>DISCUSS&#195;O</b></p>       <p>Desde o     in&#237;cio do quadro, antes e ap&#243;s o diagn&#243;stico e mesmo depois da institui&#231;&#227;o     terap&#234;utica, a doente recorreu a m&#250;ltiplas consultas num per&#237;odo inferior a     quatro meses: no CS teve com a sua m&#233;dica de fam&#237;lia dois contactos n&#227;o     presenciais, quatro consultas programadas e duas n&#227;o programadas, assim como     duas consultas de recurso com outros m&#233;dicos; recorreu uma vez ao servi&#231;o de     urg&#234;ncia hospitalar e cinco vezes a m&#233;dicos de v&#225;rias especialidades no setor     privado &#8211; Cirurgia Vascular, Ortopedia, Fisiatria e Reumatologia). Neste     contexto foram-lhe requisitados, como descrito, v&#225;rios exames auxiliares de     diagn&#243;stico e realizados m&#250;ltiplos tratamentos.</p>       <p>A PMR &#233; uma     s&#237;ndrome com uma incid&#234;ncia nos pa&#237;ses mediterr&#226;nicos de 12,7/100.000 pessoas     com 50 ou mais anos.<sup>1</sup> A etiologia da doen&#231;a mant&#233;m-se desconhecida,     apesar de fatores ambientais e gen&#233;ticos poderem estar na origem do seu     aparecimento.<sup>2</sup> Est&#227;o descritos casos familiares ocasionais,     existindo maior preval&#234;ncia nos pa&#237;ses escandinavos e em locais dos Estados     Unidos habitados por escandinavos e menor preval&#234;ncia nos pa&#237;ses asi&#225;ticos e na     Ar&#225;bia.<sup>2</sup> Existe ainda um padr&#227;o c&#237;clico e sazonal de varia&#231;&#245;es na incid&#234;ncia,     o que pode sugerir uma etiologia infecciosa ambiental.<sup>2</sup> &#201; mais     frequente nas mulheres (2:1) e est&#225;, em 16 a 21% dos casos, associada &#224;     arterite de c&#233;lulas gigantes, apesar da causa desta associa&#231;&#227;o ser     desconhecida.<sup>2,3</sup> A paciente em quest&#227;o &#233;, pois, uma paciente que se     encaixa nos crit&#233;rios epidemiol&#243;gicos com PMR.</p>       <p>A PMR afeta     tipicamente as cinturas p&#233;lvica e escapular, causando dor e rigidez matinal que     duram, pelo menos, 30 minutos.<sup>4</sup> Os sintomas s&#227;o habitualmente     sim&#233;tricos e o in&#237;cio &#233; geralmente abrupto, com o desenvolvimento da     sintomatologia geralmente em menos de duas semanas. A dor tamb&#233;m pode envolver     o pesco&#231;o, bra&#231;os, costas e coxas. Podem existir manifesta&#231;&#245;es     musculoesquel&#233;ticas distais, tais como a s&#237;ndrome do t&#250;nel c&#225;rpico e artrite     perif&#233;rica assim&#233;trica.<sup>5</sup> O exame f&#237;sico pode ter achados m&#237;nimos e     inespec&#237;ficos, tais como restri&#231;&#227;o ativa e passiva dos movimentos das     articula&#231;&#245;es afetadas, sem sinais inflamat&#243;rios e com for&#231;a muscular mantida.     Podem existir sinais e sintomas sist&#233;micos em at&#233; 40% dos doentes, como febre,     fadiga, depress&#227;o, anorexia e perda de peso.<sup>2</sup> No caso apresentado, o     in&#237;cio abrupto e a simetria das queixas n&#227;o se verificaram, o que pode ter     causado algum atraso diagn&#243;stico e contribu&#237;do para que, dada a intensidade das     queixas e incapacidade sentida, a paciente tivesse mostrado um padr&#227;o de grande     consumo de consultas, quer no CS, quer na medicina privada, muito diferente do     previamente adotado.</p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<p>O     diagn&#243;stico da PMR &#233; essencialmente cl&#237;nico e pouco apoiado por exames     complementares de diagn&#243;stico. A Sociedade Brit&#226;nica de Reumatologia e a     Associa&#231;&#227;o Brit&#226;nica de Profissionais de Sa&#250;de da Reumatologia publicaram <i>guidelines</i> para o diagn&#243;stico e     tratamento da PMR, com n&#237;vel de evid&#234;ncia cient&#237;fica B e C (<a href="#q1">quadro I</a>).<sup>5</sup> O diagn&#243;stico de PMR dever&#225; ser de exclus&#227;o. O diagn&#243;stico diferencial num     idoso com dores musculares, rigidez e VS elevada &#233; amplo e devem ser exclu&#237;das     diversas patologias (<a href="#q2">quadro II</a>).<sup>5</sup> Perante um caso de PMR, se     surgirem cefaleias de novo, claudica&#231;&#227;o da mand&#237;bula ou sintomas visuais &#233;     importante considerar o diagn&#243;stico de arterite de c&#233;lulas gigantes e     encaminhar o paciente para o servi&#231;o de urg&#234;ncia, devido ao risco de cegueira.     Nestes casos, est&#225; ent&#227;o preconizada a terap&#234;utica em altas doses de corticoterapia,     cerca de 60 mg/dia.<sup>2,6</sup> Os achados laboratoriais na PMR s&#227;o     inespec&#237;ficos, com marcadores de inflama&#231;&#227;o elevados como a VS e a prote&#237;na C     reactiva (PCR), apesar de 5% dos casos poderem ter a VS normal. A PCR &#233; mais     sens&#237;vel do que a VS, uma vez que &#233; menos afetada por fatores como a idade.<sup>7,8</sup> Pode estar presente anemia normocr&#243;mica e normoc&#237;tica e eleva&#231;&#227;o da fosfatase     alcalina, com creatinina-quinase normal, o que contrasta com os n&#237;veis elevados     existentes na polimiosite, hipotireoidismo ou outras doen&#231;as musculares.<sup>9</sup> O caso presente s&#243; cumpriu os crit&#233;rios diagn&#243;sticos mais de um m&#234;s ap&#243;s as     primeiras queixas.</p>     <p>&nbsp;</p>    <p align="center"><a name="q1"></a><img src="/img/revistas/rpmgf/v28n3/28n3a08q1.jpg"/></p>    
<p>&nbsp;</p>    <p align="center"><a name="q2"></a><img src="/img/revistas/rpmgf/v28n3/28n3a08q2.jpg"/></p>    
<p>&nbsp;</p>       <p>A PMR pode     ser tratada nos Cuidados de Sa&#250;de Prim&#225;rios (CSP).<sup>10</sup> O tratamento &#233;     feito com corticoster&#243;ides na dose m&#237;nima eficaz de modo a obter menos efeitos     laterais, geralmente 15 mg/dia de prednisolona, n&#227;o havendo nenhuma evid&#234;ncia     consistente de um tratamento que se adeque a todos os pacientes.<sup>5,11,12</sup> &#201; uma causa comum de uso de corticoster&#243;ides a longo prazo na comunidade, tendo     sido demonstrado numa regi&#227;o em Inglaterra que a PMR &#233; a causa de uso de     corticoterapia em 22% das prescri&#231;&#245;es.<sup>13</sup> A metilprednisolona     intramuscular pode ser usada em casos de intensidade moderada com um menor     risco de efeitos laterais.<sup>14</sup> N&#227;o existe benef&#237;cio na associa&#231;&#227;o da     corticoterapia com anti-inflamat&#243;rios n&#227;o ester&#243;ides.<sup>15</sup> Deve-se     reavaliar precocemente para avaliar a resposta inicial &#224; corticoterapia. A     dura&#231;&#227;o do tratamento varia geralmente entre um e tr&#234;s anos.<sup>2</sup> A     redu&#231;&#227;o da terap&#234;utica deve ser lenta (&lt;1 mg/m&#234;s) para evitar reca&#237;das.<sup>12</sup> Neste caso foi institu&#237;da uma dose de corticoterapia claramente acima daquela     que &#233; consensualmente recomendada. Tal deveu-se ao facto da m&#233;dica de fam&#237;lia     n&#227;o ter experi&#234;ncia na abordagem da patologia nem disponibilidade para uma     pesquisa bibliogr&#225;fica em tempo real, tendo recorrido a aconselhamento     informal, por telefone, com uma colega que n&#227;o observou a paciente.     Posteriormente a dose foi reduzida em consulta privada da iniciativa da   paciente.</p>       <p>A     referencia&#231;&#227;o para Reumatologia dever&#225; ser feita em quadros cl&#237;nicos at&#237;picos     ou dificuldades no tratamento (n&#237;vel de recomenda&#231;&#227;o C) (<a href="#q3">quadro III</a>).<sup>5</sup> Neste caso, a referencia&#231;&#227;o justificava-se pelo facto do caso n&#227;o se ter     apresentado de forma t&#237;pica e por a paciente se sentir insegura e ter     expressamente solicitado uma segunda opini&#227;o.</p>       <p>&nbsp;</p>    <p align="center"><a name="q3"></a><img src="/img/revistas/rpmgf/v28n3/28n3a08q3.jpg"/></p>    
]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>       <p>Este caso     cl&#237;nico pretende alertar para os fatores que podem contribuir para maior     dificuldade diagn&#243;stica da PMR e que neste caso foram:</p>       <p>&#8226; Tratar-se     de uma patologia pouco frequente em CSP e que pode n&#227;o ocorrer facilmente ao     m&#233;dico de fam&#237;lia como diagn&#243;stico diferencial;</p>       <p>&#8226; Apesar de     estar descrito que o in&#237;cio &#233; geralmente abrupto e com sintomas sim&#233;tricos, a     PMR pode surgir, como no caso apresentado, de forma insidiosa e com atingimento     algo assim&#233;trico;</p>       <p>&#8226; A     exist&#234;ncia de patologia osteoarticular degenerativa pr&#233;via, frequente na faixa     et&#225;ria em quest&#227;o, pode atuar como fator de confundimento, ainda mais referindo     a paciente um fator precipitante;</p>       <p>&#8226; A n&#227;o     realiza&#231;&#227;o de um exame objetivo osteoarticular sistem&#225;tico em todas as     consultas (contribuindo para a multiplicidade de consultas pelo mesmo motivo).</p>       <p>O relato     deste caso visa tamb&#233;m salientar a import&#226;ncia dos m&#233;dicos de fam&#237;lia terem     conhecimentos atualizados sobre PMR. Por um lado, a dose terap&#234;utica prescrita     poderia ter sido significativamente mais baixa. Por outro lado, sendo uma     patologia suscet&#237;vel de abordagem exclusiva em CSP, a referencia&#231;&#227;o aos     cuidados hospitalares poderia ter sido evitada se o m&#233;dico de fam&#237;lia estivesse     mais confiante no diagn&#243;stico e terap&#234;utica, transmitindo precocemente essa     confian&#231;a &#224; paciente. Neste caso, a referencia&#231;&#227;o foi tamb&#233;m decidida ap&#243;s     pondera&#231;&#227;o da probabilidade da paciente, por inseguran&#231;a face ao atraso     diagn&#243;stico e &#224; natureza do tratamento proposto, continuar a recorrer a m&#233;dicos     privados de outras especialidades.</p>     <p>Em     conclus&#227;o, o m&#233;dico de fam&#237;lia, lidando com uma alta preval&#234;ncia de queixas,     quer indiferenciadas, quer de patologia osteoarticular degenerativa, deve     valorizar a sintomatologia dolorosa das cinturas p&#233;lvica e escapular, com vista     ao poss&#237;vel diagn&#243;stico e tratamento da PMR, patologia com risco de     incapacidade, sobretudo se existir risco de cegueira, mas com tratamento eficaz     dispon&#237;vel e acess&#237;vel em CSP. Paralelamente ao tratamento da PMR, o MF deve     considerar se se trata de doen&#231;a prim&#225;ria/idiop&#225;tica ou secund&#225;ria.</p>       <p>&nbsp;</p>       <p><b>REFER&#202;NCIAS     BIBLIOGR&#193;FICAS</b></p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>1. Bordas     Julve JM, Benavent Areu J. Polimialg&#237;a reum&#225;tica. FMC. 1994; 1: 463-70.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000053&pid=S2182-5173201200030000800001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>2. Salvarani     C, Cantini F, Hunder GG. Polymyalgia rheumatica and giant-cell arteritis.     Lancet 2008 Jul 19; 372 (9634): 234-45.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000055&pid=S2182-5173201200030000800002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>3. Pipitone     N, Hazleman B, Salvarani C. Polymyalgia rheumatica. In: Bijlsma JWJ, editor.     EULAR Compendium of Rheumatic Disease. London: BMJ Publishing Group; 2009. p.     556-73.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000057&pid=S2182-5173201200030000800003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>4. Salvarani     C, Cantini F, Olivieri I, Hunder GS. Polymyalgia rheumatica: a disorder of     extraarticular synovial structures? J Rheumatol 1999 Mar; 26 (3): 517-21.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000059&pid=S2182-5173201200030000800004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>5. Dasgupta     B, Borg FA, Hassan N, Barraclough K, Bourke B, Fulcher J, et al. BSR and BHPR     guidelines for the management of polymyalgia rheumatica. Rheumatology (Oxford)     2010 Jan; 49 (1): 186-90.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000061&pid=S2182-5173201200030000800005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>6. Gonzalez-Gay     M. The diagnosis and management of patients with giant cell arteritis. J     Rheumatol 2005 Jul; 32 (7): 1186-8.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000063&pid=S2182-5173201200030000800006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>7. Cantini     F, Salvarani C, Olivieri I, Macchioni L, Ranzi A, Niccoli L, et al. Erythrocyte     sedimentation rate and C-reactive protein in the evaluation of disease activity     and severity in polymyalgia rheumatica: a prospective follow-up study. Semin     Arthritis Rheum 2000 Aug; 30 (1): 17-24.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000065&pid=S2182-5173201200030000800007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>8. Salvarani     C, Cantini F, Boiardi L, Hunder GG. Polymyalgia rheumatica and giant-cell     arteritis. N Engl J Med 2002 Jul 25; 347 (4): 261-71.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000067&pid=S2182-5173201200030000800008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>9. van Hecke     O. Polymyalgia rheumatica: diagnosis and management. Aust Fam Physician 2011     May; 40 (5): 303-6.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000069&pid=S2182-5173201200030000800009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>10. Dasgupta     B, Matteson EL, Maradit-Kremers H. Management guidelines and outcome measures     in polymyalgia rheumatica (PMR). Clin Exp Rheumatol 2007 Nov-Dec; 25 (6 Suppl     47): 130-6.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000071&pid=S2182-5173201200030000800010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>11. Rheumatology     Expert Group. Polymyalgia rheumatica and giant cell arteritis. In: Therapeutic     Guidelines: rheumatology. Melbourne: Therapeutic Guidelines, 2010.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000073&pid=S2182-5173201200030000800011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>12. Hern&#225;ndez-Rodr&#237;guez     J, Cid MC, L&#243;pez-Soto A, Espigol-Frigol&#233; G, Bosch X. Treatment of polymyalgia     rheumatica: a systematic review. Arch Intern Med 2009 Nov 9; 169 (20): 1839-59.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000075&pid=S2182-5173201200030000800012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>13. Walsh     LJ, Wong CA, Pringle M, Tattersfield AE. Use of oral corticosteroids in the     community and the prevention of secondary osteoporosis; a cross sectional     study. BMJ 1996 Aug 10; 313 (7053): 344-6.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000077&pid=S2182-5173201200030000800013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>14. Dasgupta     B, Dolan AL, Panayi GS, Fernandes L. An initially double-blind controlled 96     week trial of depot methylprednisolone against oral prednisolone in the     treatment of polymyalgia rheumatica. Brit J Rheumatol 1998 Feb; 37 (2): 189-95.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000079&pid=S2182-5173201200030000800014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>15. Gabriel     SE, Sunku J, Salvarani C, O&#8217;Fallon WM, Hunder GG. Adverse outcomes of     antiinflamatory therapy among patients with polymyalgia rheumatica. Arthritis     Rheum 1997 Oct; 40 (10): 1873-8.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000081&pid=S2182-5173201200030000800015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><a href="#topc0">Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia</a> | <a href="#topc0">Direcci&oacute;n para correspondencia</a> | <a href="#topc0">Correspondence</a><a name="c0"></a></p>        <p>Camila Mota     Neves</p>       <p>Rua da Lagoa </p>     <p>4460-352     Senhora da Hora</p>     <p><a href="mailto:camilamotaneves@gmail.com">camilamotaneves@gmail.com</a></p>       <p>&nbsp;</p>       <p><i>Artigo escrito de acordo com o novo acordo   ortogr&aacute;fico.</i></p>       <p><b>CONFLITOS DE INTERESSE</b></p>       <p>Camila Mota     Neves e Herm&iacute;nia Teixeira declaram n&atilde;o ter qualquer conflito de interesses.     M&oacute;nica Granja &eacute; editora da Revista Portuguesa de Medicina Geral e Familiar mas     n&atilde;o participou no processo editorial do presente artigo.</p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Recebido em 21/11/2011</b></p>       <p><b>Aceite para publica&#231;&#227;o em 31/05/2012</b></p>      ]]></body><back>
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