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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[DPOC na população sob vigilância pela Rede Médicos Sentinela de 2007 a 2009]]></article-title>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[COPD in the population under surveillance by the Portuguese Sentinel Practice Network from 2007 to 2009]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Objectives: To determine the number of chronic obstructive pulmonary disease (COPD)-related consultations among patients registered in the Portuguese Sentinel Practice Network (PSPN) between 2007 and 2009, to calculate the reasons for visits related to COPD, to estimate the incidence of COPD, and to characterize COPD-related therapy. Study design: Dynamic cohort. Setting: Muticentric. Participants: Patients = 45 years old from the lists of general practitioners in the PSPN between 2007 and 2009. Methods: A study of COPD-related consultations over a three-year period, reporting the frequency, the reasons for consultation and treatments was conducted. The estimated incidence rate of COPD was calculated and extrapolated to the Portuguese population. The chi-square test to compare proportions and the t-student test for comparison of means were used. Results: During the study period, the population under observation was 106,953 individuals and 2,916 consultations related to COPD were reported. Of these, 62.5% were for males. New cases of COPD were reported in 173 persons = 45 years old, of which 59.5% were males, with a median age of 66.9 years,. No significant age difference was found between genders. We calculated an annual incidence rate of 161.8/100,000 (95% CI: 139.4-187.7), higher in men. The reasons for consulting were renewal of prescriptions (61.9%), follow-up appointments (22.9%) and exacerbation of symptoms (15.6%). Medication was prescribed in 87.3% of consultations, mainly for inhaled bronchodilators, including anti-cholinergic drugs (25.1%) and ß adrenergic agonists (20.3%). Conclusions: There were more COPD-related visits and a higher incidence rate of COPD for men, though the value observed was lower than expected. This was probably due to under-diagnosis or to the fact that patients who do not attend Primary Health Care clinics were excluded. The prescription pattern found was consistent with the recommendations of the Global Initiative for Chronic Obstructive Lung Disease.]]></p></abstract>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[Doença Pulmonar Obstrutiva Crónica]]></kwd>
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<kwd lng="en"><![CDATA[Epidemiology]]></kwd>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><b>ESTUDOS ORIGINAIS</b></p>       <p><font size="4"><b>DPOC na popula&#231;&#227;o sob vigil&#226;ncia pela Rede     M&#233;dicos Sentinela de 2007 a 2009</b></font></p>       <p><font size="3"><b>COPD     in the population under surveillance by the Portuguese Sentinel Practice   Network from 2007 to 2009</b></font></p>       <p><b>D&#226;nia Ferreira,<sup>1</sup> Alexandra Pina,<sup>2</sup> Ana Margarida Cruz,<sup>3</sup> Ana Raquel Figueiredo,<sup>4</sup> Clara Pinto     Ferreira,<sup>5</sup> Joana Melo Cabrita,<sup>6</sup> Jaime Correia de Sousa<sup>7</sup></b></p>       <p><sup>1</sup>M&#233;dica     Interna de Ginecologia-Obstetr&#237;cia no Centro Hospitalar do Alto Ave -     Guimar&#227;es; Escola de Ci&#234;ncias da Sa&#250;de da Universidade do Minho</p>       <p><sup>2</sup>M&#233;dica     Interna de Medicina Geral e Familiar na Unidade de Sa&#250;de Familiar Horizonte,     Unidade Local de Sa&#250;de de Matosinhos</p>       <p><sup>3</sup>M&#233;dica     de Fam&#237;lia, Unidade de Sa&#250;de Familiar Bom Porto, Agrupamento de Centros de     Sa&#250;de Porto Ocidental</p>       <p><sup>4</sup>M&#233;dica     Interna de Medicina Geral e Familiar na Unidade de Sa&#250;de Familiar Horizonte,     Unidade Local de Sa&#250;de de Matosinhos</p>       <p><sup>5</sup>M&#233;dica     Interna de Medicina Geral e Familiar na Unidade de Sa&#250;de Familiar Horizonte,     Unidade Local de Sa&#250;de de Matosinhos</p>       <p><sup>6</sup>M&#233;dica     de Fam&#237;lia na Unidade de Sa&#250;de Familiar Caravela, Unidade Local de Sa&#250;de de     Matosinhos</p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<p><sup>7</sup>Professor     Auxiliar Convidado, Instituto de Ci&#234;ncias da Vida e da Sa&#250;de (ICVS), Escola de     Ci&#234;ncias da Sa&#250;de, Universidade do Minho e ICVS/3B&#180;s Laborat&#243;rio Associado;     M&#233;dico de Fam&#237;lia, Unidade de Sa&#250;de Familiar Horizonte, Unidade Local de Sa&#250;de     de Matosinhos</p>         <p><a href="#c0">Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia</a> | <a href="#c0">Direcci&oacute;n para correspondencia</a> | <a href="#c0">Correspondence</a><a name="topc0"></a></p>     <p>&nbsp;</p> <hr/>      <p><b>RESUMO</b></p>       <p><b>Objetivos:</b> Quantificar as consultas     relacionadas com DPOC dos utentes inscritos em M&#233;dicos Sentinela (MS) entre     2007 e 2009, avaliar os principais motivos de consulta relacionadas com DPOC e     estimar a incid&#234;ncia da doen&#231;a nessa popula&#231;&#227;o e caraterizar a terap&#234;utica     utilizada na DPOC pelos MS.</p>       <p><b>Tipo de estudo:</b> Coorte din&#226;mica.</p>       <p><b>Local:</b> Multic&#234;ntrico.</p>       <p><b>Popula&#231;&#227;o:</b> Utentes com idade igual ou     superior a 45 anos inscritos nas listas dos MS de 2007 a 2009.</p>       <p><b>M&#233;todos:</b> An&#225;lise das consultas     relacionadas com DPOC durante o per&#237;odo referido quanto &#224; frequ&#234;ncia e motivos     de consulta e ao tratamento farmacol&#243;gico institu&#237;do. C&#225;lculo da taxa de     incid&#234;ncia e extrapola&#231;&#227;o para a popula&#231;&#227;o portuguesa. Utiliza&#231;&#227;o dos testes     qui-quadrado (compara&#231;&#227;o de propor&#231;&#245;es) e t-student (compara&#231;&#227;o de m&#233;dias).</p>       <p><b>Resultados:</b> No conjunto dos tr&#234;s anos,     a popula&#231;&#227;o sob observa&#231;&#227;o na Rede Sentinela foi de 106.953 indiv&#237;duos. Foram     notificadas 2.916 consultas relacionadas com DPOC (62,5% no sexo masculino), e     173 novos casos com idade igual ou superior a 45 anos (59,5% no sexo     masculino), com m&#233;dia de idades de 66,9 anos, sem diferen&#231;a significativa     relativamente &#224; idade entre os sexos.</p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Calculou-se     uma taxa de incid&#234;ncia m&#233;dia anual de 161,8/100.000 (IC 95%:     139,4-187,7/100.000), superior no sexo masculino. Os principais motivos de     consulta notificados foram: renova&#231;&#227;o de medica&#231;&#227;o (61,9%), consultas de     seguimento (22,9%) e exacerba&#231;&#227;o de sintomas (15,6%). Foi prescrita medica&#231;&#227;o     em 87,3% das consultas, com predom&#237;nio de f&#225;rmacos broncodilatadores de uso     inalat&#243;rio: anticolin&#233;rgicos (25,1%) e &#946;-adren&#233;rgicos (20,3%).</p>       <p><b>Conclus&#245;es:</b> A frequ&#234;ncia de consultas e     taxa de incid&#234;ncia foram maiores no sexo masculino, estando o valor obtido     desta &#250;ltima aqu&#233;m do esperado, presumivelmente pelo subdiagn&#243;stico da doen&#231;a e     pela exclus&#227;o dos doentes que n&#227;o frequentam as consultas dos CSP. O padr&#227;o de     prescri&#231;&#227;o foi concordante com as recomenda&#231;&#245;es da Global Initiative for     Chronic Obstructive Lung Disease.</p>       <p><b>Palavras-chave:</b> Doen&#231;a Pulmonar     Obstrutiva Cr&#243;nica; Incid&#234;ncia; Vigil&#226;ncia Sentinela; Epidemiologia.</p>         <p>&nbsp;</p> <hr/>       <p><b>ABSTRACT</b>  </p>       <p><b>Objectives:</b> To determine the number of     chronic obstructive pulmonary disease (COPD)-related consultations among     patients registered in the Portuguese Sentinel Practice Network (PSPN) between     2007 and 2009, to calculate the reasons for visits related to COPD, to estimate     the incidence of COPD, and to characterize COPD-related therapy. </p>       <p><b>Study design:</b> Dynamic cohort.</p>       <p><b>Setting:</b> Muticentric.</p>       <p><b>Participants:</b> Patients &#8805; 45 years     old from the lists of general practitioners in the PSPN between 2007 and 2009. </p>       <p><b>Methods:</b> A study of COPD-related     consultations over a three-year period, reporting the frequency, the reasons     for consultation and treatments was conducted.&nbsp; The estimated incidence rate of COPD was calculated and     extrapolated to the Portuguese population. The chi-square test to compare     proportions and the t-student test for comparison of means were used.</p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Results:</b> During the study period, the     population under observation was 106,953 individuals and 2,916 consultations     related to COPD were reported. Of these, 62.5% were for males. New cases of     COPD were reported in 173 persons &#8805; 45 years old, of which 59.5% were     males, with a median age of 66.9 years,. No significant age difference was     found between genders. We calculated an annual incidence rate of 161.8/100,000     (95% CI: 139.4-187.7), higher in men. The reasons for consulting were renewal     of prescriptions (61.9%), follow-up appointments (22.9%) and exacerbation of     symptoms (15.6%). Medication was prescribed in 87.3% of consultations, mainly     for inhaled bronchodilators, including anti-cholinergic drugs (25.1%) and     &#946; adrenergic agonists (20.3%). </p>       <p><b>Conclusions:</b> There were more     COPD-related visits and a higher incidence rate of COPD for men, though the     value observed was lower than expected. This was probably due to     under-diagnosis or to the fact that patients who do not attend Primary Health     Care clinics were excluded. The prescription pattern found was consistent with     the recommendations of the Global Initiative for Chronic Obstructive Lung     Disease.</p>       <p><b>Keywords:</b> Chronic Obstructive Pulmonary     Disease; Incidence; Sentinel Surveillance; Epidemiology.</p>         <p>&nbsp;</p> <hr/>       <p><b>Introdu&#231;&#227;o</b></p>       <p>A Doen&#231;a     Pulmonar Obstrutiva Cr&#243;nica (DPOC) &#233; uma das principais causas de morbilidade     cr&#243;nica, perda de qualidade de vida e de mortalidade a n&#237;vel mundial, associando-se     a uma enorme sobrecarga a n&#237;vel socioecon&#243;mico e gastos em sa&#250;de.<sup>1</sup> Em 2004, atingia cerca de 63,6 milh&#245;es de pessoas,<sup>2</sup> prevendo-se que,     em 2030, ocupe o 3.<sup>o</sup> lugar como principal causa de morte (precedida     pela doen&#231;a card&#237;aca isqu&#233;mica e doen&#231;a cerebrovascular), atendendo ao prov&#225;vel     aumento do consumo de tabaco e exposi&#231;&#227;o ao fumo de combust&#237;veis s&#243;lidos em     ambientes fechados.<sup>3</sup> Atingir&#225;, assim, o s&#233;timo lugar em termos de     peso de doen&#231;a.<sup>4</sup></p>       <p>A     preval&#234;ncia de DPOC oscila entre 4 e 20% nos adultos com mais de 40 anos,     aumentando com a idade, sobretudo entre os fumadores.<sup>5</sup> Rondar&#225; os 4     a 10% na popula&#231;&#227;o adulta europeia,<sup>6</sup> e estudos que reportam a     realidade portuguesa apontam para taxas de preval&#234;ncia de 5,3% nos homens e     4,0% nas mulheres.<sup>7</sup></p>       <p>A incid&#234;ncia     estimada em Portugal aponta para valores de 3,1 por 1000 nos homens e 1,7 por     1000 nas mulheres, que aumentam a partir dos 40 anos.<sup>7</sup> Um estudo     mais recente, efetuado na popula&#231;&#227;o da grande Lisboa com idades iguais ou     superiores a 40 anos,<sup>8</sup> mostrou uma preval&#234;ncia de DPOC de 14,2%, em     est&#225;dios iguais e superiores ao 1 da Classifica&#231;&#227;o <i>GOLD (The Global Initiative for Chronic Obstructive Lung Disease),</i><sup>9</sup> o que vem confirmar a ideia generalizada de que a doen&#231;a se encontra em     crescimento e est&#225;, de facto, subdiagnosticada.<sup>10</sup></p>       <p>Em Portugal,     a DPOC constitui a segunda causa de internamento por doen&#231;a respirat&#243;ria,     associando-se a elevada frequ&#234;ncia de consultas m&#233;dicas e de servi&#231;os de     urg&#234;ncia, assim como por um significativo n&#250;mero de internamentos hospitalares.<sup>10</sup> Acarreta ainda custos relacionados com o consumo de f&#225;rmacos e de     oxigenoterapia e ventiloterapia domicili&#225;rias de longa dura&#231;&#227;o.<sup>1</sup></p>       <p>A     caracteriza&#231;&#227;o epidemiol&#243;gica da situa&#231;&#227;o da DPOC em Portugal permitir&#225;     construir estrat&#233;gias para minimizar os impactos negativos da doen&#231;a na     sociedade, atrav&#233;s da preven&#231;&#227;o e tratamento desta doen&#231;a respirat&#243;ria.<sup>11</sup> O envolvimento dos m&#233;dicos de fam&#237;lia na gest&#227;o de grande parte dos doentes com     DPOC torna pertinente a investiga&#231;&#227;o da sua preval&#234;ncia, assim como a carga de     trabalho gerada pelo acompanhamento destes doentes cr&#243;nicos.<sup>10</sup></p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<p>No sentido     de melhorar o conhecimento epidemiol&#243;gico desta patologia, a Rede     M&#233;dicos-Sentinela (MS) procedeu, durante o tri&#233;nio 2007 a 2009, ao registo e     notifica&#231;&#227;o de consultas relacionadas com DPOC ocorridas na popula&#231;&#227;o de     utentes que mant&#233;m sob vigil&#226;ncia, visando caracterizar a popula&#231;&#227;o que     consulta o seu m&#233;dico de fam&#237;lia por motivos relacionados com esta doen&#231;a.<sup>12,13</sup></p>       <p>Assim, os     objetivos deste trabalho foram:</p>       <p>1.     Quantificar as consultas relacionadas com DPOC nos utentes das listas de     m&#233;dicos pertencentes &#224; Rede M&#233;dicos-Sentinela (MS) no tri&#233;nio 2007-2009;</p>       <p>2. Avaliar     os principais motivos de consulta relacionados com DPOC nessa popula&#231;&#227;o durante     o per&#237;odo do estudo;</p>       <p>3. Estimar     as taxas de incid&#234;ncia anuais da DPOC, bem como o n&#250;mero de novos casos da     doen&#231;a para a popula&#231;&#227;o portuguesa durante o tri&#233;nio 2007-2009;</p>       <p>4.     Caracterizar a terap&#234;utica utilizada para DPOC nesta popula&#231;&#227;o.</p>       <p><b>M&#233;todos</b></p>       <p>Foi     realizado um estudo de coorte din&#226;mica das consultas (presenciais e n&#227;o     presenciais) relacionadas com DPOC ocorridas nas listas dos M&#233;dicos Sentinela     durante o tri&#233;nio 2007-2009.<sup>14,15</sup></p>       <p>A Rede     &#171;M&#233;dicos-Sentinela&#187; (MS) &#233; um sistema de observa&#231;&#227;o em sa&#250;de, constitu&#237;do por     m&#233;dicos de fam&#237;lia, cuja atividade profissional &#233; desenvolvida em Centros de     Sa&#250;de. Esta rede tem como principais objetivos estimar taxas de incid&#234;ncia de     algumas doen&#231;as ou de situa&#231;&#245;es com elas relacionadas que ocorrem na popula&#231;&#227;o     inscrita, fazer a vigil&#226;ncia epidemiol&#243;gica de algumas doen&#231;as que ocorrem na     comunidade, de forma a permitir a identifica&#231;&#227;o precoce de eventuais &#171;surtos&#187;,     e constituir uma base de dados que possibilite, em qualquer momento, a an&#225;lise     epidemiol&#243;gica aprofundada de doen&#231;as com interesse para a sa&#250;de p&#250;blica.</p>       <p>O presente     estudo incluiu todas as consultas realizadas pelos M&#233;dicos-Sentinela     notificadores entre 2007 e 2009, a indiv&#237;duos com idade igual ou superior a 45     anos e com DPOC. Durante os tr&#234;s anos do estudo n&#227;o &#233; seguida efetivamente     sempre a mesma popula&#231;&#227;o, sendo poss&#237;vel que tenham entrado ou sa&#237;do m&#233;dicos da     rede e tenha havido modifica&#231;&#245;es nas listas em an&#225;lise. Para al&#233;m disso, n&#227;o     foram exclu&#237;dos do denominador os utentes com diagn&#243;stico j&#225; conhecido de DPOC.</p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<p>As vari&#225;veis     estudadas foram: idade e sexo do utente, motivo da consulta relacionada com     DPOC (in&#237;cio de sintomas, altera&#231;&#227;o do padr&#227;o de sintomas, exacerba&#231;&#227;o,     renova&#231;&#227;o de medica&#231;&#227;o, consulta de seguimento e/ou outros), tipo de     diagn&#243;stico da doen&#231;a (caso novo, caso conhecido ou caso sem diagn&#243;stico),     atitude m&#233;dica na consulta (aconselhamento/esclarecimento do utente,     referencia&#231;&#227;o e/ou prescri&#231;&#227;o de medica&#231;&#227;o) e medica&#231;&#227;o prescrita relacionada     com a patologia em estudo.</p>       <p>Com rela&#231;&#227;o     ao diagn&#243;stico de DPOC, os casos notificados foram classificados como: &#171;Casos     novos&#187;, onde se inclu&#237;ram os novos diagn&#243;sticos de DPOC notificados nos tr&#234;s     anos de estudo, &#171;Casos conhecidos&#187;, que inclu&#237;ram todos os casos de DPOC com     diagn&#243;stico pr&#233;vio conhecido pelo m&#233;dico, e em &#171;Casos sem diagn&#243;stico&#187;, que     incluiu todos as situa&#231;&#245;es ainda em estudo e tamb&#233;m consultas relacionadas com     pedidos de esclarecimento, aconselhamento, atestados e declara&#231;&#245;es a pessoas     sem diagn&#243;stico. O conhecimento do m&#233;dico face ao diagn&#243;stico era mutuamente     exclusivo, sendo que na descri&#231;&#227;o da medica&#231;&#227;o podia ser inclu&#237;do mais do que     um f&#225;rmaco.<sup>16</sup></p>       <p>Com base nos     dados obtidos procedeu-se ao c&#225;lculo da frequ&#234;ncia de consultas, que     corresponde ao n&#250;mero de consultas relacionadas com DPOC gerado por cada mil     utentes com idade igual ou superior a 45 anos inscritos nas listas dos m&#233;dicos     sentinela notificadores, permitindo avaliar a carga de trabalho associada &#224;     doen&#231;a na consulta de medicina geral e familiar (MGF). Foram tamb&#233;m analisadas     as consultas relacionadas com &#171;novos casos&#187; de DPOC, de maneira a estimar a     taxa de incid&#234;ncia anual da doen&#231;a.</p>       <p>Para     proceder &#224; extrapola&#231;&#227;o dos resultados para a popula&#231;&#227;o portuguesa teve-se em     conta a popula&#231;&#227;o m&#233;dia com idade acima dos 45 anos em dezembro de 2008.<sup>17</sup></p>       <p>Os c&#225;lculos     efetuados utilizaram apenas a popula&#231;&#227;o com idade igual ou superior a 45 anos     em fun&#231;&#227;o da frequ&#234;ncia de notifica&#231;&#245;es ter sido reduzida abaixo dessa idade e     pelo facto de DPOC se desenvolver nos indiv&#237;duos expostos sobretudo a partir     das quarta e quinta d&#233;cadas de vida (acima dos 35-40 anos).<sup>18,19</sup></p>       <p>A colheita     dos dados foi realizada utilizando o boletim de notifica&#231;&#227;o criado pela Rede     MS, em papel ou em formato eletr&#243;nico, que &#233; preenchido pelo m&#233;dico e enviado     semanalmente para o Observat&#243;rio Nacional de Sa&#250;de, onde os dados s&#227;o     registados numa base de dados inform&#225;tica.</p>       <p>A an&#225;lise     estat&#237;stica descritiva e anal&#237;tica da base de dados criada foi feita com os     programas SPSS&#174; <i>(Statistical Package for     Social Sciences)</i> vers&#227;o 17.0 e Epi InfoTM, recorrendo-se aos testes     qui-quadrado para a compara&#231;&#227;o de propor&#231;&#245;es e <i>t-student</i> para a compara&#231;&#227;o de m&#233;dias. O n&#237;vel de signific&#226;ncia     adotado foi de 0,05.</p>       <p>O presente     trabalho foi elaborado no contexto de uma rede de investiga&#231;&#227;o no &#226;mbito do     Minist&#233;rio da Sa&#250;de e utilizou dados recolhidos de forma an&#243;nima pelos m&#233;dicos     de fam&#237;lia da Rede M&#233;dicos Sentinela.</p>       <p><b>Resultados</b></p>       <p><b>Popula&#231;&#227;o sob observa&#231;&#227;o efetiva</b></p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Durante o     tri&#233;nio 2007-2009, a popula&#231;&#227;o sob observa&#231;&#227;o efetiva acima dos 45 anos,     definida pelo somat&#243;rio do total de utentes inscritos nas listas dos MS em cada     ano do per&#237;odo em estudo, foi de 106.953 indiv&#237;duos, sendo 55,0% do sexo     feminino. A este valor correspondeu uma popula&#231;&#227;o m&#233;dia anual de 35.651.</p>       <p><b>Consultas relacionadas com DPOC de 2007 a     2009</b></p>       <p>Durante este     per&#237;odo, o n&#250;mero de consultas relacionadas com DPOC foi de 2.916, com uma     m&#233;dia de idades de 72,1 anos, m&#237;nimo de 45 e m&#225;ximo de 97 anos, desvio padr&#227;o     de 10,4. A maioria das consultas foi realizada a utentes do sexo masculino     (62,5%) com uma m&#233;dia de idades de 72,0 anos e de 72,3 anos nos utentes do sexo     feminino, n&#227;o se verificando diferen&#231;as com significado estat&#237;stico entre os     dois valores (p = 0,365).</p>       <p><b>Frequ&#234;ncia de consultas relacionadas com     DPOC por 1000 inscritos</b></p>       <p>A frequ&#234;ncia     de consultas foi de 27,3/1000 inscritos: 37,9/1000 para o sexo masculino e     18,6/1000 para o sexo feminino, aumentando progressivamente com a idade e     atingindo o valor m&#225;ximo de 58,1/1000 no grupo et&#225;rio dos 75 ou mais anos.     Verificou-se tamb&#233;m que houve um predom&#237;nio de consultas a utentes do sexo     masculino com o aumento da idade. Para todos os grupos, &#224; exce&#231;&#227;o do &#171;45-54     anos&#187;, verificaram-se diferen&#231;as estatisticamente significativas na frequ&#234;ncia de consultas entre os sexos (p &lt; 0,001) (<a href="#q1">Quadro I</a>).</p>     <p>&nbsp;</p>    <p align="center"><a name="q1"></a><img src="/img/revistas/rpmgf/v28n4/28n4a04q1.jpg"/></p>    
<p>&nbsp;</p>     <p><b>Conhecimento do m&#233;dico face ao diagn&#243;stico</b></p>       <p>Nas     consultas relacionadas com DPOC, 91,8% dos casos j&#225; eram conhecidos, 6,2%     constitu&#237;ram novos diagn&#243;sticos e em 0,9% n&#227;o havia ainda um diagn&#243;stico     estabelecido. Em 1,1% das situa&#231;&#245;es a resposta n&#227;o foi assinalada por parte do     m&#233;dico notificador.</p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Motivos de consulta relacionada com DPOC</b></p>       <p>N&#227;o sendo     mutuamente exclusivos, os motivos mais representados foram renova&#231;&#227;o de     medica&#231;&#227;o (62,0%) e consultas de seguimento (32,0%), como se pode observar no <a href="#q2">Quadro II</a>.</p>     <p>&nbsp;</p>    <p align="center"><a name="q2"></a><img src="/img/revistas/rpmgf/v28n4/28n4a04q2.jpg"/></p>    
<p>&nbsp;</p>     <p><b>Tratamento farmacol&#243;gico prescrito</b></p>       <p>Ao longo     deste per&#237;odo foi efetuada prescri&#231;&#227;o em 89,6% das consultas. Esta consistiu     maioritariamente em f&#225;rmacos broncodilatadores de uso inalat&#243;rio, nomeadamente     anticolin&#233;rgicos (25,1%) e &#946;-adren&#233;rgicos (20,3%). No <a href="#q3">Quadro III</a> listam-se os f&#225;rmacos prescritos de acordo com a classifica&#231;&#227;o <i>Anatomical Therapeutic Chemical</i> da Organiza&#231;&#227;o Mundial de Sa&#250;de.<sup>20</sup></p>     <p>&nbsp;</p>    <p align="center"><a name="q3"></a><img src="/img/revistas/rpmgf/v28n4/28n4a04q3.jpg"/></p>    
<p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Das 952     prescri&#231;&#245;es de agonistas &#946;2 seletivos, usados isoladamente e por via     inalat&#243;ria, verifica-se que 55,6% (n=529) corresponderam a agonistas de longa     dura&#231;&#227;o de a&#231;&#227;o. Relativamente aos anticolin&#233;rgicos, os de longa dura&#231;&#227;o     corresponderam a 69,9% (n=826).</p>       <p><b>Novos casos de DPOC de 2007 a 2009</b></p>       <p>No per&#237;odo     em estudo foram notificados 173 novos casos de DPOC, com uma m&#233;dia de idade de     66,9 anos, m&#237;nimo de 45 e m&#225;ximo de 90 anos, desvio padr&#227;o de 10,4. A maioria     dos novos casos ocorreu no sexo masculino (59,5 %). A m&#233;dia de idades foi de     66,0 para o sexo masculino e de 68,4 anos para o sexo feminino, n&#227;o havendo     diferen&#231;as estatisticamente significativas entre as m&#233;dias (p = 0,137).</p>       <p><b>Taxa de incid&#234;ncia m&#233;dia anual de DPOC de     2007 a 2009</b></p>       <p>A taxa de     incid&#234;ncia m&#233;dia anual de DPOC estimada para ambos os sexos, no per&#237;odo de 2007     a 2009, foi de 161,8/100.000 (IC 95%: 139,4-187,7), sendo de 214,2/100.000 (IC     95%: 176,7-259,7) para o sexo masculino e 118,9/100.000 (IC 95%: 94,2-150,0)     para o sexo feminino (<a href="#q4">Quadro IV</a>). As taxas de incid&#234;ncia de DPOC foram     significativamente maiores no sexo masculino, no total (p &lt; 0,001) e nos grupos et&#225;rios 55-64 e 65-74 anos (p = 0,015 e 0,004 respetivamente).</p>     <p>&nbsp;</p>    <p align="center"><a name="q4"></a><img src="/img/revistas/rpmgf/v28n4/28n4a04q4.jpg"/></p>    
<p>&nbsp;</p>     <p><b>Evolu&#231;&#227;o da taxa de incid&#234;ncia de DPOC ano     a ano</b></p>       <p>Ao longo do     per&#237;odo em estudo, a taxa de incid&#234;ncia anual de DPOC atingiu o valor m&#237;nimo de     141,1/100.000 (IC 95%: 103,4-192,8) em 2008 e m&#225;ximo de 190,5/100.000 (IC 95%:     148,7-244,1) em 2009 (<a href="#q5">Quadro V</a>). N&#227;o se verificaram diferen&#231;as estatisticamente significativas entre os valores de cada ano.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>    <p align="center"><a name="q5"></a><img src="/img/revistas/rpmgf/v28n4/28n4a04q5.jpg"/></p>    
<p>&nbsp;</p>       <p><b>Ajustamento &#224; popula&#231;&#227;o portuguesa, de 2007     a 2009:</b></p>       <p>Extrapolando     a taxa de 161,8 casos/100.000 para a estimativa da popula&#231;&#227;o residente em     Portugal em 2008 com idade igual ou superior a 45 anos (4.593.652 indiv&#237;duos),<sup>17</sup> a m&#233;dia estimada de novos diagn&#243;sticos &#233;, assim, de 7.432 novos casos de DPOC por ano em todo o pa&#237;s (<a href="#q6">Quadro VI</a>).</p>      <p>&nbsp;</p>    <p align="center"><a name="q6"></a><img src="/img/revistas/rpmgf/v28n4/28n4a04q6.jpg"/></p>    
<p>&nbsp;</p>       <p><b>DISCUSS&#195;O</b></p>       <p>Neste estudo     de tr&#234;s anos e considerando os utentes com idade igual ou superior a 45 anos,     obteve-se uma popula&#231;&#227;o sob observa&#231;&#227;o efetiva (PSOE) anual m&#233;dia de 35.651     utentes, representando 106.953 utentes em observa&#231;&#227;o nos tr&#234;s anos. Durante     este per&#237;odo, foram notificados 173 novos casos de DPOC, o que leva a uma taxa     de incid&#234;ncia de 161,8 casos/100.000, que &#233; superior nos homens (214,2     casos/100.000).</p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Relativamente     &#224; frequ&#234;ncia de consultas, verificou-se um predom&#237;nio de consultas a utentes do     sexo masculino e a frequ&#234;ncia de consultas aumentou progressivamente com a     idade, e atingindo o valor m&#225;ximo de 58,1/1000 no grupo et&#225;rio dos 75 ou mais     anos.</p>       <p>A Rede     M&#233;dicos Sentinela &#233; constitu&#237;da por m&#233;dicos que participam de forma volunt&#225;ria,     o que possibilita uma elevada notifica&#231;&#227;o de casos, uma boa qualidade geral da     informa&#231;&#227;o e a caracteriza&#231;&#227;o de forma detalhada da atividade cl&#237;nica     relacionada com DPOC neste grupo.</p>       <p>Reconhecem-se     limita&#231;&#245;es associadas &#224; utiliza&#231;&#227;o de dados provenientes da notifica&#231;&#227;o dos     m&#233;dicos da Rede MS. Podem decorrer erros de notifica&#231;&#227;o por imprecis&#245;es no     diagn&#243;stico, uma vez que n&#227;o s&#227;o definidos crit&#233;rios diagn&#243;stico nem se     pergunta ao m&#233;dico qual o m&#233;todo utilizado para a confirma&#231;&#227;o do mesmo, por     duplica&#231;&#227;o de notifica&#231;&#245;es e por altera&#231;&#245;es na notifica&#231;&#227;o em per&#237;odos de     inatividade do m&#233;dico. Estas situa&#231;&#245;es podem levar quer a sub quer a     sobrenotifica&#231;&#227;o de casos.</p>       <p>Ao tratar-se     de uma amostra de conveni&#234;ncia de m&#233;dicos de fam&#237;lia, a PSOE pode n&#227;o ser     representativa da popula&#231;&#227;o portuguesa, uma vez que n&#227;o foi selecionada de     forma aleat&#243;ria. Alguns grupos profissionais, que disp&#245;em de subsistemas de     sa&#250;de, e os estratos sociais mais elevados ficam provavelmente     sub-representados. Por outro lado, as varia&#231;&#245;es das listas dos m&#233;dicos (por     transfer&#234;ncias ou &#243;bitos) e o facto de existirem utentes n&#227;o utilizadores (que     n&#227;o est&#227;o na realidade em observa&#231;&#227;o) faz com que a popula&#231;&#227;o sob observa&#231;&#227;o     tenha tend&#234;ncia para ser progressivamente sobrestimada e as taxas de incid&#234;ncia     subestimadas.</p>       <p>Estudos     realizados na Rede MS mostraram tamb&#233;m que os indiv&#237;duos com 75 e mais anos     est&#227;o ligeiramente sobrerepresentados na amostra de PSOE e que a PSOE n&#227;o &#233;     representativa da popula&#231;&#227;o portuguesa em termos de distribui&#231;&#227;o geogr&#225;fica.</p>       <p>A frequ&#234;ncia     de consultas encontrada foi de 27,3/1000. Um estudo do Reino Unido decorrido     entre 1991 e 1992 aponta para taxas de consulta de 41,7/1000 habitantes dos     45-64 anos, 88,6/1000 dos 65-74 anos e 103,2/1000 dos 75 aos 84 anos.<sup>6</sup></p>       <p>De acordo     com o <i>European Lung White Book</i> e     relativamente ao n&#250;mero m&#233;dio de consultas m&#233;dicas por doen&#231;as respirat&#243;rias     major em alguns pa&#237;ses europeus, as consultas por DPOC ultrapassam em larga     escala as consultas por asma, pneumonia, neoplasia maligna da traqueia e     pulm&#245;es e tuberculose.<sup>6</sup></p>       <p>As     diferen&#231;as entre sexos foram concordantes com outros trabalhos, onde se     verificou maior carga de trabalho com indiv&#237;duos do sexo masculino. Um estudo     escoc&#234;s publicado em 2010 encontrou taxas de consulta para DPOC ou     insufici&#234;ncia card&#237;aca menores em mulheres e em grupos et&#225;rios extremos (idade     inferior a 55 ou superior ou igual a 85 anos).<sup>21</sup> Outro estudo,     tamb&#233;m escoc&#234;s, encontrou taxas de consulta nos cuidados de sa&#250;de prim&#225;rios por     insufici&#234;ncia card&#237;aca de 17,2/1000 para os dois sexos, sendo superior na     mulher (17,9/1000), que aumentaram progressivamente com a idade.<sup>22</sup> No entanto, tanto no global como isoladamente, os valores encontrados nesse     estudo apontam para uma carga de trabalho menor com insufici&#234;ncia card&#237;aca do     que com DPOC. Em contrapartida, e relativamente aos indiv&#237;duos do sexo     masculino e comparando com os nossos resultados, este estudo escoc&#234;s aponta     para uma carga de trabalho relacionada com hipertens&#227;o arterial de 96,2/1000,     valor bastante superior ao por n&#243;s encontrado para DPOC (37,9/1000).</p>       <p>Estes     resultados refletem a carga de trabalho de uma doen&#231;a de decl&#237;nio progressivo     de fun&#231;&#227;o, sendo de esperar que o volume de trabalho gerado pela doen&#231;a aumente     com a idade.</p>       <p>Os motivos     de consulta mais representados s&#227;o expect&#225;veis tendo em conta que se trata de     uma doen&#231;a cr&#243;nica de evolu&#231;&#227;o progressiva, que exige terap&#234;utica de     controlo/al&#237;vio, com a respetiva carga de consultas de seguimento associada.</p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Quanto ao     tratamento farmacol&#243;gico da DPOC, no total de prescri&#231;&#245;es efetuadas pelos MS     notificadores verificou-se um predom&#237;nio dos f&#225;rmacos broncodilatadores de uso     inalat&#243;rio, nomeadamente anticolin&#233;rgicos (25,1%) e &#946;-adren&#233;rgicos     (20,3%), logo seguidos pelas associa&#231;&#245;es de f&#225;rmacos com &#946;-agonistas     (15,2%). Apesar de ainda nenhum tratamento farmacol&#243;gico ser indiscutivelmente     capaz de travar o decl&#237;nio da fun&#231;&#227;o pulmonar que caracteriza a evolu&#231;&#227;o da     DPOC, os broncodilatadores constituem f&#225;rmacos centrais no controlo sintom&#225;tico     da doen&#231;a e na redu&#231;&#227;o das exacerba&#231;&#245;es, concretamente os agonistas     &#946;2-adren&#233;rgicos, anticolin&#233;rgicos e metilxantinas, usados isoladamente ou     em combina&#231;&#227;o.<sup>9</sup></p>       <p>J&#225; a op&#231;&#227;o     dos MS por agonistas adren&#233;rgicos de uso sist&#233;mico (cerca de 1,2%) n&#227;o foi t&#227;o     significativa, o que condiz com as recomenda&#231;&#245;es internacionais, que defendem     que &#946;2- agonistas administrados por via oral t&#234;m uma a&#231;&#227;o mais lenta e     implicam mais efeitos laterais do que quando usados por via inalat&#243;ria.<sup>23</sup></p>       <p>Considerando     os broncodilatadores inalat&#243;rios prescritos, o maior volume de prescri&#231;&#245;es     correspondeu a f&#225;rmacos de longa dura&#231;&#227;o de a&#231;&#227;o, o que tamb&#233;m respeita as     normas orientadoras da GOLD, que definem o uso regular destes medicamentos como     mais efetivo e conveniente do que a terapia com broncodilatadores de curta     dura&#231;&#227;o de a&#231;&#227;o.<sup>24</sup></p>       <p>A prescri&#231;&#227;o     de xantinas, correspondente a cerca de 11% do total de prescri&#231;&#245;es, n&#227;o foi,     neste estudo, t&#227;o significativa quanto a dos outros broncodilatadores,     tend&#234;ncia tamb&#233;m defendida nas diretrizes da GOLD, que privilegiam o uso de     broncodilatadores inalat&#243;rios em detrimento da teofilina sist&#233;mica, pelo seu     maior risco de toxicidade.<sup>9</sup></p>       <p>Cerca de     9,9% do total de prescri&#231;&#245;es medicamentosas foram de corticosteroides     inalat&#243;rios, valor que na realidade est&#225; subestimado, uma vez que muitas das     associa&#231;&#245;es com &#946;-agonistas poder&#227;o incluir corticosteroide na associa&#231;&#227;o.     Apesar de n&#227;o modificarem o decl&#237;nio a longo prazo do FEV<sub>1</sub>, o     tratamento regular com corticosteroides inalados reduz a frequ&#234;ncia das     exacerba&#231;&#245;es em pacientes sintom&#225;ticos com DPOC em est&#225;dios 3 e 4 e com     exacerba&#231;&#245;es repetidas da doen&#231;a,<sup>25</sup> benef&#237;cios que parecem     ampliar-se com a sua associa&#231;&#227;o a um &#946;2-agonista de longa dura&#231;&#227;o de a&#231;&#227;o.<sup>26</sup> Por outro lado, a evid&#234;ncia cient&#237;fica atualmente dispon&#237;vel n&#227;o &#233; suficiente     para recomendar o tratamento com cursos prolongados de corticosteroide     sist&#233;mico, que neste estudo respondem apenas por 1,5% do total de prescri&#231;&#245;es,     sendo estes f&#225;rmacos apenas efetivos no tratamento das exacerba&#231;&#245;es da doen&#231;a.<sup>9</sup></p>       <p>Quanto &#224;     prescri&#231;&#227;o de oxig&#233;nio, um dos principais tratamentos n&#227;o farmacol&#243;gicos para     doentes com DPOC em est&#225;dio IV,<sup>27</sup> correspondeu a 6,2% do total de     prescri&#231;&#245;es efetuadas pelos MS. Este valor pode estar subestimado relativamente     &#224; percentagem real, j&#225; que os doentes com insufici&#234;ncia respirat&#243;ria cr&#243;nica,     principais consumidores da oxigenoterapia domicili&#225;ria de longa dura&#231;&#227;o,     poder&#227;o ter consultado um pneumologista respons&#225;vel pelo seu acompanhamento e     vigil&#226;ncia hospitalares em consulta externa da especialidade e, portanto, n&#227;o     renovar a sua medica&#231;&#227;o nos Cuidados de Sa&#250;de Prim&#225;rios.</p>       <p>O uso     regular e generalizado de agentes mucol&#237;ticos, que neste estudo representam     apenas cerca de 4,5% do total de prescri&#231;&#245;es, n&#227;o &#233; atualmente recomendado na     DPOC, embora haja alguma evid&#234;ncia cient&#237;fica que suporta o benef&#237;cio destes     f&#225;rmacos na redu&#231;&#227;o de exacerba&#231;&#245;es em doentes n&#227;o tratados com     corticosteroides inalados.<sup>28</sup></p>       <p>Cerca de 3%     das prescri&#231;&#245;es corresponderam a antagonistas dos leucotrienos, f&#225;rmacos que na     realidade n&#227;o est&#227;o recomendados no tratamento farmacol&#243;gico da DPOC, mas sim     como adjuvantes da corticoterapia inalada no controlo da asma.<sup>29</sup> Estes resultados podem estar relacionados com erros de registo de medica&#231;&#227;o n&#227;o     relacionada com DPOC em doentes que tenham simultaneamente DPOC e asma.</p>       <p>A vacina&#231;&#227;o     antigripal &#233; recomendada nos doentes com DPOC na medida em que pode reduzir a     incid&#234;ncia de doen&#231;a grave e morte em cerca de 50%.<sup>30</sup> A vacina antipneumoc&#243;cica     tamb&#233;m est&#225; recomendada em doentes com DPOC de idade igual e superior a 65     anos, mostrando reduzir a incid&#234;ncia de pneumonia adquirida na comunidade em     pacientes com idade inferior a 65 anos e FEV1 inferior a 40%.<sup>31</sup> No     entanto, a percentagem de prescri&#231;&#245;es das vacinas antigripal e antipneumoc&#243;cica     ficou aqu&#233;m do esperado, tendo em conta a popula&#231;&#227;o de utentes consumidores da     consulta relacionada com DPOC (m&#233;dia de idades de 72 anos).</p>       <p>Esta     subprescri&#231;&#227;o pode ser devida a v&#225;rios fatores, entre os quais o facto de     muitos m&#233;dicos n&#227;o entenderem a vacina&#231;&#227;o como medica&#231;&#227;o relacionada com DPOC     (tema debatido na apresenta&#231;&#227;o dos resultados na reuni&#227;o anual da rede), o     desconhecimento dos m&#233;dicos para a necessidade de vacinar estes doentes, a recusa     do doente em ser vacinado e aus&#234;ncia de registos por parte do m&#233;dico     prescritor.</p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Relativamente     &#224; vacina antipneumoc&#243;cica, &#233; importante real&#231;ar que a frequ&#234;ncia de     administra&#231;&#227;o &#233; menor que a da vacina antigripal, pelo que a taxa encontrada     pode n&#227;o ser assim t&#227;o baixa. Muitos doentes poder&#227;o ter j&#225; realizado a     vacina&#231;&#227;o antes do per&#237;odo de tempo em an&#225;lise, atendendo &#224; m&#233;dia de idades     encontrada.</p>       <p>&#192; semelhan&#231;a     de outros estudos da Rede M&#233;dicos-Sentinela, o c&#225;lculo da taxa de incid&#234;ncia     tem limita&#231;&#245;es relacionadas com a popula&#231;&#227;o em estudo, dado que ao utilizar-se     a PSOE como denominador da f&#243;rmula estamos a incluir utentes que j&#225; t&#234;m o     diagn&#243;stico de DPOC e como tal n&#227;o est&#227;o em risco de desenvolver a doen&#231;a.     Assim, apenas poderemos obter taxas de incid&#234;ncia estimadas, considerando que a     PSOE estar&#225; toda ela em risco de desenvolver DPOC, subestimando os valores     reais. Este facto dificulta a compara&#231;&#227;o com outros estudos que avaliaram a     incid&#234;ncia de DPOC.</p>       <p>A taxa de     incid&#234;ncia anual estimada de DPOC foi de 161,8/100.000. O estudo de van Durme     que estudou indiv&#237;duos com idade igual ou superior a 55 anos, durante um     per&#237;odo m&#233;dio de 11 anos, obteve uma taxa de incid&#234;ncia global de 920/100.000     pessoas/ano (IC 95%: 850-1000).<sup>32</sup> De Marco e colaboradores obtiveram     uma taxa anual de incid&#234;ncia de 280/100.000 (IC 95%: 230-330), numa popula&#231;&#227;o     de adultos com idades compreendidas entre os 20 e os 44 anos, num estudo coorte     com a dura&#231;&#227;o de 10 anos.<sup>33</sup></p>       <p>No estudo de     Geijer e colegas a taxa de incid&#234;ncia cumulativa de DPOC moderada (est&#225;dio II     da GOLD) a cinco anos, em homens com idades compreendidas entre os 40 e os 65     anos, foi de 8,3% (IC 95%: 5,8-11,4).<sup>34</sup></p>       <p>Um estudo     noruegu&#234;s de Johannessen et al, que incluiu indiv&#237;duos dos 18 aos 74 anos,     encontrou uma taxa de incid&#234;ncia cumulativa de 6,1% a 9 anos (IC 95%: 4,0-8,1),     o que corresponde a uma taxa de incid&#234;ncia anual m&#233;dia de 0,7% na popula&#231;&#227;o     estudada.<sup>35</sup></p>       <p>O uso de     diferentes defini&#231;&#245;es de DPOC, de valores de fun&#231;&#227;o pulmonar sem     broncodilata&#231;&#227;o e as diferen&#231;as na inclus&#227;o de determinados est&#225;dios de DPOC     torna dif&#237;cil a compara&#231;&#227;o dos valores estimados entre estudos e com os deste     estudo, que se baseia na notifica&#231;&#227;o dos casos, sem que fique expl&#237;cita a forma     de se chegar ao diagn&#243;stico.</p>       <p>Verificou-se     um aumento n&#227;o estatisticamente significativo nas taxas de incid&#234;ncia estimadas     entre 2008 e 2009. Uma raz&#227;o para estes resultados pode ser um efeito conhecido     na rede, relacionado com um aumento do n&#250;mero de notifica&#231;&#245;es nos anos     seguintes &#224; apresenta&#231;&#227;o dos resultados na reuni&#227;o anual da rede dos     m&#233;dicos-sentinela.</p>       <p>A     extrapola&#231;&#227;o da estimativa da taxa de incid&#234;ncia obtida, 161,8 por 100.000,     para uma popula&#231;&#227;o residente em Portugal em 2008 com idade igual ou superior a     45 anos estimada em 4.593.652 indiv&#237;duos, permitiu calcular uma m&#233;dia estimada     de novos diagn&#243;sticos de 7.432 novos casos de DPOC por ano, em todo o pa&#237;s.<sup>17</sup> Este c&#225;lculo apresenta algumas limita&#231;&#245;es em fun&#231;&#227;o da representatividade da     amostra j&#225; discutida anteriormente e das limita&#231;&#245;es no rigor dos c&#225;lculos da     popula&#231;&#227;o residente, estimada pelo Instituto Nacional de Estat&#237;stica, mas     carecendo da confirma&#231;&#227;o que vir&#225; a ser poss&#237;vel quando estiverem dispon&#237;veis     os dados do Censo de 2011.</p>     <p>Apesar das     limita&#231;&#245;es j&#225; referidas, com este estudo foi poss&#237;vel obter-se uma estimativa     da incid&#234;ncia de DPOC em Portugal.&nbsp;Estudos futuros com m&#233;todos diferentes,     poder&#227;o contribuir para calcular com maior exatid&#227;o uma taxa de incid&#234;ncia de     DPOC, determinar se esta &#233;, em Portugal, diferente da observada noutros pa&#237;ses,     estudar incid&#234;ncias espec&#237;ficas em determinados grupos de risco e avaliar o     peso desta doen&#231;a nas consultas de medicina geral e familiar.</p>       <p>&nbsp;</p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>REFER&#202;NCIAS BIBLIOGR&#193;FICAS</b></p>       <!-- ref --><p>1. Dire&#231;&#227;o-Geral     da Sa&#250;de. Programa Nacional de Preven&#231;&#227;o e Controlo da Doen&#231;a Pulmonar     Obstrutiva Cr&#243;nica. Lisboa: Dire&#231;&#227;o-Geral da Sa&#250;de, Divis&#227;o de Doen&#231;as     Gen&#233;ticas, Cr&#243;nicas e Geri&#225;tricas; 2005.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000134&pid=S2182-5173201200040000400001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>2. World     Health Organization. The Global Burden of Disease: 2004 Update. Geneva: World     Health Organization; 2008.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000136&pid=S2182-5173201200040000400002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>3. World     Health Organization. World Health Statistics 2008. Geneva: World Health     Organization; 2008.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000138&pid=S2182-5173201200040000400003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>4. Mathers     CD, Loncar D. Projections of global mortality and burden of disease from 2002     to 2030. PLoS Med 2006 Nov; 3 (11): e442.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000140&pid=S2182-5173201200040000400004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>5. Dire&#231;&#227;o-Geral     da Sa&#250;de. Vigil&#226;ncia global, preven&#231;&#227;o e controlo das doen&#231;as respirat&#243;rias     cr&#243;nicas - uma abordagem integradora. Lisboa: Dire&#231;&#227;o-Geral da Sa&#250;de; 2007.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000142&pid=S2182-5173201200040000400005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>6. European     Respiratory Society. The European Lung White Book. Brussels: European     Respiratory Society / European Lung Foundation; 2003.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000144&pid=S2182-5173201200040000400006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>7. Borges M,     Gouveia M, Costa J, Pinheiro LS, Paulo S, Carneiro AV. Carga da doen&#231;a     atribu&#237;vel ao tabagismo em Portugal. Rev Port Pneumol 2009 Nov-Dec; 15 (6):     951-1004.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000146&pid=S2182-5173201200040000400007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>8. B&#225;rbara     C, Rodrigues F, Dias H, Cardoso J, Almeida J, Matos MJ, et al. COPD prevalence     in Portugal. The Burden of Obstructive Lung Disease study (BOLD). Congresso     Anual da European Respiratory Society, Barcelona, 18 a 22 de setembro de 2010.     Dispon&#237;vel em:     <a href="https://www.ersnetsecure.org/public/prg_congres.detail?ww_i_session=17164&amp;ww_c_mode=TEXTE-SPECIAL" target="_blank">https://www.ersnetsecure.org/public/prg_congres.detail?ww_i_session=17164&amp;ww_c_mode=TEXTE-SPECIAL</a> [acedido em 31.05.2011].    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000148&pid=S2182-5173201200040000400008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>9. Global     Initiative for Chronic Obstructive Lung Disease. Global Strategy for Diagnosis,     Management, and Prevention of COPD. Updated 2010. Dispon&#237;vel em: <a href="http://www.goldcopd.com" target="_blank">http://www.goldcopd.com</a> [acedido em 15.05.2011].    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000150&pid=S2182-5173201200040000400009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>10. Ara&#250;jo     AT. Relat&#243;rio do Observat&#243;rio Nacional das Doen&#231;as Respirat&#243;rias 2009. Dispon&#237;vel em <a href="http://www.ondr.org/relatorios_ondr.html" target="_blank">http://www.ondr.org/relatorios_ondr.html</a> [acedido em 31/05/2011].    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000152&pid=S2182-5173201200040000400010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>11. Funda&#231;&#227;o     Portuguesa do Pulm&#227;o. Documento de Consenso da Funda&#231;&#227;o Portuguesa do Pulm&#227;o:     proposta para a elabora&#231;&#227;o dum Plano Nacional de Preven&#231;&#227;o e Controle das     Doen&#231;as Respirat&#243;rias. Lisboa: Funda&#231;&#227;o Portuguesa do Pulm&#227;o; 2010.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000154&pid=S2182-5173201200040000400011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>12. Instituto     Nacional de Sa&#250;de Dr. Ricardo Jorge. Denominadores: quem s&#227;o? como se calculam?     Dispon&#237;vel em: <a href="http://www.insa.pt/sites/INSA/Portugues/AreasCientificas/Epidemiologia/Unidades/UnInstrObser/Documents/proj_ms_denominadores_onsa.pdf" target="_blank">http://www.insa.pt/sites/INSA/Portugues/AreasCientificas/Epidemiologia/Unidades/UnInstrObser/Documents/proj_ms_denominadores_onsa.pdf</a> [acedido em 29/05/2011].    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000156&pid=S2182-5173201200040000400012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>13. Rede     M&#233;dicos&#8211;Sentinela. O que se fez em 2007. Lisboa: Departamento de     Epidemiologia do Instituto Nacional de Sa&#250;de Dr. Ricardo Jorge; 2009.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000158&pid=S2182-5173201200040000400013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>14. Noordzij     M, Dekker FW, Zoccali C, Jager KJ. Measures of disease frequency: prevalence     and incidence. Nephron Clin Pract 2010; 115 (1): c17-20.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000160&pid=S2182-5173201200040000400014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>15. Hoogendoorn     M, Rutten-van M&#246;lken MP, Hoogenveen RT, van Genugten ML, Buist AS, Wouters EF,     et al. A dynamic population model of disease progression in COPD. Eur Respir J     2005 Aug; 26 (2): 223-33.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000162&pid=S2182-5173201200040000400015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <p>16. M&#233;dicos&#8211;Sentinela.     O que se fez em 2008. Departamento de Epidemiologia. Lisboa: Instituto Nacional     de Sa&#250;de Dr. Ricardo Jorge; 2010. p. 109-110. Dispon&#237;vel em:     <a href="http://www.insa.pt/sites/INSA/Portugues/Publicacoes/Outros/Documents/Epidemiologia/Relatorio_MS_22_2008.pdf" target="_blank">http://www.insa.pt/sites/INSA/Portugues/Publicacoes/Outros/Documents/Epidemiologia/Relatorio_MS_22_2008.pdf</a>     [acedido em 29/05/2011].</p>       <!-- ref --><p>17. Instituto     Nacional de Estat&#237;stica. Estimativas provis&#243;rias de popula&#231;&#227;o residente, 2008     Portugal, NUTS II, NUTS III e munic&#237;pios. Lisboa: Instituto Nacional de     Estat&#237;stica; 2009.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000165&pid=S2182-5173201200040000400017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>18. Stratelis     G, Jakobsson P, Molstad S, Zetterstrom O. Early detection of COPD in primary     care: screening by invitation of smokers aged 40 to 55 years. Br J Gen Pract     2004 Mar; 54 (500): 201-6.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000167&pid=S2182-5173201200040000400018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>19. Ulrik     CS, L&#248;kke A, Dahl R, Dollerup J, Hansen G, Cording PH, et al; TOP study group.     Early detection of COPD in general practice. Int J Chron Obstruct Pulmon Dis     2011; 6: 123-7.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000169&pid=S2182-5173201200040000400019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>20. WHO     Collaborating Centre for Drug Statistics Methodology.     Anatomic-therapeutic-chemical classification of drugs (ATC) Classification     index. Oslo: Norwegian Institute of Public Health; 2005. Dispon&#237;vel em: <a href="http://www.whocc.no/atc_ddd_index/" target="_blank">http://www.whocc.no/atc_ddd_index/</a> [acedido em 09/12/2009].    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000171&pid=S2182-5173201200040000400020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>21. Hawkins     NM, Jhund PS, Simpson CR, Petrie MC, Macdonald MR, Dunn FG, et al. Primary care     burden and treatment of patients with heart failure and chronic obstructive     pulmonary disease in Scotland. Eur J Heart Fail 2010 Jan; 12 (1): 17-24.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000173&pid=S2182-5173201200040000400021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>22. Murphy     NF, Simpson CR, McAlister FA, Stewart S, MacIntyre K, Kirkpatrick M, et al.     National survey of the prevalence, incidence, primary care burden, and     treatment of heart failure in Scotland. Heart 2004 Oct; 90 (10): 1129-36.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000175&pid=S2182-5173201200040000400022&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>23. Shim CS,     Williams MH Jr. Bronchodilator response to oral aminophylline and terbutaline     versus aerosol albuterol in patients with chronic obstructive pulmonary     disease. Am J Med 1983 Oct; 75 (4): 697-701.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000177&pid=S2182-5173201200040000400023&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>24. Oostenbrink     JB, Rutten-van M&#246;lken MP, Al MJ, Van Noord JA, Vincken W. One-year     cost-effectiveness of tiotropium versus ipratropium to treat chronic     obstructive pulmonary disease. Eur Respir J 2004 Feb; 23 (2): 241-9.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000179&pid=S2182-5173201200040000400024&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>25. Calverley     P, Pauwels R, Vestbo J, Jones P, Pride N, Gulsvik A, et al. Combined salmeterol     and fluticasone in the treatment of chronic obstructive pulmonary disease: a     randomised controlled trial. Lancet 2003 Feb 8; 361 (9356): 449-56.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000181&pid=S2182-5173201200040000400025&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>26. Calverley     PM, Boonsawat W, Cseke Z, Zhong N, Peterson S, Olsson H. Maintenance therapy     with budesonide and formoterol in chronic obstructive pulmonary disease. Eur     Respir J 2003 Dec; 22 (6): 912-9.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000183&pid=S2182-5173201200040000400026&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>27. Siafakas     NM, Vermeire P, Pride NB, Paoletti P, Gibson J, Howard P, et al. Optimal     assessment and management of chronic obstructive pulmonary disease (COPD). The     European Respiratory Society Task Force. Eur Respir J 1995 Aug; 8 (8): 1250-1.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000185&pid=S2182-5173201200040000400027&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>28. Zheng     JP, Kang J, Huang SG, Chen P, Yao WZ, Yang L, et al. Effect of carbocisteine on     acute exacerbation of chronic obstructive pulmonary disease (PEACE Study): a     randomised placebo-controlled study. Lancet 2008 Jun 14; 371 (9629): 2013-8.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000187&pid=S2182-5173201200040000400028&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>29. Global     Initiative for Asthma (2010). Global Strategy for Asthma Management and     Prevention (Updated 2010). Dispon&#237;vel em: <a href="http://guideline.gov/content.aspx?id=32556" target="_blank">http://guideline.gov/content.aspx?id=32556</a> [acedido em 29/05/2011].    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000189&pid=S2182-5173201200040000400029&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>30. Wongsurakiat     P, Maranetra KN, Wasi C, Kositanont U, Dejsomritrutai W, Charoenratanakul S.     Acute respiratory illness in patients with COPD and the effectiveness of     influenza vaccination: a randomized controlled study. Chest 2004 Jun; 125 (6):     2011-20.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000191&pid=S2182-5173201200040000400030&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>31. Alfageme     I, Vazquez R, Reyes N, Mu&#241;oz J, Fern&#225;ndez A, Hernandez M, et al. Clinical     efficacy of antipneumococcal vaccination in patients with COPD. Thorax 2006     Mar; 61 (3): 189-95.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000193&pid=S2182-5173201200040000400031&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>32. Van     Durme YM, Verhamme KM, Stijnen T, van Rooij FJ, Van Pottelberge GR, et al.     Prevalence, incidence, and lifetime risk for the development of COPD in the     elderly: the Rotterdam study. Chest 2009 Feb; 135 (2): 368-77.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000195&pid=S2182-5173201200040000400032&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>33. De Marco     R, Accordini S, Cerveri I, Corsico A, Ant&#243; JM, K&#252;nzli N, et al. Incidence of     chronic obstructive pulmonary disease in a cohort of young adults according to     the presence of chronic cough and phlegm. Am J Respir Crit Care Med 2007 Jan;     175 (1): 32-9.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000197&pid=S2182-5173201200040000400033&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>34. Geijer     RM, Sachs AP, Verheij TJ, Salom&#233; PL, Lammers JW, Hoes AW. Incidence and     determinants of moderate COPD (GOLD II) in male smokers aged 40-65 years:     5-year follow up. Br J Gen Pract 2006 Sep; 56 (530): 656-61.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000199&pid=S2182-5173201200040000400034&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>35. Johannessen     A, Omenaas E, Bakke P, Gulsvik A. Incidence of GOLD-defined chronic obstructive     pulmonary disease in a general adult population. Int J Tuberc Lung Dis 2005     Aug; 9 (8): 926-32.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000201&pid=S2182-5173201200040000400035&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>    <p><a href="#topc0">Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia</a> | <a href="#topc0">Direcci&oacute;n para correspondencia</a> | <a href="#topc0">Correspondence</a><a name="c0"></a></p>       <p>D&#226;nia Isabel     Costa Ferreira</p>     <p>Rua S.     Domingos, N.<sup>o</sup> 164, 2.<sup>o</sup> Dto., 4710-435 Braga</p>     <p><a href="mailto:daniaisabelferreira@gmail.com">daniaisabelferreira@gmail.com</a></p>       <p>&nbsp;</p>       <p><i>Artigo escrito ao abrigo do novo acordo   ortogr&#225;fico.</i></p>       <p><b>AGRADECIMENTOS</b></p>       <p>Os autores     agradecem a todos os m&#233;dicos da Rede M&#233;dicos Sentinela e &#224; coordena&#231;&#227;o da Rede     toda a colabora&#231;&#227;o prestada na recolha e fornecimento dos dados.</p>       <p><b>CONFLITOS DE INTERESSE</b></p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Jaime     Correia de Sousa foi membro n&#227;o remunerado da Funda&#231;&#227;o AstraZeneca Portugal e     recebeu esporadicamente honor&#225;rios como consultor ou palestrante da Altana     (Nycomed), MSD e Novartis. Os restantes autores declaram n&#227;o possuir qualquer     tipo de conflitos de interesses.</p>       <p><b>FINANCIAMENTO</b></p>       <p>Este estudo     n&#227;o recebeu qualquer financiamento externo.</p>       <p><b>Recebido em 12/02/2012</b></p>       <p><b>Aceite para publica&#231;&#227;o em 12/07/2012</b></p>      ]]></body><back>
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