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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Estudo de seguimento de utentes após realização de um eletrocardiograma em Medicina Geral e Familiar]]></article-title>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Follow-up of patients after routine electrocardiogram testing in primary care]]></article-title>
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<institution><![CDATA[,Universidade do Porto Faculdade de Medicina Departamento de Clínica Geral]]></institution>
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<self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S2182-51732012000400005&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_abstract&amp;pid=S2182-51732012000400005&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_pdf&amp;pid=S2182-51732012000400005&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><abstract abstract-type="short" xml:lang="pt"><p><![CDATA[Introdução: O eletrocardiograma (ECG) é um exame do quotidiano em Medicina Geral e Familiar (MGF), usado no estudo e seguimento de doenças relacionadas com o coração. Objetivo: Caracterizar a alteração clínica a médio prazo no seguimento dos utentes a quem foi realizado um ECG na consulta de MGF. Métodos: Estudo observacional longitudinal prospetivo dos ECG requisitados e realizados no Centro de Saúde de S. João, Porto, desde 01/03/2007 até 28/02/2009. Na requisição foi preenchido um protocolo que incluía o motivo para o pedido, a sintomatologia dos doentes, os seus antecedentes clínicos, e registado o resultado da leitura. Seis meses após, os processos clínicos foram avaliados para verificar a alteração à orientação clínica previamente definida para o utente. Usou-se um modelo de regressão logística multinominal para descrever a associação entre a alteração ao seguimento dos doentes e o motivo para a requisição dos exames e o seu resultado, classificado segundo o Novacode. Resultados: Foram avaliados 870 ECG de 817 utentes, 56,4% do sexo feminino, com uma mediana de idades de 57 anos. O principal motivo para a requisição dos ECG foi a presença de sintomatologia na consulta (48,5%). 54,5% foram normais e 9,7% apresentaram alterações major. Em 67,9% (IC95%:64,8-70,0%) mantiveram-se os cuidados previamente instituídos. A taxa de referenciação aos cuidados hospitalares foi de 5,7% (IC95%:4,8-7,5%). Na análise multivariada, a decisão na orientação dos utentes foi significativamente influenciada pelos resultados dos ECG, nos utentes em que o ECG é requisitado para seguimento de doença previamente diagnosticada mas não nos que apresentam sintomas na consulta. Conclusão: A maioria dos utentes que realizam um ECG na consulta de MGF mantém inalterados os cuidados instituídos previamente à requisição do exame, verificando-se uma maior utilidade nos casos de seguimento de fatores de risco cardiovasculares e de doença cardíaca prévia perante a existência de alterações eletrocardiográficas.]]></p></abstract>
<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Background: Electrocardiography (ECG) is commonly used in primary care to study and follow patients with cardiovascular diseases. Aim: The purpose of this study was to assess changes in patient care after performance of an ECG during a primary care office visit. Methods: A prospective observational study was conducted at S. João Health Center, Oporto of all patients for whom an ECG was requested at primary care office visits over a two-year period, from 1/03/2007. Each time an ECG was requested, doctors recorded the reason for the test, the patient’s symptoms, and past medical history. Electrocardiograms were saved for later analysis. Clinical files were hand searched six months after the ECG to assess changes in patient care. A multinomial logistic regression model was used to test associations between results of the ECG, classified by Novacode, and the indications for the test. Results: We studied 870 ECG, from 817 patients (56,4% females) with a median age of 57 years. The main reason for requesting an ECG was the presence of symptoms (48,5%). Analysis of the results of the ECG showed that 54,5% were interpreted as normal, 35,9% had minor abnormalities, and 9,7% showed major abnormalities. Care of the patient remained unchanged after 67,9% of tests (CI95%: 64,8-70,0%), and referral for hospital care occurred after 5,7% (CI95%: 4,8-7,5%). In multivariate analysis, the decision to change patient care was significantly influenced by ECG results in patients in whom the test was requested for follow-up of known cardiovascular disease but not for those who reported symptoms at office visit. Conclusion: The ECG does not change the care of most patients who have the test done at an office visit. The greatest utility of the test was seen among patients with known cardiovascular risk factors or a past history of cardiovascular disease.]]></p></abstract>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[Eletrocardiografia]]></kwd>
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<kwd lng="en"><![CDATA[Medical History Taking]]></kwd>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><b>ESTUDOS ORIGINAIS</b></p>       <p><font size="4"><b>Estudo de seguimento de utentes ap&#243;s     realiza&#231;&#227;o de um eletrocardiograma em Medicina Geral e Familiar</b></font></p>       <p><font size="3"><b>Follow-up of patients after routine   electrocardiogram testing in primary care</b></font></p>       <p><b>Paulo Santos,* Alberto Hespanhol,* Luciana     Couto**</b></p>       <p>* USF de S.     Jo&#227;o do Porto, Departamento de Cl&#237;nica Geral/FMUP</p>       <p>** Unidade     de Sa&#250;de Familiar das Cam&#233;lias, Departamento de Cl&#237;nica Geral/FMUP</p>         <p><a href="#c0">Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia</a> | <a href="#c0">Direcci&oacute;n para correspondencia</a> | <a href="#c0">Correspondence</a><a name="topc0"></a></p>     <p>&nbsp;</p> <hr/>       <p><b>RESUMO</b></p>       <p><b>Introdu&#231;&#227;o:</b> O eletrocardiograma (ECG) &#233;     um exame do quotidiano em Medicina Geral e Familiar (MGF), usado no estudo e     seguimento de doen&#231;as relacionadas com o cora&#231;&#227;o.</p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Objetivo:</b> Caracterizar a altera&#231;&#227;o     cl&#237;nica a m&#233;dio prazo no seguimento dos utentes a quem foi realizado um ECG na     consulta de MGF.</p>       <p><b>M&#233;todos:</b> Estudo observacional     longitudinal prospetivo dos ECG requisitados e realizados no Centro de Sa&#250;de de     S. Jo&#227;o, Porto, desde 01/03/2007 at&#233; 28/02/2009. Na requisi&#231;&#227;o foi preenchido     um protocolo que inclu&#237;a o motivo para o pedido, a sintomatologia dos doentes,     os seus antecedentes cl&#237;nicos, e registado o resultado da leitura. Seis meses     ap&#243;s, os processos cl&#237;nicos foram avaliados para verificar a altera&#231;&#227;o &#224;     orienta&#231;&#227;o cl&#237;nica previamente definida para o utente. Usou-se um modelo de     regress&#227;o log&#237;stica multinominal para descrever a associa&#231;&#227;o entre a altera&#231;&#227;o     ao seguimento dos doentes e o motivo para a requisi&#231;&#227;o dos exames e o seu     resultado, classificado segundo o Novacode.</p>       <p><b>Resultados:</b> Foram avaliados 870 ECG de     817 utentes, 56,4% do sexo feminino, com uma mediana de idades de 57 anos. O     principal motivo para a requisi&#231;&#227;o dos ECG foi a presen&#231;a de sintomatologia na     consulta (48,5%). 54,5% foram normais e 9,7% apresentaram altera&#231;&#245;es major. Em     67,9% (IC95%:64,8-70,0%) mantiveram-se os cuidados previamente institu&#237;dos. A     taxa de referencia&#231;&#227;o aos cuidados hospitalares foi de 5,7% (IC95%:4,8-7,5%).     Na an&#225;lise multivariada, a decis&#227;o na orienta&#231;&#227;o dos utentes foi     significativamente influenciada pelos resultados dos ECG, nos utentes em que o     ECG &#233; requisitado para seguimento de doen&#231;a previamente diagnosticada mas n&#227;o     nos que apresentam sintomas na consulta.</p>       <p><b>Conclus&#227;o:</b> A maioria dos utentes que     realizam um ECG na consulta de MGF mant&#233;m inalterados os cuidados institu&#237;dos     previamente &#224; requisi&#231;&#227;o do exame, verificando-se uma maior utilidade nos casos     de seguimento de fatores de risco cardiovasculares e de doen&#231;a card&#237;aca pr&#233;via     perante a exist&#234;ncia de altera&#231;&#245;es eletrocardiogr&#225;ficas.</p>       <p><b>Palavras-chave:</b> Eletrocardiografia;     Medicina Geral e Familiar; Gest&#227;o da Doen&#231;a; Anamnese.</p>         <p>&nbsp;</p> <hr/>     <p><b>ABSTRACT</b></p>       <p><b>Background:</b> Electrocardiography (ECG)     is commonly used in primary care to study and follow patients with   cardiovascular diseases.</p>       <p><b>Aim:</b> The purpose of this study was to     assess changes in patient care after performance of an ECG during a primary     care office visit.</p>       <p><b>Methods:</b> A prospective observational study     was conducted at S. Jo&#227;o Health Center, Oporto of all patients for whom an ECG     was requested at primary care office visits over a two-year period, from     1/03/2007. Each time an ECG was requested, doctors recorded the reason for the     test, the patient&#8217;s symptoms, and past medical history. Electrocardiograms were     saved for later analysis. Clinical files were hand searched six months after     the ECG to assess changes in patient care. A multinomial logistic regression     model was used to test associations between results of the ECG, classified by     Novacode, and the indications for the test.</p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Results:</b> We studied 870 ECG, from 817     patients (56,4% females) with a median age of 57 years. The main reason for     requesting an ECG was the presence of symptoms (48,5%). Analysis of the results     of the ECG showed that 54,5% were interpreted as normal, 35,9% had minor     abnormalities, and 9,7% showed major abnormalities. Care of the patient     remained unchanged after 67,9% of tests (CI95%: 64,8-70,0%), and referral for     hospital care occurred after 5,7% (CI95%: 4,8-7,5%). In multivariate analysis,     the decision to change patient care was significantly influenced by ECG results     in patients in whom the test was requested for follow-up of known     cardiovascular disease but not for those who reported symptoms at office visit.</p>       <p><b>Conclusion:</b> The ECG does not change the     care of most patients who have the test done at an office visit. The greatest     utility of the test was seen among patients with known cardiovascular risk     factors or a past history of cardiovascular disease.</p>       <p><b>Key-words:</b> Electrocardiography; Family     Practice; General Practice; Disease Management; Medical History Taking.</p>         <p>&nbsp;</p> <hr/>       <p><b>Introdu&#231;&#227;o</b></p>       <p>O     eletrocardiograma (ECG), enquanto t&#233;cnica de registo da corrente el&#233;trica     card&#237;aca, foi descrito para utiliza&#231;&#227;o humana em 1902 no historicamente c&#233;lebre     artigo &#8220;Galvanometrische registratie van het menschilijk electrocardiogram&#8221;<sup>1</sup> por Willem Einthoven, tendo utiliza&#231;&#227;o na investiga&#231;&#227;o e seguimento das doen&#231;as     relacionadas com o cora&#231;&#227;o.</p>       <p>Trata-se de     um exame quotidiano em Medicina Geral e Familiar<sup>2,3</sup> e, apesar da     prof&#237;cua idade, mant&#233;m e renova a sua utilidade na pr&#225;tica cl&#237;nica di&#225;ria,<sup>4</sup> sendo reconhecida a exist&#234;ncia de diferen&#231;as entre a pr&#225;tica dos Cuidados     Prim&#225;rios e Hospitalares.<sup>5,6</sup></p>       <p>Em Portugal     foram realizados, ao n&#237;vel dos Cuidados de Sa&#250;de Prim&#225;rios, em 2007, mais de um     milh&#227;o de ECG, representando em m&#233;dia 14,8% da popula&#231;&#227;o utilizadora dos     Centros de Sa&#250;de e 3,9 % das consultas m&#233;dicas efetuadas.<sup>7</sup> Em     rela&#231;&#227;o a 1997, onde o ECG foi realizado em 3,2% das consultas,<sup>8</sup> representa um acr&#233;scimo de exames de 9,6%.</p>       <p>Este volume     de requisi&#231;&#245;es encontra paralelismo no que acontece noutros pa&#237;ses com valores     que oscilam entre os 2,7 e os 4,5% das consultas m&#233;dicas,<sup>9,10</sup> e     depende de caracter&#237;sticas intr&#237;nsecas ao doente, de caracter&#237;sticas relativas     ao prestador de cuidados e de condicionantes do sistema de sa&#250;de.</p>       <p>O principal     motivo para a sua requisi&#231;&#227;o prende-se com a exist&#234;ncia de sintomatologia     card&#237;aca, como dor tor&#225;cica e palpita&#231;&#245;es, ou seguimento de doentes com fatores     de risco coron&#225;rio, sobretudo a hipertens&#227;o arterial,<sup>11</sup> aparecendo     tamb&#233;m o exame global de sa&#250;de como relevante,<sup>12</sup> apesar de a     evid&#234;ncia apontar no sentido contr&#225;rio.</p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Apesar de     basearem a decis&#227;o de requisitar o exame sobretudo em motivos de ordem cl&#237;nica,     a perspetiva de altera&#231;&#227;o do plano de seguimento em fun&#231;&#227;o da previs&#227;o do     resultado do ECG &#233; baixa nos M&#233;dicos de Fam&#237;lia, onde cerca de metade n&#227;o     previa alterar a orienta&#231;&#227;o &#224; partida, independentemente do resultado do exame.     No estudo de Rutten<sup>11</sup> este valor baixou para 31% de altera&#231;&#245;es ao     seguimento ap&#243;s conhecer a leitura do ECG.</p>       <p>A pr&#225;tica     dos Cuidados de Sa&#250;de Prim&#225;rios apresenta varia&#231;&#245;es internacionais fruto da     diferente organiza&#231;&#227;o dos servi&#231;os de sa&#250;de e do n&#237;vel de diferencia&#231;&#227;o conferido     aos respetivos profissionais. Coloca-se ent&#227;o a quest&#227;o de saber se em Portugal     estes dados se confirmam.</p>       <p>O objetivo     deste estudo &#233; caracterizar a altera&#231;&#227;o cl&#237;nica a m&#233;dio prazo no seguimento dos     utentes a quem foi realizado um ECG no contexto da consulta de Medicina Geral e     Familiar.</p>       <p><b>M&#233;todos</b></p>       <p>Realizou-se     um estudo observacional longitudinal, onde se estudaram os ECG realizados no     Centro de Sa&#250;de de S. Jo&#227;o, requisitados no contexto da consulta de Medicina     Geral e Familiar de forma consecutiva desde 01/03/2007, por um per&#237;odo de 24     meses, por 9 M&#233;dicos de Fam&#237;lia e realizados nas instala&#231;&#245;es do Centro de     Sa&#250;de. Foram exclu&#237;dos os ECG realizados por entidades externas.</p>       <p>O Centro de     Sa&#250;de de S. Jo&#227;o corresponde &#224; parte assistencial do Projeto &#8220;Tubo de Ensaio&#8221;,&nbsp;num     protocolo estabelecido com a Administra&#231;&#227;o Regional de Sa&#250;de do     Norte,&nbsp;onde o desenvolvimento de projetos inovadores nas &#225;reas da     Administra&#231;&#227;o e da Presta&#231;&#227;o de Cuidados e a forma&#231;&#227;o pr&#233; e p&#243;s-graduada em     Medicina Geral e Familiar foram complementados pela contratualiza&#231;&#227;o da     presta&#231;&#227;o de Cuidados de Sa&#250;de Prim&#225;rios em Medicina Geral e Familiar a uma     popula&#231;&#227;o de cerca de 20.000 utentes na cidade do Porto.<sup>13</sup></p>       <p>No in&#237;cio,     os ECGs requisitados na consulta dos M&#233;dicos de Fam&#237;lia foram realizados nas instala&#231;&#245;es     do Centro de Sa&#250;de por enfermeiros treinados para o efeito e enviados para     relatar a um cardiologista, e desde 2005 passaram a ser avaliados por um grupo     de 3 M&#233;dicos de Fam&#237;lia e relatados diretamente no processo cl&#237;nico dos     utentes.</p>       <p>No momento     da requisi&#231;&#227;o de um ECG, o m&#233;dico preenchia uma folha estruturada de colheita     de dados que inclu&#237;a dados demogr&#225;ficos, o motivo cl&#237;nico que justificava a     requisi&#231;&#227;o, a presen&#231;a de sintomatologia relacionada com o sistema     cardiovascular, a presen&#231;a de fatores de risco cardiovasculares e a presen&#231;a de     antecedentes card&#237;acos. Os dados omissos foram completados por pesquisa manual     dos processos cl&#237;nicos.</p>       <p>Procedeu-se     &#224; categoriza&#231;&#227;o dos motivos para a requisi&#231;&#227;o do exame em (1) presen&#231;a de     sintomatologia na consulta, (2) seguimento de doen&#231;a cardiovascular previamente     diagnosticada, e (3) exame global de sa&#250;de.</p>       <p>Os ECG foram     realizados por enfermeiros treinados num aparelho Cardiette start 100 H e     relatados por m&#233;dicos de fam&#237;lia com experi&#234;ncia na leitura sendo registados no     processo cl&#237;nico eletr&#243;nico. Para efeitos de an&#225;lise procedeu-se &#224; codifica&#231;&#227;o     pelo Novacode,<sup>14</sup> tendo-se classificado em normal, com anormalidades     minor ou com anormalidades major.</p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Seis meses     depois os processos foram analisados de forma manual no sentido de registar as     altera&#231;&#245;es &#224; orienta&#231;&#227;o cl&#237;nica pr&#233;via &#224; realiza&#231;&#227;o do ECG, em termos de (1)     manuten&#231;&#227;o dos cuidados anteriormente institu&#237;dos, (2) pedido de outros exames,     (3) altera&#231;&#227;o da medica&#231;&#227;o previamente institu&#237;da, (4) refer&#234;ncia aos cuidados     hospitalares, e (5) morte.</p>       <p><b>An&#225;lise estat&#237;stica</b></p>       <p>Os     intervalos de confian&#231;a foram calculados pelo m&#233;todo modificado de Wald. A     altera&#231;&#227;o ao seguimento foi categorizada em vari&#225;veis <i>dummy,</i> utilizando-se a regress&#227;o log&#237;stica univariada nas covari&#225;veis     para a determina&#231;&#227;o dos valores de odds ratio e respetivos intervalos de     confian&#231;a.</p>       <p>Um modelo de     regress&#227;o log&#237;stica multinominal foi utilizado para descrever a associa&#231;&#227;o     entre a altera&#231;&#227;o ao seguimento dos doentes e o motivo para a requisi&#231;&#227;o dos     exames e o seu resultado segundo a classifica&#231;&#227;o de Novacode. Os &#243;bitos foram     retirados da an&#225;lise. Para comparador da vari&#225;vel de resultado utilizou-se a     manuten&#231;&#227;o dos cuidados previamente institu&#237;dos. Tratando-se de vari&#225;veis     polinominais, utilizou-se como comparador o exame global de sa&#250;de nos motivos     para a requisi&#231;&#227;o do exame, e o ECG normal nos resultados. A sele&#231;&#227;o das     vari&#225;veis de ajustamento teve em conta a signific&#226;ncia estat&#237;stica da an&#225;lise     univariada. Aceitou-se um erro alfa de 0,05.</p>     <p><b>Resultados</b></p>       <p>Foram     avaliados 870 ECGs de 817 utentes (56,4% do sexo feminino) com uma mediana de     idades de 57 anos (dist&#226;ncia interquartil: 42-72 anos), sendo de 53 anos para o     sexo masculino (dist&#226;ncia interquartil: 38-69 anos) e de 59 anos para o sexo     feminino (dist&#226;ncia interquartil: 44-74 anos). A m&#233;dia de requisi&#231;&#245;es por     m&#233;dico foi de 96,7 (IC95%: 50,7-142,6). No <a href="#q1">quadro I</a> apresentam-se em resumo os dados demogr&#225;ficos b&#225;sicos da amostra.</p>      <p>&nbsp;</p>    <p align="center"><a name="q1"></a><img src="/img/revistas/rpmgf/v28n4/28n4a05q1.jpg"/></p>    
<p>&nbsp;</p>      <p><b>(ECG &#8211; eletrocardiograma; IC95%     &#8211; intervalo de confian&#231;a a 95%).</b></p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Quanto aos     motivos para a requisi&#231;&#227;o, 48,5% (IC95%: 45,2-51,8%) dos ECGs foram justificados     pela presen&#231;a de sintomas na consulta, 27,6% (IC95%: 24,7-30,7%) pelo     seguimento de doen&#231;a cardiovascular previamente diagnosticada e 23,9% (IC95%:     21,2-26,9%) pelo contexto de um exame global de sa&#250;de.</p>       <p>Na an&#225;lise     dos diagn&#243;sticos encontrados, 54,5% (IC95%: 51,2-57,8%) dos ECGs eram normais,     35,9 % (IC95%: 32,7-39,1%) apresentavam anormalidades minor e 9,7 (IC95%:     7,9-11,8%) apresentavam anormalidades major.</p>     <p>Os processos     dos utentes foram revistos no sentido de determinar a altera&#231;&#227;o cl&#237;nica face ao     que se encontrava previamente &#224; realiza&#231;&#227;o do ECG seis meses ap&#243;s. Nos 870     exames estudados, 67,9% (IC95%: 64,8-70,0%) mantiveram os cuidados j&#225;     institu&#237;dos sem qualquer altera&#231;&#227;o, em 13,8% (IC95%:11,7-16,3%) alterou-se a     medica&#231;&#227;o cardiovascular, em 12,3 % (IC95%: 10,3-14,7%) foram requisitados     novos exames auxiliares de diagn&#243;stico, e 5,7% (IC95%: 4,8-7,5%) foram     referenciados a uma consulta hospitalar. Registaram-se 2 &#243;bitos neste per&#237;odo.</p>       <p>Quando se     analisa a altera&#231;&#227;o &#224; orienta&#231;&#227;o em fun&#231;&#227;o dos motivos para a requisi&#231;&#227;o dos     ECGs (<a href="#f1">figuras 1</a> e <a href="#f2">2</a>), verifica-se que em todos os grupos a maior propor&#231;&#227;o     corresponde &#224; manuten&#231;&#227;o dos cuidados previamente institu&#237;dos com 60,2% (IC95%:     54,5-66,1%) quando a sintomatologia na consulta era o motivo para o pedido do     exame, 63,3% (IC95%: 55,4-71,3%) nos exames de seguimento do doen&#231;a previamente     diagnosticada e 88,9% (IC95%: 79,8-98,1%) quando o exame &#233; requisitado no     contexto do exame global de sa&#250;de (p&lt;0,001). O mesmo se verifica quando se     procede &#224; an&#225;lise em fun&#231;&#227;o dos resultados dos ECG com 78,7% (IC95%:     72,8-84,6%) para os exames normais, 58,7% (IC95%: 51,9-65,4%) para as     altera&#231;&#245;es minor e 41,7% (IC95%: 31,0-53,6%) para as altera&#231;&#245;es major (p&lt;0,001).</p>     <p>&nbsp;</p>    <p align="center"><a name="f1"></a><img src="/img/revistas/rpmgf/v28n4/28n4a05f1.jpg"/></p>    
<p>&nbsp;</p>       <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>    <p align="center"><a name="f2"></a><img src="/img/revistas/rpmgf/v28n4/28n4a05f2.jpg"/></p>    
]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p></p>       <p>Estudaram-se     as vari&#225;veis associadas &#224; altera&#231;&#227;o ao seguimento dos utentes em an&#225;lise     univariada (<a href="#f3">figura 3</a>). A manuten&#231;&#227;o dos cuidados previamente institu&#237;dos esteve     inversamente associada &#224; presen&#231;a de sintomas na consulta (OR=0,416; IC95%     0,308-0,563), sobretudo as altera&#231;&#245;es do ritmo card&#237;aco e a dispneia, aos antecedentes     de doen&#231;a cardiovascular (OR=0,421; IC95%:0,290-0,610), &#224; presen&#231;a de fatores     de risco cardiovasculares (OR=0,565; IC95%:0,407-0,783) e ao pedido de urg&#234;ncia     na realiza&#231;&#227;o do ECG (OR=0,327; IC95%: 0,230-0,466). A altera&#231;&#227;o da medica&#231;&#227;o     cardiovascular foi mais frequente nos utentes com antecedentes cardiovasculares     (OR=2,130; IC95%: 1,347-3,336) e com fatores de risco cardiovasculares     (OR=2,046; IC95%: 1,267-3,305), nomeadamente hipertens&#227;o arterial, diabetes     mellitus e dislipidemia. O pedido de novos exames esteve associado     positivamente aos utentes com sintomas na consulta (OR=2,156; IC95%:     1,387-3,356), sobretudo nos que se apresentavam com dispneia. A refer&#234;ncia aos     cuidados hospitalares foi mais comum nos doentes mais idosos (OR=1,029; IC95%:     1,012-1,047), nos que apresentaram sintomatologia na consulta (OR= 8,082;     IC95%: 3,179-20,546), como dor tor&#225;cica, dispneia e altera&#231;&#245;es do ritmo     card&#237;aco, nos que referiram antecedentes de doen&#231;a cardiovascular (OR=2,929;     IC95%: 1,585-5,410), nos utentes com fatores de risco cardiovasculares     (OR=2,500; IC95%: 1,159-5,393), como hipertens&#227;o arterial e tabagismo, e nos     utentes a quem o exame foi requisitado com urg&#234;ncia (OR=11,317; IC95%:     6,131-20,890) e foi menos comum em fun&#231;&#227;o do tempo que decorreu at&#233; &#224;     realiza&#231;&#227;o do exame desde o momento da sua requisi&#231;&#227;o (OR=0,756;     IC95%:0,669-0,854). O m&#233;dico que procedeu &#224; requisi&#231;&#227;o do exame foi tamb&#233;m uma     vari&#225;vel que demonstrou signific&#226;ncia estat&#237;stica na an&#225;lise univariada     (p&lt;0,001), havendo profissionais que procederam ao pedido de novos exames e     &#224; altera&#231;&#227;o da medica&#231;&#227;o cardiovascular de forma significativamente diferente dos restantes.</p>      <p>&nbsp;</p>    <p align="center"><a name="f3"></a><img src="/img/revistas/rpmgf/v28n4/28n4a05f3.jpg"/></p>    
<p>&nbsp;</p>      <p>O modelo de     regress&#227;o log&#237;stica multinominal foi utilizado para estudar a rela&#231;&#227;o entre a     altera&#231;&#227;o ao seguimento dos utentes que realizaram um ECG no contexto da     consulta de MGF e as vari&#225;veis motivo para a requisi&#231;&#227;o do exame e o seu     resultado segundo a classifica&#231;&#227;o de Novacode. O <a href="#q2">quadro II</a> mostra os resultados     ap&#243;s ajustamento para g&#233;nero, idade, m&#233;dico que procedeu &#224; requisi&#231;&#227;o, presen&#231;a     de sintomas na consulta, antecedentes pessoais de doen&#231;a cardiovascular,     presen&#231;a de fatores de risco cardiovasculares e o pedido do exame com urg&#234;ncia.     Os resultados mostram que os ECG requisitados pela presen&#231;a de sintomatologia     na consulta n&#227;o diferiram de forma significativa dos que o foram por rotina, ao     passo que, no seguimento de doen&#231;a previamente diagnosticada, o ECG foi um     fator significativo de decis&#227;o cl&#237;nica. Por outro lado, a decis&#227;o &#233;    significativamente alterada em fun&#231;&#227;o do ECG apresentar altera&#231;&#245;es minor ou major versus normal.</p>     <p>&nbsp;</p>    <p align="center"><a name="q2"></a><img src="/img/revistas/rpmgf/v28n4/28n4a05q2.jpg"/></p>    
<p>&nbsp;</p>     <p><b>Discuss&#227;o</b></p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Este estudo     diz-nos que cerca de dois ter&#231;os dos ECGs requisitados na consulta de Medicina     Geral e Familiar n&#227;o interferem na abordagem cl&#237;nica do utente que j&#225; se     encontrava definida no momento em que se procedeu ao pedido do exame. Este dado     &#233; particularmente evidente nos ECGs requisitados no contexto de sintomatologia     que o doente apresentou na consulta de Medicina Geral e Familiar,     independentemente da altera&#231;&#227;o encontrada no exame. Por outro lado, nos doentes     para seguimento de doen&#231;a previamente diagnosticada, o ECG mostrou ser um     elemento importante na defini&#231;&#227;o da orienta&#231;&#227;o cl&#237;nica dos doentes. Da mesma     forma, o facto de se verificar uma anormalidade minor ou major na leitura do     ECG foi um importante fator de decis&#227;o cl&#237;nica, independentemente do motivo que     levou &#224; sua requisi&#231;&#227;o.</p>       <p>Em estudos     anteriores, Rutten (2000) encontrou uma propor&#231;&#227;o de altera&#231;&#245;es &#224; abordagem     previamente definida de 31%<sup>11</sup> e van Dijke,<sup>15</sup> em 1998, de     40%. Estudos mais antigos mostraram varia&#231;&#245;es menores de 7 e 16%.<sup>16,17</sup> Neste estudo o valor encontrado foi de 32,1%, o que se situa na linha de     atua&#231;&#227;o dos M&#233;dicos de Fam&#237;lia.</p>       <p>Uma     limita&#231;&#227;o deste estudo &#233; o facto de n&#227;o se ter considerado na an&#225;lise a     possibilidade de o resultado do ECG poder alterar no imediato a decis&#227;o do     m&#233;dico no momento em que este &#233; realizado. Um dado indireto mas com relev&#226;ncia     nesta discuss&#227;o &#233; o pedido de urg&#234;ncia na realiza&#231;&#227;o do ECG que se encontra     significativamente associado a uma maior refer&#234;ncia aos cuidados hospitalares,     com um <i>odds ratio</i> de 11,317 e a uma     menor manuten&#231;&#227;o de cuidados previamente institu&#237;dos (OR=0,327), o que pode     significar que, no contexto de doen&#231;a aguda, o ECG se assume como um importante     elemento de decis&#227;o cl&#237;nica. A propor&#231;&#227;o de altera&#231;&#227;o do seguimento nestes     doentes foi de 53,5% (IC95%: 45,7-61,1%), o que leva a pensar na especificidade     da valoriza&#231;&#227;o das queixas no contexto da Medicina Geral e Familiar, sendo     poss&#237;vel que um epis&#243;dio de dor tor&#225;cica seja abordado como potencialmente de     causa card&#237;aca, mesmo que a hist&#243;ria cl&#237;nica aponte num outro sentido,     dependendo da intera&#231;&#227;o m&#233;dico-doente caracter&#237;stica desta especialidade. Um     estudo desenhado para responder a esta quest&#227;o poderia passar pela sele&#231;&#227;o de     doentes com queixas agudas, verificando na vari&#225;vel de resultado o efeito da     realiza&#231;&#227;o do eletrocardiograma.</p>       <p>O facto de     se terem exclu&#237;do os ECGs realizados fora das instala&#231;&#245;es do Centro de Sa&#250;de,     representando uma propor&#231;&#227;o marginal, mas n&#227;o pass&#237;vel de quantifica&#231;&#227;o, da     totalidade dos exames requisitados, &#233; um vi&#233;s a considerar na an&#225;lise dos     resultados, n&#227;o parecendo no entanto suficiente para colocar em causa as     conclus&#245;es.</p>       <p>Quando     olhamos para os profissionais de sa&#250;de, &#233; interessante verificar diferen&#231;as significativas     em rela&#231;&#227;o &#224; orienta&#231;&#227;o dada aos utentes em fun&#231;&#227;o dos motivos para o pedido de     ECG e da sua interpreta&#231;&#227;o. Na an&#225;lise multivariada, os m&#233;dicos procederam ao     pedido de novos exames e &#224; altera&#231;&#227;o da medica&#231;&#227;o cardiovascular de forma     diferenciada uns dos outros, mas n&#227;o na referencia&#231;&#227;o aos cuidados     hospitalares. Este dado levanta a quest&#227;o da variabilidade dos m&#233;dicos no seu     exerc&#237;cio di&#225;rio, j&#225; descrita por Stafford,<sup>10</sup> com par&#226;metros de     atua&#231;&#227;o suficientemente diferentes a merecer estudo complementar espec&#237;fico.</p>       <p>Mais do que     respostas definitivas, este estudo deixa quest&#245;es ao n&#237;vel da variabilidade do     exerc&#237;cio m&#233;dico em Medicina Geral e Familiar, ao n&#237;vel da intera&#231;&#227;o     m&#233;dico-doente, e ao n&#237;vel da forma como os utentes reagem ao pedido e realiza&#231;&#227;o     dos exames complementares de diagn&#243;stico. Outros trabalhos com objetivos mais     concretos poder&#227;o encontrar as respostas adequadas.</p>       <p><b>Conclus&#227;o</b></p>     <p>A maioria     dos utentes que realizam um ECG na consulta de Medicina Geral e Familiar mant&#234;m     inalterados os cuidados institu&#237;dos previamente &#224; requisi&#231;&#227;o do exame. A     sintomatologia card&#237;aca na consulta &#233; o principal motivo de requisi&#231;&#227;o do ECG     mas n&#227;o est&#225; associada a altera&#231;&#245;es ao seguimento nestes doentes. A utilidade     do ECG verifica-se sobretudo nos casos de seguimento de fatores de risco     cardiovasculares e de doen&#231;a card&#237;aca pr&#233;via.</p>       <p>&nbsp;</p>       <p><b>REFER&#202;NCIAS BIBLIOGR&#193;FICAS</b></p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>1. Einthoven     W. Galvanometrische registratie van het menschilijk electrocardiogram. Dispon&#237;vel em: <a href="http://www.ecglibrary.com" target="_blank">http://www.ecglibrary.com</a> [acedido em 24/04/2010].    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000083&pid=S2182-5173201200040000500001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>2. Davies A.     Electrocardiographs in general practice. BMJ 1989 Aug 12; 299 (6696): 408-9.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000085&pid=S2182-5173201200040000500002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>3. Patel PM,     Wu WC. The electrocardiogram in the primary care office. Prim Care 2005 Dec; 32     (4): 901-30, vi.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000087&pid=S2182-5173201200040000500003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>4. Wellens     HJ, Gorgels AP. The electrocardiogram 102 years after Einthoven. Circulation     2004 Feb 10; 109 (5): 562-4.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000089&pid=S2182-5173201200040000500004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>5. Macallan     DC, Bell JA, Braddick M, Endersby K, Rizzo-Naudi J. The electrocardiogram in     general practice: its use and its interpretation. J R Soc Med 1990 Sep; 83 (9):     559-62.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000091&pid=S2182-5173201200040000500005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>6. Conry CM,     Pace WD, Main DS. Practice style differences between family physicians and     internists. J Am Board Fam Pract.1991 Nov-Dec; 4 (6): 399-406.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000093&pid=S2182-5173201200040000500006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>7. Dire&#231;&#227;o-Geral     da Sa&#250;de. Elementos Estat&#237;sticos: Informa&#231;&#227;o Geral: Sa&#250;de 2006. Lisboa:     Direc&#231;&#227;o Geral da Sa&#250;de; 2008.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000095&pid=S2182-5173201200040000500007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>8. Dire&#231;&#227;o-Geral     da Sa&#250;de. Elementos Estat&#237;sticos: Sa&#250;de/97. Lisboa: Dire&#231;&#227;o-Geral da Sa&#250;de;     1999.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000097&pid=S2182-5173201200040000500008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>9. Froom J,     Froom P. Electrocardiogram abnormalities in primary care patients. J Fam Pract     1984 Feb; 18 (2): 223-5.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000099&pid=S2182-5173201200040000500009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>10. Stafford     RS, Misra B. Variation in routine electrocardiogram use in academic primary     care practice. Arch Intern Med 2001 Oct 22; 161 (19): 2351-5.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000101&pid=S2182-5173201200040000500010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>11. Rutten     FH, Kessels AG, Willems FF, Hoes AW. Electrocardiography in primary care; is it     useful? Int J Cardiol 2000 Jul 31; 74 (2-3): 199-205.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000103&pid=S2182-5173201200040000500011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <p>12. Milhorn     HT Jr, Robbins JG, Randolph R. Electrocardiograms in office practice. Fam Pract     Res J 1986 Summer; 5 (4): 226-30.</p>       <!-- ref --><p>13. Hespanhol     A, Malheiro A, Pinto AS. O Projecto &#171;Tubo de Ensaio&#187; &#8211; breve hist&#243;ria do     Centro de Sa&#250;de S. Jo&#227;o. Rev Port Clin Geral 2002 Mai-Jun;18 (3): 171-86.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000106&pid=S2182-5173201200040000500013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>14. Rautaharju     PM, Park LP, Chaitman BR, Rautaharju F, Zhang ZM. The Novacode criteria for     classification of ECG abnormalities and their clinically significant     progression and regression. J Electrocardiol 1998 Jul; 31 (3): 157-87.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000108&pid=S2182-5173201200040000500014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>15. van Dijke     MJ, van den Berg WN, Hoes AW. Beleidsverandering op grond van een ECG bij     patienten in de huisartspraktijk. Ned Tijdschr Geneeskd 1998 Jun 13; 142 (24):     1383-7.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000110&pid=S2182-5173201200040000500015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>16. Fyfe T,     Maclean NM. A health centre E.C.G. services: its use and abuse. Br Med J 1975 Mar     8; 1 (5957): 563-6.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000112&pid=S2182-5173201200040000500016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>17. Jones R.     Electrocardiographic diagnosis in general practice. Practitioner 1984 Jan; 228     (1387): 85-7.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000114&pid=S2182-5173201200040000500017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>&nbsp;</p>    <p><a href="#topc0">Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia</a> | <a href="#topc0">Direcci&oacute;n para correspondencia</a> | <a href="#topc0">Correspondence</a><a name="c0"></a></p>       <p>Paulo Santos</p>       <p>Departamento     de Cl&#237;nica Geral</p>       <p>Faculdade de     Medicina da Universidade do Porto</p>       <p>Alameda Prof     Hern&#226;ni Monteiro</p>     <p>4200-319     PORTO, Portugal</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><a href="mailto:psantosdr@med.up.pt">psantosdr@med.up.pt</a></p>       <p>&nbsp;</p>       <p><i>Artigo escrito ao abrigo do novo acordo   ortogr&#225;fico.</i></p>       <p><b>Agradecimentos</b></p>       <p>Aos m&#233;dicos,     enfermeiros e secret&#225;rios cl&#237;nicos do Centro de Sa&#250;de de S. Jo&#227;o, Porto, pelo     trabalho quotidiano dedicado e pela forma como colaboraram e se interessaram     nos trabalhos deste estudo.</p>       <p><b>Recebido em 28/12/2011</b></p>       <p><b>Aceite para publica&#231;&#227;o em 04/08/2012</b></p>      ]]></body><back>
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