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<journal-title><![CDATA[Revista Portuguesa de Medicina Geral e Familiar]]></journal-title>
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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Novas orientações da Direção-Geral de Saúde para a diabetes gestacional: uma apreciação crítica]]></article-title>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[New guidelines for the diagnosis and management of gestational diabetes from the Directorate General of Health: a critical review]]></article-title>
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<institution><![CDATA[,Associação Portuguesa de Medicina Geral e Familiar Núcleo de Diabetes ]]></institution>
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<self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S2182-51732012000400009&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_abstract&amp;pid=S2182-51732012000400009&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_pdf&amp;pid=S2182-51732012000400009&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><abstract abstract-type="short" xml:lang="pt"><p><![CDATA[As novas orientações técnicas da Direção-Geral de Saúde (DGS) para a diabetes gestacional (DG) alteram os procedimentos ligados ao rastreio, acompanhamento e terapêutica desta patologia. Discute-se a base científica das referidas normas e as suas implicações nos ganhos em saúde, custos, recursos de saúde e impacto na nova população de grávidas afetadas. O diagnóstico de DG baseado numa glicemia em jejum superior a 92 mg/dL na primeira consulta da gravidez não se encontra suportado por nenhuma das referências citadas na norma da DGS. O diagnóstico de DG utilizando os novos valores limiares na determinação da prova de tolerância à glicose realizada entre as 24 e as 28 semanas de gestação multiplica cerca de dez vezes a prevalência de diabetes gestacional, aumentando a necessidade de recursos de saúde para o seu acompanhamento. Encontra-se estabelecido por meta-análises que o rastreio universal de grávidas não tem vantagens em relação ao rastreio seletivo a grávidas com fatores de risco. Os estudos de custo-benefício são favoráveis ao rastreio seletivo comparativamente ao rastreio universal (grau de recomendação B e nível de evidência 3A). Não se encontra estabelecido que a intervenção terapêutica sobre estas novas gravidezes patológicas seja capaz de evitar a morbilidade perinatal prevista pelo estudo HAPO e não foram estudados os efeitos adversos que esta terapêutica possa originar. Será prudente suspender esta norma e regressar ao modelo anterior de rastreio e diagnóstico de DG até que evidência robusta recomende a sua modificação.]]></p></abstract>
<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[The new guidelines from the Portuguese Directorate General of Health (DGH) for gestational diabetes (GD) recommend changes in the screening, treatment and follow-up of GD. We discuss the scientific basis for these guidelines and their potential implications for improvements in health, costs, the use of health service resources and their potential impact on the newly diagnosed population of pregnant women. No references cited by the DGH support the diagnosis of GD based on fasting plasma glucose levels above 92 mg/dL at the first prenatal appointment. Using the new cutoff point for the diagnosis of GD for an oral glucose tolerance test performed between 24 and 28 weeks pregnancy results in a tenfold increase in the prevalence of GD, leading to increased allocation of health services resources for management and follow up. A review of the literature reveals no benefit from universal prenatal screening as opposed to selective screening of pregnant women with known risk factors (grade of Recommendation B and level of evidence 3A). Cost-effectiveness studies also favour selective screening over universal screening. Treatment of women newly diagnosed with GD has not shown a reduction in perinatal morbidity, as predicted by the HAPO study. Potential adverse effects of this approach have not been assessed. It would probably be wise to keep the new guideline on hold and return to the previous protocol of GD screening until more robust evidence supports changes.]]></p></abstract>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[Diabetes Gestacional]]></kwd>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><b>OPINI&#195;O E DEBATE</b></p>       <p><font size="4"><b>Novas orienta&#231;&#245;es da Dire&#231;&#227;o-Geral de Sa&#250;de     para a diabetes gestacional: uma aprecia&#231;&#227;o cr&#237;tica</b></font></p>       <p><font size="3"><b>New     guidelines for the diagnosis and management of gestational diabetes from the   Directorate General of Health: a critical review</b></font></p>       <p><b>Carla Gouveia,<sup>1</sup> M&#243;nica Granja,<sup>2</sup> Armando Brito de S&#225;,<sup>3</sup> Lu&#237;s Filipe Gomes,<sup>4</sup> Jos&#233; Augusto     Sim&#245;es,<sup>5</sup> Rosa Gallego<sup>6</sup></b></p>       <p><sup>1</sup>M&#233;dica     de fam&#237;lia, Unidade de Sa&#250;de Familiar LoureSaud&#225;vel, Centro de Sa&#250;de de Loures,     Lisboa</p>       <p><sup>2</sup>M&#233;dica     de fam&#237;lia, Centro de Sa&#250;de da Senhora da Hora, Matosinhos</p>       <p><sup>3</sup>M&#233;dico     de fam&#237;lia, Unidade de Sa&#250;de Familiar Rodrigues Migu&#233;is, Lisboa; Professor do     Instituto de Medicina Preventiva da Faculdade de Medicina da Universidade de     Lisboa</p>       <p><sup>4</sup>M&#233;dico     de fam&#237;lia, Centro de Sa&#250;de de Lagoa; Professor Auxiliar Convidado do Mestrado     Integrado de Medicina da Universidade do Algarve</p>       <p><sup>5</sup>M&#233;dico     de fam&#237;lia, Unidade de Sa&#250;de Familiar Marqu&#234;s de Marialva, Cantanhede;     Professor da Escola Superior de Sa&#250;de da Universidade de Aveiro</p>       <p><sup>6</sup>M&#233;dica     de fam&#237;lia, Unidade de Cuidados de Sa&#250;de Personalizados de Vila Franca de Xira;     N&#250;cleo de Diabetes da Associa&#231;&#227;o Portuguesa de Medicina Geral e Familiar</p>         ]]></body>
<body><![CDATA[<p><a href="#c0">Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia</a> | <a href="#c0">Direcci&oacute;n para correspondencia</a> | <a href="#c0">Correspondence</a><a name="topc0"></a></p>     <p>&nbsp;</p> <hr/>       <p><b>RESUMO</b></p>       <p>As novas     orienta&#231;&#245;es t&#233;cnicas da Dire&#231;&#227;o-Geral de Sa&#250;de (DGS) para a diabetes     gestacional (DG) alteram os procedimentos ligados ao rastreio, acompanhamento e     terap&#234;utica desta patologia. Discute-se a base cient&#237;fica das referidas normas     e as suas implica&#231;&#245;es nos ganhos em sa&#250;de, custos, recursos de sa&#250;de e impacto     na nova popula&#231;&#227;o de gr&#225;vidas afetadas.</p>       <p>O     diagn&#243;stico de DG baseado numa glicemia em jejum superior a 92 mg/dL na     primeira consulta da gravidez n&#227;o se encontra suportado por nenhuma das     refer&#234;ncias citadas na norma da DGS.</p>       <p>O     diagn&#243;stico de DG utilizando os novos valores limiares na determina&#231;&#227;o da prova     de toler&#226;ncia &#224; glicose realizada entre as 24 e as 28 semanas de gesta&#231;&#227;o     multiplica cerca de dez vezes a preval&#234;ncia de diabetes gestacional, aumentando     a necessidade de recursos de sa&#250;de para o seu acompanhamento.</p>       <p>Encontra-se     estabelecido por meta-an&#225;lises que o rastreio universal de gr&#225;vidas n&#227;o tem     vantagens em rela&#231;&#227;o ao rastreio seletivo a gr&#225;vidas com fatores de risco. Os     estudos de custo-benef&#237;cio s&#227;o favor&#225;veis ao rastreio seletivo comparativamente     ao rastreio universal (grau de recomenda&#231;&#227;o B e n&#237;vel de evid&#234;ncia 3A).</p>       <p>N&#227;o se     encontra estabelecido que a interven&#231;&#227;o terap&#234;utica sobre estas novas     gravidezes patol&#243;gicas seja capaz de evitar a morbilidade perinatal prevista     pelo estudo HAPO e n&#227;o foram estudados os efeitos adversos que esta terap&#234;utica     possa originar.</p>       <p>Ser&#225;     prudente suspender esta norma e regressar ao modelo anterior de rastreio e     diagn&#243;stico de DG at&#233; que evid&#234;ncia robusta recomende a sua modifica&#231;&#227;o.</p>       <p><b>Palavras-chave:</b> Diabetes Gestacional;     Rastreio; Diagn&#243;stico; Abordagem da Doen&#231;a; Normas.</p>         ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p> <hr/>     <p><b>ABSTRACT</b></p>       <p>The new     guidelines from the Portuguese Directorate General of Health (DGH) for     gestational diabetes (GD) recommend changes in the screening, treatment and     follow-up of GD. We discuss the scientific basis for these guidelines and their     potential implications for improvements in health, costs, the use of health     service resources and their potential impact on the newly diagnosed population   of pregnant women.</p>       <p>No     references cited by the DGH support the diagnosis of GD based on fasting plasma     glucose levels above 92 mg/dL at the first prenatal appointment.</p>       <p>Using the     new cutoff point for the diagnosis of GD for an oral glucose tolerance test     performed between 24 and 28 weeks pregnancy results in a tenfold increase in     the prevalence of GD, leading to increased allocation of health services     resources for management and follow up.</p>       <p>A review of     the literature reveals no benefit from universal prenatal screening as opposed     to selective screening of pregnant women with known risk factors (grade of     Recommendation B and level of evidence 3A). Cost-effectiveness studies also     favour selective screening over universal screening.</p>       <p>Treatment of     women newly diagnosed with GD has not shown a reduction in perinatal morbidity,     as predicted by the HAPO study. Potential adverse effects of this approach have     not been assessed.</p>       <p>It would     probably be wise to keep the new guideline on hold and return to the previous     protocol of GD screening until more robust evidence supports changes.</p>       <p><b>Key-words:</b> Diabetes; Gestational;     Screening; Diagnosis; Disease Management; Clinical Protocols.</p>         <p>&nbsp;</p> <hr/>       ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Introdu&#231;&#227;o</b></p>       <p>Em janeiro     de 2011, a Dire&#231;&#227;o-Geral de Sa&#250;de (DGS) emitiu um conjunto de novas orienta&#231;&#245;es     t&#233;cnicas relacionadas com a diabetes. Uma dessas orienta&#231;&#245;es, &#171;Terap&#234;utica da     Diabetes Mellitus tipo 2: metformina&#187;,<sup>1</sup> foi objeto de an&#225;lise     recente.<sup>2</sup></p>       <p>Foram     igualmente publicados pela DGS dois documentos no &#226;mbito da diabetes     gestacional (DG), &#171;Diagn&#243;stico e conduta na Diabetes Gestacional&#187;<sup>3</sup> e     &#171;Relat&#243;rio de Consenso sobre Diabetes e Gravidez&#187;,<sup>4</sup> determinando uma     nova estrat&#233;gia de rastreio da DG. Existem modifica&#231;&#245;es importantes na     estrat&#233;gia preconizada em rela&#231;&#227;o ao anteriormente proposto, nomeadamente no     que diz respeito ao teste de rastreio utilizado e ao momento da sua aplica&#231;&#227;o,     bem como a uma altera&#231;&#227;o dos valores de refer&#234;ncia utilizados como crit&#233;rios de     diagn&#243;stico e de introdu&#231;&#227;o da terap&#234;utica com insulina. O acompanhamento das     gr&#225;vidas com DG identificada continua a realizar-se, como anteriormente, na     consulta de medicina materno-fetal hospitalar, mas a reclassifica&#231;&#227;o p&#243;s-parto     passa a ser responsabilidade destas unidades e n&#227;o do m&#233;dico de fam&#237;lia, como     anteriormente.</p>       <p>Apresenta-se,     neste artigo, uma vis&#227;o cr&#237;tica dos documentos cient&#237;ficos que servem de base &#224;     referida orienta&#231;&#227;o t&#233;cnica e discutem-se eventuais benef&#237;cios, riscos e custos     da sua aplica&#231;&#227;o.</p>       <p><b>Momento     de aplica&#231;&#227;o do teste de rastreio</b></p>       <p>A orienta&#231;&#227;o     t&#233;cnica &#171;Diagn&#243;stico e conduta na Diabetes Gestacional&#187;3 define dois momentos     de aplica&#231;&#227;o do teste de rastreio: a primeira consulta e o per&#237;odo entre as 24     e as 28 semanas de gesta&#231;&#227;o.</p>       <p>N&#227;o existe,     no entanto, evid&#234;ncia que suporte a utiliza&#231;&#227;o do limite de 92 mg/dL de     glicemia em jejum no diagn&#243;stico de DG na primeira consulta. Este valor foi     obtido pelo grupo de peritos da Associa&#231;&#227;o Internacional de Diabetes5 (AID) com     base nos resultados do estudo HAPO.<sup>6</sup> Nesse estudo foi demonstrado     aumento do risco de eventos perinatais adversos (que incluem tanto eventos     maternos como do rec&#233;m-nascido) relacionados com o aumento dos valores de     glicemia das gr&#225;vidas entre as 24 e as 32 semanas e n&#227;o em idades gestacionais     inferiores (grau de recomenda&#231;&#227;o B, n&#237;vel de evid&#234;ncia 2B).<a href="#0">*</a><a name="top0"></a> A <i>American Diabetes Association</i> (ADA), na     sua declara&#231;&#227;o de posi&#231;&#227;o de 2012, n&#227;o adopta nenhum crit&#233;rio de diagn&#243;stico de     DG na primeira consulta (grau de recomenda&#231;&#227;o B e n&#237;vel de evid&#234;ncia 2B).<sup>7</sup></p>       <p>A segunda     determina&#231;&#227;o, entre as 24 e as 28 semanas, &#233; justificada por ocorrer     suficientemente cedo para que o in&#237;cio da terap&#234;utica ainda possa alterar o     aparecimento dos eventos perinatais adversos e suficientemente tarde para poder   revelar-se altera&#231;&#227;o do metabolismo gluc&#237;dico provocada pela gravidez.<sup>8-12</sup></p>       <p><b>Teste     de rastreio a utilizar no diagn&#243;stico</b></p>       <p>A nova     orienta&#231;&#227;o t&#233;cnica define que o teste de rastreio a utilizar para o diagn&#243;stico     de DG ser&#225; a prova de toler&#226;ncia &#224; glicose realizada com tr&#234;s determina&#231;&#245;es: em     jejum, uma e duas horas ap&#243;s a ingest&#227;o de 75 g de glicose.</p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Este teste     de rastreio foi escolhido pela AID,<sup>5</sup> dado permitir uniformizar o     teste de diagn&#243;stico de DG com o utilizado para o diagn&#243;stico de diabetes na     popula&#231;&#227;o n&#227;o gr&#225;vida e por ter sido o teste utilizado no estudo HAPO.<sup>6</sup></p>       <p>Uma     meta-an&#225;lise da <i>Cochrane</i> comparou     v&#225;rias formas de rastreio de DG,<sup>13</sup> tendo conclu&#237;do que diferentes     testes resultam em diferentes preval&#234;ncias de DG (grau de recomenda&#231;&#227;o B e     n&#237;vel de evid&#234;ncia 3A). N&#227;o foi encontrada evid&#234;ncia convincente mostrando a     superioridade de um tipo de teste de rastreio em rela&#231;&#227;o a outro (nomeadamente     prova de <i>O&#8217;Sullivan</i> em compara&#231;&#227;o com     a prova de toler&#226;ncia &#224; glicose, quer com 100 g de glicose quer com 75 g de     glicose); do mesmo modo, n&#227;o foi demonstrada vantagem em rastrear a popula&#231;&#227;o     total de gr&#225;vidas em compara&#231;&#227;o com as gr&#225;vidas com fatores de risco para DG.</p>       <p><b>Altera&#231;&#227;o     dos valores de refer&#234;ncia</b></p>       <p>A altera&#231;&#227;o     dos valores de refer&#234;ncia para diagn&#243;stico de DG baseia-se no consenso da AID     que, por sua vez, se baseia no estudo HAPO. Este estudo mostra uma associa&#231;&#227;o     linear entre os valores de glicemia (tanto em jejum, como na prova de     toler&#226;ncia &#224; glicose com 75 g entre as 24 e as 32 semanas de gesta&#231;&#227;o) e a     probabilidade de ocorr&#234;ncia de eventos perinatais adversos (grau de     recomenda&#231;&#227;o B e n&#237;vel de evid&#234;ncia 2B). Por se tratar de uma associa&#231;&#227;o linear     cont&#237;nua n&#227;o foi identificado um n&#237;vel a partir do qual intervir, a AID     estabeleceu por consenso valores limite que condicionam uma probabilidade de     eventos perinatais adversos 1,75 vezes superior ao risco basal. Para estes     valores limite<a href="#1">&#8224;</a><a name="top1"></a> s&#227;o previs&#237;veis os seguintes aumentos da probabilidade de     eventos perinatais adversos: 5% de beb&#233;s grandes para a idade gestacional, 9%     de cesarianas, 1% de hipoglicemias neonatais, 6% de aumento do p&#233;ptido C no     cord&#227;o umbilical, 5% de partos pr&#233;-termo, 1% de distocias de ombro, 5% de     internamentos na unidade de cuidados intensivos neonatais, 5% de     hiperbilirrubin&#233;mias e 4% de pr&#233;-ecl&#226;mpsias.</p>       <p>Esta     altera&#231;&#227;o de crit&#233;rios de diagn&#243;stico para DG originou, na popula&#231;&#227;o do estudo     HAPO, um aumento de preval&#234;ncia de DG de 1,7% para 17,8%. Passa assim a ser     classificada como doente uma percentagem importante da popula&#231;&#227;o de gr&#225;vidas   anteriormente considerada saud&#225;vel.</p>       <p>Quase metade     das mulheres do estudo HAPO n&#227;o aceitou participar no mesmo, o que nos remete     para quest&#245;es sobre a representatividade da amostra estudada. As mulheres que     participaram tinham idade m&#233;dia superior &#224; habitual, &#237;ndice de massa corporal     (IMC) mais elevado e maior taxa de cesarianas.<sup>14</sup> N&#227;o foi feito     ajuste para estas vari&#225;veis de confundimento nem para o aumento de peso durante     a gravidez mas, em estudos anteriores,<sup>15-18</sup> o ajuste para as     poss&#237;veis vari&#225;veis de confundimento (idade materna, &#237;ndice de massa corporal     pr&#233;vio, aumento de peso durante a gesta&#231;&#227;o e presen&#231;a de fatores de risco para     DG) tornou os resultados estatisticamente n&#227;o significativos.</p>       <p>Os estudos     citados pelo estudo HAPO, que corroboram o aumento de eventos perinatais     adversos, foram realizados em gr&#225;vidas com fatores de risco para DG. A d&#250;vida     persiste sobre se o HAPO n&#227;o ter&#225; sofrido um vi&#233;s de sele&#231;&#227;o. Pode     recomendar-se que mulheres gr&#225;vidas com idades e IMC pr&#233;vio semelhantes aos das     mulheres inclu&#237;das no estudo HAPO tenham como objetivo manter a glicemia t&#227;o     baixa quanto poss&#237;vel a partir da 24.<sup>a</sup> semana. No entanto,     extrapolar estes resultados para todas as mulheres gr&#225;vidas, com estas ou     outras caracter&#237;sticas, e para a totalidade de tempo de gesta&#231;&#227;o, usando como     valor de refer&#234;ncia um valor definido por um consenso de peritos, reduz o n&#237;vel     de evid&#234;ncia destas orienta&#231;&#245;es. N&#227;o existindo men&#231;&#227;o, nestas orienta&#231;&#245;es, a     estudos controlados aleatorizados, meta-an&#225;lises ou revis&#245;es sistem&#225;ticas, n&#227;o     &#233; seguro que os novos valores de refer&#234;ncia propostos para o diagn&#243;stico de DG     sejam adequados para todas as mulheres gr&#225;vidas.</p>       <p>O <i>American College of Obstetrics and     Gynecology</i> anunciou em 2011 que n&#227;o recomenda a ado&#231;&#227;o destes novos valores     de refer&#234;ncia, visto n&#227;o estarem demonstradas as vantagens em termos de     resultados materno-fetais e se prever que a sua ado&#231;&#227;o traga um aumento     significativo dos custos.<sup>19</sup></p>       <p><b>Implica&#231;&#245;es     pr&#225;ticas da nova forma de diagn&#243;stico de diabetes gestacional</b></p>       <p>De acordo     com a atualiza&#231;&#227;o do Relat&#243;rio de Consenso sobre Diabetes e Gravidez (da     responsabilidade das Sociedades Portuguesas de Endocrinologia, Diabetes e     Metabolismo, de Diabetologia e de Obstetr&#237;cia e Medicina Materno-Fetal e da     sec&#231;&#227;o de Neonatologia da Sociedade Portuguesa de Pediatria),<sup>4</sup> ap&#243;s     o diagn&#243;stico de DG devem ser institu&#237;das medidas n&#227;o farmacol&#243;gicas: plano     alimentar personalizado (considerando o valor cal&#243;rico total e o IMC pr&#233;vio &#224;     gravidez) associado a exerc&#237;cio f&#237;sico regular (grau de recomenda&#231;&#227;o B e n&#237;vel     de evid&#234;ncia 2B). Caso os objetivos de glicemia-alvo (glicemia em jejum entre     60 e 90 mg/dL e glicemia uma hora ap&#243;s a refei&#231;&#227;o entre 100 e 120 mg/dL) n&#227;o     sejam atingidos no per&#237;odo de uma a duas semanas, deve ser iniciada     insulinoterapia (grau de recomenda&#231;&#227;o A e n&#237;vel de evid&#234;ncia 1B). &#192;s mulheres     que apresentem glicemias de jejum entre 100 e 140 mg/dL, ap&#243;s o primeiro     trimestre, devem ser institu&#237;dos antidiab&#233;ticos orais (grau de recomenda&#231;&#227;o B e     n&#237;vel de evid&#234;ncia 2B). As orienta&#231;&#245;es indicam ainda a auto-vigil&#226;ncia da     glicemia capilar (grau de recomenda&#231;&#227;o B e n&#237;vel de evid&#234;ncia 3A). As gr&#225;vidas     sob medidas n&#227;o farmacol&#243;gicas devem realizar determina&#231;&#245;es de glicemia pelo     menos quatro vezes por dia (em jejum e uma hora ap&#243;s as refei&#231;&#245;es principais)     enquanto as tratadas com insulina devem realizar pelo menos seis pesquisas     di&#225;rias (tr&#234;s em jejum e tr&#234;s p&#243;s-prandiais), n&#227;o sendo recomendada frequ&#234;ncia     especial para as gr&#225;vidas medicadas com anti-diab&#233;ticos orais.</p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Rastreio     de DG e eventos perinatais adversos</b></p>       <p>Uma revis&#227;o <i>Cochrane</i> de 2010 avaliou os efeitos de     diferentes m&#233;todos de rastreio de DG, bem como os resultados desses m&#233;todos     para as gr&#225;vidas e para os rec&#233;m-nascidos (grau de recomenda&#231;&#227;o B e n&#237;vel de     evid&#234;ncia 3A).<sup>13</sup> Os resultados encontrados, consistentes com     revis&#245;es pr&#233;vias, concluem pela escassa evid&#234;ncia sobre se o rastreio da DG     melhora os resultados para a m&#227;e e para o rec&#233;m-nascido; a evid&#234;ncia foi     igualmente considerada insuficiente para identificar que tipos de rastreio t&#234;m     impacto positivo nos resultados perinatais. N&#227;o existe igualmente evid&#234;ncia de     que as mulheres identificadas com os novos crit&#233;rios de DG, bem como os seus     filhos, possam beneficiar com essa classifica&#231;&#227;o mais agressiva.</p>       <p><b>Implica&#231;&#245;es     de diagnosticar como doente uma maior propor&#231;&#227;o de gr&#225;vidas</b></p>       <p>Ap&#243;s o     diagn&#243;stico de DG que, na maioria dos casos, corresponde ao diagn&#243;stico de um     fator de risco assintom&#225;tico, o auto-conceito de sa&#250;de da mulher gr&#225;vida     declinar&#225;.<sup>20</sup> Os preju&#237;zos inerentes ao rotular como doentes ou &#171;em     risco&#187; pessoas previamente saud&#225;veis, mesmo que assintom&#225;ticas, t&#234;m sido     progressivamente reconhecidos na literatura internacional<sup>21</sup> e     come&#231;am precisamente pelo decl&#237;nio do auto-conceito de sa&#250;de que parece estar     presente, paradoxalmente, nas popula&#231;&#245;es com maior acesso a cuidados m&#233;dicos.<sup>22</sup> Est&#227;o igualmente descritos efeitos do stress materno durante a gravidez no     neuro-desenvolvimento infantil.<sup>23</sup> Um diagn&#243;stico assente apenas num     fator de risco n&#227;o equivale nem a doen&#231;a certa nem a cura garantida se forem seguidas     as interven&#231;&#245;es propostas, pois h&#225; que ter em conta conceitos como o de &#171;n&#250;mero     necess&#225;rio a tratar&#187; (NNT) e de &#171;n&#250;mero necess&#225;rio para prejudicar&#187; (NNH).     Estes conceitos devem ser explicados aos pacientes para que possam partilhar as     decis&#245;es acerca da sua sa&#250;de,<sup>24</sup> mas est&#227;o indispon&#237;veis no caso dos     novos crit&#233;rios de diagn&#243;stico de DG. H&#225; ainda que reconhecer a exist&#234;ncia de     co-fatores de v&#225;ria &#237;ndole ignorados pela aritm&#233;tica simplificadora das tabelas     de risco.<sup>25-27</sup></p>       <p>O aumento     dos intervalos de valores que classificam uma pessoa como doente &#233; uma das     formas conhecidas de sobrediagn&#243;stico.<sup>z</sup> O sobrediagn&#243;stico &#233; um     problema mundial crescente, relacionado com o avan&#231;o tecnol&#243;gico mas tamb&#233;m com     uma cultura de sobrestima&#231;&#227;o dos benef&#237;cios dos tratamentos, com pr&#225;ticas     defensivas e com interesses econ&#243;micos v&#225;rios e foi j&#225; acusado de substituir o     objectivo da Medicina de &#171;curar os doentes&#187; pelo de &#171;adoecer os saud&#225;veis&#187;.<sup>28</sup></p>       <p>&#201; uma     recomenda&#231;&#227;o do consenso da AID que a decis&#227;o sobre a aplica&#231;&#227;o da estrat&#233;gia     de rastreio a todas as gr&#225;vidas ou apenas &#224;s consideradas de maior risco para a     DG tenha em conta, em cada local, a preval&#234;ncia de altera&#231;&#245;es do metabolismo     gluc&#237;dico. A preval&#234;ncia de DG em Portugal foi estimada em 3,9%, em 2009.<sup>29</sup> N&#227;o poderemos prever qual o valor de preval&#234;ncia perante os novos crit&#233;rios     propostos.</p>       <p>Recentemente,     o Grupo Espanhol de Diabetes e Gravidez decidiu n&#227;o adotar os novos crit&#233;rios     propostos enquanto estudos sobre a popula&#231;&#227;o local n&#227;o comprovassem que as     gr&#225;vidas do pa&#237;s teriam o mesmo risco que as do estudo HAPO, se sujeitas aos     mesmos crit&#233;rios.<sup>30</sup> Estes respons&#225;veis espanh&#243;is apontaram o mesmo     motivo pelo qual j&#225; n&#227;o haviam adotado os crit&#233;rios da ADA em 2000 (os     crit&#233;rios de <i>Carpenter</i> e <i>Coustan,</i> que em Portugal foram prontamente     adotados em 1998,<sup>31</sup> vigorando at&#233; Janeiro de 2011): o resultado de     um estudo prospetivo que concluiu que a mudan&#231;a para os crit&#233;rios de     diagn&#243;stico de DG de <i>Carpenter</i> e <i>Coustan</i> aumentaria muito a preval&#234;ncia     de DG em Espanha, mas que as gr&#225;vidas assim diagnosticadas n&#227;o teriam um     aumento do risco de eventos perinatais adversos t&#227;o expressivo como o obtido no     estudo de Toronto,<sup>32</sup> que havia sustentado a ado&#231;&#227;o dos crit&#233;rios da     ADA&#8225;.<sup>33</sup></p>       <p><b>Implica&#231;&#245;es     pr&#225;ticas do tratamento intensivo da diabetes gestacional</b></p>       <p>O estudo     ACHOIS<sup>34</sup> mostrou haver redu&#231;&#227;o de um conjunto de eventos perinatais     adversos (mas n&#227;o de cada um deles isoladamente) em mulheres gr&#225;vidas, entre as     24 e as 34 semanas de gesta&#231;&#227;o, com metabolismo gluc&#237;dico alterado, &#224;s quais se     aplicou um tratamento intensivo (aconselhamento nutricional, monitoriza&#231;&#227;o da     glicemia capilar e, se necess&#225;rio, insulinoterapia).</p>       <p>Este estudo,     realizado no Reino Unido e na Austr&#225;lia, incluiu 1.000 mulheres gr&#225;vidas e     comparou o tratamento intensivo com o acompanhamento cl&#225;ssico da gravidez.     Sendo o acompanhamento cl&#225;ssico padr&#227;o nestes pa&#237;ses muito diferente do     portugu&#234;s, n&#227;o ser&#225; seguro afirmar que se venham a verificar entre n&#243;s     diferen&#231;as na probabilidade de eventos perinatais adversos semelhantes &#224;s     encontradas no estudo ACHOIS.</p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Al&#233;m disso,     para o estudo ACHOIS foram recrutadas de entre as gr&#225;vidas com fatores de risco     para DG ou com uma prova de O&#8217;Sullivan positiva, aquelas que, duas horas ap&#243;s a     ingest&#227;o de 75 g de glicose, apresentassem glicemia inferior a 140 mg/dL em     jejum e entre 140 e 200 mg/dL. Estas mulheres tinham, portanto, crit&#233;rios de     diagn&#243;stico muito diferentes (menos apertados) dos agora ditados pela DGS, pelo     que n&#227;o &#233; seguro afirmar que os benef&#237;cios encontrados no ACHOIS sejam     replic&#225;veis em todas as mulheres gr&#225;vidas e utilizando os novos valores de     refer&#234;ncia propostos.</p>       <p>Por outro     lado, a redu&#231;&#227;o de eventos perinatais adversos foi verificada apenas se     considerados estes eventos de forma global e n&#227;o de cada um deles de forma     individual, sendo requerida a realiza&#231;&#227;o de estudos com maior pot&#234;ncia     estat&#237;stica para confirmar a redu&#231;&#227;o destes eventos.</p>       <p>Uma revis&#227;o     sistem&#225;tica e meta-an&#225;lise sobre o tratamento da DG, publicada em 2010,<sup>35</sup> concluiu que o tratamento hipoglicemiante apenas reduz o risco para dist&#243;cia de     ombros (maior redu&#231;&#227;o para tratamento mais intensivo) e para macrossomia (sem     rela&#231;&#227;o com intensidade do tratamento), n&#227;o encontrando diferen&#231;as     significativas na taxa de cesarianas, no n&#250;mero de mortes neonatais e de     traumas obst&#233;tricos nem na taxa de internamento em cuidados intensivos neonatais     (grau de recomenda&#231;&#227;o B e n&#237;vel de evid&#234;ncia 3A).</p>       <p>Assim,     podemos perceber que nem todo o aumento de eventos perinatais adversos previsto     no estudo HAPO pelo aumento da glicemia durante a gesta&#231;&#227;o pode ser evitado com     o tratamento intensivo.</p>       <p>Por outro     lado, estando estabelecida uma associa&#231;&#227;o estat&#237;stica entre eventos perinatais     adversos e o aumento da glicemia capilar, est&#225; ainda por provar a respetiva     rela&#231;&#227;o de causalidade. Na distocia de ombros, por exemplo, embora estejam     identificados fatores (como a macrossomia) que a ela predisp&#245;em, na maioria dos     casos ela ocorre na aus&#234;ncia de fatores de risco, sendo mesmo considerada uma     ocorr&#234;ncia maioritariamente imprevis&#237;vel.<sup>36,37</sup> Outro estudo     apresenta conclus&#245;es no mesmo sentido e tamb&#233;m que, ap&#243;s eliminadas as     vari&#225;veis de confundimento, nem a macrossomia parece ter uma associa&#231;&#227;o     significativa com a distocia de ombros,<sup>38</sup> j&#225; que 78% dos     rec&#233;m-nascidos grandes para a idade gestacional nascem de m&#227;es sem fatores de     risco. Poder&#227;o existir explica&#231;&#245;es alternativas para o facto de estes tr&#234;s     fatores surgirem em simult&#226;neo nas mesmas gr&#225;vidas: idade materna mais     avan&#231;ada, IMC pr&#233;vio mais elevado e caracter&#237;sticas gen&#233;ticas que favore&#231;am n&#227;o     s&#243; o aparecimento de glicemias mais elevadas mas tamb&#233;m de macrossomia fetal e     distocia de ombros.</p>       <p>Para al&#233;m da     falta de evid&#234;ncia que sustente o benef&#237;cio no tratamento intensivo de todas as     mulheres com DG &#224; luz dos novos crit&#233;rios, &#233; de salientar a aus&#234;ncia de dados     sobre a seguran&#231;a destas interven&#231;&#245;es, tal como conclui uma revis&#227;o     sistem&#225;tica/meta-an&#225;lise recente que considera que os riscos do tratamento da     DG n&#227;o foram devidamente endere&#231;ados nos ensaios dispon&#237;veis.<sup>35</sup></p>       <p><b>Implica&#231;&#245;es     da monitoriza&#231;&#227;o da glicemia capilar</b></p>       <p>Os resultados     de dois ensaios cl&#237;nicos, ambos de pequena dimens&#227;o, sobre a auto-vigil&#226;ncia da     glicemia em mulheres com DG foram contradit&#243;rios.<sup>39,40</sup> Num deles, em     1986,<sup>40</sup> mulheres com DG (diagnosticada por PTGO com 100 g realizada     se obtivessem glicemias de 135 mg/dL ou mais ap&#243;s uma sobrecarga de 50 g oral)     que monitorizaram a sua glicemia duas vezes por dia foram, comparativamente com     as que n&#227;o monitorizaram a glicemia, mais frequentemente insulinizadas e     tiveram menos RN macross&#243;micos e grandes para a idade gestacional. Pelo     contr&#225;rio, num outro ensaio, de dimens&#227;o sobrepon&#237;vel, realizado em 2002, em     gr&#225;vidas com DG ligeira (glicemias em jejum inferiores a 95 mg/dL ap&#243;s medidas     diet&#233;ticas), a auto-monitoriza&#231;&#227;o da glicemia n&#227;o mostrou vantagens     significativas, nem no controlo glic&#233;mico, nem na taxa de eventos perinatais     adversos.<sup>39</sup> Al&#233;m disso, estudos em pessoas diab&#233;ticas tipo 2 n&#227;o     insulino-tratadas t&#234;m falhado sistematicamente em demonstrar efic&#225;cia, mesmo no     controlo de indicadores de resultado interm&#233;dios como a HbA1C.<sup>41-43</sup></p>       <p>Para al&#233;m da     falta de evid&#234;ncia acerca dos seus benef&#237;cios, t&#234;m sido apontados v&#225;rios riscos     associados &#224; monitoriza&#231;&#227;o da glicemia capilar na popula&#231;&#227;o de diab&#233;ticos,     nomeadamente o de depress&#227;o e o facto de o doente ter tend&#234;ncia a realizar de     forma errada o auto-ajuste das medidas farmacol&#243;gicas e n&#227;o-farmacol&#243;gicas,     originando oscila&#231;&#245;es nefastas dos valores de glicemia.<sup>41-43</sup> Por     outro lado, os custos s&#227;o elevados e n&#227;o deixa de ser uma an&#225;lise invasiva que     provoca dor (mesmo que ligeira) e altera&#231;&#227;o da rotina di&#225;ria da gr&#225;vida.</p>       <p><b>Implica&#231;&#245;es     de outras interven&#231;&#245;es intensivas</b></p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<p>No estudo     ACHOIS<sup>34</sup> houve um aumento de internamentos na unidade de cuidados     neonatais e das indu&#231;&#245;es de parto para as mulheres que tiveram um     acompanhamento intensivo. Uma revis&#227;o sistem&#225;tica da <i>Cochrane</i> em 2009 concluiu que o tratamento da DG (utilizando os     crit&#233;rios cl&#225;ssicos) aumenta o risco de parto induzido (grau de recomenda&#231;&#227;o B     e n&#237;vel de evid&#234;ncia 3A).<sup>44</sup> Estes dados suscitam a preocupa&#231;&#227;o pela     possibilidade de os novos crit&#233;rios de DG resultarem no aumento de interven&#231;&#245;es     porventura evit&#225;veis. O internamento na unidade de cuidados neonatais pode     aumentar a ansiedade materna durante o internamento, perturbar a vincula&#231;&#227;o     precoce m&#227;e-filho e o estabelecimento do aleitamento materno. A indu&#231;&#227;o do     parto pode espelhar uma tend&#234;ncia para aumentar a monitoriza&#231;&#227;o e interven&#231;&#227;o     terap&#234;utica que pode ser desnecess&#225;ria, desadequada ou mesmo prejudicial.</p>       <p><b>Reclassifica&#231;&#227;o     p&#243;s-parto</b></p>       <p>Tal como nas     orienta&#231;&#245;es t&#233;cnicas precedentes da DGS, tamb&#233;m nesta &#233; recomendada a     realiza&#231;&#227;o de reclassifica&#231;&#227;o do metabolismo gluc&#237;dico da pu&#233;rpera seis a oito     semanas ap&#243;s o parto. A orienta&#231;&#227;o recomenda que esta reclassifica&#231;&#227;o seja     realizada a n&#237;vel da consulta hospitalar, n&#227;o salientando que, nos casos em que     isso n&#227;o seja poss&#237;vel, ela possa ser realizada pelo m&#233;dico de fam&#237;lia.</p>       <p>O per&#237;odo     p&#243;s-parto constitui uma fase de readapta&#231;&#227;o da estrutura familiar com muitas     mudan&#231;as emocionais e sociais que podem favorecer o abandono do acompanhamento     a n&#237;vel hospitalar por parte da pu&#233;rpera. Os cuidados de sa&#250;de prim&#225;rios est&#227;o     n&#227;o s&#243; mais dispon&#237;veis como t&#234;m maior capacidade de contacto com a fam&#237;lia     nesta fase, favorecendo o cumprimento desta tarefa importante para determinar o     acompanhamento que esta mulher ir&#225; ter no futuro.</p>       <p><b>Implica&#231;&#245;es     nos recursos de sa&#250;de</b></p>       <p>Apesar de     serem conhecidos estudos internacionais<sup>45</sup> e portugueses<sup>46</sup> que conclu&#237;ram que a institui&#231;&#227;o de medidas preventivas preconizadas por     peritos pode ter um impacto insustent&#225;vel nos sistemas de sa&#250;de, as novas     orienta&#231;&#245;es s&#227;o propostas sem que seja avaliado o impacto da sua implementa&#231;&#227;o.</p>       <p>Em Portugal,     num per&#237;odo em que se pretende uma redu&#231;&#227;o anual de 10% do or&#231;amento da sa&#250;de e     em que a capacidade instalada de alguns hospitais n&#227;o permite o agendamento de     primeiras consultas de Ginecologia nos tempos de resposta garantidos previstos     na lei,<sup>47</sup> o aumento de custos associado ao aumento de carga de     trabalho que a implementa&#231;&#227;o dos novos crit&#233;rios seguramente trar&#225;, faz     adivinhar dificuldades acrescidas no cumprimento dos objetivos or&#231;amentais e     dos tempos de resposta garantidos. N&#227;o &#233; poss&#237;vel esquecer tamb&#233;m os custos     associados &#224; monitoriza&#231;&#227;o intensiva da glicemia capilar, integralmente     suportados pelo SNS. Por outro lado, o desvio de recursos limitados para     cumprimento destas orienta&#231;&#245;es ir&#225; provavelmente penalizar a realiza&#231;&#227;o de     outras interven&#231;&#245;es e atividades, nomeadamente de &#226;mbito curativo, com custos     de oportunidade seguramente muito relevantes.</p>       <p>A     preocupa&#231;&#227;o sobre o impacto que os novos crit&#233;rios propostos pelo consenso da     AID e do Grupo de Estudos da Gravidez podem ter nos sistemas de sa&#250;de est&#225;     patente em artigos publicados noutros pa&#237;ses.<sup>48,49</sup></p>       <p>Estudos de     custo-efetividade realizados nos EUA50 (47) e no Canad&#225;<sup>51</sup> mostraram     n&#227;o existir evid&#234;ncia suficientemente convincente para recomendar o rastreio     universal de DG. O <i>National Institute of     Clinical Excellence</i> refere que apenas o rastreio seletivo orientado pela     presen&#231;a de fatores de risco de DG &#233; custo-efetivo.<sup>52</sup></p>       <p>Um estudo     franc&#234;s de 2002 mostrou que aplicar a PTGO a todas as gr&#225;vidas em vez da prova     de O&#8217;Sullivan quadruplicaria os custos.<sup>53</sup> Um estudo em It&#225;lia     verificou que a diferen&#231;a entre rastrear todas as gr&#225;vidas com prova de     O&#8217;Sullivan, em compara&#231;&#227;o com o rastreio apenas das gr&#225;vidas com fatores de     risco de DG, originaria um custo superior em 18&#8364; por cada evento perinatal     adverso evitado (424&#8364; em vez de 406&#8364;).<sup>54</sup></p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<p>No estudo     ACHOIS,<sup>34</sup> o NNT da interven&#231;&#227;o foi de 34, o que implica que ser&#225;     necess&#225;rio um investimento importante de recursos materiais, humanos,     organizacionais e emocionais para reduzir o risco de eventos perinatais     adversos. Um estudo australiano estimou que a aplica&#231;&#227;o dos resultados do     ACHOIS custaria, em 2002, cerca de 45.000&#8364; (entre despesas do sistema de sa&#250;de     e das fam&#237;lias), por cada 100 mulheres com DG tratada, considerando contudo os     autores que tal seria um custo provavelmente justific&#225;vel em pa&#237;ses ricos.<sup>55</sup></p>       <p><b>Outros     aspetos metodol&#243;gicos</b></p>       <p>Alguns     aspetos n&#227;o espec&#237;ficos desta Norma merecem ser considerados. Em primeiro     lugar, uma orienta&#231;&#227;o t&#233;cnica dirigida a um largo segmento da popula&#231;&#227;o deve     ser objecto de revis&#227;o por um painel alargado que inclua n&#227;o s&#243; especialistas     da &#225;rea em estudo como metod&#243;logos e generalistas.<sup>56</sup> Em segundo     lugar, deve ser testada a adequa&#231;&#227;o ao cen&#225;rio nacional das recomenda&#231;&#245;es     resultantes dos estudos usados em seu suporte. Por &#250;ltimo, a valida&#231;&#227;o de     Normas atrav&#233;s de um instrumento pr&#243;prio<sup>57</sup> &#233; muito recomend&#225;vel.     Tanto quanto sabemos nenhuma destas medidas ter&#225; sido tomada em rela&#231;&#227;o a esta     Norma. </p>       <p><b>Conclus&#245;es</b></p>       <p>Relativamente     a cada componente das recomenda&#231;&#245;es da DGS, de acordo com a evid&#234;ncia     dispon&#237;vel, podemos concluir que:</p>       <p>&#8226; A assun&#231;&#227;o     do limite de normalidade nos 92 mg/dL para glicemia em jejum na primeira     consulta de vigil&#226;ncia n&#227;o &#233; suportada pelo estudo HAPO, uma vez que este n&#227;o     avaliou o impacto da presen&#231;a destes valores de glicemia antes das 24 semanas     de gesta&#231;&#227;o.</p>       <p>&#8226; A PTGO com     75 g de glicose n&#227;o se encontra confirmada como a melhor forma de rastreio,     existindo uma meta-an&#225;lise que refere que devem ser ponderados os riscos     potenciais da utiliza&#231;&#227;o de testes com maior sensibilidade diagn&#243;stica pelo     aumento de preval&#234;ncia que implicam (grau de recomenda&#231;&#227;o B e n&#237;vel de     evid&#234;ncia 3A).</p>       <p>&#8226; A     altera&#231;&#227;o dos valores de refer&#234;ncia &#233; baseada no estudo HAPO, um estudo     observacional, com alguns problemas metodol&#243;gicos (reduzida taxa de     participa&#231;&#227;o, possibilidade de vi&#233;s de sele&#231;&#227;o, falta de ajuste dos resultados     de acordo com as vari&#225;veis de confundimento, elevada taxa de cesarianas). Uma vez     que o estudo HAPO estabeleceu uma associa&#231;&#227;o linear entre as vari&#225;veis, foi um     consenso de peritos da AID que determinou o limite a partir da probabilidade de     aumento de 1,75 dos eventos perinatais adversos, o que confere &#224; recomenda&#231;&#227;o     um n&#237;vel de evid&#234;ncia baixo.</p>       <p>&#8226; Uma     revis&#227;o sistem&#225;tica e uma meta-an&#225;lise mostram que o tratamento da DG     (diagnosticada com os crit&#233;rios cl&#225;ssicos) &#233; eficaz na redu&#231;&#227;o dos casos de     macrossomia e distocia de ombros mas n&#227;o existe evid&#234;ncia ainda de que os novos     crit&#233;rios tenham os mesmos resultados.</p>       <p>&#8226; Um estudo     randomizado e controlado (ACHOIS) mostra aumento de alguns eventos perinatais     adversos (internamento em unidades de tratamento neonatais e indu&#231;&#227;o de parto)     devido ao tratamento intensivo (grau de recomenda&#231;&#227;o B e n&#237;vel de evid&#234;ncia     3A).</p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&#8226; Tr&#234;s     estudos em tr&#234;s pa&#237;ses diferentes mostram que o rastreio de DG a todas as     gr&#225;vidas n&#227;o &#233; custo-eficaz.</p>       <p>&#8226; N&#227;o existe     evid&#234;ncia de que as caracter&#237;sticas da popula&#231;&#227;o portuguesa e dos servi&#231;os de     sa&#250;de portugueses permitam um impacto positivo das medidas propostas em termos     de ganhos em sa&#250;de, nem que essas altera&#231;&#245;es sejam custo-efetivas quando     aplicadas na nossa realidade.</p>       <p>Se se     pretende uma medicina respons&#225;vel e sustent&#225;vel, decis&#245;es como a de rastrear e     definir crit&#233;rios diagn&#243;sticos de DG implicam uma avalia&#231;&#227;o criteriosa de toda     a evid&#234;ncia dispon&#237;vel, assim como considera&#231;&#245;es &#233;ticas.<sup>58</sup> Em &#250;ltima     an&#225;lise, estas s&#227;o decis&#245;es de pol&#237;tica de sa&#250;de.<sup>59</sup></p>       <p>Face aos     estudos dispon&#237;veis, &#233; discut&#237;vel a robustez da evid&#234;ncia, quer de benef&#237;cio,     quer de seguran&#231;a, das interven&#231;&#245;es propostas pela nova orienta&#231;&#227;o t&#233;cnica e     pela nova vers&#227;o do consenso, tanto no que diz respeito &#224; estrat&#233;gia de     rastreio, como no que se refere &#224; institui&#231;&#227;o em gr&#225;vidas com valores marginais     (previamente definidos como normais) de vigil&#226;ncia em consulta hospitalar de     obstetr&#237;cia, de aconselhamento nutricional espec&#237;fico, de autovigil&#226;ncia da     glicemia e de tratamento com insulina ou antidiab&#233;ticos orais.</p>     <p>Parece,     assim, prudente a suspens&#227;o da Norma n.<sup>o</sup> 7/2011 DGS, &#171;Diagn&#243;stico e     conduta na Diabetes Gestacional&#187;, regressando-se ao modelo anterior de rastreio     e diagn&#243;stico de DG (ele pr&#243;prio ainda n&#227;o fundamentado por estudos adequados)     e at&#233; que evid&#234;ncia robusta recomende a sua modifica&#231;&#227;o.</p>       <p>&nbsp;</p>       <p><b>REFER&#202;NCIAS     BIBLIOGR&#193;FICAS</b></p>       <!-- ref --><p>1. Boavida     JM, Carvalho D, Raposo JF, Silva PM, Duarte R. Norma 001/2011 Terap&#234;utica da     diabetes mellitus tipo 2: metformina. Lisboa: Dire&#231;&#227;o-Geral da Sa&#250;de; 2011.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000100&pid=S2182-5173201200040000900001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>2. Pinto D,     Heleno B, Gallego R, Santos I, Santiago LM, Maria V. Norma Terap&#234;utica da     Diabetes Mellitus tipo 2: metformina &#8211; uma perspectiva cr&#237;tica. Acta Med     Port 2011 Mar-Abr; 24 (2): 331-8.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000102&pid=S2182-5173201200040000900002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>3. Vicente     L, Boavida JM. Norma 007/2011 Diagn&#243;stico e conduta na Diabetes Gestacional.     Lisboa: Dire&#231;&#227;o-Geral da Sa&#250;de; 2011.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000104&pid=S2182-5173201200040000900003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>4. Dores J,     Almeida MC, Vicente L, Paiva S; Sociedade Portuguesa de Endocrinologia,     Diabetes e Metabolismo, Sociedade Portuguesa de Diabetologia, Sociedade     Portuguesa de Obstetr&#237;cia e Medicina Materno-Fetal e Sec&#231;&#227;o de Neonatologia da     Sociedade Portuguesa de Pediatria. Relat&#243;rio de Consenso sobre a Diabetes e     Gravidez. 2011. Dispon&#237;vel em <a href="http://www.dgs.pt?mid=5005&amp;cr=19703" target="_blank">http://www.dgs.pt?mid=5005&amp;cr=19703</a> [acedido em 30/06/2011].    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000106&pid=S2182-5173201200040000900004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>5. International     Association of Diabetes and Pregnancy Study Groups Consensus Panel.     Recommendations on the dagnosis and classification of hyperglycemia in     pregnancy. Diabetes Care 2010 Mar; 33 (3): 676-82.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000108&pid=S2182-5173201200040000900005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>6. HAPO     Study Cooperative Research Group. Hyperglycemia and adverse pregnancy outcomes.     N Engl J Med 2008 May 8; 358 (19): 1991-2002.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000110&pid=S2182-5173201200040000900006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>7. American     Diabetes Association. Position statement: standards of medical care in diabetes     &#8211; 2012. Diabetes Care 2012 Jan; 35 Suppl 1: 11-63.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000112&pid=S2182-5173201200040000900007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>8. American     College of Obstetricians and Gynecologists: ACOG Practice Bulletin. Clinical     management guidelines of gestational diabetes for obstetrician-gynecologists.     Obstet Gynecol 2001 Sep; 98 (3): 525-38.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000114&pid=S2182-5173201200040000900008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>9. Hoffman     L, Nolan C, Wilsson JD, Oats JJ, Simmons D. Gestational diabetes     mellitus-management guidelines. The Australasian Diabetes in Pregnancy Society.     Med J Aust 1998 Jul 20; 169 (2): 93-7.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000116&pid=S2182-5173201200040000900009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>10. Metzger     BE, Buchanan TA, Coustan DR, de Leiva A, Dunger DB, Hadden DR, et al. Summary     and recommendations of the fifth international workshop-conference on     gestational diabetes mellitus. Diabetes Care 2007 Jul; 30 Suppl 2: S251-60.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000118&pid=S2182-5173201200040000900010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>11. Oats JJ,     McIntyre HD. Revision of guidelines for the management of gestational diabetes     mellitus. Med J Aust 2004 Sep 20; 181 (6): 342.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000120&pid=S2182-5173201200040000900011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>12. The     Royal Australian and New Zealand College of Obstetricians and Gynaecologists.     College statement: Diagnosis of gestational diabetes mellitus. Melbourne:     RANZCOG; 2008.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000122&pid=S2182-5173201200040000900012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>13. Tieu J,     Middleton P, McPhee AJ, Crowther CA. Screening and subsequent management for     gestational diabetes for improving maternal and infant health. Cochrane     Database Syst Rev 2010 Jul 7; (7): CD007222.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000124&pid=S2182-5173201200040000900013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>14. De los     Santos-Garate AM, Villa-Guillen M, Villanueva-Garc&#237;a D, Vallejos-Ru&#237;z ML,     Murgu&#237;a-Peniche MT; NEOSANO&#8217;s Network. Perinatal morbidity and mortality in     late-term and post-term pregnancy: NEOSANO perinatal network&#8217;s experience in     Mexico. J Perinatol 2011 Dec; 31 (12): 789-93.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000126&pid=S2182-5173201200040000900014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>15. Sermer     M, Naylor CD, Gare DJ, Kenshole AB, Ritchie JW, Farine D, et al. Impact of     increasing carbohydrate intolerance on maternal-fetal outcomes in 3637 women     without gestational diabetes. The Toronto Tri-Hospital Gestational Diabetes     Project. Am J Obstet Gynecol 1995 Jul; 173 (1): 146-56.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000128&pid=S2182-5173201200040000900015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>16. Jensen     DM, Damm P, S&#248;rensen B, M&#248;lsted-Pedersen L, Westergaard JG, Klebe J, et al.     Clinical impact of mild carbohydrate intolerance in pregnancy: a study of 2904     nondiabetic Danish women with risk fators for gestational diabetes. Am J Obstet     Gynecol 2001 Aug; 185 (2): 413-9.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000130&pid=S2182-5173201200040000900016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>17. Yang X,     Hsu-Hage B, Zhang H, Zhang C, Zhang Y, Zhang C. Women with impaired glucose     tolerance during pregnancy have significantly poor pregnancy outcomes. Diabetes     Care 2002 Sep; 25 (9): 1619-24.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000132&pid=S2182-5173201200040000900017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>18. Sacks     DA, Greenspoon JS, Abu-Fadil S, Henry HM, Wolde-Tsadik G, Yao JF. Toward     universal criteria for gestational diabetes: the 75-gram glucose tolerance test     in pregnancy. Am J Obstet Gynecol 1995 Feb; 172 (2 Pt 1): 607-14.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000134&pid=S2182-5173201200040000900018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>19. American     College of Obstetrics and Gynecology. Committee opinion no. 504: screening and     diagnosis of gestational diabetes mellitus. Obstet Gynecol. 2011 Sep; 118 (3):     751-3.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000136&pid=S2182-5173201200040000900019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>20. Rumbold     AR, Crowther CA. Women&#8217;s experiences of being screened for gestational diabetes     mellitus. Aust N Z J Obstet Gynaecol 2002 May; 42 (2): 131-7.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000138&pid=S2182-5173201200040000900020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>21. Westin     S, Heath I. Thresholds for normal blood pressure and serum cholesterol. BMJ     2005 Jun 25; 330 (7506): 1461-2.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000140&pid=S2182-5173201200040000900021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>22. Sen A.     Health: perception versus observation. BMJ 2002 Apr 13; 324 (7342): 860-1.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000142&pid=S2182-5173201200040000900022&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>23. Talge     NM, Neal C, Glover V. Antenatal maternal stress and long-term effects on child     neurodevelopment: how and why? J Child Psychol Psychiatry 2007 Mar-Apr; 48     (3-4): 245-61.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000144&pid=S2182-5173201200040000900023&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>24. Straus     SE, Sackett DL. Applying evidence to the individual patient. Ann Oncol 1999     Jan; 10 (1): 29-32.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000146&pid=S2182-5173201200040000900024&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>25. Albert     CM, Chae CU, Rexrode KM, Manson JE, Kawachi I. Phobic anxiety and risk of     coronary heart disease and sudden cardiac death among women. Circulation 2005     Feb 1; 111 (4): 480-7.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000148&pid=S2182-5173201200040000900025&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>26. Dong M,     Giles WH, Felitti VJ, Dube SR, Williams JE, Chapman DP, et al. Insights into     causal pathways for ischemic heart disease: adverse childhood experiences     study. Circulation 2004 Sep 28; 110 (13): 1761-6.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000150&pid=S2182-5173201200040000900026&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>27. Feinberg     AP. Epigenetics at the epicenter of modern medicine. JAMA 2008 Mar 19; 299     (11): 1345-50.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000152&pid=S2182-5173201200040000900027&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>28. Moynihan     R, Doust J, Henry D. Preventing overdiagnosis: how to stop harming the ealthy.     BMJ 2012 May 28; 344: e3502.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000154&pid=S2182-5173201200040000900028&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>29. Observat&#243;rio     Nacional da Diabetes. Diabetes Factos e N&#250;meros 2010. Relat&#243;rio anual do     Observat&#243;rio Nacional da Diabetes - Portugal 2010. Dispon&#237;vel em: <a href="http://www.spd.pt/images/relatorioanualdiabetes%20fev%202011.pdf" target="_blank">http://www.spd.pt/images/relatorioanualdiabetes%20fev%202011.pdf</a> [acedido em 30/06/2011].    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000156&pid=S2182-5173201200040000900029&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>30. Corcoy     R, Lumbreras B, Bartha JL, Ricart W; Grupo Espa&#241;ol de Diabetes y Embarazo.     Nuevos crit&#233;rios diagn&#243;sticos de diabetes mellitus gestacional a partir del     estudio HAPO. &#191;Son v&#225;lidos en nuestro medio? Gac Sanit 2010 Jul-Ago; 24 (4):     361-3.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000158&pid=S2182-5173201200040000900030&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>31. Dinis     JA, Calado B. Diabetes e Gravidez. Circular Normativa n&#186; 8 - Divis&#227;o de Doen&#231;as     Gen&#233;ticas, Cr&#243;nicas e Geri&#225;tricas. Lisboa: Dire&#231;&#227;o-Geral da Sa&#250;de; 1998.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000160&pid=S2182-5173201200040000900031&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>32. Naylor     CD, Sermer M, Chen E, Farine D. Selective screening of gestational diabetes     mellitus. N Engl J Med 1997 Nov 27; 337 (22): 1591-6.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000162&pid=S2182-5173201200040000900032&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>33. Ricart     W, L&#243;pez J, Mozas J, Pericot A, Sancho MA, Gonz&#225;lez N, et al. Potential impact     of American Diabetes Association (2000) criteria for diagnosis of gestational     diabetes mellitus in Spain. Diabetologia 2005 Jun; 48 (6): 1135-41.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000164&pid=S2182-5173201200040000900033&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>34. Crowther     CA, Hiller JE, Moss JR, McPhee AJ, Jeffries WS, Robinson JS. Effect of     treatment of gestational diabetes mellitus on pregnancy outcomes. N Engl J Med     2005 Jun 16; 352 (24): 2477-86.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000166&pid=S2182-5173201200040000900034&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>35. Horvath     K, Koch K, Jeitler K, Matyas E, Bender R, Bastian H, et al. Effects of     treatment in women with gestational diabetes mellitus: systematic review and     meta-analysis. BMJ 2010 Apr 1; 340: c1395.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000168&pid=S2182-5173201200040000900035&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>36. Baskett     TF, Allen AC. Perinatal implications of shoulder dystocia. Obstet Gynecol 1995     Jul; 86 (1): 14-7.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000170&pid=S2182-5173201200040000900036&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>37. Gottlieb     AG, Galan HL. Shoulder dystocia: an update. Obstet Gynecol Clin North Am 2007     Sep; 34 (3): 501-31.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000172&pid=S2182-5173201200040000900037&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>38. Mehta     SH, Blackwell SC, Bujold E, Sokol RJ. What factors are associated with neonatal     injury following shoulder dystocia? J Perinatol 2006 Feb; 26 (2): 85-8.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000174&pid=S2182-5173201200040000900038&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>39. Homko     CJ, Sivan E, Reece EA. The impact of self-monitoring of blood glucose on     self-efficacy and pregnancy outcomes in women with diet-controlled gestational     diabetes. Diabetes Educ 2002 May-Jun; 28 (3): 435-43.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000176&pid=S2182-5173201200040000900039&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>40. Goldberg     JD, Franklin B, Lasser D, Jornsay DL, Hausknecht RU, Ginsberg-Fellner F, et al.     Gestational diabetes: impact of home glucose monitoring on neonatal     birthweight. Am J Obstet Gynecol 1986 Mar; 154 (3): 546-50.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000178&pid=S2182-5173201200040000900040&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>41. O&#8217;Kane     MJ, Bunting B, Copeland M, Coates VE; ESMON Study Group. Efficacy of self     monitoring of blood glucose in patients with newly diagnosed type 2 diabetes     (ESMON study): randomised controlled trial. BMJ 2008 May 24; 336 (7654):     1174-7.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000180&pid=S2182-5173201200040000900041&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>42. Farmer     AJ, Wade AN, French DP, Simon J, Yudkin P, Gray A, et al. Blood glucose     self-monitoring in type 2 diabetes: a randomised controlled trial. Health     Technol Assess 2009 Feb; 13 (15): iii-iv, ix-xi, 1-50.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000182&pid=S2182-5173201200040000900042&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>43. Simon J,     Gray A, Clarke P, Wade A, Neil A, Farmer A; Diabetes Glycaemic Education and     Monitoring Trial Group. Cost effectiveness of self monitoring of blood glucose     in patients with non-insulin treated type 2 diabetes: economic evaluation of     data from the DiGEM trial. BMJ 2008 May 24; 336 (7654): 1177-80.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000184&pid=S2182-5173201200040000900043&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>44. Alwan N,     Tufnell DJ, West J. Treatments for gestational diabetes. Cochrane Database Syst     Rev 2009 Jul 8; (3): CD003395.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000186&pid=S2182-5173201200040000900044&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>45. Yarnall     KS, Pollak KI, &#216;stbye T, Krause KM, Michener JL. Primary care: is there enough     time for prevention? Am J Public Health 2003 Apr; 93 (4): 635-41.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000188&pid=S2182-5173201200040000900045&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>46. Pinto D,     Corte-Real S, Nunes JM. Actividades preventivas &#8211; quanto tempo sobra? Rev     Port Clin Geral 2010 Set-Out; 26 (5): 455-64.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000190&pid=S2182-5173201200040000900046&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>47. Observat&#243;rio     Portugu&#234;s de Sistemas de Sa&#250;de. Relat&#243;rio de primavera 2010. Dispon&#237;vel em: <a href="http://www.observaport.org/rp" target="_blank">http://www.observaport.org/rp</a> [acedido em 30/06/2011].    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000192&pid=S2182-5173201200040000900047&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>48. Moses     RG. New Consensus Criteria for GDM Problem solved or a Pandora&#8217;s box? Diabetes     Care 2010 Mar; 33 (3): 690-1.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000194&pid=S2182-5173201200040000900048&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>49. Ryan EA.     Diagnosing gestational diabetes. Diabetologia 2011 Mar; 54 (3): 480-6.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000196&pid=S2182-5173201200040000900049&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>50. U.S.     Preventive Services Task Force. Screening for gestational diabetes mellitus:     U.S. Preventive Services Task Force recommendation statement. Ann Intern Med     2008 May 20; 148 (10): 759-65.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000198&pid=S2182-5173201200040000900050&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>51. Canadian     Task Force on the Periodic Health Examination. The Canadian Guide to Clinical     Preventive Health Care. Ottawa: Health Canada 1994. p. 15-23.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000200&pid=S2182-5173201200040000900051&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>52. National     Collaborating Centre for Women&#8217;s and Children&#8217;s Health. Diabetes in Pregnancy:     management of diabetes and its complications from preconception to the     postnatal period. London:&nbsp; RCOG     Press; 2008.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000202&pid=S2182-5173201200040000900052&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>53. Poncet     B, Touzet S, Rocher L, Berland M, Orgiazzi J, Colin C. Cost-effectiveness     analysis of gestational diabetes mellitus screening in France. Eur J Obstet     Gynecol Reprod Biol 2002 Jul 10; 103 (2): 122-9.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000204&pid=S2182-5173201200040000900053&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>54. Di     Cianni G, Volpe L, Casadidio I, Bottone P, Marselli L, Lencioni C, et al.     Universal screening and intensive metabolic management of gestational diabetes:     cost-effectiveness in Italy. Acta Diabetol 2002 Jun; 39 (2): 69-73.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000206&pid=S2182-5173201200040000900054&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>55. Moss JR,     Crowther CA, Hiller JE, Willson KJ, Robinson JS; Australian Carbohydrate     Intolerance Study in Pregnant Women Group. Costs and consequences of treatment     for mild gestational diabetes mellitus &#8211; evaluation from the ACHOIS     randomised trial. BMC Pregnancy Childbirth 2007 Oct 28; 7:27.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000208&pid=S2182-5173201200040000900055&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>56. Lim W,     Arnold DM, Bachanova V, Haspel RL, Rosovsky RP, Shustov AR, et al.     Evidence-based guidelines &#8211; an introduction. Hematology Am Soc Hematol     Educ Program 2008: 26-30.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000210&pid=S2182-5173201200040000900056&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>57. AGREE     Collaboration. Development and validation of an international appraisal     instrument for assessing the quality of clinical practice guidelines: the AGREE     project. Qual Saf Health Care 2003 Feb; 12 (1): 18-23.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000212&pid=S2182-5173201200040000900057&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>58. Gets L,     Kirkengen AL, Hetlevik I, Sigurdsson JA. Individually based preventive medical     recommendations - are they sustainable and responsible? A call for ethical     reflection. Scand J Prim Health Care 2005 Jun; 23 (2): 65-7.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000214&pid=S2182-5173201200040000900058&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>59. Heath I,     Mangin D, Toop L, Brodersen J. The future of national health systems. Br J Gen     Pract. 2011 May; 61 (586): 319-20.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000216&pid=S2182-5173201200040000900059&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <p>&nbsp;</p>    <p><a href="#topc0">Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia</a> | <a href="#topc0">Direcci&oacute;n para correspondencia</a> | <a href="#topc0">Correspondence</a><a name="c0"></a></p>       <p>Carla     Gouveia</p>       <p>USF     LoureSaud&#225;vel</p>       <p>Rua Angra do     Hero&#237;smo, SN</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>2670-487     LOURES</p>     <p><a href="mailto:carlapggouveia@hotmail.com">carlapggouveia@hotmail.com</a></p>       <p>&nbsp;</p>       <p><i>Artigo escrito ao abrigo do novo acordo   ortogr&#225;fico.</i></p>     <p><b>Agradecimentos</b></p>       <p>Os autores     agradecem aos Drs. Daniel Pinto e Ant&#243;nio Faria Vaz pelos seus coment&#225;rios &#224;s     vers&#245;es de trabalho do presente artigo.</p>       <p><b>Conflito   de interesses</b></p>       <p>Os autores     declaram n&#227;o existirem conflitos de interesses relacionados com o conte&#250;do do     artigo. M&#243;nica Granja &#233; editora da Revista Portuguesa de Medicina Geral e     Familiar, n&#227;o tendo participado no processo editorial deste artigo.</p>       <p><b>Recebido em 19/03/2012</b></p>       <p><b>Aceite para publica&#231;&#227;o em 08/06/2012</b></p>    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>       <p><b>Notas</b></p>       <p><a href="#top0">*</a><a name="0"></a> Grau de     recomenda&#231;&#227;o e n&#237;veis de evid&#234;ncia de acordo com &#171;Classifica&#231;&#227;o de Oxford     Centre for Evidence-Based Medicine&#187; dispon&#237;vel em:   <a href="http://portal.saude.gov.br/portal/arquivos/pdf/tabela_nivel_evidencia.pdf" target="_blank">http://portal.saude.gov.br/portal/arquivos/pdf/tabela_nivel_evidencia.pdf</a></p>       <p><a href="#top1">&#8224;</a><a name="1"></a> Glicemia     em jejum de 92 mg/dL, de 180 mg/dL uma hora ap&#243;s a ingest&#227;o de 75g de glicose e   de 153 mg/dL ap&#243;s duas horas.</p>      ]]></body><back>
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